MOSCOU (Reuters) – O presidente russo, Vladimir Putin, quer que o
presidente dos EUA, Donald Trump, reconheça formalmente todas as quatro
regiões ucranianas que Moscou reivindicou como suas, além da Crimeia,
informou o jornal russo Kommersant.
Citando fontes não identificadas que participaram de um evento
privado de negócios com Putin na terça-feira, o Kommersant disse que
Putin quer que os EUA reconheçam formalmente as quatro regiões —
Luhansk, Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson — como parte da Rússia,
juntamente com a Crimeia, que Moscou tomou e anexou em 2014.
A Rússia, embora esteja avançando no campo de batalha, não controla totalmente nenhuma das quatro regiões.
Em troca do reconhecimento e se isso acontecesse “em um futuro
próximo”, o Kommersant disse que Putin se comprometeria a não
reivindicar a cidade portuária ucraniana de Odessa e outros territórios
ucranianos.
Questionado sobre a reportagem do Kommersant na quarta-feira, o
porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin e Trump não haviam
discutido a ideia em ligação na terça-feira.
Mas ele confirmou, sem entrar em detalhes, que Putin havia discutido o
conflito na Ucrânia na reunião a portas fechadas de terça-feira com
membros da elite empresarial da Rússia.
Peskov não confirmou, no entanto, se Putin havia apresentado a ideia
de os EUA reconhecerem as quatro regiões, além da Crimeia, durante a
reunião.
MOSCOU (Reuters) – O presidente russo, Vladimir Putin, quer que o
presidente dos EUA, Donald Trump, reconheça formalmente todas as quatro
regiões ucranianas que Moscou reivindicou como suas, além da Crimeia,
informou o jornal russo Kommersant.
Citando fontes não identificadas que participaram de um evento
privado de negócios com Putin na terça-feira, o Kommersant disse que
Putin quer que os EUA reconheçam formalmente as quatro regiões —
Luhansk, Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson — como parte da Rússia,
juntamente com a Crimeia, que Moscou tomou e anexou em 2014.
A Rússia, embora esteja avançando no campo de batalha, não controla totalmente nenhuma das quatro regiões.
Em troca do reconhecimento e se isso acontecesse “em um futuro
próximo”, o Kommersant disse que Putin se comprometeria a não
reivindicar a cidade portuária ucraniana de Odessa e outros territórios
ucranianos.
Questionado sobre a reportagem do Kommersant na quarta-feira, o
porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin e Trump não haviam
discutido a ideia em ligação na terça-feira.
Mas ele confirmou, sem entrar em detalhes, que Putin havia discutido o
conflito na Ucrânia na reunião a portas fechadas de terça-feira com
membros da elite empresarial da Rússia.
Peskov não confirmou, no entanto, se Putin havia apresentado a ideia
de os EUA reconhecerem as quatro regiões, além da Crimeia, durante a
reunião.
A tontura pode ser uma experiência desconfortável e assustadora. Um
episódio pode durar apenas alguns segundos ou persistir por vários
minutos, ou até mais tempo. Pode ser um incidente isolado, mas em
algumas pessoas, os episódios se repetem, especialmente durante certas
atividades.
Mas o que significa realmente estar “tonto”? Muitas pessoas têm
dificuldade em descrever o que sentem quando dizem que estão tontas,
pois essa sensação pode abranger diversas experiências. Uma delas é a
percepção de fraqueza ou desmaio iminente (sensação de cabeça leve), e
outra é a sensação de rotação acompanhada de desequilíbrio.
Sentir tontura pode ser assustador. Se episódio se repetir com
frequência, vale buscar avaliação médica. Foto: Andrey Popov/Adobe Stock
Sensação de cabeça leve
Isso se manifesta como uma impressão de desmaio iminente. Geralmente,
ocorre devido a uma queda na pressão arterial. Se você se sentar ou
deitar rapidamente, a tontura deve passar em alguns minutos. Aqui estão
algumas causas comuns desse fenômeno:
Resposta vasovagal
Essa é a causa mais comum de desmaio. “Vaso” refere-se ao fluxo e à
pressão sanguínea, e “vagal” descreve a ação do nervo vago, que sinaliza
ao coração para bater mais lentamente. Normalmente, quando a pressão arterial começa a cair, o coração bate mais rápido para compensa.
No entanto, em uma resposta vasovagal, a frequência cardíaca diminui
ao mesmo tempo em que a pressão arterial cai, reduzindo o fluxo
sanguíneo para o cérebro.
Qualquer pessoa pode experimentar isso após um choque emocional ou
físico. Se não se sentar ou deitar imediatamente, pode perder a
consciência e cair.
Hipotensão ortostática
Isso ocorre geralmente ao se levantar rapidamente. Quando você se
levanta, a gravidade desloca mais sangue para os pés. Normalmente, o
corpo compensa esse efeito alertando os vasos sanguíneos para se
contraírem e o coração para bombear mais forte e mais rápido, a fim de
reestabelecer o fluxo sanguíneo para a cabeça.
No entanto, na hipotensão ortostática, a pressão arterial cai e
permanece mais baixa do que deveria, e a frequência cardíaca não acelera
o suficiente para compensar, causando a tontura. Mais uma vez, essa
condição deve se resolver ao deitar.
Desidratação
A desidratação ocorre quando você não consome líquidos suficientes.
Isso reduz o volume sanguíneo, diminuindo a pressão arterial.
Diferentemente da resposta vasovagal ou da hipotensão ortostática,
nesse caso, a frequência cardíaca aumenta. No entanto, isso pode não ser
suficiente para evitar a sensação de tontura.
Hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue)
Pessoas com diabetes,
especialmente aquelas que tomam insulina, são muito propensas à
hipoglicemia. Algumas pessoas sem diabetes também são sensíveis à queda
dos níveis de açúcar no sangue, mesmo que seus valores permaneçam dentro
da faixa normal.
Exercício excessivo,
ingestão insuficiente de alimentos ou carboidratos, uma refeição
atrasada ou perdida, ou a combinação desses fatores, podem causar uma
redução nos níveis de glicose no sangue.
Uso de medicamentos
A grande maioria dos medicamentos lista a tontura ou a sensação de cabeça leve como um possível efeito colateral.
Problemas cardíacos
Um ritmo cardíaco anormal ou uma frequência muito lenta ou muito
rápida podem reduzir o fluxo sanguíneo para o cérebro, causando tontura.
Se você perder a consciência ou continuar a se sentir tonto mesmo estando deitado, procure atendimento médico imediato.
Sensação de rotação
Nesse caso, pode parecer que o corpo ou o ambiente ao seu redor está
girando. Isso pode causar desequilíbrio, frequentemente acompanhado de
náusea e sensação de enjoo de movimento. Os episódios podem durar menos
de um minuto ou se estender por um ou dois dias e se repetir. Na maioria
das vezes, essa condição se enquadra na categoria de vertigem. Por
exemplo:
Vertigem posicional paroxística benigna(VPPB)
Esse quadro ocorre quando pequenos cristais de cálcio se soltam de um
saco profundo dentro do ouvido e se deslocam para canais próximos,
flutuando no fluido presente ali.
Quando a cabeça se move, esses cristais deslocados também se movem, enviando sinais ao cérebro e causando a sensação de rotação.
Labirintite ou neurite vestibular
Esses dois termos referem-se a inflamações, geralmente causadas por infecções virais, no ouvido interno (labirintite) ou no nervo do ouvido responsável pelo equilíbrio (neurite).
Os sintomas de vertigem podem ser muito semelhantes em ambos os
casos, mas quando há perda auditiva associada, geralmente indica
labirintite.
Buscando soluções
Quando sentir tontura, a primeira atitude deve ser se deitar ou, pelo
menos, sentar-se com os pés elevados e manter a cabeça imóvel. Se a
sensação passar rapidamente e não retornar ao se levantar e se mover,
isso é um bom sinal. No entanto, se os sintomas persistirem ou voltarem,
o ideal é procurar um médico para uma avaliação.
Identificar a causa específica da tontura frequente ou contínua pode
ser desafiador, pois muitas vezes não há um teste diagnóstico
definitivo. Em vez disso, você e seu médico podem considerar fatores
como estresse, covid longa, sono insuficiente e muitas outras possibilidades.
Para vertigens persistentes ou recorrentes, seu médico pode
recomendar medicamentos que ajudam a reduzir a sensação de enjoo de
movimento. Para a VPPB, o especialista pode realizar uma sequência de
movimentos específicos chamados de manobra de Epley, que reposiciona os
pequenos cristais soltos no ouvido interno.
O mais importante é sempre relatar quaisquer outros sintomas associados, como novas dores de cabeça, perda de apetite, perda de peso ou suores noturnos, que podem indicar uma condição mais séria.
Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial.Saiba mais em nossa Política de IA.
Em uma manhã típica durante a semana, você começa a se mexer na cama.
A luz entra pela janela e o canto dos pássaros anuncia que talvez esteja na hora de se levantar… mas não pode ser!
Surge então aquela conhecida sensação de pavor, após uma noite agitada e mal dormida.
Em todo o mundo, as pessoas enfrentam dificuldades com a falta de sono.
Estima-se que 50 a 70 milhões de pessoas experimentem esta provação,
somente nos Estados Unidos. E, em escala global, a falta de sono já foi
chamada de epidemia
Mas existem alguns ajustes simples, físicos e psicológicos, que poderão ajudar a melhorar a qualidade do seu sono.
Este é o nosso guia para ter um sono delicioso e restaurador,
inspirado pelas pesquisas científicas mais recentes e por alguns
costumes históricos esquecidos há muito tempo.
1. Dormir em dois turnos
Quando as pessoas acordam no meio da noite, hoje em dia, é comum que
elas entrem em pânico. Afinal, nós costumamos acreditar que devemos
dormir por oito horas contínuas.
Mas nem sempre foi assim. Por milênios, as pessoas tinham um primeiro sono curto e acordavam em seguida.
Depois de cerca de duas horas, as pessoas voltavam para a cama e dormiam novamente, até amanhecer.
Esta é a antiga prática esquecida de “dois turnos de sono”,
redescoberta nos anos 1990 pelo professor de história Roger Ekirch, do
Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia, nos Estados
Unidos.
Ele acredita que o conhecimento sobre a prevalência histórica do sono
bifásico poderá ajudar as pessoas que sofrem de insônia atualmente a
repensar suas experiências – e, talvez, reduzir sua ansiedade ao acordar
no meio da noite.
A reportagem sobre o antigo hábito de dormir em dois turnos está disponível em português neste link.
2. Varie seu sono conforme as estações
Quando chega a primavera, talvez você perceba que precisa de menos sono e ache mais fácil levantar da cama pela manhã.
Pesquisas demonstram que nós precisamos de mais sono durante os meses
frios e escuros do inverno do que durante o verão. Isso ocorre porque os seres humanos vivem o sono de forma sazonal.
Um estudo alemão concluiu que, no hemisfério norte, as pessoas têm
sono REM mais longo em dezembro (quando é inverno, na Alemanha) do que
em junho, no verão europeu. E o mesmo acontece com o sono profundo.
O sono REM é o estágio mais ativo do sono, quando ocorrem os sonhos e
nossos batimentos cardíacos aumentam. Já o sono profundo é o período em
que o corpo repara os músculos e os tecidos. Ele é importante para a
consolidação da memória de longo prazo.
A reportagem sobre a sazonalidade do sono humano está disponível em português neste link.
Em muitos países, a siesta é um ritual diário. E pesquisas indicam que sonecas regulares fazem bem para a saúde.
Um estudo de 2023 indicou que o hábito de cochilar ajuda a manter os
nossos cérebros maiores por mais tempo. As sonecas também podem retardar
o envelhecimento cerebral em três a seis anos.
O menor volume cerebral já foi relacionado a doenças como a demência vascular e o mal de Alzheimer.
Existem também benefícios de curto prazo. Sonecas curtas, de não mais
de 15 minutos, podem melhorar imediatamente o nosso desempenho mental,
com resultados que duram até três horas depois que acordamos.
O segredo dos “supercochilos”
é que eles sejam curtos – depois de 20 minutos, começamos a entrar em
sono profundo. E cuide para fazer a soneca no meio da tarde, para não
prejudicar seu sono noturno.
A reportagem sobre os supercochilos está disponível em português neste link.
4. Cuidado com o perigo das microssonecas
Nem todas as sonecas nos fazem bem. Algumas duram poucos segundos – e esses microcochilos podem resultar em sérios prejuízos, quando estamos ao volante.
Uma análise das filmagens de câmeras veiculares de 52 motoristas de
caminhão de uma única empresa japonesa de transporte concluiu que 75%
deles mostraram sinais de microssonecas antes de se envolverem em
colisões.
Os microcochilos são mais comuns entre as pessoas que sofrem de narcolepsia ou que não dormem o suficiente à noite.
Um estudo descobriu que pessoas que dormiram por apenas seis horas
por noite em um período de 14 dias consecutivos apresentaram a mesma
quantidade de microssonecas do que aquelas que perderam uma noite de
sono inteira.
Por isso, se você vem tirando microcochilos regularmente, este
provavelmente é um sinal de que você não está dormindo o suficiente.
A reportagem sobre as microssonecas está disponível em português neste link.
5. Fique confortável e aconchegado
Quando nos aninhamos na cama para passar a noite – especialmente se
dormirmos acompanhados apenas de um bom podcast – talvez nos perguntemos
por que é tão frio embaixo das cobertas, ou mesmo um tanto solitário.
Historicamente, ter sua própria cama era muito incomum. Querendo ou não, a maioria das pessoas precisava compartilhar a cama com outras pessoas. E não estamos falando apenas dos irmãos na infância, ou como um casal.
Até o século 19, a maioria das pessoas dormia rotineiramente de forma
comunitária, ao lado de amigos, colegas e até de totais estranhos.
Um bom companheiro de cama oferecia calor e conversas até as
primeiras horas da manhã, ainda que você talvez precisasse relevar seu
hálito matinal.
A reportagem sobre o antigo hábito de compartilhar a cama está disponível em português neste link.
6. Procure qualidade, não quantidade
A quantidade de sono de que precisamos pode variar de uma pessoa para
outra. A maior parte das recomendações indica entre sete e nove horas.
Mas a duração é apenas uma parte da equação. A qualidade do sono tem importância igual ou maior.
Muitos de nós já teremos nos sentido menos recuperados após uma noite agitada, nos revirando na cama.
Isso acontece, em parte, porque, quando dormimos, o nosso cérebro é inundado pelo fluido cerebroespinhal, que retira resíduos e toxinas acumuladas.
Este sistema de limpeza do lixo é chamado de sistema glinfático e
funciona melhor se for ativado no mesmo horário, todos os dias.
Por isso, o horário em que fechamos os olhos é importante. Sincronizar o sono com o nosso ritmo circadiano natural – o relógio cerebral interno de 24 horas, que regula o ciclo de sono e vigília – traz repouso de melhor qualidade.
A reportagem sobre a importância da qualidade do sono está disponível em português neste link.
7. Agradeça pelas camas modernas
Atualmente, a maioria das pessoas do mundo ocidental tem a sorte de
acordar em uma cama macia, talvez com um colchão de molas ou espuma. Mas
nem sempre foi tudo tão confortável assim.
Na era medieval, muitas pessoas abriam seus olhos pela manhã,
respirando ar abafado em total escuridão. Eram as condições no interior
de uma “caixa-cama”.
Esses populares armários para dormir eram
totalmente fechados. Eles ajudavam a manter as pessoas quentes à noite,
embora, muitas vezes, não fossem maiores do que um guarda-roupa.
Pouco tempo depois, vieram os colchões revestidos –
sacos de materiais baratos, como palha ou folhas. Infelizmente, eles
também ofereciam o esconderijo ideal para pulgas, carrapatos e
percevejos.
Mas os verdadeiros criadores da péssima qualidade de sono, sem
dúvida, foram os vitorianos. Eles inventaram uma série de soluções
desagradáveis para as pessoas sem teto, que variavam de fileiras de
camas em forma de caixão até uma corda, onde as pessoas se penduravam
para descansar.
A reportagem sobre a curiosa história das camas através dos séculos está disponível em português neste link – e você encontra os motivos que levavam as pessoas a dormir em armários na era medieval neste link.
Depois de tanta informação, reúna alguns colegas noturnos, reserve
mais tempo para dormir no inverno e, se, por acaso, você acordar durante
a noite, imagine-se como um pioneiro moderno do hábito perdido de
dormir em dois tempos.
É impossível prometer que você irá sair pulando da cama, totalmente
renovado, em uma manhã de segunda-feira. Mas, sem dúvida, é um bom
começo.
Nesta quinta-feira(20), é celebrado o Dia Mundial da Felicidade, a
iniciativa veio da proposta do país asiático Butão, conhecido por
possuir a população “mais feliz do mundo”.
Aproveitando a passagem da data, é importante criar um tempo de
reflexão sobre o que nos traz felicidade. Às vezes, ela está presente
nos momentos mais simples. Depois de dois anos conturbados, é preciso
aprender a valorizar cada dia como se fosse o último.
Por isso, use a semana para propagar boas lembranças e mensagens.
Busque a sua felicidade e faça aquilo que faz sentido para você e seu
desenvolvimento.
Fonte: Karla Neto Foto: Divulgação/ Instagram
CURIOSIDADES – KARLA NETO
Você sabia que dar para utilizar a casca da abóbora? Veja 4 maneiras de reaproveitar e não descartar
Se você tem cascas de abóbora, você tem um tesouro! Isso mesmo, nada
de jogar fora. Além de serem supernutritivas e ajudam a reduzir o
desperdício na cozinha. A abóbora é um ingrediente muito consumido pelos
brasileiros, mas existe uma parte dela que é descartada: a casca! Algo
que poucos sabem é que até mesmo ela pode ser reaproveitada!
. Vasos naturais para plantas pequenas As cascas mais rígidas da
abóbora podem ser transformadas em pequenos vasos para plantas
suculentas ou ervas. Basta higienizar bem a casca, deixar secar por
alguns dias ao sol e fazer um furo na base para drenagem (se
necessário). O visual rústico e orgânico dá um charme especial à
decoração, além de promover uma alternativa sustentável ao uso de
plástico ou cerâmica industrializados.
Caldo de legumes Se você gosta de fazer caldo de legumes caseiro,
não deixe de incluir as cascas de abóbora! Elas dão um sabor adocicado e
suave pro caldo, além de adicionar cor e nutrientes. É só colocar na
panela junto com outras cascas (cenoura, cebola, alho-poró) e temperos
como louro e pimenta-do-reino, cobrir com água e deixar cozinhando por
uns 40 minutos. Depois é coar e usar como base pra sopas, risotos, ou
pra cozinhar grãos. Muito mais sabor e nada de desperdício!
. Chips crocantes As cascas de abóbora viram chips super crocantes
e saudáveis! É só lavar bem, cortar em tirinhas finas, temperar com
azeite, sal, pimenta e as ervas que você gosta (alecrim e páprica ficam
ótimos!). Depois é só levar ao forno ou airfryer até ficarem sequinhos e
crocantes. Eles são uma ótima opção de petisco ou até pra acompanhar
sopas e saladas, dando aquele toque diferente.
. Máscara facial A casca da abóbora é rica em nutrientes, como
antioxidantes e vitaminas, que podem ser aproveitados na pele. Você pode
preparar um extrato natural, fervendo as cascas e utilizando a água
para misturar com argila branca ou verde, criando uma máscara
revitalizante para o rosto. É uma maneira simples e sustentável de
potencializar seus cuidados naturais com a pele, utilizando recursos que
seriam descartados.
Você sabe para que serve chá de cavalinha e como tomar?
O chá de cavalinha é uma boa escolha para as pessoas que desejam um
produto natural com ação diurética, sem falar em outros benefícios que
contém nesta planta medicinal.
A cavalinha, também chamada de cavalinho, cola-de-cavalo ou
erva-canudo, é uma planta amplamente utilizada na medicina, devido às
suas qualidades terapêuticas. Além disso, ela é nativa da América do
Norte, da Europa e do Norte da África, mas, atualmente, pode ser
facilmente encontrada em diversos continentes.
Contudo, para que seu consumo seja mais fácil, é possível adicionar
alguns adoçantes naturais, como limão e/ou mel. Sendo assim, o uso mais
comum da planta é na preparação caseira de chá. Contudo, diferentemente
de alguns chás, como alecrim, camomila e erva-doce, a cavalinha tem um
sabor levemente amargo.
O chá de cavalinha pode ser consumido para diversas finalidades,
visto que, assim como muitas plantas medicinais, ele possui propriedades
que fazem bem à saúde.
Em situações de osteoartrite, osteoporose ou articulações
debilitadas, a ingestão deste chá pode contribuir para a diminuição dos
sintomas e auxiliar na prevenção. No que se refere às fraturas,
independentemente de qual seja a causa, pode auxiliar o organismo no
processo de recuperação dos ossos.
Alguns chás podem ser consumidos quentes ou frios. No entanto, em
relação ao chá de cavalinha, devido às suas propriedades naturais, ele
precisa ser consumido quente. Já sobre o horário de consumo, é indicado
ao longo do dia, combinado?
Além disso, engana-se quem pensa que o chá pode ser consumido por
todas as pessoas. No caso de crianças menores de 12 anos e mulheres
grávidas, o seu consumo é contraindicado. No que diz respeito às pessoas
que possuem alergia aos componentes químicos da planta, é melhor
evitar.
Ingredientes
1 a 2 colheres (chá) de cavalinha seca. Se preferir, poderá ser usado um sachê desta planta medicinal; 1 xícara de água (aproximadamente 200 ml). Modo de preparo
Primeiro, coloque a água para ferver. Quando começar a borbulhar, retire a panela do fogo.
Em seguida, adicione as folhas secas de chá de cavalinha (ou o sachê, como preferir) na água quente.
Em relação às folhas soltas, coloque de uma a duas colheres de chá,
visto que é a quantidade suficiente para infusão de uma xícara,
combinado?
Deixe a mistura em infusão por 5 a 10 minutos. No que diz respeito à
intensidade do sabor, se preferir um chá mais forte, deixe por 10
minutos.
Após o tempo, coe o chá para remover as folhas soltas.
“O chá pode ser consumido morno ou à temperatura ambiente. Se desejar, adoce com mel ou outro adoçante natural”.
Você sabia que a goiaba ajuda a diminuir o colesterol ruim, o LDL?
A goiaba é uma fruta rica em fibras, antioxidantes e outros
nutrientes, como as vitaminas A, B e C, ajudando a melhorar a saúde
gastrointestinal, aumentar as defesas do organismo, favorecer a perda de
peso e promover a saúde da pele.
A goiaba é uma das frutas mais ricas em vitamina C, um nutriente que
ajuda a aumentar as células de defesa do organismo, melhorando o sistema
imunológico e fazendo com que exista uma maior resistência contra vírus
ou bactérias.
Cada goiaba tem cerca de 54 calorias, podendo ser consumida numa
dieta para baixar de peso como sobremesa ou lanche, já que também é rica
em pectina, um tipo de fibra que favorece a sensação de saciedade,
diminuindo naturalmente a fome.
A goiaba é rica em fibras solúveis como a pectina e rica em vitamina
C. As fibras solúveis facilitam a eliminação do colesterol através das
fezes, reduzindo sua absorção, diminuindo sua quantidade no sangue e
favorecendo sua excreção na bile.
Além disso, como contém antioxidantes, ajuda a prevenir a oxidação do
colesterol LDL, assim como aumentar os níveis de HDL, também conhecido
como colesterol bom.
iaba favorece a absorção de ferro a nível intestinal, devendo essa
fruta ser consumida juntamente com os alimentos ricos em ferro de origem
vegetal, prevenindo o desenvolvimento da anemia e melhorando os
sintomas.
Jovens da Geração Z (nascidos entre 1997 até o início de dos anos
2010) apresentam traços mais elevados de ambição, e são mais curiosos em
relação à geração Millenial (nascidos entre 1981 e 1996). Essa é uma
das conclusões da pesquisa realizada pela Hogan Assessments, em parceria
com a consultoria brasileira Ateliê RH, distribuidora pioneira dos
testes no país.
“O problema é que se criou uma imagem de que os jovens da Geração Z
não são tão ambiciosos quanto as gerações anteriores, e que preferem ter
mais qualidade de vida”, aponta Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê
RH. “Na verdade, a Geração Z desromantizou a relação com o trabalho.
Eles estão mais interessados em ganhar dinheiro”, afirma o especialista.
Uma pesquisa elaborada pela YouGov em 2024 sobre as diferenças
geracionais na América Latina aponta que, na realidade, a maior
diferença da Geração Z com as outras gerações é o fato de que esses
jovens têm uma relação totalmente diferente com a sua trajetória
profissional: apenas 43,5% declararam amar o seu trabalho – menor número
entre todas as gerações comparadas pelo estudo (Millenials, X e Baby
Boomers). Além disso, 47,4% dos jovens latinos estão muito mais focados
em ganhar dinheiro do que em progredir em suas carreiras, de acordo com o
instituto de pesquisa.
“Outro ponto que difere a Geração Z é a abordagem à aprendizagem – os
jovens preferem a aprendizagem formal, em detrimento de uma abordagem
mais prática”, pontua Santos. Mensagens, posts, livros: a leitura é
valorizada entre jovens Gen Z, que leem mais (59%) do que seus
antecessores Millenials (53%). O hábito já se reflete, por exemplo, nas
bibliotecas, que ganharam uma sobrevida: seus frequentadores mais
assíduos têm entre 16 e 24 anos, de acordo com uma pesquisa realizada
pelo Ibope/Instituto Pró-Livro no ano passado.
“Em contrapartida, os Gen Z podem se entediar mais facilmente que
seus antecessores. E essa diferença acontece, em grande parte, porque
esses jovens são nativos digitais – para eles, a experiência da tela é
parte do cotidiano desde cedo – quando o iPhone 3G chegou no Brasil, em
2008, as crianças da Geração Z mais velhas tinham 11 anos. A
instantaneidade na obtenção de informações e nas relações é algo normal,
impensável para as gerações anteriores”, destaca Santos.
A arrogância é um problema dessa geração?
O senso comum e pesquisas realizadas por revistas e consultorias
apontam a arrogância como um grande “calcanhar de Aquiles” desses jovens
por terem uma expectativa desproporcional em relação ao seu progresso
na carreira, superestimando a sua própria competência. Também se relata
que o jovens têm menos abertura a críticas e feedbacks – o quê tem
abalado sua evolução nos empregos.
Por outro lado, o estudo da Hogan Assessments, considerando a
população brasileira, não aponta a escala de “Arrogante” do Inventário
Hogan de Desafios diferenciando as gerações Millenials e X, talvez um
pouco em relação aos Baby Boomers. Porém, digo de nota é que na amostra
global para todas gerações, o índice desta escala é significativamente
mais baixo mas segue o mesmo padrão de que não é uma tendência típica da
Geração Z.
Resta a indagação se particularmente no Brasil a tendência de mostrar
atitudes arrogantes também está ligada à desilusão com o ambiente de
trabalho, e a uma perspectiva negativa em relação ao mercado de uma
maneira geral, e a uma postura de desconfiança em relação às promessas
do mundo corporativo.
Altruístas e ligados nos negócios
Apesar de serem frequentemente retratados como desapegados ou
desinteressados em suas carreiras, os jovens da Geração Z demonstram uma
grande preocupação com o impacto social e a ética dos negócios. A
pesquisa da Hogan Assessments apontou que eles têm pontuações
significativamente mais altas na escala de Altruísmo, o que indica um
forte desejo de contribuir para o bem-estar da sociedade e fazer parte
de empresas que tenham propósito e impacto positivo.
Isso se reflete na forma como eles escolhem seus empregadores e
marcas com as quais se relacionam. Empresas que demonstram compromisso
genuíno com diversidade, sustentabilidade e responsabilidade social têm
mais chances de atrair e reter talentos da Geração Z. Essa
característica pode representar um desafio para organizações que não
possuem um alinhamento claro com esses valores, pois essa geração tende a
evitar marcas que consideram incoerentes ou envolvidas em práticas
questionáveis.
Ao mesmo tempo, os jovens da Geração Z apresentam um interesse
significativo por questões financeiras e estratégias de negócios. A
pesquisa revelou que, comparados aos Millennials, eles possuem uma
motivação menor para valores científicos e acadêmicos e uma motivação
maior para ganhos financeiros e comércio. Esse dado reforça a ideia de
que, para essa geração, o sucesso profissional está diretamente ligado à
remuneração e à estabilidade financeira, e não necessariamente ao
prestígio ou à ascensão hierárquica.
O estudo da Hogan utilizou como base os testes respondidos por 23 mil
pessoas no Brasil, entre os anos de 2001 e 2022. A análise foi
conduzida a partir da comparação dos três principais instrumentos de
avaliação Hogan: o HPI, que descreve a personalidade normal, ou o lado
“brilhante” da personalidade, o HDS, que avalia o “lado sombra”, que se
manifesta em comportamentos que aparecem em momentos de estresse, e o
MVPI – que mensura os motivos, valores e preferências de uma pessoa,
ajudando a entender o que a impulsiona. As avaliações Hogan foram
criadas a partir de uma metodologia específica para o mundo corporativo.
Sobre a Ateliê RH
A Ateliê RH, consultoria especializada em desenvolvimento humano e
organizacional, fundada e dirigida por Roberto Affonso Santos em 2002,
introduziu a metodologia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano
Robert Hogan no Brasil, sendo a empresa pioneira na aplicação desse
instrumento, e é sua distribuidora nacional desde 2003. Desde então, a
consultoria tem trabalhado com seu portfólio de serviços de
desenvolvimento sob medida, além de apoiar seus clientes e parceiros que
desejem aplicar os testes Hogan junto a seus colaboradores ou clientes.
A Ateliê RH também é autorizada a realizar programas de certificação na
metodologia Hogan no Brasil, já tendo qualificado
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu licença do cargo
na Câmara dos Deputados para viver nos Estados Unidos “para buscar
sanções aos violadores dos direitos humanos”. Em postagem publicada nas
redes sociais, ele diz ser alvo de perseguição, critica o ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e chama a Polícia
Federal de “Gestapo”, polícia secreta da Alemanha nazista.
“Irei me licenciar sem remuneração para que possa me dedicar
integralmente e buscar sanções aos violadores de direitos humanos. Aqui,
poderei focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a
sua Gestapo da Polícia Federal merecem”, disse.
Eduardo era o favorito para assumir a Comissão de Relações Exteriores
e Defesa Nacional (CREDN), o que era alvo contestação do PT, partido do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar deseja que o líder
da oposição, deputado Zucco (PL-RS) seja o presidente do colegiado.
Zucco diz que também tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro “A
indicação do meu nome também foi endossada pelo presidente Jair
Bolsonaro. Como bom soldado que sempre fui, recebo a indicação do meu
nome como uma missão a ser cumprida”, afirmou.
Eduardo afirmou que a decisão foi difícil, mas que era a melhor forma
de “pressionar” Alexandre de Moraes, já que, o ex-presidente Jair
Bolsonaro, pai do deputado, “está condenado”
“A gente está vendo uma maneira de pressionar Alexandre de Moraes a
parar esse pacote de maldades dele. Eu acho que todo mundo já entendeu
que no Brasil não existe possibilidade de defender esse jogo. Você pode
botar o Ruy Barbosa para defender o pessoal do 8 de Janeiro ou Jair
Bolsonaro. Ele já está condenado”, disse Eduardo. “Vai ser preciso fazer
uma exposição pública do que ele está fazendo, das atrocidades que está
cometendo, para causar um constrangimento, e, quem sabe até, sanções
contra ele. Porque você tem que ir onde está o conforto da pessoa.”
História de VICTORIA AZEVEDO, ADRIANA FERNANDES E IDIANA TOMAZELLI – Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) quer a aprovação do projeto do IR (Imposto de Renda)
negociada com neutralidade fiscal (sem perda ou ganho de arrecadação),
mas a proposta apresentada pelo Executivo de cobrar um imposto mínimo
dos ricos enfrenta resistências no Congresso Nacional.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou nesta
terça-feira (18) com um corte de outros incentivos tributários para a
compensar a elevação da isenção do IR (Imposto de Renda). Pela proposta,
contribuintes que ganham até R$ 5.000 por mês ficarão 100% isentos.
Para tirar a medida do papel, o governo vai abrir mão de R$ 25,8
bilhões em receitas. Para compensar essa renúncia, o presidente propôs a
criação de um imposto mínimo sobre a alta renda, que será cobrado de
pessoas com ganhos a partir de R$ 600 mil anuais (o equivalente a R$ 50
mil mensais). A alíquota será progressiva, até atingir o patamar máximo
de 10% para quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão ao ano.
A proposta é uma promessa de campanha de Lula, um aceno claro à
classe média num momento de queda de popularidade da gestão petista e
uma bandeira histórica do PT de taxar o chamado “andar de cima” da
sociedade brasileira
Na cerimônia de envio do projeto, Motta defendeu a isenção como uma
medida de justiça tributária e prometeu lealdade na tramitação, mas no
seu discurso não citou nenhuma vez a taxação das altas rendas no Brasil
–que alcançará a distribuição de dividendos recebidos por acionistas das
empresas acima de R$ 50 mil por mês.
Em vez disso, sinalizou que os congressistas poderão discutir o corte
de isenções tributárias. Ao lado do presidente Lula, Motta aproveitou
para cobrar responsabilidade fiscal e maior eficiência da máquina
administrativa, dois temas da pauta legislativa dos parlamentares do
centrão.
“Queremos discutir mais. Queremos discutir a eficiência da máquina
pública, discutir algo que possa trazer ao cidadão que mais precisa um
serviço público de melhor qualidade, queremos discutir também pontos
importantes no que diz respeito às isenções tributárias que hoje o
Brasil tem”, afirmou Motta.
Em resposta, o presidente da República afirmou que os parlamentares
têm o direito de fazer alterações ao texto, mas também deu um recado:
“Mudar para melhor, pode. Para piorar, jamais”.
Em outro momento, Lula respondeu a Motta fazendo uma analogia com a
profissão de médico, usada momentos antes pelo presidente da Câmara.
“Você, que é um médico, não vá dar diagnóstico errado para o povo que
está doente”, disse.
Desde que assumiu a presidência da Câmara, Motta tem afirmado que a
responsabilidade fiscal será uma prioridade em sua gestão. Em fevereiro,
o deputado falou em um sentimento contrário na Casa à aprovação de
projetos que possam elevar a carga tributária no país -já numa
sinalização dessa resistência dos deputados com a taxação dos
milionários.
Na cerimônia desta terça, Motta disse que Câmara e Senado vão
trabalhar alinhados em torno do projeto. O presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP), não compareceu ao evento no Palácio do
Planalto, porque estava em sessão especial na Casa em homenagem ao
ex-presidente José Sarney pelos 40 anos da redemocratização do Brasil.
Após a cerimônia, o senador divulgou nota à imprensa e falou em dar a
devida atenção à matéria, “analisando-a com zelo e responsabilidade,
sempre em busca de mais justiça social e de um Brasil mais próspero para
todos”.
A preocupação do mercado financeiro e da área econômica do próprio
governo é que o Congresso acabe trocando a taxação dos milionários por
medidas de corte de renúncias que, ao final, não garantam a compensação
da perda de arrecadação.
Os parlamentares podem alterar as contrapartidas propostas pelo
governo para a isenção do IR, indicando outras fontes de recursos. No
passado, quando não houve acordo para a compensação da desoneração da
folha de pagamentos, por exemplo, o caso foi parar no STF (Supremo
Tribunal Federal).
Apesar do discurso da responsabilidade fiscal, propostas de cortes de
isenções tributárias têm sido recorrentes no Congresso sem, no entanto,
apresentarem resultados práticos por atingirem interesses diversos com
força nos partidos com maiores bancadas.
Um parlamentar governista disse que o mesmo Legislativo que cobra
responsabilidade fiscal do governo se queixa quando há contingenciamento
do Orçamento em ministérios e represamento do pagamento de emendas
parlamentares.
Um aliado de Lula na Câmara afirma ainda que muitos deputados e
senadores têm resistência à medida proposta pelo Executivo, porque
poderão ser atingidos pela incidência desse imposto mínimo. Esse mesmo
deputado diz que ninguém irá se opor à proposta de isenção do IR em si,
diante da possibilidade de gerar capital político junto às bases dos
parlamentares, mas afirma que o Congresso poderá impor dificuldades para
a sua tramitação.
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) reforçou a necessidade de
garantir a neutralidade fiscal. Para isso, defendeu uma negociação
aberta com o Congresso. Ele não sinalizou pressa para a votação, mas o
governo não quer que o projeto seja votado nos últimos dias do ano, como
ocorreu com o pacote de contenção de gastos. Para entrar em vigor em
2026, o projeto precisa ser aprovado até o final do ano.
Braço direito de Haddad na Fazenda, o secretário-executivo, Dario
Durigan, disse que o ideal é que a compensação seja feita com o imposto
mínimo, sem uma colcha de retalhos, ainda que haja “alguma variante” em
relação ao projeto original. “Tem um acordo, tem um entendimento para a
gente seguir com a neutralidade fiscal”, disse.
Outro aliado de Haddad minimizou reservadamente o discurso de Motta.
Ele diz acreditar que a Câmara pode tratar dessas propostas de forma
complementar, sem deixar de lado a criação do imposto mínimo.
Um cardeal do centrão avaliou que a Câmara começará agora as
conversas para escolha de um relator. Ele estimou que a discussão da
matéria em si deverá durar no mínimo seis meses. O PP, por exemplo,
tenta emplacar o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que relatou a PEC
(proposta de emenda à Constituição) da reforma tributária, como relator.
O nome de Ribeiro, no entanto, não é consenso.
Além disso, um líder de partido de centro afirmou que há uma
avaliação que a aprovação do projeto poderá gerar ganhos políticos para
os parlamentares em suas bases eleitorais. Nesse sentido, ele diz que
deputados e senadores vão querer ter protagonismo nesse processo -para
evitar que esse ganho eleitoral fique restrito ao governo federal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino chamou
o uso de estratégias para aumentar os salários de juízes e
desembargadores de “criatividade administrativa”. Durante julgamento na
Primeira Turma da Corte, nesta terça-feira, 18, o magistrado criticou
essas estratégias e afirmou que elas geram constrangimento ao Poder
Judiciário.
“Vemos uma criatividade administrativa, sobretudo em temas
remuneratórios, que é algo que constrange o Poder Judiciário, porque
temos uma moldura constitucional e o Estatuto da Magistratura, na Lei
Orgânica da Magistratura, que, a cada dia é em ziguezagues
hermenêuticos, é infelizmente driblada”, disse o ministro.
Ministro Flávio Dino preside audiência de conciliação sobre as
determinacoes feitas à Uniao para adotar medidas de prevencao e combate
aos incendios na Amazonia e Pantanal. Foto: Gustavo Moreno/STF
A ministra Cármen Lúcia complementou
a fala de Dino, afirmando que aqueles que fazem uso dessas manobras
afrontam as normas constitucionais e o direito do cidadão.
“Em afronta não apenas a magistratura e a ética da magistratura, as
normas constitucionais, mas, principalmente, um avanço contra o direito
do cidadão tem de saber a cada servidor público, que é o que nós somos,
juízes, quanto se paga, qual é a remuneração, por que se paga e qual a
base legal nem nenhum subterfúgio”, disse Cármen.
Dino ressaltou que esse problema não se restringe apenas à
magistratura, mas também identificam o que chamou de “saltos ornamentais
hermenêuticos” em outras carreiras jurídicas, como no Ministério
Público, na Advocacia Pública e nos Tribunais de Contas.
Dino tem sido um dos principais críticos das manobras. No último mês,
o magistrado suspendeu uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas
Gerais que autorizou o pagamento retroativo de auxílio-alimentação ao
juiz Daniel de Carvalho Guimarães. Em sua decisão, o ministro
classificou a concessão de benefícios a magistrados, fora do teto do
funcionalismo público, como “inaceitável vale-tudo”.
Ministros do STF começam a julgar impedimento de Moraes, Dino e Zanin
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começarão, nesta
quarta-feira (19), a analisar a possibilidade dos magistrados Alexandre
de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin de participarem do julgamento
da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a
respeito da suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. A votação
sobre o impedimento dos ministros será aberta no plenário virtual às 11h
e irá até às 23h59 de quinta-feira (20). O pedido de suspeição de
Moraes partiu da defesa do ex-ministro Walter Braga Netto. Para eles,
por mais que o relator não seja uma vítima no caso, as acusações da PGR e
da Polícia Federal (PF) correlacionam a tentativa de golpe com um plano
para matar Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o
vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O presidente do STF, Luís Roberto
Barroso, negou a solicitação e argumentou que “vários outros
integrantes desta Corte foram igualmente mencionados como potenciais
vítimas dos atos antidemocráticos”. Barroso ainda notou que um golpe de
Estado tem como vítima “a coletividade” e não um indivíduo. Dino e Zanin
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) moveu os questionamentos
sobre Dino e Zanin. Segundo os advogados, o primeiro não estaria apto a
fazer parte do julgamento por já ter protocolado, em 2021, uma
queixa-crime contra Bolsonaro. Na época, Dino era governador do Maranhão
e o então presidente da República o acusou de não utilizar a Polícia
Militar para melhorar a segurança em visita ao estado. Zanin atuou,
anteriormente, como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) e do partido petista. Por isso, o magistrado se disse impedido de
julgar um recurso apresentado pelo ex-presidente no âmbito das eleições
de 2022. Entretanto, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso,
consultou Dino e Zanin sobre a imparcialidade deles para o julgamento e
ambos se disseram aptos. Para Dino, “não subsiste qualquer causa que
impeça a análise técnica de fatos relacionados ao arguente, como provado
em outros processos nos quais ele próprio figurou como parte ou
interessado”. Já Zanin afirmou não “existir hipótese que possa
configurar o meu impedimento para participar do julgamento”. Na
sexta-feira (14), a PGR enviou um parecer que reforça a capacidade de
Zanin e Dino analisarem a denúncia a respeito da trama golpista. https://www.youtube.com/watch?v=R6c95vDQvCs Julgamento
Moraes, Dino e Zanin compõem a Primeira Turma do STF, junto a Cármen
Lúcia e Luiz Fux. A denúncia da PGR será apreciada pelo colegiado.
Zanin, como presidente, agendou o julgamento do chamado núcleo 1 para os
dias 25 e 26 de março. Esse grupo tem o ex-presidente Bolsonaro e
ex-ministros como Braga Netto, Anderson Torres e Augusto Heleno.
Municípios
mineiros perderão cerca de R$ 1,4 bilhão com isenção de Imposto de
Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil, aponta CNM“De
que adianta isentar a população se os serviços básicos serão
prejudicados? Precisamos de uma resposta imediata do Governo Federal
para garantir que a medida não prejudique ainda mais as cidades”, alerta
o presidente da AMM e 1º vice-presidente da CNM, Dr. Marcos Vinicius.
Os municípios de Minas Gerais enfrentarão um rombo bilionário nas
finanças caso a proposta de isenção do Imposto de Renda para pessoas com
rendimento de até R$5 mil seja aprovada. Segundo levantamento da
Confederação Nacional de Municípios (CNM), as perdas totais para os
cofres mineiros podem chegar a R$1,4 bilhão anuais, considerando tanto a
queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) quanto
a redução na arrecadação própria das prefeituras. “A União precisa
urgentemente apresentar uma proposta de compensação aos municípios. Não
podemos permitir que os prefeitos paguem a conta de uma medida que, sem
compensação, agravará ainda mais a situação fiscal das nossas cidades. O
Pacto Federativo deve ser respeitado e as prefeituras precisam ser
ouvidas neste processo”, alerta o presidente da Associação Mineira de
Municípios (AMM) e 1º vice-presidente da Confederação Nacional dos
Municípios (CNM), Dr. Marcos Vinicius. De acordo com o estudo da
CNM, os municípios mineiros registrarão perda anual de R$ 835,6 milhões
no FPM, além de R$ 543,7 milhões na arrecadação própria de tributos
municipais. Juntas, essas perdas podem comprometer gravemente a
capacidade financeira das prefeituras mineiras, que já enfrentam
dificuldades fiscais e têm poucas alternativas para captação de
recursos. Dr. Marcos Vinicius classifica a isenção como um ato
“político” do Governo Federal e afirma que a União está “fazendo
cortesia com o chapéu alheio”, já que os prejuízos voltarão para essas
mesmas pessoas “beneficiadas”. “As perdas para Minas Gerais são
significativas. Estamos falando de quase R$1,4 bilhão a menos para as
prefeituras mineiras, o que pode afetar diretamente serviços essenciais à
população, como saúde, educação e infraestrutura. De que adianta
isentar a população se os serviços básicos serão prejudicados? E são
essas pessoas, com rendimento de até R$5 mil, que mais usam os serviços
públicos. Ou seja, não passa de enganação! Precisamos de uma resposta
imediata do Governo Federal para garantir que a medida não prejudique
ainda mais as cidades e esses cidadãos”, reforça. Cerca de 10 milhões
de brasileiros seriam isentados com a ampliação da faixa de renda de
R$2.824 para R$5 mil. A medida ainda depende da aprovação do Congresso
Nacional. INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA Tatiana Moraes 31 98811-6769