sábado, 16 de novembro de 2024

MINAS GERAIS INAUGURA A PRIMEIRA INSTALAÇÃO DO MUNDO PARA A PRODUÇÃO DE NIÓBIO PARA BATERIAS DE CARROS ELÉTRICOS

 

História de André Luiz Dias Gonçalves – TecMUndo

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) inaugurou nesta semana a primeira unidade de fabricação em volume do mundo para a produção de ânodo de nióbio com a tecnologia XNO, usada em baterias de carros elétricos. A planta industrial fica na cidade de Araxá (MG).

O metal com alta resistência à corrosão e boa condutividade é utilizado na fabricação de baterias de íons de lítio e se destaca pela grande capacidade de lidar com carregamentos ultrarrápidos. Além disso, suporta uma maior quantidade de ciclos de carga e descarga, podendo ser usado, também, na construção civil, aviões, carros e sondas espaciais, entre outras áreas.

De acordo com a CBMM, a nova instalação terá capacidade para produzir 3 mil toneladas anualmente de óxidos mistos para baterias, das quais 2 mil toneladas destinadas à tecnologia XNO. Ela vai fornecer o equivalente a 1 GWh por ano para fabricantes de células de íons de lítio de vários países.

A empresa planeja alcançar uma capacidade de produção de 20 mil toneladas de óxido de nióbio para baterias até 2030 na unidade de produção no interior mineiro. A previsão de investimento para a planta é de R$ 2,2 bilhões, com o empreendimento devendo gerar mais de 130 empregos diretos.

A produção de ânodo de nióbio desta nova planta industrial será utilizada para a produção de baterias mais potentes, com recarga ultrarrápida e maior durabilidade, atendendo à crescente demanda da indústria automotiva. A fábrica foi construída em parceria com a britânica Echion Techonologies.

Clientes da Echion, que trabalham no desenvolvimento da nova geração de baterias, terão acesso a toda a produção da unidade. Eles estão localizados principalmente na Europa, mas também há marcas sediadas em países da Ásia, América do Norte e América do Sul.A planta industrial vai produzir 2 mil toneladas de óxidos para baterias com a tecnologia XNO anualmente. (Imagem: CBMM/Divulgação)

A planta industrial vai produzir 2 mil toneladas de óxidos para baterias com a tecnologia XNO anualmente. (Imagem: CBMM/Divulgação)

“Na CBMM, esperamos um crescimento acelerado no setor de baterias nos próximos anos. Estamos orgulhosos de comemorar os frutos desta parceria que reforça nosso Plano de Sustentabilidade e se alinha às tendências globais de descarbonização e promoção da eletrificação”, comentou o CEO da empresa, Ricardo Lima.

CONTRIBUIÇÃO DA ÍNDIA E DA INDONÉSIA PARA O G20

 

História de Srinivas Mazumdaru – DW Brasil

Países asiáticos antecederam Brasil no comando do bloco das maiores economias mundiais e enfrentaram tensões crescentes e guerras durante seus mandatos.

Rio sediará em 2024 a cúpula do G20

Rio sediará em 2024 a cúpula do G20© Ingrid Cristina/ZUMA/IMAGO

Fundado em 1999 para lidar com crises financeiras e instabilidades econômicas, o G20 ganhou destaque durante a crise financeira global de 2008, quando tiveram início as cúpulas anuais dos líderes mundiais. O bloco reúne países que lideram a economia global e respondem por cerca de dois terços da população do planeta, além de 75% do comércio mundial.

Desde 2008, o fórum evoluiu para uma espécie de “mini ONU” que lida com questões como mudanças climáticas e tensões geopolíticas, embora os Estados-membros nem sempre concordem sobre o que deve estar na agenda.

O Brasil assumiu a presidência rotativa anual do G20 em dezembro passado ao suceder a Índia. A África do Sul será o próximo país a assumir a liderança do grupo no próximo ano.

Ao longo de 2024, o Brasil sediou e presidiu várias reuniões ministeriais do G20. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva pautou questões pertinentes ao mundo em desenvolvimento durante sua presidência do bloco. Entre elas, a redução das desigualdades, a reforma de instituições de governança global, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção do desenvolvimento sustentável.

Para M. Habib Abiyan Dzakwan, pesquisador de política econômica internacional no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) da Indonésia, o Brasil deve fortalecer a abordagem dos países do G20 em questões cruciais como mudanças climáticas e desafios globais de saúde.

Contudo, ainda não está claro o que o Brasil conseguirá alcançar em termos concretos.

Como a Índia se saiu?

A cúpula irá provavelmente oferecer também uma oportunidade para os líderes discutirem questões polêmicas, como a guerra da Rússia na Ucrânia e o conflito no Oriente Médio. Obter um consenso sobre uma declaração conjunta dos líderes será um dos desafios do Brasil.

A Índia, que sediou a cúpula no ano passado, conseguiu obter uma vitória ao negociar um consenso na declaração conjunta final abordando a guerra na Ucrânia, mas evitando condenar especificamente a Rússia.

Em vez disso, o texto categorizou o “sofrimento humano e os impactos negativos adicionais” da guerra em um contexto econômico “com relação à segurança alimentar e energética global, cadeias de abastecimento, estabilidade macrofinanceira, inflação e crescimento”.

O ex-diplomata indiano Ajay Bisaria disse que a cúpula foi “indicativa da capacidade da Índia de equilibrar sua parceria historicamente estável com a Rússia enquanto nutre relações com os países ocidentais”. “Mais do que apenas equilibrar relações importantes, o que a Índia tentou na geopolítica foi unir divisões, tanto a Leste-Oeste quando a Norte-Sul”, acrescentou.

No evento do ano passado, a União Africana, que representa 55 países do continente africano, também se tornou membro permanente do G20. A inclusão foi vista como uma forma de ressaltar a importância de incluir o chamado Sul Global em fóruns multilaterais.

Índia conseguiu obter êxito diplomático com a declaração final abordando a guerra na Ucrânia, mas sem condenar a Rússia

Índia conseguiu obter êxito diplomático com a declaração final abordando a guerra na Ucrânia, mas sem condenar a Rússia© Russian Foreign Ministry Press Spicture alliance/dpa

Observadores na Índia concluíram que a cúpula em Nova Déli reforçou a imagem de seu país como uma força diplomática e econômica em ascensão no cenário global, particularmente em um momento em que o mundo enfrentava múltiplas crises geopolíticas e econômicas.

Ano difícil

Um ano antes, durante a presidência da Indonésia, os líderes do G20 se reuniram na idílica ilha de Bali. A cúpula ocorreu em um momento de dúvidas sobre a própria eficácia e utilidade do G20, tendo como pano de fundo a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, que causou divisões sem precedentes dentro do grupo.

O presidente indonésio, Joko Widodo, estava empenhado em fazer da liderança do G20 o ponto alto de seu governo. Ao final, os resultados da cúpula superaram as expectativas, o que se tornou uma vitória diplomática para Jacarta.

Os participantes conseguiram concordar com uma declaração final cuidadosamente redigida, observando que “a maioria dos membros condenou veementemente a guerra na Ucrânia e enfatizou que está causando imenso sofrimento humano e exacerbando as fragilidades existentes na economia global”.

Desafios únicos e complexos

Dzakwan avaliou que cada presidência do G20 enfrenta seus próprios desafios, que estão cada vez mais complexos. Ele observou que a presidência da Indonésia em 2022 foi significativamente ofuscada pela guerra na Ucrânia, enquanto a Índia, no ano passado, teve que lidar com tensões crescentes no Oriente Médio, além do conflito na Ucrânia.

O pesquisador disse acreditar que esses desafios continuarão a se intensificar, principalmente com o retorno de Donald Trump à Casa Branca. “Nunca foi fácil, principalmente a partir do primeiro governo Trump. Isso demonstra que o multilateralismo não é muito eficaz, mas sim mais transacional”, afirmou.

Autor: Srinivas Mazumdaru

G20 REUNE EM UM MUNDO EM CRISE

 

História de AFP

O Rio de Janeiro é sede da reunião de cúpula do G20

O Rio de Janeiro é sede da reunião de cúpula do G20© Mauro PIMENTEL

O G20 é o principal fórum internacional de cooperação econômica e financeira, tema cada vez mais questionado pelas mudanças da geopolítica mundial.

O Grupo dos Vinte reúne as maiores economias do planeta.

– Quem faz parte do G20? –

Apesar de seu nome, o G20 tem 21 integrantes. São 19 países membros: Argentina, Austrália, Brasil, Reino Unido, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia e Estados Unidos. Juntos, representam 85% do PIB global e três quartos do comércio mundial.

Além dos países, o grupo tem mais dois membros: União Europeia e União Africana, admitida no ano passado.

– Como foi criado? –

O G20 foi concebido em 1999 como um espaço de coordenação entre ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais, em resposta a uma crise financeira nos países asiáticos dois anos antes.

Desde 2008, após a crise financeira mundial, os chefes de Estado e de Governo se reúnem a cada ano para discutir assuntos econômicos internacionais.

Também debatem outros temas como saúde, justiça social, cultura, agricultura, turismo e luta contra a corrupção.

– Que tema domina o G20 este ano? –

O Brasil, que preside o G20 este ano, prioriza a luta contra a fome e a pobreza, assim como a reforma das instituições internacionais e as preocupações climáticas.

Organizações da sociedade civil participam de um G20 Social antes da reunião de chefes de Estado e de Governo, na segunda e terça-feira (18 e 19).

A cúpula no Rio de Janeiro terá as presenças dos presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, da China, Xi Jinping, e de outros líderes. 

O presidente russo, Vladimir Putin, alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) relacionado à guerra na Ucrânia, não estará presente. Ele será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

– Divergências –

A guerra da Rússia na Ucrânia provocou divergências entre os países nas reuniões recentes.

Nas duas últimas reuniões, em Bali (2022) e Nova Délhi (2023), a tradicional “foto de família” dos líderes – um símbolo de unidade – foi cancelada devido às diferentes posturas a respeito de Moscou e da guerra.

EDUARDO BOLSONARO DEFENDE O PAI DE INJUSTAS ACUSAÇÕES E A PEC DE 8/1

 

História de LUCAS LEITE – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nesta sexta-feira (15) uma nota para repudiar o que chamou de tentativas de vincular o atentado ocorrido na praça dos Três dos Poderes ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e aliados políticos.

Em manifestação na rede social X (antigo Twitter), assinada por ele como secretário de Relações Institucionais do PL, Eduardo chamou a situação de uma “distorção inaceitável dos fatos”, com o “propósito malicioso de atrapalhar o andamento do projeto de lei da Anistia”.

A proposta tramita no Congresso com a intenção de anistiar envolvidos no ataque golpista de 8 de janeiro de 2023 —e, para aliados, também Bolsonaro posteriormente— e foi criticada por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) depois do atentado de quarta-feira (13) em Brasília. Depois do atentado, parlamentares bolsonaristas chegaram a dizer que a ideia poderia acabar enterrada.

Eduardo Bolsonaro afirmou que o PL da Anistia é “essencial para a pacificação nacional e o restabelecimento da normalidade institucional” no país.

O parlamentar citou três pontos que, para ele, demonstrariam uma tentativa de instrumentalização do sofrimento da família de Francisco Wanderley Luiz, autor do atentado.

Segundo ele, houve um “ato de suicídio”, e “não uma tentativa de ataque aos Poderes”. Citou ainda que Francisco foi candidato a vereador pelo PL em 2020 quando Bolsonaro não estava no partido e em chapa que tinha PDT. E disse que, em mensagens em suas redes sociais, o autor do atentado “demonstrou profundo descontentamento com a polarização política no país”, expressando rejeição a Bolsonaro e a Lula.

“Esse uso oportunista dessa tragédia, sem qualquer empatia pela dor de uma família que acaba de perder um ente querido e pelo choque de milhões de brasileiros, é um reflexo preocupante de um discurso político que perdeu o contato com o respeito e com a dignidade”, afirmou Eduardo.

O deputado federal concluiu a nota afirmando que “a sociedade brasileira merece um debate verdadeiro, justo e baseado na realidade dos fatos” e criticou a “manipulação de eventos trágicos para prejudicar um projeto de reconciliação”.

Segundo ele, essa atitude representa um “ato de desonestidade” repudiado pelo PL.

SEGUNDO LUCIANO HANG O FIM DA ESCALA 6X1 IMPACTARIA NEGATIVAMENTE NAS EMPRESAS AUMENTANDO OS PREÇOS E DIMINUINDO SALÁRIOS

História de HELENA SCHUSTER – Folha de S. Paulo

PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, foi às redes sociais criticar a discussão sobre o fim da escala 6×1, em que o trabalhador tem apenas uma folga semanal remunerada. Em publicação no Instagram na noite desta quinta-feira (14), ele disse que a PEC (proposta de emenda à Constituição) “é só populismo” e “cria uma polêmica onde não precisa”.

“O brasileiro não quer trabalhar menos, ele quer, acima de tudo, viver melhor, com mais conforto, mais segurança, saúde, educação e independência. Quer ter uma melhor condição de vida e não viver de esmolas do Estado”, diz o texto de Hang.

A manifestação do empresário ecoa a posição contrária de entidades do comércio e da indústria, como CNI (Confederação Nacional da Indústria), Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outros.

Hang argumenta que o fim da escala 6×1 impactaria negativamente empresas, aumentaria os preços aos consumidores, diminuiria salários e vai na direção contrária do desejo das pessoas.

“Recentemente, na inauguração de uma loja Havan no Rio Grande do Sul, uma colaboradora me disse: ‘Prefiro trabalhar aos domingos do que pedir emprego na segunda-feira’. Esse comentário reflete aquilo que as pessoas querem, que é a segurança de uma renda fixa e um ambiente de trabalho estável”, disse.

Na publicação, Hang acrescenta que cálculos do setor de recursos humanos da Havan apontam que a mudança na jornada de trabalho geraria um custo adicional de 70% para a empresa. “Isso de uma hora para outra. O que não afetaria apenas as empresas, mas também os consumidores, que enfrentariam preços mais altos. Na realidade, empresários são meros repassadores de custos e isso recai sobre a população que perde parte do valor real dos salários”, afirmou.

Luciano Hang é um notório apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a contrariedade à PEC 6×1 não é unanimidade entre os partidos de direita, que vem sofrendo pressão popular sobre o tema. Exemplos disso são os parlamentares Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Fernando Rodolfo (PL-PE), este do mesmo partido do ex-presidente, que divergiram de seus pares e endossaram a proposta.

A PEC é uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL) e conquistou o número mínimo de 171 assinaturas na quarta-feira (13). Uma vez protocolado, após a conferência das assinaturas, o texto seguirá para a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados, que analisará a admissibilidade da proposta.

Há ainda um abaixo-assinado online, que pode ser assinado por quem defende a medida. Até as 17h desta quinta, o documento passava das 2,9 milhões de assinaturas.

 

SEGUNDO O IBPT EM UM ANO DE 365 DIAS 147 SÃO DEDICADOS PARA PAGAMENTO DE IMPOSTOS NO BRASIL

 

História de INFOMERCIAL – Forbes Brasil

Dados do  Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostram que, em um ano de 365 dias, 147 são dedicados para o pagamento de impostos no Brasil. A carga tributária impacta diretamente no consumo, tornando produtos e serviços mais caros, o que pode reduzir o poder de compra da população.   

Isso porque na maioria dos casos, as empresas e prestadores de serviço repassam aos consumidores os valores a serem pagos à Receita, encarecendo o preço final. Uma carga tributária alta pode afetar o orçamento familiar, reduzir a competitividade das empresas, especialmente as de menor porte e aumentar a informalidade econômica. 

Alguns desses problemas buscam ser sanados com a Reforma Tributária já aprovada no Congresso e que visa criar o Imposto sobre Bens e Consumo (IBS) e criar um sistema tributário mais justo. Outros ainda precisam ser discutidos em novas etapas da reforma estrutural. 

Sem levar em conta a reforma que ainda não foi colocada em prática, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que 50% do encargo tributário incide sobre o consumo em vez de ser equilibrado entre renda, propriedade e consumo, como ocorre em países desenvolvidos. 

“A situação impacta diretamente a população, especialmente nas classes mais baixas, que acabam pagando proporcionalmente mais impostos. Em países como os Estados Unidos e França, a estrutura é voltada para a tributação da renda, o que alivia o peso sobre o consumo e torna o sistema mais progressivo”, explica Renata Bilhim, advogada tributarista, doutora em tributação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e CEO da Bilhim Education & Consulting. 

A Irlanda, ao longo das últimas décadas, diminuiu as tributações corporativas para atrair investimentos estrangeiros. Desse modo, reduziu impostos e, ao mesmo tempo, aumentou o poder de compra dos cidadãos, ajudando a impulsionar o crescimento econômico do país, 

A advogada alerta que nem sempre reduzir impostos é uma garantia de avanço no poder de compra. “Para isso acontecer, é necessário que o corte de tributos seja acompanhado por uma política econômica consistente, além de uma boa administração dos serviços públicos”, diz.  

Distribuição do impacto

Os tributos no Brasil são determinados com base no tipo de atividade econômica praticada. A lei estipula uma porcentagem específica para cada produto ou serviço, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Assim, o valor dos tributos que cada empresa deve pagar é calculado conforme o ramo em que atua. A soma dos valores brutos de todas essas atividades compõem o Produto Interno Bruto (PIB), que reflete tudo o que o país produziu em um ano, independentemente dos custos envolvidos.

No primeiro trimestre de cada ano, o Ministério da Fazenda calcula o total arrecadado em impostos no ano anterior. Nesse processo, soma-se a produção e os tributos pagos para definir a proporção de impostos em relação à produção nacional. De acordo com o Observatório de Política Fiscal, da Fundação Getulio Vargas (FGV) a carga tributária bruta (CTB) de 2023 foi de 32,44% do PIB. 

Para a advogada tributária, no Brasil, alguns tributos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aumentam o custo de bens e serviços essenciais. Ou seja, uma parcela maior da renda é destinada para impostos embutidos nos preços, o que reduz o poder real de compra.

O brasileiro, no entanto, nem sempre consegue calcular efetivamente o impacto dos impostos sobre o consumo. Bilhim explica que como os tributos estão embutidos no preço final dos produtos, ao comprar algo, o consumidor não tem a real noção do quanto está pagando de imposto — na prática, quando uma pessoa vê um produto na gôndola do supermercado, o preço exibido já inclui o valor dos tributos, sem distinção entre o custo do produto e o imposto.

Em outros países, o valor dos impostos é informado separadamente no recibo de compra, o que dá ao consumidor uma visão mais ampla. No Brasil, embora a nota fiscal também informe o valor dos impostos, eles nem sempre são calculados corretamente e se encontram quase “escondidos” dentro da nota fiscal.Exemplos práticos

No setor de bens de consumo e produtos industrializados, impostos como o ICMS e o IPI representam uma parte significativa do custo. No setor de serviços, é o  Imposto Sobre Serviços (ISS) que integra o preço final em estabelecimentos como academias, cabeleireiros e reparos, onde o consumidor paga pelo serviço com o tributo já embutido.

A situação, muitas vezes, não é vantajosa nem para os consumidores nem para as empresas. O economista e professor da Faculdade de Comércio (FAC- SP), Denis Medina, afirma que quando um setor precisa repassar uma parte dos custos tributários ao consumidor, isso reduz a competitividade, afetando a concorrência. O impacto pode ser maior em  empresas menores, que têm menos margem para absorver esses custos.

Um exemplo de como a carga tributária aparece no dia a dia é o chamado imposto em cascata, que se aplica ao cálculo do preço de venda de produtos. Imagine um item vendido por R$ 100,00: desse valor, 18% é ICMS, que, no caso do estado de São Paulo, vai direto para o governo. Segundo Medina, o que sobra para a empresa são os 82%, mas a tributação não para por aí. 

O IPI é um exemplo emblemático de como a carga tributária se acumula. Esse tributo não é calculado sobre os 82% restantes, mas sobre o valor bruto de R$ 100, incluindo o ICMS e outros impostos como PIS e COFINS, criando assim uma base de cálculo que inclui tributos sobre tributos. 

Vale apontar, no entanto, que a estrutura acima será substituída pela Reforma Tributária. O IBS vai substituir os tributos estadual e municipal— o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS) — transformando-os em uma cobrança única. O objetivo é reduzir o efeito cascata e propor uma carga tributária com melhor distribuição entre os setores. 

Outros exemplos de impostos que acabam influenciando o consumo são as taxas sobre propriedade, como IPVA e IPTU, e de importação. No segundo caso, o cálculo dos tributos começa com o valor do produto somado ao frete, gerando a base para o imposto de importação. Com esse novo valor, PIS e COFINS são aplicados, criando um novo efeito cascata.

EM TEMPOS DE INCERTEZA É COMUM QUE MUITOS PROFISSIONAIS SINTAM A PRESSÃO DE ACEITAR O PRIMEIRO EMPREGO QUE APARECE

 

Autor: Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria

Em tempos de incerteza, é comum que muitos profissionais sintam a pressão de aceitar o primeiro emprego que aparece. A economia oscilante e o aumento do desemprego fazem com que a necessidade de segurança financeira fale mais alto. No entanto, aceitar uma oportunidade que não está alinhada aos seus valores ou objetivos de carreira pode trazer consequências negativas duradouras.

Para os profissionais que estão em busca de crescimento constante, é fundamental entender os riscos de aceitar um emprego por desespero e como isso pode impactar a carreira no longo prazo.

Há quatro sinais claros de alerta que indicam quando é melhor recusar uma oferta, mesmo em momentos de maior necessidade. São pontos que, além de prejudicarem o seu desenvolvimento profissional, afetam sua saúde mental e bem-estar. Vejamos quais são e algumas recomendações para detectá-los previamente.

1. Cultura tóxica

Se a empresa tem uma cultura tóxica, ela pode minar seu potencial, sugando sua energia e desmotivando sua performance. No Brasil, muitas empresas ainda sofrem com culturas de gestão obsoletas, onde a alta pressão e a falta de suporte são frequentes. Esse tipo de ambiente não apenas prejudica a produtividade, mas também tem um impacto direto no bem-estar emocional dos colaboradores.

Ao entrevistar para uma vaga, pergunte sobre o estilo de liderança da empresa e busque feedback de funcionários atuais ou ex-funcionários. Certifique-se de que o ambiente é saudável e promove o crescimento coletivo.

2. Falta de oportunidades de crescimento

Se você percebe que o emprego oferecido não tem espaço para promoção, desenvolvimento de novas habilidades ou crescimento pessoal, é um sinal claro de alerta. Aceitar um emprego que limita seu desenvolvimento pode levar à estagnação e, eventualmente, à frustração.

Com a crescente busca por especializações e qualificações, os profissionais que se destacam são aqueles que não apenas buscam o emprego, mas uma oportunidade para desenvolver suas carreiras continuamente. Aceitar uma vaga sem perspectivas de crescimento pode fazer com que você perca espaço no mercado.

Uma recomendação é perguntar, durante o processo de seleção, sobre as oportunidades de treinamento e desenvolvimento interno. Empresas que investem no crescimento de seus funcionários tendem a proporcionar melhores experiências e resultados a longo prazo.

3. Carga de trabalho irrealista

A carga de trabalho insustentável é outro sinal de alerta. Se desde o início você percebe que a empresa exige uma carga de trabalho impossível de manter a longo prazo, essa é uma bandeira vermelha. Muitos profissionais, ao aceitar empregos que exigem dedicação acima do limite, acabam prejudicando sua saúde mental e física, o que pode resultar em esgotamento e até em doenças.

No contexto brasileiro, onde muitas empresas ainda praticam jornadas extenuantes, esse é um problema comum. Para quem busca equilíbrio entre vida pessoal e profissional, aceitar uma vaga com expectativas irrealistas pode ser um grande erro.

Diante disso, tente obter informações sobre a rotina de trabalho, a flexibilidade de horários e o volume de tarefas. Empresas que respeitam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal são mais propensas a manter equipes motivadas e produtivas.

4. Liderança ineficaz

Líderes que não sabem como inspirar, apoiar e desenvolver suas equipes criam ambientes de trabalho desorganizados e improdutivos. Infelizmente, esse problema ainda é comum no mercado de trabalho.

Um líder ineficaz pode fazer com que você se sinta perdido ou sem direção. Ao longo do tempo, essa situação gera desmotivação e impacta negativamente o desempenho e a satisfação no trabalho. Uma liderança ruim afeta diretamente o clima organizacional e pode resultar em alta rotatividade de funcionários.

Assim, durante as entrevistas, procure entender o estilo de gestão dos líderes da empresa. Faça perguntas sobre como eles dão feedbacks, quais são suas expectativas e como lidam com desafios. Isso ajudará a identificar se eles são líderes que inspiram ou apenas chefes que geram desconforto.

Além de estar atento aos sinais, mencionados, uma recomendação importante para quem está em busca de emprego é: não sacrifique sua carreira a longo prazo por um alívio momentâneo. Ao avaliar uma oferta de trabalho, considere se o ambiente permitirá que você cresça e se desenvolva, ou se será uma barreira para seu sucesso.

No final, o que define uma carreira de sucesso é a capacidade de tomar decisões estratégicas, e isso inclui saber quando recusar uma oportunidade que pode fazer mais mal do que bem.

A importância do bom site da Valeon para o seu negócio

Moysés Peruhype Carlech

Antigamente, quando um cliente precisava de um serviço, buscava contatos de empresas na Lista Telefônica, um catálogo que era entregue anualmente ou comprado em bancas de jornais que listava os negócios por áreas de atuação, ordem alfabética e região de atuação.

De certa forma, todos os concorrentes tinham as mesmas chances de serem encontrados pelos clientes, mas existiam algumas estratégias para que os nomes viessem listados primeiro, como criar nomes fantasia com as primeiras letras do alfabeto.

As listas telefônicas ficaram no passado, e, na atualidade, quando um cliente deseja procurar uma solução para sua demanda, dentre outros recursos, ele pesquisa por informações na internet.

O site da Valeon é essencial para que sua empresa seja encontrada pelos seus clientes e ter informações sobre a empresa e seus produtos 24 horas por dia.  Criamos uma marca forte, persuasiva e, principalmente, com identidade para ser reconhecida na internet.

Investimos nas redes sociais procurando interagir com o nosso público através do Facebook, Google, Mozilla e Instagram. Dessa forma, os motivos pelos quais as redes sociais ajudam a sua empresa são inúmeros devido a possibilidade de interação constante e facilitado como o público-alvo e também a garantia de posicionamento no segmento de marketplaces do mercado, o que faz com que o nosso cliente sempre acha o produto ou a empresa procurada.

A Plataforma Comercial site Marketplace da Startup Valeon está apta a resolver os problemas e as dificuldades das empresas e dos consumidores que andavam de há muito tempo tentando resolver, sem sucesso, e o surgimento da Valeon possibilitou a solução desse problema de na região do Vale do Aço não ter um Marketplace que Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos e o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

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Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.

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A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas considerações importantes:

Vantagens da Propaganda Online

Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia digital.

Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato.

Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente.

Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu.

A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.

Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa.

Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.

Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.

Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Vantagens do Marketplace Valeon

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.

Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.

Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente. Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos diferentes.

Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma, proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

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A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

PROPOSTA DE FIM DA ESCALA DE TRABALHO 6X1

 

História de Clayton Freitas – Jornal Estadão

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho, um de descanso) atingiu o quórum de assinaturas necessário para começar a tramitar na Câmara dos Deputados. O projeto é de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que formalizou uma iniciativa do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), do vereador eleito no Rio Rick Azevedo (PSOL).

Em resumo, o que a medida propõe é acabar com a jornada de 44 horas de trabalho semanais vigente há 81 anos no país, desde que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi publicada, em 1943. Em vez disso, a ideia é reduzir esse limite para 36 horas semanais. Clique aqui e acesse, na íntegra, o texto da proposta.

:Assim que for protocolada, a PEC será submetida à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputad

Assim que for protocolada, a PEC será submetida à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputad© Fornecido por Estadão

Resumo da proposta

O texto proposto da PEC quer mudar o inciso XIII, do artigo 7° da Constituição Federal. Atualmente ele possui a seguinte redação.

Já a nova redação desse trecho proposto pela PEC de Erika Hilton é a seguinte:

O fato de o texto ter obtido apoio de quase metade dos 513 deputados federais não significa que ele terá o aval de todos aqueles que assinaram. Para que de fato seja aprovado, ele precisa de 308 votos favoráveis. Assim que for protocolada, a proposta começará a ser discutida na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara. O colegiado é presidido pela deputada federal Carol de Toni (PL-SC), que vai designar um relator para o texto. Confira aqui detalhes da tramitação.Vídeo relacionado: PEC pelo fim da escala 6×1 consegue assinaturas para tramitar na Câmara | LINHA DE FRENTE (Dailymotion).

Exemplo de 4×3 já em prática

A Efí Bank, uma fintech mineira criada em 2007 e que atende a cerca de 500 mil clientes já adota, desde 2022, a escala de quatro dias trabalhado por três de descanso. O modelo foi criado dois anos depois do banco digital decidir migrar os seus cerca de seus 500 colaboradores para o modelo remoto.

Segundo a fintech, a jornada adotada para a maioria deles é de segunda a quinta-feira, tendo a sexta, sábado e domingo de folga. Porém, para alguns, é adotada uma escala de plantão, de modo a evitar que serviços como atendimento ao cliente e suporte técnico fiquem descobertos.

A empresa diz que o modelo não trouxe prejuízo financeiro algum ao modelo de negócios e ajudou na retenção dos colaboradores, passando de 78% a 90%. Já os pedidos de demissão reduziram 81% desde que a escala foi adotada. Até existe uma sede, em Ouro Preto (MG), dotada de mesa de sinuca, fliperama, pufs e outras dependências para trabalho. A Efí Bank informa que a mantém para os colaboradores que moram na cidade ou região irem trabalhar presencialmente, caso desejem.

Os dados indicam ainda o seguinte:

  • 100% dos colaboradores percebem impacto positivo na saúde integral;
  • 98% se sentem mais descansados e dispostos;
  • 96% relatam equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

MERCADO DE TRABALHO AINDA RESILIENTE REFORÇA A MANUTENÇA DO RITMO DA ALTA DA SELIC EM DEZEMBRO E JANEIRO DE 2025

 

História de Alvaro Gribel – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) veio acima do esperado em setembro – o que levou economistas a revisar para cima as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. No Ministério da Fazenda, a projeção, que está em 3,2%, também deve ser elevada para algo em torno de 3,5%, segundo interlocutores da pasta ouvidos pelo Estadão.

O índice IBC-Br de setembro teve alta de 0,8% na comparação com o mês de agosto – acima da mediana das projeções do mercado financeiro, de 0,5%, segundo o Projeções Broadcast. O dado reflete o bom resultado do varejo ampliado (que inclui veículos e materiais de construção), que subiu 1,8% no mesmo mês, da produção industrial, que cresceu 1,1%, e do setor de serviços, que teve alta de 1%.

Se por um lado o crescimento mais forte da economia ajuda a manter o desemprego em baixa e melhora arrecadação do governo, por outro, acende o sinal de alerta sobre os seus efeitos sobre a inflação – colocando mais pressão sobre o Banco Central para subir a taxa básica de juros.

O ministro da Fazenda Fernando Haddad, durante entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Wilton Junior/WILTON JUNIOR

O ministro da Fazenda Fernando Haddad, durante entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Wilton Junior/WILTON JUNIOR

O economista Daniel Xavier, do Banco ABC Brasil, diz que sua projeção para este ano, hoje na casa de 3,3%, deve subir para 3,5% ou 3,6%. Ele explica que a economia está sendo impulsionada por uma série de fatores, como mercado de trabalho aquecido, transferências governamentais e o crédito ainda forte.

“Em termos qualitativos, a expansão no terceiro trimestre se mostrou mais dispersa entre os setores (indústria, serviços e varejo amplo) e regiões – o que revela consistência neste movimento. Os pilares macro têm sido basicamente os mesmos; mercado de trabalho aquecido, ganhos salariais positivos, transferências governamentais e crédito ainda sustentando o nível de atividade”, afirmou em relatório a clientes.

Marcelo Fonseca, da Reag Investimentos, também subiu sua projeção para 3,3%, enquanto Sérgio Vale, da MB Associados, que previa 2,8%, deve ficar acima de 3%, agora. Ele pondera, contudo, que a inflação e os juros estão em alta neste final de ano, o que pode se refletir no crescimento do quarto trimestre.

Uma rodada mais forte de revisões pode acontecer depois de o IBGE divulgar o PIB do terceiro trimestre no início de dezembro. Em todo terceiro trimestre de cada ano, o instituto revisa os números do primeiro e segundo trimestres – o que dá mais segurança para que os economistas refaçam as contas para o ano.

Eduardo Velho, sócio da Equador Investimentos, diz que o nível de atividade econômica mais forte forçará o Banco Central a continuar subindo a taxa básica de juros.

“O dado corrobora as preocupações do Banco Central, na última ata do Copom, sobre os ritmos de atividade e do mercado de trabalho ainda resilientes. Reforça a manutenção do ritmo da alta da Selic de 0,5 ponto nas decisões de dezembro e de janeiro de 2025?, afirmou.

Espera pelo corte de gastos

O PIB mais forte este ano também coloca mais pressão para que o Ministério da Fazenda estabeleça um teto para o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.

Hoje, a regra define que o mínimo é reajustado a partir da inflação do ano anterior e do PIB de dois anos antes. O crescimento da economia em 2024, portanto, teria impacto sobre as contas públicas de 2026.

A Fazenda tenta conter o aumento do salário mínimo a 2,5% ao ano, o mesmo teto estabelecido pelo arcabouço fiscal, mas ainda não há o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a proposta seja enviada ao Congresso.

Pelas contas da XP Investimentos, a proposta poderia levar a uma economia de até R$ 84 bilhões em dez anos.

ROBERTO CAMPOS NETO AFIRMA QUE É PRECISO O GOVERNO LULA APRESENTAR UM CONHUNTO DE MEDIDAS DE CORTE DE GASTOS CAPAZ DE REVERTER A PIORA DA PERCEPÇÃO DE RISCO BRASIL

 

História de ADRIANA FERNANDES E NATHALIA GARCIA = Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A 48 dias de deixar o comando do Banco Central, Roberto Campos Neto diz não ser “monitor fiscal”, mas dá opinião sobre o tema e afirma que há pressa para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um conjunto de medidas de corte de gastos capaz de reverter a piora da percepção de risco do Brasil.

À reportagem, ele diz que a receita tem dois caminhos: cortar despesas na “carne” em 2025 e apresentar medidas que indiquem aos agentes econômicos que estruturalmente o arcabouço fiscal -a nova regra para o equilíbrio das contas públicas- ficará mais sustentável no futuro.

Para o presidente do BC, a demora do anúncio deixa cicatrizes no meio do caminho, como investimentos desperdiçados. “Quanto mais se espera, depois mais você acaba tendo que fazer. O choque que precisa ser produzido depois é maior”, diz.

Depois da divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), o chefe da autoridade monetária nega a intenção de acelerar o ritmo de alta de juros e enfatiza que o colegiado não quis dar sinalização sobre os passos futuros.

No debate sobre o crescimento do país, ele chama de retrocesso a discussão sobre o fim da escala 6×1 de jornada de trabalho. “[O projeto] volta atrás num avanço que foi feito.”

PERGUNTA – O sr. tem falado em choque fiscal. Pode explicar o que isso significa?

ROBERTO CAMPOS NETO – O mercado começou a questionar mais e mais a trajetória da dívida. Grande parte da piora do prêmio de risco [rentabilidade adicional cobrada pelos investidores no Brasil] está associada a esse fato. Se colocou muito peso na eleição do Trump. [Mas] Vimos que, no dia posterior à eleição, não foi ruim para o mercado no Brasil. A moeda até se valorizou bastante. Um pedaço grande dessa piora está ligado ao fiscal.

Eventualmente, caminhamos para uma bifurcação. Para ter uma saída mais organizada, precisa fazer um choque fiscal positivo. Em vez de esperar chegar essa bifurcação, se a gente consegue se antecipar e criar uma surpresa positiva para o mercado em termos de choque fiscal, ajuda.

P – Mas o que é?

CN – É uma percepção de que, de fato, o governo está fazendo um corte de gastos que seja relevante não só no curto prazo, mas também de forma estrutural para frente.

P – Esse choque define os rumos da política de juros até o fim do ano?

CN – Não mecanicamente, mas, se o choque tiver um impacto nas variáveis macroeconômicas de tal forma que diminua o prêmio de risco, impacta, sim.

P – O Copom fala na ata sobre a necessidade de medidas estruturais para sustentar o arcabouço. Muitos analistas entenderam que seria necessário mudar o limite superior do arcabouço, de 2,5%, para ter essas mudanças…

CN – O que poderia ser capaz de reverter esse prêmio de risco é um conjunto de medidas que tenham duas dimensões. A primeira é gerar um corte de gastos na carne no ano de 2025, que seja relevante. E, depois, medidas que indiquem aos agentes econômicos que estruturalmente o arcabouço fica mais sustentável para a frente.

Tem uma percepção de que tem que ser corte de gasto, se forem colocados itens de receita no meio do conjunto de medidas esperado tem um risco de interditar o debate no Congresso. Tem o risco de ser visto como uma medida que não atende os critérios para a diminuição no prêmio de risco. E agora tem pressa.

P – Pressa para as medidas?

CN – O tempo é super-relevante. Quanto mais se espera, depois mais você acaba tendo que fazer. Vai gerando uma dinâmica de piora. O choque que precisa ser produzido depois é maior. Tem uma percepção que, quando se tem uma piora de preço e ele volta, voltou tudo ao normal. Isso não é verdade. A trajetória de preço com uma piora muito grande, acompanhada de uma melhora, deixa cicatrizes no meio do caminho.

É gente que não investe, é alguém que fez um hedge, é um investimento que vinha para o Brasil e não veio. É sempre bom voltar a um preço melhor, mas não é verdade que a trajetória não influencia. O ideal é você se antecipar e não agir depois que o mercado já piorou muito.

P – Quanto seria um corte de gastos relevante?

CN – Olhando as pesquisas que a gente recebe de mercado, tenho escutado entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões no ano de 2025 e alguma coisa estrutural. No estrutural, não é uma opinião do Banco Central, o que a gente tem visto os economistas falando é que enderecem o ponto da indexação e da vinculação.

P – Se as medidas de revisão de gastos forem consideradas mais brandas do que o esperado, cresce a chance de uma alta maior de juros?

CN – Em nenhum lugar da ata do Copom está escrito que o BC pretende acelerar a alta de juros. Continuamos dizendo que a gente prefere ter um guidance [sinalização futura] aberto e que vamos analisar ao longo do tempo.

P – O sr. falou do tempo. Na sua visão, está tendo demora?

CN – O que a gente vê é que os agentes econômicos esperam as medidas e, à medida que elas não acontecem, os preços vão piorando. A informação retirada dos preços de mercado é que o tempo tem jogado contra.

P – O governo Lula e outros pensadores da esquerda acham que o sr. puxou demais essa pressão no fiscal ao longo da gestão petista. O que acha disso?

CN – Eu acho que deveriam ler as atas do último governo, porque eu tinha essa mesma reclamação do ministro Paulo Guedes.

P – Muitos avaliam que o crescimento do país está sendo puxado pelo fiscal. Como vê isso?

CN – Há várias reformas estruturais feitas que estão produzindo resultados. Por exemplo, o desemprego. Tenho um grande grau de convicção que o desemprego mais baixo, em parte, está associado à reforma trabalhista feita no governo Temer. Quando vejo um projeto como esse do 6×1, ele volta atrás num avanço que foi feito, que é o de flexibilizar as relações de trabalho. Ele tem a capacidade de, ao mesmo tempo, aumentar o custo do trabalho, a informalidade e diminuir a produtividade.

P – Sobre a ata, embora o Copom tenha deixado os passos futuros em aberto, o mercado passou a considerar uma possível aceleração para 0,75 ponto percentual em dezembro…

CN – Não existe nada na ata que diga que tem uma aceleração de juros. O que a gente tentou comunicar na ata é que o guidance está em aberto e que a gente vai olhar os dados daqui até lá. Ou seja, não estamos dando nenhum guidance.

P – Quando o Copom diz que a deterioração adicional das expectativas pode levar ao prolongamento do ciclo de alta dos juros, significa que prefere alongá-lo, mantendo o ritmo, a acelerar e fazer um choque mais curto?

CN – Se eu responder a essa pergunta, estou dando guidance.

P – O “Trump trade” [movimento econômico impulsionado por políticas de corte de impostos, desregulamentação e protecionismo comercial durante o governo de Donald Trump] pode levar a juros mais altos por um período mais longo no Brasil?

CN – Nem todo o mundo emergente vai ter o mesmo impacto. A China tem um impacto maior. O México tem um impacto grande, pelo tema da fronteira e do Nafta. O Brasil é bem menos impactado do que outras economias emergentes. O mundo vai demorar um pouco para digerir e entender quais são as políticas que estão vindo. Tem um grau de incerteza, a gente tem colocado isso na comunicação oficial, mas não vejo isso com muito pessimismo.

P – O sr. foi premiado três vezes como melhor banqueiro central, mas pode terminar seu mandato tendo estourado a meta de inflação em três anos. O que diz?

DN – No pós-pandemia, não tem um BC no mundo que cumpriu meta. A nossa inflação foi uma das primeiras a começar a cair, agimos de forma antecipada, e os prêmios que você mencionou reconhecem isso. Precisamos agora passar uma mensagem que, passado o período da pandemia, a gente precisa, sim, fazer convergir [a inflação à meta].

*

RAIO-X – ROBERTO CAMPOS NETO, 55

Presidente do Banco Central desde 2019, com mandato até 31 de dezembro de 2024. Foi o primeiro a comandar a autoridade monetária sob a lei de autonomia. É bacharel e mestre em economia pela

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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