De acordo com outro estudo publicado no Journal of Experimental
Social Psychology, tendemos a presumir que outras pessoas compartilham
nossos sentimentos sobre experiências parecidas, especialmente quando as
conhecemos relativamente bem. E isso é um problema. Entenda!
Pessoas conversando no escritório (Foto: via Canva)
Antes de explicar o porquê, é importante que você saiba que, quando o
time sente que sua liderança é empática, torna-se mais engajado, mais
incluído e menos propenso a pensar em sair da empresa. Foi o que mostrou
um estudo feito pela Catalyst, organização sem fins lucrativos global apoiada por CEOs.
“De acordo com outro estudo publicado no Journal of Experimental Social Psychology,
tendemos a presumir que outras pessoas compartilham nossos sentimentos
sobre experiências parecidas, especialmente quando as conhecemos
relativamente bem”, conta a Inc.
“Família, amigos, funcionários – quanto melhor conhecemos alguém,
mais tendemos a presumir que compartilhamos os mesmos sentimentos”,
completa.
E isso é um problema. Como escrevem os pesquisadores:
“Propomos, no entanto, que a proximidade pode levar as
pessoas a subestimar a forma como comunicam, um fenômeno que chamamos de
preconceito de comunicação por proximidade.”
O resultado? Você não escuta atentamente. Você faz menos perguntas. Você presume que sabe como a outra pessoa se sente.
“Dar um passo atrás para refletir sobre o que a outra pessoa pensa e
sente pode diminuir ainda mais a precisão de suas suposições, porque
ainda significa que você está fazendo suposições”, destaca a Inc
Por que pessoas emocionalmente inteligentes nunca dizem essa frase?
Em outras palavras, tentar demonstrar empatia faz com que a outra
pessoa sinta que você está sendo menos empático, principalmente quando
diz “eu sei como você se sente.”
Por que? “Por um lado, não importa quão bem você conheça alguém, é impossível saber como essa pessoa se sente”, destaca a revista.
Ao dizer “eu sei como você se sente” e depois tentar provar que
entende, compartilhando sua própria história, você desvia a atenção da
outra pessoa para você.
O que fazer? “Em vez disso, diga: ‘como você se
sentiu?’ Ou: ‘O que você achou disso?’ Apenas ouça e faça perguntas
simples. Pergunte como eles reagiram. Pergunte como as coisas
aconteceram. Pergunte o que você pode fazer para ajudar a melhorar a
situação”, sugere a Inc.
Por que importa? Ao criar um ambiente seguro e
acolhedor para que seus colaboradores expressem suas emoções, líderes
podem fortalecer a confiança, o engajamento e a produtividade da equipe.
Lembre-se: A empatia verdadeira se manifesta através da escuta ativa, perguntas abertas e demonstração de apoio.
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História de Marien Ramos, Américo Martins – CNN Brasil
Área econômica é o ponto mais fraco do governo Lula, diz editor do Financial Times ao CNN Money
Em entrevista exclusiva ao CNN Money, o editor de temas
latino-americanos do Financial Times – um dos principais jornais de
negócios e economia do mundo -, Michael Stott, analisou a situação
econômica e política brasileira sob o governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT). O jornalista também abordou questões como o pacote
de corte de gastos prometido pelo governo, as expectativas em torno do
G20 e o impacto das eleições dos Estados Unidos no cenário internacional
e no Brasil. “Na parte econômica foi mais difícil, porque o governo
Lula voltou atrás a uma estratégia do primeiro mandato de aumento forte
de gastos e uma ideia de que o Estado é a solução para todos os
problemas econômicos, e não é necessariamente o correto para hoje em
dia. Então acredito que a parte econômica tenha sido o mais fraco do
governo Lula”, afirmou Stott em entrevista ao analista sênior de
assuntos internacionais da CNN, Américo Martins. Apesar da crítica, o
jornalista vê com bons olhos a economia brasileira para os próximos
anos. “Estou relativamente otimista, porque tem fundamentos fortes”,
disse. Na exclusiva, Stott diz que o presidente Lula conseguiu acalmar o
país depois de um momento difícil no começo do mandato. Ele também
destacou a independência do Banco Central como ponto positivo e a
disciplina fiscal na ponta negativa. Ainda na sua análise, o jornalista
do Financial Times chega a dizer que o mercado continua cauteloso sobre a
responsabilidade fiscal no Brasil, mas que a situação pode ser
revertida caso o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anuncie em breve
um pacote fiscal forte de redução de gastos. A entrevista foi realizada
na véspera das eleições nos Estados Unidos, em 5 de novembro, com a
vitória do republicano Donald Trump. Confira a entrevista exclusiva com o
editor de temas latino-americanos do Financial Times, Michael Stott:
Qual é sua avaliação do governo Lula até aqui? Quase dois anos, o que
ele tem feito de correto, quais são os desafios e onde ele erra? Na
verdade, o governo Lula teve um começo difícil com aquela história dos
bolsonaristas em janeiro. Talvez o começo mais difícil que se poderia
ter imaginado para um governo. Acho que o governo Lula enfrentou bem
esse desafio, logrou acalmar o Brasil e manter a força institucional.
Logo depois pôde começar a sua agenda, então houve o combate ao
desmatamento, muito importante para o cenário internacional, um tema
importante na mudança climática. Na parte econômica foi mais difícil,
porque o governo Lula voltou atrás a uma estratégia do primeiro mandato
de aumento forte de gastos e uma ideia de que o Estado é a solução para
todos os problemas econômicos, e não é necessariamente o correto para
hoje em dia. Então acredito que a parte econômica tenha sido o mais
fraco do governo Lula. Na economia, o que tem funcionado e o que não tem
funcionado? O que funcionou é o respeito até agora com a independência
do Banco Central e o respeito às reformas feitas o governo Bolsonaro,
como a reforma das previsões, que foi muito importante para o orçamento
federal. A parte de menos sucesso tem sido a disciplina fiscal. O
arcabouço fiscal, que foi a grande proposta, não foi bem recebido pelo
mercado porque não achou que realmente representou uma disciplina fiscal
necessária para o Brasil neste momento. As previsões do mercado agora
são para deficit bastante elevado para os próximos três anos, um
problema para o Brasil e por isso houve a queda do real. A grande
discussão este momento é de como o Brasil pode cortar gastos para
equilibrar as contas. Mas o governo não apresentou nenhuma proposta
formal até este momento. Você espera que as propostas sejam apresentadas
rapidamente? Acredito que vão ser apresentadas rapidamente, mas duvido
que sejam suficientemente fortes para satisfazer o mercado financeiro. E
a razão diso é que o governo está quase na metade, pensando nas
próximas eleições, com vontade grande de gastar para ganhar votos. E
você tem um Congresso que favorece o gasto, então a parte importante
aqui também é o Congresso Federal e ele não tem mostrado muita
disciplina fiscal nas suas propostas, ele gosta de gastar e não de forma
muito eficiente. O governo Bolsonaro também teve problemas fortes com o
Congresso e sua vontade de gastar. E isso é um problema estrutural do
sistema político brasileiro. Isso não se resolve com poucas medidas, é
preciso realizar um corte mais estrutural, mais profundo? Sim. É preciso
achar um reequilíbrio dos Três Poderes. Se fala muito que no Brasil
aumentou o poder no Congresso, mas não houve aumento na
responsabilidade. A responsabilidade ficou para o presidente e para o
governo, mas o poder ficou com o Congresso. E a isso é perigoso para
qualquer sistema democrático. Como isso poderia ser feito? Acho que tem
duas opções: uma é fortalecer a presidência e a outra é colocar um
sistema parlamentarista. Esse sistema não é uma tradição
latino-americana, não só do Brasil. Até agora não houve um país na
América Latina que tenha adotado o parlamentarismo. Mas o Brasil nos 15
anos tem ido nesse sentido, informalmente, na prática. Voltamos ao
ajuste de contas, aonde, na sua avaliação, deveriam ser feitos esses
cortes mais profundo? Se fala que o Brasil gasta muito, mas gasta mal. O
problema é a eficiência do gasto. O Brasil tem um nível de gasto muito
elevado, entre os mais altos da América Latina, assim como de impostos.
Mas tem muito dinheiro mal gasto e uma burocracia custosa e que não dá
bons resultados. Na educação, se fala que o Brasil gasta como a França,
olhando a representação do PIB, mas os resultados são bem inferiores.
Uma questão sobre muito gasto e pouca eficiência. No governo passado
houve uma reforma administrativa, que foi uma reforma bem pensada,
muitos especialistas acharam que foi a coisa certa. Mas neste governo
não foi retomada a iniciativa, e faz falta. Existe uma resistência muito
grande de uma boa parte dos “cabeças do estado”. Como resolver essa
questão? Isso também fica no Congresso. É uma instituição com orçamento
muito generoso. O orçamento do congressista brasileiro é uma coisa
inacreditável, não só o salário, mas outras despesas. Coisa que na
Europa seria impensável. Mas é muito difícil pedir um legislador para
votar por uma redução de gastos. É preciso uma conscientização do
público para pedir esse tipo de reformas para ter um Estado que serve
melhor o público brasileiro. No final das contas o que se quer é um
orçamento gastado para o benefício do brasileiro, não para o funcionário
do Estado. Você disse que muito dificilmente o mercado vai receber bem
os cortes que provavelmente vão ser anunciado. Eles esperam mais cortes,
melhor qualidade dos cortes ou por que eles não acreditam na gestão do
presidente Lula e do ministro Haddad? Acredito que os mercados tenham
dúvida sobre o compromisso do governo para lograr uma redução de
deficit. Existe uma possibilidade disso ser revertido? Se o ministro
Haddad saísse nesta semana ou na próxima com um pacote forte de gastos
crível, com possibilidade de realizar, e o Congresso aceita, o mercado
muda sua opinião. Não parece provável neste momento, mas que é possível é
possível. Qual é sua avaliação sobre o ministro Fernando Haddad? O
ministro Haddad é uma pessoa séria e com muita experiência politica. Uma
pessoa que está se vendo em um governo com cabeças mais à esquerda do
que ele. Uma pessoa que esta defendendo a disciplina e o gasto, pois
outras vozes no PT estão argumentando por um gasto maior. E o Haddad
fica em uma posição pouco confortável de limitar o gasto. E sempre fica a
questão de até que ponto o presidente apoia ele ou não. Este ano
tivemos um avanço importante, que foi a aprovação da primeira fase da
reforma tributária. Qual é sua expectativa real da implementação disso?
Simplificação fiscal é muito bem-vinda no Brasil, é uma coisa pedida há
muitos anos por parte das empresas se setor privado. O Brasil tem um
sistema tributário dos mais complicados e custosos de administrar. É um
começo, é preciso regulamentá-lo e veremos na regulamentação se o
Congresso quer seguir na linha da simplificação ou se começamos a ver um
monte de isenções e interesses especiais — o que está começando a
acontecer. Uma questão importante e geralmente uma crítica que vem sendo
feita é a dos juros. Neste momento a inflação deve fechar acima da meta
e mesmo assim os juros reais já são muito altos, com uma expectativa
que aumentem. O que o governo deveria fazer de forma estrutural para os
juros caírem? O governo está pagando nos juros um preço muito alto pela
falta de disciplina fiscal. O que esta acontecendo com o nível alto dos
juros — muito alto comparado com outros mercados emergentes — é pela
desconfiança do mercado em reduzir os gastos. Então se o governo quer
reduzir os juros é sair com um pacote de recortes fiscais importantes e
criveis para o mercado que reestabelecesse a disciplina fiscal. Uma
mudança que temos no início do ano que vem é o presidente do Banco
Central. O economista Gabriel Galípolo, hoje diretor do Banco Central,
ira assumir a presidência no lugar de Campos Neto. Você teme que o
Galípolo seja mais leniente no combate à inflação? É uma preocupação do
mercado. Conheci o Galípolo e é uma pessoa bem preparada, severa e que
não tem intenção nenhuma de comprometer a independência do Banco
Central, ele entende a importância da instituição. Ele vai defender a
autonomia do Banco Central nas suas decisões. Falta ver na prática o que
vai acontecer na sua presidência. Se o mercado chega a pensar que o
Banco Central está perdendo independência, a tendência é castigar isso
no mercado cambial. Voce está otimista? Acho que é cedo para avaliar.
Uma outra crítica que existe é que o mercado joga contra o país, não só
do governo da vez. Existe sempre a crítica de que o mercado nunca parece
satisfeito. É uma crítica muito da esquerda e é resultado de uma falta
de compreensão de como funciona o mercado financeiro. O mercado é livre e
coloca preços sobre os riscos. O mercado reflete uma expectativa quanto
à política econômica. Mas não tem um ponto de vista a favor ou contra
do país. Qual é sua expectativa para e economia brasileira em 2025, 2026
e no futuro proximo? Estou relativamente otimista, porque tem
fundamentos fortes. Um é a agorexportação, muito forte no Brasil e
sucesso no setor privado nos últimos anos, sendo uma das industrias
agroexportadores mais competitivas. E também tem o aumento da produção
de petroleo, menos comentada, mas igualmente importante. O Brasil tem
esses dois pilares que dão uma base muito forte, fora a inovação e o
setor privado competitivo. A qustão é que poderia crescer mais com
politicas corretas. Então é o setor publico que precisa fazer o dever de
casa, fazer reformas e ajudar a alavancar a economia? Sim, porque
acredito que o Brasil poderia estar crescendo a 5% ou 6% ao ano, como a
Índia. O Brasil fez isso no passado, nos anos 50, 60 e 70. Foi o país
que mais cresceu, estava crescendo quase 10% anual. Ele poderia voltar a
crescer mais rápido, só precisa de políticas governamentais que vão
favorecer o setor privado e deixar que esse crescimento aconteça,
chamando o investimento estrangeiro. O que podemos esperar do encontro
do G20 e o que isso pode ajudar na inserção global do Brasil? O G20 é um
fórum que tem tudo muitas dificuldades nos ultimos 2 ou 3 anos pela
invasão da Ucrânia, que dividiu os dois mundos. O Ocidente sempre quis
punir muito a Rússia, o Putim, e isso cria uma divisão dentro do G20 e
dificultou o diálogo. O Brasil tem um desafio muito grande. Se poderia
lograr um consenso neste ano com a guerra ainda continuando. Qual é o
impacto do resultado da eleição americana, dependendo de quem for o
vencedor, para o Brasil? Para o Brasil, essa eleição é menos importante
do que para outros paises do mundo.Os europeus estão preocupados com a
guerra da Ucrânia, os mexicanos estão preocupados com o acordo de livre
comercio. Para o Brasil, o impacto é menor, seria mais ao nível politico
e diplomático. O presidente Lula se sentiria mais confortável com uma
vitória de Harris, e os bolsonaristas vão estar felizes se ganhasse
Trump de novo. Também o sucesso da COP no ano que vem, para o Brasil,
será muito afetado. Trump não acredita no sucesso da COP e não virá
provavelmente à COP, então isso seria muito complicado para o Brasil.
Mas, no geral, o impacto é menor.
A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) inaugurou nesta semana a primeira unidade de fabricação em volume do mundo para a produção de ânodo de nióbio com a tecnologia XNO, usada em baterias de carros elétricos. A planta industrial fica na cidade de Araxá (MG).
O metal com alta resistência à corrosão e boa condutividade é
utilizado na fabricação de baterias de íons de lítio e se destaca pela
grande capacidade de lidar com carregamentos ultrarrápidos. Além disso,
suporta uma maior quantidade de ciclos de carga e descarga, podendo ser
usado, também, na construção civil, aviões, carros e sondas espaciais,
entre outras áreas.
De acordo com a CBMM, a nova instalação terá capacidade para
produzir 3 mil toneladas anualmente de óxidos mistos para baterias, das
quais 2 mil toneladas destinadas à tecnologia XNO. Ela vai fornecer o equivalente a 1 GWh por ano para fabricantes de células de íons de lítio de vários países.
A empresa planeja alcançar uma capacidade de produção de 20 mil toneladas de óxido de nióbio para
baterias até 2030 na unidade de produção no interior mineiro. A
previsão de investimento para a planta é de R$ 2,2 bilhões, com o
empreendimento devendo gerar mais de 130 empregos diretos.
A produção de ânodo de nióbio desta nova planta industrial será utilizada para a produção de baterias mais potentes, com recarga ultrarrápida e maior durabilidade,
atendendo à crescente demanda da indústria automotiva. A fábrica foi
construída em parceria com a britânica Echion Techonologies.
Clientes da Echion, que trabalham no desenvolvimento da nova geração de baterias,
terão acesso a toda a produção da unidade. Eles estão localizados
principalmente na Europa, mas também há marcas sediadas em países da
Ásia, América do Norte e América do Sul.
A planta industrial vai produzir 2 mil toneladas de óxidos para
baterias com a tecnologia XNO anualmente. (Imagem: CBMM/Divulgação)
“Na CBMM, esperamos um crescimento acelerado no setor de baterias nos
próximos anos. Estamos orgulhosos de comemorar os frutos desta parceria
que reforça nosso Plano de Sustentabilidade e se alinha às tendências
globais de descarbonização e promoção da eletrificação”, comentou o CEO da empresa, Ricardo Lima.
Países asiáticos antecederam Brasil no comando do bloco das
maiores economias mundiais e enfrentaram tensões crescentes e guerras
durante seus mandatos.
Fundado em 1999 para lidar com crises financeiras e instabilidades
econômicas, o G20 ganhou destaque durante a crise financeira global de
2008, quando tiveram início as cúpulas anuais dos líderes mundiais. O
bloco reúne países que lideram a economia global e respondem por cerca
de dois terços da população do planeta, além de 75% do comércio mundial.
Desde 2008, o fórum evoluiu para uma espécie de “mini ONU” que lida
com questões como mudanças climáticas e tensões geopolíticas, embora os
Estados-membros nem sempre concordem sobre o que deve estar na agenda.
O Brasil assumiu a presidência rotativa anual do G20 em dezembro
passado ao suceder a Índia. A África do Sul será o próximo país a
assumir a liderança do grupo no próximo ano.
Ao longo de 2024, o Brasil sediou e presidiu várias reuniões
ministeriais do G20. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva pautou
questões pertinentes ao mundo em desenvolvimento durante sua presidência
do bloco. Entre elas, a redução das desigualdades, a reforma de
instituições de governança global, como o Fundo Monetário Internacional
(FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção do desenvolvimento sustentável.
Para M. Habib Abiyan Dzakwan, pesquisador de política econômica
internacional no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS)
da Indonésia, o Brasil deve fortalecer a abordagem dos países do G20 em
questões cruciais como mudanças climáticas e desafios globais de saúde.
Contudo, ainda não está claro o que o Brasil conseguirá alcançar em termos concretos.
Como a Índia se saiu?
A cúpula irá provavelmente oferecer também uma oportunidade para os
líderes discutirem questões polêmicas, como a guerra da Rússia na
Ucrânia e o conflito no Oriente Médio. Obter um consenso sobre uma
declaração conjunta dos líderes será um dos desafios do Brasil.
A Índia, que sediou a cúpula no ano passado, conseguiu obter uma vitória ao negociar um consenso na declaração conjunta final abordando a guerra na Ucrânia, mas evitando condenar especificamente a Rússia.
Em vez disso, o texto categorizou o “sofrimento humano e os impactos
negativos adicionais” da guerra em um contexto econômico “com relação à
segurança alimentar e energética global, cadeias de abastecimento,
estabilidade macrofinanceira, inflação e crescimento”.
O ex-diplomata indiano Ajay Bisaria disse que a cúpula foi
“indicativa da capacidade da Índia de equilibrar sua parceria
historicamente estável com a Rússia enquanto nutre relações com os
países ocidentais”. “Mais do que apenas equilibrar relações importantes,
o que a Índia tentou na geopolítica foi unir divisões, tanto a
Leste-Oeste quando a Norte-Sul”, acrescentou.
No evento do ano passado, a União Africana,
que representa 55 países do continente africano, também se tornou
membro permanente do G20. A inclusão foi vista como uma forma de
ressaltar a importância de incluir o chamado Sul Global em fóruns
multilaterais.
Observadores na Índia concluíram que a cúpula em Nova Déli reforçou a
imagem de seu país como uma força diplomática e econômica em ascensão
no cenário global, particularmente em um momento em que o mundo
enfrentava múltiplas crises geopolíticas e econômicas.
Ano difícil
Um ano antes, durante a presidência da Indonésia, os líderes do G20
se reuniram na idílica ilha de Bali. A cúpula ocorreu em um momento de
dúvidas sobre a própria eficácia e utilidade do G20, tendo como pano de
fundo a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, que causou
divisões sem precedentes dentro do grupo.
O presidente indonésio, Joko Widodo, estava empenhado em fazer da
liderança do G20 o ponto alto de seu governo. Ao final, os resultados da
cúpula superaram as expectativas, o que se tornou uma vitória
diplomática para Jacarta.
Os participantes conseguiram concordar com uma declaração final cuidadosamente redigida,
observando que “a maioria dos membros condenou veementemente a guerra
na Ucrânia e enfatizou que está causando imenso sofrimento humano e
exacerbando as fragilidades existentes na economia global”.
Desafios únicos e complexos
Dzakwan avaliou que cada presidência do G20 enfrenta seus próprios
desafios, que estão cada vez mais complexos. Ele observou que a
presidência da Indonésia em 2022 foi significativamente ofuscada pela
guerra na Ucrânia, enquanto a Índia, no ano passado, teve que lidar com
tensões crescentes no Oriente Médio, além do conflito na Ucrânia.
O pesquisador disse acreditar que esses desafios continuarão a se intensificar, principalmente com o retorno de Donald Trump à Casa Branca.
“Nunca foi fácil, principalmente a partir do primeiro governo Trump.
Isso demonstra que o multilateralismo não é muito eficaz, mas sim mais
transacional”, afirmou.
O G20 é o principal fórum internacional de cooperação econômica e
financeira, tema cada vez mais questionado pelas mudanças da geopolítica
mundial.
O Grupo dos Vinte reúne as maiores economias do planeta.
– Quem faz parte do G20? –
Apesar de seu nome, o G20 tem 21 integrantes. São 19 países membros:
Argentina, Austrália, Brasil, Reino Unido, Canadá, China, França,
Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia
Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia e Estados Unidos. Juntos,
representam 85% do PIB global e três quartos do comércio mundial.
Além dos países, o grupo tem mais dois membros: União Europeia e União Africana, admitida no ano passado.
– Como foi criado? –
O G20 foi concebido em 1999 como um espaço de coordenação entre
ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais, em resposta a
uma crise financeira nos países asiáticos dois anos antes.
Desde 2008, após a crise financeira mundial, os chefes de Estado e de
Governo se reúnem a cada ano para discutir assuntos econômicos
internacionais.
Também debatem outros temas como saúde, justiça social, cultura, agricultura, turismo e luta contra a corrupção.
– Que tema domina o G20 este ano? –
O Brasil, que preside o G20 este ano, prioriza a luta contra a fome e
a pobreza, assim como a reforma das instituições internacionais e as
preocupações climáticas.
Organizações da sociedade civil participam de um G20 Social antes da
reunião de chefes de Estado e de Governo, na segunda e terça-feira (18 e
19).
A cúpula no Rio de Janeiro terá as presenças dos presidentes dos
Estados Unidos, Joe Biden, da China, Xi Jinping, e de outros líderes.
O presidente russo, Vladimir Putin, alvo de um mandado de prisão do
Tribunal Penal Internacional (TPI) relacionado à guerra na Ucrânia, não
estará presente. Ele será representado pelo ministro das Relações
Exteriores, Serguei Lavrov.
– Divergências –
A guerra da Rússia na Ucrânia provocou divergências entre os países nas reuniões recentes.
Nas duas últimas reuniões, em Bali (2022) e Nova Délhi (2023), a
tradicional “foto de família” dos líderes – um símbolo de unidade – foi
cancelada devido às diferentes posturas a respeito de Moscou e da
guerra.
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro
(PL-SP) publicou nesta sexta-feira (15) uma nota para repudiar o que
chamou de tentativas de vincular o atentado ocorrido na praça dos Três
dos Poderes ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e aliados
políticos.
Em manifestação na rede social X (antigo Twitter), assinada por ele
como secretário de Relações Institucionais do PL, Eduardo chamou a
situação de uma “distorção inaceitável dos fatos”, com o “propósito
malicioso de atrapalhar o andamento do projeto de lei da Anistia”.
A proposta tramita no Congresso com a intenção de anistiar envolvidos
no ataque golpista de 8 de janeiro de 2023 e, para aliados, também
Bolsonaro posteriormente e foi criticada por ministros do STF (Supremo
Tribunal Federal) depois do atentado de quarta-feira (13) em Brasília.
Depois do atentado, parlamentares bolsonaristas chegaram a dizer que a
ideia poderia acabar enterrada.
Eduardo Bolsonaro afirmou que o PL da Anistia é “essencial para a
pacificação nacional e o restabelecimento da normalidade institucional”
no país.
O parlamentar citou três pontos que, para ele, demonstrariam uma
tentativa de instrumentalização do sofrimento da família de Francisco
Wanderley Luiz, autor do atentado.
Segundo ele, houve um “ato de suicídio”, e “não uma tentativa de
ataque aos Poderes”. Citou ainda que Francisco foi candidato a vereador
pelo PL em 2020 quando Bolsonaro não estava no partido e em chapa que
tinha PDT. E disse que, em mensagens em suas redes sociais, o autor do
atentado “demonstrou profundo descontentamento com a polarização
política no país”, expressando rejeição a Bolsonaro e a Lula.
“Esse uso oportunista dessa tragédia, sem qualquer empatia pela dor
de uma família que acaba de perder um ente querido e pelo choque de
milhões de brasileiros, é um reflexo preocupante de um discurso político
que perdeu o contato com o respeito e com a dignidade”, afirmou
Eduardo.
O deputado federal concluiu a nota afirmando que “a sociedade
brasileira merece um debate verdadeiro, justo e baseado na realidade dos
fatos” e criticou a “manipulação de eventos trágicos para prejudicar um
projeto de reconciliação”.
Segundo ele, essa atitude representa um “ato de desonestidade” repudiado pelo PL.
PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – O empresário Luciano Hang, dono da rede de
lojas Havan, foi às redes sociais criticar a discussão sobre o fim da
escala 6×1, em que o trabalhador tem apenas uma folga semanal
remunerada. Em publicação no Instagram na noite desta quinta-feira (14),
ele disse que a PEC (proposta de emenda à Constituição) “é só
populismo” e “cria uma polêmica onde não precisa”.
“O brasileiro não quer trabalhar menos, ele quer, acima de tudo,
viver melhor, com mais conforto, mais segurança, saúde, educação e
independência. Quer ter uma melhor condição de vida e não viver de
esmolas do Estado”, diz o texto de Hang.
A manifestação do empresário ecoa a posição contrária de entidades do
comércio e da indústria, como CNI (Confederação Nacional da Indústria),
Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado
de São Paulo), Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e
outros.
Hang argumenta que o fim da escala 6×1 impactaria negativamente
empresas, aumentaria os preços aos consumidores, diminuiria salários e
vai na direção contrária do desejo das pessoas.
“Recentemente, na inauguração de uma loja Havan no Rio Grande do Sul,
uma colaboradora me disse: ‘Prefiro trabalhar aos domingos do que pedir
emprego na segunda-feira’. Esse comentário reflete aquilo que as
pessoas querem, que é a segurança de uma renda fixa e um ambiente de
trabalho estável”, disse.
Na publicação, Hang acrescenta que cálculos do setor de recursos
humanos da Havan apontam que a mudança na jornada de trabalho geraria um
custo adicional de 70% para a empresa. “Isso de uma hora para outra. O
que não afetaria apenas as empresas, mas também os consumidores, que
enfrentariam preços mais altos. Na realidade, empresários são meros
repassadores de custos e isso recai sobre a população que perde parte do
valor real dos salários”, afirmou.
Luciano Hang é um notório apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No entanto, a contrariedade à PEC 6×1 não é unanimidade entre os
partidos de direita, que vem sofrendo pressão popular sobre o tema.
Exemplos disso são os parlamentares Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e
Fernando Rodolfo (PL-PE), este do mesmo partido do ex-presidente, que
divergiram de seus pares e endossaram a proposta.
A PEC é uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL) e conquistou o
número mínimo de 171 assinaturas na quarta-feira (13). Uma vez
protocolado, após a conferência das assinaturas, o texto seguirá para a
CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania) da Câmara dos
Deputados, que analisará a admissibilidade da proposta.
Há ainda um abaixo-assinado online, que pode ser assinado por quem
defende a medida. Até as 17h desta quinta, o documento passava das 2,9
milhões de assinaturas.
Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)
mostram que, em um ano de 365 dias, 147 são dedicados para o pagamento
de impostos no Brasil. A carga tributária impacta diretamente no
consumo, tornando produtos e serviços mais caros, o que pode reduzir o
poder de compra da população.
Isso porque na maioria dos casos, as empresas e prestadores de
serviço repassam aos consumidores os valores a serem pagos à Receita,
encarecendo o preço final. Uma carga tributária alta pode afetar o
orçamento familiar, reduzir a competitividade das empresas,
especialmente as de menor porte e aumentar a informalidade econômica.
Alguns desses problemas buscam ser sanados com a Reforma Tributária
já aprovada no Congresso e que visa criar o Imposto sobre Bens e Consumo
(IBS) e criar um sistema tributário mais justo. Outros ainda precisam
ser discutidos em novas etapas da reforma estrutural.
Sem levar em conta a reforma que ainda não foi colocada em prática, a
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima
que 50% do encargo tributário incide sobre o consumo em vez de ser
equilibrado entre renda, propriedade e consumo, como ocorre em países
desenvolvidos.
“A situação impacta diretamente a população, especialmente nas
classes mais baixas, que acabam pagando proporcionalmente mais impostos.
Em países como os Estados Unidos e França, a estrutura é voltada para a
tributação da renda, o que alivia o peso sobre o consumo e torna o
sistema mais progressivo”, explica Renata Bilhim, advogada tributarista,
doutora em tributação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro
(UERJ) e CEO da Bilhim Education & Consulting.
A Irlanda, ao longo das últimas décadas, diminuiu as tributações
corporativas para atrair investimentos estrangeiros. Desse modo, reduziu
impostos e, ao mesmo tempo, aumentou o poder de compra dos cidadãos,
ajudando a impulsionar o crescimento econômico do país,
A advogada alerta que nem sempre reduzir impostos é uma garantia de
avanço no poder de compra. “Para isso acontecer, é necessário que o
corte de tributos seja acompanhado por uma política econômica
consistente, além de uma boa administração dos serviços públicos”,
diz.
Distribuição do impacto
Os tributos no Brasil são determinados com base no tipo de atividade
econômica praticada. A lei estipula uma porcentagem específica para cada
produto ou serviço, de acordo com a Classificação Nacional de
Atividades Econômicas (CNAE). Assim, o valor dos tributos que cada
empresa deve pagar é calculado conforme o ramo em que atua. A soma dos
valores brutos de todas essas atividades compõem o Produto Interno Bruto
(PIB), que reflete tudo o que o país produziu em um ano,
independentemente dos custos envolvidos.
No primeiro trimestre de cada ano, o Ministério da Fazenda calcula o
total arrecadado em impostos no ano anterior. Nesse processo, soma-se a
produção e os tributos pagos para definir a proporção de impostos em
relação à produção nacional. De acordo com o Observatório de Política
Fiscal, da Fundação Getulio Vargas (FGV) a carga tributária bruta (CTB)
de 2023 foi de 32,44% do PIB.
Para a advogada tributária, no Brasil, alguns tributos como o Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) aumentam o custo de bens e serviços
essenciais. Ou seja, uma parcela maior da renda é destinada para
impostos embutidos nos preços, o que reduz o poder real de compra.
O brasileiro, no entanto, nem sempre consegue calcular efetivamente o
impacto dos impostos sobre o consumo. Bilhim explica que como os
tributos estão embutidos no preço final dos produtos, ao comprar algo, o
consumidor não tem a real noção do quanto está pagando de imposto — na
prática, quando uma pessoa vê um produto na gôndola do supermercado, o
preço exibido já inclui o valor dos tributos, sem distinção entre o
custo do produto e o imposto.
Em outros países, o valor dos impostos é informado separadamente no
recibo de compra, o que dá ao consumidor uma visão mais ampla. No
Brasil, embora a nota fiscal também informe o valor dos impostos, eles
nem sempre são calculados corretamente e se encontram quase “escondidos”
dentro da nota fiscal.Exemplos práticos
No setor de bens de consumo e produtos industrializados, impostos
como o ICMS e o IPI representam uma parte significativa do custo. No
setor de serviços, é o Imposto Sobre Serviços (ISS) que integra o preço
final em estabelecimentos como academias, cabeleireiros e reparos, onde
o consumidor paga pelo serviço com o tributo já embutido.
A situação, muitas vezes, não é vantajosa nem para os consumidores
nem para as empresas. O economista e professor da Faculdade de Comércio
(FAC- SP), Denis Medina, afirma que quando um setor precisa repassar uma
parte dos custos tributários ao consumidor, isso reduz a
competitividade, afetando a concorrência. O impacto pode ser maior em
empresas menores, que têm menos margem para absorver esses custos.
Um exemplo de como a carga tributária aparece no dia a dia é o
chamado imposto em cascata, que se aplica ao cálculo do preço de venda
de produtos. Imagine um item vendido por R$ 100,00: desse valor, 18% é
ICMS, que, no caso do estado de São Paulo, vai direto para o governo.
Segundo Medina, o que sobra para a empresa são os 82%, mas a tributação
não para por aí.
O IPI é um exemplo emblemático de como a carga tributária se acumula.
Esse tributo não é calculado sobre os 82% restantes, mas sobre o valor
bruto de R$ 100, incluindo o ICMS e outros impostos como PIS e COFINS,
criando assim uma base de cálculo que inclui tributos sobre tributos.
Vale apontar, no entanto, que a estrutura acima será substituída pela
Reforma Tributária. O IBS vai substituir os tributos estadual e
municipal— o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias (ICMS) e o
Imposto Sobre Serviços (ISS) — transformando-os em uma cobrança única. O
objetivo é reduzir o efeito cascata e propor uma carga tributária com
melhor distribuição entre os setores.
Outros exemplos de impostos que acabam influenciando o consumo são as
taxas sobre propriedade, como IPVA e IPTU, e de importação. No segundo
caso, o cálculo dos tributos começa com o valor do produto somado ao
frete, gerando a base para o imposto de importação. Com esse novo valor,
PIS e COFINS são aplicados, criando um novo efeito cascata.
Autor: Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria
Em tempos de incerteza, é comum que muitos profissionais sintam a
pressão de aceitar o primeiro emprego que aparece. A economia oscilante e
o aumento do desemprego fazem com que a necessidade de segurança
financeira fale mais alto. No entanto, aceitar uma oportunidade que não
está alinhada aos seus valores ou objetivos de carreira pode trazer
consequências negativas duradouras.
Para os profissionais que estão em busca de crescimento constante, é
fundamental entender os riscos de aceitar um emprego por desespero e
como isso pode impactar a carreira no longo prazo.
Há quatro sinais claros de alerta que indicam quando é melhor recusar
uma oferta, mesmo em momentos de maior necessidade. São pontos que,
além de prejudicarem o seu desenvolvimento profissional, afetam sua
saúde mental e bem-estar. Vejamos quais são e algumas recomendações para
detectá-los previamente.
1. Cultura tóxica
Se a empresa tem uma cultura tóxica, ela pode minar seu potencial,
sugando sua energia e desmotivando sua performance. No Brasil, muitas
empresas ainda sofrem com culturas de gestão obsoletas, onde a alta
pressão e a falta de suporte são frequentes. Esse tipo de ambiente não
apenas prejudica a produtividade, mas também tem um impacto direto no
bem-estar emocional dos colaboradores.
Ao entrevistar para uma vaga, pergunte sobre o estilo de liderança da
empresa e busque feedback de funcionários atuais ou ex-funcionários.
Certifique-se de que o ambiente é saudável e promove o crescimento
coletivo.
2. Falta de oportunidades de crescimento
Se você percebe que o emprego oferecido não tem espaço para promoção,
desenvolvimento de novas habilidades ou crescimento pessoal, é um sinal
claro de alerta. Aceitar um emprego que limita seu desenvolvimento pode
levar à estagnação e, eventualmente, à frustração.
Com a crescente busca por especializações e qualificações, os
profissionais que se destacam são aqueles que não apenas buscam o
emprego, mas uma oportunidade para desenvolver suas carreiras
continuamente. Aceitar uma vaga sem perspectivas de crescimento pode
fazer com que você perca espaço no mercado.
Uma recomendação é perguntar, durante o processo de seleção, sobre as
oportunidades de treinamento e desenvolvimento interno. Empresas que
investem no crescimento de seus funcionários tendem a proporcionar
melhores experiências e resultados a longo prazo.
3. Carga de trabalho irrealista
A carga de trabalho insustentável é outro sinal de alerta. Se desde o
início você percebe que a empresa exige uma carga de trabalho
impossível de manter a longo prazo, essa é uma bandeira vermelha. Muitos
profissionais, ao aceitar empregos que exigem dedicação acima do
limite, acabam prejudicando sua saúde mental e física, o que pode
resultar em esgotamento e até em doenças.
No contexto brasileiro, onde muitas empresas ainda praticam jornadas
extenuantes, esse é um problema comum. Para quem busca equilíbrio entre
vida pessoal e profissional, aceitar uma vaga com expectativas
irrealistas pode ser um grande erro.
Diante disso, tente obter informações sobre a rotina de trabalho, a
flexibilidade de horários e o volume de tarefas. Empresas que respeitam o
equilíbrio entre trabalho e vida pessoal são mais propensas a manter
equipes motivadas e produtivas.
4. Liderança ineficaz
Líderes que não sabem como inspirar, apoiar e desenvolver suas
equipes criam ambientes de trabalho desorganizados e improdutivos.
Infelizmente, esse problema ainda é comum no mercado de trabalho.
Um líder ineficaz pode fazer com que você se sinta perdido ou sem
direção. Ao longo do tempo, essa situação gera desmotivação e impacta
negativamente o desempenho e a satisfação no trabalho. Uma liderança
ruim afeta diretamente o clima organizacional e pode resultar em alta
rotatividade de funcionários.
Assim, durante as entrevistas, procure entender o estilo de gestão
dos líderes da empresa. Faça perguntas sobre como eles dão feedbacks,
quais são suas expectativas e como lidam com desafios. Isso ajudará a
identificar se eles são líderes que inspiram ou apenas chefes que geram
desconforto.
Além de estar atento aos sinais, mencionados, uma recomendação
importante para quem está em busca de emprego é: não sacrifique sua
carreira a longo prazo por um alívio momentâneo. Ao avaliar uma oferta
de trabalho, considere se o ambiente permitirá que você cresça e se
desenvolva, ou se será uma barreira para seu sucesso.
No final, o que define uma carreira de sucesso é a capacidade de
tomar decisões estratégicas, e isso inclui saber quando recusar uma
oportunidade que pode fazer mais mal do que bem.
A importância do bom site da Valeon para o seu negócio
Moysés Peruhype Carlech
Antigamente, quando um cliente precisava de um serviço, buscava
contatos de empresas na Lista Telefônica, um catálogo que era entregue
anualmente ou comprado em bancas de jornais que listava os negócios por
áreas de atuação, ordem alfabética e região de atuação.
De certa forma, todos os concorrentes tinham as mesmas chances de
serem encontrados pelos clientes, mas existiam algumas estratégias para
que os nomes viessem listados primeiro, como criar nomes fantasia com as
primeiras letras do alfabeto.
As listas telefônicas ficaram no passado, e, na atualidade, quando um
cliente deseja procurar uma solução para sua demanda, dentre outros
recursos, ele pesquisa por informações na internet.
O site da Valeon é essencial para que sua empresa seja encontrada
pelos seus clientes e ter informações sobre a empresa e seus produtos 24
horas por dia. Criamos uma marca forte, persuasiva e, principalmente,
com identidade para ser reconhecida na internet.
Investimos nas redes sociais procurando interagir com o nosso público
através do Facebook, Google, Mozilla e Instagram. Dessa forma, os
motivos pelos quais as redes sociais ajudam a sua empresa são inúmeros
devido a possibilidade de interação constante e facilitado como o
público-alvo e também a garantia de posicionamento no segmento de
marketplaces do mercado, o que faz com que o nosso cliente sempre acha o
produto ou a empresa procurada.
A Plataforma Comercial site Marketplace da Startup Valeon está apta a
resolver os problemas e as dificuldades das empresas e dos consumidores
que andavam de há muito tempo tentando resolver, sem sucesso, e o
surgimento da Valeon possibilitou a solução desse problema de na região
do Vale do Aço não ter um Marketplace que Justamente por reunir uma
vasta gama de produtos de diferentes segmentos e o marketplace Valeon
atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao
lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não
conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa
vitrine virtual. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de
diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e
volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de
visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e
acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que
tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
CONTRATE A STARTUP VALEON PARA FAZER A DIVULGAÇÃO DA SUA EMPRESA NA INTERNET
Moysés Peruhype Carlech
Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver,
gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma
consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do
mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados
satisfatórios para o seu negócio.
Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.
Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?
Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada
para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui
profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem
potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto
resulta em mais vendas.
Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?
A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu
projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas
considerações importantes:
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas
mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por
dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em
mídia digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real
tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha
é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de
visualizações e de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com
publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as
marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes
segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de
público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos
consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro
contato por meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em
torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace
que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço,
agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta
diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa
e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores
como:
Em resumo, o que a medida propõe é acabar com a jornada de 44 horas
de trabalho semanais vigente há 81 anos no país, desde que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi publicada, em 1943. Em vez disso, a ideia é reduzir esse limite para 36 horas semanais. Clique aqui e acesse, na íntegra, o texto da proposta.
A Efí Bank, uma fintech mineira criada em 2007 e que atende a cerca
de 500 mil clientes já adota, desde 2022, a escala de quatro dias
trabalhado por três de descanso. O modelo foi criado dois anos depois do
banco digital decidir migrar os seus cerca de seus 500 colaboradores
para o modelo remoto.
Segundo a fintech, a jornada adotada para a maioria deles é de
segunda a quinta-feira, tendo a sexta, sábado e domingo de folga. Porém,
para alguns, é adotada uma escala de plantão, de modo a evitar que
serviços como atendimento ao cliente e suporte técnico fiquem
descobertos.
A empresa diz que o modelo não trouxe prejuízo financeiro algum ao
modelo de negócios e ajudou na retenção dos colaboradores, passando de
78% a 90%. Já os pedidos de demissão reduziram 81% desde que a escala
foi adotada. Até existe uma sede, em Ouro Preto (MG), dotada de mesa de
sinuca, fliperama, pufs e outras dependências para trabalho. A Efí Bank
informa que a mantém para os colaboradores que moram na cidade ou região
irem trabalhar presencialmente, caso desejem.
Os dados indicam ainda o seguinte:
100% dos colaboradores percebem impacto positivo na saúde integral;
98% se sentem mais descansados e dispostos;
96% relatam equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.