BRASÍLIA – O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br)
veio acima do esperado em setembro – o que levou economistas a revisar
para cima as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. No
Ministério da Fazenda, a projeção, que está em 3,2%, também deve ser
elevada para algo em torno de 3,5%, segundo interlocutores da pasta
ouvidos pelo Estadão.
O índice IBC-Br de setembro teve alta de 0,8% na comparação com o mês
de agosto – acima da mediana das projeções do mercado financeiro, de
0,5%, segundo o Projeções Broadcast. O dado reflete o bom
resultado do varejo ampliado (que inclui veículos e materiais de
construção), que subiu 1,8% no mesmo mês, da produção industrial, que
cresceu 1,1%, e do setor de serviços, que teve alta de 1%.
Se por um lado o crescimento mais forte da economia ajuda a manter o
desemprego em baixa e melhora arrecadação do governo, por outro, acende o
sinal de alerta sobre os seus efeitos sobre a inflação – colocando mais pressão sobre o Banco Central para subir a taxa básica de juros.
O ministro da Fazenda Fernando Haddad, durante entrevista coletiva
realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Wilton
Junior/WILTON JUNIOR
O economista Daniel Xavier, do Banco ABC Brasil, diz que sua projeção
para este ano, hoje na casa de 3,3%, deve subir para 3,5% ou 3,6%. Ele
explica que a economia está sendo impulsionada por uma série de fatores,
como mercado de trabalho aquecido, transferências governamentais e o
crédito ainda forte.
“Em termos qualitativos, a expansão no terceiro trimestre se mostrou
mais dispersa entre os setores (indústria, serviços e varejo amplo) e
regiões – o que revela consistência neste movimento. Os pilares macro
têm sido basicamente os mesmos; mercado de trabalho aquecido, ganhos
salariais positivos, transferências governamentais e crédito ainda
sustentando o nível de atividade”, afirmou em relatório a clientes.
Marcelo Fonseca, da Reag Investimentos, também subiu sua projeção
para 3,3%, enquanto Sérgio Vale, da MB Associados, que previa 2,8%, deve
ficar acima de 3%, agora. Ele pondera, contudo, que a inflação e os
juros estão em alta neste final de ano, o que pode se refletir no
crescimento do quarto trimestre.
Uma rodada mais forte de revisões pode acontecer depois de o IBGE
divulgar o PIB do terceiro trimestre no início de dezembro. Em todo
terceiro trimestre de cada ano, o instituto revisa os números do
primeiro e segundo trimestres – o que dá mais segurança para que os
economistas refaçam as contas para o ano.
Eduardo Velho, sócio da Equador Investimentos, diz que o nível de
atividade econômica mais forte forçará o Banco Central a continuar
subindo a taxa básica de juros.
Hoje, a regra define que o mínimo é reajustado a partir da inflação
do ano anterior e do PIB de dois anos antes. O crescimento da economia
em 2024, portanto, teria impacto sobre as contas públicas de 2026.
A Fazenda tenta conter o aumento do salário mínimo a 2,5% ao ano, o
mesmo teto estabelecido pelo arcabouço fiscal, mas ainda não há o aval
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a proposta seja enviada
ao Congresso.
Pelas contas da XP Investimentos, a proposta poderia levar a uma economia de até R$ 84 bilhões em dez anos.
História de ADRIANA FERNANDES E NATHALIA GARCIA = Folha de S. Paulo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A 48 dias de deixar o comando do Banco
Central, Roberto Campos Neto diz não ser “monitor fiscal”, mas dá
opinião sobre o tema e afirma que há pressa para o governo de Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um conjunto de medidas de corte de
gastos capaz de reverter a piora da percepção de risco do Brasil.
À reportagem, ele diz que a receita tem dois caminhos: cortar
despesas na “carne” em 2025 e apresentar medidas que indiquem aos
agentes econômicos que estruturalmente o arcabouço fiscal -a nova regra
para o equilíbrio das contas públicas- ficará mais sustentável no
futuro.
Para o presidente do BC, a demora do anúncio deixa cicatrizes no meio
do caminho, como investimentos desperdiçados. “Quanto mais se espera,
depois mais você acaba tendo que fazer. O choque que precisa ser
produzido depois é maior”, diz.
Depois da divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), o
chefe da autoridade monetária nega a intenção de acelerar o ritmo de
alta de juros e enfatiza que o colegiado não quis dar sinalização sobre
os passos futuros.
No debate sobre o crescimento do país, ele chama de retrocesso a
discussão sobre o fim da escala 6×1 de jornada de trabalho. “[O projeto]
volta atrás num avanço que foi feito.”
PERGUNTA – O sr. tem falado em choque fiscal. Pode explicar o que isso significa?
ROBERTO CAMPOS NETO – O mercado começou a questionar mais e mais a
trajetória da dívida. Grande parte da piora do prêmio de risco
[rentabilidade adicional cobrada pelos investidores no Brasil] está
associada a esse fato. Se colocou muito peso na eleição do Trump. [Mas]
Vimos que, no dia posterior à eleição, não foi ruim para o mercado no
Brasil. A moeda até se valorizou bastante. Um pedaço grande dessa piora
está ligado ao fiscal.
Eventualmente, caminhamos para uma bifurcação. Para ter uma saída
mais organizada, precisa fazer um choque fiscal positivo. Em vez de
esperar chegar essa bifurcação, se a gente consegue se antecipar e criar
uma surpresa positiva para o mercado em termos de choque fiscal, ajuda.
P – Mas o que é?
CN – É uma percepção de que, de fato, o governo está fazendo um corte
de gastos que seja relevante não só no curto prazo, mas também de forma
estrutural para frente.
P – Esse choque define os rumos da política de juros até o fim do ano?
CN – Não mecanicamente, mas, se o choque tiver um impacto nas
variáveis macroeconômicas de tal forma que diminua o prêmio de risco,
impacta, sim.
P – O Copom fala na ata sobre a necessidade de medidas estruturais
para sustentar o arcabouço. Muitos analistas entenderam que seria
necessário mudar o limite superior do arcabouço, de 2,5%, para ter essas
mudanças…
CN – O que poderia ser capaz de reverter esse prêmio de risco é um
conjunto de medidas que tenham duas dimensões. A primeira é gerar um
corte de gastos na carne no ano de 2025, que seja relevante. E, depois,
medidas que indiquem aos agentes econômicos que estruturalmente o
arcabouço fica mais sustentável para a frente.
Tem uma percepção de que tem que ser corte de gasto, se forem
colocados itens de receita no meio do conjunto de medidas esperado tem
um risco de interditar o debate no Congresso. Tem o risco de ser visto
como uma medida que não atende os critérios para a diminuição no prêmio
de risco. E agora tem pressa.
P – Pressa para as medidas?
CN – O tempo é super-relevante. Quanto mais se espera, depois mais
você acaba tendo que fazer. Vai gerando uma dinâmica de piora. O choque
que precisa ser produzido depois é maior. Tem uma percepção que, quando
se tem uma piora de preço e ele volta, voltou tudo ao normal. Isso não é
verdade. A trajetória de preço com uma piora muito grande, acompanhada
de uma melhora, deixa cicatrizes no meio do caminho.
É gente que não investe, é alguém que fez um hedge, é um investimento
que vinha para o Brasil e não veio. É sempre bom voltar a um preço
melhor, mas não é verdade que a trajetória não influencia. O ideal é
você se antecipar e não agir depois que o mercado já piorou muito.
P – Quanto seria um corte de gastos relevante?
CN – Olhando as pesquisas que a gente recebe de mercado, tenho
escutado entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões no ano de 2025 e alguma
coisa estrutural. No estrutural, não é uma opinião do Banco Central, o
que a gente tem visto os economistas falando é que enderecem o ponto da
indexação e da vinculação.
P – Se as medidas de revisão de gastos forem consideradas mais
brandas do que o esperado, cresce a chance de uma alta maior de juros?
CN – Em nenhum lugar da ata do Copom está escrito que o BC pretende
acelerar a alta de juros. Continuamos dizendo que a gente prefere ter um
guidance [sinalização futura] aberto e que vamos analisar ao longo do
tempo.
P – O sr. falou do tempo. Na sua visão, está tendo demora?
CN – O que a gente vê é que os agentes econômicos esperam as medidas
e, à medida que elas não acontecem, os preços vão piorando. A informação
retirada dos preços de mercado é que o tempo tem jogado contra.
P – O governo Lula e outros pensadores da esquerda acham que o sr.
puxou demais essa pressão no fiscal ao longo da gestão petista. O que
acha disso?
CN – Eu acho que deveriam ler as atas do último governo, porque eu tinha essa mesma reclamação do ministro Paulo Guedes.
P – Muitos avaliam que o crescimento do país está sendo puxado pelo fiscal. Como vê isso?
CN – Há várias reformas estruturais feitas que estão produzindo
resultados. Por exemplo, o desemprego. Tenho um grande grau de convicção
que o desemprego mais baixo, em parte, está associado à reforma
trabalhista feita no governo Temer. Quando vejo um projeto como esse do
6×1, ele volta atrás num avanço que foi feito, que é o de flexibilizar
as relações de trabalho. Ele tem a capacidade de, ao mesmo tempo,
aumentar o custo do trabalho, a informalidade e diminuir a
produtividade.
P – Sobre a ata, embora o Copom tenha deixado os passos futuros em
aberto, o mercado passou a considerar uma possível aceleração para 0,75
ponto percentual em dezembro…
CN – Não existe nada na ata que diga que tem uma aceleração de juros.
O que a gente tentou comunicar na ata é que o guidance está em aberto e
que a gente vai olhar os dados daqui até lá. Ou seja, não estamos dando
nenhum guidance.
P – Quando o Copom diz que a deterioração adicional das expectativas
pode levar ao prolongamento do ciclo de alta dos juros, significa que
prefere alongá-lo, mantendo o ritmo, a acelerar e fazer um choque mais
curto?
CN – Se eu responder a essa pergunta, estou dando guidance.
P – O “Trump trade” [movimento econômico impulsionado por políticas
de corte de impostos, desregulamentação e protecionismo comercial
durante o governo de Donald Trump] pode levar a juros mais altos por um
período mais longo no Brasil?
CN – Nem todo o mundo emergente vai ter o mesmo impacto. A China tem
um impacto maior. O México tem um impacto grande, pelo tema da fronteira
e do Nafta. O Brasil é bem menos impactado do que outras economias
emergentes. O mundo vai demorar um pouco para digerir e entender quais
são as políticas que estão vindo. Tem um grau de incerteza, a gente tem
colocado isso na comunicação oficial, mas não vejo isso com muito
pessimismo.
P – O sr. foi premiado três vezes como melhor banqueiro central, mas
pode terminar seu mandato tendo estourado a meta de inflação em três
anos. O que diz?
DN – No pós-pandemia, não tem um BC no mundo que cumpriu meta. A
nossa inflação foi uma das primeiras a começar a cair, agimos de forma
antecipada, e os prêmios que você mencionou reconhecem isso. Precisamos
agora passar uma mensagem que, passado o período da pandemia, a gente
precisa, sim, fazer convergir [a inflação à meta].
*
RAIO-X – ROBERTO CAMPOS NETO, 55
Presidente do Banco Central desde 2019, com mandato até 31 de
dezembro de 2024. Foi o primeiro a comandar a autoridade monetária sob a
lei de autonomia. É bacharel e mestre em economia pela
Por BRUNO DE FREITAS MOURA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL – 20 – Newsrondonia
TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL
O primeiro dia de atividades autogestionadas no G20 Social, nesta
quinta-feira (14), teve como um dos destaques discussões sobre dois
tipos de racismo: algoritmico – ligado às novas tecnologias – e
ambiental, representado por descaso com as populações mais vulneráveis.
O G20 Social é um ambiente de incentivo à participação da sociedade
civil organizada que acontece até o próximo dia 16, às vésperas da
reunião de cúpula do G20, grupo que reúne as principais economias do
mundo. Os debates promovidos por movimentos sociais e organizações não
governamentais (ONG) acontecem em galpões e armazéns na região portuária
do Rio de Janeiro.
Entre as cerca de 270 atividades autogestionadas programadas,
diversas se debruçam sobre temas ligados à desigualdade racial. Uma
delas foi proposta pela ONG Instituto Internacional sobre Raça,
Igualdade e Direitos Humanos, que levou às pessoas que acompanharam a
mesa a preocupação sobre o viés racista de novas tecnologias.
A diretora de programas da Anistia Internacional Brasil, Alexandra
Montgomery, levantou a questão sobre como a inteligência artificial (IA)
tem impactado a vida das pessoas, em especial as negras e as que vivem
em comunidades mais vulnerabilizadas.
Segundo ela, algumas tecnologias têm sido apontadas como solução para
problemas complexos, como a segurança pública, mas têm gerado, pelos
vieses que estão inseridos nessas tecnologias, um impacto desproporcional.
“Esses algoritmos e tecnologia de inteligência artificial de
reconhecimento facial, especialmente com inteligência preditiva, têm
vulnerabilizado ainda mais as pessoas negras, pois são tidas como
suspeitas. Elas são identificadas ou mal identificadas, há muitos erros
nessas tecnologias”, disse à Agência Brasil.
Inteligência artificial preditiva é a capaz de usar o aprendizado de máquina para identificar padrões em eventos passados.
“A população negra já é a mais atingida em número de mortos pelas
polícias, em número de pessoas presas e detidas e, agora, com uso dessas
tecnologias, a situação é ainda pior”, completa Alexandra.
Um estudo publicado na última quinta-feira (7) pela Rede de
Observatórios da Segurança mostra que quase 90% dos mortos por policiais
em 2023 eram negros.
Reconhecimento facial
O coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC)
da Universidade Cândido Mendes, Pablo Nunes, aponta que sistemas de
reconhecimento facial têm comportamentos racistas dentro e fora do
Brasil.
“É muito mais provável que uma pessoa negra seja reconhecida
equivocadamente por esses sistemas do que brancas. Isso aprofunda
problemas e racismo estruturais que já existem na sociedade”, diz,
acrescentando que “o uso da tecnologia, muitas vezes, não é
transparente”.
Para ele, aqui no país os equívocos resultam em uma situação mais
desafiadora para a população negra. “A gente tem uma tecnologia que
falha mais para pessoas negras atrelada a uma segurança pública no
Brasil que já coloca pessoas negras como os principais alvos de
violências e violações de direitos”.
O pesquisador entende que erros nos sistemas de reconhecimento são
alimentadas por diferentes fatores. Um deles é técnico, ou seja,
algoritmos são desenhados de determinada maneira que não conseguem
reconhecer eficientemente pessoas negras.
Outro elemento “é problema da diversidade dos times de
desenvolvimento desses sistemas”, aponta. Há ainda, segundo o
pesquisador, “um problema da própria sociedade, que pensa que usar
reconhecimento facial na segurança pública pode ser uma resposta simples
a problemas complexos, colocando em xeque os direitos da população
negra”.
Injustiça climática
Outra face do racismo denunciado no G20 Social é o ambiental, ligado à
emergência climática, que torna mais frequentes eventos extremos como
inundações, deslizamentos e ondas de calor. O tema ganhou voz com a
ativista Luzia Camila, que representou o coletivo Confluência das
Favelas em uma das atividades autogestionadas. Ela veio de Capanema, no
interior do Pará, para participar do evento.
O coletivo buscou informações relacionadas a justiça climática em
periferias e comunidades de cinco capitais, Macapá, Manaus, Rio de
Janeiro, São Paulo e Recife. Com base nos relatos coletados, foi
possível concluir, segundo ela, que a população negra é a mais afetada
pelos eventos extremos, o que ela classifica como “injustiça climática”.
“Existe um direcionamento dessas injustiças e dessas crises. As
periferias são territórios afetados, pois não recebem, de fato, as
políticas públicas de urbanização, adaptação climática e ambiental
necessárias para a vivência e sobrevivência dessas populações”, disse à
Agência Brasil.
De acordo com um suplemento do Censo 2022, divulgado na última
sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), pretos e pardos são 72,9% dos moradores de favelas no país.
A ativista paraense enfatiza que a situação de racismo ambiental não é
exclusivamente inerente às pessoas pretas. “Existe uma outra
diversidade étnica, que envolve ribeirinhos, extrativistas, indígenas
que também estão ocupando outros tipos de periferias, de
marginalidades”.
Luiza Camila acredita que as discussões e articulações do G20 Social
são uma forma de evidenciar realidades e contextos de periferias e
favelas.
“A ideia é realmente mostrar esses dados, entender o espaço do G20
como um lugar ideal para que a gente possa pensar conjuntamente
políticas públicas, ações de mobilização, ações de formação para que a
gente possa se virar para esses territórios, entender os conflitos e as
necessidades desses lugares”, finaliza.
Participação social
Além de organizações da sociedade civil poderem expor e conduzir
debates, o G20 Social permite o contato do público com assuntos de
interesse. Carlos Roberto de Oliveira seguiu de Campinas, interior
paulista, para o Rio de Janeiro apenas para presenciar o espaço de
articulação popular.
“Vim aqui para aprender”, disse à Agência Brasil, após assistir ao
debate sobre novas tecnologias e racismo. Segundo ele, o conhecimento
reforça a luta antirracista na cidade em que mora.
“É extremamente importante para a nossa defesa, para o enfrentamento
que nós precisamos fazer, da luta antirracista, que não é uma luta só
aqui no Brasil, mas é uma luta no mundo”, afirmou Oliveira, que atua em
articulação com comunidades tradicionais de terreiros, em Campinas,
contra intolerância racial.
Para Alexandra Montgomery, da Anistia Internacional Brasil,
informação e mobilização social são um dos caminhos para a busca de um
mundo mais justo.
“É importantíssimo que a gente consiga fazer com que essas mensagens
cheguem ao maior número possível de pessoas. É importante a gente ter um
espaço de troca entre a sociedade civil e de troca com a população em
geral”, afirma.
Cúpula de líderes
Desde o fim do ano passado, o Brasil ocupa a presidência rotativa do
G20. É a primeira vez que as reuniões do fórum de países são precedidas
por uma agenda de encontros entre a sociedade civil. A iniciativa é uma
inovação da presidência brasileira. A África do Sul, próximo país a
sediar o G20, já manifestou que seguirá com a iniciativa de participação
popular.
O ponto derradeiro da presidência brasileira será a reunião de cúpula
de chefes de Estado e de governo, nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio
de Janeiro. O presidente Lula se comprometeu a entregar aos líderes dos
países os cadernos de propostas aprovadas por grupos de engajamento do
G20 Social.
O G20 é composto por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia
Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul,
Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino
Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana.
Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial,
mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do
planeta.
A execução pública de Antonio Vinicius Gritzbach no Aeroporto de
Guarulhos, na tarde do dia 8 passado, ganhou contornos de vendeta, ao
estilo mafioso. A depender do curso das investigações daquele brutal
assassinato, o caso pode servir como uma oportunidade de ouro para o
governo de São Paulo depurar as Polícias Civil e Militar (PM),
expurgando de seus quadros alguns maus policiais que se aproveitam do
poder e da credibilidade das forças de segurança do Estado para cometer
crimes.
Pelo fato de Gritzbach ter operado um milionário esquema de lavagem
de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das linhas de
investigação de sua morte é, obviamente, a “queima de arquivo”. Afinal,
por se tratar de um criminoso ligado ao PCC em um ponto nevrálgico das
atividades da facção – o controle financeiro –, Gritzbach sabia de muita
coisa e decerto conhecia muita gente que seus comparsas não gostariam
de ver reveladas. Essa hipótese, é evidente, tem de seguir como um dos
horizontes da investigação a cargo da força-tarefa criada pela
Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo para apurar a autoria
e a motivação do crime.
Todavia, a íntegra dos anexos do acordo de colaboração premiada
firmado pelo dublê de empresário e criminoso com o Ministério Público de
São Paulo (MP-SP), à qual o Estadão teve acesso, revela que, se
Gritzbach era um “arquivo vivo”, este arquivo já havia sido escancarado
às autoridades paulistas bem antes de sua morte por meio de uma série de
depoimentos gravados pelo MP-SP e provas documentais entregues pelo réu
colaborador aos promotores, o que reforça a hipótese de vingança.
Um grupo de policiais de duas delegacias e dois departamentos da
Polícia Civil de São Paulo estão entre as figuras centrais da delação de
Gritzbach ao parquet. Em um dos anexos, consta a acusação contra
agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e dos distritos
policiais (DPs) de Ermelino Matarazzo (24.º DP) e Tatuapé (30.º DP).
Segundo os registros deixados por Gritzbach, alguns policiais lotados
nessas unidades teriam interferido na condução de inquéritos, cujos
números foram fornecidos pelo colaborador, para impedir a identificação
de membros do PCC como autores de uma pletora de crimes.
Essa guarida, é claro, teria sido regiamente remunerada pelo PCC.
Consta que apenas um dos criminosos protegidos por esses policiais
suspeitos de estarem a serviço do crime organizado teria pagado, segundo
Gritzbach, nada menos que R$ 70 milhões a título de propina. A SSP,
como não poderia deixar de ser, afastou todos os policiais citados na
delação até que as investigações sejam concluídas.
Outra questão a ser esclarecida pela SSP é a razão de ao menos oito
policiais militares da ativa terem sido contratados por Gritzbach para
servirem de seguranças particulares, o que é proibido pelo regimento da
PM. Ainda que o indigitado fosse o mais imaculado dos cidadãos, e não um
criminoso, policiais militares não podem prestar serviços de segurança
privada. A bem da verdade, esses policiais já eram investigados por isso
pela Corregedoria da PM. Agora, passaram a ser investigados também pela
suspeita de envolvimento na morte do “patrão”.
Como se vê, são gravíssimos os indícios de conluio entre policiais
civis e militares de São Paulo e o PCC, o que não chega a ser novidade,
haja vista que a facção só acumulou tanto poder porque contou com a
leniência ou a cumplicidade de agentes do Estado para chegar aonde
chegou. Este jornal espera, porém, que a investigação da desabrida
execução de Gritzbach, um teste para a colaboração entre as polícias
estaduais e a Polícia Federal, como deseja o governo federal, sirva como
um ponto de inflexão nessa promiscuidade entre policiais supostamente a
serviço da lei e aqueles que a violam de forma atrevida.
A sociedade não exige muito no que concerne à segurança pública: só
espera que policiais ajam como policiais, não como bandidos. Sem o
básico, não há política nessa área que dê resultado.l
Nesta sexta-feira (15), é celebrado o Dia do Joalheiro, nesta data
lembramos do profissional que é responsável por transformar pedras
lapidadas e metais em verdadeiras obras de arte e assim ornar homens e
mulheres.
As joias acompanham o ser humano desde os primórdios dos tempos.
Tinham uma função de mostrar o cargo e o poder de uma pessoa. Por isso,
os reis e rainhas levam coroas, cetros e outras joias que são usadas
para distinguir sua função.
O trabalho de um joalheiro envolve diversas etapas, desde a concepção
da peça até a sua finalização. O processo de criação de uma joia começa
com a escolha dos materiais, como ouro, prata e pedras preciosas, e
segue com o desenho e a modelagem da peça. Em seguida, o joalheiro
realiza a fundição do metal, lapida as pedras e monta a joia, dando vida
a uma peça única e exclusiva.
Podem significar a profissão, como é o caso do anel que muitos
profissionais recebem quando se formam, ou um compromisso, no caso das
alianças de casamento. Em todos esses objetos está por trás a mão hábil e
experiente de um artesão, o joalheiro, que cria peças únicas.
O Dia do Joalheiro é uma oportunidade de valorizar o trabalho e o
talento dos profissionais da ourivesaria, que dedicam horas de trabalho e
dedicação para criar peças únicas e preciosas que encantam e emocionam
as pessoas ao redor do mundo. É importante reconhecer o esforço e a
paixão dos joalheiros, que transformam metal e pedras em verdadeiras
obras de arte.
Uma data especial que celebra o talento e a dedicação dos
profissionais da ourivesaria, que criam peças únicas e preciosas que
encantam e emocionam as pessoas ao redor do mundo. É uma oportunidade de
valorizar o trabalho dos joalheiros, que dedicam horas de trabalho e
paixão para criar peças que são verdadeiras obras de arte. Que neste dia
possamos reconhecer e homenagear os joalheiros, que são verdadeiros
artistas e mestres da ourivesaria.
CURIOSIDADES – Karla Neto
Você sabe por que a água do mar é salgada?
A água do mar contém uma variedade de minerais dissolvidos, sendo o
mais abundante o cloreto de sódio, conhecido como sal comum. À medida
que a água flui dos rios para o oceano, ela carrega consigo minerais
dissolvidos e sedimentos.
Com o tempo, a água do mar torna-se mais salgada à medida que evapora
e os minerais se tornam mais concentrados. Embora os rios também possam
conter minerais, a quantidade de água doce em comparação com a
salinidade do oceano é insignificante. A salinidade média da água do
mar é de aproximadamente 35 gramas de sal por litro. Isso significa que,
para cada quilo de água do mar, existem cerca de 35 gramas de sal
dissolvido. Se pudéssemos extrair todo o sal do oceano e espalhá-lo na
superfície da Terra, formaríamos uma camada de sal com cerca de 45
metros de espessura.
Ao contrário do que muita gente pensa, o sal não “surge” no mar, ele
encontra-se presente nas rochas. Por isso, quando a água do próprio mar
desgasta as rochas litorâneas, elas vão se fragmentando e se dividindo
em pequenas partículas, incluindo os sais minerais que se encontram
nelas.
Mas os maiores responsáveis pela salinidade da água mar são os rios.
Apesar de a água deles não ser salgada, eles são os que mais desgastam
as rochas e retiram delas os seus sais minerais, depositando tudo nos
oceanos. Afinal, a imensa maioria dos rios existentes no planeta deságua
em algum mar. Com o calor, a água dos oceanos vai lentamente
evaporando, ao passo que o sal não evapora e permanece lá. Alguns
estudos científicos calculam que, a cada ano, mais de dois milhões de
toneladas de sal dos mais diversos tipos são depositados no mar pelos
rios. E o sal de cozinha, conhecido também como cloreto de sódio, é o
que se encontra em maior quantidade, existindo alguns outros tipos, como
o carbonato de cálcio e o cloreto de magnésio.
No entanto, ter sal na água não é um privilégio dos mares e oceanos.
Os lagos também podem ser salgados. Aliás, a água mais salgada do mundo é
justamente a de um lago, que, no entanto, recebe o nome de “mar” ou,
mais precisamente, Mar Morto, que é abastecido pelo Rio Jordão.
O Mar Morto é tão salgado que nenhum ser vivo pode viver nele, exceto
um tipo muito específico de bactéria. Além disso, a grande presença de
sal faz com que as suas águas fiquem muito densas, permitindo que
qualquer pessoa fique boiando nele com grande facilidade!
Você sabe por que os pelos do cachorro caem?
De forma geral, as quedas estão relacionadas com micoses, infecções
de pele, estresse, sarna e alergias. Caso seu cão esteja com uma queda
de pelo não natural, procure um veterinário o mais rápido possível, pois
essa queda pode ser apenas um sintoma de outro problema maior, que
precisa ser diagnosticado e tratado.
Ofereça somente rações de qualidade para o cachorro soltando muito
pelo, de preferência do tipo premium ou super premium; faça o controle
regular de ectoparasitas, evitando infestações por pulgas e carrapatos.
Hoje em dia, é possível encontrar opções que mantêm o pet protegido por
até três meses.
A queda de pelo do cachorro ocorre em qualquer raça, porém, algumas
estão mais suscetíveis a passar por esse problema. O tamanho da pelagem,
a alimentação do pet e o ambiente em que vive podem influenciar
bastante. Fatores como as estações do ano também são muito relevantes
para determinar a frequência e a forma com que isso acontece.
Uma boa dica para reconhecer se a pelagem do seu cão está caindo mais
do que deveria é observar se o processo está acontecendo de maneira
uniforme. Quedas assimétricas, por exemplo, podem significar alopecia
(que também pode acontecer em gatinhos), presença de parasitas e outros
transtornos. Fique atento(a) aos sintomas do seu pet e, em casos de
dúvidas, procure a ajuda de um veterinário!
Causas naturais de queda de pelo em cães Quando a queda de pelo em
cachorro está acontecendo, existem algumas causas naturais possíveis.
Geralmente, a queda de pelo é, nada mais, nada menos, que a troca de
pelos, assim como acontece com o cabelo dos humanos.
Essa queda diária é normal se for moderada, assim como a queda a cada
estação do ano, chamada de troca sazonal de pelos. Quando o outono
chega, por exemplo, os cachorros perdem o pelo curto do verão, e os
pelos mais densos nascem para proteger o animal do frio. Já quando o
inverno acaba, esses pelos mais grossos caem, e os mais curtos e finos
nascem para o cachorro não passar calor no verão. Assim, durante essas
épocas do ano é normal o peludo perder muito pelos mesmo.
O presidente da Argentina, Javier Milei, descreveu a eleição de
Donald Trump como o “maior retorno político da história”, durante um
jantar organizado na quinta-feira (14) na Flórida para comemorar o
retorno do republicano à Casa Branca.
Milei, que conquistou o respeito de Trump por sua agenda de cortes
drásticos no governo, seria o primeiro governante estrangeiro a se
reunir com o republicano desde sua vitória eleitoral em 5 de novembro.
“Foi o maior retorno político da história, desafiando todo o
‘establishment’ político, inclusive arriscando a própria vida”, disse
Milei ao apresentar Trump no palco.
“Graças a isto, hoje o mundo é um mundo muito melhor. Hoje, sopram os
ventos da liberdade, sopram com muito mais força”, acrescentou o
presidente argentino.
Trump foi o anfitrião de um evento organizado pelo ‘America First
Policy Institute’ em Mar-a-Lago, a residência particular do magnata na
Flórida.
Também estava presente Elon Musk, a quem Trump atribuiu um papel
importante para reformar o governo federal, à frente de um departamento
recém-criado. Milei posou para as câmeras com os dois.
Após o anúncio da vitória de Trump na semana passada, Milei o
parabenizou com mensagens no Instagram e na rede X. “Você sabe que pode
contar com a Argentina para tornar os Estados Unidos grandes novamente”,
escreveu.
Milei, que transformou a motosserra em uma metáfora para os cortes de
gastos do Estado, não poupa elogios tanto para Trump como para Musk,
proprietário da rede social X, SpaceX e Tesla.
Após a vitória nas eleições da Argentina em novembro do ano passado,
Trump parabenizou Milei com uma versão de seu slogan “Make America Great
Again”: “Faça a Argentina grande novamente”.
Cintia Silva, Diretora de Revenue Operations da Refuturiza
Executiva traça panorama sobre diferenças entre vendas de
serviços e produtos; aprenda a se desenvolver e se destacar nesse setor
em crescimento
O setor de serviços representa cerca de 70% do PIB brasileiro,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo
um dos motores essenciais na economia. Essa área abrange diversas
modalidades, que vão desde os serviços tradicionais, que envolvem o
atendimento ao público ou operações físicas, como o transporte, até as
soluções digitais que permeiam o universo B2B – aquelas voltadas a
negócios de diversas naturezas.
Mas como se destacar nesse mercado? Vender serviços traz desafios
únicos em comparação à venda de produtos, exigindo habilidades
específicas dos profissionais que desejam construir uma carreira de
sucesso, principalmente no setor B2B.
Desafios das vendas de serviços: diferenças fundamentais
De acordo com Cintia Silva, Diretora de Revenue Operations da
Refuturiza, ecossistema de empregabilidade e educação que apoia a
formação e o acesso de talentos a vagas de trabalho, essas diferenças
começam no fato de os serviços terem muitas características intangíveis.
“O produto você pode testar e experimentar antes de comprar. Já o
serviço depende muito mais da expectativa em relação ao que ele vai
proporcionar, o que torna mais desafiador demonstrar o valor antes da
compra”, explica Cintia.
Outro ponto que distingue esses mercados é a gestão operacional.
Enquanto a gestão de estoque é um ponto central na venda de produtos, no
setor de serviços ela é substituída pela necessidade de infraestrutura
tecnológica, principalmente os digitais. “Produtos precisam ser
estocados, o que traz uma complexidade maior para a operação. No caso
dos serviços digitais, por exemplo, a infraestrutura é mais tecnológica
do que física, o que exige um tipo diferente de gestão”, destaca Cintia.
Além disso, a personalização é outro fator crítico na venda de
serviços. Enquanto os produtos geralmente são padronizados, os serviços
precisam ser adaptados às necessidades individuais dos clientes.
“Principalmente no universo B2B, a personalização é um fator-chave.
Quando conseguimos personalizar um serviço, agregamos mais valor para o
cliente final”, afirma Cintia. Isso também influencia a interação com
clientes, que deve ser contínua para garantir que compreendam e percebam
o valor do que estão recebendo.
Habilidades essenciais para prosperar em vendas de serviços
Para alcançar sucesso nesse setor, Cintia Silva destaca que algumas
habilidades e competências são essenciais. “Disciplina, comunicação,
criatividade, capacidade investigativa, adaptabilidade, empatia, boa
rede de relacionamentos e tenacidade comercial são as competências que
considero fundamentais para quem trabalha com vendas. Quando um
profissional desenvolve essas habilidades, ele está preparado para criar
conexões genuínas com os clientes e construir soluções que realmente
atendam às necessidades deles”, afirma a Diretora de Revenue Operations
da Refuturiza.
Digitalização versus humanização
Essas competências são ainda mais relevantes em um cenário de vendas
que está em constante evolução. De acordo com Cintia, a digitalização é
uma tendência que veio para ficar e que exige adaptação. “A era
pós-pandemia acelerou a adoção de tecnologias, desde plataformas online
de atendimento até a automação de processos e a inteligência artificial.
Essas ferramentas são essenciais para personalizar a experiência do
cliente e otimizar as operações”, afirma.
Entretanto, a tecnologia sozinha não basta; a experiência do cliente
precisa ser humanizada. “Os clientes estão mais exigentes e esperam uma
experiência que vá além da simples entrega do serviço. A combinação da
tecnologia com o toque humano é o que faz a diferença”, diz Cintia. Ela
também aponta a sustentabilidade como uma tendência crescente,
especialmente entre as novas gerações, que valorizam práticas ambientais
e sociais responsáveis.
Dicas para uma carreira de sucesso
Ao longo de sua carreira, Cintia enfrentou diversos desafios na venda
de serviços, principalmente na demonstração do valor de algo
intangível. A partir de sua experiência, a profissional compartilha
algumas dicas.
1- Crie conexões reais. Estabelecer confiança e ser
transparente com os clientes desde o início é fundamental. “Vender
serviço requer uma abordagem focada na construção de confiança e em
conectar a necessidade do cliente com a solução que oferecemos. Para
superar esse desafio, me concentrei em desenvolver a capacidade de criar
conexões reais com os clientes, entender profundamente suas
necessidades e construir soluções que realmente agregassem valor”,
compartilha.
2- Construa relacionamentos duradouros. Cintia
também aconselha aqueles que estão começando na área de vendas a focarem
na construção de relacionamentos duradouros com os clientes. “É
fundamental construir confiança desde o início, ser transparente e
honesto, e garantir que o que foi prometido seja entregue. Manter um
relacionamento contínuo, mesmo após a venda, é crucial para gerar novas
receitas e abrir portas para futuras oportunidades de negócio”, afirma.
3- Foque na personalização. Especialmente no mercado
B2B, segmentar e personalizar as soluções para atender às necessidades
específicas de cada cliente é a chave para agregar valor. “Entender as
necessidades, desafios e prioridades de cada segmento é essencial para
adaptar a proposta de valor de acordo com cada nicho. A personalização
permite que a empresa entregue soluções que realmente fazem a diferença
para o cliente”, conclui.
4- Mantenha-se atualizado. Com as constantes
mudanças no mercado, é importante estar sempre atualizado em relação às
novas tendências e tecnologias, como a digitalização e as práticas de
sustentabilidade.
Preferências de Publicidade e Propaganda
Moysés Peruhype Carlech – Fábio Maciel – Mercado Pago
Você empresário, quando pensa e necessita de fazer algum anúncio para
divulgar a sua empresa, um produto ou fazer uma promoção, qual ou quais
veículos de propaganda você tem preferência?
Na minha região do Vale do Aço, percebo que a grande preferência das
empresas para as suas propagandas é preferencialmente o rádio e outros
meios como outdoors, jornais e revistas de pouca procura.
Vantagens da Propaganda no Rádio Offline
Em tempos de internet é normal se perguntar se propaganda em rádio funciona, mas por mais curioso que isso possa parecer para você, essa ainda é uma ferramenta de publicidade eficaz para alguns públicos.
É claro que não se escuta rádio como há alguns anos atrás, mas ainda
existe sim um grande público fiel a esse setor. Se o seu serviço ou
produto tiver como alvo essas pessoas, fazer uma propaganda em rádio
funciona bem demais!
De nada adianta fazer um comercial e esperar que no dia seguinte suas
vendas tripliquem. Você precisa ter um objetivo bem definido e entender
que este é um processo de médio e longo prazo. Ou seja, você precisará
entrar na mente das pessoas de forma positiva para, depois sim,
concretizar suas vendas.
Desvantagens da Propaganda no Rádio Offline
Ao contrário da televisão, não há elementos visuais no rádio, o que
costuma ser considerado uma das maiores desvantagens da propaganda no
rádio. Frequentemente, os rádios também são usados como ruído de
fundo, e os ouvintes nem sempre prestam atenção aos anúncios. Eles
também podem mudar de estação quando houver anúncios. Além disso, o
ouvinte geralmente não consegue voltar a um anúncio de rádio e ouvi-lo
quando quiser. Certos intervalos de tempo também são mais eficazes ao
usar publicidade de rádio, mas normalmente há um número limitado,
A propaganda na rádio pode variar muito de rádio para rádio e cidade
para cidade. Na minha cidade de Ipatinga por exemplo uma campanha de
marketing que dure o mês todo pode custar em média 3-4 mil reais por mês.
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e
a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos
smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia
digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo
o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é
colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e
de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a
mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente
estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que
não estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de
alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários
dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso
proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores
que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por
meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce,
os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles
funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os
consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo
ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas
encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus
produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa
que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em
2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas
vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver
seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do
nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a
visibilidade da sua marca.
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode
moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é
colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn
possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o
seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
História de Vinícius Valfré, Weslley Galzo, Levy Teles, Guilherme
Caetano, André Shalders, Vera Rosa, Samanta Nogueira e Zeca Ferreira –
Jornal Estadão
BRASÍLIA – Uma sequência de explosões na Praça dos Três Poderes fez o
local ser isolado pela Polícia Militar. O corpo de um homem foi
encontrado no local após os estrondos. Segundo o Corpo de Bombeiros do
Distrito Federal, esse homem morreu em área próxima ao prédio do Supremo
Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal foi acionada e enviou agentes
para o local, enquanto ministros da Corte foram retirados às pressas da
sede do tribunal.
O homem encontrado morto é Francisco Wanderley Luiz.
De acordo com o governo do Distrito Federal, ele tentou acessar o STF
com explosivos e, momentos antes, entrou na Câmara dos Deputados,
acessando o Anexo 4 e um banheiro da Casa. Cerca de uma hora antes da
explosão, Luiz publicou em suas redes sociais críticas ao STF, ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes da Câmara e do
Senado.
Luiz frequentemente compartilhava em suas redes teorias
conspiratórias anticomunistas. Em 2020, foi candidato a vereador em Rio
do Sul (SC) pelo PL, que atualmente é o partido do ex-presidente Jair
Bolsonaro.
Explosão em estacionamento da Câmara dos Deputados Foto: Reprodução / Via X
Segundo o Estadão apurou, Luiz
também era proprietário do carro encontrado pela Polícia Militar na
Praça dos Três Poderes, carregado de artefatos explosivos. O
sargento Santos, da PM do Distrito Federal, informou à reportagem que o
veículo foi parcialmente destruído por um incêndio, que foi contido
pelos seguranças próximos ao local. Segundo o relato do sargento, os
policiais avistaram um homem saindo correndo do carro, mas presumiram
que ele estava fugindo do fogo. Na verdade, tratava-se do homem que
detonou a bomba.
PM faz varreduras em busca de bombas
O barulho das explosões pôde ser ouvido tanto do prédio do Supremo
como do Palácio do Planalto. Na Sede do STF, os servidores foram levados
por seguranças para uma sala segura. Nas redes sociais também já
circulam imagens de um carro explodindo no estacionamento da Câmara dos
Deputados. Essa segunda explosão ocorreu em região que também fica
próxima à Praça dos Três Poderes. Policiais foram destacados para fazer
varreduras em busca de mais bombas no local.
Até o início da madrugada desta quinta-feira, 14, corpo do homem
permanecia na praça por ainda conter explosivos e não havia sido
periciado. Um agente de segurança, vestido com traje antibombas estava
avaliando o risco de novas explosões. A polícia trabalha com a hipótese
de que o detonador dos explosivos possa estar preso ao cinto do
indivíduo. Além disso, há uma mochila próxima ao corpo, contendo itens
que podem ser outros artefatos explosivos. Ainda não há uma versão
oficial clara sobre as circunstâncias da morte, se a bomba explodiu
antes de o homem lançar ou se ele teria cometido suicídio.
Em entrevista no Palácio do Buriti, Celina evitou confirmar a
identidade do homem que morreu após a explosão em frente ao prédio do
STF. Ela disse que uma das linhas de investigação é que ele seja o
catarinense Francisco Wanderley Luiz, dono do carro que explodiu nas
proximidades da Câmara minutos antes. Após as explosões, o acesso à
praça foi fechado e o policiamento reforçado nos arredores do Palácio do
Planalto, do Congresso e do Supremo.
Equipes de varredura foram enviadas ao local. Agentes da Polícia
Federal também foi deslocados para as proximidades dos prédios do
Congresso e do Supremo. Em nota, a Polícia Civil do DF informou que
policiais da 5ª Delegacia de Polícia estão no local e confirmou pelo
menos uma das explosões em frente ao Supremo nesta quarta-feira, 13. “A
PCDF já deu início às primeiras providências investigativas e a perícia
foi acionada ao local”, diz a nota.
Segundo relatos de servidores do STF, após ser ouvida a explosão
perto do prédio, seguranças também teriam cuidado do isolamento do
edifício e assegurado que ministros da Corte fosse escoltados para outro
local.
Em nota, o STF também confirmou as explosões. “Ao final da sessão do
STF desta quarta-feira (13), dois fortes estrondos foram ouvidos e os
ministros foram retirados do prédio em segurança. Os servidores e
colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela.
Mais informações sobre as investigações devem aguardar o desenrolar dos
fatos. A Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF”,
diz a nota.
A Câmara dos Deputados decidiu interromper a sessão mais de uma hora
após o incidente na Praça dos Três Poderes. Os parlamentares discutiam a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade
tributária para igrejas. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que
preside a sessão, pediu aos colegas que permaneçam no plenário até terem
a informação de que é seguro sair do prédio.
PF investiga explosões e inquérito vai para Moraes
O presidente Lula já havia saído do Planalto na hora das explosões.
Lula está no Palácio da Alvorada, reunido com o diretor-geral da Polícia
Federal, Andrei Rodrigues, e com os ministros do STF Alexandre de
Moraes e Cristiano Zanin.
Em nota, a PF informou que foram acionados os policiais do Comando de
Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta-Intervenção da
Superintendência Regional da corporação no Distrito Federall, peritos e o
Grupo Antibombas, “que estão conduzindo as ações iniciais de segurança e
análise do local”.
Autor visitou o STF em agosto
Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tio França”, visitou a sede
do Supremo meses antes do ataque desta quarta-feira e tirou uma selfie
no plenário da Corte, comentando: “Deixaram a raposa entrar no
galinheiro”. A visita ocorreu em 24 de agosto.
“Eles (integrantes da segurança da Câmara) estão buscando
essa informação, estão procurando saber se essa suspeita é ou não real.
Eles estão checando as entradas das pessoas, imagens”, disse Sóstenes.
“Eles estão para confirmar ou não essa informação.”
Oito horas, cinco provas, quatro intervalos, um dia.
O Suneung, uma espécie de Enem da Coreia do Sul, é o exame que muda a vida dos jovens sul-coreanos.
Ele determina quem vai entrar na universidade e pode afetar futuras
perspectivas de emprego, rendimento e até mesmo relacionamentos.
É um rito de passagem, e faz com que o país inteiro pare.
O Suneung, abreviação em coreano para Teste de Habilidade Escolar, é
realizado uma vez por ano em novembro. Neste ano, acontece nesta
quinta-feira (14/11). É a única chance para os alunos mostrarem suas
habilidades.
Conversamos com alguns estudantes sul-coreanos que estão se preparando para o Suneung deste ano.
Eles compartilharam suas principais dicas e estratégias para enfrentar essa verdadeira maratona de provas.
O Suneung tem duração de oito horas, com intervalos de 20 minutos
entre a prova de cada matéria, e 50 minutos para o almoço. Cada prova
dura cerca de 80 a 107 minutos, o que exige altos níveis de
concentração.
Hyun-min Hwang, um jovem de 19 anos, conta que alguns de seus amigos
comem a mesma refeição que planejam comer no dia do Suneung diariamente
no período que antecede o exame para garantir uma boa digestão.
Esta é uma prática comum entre os estudantes, que devem levar suas próprias marmitas no dia da prova.
Os alunos são aconselhados a evitar alimentos crus, pratos apimentados e produtos à base de farinha, como pão ou macarrão.
Pais e alunos trocam dicas sobre o que comer e o que evitar em comunidades online voltadas para o exame.
Frutas como banana e maçã são recomendadas, enquanto a tangerina, que é ácida, é desaconselhada em caso de refluxo.
A proteína também é fundamental. Uma marmita bem balanceada para o
Suneung geralmente inclui arroz, peixe assado, peito de frango, legumes,
verduras e sopa quente, por exemplo.
“Alguns dos meus amigos acordam e vão dormir em horários específicos para se acostumar com a rotina do Suneung”, conta Hwang.
“Seu corpo precisa descansar para estar pronto para se concentrar.”
E você não pode se distrair com a necessidade de ir ao banheiro.
Ir ao banheiro não é realmente uma opção, pois é difícil voltar
rapidamente à sala de prova. Depois de fazer vários simulados do exame,
com os intervalos programados de 20 minutos, Hwang diz que aprendeu a
controlar a bexiga.
Kang Jun-hee, um rapaz de 20 anos que está prestando novamente o
exame, se dedicou à preparação para o Suneung neste ano. Como esta é sua
segunda tentativa, ele se concentrou em criar uma rotina diária mais
disciplinada.
“Da última vez que fiz o teste, não vivi de forma tão construtiva quanto poderia”, admite.
Ele afirma que agora está “totalmente comprometido” com sua rotina
diária para o Suneung, que envolve acordar às 6h30 todas as manhãs e ir
direto para os simulados das principais matérias. A rotina foi planejada
para ser “exatamente como a programação real do Suneung”.
Kang não ficou satisfeito com o resultado que obteve no ano passado, e
é o único entre seus amigos que está refazendo o teste. Ele diz que o
isolamento pode ser difícil, enquanto seus amigos já estão aproveitando a
vida universitária. Mesmo assim, ele está determinado a dar o melhor de
si.
“A preparação para o Suneung nos ensina a atingir nossas metas”, ele reflete.
A pressão do exame, no entanto, causa preocupação em parte da população.
Pesquisadores, professores e pais de alunos culpam o sistema de
seleção por diversos problemas, desde a desigualdade social até doenças
mentais.
Os simulados das provas são essenciais para quem vai prestar o
Suneung. Há três simulados nacionais a cada ano, e os alunos também
podem fazer simulados adicionais oferecidos por cursos particulares.
Yoo-jung Kang diz que se adaptar à rotina do Suneung desta forma é uma grande ajuda.
“No começo, eu não conseguia me concentrar por longos períodos”, ela conta.
“Mas depois de alguns simulados da prova, aprendi a me concentrar melhor.”
Ela vem recitando um mantra para si mesma: “Não vamos ficar muito nervosos”.
Conhecemos Kang, que é educada em casa (homeschooling), em
um “curso preparatório” em Gangnam, em Seul. Esses “cursos intensivos”
são populares na Coreia do Sul, ajudando os jovens a se prepararem para o
Suneung.
As cafeterias ao redor do curso têm placas de boa sorte nas janelas —
e estão repletas de estudantes fazendo revisões de última hora.
Kang está totalmente comprometida em se preparar para o Suneung. Ela
acredita que “estudar é a única maneira de garantir seu futuro”.
O resultado da prova tem um peso grande. Ele define sua posição
social e como você é visto pelos outros. Também influencia os
relacionamentos românticos, determinando se você é considerado um
parceiro adequado.
O Suneung inclui provas de cinco matérias obrigatórias: coreano,
matemática, inglês, história da Coreia e estudos sociais ou ciências. Em
seguida, um exame de idioma adicional opcional em francês, chinês,
japonês, russo ou árabe.
Sang-won Lee, que também está prestando o exame neste ano, enfatiza a
importância da resistência, de manter o ritmo e da autoconfiança.
“Sugiro fazer os simulados da prova de coreano no início da manhã”,
diz ele. Na verdade, ele começa no “horário exato em que o teste vai
começar”, pois acha que é fundamental começar bem.
“Se você achar que foi mal no primeiro teste, há uma grande chance de
que isso afete seu desempenho nas provas seguintes”, afirma.
Ele também destaca a necessidade de manter o foco após o almoço.
“Depois do almoço, você vai fazer a prova de inglês, que inclui uma
parte de compreensão auditiva. Por isso, você precisa garantir que não
vai estar com muito sono.”
Jong-ho Roh, professor de um curso preparatório, trabalha com um
grupo diversificado de alunos — desde aqueles que estão refazendo o
exame até estudantes altamente competitivos e outros que se mudaram de
áreas rurais para estudar em Seul.
“O mais importante para quem vai fazer a prova é a autoestima. Eles
precisam acreditar em si mesmos e em suas respostas no dia. Ninguém pode
ajudá-los quando estiverem na sala de prova”, explica Roh.
Ele também enfatiza a necessidade de repetir “rotinas diárias no
período que antecede o teste” — e incentiva os estudantes a fazer das
8h40, horário em que começa a prova, o momento mais produtivo do dia.
A nação inteira se mobiliza para apoiar os estudantes que vão fazer o
Suneung. Policiais, bombeiros e ambulâncias ficam de prontidão no
início da manhã para escoltar os alunos que estão atrasados.
Para aliviar o trânsito, muitas empresas na Coreia dos Sul aconselham
os funcionários a chegarem mais tarde no dia, até mesmo o mercado de
ações abre mais tarde.
Os aviões ficam parados por 35 minutos em solo durante a prova de compreensão auditiva em inglês.
Algumas escolas fecham e são usadas como centros de teste, enquanto
os alunos mais novos esperam do lado de fora dos locais de prova no
início da manhã para torcer pelos veteranos com batuques de tambor e
cantorias de incentivo.
Roh, como professor, oferece alguns conselhos finais aos alunos
preocupados em manter a energia durante a exaustiva maratona de 8 horas.
“Eu sempre digo para sair e dar uma volta”, ele sugere.
“Os alunos acham importante ficar sentado na cadeira e revisar o que
aprenderam antes da prova. Mas eu diria para darem uma volta um pouco.
Não há problema em dar uma volta dentro de um centro de testes. Isso vai
te manter acordado.”
“Especialmente para a prova de inglês, o intervalo para o almoço provavelmente vai te deixar com sono.”
Há alternativas – e rápidas – para conter o rentismo que pressiona e
tenta ocupar mais espaço no governo. Acabar com a isenção de lucros e
dividendos com uma Medida Provisória, por exemplo. Mas isso requer
coragem – e apoio dos setores populares
As pressões exercidas pelas forças vinculadas ao sistema financeiro
sobre o conjunto da sociedade são gigantescas. Trata-se de um movimento
já bastante conhecido por nós que opera de forma bastante articulada
entre os representantes diretos da banca privada, os grandes meios de
comunicação e uma parcela nada confiável da alta tecnocracia da
administração federal. Essa forma deveras peculiar de articulação das
relações incestuosas entre o capital privado e o setor público ganha
ainda maior relevância quando se trata de definir questões estratégicas e
de longo prazo para o país.
Na administração do rame-rame da política econômica, seja no seu dia a
dia ou no semana a semana, os mecanismos de influenciar decisões no
âmbito do aparelho de Estado são recorrentes. Um dos casos mais
emblemáticos e “pedagógicos” é o do Copom e as suas decisões a respeito
da política monetária. O Banco Central (BC) utiliza para suas projeções
os resultados da pesquisa Focus, realizada semanalmente pela
instituição. Trata-se de uma consulta formal encaminhada a um grupo
ultra seleto e composto apenas por 170 indivíduos, todos ligados a
bancos e demais instituições do universo do financismo. A partir de tais
respostas, forma-se aquilo que a grande imprensa depois transmite como
sendo a opinião do “mercado” a respeito de uma série de variáveis,
inclusive o patamar da Selic para as reuniões do Copom. E o colegiado
tem confirmado de forma sistemática tal desejo da banca privada.
Na conjuntura mais atual, a estratégia deste pessoal tem se voltado
para a destruição de algumas conquistas que continuam preservadas no
interior de nossa Constituição. Trata-se de dar continuidade à
eliminação de setores fundamentais que o Estado brasileiro ainda mantém
para oferecer serviços públicos relevantes, a exemplo de educação,
assistência social, saúde e previdência social. Refiro-me à ampla
campanha que os setores mais conservadores estão orquestrando nos
espaços de comunicação para que sejam eliminados os pisos
constitucionais para saúde e educação, além da desvinculação dos
benefícios previdenciários e assistenciais em relação ao salário mínimo.
Haddad envolve Lula na armadilha do financismo
Na verdade, trata-se de um cenário que vem sendo insistentemente
alertado pelos economistas e analistas do campo progressista desde o
primeiro dia do governo do terceiro mandato do presidente Lula. O fato é
que o ministro da Fazenda vem, desde então, se dedicando de forma
exaustiva à defesa de um programa rígido de austeridade na condução das
contas públicas. Assim, parece ter convencido o seu chefe a respeito da
necessidade do modelo contido no Novo Arcabouço Fiscal (NAF). Ao
encaminhar o Projeto que se transformou na Lei Complementar nº 200/23,
Haddad criou uma armadilha para o governo.
Afinal, como não cansamos de advertir ao longo de todos estes meses, o
NAF contém uma bomba de efeito retardado, que implica a retirada dos
pisos mínimos acima mencionados e o recuo na política de valorização
real do salário mínimo. Como havíamos chamado a atenção, dificilmente o
governo conseguiria aprovar medidas contendo aumento de receita para os
setores do topo da nossa pirâmide da desigualdade. Assim, a única
alternativa seguiria sendo as medidas ao estilo e gosto de Paulo Guedes –
a recorrente penalização dos mais pobres. Isso porque o espírito
austericida do teto de Gastos de 2016 se mantém no NAF: as despesas
estão proibidas de cresceram a mais de 70% do ritmo de elevação das
receitas.
Some-se a tal restrição bastante draconiana outra armadilha
autoimposta que Haddad convenceu Lula a adotar como lema de seu governo.
Trata-se da injustificável meta de “zerar o déficit primário” neste
exercício orçamentário e nos próximos. Com isso, segue intocável a
retirada dos gastos com juros da dívida pública de qualquer esforço de
redução de despesas. Como pela própria definição metodológica,
“primário” é sinônimo de “não financeiro”, os R$ 855 bilhões despendidos
ao longo dos últimos 12 meses para o pagamento de juros passam ao largo
de qualquer tipo de corte, limite ou contingenciamento.
Ao que tudo indica, Lula percebeu os riscos envolvidos em seguir a
rota sugerida por seu auxiliar. Apesar do avanço da pauta da austeridade
em razão da passividade adotada pelo Chefe do Executivo até o momento, o
fato é que ainda existem alternativas para fugir da sanha austericida
contra os mais pobres e contra os direitos sociais. A entrevista do Presidente à RedeTV pode ter sido um ponto de virada mais efetivo,
uma vez que ele adotou um discurso mais duro contra o “mercado” e
sinalizou que não aceitaria um pacote apenas contendo cortes nos
benefícios dirigidos aos mais necessitados. Disse ele:
(…) “Eu vejo o mercado [o mercado financeiro] falar bobagem todo dia,
não acredite nisso, eu já venci eles e vou vencer outra vez” (…)
Outro aspecto relevante refere-se à própria falácia contida na ideia
de equilíbrio fiscal contida no NAF, bem como no discurso de Haddad e do
povo da finança. Afinal, ainda que o governo fosse exitoso na aprovação
de tais medidas austericidas, o fato concreto é que não existe
equilíbrio fiscal algum. Mesmo que a meta de zerar o déficit primário
fosse alcançada (sabe-se lá a que custo econômico, social, político e
eleitoral!), as contas do Tesouro Nacional seguiriam sendo deficitárias.
Isso pelo simples fato de que não se pode isolar as despesas
financeiras das demais. Ainda que a malandragem metodológica se utilize
do artifício do adjetivo “primário” para não contabilizar os gastos com
juros, em termos econômicos estes valores saem das contas do governo
federal e impactam da mesma maneira que as demais rubricas, das quais os
financistas exigem cortes urgentes. Aliás, o próprio reconheceu na
referida entrevista:
(…) “não tem problema se o governo tiver que fazer uma dívida para construir um ativo novo” (…)
Assim, não existe o mundo da fantasia do tal do equilíbrio fiscal. O
governo federal seguiria sendo deficitário do mesmo modo e isso não
significaria o fim do mundo. Aliás, esse é o que ocorre na grande
maioria dos países do chamado capitalismo desenvolvido e também é o que
tem ocorrido de forma sistemática no Brasil ao longo da última década.
Isso porque, ao contrário do que tentam nos enganar os representantes do
financismo, não se pode tratar as finanças públicas da mesma forma como
se analisa a economia de um indivíduo, de uma família ou de uma
empresa. Um Estado como o nosso é soberano e tem mais de 95% de sua
dívida pública denominada em moeda nacional. Pode eventualmente gastar
mais do que arrecada em alguns exercícios e isso não significa ingressar
na antessala da catástrofe social e econômica.
Lula parece ter se dado conta da encrenca
Existem várias alternativas para escapar da armadilha imposta pelo
sistema financeiro ao governo, com a anuência de Haddad e os dirigentes
da área econômica do governo. O governo pode elevar suas receitas por
meio de maior rigor na fiscalização e pela redução significativa das
benesses concedidas ao grande capital por meio das desonerações e
isenções generalizadas. O governo pode acabar com o escândalo da isenção
e lucros e dividendos da noite para o dia, por meio de uma simples
Medida Provisória. E pode implementar a cobrança de Imposto de
Exportação sobre as commodities sem necessidade de lei alguma, pois isto já está previsto na própria legislação.
Por outro lado, o governo pode adequar a atual meta da inflação à
realidade e propor aos ministros que compõem o Conselho Monetário
Nacional (Fazenda e Planejamento) que flexibilizem a rigidez dos atuais
3%. Com isso, fica reduzida a base de argumentação dos falcões a
exigirem maior rigor no patamar da Selic estratosférica. Isso reduziria a
carga de juros a ser prevista no Orçamento da União.
Enfim, soluções não faltam. Basta Lula oferecer vontade política na
manutenção de seu programa de governo e a busca da mobilização popular
em torno da reorientação em direção da rota desenvolvimentista. Se o
financismo faz barulho, pressiona e chantageia, cabe aos setores
populares também lançarem esse debate na sociedade e mostrar que – sim! –
existem alternativas ao receituário neoliberal da ortodoxia
conservadora.