terça-feira, 12 de novembro de 2024

USE A IA E OUTRAS TECNOLOGIAS PARA TER MAIS TEMPO PARA VOCÊ O ELEMENTO PRINCIPAL DA SUA MARCA

Giulisna Tranquilini – Professora e Colunista da StartSe

Em um mundo dominado por algoritmos, a autenticidade se torna um diferencial competitivo. Mas como podemos ser genuínos em um ambiente cada vez mais digital? É o que Giuliana Tranquilini explora neste artigo.

Foto: Pexels

Há seis anos, eu me mudei para Palo Alto, no Vale do Silício, e vivencio o mindset deste epicentro tecnológico, onde carros autônomos são comuns e a IA está sempre em pauta. É daqui que partem muitas das transformações tecnológicas. Os EUA lideram como principal fonte de modelos de IA, de acordo com o “Relatório do Índice de IA de 2024” da Universidade de Stanford.

Além de ler sobre essa tecnologia, participo de muitos cursos em Stanford e eventos, como o “Brazil at Silicon Valley”, que abordou os impactos da IA nos negócios na sua última edição.

Com base no que vejo e converso por aqui, logo cada um de nós poderá ter sua própria IA generativa, que se tornará uma ferramenta personalizada. Estou ansiosa por esse avanço. 

Uso IA no meu dia a dia e não tenho dúvidas de que ganho muita produtividade nas minhas atividades, e acredito que ela economiza nosso tempo. Minha percepção está alinhada com uma pesquisa da Microsoft, na qual 70% dos usuários do AI Copilot afirmaram estar mais produtivos e 68% disseram que a qualidade do seu trabalho melhorou.

Como a IA pode ajudar no desenvolvimento da sua Marca Pessoal?

A IA nos permite priorizar o que fazemos de melhor, nosso talento, esse é o princípio da Marca Pessoal. Acredito que o caminho seja destinar tarefas básicas para as ferramentas de IA, pois elas não dominam atividades complexas como raciocínio visual e planejamento, como confirma a pesquisa de Stanford.

Treine e utilize a IA para ganhar tempo para o desenvolvimento de seu posicionamento, seus objetivos e seus propósitos no mercado. Sua Marca Pessoal é fundamental para abrir oportunidades de negócios, desde que você esteja seguro nesses pontos. Em um mundo cada vez mais automatizado, ser humano é um diferencial. 

Nancy Marshall, em um artigo da Forbes, disse: “Quando você percebe que sua personalidade é seu superpoder, sua marca pessoal também pode se tornar um superpoder. Nenhum robô substituirá minha personalidade ou rede de conexões, baseada em relacionamentos autênticos.”

Os recursos de IA são meios para agilizar tarefas não fundamentais do nosso trabalho, trazendo insights e identificando padrões. Por enquanto, a tecnologia não tem sentimentos e emoções. Nas reuniões e eventos empresariais, são os humanos que criam relacionamentos genuínos, que podem abrir portas.

Trabalhar a Marca é uma questão de sobrevivência

Desenvolver uma Marca Pessoal forte nos posiciona a favor da automatização que pode mudar diferentes posições no mercado. Atendi há cinco anos atrás, antes do lançamento do ChatGPT, uma médica radiologista, uma especialista que foi impactada no início do AI, que me procurou pois percebeu a importância de trabalhar sua Marca Pessoal.  Ela precisava mostrar algo além da tecnologia, algo que seria o seu diferencial. 

  • Destacando suas habilidades, a profissional estreitou relações com pacientes e outros médicos, resultando em um aumento de 30% no resultado financeiro da clínica.

Como diz Carmen Simon, especialista em neurociência cognitiva, “Você não pode sobreviver no mercado se não estiver na mente das pessoas.” Nosso cérebro capta informações que acessam nossas emoções e experiências. Quanto mais tecnológico o mundo se torna, mais humanos precisamos ser. As capacidades de criatividade, liderança, adaptação e conexão com pessoas não perderão sua importância.

Sigo convicta de que a Marca Pessoal, fundamentada em conexões autênticas e na valorização do que fazemos de melhor, é a chave para este futuro tecnológico, que exige de nós mais humanidade e autenticidade. 

Use a IA e outras tecnologias para ter mais tempo para ser você, o elemento principal da sua Marca!

NOSSA MARCA. NOSSO ESTILO!

NÓS DA VALEON COMPARTILHAMOS CONHECIMENTO PARA EXECUTARMOS COM SUCESSO NOSSA ESTRATÉGIA PARA REVOLUCIONAR O MODO DE FAZER PROPAGANDA DAS EMPRESAS DO VALE DO AÇO.

O desejo de mudar, de transformar, de acreditar, são fundamentais para irmos além. São agentes propulsores da realização de sonhos. Já o empreendedorismo está presente no DNA dos brasileiros e nossa história trouxe essa capacidade que temos de nos reinventar e de nos conectarmos com você internauta e empresários que são a nossa razão de existir.

E todos esses elementos combinados e levados ao território da internet, torna o que era bom ainda melhor. Na internet e através do Site da Valeon, podemos proporcionar o início do “virar de chaves” das empresas da região para incrementar as suas vendas.

Assim, com inovação e resiliência, fomos em busca das mudanças necessárias, testamos, erramos, adquirimos conhecimento, desenhamos estratégias que deram certo para atingirmos o sucesso, mas nada disso valeria se não pudéssemos compartilhar com vocês essa fórmula.

Portanto, cá estamos! Na Plataforma Comercial Marketplace da VALEON para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos e serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada dos nossos serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e público.

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.

 

O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas desse mercado e em especial viemos para ser mais um complemento na divulgação de suas Empresas e durante esses três anos de nosso funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia, inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina das empresas. Temos a missão de surpreender constantemente, antecipar tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.

 

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A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

ELON MUSK NO GOVERNO TRUMP PREOCUPA O GOVERNO E O STF

 

 Jetss

Trump e seu vice, J.D. Vance, defendem Musk em questões de liberdade de expressão, criticando a pressão da União Europeia sobre o X para cumprir normas contra “discurso de ódio” e “desinformação.” O bloco europeu exige que o X modere conteúdo ou enfrente multas e até banimento.

Recentemente, Musk participou de uma reunião telefônica com o presidente ucraniano Zelensky, mostrando sua proximidade com Trump, que o elogiou como “super gênio” em seu discurso de vitória.©Foto: Facebook

Donald Trump, presidente eleito dos EUA, vê Elon Musk como uma figura central de sua administração e quer recompensá-lo com um cargo para cortar custos no governo.

Recentemente, Musk participou de uma reunião telefônica com o presidente ucraniano Zelensky, mostrando sua proximidade com Trump, que o elogiou como “super gênio” em seu discurso de vitória.

Trump e seu vice, J.D. Vance, defendem Musk em questões de liberdade de expressão, criticando a pressão da União Europeia sobre o X para cumprir normas contra “discurso de ódio” e “desinformação.” O bloco europeu exige que o X modere conteúdo ou enfrente multas e até banimento.

Com Trump no poder, os EUA podem retaliar a União Europeia caso sigam sancionando Musk, em defesa dos interesses comerciais americanos. No Brasil, o STF e o governo Lula poderão enfrentar dilemas similares sobre como lidar com o X de Musk, ponderando entre liberdade de expressão e o custo econômico de confrontar um aliado próximo de Trump.

GOVERNO TRUMP PODE PREJUIDICAR O BRASIL COM A TAXAÇÃO DE BENS IMPORTADOS

História de matheus – IstoÉ Dinheiro

Há uma lição da filosofia que pode ajudar no entendimento do passar do tempo. Dizia Heráclito, um pensador pré-socrático, que ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio. Pois, quando se entra novamente, nem a pessoa e nem o rio são os mesmos. Talvez esse pensamento ajude a compreender o que aconteceu nos Estados Unidos.

O mesmo país, o mesmo presidente. Mas será que as situações ainda são exatamente idênticas? No que tange o Brasil, a resposta é não. A começar pela liderança. Na primeira gestão do republicano, por aqui reinava Jair Bolsonaro, ícone da direita que se gabava da alcunha de Trump dos trópicos. Hoje, sob o comando de Lula, a forma de o Brasil se colocar no mundo mudou, e como os Estados Unidos trumpista devem reagir a isso também.

O conselho de economistas, analistas e políticos para o Brasil é uníssono:

• Não se pode perder o ritmo da roda econômica.

• Se Trump dificultar as importações? É preciso achar novos mercados.

• Se desistir das trocas de tecnologia? Encontrar novos parceiros de desenvolvimento.

• Para atrair investimento estrangeiro? Acertar as contas públicas.

“Lula quis dar ao seu terceiro governo a cara da globalização. Chegou a hora de entender se ele tem condições de ir além do bom discurso na ONU e de um excelente cartão de visitas”, afirmou Gregory Mankiw, professor de economia da Universidade de Harvard e especialista em mercados internacionais.

Ainda que o presidente Lula tenha prontamente reconhecido a vitória de Trump e saudado a democracia norte-americana, a expectativa é que a relação entre os dois mandatários seja puramente diplomática. Em diversas agendas globais, o petista tem alfinetado a maior economia do mundo, em especial a força do dólar no comércio internacional, o que certamente não será tão bem recebido pelo novo (velho) ocupante da Casa Branca.

Segundo Mankiw, os países emergentes, em especial os mais próximos de China e Rússia, entrarão em uma cruzada para atrair investimentos. “O cenário é o seguinte. Trump deve fomentar a economia local, o que apertará demais as contas públicas e subirá os preços, exigindo que o Fed suba os juros para conter a inflação”, disse. Diante desse cenário, investidores do mundo todo escoarão seus recursos para as divisas americanas, tornando países como o Brasil menos atraentes. “A melhor peça do Brasil no xadrez global, então, serão os ativos verdes”, completa o acadêmico.

O presidente do Brasil tem sido vocal nas críticas ao protecionismo americano em eventos globais, como o último evento dos Brics em que participou (Crédito:Ricardo Stuckert / PR) (Crédito:AFP)

O presidente do Brasil tem sido vocal nas críticas ao protecionismo americano em eventos globais, como o último evento dos Brics em que participou (Crédito:Ricardo Stuckert / PR) (Crédito:AFP)

Na esteira da redução dos investimentos estrangeiros, outro tema que exigirá ação do governo brasileiro diz respeito à indústria. Isso porque, na retórica da campanha, Trump repetiu dezenas de vezes seu interesse na taxação ao comércio internacional, medida que atingiria a cadeia produtiva do Brasil.

A proposta dele seria elevar as tarifas de importação praticadas pelos EUA, de 10% a 20% para todos os seus parceiros comerciais, de 60% para produtos da China, tratada como inimiga na retórica trumpista, e aplicar sobretaxas de mais de 100% em circunstâncias específicas.

Kamala Haris em seu comitê no dia da eleição; eleitores da democrata (abaixo) temem aumento de preços e fim das políticas afirmativas para minorias (Crédito: Brendan Smialowski) (Crédito:AFP)

Kamala Haris em seu comitê no dia da eleição; eleitores da democrata (abaixo) temem aumento de preços e fim das políticas afirmativas para minorias (Crédito: Brendan Smialowski) (Crédito:AFP)

Hoje, parte importante das exportações brasileiras para os Estados Unidos são bens industriais. Segundo o professor de economia do Ibmec-RJ José Ronaldo de Castro Júnior, apesar de requerer atenção, a posição diplomática do Brasil contará bastante. “Hoje não somos o maior alvo das medidas protecionistas de Trump. O foco são países como China, Japão e Alemanha”, disse. No efeito em cadeia, no entanto, a medida pode respingar no Brasil.

Atualmente os principais itens de exportação do Brasil para os Estados Unidos são implementos rodoviários, autopeças, dispositivos de saúde e aviões.

(Charly Triballeau) (Crédito:AFP)

(Charly Triballeau) (Crédito:AFP)

Janaína Castor, conselheira para América Latina da OCDE, entende que, ao forçar uma mudança na dinâmica global, Trump pode abrir espaço para destravar novos acordos comerciais. “Brasil e México, por exemplo, podem se beneficiar de novos acordos comerciais e de troca de tecnologia. América do Sul e Europa podem derrubar barreiras se houver restrições dos Estados Unidos aos produtos da zona do euro”, completou.

Preços

No efeito dominó, uma política nacionalista de Trump tem potencial de desacelerar a economia mundial, em especial a chinesa, o maior parceiro comercial do Brasil. “Uma redução na corrente do comércio global como um todo pode enfraquecer a demanda por commodities, e derrubar ainda mais os preços”, disse o economista-sênior para América Latina da consultoria Oxford Economics, Tim Hunter.

Segundo ele, ainda assim, o acirramento de uma guerra comercial entre as duas maiores nações do planeta poderia levar à diminuição das compras chinesas de soja dos Estados Unidos (atrás apenas do Brasil em volume de exportação do produto), o que abriria oportunidades para o aumento de vendas brasileiras. “Logicamente, o maior volume das exportações poderia não ser suficiente para compensar uma brusca queda de preços da commodity”, disse. Entre os insumos que podem ter seus preços reduzidos, ele cita carvão, cobre, alumínio, ferro e a própria soja, a depender do andamento das relações.

Logo após a confirmação da vitória de Trump, o comportamento dos preços globais já deu seus primeiros sinais:

• Os metais preciosos, commodities agrícolas e metais pesados apresentaram queda entre 0,8% e 2,3%, em compasso de espera sobre as expectativas com a economia global.

• Os preços de referência do gás na Europa também caíram quase 3% em meio a preocupações com o fornecimento de gás e com a posição de Trump em relação ao conflito no Oriente Médio e à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

• Também nos mercados, mas desta vez no financeiro, houve uma baixa generalizada nas ações de empresas que trabalham com energia limpa.

• O movimento de baixa se deu devido às sinalizações de Trump em eliminar os projetos de energia eólica offshore por meio de uma ordem executiva em seu primeiro dia no cargo.

Dever de casa

Com o jogo mundial parcialmente exposto, o Brasil agora precisa estar pronto para entrar no xadrez como gente grande. E o primeiro passo para obter esse reconhecimento dos outros jogadores é apresentando uma estrutura fiscal sólida e saudável ­— ainda mais quando o dinheiro que queremos atrair irá competir diretamente com os americanos. Para passar essa segurança é preciso provar que há comprometimento com as contas públicas, ainda mais quando Trump indica que aumentará o rombo fiscal americano.

Para Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, o cenário de incerteza dentro do Brasil não contribui para a virada de chave comercial que o Brasil precisa almejar. “Para o Brasil, juros americanos mais elevados, dólar mais forte e maiores riscos geopolíticos não vêm em um bom momento”, disse.

De acordo com ela, o País atravessa hoje uma crise de credibilidade do Arcabouço Fiscal, “cujas consequências já têm sido juros domésticos mais altos e desancoragem das expectativas de inflação”. Segundo ela, isso torna ainda mais urgente a necessidade de endereçarmos o desequilíbrio fiscal. Em fase final de elaboração, o plano de corte de gastos do governo pode ser apresentado a qualquer momento. E voltando para a vida em constante mudança que defendia Heráclito, se podemos afirmar que o “mesmo” Trump entrou pela segunda vez no “mesmo” rio nos EUA, cabe dizer também que Lula está fazendo sua terceira incursão nas águas do Brasil.

 

DOIS MINISTROS DE LULA AVISAM CASO SUAS PASTAS SEJA ATINGIDAS PELO CORTE DE GASTO VÃO PEDIR DEMISSÃO

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

No curto espaço de uma semana, dois ministros do governo Lula da Silva ameaçaram de forma explícita e categórica pedir demissão caso suas pastas sejam atingidas pelo corte de gastos defendido pela equipe econômica. A recalcitrância de Carlos Lupi (Previdência) e Luiz Marinho (Trabalho), dois dinossauros da política oriundos do trabalhismo e do sindicalismo, em nada surpreende. O que perturba é a conduta de mero espectador assumida pelo presidente da República.

Lula da Silva acompanha com incômoda indiferença as declarações intimidatórias a eventuais medidas de seu governo. Por muito menos, ministros já foram desautorizados em comentários considerados insubordinados ou dissonantes, e não há nada de errado nisso. Faz parte do exercício da Presidência manter a equipe coesa e garantir certo grau de disciplina para que a máquina pública funcione dentro do roteiro traçado pelo governo.

Reportagem do Estadão informou que, em recente reunião no Palácio do Planalto, Luiz Marinho discutiu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na frente de Lula, reclamando do pacote de corte de gastos. Em resposta, Haddad afirmou que o governo conduz a discussão desde fevereiro e que o ministro do Trabalho tem ciência disso. Há meses vêm sendo cogitadas mudanças no abono salarial, seguro-desemprego e na multa de 40% do FGTS em demissões sem justa causa.

Dias antes da reunião, ao ser questionado por jornalistas sobre essas propostas, Marinho respondeu que nada disso ocorreria, “a não ser que o governo me demita”. Em outra frente, Carlos Lupi, que também já havia se colocado contra qualquer mudança nos gastos previdenciários, declarou, em entrevista ao jornal O Globo, que não aceitará que o pacote venha a “pegar a Previdência”, desvinculando, por exemplo, benefícios da regra de aumento real do salário mínimo. “Se isso acontecer, não tenho como ficar no governo”, afirmou.

Como se fossem insubstituíveis ases da administração pública, os ministros assumem um comportamento afrontoso diante do pacote fiscal que, ao que tudo indica, terminará por propor um corte franciscano e sem mirar no equilíbrio entre receitas e despesas, como prevê o arcabouço fiscal. Sem o mesmo tom de ameaça dos colegas, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, também fez declarações descartando a possibilidade de desindexação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, outra proposta que chegou a ser debatida.

O governo, que se contenta em alcançar a borda inferior das metas fiscais, também reduziu drasticamente as metas originais do arcabouço antes de a nova legislação completar um ano, o que minou a confiança na consolidação fiscal. Originalmente, o compromisso de Lula da Silva era chegar ao fim do mandato com superávit nas contas públicas de 1% do PIB. Agora, na melhor das hipóteses, a previsão de superávit foi empurrada para 2028 e, assim mesmo, cercada de ceticismo.

Na gestão Lula da Silva, a única ameaça de demissão que poderia fazer alguma diferença seria a de Fernando Haddad, que, com alguma coerência, tenta dotar de um mínimo controle fiscal o dispêndio de recursos públicos do governo. Seria exagero dizer que tem sido bem-sucedido na tarefa, mas ao menos tem conseguido evitar a total quebra de confiança no governo.

Levadas a termo, as ameaças dos ministros da Previdência e do Trabalho não fariam diferença nem mesmo em termos de apoio político. Mas os ultimatos bradados diante de um Planalto apático enfraquecem a equipe econômica e aumentam as dúvidas sobre o verdadeiro papel de Lula no esforço para caminhar na direção do equilíbrio sustentável das contas públicas. Sabe-se, de antemão, que parcimônia nos gastos é conceito inexistente na cartilha lulopetista, repleta de políticas populistas mantidas com dinheiro público.

A ferocidade dos ministros no combate ao corte de gastos parece se basear na certeza de que não precisarão cumprir ameaças de debandar do governo. Afinal, antes delas, Lula já havia interditado debate sobre as políticas que mais poderiam ajudar no ajuste e que atingem justamente suas áreas.

POLÍCIAS E INDÍGENAS ENTRARAM EM CONFLITO DURANTE UMA REINTEGRAÇÃO DE POSSE NO PARA

 

História de CARLOS VILLELA – Folha de S. Paulo

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – Policiais militares e indígenas da etnia turiwara entraram em conflito durante uma reintegração de posse em uma fazenda de dendê em Tailândia, no nordeste do Pará.

O confronto começou quando agentes da Polícia Militar cumpriam, na última terça (5), uma ordem judicial para reintegração de posse, determinada no dia 25 de outubro pelo desembargador Mairton Carneiro.

Durante a tentativa de remoção, os policiais utilizaram bombas de efeito moral, e os indígenas incendiaram pneus. Oito indígenas e uma quilombola foram detidas na terça-feira durante o conflito, e liberadas provisoriamente na quarta (6).

A fazenda Roda de Fogo é ocupada desde agosto pelos turiwara, em uma disputa com a empresa Agropalma, que mantém plantações de dendê para produção de óleo de palma. O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública do estado se manifestaram contra a medida do Tribunal de Justiça.

Os indígenas afirmam que a área da fazenda tem importância para sua cultura e subsistência e acusam a empresa de restringir o acesso a cemitérios sagrados no local. Segundo eles, a introdução das plantações de dendê resultou na expulsão dos povos originários da região, o que motivou a demanda pela demarcação do território.

Em nota, a Agropalma disse que a operação foi feita em cumprimento à decisão judicial do Tribunal de Justiça do estado e que a desocupação foi feita sem registro de feridos.

Já a Defensoria Pública afirma que, durante a audiência de custódia, se verificou desrespeito a garantias legais, como leitura de documentos obrigatórios, e indícios de possíveis violações de direitos humanos, como uso excessivo de força policial.

O Ministério Público Federal diz que o tribunal estadual não tem competência para julgar o caso, por envolver direitos indígenas —tema de competência da Justiça Federal.

O órgão tentou impedir a reintegração de posse, sem sucesso. “Como o MPF havia alertado, o despejo foi extremamente tenso e gerou uma série de riscos a vidas indígenas”, disse a entidade em nota. “Se for identificado ‘dolo ou erro grosseiro’ no caso, os agentes públicos envolvidos podem ser responsabilizados pessoalmente pelos resultados”.

Em nota, a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) informou que monitora de perto a situação e atua na mediação do conflito entre os Turiwara e a Agropalma desde o início do conflito em 2022.

A Funai disse que houve uma audiência judicial em setembro com o intuito de buscar uma conciliação entre a Agropalma e a comunidade Turiwara. “A tentativa de conciliação, mediada pela Defensoria Pública e pelos advogados que representam os indígenas, não obteve sucesso, uma vez que a empresa não aceitou os termos propostos.”

Segundo a entidade, a coordenação regional da Funai de Baixo Tocantins planejava implantar ações como acompanhamento de demandas e estudos para qualificação fundiária na região. No entanto, devido ao agravamento do conflito e à ocupação da área, o foco foi redirecionado exclusivamente para ações de segurança.

No início deste ano, a Funai acionou a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública para investigar o assassinato de um indígena e o ferimento de outro em meio a um conflito. Desde então, o Ministério dos Povos Indígenas solicitou ao Ministério da Justiça o apoio da Força Nacional, com o objetivo de garantir a segurança dos Turiwara durante o processo de ocupação.

Segundo a fundação, esse pedido depende de autorização do governo estadual. Procurada pela reportagem, a gestão do governador Helder Barbalho (MDB) não se manifestou até a publicação.

COP29 COMEÇA NESTA SEGUNDA-FEIRA

História de admin3 – IstoÉ

ROMA, 11 NOV (ANSA) – Começou nesta segunda-feira (11), em Baku, capital do Azerbaijão, país cuja economia é calcada na exploração de combustíveis fósseis, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP29.   

A um ano de desembarcar em Belém, na Amazônia brasileira, a cúpula tem como principal objetivo definir o mecanismo que substituirá o fundo de US$ 100 bilhões por ano para países em desenvolvimento, que nunca deslanchou.   

“O financiamento das ajudas climáticas por parte dos países ricos não é caridade”, alertou o chefe da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Simon Stiell, em seu discurso na abertura da COP29.   

“Um novo ambicioso objetivo de finanças para o clima é do interesse de cada país, incluindo os maiores e mais ricos”, acrescentou.   

As nações emergentes cobram dinheiro dos países ricos para se adaptar à crise climática ao mesmo tempo em que desenvolvem suas economias, com o argumento de que o Norte Global alcançou seu status atual ao custo da poluição que causou o aquecimento global.   

No entanto, analistas acreditam que a COP29 pode ser pouco relevante, tendo em vista que na COP30, em Belém os países apresentarão suas novas metas de descarbonização, além da incerteza sobre políticas climáticas representada pelo retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.   

Enquanto isso, as emissões de gases do efeito estufa seguem batendo recorde, e 2024 caminha a passos largos para se tornar o ano mais quente já registrado pela humanidade. “Aqueles que tentam desesperadamente retardar e negar o inevitável fim da era dos combustíveis fósseis perderão. A economia está contra eles”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres. (ANSA).  

 

DIA NACIONAL DO SUPERMERCADO E CURIOSIDADES

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta segunda-feira(11), é celebrado o Dia Nacional do Supermercado, uma data relevante para o setor varejista. Este é o momento perfeito para criar oportunidades de vendas no supermercado e prosperar ainda mais seus negócios.

Este é o momento perfeito para criar oportunidades de vendas no supermercado e prosperar ainda mais seus negócios. Neste artigo, vamos mostrar estratégias e dicas essenciais para você que é do ramo de supermercados, seja proprietário, gerente ou da área varejista no geral.

Os supermercados são estabelecimentos importantes para a economia moderna, sendo mais do que apenas um local para compras.
Eles são centros vitais que sustentam o crescimento econômico, geram empregos e fortalecem a comunidade local.

A ideia de um supermercado como conhecemos hoje surgiu no início do século XX.
O conceito era simples: oferecer uma grande variedade de produtos em um único local, permitindo que os consumidores fizessem todas as suas compras de uma só vez.
Com o tempo, os supermercados evoluíram, adaptando-se às mudanças nas preferências dos consumidores e nas tecnologias disponíveis.

Os supermercados são fundamentais para a economia. Eles geram empregos, impulsionam a produção agrícola e industrial, e servem como pontos de distribuição eficientes.
Também contribuem para o desenvolvimento das comunidades locais, oferecendo produtos e serviços essenciais a preços acessíveis.

A presença de supermercados bem administrados, com instalações adequadas, como as fornecidas pela Impe, é vital para sustentar esse ecossistema econômico dinâmico.
A Impe, ao fornecer instalações comerciais de alta qualidade, contribui significativamente para o sucesso e a eficiência desses estabelecimentos, fortalecendo assim todo o setor varejista.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Saiba os perigos e consequências da picada do escorpião:

Esses animais peçonhentos (que produzem veneno e injetam pelo ferrão), como todo ser vivo, ajudam no equilíbrio ecológico. Além de se alimentar de pequenos insetos – barata é a comida favorita – e outros invertebrados, eles servem também de alimento e fazem parte da cadeia alimentar.

Há ainda sensação de formigamento, vermelhidão e suor no local. Após alguns minutos ou horas, principalmente em crianças, que são mais vulneráveis ao veneno, podem aparecer sintomas como tremores, náuseas, vômitos, agitação incomum, produção excessiva de saliva e hipertensão.

Os escorpiões são animais peçonhentos cuja picada pode causar sérios problemas à saúde. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2021, foram registrados mais de 154 mil acidentes por picada de escorpião no Brasil. A pasta alerta que não há evidências científicas de que tratamentos caseiros funcionem e diz que, em caso de picada, o paciente deve procurar atendimento médico imediato.
Algumas espécies de escorpião já estão fortemente adaptadas ao ambiente urbano.

Em caso recente registrado em Brasília, o menino Thomas Caitano, de 2 anos, foi picado pelo animal enquanto dormia, em um apartamento em Águas Claras. A criança permanece internada em estado grave, sem previsão de alta, e a família pede doação de sangue do tipo A+.

O ministério reforça que, no verão, a atenção deve ser redobrada por causa do clima úmido e quente.
Espécies
No Brasil, existem quatro principais espécies de escorpião: escorpião-amarelo, encontrado em todas as regiões e o que mais preocupa, por ser o mais venenoso; escorpião-marrom, encontrado na Bahia e em alguns locais do Centro-Oeste, Sudeste e Sul; escorpião-amarelo-do-nordeste, mais comum no Nordeste, com registros em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina; e escorpião-preto-da-amazônia, principal causador de acidentes e mortes na Região Norte e em Mato Grosso.

Sinais e sintomas
De acordo com o ministério, quando a pessoa é picada por escorpião, a dor é imediata em praticamente todos os casos. Há ainda sensação de formigamento, vermelhidão e suor no local. Após alguns minutos ou horas, principalmente em crianças, que são mais vulneráveis ao veneno, podem aparecer sintomas como tremores, náuseas, vômitos, agitação incomum, produção excessiva de saliva e hipertensão.

A pasta destacou que todos os escorpiões são venenosos e diz que os riscos aumentam de acordo com a quantidade de veneno injetado e em quão nocivo o veneno de cada espécie é para o corpo humano. Os casos leves, que não necessitam da aplicação do antiveneno, representam cerca de 87% do total de acidentes.

O soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).
Prevenção
Os escorpiões que habitam no meio urbano alimentam-se principalmente de baratas e são comuns em locais onde há acúmulo de lixo. São animais que não atacam, mas se defendem quando ameaçados. Segundo o ministério, para evitar encontros indesejados, é importante manter sacos de lixo bem fechados, jardins e quintais limpos e evitar acúmulo de entulho, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das residências.

Em casas e apartamentos, é importante usar soleiras nas portas e janelas; telas em ralos do chão, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão e manter o gramado aparado.

Outra recomendação é não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro para realizar atividades que representem certo risco, como manusear entulho e material de construção.
Nas áreas rurais, além de todas essas medidas, é essencial preservar os chamados inimigos naturais dos escorpiões: lagartos, sapos e aves de hábitos noturnos, como corujas.

Clima e temperatura do deserto do Saara: Veja!

Ele apresenta elevada amplitude térmica, uma vez que ocorre diversas variações de temperaturas. Assim, durante o dia as temperaturas podem atingir os 50 °C enquanto à noite podem chegar a -10 °C

A temperatura do deserto do Saara não atinge 136 graus, mas pode chegar a 58 graus Celsius:

  • A maior temperatura já registrada no deserto do Saara foi de 58 °C na cidade de Azizia, na Líbia.
  • As noites no deserto do Saara são bastante frias, com temperaturas negativas.
  • A menor temperatura já registrada no Saara foi de -15 °C, na região das montanhas de Tibesti, no Chade.

O deserto do Saara é considerado uma das regiões mais quentes e áridas do planeta Terra. As chuvas são quase nulas e, quando acontecem, são torrenciais.

Apresenta áreas bastante pedregosas e outras porções nas quais predominam dunas arenosas. O clima dessa região é hiperárido, com baixíssimos níveis de umidade relativa do ar. As temperaturas são elevadas, podendo atingir mais de 50 °C durante o dia, entretanto, as noites são bastante frias, com temperaturas negativas.

As chuvas são quase nulas. Raramente quando acontecem, são torrenciais em virtude de longos períodos secos. A paisagem vegetal está ausente na maior parte desse domínio, presente apenas em áreas de oásis. Curiosamente, uma das faixas de terra mais férteis do planeta fica nessa área, ao longo das margens do rio Nilo.

Esse deserto é habitado por aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, concentradas, principalmente, nos oásis, locais originados pelo afloramento de águas subterrâneas, proporcionando o surgimento de vegetação. Entretanto, as condições de moradia são precárias em decorrência das características físicas, como por exemplo, as elevadas temperaturas.

Localizado no continente africano, o deserto do Saara ocupa uma área de aproximadamente 9 milhões de quilômetros quadrados, correspondendo a 35% do território. Sua extensão é maior que a de alguns países, como, o Brasil, Índia e a Austrália. Ele também é considerado o maior deserto quente do planeta.

Presente em dez países (Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, Tunísia e Sudão), além de se estender por outros três (Etiópia, Djibuti e Somália), onde recebe denominações locais. Esse deserto é o elemento natural responsável pela subdivisão da África: África Mediterrânea (ao sul) e África Subsaariana (ao norte).

Você sabe por que roncamos ?

Roncamos quando dormimos porque os músculos do pescoço e da garganta relaxam, estreitando a passagem de ar e fazendo com que os tecidos da garganta vibrem:

O ronco pode ser causado por diversos fatores, como:

  • Dormir de barriga para cima
  • Consumir bebidas alcoólicas
  • Tomar medicamentos, como relaxantes musculares, anti-histamínicos sedativos ou ansiolíticos
  • Alterações anatômicas, como amígdalas grandes e céu da boca estreito
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Gravidez
  • Histórico de doenças alérgicas

O ronco discreto, suave e não frequente é considerado normal, principalmente quando está relacionado a uma crise alérgica ou à posição de dormir. No entanto, o ronco regular (todos os dias) pode indicar a presença de algum problema de saúde.

Porém, ele pode mascarar vários problemas de saúde, até mesmo, sérios. Por isso, é importante entender o que isso significa no nosso corpo. Na prática, o ronco só acontece enquanto dormimos, porque os músculos do pescoço ficam relaxados e diminuem o espaço de passagem do ar. Por isso, o ruído é provocado.

O ronco é um som produzido pela vibração dos tecidos da faringe provocada pelo estreitamento da musculatura das vias respiratórias.
As causas são diversas: há pessoas que roncam quando dormem de barriga para cima, após ingerir bebida alcoólica ou usar medicamentos, por exemplo.

Há também quem ronque porque tem alterações anatômicas, como amígdalas grandes e céu da boca estreito, ou por causa de fatores como obesidade, tabagismo, gravidez e histórico de doenças alérgicas.

 

O BRASIL É O PAÍS DAS BETS

História de VICTOR SENA – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Como o Brasil virou o país das bets (e por que isso é preocupante), investidores que ganharam com a queda da Americanas e outros destaques do mercado nesta segunda-feira (11).

**O PAÍS DAS BETS**

O crescimento das apostas esportivas online fez do Brasil o país das bets. Pelo menos 15% do total de visitas a sites do tipo são feitas aqui.

Nenhum outro país tem percentual maior, segundo a provedora de análises SimilarWeb.

ENTENDA

Liberadas há seis anos, as bets tiveram crescimento exponencial desde então. Pelo menos 15% dos brasileiros dizem fazer ou já ter feito apostas online, segundo o Datafolha.

– R$ 263 é o gasto médio mensal de quem joga, de acordo com a pesquisa;

– 24 milhões de apostadores —mais de 10% da população— foram registrados pelo Banco Central em agosto;

– R$ 20 bilhões foi a soma do que eles gastaram em um único mês, de acordo com o BC.

O Brasil é o sétimo país com maior valor destinado para apostas online. EUA, Japão e Reino Unido lideram o ranking.

PEDALA

As bets estão liberadas por lei desde 2018. A legislação da época previa a regulamentação da atividade em até dois anos, o que não foi feito. Apenas em 2023, o governo enviou uma medida provisória criando regras e obrigações para as empresas.

– 12% é a taxa para os sites sobre o rendimento bruto das apostas;

– 15% é a alíquota cobrada nos prêmios ganhos;

– R$ 30 milhões é o valor pago pelas empresas ao governo para operar no país.

A previsão do Ministério da Fazenda era arrecadar cerca de R$ 12 bilhões por ano com impostos.

DONA DA BOLA

As empresas apostaram no mercado promissor para elas no país e investiram em publicidade na internet, televisão e em patrocínios. Pelo menos 80% das equipes das séries A e B do Brasileiro têm bets estampadas na camisa, o que soma R$ 1 bilhão.

AZAR

O “boom” gerou uma série de contestações sobre os efeitos nocivos dos jogos de azar na saúde mental e nas finanças das pessoas e, por consequência, do país. Pesquisas mostraram que…

…Apostas freiam compra de arroz e feijão na população de baixa renda.

…Pessoas deixam de comer pizza e adiam compra de cama para jogar.

…Brasileiros perderam R$ 23,9 bi com apostas em 12 meses

**O PAÍS DA ESTABILIDADE**

Com menos funcionários públicos em relação à sua população e às pessoas ocupadas que muitos países, o Brasil é um dos que mais gastam com servidores como proporção do PIB e que dá mais plena estabilidade à categoria.

Cerca 65% dos 12,1 milhões de funcionários públicos no país são concursados e estão sob regime estável.

LÁ FORA

Alemanha, Reino Unido e Suécia têm menos servidores com estabilidade. Nesses países, grande parte do funcionalismo é regida por normas mais parecidas às do setor privado, mas com algumas vantagens e segurança no cargo.

Lá a plena estabilidade é garantida apenas a carreiras específicas, como do Judiciário.

NO BRASIL

Aqui estão protegidos desde juízes e policiais federais (carreiras consideradas típicas do Estado) a professores, enfermeiros e pessoal administrativo, posições amplamente encontradas no setor privado.

No governo federal, três quartos dos servidores (a maioria com estabilidade) atuam nas áreas social (como professores e médicos) e administrativa (secretárias, por exemplo).

Nas áreas jurídica, policial e de regulação, auditoria e controle, sem equivalentes no setor privado e típicas do setor público (com “poder de Estado”), são 11,2%.

O Brasil também apresenta uma série de distorções e privilégios salariais no serviço público. Os maiores rendimentos estão concentrados nos Poderes Judiciário e Legislativo federais.

Os menores salários estão na ponta do serviço público, que atende diretamente a população no dia a dia.

Nos municípios, a grande maioria dos servidores recebe menos de R$ 5.000 ao mês; nos estados, R$ 7.500. Na máquina dos servidores públicos do Executivo federal, os salários variam de R$ 5.000 a mais de R$ 15 mil.

**QUEM LUCROU COM AMERICANAS**

Uma reportagem da Folha revelou que não foram apenas ex-executivos da Americanas acusados por usos de informação privilegiadas que lucraram com a queda nas ações da empresa após escândalo contábil, descoberto em janeiro de 2023.

O inquérito da investigação mostra casos de uma confeiteira, um designer e um agrônomo que lucraram ao apostarem que os papéis cairiam.

LUCROS…

Uma das investidoras citadas, por exemplo, ganhou R$ 649,4 mil com uma operação conhecida como venda a descoberto, considerada uma das mais arriscadas no mercado financeiro.

Venda a descoberto consiste em apostar na queda das ações. O investidor faz uma operação que lhe permite vender um ativo que não tem em sua carteira. Se o preço cai, ele lucra. Se o preço sobe, ele perde.

Ex-funcionária de uma confeitaria no Espírito Santo, ela tem hoje 23 anos. Em setembro de 2023, processou o antigo empregador, fechando acordo para receber cerca de R$ 10 mil.

Procurada pela reportagem, disse ter aprendido a operar com um amigo que a orientou a colocar um pequeno valor na conta e começar a negociar.

“Fazia isso constantemente e, às vezes, dava certo, tanto que depois perdi tudo fazendo a mesma operação na Light Energia”, disse por mensagem de WhatsApp. “Só fui uma curiosa e perdi tudo”, disse.

Lembra? A crise na Americanas foi deflagrada em 11 de janeiro de 2023, quando o CEO Sergio Rial renunciou ao cargo e revelou “inconsistências contábeis”. Isso levou ao pedido de recuperação judicial com uma dívida de mais de R$ 42,5 bilhões.

↳ A companhia tem negociado com credores um plano de reestruturação para para evitar a falência.

INVESTIGAÇÕES

A Polícia Federal apura se houve manipulação deliberada nas demonstrações financeiras da empresa. Já a Comissão de Valores Imobiliários acusou oito ex-executivos de insider trading, o uso indevido de informação privilegiada no mercado de capitais.

O ex-CEO Miguel Gutierrez e os ex-diretores Anna Saicali, Marcio Cruz e José Timotheo de Barros estão entre os acusados.

**O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER**

MERCADO

‘Trump trade’ favorece investimento em renda fixa nos EUA, dizem analistas; veja como aplicar dinheiro. Medidas como tarifação de importados devem gerar inflação e tendem a elevar juros.

PARTIDO REPUBLICANO

Dez impactos esperados na economia após a eleição de Trump nos EUA, da inflação ao emprego. Presidente americano eleito promete taxar importados e outras políticas protecionistas.

 

CLIMA ORGANIZACIONAL E BENEFÍCIOS SÃO OS VERDADEIROS MOTORES DO ENGAJAMENTO NO TRABALHO NO BRASIL

 

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Clima organizacional e benefícios são os verdadeiros motores do engajamento no trabalho no Brasil

Foto: Pexels

Clima organizacional e benefícios são os principais fatores que realmente impulsionam o engajamento no ambiente de trabalho no Brasil, segundo o Estudo Better Work 2024, realizado pela Betterfly

Destaques do estudo:

• Clima e benefícios são os maiores fatores de engajamento para o trabalho no Brasil, com 24% e 23% respectivamente no ranking de importância.
• O salário é um fator salutar, que contribui para o bem-estar, mas não é motivacional para que as pessoas sejam mais engajadas com determinada empresa.
• Brasileiros têm índice de engajamento (53) com as empresas superior à média da América Latina (50).

O estudo considera que o engajamento é o círculo virtuoso onde colaboradores motivados não apenas desempenham melhor, mas também se tornam embaixadores da empresa. Veja no infográfico como o indicador foi calculado.

Já o clima organizacional, determinante para o engajamento do brasileiro, está relacionado ao relacionamento com a liderança, ambiente de trabalho e apoio para o desenvolvimento.

Dentre os benefícios, os que mais impactam o engajamento no Brasil são os relacionados à proteção do colaborador, como seguros de saúde, vida e pets.

Roberta Ferreira, diretora Global de Brand Experience da Betterfly, apontou em entrevista para a Exame que “em um país com altos índices de ansiedade e depressão, um bom ambiente de trabalho é essencial para mitigar problemas com engajamento”.

Outro estudo que corrobora esses resultados no Brasil, o Talent Trends Brasil 2024 da Michael Page, diz que 76% dos brasileiros valorizam o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, e 56% afirmaram que recusariam uma promoção para preservar seu bem-estar.

ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON

1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?

Estratégias para o crescimento da nossa empresa

  1. Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
  2. Equilíbrio financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
  3. Desenvolvimento de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
  4. Investimento em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
  5. Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.

O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.

Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas é um equívoco geralmente fatal.

Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim, desenvolver a bossa empresa.

4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa? Descreva suas marcas.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?

A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo, desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que representem mudanças catastróficas.

“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle, professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.

6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?

A escalabilidade é um conceito administrativo usado para identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento, sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou seja: a arte de fazer mais, com menos!

Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem acertadas.

Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e eliminando a ociosidade.

Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.

Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:

  • objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
  • etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
  • decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
  • gerenciamento de recursos focado em otimização.

domingo, 10 de novembro de 2024

RETORNO DAS ANTIGAS QUEIXAS COMERCIAIS DE TRUMP PARA AS EMPRESAS

 

História de River Akira Davis, Daisuke Wakabayashi, Alex Travelli e Meaghan Tobin – Jornal Estadão

Quando Donald Trump mencionou repetidamente a Komatsu, fabricante japonesa de equipamentos de construção, durante sua campanha presidencial de 2016, os funcionários da empresa ficaram surpresos.

Ele mencionou a fabricante de tratores, empilhadeiras e escavadeiras sediada em Tóquio em entrevistas e durante os debates presidenciais – às vezes para fazer uma observação sobre o declínio da fabricação nos EUA e, às vezes, sem motivo aparente. Em uma entrevista, Trump criticou o Affordable Care Act (lei de atendimento médico financeiramente acessível, também conhecido como Obamacare) por ser tão caro que exigia que as pessoas “fossem atropeladas por um trator Komatsu” para pagar a franquia.

Na época, o presidente da Komatsu não se importou com os comentários, dizendo que a empresa era grata a Trump por ajudar a elevar seu perfil global. Depois de sua improvável vitória sobre Hillary Clinton, no entanto, a Komatsu tomou medidas para se aproximar da Casa Branca de Trump.

Em 2017, a Komatsu gastou cerca de US$ 2,8 bilhões (R$ 16 bilhões) para adquirir uma empresa americana que fabricava equipamentos de mineração. Desde então, a empresa aumentou os investimentos na América do Norte, adicionando milhares de trabalhadores à sua folha de pagamento e aumentando a produção doméstica.

Um ponto de venda da Harley-Davidson em Mumbai, na Índia, perto do final do primeiro mandato de Trump, quando as tarifas tornaram as motocicletas da empresa mais caras naquele país Foto: Rebecca Conway/NYT

Um ponto de venda da Harley-Davidson em Mumbai, na Índia, perto do final do primeiro mandato de Trump, quando as tarifas tornaram as motocicletas da empresa mais caras naquele país Foto: Rebecca Conway/NYT

Quando Trump estava fazendo campanha novamente este ano, a Komatsu voltou à sua mira. Sua crítica era a mesma: ele disse que a empresa tinha uma vantagem injusta devido ao iene japonês fraco.

“Veja a Komatsu e essas empresas de tratores”, disse ele em uma entrevista em junho à Bloomberg Businessweek. “Ninguém quer comprar nosso produto porque ele é muito caro.”

Espera-se que o retorno à presidência de Trump tenha implicações importantes para as empresas que fazem comércio significativo com os Estados Unidos. Mas para aquelas que já foram alvo das repreensões e dos holofotes públicos de Trump, a eleição desta semana veio com um choque extra de déjà vu – um lembrete do caos de ter de reagir às farpas lançadas do púlpito de Trump.

“É realmente arriscado porque a ira dele pode ser aleatória”, disse Alicia García-Herrero, economista-chefe para a região Ásia-Pacífico do banco de investimentos Natixis. “As empresas sabem que podem ser pegas no fogo cruzado.”

Na Ásia, que responde pela maior parte do déficit comercial dos Estados Unidos, executivos e formuladores de políticas estão se esforçando para entender o que a promessa do presidente eleito de aumentar as tarifas significará para a região. Na campanha eleitoral, Trump defendeu a aplicação de tarifas gerais de até 20% sobre todas as importações, enquanto os produtos importados da China estariam sujeitos a tarifas de 60% ou mais.

Em uma nota de pesquisa, o grupo bancário australiano ANZ disse que esperava que Trump 2.0 introduzisse gradualmente as novas tarifas da China ao longo do tempo, mas que 60% era improvável. A nota também apresentou possíveis respostas de Pequim, como a redução das importações de produtos agrícolas dos EUA e a restrição das exportações de materiais essenciais, como metais de terras raras (ingredientes cruciais das tecnologias mais avançadas de hoje).

O Ministério das Relações Exteriores da China se recusou a comentar na quarta-feira sobre as tarifas “hipotéticas”.

Trump também denunciou as principais iniciativas econômicas do governo Biden que incentivaram as empresas asiáticas de tecnologia a investir nos Estados Unidos.

As empresas sul-coreanas, como as fabricantes de baterias LG Energy Solution e SK On, investiram dinheiro na construção de instalações e na inclusão de fornecedores nos Estados Unidos desde que a Lei de Redução da Inflação foi promulgada em 2022. A lei oferece créditos e incentivos fiscais para empresas que investem em setores verdes nos Estados Unidos. Trump disse que planeja revogar a lei e rescindir os fundos não utilizados.

Da mesma forma, a Samsung Electronics, fabricante sul-coreana de chips, contou com US$ 6,4 bilhões em subsídios para construir fábricas de semicondutores nos EUA como parte da Chips and Science Act para reduzir a dependência dos EUA de chips produzidos na Ásia. Sua rival SK Hynix recebeu US$ 450 milhões (R$ 2,5 bilhões) em financiamento.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, a maior fabricante de chips do mundo, recebeu US$ 6,6 bilhões (R$ 37 bilhões) para construir uma fábrica no Arizona.

Trump disse que os subsídios para as empresas taiwanesas, como o financiamento da TSMC para a fábrica do Arizona, eram uma má ideia, porque Taiwan já havia crescido e dominado o setor de chips às custas dos rivais dos EUA.

Demolição abrindo caminho para a nova sede da Komatsu em Tóquio. Trump disse que o iene fraco deu à Komatsu uma vantagem injusta sobre os concorrentes dos EUA Foto: Chang W. Lee/NYT

Demolição abrindo caminho para a nova sede da Komatsu em Tóquio. Trump disse que o iene fraco deu à Komatsu uma vantagem injusta sobre os concorrentes dos EUA Foto: Chang W. Lee/NYT

“Eles ficaram com quase 100% do nosso setor de chips”, disse Trump à Bloomberg Businessweek. “Nunca deveríamos ter deixado isso acontecer. Agora estamos dando a eles bilhões de dólares para construir novos chips em nosso país.”

Trump ainda não comentou publicamente os recentes relatos de que alguns chips da TSMC acabaram em dispositivos fabricados pela Huawei, uma gigante chinesa das telecomunicações colocada em uma lista negra de comércio durante o primeiro governo Trump. A TSMC, que fabrica a maioria dos chips avançados do mundo, disse que não forneceu à Huawei desde que as restrições entraram em vigor.

A TSMC disse que seu plano de investimento nos Estados Unidos permanece inalterado. Outra empresa taiwanesa, a GlobalWafers Corp., fabricante de silício usado na produção de chips, disse que esperava que os subsídios oferecidos pela Lei Chips continuassem e “funcionassem sem problemas no governo Trump”.

Quando se tratou de suas negociações com a Índia em seu primeiro mandato, Trump se concentrou na Harley-Davidson, a fabricante de motocicletas pesadas sediada em Milwaukee, como um símbolo do que ele considerava ser o uso indevido de tarifas pelo país. Trump chamou a Índia, saudada por republicanos e democratas como um parceiro estratégico crucial na competição dos Estados Unidos com a China, de “grande abusador” de tarifas.

Mas a Harley-Davidson, um símbolo estrondoso da estrada americana, tornou-se uma fixação para Trump. Somente em 2018, ele mencionou a situação da Harley-Davidson na Índia pelo menos três vezes. O preço de etiqueta das motos totalmente montadas nos Estados Unidos que a empresa vendeu na Índia foi aumentado pelas tarifas de até 100%.

“É injusto”, disse Trump a um grupo de governadores americanos na Casa Branca naquele ano. “A Índia está nos vendendo muitas motocicletas.”

Trump argumentou contra os subsídios dos EUA para empresas de chips de Taiwan, como o financiamento da fábrica da TSMC no Arizona Foto: Cassidy Araiza/NYT

Trump argumentou contra os subsídios dos EUA para empresas de chips de Taiwan, como o financiamento da fábrica da TSMC no Arizona Foto: Cassidy Araiza/NYT

No geral, o país exporta mais para os Estados Unidos do que importa, deixando os americanos com um déficit comercial de US$ 28 bilhões (R$ 160 bilhões). Todos os veículos automotores e peças representaram apenas 4% do que a Índia vendeu para os Estados Unidos, sendo a maior parte em produtos petrolíferos, pedras preciosas e ouro.

Trump se gabou de ter convencido o primeiro-ministro Narendra Modi da Índia a reduzir a tarifa para 50%, mas ainda não estava satisfeito. “O primeiro-ministro, que considero um homem fantástico, me ligou outro dia e disse: ‘Estamos reduzindo a tarifa para 50%’”, disse Trump. “Como se estivessem nos fazendo um favor. Isso não é um favor.”

Mas as tarifas mais baixas tiveram pouco efeito sobre a Harley-Davidson. A empresa já estava evitando os impostos montando motos de peso médio em uma fábrica perto de Nova Délhi, e sabia que suas motocicletas de tamanho normal eram um luxo e não eram adequadas para as ruas indianas. Ela fechou sua fábrica em 2020.

Pouco tempo depois, a Harley-Davidson anunciou uma parceria com a Hero MotoCorp, uma fabricante local. A Hero produz uma motocicleta da marca Harley que é mais leve e muito mais barata do que qualquer outra motocicleta da Harley vendida nos Estados Unidos.

De volta a Tóquio, a Komatsu está pensando em como reagir a um segundo mandato de Trump. Como aconteceu com muitos fabricantes japoneses, o iene fraco – negociado perto de mínimos de três décadas – ajudou os resultados da Komatsu quando ela vende produtos no exterior e traz esses ganhos estrangeiros de volta ao Japão. A empresa registrou dois anos consecutivos de lucros recordes.

Trump disse acreditar que o iene fraco e o sucesso da Komatsu estavam prejudicando rivais como a Caterpillar, líder do setor de equipamentos de construção nos EUA. Mas a receita anual da Komatsu é aproximadamente um terço da receita da Caterpillar, e o valor de mercado da gigante da construção dos EUA é oito vezes maior.Trump derrotou Kamala Harris e terá novo mandato a partir de 2025 Foto: Matt Rourke/AP

Trump derrotou Kamala Harris e terá novo mandato a partir de 2025 Foto: Matt Rourke/AP

Por sua vez, a Komatsu vê os Estados Unidos como centro de exportação e envia mais para fora do país do que importa. Metade de suas vendas nos EUA é de produtos fabricados nos Estados Unidos.

Hiroyuki Ogawa, presidente da empresa, disse em um briefing na semana passada que a Komatsu tentaria importar peças para seus equipamentos vendidos nos Estados Unidos de países como Indonésia, Índia e Tailândia se Trump impusesse tarifas substanciais sobre a China.

Ele espera que os investimentos significativos da empresa nos EUA e a presença reforçada da manufatura nos Estados Unidos não passem despercebidos por Trump.

“Nesse sentido”, disse Ogawa, ‘esperamos que a Komatsu seja reconhecida’.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

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