sábado, 14 de dezembro de 2024

PF PRENDE O GENERAL BRAGA NETTO CANDIDATO A VICE-PRESIDENTE NA CHAPA DO BOLSONARO

 

História de IstoÉ News

A Polícia Federal prendeu, na manhã deste sábado, 14, o general da reserva Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL). Ele foi detido em Copacabana, no Rio de Janeiro, em uma operação que contou com o apoio do Exército. Braga Netto será entregue ao Comando Militar do Leste, onde ficará sob custódia das Forças Armadas. O mandado de prisão preventiva por obstrução da Justiça foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão ocorreu no contexto de uma operação que investiga suspeitos de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin após as eleições de 2022. Além do mandado de prisão, a operação cumpre dois mandados de busca e apreensão, além de uma medida cautelar diversa da prisão, contra indivíduos acusados de dificultar a produção de provas durante a instrução processual penal. Os mandados estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro e em Brasília, com o apoio do Exército.

Braga Netto é apontado pela Polícia Federal como uma figura central na tentativa de golpe. Segundo o relatório do inquérito, as chamadas “medidas coercitivas” previstas no plano Punhal Verde e Amarelo, que incluíam o planejamento operacional para ações de Forças Especiais, foram elaboradas para serem apresentadas ao general. Entre outras ações, o plano previa o assassinato de Lula e Alckmin, além da prisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF

“Os elementos probatórios obtidos ao longo da investigação evidenciam a sua participação concreta nos atos relacionados à tentativa de golpe de Estado e da abolição do estado democrático de direito, inclusive na tentativa de embaraçamento e obstrução do presente procedimento”, diz a PF.

O general da reserva é um dos personagens mais mencionados no relatório de 884 páginas da Operação Contragolpe, sendo citado 98 vezes. A operação resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros 36 acusados por três crimes: tentativa de abolição do estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Segundo o relatório, as “ações operacionais para o cumprimento de medidas coercitivas foram planejadas em reuniões que ocorreram na cidade de Brasília, nos meses de novembro e dezembro de 2022”. Ainda segundo os federais, em reunião do dia 8 de novembro, pouco depois do segundo turno da eleição presidencial, os militares investigados ajustaram a elaboração do plano que seria exibido a Braga Netto

A defesa de Braga Netto, no entanto, afirma que ele “não tomou conhecimento de qualquer documento relacionado a um suposto golpe, nem do planejamento de assassinato de alguém”. Em relação à prisão de hoje, ainda não houve manifestação oficial.

MÍDIA ARGENTINA FICOU ATERRORIZADA COM A VIOLÊNCIA NO bRASIL

 

Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Os principais veículos de comunicação da Argentina repercutiram a notícia de que Gaston Fernando Burlon, ex-secretário de turismo de Bariloche, foi baleado ao entrar por engano em uma comunidade no Rio de Janeiro. Estado de saúde é considerado muito grave.

Assunto esteve na página principal dos maiores jornais do país. “De férias no Brasil, o GPS o enviou a uma favela: está grave”, informa a manchete do Clarín. Um amigo próximo a Burlon informou ao jornal que “ele está muito grave”.

“Terror no Brasil”, escreveu o La Voz. O jornal também afirma que a área onde o homem foi baleado é “conhecida por ser controlada por uma das maiores organizações criminosas no Brasil”.

La Nacion também destacou o fato na capa de sua edição impressa. O jornal informou que o GPS conduziu o ex-secretário e sua família para a favela do Morro dos Prazeres, que é “dominada pelo Comando Vermelho, a poderosa organização criminosa de origem carioca”.

A matéria do La Nacion afirma que o Morro dos Prazeres é considerado pacificado, “mas ainda conta com forte presença de traficantes de drogas que fazem daquela área um local perigoso.” Jornal relembra um caso de 2017, onde a argentina Natalia Cappetti, de 42 anos, também entrou por engano na mesma favela, foi baleada e morreu após várias semanas de internação.

As principais redes de TV do país também repercutiram o caso. “Um argentino muito grave após ser baleado no Rio de Janeiro”, informou a Telefe em um informe urgente.

Gaston Fernando Burlon, 51, foi atingido nesta quinta-feira (12) com pelo menos dois tiros, sendo um na cabeça e outro no tórax. O ex-secretário foi internado no Hospital Municipal Souza Aguiar e seu estado de saúde é considerado “gravíssimo”, segundo informou ao UOL a Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

Burlon entrou por engano em uma favela no Morro dos Prazeres. Ele estava em um carro acompanhado da família, a caminho do Cristo Redentor, quando o GPS o teria direcionado para uma área dominada por traficantes do Comando Vermelho. Não foi informado se os familiares foram feridos.

Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Conforme a PMERJ, Burlon “foi surpreendido por disparos efetuados por criminosos armados ao entrar por engano em uma das localidades do Rio Comprido”. A polícia disse ter reforçado a segurança na região.

O argentino recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros. Em seguida, ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde recebe atendimento.

Perícia foi feita no local, mas até o momento ninguém foi preso. Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso é acompanhado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo, que já ouviu familiares da vítima. “Diligências estão em andamento para apurar a autoria do disparo e esclarecer todos os fatos”, informou a corporação.

REFRIGERANTE À BASE DE GENGIBRE COMO NOVIDADE

 

Felipe Titto e Gkay lançam marca de refrigerante com sabor diferenciado

São Paulo, dezembro de 2024 – O Original Ginger, refrigerante de gengibre, 100% nacional, elaborado com extratos naturais e receita desenvolvida para agradar a consumidores de diferentes perfis, chega ao mercado brasileiro com a proposta de trazer uma bebida versátil que pode ser apreciada naturalmente ou na preparação de drinks.

A ideia do produto surgiu pelas mãos do empresário e empreendedor Felipe Titto que se apaixonou pelo refrigerante Ginger Ale, à base de gengibre, quando morava nos Estados Unidos, e viu no Brasil uma oportunidade promissora de negócio. Convidou então o empresário Fabiano Zettel, proprietário da Moriah Asset, e a humorista e influenciadora digital Gessica Kayane, conhecida como Gkay, como seus sócios nessa nova empreitada. Titto é conhecido no mercado pela sua ousadia nos negócios e espírito empreendedor, atualmente está à frente de oito empresas, sendo sócio de marcas como Cabana Home, Berrys, American Factory, Blub, Smoov entre outras.

“Quando pensei no projeto do Original Ginger logo imaginei a Gkay como minha parceira, temos sinergia para fazermos essa marca voar. Nossas expertises em negócios e entretenimento podem criar um combo bastante interessante.”, explica Titto. Com mais de 26 milhões de seguidores somados, a dupla planeja utilizar suas próprias plataformas para promover a marca, além das redes sociais.

O Original Ginger vai surpreender pelo sabor e refrescância, o desenvolvimento teve como inspiração o Dry Ginger Ale, um produto leve, que carrega um aroma que lembra bem as notas terrais do gengibre. A receita do Original Ginger foi desenvolvida primando pelos aromas e extratos naturais extraídos das notas do gingerol.

A ideia foi realçar o aroma do gengibre, mas sem acentuar a picância do sabor da raiz em seu estado puro, sendo assim o Gingerale é uma bebida refrescante ao paladar, que harmoniza com diversas experiências gustativas, perfeita para acompanhar diferentes culinárias, além de compor diferentes drinks, uma verdadeira experiência de sabor!

“Desde quando voltei dos Estados Unidos, carregava o sabor do Ginger Ale e faz muito tempo que tenho planos de lançar uma bebida semelhante no Brasil, já que apreciamos sabores exóticos. Pesquisei mais de 13 formulações, e só na última cheguei ao sabor que esperava, e assim nasceu o Original Ginger, um refrigerante com a cara do Brasil.”, explica Felipe Titto, fundador do Original Ginger.

O Original Ginger é fabricado no Brasil, a princípio em duas versões a normal e zero açúcar (sete calorias), ambas sem glúten, envasadas em latas recicláveis de 220ml, seguindo o slogan “Somos apaixonados, emocionados, mas não exagerados”, e preço sugerido. A ideia da embalagem de 220ml vem ao encontro da ideia de uma bebida na medida certa! Afinal alguns dizem que quanto mais melhor, outros que menos é mais, mas o Original Ginger é fiel a ideia de que tudo deve ser aproveitado na medida certa.

O projeto tem à frente também quatro parceiros do empresário Caio Luis, Fred Marcondes e Caio Sanches, todos responsáveis pelo conceito, comunicação visual e embalagem, todos trabalham na Titanium agência de comunicação de Titto. Já Stefano Bittar, o quarto parceiro, é responsável pela formulação e produção da bebida.

“Acreditamos que o Original Ginger será um divisor de águas dentro do segmento de refrigerantes. Conseguimos agregar em um só produto, sabor, qualidade e uma verdadeira explosão de sabores, harmoniza muito bem com diversos segmentos da gastronomia e bebidas. Queremos que seja uma bebida para ser curtida em diferentes ocasiões, em família ou com amigos.”, explica Marcondes.

O Original Ginger, em breve, estará à venda em todo Brasil, já estão em negociação com grandes redes de varejo em todo território nacional, e planos de expandir também para o exterior. Atualmente a marca pode ser encontrada nas lojas @doog_original espalhadas nos principais aeroportos do Brasil, além do site da marca (www.originalgingerale.com).

Composição versões Original Ginger (220ml):

NORMAL: Água gaseificada, Açúcar, Extrato de Gengibre, Acidulante: Ácido Cítrico, Ácido Cítrico, Aromatizante, Regulador de Acidez: Citrato Trissódico, Antioxidante: Ácido Ascórbico, Conservador: Benzoato de Sódio, Corante: Caramelo IV. Não Fermentado. Não Alcoólico.

ZERO: Água gaseificada, Extrato de Gengibre, Acidulante: Ácido Cítrico, Ácido Cítrico, Aromatizante, Regulador de Acidez: Citrato Trissódico, Antioxidante: Ácido Ascórbico, Conservador: Benzoato de Sódio, Edulcorante Artificial: Sucralose (15,5 mg/100 ml, Corante: Caramelo IV*. *Fornece quantidades não significativas de açúcares. Não Fermentado. Não Alcoólico.

NÃO HÁ DÚVIDAS QUE O FUTURO DOS VEÍCULOS SERÁ ELÉTRICO O PROBLEMA É QUANDO ISSO VAI ACONTECER

Por Stela Kos, Director Latin America Mobility da TÜV Rheinland

No final de 2022, a União Europeia estabeleceu o acordo “Fit For 55”, com o objetivo de encerrar as vendas de carros novos emissores de CO2 na Europa até 2035. O anúncio fez com que várias montadoras globais se comprometessem com eletrificação de suas frotas – apontando um futuro promissor para as novas tecnologias.

O problema é que, mais de um ano depois, o ritmo de adoção de veículos elétricos pelos consumidores não caminha como o esperado em nível global, e no Brasil – embora os números de eletrificados impressionem – a parcela de elétricos não chega a 25%.

Somando-se a isso, as políticas ambientais e os compromissos firmados por várias nações, incluindo o Brasil, para reduzir as emissões de carbono estão pressionando o mercado automobilístico a encontrar soluções mais sustentáveis.

No entanto, a transição para veículos totalmente elétricos enfrenta barreiras significativas no país, como a falta de infraestrutura de recarga e a volatilidade nos preços dos combustíveis fósseis, que ainda influenciam as decisões dos consumidores.

Volume de emplacamentos em 2024

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), de janeiro a julho deste ano, foram emplacados 94.616 veículos leves eletrificados, que inclui elétricos e híbridos, ultrapassando número de 93.927 – volume de vendas registrado durante todo ano de 2023.

Conforme a ABVE, foram emplacados, neste ano, 301 modelos diferentes de veículos nos primeiros sete meses, sendo que, no ano passado inteiro, foram 248 modelos. A participação dos eletrificados no mercado de novos está em 7%. Até julho, contabilizou-se 315.047 veículos elétricos e híbridos leves em circulação no país.

Desse total, 152.493 (cerca de 51,5%) são veículos plug-in, com recarga externa que abarcam tanto os movidos 100% a bateria (BEV) como os híbridos plug-in (PHEV). Os demais 48,5% são os híbridos sem recarga externa: HEV flex, HEV a gasolina e MHEV.

Em julho, o mercado brasileiro emplacou 6.659 de híbridos plug-in, que também é movido por combustível, o que representa 43,5% do total de eletrificados. Eles lideraram, assim, as vendas deste mês, o que significa um aumento de 32% sobre junho e 156% quando comparado a julho de 2023.

Esta tendência é também observada nos mercados da Europa e Estados Unidos, onde consumidores têm dado preferência a veículos híbridos em detrimento dos totalmente elétricos – por conta da lentidão no desenvolvimento da infraestrutura apropriada, a diminuição de incentivos fiscais e queda no preço do petróleo que levaram à mudança de expectativas em relação aos veículos elétricos.

Algumas dessas questões também impactam o consumidor brasileiro. O problema da falta de infraestrutura é o principal deles. Em segundo, a rápida mudança da tecnologia, com o aumento da autonomia dos veículos, e a guerra de preços das montadoras que estão chegando no Brasil, que fatalmente leva o usado a uma desvalorização, têm levado o brasileiro em direção aos híbridos.

Aliás, a “alta temperatura” do mercado brasileiro de eletrificados junto ao fim do incentivo fiscal fez com que montadoras chinesas criassem um estoque local de mais de 80 mil unidades, segundo a Anfavea – o que poderá intensificar a guerra de preços nos próximos meses.

Mas afinal, o futuro é elétrico?

Não há dúvidas, entre especialistas do setor, que o futuro é elétrico – o problema é quando isso vai acontecer. Nos Estados Unidos, por exemplo, a diminuição da pressão do governo ajudou as montadoras a colocarem o pé no freio, ao menos por enquanto.

Aqui no Brasil, a falta de infraestrutura ainda é o “calcanhar de Aquiles” do setor. Hoje, o país conta com 4.600 postos em território nacional – o problema é que boa parte ainda está concentrada em capitais e áreas urbanas, no Sul e no Sudeste do país, de acordo com a ABVE. A associação estima que o país deve alcançar os 10 mil eletropostos nos próximos dois anos.

A trajetória do mercado de veículos elétricos no Brasil e no mundo apresenta desafios significativos, mas também oportunidades promissoras. Com o avanço contínuo da tecnologia e o aumento gradual da infraestrutura de recarga, espera-se que a adoção de veículos elétricos cresça de forma consistente. No entanto, a transição completa para uma mobilidade sustentável dependerá não apenas de inovações tecnológicas, mas também de políticas governamentais eficazes e do compromisso das montadoras em fornecer opções acessíveis aos consumidores.

Enquanto isso, os híbridos continuam a ser uma escolha pragmática para muitos, funcionando como uma ponte importante para um futuro mais verde. A questão não é mais se o futuro será elétrico, mas quando e como ele se concretizará no Brasil e em outras partes do mundo. Com uma abordagem colaborativa entre governo, indústria e consumidores, a visão de um transporte totalmente elétrico está cada vez mais próxima de se tornar realidade, ainda mais quando avaliamos os efeitos climáticos severos no verão europeu e no Brasil que parece estar vivendo a mesma estação do hemisfério norte só que em pleno inverno.

A mobilidade com novas tecnologias é uma realidade e como ocorreu nos veículos a combustão o consumidor precisa estar atento à segurança e a qualidade dos veículos elétricos, híbridos, baterias e sistemas de carga.

Sobre a TÜV Rheinland

A TÜV Rheinland é sinônimo de segurança e qualidade em praticamente todas as áreas dos negócios e da vida. A empresa opera há mais de 150 anos e está entre os principais fornecedores de serviços de testes, inspeções e certificações do mundo. Possui mais de 22 mil funcionários em mais de 50 países e tem um faturamento anual de mais de 2,4 bilhões de euros. Os especialistas altamente qualificados da TÜV Rheinland testam sistemas técnicos e produtos em todo o mundo, apoiam inovações em tecnologia e negócios, treinam pessoas em diversas profissões e certificam sistemas de gestão de acordo com padrões internacionais. Ao fazer isso de forma independente, promovem a confiança nos produtos e processos em cadeias globais de valor agregado e no fluxo de commodities. Desde 2006, a TÜV Rheinland é membro do Pacto Global das Nações Unidas para promover a sustentabilidade e combater a corrupção. www.tuv.com

 

ACESSO ATUAL À INTERNET É POR MEIO DE CABOS E AINDA ESTAMOS MUITO LONGE DO ACESSO EM MASSA DA INTERNET VIA SATÉLITE

 

Junior Borneli – Founder da StartSe

Enquanto a Starlink promete revolucionar o acesso global, os cabos submarinos continuam sustentando a conectividade mundial com mais de 1,4 milhão de quilômetros de extensão

Foto: Pexels

A Starlink, empresa de internet via satélite subsidiária da SpaceX, é sempre apontada como a maior “disruptora” do mercado de telecomunicações. E, muito provavelmente, é mesmo.

Contudo, estamos muito longe ainda de termos acesso em massa a internet via satélite. O que nós temos hoje é um emaranhado de cabos submarinos, que ligam continentes e somam 1,4 milhão de quilômetros.

Sem esses cabos, não existe internet. Esse tema é tão relevante que, por exemplo, a Meta acaba de anunciar que vai investir US$ 10 bilhões para ter mais 40 mil quilômetros de cabos exclusivos.

A imagem abaixo mostra, em tempo real, as conexões via cabo. Existe um site que detalha todos os cabos, mostrando inclusive quem é o proprietário, as pontas que ele conecta e mais informações técnicas.

Exemplos: o cabo que liga a África do Sul a Austrália pertence ao Google. Os cabos que conectam Cuba pertencem ao governo dos EUA. A Microsoft tem um cabo que conecta São Paulo a Nova Iorque. E por aí vai…

No mundo onde tudo parece “digital”, ainda existe uma infraestrutura “analógica” enorme para suportar tudo isso. Existe muito mais coisa no céu – e principalmente no mar – do que a gente pode imaginar.

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

SAÚDE DE LULA REQUER TRANSPARÊNCIA

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

O presidente Lula está “neurologicamente perfeito”, evolui bem após o procedimento complementar feito na quinta-feira e deve ter alta no início da próxima semana, informou a equipe que o atende, chefiada pelo médico Roberto Kalil. Segundo ele, desde a internação, que levou Lula duas vezes à sala de cirurgia devido a um hematoma provocado por hemorragia intracraniana, o presidente tem “exigido transparência total”. Não há razão para duvidar da palavra do médico e de sua equipe, um nome reconhecido por sua capacidade técnica e pelo vasto trânsito que tem com personalidades políticas. Mas, se quiser converter tal exigência em verdade factual e “total”, será preciso bem mais do que palavras e boletins médicos diários. Tem faltado o que, por ora, está no plano da promessa: transparência.

O País assistiu a uma sucessão de desencontros, ausência de porta-vozes e métodos claros na divulgação das informações referentes à saúde do presidente. Inclusive no caso do procedimento complementar. Na primeira entrevista coletiva sobre a cirurgia do presidente, os médicos foram questionados se havia a possibilidade de novos sangramentos e garantiram que não, uma vez que, segundo se disse, o hematoma havia sido drenado.

No dia em que Lula precisou ser levado ao hospital, houve omissão deliberada de informação. Naquela noite, integrantes da Secretaria de Comunicação Social da Presidência e do Hospital Sírio-Libanês negaram que o presidente tivesse sido hospitalizado. A declaração oficial só viria na madrugada, quando Lula já estava em São Paulo. Dois dias depois, assessores pareciam incapazes de prestar esclarecimentos adicionais ao boletim médico que informou sobre o segundo procedimento. Soube-se que esses assessores só tiveram informações após a divulgação do boletim, isto é, juntamente com os jornalistas. A falta de transparência tem sido recorrente em episódios envolvendo a saúde de Lula – quando ele caiu no Palácio da Alvorada, em outubro, a informação tornou-se pública só um dia depois, em reportagens jornalísticas, sem informes oficiais. Ora, a transparência sobre a saúde de Lula não pode se restringir aos boletins e entrevistas coletivas dos seus médicos. É um dever da própria Presidência.

O Brasil é ressabiado com boletins médicos desde os episódios envolvendo a agonia de Tancredo Neves, então presidente eleito, há quase 40 anos. Na época, o primeiro boletim oficial foi otimista, informando que Tancredo passara por uma cirurgia para remover “aderências” intestinais. A farsa prosseguiu, com a informação de que Tancredo tivera uma diverticulite, quando ele jamais apresentou tal quadro. As razões de sua morte geram controvérsias até hoje. Foi um calvário que começou com um diagnóstico errado, aprofundou-se com uma bagunça generalizada na equipe médica que o atendeu no Hospital de Base de Brasília e seguiu com informações desencontradas e pouco transparentes em São Paulo, onde Tancredo morreria dois meses mais tarde.

Hoje são evidentes as debilidades na divulgação das informações sobre a saúde de Lula. Este jornal deseja uma pronta e rápida recuperação do presidente, como prometeu seu médico nesta semana. E o País exige uma transparência total e absoluta sobre um tema que deveria ser tratado como uma questão de Estado.

 

DISPUTA DE QUEM MANDA MAIS O CONGRESSO OU O STF

 

História de William Waack – CNN Brasil

Waack: STF e Congresso disputam o posto de "poder decisório"

Waack: STF e Congresso disputam o posto de “poder decisório”© Fornecido por CNN Brasil

As palavras trocadas nesta quinta-feira (12) entre integrantes do STF e do Legislativo não foram nada elegantes. “Orgia legislativa”, disse um dos ministros do STF sobre a atuação do Legislativo em matérias tributárias. “Agora é a democracia do piti”, comentou outro ministro do Supremo sobre as reclamações de parlamentares em relação às regras para pagamento de emendas. Por sua vez, o Legislativo reiterou que não aceitará o que chama de imposições do Supremo em sua área de atuação, nem o que considera ativismo político do Judiciário. “Não é nem questão de dinheiro”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados. Melhor teria sido dizer que não é apenas questão de dinheiro. De fato, é algo muito mais sério. Há questões pontuais de grande relevância nas quais STF e Legislativo têm visões divergentes, como o marco temporal das terras indígenas ou a regulação das grandes plataformas digitais. O importante é destacar que as divergências vão muito além de disputas sobre o mérito (o conteúdo) desses temas. Trata-se de uma disputa sobre quem deve tomar as principais decisões. Em outras palavras, é uma disputa sobre o sistema de governo. Atualmente, vivemos uma “jabuticaba”: um Legislativo forte e poderoso, que em boa parte faz o que quer; um Judiciário igualmente forte, que cada vez mais age de forma autônoma; e um Executivo pressionado, enfrentando grandes dificuldades para tomar decisões. De fato, tem razão o ministro do Supremo que disse nunca ter visto nada igual no mundo inteiro em termos de sistema de governo. O problema é saber se isso funciona.

PORTARIA DO GOVERNO QUE LIBERA EMENDAS PARLAMENTARES GERA MAL-ESTAR NO STF

 

História de CATIA SEABRA, CÉZAR FEITOZA E MARIANNA HOLANDA – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A portaria do governo para retomar o pagamento de emendas parlamentares gerou mal-estar entre aliados de Lula (PT) e o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A contrariedade de integrantes do governo cresceu após Dino ter negado na segunda-feira (9) três pedidos feitos pela AGU (Advocacia-Geral da União) para facilitar o desbloqueio de mais de R$ 13 bilhões em emendas ainda não empenhadas.

As emendas são uma forma pela qual deputados e senadores conseguem enviar dinheiro para obras e projetos em suas bases eleitorais e, com isso, ampliar seu capital político. A prioridade do Congresso tem sido atender seus redutos eleitorais, e não as localidades de maior demanda no país.

Os pedidos do governo para o STF estavam alinhados com a cúpula do Congresso. Eles miravam o pagamento de emendas “Pix” e a identificação dos parlamentares autores originais das emendas de comissão.

Com a negativa de Dino, o governo finalizou a portaria em menos de 24 horas. O texto pode abrir brechas para as emendas “Pix” enviadas para a área de saúde serem executadas sem a apresentação de planos de trabalho.

A portaria ainda permite que as emendas de comissão sejam executadas quando “qualquer parlamentar” se identifique como solicitante da verba —sem garantias de que o congressista seja efetivamente o responsável pelo dinheiro.

Dino, que até então vinha dando decisões favoráveis à gestão petista, passou a exigir mais transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

O bloqueio da verba pelo STF e as novas regras aprovadas pelo Congresso e sancionadas por Lula causaram uma crise entre os três Poderes.

Emissários do governo tentam construir canais de negociação com outros ministros do tribunal. Mas ainda não bateram martelo sobre novo recurso ao STF.

O imbróglio começou há cinco meses, mas ganhou novos contornos com a solução dada pelo governo com regras para distribuição dos recursos, em meio à urgência governista em votar o pacote de corte de gastos no Congresso e à exigência dos deputados e senadores em receber, como contrapartida, suas emendas, represadas desde agosto.

Foram editados um parecer da AGU orientando ministérios para distribuição das emendas e uma portaria interministerial sobre o mesmo tema.

Auxiliares de Dino dizem que ele nem sequer tomou conhecimento dos dois textos e que só os lerá quando estiverem nos autos. Mas pessoas próximas ao magistrado e ex-ministro da Justiça de Lula veem uma tentativa do governo de constrangê-lo devido às suas decisões.

Aliados do presidente afirmam que Lula está preocupado com a repercussão das decisões de Dino, especialmente porque parlamentares desconfiam da participação do governo na suspensão do pagamento de emendas por determinação da corte.

Integrantes do governo chegam a afirmar, sob reserva, que Dino rompeu um acordo ao rejeitar recurso da AGU. Embora esteja preocupado com o impacto das decisões de Dino, Lula não estaria disposto a confrontar seu ex-ministro da Justiça, de quem gosta.

Na base governista, críticos de Dino começam a lançar dúvidas sobre a lealdade do magistrado, alimentando suspeita de que estaria disposto a concorrer à Presidência da República já em 2026.

Diante da possibilidade de ver o pacote de gastos não andar no Congresso, Lula chamou para uma reunião na segunda-feira os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente. No encontro, segundo relatos, o petista disse que não interferiu na decisão de Dino.

Durante a reunião, também foram acertados os detalhes da portaria que regulamenta a liberação das emendas, necessárias para que o pacote avançasse.

O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), na véspera, já havia repassado a parlamentares a minuta do texto. O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) levou uma cópia para o presidente da Câmara, que, segundo relatos, solicitou alteração em dispositivo que tratava do pagamento de recursos para a área de saúde.

A portaria foi publicada em edição extra do “Diário Oficial” da União na terça-feira (10). A jornalistas, pouco depois do texto ir ao ar, Lira disse não ter lido nem a portaria nem o parecer da AGU.

“Temos uma lei aprovada que não foi declarada inconstitucional, sancionada pelo Executivo, com a decisão do ministro um pouco diferente do que foi aprovado. Então, esse é o dilema”, disse.

Para auxiliares palacianos, a reunião com Lula acertou termos finais para que as emendas fossem liberadas, e o pacote pudesse caminhar. Parlamentares, contudo, ainda aguardam céticos para avaliar se a medida será cumprida na prática.

A portaria editada pelo governo para retomar o pagamento das emendas foi publicada após Dino negar um recurso da AGU que pedia mudanças em três principais pontos. O ministro respondeu que os congressistas precisam se identificar para terem o dinheiro desbloqueado.

O governo ainda questionou o trecho da decisão de Dino que estabelecia a necessidade de prévia apresentação de um plano de trabalho para a execução das emendas “Pix”. A justificativa era de que a lei das emendas aprovada pelo Congresso em novembro já definia critérios para a liberação da verba. Dino negou.

O último ponto pedia que o Supremo alterasse a regra para o teto do crescimento das emendas parlamentares. O Congresso havia definido que as emendas seria reajustadas pela correção da despesa primária do ano corrente; no caso das emendas não impositivas, o valor seria sempre atualizado pela inflação.

Dino, porém, definiu outro critério. Ele estipulou três índices relacionados às despesas do governo e ao arcabouço fiscal e disse que o menor desses indicadores será usado para atualizar o valor das emendas do ano seguinte.

PROGRAMA PÉ-DE-MEIA SERÁ DESATIVADO POR FALTA DE PREVISÃO DE RECURSOS

 

História de Gabriel Garcia – CNN Brasil

Auditoria do TCU pede bloqueio do programa Pé-de-Meia

Auditoria do TCU pede bloqueio do programa Pé-de-Meia

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), pediu o bloqueio dos recursos destinados ao programa Pé-de-Meia, uma das principais bandeiras deste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O entendimento dos auditores é de que o programa foi desenhado de uma forma em que está sendo operado fora do orçamento da União, desrespeitando as regras fiscais. A área técnica constatou que os recursos para pagamentos aos estudantes resultantes de aplicações do Fipem, fundo onde estão depositados os recursos do programa, não estavam previstos na Lei Orçamentária Anual. “Os recursos provenientes de resgate de cotas do FGO, Fgeduc e Fundo Social são receitas públicas e devem constar do orçamento, em respeito ao princípio da universalidade, conforme demonstrado no tópico precedente”, diz a área técnica. Os auditores veem essa manobra utilizada pelo governo como um risco para a credibilidade da regra fiscal vigente. “Esse tipo de arranjo para a execução de programas possui outras consequências deletérias para as contas públicas no médio e longo prazo, como a perda de credibilidade do arcabouço fiscal, o que acarreta fuga de investidores, desvalorização da moeda frente ao dólar e, consequentemente, aumento da inflação e das taxas de juros”, disse o relatório. O programa, no entanto, não deve ser paralisado imediatamente. Em 9 de dezembro de 2024, a equipe técnica questionou o Ministério da Educação (MEC) sobre o saldo atualizado do fundo e os valores necessários para custear as despesas do programa no exercício de 2024. O MEC informou, em 10 de dezembro, que o saldo disponível na conta do Fipem era de aproximadamente R$ 7,8 bilhões. https://www.youtube.com/watch?v=bF9ZV_VDIpQ&t=380s Para cobrir as despesas pendentes do programa no próximo ano, que incluem o pagamento mensal do incentivo, taxas de administração e encargos do agente financeiro, o valor estimado seria de cerca de R$ 795 milhões. Desses R$ 7,8 bilhões, R$ 6 bilhões são provenientes de recursos do governo e não poderão ser usados para o pagamento do incentivo aos estudantes, caso a medida cautelar seja adotada. Dessa forma, restaria cerca de R$ 1,8 bilhão para uso livre pelo Fipem. Esse montante é suficiente para manter as operações do programa até o fim de 2024 e no início de 2025, considerando os custos já previstos, segundo a área técnica. Caso o relator do processo acate as recomendações da área técnica, os recursos do governo para o programa se esgotam no início de 2025. A CNN procurou o MEC para comentar o pedido do TCU, mas ainda não obteve resposta. Erramos: Anteriormente, atribuímos as seguintes aspas aos técnicos do TCU. As aspas são, na verdade, da AGU, em oitiva realizada no processo. “As despesas efetuadas por fundo privado, com recursos de seu patrimônio privado, são despesas privadas, e não poderiam, sob pena de confisco, estar submetidas ao Orçamento Geral da União” “A inclusão de um fundo privado, a fórceps, em caráter inédito, no Orçamento Geral da União, implicaria violação flagrante da exclusividade orçamentária, por fazer constar do orçamento público coisa distinta da receita e despesa públicas”.

PENDURICALHOS NA CARREIRA MILITAR

 

História de LUCAS MARCHESINI E CÉZAR FEITOZA – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, recebeu pouco mais de R$ 1 milhão ao ir para a reserva em 2023. O valor é composto por uma verba indenizatória de R$ 394 mil e férias atrasadas no valor de R$ 216 mil, pagas em janeiro do ano passado, além de outros recursos indenizatórios de R$ 444,5 mil, recebidos no mês seguinte. As informações são do Portal da Transparência.

O montante inclui uma série de benefícios acumulados durante a carreira, previstos na legislação brasileira, como uma ajuda de custo para a passagem à reserva que chega a R$ 300 mil.

A Marinha divulgou um vídeo em homenagem ao dia do Marinheiro que criou polêmica ao comparar a vida civil à militar e ao ironizar a existência de privilégios na Força. A versão final da película passou por diversas alterações, a pedido do almirante Olsen, para exaltar o empenho dos militares e reforçar a ideia da caserna de que a carreira não tem privilégios.

O vídeo desagradou o presidente Lula (PT), segundo auxiliares. A principal queixa é que a peça da Marinha serviu como uma resposta ao pacote de corte de gastos proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que atinge os militares com a fixação de uma idade mínima de aposentadoria e a extinção dos mortos fictícios.

Procurada, a Marinha disse que o pagamento de militares no País obedece rigorosamente o arcabouço legal vigente e suas atualizações, a seguir: Medida Provisória nº 2.215, de 31 de agosto de 2001, o Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002 e a Lei nº 13.954, de 16 dezembro de 2019.

Entenda os principais benefícios aos quais os militares têm direito.

SALÁRIO INTEGRAL NA APOSENTADORIA

Os militares das Forças Armadas têm direito à integralidade e à paridade na reserva. Isso significa que, ao se aposentarem, eles continuam recebendo o salário integral e os mesmos reajustes que os oficiais e praças no serviço ativo.

Os servidores públicos, em regra, tinham o direito à aposentadoria integral até o final de 2003. Os militares conseguiram manter o benefício durante a discussão no Congresso Nacional sobre mudanças no Sistema de Proteção Social das Forças Armadas em 2019, quando foi realizada uma reforma branda nas regras de aposentadoria das Forças Armadas.

Em documento elaborado pela Secretaria de Economia e Finanças do Exército, os militares apontam a integralidade e a paridade como benefícios fornecidos como contraponto a outras regras prejudiciais da carreira.

Militares não têm direito a hora extras, não podem fazer greves nem receber adicional noturno. “A integralidade e a paridade dos vencimentos dos militares são ações afirmativas por parte do Estado brasileiro, que visam a garantir a igualdade material e a isonomia entre civis e militares”, diz o texto do Exército.

PASSAGEM PARA RESERVA

Todo militar que vai para a reserva remunerada, além de manter o salário integral, recebe uma série de benefícios que podem superar R$ 1 milhão nos casos de oficiais-generais. Todos os privilégios são previstos em legislação.

O principal benefício é a licença especial, regra segundo a qual cada militar pode tirar seis meses de férias a cada dez anos trabalhados. Se o militar não tirar o descanso, ele receberia um valor turbinado referente aos meses de licença.

Esse benefício foi derrubado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2001. Os oficiais-generais que se aposentam nesta década, porém, mantêm o direito de receber os recursos das licenças especiais não gozadas até o início do século.

Como reação ao fim da licença especial, os militares conseguiram aprovar no Congresso, em 2019, o aumento de um benefício pago a título de ajuda de custo para quem passa à inatividade.

O valor equivale a oito salários. No caso de oficiais-generais, o montante pode chegar a R$ 300 mil.

TEMPO DE SERVIÇO

Um militar tem hoje o requisito mínimo de 35 anos de serviço para poder se aposentar. O tempo foi estipulado na reforma da previdência dos militares de 2019. O tempo mínimo antes era de 30 anos, contando os cursos de formação, como a Aman (Academia Militar de Agulhas Negras).

Entretanto, diversas regras criam exceções a esses princípios gerais. Uma delas é a redução do tempo de serviço a cada ano que um militar passa em região de difícil acesso e permanência, como a selva amazônica.

O resultado, de acordo com o TCU (Tribunal de Contas da União), é que um integrante das Forças Armadas deixa a ativa em média com 48 anos. Nas Forças Armadas, a conta é de que os militares vão para a reserva com cerca de 50 anos.

O governo Lula discute definir em 55 anos a idade mínima para aposentadoria dos militares. Segundo o acerto com as Forças, deve haver uma regra de transição até 2032 até as mudanças passarem a valer em definitivo. Até lá, os militares terão de pagar um pedágio de 9% para ir à reserva.

AJUDA DE CUSTO PARA MOVIMENTAÇÕES

Oficiais e praças das Forças Armadas ganham uma ajuda de custo a cada mudança de cidade. O recurso, porém, não é calculado com base nas despesas exigidas para a transferência de local de trabalho, já que o gasto com a mudança é pago pela própria Força.

A ajuda de custo é calculada com base no salário do militar. Ela equivale a dois ou quatro salários –depende da cidade de onde sai e para onde vai.

Por ser calculado com base no salário, o pagamento sofre grandes variações entre integrantes da carreira. O valor pode ser de R$ 7.000 para um cabo e chegar a R$ 150 mil para oficiais-generais de quatro estrelas.

PENSÕES MILITARES

Depois de morrer, militares deixam pensões no valor de um salário mensal para esposas e filhos. Têm direito o cônjuge e os filhos com menos de 21 anos –eles podem manter o benefício até os 24 se comprovarem que ainda estão estudando.

O custeio da pensão é de encargo do Tesouro Nacional e é complementado pelas contribuições do militar e de seus pensionistas –esta última obrigação foi incluída na reforma de 2019.

As pensões eram vitalícias para filhas solteiras de militares até 2001, quando Fernando Henrique Cardoso excluiu essa possibilidade. A regra, porém, ainda vale para os militares que entraram nas Forças Armadas antes do decreto de FHC; como contrapartida, eles pagam 1,5% do salário mensalmente para manter o benefício.

A justificativa para a existência do benefício está na mobilidade da profissão. Os militares alegam que as peculiaridades da carreira levam a mudanças constantes de local de trabalho, o que atrapalha o cônjuge a ter uma carreira fixa.

Em 2024, os valores pagos para pensões pela Marinha foram de R$ 5,5 bilhões, o segundo maior sub-elemento de despesa (uma das formas de categorizar o gasto público). O primeiro lugar é dos proventos para o pessoal militar, com R$ 5,9 bilhões pagos no mesmo período.

AUXÍLIO-FARDAMENTO

Militares têm o direito ao auxílio-fardamento, que é do valor de um soldo e é pago em subidas de posto, entre outros critérios. Em 2023, a Marinha destinou R$ 109 milhões para esses gastos. Em 2024 já foram R$ 118 milhões até 9 de dezembro.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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