O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto
Barroso, afirmou há poucos dias que “o Judiciário não tem participação
nem responsabilidade sobre a crise fiscal” do País. Essa foi a espantosa
resposta do ministro a um questionamento de jornalistas sobre os
salários dos magistrados, que não raro estão muito acima do teto que a
Constituição fixa para a remuneração dos servidores públicos. Além de se
tratar de incrível demonstração de alheamento à realidade do País, a
declaração ignora olimpicamente que o Judiciário, como qualquer parte da
estrutura do Estado, é financiado com o dinheiro dos impostos e que,
por isso, deve participar dos esforços para conter os gastos públicos.
É evidente para qualquer cidadão de boa-fé que o Judiciário pode não
ser tido como o principal responsável pelo desequilíbrio das contas
públicas. Mas ofende a inteligência negar o peso excessivo que esse
Poder representa para o contribuinte, sobretudo quando comparado ao
Judiciário de outras nações no mesmo patamar de desenvolvimento do
Brasil ou até mais avançadas.
Apenas em 2023, o Judiciário brasileiro custou quase R$ 133 bilhões, o
que representou 1,2% do PIB daquele ano, segundo o relatório Justiça em Números,
do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já a arrecadação correspondeu a
pouco mais da metade das despesas (52%) no mesmo período.
Um estudo do Tesouro Nacional mostrou que o Judiciário brasileiro
custa três vezes mais que a média dos países emergentes e está muito à
frente dos países desenvolvidos, que gastam apenas 0,3% do PIB com a
Justiça.
Por óbvio, não se espera que o Judiciário “dê lucro”, nem mesmo que
empate a sua balança de pagamentos, por assim dizer. Não é essa, afinal,
a métrica de avaliação da prestação jurisdicional. Mas é igualmente
indiscutível que, para onde quer se olhe no Judiciário – e em outras
carreiras jurídicas do Estado, como as do Ministério Público, por
exemplo –, pululam oportunidades de racionalização de custos que já
seriam obscenos ainda que o Judiciário brasileiro fosse, além do mais
caro, o mais eficiente do mundo – coisa que nem remotamente é.
Muitos sabem onde está o foco do problema, mas poucos ousam
enfrentá-lo. É preciso acabar com a farra dos pagamentos fora do teto
constitucional, com as tais “verbas indenizatórias”, penduricalhos que
engordam os vencimentos de Suas Excelências em muitos milhares de reais
além do que permite a Constituição de forma expressa.
Naquele mesmo ano de 2023, segundo um relatório da Transparência Brasil publicado pelo Estadão em
setembro deste ano, o Judiciário pagou aos seus juízes nada menos que
R$ 4,5 bilhões fora do teto constitucional, valor sobre o qual, é
fundamental frisar, não é recolhido um mísero centavo de Imposto de
Renda. O valor pode ser ainda bem maior, pois o relatório teve como base
a folha de pagamento de 18 dos 27 Tribunais de Justiça do País. Vale
dizer, não entrou no cálculo o que eventualmente pode ter sido pago fora
do teto aos magistrados da Justiça Federal, da Justiça Militar e de
tribunais superiores.
O ministro Barroso insiste no argumento segundo o qual é preciso
tornar a magistratura “atraente” para os profissionais do Direito com
uma boa remuneração, sob risco de haver uma evasão de juízes País afora
e, no limite, um colapso da Justiça. Em primeiro lugar, os servidores do
Judiciário já fazem parte da elite do funcionalismo público. Ademais,
não se tem notícia de juízes que tenham abandonado a carreira por
insatisfação salarial nessa proporção apocalíptica apresentada pelo
presidente do STF. Em segundo lugar, ninguém defende que juízes ganhem
mal nem menos do que ganham atualmente, o que seria absurdo, mas sim que
se cumpra o mandamento da Constituição. O mínimo que se pode esperar do
Judiciário, um Poder já muitíssimo abonado, é que deixe de engendrar
manobras para driblar o teto constitucional.
A declaração de Barroso vocaliza um sentimento que se espraia por
todo o Judiciário. Em última análise, são privilegiados defendendo seus
privilégios. A grande questão é o que a sociedade fará com essa
informação.
Partido moveu Arguição de Descumprimento de Direito Fundamental
contra inquérito, que está sob relatoria de Alexandre de Moraes e já
resultou em buscas e apreensões; Ato Institucional nº 5, de 1968, foi o
mais pesado golpe do regime militar às garantias Constitucionais e
direitos
A Rede Sustentabilidade moveu ação contra o inquérito que mira
supostas ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal. O partido
pede, em medida cautelar, que a portaria de instauração do procedimento
seja suspensa e, no mérito, que seja considerada inconstitucional. Para
os advogados da legenda, o inquérito visa ‘intimidar’ quem eventualmente
criticar a postura dos ministros da Corte. O partido compara o
inquérito ao Ato Institucional nº 5, de 1968, o mais pesado golpe do
regime militar (período de exceção) às garantias Constitucionais, que,
entre outras medidas, instaurou a censura, proibiu manifestações
políticas e fechou o Congresso.
AÇÃO
Nesta quinta, 21, o ministro Alexandre de Moraes, relator, determinou
medidas de busca e apreensão no âmbito da investigação. As ações foram
cumpridas pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 21, em
endereços de suspeitos em São Paulo e Alagoas. Na noite desta
quarta-feira, 20, Moraes designou dois delegados para trabalhar nas
investigações, um da Polícia Civil de São Paulo, da divisão de
inteligência da corporação que auxiliará nas investigações das redes, e
outro da PF especializado em repressão a crimes fazendários.
O inquérito é alvo de questionamento da procuradora-geral, Raquel
Dodge, que questiona a competência da Corte para abrir e conduzir a
investigação. A chefe do Ministério Público Federal quer saber quem são
os alvos da investigação que justificam sua condução no STF.O Estado
apurou que o inquérito não cita nomes, mas entre os alvos estão os
procuradores Deltan Dallagnol e Diogo Castor, além de auditores da
Receita Federal.
Para o advogado da Rede, Danilo Morais dos Santos, ‘a prevalecer o
objetivo por ele pretendido, a própria Suprema Corte estaria a editar,
em pelno regime democrático, mecanismo de auspícios análogos ao do
famigerado AI-5, dispondo de ferramental para intimidar livremente, como
juiz e parte a um só tempo, todo aquele que ousar questionar a
adequação moral dos atos de seus membros’. “Aliás, estes eminentes
julgadores não merecem escapar à censura da Opinião Pública, visto que
optaram livremente por se investir na condição de agentes públicos”.
“Ora, a malsinada Portaria GP nº 69, de 14 de março de 2019, ao
instituir investigação criminal ilegal e inconstitucional, sem fatos
específicos e contra pessoas indeterminadas, viola as garantias mais
básicas do Estado Democrático de Direito e coloca em risco, em
potencial, o direito de ir e vir de autoridades dos Três Poderes da
União”, sustenta.
De acordo com a Rede, na prática, ‘transforma o STF em órgão policial
de investigação criminal nacional, colocando uma “espada de Dâmocles”,
por tempo indeterminado, em cima de manifestações de cidadãos e
autoridades de todo o país’.
“Ora, a malsinada Portaria GP nº 69, de 14 de março de 2019, ao
instituir investigação criminal ilegal e inconstitucional, sem fatos
específicos e contra pessoas indeterminadas, viola as garantias mais
básicas do Estado Democrático de Direito e coloca em risco, em
potencial, o direito de ir e vir de autoridades dos Três Poderes da
União”, escreve.
O feedforward é um processo diferente de avaliação e reflexão de interações entre pessoas e times. Entenda os benefícios!
Foto de Christina @ wocintechchat.com na Unsplash
“Posso te dar um feedback?”
Para muita gente, só de ouvir essa frase dá um frio na barriga. Os
escudos já sobem, preparados para a bomba que provavelmente vem por aí.
De certa forma, as pessoas têm uma ansiedade normal e compreensível
em momentos de troca de informações e avaliações de performance com seus
líderes e pares. Se, por um lado, queremos saber a visão de outras
pessoas a respeito do nosso trabalho, por outro lado sempre há uma apreensão inerente ao momento de feedback.
Muitas vezes, uma única reunião anual de uma hora de feedback é o que define se seu ano inteiro foi bom ou ruim.
Por outro lado, pelo amor ou pela dor, as empresas têm sido cada vez
mais pressionadas a melhorar a experiência das pessoas colaboradoras no
ambiente de trabalho. Com a lupa voltada para o aspecto humano das
relações de trabalho, temas como transparência, quebra de hierarquia,
espaço seguro, acolhimento e empatia se juntam à produtividade,
performance e crescimento – das pessoas e do negócio.
Com isso, apesar de muitas empresas ainda
tratarem e aplicarem o feedback como um momento tenso, protocolar e
muitas vezes mais associado a críticas do que a elogios, novas técnicas e
iniciativas ganham força em ambientes mais contemporâneos e ágeis. Entre essas técnicas, está o feedforward.
Apesar de não ser algo super novo, o feedforward ainda é pouco
conhecido e aplicado nas empresas, em muito pelo medo de testar algo
novo, que reduz a hierarquia e ressignifica as relações de poder. Tanto
para líderes como para liderados, posso falar com tranquilidade: eu aprendi, aprimorei e aplico o feedforward já há alguns anos e, por
meio dele, tornei-me uma liderança melhor e muito mais conectada com as
pessoas e times que fazem parte do meu ambiente de trabalho.
Por esse motivo, quero “espalhar a palavra” e convencer mais pessoas
de que esse é um caminho muito mais saudável e produtivo para nutrir as
relações de trabalho. Vamos lá?
Por que o feedforward é MUITO MELHOR que o feedback?
O feedforward é um processo diferente de avaliação e reflexão de interações entre pessoas e times. Vejo nele 4 diferenças fundamentais
em relação aos feedbacks que dei e recebi em experiências anteriores e
que acho essenciais para estreitar a relação entre times remotos:
O feedforward é uma via de mão dupla (ou múltipla):
Em toda sessão de feedforward, todos têm a oportunidade de falar, pois é
um processo de análise de todas as perspectivas de uma mesma interação:
seja uma dupla ou um time inteiro. Não é só a liderança que analisa o
time: o time também analisa a liderança. Não há nenhuma superioridade
entre líder e liderado – são todos parte de um time. Inclusive, ele pode
ser feito entre líder e pessoa liderada (como um 1:1) e também entre
times (fixos ou temporários, de projetos) e entre pares do mesmo ou de
outro time. Eu mesma já fiz sessões de feedforward até com clientes após
um projeto ou análise de um ciclo de trabalho e até na minha vida
pessoal (risos). Onde há uma relação relevante a ser aprimorada, há
espaço para o feedforward.
O feedforward pensa no futuro: A crítica pela
crítica não vale nada pra ninguém – e, sinceramente, é muito mais fácil
criticar e apontar erros e culpados sem pensar em caminhos de solução. O
que tem valor real é a crítica que olha para como melhorar no futuro.
Além disso, até a forma de compartilhar e organizar a informação deixa
pra trás o tom frequentemente mais agressivo e privilegia o tom
propositivo. No feedforward, ao invés de apontar erros e falar o que não
gostamos, compartilhamos o que gostaríamos que fosse diferente. E, pra
cada “gostaria”,, há um “e se”, uma sugestão propositiva de melhoria. Os
melhores feedforwards são aqueles dos quais saímos com várias ações e
caminhos para fazer diferente no futuro.
O feedforward aproxima e conecta pessoas: Ao criar
um ambiente seguro para a troca de sentimentos e percepções, a
aproximação entre as pessoas é certa. O feedforward extrapola o ambiente
profissional e abre espaço para o compartilhamento de aspectos pessoais
que impactam (positiva ou negativamente) na vida profissional. É um
momento em que podemos expor nossas vulnerabilidades e, quanto mais nos
permitimos ser quem nós somos, mais as outras pessoas se encorajam a ser
quem são também. Tudo isso cria relações mais verdadeiras. Em todos os
feedforwards que já fiz, eu sempre saio melhor do que eu entro, mais
motivada e conectada com as pessoas que trabalham comigo.
O feedforward contribui para produtividade dos times: Esse
ritual, quando feito com frequência trimestral, por exemplo, não deixa
acumular questionamentos e incômodos como em feedbacks semestrais ou
anuais e também é um momento frequente de reconhecer as pequenas
vitórias e os pontos positivos de cada um. A cada sessão, não há ponto
sem nó: saímos com pontos acionáveis a serem trabalhados em conjunto
para serem revisitados na sessão seguinte, fazendo com que a discussão
seja propositiva e intencional. Com isso, a relação melhora a cada ciclo
e ele intensifica a transparência, a aproximação e a motivação do time.
O feedforward desenvolve a liderança: Como via de
mão dupla, a liderança também aprende no processo, escuta as percepções
do time sobre seu trabalho e sua atuação como líder e parte do time. É
um momento de resolver dúvidas (sem deixar acumular), de exercitar a
escuta ativa e de se abrir para a relação com as pessoas do seu time.
Na prática, como funciona o feedforward?
O objetivo do feedforward é refletir sobre você mesmo, sobre o time,
sobre a organização, sobre a outra pessoa e sobre a relação entre vocês.
O escopo de análise pode ser mais fechado (sobre um projeto ou um ponto
específico da relação) ou mais abrangente (pensando em todo o contexto
em que cada pessoa está envolvida).
Os participantes têm um primeiro momento individual (5 a 10 min, a
depender da frequência e da proximidade entre as pessoas) para escrever
suas reflexões (sobre a outra pessoa, sobre você, sobre a relação entre
vocês, sobre a empresa ou sobre um projeto ou time em caso de
feedforwards em grupo). O tempo é propositalmente curto para que o que é
mais latente venha à tona – isso dá foco ao que mais importa e reduz as
picuinhas.
Dica: para deixar o silêncio do momento da escrita menos
desconfortável, geralmente colocamos uma musiquinha enquanto estamos
escrevendo (deixa o processo mais leve).
Nessa reflexão, dividimos a análise em 3 ângulos: pontos que eu GOSTO
e valorizo (pontos positivos), pontos que GOSTARIA que fossem
diferentes (pontos de melhoria) e, para cada GOSTARIA, é necessário ter
um E SE como forma propositiva de pensar em pontos negativos com o viés
propositivo de olhar para melhorias no futuro. cada observação deve ser
colocada em 1 post-it. Vou dar um exemplo de 3 pontos que já
compartilhei em um feedforward com uma pessoa que estava saindo do
onboarding no time:
GOSTO: De como você constantemente embasa suas decisões com análises e dados.
GOSTARIA: Que você não esperasse até a última hora para falar quando algo vai dar errado, pois eu posso te ajudar com antecedência.
E SE: Deixarmos um 1:1 de 15 min semanal até o fim
do próximo trimestre para você me compartilhar as dúvidas e problemas
até você sentir mais segurança na função.
Em seguida, cada pessoa compartilha seus pontos para a outra pessoa
ou para o grupo. Ao longo do compartilhamento, é comum e produtivo abrir
espaço para adicionar pontos e comentários que vão surgindo ao ouvir a
outra pessoa comentar sobre o que foi compartilhado, principalmente
pontos de “E SE”, que trazem sugestões e caminhos para ampliar o que
está bom ou melhorar o que precisa ser melhorado.
Ao fim do processo, o ideal é convergir nos principais pontos
acionáveis para o próximo ciclo, como um plano de ação e desenvolvimento
que será trabalhado e retomado no fim do ciclo seguinte. Deixo também
sempre uma caixinha de insights e oportunidades mais amplos que podem
surgir ao longo da conversa e merecem ser destacados. Se feito com
frequência (ou seja, não tem muita coisa acumulada pra falar), todo o
ritual costuma demorar de 45 a 60 minutos.
Esse é um exercício que pode ser feito virtualmente (para times
remotos) ou presencialmente (para times que trabalham no mesmo local).
As imagens abaixo mostram o framework que eu utilizo em feedforwards
remotos (em ferramentas como MURAL ou MIRO) e também uma foto de um
feedforward presencial com post-its mesmo. Confesso que hoje prefiro
registrar sempre no framework no mural, mesmo que a conversa seja
presencial, pois facilita a documentação (vou salvando os arquivos por
data e pessoas envolvidas).
Arquivo pessoal Carolina Nucci
Arquivo pessoal Carolina Nucci
Por que o feedforward é ainda mais importante agora?
Estamos há mais de 3 anos nos familiarizando e tomando o trabalho
remoto ou híbrido como algo comum que faz parte do dia-a-dia das
empresas e das relações de negócios.
Por mais que haja um avanço das tecnologias e
dos meios de conexão em rede, os negócios e as organizações ainda são
feitos por pessoas. Com o aumento dos estímulos, dos canais e da
complexidade e volume de temas que precisamos endereçar no dia-a-dia, as
relações humanas vão ficando em segundo plano e sentimos cada vez mais a
perda do cuidado.
Uma consequência disso é o acúmulo de sentimentos (bons e ruins) que a
gente não bota pra fora junto com julgamentos sobre outras pessoas sem
saber o que está acontecendo do outro lado também. As trombadas de
corredor nem sempre estão mais lá. Só vemos as pessoas mais próximas algumas vezes por mês e o assunto principal quase sempre é trabalho.
POR QUE IMPORTA?
Ainda não aprendemos a trabalhar de forma distribuída. Vira e mexe, vem aquela mensagem no Whatsapp mal
interpretada, aquele áudio numa hora ruim, a pressão do momento, o
desalinhamento em reuniões. Tudo isso se intensifica com a distância e
pode gerar atritos, mal entendidos e outras falhas de comunicação. Da
mesma forma, os pontos positivos, os reconhecimentos e as vitórias podem
ter menos força ou ser deixados pra “quando der”.
Mas isso não é uma crítica ao trabalho remoto ou distribuído – pelo contrário. Mesmo
no presencial, esses problemas acontecem pelos mesmos motivos.
Procrastinar conversas profundas é fácil (principalmente as mais
difíceis) – mas não vale a pena.
Guardar sentimentos nem sempre faz bem e, ao não compartilhá-los com
quem precisa, perdemos a oportunidade de construir uma solução comum.
Seja no ambiente presencial ou remoto, precisamos aprender a melhorar o
que há de mais rico nas organizações: as conexões entre as pessoas que
dela fazem parte.
Nesse sentido, pra mim, o feedforward tem sido um grande aliado da
aproximação, da resolução de conflitos e dos reconhecimentos de cada
pessoa que esteve junto comigo durante esses anos cada vez mais
desafiadores. A cada feedforward, eu aprendo a ser uma líder e uma
pessoa melhor.
É preciso atenção para sempre reconhecer as coisas boas, humildade
para admitir os erros e coragem para encarar medos e incômodos de forma
propositiva. É preciso quebrar a inércia, mas vale a pena. Uma vez que
você começa, não pára mais.
É um ato de empatia. Com os outros e com você.
Que tal marcar seu primeiro feedforward com uma pessoa com quem você precisa conversar?
A importância do bom site da Valeon para o seu negócio
Moysés Peruhype Carlech
Antigamente, quando um cliente precisava de um serviço, buscava
contatos de empresas na Lista Telefônica, um catálogo que era entregue
anualmente ou comprado em bancas de jornais que listava os negócios por
áreas de atuação, ordem alfabética e região de atuação.
De certa forma, todos os concorrentes tinham as mesmas chances de
serem encontrados pelos clientes, mas existiam algumas estratégias para
que os nomes viessem listados primeiro, como criar nomes fantasia com as
primeiras letras do alfabeto.
As listas telefônicas ficaram no passado, e, na atualidade, quando um
cliente deseja procurar uma solução para sua demanda, dentre outros
recursos, ele pesquisa por informações na internet.
O site da Valeon é essencial para que sua empresa seja encontrada
pelos seus clientes e ter informações sobre a empresa e seus produtos 24
horas por dia. Criamos uma marca forte, persuasiva e, principalmente,
com identidade para ser reconhecida na internet.
Investimos nas redes sociais procurando interagir com o nosso público
através do Facebook, Google, Mozilla e Instagram. Dessa forma, os
motivos pelos quais as redes sociais ajudam a sua empresa são inúmeros
devido a possibilidade de interação constante e facilitado como o
público-alvo e também a garantia de posicionamento no segmento de
marketplaces do mercado, o que faz com que o nosso cliente sempre acha o
produto ou a empresa procurada.
A Plataforma Comercial site Marketplace da Startup Valeon está apta a
resolver os problemas e as dificuldades das empresas e dos consumidores
que andavam de há muito tempo tentando resolver, sem sucesso, e o
surgimento da Valeon possibilitou a solução desse problema de na região
do Vale do Aço não ter um Marketplace que Justamente por reunir uma
vasta gama de produtos de diferentes segmentos e o marketplace Valeon
atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao
lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não
conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa
vitrine virtual. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de
diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e
volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de
visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e
acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que
tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
CONTRATE A STARTUP VALEON PARA FAZER A DIVULGAÇÃO DA SUA EMPRESA NA INTERNET
Moysés Peruhype Carlech
Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver,
gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma
consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do
mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados
satisfatórios para o seu negócio.
Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.
Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?
Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada
para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui
profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem
potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto
resulta em mais vendas.
Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?
A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu
projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas
considerações importantes:
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis
nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas
por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em
mídia digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo
real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a
campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de
visualizações e de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com
publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as
marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes
segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de
público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos
consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro
contato por meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em
torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace
que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço,
agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta
diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa
e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores
como:
Segundo a Secretaria de Relações
Institucionais da Presidência da República, os valores foram
depositados, nesta sexta-feira, com prioridade para a execução rápida de
projetos locais. A decisão ocorre após meses de tensão entre o
Executivo, Legislativo e Judiciário.
Por Redação – de Brasília
O Palácio do Planalto liberou, nesta sexta-feira, o pagamento de R$
1,761 bilhão para atender à pressão do Congresso e liberar as emendas
parlamentares, sob risco de perder matérias essenciais à economia do país.
A medida atende às “demandas urgentes” de parlamentares, segundo nota
do Senado, e garante o avanço de pautas estratégicas do governo no
Legislativo, como a reforma tributária e o pacote de corte de gastos.
Com a liberação das emendas parlamentares, a Câmara tende a apressar a votação das matérias
A liberação das emendas, conforme publicado no Diário Oficlal da
União (D.O.U) desta sexta-feira, inclui R$ 228,6 milhões em emendas
individuais (RP6); R$ 300,4 milhões em emendas de bancada estadual
(RP7); R$ 1,232 bilhão em transferências especiais, aquelas conhecidas
como ‘emendas PIX’, que caem diretamente na conta das prefeituras e instituições beneficiadas, de imediato.
Segundo a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da
República, os valores foram depositados, nesta sexta-feira, com
prioridade para a execução rápida de projetos locais. A decisão ocorre
após meses de tensão entre o Executivo, Legislativo e Judiciário.
Decisão
Em agosto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF),
suspendeu a liberação de emendas impositivas sob a justificativa de
falta de transparência nos repasses. Apesar de parcialmente liberadas em
2 de dezembro, as restrições impostas por Dino inviabilizaram a
execução da maioria dessas verbas, ampliando o mal-estar entre os
poderes.
Na última terça-feira, o governo publicou uma portaria que estabelece
regras para a liberação das emendas. Além disso, a Advocacia-Geral da
União (AGU) emitiu um “Parecer de Força Executória”, fundamentado na
decisão de Dino, para garantir a legalidade dos pagamentos. A
movimentação foi interpretada, no STF, como uma manobra para contornar
as limitações judiciais e atender às demandas de deputados e senadores.
Confiante
Após os pagamentos, no entanto, o governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) diz estar confiante de que as matérias em curso,
principalmente o pacote fiscal, serão aprovadas na próxima semana, tanto
na Câmara quanto no Senado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no
entanto, preocupa-se quanto ao possível enfraquecimento das medidas
durante a votação, especialmente na Câmara, onde podem sofrer alterações
que reduzam o impacto esperado em R$ 70 bilhões para os próximos dois
anos.
Entre os pontos que têm apresentado maior resistência junto ao
Parlamento estão as mudanças nas regras de benefícios sociais, como o
Abono Salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O PT,
partido da centro-esquerda no governo, resiste às alterações propostas
pela própria equipe econômica, o que tem gerado desconfiança entre as
legendas do chamado ‘Centrão’, que reúne desde a centro-direita à
extrema direita.
Um líder da direita disse a jornalistas, nesta manhã, que “o partido
do presidente Lula não quer mudanças propostas pelo próprio governo. Se
os petistas não querem as alterações, não faz sentido a gente bancar o
papel dos maldosos dentro do Congresso”.
Investidores
Apesar disso, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE),
acredita que os três relatores responsáveis pelas matérias estão
alinhados e vão garantir que as mudanças não enfraqueçam o pacote. São
eles: Isnaldo Bulhões (MDB-AL), relator da proposta que limita o
crescimento real do salário mínimo a 2,5% ao ano; Átila Lira (PP-AL),
relator da proposta que trava as desonerações tributárias em caso de
déficit; e Moses Rodrigues (UB-CE), relator da PEC que altera as regras
do abono salarial e do BPC.
As equipes técnicas têm, agora, pouco tempo para se reunir com os
relatores e negociar os detalhes do pacote fiscal. Caso as propostas não
sejam aprovadas, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario
Durigan, não descarta a possibilidade de editar uma Medida Provisória
(MP), que tem efeito imediato e ganha alguns meses de prazo até voltar à
pauta do Congresso.
Analistas do mercado financeiro têm sinalizado, todavia, que as
medidas podem não ser suficientes para atingir a meta fiscal de déficit
primário zero no próximo ano. Se o Congresso desidratar as propostas, o
cenário fica ainda mais complicado, ao afetar negativamente a confiança
dos investidores e aumentar a pressão sobre o Banco Central (BC) para
elevar a taxa oficial de juros.
História de Simone Iglesias, Giovanna Bellotti Azevedo e Leda Alvim – Bloomberg
(Bloomberg) — A cirurgia de emergência do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva no começo desta semana levou o país a se deparar com uma
questão até então secundária, mas que passa rápida e forçadamente ao
primeiro plano: o líder de 79 anos está apto para a tarefa de liderar a
maior economia da América Latina?
Os médicos de Lula disseram que ele está se recuperando e deve
retornar à Brasília no início da semana que vem, ao mesmo tempo que
minimizam a gravidade dos procedimentos decorrentes de uma queda
acidental no banheiro do Palácio da Alvorada há quase dois meses.
Lula já vinha enfrentando uma série de desafios no seu terceiro
mandato, como a aceleração da inflação, o aumento progressivo da taxa
básica de juros e as possíveis dificudade ecônomicas e políticas com o
retorno de Donald Trump à Casa Branca no começo de 2025.
Os desafios enfrentados pela sua administração se intensificaram
durante sua hospitalização, quando o Banco Central elevou a Selic para
12,25%, indicando mais duas altas de mesma magnitude até março.
Isso deixou o país ponderando sobre o seu futuro, enquanto a sua
idade e sua saúde, sob escrutínio público, se tornam partes importantes
da discussão política e a atenção se volta para a próxima eleição
presidencial em menos de dois anos. Aqui estão três possíveis cenários:
Lula busca quarto mandato
Lula está longe de encerrar sua vida pública e tem planos de buscar a
reeleição em 2026, de acordo com pessoas próximas ao presidente que
pediram anonimato. Nem a idade e nem os problemas de saúde abalaram sua
convicção de que está apto a liderar o país, depois que superou
problemas que considera maiores do que os atuais, como a extrema
pobreza, o câncer e a prisão.
A possibilidade de Lula ser candidato em 2026 fez o dolár avançar na
quinta-feira, intensificando um sell-off que está alimentando a
inflação. A moeda atingiu máximas históricas depois que o plano fiscal
anunciado recentemente pelo governo não conseguiu acalmar os temores
sobre os gastos públicos e o tamanho do déficit.
O medo é que Lula concentre ainda mais o poder de decisão, mesmo com
as preocupações ainda aumentando: o real pode atingir o patamar entre R$
6,7-7 se a política fiscal, em vez da política monetária, começar a
impactar as expectativas de inflação, alertou a estrategista do Morgan
Stanley, Ioana Zamfir, esta semana.
“Enquanto o governo não tiver o entendimento de que a questão é
fiscal, sem dúvida nenhuma a economia vai sentir, seja via inflação ou
via desaceleração por conta de juros muito altos e queda de confiança”,
disse Solange Srour, chefe de macroeconomia do Brasil na UBS Global
Wealth Management.
Lula está considerando uma reforma ministerial nas próximas semanas
na esperança de melhorar as relações de seu governo com o Congresso e
sua estratégia sofrível de comunicação, de acordo com seis das pessoas a
par do assunto.
Talvez não haja muito o que ele possa fazer para reconquistar a
confiança de investidores que estão cada vez mais céticos sobre sua
abordagem fiscal. E, por enquanto, ele pode não ter muito incentivo para
tentar: Lula lidera sob todos os seus potenciais adversários em 2026,
de acordo com uma pesquisa da Quaest publicada esta semana. A economia,
ao mesmo tempo, continua superando as expectativas, o que significa que
os efeitos colaterais dos gastos de Lula podem levá-lo a dobrar a sua
aposta.
Mas esta receita agora carrega um risco substancial. A combinação de
gastos e a alta do dólar estão elevando os preços, enquanto o aumento
das taxas de juros deve impactar o crescimento. Os oponentes de direita
já estão se sentindo encorajados pela vitória de Trump e podem
aproveitar qualquer declínio na popularidade para reforçar suas
esperanças de retornar ao poder em dois anos.
Lula não completa o mandato
Outro cenário, improvável porém imprevisível, é que Lula não complete
o mandato por motivos de saúde, e o vice-presidente Geraldo Alckmin
assuma o cargo.
O ex governador de São Paulo é um político experiente do espectro
centrista do país e é mais provável que ele tome medidas mais agressivas
para melhorar a situação fiscal.
Os brasileiros estão habituados com vice-presidentes assumindo o
poder: Michel Temer assumiu a presidência após o impeachment de Dilma
Rousseff em 2016 e, embora se tenha revelado impopular entre os
brasileiros, conquistou os investidores depois de implementar as
reformas trabalhistas e fiscais que eles há muito tempo buscavam.
‘Biden 2.0’
Lula já enfrentava um problema iminente antes mesmo de entrar no
centro cirúrgico: uma pequena maioria não quer que ele concorra em 2026,
quando completará 81 anos, mostrou a pesquisa Quaest.
Isto evoca as eleições nos EUA, quando Joe Biden insistiu em
concorrer até que um desempenho ruim no debate contra Trump levou os
democratas a forçá-lo a sair.
O Brasil pode estar caminhando para “um cenário Biden 2.0”, no qual
Lula não se afasta a menos e até que se torne “um risco eleitoral”,
disse Christopher Garman, diretor executivo para as Américas do Eurasia
Group.
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é considerado a escolha mais
provável para o substituir nesse cenário, e a pesquisa da Quaest sugere
que ele se encontraria numa posição de força.
Pessoas familiarizadas com o pensamento de Lula, no entanto, dizem
que ele ainda não está disposto a passar o bastão e não decidiu por
Haddad se o fizer. Provavelmente isso não mudará até muito mais perto
das eleições, se a história servir de guia. Em 2018, Lula se recusou a
decidir quem seria seu herdeiro eleitoral até que ficou claro que ele
não seria elegível para concorrer nas eleições daquele ano pela
condenação por corrupção.
Haddad é uma das vozes fiscais mais agressivas dentro do PT e recebeu
aplausos pelos seus primeiros esforços para fazer um ajuste fiscal. Mas
sofreu um golpe com a reacão ao pacote de austeridade e também perdeu
cada uma das suas duas últimas eleições: a corrida presidencial de 2018 e
a disputa ao governo de São Paulo em 2022.
“Haddad tem sido a voz da razão”, disse Greg Lesko, diretor
administrativo da Deltec Asset Management LLC em Nova York. “Mas acho
que o mercado não quer mais saber do Partido dos Trabalhadores.”
História de JOÃO GABRIEL E ADRIANA FERNANDES – Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Congresso Nacional resiste a endurecer
as medidas de corte de gastos propostas pelo governo, na contramão da
expectativa inicial de agentes do mercado financeiro de que os
parlamentares iriam incluir medidas mais fortes ao pacote de ajuste
fiscal de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As negociações dos últimos
dias no Legislativo apontam para um afrouxamento do impacto fiscal da
PEC (Proposta de Emenda à Constituição).
O relator da PEC, Moses Rodrigues (União Brasil-CE), afirmou à Folha
que irá elaborar um texto de consenso. “Estamos ouvindo e discutindo com
parlamentares, sociedade civil organizada, membros de todas as
carreiras incluídas na PEC. Nós vamos construir com diálogo e não temos
intenção de endurecer, de maneira alguma, a proposta original”, disse.
Por outro lado, um grupo de parlamentares, insatisfeitos com as
medidas fiscais do governo, defendem que o Congresso deveria tomar à
frente na iniciativa, por meio de medidas de reforma nos gastos
obrigatórios previstas numa PEC alternativa, elaborada por consultores
do Congresso e defendida pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo.
Essa ala é minoritária, já que os deputados temem apoiar propostas de
maior austeridade fiscal por receio de impacto negativo nas suas
imagens.
Os trabalhos legislativos acabam no próximo dia 22, e o governo corre
contra o tempo para tentar aprovar o pacote, sem deixá-lo desidratar.
Dentre pontos do pacote que devem sofrer mudança, segundo
parlamentares ouvidos pela reportagem sob reserva, estão a destinação de
verbas do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), a proibição de
deduções não previstas em lei no BPC (Benefício de Prestação Continuada)
e o corte nos supersalários do Judiciário.
Diante da escalada do dólar e dos juros futuros, críticos da PEC do
ministro Fernando Haddad (Fazenda) defendem medidas como o aperto nas
vinculações de saúde e educação e regras mais duras de acesso a
benefícios, como o seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença.
Mas, de acordo com pessoas ouvidas pela Folha que negociam o pacote
no Congresso, a chance de que o texto aprovado seja mais duro do que o
enviado é praticamente zero.
Negociadores do governo buscam barrar o impacto fiscal de um
afrouxamento das alterações propostas nas regras de acesso do BPC
(Benefício de Prestação Continuada), concedido a idosos e deficientes de
baixa renda e até mesmo no abono salarial. Mas ajustes já são dados
como certo.
O Executivo também já admite que o corte nos supersalários do
Judiciário pode ser flexibilizado, uma vez que o dispositivo é alvo de
forte lobby dos magistrados, como mostrou a Folha.
Um integrante da equipe do presidente Lula, que participou da
elaboração do pacote fiscal, disse à reportagem que era equivocada a
narrativa de especialistas do mercado e de parcela da imprensa de que as
medidas não tinham impacto e que o Congresso iria apertar as medidas.
O auxiliar de Lula ressalta que a articulação do governo pretende mostrar que o pacote não é tímido e terá impacto fiscal.
Entre as medidas já apresentadas pelo governo, o projeto de lei e o
projeto de lei ordinária, que tratam de mudanças no salário mínimo e do
pente-fino do BPC, dentre outros temas, já tiveram sua urgência aprovada
e podem ir ao plenário da Câmara, mas a PEC ainda não começou a andar.
A expectativa de alguns parlamentares é que isso comece a acontecer na próxima segunda-feira (16).
Os três textos teriam que ser votados até o fim da próxima semana, e deputados divergem sobre se haverá tempo hábil para isso.
O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), um dos signatários da PEC
alternativa, chegou a ser cotado para relatar uma das propostas do
governo e se reuniu com outras lideranças para debater o tema.
Houve um encontro, por exemplo, com o secretário-executivo a Fazenda,
Dario Durigan. Durante a reunião, porém, houve discussão entre
deputados e o secretário, quando Durigan afirmou que o governo de Jair
Bolsonaro (PL) protagonizou um calote no pagamento de precatórios, o que
hoje pesa nas contas do governo Lula.
Joaquim Passarinho (PL-PA), que era da base do governo Bolsonaro,
reagiu em defesa da medida, que à época foi validada pelo Congresso.
O receio de que Pedro Paulo pudesse adotar medidas muito rígidas caso
fosse relator da PEC do corte de gastos e alongasse a apresentação do
relatório fez com ele fosse descartado para o posto, segundo um
parlamentar envolvido nas negociações.
Lideranças partidárias e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiram pelo nome de Rodrigues.
O ajuste fiscal pode ser o último ato de Lira como presidente da
Câmara, enquanto o deputado pleiteia espaço na Esplanada dos Ministérios
de Lula.
Já o provável novo líder da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não se posicionou publicamente sobre o tema até aqui.
Alguns parlamentares ainda tentam emplacar medidas mais rígidas de
corte de gastos. Eles afirmam que, com o fim da presidência de Lira na
Câmara, no ano que vem, pode ser que o cenário se torne mais favorável
para o andamento dessas restrições.
“O objetivo do Parlamento, no chão de fábrica do Congresso, você tem
essa compreensão de que o ajuste é insuficiente. Quero ter esperança,
com uma nova arrumação de forças na Câmara, nos próximos três meses, a
gente consiga fazer esse reposicionamento do papel do Legislativo na
formulação de projetos para o Brasil, em especial na econômica e na área
fiscal”, afirmou Pedro Paulo.
O deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) reclama que o governo não
dialogou com os parlamentares, nem com os setores, para elaborar seu
pacote fiscal.
“Na hora que o Executivo chamar o Legislativo para essa construção,
não tenho dúvida que o Parlamento vai participar. Agora, engolir, a
toque de caixa, numa véspera de final de ano, de recesso parlamentar, um
pacote pronto, que mais desagrada do que agrada, fica difícil”, afirma.
A Polícia Federal prendeu, na manhã deste sábado, 14, o general da
reserva Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a
vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL). Ele foi detido em Copacabana, no
Rio de Janeiro, em uma operação que contou com o apoio do Exército.
Braga Netto será entregue ao Comando Militar do Leste, onde ficará sob
custódia das Forças Armadas. O mandado de prisão preventiva por
obstrução da Justiça foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A prisão ocorreu no contexto de uma operação que investiga suspeitos
de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado para impedir a posse
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo
Alckmin após as eleições de 2022. Além do mandado de prisão, a operação
cumpre dois mandados de busca e apreensão, além de uma medida cautelar
diversa da prisão, contra indivíduos acusados de dificultar a produção
de provas durante a instrução processual penal. Os mandados estão sendo
cumpridos no Rio de Janeiro e em Brasília, com o apoio do Exército.
Braga Netto é apontado pela Polícia Federal como uma figura central
na tentativa de golpe. Segundo o relatório do inquérito, as chamadas
“medidas coercitivas” previstas no plano Punhal Verde e Amarelo, que
incluíam o planejamento operacional para ações de Forças Especiais,
foram elaboradas para serem apresentadas ao general. Entre outras ações,
o plano previa o assassinato de Lula e Alckmin, além da prisão do
ministro Alexandre de Moraes, do STF
“Os elementos probatórios obtidos ao longo da investigação evidenciam
a sua participação concreta nos atos relacionados à tentativa de golpe
de Estado e da abolição do estado democrático de direito, inclusive na
tentativa de embaraçamento e obstrução do presente procedimento”, diz a
PF.
O general da reserva é um dos personagens mais mencionados no
relatório de 884 páginas da Operação Contragolpe, sendo citado 98 vezes.
A operação resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e
de outros 36 acusados por três crimes: tentativa de abolição do estado
democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Segundo o relatório, as “ações operacionais para o cumprimento de
medidas coercitivas foram planejadas em reuniões que ocorreram na cidade
de Brasília, nos meses de novembro e dezembro de 2022”. Ainda segundo
os federais, em reunião do dia 8 de novembro, pouco depois do segundo
turno da eleição presidencial, os militares investigados ajustaram a
elaboração do plano que seria exibido a Braga Netto
A defesa de Braga Netto, no entanto, afirma que ele “não tomou
conhecimento de qualquer documento relacionado a um suposto golpe, nem
do planejamento de assassinato de alguém”. Em relação à prisão de hoje,
ainda não houve manifestação oficial.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Os principais veículos de
comunicação da Argentina repercutiram a notícia de que Gaston Fernando
Burlon, ex-secretário de turismo de Bariloche, foi baleado ao entrar por
engano em uma comunidade no Rio de Janeiro. Estado de saúde é
considerado muito grave.
Assunto esteve na página principal dos maiores jornais do país. “De
férias no Brasil, o GPS o enviou a uma favela: está grave”, informa a
manchete do Clarín. Um amigo próximo a Burlon informou ao jornal que
“ele está muito grave”.
“Terror no Brasil”, escreveu o La Voz. O jornal também afirma que a
área onde o homem foi baleado é “conhecida por ser controlada por uma
das maiores organizações criminosas no Brasil”.
La Nacion também destacou o fato na capa de sua edição impressa. O
jornal informou que o GPS conduziu o ex-secretário e sua família para a
favela do Morro dos Prazeres, que é “dominada pelo Comando Vermelho, a
poderosa organização criminosa de origem carioca”.
A matéria do La Nacion afirma que o Morro dos Prazeres é considerado
pacificado, “mas ainda conta com forte presença de traficantes de drogas
que fazem daquela área um local perigoso.” Jornal relembra um caso de
2017, onde a argentina Natalia Cappetti, de 42 anos, também entrou por
engano na mesma favela, foi baleada e morreu após várias semanas de
internação.
As principais redes de TV do país também repercutiram o caso. “Um
argentino muito grave após ser baleado no Rio de Janeiro”, informou a
Telefe em um informe urgente.
Gaston Fernando Burlon, 51, foi atingido nesta quinta-feira (12) com
pelo menos dois tiros, sendo um na cabeça e outro no tórax. O
ex-secretário foi internado no Hospital Municipal Souza Aguiar e seu
estado de saúde é considerado “gravíssimo”, segundo informou ao UOL a
Secretaria Municipal de Saúde do Rio.
Burlon entrou por engano em uma favela no Morro dos Prazeres. Ele
estava em um carro acompanhado da família, a caminho do Cristo Redentor,
quando o GPS o teria direcionado para uma área dominada por traficantes
do Comando Vermelho. Não foi informado se os familiares foram feridos.
Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Conforme a
PMERJ, Burlon “foi surpreendido por disparos efetuados por criminosos
armados ao entrar por engano em uma das localidades do Rio Comprido”. A
polícia disse ter reforçado a segurança na região.
O argentino recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros. Em
seguida, ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde
recebe atendimento.
Perícia foi feita no local, mas até o momento ninguém foi preso. Em
nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso é
acompanhado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo, que já ouviu
familiares da vítima. “Diligências estão em andamento para apurar a
autoria do disparo e esclarecer todos os fatos”, informou a corporação.
Felipe Titto e Gkay lançam marca de refrigerante com sabor diferenciado
São Paulo, dezembro de 2024 – O Original Ginger, refrigerante de
gengibre, 100% nacional, elaborado com extratos naturais e receita
desenvolvida para agradar a consumidores de diferentes perfis, chega ao
mercado brasileiro com a proposta de trazer uma bebida versátil que pode
ser apreciada naturalmente ou na preparação de drinks.
A ideia do produto surgiu pelas mãos do empresário e empreendedor
Felipe Titto que se apaixonou pelo refrigerante Ginger Ale, à base de
gengibre, quando morava nos Estados Unidos, e viu no Brasil uma
oportunidade promissora de negócio. Convidou então o empresário Fabiano
Zettel, proprietário da Moriah Asset, e a humorista e influenciadora
digital Gessica Kayane, conhecida como Gkay, como seus sócios nessa nova
empreitada. Titto é conhecido no mercado pela sua ousadia nos negócios e
espírito empreendedor, atualmente está à frente de oito empresas, sendo
sócio de marcas como Cabana Home, Berrys, American Factory, Blub, Smoov
entre outras.
“Quando pensei no projeto do Original Ginger logo imaginei a Gkay
como minha parceira, temos sinergia para fazermos essa marca voar.
Nossas expertises em negócios e entretenimento podem criar um combo
bastante interessante.”, explica Titto. Com mais de 26 milhões de
seguidores somados, a dupla planeja utilizar suas próprias plataformas
para promover a marca, além das redes sociais.
O Original Ginger vai surpreender pelo sabor e refrescância, o
desenvolvimento teve como inspiração o Dry Ginger Ale, um produto leve,
que carrega um aroma que lembra bem as notas terrais do gengibre. A
receita do Original Ginger foi desenvolvida primando pelos aromas e
extratos naturais extraídos das notas do gingerol.
A ideia foi realçar o aroma do gengibre, mas sem acentuar a picância
do sabor da raiz em seu estado puro, sendo assim o Gingerale é uma
bebida refrescante ao paladar, que harmoniza com diversas experiências
gustativas, perfeita para acompanhar diferentes culinárias, além de
compor diferentes drinks, uma verdadeira experiência de sabor!
“Desde quando voltei dos Estados Unidos, carregava o sabor do Ginger
Ale e faz muito tempo que tenho planos de lançar uma bebida semelhante
no Brasil, já que apreciamos sabores exóticos. Pesquisei mais de 13
formulações, e só na última cheguei ao sabor que esperava, e assim
nasceu o Original Ginger, um refrigerante com a cara do Brasil.”,
explica Felipe Titto, fundador do Original Ginger.
O Original Ginger é fabricado no Brasil, a princípio em duas versões a
normal e zero açúcar (sete calorias), ambas sem glúten, envasadas em
latas recicláveis de 220ml, seguindo o slogan “Somos apaixonados,
emocionados, mas não exagerados”, e preço sugerido. A ideia da embalagem
de 220ml vem ao encontro da ideia de uma bebida na medida certa! Afinal
alguns dizem que quanto mais melhor, outros que menos é mais, mas o
Original Ginger é fiel a ideia de que tudo deve ser aproveitado na
medida certa.
O projeto tem à frente também quatro parceiros do empresário Caio
Luis, Fred Marcondes e Caio Sanches, todos responsáveis pelo conceito,
comunicação visual e embalagem, todos trabalham na Titanium agência de
comunicação de Titto. Já Stefano Bittar, o quarto parceiro, é
responsável pela formulação e produção da bebida.
“Acreditamos que o Original Ginger será um divisor de águas dentro do
segmento de refrigerantes. Conseguimos agregar em um só produto, sabor,
qualidade e uma verdadeira explosão de sabores, harmoniza muito bem com
diversos segmentos da gastronomia e bebidas. Queremos que seja uma
bebida para ser curtida em diferentes ocasiões, em família ou com
amigos.”, explica Marcondes.
O Original Ginger, em breve, estará à venda em todo Brasil, já estão
em negociação com grandes redes de varejo em todo território nacional, e
planos de expandir também para o exterior. Atualmente a marca pode ser
encontrada nas lojas @doog_original espalhadas nos principais aeroportos
do Brasil, além do site da marca (www.originalgingerale.com).
Composição versões Original Ginger (220ml):
NORMAL: Água gaseificada, Açúcar, Extrato de Gengibre, Acidulante:
Ácido Cítrico, Ácido Cítrico, Aromatizante, Regulador de Acidez: Citrato
Trissódico, Antioxidante: Ácido Ascórbico, Conservador: Benzoato de
Sódio, Corante: Caramelo IV. Não Fermentado. Não Alcoólico.
ZERO: Água gaseificada, Extrato de Gengibre, Acidulante: Ácido
Cítrico, Ácido Cítrico, Aromatizante, Regulador de Acidez: Citrato
Trissódico, Antioxidante: Ácido Ascórbico, Conservador: Benzoato de
Sódio, Edulcorante Artificial: Sucralose (15,5 mg/100 ml, Corante:
Caramelo IV*. *Fornece quantidades não significativas de açúcares. Não
Fermentado. Não Alcoólico.
Por Stela Kos, Director Latin America Mobility da TÜV Rheinland
No final de 2022, a União Europeia estabeleceu o acordo “Fit For 55”,
com o objetivo de encerrar as vendas de carros novos emissores de CO2
na Europa até 2035. O anúncio fez com que várias montadoras globais se
comprometessem com eletrificação de suas frotas – apontando um futuro
promissor para as novas tecnologias.
O problema é que, mais de um ano depois, o ritmo de adoção de
veículos elétricos pelos consumidores não caminha como o esperado em
nível global, e no Brasil – embora os números de eletrificados
impressionem – a parcela de elétricos não chega a 25%.
Somando-se a isso, as políticas ambientais e os compromissos firmados
por várias nações, incluindo o Brasil, para reduzir as emissões de
carbono estão pressionando o mercado automobilístico a encontrar
soluções mais sustentáveis.
No entanto, a transição para veículos totalmente elétricos enfrenta
barreiras significativas no país, como a falta de infraestrutura de
recarga e a volatilidade nos preços dos combustíveis fósseis, que ainda
influenciam as decisões dos consumidores.
Volume de emplacamentos em 2024
Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), de
janeiro a julho deste ano, foram emplacados 94.616 veículos leves
eletrificados, que inclui elétricos e híbridos, ultrapassando número de
93.927 – volume de vendas registrado durante todo ano de 2023.
Conforme a ABVE, foram emplacados, neste ano, 301 modelos diferentes
de veículos nos primeiros sete meses, sendo que, no ano passado inteiro,
foram 248 modelos. A participação dos eletrificados no mercado de novos
está em 7%. Até julho, contabilizou-se 315.047 veículos elétricos e
híbridos leves em circulação no país.
Desse total, 152.493 (cerca de 51,5%) são veículos plug-in, com
recarga externa que abarcam tanto os movidos 100% a bateria (BEV) como
os híbridos plug-in (PHEV). Os demais 48,5% são os híbridos sem recarga
externa: HEV flex, HEV a gasolina e MHEV.
Em julho, o mercado brasileiro emplacou 6.659 de híbridos plug-in,
que também é movido por combustível, o que representa 43,5% do total de
eletrificados. Eles lideraram, assim, as vendas deste mês, o que
significa um aumento de 32% sobre junho e 156% quando comparado a julho
de 2023.
Esta tendência é também observada nos mercados da Europa e Estados
Unidos, onde consumidores têm dado preferência a veículos híbridos em
detrimento dos totalmente elétricos – por conta da lentidão no
desenvolvimento da infraestrutura apropriada, a diminuição de incentivos
fiscais e queda no preço do petróleo que levaram à mudança de
expectativas em relação aos veículos elétricos.
Algumas dessas questões também impactam o consumidor brasileiro. O
problema da falta de infraestrutura é o principal deles. Em segundo, a
rápida mudança da tecnologia, com o aumento da autonomia dos veículos, e
a guerra de preços das montadoras que estão chegando no Brasil, que
fatalmente leva o usado a uma desvalorização, têm levado o brasileiro em
direção aos híbridos.
Aliás, a “alta temperatura” do mercado brasileiro de eletrificados
junto ao fim do incentivo fiscal fez com que montadoras chinesas
criassem um estoque local de mais de 80 mil unidades, segundo a Anfavea –
o que poderá intensificar a guerra de preços nos próximos meses.
Mas afinal, o futuro é elétrico?
Não há dúvidas, entre especialistas do setor, que o futuro é elétrico
– o problema é quando isso vai acontecer. Nos Estados Unidos, por
exemplo, a diminuição da pressão do governo ajudou as montadoras a
colocarem o pé no freio, ao menos por enquanto.
Aqui no Brasil, a falta de infraestrutura ainda é o “calcanhar de
Aquiles” do setor. Hoje, o país conta com 4.600 postos em território
nacional – o problema é que boa parte ainda está concentrada em capitais
e áreas urbanas, no Sul e no Sudeste do país, de acordo com a ABVE. A
associação estima que o país deve alcançar os 10 mil eletropostos nos
próximos dois anos.
A trajetória do mercado de veículos elétricos no Brasil e no mundo
apresenta desafios significativos, mas também oportunidades promissoras.
Com o avanço contínuo da tecnologia e o aumento gradual da
infraestrutura de recarga, espera-se que a adoção de veículos elétricos
cresça de forma consistente. No entanto, a transição completa para uma
mobilidade sustentável dependerá não apenas de inovações tecnológicas,
mas também de políticas governamentais eficazes e do compromisso das
montadoras em fornecer opções acessíveis aos consumidores.
Enquanto isso, os híbridos continuam a ser uma escolha pragmática
para muitos, funcionando como uma ponte importante para um futuro mais
verde. A questão não é mais se o futuro será elétrico, mas quando e como
ele se concretizará no Brasil e em outras partes do mundo. Com uma
abordagem colaborativa entre governo, indústria e consumidores, a visão
de um transporte totalmente elétrico está cada vez mais próxima de se
tornar realidade, ainda mais quando avaliamos os efeitos climáticos
severos no verão europeu e no Brasil que parece estar vivendo a mesma
estação do hemisfério norte só que em pleno inverno.
A mobilidade com novas tecnologias é uma realidade e como ocorreu nos
veículos a combustão o consumidor precisa estar atento à segurança e a
qualidade dos veículos elétricos, híbridos, baterias e sistemas de
carga.
Sobre a TÜV Rheinland
A TÜV Rheinland é sinônimo de segurança e qualidade em praticamente
todas as áreas dos negócios e da vida. A empresa opera há mais de 150
anos e está entre os principais fornecedores de serviços de testes,
inspeções e certificações do mundo. Possui mais de 22 mil funcionários
em mais de 50 países e tem um faturamento anual de mais de 2,4 bilhões
de euros. Os especialistas altamente qualificados da TÜV Rheinland
testam sistemas técnicos e produtos em todo o mundo, apoiam inovações em
tecnologia e negócios, treinam pessoas em diversas profissões e
certificam sistemas de gestão de acordo com padrões internacionais. Ao
fazer isso de forma independente, promovem a confiança nos produtos e
processos em cadeias globais de valor agregado e no fluxo de
commodities. Desde 2006, a TÜV Rheinland é membro do Pacto Global das
Nações Unidas para promover a sustentabilidade e combater a
corrupção. www.tuv.com