História de PEDRO LOVISI E ARTUR BÚRIGO – Folha de S. Paulo
SÃO PAULO, SP, E BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – A crise financeira
de Minas Gerais uniu esquerda e direita no estado. Ambas as correntes
defendem que o governo se desfaça de suas maiores estatais para pagar a
dívida bilionária do estado com a União, ainda que a forma como isso
será feito federalização ou privatização seja motivo de embate.
A conjuntura chama atenção. Até porque historicamente os mineiros,
tanto de esquerda quanto de direita, são reticentes em abrir mão de suas
empresas não à toa, a Constituição estadual condiciona a privatização
de estatais de energia, distribuição de gás e saneamento a um referendo
popular.
Até entre as exceções, esquerda e direita andam juntas. Os deputados
federais Aécio Neves (PSDB) e Reginaldo Lopes (PT), por exemplo,
defendem que as empresas continuem sob controle do estado (veja mais
abaixo).
Minas deve hoje cerca de R$ 160 bilhões à União, além de outros R$ 30
bilhões junto a entidades financeiras e depósitos judiciais.
Para 2025, a projeção é que o estado pague à União R$ 5,2 bilhões sob
o RRF (Regime de Recuperação Fiscal), enquanto o total da dívida com a
incidência de juros deve crescer R$ 20 bilhões, segundo as contas do
governo. Essa dinâmica é considerada impagável pelas classes política e
econômica de Minas e corrói a capacidade de investimento do estado,
incomodando tanto esquerda quanto direita.
Em 2018, por exemplo, o estado arrecadou R$ 99,5 bilhões. Mas desse
valor, R$ 98,1 bilhões foram destinados às despesas correntes, como
custeio da máquina pública e pagamento de servidores, e R$ 4,2 bilhões
ao pagamento da dívida. Para as despesas de capital, aquelas em que o
estado tem liberdade para gastar em investimentos e obras, foram
reservados R$ 4,9 bilhões. Ao final, o governo teve déficit de quase R$ 8
bi.
Graças a liminares obtidas pelo estado no STF (Supremo Tribunal
Federal) e acordos de repactuação com a União, a administração mineira
ficou desde o fim de 2018 sem seguir a dinâmica anterior de pagamento
das parcelas que devia à União, o que impede a comparação neste período.
O rombo faz com que a maioria dos políticos e economistas de esquerda
e direita enxerguem no repasse do controle de Cemig, Copasa e Codemig
a última arrecada bilhões com a produção de nióbio um dos únicos
caminhos para retomar a capacidade de investimento do estado.
Mas a direita econômica do estado, liderada pelo governador Romeu
Zema, sonha com a privatização, enquanto a esquerda, apoiada no PT, quer
repassar as empresas para o governo federal.
A última alternativa ganhou força sob o chamado Propag (Programa de
Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), projeto do senador mineiro
Rodrigo Pacheco (PSD). A proposta prevê desconto no indexador da dívida
com o repasse dos ativos dos estados ao governo federal.
Um dos primeiros a defender a proposta de federalização de estatais foi o deputado estadual Professor Cleiton (PV).
“A federalização surgiu como alternativa para resolver o problema da
dívida e como uma vacina às propostas de privatização do Zema.
Inclusive, a federalização não exige a necessidade de um referendo”,
afirma o deputado.
Otto Levy, ex-secretário de Planejamento de Zema e ainda influente no
governo, diz ser fundamental reduzir o tamanho da dívida do estado. Mas
a melhor forma de se fazer isso, segundo ele, seria vender as estatais e
utilizar a quantia para abater o débito. “Para o próprio funcionamento
do estado, eu acho que não é mais uma questão de opção”, afirma.
Na lógica dos liberais, trata-se de unir o útil ao agradável: pagar a
dívida com a União e transferir as empresas para a iniciativa privada.
“A minha experiência na máquina pública mostra que o arcabouço legal do
setor público no Brasil, por si só, gera ineficiência para uma empresa,
independente da qualidade dos gestores”, acrescenta Levy.
Mas Marco Antônio Castello Branco, presidente da Codemig na gestão de
Fernando Pimentel (PT) e ex-membro dos conselhos de administração de
Cemig e Copasa, discorda categoricamente. Ele defende que o governo
federal assuma as três empresas e desconte do montante da dívida o valor
de mercado delas.
“No RRF, o governo Zema usava a venda das estatais como um álibi,
dizendo que entregar as empresas estatais para o setor privado seria o
único jeito de viabilizar o regime. Ou seja, criou-se uma ditadura da
falta de alternativa para justificar uma ideologia neoliberal”, afirma
Castello Branco.
Ele propõe que a União assuma as três estatais com o compromisso de
devolver as empresas quando o governo mineiro tiver suas contas
reorganizadas. “Seria um processo semelhante à recuperação judicial, mas
adaptada à esfera pública”, diz.
De certa forma, um formato semelhante é discutido entre os políticos
mineiros. A ideia na Assembleia Legislativa é amarrar às propostas de
federalização o direto de o estado poder reaver o controle das empresas
em 20 anos. Também se estuda incluir uma determinação de referendo junto
à população mineira caso o governo federal, no futuro, decida pela
privatização das companhias.
Thiago Toscano, ex-presidente da Codemig no governo Zema, tenta achar
um meio-termo entre as propostas. Apesar de defender a privatização de
Cemig e Copasa sob argumentos semelhantes ao de Levy, ele acredita que a
federalização da Codemig seja o mais vantajoso para o estado. Isso
porque é muito provável que o governo federal aceite pagar mais pela
empresa do que a iniciativa privada, visto o desconhecimento de
investidores com a produção de nióbio (mais de 80% do mercado global do
mineral está nas mãos da CBMM, a mineradora dos Moreira Salles parceira
do governo de MG).
O governo Zema já divulgou duas avaliações sobre a empresa. Uma,
encomendada ao banco de investimentos Goldman Sachs para a privatização
da Codemig, calculou que a empresa valeria cerca de US$ 6 bilhões (R$
34,7 bilhões na cotação atual).
Outra, em nota técnica divulgada pela próprio estatal nas discussões
sobre a federalização, projetou que os dividendos, a valor presente,
teriam valor de R$ 59 bilhões.
Nas contas do Sinfazfisco-MG (Sindicato dos Servidores da Tributação,
Fiscalização e Arrecadação do Estado de Minas Gerais), o valor atual da
Codemig é de R$ 35 bilhões. Essa avaliação poderia ser ampliada em
cerca de R$ 20 bilhões caso a empresa seja federalizada junto com o
direito de lavra, que hoje pertence ao estado a hipótese é prevista em
proposta que tramita na Assembleia Legislativa.
Uma terceira solução seria federalizar apenas o fluxo de receitas da
Codemig. Como a única função da empresa é receber 25% do lucro da CBMM,
Minas Gerais poderia firmar um contrato com a União repassando apenas
seu direito de dividendos por um determinado período formato semelhante
a um empréstimo. “Isso resolveria um problema político relacionado ao
apego que tradicionalmente os mineiros têm pelo patrimônio, porque a
empresa continuaria sendo do estado”, diz Toscano.
Nessa linha, Marco Crocco, presidente do BDMG (Banco de
Desenvolvimento de Minas Gerais) na gestão Pimentel, diz que, em caso de
federalização, é necessário que o governo federal se comprometa a
manter o foco das estatais em Minas Gerais. A Codemig, por exemplo, é
hoje um dos poucos canais de receita livre do estado.
“Essas empresas têm um papel local muito bem definido, então mesmo
federalizando há de ter uma articulação com o governo federal para que
elas continuem sendo estatais com posição estratégica para Minas”,
afirma. “Além disso, com a capacidade de compra de Cemig e Copasa você
pode atrair fábricas para o estado, então elas funcionam como elemento
de desenvolvimento.”
Já o tucano e ex-governador Aécio Neves e o petista Reginaldo Lopes
rejeitam as possibilidades de federalização e privatização e defendem
alternativas.
Aécio propõe utilizar as estatais apenas como garantia do contrato de
refinanciamento da dívida do estado com a União. “O atual governo
federal não tem vocação alguma para administrar estatais. Também sou
contrário, no caso de Minas, à ideia que o governo estadual tem
defendido de privatização, que, a meu ver, dilapidará o patrimônio dos
mineiros”, diz.
Reginaldo, por sua vez, defende uma fórmula que considera a receita
corrente líquida dos estados e o resultado da balança comercial para que
haja uma redução no estoque da dívida. “Sou contra pegar três estatais
que dão lucro de R$ 10 bi e entregar para a União. O Propag resolve dois
anos do Zema, dois anos do próximo governador e depois o estado
quebra”, afirma.
Nesta sexta-feira (14), é celebrado o Dia de São Valentim, esta é uma
data especial celebrada por casais de várias partes do planeta, onde se
comemora o amor e a união das pessoas que se amam.
Este dia foi escolhido por ser a data em que um bispo da Igreja
Católica, chamado Valentim, foi morto em Roma pelo fato de ter
desobedecido ao imperador, realizando casamentos às escondidas.
No Brasil, o Dia dos Namorados é comemorado no dia 12 de junho,
véspera de Santo Antônio, popularmente conhecido como santo
casamenteiro.
Curiosamente, os brasileiros não têm o costume de celebrar o Dia de
São Valentim, pois esta é uma tradição dos países anglo-saxões, que não
encontrou muita acolhida por aqui.
A História conta que existem dois mártires com o nome de Valentim. Um
deles, nasceu em 175, perto de Roma, onde foi consagrado bispo. Naquela
época, Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que
havia proibido o casamento durante as guerras, pois acreditava que os
solteiros eram melhores combatentes. Valentim continuou celebrando
casamentos mesmo com as proibições. Mais tarde, foi descoberto, preso e
condenado à morte, porém, enquanto estava preso, muitos jovens
ofereciam-lhe flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Segundo a lenda, na prisão, Valentim ficou amigo da filha do carcereiro, que era cega, e a curou da cegueira.
Fonte: Karla neto Foto: Divulgação
CURIOSIDADES – KARLA NETO
Você sabia que os laços sociais entre os chimpanzés duram a vida inteira?
O chimpanzé (Pan troglodytes) é um macaco que habita as florestas
tropicais da África Central e está distribuído por toda a região, de
acordo com a Enciclopédia da Vida, um banco de dados que compila
informações sobre diferentes espécies de seres vivos. O primata está
listado como “em perigo”, de acordo com as diretrizes da Lista Vermelha
de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da
Natureza. Apesar de ser um dos macacos mais abundantes na África, tem
sido registrada uma taxa constante de declínio da sua população nas
últimas duas décadas. As principais ameaças são a exploração
madeireira nas áreas tropicais onde os macacos vivem, a caça ilegal para
obtenção de carne e a disseminação de doenças infecciosas, como o
ebola. Os chimpanzés são tão parecidos com os humanos que sucumbem a
muitas doenças que afligem o homo sapiens, explica a IUCN. Como
outros mamíferos, as fêmeas desempenham o papel mais importante na
criação de seus filhotes, de acordo com o banco de dados ADW. No caso
dos adultos machos, o cuidado com os filhotes é indireto: patrulhando à
noite, protegendo a família de perigos na selva e fornecendo alimentos.
Os laços entre os chimpanzés jovens e a mãe duram a vida toda, mesmo
após a “independência” (situações na qual o animal deixa a família para
viver com uma nova comunidade de chimpanzés). Os chimpanzés são animais que conseguem distinguir rostos mesmo depois de anos sem encontrá-los. Em
geral, os chimpanzés podem viver de 40 a 60 anos, sendo que a principal
preocupação com sua longevidade é o aparecimento de doenças
infecciosas, tosses ou resfriados.
Entretanto, a expectativa de vida dos animais criados em cativeiro cai para 40-45 anos.
Você sabia que o chá de acerola ajuda a fortalecer o sistema imunológico?
O chá da folha de acerola pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico, combater a inflamação e reduzir a gordura. O
uso da folha de acerola é conhecida e usada terapeuticamente como
vitamina c, portanto contribui e ajuda no fortalecimento do sistema
imunológico atuando como preventivo de gripes e resfriados e
inflamações.
A aceroleira, cujo nome científico é Malpighia emarginata, teve
origem no Caribe, mas hoje está muito presente na América do Sul. No
Brasil, a sua fruta é usada em sucos, doces, sorvetes e produtos
fitoterápicos, graças às altas concentrações de vitamina C, ácidos
fenólicos, flavonoides, polifenóis, carotenoides, antocianinas e
diversas vitaminas e sais minerais.
Estudos mostram que a folha da árvore também traz uma série de vantagens para quem a consome.
Elas aumentam o volume fecal, gerando mais saciedade e melhorando o
aspecto das fezes. Sem contar que absorvem fluidos e outros produtos da
digestão (alguns até tóxicos para o organismo). Por fim, a presença
dessa substância no corpo acelera os movimentos intestinais, ajudando a
prevenir a constipação. Principalmente ligninas e pectinas, que são
consideradas fibras insolúveis — isto é, que não se dissolvem na água e
passam intactas pelo trato gastrointestinal.
A presença de vitamina C e compostos fenólicos torna o chá de folha
de acerola um protetor contra a ação desenfreada dos radicais livres,
que estão ligados à queda da imunidade, ao envelhecimento precoce e a
diversas doenças crônicas, como diabetes e até câncer.
Ingredientes do chá de folha de acerola:
10 a 15 folhas de acerola higienizadas; 1 litro de água; Canela em pau. Modo de preparo:
Primeiramente, esquente a água até levantar fervura. Em seguida,
desligue o fogo, acrescente as folhas maceradas e a canela e abafe por
alguns minutos. Por fim, coe e beba.
Você sabia que a uva passa ajuda a protege a saúde do coração?
A uva passa, também conhecida apenas como passa, proporciona diversos
benefícios à saúde, pois é rica em fibras e ácido tartárico,
substâncias que contribuem para a saúde do intestino e favorecem o
controle do peso. Além disso, uva passa também é rica em
antioxidantes que atuam prevenindo o desenvolvimento de doenças
crônicas, como câncer ou doenças cardiovasculares.
As uvas passas podem ser uma boa adição à dieta para melhorar e
manter a saúde dos ossos e dentes, por serem ricas em cálcio, um mineral
muito importante para o tecido ósseo. Dessa forma, além de manter os
ossos fortes, previnem o surgimento de osteoporose.
Além disso, a uva passa também contém um oligoelemento, conhecido
como boro, que facilita a absorção de cálcio, magnésio, fósforo e
vitamina D, que são essenciais para todo o sistema ósseo, assim como
para o sistema nervoso. Por esse motivo, o boro presente na uva passa
pode ajudar a prevenir a artrite, efeito que é comprovado por estudos
que mostram que, pessoas com osteoartrite, apresentam níveis muito
baixos deste oligoelemento.
As fibras presentes na uva passa têm a capacidade de diminuir a
absorção de colesterol ruim no intestino, o que permite manter os níveis
de colesterol e triglicerídeos mais regulados no sangue e evitando o
depósito de gordura nos vasos sanguíneos. Além disso, como também é
antioxidante e diminui o risco de dano celular, a uva passa é ótima para
diminuir o risco de doenças cardiovasculares.
Após o julgamento nesta quarta-feira (12), o tribunal abriu uma
auditoria para mapear todas as despesas e políticas públicas financiadas
por meio de recursos que não transitam diretamente pelo Orçamento, o
que inclui os fundos privados.
A auditoria estava em fase de planejamento, aprovada pelo ministro
Vital do Rêgo. Agora entra na fase de execução. Com uma análise mais
ampla, a expectativa é dimensionar o tamanho desse dreno.
O trabalho da auditoria será conduzido pelo ministro Bruno Dantas,
que pediu prioridade à área técnica. O grupo vai avaliar qual o impacto
da utilização dessa prática para transparência e credibilidade da gestão
orçamentária e os seus efeitos no crescimento da dívida pública e na
economia brasileira.
Há uma avaliação entre os técnicos do tribunal de que o governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem recorrido para driblar o
Orçamento e fugir dos limites do arcabouço fiscal, que impõe um teto de
gastos.
No julgamento da cautelar do TCU que bloqueou em janeiro o dinheiro
do Pé-de-Meia, os ministros da corte de contas deram um prazo de 120
para o governo pagar as bolsas do programa fora do orçamento, mas
cobraram do governo a correção da forma de financiamento do programa
para incluir os valores na lei orçamentária.
RECADO
Ministros do TCU ouvidos pela reportagem afirmam que esse foi o
recado mais importante do julgamento desta quarta-feira (12) e que deve
valer para o uso de outros fundos privados que tenham ou venham a ter a
mesma prática.
Integrantes do governo que tratam do tema dizem que entenderam o
recado, mas informaram que aguardam o acórdão do julgamento para definir
os próximos passos da ação do governo.
Entre os fundos privados, estão o FGO (Fundo Garantidor de Operações) e
o Fgeduc (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo), que
transferiram recursos ao Fipem, outro fundo privado constituído para
executar o Pé-de-Meia e administrado pela Caixa Econômica Federal. Nesse
caso, o dinheiro de dois fundos privados transitaram para o outro fundo
privado, que banca o programa.
Uma lei aprovada pelo Congresso permitiu a chamada integralização
(repasse) de recursos que estavam sobrando no Fgeduc (R$ 6 bilhões) e no
FGO (R$ 4 bilhões) no fundo do Pé-de-Meia. O governo transferiu os R$ 6
bilhões, mas aguardava a decisão do TCU para definir o repasse dos R$ 4
bilhões do FGO.
Com a decisão, antecipada pela Folha de S.Paulo na
terça (11), o governo terá que corrigir a forma de financiamento do
programa para incluir os valores na lei orçamentária deste ano. Para
isso, precisaria em tese cortar r$ 10 bilhões de despesas. Mas parte do
dinheiro já terá sido gasta nos quatros meses que o TCU deu de prazo
para o governo encaminhar uma solução ao Congresso.
A proposta sugerida foi a apresentação de um PLN (projeto de lei que
trata de questões orçamentárias) ao Congresso cancelando despesas de
outras áreas para acomodar no Orçamento os gastos do Pé-de-Meia.
O problema é que neste caso o governo teria que bloquear os recursos
do Orçamento imediatamente, o que implicaria tirar verbas de outros
programas e políticas públicas.
Há dúvidas sobre os procedimentos para a inclusão da verba do
Pé-de-Meia no Orçamento, que o acórdão pode sinalizar. Até o momento não
é intenção do governo recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas o
diagnóstico é que o TCU não tem a função de fazer controle de
legalidade e determinação ao Legislativo.
A avaliação é que ao apontar a necessidade de o governo encaminhar um
projeto de lei ao Congresso o Tribunal estaria indo além das suas
funções legais. Os técnicos do governo que defendem a operação do
Pé-de-Meia destacam que o dinheiro que está nos fundos saiu do Orçamento
e foi contabilizado como despesas primária.
PÉ-DE-MEIA
– O que é: programa do governo federal que concede bolsas para
estudantes do ensino médio matriculados em escolas públicas e que
estejam inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do
Governo Federal)
– Objetivo: combater a evasão escolar e reduzir a desigualdade social entre jovens
– Quanto: além de um incentivo mensal de R$ 200, o beneficiário
recebe R$ 1.000 ao final de cada ano letivo concluído; há um adicional
de R$ 200 se o aluno participar do Enem (Exame Nacional do Ensino
Médio); o valor, ao final dos três anos, pode chegar a R$ 9.200
– Órgão responsável: SEB (Secretaria de Educação Básica)
Na era digital, onde as pessoas têm controle de todas as ações, elas dificilmente se veem atraídas por publicidade.
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Existem diversos formatos de conteúdo que podem ser produzidos com o objetivo de gerar negócios.
A seguir, vamos falar sobre os principais.
Blog posts
Os blog posts são o formato de produção de conteúdo mais importante para uma estratégia digital.
Um dos seus principais objetivos é posicionar as páginas do site em mecanismos de buscas, como Google e Bing.
Com isso, visitantes que se encaixam no perfil de cliente ideal são atraídos e podem dar continuidade à jornada do consumidor.
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Sua produção dá bastante trabalho, mas sua função é mais específica: converter visitantes em leads.
Como são distribuídos em formato de arquivo, exigem que o usuário forneça dados de contato para realizar o download.
Posts em redes sociais
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Por exemplo, gerar tráfego para o blog, engajar seguidores e divulgar a marca nas principais plataformas de interação.
Há diversas ferramentas e funcionalidades voltadas a tais tarefas, como o Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e LinkedIn.
Infográficos
Os infográficos são materiais ricos que aliam imagem e texto em um formato agradável para facilitar a leitura.
Eles podem ser usados tanto para complementar outros tipos de conteúdo quanto para gerar leads.
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Os vídeos são um formato de produção de conteúdo audiovisual.
Eles são ideais para consumo, pois prendem a atenção do usuário e facilitam o entendimento das informações.
Imagens
As imagens são comumente usadas como complementos para os demais formatos de conteúdo.
Elas ilustram o que está sendo dito e trazem informações extras para o usuário.
Outros formatos
Existem muitos outros formatos de conteúdo na internet.
Entre eles, podemos destacar alguns.
Os podcasts privilegiam o áudio e podem ser consumidos simultaneamente a outras tarefas.
As apresentações de slides funcionam em um modelo que coloca o usuário no controle.
Já webinars são vídeos ao vivo que contam com a participação dos espectadores, possibilitando a interação.
Alguns outros formatos são as pesquisas de mercado, quizzes, newsletters, GIFs e estudos de caso.
5 benefícios de investir em produção de conteúdo digital
A produção de conteúdo na web é uma das práticas mais comuns entre empresas que investem em marketing.
Isso não é à toa.
A seguir, vamos conhecer os principais benefícios gerados ao investir nessa estratégia.
1. Aumentar o alcance do seu negócio
A produção de conteúdo é uma maneira orgânica de expandir o alcance do negócio.
Por meio dela, as pessoas interagem, são beneficiadas e passam a confiar em marcas e empresas.
Ao contrário dos anúncios, o marketing de conteúdo não é invasivo.
2. Gerar valor para o seu público
Uma das principais funções do content marketing é gerar conteúdo útil para o usuário.
A partir dessa ação, as pessoas passam a enxergar a empresa não
apenas como uma fornecedora de produtos, mas uma organização com a qual
ela tem um relacionamento contínuo.
Com isso, os índices de fidelização aumentam consideravelmente.
3. Facilidade de mensurar os resultados
Como no ambiente digital todas as ações são facilmente medidas por meio do recolhimento de dados, a otimização é constante.
Ao observar os números, avaliá-los e realizar ajustes, as chances de erro são praticamente reduzidas a zero.
Com a interpretação precisa das informações extraídas, o progresso é contínuo.
4. Mais resultados com menor custo
O marketing de conteúdo custa 62% menos e gera até três vezes mais resultados que o marketing tradicional.
Ou seja, traz um grande benefício às empresas que o aplicam.
Quando a companhia opta por negligenciar essa estratégia, é praticamente certo que a concorrência tirará vantagem disso.
5. Integração com outras estratégias
Como dito, a produção de conteúdo é um dos alicerces do inbound marketing.
A integração às demais estratégias é exatamente o que a torna a
matéria-prima principal de qualquer atividade voltada ao marketing na
internet.
13 ferramentas para produção de conteúdo
Para aplicar uma estratégia de produção de conteúdo, você não está sozinho.
Existem diversas ferramentas que podem auxiliá-lo nessa tarefa.
Abaixo, listo algumas das principais.
1. Answer the Public
A Answer the Public é uma ferramenta para ter ideias para produzir conteúdos.
Ela sugere palavras-chave baseadas em dados extraídos pelos principais motores de buscas.
Isso garante que o conteúdo redigido será de interesse da audiência.
2. Google Trends
O Google Trends apresenta as principais tendências de buscas ao redor do mundo.
Para ter acesso aos dados, basta selecionar os assuntos e localidades desejados.
Essa é uma ótima maneira de se manter atento aos tópicos quentes do momento.
3. Ubersuggest
A Ubersuggest é uma das mais completas ferramentas de SEO do mercado.
Ela avalia a performance de websites e sugere tópicos de conteúdo para produção.
Além disso, traz informações valiosas acerca dos backlinks que transmitem autoridade para as páginas.
4. Keyword Tool
A Keyword Tool é outra ferramenta muito valiosa para produtores de conteúdo.
Ela traz ideias de palavras-chave não apenas para o Google, mas
também YouTube, Bing, Amazon, Instagram, Twitter e outros canais
relevantes.
5. Google Keyword Planner
Ferramenta oficial do Google, o Planejador de Palavras-Chave disponibiliza dados de volume e concorrência para termos de pesquisa.
Esse recurso é o mais utilizado por profissionais da área, já que
agrega uma grande precisão e confiabilidade nos dados recolhidos.
6. Máquina Geradora de Títulos
Se você tem dificuldades para criar títulos para seus artigos, a Máquina Geradora de Títulos pode ajudá-lo.
Criada pelas equipes de produção de conteúdo da Rock Content e
Resultados Digitais, expoentes no assunto, leva em conta os termos
escolhidos para sugerir construções.
7. Gerador de Personas
Outra ferramenta criada pela aliança entre as duas empresas citadas no tópico anterior é o Gerador de Personas.
Você só precisa preencher os dados desejados para criar um perfil de cliente ideal para o seu negócio.
Esse elemento é fundamental em estratégias de marketing, já que guia todos os processos da produção de conteúdo.
8. Google Docs
O Google Docs é uma ferramenta indispensável para criação de conteúdo.
Ela não apenas possui um dos melhores editores de texto, mas permite o
armazenamento de arquivos em nuvem e seu compartilhamento entre
integrantes da equipe.
A procrastinação é um dos problemas mais comuns entre produtores de conteúdo.
Então não espere até que surja uma ideia brilhante ou que a preguiça magicamente vá embora.
Coloque as mãos à obra e perceba que a hora é agora.
6. Foque na qualidade
Não adianta criar conteúdos extensos se eles não têm qualidade.
As pessoas logo perceberão e abandonarão a leitura, pode acreditar.
Por isso, é recomendado que o foco seja informações relevantes, linguagem simples e sem rodeios.
7. Acompanhe métricas
Observar o desempenho dos materiais publicados é a mina de ouro em uma estratégia de marketing de conteúdo.
Ao observar os números, você será capaz de realizar ajustes, perceber
quais tipos de textos geram bons resultados e muitas outras ações.
Fique de olho nas ferramentas analíticas para manter as engrenagens da produção de conteúdo sempre funcionando.
8. Mantenha as ideias fluindo
A produção de conteúdo é uma atividade criativa.
Portanto, nem sempre estarão fluindo em seu máximo potencial.
Para manter o bom funcionamento da mente, vale tudo.
Mas, acima de tudo, descanse.
Uma mente cansada tem dificuldades de produzir bons textos e funciona em câmera lenta.
9. Encontre tendências
Buscar tópicos em alta é uma solução muito utilizada por produtores de conteúdo.
Por isso, vale a pena manter-se antenado aos principais sites e blogs relacionados aos temas de interesse da sua persona.
Lembre-se que as tendências mudam de um dia para outro.
Então a checagem deve acontecer regularmente.
9. Crie títulos atrativos
A leitura do título do texto é a primeira ação realizada por um usuário antes do clique.
É por isso que sua composição é tão importante.
Hoje os usuários são bombardeados por uma infinidade de informação enquanto navega.
Então invista em títulos criativos, chamativos e que trarão a sensação de emergência para garantir que o leitor não passe direto.
10. Planeje suas pautas
Não menospreze o valor da criação de uma pauta, processo que orienta as diretrizes que devem ser seguidas em um conteúdo.
Elas orientam as atividades da produção e garantem o alinhamento da empresa e o redator.
Um bom planejamento é a alma do negócio.
Uma pauta completa contém todas as informações e referências necessárias para a fluidez da escrita.
11. Estruture o conteúdo
Ao estruturar o conteúdo antes de iniciar a redação, é muito mais fácil visualizar o texto como um todo.
Pense no título, nos subtítulos, tópicos e elementos que preencherão as páginas do seu artigo.
Dessa forma os pensamentos se alinham e você evita a necessidade de adequações mais tarde.
12. Utilize conteúdos multimídia
Qualquer formato de conteúdo que pode ser útil para o usuário deve ser utilizado para proporcionar uma boa experiência.
Se necessário, alie texto, áudio, vídeo, apresentação de slide,
infográfico e outros tipos de mídia para atender às expectativas do
leitor.
13. Produza conteúdo com frequência
A frequência da produção de conteúdo é importante tanto para o usuário quanto para o Google.
Vale a pena investir, inclusive, em um calendário editorial para garantir que os visitantes receberão atualizações frequentes.
14. Use links relevantes
A linkagem dos textos deve trazer benefícios ao usuário.
Mesmo que leve-o a páginas externas, pense nas possibilidades de dúvidas que podem surgir ao longo do texto e invista em links úteis para sanar seus problemas.
15. Evite erros de português
Você provavelmente já se deparou com um erro ortográfico em uma página, não é mesmo?
Esse tipo de problema pode tirar toda a credibilidade do conteúdo.
Para evitá-los, vale a pena recorrer a um editor, como o Libre Office, por exemplo.
16. Revise seus textos
Um texto nunca está pronto depois de inserido o último ponto final.
Acredite, você precisa revisá-lo.
Leia-o dos pés à cabeça antes da publicação, para ter novas ideias e evitar qualquer tipo de erro.
Uma prática que ajuda muito é a leitura em voz alta.
17. Evite conteúdos repetidos
Duplicar conteúdos ou criar pautas muito semelhantes não é uma boa ideia.
No primeiro caso, apenas uma das páginas será ranqueada.
No segundo, você corre o risco de canibalizar as suas palavras-chave no Google.
18. Conquiste o leitor no primeiro parágrafo
Investir em boas introduções é um dos truques para manter o interesse do leitor.
Por isso, vale a pena gerar empatia, contar histórias e fazer
promessas de resolução de problemas para garantir que as pessoas
continuarão a leitura.
19. Tenha uma call to action
As chamadas para a ação são responsáveis pela continuidade do usuário pelo funil de vendas.
Por isso, não se esqueça de instigá-lo a realizar uma atividade que gerará resultados reais junto à estratégia.
20. Tenha objetivos claros
O estabelecimento de objetivos é uma ótima maneira de facilitar o processo de redação.
Ao saber qual é a finalidade do texto, a pessoa responsável poderá adaptar o texto e otimizar os resultados.
Conclusão
A produção deste conteúdo está chegando ao fim, mas talvez a sua jornada ainda esteja começando.
Além disso, conheceu algumas das melhores ferramentas que auxiliam na
criação de bons materiais para atrair, encantar e converter usuários.
Por fim, observou algumas das principais dicas de alguém que já tem
as pontas dos dedos treinadas de tanto escrever artigos e ebooks.
E quanto a você?
Virtudes e a necessidade de ter na região do Vale do Aço um
site marketplace que engloba empresas, notícias, diversão,
empreendedorismo para os empresários e leads como o moderno site da
Valeon.
ChatGPT
Descubra o Marketplace do Vale do Aço: Um Hub de Empresas, Notícias e Diversão para Empreendedores
Introdução:
O Vale do Aço é uma região próspera e empreendedora, conhecida por
sua indústria siderúrgica e seu ambiente de negócios dinâmico. Agora
imagine ter um único local onde você pode encontrar todas as informações
e recursos necessários para ter sucesso nesse ambiente competitivo.
Bem-vindo ao Marketplace do Vale do Aço – um hub online que engloba
empresas, notícias, diversão e empreendedorismo, oferecendo uma
plataforma única para empresários e gerando leads valiosos.
Um ecossistema empresarial abrangente:
O Marketplace do Vale do Aço reúne empresas locais de diversos
setores em um só lugar. Com uma interface intuitiva, os usuários podem
facilmente encontrar e se conectar com fornecedores, parceiros
comerciais e clientes potenciais na região. A plataforma oferece uma
ampla gama de categorias de negócios, desde indústrias tradicionais até
startups inovadoras, garantindo que todos os empreendedores encontrem as
oportunidades certas para expandir seus negócios.
Notícias e insights atualizados:
Além de ser um diretório empresarial, o Marketplace do Vale do Aço
também oferece um fluxo contínuo de notícias e insights relevantes para
os empresários da região. Através de parcerias com veículos de
comunicação locais e especialistas em negócios, a plataforma mantém os
usuários informados sobre as últimas tendências, oportunidades de
mercado, mudanças regulatórias e eventos relevantes. Essas informações
valiosas ajudam os empresários a tomar decisões informadas e a se
manterem à frente da concorrência.
Diversão e engajamento:
Sabemos que a vida empresarial não é só trabalho. O Marketplace do
Vale do Aço também oferece uma seção de entretenimento e lazer, onde os
usuários podem descobrir eventos locais, pontos turísticos, restaurantes
e muito mais. Essa abordagem holística permite que os empresários
equilibrem o trabalho e a diversão, criando uma comunidade unida e
fortalecendo os laços na região.
Foco no empreendedorismo:
O Marketplace do Vale do Aço é uma plataforma que nutre o espírito
empreendedor. Além de fornecer informações e recursos valiosos, também
oferece orientação e suporte para os empresários que desejam iniciar
seus próprios negócios. Com seções dedicadas a tutoriais, estudos de
caso inspiradores e conselhos de especialistas, o marketplace incentiva e
capacita os empreendedores a alcançarem seus objetivos.
Geração de leads para os empresários:
Uma das maiores vantagens do Marketplace do Vale do Aço é a
capacidade de gerar leads qualificados para os empresários. Com um
público-alvo altamente segmentado, a plataforma oferece a oportunidade
de seconectar diretamente com potenciais clientes interessados nos
produtos e serviços oferecidos pelas empresas cadastradas. Isso
significa que os empresários podem aumentar sua visibilidade, expandir
sua base de clientes e impulsionar suas vendas de forma eficiente.
Conclusão:
O Vale do Aço é uma região cheia de oportunidades e empreendedorismo,
e o Marketplace do Vale do Aço se torna um recurso indispensável para
os empresários locais. Ao oferecer um ecossistema empresarial
abrangente, notícias atualizadas, diversão, suporte ao empreendedorismo e
a geração de leads qualificados, o marketplace se destaca como uma
ferramenta poderosa para impulsionar os negócios na região. Não perca a
chance de fazer parte dessa comunidade dinâmica e descubra o poder do
Marketplace do Vale do Aço para o seu sucesso empresarial.
O alívio da inflação em janeiro, com alta de apenas 0,16%, depois de
um aumento de 0,52% em dezembro, poderia ser auspicioso para a economia,
não fosse o bônus de Itaipu, que deixou a energia elétrica 14,21% mais
barata no mês. A redução com o custo da eletricidade gerada pela usina
impactou o IPCA em -0,55 ponto porcentual. Sem essa contribuição, a
inflação de janeiro teria chegado a 0,71%, e a taxa acumulada em 12
meses teria alcançado 5,13%, segundo cálculo do economista André Braz,
do FGV Ibre.
A questão é que o “desconto” nas tarifas de energia tem fôlego curto,
e a queda verificada no mês passado virá como alta em fevereiro. É um
movimento natural, haja vista que não houve mudança estrutural na
formação de preços, mas apenas um encontro de contas no saldo da usina
administrada paritariamente por Brasil e Paraguai. E, mesmo com a forte
desaceleração que o bônus de R$ 1,3 bilhão repassado às contas de luz
representou para a inflação em janeiro, a taxa anualizada continuou
acima do teto da meta de 3% fixada pelo governo, chegando a 4,56% em
janeiro.
Importantes grupos de preços continuam subindo, como transportes e
alimentos, estes em sua quinta alta mensal consecutiva, e o peso da
inflação sobre o consumidor não ficou atenuado pelo resultado fora da
curva do mês de janeiro. Apesar do respiro do IPCA, a escalada dos
preços continua preocupante – ou, para usar a linguagem do Banco
Central, o cenário é adverso para a inflação dos alimentos no médio
prazo.
Mas o governo Lula da Silva decidiu entrar no modo negação e
desdenhar olimpicamente da pressão inflacionária e seus efeitos na
economia. Primeiro, o presidente recomendou à população que deixasse de
comprar produtos caros para forçar a queda de preços. O roteiro resultou
numa enxurrada de críticas, pois a carestia à qual se refere o petista
abrange itens essenciais, como café, óleo, leite e carne, e não
supérfluos ou produtos sofisticados.
Na sequência, ministros também minimizaram a inflação dos alimentos,
justamente um dos itens que mais pesam no bolso dos mais pobres. De
acordo com o IBGE, famílias com renda mensal de até dois salários
mínimos gastam mais de 60% de seu orçamento mensal para custear casa e
comida.
Antes mesmo da divulgação da desaceleração do IPCA de janeiro, o
ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista a uma rádio de
Caruaru (PE), disse que “todos os preços” hoje estão abaixo dos que “o
presidente Lula herdou de Bolsonaro”, e sustentou que a política de
valorização do salário mínimo, com reajustes acima da inflação, vai
manter o poder de compra. Há pouco tempo, era Haddad quem insistia em
mais medidas de ajuste fiscal para compensar o minguado pacote fiscal
anunciado em novembro na busca pelo reequilíbrio das contas públicas.
Agora, o ministro atribui quase exclusivamente ao aumento do dólar – e
seu impacto nas exportações – a alta dos preços internos, e coloca a
pressão cambial tão somente na conta da eleição de Donald Trump como
presidente dos EUA. Este, aliás, foi um dos argumentos que sustentaram a
ideia de uma ala do PT segundo a qual a taxação das exportações poderia
reduzir a inflação, uma possibilidade que causou reação negativa tão
forte que obrigou o governo a descartá-la oficialmente.
Taxar produtos exportados ou fixar novas regras para os cartões de
refeição não resolverá o problema da inflação, mas o governo segue
tentando subestimar a alta inflacionária. Em entrevista a uma rádio na
Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que chegou a falar em um
“conjunto de intervenções” para baratear preços nos supermercados, disse
que a inflação foi “infinitamente menor” nos dois anos do governo Lula
do que nos quatro de Bolsonaro.
Houve, de fato, expressivos estouros de meta na gestão Bolsonaro,
especialmente nos dois últimos anos, quando a inflação bateu 10,06%
(2021) e 5,79% (2022), parte pelas ações de combate à pandemia de
covid-19, parte por gastos em ano de campanha eleitoral. Em vez de
buscar se eximir de sua responsabilidade com base em comparações, o
governo deveria olhar para si mesmo e concentrar esforços na redução de
seus próprios gastos.
BRASÍLIA – A Associação Nacional dos Servidores da Carreira de
Especialista em Meio Ambiente (Ascema) afirmou nesta quarta-feira, 12,
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta implementar interferências políticas no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente(Ibama) e classificou como “inadmissível” qualquer tipo de pressão política sobre os técnicos do órgão.
As declarações foram motivadas por fala de Lula durante uma
entrevista à Rádio Diário FM, de Macapá, nesta quarta, sobre o pedido de
licenciamento ambiental feito pela Petrobras para exploração de
petróleo na foz do Rio Amazonas. Na ocasião, o presidente afirmou que o
Ibama parece ser contra o governo.
“O que não pode é ficar nesse lenga-lenga, com o Ibama sendo um órgão do governo e parecendo ser contra o governo”, disse.
O processo de licenciamento já recebeu negativas do órgão ambiental,
que acabou solicitando mais informações à Petrobras. Em novembro, como
o Estadão mostrou, a empresa enviou respostas ao Ibama,
se comprometendo em ampliar a estrutura de segurança, incluindo
embarcações de prontidão para atender a fauna em caso de desastres.
Na nota feita pela Ascema, os servidores criticam a tentativa de
pressão por parte de Lula. “É inadmissível qualquer tipo de pressão
política que busque interferir no trabalho técnico do órgão,
especialmente quando se trata de uma decisão que pode resultar em
impactos ambientais irreversíveis”, diz o comunicado.
Segundo os servidores, as declarações do presidente desqualificam o
Ibama e desrespeitam o papel da instituição. “O Ibama precisa ser
reconhecido como órgão de Estado, motivo pelo qual propusemos uma emenda
parlamentar para que passe a ter esse status e não fique sujeito a
interferências políticas como a que o presidente Lula tenta
implementar”, destaca a nota.
Os servidores citam o papel do órgão durante o governo do
ex-presidente Jair Bolsonaro para impedir retrocessos e diz que
“continuarão atuando neste ou em qualquer outro governo que contrarie as
necessidades de conservação socioambiental no Brasil.”
Decisão política
O licenciamento da região é sensível, entre outros fatores, porque
não há operações semelhantes na região e tampouco estrutura para dar
resposta a uma crise. Assim, os técnicos não têm referências robustas
para avaliar objetivamente o projeto. Como o Estadão mostrou, a área é complexa e em caso de eventual acidente, a Petrobras levaria 10h30 para deslocar animais até a base de estabilização.
Embora tenha lacunas, o último plano de proteção à Fauna apresentado
pela Petrobras — com previsão de embarcações de prontidão, equipes de
socorro e equipamentos —, tem elementos para embasar um parecer a favor
da licença. Soma-se a isso a repercussão do tema nacionalmente e a
pressão exercida publicamente por Lula, que são vistas como uma
evidência de que a vontade política sobre a liberação da licença
prevalecerá.
Nesta quinta-feira, 13, Lula irá ao Amapá, onde está localizada a
Margem Equatorial, para agendas públicas e inaugurações do governo. O Estadão apurou que o presidente deve voltar a falar sobre o tema e defender a exploração de recursos na região.
A pressão pela liberação do licenciamento elevou a fritura do atual
presidente do órgão, Rodrigo Agostinho. Segundo fontes do governo,
Agostinho já é visto como “demissionário”.
O nome mais forte dentro do governo para substituir o presidente do
Ibama, é o do atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio
Macêdo, que está cotado para sair do cargo atual.
A leitura é que Macêdo seria um nome palatável por ter sido
superintendente do Ibama em Sergipe e secretário do Meio Ambiente e dos
Recursos Hídricos na gestão do então governador Marcelo Déda. Dessa
forma, o governo não poderia ser acusado de lotear o órgão e reduziria a
pressão por parte dos servidores.
Apesar de sediar a Cúpula do Clima da ONU (COP-30) em novembro, a
análise é de que a troca no Ibama não afetaria a imagem do governo.
História de Shannon Najmabadi, Jaclyn Peiser e Aaron Gregg Jornal Estadão
As novas tarifas da Casa Branca sobre o aço e
alumínio, anunciadas na segunda-feira, 10, podem ter impactos amplos na
economia, protegendo algumas empresas da concorrência estrangeira
enquanto aumentam os custos em outras áreas.
A tarifa de 25% se aplicaria a todas as remessas de aço e alumínio, incluindo aquelas do Canadá e México,
que na semana passada foram concedidos atrasos de 30 dias numa tarifa
geral de 25% afetando todos os bens. Embora o Canadá vá sentir mais o
impacto da ordem de segunda-feira como o fornecedor estrangeiro nº 1
para compradores dos EUA, as tarifas também visam a China, que responde
por mais da metade da produção global de aço.
Aqui estão alguns vencedores e perdedores do último movimento comercial da administração Trump.
Tarifas de Trump também visam a China, que responde por mais da metade da produção global de aço Foto: AFP
Vencedores
Fornecedores de aço e alumínio dos EUA
As tarifas funcionam como um imposto sobre importações, levando
fornecedores estrangeiros a aumentar preços. Isso significa que as
empresas dos EUA que fornecem aço e alumínio terão a chance de subcotar
seus concorrentes estrangeiros à medida que o aço de parceiros
comerciais como Canadá, Brasil e México se torna dramaticamente mais caro.
Várias empresas siderúrgicas baseadas nos EUA viram os preços de suas
ações subirem na segunda-feira como resultado: Nucor e Steel Dynamics
subiram 5,5% e 4,9%, respectivamente, ao fechar o mercado, enquanto
Cleveland-Cliffs disparou quase 18 por cento. A United States Steel
Corp., mais conhecida como U.S. Steel, subiu quase 5%. O produtor de
alumínio Alcoa subiu cerca de 2%.
Philip Bell, presidente da Associação de Fabricantes de Aço, disse
que as tarifas ajudariam a “nivelar o campo de jogo” para os produtores
domésticos e refutou as críticas de que as tarifas aumentariam custos
sem adicionar um grande número de empregos na manufatura.
“Quando você tem uma tarifa que é aplicada de forma ampla em todos os
segmentos de produto, claro, vai haver um impacto de curto prazo”,
disse ele. “Mas quando você tem tarifas específicas para produtos, como
as de aço e alumínio, realmente resta ver qual será o impacto a longo
prazo disso em empregos e nos preços ao consumidor.”
Uma tarifa de 25% sobre a quantidade de aço usada em um carro típico
de US$ 40 mil aumentaria o preço em 1 ou 2%, afirmou Bell. E ele
argumentou que cada emprego no setor de aço cria outros empregos para
contratados, trabalhadores da construção, empresas de engenharia e “até o
caminhão de comida que está fora da siderúrgica onde você pode pegar
café da manhã ou almoço.”
O presidente da United Steelworkers International, no entanto, fez
uma distinção entre “parceiros comerciais confiáveis, como o Canadá, e
aqueles que estão procurando minar nossas indústrias enquanto trabalham
para dominar o mercado global.”
“Nossa união acolhe os esforços do presidente Donald Trump para
conter a supercapacidade global que por tempo demais permitiu a atores
ruins como a China inundar o mercado global com seus produtos
comercializados injustamente, resultando em importações crescentes para
os Estados Unidos, especialmente do México”, disse o Presidente David
McCall em um comunicado. Mas ele acrescentou que “o Canadá não é o
problema.”
Perdedores
Consumidores
O alumínio e o aço são utilizados em uma ampla gama de produtos, o
que significa que tarifas de importação mais altas acabariam sendo
repassadas aos consumidores. Os metais podem ser encontrados em
aparelhos, smartphones, bastões de beisebol, panelas, telescópios e
móveis de jardim. Até mesmo latas de refrigerante poderiam ser afetadas,
escreveram analistas de varejo do Bank of America em um relatório no
início deste mês.
No entanto, não está claro quanto tempo levará para os consumidores
sentirem o impacto e em que medida. Isso é em parte porque depende de
quanto aço ou alumínio é usado na fabricação do produto, disse Lydia
Cox, professora de economia na Universidade de Wisconsin em Madison.
Também cabe às empresas decidir quais custos adicionais elas devem
repassar para seus clientes, disse ela: “Se você teve um aumento de 25%
em 50% dos seus custos, isso seria um aumento (potencial) considerável” nos preços.
Em vez disso, são as empresas e fabricantes — que compram aço e
alumínio em grande quantidade — que serão os primeiros a ver os aumentos
de preços, disse Douglas Irwin, professor de economia no Dartmouth
College.
“Não é como se você ou eu, como membro de uma casa, fôssemos à Lowe’s
ou Home Depot ou algo assim comprar uma barra de aço,” ele disse.
Indústria dos EUA
Uma análise de 2018 sobre as tarifas de aço durante a primeira
administração Trump, publicada pelo Peterson Institute for International
Economics, independente, descobriu que a política criou empregos, mas
com um grande custo para os inúmeros compradores de aço estrangeiro nos
EUA.
A análise concluiu que a política, que também tributou o aço
importado em 25%, criou cerca de 8.700 empregos e gerou cerca de US$ 2,4
bilhões em lucros antes dos impostos para as empresas de aço. Mas as
indústrias domésticas que compravam aço nos Estados Unidos pagaram
outros US$ 5,6 bilhões graças à proteção — um custo de cerca de US$ 650
mil para cada emprego criado na indústria siderúrgica.
Gary Hufbauer, pesquisador sênior do Peterson Institute e um dos
autores do estudo, disse que não espera que muitos novos empregos sejam
criados pelas novas tarifas, porque elas teriam principalmente o efeito
de substituir as cotas existentes que outros países usam para limitar as
exportações para os Estados Unidos. Mas escalar guerras comerciais
através de tarifas dessa maneira “garantirá retaliação contra produtos e
empresas dos EUA selecionados”, acrescentou Hufbauer.
“No geral, as indústrias americanas a jusante sofrerão e garantirão
uma perda líquida nos empregos de manufatura dos EUA, como ocorreu no
Trump 1.0,” disse Hufbauer.
Desta vez, empresas como John Deere, Caterpillar e Boeing também
podem ser prejudicadas porque seus produtos usam muito alumínio ou aço,
assim como desenvolvedores privados e governos estaduais e locais
tentando reparar a infraestrutura, disse Irwin.
Glenn Stevens Jr., diretor executivo da MichAuto, uma divisão da
Câmara Regional de Detroit, disse que os fabricantes de automóveis
provavelmente não podem absorver o efeito combinado das tarifas sobre o
Canadá e o México e os suprimentos globais de aço e alumínio.
“Os preços de transação de veículos já são muito altos, e se forem
mais altos, isso diminuirá a demanda”, disse ele. Isso, por sua vez,
poderia levar a cortes na produção e perda de empregos.
Exportadores dos EUA
Algumas indústrias dos EUA que vendem produtos no exterior também
podem sentir o impacto da última rodada de tarifas de importação de
Trump, à medida que outras nações retaliarem, disse Irwin. Ele citou as
exportações agrícolas como um exemplo porque os países estrangeiros
podem facilmente encontrar fontes alternativas de soja, trigo e outros
produtos agrícolas no exterior.
Isso aconteceu durante o primeiro mandato de Trump.
“A administração Trump começou a socorrer os agricultores e a
agricultura americanos,” disse Michael Klein, professor de economia na
Universidade Tufts e editor executivo do EconoFact, uma publicação
apartidária sobre políticas econômicas e sociais publicada pela
universidade. “Quaisquer receitas que foram arrecadadas foram esgotadas
tentando amortecer aqueles que foram prejudicados pela retaliação.”
Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.
(Reuters) – O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga afirmou
nesta quarta-feira que o atual cenário econômico do Brasil apresenta
sintomas muito graves de um “paciente na UTI”, citando que os juros
futuros estão “na lua a perder de vista” e que a única área que pode
ajudar a autoridade monetária é a política fiscal.
Em seminário do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das
Garças, no Rio de Janeiro, Fraga defendeu que o atual presidente da
autoridade monetária, Gabriel Galípolo, convidado do evento, convença o
governo a atuar nessa área.
“Você, como uma pessoa de confiança das altas autoridades do nosso
país, talvez possa convencê-las de que não tem mágica e que isso que
aconteceu até agora foi muito bom, o desemprego está baixo, é um sonho,
mas agora a festa meio que acabou, não é um problema de comunicação”,
disse.
Fraga, que comandou o BC entre 1999 e 2002, no governo Fernando
Henrique Cardoso, demonstrou preocupação com uma dívida pública acima de
75% do Produto Interno Bruto (PIB), e em trajetória de alta, associada a
uma atividade econômica que fatalmente vai desacelerar.
“O Banco Central não faz milagre, sei que é difícil comentar, mas
isso precisa acontecer. Eu considero que o paciente está na UTI, não
precisa nem entrar nas discussões sobre dominância fiscal, isso é muito
acadêmico. O mix macro precisa mudar, e eu acho que isso não parece
estar na agenda”, afirmou.
Em resposta a Fraga, Galípolo disse que tem o desafio pessoal de
encontrar o limite e a medida certa do que cabe à autoridade monetária
falar. Ele ponderou que tem tido espaço e voz para poder se pronunciar
sobre o que pensa dos movimentos de mercado e explicar o que está
acontecendo na economia.
“Faz parte do desafio você não cruzar uma linha e não transcender o que é o quadrado da autoridade monetária”, ponderou.
Galípolo avaliou que o “remédio” da política monetária vai funcionar
para arrefecer a inflação, sublinhando que essa avaliação é
compartilhada pelo mercado, que espera uma desaceleração da atividade.
No entanto, ele afirmou que o mercado está menos focado no efeito da
política monetária, e observando mais qual será a reação do governo a
partir de uma desaceleração da atividade.
“Isso não é simples de você endereçar enquanto autoridade monetária.
Uma coisa é você ser preventivo a algo que está presente, outra coisa é
você lutar com algo que não existe ainda, ou que possa nem existir”,
disse.
Na terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a
economia brasileira crescerá neste ano, e argumentou que isso vai
acontecer porque, segundo ele, o dinheiro circulará nas mãos da
população, o que gerará expansão da economia.
A Força Aérea Brasileira (FAB) abateu na terça-feira, 11, um avião que teria partido da Venezuela transportando
drogas e entrado de forma clandestina em território nacional. A
aeronave suspeita caiu após disparos e dois ocupantes morreram na
ocorrência.
A FAB diz que a interceptação aconteceu dentro dos protocolos, que
consistem em uma primeira tentativa de contenção, seguida de disparos em
caso de resistência da aeronave ilegal. O local exato da abordagem não
foi informado. A reportagem questionou a Força Aérea e aguarda retorno.
Força Aérea Brasileira abateu avião vindo da Venezuela com drogas.
Dois ocupantes da aeronave morreram. Foto: Força Aérea Brasileira
(FAB)/Divulgação
Nesta quarta, 12, um helicóptero H-60 Black Hawk, do Sétimo Esquadrão
do Oitavo Grupo de Aviação e agentes da Polícia Federal estiveram no
local da queda para verificar a atividade ilícita da aeronave. Eles
constaram os óbitos de dois homens suspeitos de tráfico de drogas e a
presença de entorpecentes no interior do avião abatido.
A interceptação fez parte da Operação Ostium, que reprime atividades
ilegais na fronteira do País, e aconteceu sob coordenação do Comando de
Operações Aeroespaciais.
A ação seguiu “todos os protocolos das Medidas de Policiamento do
Espaço Aéreo (MPEA)”, segundo a FAB, que consistem em medidas de
averiguação (para determinar a identidade de uma aeronave e vigiar o
comportamento do avião suspeito), medidas de intervenção (determinar à
aeronave interceptada para que modifique a rota e forçar o pouso em
aeródromo), e medidas de persuasão (quando são dados tiros de aviso para
forçar os suspeitos a obedecerem).
“Não atendendo aos procedimentos coercitivos descritos no Decreto nº
5.144, a aeronave foi classificada como hostil e, dessa forma, submetida
ao Tiro de Detenção (TDE), que consiste no disparo de tiros, com a
finalidade de impedir a continuidade do voo”, acrescentou a FAB, em
nota.
A medida é utilizada como último recurso, e foi acionada depois que a
aeronave interceptada descumpriu os procedimentos e forçou a
continuidade do voo ilícito. “Com a execução do Tiro de Detenção , o
avião interceptado, classificado como hostil, veio a colidir com o
solo”.
O tipo e a quantidade da droga encontradas no interior da aeronave não foram informadas.