sábado, 28 de dezembro de 2024

GOVERNO VETA A PARTICIPAÇÃO DE BETS NA COPINHA EM S. PAULO

 

História de Ricardo Magatti – Jornal Estadão

Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda decidiu proibir a presença de empresas de apostas esportivas em todas as partidas da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, maior competição de futebol de base do País, que começa no próximo dia 2 de janeiro.

A decisão foi divulgada em nota técnica da Secretaria, que se baseou na lei 14.790/2023, que regulamentou as apostas no Brasil, para proibir o envolvimento das chamadas bets na Copinha. A legislação veda expressamente como objeto de apostas os eventos esportivos que envolvam as categorias de base.

A Secretaria também cita, na nota técnica, a portaria de 31 de julho de 2024 que estabeleceu regras e diretrizes para o jogo responsável e para as ações de comunicação, de publicidade e propaganda e de marketing, e menciona a importância da proteção de crianças e adolescentes, “um público vulnerável”.

O entendimento é de que, por ser uma competição em que a maioria dos atletas são menores de idade, a presença de bets seria prejudicial a esse público em vários aspectos. “O aumento da popularidade dos jogos de apostas apresenta desafios, especialmente em relação à publicidade direcionada aos jovens, considerada publicidade abusiva e portanto, proibida”, diz trecho da nota, assinada pelo secretário Regis Dudena e por Daniele Correa Cardoso, coordenadora-geral de Monitoramento de Jogo Responsável

Copinha 2025 não terá presença das bets em uniformes, estádios e transmissões Foto: Alex Silva/Estadão

Copinha 2025 não terá presença das bets em uniformes, estádios e transmissões Foto: Alex Silva/Estadão

“A juventude é uma fase de desenvolvimento cognitivo e emocional, em que os jovens estão mais suscetíveis a influências externas. O evento esportivo da Copinha não pode se propor a associar jovens atletas ao mercado de apostas por meio de patrocínios estampados nos uniformes, a ser um espaço para estimular os jovens a apostar, ainda que indiretamente, sob pena de incentivar o desenvolvimento de comportamentos de risco, dependência e até mesmo endividamento, afetando negativamente a saúde mental dos jovens, suas relações sociais e seu desempenho acadêmico”, explica a secretaria.

Segundo a decisão do órgão do governo, as bets estão proibidas de aparecerem nos uniformes dos times, como publicidade e propaganda em estádios em que serão realizadas as partidas da Copinha e propagandas nas transmissões em TV, rádio ou plataformas da internet. O descumprimento da regra resultará em sanções.

É esperado que essa proibição valha para todos os torneios de base no Brasil, o que afetaria – ainda que pouco – contratos de patrocínios vigentes dos clubes e federações com casas de apostas.

A Federação Paulista de Futebol já acertou patrocínio de uma empresa de apostas para a Copinha em 2023. Foi a Esportes da Sorte, que comprou o naming rights da competição naquele ano e expôs sua marca em placas de campo, inserções comerciais durante as transmissões digitais, redes sociais e outros ativos do campeonato.

TRUMP PRETENDE TOMAR O CANAL DO PANAMÁ PARA OS ESTADOS UNIDOS

História de Bruno Carbinatto – Superinteressante

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ainda nem assumiu – a posse é só dia 20 de janeiro –, mas já vem protagonizando polêmicas com suas falas. Nas últimas semanas, o republicano cismou que quer aumentar o território americano, anexando pedaços de outros países ou mesmo países inteiros, incluindo de nações aliadas.

Trump brincou, por exemplo, que o Canadá pode se tornar o 51º estado americano. O país vizinho, com seus 40 milhões de habitantes, é um aliado de longa data dos EUA, e já deixou claro que não tem interesse nenhum em se unir à terra do tio Sam. Isso não impede Trump de ventilar seus planos mirabolantes, é claro.

O presidente eleito também quer anexar a Groenlândia, a gelada ilha com apenas 56 mil habitantes, um plano que ele já tinha anunciado em seu primeiro mandato. O local, um território semi autônomo que pertence à Dinamarca, já disse que não está à venda.

Por fim, Trump comprou briga com um terceiro país: o Panamá. Mais especificamente, ele quer tomar o controle do Canal do Panamá, um estreito canal que corta o país ao meio, ligando os oceanos Pacífico e Atlântico. A passagem é uma das mais importantes do mundo quando o assunto é comércio global, já que encurta, e muito, as distâncias de quem precisa passar de um lado para o outro.

Para justificar a medida, Trump alega que o país latino-americano de 4,4 milhões de habitantes cobra taxas “exorbitantes” de navios americanos que atravessam o canal (de fato, o imposto é caro: pode chegar a US$ 400 mil, dependendo do tamanho da embarcação). Além disso, relembrou que, de fato, a hidrovia foi construída pelos Estados Unidos, que mantiveram a posse do território por décadas.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, respondeu às falas de Trump de maneira enfática: “O Canal do Panamá pertence ao Panamá”, disse em um vídeo postado no X (ex-Twitter). “A soberania e independência do nosso país não são negociáveis.”

Trump, por sua vez, fez uma tréplica em tom ameaçador: “Veremos”.

Mas, afinal, por que o interesse repentino no canal? Qual a história da hidrovia, e Trump pode mesmo tomá-la para os EUA?

O que é o canal do Panamá

Imagine sair de Hong Kong, na China, num barco com destino a Nova York. Qual rota tomar? Dá para ir para leste, em direção às Américas, claro, mas, para chegar ao outro lado, é preciso dar a volta na América do Sul, descendo até a pontinha do Chile, onde fica o Cabo Horn, um local de difícil navegação

Outra opção é dar a volta ao mundo, indo para oeste, passando pelo Sudeste Asiático, cruzando o Canal de Suez no Egito, seguindo pela Europa e depois cruzando o Atlântico.

Também dá para viajar só até Los Angeles, na costa oeste dos EUA, e seguir o resto do caminho de carro ou trem.

Nenhuma opção é perfeita, claro, por causa das distâncias. Mas, até o século 20, eram as únicas existentes. Seria ótimo se desse para cortar caminho entre as Américas, certo? Mas não havia nenhuma passagem natural no imenso continente.

É aí que nasce o Canal do Panamá, uma das maiores inovações da engenharia moderna. A passagem conta com eclusas e lagos artificiais, uma estrutura bastante complexa. Veja no infográfico abaixo a comparação entre as rotas:

Com essa hidrovia, é possível ir do Oceano Atlântico para o pacífico (e vice e versa) em só 10 horas, viajando no caminho de cerca de 80 km na América Central. A alternativa – contornar a América do Sul – tem 11 mil quilômetros (e leva duas semanas).

A ideia de se construir uma passagem que cruze a América em algum istmo – o nome técnico de estreitas faixas de terra que ligam territórios maiores – é antiga. Foram consideradas obras do tipo em locais do México, na Nicarágua e em Darién, um território na fronteira entre o Panamá e a Colômbia.

Foi só no século 20 que a coisa foi para frente. Quem assumiu a obra foi justamente os EUA, em 1904; o canal foi inaugurado para uso dez anos depois. A construção custou mais de US$ 375 milhões – a obra de infraestrutura mais cara da história dos EUA até aquele momento –, e há registro de milhares de trabalhadores morrendo nas péssimas condições de trabalho, seja de acidentes ou de doenças tropicais como malária e febre amarela.

O governo americano não assumiu a bucha por caridade, é claro; a hidrovia beneficiou principalmente os EUA, encurtando as rotas marítimas de comércio do país que ascendia como uma potência global.

Nas décadas seguintes à sua construção, o canal foi posse dos americanos e administrado diretamente por Washington. No entanto, havia no Panamá muitos críticos a esse modelo, defendendo que, por se tratar de território panamenho, o controle do canal deveria ser feito pelo próprio país.

A tensão geopolítica aumentou ao longo dos anos, até que, em 1977, os dois países fizeram um acordo. O documento oficializava: a partir do dia 31 de dezembro de 1999, o controle do Canal do Panamá ficaria totalmente com o Panamá mesmo.

Desde então, a hidrovia tem sido controlada diretamente por uma agência estatal do Panamá. Em 2016, uma grande expansão do canal foi inaugurada, que permitiu que navios maiores cruzassem o caminho.

O país latino-americano lucra bastante (quase US$ 2 bilhões por ano) com o canal, claro, cobrando taxas de quem quer passar. Os preços variam muito, dependendo do tamanho da embarcação, sua função, acordos entre nações, etc. Em alguns casos, quem paga mais pode passar mais rápido; comprar com antecedência também ajuda a diminuir o preço.

Apesar de países do mundo todo utilizarem a hidrovia, dois terços de todos os navios que cruzam o canal têm os EUA como destino ou ponto de partida – por isso o enorme interesse americano no local.

Cerca de 13 mil a 14 mil navios cruzam a passagem todos os anos, segundo o Panamá. Explicamos como a obra funciona em detalhes neste infográfico.

Trump pode retomar o canal do Panamá?

Apesar do falatório, dificilmente o republicano levará o plano para frente.

Isso porque a transferência da administração do canal dos EUA para o Panamá foi legal e legítima, fruto de um acordo feito pelo então presidente americano Jimmy Carter e aprovado pelos senadores e deputados americanos. Não dá para simplesmente cancelar o documento.

O que o presidente pode tentar fazer, é claro, é um novo acordo com o governo panamenho, provavelmente oferecendo uma quantia generosa de grana para comprar de volta a administração do canal. Panamá, por sua vez, não parece disposto a esse tipo de negociação, pelo menos não por enquanto.

Há, claro, a última alternativa: tomar na marra o local, ou seja, guerra. Isso dificilmente acontecerá, claro: Panamá e EUA são nações aliadas e não há motivo para justificar uma ação tão extrema. Pelo menos essa é a conclusão sensata, claro – mas o presidente Trump nem sempre parece se contentar com o bom senso

 

SOB O GOVERNO LULA ESTATAIS ATINGEM DÉFICIT RECORDE EM 15 ANOS

 

História de STÉFANIE RIGAMONTI – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As estatais federais sofreram um processo de deterioração durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo especialistas. O resultado primário das companhias levantado pelo Banco Central corrobora essa visão.

Segundo dados atualizados do BC, de 2023 até outubro deste ano, o rombo nas empresas públicas federais somou R$ 5,1 bilhões. Apenas neste ano até outubro, o déficit foi de R$ 4,45 bilhões, o maior da série histórica para o período, descontada a inflação. Por enquanto, também é o maior de todos os anos fechados.

A base de comparação são os anos desde 2009, quando o BC deixou de colocar na conta a Petrobras e a Eletrobras que, por serem empresas muito grandes, acabam distorcendo os números. Os bancos públicos também não são contabilizados já que, pela natureza do negócio, não são equiparáveis a companhias não financeiras.

Para efeito de comparação, durante os dois últimos anos do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, quando as contas públicas e das estatais entraram em um processo bastante crítico, o déficit dessas companhias foi menor do que o valor atual. De 2013 até outubro de 2014, o rombo nas empresas públicas federais foi de R$ 1,8 bilhão. Descontada a inflação, ficou em R$ 3,1 bilhões.

Se a Petrobras for levada em conta, a situação foi mais precária sob Dilma. Além das inúmeras intervenções nos preços praticados pela petroleira e de investimentos inchados, a estatal esteve no centro das investigações da Operação Lava Jato, que revelou um rombo bilionário relacionado a corrupção na empresa.

Consultado, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos disse que apenas o resultado primário não é capaz de avaliar a saúde financeira nem o desempenho das empresas. Segundo a pasta, esses fatores só podem ser avaliados nas demonstrações de resultados de cada companhia.

“Em 2023, as 44 estatais federais e suas subsidiárias geraram lucro líquido de R$ 197,9 bilhões e recolheram R$ 49,4 bilhões em dividendos e Juros sobre o Capital Próprio para o Tesouro Nacional, além de outros R$ 78,7 bilhões para acionistas privados”, disse a pasta em nota enviada à reportagem.

Ainda segundo o ministério, parte expressiva desse déficit exposto nas estatísticas do BC corresponde a investimentos feitos pelas companhias.

Ainda assim, para a economista Elena Landau, responsável pelo programa de desestatização durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a situação é preocupante. Segundo ela, os dados das estatais federais só tendem a piorar nos próximos anos.

Landau critica a liminar do então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski que afrouxou a Lei das Estatais em março do ano passado para permitir indicações do presidente Lula nas companhias públicas.

A decisão derrubou, por exemplo, a quarentena de 36 meses imposta a dirigentes de partidos políticos ou de pessoas que tenham atuado em campanhas eleitorais, permitindo que elas ocupassem cargos de direção em empresa pública e sociedade de economia mista.

A nomeação de Aloizio Mercadante (PT) para a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi uma das indicações que foram concretizadas após as mudanças na lei tanto pelo Supremo como pelo Congresso no início do governo de Lula.

Segundo Landau, mesmo que o tribunal depois tenha derrubado a liminar em plenário, os nomes indicados continuam nos conselhos de administração e na direção das estatais. Para a economista, muitas dessas indicações não seguem os critérios técnicos definidos pela Lei das Estatais e foram usadas como moeda de troca política.

O resultado disso, afirma, é uma piora da alavancagem (endividamento para realizar investimentos) das empresas públicas.

“Na época do governo da Dilma, todas as estatais estavam em situação de fragilidade. Se não fosse a dependência delas do Tesouro, muitas teriam entrado em recuperação judicial e ido a bancarrota. Quando [o ex-presidente Michel] Temer entrou, houve um choque de governança nas empresas públicas. Agora, Lula está repetindo os mesmos erros do passado”, diz Landau.

“Ele voltou a usar as estatais para políticas públicas, só pensa em gastar, está tentando intervir nas estatais e até em empresas que foram privatizadas, como Vale e Eletrobras, e voltou a investir em refinarias na Petrobras, o que foi um desastre no passado”, afirma.

Além de preservar a saúde financeira das empresas, Landau diz que a Lei das Estatais é um importante instrumento de proteção do governo contra as pressões políticas do Congresso. Muitos parlamentares usam indicações de nomes apenas para influência política e complemento de salários para seus indicados. Com a lei, o governo pode rejeitar indicações que não sejam técnicas sem ônus político.

O economista Fernando Antônio Ribeiro Soares, que foi diretor de coordenação e governança das empresas estatais durante o governo Temer, considera que as empresas públicas estão passando por um importante processo de deterioração de resultados e governança. Mas ele acredita que o próximo ano será crucial para um ponto de virada nesse sentido.

O mandato de conselheiros e diretores de estatais é de apenas dois anos. Com isso, entre março e abril de 2025, as empresas precisarão escrutinar esses nomes antes de uma renovação de mandato. Ele acredita que, com a derrubada da liminar de Lewandowski, se as pessoas que ocupam esses cargos estiverem desrespeitando a Lei das Estatais, terão que ser trocadas.

“A decisão do STF foi muito importante para validar a Lei das Estatais e, no processo de renovação de mandatos, as empresas terão que olhar as vedações impostas às nomeações. Se alguma estiver fora da lei, terá que ser revista”, afirma.

Mesmo que isso ocorra, Landau diz que o governo encerrou o ano com uma “cereja no bolo”. Assim ela classificou os últimos decretos da ministra Ester Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), um deles que reduz a dependência das estatais do orçamento do Tesouro.

Um dos principais alvos da medida é a Telebras, companhia pública do setor de telecomunicações. A estatal, que passou a depender de recursos da União em 2020, conseguiu melhorar seu caixa, mas tem esbarrado em limites orçamentários para honrar suas despesas e enfrenta dificuldades para pagar fornecedores em dia.

“A realidade é que a Telebras não tem função pública. Esses decretos da ministra Dewck foram um retrocesso enorme, porque essas estatais que eles miram nunca deram lucro e acabam servindo para receber indicações políticas”, diz Landau.

Os economistas concordam que as estatais precisam cumprir sua função social. Soares diz que elas têm que existir para contribuir com a segurança nacional e servir para o interesse coletivo. Justamente por isso, quando elas não exercem esse papel, ele defende que precisam ser privatizadas.

O professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Nelson Marconi, coordenador do CND (Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo), diz que é preciso um olhar mais aprofundado para cada estatal e afastar o viés ideológico dessa análise.

Ele enxerga aspectos positivos e negativos na gestão das empresas públicas pelo governo Lula. No caso da Petrobras, especificamente, ele diz que a companhia tem retomado seu papel com os investimentos feitos em refinarias, por exemplo.

Marconi afirma que esse tipo de investimento em estatais traz retornos econômicos e em termos de infraestrutura interessantes para o país, que reverterão no futuro os resultados da companhia.

O professor afirma, porém, que ainda há muitas estatais sendo utilizadas para distribuição de cargos e de verbas a políticos e que não trazem um retorno à sociedade.

Ele citou como exemplo o caso da Codevasf. Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) revelou que mais de R$ 3,5 bilhões em emendas parlamentares foram investidos em obras de pavimentação feitas sem critério técnico ou de necessidade durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e no primeiro ano da gestão Lula por meio da estatal.

Nesses casos, Marconi defende que a empresa pública seja extinta ou privatizada.

“A empresa até pode gerar seu déficit para fazer investimentos necessários, mas o gasto corrente tem que ser equilibrado e a companhia precisa trazer um retorno à sociedade. Infelizmente, o governo não tem o costume de fazer essa conta”, diz.

No caso de empresas que tenham uma importância social clara, mas que estejam sendo má geridas, ele defende uma revisão de sua estrutura para aumentar a eficiência.

Ele cita como exemplos o caso da própria Telebras e dos Correios. “A Telebras era importante no passado. Hoje ela pode ser muito menor que antes e servir apenas para garantir que os serviços de telefonia cheguem a áreas que não são rentáveis para empresas privadas. O mesmo serve para os Correios”, diz.

ESTUDOS APONTAM QUE APENAS 8% DAS PESSOAS CONSEGUEM ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS DE ANO NOVO

 

Autor: Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria

Como planejar 2025 e aumentar suas chances de sucesso

(Foto: Isaque Martins)

Dezembro chegou e, com ele, a famosa pergunta: o que você quer para o próximo ano? Se você já se sentiu frustrado ao olhar para metas não cumpridas de anos anteriores, saiba que não está sozinho. Um estudo da Universidade de Scranton aponta que apenas 8% das pessoas conseguem alcançar seus objetivos de Ano Novo. Mas por que é tão difícil? E como mudar isso?

Planejar o próximo ano não precisa ser uma tarefa complexa ou chata. Na verdade, com algumas dicas práticas e baseadas em métodos comprovados, você pode transformar seus sonhos em conquistas reais. Vamos juntos?

1. Entenda onde você está agora

Antes de olhar para o futuro, é essencial refletir sobre o presente. O psicólogo Daniel Kahneman, vencedor do Prêmio Nobel, sugere que nossas decisões são mais eficazes quando analisamos dados concretos. Isso vale também para nossa vida pessoal.

Por isso, faça uma revisão do seu ano atual: o que deu certo? O que poderia melhorar? Liste suas conquistas, mas também os desafios enfrentados. Por fim, pergunte-se: como usei meu tempo? Por exemplo, se você passou muito tempo nas redes sociais, talvez seja hora de reorganizar as prioridades para o próximo ano.

2. Defina metas claras e alcançáveis

Já ouviu falar na metodologia SMART? Ela é amplamente utilizada em empresas, mas também pode ser aplicada à vida pessoal. Metas SMART são:

● Específicas (seja claro sobre o que quer);

● Mensuráveis (coloque números ou prazos);

● Atingíveis (não sonhe tão alto a ponto de se frustrar);

● Relevantes (que façam sentido para você);

● Temporais (defina um prazo).

Ao invés de dizer “quero fazer mais exercícios”, defina: “vou caminhar 30 minutos, três vezes por semana, durante os próximos três meses”.

Uma pesquisa publicada no Journal of Consumer Research mostra que as pessoas que estabelecem metas específicas têm até 42% mais chances de cumpri-las.

3. Priorize o que realmente importa

O autor e consultor Greg McKeown, no livro “Essencialismo: a disciplinada busca por menos”, defende que focar em poucas, mas importantes tarefas, é a chave para o sucesso. É fácil se perder em uma lista interminável de desejos, mas a verdade é que nossa energia é limitada. Por isso, recomendo que escolha de três a cinco objetivos principais para o próximo ano e use a regra 80/20: 80% dos seus resultados vêm de 20% das suas ações.

Para facilitar, escreva suas metas e coloque-as em um local visível, como na porta da geladeira ou na capa do seu caderno.

4. Quebre suas metas em pequenos passos

Um dos maiores erros ao planejar é olhar apenas para o grande objetivo final. Isso pode gerar ansiedade e desânimo. A ciência do comportamento humano nos mostra que pequenas vitórias são essenciais para manter a motivação.

Por isso, é essencial dividir suas metas em tarefas semanais ou mensais e estabelecer micro-metas que possam ser concluídas em pouco tempo.

Por exemplo, se sua meta é economizar R$ 5.000 no próximo ano, comece economizando R$ 100 por semana. Pequenos passos, quando somados, fazem toda a diferença.

5. Crie hábitos sustentáveis

James Clear, autor de “Hábitos atômicos”, explica que o sucesso está menos ligado à força de vontade e mais aos sistemas que criamos para sustentar nossos hábitos. Nesse sentido, tornar os hábitos fáceis pode ser um caminho. Deixe o tênis de corrida perto da porta ou prepare uma lancheira saudável na noite anterior.

Além disso, outra ação importante, para começar, é associar hábitos novos a rotinas existentes: se você já toma café da manhã todos os dias, aproveite esse momento para revisar suas metas.

Um estudo da European Journal of Social Psychology revela que leva, em média, 66 dias para criar um hábito. Ou seja, paciência e consistência são fundamentais.

6. Use ferramentas de planejamento

Tecnologia pode ser sua aliada no planejamento. Aplicativos como Trello, Notion ou até mesmo o bom e velho calendário do Google ajudam a organizar tarefas e monitorar o progresso.

Prefere algo mais simples? Um caderno ou planner físico também funciona. O importante é que você consiga visualizar seus compromissos e objetivos.

Se conseguir, reserve 15 minutos no domingo para revisar e planejar sua semana. Isso evita imprevistos e ajuda a manter o foco.

7. Monitore seu progresso e celebre conquistas

Planejar é só o começo. É preciso acompanhar como você está indo ao longo do ano. Faça uma revisão mensal para avaliar o progresso e ajuste suas metas, se necessário. Nestes momentos, pergunte-se: Estou no caminho certo? Preciso mudar algo? E, claro, comemore suas conquistas, por menores que sejam, pois isso aumenta a motivação e o senso de realização.

8. Cultive uma mentalidade de crescimento

É importante entender que nem tudo sairá como planejado — e está tudo bem. Carol Dweck, autora do conceito de “mentalidade de crescimento”, ensina que os erros são oportunidades de aprendizado.

Portanto, se algo der errado, reflita: o que aprendi com isso? É essencial focar no progresso, não na perfeição.

Lembre-se: o mais importante é continuar avançando, mesmo que aos poucos.

9. Inspire-se e compartilhe seus planos

A inspiração pode vir de livros, podcasts ou até conversas com amigos. Quando você compartilha suas metas com outras pessoas, cria um senso de responsabilidade e aumenta suas chances de sucesso.

Para 2025, considere montar um “time de apoio” com amigos ou familiares que possam te motivar ao longo do ano. E, claro, comece agora mesmo! Não espere até o dia 1º de janeiro para isso. Tire um tempo ainda hoje para refletir e organizar suas ideias. O futuro é construído no presente. Quanto mais preparado você estiver, maiores serão as chances de fazer do próximo ano o melhor de todos.

E você? Já sabe como será o seu 2025?

VALEON UMA STARTUP INOVADORA

Moysés Peruhype Carlech – Founder da Valeon

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

EXÉRCITO SE SUBMETE ÀS ORDENS E VIGILÂNCIA DO STF

História de Redação – Jornal Estadão

BRASÍLIA – Cobrado por explicações sobre as visitas recebidas na prisão por militares investigados pela tentativa de golpe de Estado, o Ministério da Defesa respondeu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito dos presos. A informação é da GloboNews.

O ministro do STF tinha dado 48 horas aos comandos das unidades militares para explicar seguidas visitas aos generais Walter Braga Netto e Mário Fernandes e aos tenentes-coronéis Hélio Lima e Rodrigo Azevedo. Eles vêm recebendo visitas diárias de familiares, como esposas, filhos, mães, pais e irmãos, segundo consta na relação de visitantes.

O general Walter Braga Netto no momento de sua prisão, no Rio de Janeiro Foto: Pedro Kirilos

O general Walter Braga Netto no momento de sua prisão, no Rio de Janeiro Foto: Pedro Kirilos

O Exército informou que Braga Netto e Fernandes não receberam visitas diárias, portanto não haveria desrespeito às regras. No caso de Lima, a corporação disse ao Supremo que ele recebeu visitas diárias da esposa, a coronel Carla Lobo, de forma “extraordinária”. A justificativa foi que ela, residente em Manaus, foi ao Rio só para visitar o marido, e uma exceção foi aberta.

“A extraordinariedade das visitas realizadas pela Coronel Médica Carla Lobo Loureiro se justificou pelo fato de a mesma residir na cidade de Manaus/AM e ter permanecido na cidade do Rio de Janeiro por um curto período de tempo, somente para fins de visitação ao seu cônjuge. Por fim, diante do acima exposto, este Comando entende que, salvo outro juízo, não houve desrespeito ao regulamento de visitas, tampouco o contido nas decisões judiciais proferidas por esse Relator, relacionadas à visitação aos custodiados”.

O regulamento do Exército prevê que as visitas a militares presos devem ocorrer às terças, quintas e domingos, no período da tarde, mediante agendamento prévio. Apenas em “casos excepcionais” elas são autorizadas em outros dias da semana. O limite é de três visitas semanais.

Em relação a Braga Netto, como a prisão dele foi decretada por suspeita de obstrução do inquérito do golpe, as visitas estão restritas. O general não pode receber visitantes sem autorização do STF, inclusive de familiares. Apenas os advogados inscritos nos autos têm acesso direto ao ex-ministro.

 

BRASIL EM CRISE EM 2024 E SERÁ PIOR EM 2025

 

História de Leonardo Demeris – PaiPee

Brasil em crise: 2024 foi ruim e 2025 promete ser pior, aponta pesquisa
Brasil em crise: 2024 foi ruim e 2025 promete ser pior, aponta pesquisa

Foto: Agência Brasil

Brasileiros sentem que 2024 foi um ano ruim

O ano de 2024 chegou ao fim com uma visão sombria para os brasileiros, e a pesquisa global do Instituto Ipsos não deixa dúvidas. Para 53% da população do país, o ano foi ruim para eles e suas famílias, representando um aumento alarmante de três pontos percentuais em relação a 2023.

O sentimento negativo também se espalhou pelo país: 65% dos brasileiros acreditam que 2024 foi péssimo para o Brasil como um todo, um aumento de dois pontos em comparação ao ano passado. O cenário é preocupante e reflete uma previsão desoladora para 2025.

O futuro, segundo os brasileiros, parece ainda mais sombrio. A expectativa é que os preços disparem mais rápido do que os salários, com 73% dos entrevistados acreditando que a renda não acompanhará a inflação. A previsão para os impostos é igualmente negativa: 72% acreditam que o próximo ano trará aumentos. E, no que diz respeito ao desemprego, 54% esperam que ele seja mais alto.

Com a pesquisa revelando esses números assustadores e sem contar com a recente disparada do dólar, o Brasil enfrenta um ano de incertezas. O pessimismo é palpável, e o futuro parece um terreno cada vez mais incerto para os brasileiros.

CHANCE DO STF DE ORGANIZAR OU ACABAR COM A FARRA DAS EMENDAS PARLAMENTARES

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Há cerca de dez anos, aproveitando-se da fraqueza política da então presidente Dilma Rousseff, o Congresso começou a tomar para si, de forma desproporcional e opaca, a execução de uma parcela cada vez maior do Orçamento da União. Tudo começou com a promulgação da Emenda Constitucional 86, que, em 17 de março de 2015, tornou obrigatória a execução das emendas individuais dos parlamentares até o limite de 1,2% da receita corrente líquida. De lá para cá, o que se viu é história – e uma história bem feia de vilipêndio da Constituição e do próprio ideal republicano que culminaria no “orçamento secreto”, revelado por este jornal, e suas múltiplas variações.

Pela primeira vez em todo esse tempo, a sociedade tem uma chance real de se ver livre dessa degeneração institucional engendrada por seus representantes que, a um só tempo, abastarda a democracia representativa e interdita o bom debate em torno de uma agenda virtuosa para o Brasil. No dia 23 de dezembro, como se sabe, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu o pagamento de todas as emendas parlamentares – tanto as previstas até o fim de 2024 como as orçadas para 2025 – até que os deputados e senadores, enfim, criem mecanismos honestos de aferição da regularidade da disposição de bilhões de reais em recursos públicos. Era o mínimo a fazer.

Mas Dino foi além e determinou que a Polícia Federal (PF) investigue a burla das decisões do STF pela cúpula do Congresso para a manutenção desse estado de flagrante permanente de desrespeito à Corte e, sobretudo, à Lei Maior. Como revelou a revista piauí, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), suspendeu o trabalho das comissões da Casa para se assenhorear pessoalmente do destino das emendas que ainda seriam pagas até o fim de 2024, valendo-se de uma suposta anuência do colégio de líderes para exercer esse poder sem qualquer transparência em benefício de seu reduto eleitoral.

Investigações da PF sobre casos de malversação de emendas parlamentares há aos montes. O “orçamento secreto” é uma usina de corrupção que hoje faz os “Anões do Orçamento” parecerem personagens de história infantil. Agora, contudo, a PF avançará sobre o núcleo responsável por tramar a distribuição dessas emendas ao abrigo do escrutínio público, sem vinculação com projetos claros e sem qualquer isonomia entre deputados e senadores. Vale dizer, o que está na mira da PF são os grupos políticos liderados por Lira e pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), provável futuro presidente do Senado e considerado uma espécie de capo di tutti capi da distribuição de emendas na Casa.

Não há espaço para ingenuidade nesta página. De modo que é forçoso reconhecer que a decisão de Dino, seja pelo timing – exarada na primeira segunda-feira após o início do recesso parlamentar –, seja pelo serviço prestado ao presidente Lula da Silva – que viu seu tímido pacote fiscal ser aprovado no apagar das luzes do Congresso sob a promessa de liberação de emendas que, ao fim e ao cabo, não foram pagas –, permite a leitura de que houve um socorro político do STF ao Palácio do Planalto. O fato é que, à luz da Constituição, que é o que importa, a decisão de Dino, que ainda precisa ser referendada por seus pares, vai na direção correta, qual seja, a de exigir transparência na disposição de recursos públicos, dando fim a um “inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série, demandando a perseverante atuação do Supremo Tribunal Federal”, como escreveu o ministro.

O fato de Lira ter suspendido o recesso e convocado uma reunião de emergência do colégio de líderes para o dia seguinte ao Natal diz muito sobre o potencial dessa investigação da PF contra as traças do Orçamento da União. O que está sob ameaça é o fluxo de bilhões de reais controlado por representantes eleitos que só estão interessados em conservar poder, quando não em enriquecer ilicitamente, e não em destinar emendas orçamentárias para projetos bem formulados em suas bases para fazer do País um lugar mais justo para todos os cidadãos, o que seria legítimo.

O fim desse grupo, ainda que por intervenção policial, pode ser o início de um novo Brasil.

CGU DETECTA CORRUPÇÃO ENTRE GOVERNO E ENTIDADES CIVÍS

 

História de Henrique Sampaio – Jornal Estadão

Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades em parcerias entre o governo federal e Organizações da Sociedade Civil (OSC) de 2017 a 2022. O relatório revelou que R$ 13,34 bilhões foram transferidos em quase 11 mil contratos, sendo que muitos apresentaram problemas como contratação de parentes de parlamentares e ausência de chamamentos públicos. A CGU ressaltou que mais de um terço das OSCs beneficiadas sequer possuía funcionários registrados no período.

Entre os casos apontados, 130 parcerias, totalizando R$ 73,7 milhões, envolveram entidades ligadas a familiares de políticos ou servidores públicos federais, sendo R$ 18,5 milhões direcionados a parentes de até segundo grau, o que é ilegal. Também foram registrados 984 indícios de favorecimento, incluindo contratações de empresas pertencentes a dirigentes das OSCs ou seus familiares, somando R$ 36,7 milhões e R$ 30 milhões, respectivamente.

A sede da CGU, em Brasília Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A sede da CGU, em Brasília Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O relatório também apontou falhas graves em processos seletivos, com 1.140 contratações de gestores das OSCs sem concorrência e pagamentos que totalizaram R$ 32,4 milhões. Esse tipo de prática aumentou ao longo dos anos, com casos saltando de 159 em 2017 para 316 em 2021. A CGU enfatizou que a ausência de critérios claros pode comprometer a integridade das parcerias.

Além disso, foi destacado que 96,5% das parcerias foram realizadas sem chamamento público. Embora o procedimento não seja obrigatório para todos os tipos de contratos, mas os auditores reforçam que “o chamamento público contribui para a escolha da organização mais capacitada para a execução do objeto, bem como para que sejam observados os princípios da impessoalidade, da moralidade e da economicidade.” A CGU também alertou que 35,7% das OSCs analisadas não tinham funcionários registrados, recebendo juntas R$ 900,3 milhões.

Outro problema foi a contratação de parentes nas equipes das OSCs. A autonomia dessas organizações, segundo a CGU, deve respeitar princípios de publicidade e impessoalidade, principalmente quando envolve recursos públicos. As falhas nos processos de seleção resultaram em falta de transparência.

A auditoria ainda apontou deficiências na avaliação de contratos, com ausência de relatórios básicos em quase todos os casos analisados. Das 48 parcerias verificadas, 32 não tinham relatórios de acompanhamento, 44 careciam de pesquisas de satisfação, e 43 não apresentaram registro de visitas fiscais às ações executadas.

Entre as recomendações, a CGU sugere a integração de sistemas para melhorar o controle, reavaliação das normas sobre chamamentos públicos e inclusão de regras mais específicas sobre qualificação técnica das OSCs.

STF ACABOU COM A LAVA JATO POR MENSAGENS TROCADAS ENTRE MORO E PROCURADORES E O STF NÃO FAZ O MESMO?

 

História de CdB – Correio do Brasil

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm emitido decisões monocráticas que, frequentemente, são confirmadas pelos demais integrantes da Corte. Tais decisões têm resultado no arquivamento de ações e na anulação de provas originadas das investigações da Lava Jato.

Por Redaça2o – de Brasília

Uma década depois e a ‘Operação Lava Jato’ encerra o ano de 2024 com uma coleção de derrotas nos tribunais superiores. A força-tarefa, que cometeu abusos em série e arrasou a economia nacional, teve ao longo dos últimos meses as suas condenações e atos anulados sob alegações de irregularidades na condução das investigações e dos processos.

O senador Sergio Moro (UB-PR) liderou a Lava Jato, quando exerceu a magistratura no Paraná

O senador Sergio Moro (UB-PR) liderou a Lava Jato, quando exerceu a magistratura no Paraná

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm emitido decisões monocráticas que, frequentemente, são confirmadas pelos demais integrantes da Corte. Tais decisões têm resultado no arquivamento de ações e na anulação de provas originadas das investigações da Lava Jato, iniciada no ano de 2014, em Curitiba, sob a liderança do então juiz parcial e incompetente Sérgio Moro, hoje senador do União Brasil (UB)

Um dos principais reveses para a Lava Jato, em outubro deste ano, foi a decisão do ministro Gilmar Mendes de anular todas as condenações do ex-ministro José Dirceu. A decisão atendeu ao pedido da defesa para estender ao petista a decisão que considerou o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) suspeito para julgar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Isenção

Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, havia sido condenado em dois processos, totalizando 34 anos de prisão. Com a decisão de Gilmar, Dirceu recuperou seus direitos políticos, deixando de estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

O ministro Gilmar Mendes justificou a decisão afirmando que “mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato mostram que a ‘mesma falta de isenção’ em relação a Lula também impediu que Dirceu ‘tivesse direito a um julgamento justo e imparcial’”.

DIA INTERNACIONAL DE PREPARAÇÃO PARA EPIDEMIAS E CURIOSIDADES

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta sexta-feira(27), é celebrado Dia Internacional de preparação para Epidemias, é uma data importante que visa conscientizar a população sobre a importância da preparação para lidar com epidemias e pandemias.

A epidemia de COVID-19, que assolou o mundo em 2020, mostrou a importância de estarmos preparados para lidar com situações de emergência de saúde pública. Neste artigo, vamos abordar a importância do Dia Internacional de Preparação Epidemiológica e seus objetivos.

Foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, com o objetivo de promover a preparação e a resposta a surtos de doenças infecciosas. A data é celebrada em 7 de setembro de cada ano e tem como objetivo sensibilizar a população sobre a importância da preparação para lidar com epidemias e pandemias.

O Dia Internacional de Preparação Epidemiológica, celebrado em 27 de dezembro, é uma oportunidade para refletir sobre os avanços e os desafios na luta contra epidemias e pandemias. A preparação adequada não apenas salva vidas, mas também protege comunidades e economias. Ao unir esforços globais, podemos construir um futuro mais seguro e resiliente frente às ameaças à saúde pública.

Portanto, é essencial que todos, desde governos até cidadãos, se comprometam a fortalecer a preparação epidemiológica e a promover a saúde pública. A data nos lembra que a prevenção é sempre o melhor remédio.

Fonte: Karla Neto
Foto: Divulgação

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você já ouviu falar da jurubeba? Saiba aqui como é boa para saúde:

Se você está em busca de um aliado para o fígado, digestão ou até para aliviar os efeitos de uma ressaca, a jurubeba pode ser a solução que você procura.

  1. Melhora a digestão e alivia desconfortos intestinais
    A jurubeba pode aliviar problemas intestinais, como diarreias, sem interferir no funcionamento normal do intestino, promovendo um alívio rápido.
  2. Ação antiúlcera para a proteção gástrica
    Ela contém compostos que ajudam a proteger o estômago, prevenindo e tratando úlceras gástricas e aliviando inflamações.
  3. Protege o fígado e auxilia na recuperação hepática
    A jurubeba ajuda a proteger o fígado, especialmente em situações de sobrecarga, melhorando a saúde celular e acelerando a recuperação do órgão.

Como utilizar a jurubeba de forma segura?
A jurubeba pode ser consumida como chá ou aplicada externamente para tratar feridas e aliviar desconfortos gástricos.

No entanto, é importante respeitar as doses recomendadas da planta e consultar um médico antes de usá-la, especialmente se você estiver grávida ou tiver alguma condição de saúde.

Você sabia que consumir sálvia elas estimula o cérebro?

A sálvia ajuda a melhorar a concentração e possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Os compostos presentes nessa erva, em especial o o ácido rosmarínico, contribuem para a função cognitiva e na melhora neurológica.

A sálvia também demonstra benefícios no tratamento de doenças como o Alzheimer (em casos leves e moderados).

Como consumir: você pode adicionar a diversas preparações, mas se preferir dicas certeiras, experimente preparar essa receita de macarrão com sálvia e parmesão e ainda um purê com azeitonas pretas e sálvia.

Você sabia que a folha do cajueiro pode ser uma verdadeira aliada para a saúde?

Rica em nutrientes e compostos naturais, ela traz propriedades que vão muito além do que se imagina: de ajudar no controle da glicose até o alívio de inflamações e feridas.

Sistema digestivo: Atua contra infecções alimentares, aliviando diarréias e cólicas intestinais.
Sistema imunológico: Combate inflamações relacionadas a doenças crônicas, como artrite e problemas cardíacos, fortalecendo as defesas naturais do corpo.

Saúde bucal: Ajuda a combater gengivite, aftas e aliviar dores de dente. Usar uma infusão da folha como enxaguante bucal pode prevenir doenças nas gengivas.

Composição rica: Contém flavonoides, taninos e ácidos fenólicos, que proporcionam efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e antimicrobianos.

Metabolismo da glicose: Ajuda a baixar o açúcar no sangue e melhora a resposta do corpo à insulina.

Vale mencionar que o uso excessivo da folha do cajueiro pode provocar prisão de ventre, irritação no estômago e atrapalhar a absorção de nutrientes. Gestantes, lactantes e pessoas em tratamento para pressão alta devem consultar um profissional antes de incluir na dieta.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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