Isenção do IR para R$ 5 mil deve custar R$ 27 bi à União, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta segunda-feira
(17) que o projeto de isenção do Imposto de Renda para pessoas com renda
de até R$ 5 mil deverá ter um impacto de R$ 27 bilhões nas contas
públicas em 2026. Haddad disse que a expectativa inicial era de que o
impacto fosse de R$ 32 bilhões, mas que o valor foi alterado depois que a
equipe econômica refez os cálculos. “Era R$ 32 bilhões. Acho que são R$
27 bilhões agora”, afirmou a jornalistas. O ministro da Fazenda disse
também que a tese do imposto mínimo, anunciada pelo governo no ano
passado, foi mantida. O Ministério da Fazenda pretende criar um “imposto
mínimo efetivo” para todos que ganham acima de R$ 50 mil mensais (R$
600 mil por ano) como forma de compensação. “[Está mantido] aquilo que
foi anunciado, com alterações encomendadas pelo presidente Lula, que foi
não mexer nos descontos e considerar o CNPJ também. Então foram duas
alterações, foram pedidos, ficaram prontas já há duas, três semanas”,
afirmou Haddad. A proposta final será apresentada ao presidente da
Câmara, Hugo Motta, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta
terça-feira (18). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia
antecipado na semana passada que a proposta para isentar do IR quem
ganha até R$ 5 mil seria encaminhada ao Congresso Nacional na próxima
terça-feira (18). A proposta é uma promessa de campanha do presidente
Lula, mas foi anunciada no final do ano passado junto com o anúncio do
pacote fiscal.
Joias sauditas: TCU decide que presente pessoal não são patrimônio público
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que presentes de uso
pessoal, recebidos por presidentes e vice-presidentes, não são
patrimônio público e podem continuar com os mesmos ao saírem do cargo. A
decisão é do ministro Jorge Oliveira, relator do caso no TCU, e aponta
que não há norma legal específica sobre o tema. A definição foi
publicada em documento público no dia 19 de fevereiro. “A ausência de
norma legal específica, aplicável aos presidentes da República, embora
não impeça a atuação deste Tribunal no âmbito de suas competências
constitucionais e legais, afasta a possibilidade de expedição de
determinação ampla e generalizada, por esta Corte, para incorporação ao
patrimônio público de presentes eventualmente recebidos pelos
presidentes da República, especialmente diante de ausência de
caracterização precisa do conceito de “bem de natureza personalíssima”,
assim como de um valor objetivo que possa enquadrar o produto como de
“elevado valor de mercado”, destacou o ministro. Jorge Oliveira também
afirmou que “não é possível impor obrigação de incorporação ao
patrimônio público em relação ao bem objeto da representação”. O
ministro ainda reforçou que não é procedente o argumento de que há norma
positivada que permita criar obrigação, aos presidentes e
vice-presidentes, de incorporação ao patrimônio público de bens e
presentes recebidos em cerimônias oficiais. De acordo com a determinação
do TCU, tanto as joias que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu
na viagem à Arábia Saudita quanto um relógio que o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) recebeu em 2005, do presidente da França na
época, Jacques Chirac, bem como outros adereços, não são patrimônio
público. A nota do TCU sugeriu que essa gestão de bens seja aprimorada
no Palácio do Planalto. “Recomendar ao Gabinete Pessoal do presidente da
República que, doravante, no prazo de 30 (trinta) dias a contar do
recebimento do bem, que seja catalogado com identificação de marca,
modelo, características, destinação, seja pública ou particular, que se
dê publicidade no Portal da Transparência”, indicou. O ex-presidente
Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito que
apurou recebimento de joias da Árabia Saudita e venda nos Estados
Unidos. Ao todo, 12 pessoas foram imputadas em crimes. https://www.youtube.com/watch?v=KLG5xO_j6Ck Bolsonaro
foi indiciado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e
apropriação de bens públicos. À época, o TCU determinou que as joias
fossem entregues à União enquanto o processo transcorresse. O caso está,
atualmente, aguardando parecer da Procuradoria-Geral da República para
ter denúncia, pedido de novas diligências ou arquivamento. Na última
sexta-feira (14), Bolsonaro usou as redes sociais para noticiar a
decisão do TCU e publicou os trechos do parecer do tribunal aos
seguidores.
Com ou sem protesto em Copacabana, no próximo dia 25, a 1ª Turma do
Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se Jair Bolsonaro se tornará
réu pela tentativa de golpe de Estado depois da sua derrota eleitoral. Há indícios de sobra sobre a articulação golpista:
Bolsonaro reuniu-se e pressionou generais, autorizou plano de
assassinato de Lula, sabia da carta com teor golpista assinada por
oficiais do Exército, colaborou para a elaboração do decreto de estado
de defesa – incluindo a prisão de Alexandre Moraes –, o plano do “Punhal
Verde e Amarelo” foi impresso dentro do Palácio do Planalto, onde ele
morava. Para a Polícia Federal (PF), ele “planejou, atuou e teve o
domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios” do golpe. Está mais que claro que há materialidade para que Bolsonaro seja julgado pela acusação, algo inédito na nossa história.
Mas a arena em que o procedimento vai ocorrer é outra, bem diferente
dos tribunais onde documentos, testemunhas e fatos ainda importam: a opinião conformada pelo digital. E,
em boa parte desse mundo caótico, Bolsonaro é apenas vítima de
perseguição política, tudo plano de uma grande conspiração que começou
com a soltura “ilegal” de Lula pelo STF e, depois, da “fraude” eleitoral
que roubou dele a reeleição, seguida pela campanha de censura de
Moraes. Nesse mundo, tudo faz sentido.
É uma bobagem dizer que as Big Techs são aliadas a Bolsonaro e por
isso sua defesa será impulsionada por Facebook, YouTube, Twitter/X etc. O
que está acontecendo é algo mais sinistro. Desde a derrota de Donald
Trump em 2020, o que está em jogo segue um plano traçado por ele: a
estratégia é convencer todo mundo que já não existem fatos, apenas
versões. E o abraço de morte de Mark Zuckerberg aponta exatamente para
isso; também as redes sociais decidiram que a verdade não importa.
Já escrevi aqui algumas vezes sobre como, nos EUA, a narrativa de que
houve fraude nas eleições de 2016 seguia sendo uma das linhas
abertamente propaladas pelos republicanos. Aqui, justamente pelas
pressões do STF, nossos bolsonaristas têm sido mais contidos. Em janeiro
deste ano, durante sua fala na festa promovida por Steve Bannon depois
da posse de Trump, Eduardo Bolsonaro, convidado de honra, passa por um
momento revelador. No palco diante da galera MAGA, ele diz que as
últimas eleições no Brasil e nos EUA foram “difíceis” e “todo mundo viu
como foi”. Bannon pega o microfone e diz “as eleições foram roubadas
deles”. Eduardo replica: “Talvez no Brasil você pode ser preso por dizer
isso”.
A cena demonstra o enorme fosso sobre como a Justiça dos dois países lidou com a tentativa de golpe de Estado mediante campanhas de operações psicológicas e desinformação.
Com o mito de que a primeira emenda é totalizante – todo mundo pode
falar toda coisa a qualquer hora –, um autoengano bem americano, a aposta de Trump, desde a derrota, foi manter intacto seu gaslighting e estabelecer que existem apenas a sua versão e a dos inimigos.
Ou seja: a nova fase da estratégia pretende matar o conceito de desinformação.
Além dos passos das plataformas para reduzir ao mínimo a moderação de conteúdo golpista, a estratégia passa por uma pressão
consistente contra conhecidos acadêmicos que conceitualizaram,
monitoraram e denunciaram a infestação de desinformação nas plataformas e sua relação direta com o modelo de negócio destas.
Primeiro foi a Universidade Harvard. Segundo a professora Joan
Donovan, uma das maiores experts em desinformação e criadora do grupo de
pesquisa Technology and Social Change (TaSC), ela foi paulatinamente
sendo pressionada para fora da universidade por pressão de um executivo
do Facebook que seria próximo da direção da Kennedy School, onde ela
trabalhava. Sua saída levou ao fechamento do proeminente grupo de
pesquisa um ano antes das eleições presidenciais.
Depois, meses antes do pleito, foi a vez de a Universidade Stanford fechar o
Stanford Internet Observatory, outro dos principais centros de pesquisa
sobre desinformação. Em junho do ano passado, o projeto Election
Integrity Partnership foi encerrado depois de uma enxurrada de processos
judiciais, ataques online contra os pesquisadores e uma campanha do
congressista republicano Jim Jordan, que assolou a equipe com
investigações, acusando-os de violar a Primeira Emenda da Constituição
americana.
Aqui no Brasil, o NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes
Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderado pela
professora Marie Santini, tem recebido ataques semelhantes de congressistas.
O passo seguinte foi a exposição dos financiamentos da Usaid para
jornalismo por Elon Musk e alguns cães de guarda como “financiamento à
censura” – um deles, Mike Benz, chegou ao absurdo de dizer que,
se não fosse financiamento da Usaid, Bolsonaro seria ainda presidente
do Brasil. Musk retuitou. Essa campanha pretende não só acabar com o
financiamento da Usaid, mas assustar todas as demais fundações que
financiam estudos sobre o fenômeno da desinformação.
(Não sei dizer o quanto funciona, porque nesta coluna eu escrevo
sobre o tema com apoio dos leitores – aliás, se você gosta deste espaço,
faça um Pix para contato@apublica.org, pois nem o Tio Sam nem George Soros virão em nosso socorro.)
Com uma linha direta na Casa Branca, a versão made in USA sobre como manter viva a narrativa golpista tem se fortalecido por aqui, em que pesem as reduzidas manifestações de domingo. Afinal,
por mais que os números sejam mais de 20 vezes inferiores à expectativa
– a PM do Rio anunciou que havia 400 mil pessoas em Copacabana, um
estudo do centro Monitor do Debate Político do Cebrap demonstrou que
foram 18 mil –, ainda assim, sejamos francos, 20 mil pessoas exigindo a
anistia a quem tramou um golpe de Estado com militares e assassinatos
planejados no papel é gente pra caramba.
Então o STF vai ter que suar para convencer os brasileiros de que não
se trata apenas de corroborar uma das versões sobre o que aconteceu, já
que a outra narrativa segue viva e sendo propagada à larga no mundo
online, com a bênção das plataformas. Fariam bem os ministros se
reforçarem nas suas decisões os fatos concretos que provam os dedinhos
de Bolsonaro em vez de se perderem em adjetivos que podem, sempre, ser
usados em “cortes” a rodar pelas redes. A nova realidade da comunicação
também impacta a Suprema Corte.
E importante: os ministros terão ainda que considerar que seu público, hoje, se estende até a Casa Branca.
Como já escrevi aqui, o caminho escolhido por Trump para retaliar o
caso contra Bolsonaro foi fora dos canais diplomáticos, através de um
processo civil em Miami. A reação, portanto, via tarifas, não deve vir
agora. Talvez Trump esteja apenas guardando sua maior arma para a votação que realmente ataca frontalmente o bolso das Big Techs– o artigo 16 do Marco Civil da Internet, que garante que elas não são responsáveis pelo que se publica em suas plataformas. O
processo está em pedido de vista, mas o julgamento deve ser retomado
depois de maio deste ano. Trump e seus tecno-oligarcas estarão
assistindo proximamente.
Tudo o que eles (e os bolsonaristas) não querem é que o Supremo convença a população de que a verdade importa.
E se a vida que conhecemos não fosse mais do que uma realidade
simulada? Se tudo ao nosso redor—nossos desafios, dores e conquistas—não
passasse de um cenário meticulosamente arquitetado para a evolução
espiritual? E se, assim como no cinema, estivéssemos dentro de uma
Matrix, experimentando sensações intensas em um mundo fictício, mas com
consequências reais para a nossa essência?
O corpo humano, essa estrutura frágil e finita, seria apenas o
veículo de um espírito eterno, um avatar temporário que percorre
diferentes estágios de aprendizado. As dificuldades que enfrentamos, os
amores que vivemos e as perdas que sofremos seriam partes de uma trama
cuidadosamente elaborada, destinada a nos moldar e nos fazer crescer.
Tudo parece tão concreto, tão definitivo, mas, na verdade, estamos
imersos em um grande jogo existencial, no qual as regras não são fixas, e
os desafios são personalizados para cada um de nós.
Com o tempo, alguns começam a despertar. A perceber que as amarras do
materialismo são ilusórias, que o sofrimento é passageiro e que a
verdadeira identidade transcende as limitações do corpo. Esse despertar
não é súbito, mas gradual—como um véu que, aos poucos, se desfaz,
revelando uma nova compreensão sobre a existência.
E quando chega o momento de partir, não há um fim absoluto, mas uma
transição. Os corpos se desfazem, mas as memórias permanecem. Os laços
que formamos ao longo da jornada podem se entrelaçar novamente, ou podem
se dissolver, deixando apenas ecos na eternidade. Cada encontro tem um
propósito, cada despedida é uma preparação para um novo ciclo.
Então, voltamos à origem. Como leitores de nossa própria história,
folheamos as páginas do diário que escrevemos ao longo da existência.
Revisitamos nossos acertos e erros, contabilizamos os aprendizados e
refletimos sobre o que poderia ter sido diferente. Esse balanço
determinará os caminhos da próxima viagem, os desafios que precisaremos
enfrentar, as novas oportunidades de crescimento.
Não há um fim de jogo, apenas recomeços. Novas experiências, novos
encontros, novas chances de evoluir. A jornada continua, porque a
vida—essa simulação espiritual—nunca cessa. Ela apenas se transforma,
nos convidando a despertar, a compreender e a seguir adiante, sempre
mais conscientes do que realmente somos.
Nesta terça-feira (18), é celebrado o Dia da Imigração Judaica, a
data foi criada por um projeto de lei de autoria do então deputado
federal pelo Rio de Janeiro, Marcelo Itagiba, e sancionado em 2009 pelo
presidente em exercício à época, José Alencar.
Os judeus chegaram aqui com a frota de Cabral, no século XVI, e o
país serviu como sede da primeira sinagoga das Américas. A maioria
destes imigrantes veio de Portugal e de outras regiões da península
Ibérica, e desembarcaram, principalmente, no Nordeste brasileiro. A
relação com o Brasil, entretanto, é antiga.
Atualmente, o Brasil possui a segunda maior comunidade judaica da América Latina, contando com 120 mil cidadãos.
O dia 18 de março foi escolhido para celebrar a contribuição judaica
no país porque esta foi a data da reinauguração, em 2002, da Sinagoga
Kahal Zur Israel, conforme explicado no projeto de lei.
Fonte: Karla Neto Foto: Getty Images
CURIOSIDADES – KARLA NETO
Você sabia que a banana terra ajuda cuida da saúde do coração?
A banana-da-terra, conhecida também como pacova, banana-comprida ou
chifre-de-boi, é uma fruta caracterizada por ser rica em amido
resistente, fibras, potássio e vitaminas do complexo B, vitamina A e
vitamina C, promovendo diversos benefícios à saúde.
Além disso, a banana-da-terra verde é uma excelente opção para ajudar
a melhorar a diarreia. Além disso, a banana-da-terra verde é uma
excelente opção para ajudar a melhorar a diarreia.
. Melhora a disposição física
Por fornecer potássio e magnésio, o consumo da banana-da-terra antes
da atividade física ajuda a prevenir o surgimento de cãibras, além de
fornecer energia ao corpo para realizar os exercícios, favorecendo o
ganho da massa muscular.
. Cuida da saúde do coração
O potássio fornecido pela banana-da-terra promove o relaxamento das
artérias, facilitando a circulação sanguínea e prevenindo o aparecimento
de pressão alta e diminuindo o risco de AVC. Além disso, o potássio
também favorece a eliminação do excesso de sódio circulante no sangue
por meio da urina.
Fornece energia e promover o metabolismo
A banana-da-terra é rica em carboidratos, que são a principal fonte
de energia para o bom funcionamento do organismo. Além disso, a
banana-da-terra fornece vitaminas do complexo B, importantes para o bom
funcionamento do metabolismo, atuando nas reações de catabolismo dos
nutrientes, ou seja, no processo pelo qual os alimentos são digeridos no
organismo para se obter energia.
Confira sobre os lobos 4 curiosidades que talvez não sabia!
O lobo é uma espécie de mamífero que faz parte da família Canidae, a
mesma dos cachorros. Geralmente, o termo lobo é usado para se referir à
espécie Canis lupus, a qual é também conhecida popularmente como
lobo-cinzento. Neste texto, adotaremos essa denominação. Essa espécie se
destaca por ser encontrada no hemisfério norte, viver em grupos e ser
carnívora.
Apesar da denominação de lobo-cinzento, a coloração do pelo pode
variar, sendo alguns indivíduos, por exemplo, completamente brancos. Os
lobos são animais relativamente grandes, podendo atingir mais de 1 metro
no comprimento total do corpo. Vale destacar que outras espécies também
são chamadas de lobo, como é o caso do lobo-guará, uma espécie que pode
ser encontrada no Brasil.
Corpo poderoso Lobos são mamíferos carnívoros — têm maxilares
fortes e dentes afiados, adaptados para mastigar ossos. Eles se dividem
em cerca de 13 subespécies, todas com garras próprias para a corrida —
assim como os cachorros. Sabia que os lobos deram origem aos cães? Aos
poucos, eles foram sendo domesticados, até surgirem as raças que temos
em casa.
Cada um no seu lugar
A alcateia é liderada por um casal reprodutor, que permanece junto a
vida toda. O líder (alfa) pode ser eleito por briga ou pela liberação
de substâncias (feromônios), que deixam os outros submissos. O alfa
manda em todos. O segundo macho mais forte (beta) vira o alfa se o
primeiro se ferir ou morrer.
Visual diferente A coloração dos pelos varia: avermelhados,
cinza, brancos, pretos… Isso tem a ver com o ambiente em que vivem.
Cinza ou branco, por exemplo, ajudam na camuflagem em ambientes como a
neve. Assim, passam despercebidos de predadores e enganam as presas.
O poder da comida Quer saber quem é quem numa alcateia? Basta ver
a ordem em que os lobos se alimentam depois da caça: os mais fortes
serão os primeiros, comendo as partes de maior valor energético do
animal abatido (fígado, por exemplo)
Você sabia que o chá de jiló ajuda a circulação sanguínea?
O jiló é um fruto rico em fibras que prolongam a saciedade e diminuem
a velocidade de absorção dos carboidratos dos alimentos, ajudando na
perda de peso e na prevenção da diabetes.
Além disso, o jiló também é rico em flavonoides, taninos e
alcaloides, compostos bioativos com propriedades antioxidantes que
combatem o excesso de radicais livres, prevenindo o envelhecimento
precoce e diminuindo o colesterol sanguíneo.
O jiló ajuda a prevenir a anemia por conter vitamina C, um nutriente
que melhora a absorção do ferro presente nos alimentos ou suplementos.
Por ser rico em fibras, o jiló reduz a absorção da gordura dos
alimentos a nível intestinal, e inibe a produção de colesterol no
fígado, diminuindo os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, no sangue.
Conheça outros alimentos ricos em fibras para diminuir o colesterol.
Circulação sanguínea: O jiló contém flavonoides, taninos e alcaloides, que promovem a saúde das artérias.
Contém magnésio, um mineral que participa do metabolismo dos
receptores de serotonina e dopamina no organismo, que são
neurotransmissores que melhoram o humor, o prazer e a felicidade.
Conheça outros alimentos que melhoram o humor.
O jiló também pode ajudar a combater a prisão de ventre, melhorar o humor e prevenir o envelhecimento precoce.
Saiba maravilhoso benefícios do rabanete é para saúde: Veja!
O rabanete é um vegetal com vários benefícios para a saúde, como
ajudar na digestão, combater problemas urinários, e fortalecer o sistema
imunológico.
“O rabanete possui também efeito diurético, prevenindo infecções no
sistema urinário, e ação desintoxicante, purificando o sangue e
eliminando toxinas do nosso organismo”, lembra a nutricionista. Esta
hortaliça é fonte de antocianinas, que têm ação antioxidante e previnem
doenças cardiovasculares.
. Evitar o surgimento do câncer, porque possui isotiocianatos, um
antioxidante que combate os radicais livres, evitando a formação de
células cancerígenas;
. Combater a prisão de ventre, já que contém fibras que estimulam os movimento do intestino, ajudando na eliminação das fezes;
. Prevenir a diabetes, porque contém fibras que diminuem a velocidade
de absorção do carboidrato dos alimentos, controlando os níveis de
glicose no sangue;
. Facilitar a perda de peso, pois contém fibras que ajudam a diminuir
a velocidade de digestão dos alimentos, prolongando a saciedade e
diminuindo a fome;
Além disso, o consumo do rabanete também tem sido associado à melhora
de situações como febre, bronquite, resfriado e alergias. No entanto,
ainda são necessários mais estudos para comprovar essas propriedades.
História de LEONARDO VIECELI E JAN NIKLAS – Folha de S. Paulo
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio
de Freitas (Republicanos), criticou o governo Lula e o Judiciário ao
participar de ato bolsonarista neste domingo (16), no Rio de Janeiro.
“Ninguém aguenta mais arroz caro, gasolina cara, o ovo caro.
Prometeram picanha e não tem nem ovo. E, se está tudo caro, volta
Bolsonaro”, disse o governador.
Bolsonaro está inelegível até 2030 em razão de duas condenações no
TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O ex-presidente insiste em se
apresentar como candidato ao Palácio do Planalto em 2026, apostando em
uma reversão jurídica de seus processos, ainda que sem qualquer
perspectiva de mudança.
Um dos motivos da inelegibilidade foi a realização de uma agenda de
campanha justamente em Copacabana em 2022. O TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) considerou que houve abuso de poder na realização do ato à
época, durante as celebrações oficiais do Bicentenário da Independência.
“Qual a razão de afastar Jair Bolsonaro das urnas? É medo de perder a
eleição, e eles sabem que vão perder?”, continuou o governador de São
Paulo. “Estamos aqui para lutar e exigir anistia de inocentes que
receberam penas.”
Ao falar dos condenados pelo 8 de janeiro, quando as sedes dos três
Poderes foram depredadas, Tarcísio mencionou ainda o caso da
cabeleireira Débora Santos, presa após ser flagrada pichando a estátua
“A Justiça”, em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal).
“O que eles fizeram? Usaram batom? Num país onde todo dia vemos
traficante na rua, onde os cara que assaltaram a Petrobras voltaram à
cena política. Está certo isso?”
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na manhã
deste domingo (16) em Copacabana, zona sul do Rio Janeiro, para uma
manifestação em apoio ao projeto de anistia aos envolvidos nos ataques
golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Bolsonaro chegou a falar em 1 milhão de pessoas no ato, mas aliados
consideraram o número exagerado e não detalharam a expectativa de
público.
Entre os presentes na manifestação, muitos usam camisas com mensagens
em referência aos presos pelos atos de 8 de Janeiro como “Liberdade já
para os presos políticos”. Nas areias da praia de Copacabana foram
fincados cartazes com figuras do bolsonarismo que seriam “perseguidas”
pela justiça brasileira.
O perdão aos condenados pelos atos de 8 de janeiro tem como objetivo
final criar clima político para reverter, no futuro, a inelegibilidade
do próprio Bolsonaro.
Em um célebre ensaio publicado em 1924, quando esta República ainda
pelejava para se firmar como tal, Alceu Amoroso Lima escreveu que “o
Brasil se formara às avessas”. Na visão do escritor e crítico literário,
este é um país peculiar, pois “tivera Coroa, antes de ter Povo. Tivera
Parlamentarismo, antes de ter eleições. Tivera escolas superiores, antes
de ter educação popular. Tivera bancos, antes de ter economias. Tivera
conceito exterior, antes de ter consciência interna”. O Brasil, em suma,
“começara pelo fim”.
Um século depois, a reflexão do “Tristão de Ataíde” segue tão
instigante como decerto era quando veio a público pela primeira vez. Sua
atualidade é permanente, pois está amparada por sólida base factual.
Ademais, serve como um convite aos leitores para que observem
criticamente o modelo institucional e as estruturas de poder político
adotadas no Brasil, vis-à-vis as de outros países mais
desenvolvidos, não raro resultantes de longos processos de construção da
base para o topo, ou seja, que contaram com uma efetiva participação
popular.
O que se discute é a aptidão do Estado, vale dizer, do poder político
institucional, para atender aos justos anseios dos cidadãos por
liberdade, igualdade de todos perante a lei e oportunidades de
crescimento individual, condição indispensável para o desenvolvimento
coletivo da Nação.
Para O Estado de S. Paulo, essa reflexão é mais do
que atual, é a sua razão de existir. A história sesquicentenária deste
jornal se confunde com a própria história da República que ajudou a
fundar, ainda como A Província de São Paulo, a partir do último quarto do século 19. Desde então, o Estadão não
tem feito outra coisa senão defender os princípios e valores que
acredita serem certos e, assim, ser a consciência crítica de seu tempo,
sobretudo ao denunciar todas as formas de exercício arbitrário do poder.
Para prosperar, qualquer sociedade precisa ser livre antes de tudo. E
não há sociedade que possa ser livre sem que tenha acesso a informações
apuradas como verdadeiras que a permitam tomar decisões conscientes
sobre seu próprio destino.
A pergunta que se impõe hoje é: estão nas mãos da sociedade as rédeas de seu próprio destino?
O arranjo político e institucional consagrado pela Constituição de
1988 cumpriu com louvor o seu papel em um dos momentos mais dramáticos
da história republicana do País. Todavia, a Lei Maior já não é capaz de
servir como o marco jurídico mais adequado para o desenvolvimento do
Brasil no século 21. Os entraves contidos no texto constitucional,
sucintamente, estão materializados em um sistema de governança há muito
disfuncional. O chamado “presidencialismo de coalizão”, na expressão do
cientista político Sérgio Abranches, perdeu-se em meio à deterioração da
qualidade da representação político-partidária nos últimos anos. O que
se vê hoje é uma versão ainda mais degenerada do patrimonialismo que
desafia o tempo e a ideia mesma de República com uma aberração conhecida
como “orçamento secreto” – a principal engrenagem das relações entre os
Poderes Executivo e Legislativo.
Esse estado de coisas, em que o poder é exercido em seu próprio nome,
como em um carrossel a perpetuar nosso atraso como país, só será
alterado quando a sociedade não estiver mais sequestrada por sucessivas
crises de governabilidade que dificultam, quando não interditam, o
debate racional e republicano sobre o Brasil que se pretende construir
para o futuro, crises essas não raro causadas por motivações mesquinhas.
Esse dia chegará quando houver, como defende este jornal, uma ampla
reforma do sistema de governo e de representação política, vale dizer, a
adoção do parlamentarismo combinado com o sistema de voto distrital –
que garantirá eficiência administrativa, redução da fragmentação
partidária, construção de um ambiente propício às grandes reformas de
que o País necessita e, não menos importante, mais proximidade entre
cidadãos e seus representantes, culminando em maior responsabilidade no
exercício do múnus público.
A Corregedoria da Polícia Federal (PF) lançou o “Desafio PF 2025”
para estimular o aumento da produtividade. A iniciativa visa a “premiar”
as superintendências regionais (27 em todo o Brasil) que obtiverem os
melhores resultados, segundo os critérios de avaliação traçados pelo
comando da corporação. A bem da verdade, mais parece uma gincana.
A ideia, de acordo com seus criadores, é incentivar agentes a reduzir
a duração de inquéritos e aumentar o número de indiciamentos. Ora,
todos querem inquéritos mais céleres, mas não se pode tratar o trabalho
da polícia dessa maneira leviana: cada investigação tem seu tempo e não
pode estar submetida a uma pressão por resultados e prêmios.
A quantidade de indiciamentos tampouco deveria balizar a eficiência
da PF. Os indiciamentos precisam se pautar na materialidade das práticas
delitivas e na individualização das condutas para que, na existência de
crimes, os até então suspeitos, dentro do devido processo legal e do
amplo direito de defesa, sejam indiciados, denunciados, acusados e, por
fim, condenados ou inocentados.
Mas não só esses critérios soam o alerta para essa “competição”. Com
dimensões continentais, o Brasil enfrenta desafios distintos na luta
contra o crime, que cada vez se organiza mais e melhor. Isso quer dizer
que a atuação da PF também é distinta de uma superintendência para
outra. A realidade da PF no Rio de Janeiro, por exemplo, não é a mesma
da atuação dos agentes nas fronteiras, e, enquanto o contrabando e o
tráfico se espalham por todo o território, na Amazônia a criminalidade
potencializa seus negócios ilícitos com o desmatamento e o garimpo
ilegais.
Segundo a apuração do Estadão, delegados federais,
não sem razão, estão bastante desconfortáveis com esse desafio,
chamando-o até de “gamificação ridícula” e vendo risco de banalização de
inquéritos. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
(ADPF) enviou mensagem aos filiados na qual pede que a competição seja
desconsiderada, uma vez que, segundo a entidade, “já existem diversas
metas e indicadores” para a categoria.
Ademais, não parece razoável premiar as superintendências regionais
com viaturas, celulares e participação de agentes em missões
institucionais. Para a ADPF, esses regalos, digamos assim, “constituem
obrigações naturais do órgão” e “causam constrangimentos e desconforto
na maior parte dos servidores”. À reportagem do Estadão,
um delegado, com razão, não conteve a ironia: “Prêmio: uma viagem para a
fronteira”. Ora, aparelhar bem a PF e reconhecer os seus bons agentes é
uma obrigação do governo.
Se a cúpula da corporação quer melhorar o desempenho, basta elaborar
um plano de trabalho que, com a imposição de metas de qualidade e a
entrega de resultados, considere a diversa realidade brasileira e a
complexidade dos delitos praticados, sobretudo, por facções criminosas.
Quanto mais casos a PF resolver, dentro de um prazo razoável, melhor
para o País, mas a qualidade do combate à criminalidade não se confunde
com quantidade.
Ótima notícia para a proteção dos “tesouros” do nosso estado, onde há
acervos centenários, monumentos barrocos e uma vastidão de bens
imateriais. A Comissão de Defesa do Patrimônio Cultural da Ordem dos
Advogados do Brasil – Seccional Minas Gerais (OAB-MG) fortalece suas
ações, estreita os laços com instituições federais e estaduais e abre um
canal de comunicação com a sociedade, para denúncias. Segundo o
presidente da comissão, advogado e historiador Afrânio Viana de Souza
Júnior, este novo tempo amplia horizontes, a exemplo do empenho para a
criação da primeira Delegacia Especializada em Roubo, Furto e Dano ao
Patrimônio Histórico, no país
“Atualmente, as agressões ao patrimônio cultural são denunciadas na
Delegacia Especializada em Investigação contra o Meio Ambiente. Com uma
delegacia especializada, como estamos propondo às autoridades,
certamente esse tipo de delito, incluindo furto de imagens, ataque a
templos religiosos e outros atos de desrespeito, será coibido.
Delegacias criadas para atendimento a idosos e mulheres indicam esse
caminho como eficaz. A pessoa pensa duas vezes antes de cometer o
crime”, diz Afrânio
Com mais de 250 subseções no estado, a OAB-MG, presidida pelo
advogado Gustavo Chalfun, aposta na tecnologia para se conectar aos
mineiros. Quem quiser relatar alguma agressão, vandalismo, pichações,
degradação ou roubo de bens culturais já pode enviar mensagem para a
Comissão de Defesa do Patrimônio Cultural, no e-mail
denuncia.patrimoniocultural@oabmg.org.br. No instagram
(@patrimoniohistorico.oabmg), a entidade também interage com a
comunidade. “Além das ações institucionais, estamos presentes nas redes
sociais, compartilhando ações com o público. O instagram é uma
plataforma importante para disseminação de informações e engajamento com
a sociedade”, diz o advogado. E mais: “Esse trabalho incansável reflete
o compromisso da Ordem dos Advogados do Brasil para proteger e
preservar o patrimônio cultural, missão de extrema relevância para
Minas”.
Parcerias
Mais um ponto fundamental nas iniciativas – “em busca de soluções
para problemas referentes ao patrimônio cultural e histórico”, conforme
ressalta Afrânio, se encontra na parceria com instituições e órgãos
públicos e privados. A cooperação ocorre a partir do diálogo com o
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan),
Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da
Cultura, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico
(Iepha-MG), Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais, o Tribunal
de Justiça de Minas Gerais (TJMG), instituições privadas e Conselho de
Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais (CAU-MG) . “Queremos caminhar
juntos, todos juntos, e não isoladamente. Com o CAU-MG, por exemplo,
estamos finalizando um acordo para atuação conjunta na salvaguarda de
nosso rico patrimônio cultural.”
Outra frente de atuação da comissão se dirige à realização de
eventos, simpósios, seminários e cursos, sempre com o objetivo de
aumentar a conscientização e a proteção do patrimônio cultural mineiro.
“Ao longo de suas atividades, a comissão tem demonstrado um trabalho de
integração e forte receptividade por parte das instituições parceiras,
permitindo avançar em diversas pautas de relevância para a preservação
do patrimônio. O sucesso tem sido notável, com boa acolhida por todos os
envolvidos. Vemos que a sociedade reconhece a importância das
iniciativas para a manutenção da nossa história e cultura”, garante o
advogado e historiador, Afrânio Viana.
Na lista das novidades, está em estudo a criação de um curso na
Escola Judicial, em parceria com o TJMG, dirigido aos juízes. O objetivo
é repassar informações importantes para nortear as decisões dos
magistrados em processos relativos ao patrimônio cultural.
Artesãs homenageadas…
Cipotânea, na Zona da Mata, presta uma bela homenagem às artesãs.
Escultura, na praça central, recria uma mulher dedicada ao trabalho em
palha de milho, atividade tradicional que atravessa décadas. Conforme a
prefeitura local, o monumento foi concebido para reconhecimento e
valorização da cultura do município, que tem 5,5 mil habitantes e fica a
239 quilômetros de BH.
…Em praça pública
Obra do artista Felipe Rodrigues, de Piranga, também na Zona da Mata,
o “Memorial em homenagem às artesãs” traz à tona uma história de
talento, criatividade e perseverança. Tudo começou na década de 1940,
quando o padre Geraldo das Mercês ensinou o ofício a pessoas de
Cipotânea, então considerado o município mais pobre da região. Com o
tempo, a atividade mudou o quadro econômico local e centenas de famílias
começaram a viver, como ocorre até hoje, do artesanato de palha de
milho.
PAREDE DA MEMÓRIA
Na próxima quarta-feira (19/3), será comemorado o Dia de São José,
patrono da Igreja Católica, pai adotivo de Jesus, protetor das famílias e
dono de uma legião de devotos em Minas. No distrito de Itatiaia, em
Ouro Branco, na Região Central do estado, os fiéis fortalecem as orações
para ter de volta a imagem de São José (foto), do século 18, furtada,
em 1994, da Matriz Santo Antônio. Na época, foram levadas, pelos
ladrões, 21 peças e encontradas apenas três – até hoje. Não há notícia
do paradeiro de 18, incluindo o São José, informa Wilton Fernandes,
presidente da Associação Sociocultural Os Bem-te-vis de Itatiaia.
“Valei-nos, São José! Não perdemos jamais a esperança”, diz Wilton.
O pesquisador Petr Polakovic, da República Tcheca, estará em BH no
próximo dia 22, às 10h, para palestra na sede do Instituto Histórico e
Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), em BH. Depois da capital, ele irá ao
Serro e a Diamantina em busca de informações sobre as famílias Nepomuk
(Nepomuceno) Kubícek (Kubitschek), principalmente sobre Jan Nepomuk
Kubícek, bisavô materno do ex-presidente do Brasil, ex-governador de
Minas e ex-prefeito da capital, Juscelino Kubitschek. Natural da região
da Boêmia, Jan chegou ao Brasil por volta de 1835 e se estabeleceu no
Serro. Na palestra, Petr Polakovic apresentará seu livro “Emigração das
terras tchecas para o Brasil no século XIX”. O IHGMG fica na Rua
Guajajaras, 1.268, perto da Praça Raul Soares. Telefone: (031)
3212-4656.
Festa da Goiaba
Marcada para os dias 4, 5 e 6 de abril, vem aí a tradicional Festa
Cultural da Goiaba de São Bartolomeu, em Ouro Preto. À frente da 28ª
edição, está a Associação dos Doceiros e Agricultores Familiares (Adaf)
do charmoso distrito. Já com a mão na massa, a turma do “vilarejo mais
doce” da região prepara os produtos artesanais, a exemplo da goiabada
cascão, que conquistaram o título de patrimônio imaterial do município. A
mudança na data da festa, realizada sempre no final de semana mais
próximo do 21 de abril, se deve, desta vez, à junção com o feriado da
Semana Santa.
Força do patrimônio
Dados de 2024 divulgados pela Secretaria de Estado de Cultura e
Turismo (Secult-MG) mostram que, dos seus 853 municípios, Minas tem 840
(98%) com legislação municipal de proteção ao patrimônio. Em 2021, eram
802. Segundo as autoridades, o avanço significativo decorre de política
pública estruturada e contínua, com destaque para a transferência do
ICMS Patrimônio Cultural. Mecanismo de fomento mantido pelo governo de
Minas, via Secult e Iepha, ele incentiva os municípios na criação e
aplicação de legislações próprias para a preservação do patrimônio –
tanto para o tombamento como para conservação e promoção. Com o Centro
Histórico tombado pelo Iepha desde 2016, Grão Mogol recebe o repasse do
ICMS Patrimônio Cultural.
Críticas a Moraes e apelos por anistia: como foi ato de Bolsonaro no Rio
Neste domingo (16), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e diversas
autoridades, incluindo governadores, deputados federais e senadores, se
reuniram em Copacabana, no Rio de Janeiro, em defesa da anistia para
envolvidos no 8 de Janeiro. Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei
que trata do tema está sendo debatido desde o ano passado. A
manifestação deste domingo também aconteceu em meio à expectativa pelo
julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá
deliberar nos dias 25 e 26 de março se acata ou não a denúncia da
Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de
golpe de Estado tramada após as eleições de 2022. Veja falas das
autoridades durante manifestação: Sóstenes Cavalcante O deputado federal
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados,
afirmou que entrará com pedido pela urgência do projeto de lei que
propõe anistiar os envolvidos pelos atos do 8 de Janeiro. “Estou
assumindo aqui o compromisso com todos vocês de que nesta semana,
quinta-feira [20], na reunião do colégio de líderes, nós vamos dar
entrada com a minha assinatura e dos 92 deputados do PL e de vários
outros partidos que eles vão ficar surpresos, para que nós possamos
pedir a urgência do PL da Anistia para entrar na pauta na semana que
vem”, afirmou. Rodrigo Valadares O deputado federal Rodrigo Valadares
(União-SE), relator do projeto de lei da Anistia, declarou que “a
anistia está mais viva que nunca e vamos aprovar”. “A anistia está mais
viva do que nunca e nós iremos aprovar a anistia aqui no Brasil”,
declarou Valadares. “A gente vê artistas falarem ‘sem anistia’, que
foram beneficiados por anistia no passado, mas diferente dessa, eles
foram beneficiados por terem matado, sequestrado banco, cometido
assalto, por fazerem guerrilha. E a gente está tratando aqui de anistia
de pessoas inocentes.” Nikolas Ferreira O deputado federal Nikolas
Ferreira (PL-MG) saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por
uma declaração sobre mulheres petistas serem “feias”. “Nós temos um
Ministério Público Federal que, ao invés de estar combatendo o crime
organizado, corrupção, lavagem de dinheiro, está preocupado porque o
Bolsonaro falou que toda mulher petista é feia. Agora é obrigado a achar
petista bonita? Como diz o pastor Silas Malafaia, vai ver se eu tô lá
na esquina”, declarou. Na semana passada, o ex-presidente teve um vídeo
divulgado nas redes sociais onde fala sobre mulheres de esquerda. “Você
pode ver, não tem mulher bonita petista. Só tem feia. Às vezes, acontece
quando estou no aeroporto, alguém me xinga. Mulher, né? Olho para ela:
‘Nossa, mãe. Incomível’”, disse. O vídeo foi publicado pelo filho dele, o
vereador por Balneário Camboriú (SC), Jair Renan, mas foi gravado
durante o feriado de Carnaval, na casa da família, em Angra dos Reis, no
Rio de Janeiro. Valdemar Costa Neto O presidente do PL, Valdemar Costa
Neto, afirmou ter “fé” que o ex-presidente Jair Bolsonaro será candidato
ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026. “Tenho fé. Tenho fé, sim,
que Bolsonaro será candidato a presidente da República. Com esse
governo, o combustível ficou caro. Então, volta, Bolsonaro. A carne
ficou cara. Então, volta, Bolsonaro. A energia ficou cara. Então, volta,
Bolsonaro”, afirmou Valdemar ao lado do ex-presidente. Em junho de
2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro
inelegível por oito anos, ou seja, até 2030. Cláudio Castro O governador
do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também fez um apelo pela
aprovação do projeto de lei da Anistia. Em discurso no ato, na capital
fluminense, Castro chegou a puxar um coro de “anistia já”. “Esse povo
veio de graça [para o ato] para pedir anistia já. O Rio de Janeiro clama
ao Brasil: anistia já”, declarou. Durante entrevista à imprensa, o
governador defendeu a votação do projeto de lei que trata do tema e
afirmou que a medida era essencial para o processo democrático. “Votar
esse projeto é uma questão de democracia. Todo partido tem o direito de
ter seu projeto votado. O deputado Hugo Motta demonstra que fará um bom
mandato. Há pessoas presas injustamente, e a situação passou do ponto.
Cada vez mais partidos estão pedindo a votação desse projeto”, declarou.
Castro também ressaltou a necessidade de pacificação e argumentou que o
debate sobre a anistia deveria ser técnico e não político. Flávio
Bolsonaro O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que os aliados de
Jair Bolsonaro (PL) irão “derrotar o alexandrismo”, em referência ao
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Nós
vamos derrotar o alexandrismo, nós vamos derrotar os verdadeiros
destruidores da democracia”, declarou. Em seguida, o senador fez ataques
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o petista
“enganou algumas poucas pessoas”. Silas Malafaia O pastor Silas Malafaia
declarou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), é um “criminoso”. Malafaia foi o idealizador da
manifestação que defende a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de
janeiro de 2023. “Nós estamos falando em anistia, mas você precisa
entender por que essas pessoas estão presas. Eu vou fazer aqui
declarações fortes e vou provar, porque eu não vim aqui para fazer
acusação leviana, então eu vou fazer uma declaração e vou provar a minha
declaração. O ministro Alexandre de Moraes é um criminoso”, afirmou.
A CNN entrou em contato com Alexandre de Moraes para se manifestar sobre
a declaração, mas não obteve retorno até o momento. A isenção do
julgamento que envolve o ex-presidente pela denúncia da
Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta trama no país no
contexto das eleições gerais de 2022, foi questionada por Malafaia
também. “O julgamento de Bolsonaro já está feito. Qual a prova? O
processo tem mais de 80 mil páginas. Os advogados têm 15 dias e a
primeira turma vai ter 10 dias. Que julgamento isento é esse?”,
declarou. Tarcísio de Freitas O governador de São Paulo, Tarcísio de
Freitas (Republicanos), criticou a alta nos preços dos alimentos no
Brasil e pediu anistia aos “inocentes que receberam penas desarrazoadas”
por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Ninguém aguenta
mais inflação. Porque tem um governo irresponsável que gasta mais do que
deve. Ninguém aguenta mais o arroz caro, o feijão caro, a gasolina
cara. O ovo caro! Prometeram picanha e não tem nem ovo”, afirmou
Tarcísio. Ainda segundo o governador, o objetivo do ato era “exigir a
anistia daqueles inocentes que receberam penas desarrazoadas”. “O que
eles fizeram? Usaram batom? Num país onde todo dia a gente assiste
traficantes indo para a rua, onde os caras que assaltaram o Brasil, os
caras que assaltaram a Petrobras, voltaram à cena do crime, voltaram
para a política. Foram reabilitados. Está certo isso? Parece haver
justiça nisso?”, declarou. O governador de São Paulo também criticou o
fato de Bolsonaro ter se tornado inelegível pela Justiça. “Qual a razão
de afastar Jair Messias Bolsonaro das urnas? É medo de perder a eleição,
porque eles sabem que vão perder.” Em entrevista à imprensa antes de
discursar no ato, o Tarcísio reforçou seu apoio à anistia e defendeu a
necessidade de “corrigir injustiças” para que o país pudesse avançar em
outras pautas. Ele também negou qualquer intenção de disputar a
Presidência da República em 2026 e reafirmou seu apoio a Bolsonaro. “A
anistia é a correção de um erro. Se não corrigirmos isso, vamos ficar
paralisados nessa agenda, deixando outras pautas importantes de lado. O
diálogo está acontecendo, e o convencimento cresce a cada dia. Essa é
uma pauta com consenso. Vamos fazer o que for possível. E não, nosso
candidato é o Bolsonaro”, afirmou Tarcísio. Jair Bolsonaro O
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou um colete à prova de balas ao
participar do ato na orla de Copacabana. Bolsonaro disse que “jamais
poderia imaginar” que o país teria “refugiados brasileiros mundo afora”.
A fala do político fez referência a apoiadores que pediram refúgio em
outros países, como Argentina, pelos ataques às sedes dos Três Poderes,
em Brasília. Bolsonaro ainda disse que os presos pelos atos de 8 de
janeiro “são inocentes e não cometeram nenhum ato de maldade”. O
ex-mandatário sugeriu que o objetivo das autoridades é condená-lo. “O
que eles querem? É uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas
humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil. A
minha vida estaria muito mais tranquila se eu estivesse ao lado deles”,
afirmou. Ainda durante manifestação, ele citou que a acusação por
tentativa de golpe foi uma “historinha inventada”. “Quando eles querem
me tirar por uma condenação, já que a inelegibilidade está ameaçada para
eles, inventam uma historinha de golpe. Que golpe é esse que eu tenho
que provar que não dei? Tem que ser o contrário, eles têm que provar que
eu tentei”, destacou. Bolsonaro cita apoio de Kassab à anistia Em seu
discurso, Bolsonaro declarou ainda que Gilberto Kassab, presidente
nacional do PSD, é um apoiador para aprovação do projeto de lei da
Anistia. “E deixo claro aqui, esse 50% [de apoio ao projeto] não é PL,
não. Tem gente boa em todos os partidos. Eu, inclusive, há poucos dias
tinha um velho problema e resolvi com o Kassab, em São Paulo. Ele está
ao nosso lado com a sua bancada para aprovar a anistia em Brasília.
Todos os partidos estão vindo”, afirmou. A CNN tenta contato com
Gilberto Kassab para se manifestar sobre o assunto. Veja os nomes
anunciados pela organização do evento como presentes: Governador do Rio
de Janeiro Cláudio Castro Governador de São Paulo Tarcísio Freitas
Governador de Santa Catarina Jorginho Melo Governador Mauro Mendes –
Mato Grosso Senador Flávio Bolsonaro Senador Magno Malta Senador
Portinho Senador Rogério Marinho Senador Bagatoli Senador Izalci Lucas
Senador Wilder Senador Wellington Fagundes Senador Cleitinho Deputado
Federal Marcio Alvino Deputado Federal Nikolas Ferreira Vice presidente
da Camara dos deputados Deputado Federal Altineu Cortês Líder do PL na
Camara dos Deputados Deputado Federal Sóstenes Cavalcante Líder da
Oposição na Camara dos Deputados Deputado Coronel Zucco Deputado Hélio
Lopez Deputado Rodrigo Valadares Deputado Estadual Anderson Moraes
Deputado Estadual Marcio Gualberto Presidente ALESP Deputado Estadual
André do Prado Deputada Federal Chris Tonietto Vereador Carlos Bolsonaro
Vereadora Priscila Costa Prefeito Abílio Brunini – Cuiabá-MT Dep
Distrital Thiago Manzoni Deputado Federal Capitão Alberto Neto Deputado
Federal Carlos Jordy Deputado Federal Rodolfo Nogueira Deputado Federal
Bibo Nunes Deputado Federal Maurício do Vôlei Deputado Estadual João
Henrique (PL/MS) Deputado Federal Allan Garcez Deputado Estadual Carmelo
(Pres PL Jovem) Vereadora Bella Carmelo Deputado estadual Caporezzo
(PL/MG) Deputado estadual Rogério Barra (PL/BA) Deputado Federal
Delegado Éder Mauro Deputado Federal Adilson Barroso Delegado Federal
Delegado Caveira Deputado Federal Cherini Deputado Federal Paulo
Bylinsky Deputado Federal Evair de Melo Ex ministro João Roma Ex
ministro Queiroga Deputado Federal Cabo Gilberto Silva Deputado Federal
Maurício Carvalho Deputado Federal Capitão Alden Deputado Federal
Sargento Fahur Deputado Federal Davi Soares Deputado Federal Coronel
Chrisostomo Deputado Federal Reinold Stephanes Deputado Federal
Sanderson Deputado Federal Roberto Monteiro Deputado Federal General
Girao Deputado Federal Júnior Amaral Deputado Federal André Fernandes
Deputado Federal Sargento Gonçalves Deputado Federal Gilvan da Federal
Deputado Federal Pastor Jaziel Deputado Federal General Pazuelo Deputado
Federal Pastor Eurico Deputado Federal Mario Frias Deputado Federal
José Medeiros Deputado Federal Luiz Lima Deputado Federal Filipe Barros
Deputado Federal Alexandre Ramagem Deputado Federal Osmar Terra Deputado
Federal Eros Biondini Deputado Federal Fernando Rodolfo Deputada
Federal Daniela Renner Deputado Federal Marcos Pollon Deputada Federal
Sílvia Waiãpi Deputado Federal Zé Trovão Deputado Estadual Jorge Felipe
Neto Vereador de SP Lucas Pavanato Vereadora de SP Zoe Martínez
Vereadora Moana Valadares Padre Kelmon Deputado Estadual MG Lincoln
Drumond