Orion Teixeira
Por conta de suas principais
lideranças políticas, o país perdeu, nos últimos dias, as chances e a
oportunidade de solucionar as crises política e econômica por meio do
entendimento e do diálogo maduro. Não há mais tempo nem espaço, pelo menos até
o fim dessa turbulência. O confronto está vencendo e será o meio pelo qual se
desdobrarão os próximos passos, seja nas ruas ou no Congresso Nacional, onde
foi retomado, nessa quinta-feira (17), o processo de impeachment da presidente
Dilma Rousseff (PT).
O fato é que ninguém mais quer ouvir o argumento do outro, ou saber se determinado ato adotado é legal ou não. No lugar do diálogo, o que se vê são dedos em riste, buzinaços, panelaços, gritos, violência e arbitrariedades. Se as ruas hoje estão assim, e até mesmo as conversas entre vizinhos e parentes, o mau exemplo vem de cima, pela incapacidade dos políticos em tratarem, republicana e constitucionalmente, de situações que deveriam se ater ao campo político, sem a excessiva judicialização e futebolização da política.
Enquanto o desentendimento se propaga em tempo real, com efeitos danosos ao debate democrático, o impeachment seguirá o curso na Câmara dos Deputados, sob a batuta do presidente Eduardo Cunha (PMDB), que, pelo que fez e faz no Conselho de Ética, que tenta julgar sua cassação por corrupção provada, poderá fazer o mesmo nesse caso.
Dilma não teve outra saída senão delegar os rumos do governo ao ex-presidente Lula (PT), que, como ministro da Casa Civil, terá a missão de conduzir e atravessar o governo por essa turbulência, que, nos dias de hoje, parece incontrolável e invencível. Ninguém mais no governo, ou no PT, teria essa capacidade. Se Lula não der conta, não segurar o PMDB, a queda será inevitável.
Lacerda testa pré-candidatos
Reduzidos a quatro, os pré-candidatos a prefeito de Belo Horizonte pelo grupo do prefeito Marcio Lacerda, presidente estadual do PSB, e do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, estão passando por teste para a escolha de um deles. Após as pesquisas quantitativas, eles agora passam pela técnica conhecida como “diamante”, na qual gravam depoimento de uma hora para medir e avaliar seu desempenho.
Foram convidados quatro, dos quais somente três participaram do teste, que, pela primeira vez, é feito em pré-campanha: o vice-prefeito Délio Malheiros (PV), Josué Valadão (secretário de Obras da PBH) e Paulo Brant, presidente da Cenibra. O deputado João Leite (PSDB) foi convidado, mas declinou. Não retornou as ligações, mas há quem diga que não concordou com o escrutínio; outros disseram que não concordou com a gravação porque incluiria apoio a eventual candidatura de Lacerda a governador em 2018.
Délio gravou e disse que não houve pedido ou exigência de gravação para campanhas futuras. De acordo ele, foram feitas perguntas sobre a vida pessoal e política de cada um e o que pensam sobre a cidade, projetos e sonhos. O resultado sairá na próxima semana. Nesta sexta-feira (18), Lacerda reúne os partidos aliados para nova rodada de conversa para acalmar a turma. Tudo somado, devem ficar para a finalíssima Délio, o preferido de Aécio, contra Valadão, o preferido de Lacerda.
O fato é que ninguém mais quer ouvir o argumento do outro, ou saber se determinado ato adotado é legal ou não. No lugar do diálogo, o que se vê são dedos em riste, buzinaços, panelaços, gritos, violência e arbitrariedades. Se as ruas hoje estão assim, e até mesmo as conversas entre vizinhos e parentes, o mau exemplo vem de cima, pela incapacidade dos políticos em tratarem, republicana e constitucionalmente, de situações que deveriam se ater ao campo político, sem a excessiva judicialização e futebolização da política.
Enquanto o desentendimento se propaga em tempo real, com efeitos danosos ao debate democrático, o impeachment seguirá o curso na Câmara dos Deputados, sob a batuta do presidente Eduardo Cunha (PMDB), que, pelo que fez e faz no Conselho de Ética, que tenta julgar sua cassação por corrupção provada, poderá fazer o mesmo nesse caso.
Dilma não teve outra saída senão delegar os rumos do governo ao ex-presidente Lula (PT), que, como ministro da Casa Civil, terá a missão de conduzir e atravessar o governo por essa turbulência, que, nos dias de hoje, parece incontrolável e invencível. Ninguém mais no governo, ou no PT, teria essa capacidade. Se Lula não der conta, não segurar o PMDB, a queda será inevitável.
Lacerda testa pré-candidatos
Reduzidos a quatro, os pré-candidatos a prefeito de Belo Horizonte pelo grupo do prefeito Marcio Lacerda, presidente estadual do PSB, e do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, estão passando por teste para a escolha de um deles. Após as pesquisas quantitativas, eles agora passam pela técnica conhecida como “diamante”, na qual gravam depoimento de uma hora para medir e avaliar seu desempenho.
Foram convidados quatro, dos quais somente três participaram do teste, que, pela primeira vez, é feito em pré-campanha: o vice-prefeito Délio Malheiros (PV), Josué Valadão (secretário de Obras da PBH) e Paulo Brant, presidente da Cenibra. O deputado João Leite (PSDB) foi convidado, mas declinou. Não retornou as ligações, mas há quem diga que não concordou com o escrutínio; outros disseram que não concordou com a gravação porque incluiria apoio a eventual candidatura de Lacerda a governador em 2018.
Délio gravou e disse que não houve pedido ou exigência de gravação para campanhas futuras. De acordo ele, foram feitas perguntas sobre a vida pessoal e política de cada um e o que pensam sobre a cidade, projetos e sonhos. O resultado sairá na próxima semana. Nesta sexta-feira (18), Lacerda reúne os partidos aliados para nova rodada de conversa para acalmar a turma. Tudo somado, devem ficar para a finalíssima Délio, o preferido de Aécio, contra Valadão, o preferido de Lacerda.

Nenhum comentário:
Postar um comentário