sexta-feira, 15 de novembro de 2024

MERCADO DE TRABALHO AINDA RESILIENTE REFORÇA A MANUTENÇA DO RITMO DA ALTA DA SELIC EM DEZEMBRO E JANEIRO DE 2025

 

História de Alvaro Gribel – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) veio acima do esperado em setembro – o que levou economistas a revisar para cima as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. No Ministério da Fazenda, a projeção, que está em 3,2%, também deve ser elevada para algo em torno de 3,5%, segundo interlocutores da pasta ouvidos pelo Estadão.

O índice IBC-Br de setembro teve alta de 0,8% na comparação com o mês de agosto – acima da mediana das projeções do mercado financeiro, de 0,5%, segundo o Projeções Broadcast. O dado reflete o bom resultado do varejo ampliado (que inclui veículos e materiais de construção), que subiu 1,8% no mesmo mês, da produção industrial, que cresceu 1,1%, e do setor de serviços, que teve alta de 1%.

Se por um lado o crescimento mais forte da economia ajuda a manter o desemprego em baixa e melhora arrecadação do governo, por outro, acende o sinal de alerta sobre os seus efeitos sobre a inflação – colocando mais pressão sobre o Banco Central para subir a taxa básica de juros.

O ministro da Fazenda Fernando Haddad, durante entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Wilton Junior/WILTON JUNIOR

O ministro da Fazenda Fernando Haddad, durante entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Wilton Junior/WILTON JUNIOR

O economista Daniel Xavier, do Banco ABC Brasil, diz que sua projeção para este ano, hoje na casa de 3,3%, deve subir para 3,5% ou 3,6%. Ele explica que a economia está sendo impulsionada por uma série de fatores, como mercado de trabalho aquecido, transferências governamentais e o crédito ainda forte.

“Em termos qualitativos, a expansão no terceiro trimestre se mostrou mais dispersa entre os setores (indústria, serviços e varejo amplo) e regiões – o que revela consistência neste movimento. Os pilares macro têm sido basicamente os mesmos; mercado de trabalho aquecido, ganhos salariais positivos, transferências governamentais e crédito ainda sustentando o nível de atividade”, afirmou em relatório a clientes.

Marcelo Fonseca, da Reag Investimentos, também subiu sua projeção para 3,3%, enquanto Sérgio Vale, da MB Associados, que previa 2,8%, deve ficar acima de 3%, agora. Ele pondera, contudo, que a inflação e os juros estão em alta neste final de ano, o que pode se refletir no crescimento do quarto trimestre.

Uma rodada mais forte de revisões pode acontecer depois de o IBGE divulgar o PIB do terceiro trimestre no início de dezembro. Em todo terceiro trimestre de cada ano, o instituto revisa os números do primeiro e segundo trimestres – o que dá mais segurança para que os economistas refaçam as contas para o ano.

Eduardo Velho, sócio da Equador Investimentos, diz que o nível de atividade econômica mais forte forçará o Banco Central a continuar subindo a taxa básica de juros.

“O dado corrobora as preocupações do Banco Central, na última ata do Copom, sobre os ritmos de atividade e do mercado de trabalho ainda resilientes. Reforça a manutenção do ritmo da alta da Selic de 0,5 ponto nas decisões de dezembro e de janeiro de 2025?, afirmou.

Espera pelo corte de gastos

O PIB mais forte este ano também coloca mais pressão para que o Ministério da Fazenda estabeleça um teto para o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.

Hoje, a regra define que o mínimo é reajustado a partir da inflação do ano anterior e do PIB de dois anos antes. O crescimento da economia em 2024, portanto, teria impacto sobre as contas públicas de 2026.

A Fazenda tenta conter o aumento do salário mínimo a 2,5% ao ano, o mesmo teto estabelecido pelo arcabouço fiscal, mas ainda não há o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a proposta seja enviada ao Congresso.

Pelas contas da XP Investimentos, a proposta poderia levar a uma economia de até R$ 84 bilhões em dez anos.

ROBERTO CAMPOS NETO AFIRMA QUE É PRECISO O GOVERNO LULA APRESENTAR UM CONHUNTO DE MEDIDAS DE CORTE DE GASTOS CAPAZ DE REVERTER A PIORA DA PERCEPÇÃO DE RISCO BRASIL

 

História de ADRIANA FERNANDES E NATHALIA GARCIA = Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A 48 dias de deixar o comando do Banco Central, Roberto Campos Neto diz não ser “monitor fiscal”, mas dá opinião sobre o tema e afirma que há pressa para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um conjunto de medidas de corte de gastos capaz de reverter a piora da percepção de risco do Brasil.

À reportagem, ele diz que a receita tem dois caminhos: cortar despesas na “carne” em 2025 e apresentar medidas que indiquem aos agentes econômicos que estruturalmente o arcabouço fiscal -a nova regra para o equilíbrio das contas públicas- ficará mais sustentável no futuro.

Para o presidente do BC, a demora do anúncio deixa cicatrizes no meio do caminho, como investimentos desperdiçados. “Quanto mais se espera, depois mais você acaba tendo que fazer. O choque que precisa ser produzido depois é maior”, diz.

Depois da divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), o chefe da autoridade monetária nega a intenção de acelerar o ritmo de alta de juros e enfatiza que o colegiado não quis dar sinalização sobre os passos futuros.

No debate sobre o crescimento do país, ele chama de retrocesso a discussão sobre o fim da escala 6×1 de jornada de trabalho. “[O projeto] volta atrás num avanço que foi feito.”

PERGUNTA – O sr. tem falado em choque fiscal. Pode explicar o que isso significa?

ROBERTO CAMPOS NETO – O mercado começou a questionar mais e mais a trajetória da dívida. Grande parte da piora do prêmio de risco [rentabilidade adicional cobrada pelos investidores no Brasil] está associada a esse fato. Se colocou muito peso na eleição do Trump. [Mas] Vimos que, no dia posterior à eleição, não foi ruim para o mercado no Brasil. A moeda até se valorizou bastante. Um pedaço grande dessa piora está ligado ao fiscal.

Eventualmente, caminhamos para uma bifurcação. Para ter uma saída mais organizada, precisa fazer um choque fiscal positivo. Em vez de esperar chegar essa bifurcação, se a gente consegue se antecipar e criar uma surpresa positiva para o mercado em termos de choque fiscal, ajuda.

P – Mas o que é?

CN – É uma percepção de que, de fato, o governo está fazendo um corte de gastos que seja relevante não só no curto prazo, mas também de forma estrutural para frente.

P – Esse choque define os rumos da política de juros até o fim do ano?

CN – Não mecanicamente, mas, se o choque tiver um impacto nas variáveis macroeconômicas de tal forma que diminua o prêmio de risco, impacta, sim.

P – O Copom fala na ata sobre a necessidade de medidas estruturais para sustentar o arcabouço. Muitos analistas entenderam que seria necessário mudar o limite superior do arcabouço, de 2,5%, para ter essas mudanças…

CN – O que poderia ser capaz de reverter esse prêmio de risco é um conjunto de medidas que tenham duas dimensões. A primeira é gerar um corte de gastos na carne no ano de 2025, que seja relevante. E, depois, medidas que indiquem aos agentes econômicos que estruturalmente o arcabouço fica mais sustentável para a frente.

Tem uma percepção de que tem que ser corte de gasto, se forem colocados itens de receita no meio do conjunto de medidas esperado tem um risco de interditar o debate no Congresso. Tem o risco de ser visto como uma medida que não atende os critérios para a diminuição no prêmio de risco. E agora tem pressa.

P – Pressa para as medidas?

CN – O tempo é super-relevante. Quanto mais se espera, depois mais você acaba tendo que fazer. Vai gerando uma dinâmica de piora. O choque que precisa ser produzido depois é maior. Tem uma percepção que, quando se tem uma piora de preço e ele volta, voltou tudo ao normal. Isso não é verdade. A trajetória de preço com uma piora muito grande, acompanhada de uma melhora, deixa cicatrizes no meio do caminho.

É gente que não investe, é alguém que fez um hedge, é um investimento que vinha para o Brasil e não veio. É sempre bom voltar a um preço melhor, mas não é verdade que a trajetória não influencia. O ideal é você se antecipar e não agir depois que o mercado já piorou muito.

P – Quanto seria um corte de gastos relevante?

CN – Olhando as pesquisas que a gente recebe de mercado, tenho escutado entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões no ano de 2025 e alguma coisa estrutural. No estrutural, não é uma opinião do Banco Central, o que a gente tem visto os economistas falando é que enderecem o ponto da indexação e da vinculação.

P – Se as medidas de revisão de gastos forem consideradas mais brandas do que o esperado, cresce a chance de uma alta maior de juros?

CN – Em nenhum lugar da ata do Copom está escrito que o BC pretende acelerar a alta de juros. Continuamos dizendo que a gente prefere ter um guidance [sinalização futura] aberto e que vamos analisar ao longo do tempo.

P – O sr. falou do tempo. Na sua visão, está tendo demora?

CN – O que a gente vê é que os agentes econômicos esperam as medidas e, à medida que elas não acontecem, os preços vão piorando. A informação retirada dos preços de mercado é que o tempo tem jogado contra.

P – O governo Lula e outros pensadores da esquerda acham que o sr. puxou demais essa pressão no fiscal ao longo da gestão petista. O que acha disso?

CN – Eu acho que deveriam ler as atas do último governo, porque eu tinha essa mesma reclamação do ministro Paulo Guedes.

P – Muitos avaliam que o crescimento do país está sendo puxado pelo fiscal. Como vê isso?

CN – Há várias reformas estruturais feitas que estão produzindo resultados. Por exemplo, o desemprego. Tenho um grande grau de convicção que o desemprego mais baixo, em parte, está associado à reforma trabalhista feita no governo Temer. Quando vejo um projeto como esse do 6×1, ele volta atrás num avanço que foi feito, que é o de flexibilizar as relações de trabalho. Ele tem a capacidade de, ao mesmo tempo, aumentar o custo do trabalho, a informalidade e diminuir a produtividade.

P – Sobre a ata, embora o Copom tenha deixado os passos futuros em aberto, o mercado passou a considerar uma possível aceleração para 0,75 ponto percentual em dezembro…

CN – Não existe nada na ata que diga que tem uma aceleração de juros. O que a gente tentou comunicar na ata é que o guidance está em aberto e que a gente vai olhar os dados daqui até lá. Ou seja, não estamos dando nenhum guidance.

P – Quando o Copom diz que a deterioração adicional das expectativas pode levar ao prolongamento do ciclo de alta dos juros, significa que prefere alongá-lo, mantendo o ritmo, a acelerar e fazer um choque mais curto?

CN – Se eu responder a essa pergunta, estou dando guidance.

P – O “Trump trade” [movimento econômico impulsionado por políticas de corte de impostos, desregulamentação e protecionismo comercial durante o governo de Donald Trump] pode levar a juros mais altos por um período mais longo no Brasil?

CN – Nem todo o mundo emergente vai ter o mesmo impacto. A China tem um impacto maior. O México tem um impacto grande, pelo tema da fronteira e do Nafta. O Brasil é bem menos impactado do que outras economias emergentes. O mundo vai demorar um pouco para digerir e entender quais são as políticas que estão vindo. Tem um grau de incerteza, a gente tem colocado isso na comunicação oficial, mas não vejo isso com muito pessimismo.

P – O sr. foi premiado três vezes como melhor banqueiro central, mas pode terminar seu mandato tendo estourado a meta de inflação em três anos. O que diz?

DN – No pós-pandemia, não tem um BC no mundo que cumpriu meta. A nossa inflação foi uma das primeiras a começar a cair, agimos de forma antecipada, e os prêmios que você mencionou reconhecem isso. Precisamos agora passar uma mensagem que, passado o período da pandemia, a gente precisa, sim, fazer convergir [a inflação à meta].

*

RAIO-X – ROBERTO CAMPOS NETO, 55

Presidente do Banco Central desde 2019, com mandato até 31 de dezembro de 2024. Foi o primeiro a comandar a autoridade monetária sob a lei de autonomia. É bacharel e mestre em economia pela

G20 COMEÇA COM ATIVISTAS DENUNCIANDO RISCOS DE NOVAS TECNOLOGIAS DE RACISMO ALGORTMICO

 

Ativistas denunciam riscos de novas tecnologias

Por BRUNO DE FREITAS MOURA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL – 20 – Newsrondonia

G20 Social: racismos algorítmico e ambiental são destaque no 1º dia

TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O primeiro dia de atividades autogestionadas no G20 Social, nesta quinta-feira (14), teve como um dos destaques discussões sobre dois tipos de racismo: algoritmico – ligado às novas tecnologias – e ambiental, representado por descaso com as populações mais vulneráveis.

O G20 Social é um ambiente de incentivo à participação da sociedade civil organizada que acontece até o próximo dia 16, às vésperas da reunião de cúpula do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo. Os debates promovidos por movimentos sociais e organizações não governamentais (ONG) acontecem em galpões e armazéns na região portuária do Rio de Janeiro.

Entre as cerca de 270 atividades autogestionadas programadas, diversas se debruçam sobre temas ligados à desigualdade racial. Uma delas foi proposta pela ONG Instituto Internacional sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos, que levou às pessoas que acompanharam a mesa a preocupação sobre o viés racista de novas tecnologias.

A diretora de programas da Anistia Internacional Brasil, Alexandra Montgomery, levantou a questão sobre como a inteligência artificial (IA) tem impactado a vida das pessoas, em especial as negras e as que vivem em comunidades mais vulnerabilizadas.

Segundo ela, algumas tecnologias têm sido apontadas como solução para problemas complexos, como a segurança pública, mas têm gerado, pelos vieses que estão inseridos nessas tecnologias,
um impacto desproporcional.

“Esses algoritmos e tecnologia de inteligência artificial de reconhecimento facial, especialmente com inteligência preditiva, têm vulnerabilizado ainda mais as pessoas negras, pois são tidas como suspeitas. Elas são identificadas ou mal identificadas, há muitos erros nessas tecnologias”, disse à Agência Brasil.

Inteligência artificial preditiva é a capaz de usar o aprendizado de máquina para identificar padrões em eventos passados.

“A população negra já é a mais atingida em número de mortos pelas polícias, em número de pessoas presas e detidas e, agora, com uso dessas tecnologias, a situação é ainda pior”, completa Alexandra.

Um estudo publicado na última quinta-feira (7) pela Rede de Observatórios da Segurança mostra que quase 90% dos mortos por policiais em 2023 eram negros.

Reconhecimento facial

O coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Cândido Mendes, Pablo Nunes, aponta que sistemas de reconhecimento facial têm comportamentos racistas dentro e fora do Brasil.

“É muito mais provável que uma pessoa negra seja reconhecida equivocadamente por esses sistemas do que brancas. Isso aprofunda problemas e racismo estruturais que já existem na sociedade”, diz, acrescentando que “o uso da tecnologia, muitas vezes, não é transparente”.

Para ele, aqui no país os equívocos resultam em uma situação mais desafiadora para a população negra. “A gente tem uma tecnologia que falha mais para pessoas negras atrelada a uma segurança pública no Brasil que já coloca pessoas negras como os principais alvos de violências e violações de direitos”.

O pesquisador entende que erros nos sistemas de reconhecimento são alimentadas por diferentes fatores. Um deles é técnico, ou seja, algoritmos são desenhados de determinada maneira que não conseguem reconhecer eficientemente pessoas negras.

Outro elemento “é problema da diversidade dos times de desenvolvimento desses sistemas”, aponta. Há ainda, segundo o pesquisador, “um problema da própria sociedade, que pensa que usar reconhecimento facial na segurança pública pode ser uma resposta simples a problemas complexos, colocando em xeque os direitos da população negra”.

Injustiça climática

Outra face do racismo denunciado no G20 Social é o ambiental, ligado à emergência climática, que torna mais frequentes eventos extremos como inundações, deslizamentos e ondas de calor. O tema ganhou voz com a ativista Luzia Camila, que representou o coletivo Confluência das Favelas em uma das atividades autogestionadas. Ela veio de Capanema, no interior do Pará, para participar do evento.

O coletivo buscou informações relacionadas a justiça climática em periferias e comunidades de cinco capitais, Macapá, Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Com base nos relatos coletados, foi possível concluir, segundo ela, que a população negra é a mais afetada pelos eventos extremos, o que ela classifica como “injustiça climática”.

“Existe um direcionamento dessas injustiças e dessas crises. As periferias são territórios afetados, pois não recebem, de fato, as políticas públicas de urbanização, adaptação climática e ambiental necessárias para a vivência e sobrevivência dessas populações”, disse à Agência Brasil.

De acordo com um suplemento do Censo 2022, divulgado na última sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pretos e pardos são 72,9% dos moradores de favelas no país.

A ativista paraense enfatiza que a situação de racismo ambiental não é exclusivamente inerente às pessoas pretas. “Existe uma outra diversidade étnica, que envolve ribeirinhos, extrativistas, indígenas que também estão ocupando outros tipos de periferias, de marginalidades”.

Luiza Camila acredita que as discussões e articulações do G20 Social são uma forma de evidenciar realidades e contextos de periferias e favelas.

“A ideia é realmente mostrar esses dados, entender o espaço do G20 como um lugar ideal para que a gente possa pensar conjuntamente políticas públicas, ações de mobilização, ações de formação para que a gente possa se virar para esses territórios, entender os conflitos e as necessidades desses lugares”, finaliza.

Participação social

Além de organizações da sociedade civil poderem expor e conduzir debates, o G20 Social permite o contato do público com assuntos de interesse. Carlos Roberto de Oliveira seguiu de Campinas, interior paulista, para o Rio de Janeiro apenas para presenciar o espaço de articulação popular.

“Vim aqui para aprender”, disse à Agência Brasil, após assistir ao debate sobre novas tecnologias e racismo. Segundo ele, o conhecimento reforça a luta antirracista na cidade em que mora.

“É extremamente importante para a nossa defesa, para o enfrentamento que nós precisamos fazer, da luta antirracista, que não é uma luta só aqui no Brasil, mas é uma luta no mundo”, afirmou Oliveira, que atua em articulação com comunidades tradicionais de terreiros, em Campinas, contra intolerância racial.

Para Alexandra Montgomery, da Anistia Internacional Brasil, informação e mobilização social são um dos caminhos para a busca de um mundo mais justo.

“É importantíssimo que a gente consiga fazer com que essas mensagens cheguem ao maior número possível de pessoas. É importante a gente ter um espaço de troca entre a sociedade civil e de troca com a população em geral”, afirma.

Cúpula de líderes

Desde o fim do ano passado, o Brasil ocupa a presidência rotativa do G20. É a primeira vez que as reuniões do fórum de países são precedidas por uma agenda de encontros entre a sociedade civil. A iniciativa é uma inovação da presidência brasileira. A África do Sul, próximo país a sediar o G20, já manifestou que seguirá com a iniciativa de participação popular.

O ponto derradeiro da presidência brasileira será a reunião de cúpula de chefes de Estado e de governo, nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro. O presidente Lula se comprometeu a entregar aos líderes dos países os cadernos de propostas aprovadas por grupos de engajamento do G20 Social.

O G20 é composto por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana.

Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do planeta.

O ASSASSINATO DO DENUNCIANTE DO PCC TROUXE UMA OPORTUNIDADE DE OURO PARA O GOVERNO DE S. PAULO DEPURAR AS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

A execução pública de Antonio Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, na tarde do dia 8 passado, ganhou contornos de vendeta, ao estilo mafioso. A depender do curso das investigações daquele brutal assassinato, o caso pode servir como uma oportunidade de ouro para o governo de São Paulo depurar as Polícias Civil e Militar (PM), expurgando de seus quadros alguns maus policiais que se aproveitam do poder e da credibilidade das forças de segurança do Estado para cometer crimes.

Pelo fato de Gritzbach ter operado um milionário esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das linhas de investigação de sua morte é, obviamente, a “queima de arquivo”. Afinal, por se tratar de um criminoso ligado ao PCC em um ponto nevrálgico das atividades da facção – o controle financeiro –, Gritzbach sabia de muita coisa e decerto conhecia muita gente que seus comparsas não gostariam de ver reveladas. Essa hipótese, é evidente, tem de seguir como um dos horizontes da investigação a cargo da força-tarefa criada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo para apurar a autoria e a motivação do crime.

Todavia, a íntegra dos anexos do acordo de colaboração premiada firmado pelo dublê de empresário e criminoso com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), à qual o Estadão teve acesso, revela que, se Gritzbach era um “arquivo vivo”, este arquivo já havia sido escancarado às autoridades paulistas bem antes de sua morte por meio de uma série de depoimentos gravados pelo MP-SP e provas documentais entregues pelo réu colaborador aos promotores, o que reforça a hipótese de vingança.

Um grupo de policiais de duas delegacias e dois departamentos da Polícia Civil de São Paulo estão entre as figuras centrais da delação de Gritzbach ao parquet. Em um dos anexos, consta a acusação contra agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e dos distritos policiais (DPs) de Ermelino Matarazzo (24.º DP) e Tatuapé (30.º DP). Segundo os registros deixados por Gritzbach, alguns policiais lotados nessas unidades teriam interferido na condução de inquéritos, cujos números foram fornecidos pelo colaborador, para impedir a identificação de membros do PCC como autores de uma pletora de crimes.

Essa guarida, é claro, teria sido regiamente remunerada pelo PCC. Consta que apenas um dos criminosos protegidos por esses policiais suspeitos de estarem a serviço do crime organizado teria pagado, segundo Gritzbach, nada menos que R$ 70 milhões a título de propina. A SSP, como não poderia deixar de ser, afastou todos os policiais citados na delação até que as investigações sejam concluídas.

Outra questão a ser esclarecida pela SSP é a razão de ao menos oito policiais militares da ativa terem sido contratados por Gritzbach para servirem de seguranças particulares, o que é proibido pelo regimento da PM. Ainda que o indigitado fosse o mais imaculado dos cidadãos, e não um criminoso, policiais militares não podem prestar serviços de segurança privada. A bem da verdade, esses policiais já eram investigados por isso pela Corregedoria da PM. Agora, passaram a ser investigados também pela suspeita de envolvimento na morte do “patrão”.

Como se vê, são gravíssimos os indícios de conluio entre policiais civis e militares de São Paulo e o PCC, o que não chega a ser novidade, haja vista que a facção só acumulou tanto poder porque contou com a leniência ou a cumplicidade de agentes do Estado para chegar aonde chegou. Este jornal espera, porém, que a investigação da desabrida execução de Gritzbach, um teste para a colaboração entre as polícias estaduais e a Polícia Federal, como deseja o governo federal, sirva como um ponto de inflexão nessa promiscuidade entre policiais supostamente a serviço da lei e aqueles que a violam de forma atrevida.

A sociedade não exige muito no que concerne à segurança pública: só espera que policiais ajam como policiais, não como bandidos. Sem o básico, não há política nessa área que dê resultado.l

DIA DO JOALHEIRO E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta sexta-feira (15), é celebrado o Dia do Joalheiro, nesta data lembramos do profissional que é responsável por transformar pedras lapidadas e metais em verdadeiras obras de arte e assim ornar homens e mulheres.

As joias acompanham o ser humano desde os primórdios dos tempos. Tinham uma função de mostrar o cargo e o poder de uma pessoa. Por isso, os reis e rainhas levam coroas, cetros e outras joias que são usadas para distinguir sua função.

O trabalho de um joalheiro envolve diversas etapas, desde a concepção da peça até a sua finalização. O processo de criação de uma joia começa com a escolha dos materiais, como ouro, prata e pedras preciosas, e segue com o desenho e a modelagem da peça. Em seguida, o joalheiro realiza a fundição do metal, lapida as pedras e monta a joia, dando vida a uma peça única e exclusiva.

Podem significar a profissão, como é o caso do anel que muitos profissionais recebem quando se formam, ou um compromisso, no caso das alianças de casamento. Em todos esses objetos está por trás a mão hábil e experiente de um artesão, o joalheiro, que cria peças únicas.

O Dia do Joalheiro é uma oportunidade de valorizar o trabalho e o talento dos profissionais da ourivesaria, que dedicam horas de trabalho e dedicação para criar peças únicas e preciosas que encantam e emocionam as pessoas ao redor do mundo. É importante reconhecer o esforço e a paixão dos joalheiros, que transformam metal e pedras em verdadeiras obras de arte.

Uma data especial que celebra o talento e a dedicação dos profissionais da ourivesaria, que criam peças únicas e preciosas que encantam e emocionam as pessoas ao redor do mundo. É uma oportunidade de valorizar o trabalho dos joalheiros, que dedicam horas de trabalho e paixão para criar peças que são verdadeiras obras de arte. Que neste dia possamos reconhecer e homenagear os joalheiros, que são verdadeiros artistas e mestres da ourivesaria.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabe por que a água do mar é salgada?

A água do mar contém uma variedade de minerais dissolvidos, sendo o mais abundante o cloreto de sódio, conhecido como sal comum. À medida que a água flui dos rios para o oceano, ela carrega consigo minerais dissolvidos e sedimentos.

Com o tempo, a água do mar torna-se mais salgada à medida que evapora e os minerais se tornam mais concentrados. Embora os rios também possam conter minerais, a quantidade de água doce em comparação com a salinidade do oceano é insignificante.
A salinidade média da água do mar é de aproximadamente 35 gramas de sal por litro. Isso significa que, para cada quilo de água do mar, existem cerca de 35 gramas de sal dissolvido. Se pudéssemos extrair todo o sal do oceano e espalhá-lo na superfície da Terra, formaríamos uma camada de sal com cerca de 45 metros de espessura.

Ao contrário do que muita gente pensa, o sal não “surge” no mar, ele encontra-se presente nas rochas. Por isso, quando a água do próprio mar desgasta as rochas litorâneas, elas vão se fragmentando e se dividindo em pequenas partículas, incluindo os sais minerais que se encontram nelas.

Mas os maiores responsáveis pela salinidade da água mar são os rios. Apesar de a água deles não ser salgada, eles são os que mais desgastam as rochas e retiram delas os seus sais minerais, depositando tudo nos oceanos. Afinal, a imensa maioria dos rios existentes no planeta deságua em algum mar. Com o calor, a água dos oceanos vai lentamente evaporando, ao passo que o sal não evapora e permanece lá.
Alguns estudos científicos calculam que, a cada ano, mais de dois milhões de toneladas de sal dos mais diversos tipos são depositados no mar pelos rios. E o sal de cozinha, conhecido também como cloreto de sódio, é o que se encontra em maior quantidade, existindo alguns outros tipos, como o carbonato de cálcio e o cloreto de magnésio.

No entanto, ter sal na água não é um privilégio dos mares e oceanos. Os lagos também podem ser salgados. Aliás, a água mais salgada do mundo é justamente a de um lago, que, no entanto, recebe o nome de “mar” ou, mais precisamente, Mar Morto, que é abastecido pelo Rio Jordão.

O Mar Morto é tão salgado que nenhum ser vivo pode viver nele, exceto um tipo muito específico de bactéria. Além disso, a grande presença de sal faz com que as suas águas fiquem muito densas, permitindo que qualquer pessoa fique boiando nele com grande facilidade!

Você sabe por que os pelos do cachorro caem?

De forma geral, as quedas estão relacionadas com micoses, infecções de pele, estresse, sarna e alergias. Caso seu cão esteja com uma queda de pelo não natural, procure um veterinário o mais rápido possível, pois essa queda pode ser apenas um sintoma de outro problema maior, que precisa ser diagnosticado e tratado.

Ofereça somente rações de qualidade para o cachorro soltando muito pelo, de preferência do tipo premium ou super premium; faça o controle regular de ectoparasitas, evitando infestações por pulgas e carrapatos. Hoje em dia, é possível encontrar opções que mantêm o pet protegido por até três meses.

A queda de pelo do cachorro ocorre em qualquer raça, porém, algumas estão mais suscetíveis a passar por esse problema. O tamanho da pelagem, a alimentação do pet e o ambiente em que vive podem influenciar bastante. Fatores como as estações do ano também são muito relevantes para determinar a frequência e a forma com que isso acontece.

Uma boa dica para reconhecer se a pelagem do seu cão está caindo mais do que deveria é observar se o processo está acontecendo de maneira uniforme. Quedas assimétricas, por exemplo, podem significar alopecia (que também pode acontecer em gatinhos), presença de parasitas e outros transtornos. Fique atento(a) aos sintomas do seu pet e, em casos de dúvidas, procure a ajuda de um veterinário!

Causas naturais de queda de pelo em cães
Quando a queda de pelo em cachorro está acontecendo, existem algumas causas naturais possíveis. Geralmente, a queda de pelo é, nada mais, nada menos, que a troca de pelos, assim como acontece com o cabelo dos humanos.

Essa queda diária é normal se for moderada, assim como a queda a cada estação do ano, chamada de troca sazonal de pelos. Quando o outono chega, por exemplo, os cachorros perdem o pelo curto do verão, e os pelos mais densos nascem para proteger o animal do frio.
Já quando o inverno acaba, esses pelos mais grossos caem, e os mais curtos e finos nascem para o cachorro não passar calor no verão. Assim, durante essas épocas do ano é normal o peludo perder muito pelos mesmo.

MILEI FOI O PRIMEIRO CHEFE DE ESTADO A ENCONTRAR COM TRUMP APÓS A SUA VITÓRIA

 

História de AFP

O presidente argentino Javier Milei ao lado de Donald Trump e Elon Musk em um jantar organizado em homenagem ao presidente eleito dos Estados Unidos, em 14 de novembro de 2024 em Palm Beach, Flórida

O presidente argentino Javier Milei ao lado de Donald Trump e Elon Musk em um jantar organizado em homenagem ao presidente eleito dos Estados Unidos, em 14 de novembro de 2024 em Palm Beach, Flórida© Handout

O presidente da Argentina, Javier Milei, descreveu a eleição de Donald Trump como o “maior retorno político da história”, durante um jantar organizado na quinta-feira (14) na Flórida para comemorar o retorno do republicano à Casa Branca.

Milei, que conquistou o respeito de Trump por sua agenda de cortes drásticos no governo, seria o primeiro governante estrangeiro a se reunir com o republicano desde sua vitória eleitoral em 5 de novembro.

“Foi o maior retorno político da história, desafiando todo o ‘establishment’ político, inclusive arriscando a própria vida”, disse Milei ao apresentar Trump no palco.

“Graças a isto, hoje o mundo é um mundo muito melhor. Hoje, sopram os ventos da liberdade, sopram com muito mais força”, acrescentou o presidente argentino.

Trump foi o anfitrião de um evento organizado pelo ‘America First Policy Institute’ em Mar-a-Lago, a residência particular do magnata na Flórida.

Também estava presente Elon Musk, a quem Trump atribuiu um papel importante para reformar o governo federal, à frente de um departamento recém-criado. Milei posou para as câmeras com os dois.

Após o anúncio da vitória de Trump na semana passada, Milei o parabenizou com mensagens no Instagram e na rede X. “Você sabe que pode contar com a Argentina para tornar os Estados Unidos grandes novamente”, escreveu.

Milei, que transformou a motosserra em uma metáfora para os cortes de gastos do Estado, não poupa elogios tanto para Trump como para Musk, proprietário da rede social X, SpaceX e Tesla.

Após a vitória nas eleições da Argentina em novembro do ano passado, Trump parabenizou Milei com uma versão de seu slogan “Make America Great Again”: “Faça a Argentina grande novamente”.

VENDER SERVIÇOS QUE TEM MUITAS CARACTERÍSTICAS INTANGÍVEIS POIS DEPENDE MUITO DA EXPECTATIVA EM RELAÇÃO AO QUE ELE VAI PROPORCIONAR

 

Cintia Silva, Diretora de Revenue Operations da Refuturiza

Executiva traça panorama sobre diferenças entre vendas de serviços e produtos; aprenda a se desenvolver e se destacar nesse setor em crescimento

O setor de serviços representa cerca de 70% do PIB brasileiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo um dos motores essenciais na economia. Essa área abrange diversas modalidades, que vão desde os serviços tradicionais, que envolvem o atendimento ao público ou operações físicas, como o transporte, até as soluções digitais que permeiam o universo B2B – aquelas voltadas a negócios de diversas naturezas.

Mas como se destacar nesse mercado? Vender serviços traz desafios únicos em comparação à venda de produtos, exigindo habilidades específicas dos profissionais que desejam construir uma carreira de sucesso, principalmente no setor B2B.

Desafios das vendas de serviços: diferenças fundamentais

De acordo com  Cintia Silva, Diretora de Revenue Operations da Refuturiza, ecossistema de empregabilidade e educação que apoia a formação e o acesso de talentos a vagas de trabalho, essas diferenças começam no fato de os serviços terem muitas características intangíveis. “O produto você pode testar e experimentar antes de comprar. Já o serviço depende muito mais da expectativa em relação ao que ele vai proporcionar, o que torna mais desafiador demonstrar o valor antes da compra”, explica Cintia.

Outro ponto que distingue esses mercados é a gestão operacional. Enquanto a gestão de estoque é um ponto central na venda de produtos, no setor de serviços ela é substituída pela necessidade de infraestrutura tecnológica, principalmente os digitais. “Produtos precisam ser estocados, o que traz uma complexidade maior para a operação. No caso dos serviços digitais, por exemplo, a infraestrutura é mais tecnológica do que física, o que exige um tipo diferente de gestão”, destaca Cintia.

Além disso, a personalização é outro fator crítico na venda de serviços. Enquanto os produtos geralmente são padronizados, os serviços precisam ser adaptados às necessidades individuais dos clientes. “Principalmente no universo B2B, a personalização é um fator-chave. Quando conseguimos personalizar um serviço, agregamos mais valor para o cliente final”, afirma Cintia. Isso também influencia a interação com clientes, que deve ser contínua para garantir que compreendam e percebam o valor do que estão recebendo.

Habilidades essenciais para prosperar em vendas de serviços

Para alcançar sucesso nesse setor, Cintia Silva destaca que algumas habilidades e competências são essenciais. “Disciplina, comunicação, criatividade, capacidade investigativa, adaptabilidade, empatia, boa rede de relacionamentos e tenacidade comercial são as competências que considero fundamentais para quem trabalha com vendas. Quando um profissional desenvolve essas habilidades, ele está preparado para criar conexões genuínas com os clientes e construir soluções que realmente atendam às necessidades deles”, afirma a Diretora de Revenue Operations da Refuturiza.

Digitalização versus humanização

Essas competências são ainda mais relevantes em um cenário de vendas que está em constante evolução. De acordo com Cintia, a digitalização é uma tendência que veio para ficar e que exige adaptação. “A era pós-pandemia acelerou a adoção de tecnologias, desde plataformas online de atendimento até a automação de processos e a inteligência artificial. Essas ferramentas são essenciais para personalizar a experiência do cliente e otimizar as operações”, afirma.

Entretanto, a tecnologia sozinha não basta; a experiência do cliente precisa ser humanizada. “Os clientes estão mais exigentes e esperam uma experiência que vá além da simples entrega do serviço. A combinação da tecnologia com o toque humano é o que faz a diferença”, diz Cintia. Ela também aponta a sustentabilidade como uma tendência crescente, especialmente entre as novas gerações, que valorizam práticas ambientais e sociais responsáveis.

Dicas para uma carreira de sucesso

Ao longo de sua carreira, Cintia enfrentou diversos desafios na venda de serviços, principalmente na demonstração do valor de algo intangível. A partir de sua experiência, a profissional compartilha algumas dicas.

1- Crie conexões reais. Estabelecer confiança e ser transparente com os clientes desde o início é fundamental. “Vender serviço requer uma abordagem focada na construção de confiança e em conectar a necessidade do cliente com a solução que oferecemos. Para superar esse desafio, me concentrei em desenvolver a capacidade de criar conexões reais com os clientes, entender profundamente suas necessidades e construir soluções que realmente agregassem valor”, compartilha.

2- Construa relacionamentos duradouros. Cintia também aconselha aqueles que estão começando na área de vendas a focarem na construção de relacionamentos duradouros com os clientes. “É fundamental construir confiança desde o início, ser transparente e honesto, e garantir que o que foi prometido seja entregue. Manter um relacionamento contínuo, mesmo após a venda, é crucial para gerar novas receitas e abrir portas para futuras oportunidades de negócio”, afirma.

3- Foque na personalização. Especialmente no mercado B2B, segmentar e personalizar as soluções para atender às necessidades específicas de cada cliente é a chave para agregar valor. “Entender as necessidades, desafios e prioridades de cada segmento é essencial para adaptar a proposta de valor de acordo com cada nicho. A personalização permite que a empresa entregue soluções que realmente fazem a diferença para o cliente”, conclui.

4- Mantenha-se atualizado. Com as constantes mudanças no mercado, é importante estar sempre atualizado em relação às novas tendências e tecnologias, como a digitalização e as práticas de sustentabilidade.

Preferências de Publicidade e Propaganda

Moysés Peruhype Carlech – Fábio Maciel – Mercado Pago

Você empresário, quando pensa e necessita de fazer algum anúncio para divulgar a sua empresa, um produto ou fazer uma promoção, qual ou quais veículos de propaganda você tem preferência?

Na minha região do Vale do Aço, percebo que a grande preferência das empresas para as suas propagandas é preferencialmente o rádio e outros meios como outdoors, jornais e revistas de pouca procura.

Vantagens da Propaganda no Rádio Offline

Em tempos de internet é normal se perguntar se propaganda em rádio funciona, mas por mais curioso que isso possa parecer para você, essa ainda é uma ferramenta de publicidade eficaz para alguns públicos.

É claro que não se escuta rádio como há alguns anos atrás, mas ainda existe sim um grande público fiel a esse setor. Se o seu serviço ou produto tiver como alvo essas pessoas, fazer uma propaganda em rádio funciona bem demais!

De nada adianta fazer um comercial e esperar que no dia seguinte suas vendas tripliquem. Você precisa ter um objetivo bem definido e entender que este é um processo de médio e longo prazo. Ou seja, você precisará entrar na mente das pessoas de forma positiva para, depois sim, concretizar suas vendas.

Desvantagens da Propaganda no Rádio Offline

Ao contrário da televisão, não há elementos visuais no rádio, o que costuma ser considerado uma das maiores desvantagens da propaganda no rádio. Frequentemente, os rádios também são usados ​​como ruído de fundo, e os ouvintes nem sempre prestam atenção aos anúncios. Eles também podem mudar de estação quando houver anúncios. Além disso, o ouvinte geralmente não consegue voltar a um anúncio de rádio e ouvi-lo quando quiser. Certos intervalos de tempo também são mais eficazes ao usar publicidade de rádio, mas normalmente há um número limitado,

A propaganda na rádio pode variar muito de rádio para rádio e cidade para cidade. Na minha cidade de Ipatinga por exemplo uma campanha de marketing que dure o mês todo pode custar em média 3-4 mil reais por mês.

Vantagens da Propaganda Online

Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia digital.

Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato.

Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente.

Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu.

A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.

Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa.

Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.

Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.

Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Vantagens do Marketplace Valeon

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.

Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. 

Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente. Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos diferentes.

Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma, proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020. 

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

  • Publicidade e Propaganda de várias Categorias de Empresas e Serviços;
  • Informações detalhadas dos Shoppings de Ipatinga;
  • Elaboração e formação de coletâneas de informações sobre o Turismo da nossa região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas das 27 cidades do Vale do Aço, destacando: Ipatinga, Cel. Fabriciano, Timóteo, Caratinga e Santana do Paraíso;
  • Ofertas dos Supermercados de Ipatinga;
  • Ofertas de Revendedores de Veículos Usados de Ipatinga;
  • Notícias da região e do mundo;
  • Play LIst Valeon com músicas de primeira qualidade e Emissoras de Rádio do Brasil e da região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas e dos seus produtos em cada cidade da região do Vale do Aço;
  • Fazemos métricas diárias e mensais de cada consulta às empresas e seus produtos.

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

HOMEM COM BOMBAS MORRE AO ATACAR O STF

História de Vinícius Valfré, Weslley Galzo, Levy Teles, Guilherme Caetano, André Shalders, Vera Rosa, Samanta Nogueira e Zeca Ferreira – Jornal Estadão

BRASÍLIA – Uma sequência de explosões na Praça dos Três Poderes fez o local ser isolado pela Polícia Militar. O corpo de um homem foi encontrado no local após os estrondos. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, esse homem morreu em área próxima ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal foi acionada e enviou agentes para o local, enquanto ministros da Corte foram retirados às pressas da sede do tribunal.

O homem encontrado morto é Francisco Wanderley Luiz. De acordo com o governo do Distrito Federal, ele tentou acessar o STF com explosivos e, momentos antes, entrou na Câmara dos Deputados, acessando o Anexo 4 e um banheiro da Casa. Cerca de uma hora antes da explosão, Luiz publicou em suas redes sociais críticas ao STF, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes da Câmara e do Senado.

Luiz frequentemente compartilhava em suas redes teorias conspiratórias anticomunistas. Em 2020, foi candidato a vereador em Rio do Sul (SC) pelo PL, que atualmente é o partido do ex-presidente Jair

Bolsonaro.Explosão em estacionamento da Câmara dos Deputados Foto: Reprodução / Via X

Explosão em estacionamento da Câmara dos Deputados Foto: Reprodução / Via X

Segundo o Estadão apurou, Luiz também era proprietário do carro encontrado pela Polícia Militar na Praça dos Três Poderes, carregado de artefatos explosivos. O sargento Santos, da PM do Distrito Federal, informou à reportagem que o veículo foi parcialmente destruído por um incêndio, que foi contido pelos seguranças próximos ao local. Segundo o relato do sargento, os policiais avistaram um homem saindo correndo do carro, mas presumiram que ele estava fugindo do fogo. Na verdade, tratava-se do homem que detonou a bomba.

PM faz varreduras em busca de bombas

O barulho das explosões pôde ser ouvido tanto do prédio do Supremo como do Palácio do Planalto. Na Sede do STF, os servidores foram levados por seguranças para uma sala segura. Nas redes sociais também já circulam imagens de um carro explodindo no estacionamento da Câmara dos Deputados. Essa segunda explosão ocorreu em região que também fica próxima à Praça dos Três Poderes. Policiais foram destacados para fazer varreduras em busca de mais bombas no local.

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou que a Praça dos Três Poderes permanecerá isolada até que se tenha garantia de segurança no local. Celina está à frente da gestão da crise, uma vez que o governador Ibaneis Rocha se encontra em Roma, na Itália, para uma visita ao Papa Francisco.

Até o início da madrugada desta quinta-feira, 14, corpo do homem permanecia na praça por ainda conter explosivos e não havia sido periciado. Um agente de segurança, vestido com traje antibombas estava avaliando o risco de novas explosões. A polícia trabalha com a hipótese de que o detonador dos explosivos possa estar preso ao cinto do indivíduo. Além disso, há uma mochila próxima ao corpo, contendo itens que podem ser outros artefatos explosivos. Ainda não há uma versão oficial clara sobre as circunstâncias da morte, se a bomba explodiu antes de o homem lançar ou se ele teria cometido suicídio.

Em entrevista no Palácio do Buriti, Celina evitou confirmar a identidade do homem que morreu após a explosão em frente ao prédio do STF. Ela disse que uma das linhas de investigação é que ele seja o catarinense Francisco Wanderley Luiz, dono do carro que explodiu nas proximidades da Câmara minutos antes. Após as explosões, o acesso à praça foi fechado e o policiamento reforçado nos arredores do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo.

Equipes de varredura foram enviadas ao local. Agentes da Polícia Federal também foi deslocados para as proximidades dos prédios do Congresso e do Supremo. Em nota, a Polícia Civil do DF informou que policiais da 5ª Delegacia de Polícia estão no local e confirmou pelo menos uma das explosões em frente ao Supremo nesta quarta-feira, 13. “A PCDF já deu início às primeiras providências investigativas e a perícia foi acionada ao local”, diz a nota.

Segundo relatos de servidores do STF, após ser ouvida a explosão perto do prédio, seguranças também teriam cuidado do isolamento do edifício e assegurado que ministros da Corte fosse escoltados para outro local.

Em nota, o STF também confirmou as explosões. “Ao final da sessão do STF desta quarta-feira (13), dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança. Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela. Mais informações sobre as investigações devem aguardar o desenrolar dos fatos. A Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF”, diz a nota.

A Câmara dos Deputados decidiu interromper a sessão mais de uma hora após o incidente na Praça dos Três Poderes. Os parlamentares discutiam a proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária para igrejas. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que preside a sessão, pediu aos colegas que permaneçam no plenário até terem a informação de que é seguro sair do prédio.

PF investiga explosões e inquérito vai para Moraes

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as explosões que ocorreram na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal, e nas proximidades da Câmara dos Deputados. Há suspeitas de que o atentado tenha motivação política e, por isso, a PF enviará o inquérito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, relator dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O presidente Lula já havia saído do Planalto na hora das explosões. Lula está no Palácio da Alvorada, reunido com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com os ministros do STF Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Em nota, a PF informou que foram acionados os policiais do Comando de Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta-Intervenção da Superintendência Regional da corporação no Distrito Federall, peritos e o Grupo Antibombas, “que estão conduzindo as ações iniciais de segurança e análise do local”.

Autor visitou o STF em agosto

Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tio França”, visitou a sede do Supremo meses antes do ataque desta quarta-feira e tirou uma selfie no plenário da Corte, comentando: “Deixaram a raposa entrar no galinheiro”. A visita ocorreu em 24 de agosto.

Como mostrou o EstadãoLuiz publicou um manifesto antes do atentado nos arredores do STF e do Congresso Nacional, contendo ataques ao Supremo, ao presidente Lula e aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Em seu perfil no Facebook, Luiz compartilhava teorias conspiratórias anticomunistas, como o QAnon, populares na extrema-direita americana.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que presidiu a sessão do plenário da Câmara nesta quarta-feira, 13, afirmou que um drone caiu nas proximidades da Casa em meio a explosões que ocorreram na Praça dos Três Poderes. Segundo ele, há suspeita de que o indivíduo tenha circulado pelas dependências do Congresso, mas essa informação ainda não foi confirmada pelo Departamento de Polícia Legislativa (Depol).

“Eles (integrantes da segurança da Câmara) estão buscando essa informação, estão procurando saber se essa suspeita é ou não real. Eles estão checando as entradas das pessoas, imagens”, disse Sóstenes. “Eles estão para confirmar ou não essa informação.”

 

ENEM COREANO PODE DEFINIR A VIDA TODA DOS ALUNOS

 

História de Rachel Lee – Da BBC News em Seul

O Suneung, uma espécie de 'Enem' da Coreia do Sul, é uma maratona de oito horas de provas que paralisa o país

O Suneung, uma espécie de ‘Enem’ da Coreia do Sul, é uma maratona de oito horas de provas que paralisa o país© Getty Images

Oito horas, cinco provas, quatro intervalos, um dia.

Suneung, uma espécie de Enem da Coreia do Sul, é o exame que muda a vida dos jovens sul-coreanos.

Ele determina quem vai entrar na universidade e pode afetar futuras perspectivas de emprego, rendimento e até mesmo relacionamentos.

É um rito de passagem, e faz com que o país inteiro pare.

O Suneung, abreviação em coreano para Teste de Habilidade Escolar, é realizado uma vez por ano em novembro. Neste ano, acontece nesta quinta-feira (14/11). É a única chance para os alunos mostrarem suas habilidades.

Conversamos com alguns estudantes sul-coreanos que estão se preparando para o Suneung deste ano.

Eles compartilharam suas principais dicas e estratégias para enfrentar essa verdadeira maratona de provas.

‘Minha rotina diária gira em torno do Suneung’

Hyun-min Hwang diz que muitos dos seus amigos estão fazendo diariamente a mesma refeição que planejam fazer no dia da prova

Hyun-min Hwang diz que muitos dos seus amigos estão fazendo diariamente a mesma refeição que planejam fazer no dia da prova© BBC

O Suneung tem duração de oito horas, com intervalos de 20 minutos entre a prova de cada matéria, e 50 minutos para o almoço. Cada prova dura cerca de 80 a 107 minutos, o que exige altos níveis de concentração.

Hyun-min Hwang, um jovem de 19 anos, conta que alguns de seus amigos comem a mesma refeição que planejam comer no dia do Suneung diariamente no período que antecede o exame para garantir uma boa digestão.

Esta é uma prática comum entre os estudantes, que devem levar suas próprias marmitas no dia da prova.

Os alunos são aconselhados a evitar alimentos crus, pratos apimentados e produtos à base de farinha, como pão ou macarrão.

Pais e alunos trocam dicas sobre o que comer e o que evitar em comunidades online voltadas para o exame.

Frutas como banana e maçã são recomendadas, enquanto a tangerina, que é ácida, é desaconselhada em caso de refluxo.

A proteína também é fundamental. Uma marmita bem balanceada para o Suneung geralmente inclui arroz, peixe assado, peito de frango, legumes, verduras e sopa quente, por exemplo.

“Alguns dos meus amigos acordam e vão dormir em horários específicos para se acostumar com a rotina do Suneung”, conta Hwang.

“Seu corpo precisa descansar para estar pronto para se concentrar.”

E você não pode se distrair com a necessidade de ir ao banheiro.

Ir ao banheiro não é realmente uma opção, pois é difícil voltar rapidamente à sala de prova. Depois de fazer vários simulados do exame, com os intervalos programados de 20 minutos, Hwang diz que aprendeu a controlar a bexiga.

Kang Jun-hee, um rapaz de 20 anos que está prestando novamente o exame, se dedicou à preparação para o Suneung neste ano. Como esta é sua segunda tentativa, ele se concentrou em criar uma rotina diária mais disciplinada.

“Da última vez que fiz o teste, não vivi de forma tão construtiva quanto poderia”, admite.

Ele afirma que agora está “totalmente comprometido” com sua rotina diária para o Suneung, que envolve acordar às 6h30 todas as manhãs e ir direto para os simulados das principais matérias. A rotina foi planejada para ser “exatamente como a programação real do Suneung”.

Kang não ficou satisfeito com o resultado que obteve no ano passado, e é o único entre seus amigos que está refazendo o teste. Ele diz que o isolamento pode ser difícil, enquanto seus amigos já estão aproveitando a vida universitária. Mesmo assim, ele está determinado a dar o melhor de si.

“A preparação para o Suneung nos ensina a atingir nossas metas”, ele reflete.

A pressão do exame, no entanto, causa preocupação em parte da população.

Pesquisadores, professores e pais de alunos culpam o sistema de seleção por diversos problemas, desde a desigualdade social até doenças mentais.

Simulados auxiliam os estudantes

Yoo-jung Kang diz que a prova pode mudar a vida de uma pessoa na Coreia do Sul

Yoo-jung Kang diz que a prova pode mudar a vida de uma pessoa na Coreia do Sul© BBC

Os simulados das provas são essenciais para quem vai prestar o Suneung. Há três simulados nacionais a cada ano, e os alunos também podem fazer simulados adicionais oferecidos por cursos particulares.

Yoo-jung Kang diz que se adaptar à rotina do Suneung desta forma é uma grande ajuda.

“No começo, eu não conseguia me concentrar por longos períodos”, ela conta.

“Mas depois de alguns simulados da prova, aprendi a me concentrar melhor.”

Ela vem recitando um mantra para si mesma: “Não vamos ficar muito nervosos”.

Conhecemos Kang, que é educada em casa (homeschooling), em um “curso preparatório” em Gangnam, em Seul. Esses “cursos intensivos” são populares na Coreia do Sul, ajudando os jovens a se prepararem para o Suneung.

As cafeterias ao redor do curso têm placas de boa sorte nas janelas — e estão repletas de estudantes fazendo revisões de última hora.

Kang está totalmente comprometida em se preparar para o Suneung. Ela acredita que “estudar é a única maneira de garantir seu futuro”.

O resultado da prova tem um peso grande. Ele define sua posição social e como você é visto pelos outros. Também influencia os relacionamentos românticos, determinando se você é considerado um parceiro adequado.

Alguns alunos destacam a necessidade de resistência e autoconfiança

Alguns alunos destacam a necessidade de resistência e autoconfiança© Getty Images

O Suneung inclui provas de cinco matérias obrigatórias: coreano, matemática, inglês, história da Coreia e estudos sociais ou ciências. Em seguida, um exame de idioma adicional opcional em francês, chinês, japonês, russo ou árabe.

Sang-won Lee, que também está prestando o exame neste ano, enfatiza a importância da resistência, de manter o ritmo e da autoconfiança.

“Sugiro fazer os simulados da prova de coreano no início da manhã”, diz ele. Na verdade, ele começa no “horário exato em que o teste vai começar”, pois acha que é fundamental começar bem.

“Se você achar que foi mal no primeiro teste, há uma grande chance de que isso afete seu desempenho nas provas seguintes”, afirma.

Ele também destaca a necessidade de manter o foco após o almoço.

“Depois do almoço, você vai fazer a prova de inglês, que inclui uma parte de compreensão auditiva. Por isso, você precisa garantir que não vai estar com muito sono.”

Um dia transformador para os jovens

Roh, professor de um curso preparatório, diz que os alunos precisam acreditar em si mesmos e em suas respostas no grande dia

Roh, professor de um curso preparatório, diz que os alunos precisam acreditar em si mesmos e em suas respostas no grande dia© BBC

Jong-ho Roh, professor de um curso preparatório, trabalha com um grupo diversificado de alunos — desde aqueles que estão refazendo o exame até estudantes altamente competitivos e outros que se mudaram de áreas rurais para estudar em Seul.

“O mais importante para quem vai fazer a prova é a autoestima. Eles precisam acreditar em si mesmos e em suas respostas no dia. Ninguém pode ajudá-los quando estiverem na sala de prova”, explica Roh.

Ele também enfatiza a necessidade de repetir “rotinas diárias no período que antecede o teste” — e incentiva os estudantes a fazer das 8h40, horário em que começa a prova, o momento mais produtivo do dia.

A nação inteira se mobiliza para apoiar os estudantes que vão fazer o Suneung. Policiais, bombeiros e ambulâncias ficam de prontidão no início da manhã para escoltar os alunos que estão atrasados.

Para aliviar o trânsito, muitas empresas na Coreia dos Sul aconselham os funcionários a chegarem mais tarde no dia, até mesmo o mercado de ações abre mais tarde.

Os aviões ficam parados por 35 minutos em solo durante a prova de compreensão auditiva em inglês.

É comum que os alunos mais novos demonstrem seu apoio aos veteranos do lado de fora dos centros de testes no início da manhã

É comum que os alunos mais novos demonstrem seu apoio aos veteranos do lado de fora dos centros de testes no início da manhã© Getty Images

Algumas escolas fecham e são usadas como centros de teste, enquanto os alunos mais novos esperam do lado de fora dos locais de prova no início da manhã para torcer pelos veteranos com batuques de tambor e cantorias de incentivo.

Roh, como professor, oferece alguns conselhos finais aos alunos preocupados em manter a energia durante a exaustiva maratona de 8 horas.

“Eu sempre digo para sair e dar uma volta”, ele sugere.

“Os alunos acham importante ficar sentado na cadeira e revisar o que aprenderam antes da prova. Mas eu diria para darem uma volta um pouco. Não há problema em dar uma volta dentro de um centro de testes. Isso vai te manter acordado.”

“Especialmente para a prova de inglês, o intervalo para o almoço provavelmente vai te deixar com sono.”

O MINISTRO DA FAZENDA VEM SE DEDICANDO DE FORMA EXAUSTIVA À DEFESA DO PROGRAMA DE AUSTERIDADE NA CONDUÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS

 

Há alternativas – e rápidas – para conter o rentismo que pressiona e tenta ocupar mais espaço no governo. Acabar com a isenção de lucros e dividendos com uma Medida Provisória, por exemplo. Mas isso requer coragem – e apoio dos setores populares

OutrasPalavras

Crise Brasileira

por Paulo Kliass

FOTO: ADRIANO MACHADO/REUTERS

As pressões exercidas pelas forças vinculadas ao sistema financeiro sobre o conjunto da sociedade são gigantescas. Trata-se de um movimento já bastante conhecido por nós que opera de forma bastante articulada entre os representantes diretos da banca privada, os grandes meios de comunicação e uma parcela nada confiável da alta tecnocracia da administração federal. Essa forma deveras peculiar de articulação das relações incestuosas entre o capital privado e o setor público ganha ainda maior relevância quando se trata de definir questões estratégicas e de longo prazo para o país.

Na administração do rame-rame da política econômica, seja no seu dia a dia ou no semana a semana, os mecanismos de influenciar decisões no âmbito do aparelho de Estado são recorrentes. Um dos casos mais emblemáticos e “pedagógicos” é o do Copom e as suas decisões a respeito da política monetária. O Banco Central (BC) utiliza para suas projeções os resultados da pesquisa Focus, realizada semanalmente pela instituição. Trata-se de uma consulta formal encaminhada a um grupo ultra seleto e composto apenas por 170 indivíduos, todos ligados a bancos e demais instituições do universo do financismo. A partir de tais respostas, forma-se aquilo que a grande imprensa depois transmite como sendo a opinião do “mercado” a respeito de uma série de variáveis, inclusive o patamar da Selic para as reuniões do Copom. E o colegiado tem confirmado de forma sistemática tal desejo da banca privada.

Na conjuntura mais atual, a estratégia deste pessoal tem se voltado para a destruição de algumas conquistas que continuam preservadas no interior de nossa Constituição. Trata-se de dar continuidade à eliminação de setores fundamentais que o Estado brasileiro ainda mantém para oferecer serviços públicos relevantes, a exemplo de educação, assistência social, saúde e previdência social. Refiro-me à ampla campanha que os setores mais conservadores estão orquestrando nos espaços de comunicação para que sejam eliminados os pisos constitucionais para saúde e educação, além da desvinculação dos benefícios previdenciários e assistenciais em relação ao salário mínimo.

Haddad envolve Lula na armadilha do financismo

Na verdade, trata-se de um cenário que vem sendo insistentemente alertado pelos economistas e analistas do campo progressista desde o primeiro dia do governo do terceiro mandato do presidente Lula. O fato é que o ministro da Fazenda vem, desde então, se dedicando de forma exaustiva à defesa de um programa rígido de austeridade na condução das contas públicas. Assim, parece ter convencido o seu chefe a respeito da necessidade do modelo contido no Novo Arcabouço Fiscal (NAF). Ao encaminhar o Projeto que se transformou na Lei Complementar nº 200/23, Haddad criou uma armadilha para o governo.

Afinal, como não cansamos de advertir ao longo de todos estes meses, o NAF contém uma bomba de efeito retardado, que implica a retirada dos pisos mínimos acima mencionados e o recuo na política de valorização real do salário mínimo. Como havíamos chamado a atenção, dificilmente o governo conseguiria aprovar medidas contendo aumento de receita para os setores do topo da nossa pirâmide da desigualdade. Assim, a única alternativa seguiria sendo as medidas ao estilo e gosto de Paulo Guedes – a recorrente penalização dos mais pobres. Isso porque o espírito austericida do teto de Gastos de 2016 se mantém no NAF: as despesas estão proibidas de cresceram a mais de 70% do ritmo de elevação das receitas.

Some-se a tal restrição bastante draconiana outra armadilha autoimposta que Haddad convenceu Lula a adotar como lema de seu governo. Trata-se da injustificável meta de “zerar o déficit primário” neste exercício orçamentário e nos próximos. Com isso, segue intocável a retirada dos gastos com juros da dívida pública de qualquer esforço de redução de despesas. Como pela própria definição metodológica, “primário” é sinônimo de “não financeiro”, os R$ 855 bilhões despendidos ao longo dos últimos 12 meses para o pagamento de juros passam ao largo de qualquer tipo de corte, limite ou contingenciamento.

As reações ao pacote de austeridade

Haddad parece ter se sentido à vontade para seguir avançando na pauta da austeridade e foi antecipando algumas propostas na linha daquilo que há muito tempo defende a intelligentsia da Faria Lima. Em suma, trata-se de focar o ajuste em cima das despesas voltadas à grande maioria da população, sem nenhuma medida que contemplasse a participação do grande capital e dos endinheirados em algum sacrifício para que o tal “equilíbrio” fiscal fosse alcançado. À medida que a perversidade das sugestões ia ganhando forma, intelectuais, dirigentes políticos e até mesmo ministros passaram a questionar publicamente tal viés do ajuste. O movimento social também começou a se manifestar de forma mais contundente, a ponto de articular a divulgação de um documento duro contra o ajuste de Haddad, contendo a assinatura dos partidos da base aliada e mesmo de entidades que apoiam o governo.

Ao que tudo indica, Lula percebeu os riscos envolvidos em seguir a rota sugerida por seu auxiliar. Apesar do avanço da pauta da austeridade em razão da passividade adotada pelo Chefe do Executivo até o momento, o fato é que ainda existem alternativas para fugir da sanha austericida contra os mais pobres e contra os direitos sociais. A entrevista do Presidente à RedeTV pode ter sido um ponto de virada mais efetivo, uma vez que ele adotou um discurso mais duro contra o “mercado” e sinalizou que não aceitaria um pacote apenas contendo cortes nos benefícios dirigidos aos mais necessitados. Disse ele:

(…) “Eu vejo o mercado [o mercado financeiro] falar bobagem todo dia, não acredite nisso, eu já venci eles e vou vencer outra vez” (…)

Outro aspecto relevante refere-se à própria falácia contida na ideia de equilíbrio fiscal contida no NAF, bem como no discurso de Haddad e do povo da finança. Afinal, ainda que o governo fosse exitoso na aprovação de tais medidas austericidas, o fato concreto é que não existe equilíbrio fiscal algum. Mesmo que a meta de zerar o déficit primário fosse alcançada (sabe-se lá a que custo econômico, social, político e eleitoral!), as contas do Tesouro Nacional seguiriam sendo deficitárias. Isso pelo simples fato de que não se pode isolar as despesas financeiras das demais. Ainda que a malandragem metodológica se utilize do artifício do adjetivo “primário” para não contabilizar os gastos com juros, em termos econômicos estes valores saem das contas do governo federal e impactam da mesma maneira que as demais rubricas, das quais os financistas exigem cortes urgentes. Aliás, o próprio reconheceu na referida entrevista:

(…) “não tem problema se o governo tiver que fazer uma dívida para construir um ativo novo” (…)

Assim, não existe o mundo da fantasia do tal do equilíbrio fiscal. O governo federal seguiria sendo deficitário do mesmo modo e isso não significaria o fim do mundo. Aliás, esse é o que ocorre na grande maioria dos países do chamado capitalismo desenvolvido e também é o que tem ocorrido de forma sistemática no Brasil ao longo da última década. Isso porque, ao contrário do que tentam nos enganar os representantes do financismo, não se pode tratar as finanças públicas da mesma forma como se analisa a economia de um indivíduo, de uma família ou de uma empresa. Um Estado como o nosso é soberano e tem mais de 95% de sua dívida pública denominada em moeda nacional. Pode eventualmente gastar mais do que arrecada em alguns exercícios e isso não significa ingressar na antessala da catástrofe social e econômica.

Lula parece ter se dado conta da encrenca

Existem várias alternativas para escapar da armadilha imposta pelo sistema financeiro ao governo, com a anuência de Haddad e os dirigentes da área econômica do governo. O governo pode elevar suas receitas por meio de maior rigor na fiscalização e pela redução significativa das benesses concedidas ao grande capital por meio das desonerações e isenções generalizadas. O governo pode acabar com o escândalo da isenção e lucros e dividendos da noite para o dia, por meio de uma simples Medida Provisória. E pode implementar a cobrança de Imposto de Exportação sobre as commodities sem necessidade de lei alguma, pois isto já está previsto na própria legislação.

Por outro lado, o governo pode adequar a atual meta da inflação à realidade e propor aos ministros que compõem o Conselho Monetário Nacional (Fazenda e Planejamento) que flexibilizem a rigidez dos atuais 3%. Com isso, fica reduzida a base de argumentação dos falcões a exigirem maior rigor no patamar da Selic estratosférica. Isso reduziria a carga de juros a ser prevista no Orçamento da União.

Enfim, soluções não faltam. Basta Lula oferecer vontade política na manutenção de seu programa de governo e a busca da mobilização popular em torno da reorientação em direção da rota desenvolvimentista. Se o financismo faz barulho, pressiona e chantageia, cabe aos setores populares também lançarem esse debate na sociedade e mostrar que – sim! – existem alternativas ao receituário neoliberal da ortodoxia conservadora.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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