quarta-feira, 13 de novembro de 2024

DIA MUNDIAL DA GENTILEZA E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta quarta-feira(13), é celebrado o Dia Mundial da Gentileza, data foi criada em 2000, após uma conferência em Tóquio em 1996, que reuniu grupos que promoviam o conceito de gentileza.

A celebração do Dia Mundial da Gentileza tem como objetivo inspirar as pessoas a serem mais gentis e a criar um mundo melhor. A gentileza está relacionada a valores como respeito, boas maneiras, civilidade, cortesia e educação.

Atitudes simples como um abraço e um sorriso causam um impacto enorme na vida das pessoas. A qualidade de vida também está relacionada com a gentileza, afinal tanto quem recebe a gentileza, quanto quem a realiza, se sente mais feliz. 

Os relacionamentos são mais saudáveis quando a gentileza é praticada. Além disso, quando um ambiente comporta pessoas que realizam ações gentis entre elas, este local tende a ser mais harmônico e produtivo. 

Que tal fazer um exercício diário de gentileza e analisar como você vai se sentir no final do dia? Realize ações simples ao decorrer deste dia mundial da gentileza e veja como essas ações vão refletir em sua vida. 

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabe como surgiu a tinta de cabelo?

Em 1863, o químico alemão August W.V. Hofmann descobriu as propriedades de coloração do composto PPD (p-fenilenodiamina), derivado da anilina, que após a exposição com um agente oxidante conferia tons de marrom aos cabelos. Ele realizou estudos de classificação das aminas, um grupo específico de substâncias orgânicas.

Quatro anos depois, na Exposição de Paris, o farmacêutico britânico E.H. Thiellay e o cabeleireiro francês L. Hugot demonstraram a técnica e as vantagens da descoloração dos cabelos utilizando o peróxido de hidrogênio.

Em 1907, Eugene Schueller, fundador do grupo L´Óreal, descobriu e comercializou a primeira tintura sintética permanente oxidante com o nome de “Auréole”, com capacidade de clarear a cor natural dos fios dos cabelos. A partir disso, a indústria de cosméticos disparou no desenvolvimento de substâncias e maneiras de colorir os cabelos. Em 1931, foi lançado o xampu tonalizante e em 1953 o creme tonalizante permanente (DRAELOS, 2005 apud OLIVEIRA et al., 2014).

Para tingir os fios, as egípcias usavam tinturas naturais, vegetais e minerais. Extratos de plantas como a henna, a nogueira e a camomila também eram utilizados na antiguidade.
A tinta de cabelo é um produto cosmético formulado para alterar a cor dos fios, seja temporariamente, semi-permanente ou permanentemente. Ela serve para quem deseja inovar no visual, cobrir fios brancos ou, simplesmente, realçar o tom natural do cabelo.

A criação da tinta costuma ser atribuída aos egípcios, também muito conhecidos pela sua cultura que prezava pela arte decorativa. Isso porque eles foram o primeiro povo a dar início à pintura com variedade de cores e fabricavam as tintas com materiais encontrados em suas terras e regiões próximas.

Os primeiros pigmentos sintéticos só surgiram entre 8.500 a 5.800 a.C. Para terem cores adicionais, o povo egípcio importava anileira e garança, dois tipos de plantas, da Índia. Com a anileira era possível ter o azul profundo enquanto o uso da garança podia produzir nuances de vermelho, marrom e violeta.

ARQUIVAMENTO DE UM PROCESSO CONTRA IVES GANDRA REFERENTE A 8 DE JANEIRO DE 2023

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Esclarecimentos aos meus leitores

Depois de ter sido arquivado o pedido para minha responsabilização realizado pela Associação Brasileira de Imprensa e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos na Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo (OAB-SP), recorreram as entidades mencionadas alegando que eu teria inspirado os atos de 8 de janeiro de 2023 com um e-mail redigido em 2017 em resposta à pergunta de um major, encontrado no celular do coronel Mauro Cid, no qual, em nenhum momento, falo em golpe de Estado.

Em meu memorial de contrarrazões, mostrei que não possuo dons proféticos, pois, à época (2017), não teria como saber que Bolsonaro seria eleito e que haveria a baderna de 8 de janeiro, e juntei declaração do Conselho Superior de Direito da Fecomércio em que concluíamos:

“Democracia sempre. Golpe jamais. Combate à corrupção permanente. Liberdade acima de tudo”, assinando-a como presidente, em agosto de 2022.

Em artigo para o Consultor Jurídico (Conjur, portal jurídico), em 28/11/2022, escrevi: “A possibilidade de ruptura institucional é de zero multiplicada por zero e dividida por zero”.

Juntei, também, a carta que me escreveu para o processo o relator da Constituinte, ex-senador e ministro Bernardo Cabral, a qual transcrevo, em homenagem aos meus amigos leitores, para esclarecer os fatos divulgados em uma seção do jornal “Folha de S. Paulo” e reproduzidos por diversos veículos no Brasil:

“Declaração,

Conheço há mais de 40 anos a sabedoria e erudição do professor Ives Gandra da Silva Martins, autor individual de mais de 80 livros e de 300 em conjunto. Não conheço outro jurista brasileiro que tenha obras publicadas nos seguintes países: Alemanha, Angola, Argentina. Bahamas, Bélgica, Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, México, Peru, Portugal, Romênia, Rússia e Taiwan.

Orgulho da nossa classe – da qual é referência – exerce ele a advocacia desde 1958, compondo uma biografia que é absolutamente impensável discorrer sobre os seus dados, pois levaria horas e horas. Não posso, todavia, deixar de registrar que ainda mais jovem do que na atualidade foi professor titular de direito constitucional da Universidade Mackenzie e, mais tarde, professor emérito dessa Universidade, da UniFMU, Unip e da Escola de Comando do Estado Maior do Exército.

O acadêmico Ives é professor titular da Universidade do Minho (Portugal) e professor honorário das seguintes Universidades: Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), além de doutor honoris cause da Universidade de Craiova, também na Romênia.

Se na vida acadêmica Ives é mundialmente conhecido, festejado e respeitado, também o é na nossa classe profissional, eis que foi presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo (1985-1986) e conselheiro da Ordem dos Advogados de São Paulo, em vários mandatos (1979 a 1984 e de 1987 a 1988).

Conto-lhes um episódio por mim presenciado na OAB de São Paulo, nos idos de 1982. Visitava aquele Conselho Regional o “bâtonnier” de Paris, Maître Bernard ou Granrut, e o conselheiro designado para saudá-lo foi exatamente o professor Ives, que orgulhou a todos nós advogados brasileiros. É que Ives pronunciou sua belíssima saudação no idioma de Victor Hugo, deixando o presidente da OAB de Paris literalmente encantado.

O professor Ives ainda preside, atualmente o Conselho Superior de Estudos Jurídicos da Fecomercio de São Paulo, do qual fazem parte as mais notáveis figuras jurídicas do País por ele selecionadas com o máximo rigor.

Também, membro do conselho de Notáveis da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo.

É ele, ainda um senhor advogado.

Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2024

Bernardo Cabral”

Pelo respeito que tenho aos meus leitores e pela repercussão que teve o fato, foi que decidi esclarecer o episódio, aproveitando para agradecer a todos os juristas, advogados, professores universitários e entidades civis da sociedade que se solidarizaram comigo, sobre a injusta e infundada representação, visto que, de quase todos os Estados, recebi apoios que muito me sensibilizaram. 

 

IMAGINA FAZER COM QUE AS MÁQUINAS CONSIGAM GERAR SAÍDAS ESTRUTURADAS CLARAS E PROCESSÁVEIS AUTOMATICAMENTE POR SISTEMAS CORPORATIVOS

Gustavo Bodra – CTO na StartSe

Conheça os agentes que trabalham em conjunto para resolver tarefas de forma independente

CCT aprova a proposta do Plano Brasileiro de inteligência artificial

A próxima revolução da IA não é fazer as máquinas conversarem com humanos, é ensiná-las a falar com outras máquinas.

O ChatGPT transformou a maneira como interagimos com a tecnologia. Modelos de linguagem (#LLM’s) passaram a compreender nossas nuances, gerar respostas criativas, redigir textos complexos, e até resolver problemas específicos.

Hoje, esses modelos entraram na nossa rotina, desde o atendimento ao cliente até a geração de insights.

Mas e se essas máquinas voltassem a falar a linguagem das próprias máquinas?

Na maioria das empresas, existe uma quantidade infinita de sistemas e processos que não entendem diretamente as respostas geradas pelos LLMs.

Agora, imagine fazer com que as máquinas consigam gerar saídas estruturadas, claras, e processáveis automaticamente por sistemas corporativos, como ERPs, CRMs e plataformas de automação.

Esse é ainda mais relevante para times de agentes autônomos de IA.

Esses agentes, que trabalham em conjunto para resolver tarefas de forma independente, muitas vezes dependem diretamente de respostas estruturadas para gerar resultados concretos.

Sem uma estrutura clara, fica difícil transformar dados em ações, processos automatizados ou decisões de negócio.

A geração estruturada se torna essencial para garantir que esses agentes possam entregar resultados práticos e escaláveis.

Isso significa:

> Automação eficiente: saídas que são integradas diretamente em sistemas de gestão e operações, eliminando etapas manuais e reduzindo erros.

> Escalabilidade: empresas podem aumentar o uso de IA em grande escala, sabendo que os modelos e agentes se comunicam de forma padronizada com seus sistemas internos.

> Flexibilidade: os LLMs são capazes de se adaptar a diferentes contextos e estruturas, desde templates de código até relatórios de negócios, sem perder a consistência.

> Produtividade: equipes de TI e desenvolvimento podem se concentrar em tarefas mais complexas, enquanto a IA cuida da geração de outputs detalhados, prontos para serem executados.

Imagine uma IA que pode criar e validar um plano de marketing em um formato que seu CRM entende, ou que possa desenvolver códigos sem que haja ajustes manuais para integração. O potencial de impacto é gigantesco.

Sigo na missão de ‘contratar’ cada vez mais funcionários digitais para automatizar rotinas do dia a dia.

ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON

1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?

Estratégias para o crescimento da nossa empresa

  1. Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
  2. Equilíbrio financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
  3. Desenvolvimento de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
  4. Investimento em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
  5. Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.

O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.

Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas é um equívoco geralmente fatal.

Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim, desenvolver a bossa empresa.

4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa? Descreva suas marcas.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?

A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo, desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que representem mudanças catastróficas.

“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle, professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.

6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?

A escalabilidade é um conceito administrativo usado para identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento, sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou seja: a arte de fazer mais, com menos!

Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem acertadas.

Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e eliminando a ociosidade.

Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.

Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:

  • objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
  • etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
  • decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
  • gerenciamento de recursos focado em otimização.

 

terça-feira, 12 de novembro de 2024

CAMINHOS PARA EVITAR A INELEGIBILIDADE DE BOLSONARO

 

História de Leandro Prazeres – Da BBC News Brasil em Brasília

Bolsonaro está inelegível até 2030, o que o impede de disputar as eleições presidenciais de 2026. Seu grupo político tenta reverter cenário

Bolsonaro está inelegível até 2030, o que o impede de disputar as eleições presidenciais de 2026. Seu grupo político tenta reverter cenário© Reuters

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas, na semana passada, fez aumentar, no Brasil, os rumores sobre uma possível “anistia” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A anistia é a alternativa defendida por políticos ligados ao bolsonarismo para que o ex-presidente, que é aliado de Donald Trump, possa voltar a disputar eleições em 2026 e, quem sabe, voltar ao poder.

Este passo é imprescindível para o projeto de retorno de Bolsonaro ao comando do país, porque ele está inelegível até 2030 após duas condenações por crimes eleitorais em 2023.

Além disso, o ex-presidente enfrenta pelo menos três inquéritos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, caso venham a resultar em alguma condenação, também poderiam deixá-lo, novamente, inelegível.

Por ser considerada vital para o projeto bolsonarista, políticos ligados ao ex-presidente vêm tentando emplacar diversos projetos de lei que preveem algum tipo de anistia que, em tese, poderia beneficiar o ex-presidente.

Bolsonaro, aliás, fala abertamente em ser candidato em 2026, chegou a cogitar o ex-presidente Michel Temer (MDB) como vice — o que Temer disse ter considerado “esquisitíssimo” — e não esconde que deposita no Congresso Nacional, a expectativa de ver sua inelegibilidade revertida por meio de algum tipo de anistia.

“O Congresso pode (reverter sua inelegibilidade). O Congresso é o caminho para quase tudo”, disse Bolsonaro em entrevista recente ao jornal O Globo.

O tema, aliás, virou uma das principais moedas de troca da eleição à Presidência da Câmara dos Deputados.

Candidato indicado por Arthur Lira (PP-AL) para sucedê-lo no comando da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) recebeu o apoio do PL de Bolsonaro e do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De um lado, o PL pedia a Lira que acelerasse a tramitação de um projeto de anistia. Do outro, o PT reivindicava que o projeto ficasse de fora da pauta da Câmara.

Mas enquanto políticos bolsonaristas defendem a medida, parlamentares petistas e especialistas em direito constitucional apontam que o caminho para uma eventual anistia de Bolsonaro não seria tão fácil assim.

Entre as principais dificuldades apontadas, está formar maioria para projetos tão polêmicos e a possibilidade real de que o STF venha a barrar uma lei que resultasse na anistia do ex-presidente.

Entenda a seguir quais são os três caminhos possíveis para anistiar Bolsonaro, segundo políticos governistas e de oposição e especialistas em direito com quem a reportagem conversou.

E por que o STF pode ser o “fiel da balança” nesta tentativa de reabilitar o ex-presidente para disputar eleições em 2026.

Caminho 1: recursos ao STF

A primeira rota para que Bolsonaro reverta sua inelegibilidade é aquela considerada mais curta: o caminho judicial.

Mesmo condenado pela mais alta Corte eleitoral, Bolsonaro ainda aguarda o julgamento de recursos de suas condenações levados ao STF.

Bolsonaro foi condenado a oito anos de inelegibilidade em dois processos separados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No primeiro, em junho do ano passado, foi condenado por abuso do poder político por ter convocado uma reunião com embaixadores de países estrangeiros em Brasília meses antes das eleições presidenciais e usado meios de comunicação governamentais para discursar contra a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

O segundo, em outubro de 2023, foi condenado por abuso do poder político e econômico por ter usado recursos públicos durante as comemorações do Dia da Independência de 2022 para fazer campanha eleitoral.

Como na esfera eleitoral não haveria mais recursos disponíveis contra as condenações, a defesa de Bolsonaro recorreu ao STF para tentar reverter a inelegibilidade.

Em um dos recursos, a defesa alega que as condenações a Bolsonaro teriam violado princípios constitucionais como a inclusão de provas que, inicialmente, não estariam vinculadas aos processos eleitorais como a chamada “minuta do golpe”.

Esse termo é usado para descrever uma minuta de um decreto encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e que previa a supressão de direitos e a manutenção de Bolsonaro no poder mesmo após sua derrota eleitoral.

Parte dos recursos ainda não foi apreciada pelo Supremo.

Para o advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral, o caminho jurídico seria a primeira opção de Bolsonaro para reverter sua inelegibilidade ao ganhar os recursos que tramitam no STF.

Ele explica que a possibilidade existe, ao menos em tese, por conta do número de ministros da Corte.

“No TSE, são sete ministros. No STF são 11. Desses, três (Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Kássio Nunes Marques) já votaram sobre o assunto no TSE, pois fazem parte da Corte Eleitoral”, diz Rollo à BBC News Brasil.

Moraes e Cármen Lúcia foram a favor da inelegibilidade de Bolsonaro. Nunes Marques, que foi indicado ao STF por Bolsonaro, votou contra.

“A tendência é que esses ministros mantenham suas posições. Faltam oito votos, e esse número é suficiente para a alteração da situação de inelegibilidade do presidente Bolsonaro.”

Ainda não há data para o julgamento dos recursos movidos pela defesa do ex-presidente.Parlamentares do Senado tentam aprovar mudanças na Lei da Ficha Limpa que poderiam, em tese, beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro

Parlamentares do Senado tentam aprovar mudanças na Lei da Ficha Limpa que poderiam, em tese, beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro© Agência Senado

Caminho 2: alteração na Lei da Ficha Limpa

O segundo caminho trilhado pelos bolsonaristas é uma alteração na Lei da Ficha Limpa.

A lei, aprovada em 2010, determina, entre outras coisas, a inelegibilidade de políticos que tenham sido condenados por órgãos colegiados, como o TSE.

Mas alguns projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional preveem mudanças.

Um deles, que tramita no Senado, de autoria da deputada federal Daniela Cunha (MDB-RJ), filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), propõe que a inelegibilidade só poderia ser aplicada nos casos em que fique comprovada a ocorrência de comportamentos “graves que possam resultar na cassação” do político.

Este ponto poderia, em tese, favorecer Bolsonaro, porque ele não teve o seu mandato cassado, uma vez que ele já havia perdido as eleições. Desta forma, a pena de inelegibilidade não poderia ser aplicada a ele.

A medida vem sendo defendida por políticos à esquerda e à direita, uma vez que poderia beneficiar não apenas Bolsonaro, mas condenados de outros partidos que poderiam ter suas inelegibilidades revertidas também.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em agosto, mas o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), determinou que ele só seria votado após as eleições municipais.

Como já foi aprovado na Câmara, se o Senado referendar o projeto, a mudança vai à sanção presidencial.

A possibilidade de que a mudança possa ser aprovada é alvo de críticas de entidades que atuam no combate à corrupção.

Em agosto, a organização não governamental Transparência Internacional e a Associação Brasileira de Eleitoralistas (ABRE) divulgaram notas contrárias às mudanças.

“A medida enfraquece o sistema democrático a partir da relativização de normas voltadas justamente à garantia de sua rigidez, mediante o afastamento de personagens que já se mostraram objetivamente indignos de representar o eleitor brasileiro, por período proporcional à seriedade das irregularidades perpetradas”, diz uma nota divulgada pela Rede de Advocacy Colaborativo (RAC), uma entidade da qual a Transparência Internacional faz parte.

Rollo, contudo, avalia que Bolsonaro teria dificuldades em ser efetivamente beneficiado pela mudança caso ela fosse aprovada pelo Congresso, porque, em geral, uma vez aprovadas, os efeitos de uma lei não retroagem para valer em casos que já foram julgados.

“Ainda que o caso de Bolsonaro não tenha havido trânsito em julgado (ainda há recursos tramitando no STF), esta vai ser a primeira questão a ser enfrentada”, afirma o advogado.

Rota 3: anistia a crimes de 8 de janeiro

A terceira rota tentada pelos bolsonaristas é a que mais vem causando ruído: uma lei prevendo anistia aos condenados por crimes cometidos em conexão com os atos de 8 de janeiro.

O projeto que mais avançou até o momento é o que foi proposto em 2022 pelo então deputado federal Major Vitor Hugo (PL-GO).

O projeto tramitou na CCJ da Câmara entre 2023 e 2024, mas não chegou a ser votado. O relatório elaborado pelo deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) concede aos envolvidos no episódio:

  • perdão por crimes previstos no Código Penal ligados às manifestações;
  • manutenção dos direitos políticos;
  • cancelamento de multas eventualmente aplicadas pela Justiça;
  • revogação de medidas que limitem a liberdade de expressão dos envolvidos em meios de comunicação e em redes sociais;
  • validade das medidas a todos os que teriam participado dos atos antes ou depois de 8 de janeiro.

Para a oposição, liderada pelos bolsonaristas, o projeto é considerado vital tanto como um aceno à sua militância quanto como uma espécie de “vacina” contra uma eventual condenação de Bolsonaro ou outros políticos do seu grupo por crimes supostamente cometidos em torno dos atos de 8 de janeiro.

Uma condenação também geraria, em tese, uma nova inelegibilidade contra Bolsonaro.

O ex-presidente ainda não é réu em nenhum processo sobre os atos de 8 de janeiro, mas é investigado em inquéritos no STF que apuram a suposta incitação do ex-presidente aos atos.

Também apura-se se ele teve alguma participação na elaboração da minuta golpista a ser posta em prática após sua derrota em 2022. Há expectativa de que este inquérito seja finalizado até o final deste ano.

Bolsonaro e sua defesa vêm negando qualquer envolvimento nos crimes investigados.

O projeto colocou, novamente, PL e PT em lados opostos e virou um dos pontos mais importantes da sucessão de Lira na Câmara.

Para obter o apoio dos dois principais partidos da Casa, Lira fez acordos com as legendas. De um lado, tirou o projeto de lei da CCJ, o que paralisou sua tramitação por enquanto, atendendo aos petistas.

De outro, prometeu criar uma comissão especial para apreciar o projeto, mantendo uma eventual votação da matéria no ar, como queriam os bolsonaristas.

Um parlamentar do PT com quem a BBC News Brasil conversou em caráter reservado disse que, à medida que o PT não tem força para impedir uma vitória de Motta, a alternativa foi tentar negociar algum tipo de suspensão da tramitação da proposta de anistia na esperança de que, uma vez eleito, Motta possa cumprir sua parte do trato.

Para o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), o cenário é diferente. Ele aposta que nem Lira e nem Motta, caso eleito, colocarão o projeto de anistia para ser votado. Ainda que isso acontecesse, ele aposta que não haverá clima para aprovação.

“Na hora do vamos ver, quem é que vai colocar o seu dedo numa anistia a quem foi condenado por aquilo tudo que aconteceu?”, diz Tatto.

“Além disso, em 2025, a pauta não vai ser essa. Quanto mais o tempo passa, o Bolsonaro vai desidratando.”

Já o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defende a aprovação da anistia.

“A anistia é importante para o país e para a nossa pacificação para superarmos mais uma página negra do nosso passado, zerando o jogo e olhando para o futuro da nossa democracia”, diz Portinho.STF também apura se Bolsonaro teve envolvimento com minuta gopista — ex-presidente nega

STF também apura se Bolsonaro teve envolvimento com minuta gopista — ex-presidente nega© Fellipe Sampaio/SCO/STF

O fiel da balança: STF

Independente da rota escolhida pelos bolsonaristas para reverter a inelegibilidade do ex-presidente, especialistas em direito eleitoral ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que o STF deverá ser o “fiel da balança”.

No caso dos recursos judiciais ainda pendentes sobre a condenação no TSE, vai caber ao STF decidir.

O professor de Direito Penal Davi Tangerino explica que, em princípio, não haveria nenhum óbice legislativo ou jurídico para que o Congresso Nacional aprovasse uma anistia para os envolvidos nos crimes de 8 de janeiro.

Isso porque a Constituição só veda anistia para crimes considerados hediondos, o que, até agora, não tem sido o caso das condenações do caso.

Ele diz, no entanto, que nos casos em que os bolsonaristas tentam promover mudanças na lei que poderiam beneficiar o ex-presidente, o entendimento é de que o STF também poderá ter a palavra final, porque poderá ter de julgar se uma eventual anistia aprovada pelo Congresso é ou não constitucional.

“Anistia é uma lei como outra qualquer e, portanto, está sujeita ao controle de constitucionalidade feito pelo STF”, diz Tangerino.

“Como qualquer outra lei, caberá ao Supremo dizer se ela atende ou não aos requisitos de constitucionalidade.”

Rollo tem um entendimento semelhante: “Precisamos saber exatamente como seria o texto final dessa lei, caso aprovada. Mesmo assim, vejo dificuldade para que essa anistia passe pelo STF. O Supremo poderia entender que essa anistia seria uma invasão da competência de poderes”.

Tangerino concorda que o STF poderia dizer que essa lei de anistia é inconstitucional “alegando, entre outras coisas, que ela seria uma afronta à separação de poderes e que ela não seria aplicável uma vez que não estaríamos falando de uma transição de regime e de necessidade de pacificação social como aconteceu em países que saíram de ditaduras rumo a democracias”.

Portinho, no entanto, diz esperar que o STF não se intrometa caso a anistia seja aprovada.

“Esse embate com o STF terá uma solução em algum momento de uma forma ou de outra. Já passou da hora do Judiciário respeitar o Legislativo”, diz o senador.

“A gente espera que o Judiciário compreenda a nossa função que é aprovar as pautas que sejam do nosso interesse e o Judiciário deve se conformar porque esse é o papel da democracia.”

FESTIVAL JANJAPALOOZA PARA O G20 PAGO PELAS ESTATAIS

 

História de RICARDO DELLA COLETTA E MARIANNA HOLANDA – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O festival de música que o governo Lula (PT) organizará no Rio de Janeiro durante a semana do G20 terá patrocínio de empresas como Banco do Brasil, BNDES, Caixa, Itaipu e Petrobras —e pagará um cachê de R$ 30 mil aos artistas que se apresentarão no Pier Mauá.

A realização do festival, que ocorrerá de quinta (14) a sábado (16), conta com a ajuda na organização da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja. Ela também foi uma das principais fiadoras do Festival do Futuro, que ocorreu em paralelo à posse do presidente, em 2023.

Apelidado de Janjapalooza, o nome do evento agora será Aliança Global Festival Contra Fome e a Pobreza, numa referência à iniciativa que Lula e outros líderes internacionais devem lançar na cúpula do G20.

De acordo com o Ministério da Cultura, há 29 artistas confirmados: Aguidavi do Jejê, Mateus Aleluia, Larissa Luz, Ilessi, Diogo Nogueira, Rachel Reis, Rita Benneditto, Afrocidade, Daniela Mercury, Seu Jorge, Roberto Mendes, Zeca Pagodinho, Mariene de Castro, Marcelle Motta, Pretinho da Serrinha, Teresa Cristina, Roberta Sá, Maria Rita, Fafá de Belém, Kleber Lucas, Jovem Dionísio, Tássia Reis, Jota.Pê, Lukinhas, Romero Ferro, Jaloo, Maria Gadu, Alceu Valença e Ney Matogrosso.

Cada artista receberá um cachê simbólico de R$ 30 mil, segundo a pasta. Questionado, o ministério disse que o valor total gasto com o festival será divulgado em outro momento.

As estatais têm sido usadas pelo governo Lula para reforçar o custeio de eventos relacionados ao G20, o grupo que reúne os principais países desenvolvidos e emergentes do mundo e que neste ano está sob a presidência brasileira.

Além do festival da Aliança, haverá recursos das estatais para o financiamento da cúpula de líderes, nos dias 18 e 19, e o encontro com a sociedade civil que ocorre poucos dias antes.

Apoiam ainda o evento a prefeitura do Rio, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Além do palco principal, a organização prevê projeções no edifício A Noite e palestras tanto no Museu do Amanhã como no MAR (Museu de Arte do Rio).

Quando divulgou o festival, o governo Lula disse que a ideia era inspirada em “concertos internacionais como o Live Aid 1985 e o Free Nelson Mandela Concert 1988, ambos em Londres, na Inglaterra”.

“Realizado na Praça Mauá, o festival aproveita o poder transformador das expressões artísticas para consolidar uma mensagem sobre o compromisso do país de construir uma rede colaborativa e de impacto duradouro, envolvendo países, organizações e cidadãos na luta pela segurança alimentar”, afirmou a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

O objetivo da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, segundo o governo, é “angariar recursos e conhecimentos para a implementação de políticas públicas e tecnologias sociais comprovadamente eficazes para a redução da fome e da pobreza no mundo”.

O governo quer criar uma espécie de balcão com boas práticas de combate à pobreza que países em desenvolvimento poderão consultar e pedir apoio técnico caso queiram implementar políticas semelhantes em seus territórios.

GOVERNO PAULISTA NÃO GOSTOU DA FEDERALIZAÇÃO DO ASSASSINATO EM GUARULHOS

 

História de Vinícius Valfré – Jornal Estadão

BRASÍLIA – A Polícia Federal entra no caso do assassinato do empresário que delatou o Primeiro Comando da Capital (PCC) no momento em que informações apresentadas por ele apontavam para crimes dentro das polícias de São Paulo, especialmente a Civil. E os desdobramentos podem ser complexos e explosivos.

No governo federal, a iniciativa é vista como uma boa oportunidade de colher resultados sociais e políticos, em duas frentes. A primeira está na possibilidade de desvendar páginas importantes sobre o funcionamento da maior facção do País.

O empresário morto Antonio Vinicius Lopes Gritzbach estava no centro de uma das maiores investigações já feitas sobre lavagem de dinheiro do PCC em São Paulo, como mostrou o Estadão. E agora elementos de investigações anteriores serão compartilhados.

Gritzbach voltava de viagem quando foi baleado no Aeroporto de Guarulhos. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Gritzbach voltava de viagem quando foi baleado no Aeroporto de Guarulhos. Foto: Polícia Civil/Divulgação

A outra é a chance de vasculhar entranhas das polícias de São Paulo. Oito dias antes de morrer, o delator denunciou policiais civis à Corregedoria, como mostrou o Fantástico, da TV Globo. O Estadão apurou que a participação de policiais no assassinato não está descartada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Politicamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) estão em campos opostos, com divergências inclusive na agenda da segurança pública. O episódio do aeroporto é tratado como muito sensível no Palácio do Planalto e no Palácio dos Bandeirantes.

A ideia de federalizar o crime foi muito mal vista por autoridades paulistas. A proposta, revelada pela Coluna do Estadão, foi classificada como um “desserviço” e uma ofensa ao sistema de Justiça estadual porque “o Estado de São Paulo tem plena condição e estrutura para enfrentar o caso”.

Antes da instauração do inquérito pela PF, no fim de semana, o secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Mário Sarrubbo, e o chefe do Ministério Público de São Paulo, Paulo Sérgio Oliveira e Costa, conversaram longamente sobre o episódio.

O objetivo era superar “armadilhas políticas” que estavam postas em providências desenhadas. Eles são próximos. Sarrubbo era o chefe do MPSP quando foi chamado para a equipe do ministro Ricardo Lewandowski e trabalhou pessoalmente para emplacar o sucessor.

A solução encontrada foi a Polícia Federal abrir um inquérito em estreita colaboração com os órgãos de investigação de São Paulo. No comunicado oficial, a instituição chefiada pelo delegado Andrei Rodrigues destacou que “a investigação será realizada de forma integrada com a Polícia Civil de São Paulo”.

A abertura do inquérito, tecnicamente, não é uma federalização – que depende de pedido da Procuradoria-Geral da República e aval da Justiça. Contudo, é o que ocorre na prática. Mas sem esvaziar São Paulo por completo.

O paralelo lembrado por investigadores é com o inquérito que apurou os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, no Rio de Janeiro. Naquela investigação, não houve, tecnicamente, a federalização, mas foi o que aconteceu na prática quando a PF instaurou seu inquérito em fevereiro de 2023. O termo “federalização”, inclusive, era usado pelo então ministro da Justiça, Flávio Dino.

No caso Marielle, porém, foram apontados indícios de conivência de setores da polícia com criminosos e de ação deliberada para travar a investigação. A PF trabalhou em cooperação com o Ministério Público do Rio de Janeiro e considera ter desvendado o caso, com a prisão dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes e de policiais civis como envolvidos.

A entrada da PF no caso de Guarulhos tem o potencial de trocar o controle dos trabalhos de mãos e de levar ao governo Lula o protagonismo que deseja na área da segurança. Em reação, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, criou uma força-tarefa estadual para investigar o assassinato.

Uma prova dos impactos políticos do ato está na declaração feita publicamente pelo ministro Ricardo Lewandowski ao governador do Rio, Cláudio Castro (PL), em plena reunião pública com gestores estaduais.

“Por cinco anos, me desculpe governador Cláudio Castro, a polícia do Rio de Janeiro demorou cinco anos para elucidar o crime e não elucidou. A valorosa e combativa Polícia Federal entrou com sete homens e desvendou esse lamentável crime”, disse o ministro.

ASSESSOR DE TRUMP JÁ FOI DETIDO PELA PF A MANDO DE ALIXANDRE DE MORAES

 

História de Redação – IstoÉ

O candidato republicano Donald Trump foi eleito presidente dos EUA com 312 votos do Colégio Eleitoral após as eleições americanas, realizadas na terça-feira, 5. O principal assessor do político e porta-voz da campanha é Jason Miller, criador da rede social Gettr, usada majoritariamente pelo público conservador, que já foi detido no Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Miller trabalhou como assessor de Donald Trump durante a campanha de 2016 e, após as eleições, o conselheiro recusou a oferta para ocupar o cargo de diretor de comunicações da Casa Branca. Apesar disso, o fundador da Gettr retornou como porta-voz da candidatura do republicano em 2020.

O assessor foi abordado pela PF (Polícia Federal) no Aeroporto de Brasília quando estava prestes a embarcar em um voo com destino aos EUA na terça-feira, 7 de setembro de 2021. Na ocasião, Miller foi levado pelas autoridades após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito que apura as “milícias digitais”.

À época, Miller estava no Brasil para se reunir com o então presidente Jair Bolsonaro e seus aliados durante a Conferência da Ação Política Conservadora. Conforme um relatório da PF, o assessor de Trump teria ligado para Eduardo Bolsonaro pedindo ajuda no momento em que foi abordado.

O INÍCIO DA INTERNET

 

BBC News Brasil

Blocos de letras em madeira formando a palavra internet
Legenda da foto,A primeira mensagem enviada pela Arpanet não foi um início tão auspicioso para a rede que cresceria até se tornar a internet

Article information

  • Author,Scott Nover
  • Role,BBC Future
  • 10 novembro 2024

O dia era 29 de outubro de 1969. Dois cientistas a cerca de 560 km de distância conectaram seus computadores e começaram a digitar uma mensagem.

O mundo vivia o auge da Guerra Fria. Charley Kline e Bill Duvall eram dois engenheiros brilhantes na linha de frente de um dos experimentos mais ambiciosos da tecnologia.

Kline tinha 21 anos de idade e era estudante de graduação da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Duvall tinha 29 anos e era programador de sistemas do Instituto de Pesquisa de Stanford (SRI, na sigla em inglês), ambos nos Estados Unidos.

Eles trabalhavam em um sistema chamado Arpanet – a sigla em inglês para Rede da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada.

Financiado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o projeto pretendia criar uma rede que pudesse compartilhar dados diretamente, sem a necessidade de linhas telefônicas. No seu lugar, o sistema usava um método de fornecimento de dados chamado “comutação de pacotes”, que, anos mais tarde, formaria a base da internet moderna.

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Aquele foi o primeiro teste de uma tecnologia que mudaria quase todas as características da vida humana. Mas, antes que ela pudesse funcionar, era preciso se logar no sistema.

Kline se sentou com seu teclado, entre as paredes verde-limão da sala 3420 do UCLA Boelter Hall, em Los Angeles. Ele estava preparado para se conectar com Duvall, que operava outro um computador, em outro ponto da Califórnia.

Mas Kline nem chegou a completar a palavra “L-O-G-I-N”, quando Duvall contou ao telefone que seu sistema havia caído. E, graças àquele erro, a primeira “mensagem” enviada por Kline para Duvall, naquele dia de outono de 1969, foi simplesmente “L-O”.

Charley Kline, sorrindo para a câmera, no centro da imagem
Legenda da foto,Charley Kline (sorrindo para a câmera, no centro da imagem) foi a primeira pessoa a enviar uma mensagem pela rede que, anos depois, passaria a ser conhecida como internet

Após alguns ajustes, eles conseguiram restabelecer a conexão cerca de uma hora depois. O acidente inicial foi apenas um pequeno obstáculo para um feito monumental. Mas nenhum dos dois percebeu o significado daquele momento.

“Com certeza, não percebi na época”, relembra Kline. “Estávamos apenas tentando fazer aquilo funcionar.”

A BBC conversou com Kline e Duvall no 55º aniversário daquele feito histórico.

Meio século depois, a internet colocou o mundo dentro de uma pequena caixa preta que cabe no nosso bolso, domina a nossa atenção e atinge os pontos mais distantes da nossa experiência de vida.

Mas tudo começou com dois homens, que vivenciaram pela primeira vez a frustração de não conseguirem se conectar à rede.

Confira abaixo a entrevista, que foi editada para melhor clareza e resumo.

BBC – Vocês podem descrever os computadores que permitiram a formação da Arpanet? Eram máquinas enormes e barulhentas?

Charley Kline – Eram computadores pequenos – para os padrões da época – mais ou menos do tamanho de uma geladeira. Eram meio barulhentos, devido às ventoinhas de resfriamento, mas silenciosos em comparação com os ruídos de todos aqueles ventiladores do nosso computador Sigma 7.

Havia luzes que piscavam na parte frontal, chaves que podiam controlar o IMP [Processador de Mensagens de Interface] e um leitor de fitas de papel que podia ser usado para carregar o software.

Bill Duvall – Eles ficavam em uma prateleira com tamanho suficiente para abrigar um equipamento de som completo para um grande show hoje em dia. E eram milhares, talvez milhões ou bilhões de vezes menos potentes que o processador de um Apple Watch. Eram os velhos tempos!

BBC – Contem sobre o momento da transmissão das letras L-O.

Kline – Ao contrário dos websites e outros sistemas de hoje em dia, quando você conectava um terminal ao sistema do SRI, nada acontecia até que você digitasse alguma coisa.

Se você quisesse executar um programa, você precisava primeiro se logar – digitando a palavra “login” – e o sistema iria pedir seu nome de usuário e sua senha.

Assim que eu digitava um caractere no meu terminal – um teletipo modelo 33 – ele seria enviado para o programa que escrevi para o computador SDS Sigma 7. Aquele programa recebia o caractere, formatava em uma mensagem e o enviava para o Processador de Mensagens de Interface.

Quando ele chegava ao sistema do SRI, o sistema tratava [a mensagem] como se viesse de um terminal local e a processava. Ele “ecoava” o caractere [reproduzia no terminal]. Neste caso, o código de Bill pegaria aquele caractere para formatá-lo em uma mensagem e enviá-lo para o IMP, de volta para a UCLA. E, quando eu o recebesse, imprimiria no meu terminal.

O Processador de Mensagens de Interface (IMP, na sigla em inglês), um computador do tamanho de uma geladeira
Legenda da foto,O Processador de Mensagens de Interface (IMP, na sigla em inglês) foi o primeiro roteador de internet do mundo

Eu estava ao telefone com Bill quando tentamos fazer isso. Eu disse a ele que havia digitado a letra L. Ele me respondeu que recebeu a letra L e a enviou de volta. E eu disse que ela havia sido impressa.

Em seguida, digitei a letra O. Novamente, funcionou bem. Digitei então a letra G. Bill me disse que seu sistema havia travado e ele me ligaria de volta.

Duvall – O sistema da UCLA não previu que iria receber G-I-N depois que Charlie digitou L-O. Por isso, ele enviou uma mensagem de erro para o computador do SRI.

Não lembro exatamente qual era a mensagem, mas aquilo aconteceu porque a conexão da rede era muito mais rápida do que tudo o que se conhecia até então. A velocidade de conexão normal era de 10 caracteres por segundo, mas a Arpanet podia transmitir até 5 mil caracteres por segundo.

O resultado foi que o envio daquela mensagem da UCLA para o computador do SRI sobrecarregou o buffer de entrada, que esperava apenas 10 caracteres por segundo. Era como encher um copo com uma mangueira de incêndio.

Descobri rapidamente o que havia acontecido, aumentei o tamanho do buffer e restabeleci o sistema, o que levou cerca de uma hora.

Homem usando um tablet
Legenda da foto,A primeira mensagem enviada pela rede consistiu de apenas duas letras: L e O

BBC – Vocês perceberam que aquele poderia ser um momento histórico?

Kline – Não, com certeza não percebi na época.

Duvall – Na verdade, não. Aquilo foi mais uma etapa vencida no contexto maior do trabalho que desenvolvíamos no SRI, que realmente acreditávamos que teria grande repercussão.

BBC – Quando Samuel Morse enviou a primeira mensagem por telégrafo, em 1844, ele teve um impulso dramático e teclou “O que Deus fez” em uma linha, de Washington DC para Baltimore, no Estado americano de Maryland. Se vocês pudessem voltar atrás, teriam criado alguma frase memorável?

Kline – Claro que sim, se eu tivesse percebido a importância. Mas estávamos apenas tentando fazer aquilo funcionar.

Duvall – Não. Aquele foi o primeiro teste de um sistema muito complicado, com muitas peças em movimento. Ter aquele trabalho complexo justamente no primeiro teste, por si só, já foi dramático.

BBC – Qual foi a sensação depois de enviar a mensagem?

Duvall – Estávamos sozinhos nos nossos respectivos laboratórios, à noite. Nós dois estávamos felizes depois de termos um primeiro teste tão bem sucedido, coroando tanto trabalho. Fui até um bar local e pedi um hambúrguer e uma cerveja.

Kline – Fiquei feliz porque funcionou e fui para casa dormir um pouco.

BBC – O que vocês esperavam que a Arpanet se tornasse?

Duvall – Eu considerava o trabalho que estávamos fazendo no SRI como uma parte fundamental de uma visão maior, com os profissionais da informação conectados entre si e compartilhando problemas, observações, documentos e soluções.

O que nós não víamos era a adoção comercial, nem previmos o fenômeno das redes sociais e o flagelo decorrente da desinformação.

Mas é preciso observar que, no tratado de 1962 [do cientista da computação do SRI] Douglas Engelbart [1925-2013], descrevendo sua visão geral do projeto, ele indica que as capacidades que estávamos criando trariam profundas mudanças para a nossa sociedade. E que seria preciso usar e adaptar simultaneamente as ferramentas que estávamos criando para combater os problemas decorrentes do seu uso em sociedade.

BBC – Quais aspectos da internet de hoje fazem vocês se recordarem da Arpanet?

Duvall – Com referência à visão maior que estava sendo criada no grupo de Engelbart (o mouse, edição total na tela, links etc.), a internet de hoje em dia é uma evolução lógica daquelas ideias, amplificada, é claro, pela contribuição de muitas pessoas e organizações brilhantes e inovadoras.

Kline – A capacidade de usar recursos de outras pessoas. É isso o que fazemos quando usamos um website. Estamos usando as possibilidades oferecidas pelo site, seus programas, funções etc. E, é claro, o e-mail.

A Arpanet praticamente criou o conceito de roteamento e os diversos caminhos de um local para outro. Aquilo ofereceu confiabilidade para o caso de falhas nas linhas de comunicação.

E também permitiu o aumento da velocidade de comunicação, utilizando diversos caminhos simultâneos. Todos estes conceitos foram transferidos para a internet.

O local onde ocorreu a primeira transmissão via internet – a sala 3420 do UCLA Boelter Hall
Legenda da foto,Atualmente, o local onde ocorreu a primeira transmissão via internet – a sala 3420 do UCLA Boelter Hall – é um monumento à história da tecnologia.

Enquanto desenvolvíamos os protocolos de comunicação para a Arpanet, encontramos problemas, reprojetamos e aprimoramos os protocolos, aprendendo muitas lições que foram levadas para a internet.

O TCP/IP [o padrão básico de conexão à internet] foi desenvolvido para interconectar redes, particularmente a Arpanet com outras redes, e também para melhorar o desempenho, a confiabilidade e muito mais.

BBC – Como vocês se sentem neste aniversário?

Kline – É uma mistura de sentimentos. Pessoalmente, acho importante, mas um pouco exagerado.

A Arpanet e tudo o que ela gerou é muito significativo. Para mim, este aniversário específico é apenas mais um dentre muitos eventos.

Acho que um pouco mais importante do que este aniversário foi a decisão da Arpa de construir a rede e continuar apoiando o seu desenvolvimento.

Duvall – É bom lembrar a origem de algo como a internet, mas o mais importante é o enorme trabalho desenvolvido desde aquela época para transformá-la em uma parte importante das sociedades em todo o mundo.

BBC – A web moderna é dominada não pelo governo, nem por pesquisadores acadêmicos, mas por algumas das maiores empresas do mundo. Qual é a sua impressão sobre o que a internet se tornou? Quais são as suas maiores preocupações?

Kline – Nós a usamos no nosso dia a dia e ela é muito importante. É difícil imaginar como seria se não tivéssemos novamente a internet.

Um dos benefícios de uma internet tão aberta e não controlada por um governo é a possibilidade de desenvolver novas ideias, como as compras online, serviços bancários, streamings de vídeo, sites jornalísticos, redes sociais e muito mais. Mas, por ter se tornado tão importante nas nossas vidas, ela é alvo de atividades nocivas.

Ouvimos constantemente como certas atividades são prejudicadas. Existe uma imensa falta de privacidade.

E as grandes empresas (Google, Meta, Amazon e provedores de serviços de internet, como a Comcast e a AT&T) detêm poder demais, na minha opinião. Mas não sei ao certo qual seria a solução correta.

Pessoas trabalhando em meio a computadores
Legenda da foto,Em dezembro de 1969, a Arpanet conectou alguns poucos centros de informática espalhados pelos Estados Unidos – uma amostra minúscula, em comparação com os cerca de 50 bilhões de pontos que compõem a internet hoje em dia

Duvall – Acho que o domínio por qualquer entidade isolada é um grande risco.

Temos visto o poder da desinformação para orientar a política e as eleições. Também vimos o poder das empresas de influenciar os rumos das normas sociais e a formação de jovens e adultos.

Kline – Um dos meus maiores temores tem sido a difusão de informações falsas. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer “vi na internet”?

As pessoas sempre conseguiram espalhar informações falsas, mas custava dinheiro enviar pelo correio, instalar um outdoor ou fazer um anúncio na TV.

Agora, é fácil e barato. E, como atinge milhões de pessoas, aquilo é repetido e tratado como fato.

Outro temor é que, quanto mais os sistemas básicos se mudarem para a internet, mais fácil fica causar prejuízos sérios se estes sistemas forem derrubados ou comprometidos. Por exemplo, não só os sistemas de comunicação, mas os bancos, serviços públicos, transporte etc.

Duvall – A internet tem grande poder, mas, por não termos dado atenção ao alerta de Engelbart em 1962, não usamos o poder da internet eficientemente para administrar os seus impactos sociais.

BBC – Existe alguma lição do seu tempo na Arpanet que poderia fazer da internet um lugar melhor para todos?

Kline – A abertura da internet permite a experimentação e novos usos, mas a falta de controle pode gerar riscos.

A Arpa manteve algum controle da Arpanet. Com isso, eles conseguiam ter certeza de que tudo iria funcionar, podiam tomar decisões sobre os protocolos necessários e lidar com questões como nomes de sites e outros problemas.

Icann [Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números, na sigla em inglês] ainda administra uma parte, mas têm surgido divergências internacionais sobre como seguir adiante, se os Estados Unidos detêm controle demais etc.

Ainda precisamos de alguns controles para manter a rede funcional. E, como a Arpanet era relativamente pequena, podíamos experimentar mudanças importantes de projeto, protocolo e outras. Agora, isso seria extremamente difícil.

Duvall – Estamos frente a um precipício com a inteligência artificial e seu consequente acesso para todos os que fazem uso da internet.

A internet cresceu e se desenvolveu de forma explosiva nos seus primeiros dias – e parte disso trouxe prejuízos à sociedade. Agora, a IA ocupa a mesma posição e é inseparável da internet.

Não é fora de propósito considerar a IA como uma ameaça existencial. E este é o momento de reconhecer os seus riscos e seu potencial.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation.

DIA DO DIRETOR DE ESCOLA E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta terça feira (12), é celebrado o Dia do Diretor de Escola, é uma data que homenageia o profissional que lidera e administra a escola, garantindo a qualidade do ensino e o bem-estar dos alunos, professores e funcionários.

Nesta data celebra o profissional responsável em gerir e administrar as decisões da escola, colaborando para construir um bom ambiente para os professores, alunos e demais colaboradores dos colégios.

O diretor escolar é o líder da escola, e como tal tem a responsabilidade de administrar todas as atividades que a instituição realiza, guiando o trabalho e a função de todos que compõem a comunidade escolar.

Personagem vital para a gestão da unidade escolar, o diretor será o elo entre os níveis organizacionais (professores e colaboradores) desempenhando um papel estratégico frente à qualidade dos serviços prestados na esfera educacional e nas modalidades sociais (pais, alunos e comunidade).

Atendendo pais, alunos, professores e funcionários de apoio da escola, os diretores têm a responsabilidade de cumprir e fazer cumprir as leis além de valorizarem e respeitarem a filosofia, a missão e principalmente o projeto pedagógico da instituição que dirigem.

Que o dia de hoje sirva de reflexão para a valorização do papel do diretor escolar e que apesar do avanço tecnológico as pessoas descubram que o potencial humano jamais poderá ser substituído. Quanto mais os laços das relações humanas forem aproximados, maior será a chance, da aquisição do desenvolvimento intra-pessoal dentro do contexto interpessoal.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabia que a agua de coco regula a pressão arterial?

Água de coco é o suco natural contido no interior do coco, o fruto do coqueiro. É rico em potássio, com poucas calorias e muitos nutrientes, livre de gordura e com alto poder reidratante. Ajuda no bom funcionamento do intestino e no metabolismo alimentar e é uma bebida diurética.

Além disso, o coco também possui ótimas quantidades de potássio, um mineral que ajuda a eliminar o excesso de sódio pela urina, ajudando a prevenir a pressão alta. O coco é uma fruta muito versátil, onde a polpa pode ser consumida ao natural ou usada em preparações como bolo, manjar, farinha de coco, leite de coco e óleo de coco. Já as flores dessa fruta são usadas para a produção de açúcar de coco e a água do coco pode ser consumida ao natural, em sucos ou vitaminas.

É rico em minerais como potássio, cobre e manganês, sendo uma boa opção para repor esses minerais e hidratar o corpo durante atividades físicas ou ainda em situações como vômitos e diarreias.
O coco tem ótimas quantidades de potássio, um mineral que promove a eliminação do excesso de sódio do organismo, ajudando a regular a pressão arterial e evitando, assim, a pressão alta.
Por ser rico em compostos com ação antioxidante, como o selênio e ácido gálico, cafeico e cumarínico, o coco ajuda a combater o excesso de radicais livres, evitando a flacidez da pele e o surgimento de rugas, prevenindo o envelhecimento precoce.

O magnésio e o potássio atuam nas funções cerebrais e no sistema nervoso, ajudando a liberar o hormônio da serotonina, que traz bem-estar, combatendo o estresse e o cansaço.
A bebida também apresenta propriedades diuréticas, ajudando a eliminar o sódio do nosso corpo. Sim, ela dá aquela força quando o assunto é desinchar.
E tem mais: rica em fibras, ela auxilia a digestão e é um santo alívio para quem exagerou na bebida e está de ressaca.

O ideal, no entanto, é que não sejam consumidos mais do que três copos por dia. Pessoas diabéticas devem conversar com seu médico para saber a melhor quantidade ou se há restrições, já que a bebida tem cerca de 5% de açúcares em sua composição.
E, se você não costuma beber água de coco, saiba que ela também é uma aliada na hora de fazer sucos refrescantes. Experimente batê-la no liquidificador com frutas variadas. Com abacaxi e hortelã, é sucesso na certa!

Você sabe porque ocorrem os terremotos?

Os terremotos ou abalos sísmicos são provocados por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha, chamadas de placas tectônicas. Além disso os tremores também podem ser resultantes de atividade vulcânica ou de deslocamentos de gases (principalmente metano) no interior da Terra.

Os terremotos são fenômenos naturais oriundos das pressões internas do planeta, que fazem as placas tectônicas se movimentarem, liberando tais pressões. Com isso, a superfície sente essa liberação em forma de tremor, o que pode acarretar sérios prejuízos.
Os movimentos na crosta da Terra são as principais razões para as causas dos terremotos, mas eles também podem ser gerados por atividades vulcânicas ou de deslocamento de gases no interior do planeta.

A camada mais externa da Terra é fragmentada em 15 grandes placas, que são chamadas de placas tectônicas, e se movimentam lentamente umas em relação às outras. Ainda que esse deslocamento seja de apenas alguns centímetros por ano, é o suficiente para gerar deformações nos limites. Em geral, o fenômeno é uma resposta à deformação de longo prazo e ao acúmulo de tensão entre as placas.

Entre os efeitos das ondas sísmicas estão a vibração do solo, a abertura de novas falhas, o deslizamento de terra, os tsunâmis e as mudanças na rotação da Terra. Há, ainda, as consequências desses efeitos, como mortes, desabamentos, prejuízos financeiros e sociais.

Fonte: Karla Neto
Foto: ReproduçãoTítulo: Você sabe porque ocorrem os terremotos?

Os terremotos ou abalos sísmicos são provocados por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha, chamadas de placas tectônicas. Além disso os tremores também podem ser resultantes de atividade vulcânica ou de deslocamentos de gases (principalmente metano) no interior da Terra.

Os terremotos são fenômenos naturais oriundos das pressões internas do planeta, que fazem as placas tectônicas se movimentarem, liberando tais pressões. Com isso, a superfície sente essa liberação em forma de tremor, o que pode acarretar sérios prejuízos.
Os movimentos na crosta da Terra são as principais razões para as causas dos terremotos, mas eles também podem ser gerados por atividades vulcânicas ou de deslocamento de gases no interior do planeta.

A camada mais externa da Terra é fragmentada em 15 grandes placas, que são chamadas de placas tectônicas, e se movimentam lentamente umas em relação às outras. Ainda que esse deslocamento seja de apenas alguns centímetros por ano, é o suficiente para gerar deformações nos limites. Em geral, o fenômeno é uma resposta à deformação de longo prazo e ao acúmulo de tensão entre as placas.

Entre os efeitos das ondas sísmicas estão a vibração do solo, a abertura de novas falhas, o deslizamento de terra, os tsunâmis e as mudanças na rotação da Terra. Há, ainda, as consequências desses efeitos, como mortes, desabamentos, prejuízos financeiros e sociais.

Você sabia que a árvore mais alta do Brasil tem 88 metros?

Árvore é um vegetal de tronco lenhoso cujos ramos só saem a certa altura do solo. Em termos biológicos é uma planta permanentemente lenhosa de grande porte, com raízes pivotantes, caule lenhoso do tipo tronco, que forma ramos bem acima do nível do solo e que se estendem até o ápice da raiz.

Maior que o Cristo Redentor, o Angelim Vermelho é a árvore mais alta da Amazônia, com 88 metros de altura, o que equivale a um prédio de 24 andares.

Apesar do tamanho, ela não é a maior do mundo, fica atrás de uma sequoia-vermelha nos Estados Unidos – com mais de 100 metros de altura – e outras espécies espalhadas pelo mundo. Os cientistas brasileiros acreditam que a distância de zonas urbanas e das áreas habitáveis influenciaram o crescimento e desenvolvimento das espécies de angelim.

A árvore gigante da Amazônia brasileira, a quarta maior do mundo, está em território paraense: o angelim vermelho (Dinizia excelsa), com 88,5 metros de altura e 3,15 m de diâmetro, variando de 400 a 600 anos de existência, é encontrado na Unidade de Conservação Estadual de Uso Sustentável Floresta Estadual do Paru (Flota do Paru), na Região de Integração Baixo Amazonas, no oeste paraense. Na faixa do terreno da maior árvore registrada foram encontradas outras 38 da mesma espécie – duas com mais de 80 m.

A Flota ocupa uma área de mais de 3,6 milhões de hectares, abrangendo os municípios de Almeirim, Monte Alegre, Alenquer e Óbidos. Abriga uma rica diversidade de fauna e flora, além da exuberante paisagem do bioma Amazônia. Quase 96% de sua área são cobertos por florestas bem conservadas, um verdadeiro santuário de angelins gigantes.

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) é responsável pela gestão da Flota do Paru, uma das 27 Unidades de Conservação estaduais. A Flota é uma Unidade de Conservação de posse e domínio público, não abrigando propriedade particular, a não ser para uso sustentável.

AS EMPRESAS ESTATAIS REGISTRARAM O PIOR DÉFICIT PRIMÁRIO DO ANO DE R$ 7,4 BILHÕES

 

História de CdB – Correio do Brasil

O resultado considera as contas de estatais federais, estaduais e municipais, exceto dos grupos Petrobras e Eletrobras. Os bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, também não entram no cálculo.

Por Redação – de Brasília

As empresas estatais registraram um déficit primário de R$ 7,4 bilhões, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta segunda-feira, no acumulado do ano até setembro. Esse foi o pior resultado para o período desde o início da série histórica da autoridade monetária, em 2002.

O déficit das empresas públicas pioram a situação do Tesouro Nacional

O déficit das empresas públicas pioram a situação do Tesouro Nacional

O resultado considera as contas de estatais federais, estaduais e municipais, exceto dos grupos Petrobras e Eletrobras. Os bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, também não entram no cálculo. No mesmo intervalo, as empresas controladas por Estados tiveram um resultado deficitário de R$ 3,26 bilhões, enquanto o déficit das estatais federais foi de R$ 4,18 bilhões.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviço Público disse em nota, no mês passado, que parte expressiva do déficit das estatais federais corresponde a investimentos. A pasta destacou que o resultado primário leva em consideração apenas receita e despesa primária do mesmo ano corrente e não contabiliza os recursos em caixa das companhias, disponíveis de anos anteriores, nem eventuais receitas de financiamentos.

Contas públicas

“O resultado primário, nesse sentido, não é uma medida adequada de saúde financeira da companhia. É comum empresas registrarem déficit primário mesmo com aumento do lucro se estiverem acelerando seus investimentos, na expansão/modernização dos negócios”, afirmou a autarquia.

A União controla diretamente 44 estatais federais e, de forma indireta, outras 79 empresas que são subsidiárias das empresas de controle direto.

O BC também indica que a dívida bruta do Brasil ficou em 78,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, redução de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Esse resultado interrompeu uma trajetória de alta iniciada em junho de 2023. A dívida bruta – que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais – é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores, na hora de avaliar a saúde das contas públicas.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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