sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

EXÉRCITO SE SUBMETE ÀS ORDENS E VIGILÂNCIA DO STF

História de Redação – Jornal Estadão

BRASÍLIA – Cobrado por explicações sobre as visitas recebidas na prisão por militares investigados pela tentativa de golpe de Estado, o Ministério da Defesa respondeu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito dos presos. A informação é da GloboNews.

O ministro do STF tinha dado 48 horas aos comandos das unidades militares para explicar seguidas visitas aos generais Walter Braga Netto e Mário Fernandes e aos tenentes-coronéis Hélio Lima e Rodrigo Azevedo. Eles vêm recebendo visitas diárias de familiares, como esposas, filhos, mães, pais e irmãos, segundo consta na relação de visitantes.

O general Walter Braga Netto no momento de sua prisão, no Rio de Janeiro Foto: Pedro Kirilos

O general Walter Braga Netto no momento de sua prisão, no Rio de Janeiro Foto: Pedro Kirilos

O Exército informou que Braga Netto e Fernandes não receberam visitas diárias, portanto não haveria desrespeito às regras. No caso de Lima, a corporação disse ao Supremo que ele recebeu visitas diárias da esposa, a coronel Carla Lobo, de forma “extraordinária”. A justificativa foi que ela, residente em Manaus, foi ao Rio só para visitar o marido, e uma exceção foi aberta.

“A extraordinariedade das visitas realizadas pela Coronel Médica Carla Lobo Loureiro se justificou pelo fato de a mesma residir na cidade de Manaus/AM e ter permanecido na cidade do Rio de Janeiro por um curto período de tempo, somente para fins de visitação ao seu cônjuge. Por fim, diante do acima exposto, este Comando entende que, salvo outro juízo, não houve desrespeito ao regulamento de visitas, tampouco o contido nas decisões judiciais proferidas por esse Relator, relacionadas à visitação aos custodiados”.

O regulamento do Exército prevê que as visitas a militares presos devem ocorrer às terças, quintas e domingos, no período da tarde, mediante agendamento prévio. Apenas em “casos excepcionais” elas são autorizadas em outros dias da semana. O limite é de três visitas semanais.

Em relação a Braga Netto, como a prisão dele foi decretada por suspeita de obstrução do inquérito do golpe, as visitas estão restritas. O general não pode receber visitantes sem autorização do STF, inclusive de familiares. Apenas os advogados inscritos nos autos têm acesso direto ao ex-ministro.

 

BRASIL EM CRISE EM 2024 E SERÁ PIOR EM 2025

 

História de Leonardo Demeris – PaiPee

Brasil em crise: 2024 foi ruim e 2025 promete ser pior, aponta pesquisa
Brasil em crise: 2024 foi ruim e 2025 promete ser pior, aponta pesquisa

Foto: Agência Brasil

Brasileiros sentem que 2024 foi um ano ruim

O ano de 2024 chegou ao fim com uma visão sombria para os brasileiros, e a pesquisa global do Instituto Ipsos não deixa dúvidas. Para 53% da população do país, o ano foi ruim para eles e suas famílias, representando um aumento alarmante de três pontos percentuais em relação a 2023.

O sentimento negativo também se espalhou pelo país: 65% dos brasileiros acreditam que 2024 foi péssimo para o Brasil como um todo, um aumento de dois pontos em comparação ao ano passado. O cenário é preocupante e reflete uma previsão desoladora para 2025.

O futuro, segundo os brasileiros, parece ainda mais sombrio. A expectativa é que os preços disparem mais rápido do que os salários, com 73% dos entrevistados acreditando que a renda não acompanhará a inflação. A previsão para os impostos é igualmente negativa: 72% acreditam que o próximo ano trará aumentos. E, no que diz respeito ao desemprego, 54% esperam que ele seja mais alto.

Com a pesquisa revelando esses números assustadores e sem contar com a recente disparada do dólar, o Brasil enfrenta um ano de incertezas. O pessimismo é palpável, e o futuro parece um terreno cada vez mais incerto para os brasileiros.

CHANCE DO STF DE ORGANIZAR OU ACABAR COM A FARRA DAS EMENDAS PARLAMENTARES

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Há cerca de dez anos, aproveitando-se da fraqueza política da então presidente Dilma Rousseff, o Congresso começou a tomar para si, de forma desproporcional e opaca, a execução de uma parcela cada vez maior do Orçamento da União. Tudo começou com a promulgação da Emenda Constitucional 86, que, em 17 de março de 2015, tornou obrigatória a execução das emendas individuais dos parlamentares até o limite de 1,2% da receita corrente líquida. De lá para cá, o que se viu é história – e uma história bem feia de vilipêndio da Constituição e do próprio ideal republicano que culminaria no “orçamento secreto”, revelado por este jornal, e suas múltiplas variações.

Pela primeira vez em todo esse tempo, a sociedade tem uma chance real de se ver livre dessa degeneração institucional engendrada por seus representantes que, a um só tempo, abastarda a democracia representativa e interdita o bom debate em torno de uma agenda virtuosa para o Brasil. No dia 23 de dezembro, como se sabe, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu o pagamento de todas as emendas parlamentares – tanto as previstas até o fim de 2024 como as orçadas para 2025 – até que os deputados e senadores, enfim, criem mecanismos honestos de aferição da regularidade da disposição de bilhões de reais em recursos públicos. Era o mínimo a fazer.

Mas Dino foi além e determinou que a Polícia Federal (PF) investigue a burla das decisões do STF pela cúpula do Congresso para a manutenção desse estado de flagrante permanente de desrespeito à Corte e, sobretudo, à Lei Maior. Como revelou a revista piauí, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), suspendeu o trabalho das comissões da Casa para se assenhorear pessoalmente do destino das emendas que ainda seriam pagas até o fim de 2024, valendo-se de uma suposta anuência do colégio de líderes para exercer esse poder sem qualquer transparência em benefício de seu reduto eleitoral.

Investigações da PF sobre casos de malversação de emendas parlamentares há aos montes. O “orçamento secreto” é uma usina de corrupção que hoje faz os “Anões do Orçamento” parecerem personagens de história infantil. Agora, contudo, a PF avançará sobre o núcleo responsável por tramar a distribuição dessas emendas ao abrigo do escrutínio público, sem vinculação com projetos claros e sem qualquer isonomia entre deputados e senadores. Vale dizer, o que está na mira da PF são os grupos políticos liderados por Lira e pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), provável futuro presidente do Senado e considerado uma espécie de capo di tutti capi da distribuição de emendas na Casa.

Não há espaço para ingenuidade nesta página. De modo que é forçoso reconhecer que a decisão de Dino, seja pelo timing – exarada na primeira segunda-feira após o início do recesso parlamentar –, seja pelo serviço prestado ao presidente Lula da Silva – que viu seu tímido pacote fiscal ser aprovado no apagar das luzes do Congresso sob a promessa de liberação de emendas que, ao fim e ao cabo, não foram pagas –, permite a leitura de que houve um socorro político do STF ao Palácio do Planalto. O fato é que, à luz da Constituição, que é o que importa, a decisão de Dino, que ainda precisa ser referendada por seus pares, vai na direção correta, qual seja, a de exigir transparência na disposição de recursos públicos, dando fim a um “inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série, demandando a perseverante atuação do Supremo Tribunal Federal”, como escreveu o ministro.

O fato de Lira ter suspendido o recesso e convocado uma reunião de emergência do colégio de líderes para o dia seguinte ao Natal diz muito sobre o potencial dessa investigação da PF contra as traças do Orçamento da União. O que está sob ameaça é o fluxo de bilhões de reais controlado por representantes eleitos que só estão interessados em conservar poder, quando não em enriquecer ilicitamente, e não em destinar emendas orçamentárias para projetos bem formulados em suas bases para fazer do País um lugar mais justo para todos os cidadãos, o que seria legítimo.

O fim desse grupo, ainda que por intervenção policial, pode ser o início de um novo Brasil.

CGU DETECTA CORRUPÇÃO ENTRE GOVERNO E ENTIDADES CIVÍS

 

História de Henrique Sampaio – Jornal Estadão

Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades em parcerias entre o governo federal e Organizações da Sociedade Civil (OSC) de 2017 a 2022. O relatório revelou que R$ 13,34 bilhões foram transferidos em quase 11 mil contratos, sendo que muitos apresentaram problemas como contratação de parentes de parlamentares e ausência de chamamentos públicos. A CGU ressaltou que mais de um terço das OSCs beneficiadas sequer possuía funcionários registrados no período.

Entre os casos apontados, 130 parcerias, totalizando R$ 73,7 milhões, envolveram entidades ligadas a familiares de políticos ou servidores públicos federais, sendo R$ 18,5 milhões direcionados a parentes de até segundo grau, o que é ilegal. Também foram registrados 984 indícios de favorecimento, incluindo contratações de empresas pertencentes a dirigentes das OSCs ou seus familiares, somando R$ 36,7 milhões e R$ 30 milhões, respectivamente.

A sede da CGU, em Brasília Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A sede da CGU, em Brasília Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O relatório também apontou falhas graves em processos seletivos, com 1.140 contratações de gestores das OSCs sem concorrência e pagamentos que totalizaram R$ 32,4 milhões. Esse tipo de prática aumentou ao longo dos anos, com casos saltando de 159 em 2017 para 316 em 2021. A CGU enfatizou que a ausência de critérios claros pode comprometer a integridade das parcerias.

Além disso, foi destacado que 96,5% das parcerias foram realizadas sem chamamento público. Embora o procedimento não seja obrigatório para todos os tipos de contratos, mas os auditores reforçam que “o chamamento público contribui para a escolha da organização mais capacitada para a execução do objeto, bem como para que sejam observados os princípios da impessoalidade, da moralidade e da economicidade.” A CGU também alertou que 35,7% das OSCs analisadas não tinham funcionários registrados, recebendo juntas R$ 900,3 milhões.

Outro problema foi a contratação de parentes nas equipes das OSCs. A autonomia dessas organizações, segundo a CGU, deve respeitar princípios de publicidade e impessoalidade, principalmente quando envolve recursos públicos. As falhas nos processos de seleção resultaram em falta de transparência.

A auditoria ainda apontou deficiências na avaliação de contratos, com ausência de relatórios básicos em quase todos os casos analisados. Das 48 parcerias verificadas, 32 não tinham relatórios de acompanhamento, 44 careciam de pesquisas de satisfação, e 43 não apresentaram registro de visitas fiscais às ações executadas.

Entre as recomendações, a CGU sugere a integração de sistemas para melhorar o controle, reavaliação das normas sobre chamamentos públicos e inclusão de regras mais específicas sobre qualificação técnica das OSCs.

STF ACABOU COM A LAVA JATO POR MENSAGENS TROCADAS ENTRE MORO E PROCURADORES E O STF NÃO FAZ O MESMO?

 

História de CdB – Correio do Brasil

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm emitido decisões monocráticas que, frequentemente, são confirmadas pelos demais integrantes da Corte. Tais decisões têm resultado no arquivamento de ações e na anulação de provas originadas das investigações da Lava Jato.

Por Redaça2o – de Brasília

Uma década depois e a ‘Operação Lava Jato’ encerra o ano de 2024 com uma coleção de derrotas nos tribunais superiores. A força-tarefa, que cometeu abusos em série e arrasou a economia nacional, teve ao longo dos últimos meses as suas condenações e atos anulados sob alegações de irregularidades na condução das investigações e dos processos.

O senador Sergio Moro (UB-PR) liderou a Lava Jato, quando exerceu a magistratura no Paraná

O senador Sergio Moro (UB-PR) liderou a Lava Jato, quando exerceu a magistratura no Paraná

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm emitido decisões monocráticas que, frequentemente, são confirmadas pelos demais integrantes da Corte. Tais decisões têm resultado no arquivamento de ações e na anulação de provas originadas das investigações da Lava Jato, iniciada no ano de 2014, em Curitiba, sob a liderança do então juiz parcial e incompetente Sérgio Moro, hoje senador do União Brasil (UB)

Um dos principais reveses para a Lava Jato, em outubro deste ano, foi a decisão do ministro Gilmar Mendes de anular todas as condenações do ex-ministro José Dirceu. A decisão atendeu ao pedido da defesa para estender ao petista a decisão que considerou o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) suspeito para julgar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Isenção

Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, havia sido condenado em dois processos, totalizando 34 anos de prisão. Com a decisão de Gilmar, Dirceu recuperou seus direitos políticos, deixando de estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

O ministro Gilmar Mendes justificou a decisão afirmando que “mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato mostram que a ‘mesma falta de isenção’ em relação a Lula também impediu que Dirceu ‘tivesse direito a um julgamento justo e imparcial’”.

DIA INTERNACIONAL DE PREPARAÇÃO PARA EPIDEMIAS E CURIOSIDADES

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta sexta-feira(27), é celebrado Dia Internacional de preparação para Epidemias, é uma data importante que visa conscientizar a população sobre a importância da preparação para lidar com epidemias e pandemias.

A epidemia de COVID-19, que assolou o mundo em 2020, mostrou a importância de estarmos preparados para lidar com situações de emergência de saúde pública. Neste artigo, vamos abordar a importância do Dia Internacional de Preparação Epidemiológica e seus objetivos.

Foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, com o objetivo de promover a preparação e a resposta a surtos de doenças infecciosas. A data é celebrada em 7 de setembro de cada ano e tem como objetivo sensibilizar a população sobre a importância da preparação para lidar com epidemias e pandemias.

O Dia Internacional de Preparação Epidemiológica, celebrado em 27 de dezembro, é uma oportunidade para refletir sobre os avanços e os desafios na luta contra epidemias e pandemias. A preparação adequada não apenas salva vidas, mas também protege comunidades e economias. Ao unir esforços globais, podemos construir um futuro mais seguro e resiliente frente às ameaças à saúde pública.

Portanto, é essencial que todos, desde governos até cidadãos, se comprometam a fortalecer a preparação epidemiológica e a promover a saúde pública. A data nos lembra que a prevenção é sempre o melhor remédio.

Fonte: Karla Neto
Foto: Divulgação

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você já ouviu falar da jurubeba? Saiba aqui como é boa para saúde:

Se você está em busca de um aliado para o fígado, digestão ou até para aliviar os efeitos de uma ressaca, a jurubeba pode ser a solução que você procura.

  1. Melhora a digestão e alivia desconfortos intestinais
    A jurubeba pode aliviar problemas intestinais, como diarreias, sem interferir no funcionamento normal do intestino, promovendo um alívio rápido.
  2. Ação antiúlcera para a proteção gástrica
    Ela contém compostos que ajudam a proteger o estômago, prevenindo e tratando úlceras gástricas e aliviando inflamações.
  3. Protege o fígado e auxilia na recuperação hepática
    A jurubeba ajuda a proteger o fígado, especialmente em situações de sobrecarga, melhorando a saúde celular e acelerando a recuperação do órgão.

Como utilizar a jurubeba de forma segura?
A jurubeba pode ser consumida como chá ou aplicada externamente para tratar feridas e aliviar desconfortos gástricos.

No entanto, é importante respeitar as doses recomendadas da planta e consultar um médico antes de usá-la, especialmente se você estiver grávida ou tiver alguma condição de saúde.

Você sabia que consumir sálvia elas estimula o cérebro?

A sálvia ajuda a melhorar a concentração e possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Os compostos presentes nessa erva, em especial o o ácido rosmarínico, contribuem para a função cognitiva e na melhora neurológica.

A sálvia também demonstra benefícios no tratamento de doenças como o Alzheimer (em casos leves e moderados).

Como consumir: você pode adicionar a diversas preparações, mas se preferir dicas certeiras, experimente preparar essa receita de macarrão com sálvia e parmesão e ainda um purê com azeitonas pretas e sálvia.

Você sabia que a folha do cajueiro pode ser uma verdadeira aliada para a saúde?

Rica em nutrientes e compostos naturais, ela traz propriedades que vão muito além do que se imagina: de ajudar no controle da glicose até o alívio de inflamações e feridas.

Sistema digestivo: Atua contra infecções alimentares, aliviando diarréias e cólicas intestinais.
Sistema imunológico: Combate inflamações relacionadas a doenças crônicas, como artrite e problemas cardíacos, fortalecendo as defesas naturais do corpo.

Saúde bucal: Ajuda a combater gengivite, aftas e aliviar dores de dente. Usar uma infusão da folha como enxaguante bucal pode prevenir doenças nas gengivas.

Composição rica: Contém flavonoides, taninos e ácidos fenólicos, que proporcionam efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e antimicrobianos.

Metabolismo da glicose: Ajuda a baixar o açúcar no sangue e melhora a resposta do corpo à insulina.

Vale mencionar que o uso excessivo da folha do cajueiro pode provocar prisão de ventre, irritação no estômago e atrapalhar a absorção de nutrientes. Gestantes, lactantes e pessoas em tratamento para pressão alta devem consultar um profissional antes de incluir na dieta.

 

A AMAZÔNIA VIVE UM PESADELO AMBIENTAL SOB O GOVERNO LULA O NÚMERO DE FOCOS DE INCÊNDIO ATINGIU NÍVEIS ALARMANTES

 

Jetss

A Amazônia tem os maiores índices de queimadas
Em 2024, a Amazônia vive um pesadelo ambiental sob o governo de Lula. O número de focos de incêndio atingiu níveis alarmantes, com 137.538 registros até o início de dezembro, segundo o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

A Amazônia tem os maiores índices de queimadas©Foto: Agência Brasil

Em 2024, a Amazônia vive um pesadelo ambiental sob o governo de Lula. O número de focos de incêndio atingiu níveis alarmantes, com 137.538 registros até o início de dezembro, segundo o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse número representa o maior índice dos últimos 17 anos, superando em muito os registros de anos anteriores, incluindo 2007, quando o desastre alcançou 186.480 focos. O bioma amazônico, com sua vasta e insubstituível biodiversidade, arde sob um fogo implacável.

Os incêndios na Amazônia não são apenas números; são destruição pura. Mais da metade dos focos de incêndio no Brasil em 2024 ocorreram nesse bioma, com consequências devastadoras para o meio ambiente. A capacidade da floresta de resistir ao fogo está cada vez mais comprometida.

A Amazônia, uma floresta ombrófila de grande umidade e complexidade, é especialmente vulnerável. Suas árvores, com cascas finas e folhas delicadas, não oferecem resistência suficiente para barrar as chamas, tornando sua recuperação uma tarefa quase impossível.

O impacto dessas queimadas vai além da devastação de área; atinge o próprio equilíbrio ecológico do planeta. A Amazônia, um dos maiores reservatórios de carbono do mundo, está sendo consumida pelo fogo, contribuindo para o aquecimento global e prejudicando a luta contra as mudanças climáticas. A resistência do bioma está sendo testada como nunca, e as consequências dessa catástrofe poderão ser irreversíveis se nada for feito para reverter esse cenário.

LIDERAR HOJE NÃO É APENAS LIDERAR PESSOAS É ESPERADO QUE O GERENTE GERENCIE A ÁREA E INSPIRE E ENGAJE AS EQUIPES

 

Maíra Gatto  – Aurora Comunicação Criativa

Designed by Freepik

Liderar está cada vez mais complexo: saiba quais são as 7 habilidades que serão tendência para gestores em 2025

Antigamente, não havia grandes expectativas sobre um líder. No modelo de comando e controle, quem definia o que esperar eram os líderes. Esperava-se que pudesse gerenciar adequadamente pessoas e recursos para atingir os resultados. Hoje, essa equação é muito mais complexa. “As expectativas atualmente assentam em três grandes temas. Ainda é esperado que gerenciem a área, também que direcionem, inspirem e engajem as equipes, criando ambientes de confiança e inclusão, assim como que se dediquem ativamente a apoiar o desenvolvimento de suas equipes. Isso tornou o trabalho de liderança mais complexo”, avalia Susana Azevedo, coach e sócia-proprietária da Quantum Development.

Mudanças no cenário de trabalho

As mudanças refletem o cenário do trabalho, que hoje é bem diferente. A evolução tecnológica continua liderando a transformação de formas de trabalhar e conduzir negócios, assim como a dinâmica de poder global, a economia e as estruturas de segurança. “O aumento das tensões geopolíticas está impactando as cadeias de suprimentos, mudando alianças e alimentando a competição por recursos e tecnologias relevantes”, completa Susana. A ampliação das estratégias ESG e adaptação de operações, movidas não só pelas mudanças climáticas, mas também pela crescente expressividade dos consumidores por causas sociais e ambientais são algumas das macrotendências a dominar a agenda dos líderes. Ainda é preciso levar em conta que os níveis de desengajamento e de turnover das equipes têm chegado a patamares elevados, impactando a capacidade das organizações de serem sustentáveis, adaptáveis e prósperas em tal ambiente ambíguo e interconectado.

Quais as habilidades necessárias aos novos líderes?

Com base nesse cenário, Susana traça algumas das habilidades centrais que líderes em todos os níveis organizacionais podem desenvolver para lidar melhor com estes desafios:

Inteligência Emocional: capacidade de ter consciência, entender e lidar de forma construtiva com as suas emoções (autoconsciência e auto-regulação emocional) e com as das pessoas que nos rodeiam (consciência social/organizacional e empatia, habilidades interpessoais e de gestão de relacionamentos) – a equipe direta, nossos pares, chefias, e até clientes ou stakeholders de todo o ecossistema – tendo em conta os níveis de ansiedade e stress que vivemos.

Comunicação eficaz: surge como elemento de conexão interpessoal entre os diferentes grupos de interesse e pessoas, na medida em que aumenta a confiança entre as partes, alinha expectativas e traz clareza e permite ter conversas difíceis sobre temas relevantes, sobre os quais nem sempre todos têm a mesma opinião ou perspectiva.

Resiliência: a capacidade de lidar com os desafios de forma adaptável e aberta, com uma mentalidade de crescimento, em que cada problema pode ser percebido com uma oportunidade de aprendizagem ou melhoria, individual ou coletiva e para o negócio.

Gestão da mudança: é imprescindível que líderes saibam ter senso crítico para escolher as mudanças, que realmente se alinhem com o propósito e estratégia da organização. “Existe uma fadiga por parte dos colaboradores às constantes mudanças, frequentemente implantadas sem clareza. Por outro lado, a condução de um processo de mudança necessita que os líderes conheçam como facilitar a transição e diminuir as resistências internas inerentes a toda e qualquer mudança”, detalha Susana.

Pensamento criativo e pensamento analítico: o relatório do Fórum Econômico Mundial de 2023 aponta, tanto para líderes como colaboradores, essas como as habilidades mais relevantes entre 2023 e 2027. A engenhosidade e criatividade são competências que estão crescendo em importância mais rapidamente devido ao aumento da complexidade no local de trabalho.

Construir equipes de alta performance: ter a capacidade de promover essa construção, por meio de equipes que trabalhem de forma colaborativa com responsabilidade compartilhada, se apresenta com outra competência imprescindível em um mundo interconectado.

Literacia digital e tecnológica: para poder liderar e gerenciar em um contexto que a tecnologia conduz as mudanças, não ter domínio técnico nenhum sobre o tema é um risco. “Não significa fazer uma graduação ou doutorado em TI, mas ter um domínio do que existe e como pode potenciar ou impactar os negócios, para entender os riscos associados a ela e saber como usá-la de forma ética para que você possa inclusive fazer parceria com fornecedores, definir como capacitar sua força de trabalho internamente e contratar as pessoas certas para permitir que essa integração aconteça”, explica. Ter na equipe pessoas especialistas, que “falem” uma linguagem mais acessível, facilita os processos de transformação digital.

Segundo Susana, o “líder de futuro se torna um orquestrador mais generalista, que necessita construir equipes de liderança compartilhada, com maiores níveis de delegação, autonomia e autoridade de decisão”. Além disso, surge a necessidade de liderar o negócio presente e simultaneamente pensar o futuro, em um ecossistema aberto e interconectado de stakeholders. “Os líderes necessitam de desenvolver ambidestria para liderar ao meio de complexidade e aparentes polaridades”, conclui.

COMO DEVEM SER OS PARCEIROS NOS NEGÓCIOS

Moysés Peruhype Carlech – Founder da Valeon

“Parceiros chegam de várias formas. Se juntam por diferentes motivos”.

Eu sei, é clichê, rss. E se a frase fosse minha eu acrescentaria: “O que eles tem em comum é o fato de acreditarem no que nós acreditamos”.

Parceria é a arte de administrar conflitos de interesses e conexões de interesses, visando resultados benéficos para ambas as empresas”.

É por isso que eu costumo comparar parceria com casamento. Quem é casado sabe que administrar conflitos é fundamental para ambos terem resultados nessa aliança.

Assim como no casamento, o parceiro não precisa ser igual a nós, mas tem que ter o nosso ‘jeitão’! Nas parcerias eu defendo que o parceiro precisa ter o DNA de inovação, a inquietude pra sair da zona de conforto e uma preocupação muito grande com o cliente, não apenas no discurso, mas na prática. É claro que no processo de análise do possível parceiro, nós avaliamos o potencial financeiro e de escala da aliança, a estrutura e o tamanho da empresa. Mas, tem um fator humano que não pode ser desconsiderado, já que empresas são, na sua essência, pessoas. É por isso, que normalmente, os parceiros   são empresas formadas por pessoas do bem, pessoas com propósito, que tem tanto o caráter quanto a lealdade de continuar de mãos dadas, mesmo nos momentos mais difíceis. É como um casamento mesmo!

É importante também que os parceiros tenham know how e competências complementares, que potencializem nossas fragilidades e deem mais peso aos nossos pontos fortes. E como eu acredito que o primeiro approach de uma boa parceria acontece no plano humano (onde existe emoção), e não no corporativo, eu gosto muito da histórica da parceria entre Steve Jobs Steve Wozniak. Os dois Steves tornaram-se amigos durante um emprego de verão em 1970. Woz estava ocupado construindo um computador e Jobs viu o potencial para vendê-lo. Em uma entrevista de 2006 ao Seattle Times, Woz, explicou:

“Eu só estava fazendo algo em que era muito bom, e a única coisa que eu era bom acabou por ser a coisa que ia mudar o mundo… Steve (Jobs) pensava muito além. Quando eu projetava coisas boas, às vezes ele dizia: ‘Nós podemos vender isso’. E nós vendíamos mesmo. Ele estava pensando em como criar uma empresa, mas talvez ele estivesse mesmo pensando: ‘Como eu posso mudar o mundo?’”.

Por que essa parceria deu certo? Habilidades e competências complementares.

As habilidades técnicas de Woz juntamente com a visão de Jobs fizeram dos dois a parceria perfeita nos negócios.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

  • Publicidade e Propaganda de várias Categorias de Empresas e Serviços;
  • Informações detalhadas dos Shoppings de Ipatinga;
  • Elaboração e formação de coletâneas de informações sobre o Turismo da nossa região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas das 27 cidades do Vale do Aço, destacando: Ipatinga, Cel. Fabriciano, Timóteo, Caratinga e Santana do Paraíso;
  • Ofertas dos Supermercados de Ipatinga;
  • Ofertas de Revendedores de Veículos Usados de Ipatinga;
  • Notícias da região e do mundo;
  • Play LIst Valeon com músicas de primeira qualidade e Emissoras de Rádio do Brasil e da região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas e dos seus produtos em cada cidade da região do Vale do Aço;
  • Fazemos métricas diárias e mensais de cada consulta às empresas e seus produtos.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

ELON MUSK QUER TER A SUA PRÓPRIA CIDADE PARA ACOMODAR OS SEUS FUNCIUONÁRIOS

 

História de J. David Goodman – Jornal Estadão

Nos últimos anos, Elon Musk expandiu sua presença no Texas, transferindo suas empresas da Califórnia e construindo escritórios, armazéns e fábricas em um número crescente de condados texanos.

Agora, Musk está tentando algo que poucos titãs da indústria fizeram em um século: criar sua própria cidade empresarial.

Musk há muito fala sobre sua vontade de fundar uma nova cidade — que ele espera chamar de Starbase — no litoral sul do Texas, onde está localizada a base de lançamentos de foguetes da SpaceX.

Um homem pedala na Memes Street (Rua dos Memes) em Boca Chica Village, Texas Foto: Meredith Kohut/NYT

Um homem pedala na Memes Street (Rua dos Memes) em Boca Chica Village, Texas Foto: Meredith Kohut/NYT

Por anos, o plano não parecia avançar oficialmente, em parte porque criar um novo município no Texas exige um número mínimo de residentes e apoio da maioria dos eleitores.

Nesse meio tempo, funcionários da SpaceX ocuparam casas reformadas dos anos 1950 e moradias temporárias — algumas em trailers Airstream prateados — na sombra dos foguetes da empresa.

Neste mês, empregados que vivem próximos aos escritórios e ao local de lançamentos deram o primeiro grande passo para incorporar uma cidade, reunindo assinaturas e protocolando uma petição oficial para realizar uma eleição.

A petição, apresentada a autoridades do condado de Cameron e compartilhada com o The New York Times após solicitação pública, revela detalhes sobre o tamanho e funcionamento da nova cidade que Musk e sua empresa estão imaginando.

Se autorizada pelo condado, a eleição permitirá aos eleitores escolher três novos oficiais da cidade, incluindo o primeiro prefeito. A petição sugere que o prefeito será Gunnar Milburn, gerente de segurança

.O foguete Starship da SpaceX próximo à plataforma de lançamento em Starbase, Boca Chica, Texas. Funcionários da SpaceX apresentaram uma petição formal para criar a cidade de Starbase Foto: Meredith Kohut/NYT

O foguete Starship da SpaceX próximo à plataforma de lançamento em Starbase, Boca Chica, Texas. Funcionários da SpaceX apresentaram uma petição formal para criar a cidade de Starbase Foto: Meredith Kohut/NYT

“Esta é uma situação muito única”, disse Alan Bojorquez, advogado de Austin especializado em ajudar comunidades texanas a formar novas cidades. Ele afirmou nunca ter auxiliado uma empresa a criar uma cidade para seus funcionários.

A petição de Starbase descreve uma comunidade com cerca de 500 habitantes, incluindo ao menos 219 residentes permanentes e mais de 100 crianças, em uma área no fim da Rodovia Estadual 4, perto da praia de Boca Chica, onde a SpaceX realiza muitos lançamentos.

A cidade teria cerca de 3,8 km², um pouco maior que o Central Park, mas pequena para os padrões do Texas. Quase todos os moradores são inquilinos e trabalham na SpaceX, de acordo com a petição.

Existem poucos exemplos de cidades empresariais no Texas, embora ao norte de Houston o fundador do Texas Renaissance Festival tenha criado a cidade de Todd Mission, onde também se tornou prefeito.

Musk, no entanto, pode não estar satisfeito com apenas uma cidade. Ele já considera abrigar funcionários em um empreendimento nos arredores de Bastrop, próximo a Austin. Essa área abriga um campus crescente de empresas de Musk, incluindo uma fábrica da SpaceX, a sede da Boring Company (que desenvolve tecnologia de túneis) e, em breve, escritórios da rede social X.

Não está claro na petição por que Musk e sua empresa estão buscando criar a nova cidade de Starbase ou quais benefícios esperam obter com isso.

Bojorquez explicou que a maioria das novas cidades é criada por moradores de áreas não incorporadas que querem evitar a anexação por uma cidade maior ou impedir a instalação de negócios indesejados.

A nova cidade proposta por Musk poderia criar seus próprios departamentos de polícia ou bombeiros, ou emitir suas próprias ordenanças. Mas isso não seria obrigatório.

“As cidades são obrigadas por lei a fazer muito pouco”, disse Bojorquez. Uma das questões práticas mais importantes seria a manutenção das estradas, que deixaria de ser responsabilidade do condado.

A incorporação também permitiria à comunidade eleger seus próprios líderes locais, criar sistemas municipais de utilidade pública, como abastecimento de água, e tornar a cidade elegível para subsídios estaduais e federais. Além disso, teria imunidade a certos processos judiciais e poderia desapropriar propriedades, segundo Bojorquez.

Em uma carta anexada à petição, Kathryn Lueders, gerente geral da SpaceX para Starbase, afirmou que a empresa precisava da “capacidade de desenvolver Starbase como uma comunidade” e observou que a SpaceX “atualmente realiza funções civis” devido à localização remota, como gerenciar utilidades, oferecer educação e cuidados médicos.

“A incorporação transferiria a gestão de algumas dessas funções para um corpo público mais apropriado”, escreveu Lueders em sua carta ao juiz do condado de Cameron, principal autoridade executiva do condado e responsável por aprovar a petição caso ela atenda aos requisitos legais.

Por anos, a SpaceX enfrentou oposição de grupos ambientais no condado de Cameron devido aos impactos dos lançamentos frequentes na ecologia costeira protegida. Moradores e autoridades de Brownsville, a cerca de 32 km de distância, também reclamaram de fechamentos de estradas e restrições de acesso à praia.

Anteriormente, parecia que a empresa buscava apenas mudar o nome da área para fins de entrega postal. Uma solicitação para isso está pendente em uma agência federal.

“Achávamos que esse era o objetivo, mas parece que queriam ir um pouco além”, disse o juiz do condado, Eddie Treviño Jr., em entrevista. “Obviamente, acham que há alguma vantagem nisso.”

Treviño afirmou que a equipe jurídica e o escritório de eleições do condado estavam analisando a petição para verificar se ela atendia aos requisitos legais. “Estou aguardando o retorno deles”, disse. Uma eleição poderia ser marcada para o próximo ano.

O prefeito proposto, Milburn, se recusou a comentar quando contatado por telefone, assim como outras pessoas que assinaram a petição.

Cayetana Polanco, residente da Memes Street, dentro da área da cidade proposta, disse estar animada com a criação de Starbase e esperava que ela se tornasse “um modelo de como novas cidades devem ser”. Ela afirmou não trabalhar na SpaceX, mas que seu marido sim.

“Se tudo der certo com essa petição, meu bebê pode ser o primeiro nascido nesta cidade”, acrescentou. “Seria incrível!”

Quase todos os moradores da área trabalham na SpaceX ou têm familiares que trabalham. A maioria vive em casas de propriedade da empresa, concentradas ao redor dos principais prédios, incluindo pelo menos um restaurante, exclusivo para funcionários.

“A SpaceX é a principal proprietária de terras na área proposta de Starbase e, com poucas exceções, possui todas as propriedades reais”, escreveu Richard Cardile, gerente sênior de operações do espaçoporto da SpaceX, em um depoimento como parte da petição.

A empresa, acrescentou, mantém “registros detalhados de todos os indivíduos que residem em cada unidade habitacional na cidade proposta de Starbase”.

Por essas razões, se as autoridades do condado aprovarem uma eleição, os eleitores provavelmente serão favoráveis.

Um deles, presumivelmente, seria o próprio Musk. Ele não estava entre os signatários da petição, mas possui residência no condado de Cameron e afirmou ter votado lá em novembro.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

COM CARGA TRIBUTÁRIA DE 33% DO PIB BRASIL TEM A MAIOR CARGA TRIBUTÁRIA DA AMÉRICA LATINA

 

História de EDUARDO CUCOLO – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil possui uma carga tributária próxima de 33% do PIB (Produto Interno Bruto). Esse é o valor arrecadado por governo federal, estados e municípios.

Para alguns, um índice adequado diante das despesas geradas por um Estado de bem-estar social abrangente. Para outros, um percentual elevado, considerando o retorno dessa arrecadação para a população em serviços e transferências de renda.

As diferenças de opinião podem estar ligadas também à “sensação” que cada contribuinte tem em relação aos tributos, que recaem de forma mais intensa sobre pessoas de menor renda (a chamada regressividade), assalariados e empresas sem benefícios fiscais, por exemplo.

Um trabalho divulgado no início deste ano por diversos órgãos multilaterais apontou o Brasil como o país com a maior carga tributária entre 26 economias latino-americanas no ano de 2022, seguido por Barbados (30,5%) e Argentina (29,6%).

O valor está bem acima da média da região (21,5%), composta por países com nível de renda semelhante, mas estrutura de serviços públicos mais restrita.

Também fica próximo da média da OCDE (34%), uma das entidades responsáveis pelo documento –e que reúne diversas economias com patamar de renda mais elevado e serviços de melhor qualidade.

O Brasil está acima da média da América Latina em todas as bases: tributos sobre renda, lucro, propriedade, bens e serviços, folha de pagamento e aqueles destinados à seguridade social.

No caso dos bens e serviços, alvo da reforma tributária que está sendo regulamentada neste ano, o peso é de 13,7% do PIB, sendo que a média tanto latino-americana como na OCDE fica entre 10% e 11%. A reforma possui uma trava para evitar o crescimento dessa carga.

Os números apontam elevação da carga tributária em vários países nas últimas décadas. Desde 1990, houve aumento de 6,9 pontos percentuais na América Latina e 5,5 pontos no Brasil, onde parte do crescimento se deve ao fim do “imposto inflacionário” após o Plano Real. Entre os países da OCDE, onde o percentual já era mais elevado, a carga subiu 3,2 pontos percentuais no mesmo período.

No Brasil, esse crescimento se deu principalmente na tributação da renda e do lucro. Os impostos sobre propriedade e consumo se mantiveram praticamente no mesmo nível nessas mais de três décadas.

Uma análise da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão do Senado, apontou que o Brasil possui uma carga tributária elevada para uma economia em desenvolvimento, mas que isso é explicado em boa medida pelo tamanho dos seus gastos sociais. A despesa social representa entre 50% e 70% da carga tributária nos países da OCDE. No Brasil, é cerca de 60%.

Um trabalho do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) questiona a qualidade dessa despesa e mostra que o Brasil possui o menor IDH (índice de desenvolvimento humano) entre os 30 países com maior carga. Com isso, ocupa a última colocação no índice de retorno de bem-estar à sociedade calculado pela instituição.

Na avaliação do presidente-executivo da entidade, João Eloi Olenike, o nível de tributação no país não é compatível com o retorno recebido pelo cidadão. “Temos países em que a carga tributária é maior, mas são países desenvolvidos e que oferecem para a população um retorno bastante significativo, o que não acontece no Brasil.”

Para ele, o país poderia ter alíquotas menores e o mesmo nível de arrecadação. Para isso, seria necessário reduzir benefícios fiscais e também contar com um efeito de redução da informalidade e da sonegação, espalhando mais a carga entre todos.

Pedro Paulo Bastos, professor do Instituto de Economia da Unicamp, diz que o problema fundamental do sistema brasileiro não é o tamanho da carga, compatível com as políticas públicas demandadas pelo cidadão –políticas mantidas por governos da esquerda à direita desde a Constituição. A questão é o caráter regressivo dela, apoiada em tributos indiretos, que afetam comparativamente mais a baixa renda –o imposto de uma laranja é maior, proporcionalmente, à renda de uma pessoa pobre do que à renda de um rico.

Bastos cita dados da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas, que mostram queda da desigualdade medida pelo Índice de Gini em 23% nos países da OCDE em razão da política fiscal (tributos e transferências). No Brasil, com uma carga semelhante, a redução é de 16,4%. Na média da América Latina, com um Estado menor, a queda é de apenas 9%.

“O Estado brasileiro reduz muito mais a desigualdade de renda do que outros países da América Latina, pois existe muito serviço público, mesmo que de qualidade inferior ao serviço privado. Mas reduz menos a desigualdade do que nos Estados de bem-estar social europeus.”

Para ele, a redução da tributação sobre o consumo e a taxação maior da renda e patrimônio permitiriam um aumento da carga financiado pelo 1% ou o 0,1% com maior renda, ampliando políticas públicas.

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a isenção sobre lucros e dividendos faz com que a tributação máxima dos acionistas de empresas brasileiras seja de 14,2%, considerando a soma do imposto pago na pessoa física e na jurídica.

Cerca de 15 mil pessoas físicas que estão entre o 0,01% mais rico entre os declarantes do Imposto de Renda pagam praticamente o mesmo imposto que um assalariado que recebe R$ 6.000 por mês (13% sobre a renda). Para 3.841 pessoas no topo da distribuição de renda, a tributação na soma da pessoa física e jurídica é de 5,8%, uma sensação de carga bem inferior à média nacional.SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil possui uma carga tributária próxima de 33% do PIB (Produto Interno Bruto). Esse é o valor arrecadado por governo federal, estados e municípios.

Para alguns, um índice adequado diante das despesas geradas por um Estado de bem-estar social abrangente. Para outros, um percentual elevado, considerando o retorno dessa arrecadação para a população em serviços e transferências de renda.

As diferenças de opinião podem estar ligadas também à “sensação” que cada contribuinte tem em relação aos tributos, que recaem de forma mais intensa sobre pessoas de menor renda (a chamada regressividade), assalariados e empresas sem benefícios fiscais, por exemplo.

Um trabalho divulgado no início deste ano por diversos órgãos multilaterais apontou o Brasil como o país com a maior carga tributária entre 26 economias latino-americanas no ano de 2022, seguido por Barbados (30,5%) e Argentina (29,6%).

O valor está bem acima da média da região (21,5%), composta por países com nível de renda semelhante, mas estrutura de serviços públicos mais restrita.

Também fica próximo da média da OCDE (34%), uma das entidades responsáveis pelo documento –e que reúne diversas economias com patamar de renda mais elevado e serviços de melhor qualidade.

O Brasil está acima da média da América Latina em todas as bases: tributos sobre renda, lucro, propriedade, bens e serviços, folha de pagamento e aqueles destinados à seguridade social.

No caso dos bens e serviços, alvo da reforma tributária que está sendo regulamentada neste ano, o peso é de 13,7% do PIB, sendo que a média tanto latino-americana como na OCDE fica entre 10% e 11%. A reforma possui uma trava para evitar o crescimento dessa carga.

Os números apontam elevação da carga tributária em vários países nas últimas décadas. Desde 1990, houve aumento de 6,9 pontos percentuais na América Latina e 5,5 pontos no Brasil, onde parte do crescimento se deve ao fim do “imposto inflacionário” após o Plano Real. Entre os países da OCDE, onde o percentual já era mais elevado, a carga subiu 3,2 pontos percentuais no mesmo período.

No Brasil, esse crescimento se deu principalmente na tributação da renda e do lucro. Os impostos sobre propriedade e consumo se mantiveram praticamente no mesmo nível nessas mais de três décadas.

Uma análise da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão do Senado, apontou que o Brasil possui uma carga tributária elevada para uma economia em desenvolvimento, mas que isso é explicado em boa medida pelo tamanho dos seus gastos sociais. A despesa social representa entre 50% e 70% da carga tributária nos países da OCDE. No Brasil, é cerca de 60%.

Um trabalho do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) questiona a qualidade dessa despesa e mostra que o Brasil possui o menor IDH (índice de desenvolvimento humano) entre os 30 países com maior carga. Com isso, ocupa a última colocação no índice de retorno de bem-estar à sociedade calculado pela instituição.

Na avaliação do presidente-executivo da entidade, João Eloi Olenike, o nível de tributação no país não é compatível com o retorno recebido pelo cidadão. “Temos países em que a carga tributária é maior, mas são países desenvolvidos e que oferecem para a população um retorno bastante significativo, o que não acontece no Brasil.”

Para ele, o país poderia ter alíquotas menores e o mesmo nível de arrecadação. Para isso, seria necessário reduzir benefícios fiscais e também contar com um efeito de redução da informalidade e da sonegação, espalhando mais a carga entre todos.

Pedro Paulo Bastos, professor do Instituto de Economia da Unicamp, diz que o problema fundamental do sistema brasileiro não é o tamanho da carga, compatível com as políticas públicas demandadas pelo cidadão –políticas mantidas por governos da esquerda à direita desde a Constituição. A questão é o caráter regressivo dela, apoiada em tributos indiretos, que afetam comparativamente mais a baixa renda –o imposto de uma laranja é maior, proporcionalmente, à renda de uma pessoa pobre do que à renda de um rico.

Bastos cita dados da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas, que mostram queda da desigualdade medida pelo Índice de Gini em 23% nos países da OCDE em razão da política fiscal (tributos e transferências). No Brasil, com uma carga semelhante, a redução é de 16,4%. Na média da América Latina, com um Estado menor, a queda é de apenas 9%.

“O Estado brasileiro reduz muito mais a desigualdade de renda do que outros países da América Latina, pois existe muito serviço público, mesmo que de qualidade inferior ao serviço privado. Mas reduz menos a desigualdade do que nos Estados de bem-estar social europeus.”

Para ele, a redução da tributação sobre o consumo e a taxação maior da renda e patrimônio permitiriam um aumento da carga financiado pelo 1% ou o 0,1% com maior renda, ampliando políticas públicas.

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a isenção sobre lucros e dividendos faz com que a tributação máxima dos acionistas de empresas brasileiras seja de 14,2%, considerando a soma do imposto pago na pessoa física e na jurídica.

Cerca de 15 mil pessoas físicas que estão entre o 0,01% mais rico entre os declarantes do Imposto de Renda pagam praticamente o mesmo imposto que um assalariado que recebe R$ 6.000 por mês (13% sobre a renda). Para 3.841 pessoas no topo da distribuição de renda, a tributação na soma da pessoa física e jurídica é de 5,8%, uma sensação de carga bem inferior à média nacional.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...