sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

AMBIÇÃO DE LULA DE REELEIÇÃO ESTÁ PREJUDICANDO O SEU PRÓPRIO GOVERNO

História de IstoÉ News – IstoÉ

Na campanha de 2022, Lula disse que não concorreria à reeleição. Mas agora parece que mudou de ideia

Na campanha de 2022, Lula disse que não concorreria à reeleição. Mas agora parece que mudou de ideia. Estaria o governo gastando dinheiro demais só para garantir a Lula um quarto mandato em 2026? Uma crise econômica poderia destruir a reputação do presidente. O poder vicia, muitos dizem. Poucos conseguem largá-lo, e até mesmo os grandes nomes muitas vezes perdem o momento certo de sair do palco.

Alguns ditados sábios podem ser encontrados também na cultura pop, como o de que “apenas os bons morrem cedo” – uma referência ao “Clube 27”, das lendas da música que morreram aos 27 anos, como Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones, Kurt Cobain e Amy Winehouse. A morte no auge os poupou da decadência inevitável.

Luiz Inácio Lula da Silva encerrou em 2010 seus dois mandatos como presidente com mais de 80% de aprovação. A Constituição do Brasil não permite um terceiro mandato consecutivo. Assim, Lula nomeou como sua sucessora sua cria política Dilma Rousseff. Não há melhor maneira de deixar o palco político, não é mesmo?

Anos traumáticos

Segundo rumores da época, Lula bem que gostaria de ter concorrido novamente em 2014, mas Dilma insistiu em uma nova candidatura. Lula foi pego depois no turbilhão da Lava Jato e não concorreu nas eleições de 2018 por estar na prisão após ser condenado por corrupção. Fernando Haddad assumiu seu lugar na corrida pelo PT – e perdeu para Jair Messias Bolsonaro.

O fato de as conquistas de sua própria presidência terem sido colocadas em risco em meio à crise econômica do governo Dilma, antes de sua reputação ser finalmente destruída pela Lava Jato, deve ter sido traumático para Lula naqueles anos.

Portanto, concorrer novamente em 2022 foi provavelmente uma tentativa de fazer com que ele fosse absolvido pelo povo de todas as acusações com ajuda de uma vitória eleitoral, para que depois pudesse finalmente deixar o cargo de alma lavada.

Essa seria sua última eleição, disse Lula durante a campanha eleitoral de 2022, acrescentando que, se ganhasse, não pensava em concorrer novamente em 2026.

Mas recentemente as coisas parecem ter mudado. Lula afirmou que está preparado para concorrer novamente se necessário – isto é, se não houver outro nome capaz de salvar o Brasil da extrema direita. Mas a decisão sobre isso só seria tomada em 2026, disse. Como Lula sempre vê a si mesmo como o melhor candidato possível, é difícil acreditar que um nome mais adequado surgirá até 2026.

Os observadores acreditam que Lula ainda não anuncia sua candidatura para 2026 porque seus índices nas pesquisas não são bons o suficiente para garantir uma vitória. Pesquisas têm mostrado índices de aprovação de seu governo muito próximos dos níveis de reprovação. Recentemente, o Datafolha apontou 35% de aprovação, contra 34% de desaprovação.

Nesse contexto, parece estranha a declaração de Paulo Pimenta, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, de que Lula definitivamente concorrerá em 2026. Isso pelo menos explicaria por que atualmente o governo vem gastando tanto dinheiro.

Risco de crise econômica

Especialistas já estão alertando sobre o aumento do déficit e da dívida estatal. Eles culpam os gastos excessivos de Lula pelo fato de o real estar se desvalorizando como quase nenhuma outra moeda. As metas fiscais do governo para os próximos anos estão ameaçadas.

Será que Lula está arriscando uma crise econômica para aumentar suas chances em 2026? Se der errado, Lula pode botar a perder tanto sua candidatura em 2026 quanto sua reputação de político responsável.

Enquanto a planejada isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil vem causando dor de cabeça aos especialistas, que duvidam de sua viabilidade financeira, Lula recebe 70% de aprovação para a proposta, de acordo com o Datafolha. Um imposto mais alto para os ricos, que fecharia a lacuna da receita tributária, é apoiado até mesmo por 77% dos entrevistados. Tudo isso cheira a uma campanha eleitoral antecipada.

De acordo com uma pesquisa Quaest de meados de dezembro, Lula venceria em 2026 contra todos os candidatos imagináveis da direita e da extrema direita: Jair Messias Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Pablo Marçal ou Ronaldo Caiado. Além disso, o apoio a uma nova candidatura do presidente aumentou de 40% em outubro para 45%, de acordo com a pesquisa Quaest. Isso deve incentivá-lo a tentar novamente em 2026.

É desejável para Lula que ele ainda encontre o momento certo para deixar o grande palco.

Thomas Milz saiu da casa de seus pais protestantes há quase 20 anos e se mudou para o país mais católico do mundo. Tem mestrado em Ciências Políticas e História da América Latina e, há 15 anos, trabalha como jornalista e fotógrafo para veículos como a agência de notícias KNA e o jornal Neue Zürcher Zeitung. É pai de uma menina nascida em 2012 em Salvador. Depois de uma década em São Paulo, mora no Rio de Janeiro há quatro anos.

 

CAUSA ESPANTO OS VALORES PEDIDOS DAS EMENDAS PARLAMENTARES

História de Da CNN

"Causam espanto", diz relator da LDO sobre valores das emendas parlamentares

“Causam espanto”, diz relator da LDO sobre valores das emendas parlamentares

O relator do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no Senado, senador Confúcio Moura (MDB-RR), afirmou nesta quarta-feira (18), em entrevista à CNN, que os valores liberados por meio de emendas parlamentares “causam espanto”. “Os valores das emendas têm crescido ao decorrer do tempo e têm causado certo espanto”, disse Moura em entrevista ao CNN 360º.  Com apurou a CNN, na última sexta-feira (13), o Ministério da Saúde pagou R$ 3.8 bilhões em emendas parlamentares.  “Com a decisão do Supremo de bloquear as emendas, o Congresso ficou no stand by sem votar praticamente nada importante”, afirmou o senador. “E agora depois que foram liberados esses recursos no mês de dezembro, praticamente, é que começou essa correria por essas votações tão importantes”, complementou o parlamentar. Os repasses haviam sido bloqueados pelo Supremo Tribunal Federal (SFT) em agosto deste ano, por decisão do ministro Flávio Dino. O ministro considerou inconstitucional a destinação de emendas sem transparência, mas os repasses foram retomados no início de dezembro, após Dino estabelecer regras para a transferência dos valores. Na entrevista, o relator da LDO também comentou as advertências feitas por Dino sobre aspectos como planos de trabalho, origem e destinatários das emendas. “Acho isso extremamente justo, não há por que ninguém esconder recurso público”, declarou Confúcio Moura. “O recurso vai ser destinado a pequenos municípios brasileiros, capitais e cidades mais pobres, que precisam de muito recurso, e que precisam ser enviadas”. A decisão de Dino impactou a tramitação de projetos no Congresso. O que são emendas parlamentares? As emendas parlamentares são instrumentos utilizados por deputados e senadores que permitem que alterações no orçamento anual. Elas podem ser usadas, por exemplo, por parlamentares para enviar recursos a estados e municípios. As emendas individuais são impositivas, ou seja, a União é obrigada a executá-las quando são aprovadas.

 

SUPERSALÁRIOS DA JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO SERVIÇO PÚBLICO E DO LEGISLATIVO ATINGEM CIFRAS ASTRONÔMICAS

 

História de Clayton Freitas – Jornal Estadão

Um estudo inédito divulgado pelo Movimento Pessoas à Frente indica que as despesas acima do teto constitucional, os “penduricalhos” que inflam os supersalários, custaram mais de R$ 11,1 bilhões aos cofres públicos no ano de 2023.

A pesquisa, feita a partir das informações dos contracheques dos integrantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo, indica que 42,5 mil pessoas recebem acima de R$ 44 mil por mês, hoje o salário de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que nivela o teto de vencimentos.

Denominada “Além do teto: análise e contribuições para o fim dos Supersalários”, a pesquisa foi conduzida pelo economista Bruno Carazza, também pesquisador e professor da Fundação Dom Cabral, por encomenda do Movimento Pessoas à Frente.

Vista do Planalto para o Congresso Nacional e o STF; segundo o estudo, 70% dos supersalários estão no Judiciário e Ministério Público Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Vista do Planalto para o Congresso Nacional e o STF; segundo o estudo, 70% dos supersalários estão no Judiciário e Ministério Público Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Na tarde desta quinta-feira, 19, foi votada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 31/2007, que foi apensada à PEC 45/24 e que trata do corte de gastos e aborda a questão dos supersalários. O texto atual, uma alteração à proposta original do Executivo, permite a manutenção dos chamados penduricalhos.

São considerados penduricalhos uma série de benefícios que não são contabilizados aos salários, como os auxílios creche, alimentação, saúde, livro, paletó, quinquênios, bônus por produtividade e até o chamado auxílio-peru (abono de Natal).

Carazza explica que analisou as folhas de pagamento do Portal de Transparência do Executivo Federal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da plataforma Dadosjusbr, que compila informações das unidades do Ministério Público, e da seção de dados abertos da Câmara dos Deputados. Foram pesquisados dados de mais de 1 milhão de servidores.

Segundo os dados, 93% dos juízes e 91,5% dos integrantes do Ministério Público recebem acima do teto salarial. Em contrapartida, apenas 0,7% dos profissionais da Câmara dos Deputados e 0,14% do Executivo Federal, incluindo civis e militares, ultrapassaram o teto.

Apesar de reunir pouco menos de 40 mil pessoas, os integrantes do Judiciário do Ministério Público representam 70% do total daqueles que recebem supersalários.

Segundo os dados, dos 42,5 mil que recebem acima de R$ 44 mil ao mês, 28.780 são do Judiciário e do Ministério Público. Juntos, os dois órgãos somam 31 mil servidores. Já entre os cerca de 1 milhão de servidores do Executivo Federal, 13.568 (0,14%) civis e militares ganham penduricalhos e somam mais do que o limite constitucional. A maior parte está concentrada em poucas carreiras, como advogados públicos, diplomatas e militares. Já na Câmara dos Deputados, de um total de 21.448 servidores ativos, 152 (0,7%) receberam mais do que um ministro do STF.

Carazza afirma que os R$ 11,1 bilhões são subestimados, já que há falta de dados abertos, transparentes e de fácil manuseio. “Apesar de ser significativa, é apenas uma amostra de todo o universo, já que não tivemos condições de pesquisar Estados, municípios e mesmo os tribunais de contas”, diz Carazza. “A conclusão mais relevante desse estudo é a de que qualquer discussão que a gente faça sobre supersalários precisa incluir o Judiciário e o Ministério Público, porque é justamente nessas áreas onde estão localizados os maiores supersalários”, complementa o economista.

Penduricalhos

Entre os principais gastos estão as indenizações por férias não gozadas de integrantes da magistratura, que consumiram R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Já para o Ministério Público esse valor ficou em R$ 464,2 milhões.

Outro item, o de gratificações “por exercício cumulativo de ofícios”, custou ao País R$ 788,9 milhões no caso do Judiciário e R$ 508,7 milhões no Ministério Público. Já os pagamentos retroativos somaram R$ 2 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.

O gestor de políticas públicas Lucas Porto, gerente de advocacy do Movimento Pessoas à Frente, aponta que um quarto dos brasileiros diz acreditar que os servidores públicos recebem acima do teto. Mas ele afirma que isso está concentrado em uma pequena minoria. “A média salarial é de R$ 3.300. Divulgar o estudo colabora para o aumento de confiança nas instituições, para desmistificar e valorizar o serviço público. Além disso, a gente entende que é urgente uma estrutura remuneratória que combata a desigualdade”, diz.

PEC pode manter e ampliar benefícios

Segundo Carazza e Porto, a mudança na PEC abre espaço para que os supersalários do Judiciário e do Ministério Público se mantenham. Isso acontece porque o texto original citava a necessidade de que as regras fossem criadas por meio de lei complementar, que demanda mais discussões do que a lei ordinária.

Com isso, as resoluções dos conselhos do Judiciário e do Ministério Público poderão criar normas que mantenham ou até ampliem os benefícios.

Uma das várias leis ordinárias em tramitação é o projeto de lei 2.721 de 2021, atualmente no Senado Federal. A proposta, uma “reciclagem” de uma anterior, de 2016, cria 32 exceções ao teto. Pelos cálculos de Carazza, somente quatro delas podem trazer como impacto orçamentário R$ 3,4 bilhões: o pagamento em dobro do adicional de um terço de férias; a gratificação por exercício cumulativo de ofícios; o auxílio-alimentação; e o ressarcimento de despesas com plano de saúde .

Se for aprovado, o PL 2.721 pode gerar um “efeito cascata”, já que abre espaço para que servidores do Executivo que ganham menos do que o estabelecido peçam equiparação, o que pode provocar um rombo de R$ 26,7 bilhões nas contas públicas.

Falta de transparência

Um estudo da instituição República.org, denominado “Anuário de Gestão de Pessoas no Serviço Público”, indica que os penduricalhos acima do teto remuneratório do funcionalismo público custaram ao menos R$ 20 bilhões entre 2018 e 2024. O levantamento indicou que 22,7% dos gastos extras se referem às chamadas “rubricas despadronizadas sem identificação”.

“Tratam-se de categorias de despesas que não seguem um padrão estabelecido, como, por exemplo, despesa com alimentação eventual em outro local. Essa é uma brecha para ter falta de transparência e controle, já que não se consegue analisar o rastro delas”, afirma Ahmed El Khatib, professor e coordenador do Instituto de Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ele diz que esse valor poderia ser destinado a outros investimentos. “Se considerarmos o contexto brasileiro, vemos que o Brasil é um país em desenvolvimento, ou seja, pobre. E esse custo elevado poderia ser encaminhado para outras categorias. Estamos discutindo o corte de gastos, as reformas, e cada bilhão importa”, diz El Khatib.

JURISTAS QUEREM REVISÃO NA CONSTITUIÇÃO SEM PRESIDENCIALISMO

 

História de Lusa – DW Brasil

Juristas são-tomenses defenderam hoje a revisão da Constituição, mas rejeitaram a implementação do sistema presidencialista, apontando a “fragilidade das instituições”, sobretudo os tribunais, como o principal entrave.

Provided by Deutsche Welle

Provided by Deutsche Welle© João Carlos/DW

O jurista e ex-primeiro-ministro Gabriel Costa defendeu o seguinte: “A nossa Constituição, de pendor parlamentar, tem, naturalmente, como qualquer Constituição, a necessidade de periodicamente ser ajustada. Mas, aquilo a que nós assistimos atualmente no nosso país […] nós temos fragilidades muito sérias para termos um sistema presidencial”.

O jurista falava enquanto orador numa conferência nacional organizada pela Ordem dos Advogados de São Tomé e Príncipe, sob o tema “A revisão constitucional em São Tomé e Príncipe”.

Gabriel Costa considerou que “a forma gritante como se enfraqueceram os tribunais, que é um dos pilares das liberdades […], seria uma aventura grande” apostar “por um sistema de governo presidencial, em que o Presidente da República tem poderes acrescidos”, uma vez que atualmente “não há contrapoderes”.

O ex-primeiro-ministro admitiu que deixar “a concentração do poder nas mãos de só homem, é porta aberta”, sublinhando que alguns órgãos de soberania “estão tolhidos de funcionar”.

“Essa Constituição [atual] não foi completamente explorada […] não pode haver uma revisão oportunista da Constituição, situacionista da Constituição, mas deve-se dotar o país da Constituição que ele merece para entrar na senda da modernidade, para resolver os problemas da população, que é o fim do nosso sistema”, defendeu Gabriel Costa.

Carlos Vila Nova, Presidente de São Tomé e Príncipe

Carlos Vila Nova, Presidente de São Tomé e Príncipe© Hannah McKay/AFP/Getty Images

Alteração do sistema não

A advogada e ex-bastonária da Ordem dos Advogados Celiza de Deus Lima também defendeu a revisão da Constituição, sobretudo para reforçar a garantia dos direitos fundamentais e direitos humanos.

“O que é necessário mudar na Constituição e que é urgente, não tem a ver com os poderes dos senhores políticos, com a organização política do Estado. É essencialmente o catálogo dos direitos fundamentais, direitos humanos. É isto que é essencial na Constituição”, defendeu Celiza de Deus Lima, sublinhando que o processo “não pode ser arma de arremesso entre os partidos políticos” e “não pode ser vista como um bicho papão”

“A questão [de alteração] do sistema do Governo é outra, e eu particularmente posiciono-me contra”, declarou a jurista, apontando que o país está num estado “de degradação das instituições democráticas” sobre o qual responsabilizou os sucessivos políticos que têm governado o país.

A atual Constituição são-tomense está em vigor desde 2003. Em setembro, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, disse que o seu partido, a Ação Democrática Independente (ADI) vai avançar com a revisão da Constituição e admitiu propor a mudança para o regime presidencialista antes das eleições gerais de 2026.

.Patrice Trovoada, primeiro ministro de São Tomé e Príncipe

Patrice Trovoada, primeiro ministro de São Tomé e Príncipe© Ramusel Graça/DW

Governo não quer corrigir lacunas

“Temos que efetivamente fazer a revisão constitucional. A questão do sistema do Governo é efetivamente uma outra questão”, sublinhou o jurista e ex-primeiro-ministro Guilherme Posser da Costa.

No entanto, considerou que o poder político atual liderado por Patrice Trovoada e o partido ADIquer sobretudo mudar o sistema político e não a correção das lacunas e o reforço da proteção dos direitos humanos.

“Há várias coisas na Constituição que já aconteceram que levam realmente a que nós nos sentemos calmamente e façamos a revisão constitucional nesses aspetos que são os aspetos conflituosos. Agora que a intensão não é essa, meus senhores, eu sei que não”.

O bastonário da Ordem dos Advogados defendeu que “a discussão em torno da revisão da lei fundamental do país não deve circunscrever-se à classe política”, sublinhando que “a comunidade jurídica tem um papel muito importante a desempenhar neste processo, pois, mais do que política, trata-se de uma matéria puramente jurídica”.

Nenhum membro do Governo ou dirigentes da ADI participaram na conferência que assinalou o dia dos advogados são-tomenses.

DIA DA BONDADE E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta sexta (20), se comemora o dia da bondade, um dia dedicado a reconhecer e espalhar a gentileza em todas as suas formas. Talvez você nem saiba disso, mas existe uma data para lembrar o quanto um simples gesto de carinho pode fazer a diferença na vida de alguém. Parece curioso, não? Em um mundo tão acelerado, onde as notícias ruins muitas vezes ganham espaço nas manchetes, ainda há espaço para o ato mais genuíno e essencial de todos: a bondade.
O amor ao próximo, como se pode perceber, não está em baixa. E quem disse que está? Não se deixe enganar pela imagem de um mundo frio e indiferente. Por mais que a correria da vida moderna nos envolva e as preocupações diárias nos façam enxergar os desafios da vida como algo inevitável, o que temos visto, na verdade, é uma mobilização crescente de gestos de bondade, de compaixão, de cuidado. Eles têm tomado as ruas, as redes sociais, a energia das pessoas.
É difícil olhar para o que está acontecendo hoje, com tantas iniciativas de solidariedade, e não perceber que, ao contrário do que muitas vezes se pensa, o amor ao próximo não está esgotado. Ele se reinventa a cada ato simples: no sorriso de um estranho que segura a porta, no trabalho voluntário que transforma realidades, no apoio mútuo que nasce nos momentos de crise.
Foi em 1998 que teve lugar em Tóquio a primeira conferência do Movimento Mundial pela Bondade (World Kindness Movement). O objetivo era “criar um mundo mais bondoso e pleno de compaixão”. Atualmente, o Dia Mundial da Bondade celebra-se em vários países do mundo, tais como o Canadá, a Austrália, o Japão, a Nigéria e os Emirados Árabes Unidos. Em certos países oferecem-se flores neste dia, quer a conhecidos, quer a desconhecidos.

Fonte: Karla Neto
Foto: Reprodução

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Saiba quais são os efeitos de um tipo de composto presente no brócolis e como evitar o seu consumo:

Uma porção de 100 gramas de brócolis fresco contém aproximadamente 34 calorias; 6,6 g de carboidratos (sendo cerca de 1,7 g de fibra); 2,8 g de proteína; 0,4 g de gordura; 89,2 mg de vitamina C (cerca de 150% das necessidades diárias).
Por ter um índice glicêmico baixo, ele é um ótimo alimento para quem precisa controlar os níveis de açúcar no sangue. Porém, assim como muitos vegetais crucíferos, em alguns casos não é recomendado consumir esse vegetal.
O brócolis é uma alimento fundamental na dieta por seus diversos benefícios nutricionais – em especial para a saúde da mulher -, além de sua versatilidade culinária. Esse vegetal é um ingrediente valioso em muitas dietas saudáveis.
Rico em vitaminas, minerais e fibras, o brócolis também é uma excelente fonte de vitamina C, que ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a melhorar a saúde da pele.
Quando o consumo de brócolis deve ser evitado
Embora seja um alimento muito nutritivo, o brócolis contém compostos chamados isotiocianatos, que se forem consumidas em grandes quantidades por períodos prolongados podem ser prejudiciais.
Os isotiocianatos presentes no brócolis e em mais vegetais crucíferos podem interferir no funcionamento da tireoide, principalmente em pessoas que já apresentam problemas.
Desta forma, para evitar esse risco, não é aconselhável comê-los crus em excesso. Os especialistas recomendam os métodos de cozimento que reduzam esses compostos, como é o caso do vapor.

Saiba um truque infalível para lavar travesseiros e tirar as manchas sem precisar trocá-los por um novo antes do prazo?

você já se surpreendeu com a cor amarelada e a sujeira impregnada quando foi trocar as fronhas do seu travesseiro, não se preocupe porque existe uma maneira simples e eficaz de resolver esse problema.
Assim como o truque para remover as manchas amarelas do colchão, essa dica “mágica” vai deixar o seu travesseiro com cara de novos!
Com alguns ingredientes que você provavelmente já tem em casa, é possível transformar os seus travesseiros encardidos em travesseiros branquíssimos e higienizados.
A limpeza de travesseiros não precisa ser uma tarefa difícil. Com uma mistura de ingredientes simples, você pode fazer maravilhas.
Uma dica importante é para evitar usar o alvejante ou cloro, pois esses produtos podem deixar as peças amareladas. Além disso, os travesseiros ficarão com cheiro forte e podem até causar alergia.
Ingredientes (mistura para 1 travesseiro):
100 ml de água
25 ml de vinagre branco (vinagre de álcool)
25 ml de álcool (70%)
1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
O vinagre e o bicarbonato de sódio são conhecidos por suas propriedades de limpeza e desinfecção, enquanto o álcool ajuda a eliminar manchas e odores.
Modo de preparar a mistura:
Em um recipiente, misture 100 ml de água com 1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio. Misture bem antes de adicionar o vinagre. Após acrescentar o vinagre e misturar bem, adicione 25 ml de vinagre branco (ele é um ótimo desinfetante e ajuda a clarear).
Adicione 25 ml de álcool à mistura para ajudar a eliminar manchas mais difíceis. Com a solução “mágica” pronta, despeje em um borrifador para facilitar a aplicação.
Aprenda a aplicar a mistura para limpar os travesseiros
Com a mistura pronta, é hora de aplicar e essa etapa é mais simples do que você imagina. Basta borrifar a solução generosamente em todo o travesseiro, dos dois lados. Cubra bem todas as áreas.
Após a aplicação, deixe o travesseiro descansando em um local arejado por até 30 minutos, isso permitirá que a mistura faça efeito e comece a remover as manchas.

Você sabe como limpar o espelho perfeitamente e deixá-lo sem manchas?

Marcas de dedo, pó e até mesmo o vapor da água podem acabar prejudicando a qualidade do item decorativo. Para reverter esse cenário, confira dicas de como limpar espelhos perfeitamente, tirando todas as manchas.
Um bom espelho é aquele que você consegue ver todos os detalhes possíveis de sua aparência. Porém, depois de um tempo em casa, é difícil manter o aspecto cristalino do objeto por muito tempo.
Dicas de Limpeza

A home expert Flávia Ferrari tem dicas infalíveis para a limpeza do seu espelho. “O único produto que você deve usar é água morna, pois ela não agride a superfície do espelho e retira toda a sujeira que pode conter”. Caso queira complementar, adicionar uma pequena quantidade de álcool é permitido.
“Use sempre um pano macio para a limpeza, para evitar danos na superfície”. Também é importante fazer o “movimento em S” na hora de limpar, para retirar toda a sujeira que pode estar acumulada. “Assim, você joga toda a sujeira para os cantinhos e fica mais fácil de sair”, explica Flávia.
Muito importante: nunca jogue água diretamente no espelho! Isso fará com que o liquido entre na superfície, potencializando manchas. Também não use panos velhos ou que soltem muitos fiapos.

CONGRESSO ADIA VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO DA UNIÃO PARA 2025

História de Daniel Weterman – Jornal Estadão

BRASÍLIA – A cúpula do Congresso Nacional decidiu adiar a votação do Orçamento de 2025 para o ano que vem. A decisão foi tomada na noite desta quinta-feira, 19, por parlamentares e técnicos à frente da elaboração da peça orçamentária, incluindo o relator-geral do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA). Alguns articuladores políticos do Palácio do Planalto ainda pedem uma votação nesta semana, mas há resistência.

A dois dias do encerramento do ano legislativo, a cúpula do Congresso decidiu esperar o pagamento de emendas parlamentares que ainda não foram liberadas pelo governo Lula neste ano, negociar os repasses futuros que forem prometidos para a aprovação das medidas de corte de gastos e ainda incorporar os efeitos do pacote fiscal na peça orçamentária.

“Sem uma base normativa plenamente definida e um cenário fiscal delineado por todos os elementos votados e sancionados, corremos o risco de produzir uma peça orçamentária desconectada da realidade”, afirmou o relator do Orçamento em nota à imprensa.

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional para votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional para votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), declarou que haverá uma decisão definitiva na manhã desta sexta-feira, 20, embora nos bastidores parlamentares deem como certo o adiamento. “O ideal é sempre concluir o trabalho. O natural é a apreciação do Orçamento ainda neste ano, mas vamos fazer essa avaliação e amanhã pela manhã teremos uma conclusão”, afirmou.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) define para onde vai o dinheiro da União, incluindo os investimentos, as despesas dos ministérios e as emendas parlamentares. Sem a aprovação do projeto, o governo estará autorizado a gastar apenas uma parte dos recursos de forma provisória para evitar um apagão na máquina pública.

A autorização provisória, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que foi aprovada nesta semana, inclui salários, aposentadorias, despesas da saúde e obras em andamento, entre outras despesas inadiáveis.

O adiamento compromete o pagamento de emendas parlamentares de 2025, que devem ultrapassar R$ 50 bilhões. Novas emendas só poderão ser liberadas após a aprovação do Orçamento.

Nos bastidores, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ainda pedia para os parlamentares votarem o Orçamento nesta semana, na sexta-feira, 20, ou até mesmo no sábado, 21, remotamente. “Vamos insistir. Se não houver possibilidade (de votar o Orçamento nesta semana), não haverá prejuízo para o governo”, disse Randolfe.

O apelo, no entanto, não encontrou eco suficiente nem mesmo na base aliada. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), argumentou com colegas que era melhor para o Executivo esperar, usar o gasto provisório e contar com um Orçamento mais realista no próximo ano.

Orçamento terá de ser alterado para incorporar mudança no salário mínimo

O governo Lula espera economizar R$ 30,6 bilhões com o pacote de corte de gastos em 2025. Essa economia, porém, não está no projeto do Orçamento enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional em agosto deste ano. Agora, o Legislativo poderá incluir os efeitos da medida nos gastos projetados para 2025.

O principal impacto do pacote no Orçamento está relacionado ao salário mínimo. O pacote de corte de gastos, à espera de votação no Senado, limita o crescimento da remuneração às travas do arcabouço fiscal. O valor impacta diretamente no pagamento de benefícios da Previdência Social, do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do abono salarial e do seguro-desemprego.

O valor projetado para o salário mínimo era de R$ 1.509 quando o Orçamento foi enviado, em agosto deste ano, e subiu para R$ 1.528 na última projeção, em novembro. Com a aprovação do pacote, o valor ficar em R$ 1.518, ainda acima do que está no Orçamento. A mudança deve aumentar as despesas obrigatórias em R$ 7 bilhões.

Além disso, o aumento na concessão de benefícios deve fazer com que o gasto aumente ainda mais. Consultores do Congresso calculam que a peça orçamentária está subestimada em R$ 14 bilhões só com os benefícios previdenciários.

 

A LIDERANÇA DEVE TER CLAREZA DOS DESAFIOS E COMPETÊNCIAS E HABILIDADES QUE A POSIÇÃO PRECISA

 

Tainá Freitas – Jornalista da StartSe

Entenda como incentivar a liderança da sua companhia e garantir que ela esteja incentivando os colaboradores e seus resultados

Foto: Ezra Bailey/Getty Images

São os líderes ou o setor de RH que retém os talentos em uma empresa? Enquanto na teoria os especialistas tentam buscar uma resposta para essa pergunta, na prática ela não precisa ser respondida de fato: este pode ser um trabalho de ambos.

O departamento de Pessoas possui a grande responsabilidade de desenvolver bons líderes. E por que? Pois é a liderança quem irá conviver diariamente com os liderados, estimular o senso de pertencimento na empresa e incentivar performance e resultados.

Para auxiliar neste processo, hoje trazemos sete dicas para estabelecer um desenvolvimento contínuo dos líderes em empresas. As dicas são de Pedro Ventura, especialista em treinamento e desenvolvimento na Gupy e First Mover – ou seja, parte da comunidade de lideranças da StartSe.

Confira as dicas abaixo:

1 – Senso de pertencimento

Para manter os funcionários engajados, é essencial que eles se sintam pertencentes à companhia. “Para reduzir o turnover e reter pessoas, é importante que o senso de pertencimento exista tanto na cultura quanto no desafio”, explica o especialista.

2 – Entenda o perfil dos liderados

O segundo passo é conhecer o perfil de cada pessoa da equipe. “É importante detectar padrões: para gerir uma equipe muito jovem, com muita energia, é necessário estar mais próximo, ajudando a entender o que é prioridade ou não e ajudá-la a identificar os propósitos”, disse Ventura.

Para ele, é como desenvolver uma receita específica para cada liderado.

3 – Rituais claros de comunicação…

Depois de ter o propósito e prioridades do trabalho apurados, é importante que a equipe esteja bem munida das informações do negócio. Enquanto o RH tem o papel de organizar as reuniões mensais para colocar todos na mesma página (os “All Hands”, por exemplo), o líder deve ser consultado para responder questões sobre a própria empresa ou trabalho diário.

Além dos All Hands, é comum que as empresas tenham “dailys”, reuniões diárias de alinhamento; ou semanais e de reports, trazendo resultados.

4 – … e de feedbacks.

E além das conversas em grupo, é necessário que o líder ofereça feedbacks frequentes individualmente para cada um do time. Para Pedro Ventura, o ideal é de dois feedbacks por mês.

“Nos rituais individuais, o líder irá dividir como está o desenvolvimento da pessoa e garantir que ela tenha espaço para falar o que deseja: para onde quer ir e seus interesses para o futuro”, explica. Além disso, são nessas conversas que também são decididas as metas, o plano para alcançá-las e outros indicadores.

5 – Atenção à contratação dos líderes

A contratação de líderes deve ser feita de forma cuidadosa – eles devem ter, no mínimo, boas avaliações. “A liderança deve ter clareza dos desafios, competências e habilidades que aquela posição precisa. Devemos instrumentalizar as pessoas que são parte do processo seletivo a fazer perguntas, verificações, testes de comportamento e cultura, de forma a garantir que a pessoa possui o que a empresa precisa”, explica Pedro Ventura, especialista em treinamento e desenvolvimento na Gupy.

6 – Liderança x especialista

Há pessoas que não desejam seguir o caminho de líder e, portanto, escolhem o caminho de especialista. Para Pedro, no entanto, mesmo o especialista também terá que usar técnicas de liderança no dia a dia. “Ele precisará usar a influência em projetos, por exemplo, e demonstrar o impacto do trabalho, daquele projeto, para a organização e pessoas da equipe”, conta.

7 – Contratando um novo líder… ou promovendo um funcionário

Há dois caminhos ao procurar novos líderes: contratar ou treinar pessoas dentro da própria companhia. Desenvolver costuma ser o caminho seguido pela própria Gupy, por exemplo. “Nós temos uma academia específica, focada nos desafios do negócio, e ela é revisada de acordo com o nosso planejamento estratégico. Mas temos um onboarding específico para as lideranças, seja para quem está vindo do mercado ou alguém que já está na Gupy”, disse Pedro Ventura.

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CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA O FIM DO DPVAT

 

História de VICTORIA AZEVEDO E IDIANA TOMAZELLI – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Câmara dos Deputados deu aval nesta quarta-feira (18) para acabar com o novo DPVAT, que indeniza vítimas de acidente de trânsito, sete meses após o Congresso ter recriado o seguro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter sancionado a norma.

A revogação da lei foi incluída num primeiro momento no projeto de lei complementar (PLP) que integra o pacote de contenção de gastos do governo federal. O responsável pela inclusão foi o relator da matéria, deputado Átila Lira (PP-PI), a pedido do Executivo.

No último parecer, no entanto, o relator recuou e retirou esse trecho, atendendo a um pedido do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O texto-base do PLP foi aprovado pelos deputados sem citação ao fim do DPVAT na noite de terça (17) e sob críticas de parlamentares da oposição.

Nesta quarta (18), Guimarães recuou da decisão com receio de que isso pudesse comprometer o andamento do pacote na Câmara e apresentou uma emenda aglutinativa que novamente inseriu no texto a revogação da norma que instituiu o DPVAT.

Com ela, os destaques ao texto foram retirados. A emenda foi aprovada por 444 votos favoráveis e 16 contrários, além de uma abstenção. Agora, o PLP segue para análise dos senadores.

Nesta quarta (18), deputados que eram contra a volta do DPVAT desde o começo comemoraram o resultado da votação, afirmando que se trata de uma vitória da oposição.

“O que não dá para aceitar é o governo querer dizer que isso é vitória do governo o fim do DPAVT, pelo contrário. Nós queríamos desde ontem votar esse destaque, eles eram contrários. Hoje, num acordo, tiveram que entubar. Isso é uma vitória da oposição”, afirmou o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

Em seguida, Guimarães rebateu o colega e afirmou que era uma vitória do presidente Lula. “É vitória, em primeiro lugar, do presidente Lula que já havia orientado para acabar com o DPVAT. Segundo, do colégio de líderes, que conseguiu os acordos.”

O relator, Átila Lira, afirmou que isso representa “justiça social” para o país, já que foi “tirado o custo do DPAVT da nossa sociedade”. “Nós estamos cortando gastos, mas estamos também fazendo um gesto para melhorar a vida das pessoas.”

Esse seguro teve o pagamento, que até então era obrigatório para proprietários de veículos, extinto durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Apesar disso, a cobertura aos usuários continuava sendo feita, até que se esgotaram os recursos do fundo administrado pela Caixa Econômica Federal no ano passado.

Em abril, a Câmara aprovou o texto com queixas, sobretudo, de parlamentares da oposição. O Senado aprovou o projeto em maio, e Lula sancionou a norma nove dias depois. A cobrança seria retomada a partir de janeiro de 2025.

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, o valor pago por motoristas giraria em torno de R$ 50 a R$ 60 por ano por condutor, sem distinção. Antes, motociclistas pagavam mais que motoristas de carro.

LULA O REI DO BRASIL É O ÁRBITRO FINAL DA POLÍTICA ECONÔMICA

 

História de William Waack – CNN Brasil

Waack: Piora fiscal é um fato que o governo escolhe ignorar

Waack: Piora fiscal é um fato que o governo escolhe ignorar

Não foi por falta de aviso. O que se antecipava como cenário desfavorável para o Brasil lá fora avançou um passo hoje à tarde. O Federal Reserve, o Banco Central americano, diminuiu a redução de sua taxa de juros, que vão ficar por lá mais altos por mais tempo, com impacto negativo também por aqui. Já se esperava que a eleição de Trump, e o que ele prometeu fazer na economia, fortaleceria o dólar, embora Trump queira o contrário. E o dólar se fortaleceu hoje lá fora contra todo mundo, especialmente o real. Em outras palavras, é quando a maré baixa que se vê quem estava nadando pelado. E o Brasil está sendo apanhado com as nádegas de fora. No momento em que as coisas lá fora ficam menos favoráveis, a política econômica do governo torna ainda mais frágil uma situação de contas públicas que preocupa e domina todo o debate político há muito tempo. Mas não adianta gritar que o rei — no caso, o presidente Lula, o árbitro final da política econômica — está nu. Lula se embrulhou na roupagem de uma responsabilidade fiscal que os agentes econômicos não encontram nos fatos da realidade. E se protege na mais velha afirmação: a de que a volatilidade do câmbio, a alta dos juros e a expectativa de inflação subindo muito mais do que o desejável não passam de movimento especulativo. Não, o Brasil não vai derreter amanhã, nem estamos diante de uma catastrófica queda num abismo. O que estamos é caminhando para uma situação na qual diminuem as opções de política econômica para o governo. E ficam mais difíceis suas negociações e, portanto, o preço político. É isso que enxergam os agentes econômicos. Mas Lula não vê.

TECNOLOGIA É O ARGUMENTO PARA OS ESTADOS UNIDOS ATRAIREM IMIGRANTES QUALIFICADOS

 

História de Jeanna Smialek e Lydia DePillis – Jornal Estadão

Aaron Levie, executivo-chefe da empresa de software em nuvem Box, disse estar mais esperançoso de que em qualquer outro momento nos últimos 15 anos de que os Estados Unidos poderão em breve aceitar mais imigrantes com alto nível de instrução – o tipo de estrangeiros qualificados que ele contrata como engenheiros de software.

Levie postou recentemente no X que as políticas de imigração dos Estados Unidos para trabalhadores altamente qualificados “não respondem ao mercado” e que Elon Musk, com sua posição na órbita do presidente eleito Donald J. Trump, poderia corrigi-las.

“Concordo”, respondeu Musk. O tópico rapidamente se encheu de outros trabalhadores e executivos da área de tecnologia compartilhando histórias de tentativas de obter vistos para si mesmos e para seus funcionários.

Receber mais imigrantes altamente qualificados é “uma das coisas mais importantes – talvez a mais importante – que se pode fazer para garantir que os Estados Unidos permaneçam na vanguarda”, disse Levie em uma entrevista.

Empresas de tecnologia acreditam que proximidade de Musk com Trump possa ajudar na concessão de vistos Foto: Brandon Bell/AP

Empresas de tecnologia acreditam que proximidade de Musk com Trump possa ajudar na concessão de vistos Foto: Brandon Bell/AP

O setor de tecnologia considera esse argumento sobre a competitividade econômica como um argumento que poderia persuadir Trump a permitir níveis mais altos de imigração para trabalhadores altamente qualificados. Mas o otimismo do setor se choca com a experiência passada: o presidente eleito não expandiu a imigração legal baseada em habilidades durante seu primeiro mandato. Em vez disso, suas autoridades de imigração restringiram os programas de visto para trabalhadores instruídos, supervisionando-os com mais rigor.

E, embora alguns no Vale do Silício e na América corporativa esperem que desta vez seja diferente, os analistas de políticas de Washington, advogados e os próprios portadores de visto não têm tanta certeza.

“Acho que há potencial para algum tipo de expansão ou mudança no mundo da imigração qualificada”, disse Shev Dalal-Dheini, diretor sênior de relações governamentais da Associação Americana de Advogados de Imigração. “Mas acho que ainda será uma batalha contra as ideias restritivas que são uma grande parte de sua administração.”

Levie e seus colegas otimistas apontaram para os gigantes da tecnologia que estão recentemente no círculo de Trump – e que usaram esses programas em suas próprias empresas – como uma razão clara de que a expansão dos vistos qualificados poderia ser uma prioridade maior para o Trump 2.0.

FILE - Mark Zuckerberg talks about the Orion AR glasses during the Meta Connect conference on Sept. 25, 2024, in Menlo Park, Calif. (AP Photo/Godofredo A. Vásquez, File) Foto: Godofredo A. Vásquez/AP

FILE – Mark Zuckerberg talks about the Orion AR glasses during the Meta Connect conference on Sept. 25, 2024, in Menlo Park, Calif. (AP Photo/Godofredo A. Vásquez, File) Foto: Godofredo A. Vásquez/AP

Musk se tornou uma voz poderosa na esfera política do presidente eleito. Sua empresa Tesla obteve 724 vistos H-1B, concedidos a trabalhadores estrangeiros com habilidades especializadas, em 2024. Mark Zuckerberg, executivo-chefe da Meta, que já foi um defensor de alto nível da reforma da imigração, reuniu-se com Trump em Mar-a-Lago, e sua empresa doou US$ 1 milhão (R$ 6,24 milhões) para a próxima posse de Trump.

E o próprio presidente eleito falou sobre as perspectivas de reforma da imigração legal, tanto em uma entrevista recente quanto durante a campanha. Em um podcast de junho co-apresentado pelo capitalista de risco David Sacks, que desde então nomeou como seu czar de criptomoeda e inteligência artificial, Trump disse que queria facilitar o trabalho de estrangeiros instruídos nos Estados Unidos.

“O que farei é que, se você se formar em uma faculdade, acho que deve receber automaticamente, como parte de seu diploma, um green card para poder ficar neste país”, disse Trump.

Sua equipe de transição não respondeu aos pedidos de comentários sobre seus planos para vistos e green cards para trabalhadores altamente qualificados. Mas aqueles que acompanham de perto o presidente eleito acreditam que, apesar de sua determinação de expulsar milhões de imigrantes sem documentos, ele não se opõe ideologicamente à ampliação dos caminhos para que indivíduos com habilidades específicas trabalhem legalmente nos Estados Unidos.

Legal bom, ilegal ruim

“Ele não é um restricionista”, disse Mark Krikorian, diretor-executivo do Center for Immigration Studies, que defende menos imigração. “Ele é apenas um republicano comum que acredita em ‘legal bom, ilegal ruim’.”

No entanto, embora os líderes empresariais argumentem que o afrouxamento das restrições à imigração altamente qualificada reforçaria a competitividade dos Estados Unidos no cenário global, Trump adotou a abordagem oposta durante seu primeiro mandato.

Embora ele tenha falado algumas vezes sobre seu desejo de fazer a transição para um sistema de imigração “baseado no mérito” na época, o projeto de lei que ele endossou para fazer isso em 2017 não teria expandido os green cards e não foi aprovado. Um ano depois, seu governo divulgou princípios gerais de reforma que abandonaram totalmente o conceito. Em vez disso, as autoridades de imigração de Trump tentaram discretamente restringir muitos vistos para estudantes e trabalhadores com formação acadêmica. As taxas de negação de pedidos de visto profissional aumentaram. Em 2020, as autoridades suspenderam brevemente os vistos baseados em empregadores.

Agora, muitas das mesmas pessoas que defenderam essa postura mais rígida – incluindo Stephen Miller, o novo vice-chefe de gabinete da Casa Branca para políticas – estão voltando ao poder.

Há muito tempo, as empresas de alta tecnologia pressionam por uma flexibilização do limite máximo de vistos H-1B, que permanece em 85 mil desde 2006. No ano fiscal de 2025, 470 mil pessoas se candidataram a essas vagas. Também é extremamente difícil converter esses vistos de três anos em green cards, especialmente para os indianos, dos quais cerca de um milhão estão aguardando aprovação.

A pesquisa sobre imigrantes altamente qualificados é muito clara: os inventores imigrantes superam seu peso em termos de inovação, em parte por elevar o desempenho de seus colaboradores nascidos nos EUA. As empresas que recebem suas petições H-1B contratam mais trabalhadores nascidos nos EUA, enquanto as restrições a esses vistos levam as empresas a se expandir para o exterior.

“A concorrência com a China exige que tenhamos os melhores talentos em tecnologia”, disse Vivek Chilukuri, membro sênior e diretor do programa de tecnologia e segurança nacional do Center for a New American Security. “O tamanho deles é sua vantagem estratégica, e a nossa é a imigração.”

Ainda assim, o apoio à expansão da imigração altamente qualificada foi prejudicado por exemplos amplamente divulgados de abuso por parte de empresas que usam trabalhadores H-1B para substituir seus funcionários americanos. Em seu primeiro mandato, Trump solicitou documentação adicional para quase um terço das solicitações de H-1B, tornando tudo mais lento, mesmo para as empresas que conseguiram obter os vistos.

Há um amplo consenso em Washington de que o sistema poderia funcionar melhor, mas o registro do Congresso está repleto de projetos de lei que não avançaram. Legisladores poderosos preferiram agrupar as reformas dos vistos de alta qualificação com mudanças na imigração baseada na família e na segurança das fronteiras, em um esforço para obter apoio amplo o suficiente para ser aprovado. Em vez disso, esses compromissos complexos caíram sob seu próprio peso.

Linda Moore, presidente e executiva-chefe da TechNet, associação do setor de tecnologia, espera que a exaustão possa, de fato, trabalhar a seu favor.

Com a falta de energia para uma solução abrangente, ela acredita que o foco de Trump na inteligência artificial e na manufatura dos EUA poderia ser direcionado para uma medida autônoma de imigração altamente qualificada, mesmo que a Casa Branca busque separadamente deportações em larga escala. A proposta é especialmente urgente para as empresas de semicondutores, cujos funcionários disseram que precisam desesperadamente de mais engenheiros especializados de lugares como Taiwan para manter seus enormes projetos de fábrica dentro do cronograma.

Competitividade

“O foco na competitividade global dos Estados Unidos e a garantia de que estamos liderando o mundo em tecnologia, esse tipo de abordagem que coloca os Estados Unidos em primeiro lugar, nós achamos que a imigração altamente qualificada é uma parte incrivelmente importante disso”, disse Moore.

No entanto, o Congresso e o novo governo têm uma longa lista de coisas para fazer: as indicações do gabinete de Trump, impostos, segurança nas fronteiras, tarifas, desregulamentação. Nos últimos anos, as propostas para fazer coisas relativamente pequenas – como estender o período de carência que os portadores de H-1B têm para encontrar outro emprego e permitir que as forças armadas dos EUA contratem mais trabalhadores nascidos no exterior – não avançaram.

Adam Kovacevich lidera a Chamber of Progress, uma coalizão de políticas do setor de tecnologia de esquerda. Ele observa a tendência de Trump de dizer o que os executivos ao seu redor querem ouvir. Nesse caso, eles têm se concentrado mais em liberar o setor do que consideram restrições onerosas.

“A imigração altamente qualificada está bem abaixo na lista”, disse Kovacevich. “Acho que a comunidade de tecnologia em geral adoraria ver a reforma do H-1B, mas acho que também há uma certa cautela porque o assunto foi discutido exaustivamente e nada aconteceu de fato.”

Enquanto isso, os empregadores estão pagando para agilizar seus pedidos e aconselhando seus funcionários internacionais a estarem nos Estados Unidos até a posse. As empresas estão se preparando para os atrasos e recusas que enfrentaram no primeiro mandato de Trump. Mas os comentários do presidente eleito também estão lhes dando esperança de que, mesmo que as regras permaneçam restritivas, pelo menos não serão ainda mais rígidas.

“Acho que, no que diz respeito à imigração altamente qualificada, há uma probabilidade maior de vermos mudanças menos draconianas”, disse Sam Adair, advogado de Austin, Texas, que dirige um escritório de advocacia voltado para a imigração. “Mas é uma incógnita.”

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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