WASHINGTON (Reuters) – O sonho de Elon Musk de levar pessoas a Marte
se tornará uma prioridade nacional maior sob o governo do presidente
eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disseram fontes, sinalizando
grandes mudanças para o programa lunar da Nasa e um impulso para a
SpaceX, de Musk.
O programa Artemis — que tem como objetivo usar o foguete Starship
para testar missões à Lua antes de Marte — deverá se concentrar mais no
planeta vermelho sob o comando de Trump e visar missões sem tripulação
nesta década, de acordo com quatro pessoas familiarizadas com a
crescente agenda de política espacial do republicano.
Visar Marte com espaçonaves construídas para astronautas não é apenas
mais ambicioso do que focar na Lua, mas também é repleto de riscos e
potencialmente mais caro.
Musk, que dançou no palco em um comício de Trump usando uma camiseta
com a frase “Ocupar Marte” em outubro, gastou 119 milhões de dólares na
candidatura de Trump à Casa Branca e elevou com sucesso a política
espacial em um momento incomum da transição presidencial.
Em setembro, semanas depois que Musk apoiou Trump, o republicano
disse aos repórteres que a Lua é uma “plataforma de lançamento” para seu
objetivo final de chegar a Marte.
“No mínimo, vamos ter um plano mais realista para Marte, você verá
Marte sendo definido como um objetivo”, disse Doug Loverro, consultor do
setor espacial que já liderou a unidade de exploração humana da Nasa
durante o governo de Trump, que foi presidente dos EUA de 2017 a 2021.
A SpaceX, Musk e a campanha de Trump não responderam imediatamente
aos pedidos de comentários. Uma porta-voz da Nasa disse que “não seria
apropriado especular sobre quaisquer mudanças com o novo governo”.
Os planos ainda podem mudar, acrescentaram as fontes, à medida que a
equipe de transição de Trump toma forma nas próximas semanas.
Trump lançou o programa Artemis em 2019 durante seu primeiro mandato e
foi uma das poucas iniciativas mantidas sob o governo do presidente Joe
Biden. Os assessores espaciais do republicano querem renovar um
programa que, segundo eles, definhou em sua ausência, disseram as
fontes.
Musk, que também é proprietário da Tesla e da startup Neuralink, tem
feito da redução da regulamentação governamental e da redução da
burocracia outra base fundamental de seu apoio a Trump.
Para o espaço, disseram as fontes, os desejos de desregulamentação de
Musk provavelmente desencadearão mudanças na Administração Federal de
Aviação (FAA, na sigla em inglês), cuja supervisão de lançamentos de
foguetes privados frustrou Musk por retardar o desenvolvimento da
Starship.
A FAA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
De acordo com as fontes, a Nasa sob o comando de Trump provavelmente
favorecerá contratos espaciais de preço fixo que transfiram maior
responsabilidade para as empresas privadas e reduzam os programas de
orçamento excessivo que sobrecarregaram a Artemis.
Musk, cujas previsões às vezes se mostraram excessivamente
ambiciosas, disse em setembro que a SpaceX pousará a Starship em Marte
em 2026 e que uma missão tripulada virá em seguida, dentro de quatro
anos. Trump disse em comícios que discutiu essas ideias com Musk.
História de Kelly Kasulis Cho e Kelsey Ables – Jornal Estadão
Para algumas mulheres nos Estados Unidos,
a eleição de terça-feira, 5, foi um referendo sobre os direitos das
mulheres, com a liberdade reprodutiva. Assim, com a vitória de Donald Trump –
que foi considerado responsável por abuso sexual e que alardeou seu
papel na derrubada do caso Roe v. Wade – na presidência, algumas
mulheres dizem que estão se voltando para um movimento feminista coreano
radical que rejeita os homens para reconquistar um senso de autonomia.
O movimento 4B, uma vertente alternativa do feminismo coreano, chamou a atenção de jovens americanas no Instagram e no TikTok nos
últimos dias, com usuárias enaltecendo os benefícios de seus quatro
“nãos” – não fazer sexo, não namorar, não casar com homens e não ter
filhos. No Google, as pesquisas relacionadas ao 4B aumentaram nas horas seguintes aos resultados das eleições nos EUA.
Veja mais sobre o movimento e como ele está despertando interesse nos Estados Unidos.
Apoiadores da vice-presidente Kamala Harris se abraçam na
quarta-feira enquanto ela faz um discurso de concessão na Universidade
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O que é o movimento 4B e como ele começou?
O 4B é um movimento feminista amorfo e online da Coreia do Sulque
se enraizou nas redes sociais em meados e no final da década de 2010,
em um momento em que o país passava por uma conscientização sobre a
violência contra as mulheres e outras questões de igualdade de gênero.
É chamado de movimento 4B porque “B” é uma forma de abreviação para a
palavra “não” em coreano. “Bi-hone”, por exemplo, é a abreviação de
‘sem casamento’ ou ‘voluntariamente solteira’.
Em 2016, o assassinato de uma mulher de 23 anos em um banheiro público da movimentada estação de Gangnam, em Seul,
chamou a atenção para as questões femininas em todo o país, dando vida a
um movimento ativista de anos centrado nos direitos das mulheres em uma
sociedade amplamente dominada pelos homens. O agressor, um homem de 34
anos, teria dito que cometeu o assassinato porque as mulheres “sempre o
ignoraram”.
Em 2018, o movimento #MeToo nos Estados Unidos
chegou à Coreia do Sul, gerando protestos e acusações de má conduta
sexual contra homens de destaque na sociedade. Na mesma época, outro
movimento digital chamado “Escape the Corset” (Fuja do
Espartilho) inspirou muitas mulheres jovens a cortar o cabelo curto,
vestir-se de forma andrógina e destruir suas paletas de maquiagem nas
redes sociais como uma rejeição à cultura consumista e ao olhar
masculino.
Alguns podem considerar o 4B um desdobramento do #MeToo ou de outros movimentos feministas daquele período, de acordo com Sunyoung Park, professora associada de línguas e culturas do Leste Asiático e estudos de gênero e sexualidade na Universidade do Sul da Califórnia, em Dornsife.
“Ela vem da experiência da vida cotidiana de mulheres jovens”, disse
ela. “Foi além da hashtag e da rede social e está nas manchetes dos
jornais porque homens conservadores, intelectuais do sexo masculino,
estão reagindo a ela”, acrescentou.
Kim disse que as mulheres jovens – “a geração do Instagram”
– tendem a ser o principal grupo demográfico por trás do 4B e do Escape
the Corset, que ela descreveu como uma onda digitalmente nativa de
“resistência individualizada” em vez de um movimento altamente
organizado.
“Não é como se alguém saísse e organizasse um grupo e dissesse: ‘Ok, agora estamos promovendo o 4B’”, diz ela.
Tanto o movimento 4B quanto o feminismo de forma mais ampla são
tópicos altamente polarizadores na Coreia do Sul, uma nação com a maior
diferença salarial entre gêneros na Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico e a menor taxa de natalidade do mundo. Na
campanha eleitoral, o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol –
que foi descrito na mídia local como um Trump sul-coreano e que venceu
em parte devido a um voto decisivo de jovens eleitores do sexo masculino
-, alimentou as divisões de gênero ao prometer abolir o Ministério da
Igualdade de Gênero e Família, uma medida condenada por grupos de
mulheres.
“O movimento 4B surgiu na Coreia do Sul antes disso, mas agora foi
intensificado porque Yoon Suk Yeol fez das mulheres bode expiatório”,
diz Park. “As feministas estão reagindo a certos acontecimentos
políticos.”
O 4B tem sido elogiado por sua luta renegada contra o patriarcado, mas também tem sido criticado por ser muito radical.
Interesse nos EUA
Embora para alguns os princípios do 4B possam parecer radicais, para Michaela Thomas, uma artista de 21 anos que vive na Geórgia (EUA),
o 4B é simplesmente uma forma de “mostrar às pessoas que as ações têm
consequências”. Michaela tomou conhecimento do 4B online há mais ou
menos um ano, disz ela, e atribui o recente aumento de interesse ao fato
de os homens jovens votarem em candidatos republicanos.
“Os homens jovens esperam sexo, mas também querem que não tenhamos
acesso ao aborto. Eles não podem ter as duas coisas”, diz ela,
referindo-se à postura antiaborto de muitos líderes republicanos. “As
mulheres jovens não querem ter intimidade com homens que não lutam pelos
direitos das mulheres; isso mostra que eles não nos respeitam”,
acrescentou.
Dados da pesquisa de boca-de-urna mostram que 55% dos homens votaram
em Trump na eleição de terça-feira, enquanto 53% das mulheres votaram na
vice-presidente Kamala Harris.
Sunyoung, professora da USC, diz que, embora na Coreia do Sul as
disparidades econômicas tenham impulsionado o movimento 4B, nos Estados
Unidos parece ser mais o “conflito político e a divisão entre os gêneros
que está dando impulso ao 4B”.
“Trump estava apelando explicitamente para os eleitores homens
jovens” durante sua campanha, disse. Enquanto isso, “as mulheres
americanas veem que os homens jovens estão votando nesse candidato
conservador que está ameaçando sua autonomia corporal”.
Nas horas que se seguiram à vitória de Trump, as mulheres jovens
passaram a compartilhar nas mídias sociais postagens que desmembravam o
movimento 4B. Como conceito, as “greves sexuais” remontam pelo menos à
antiga peça grega “Lysistrata”, na qual as mulheres juraram não fazer
sexo para protestar contra a Guerra do Peloponeso. Nos Estados Unidos, a
cantora Janelle Monáe sugeriu uma greve em 2017. A atriz Julia Fox disse que está celibatária há mais de dois anos em resposta à derrubada de Roe.
Breanne Fahs, professora de estudos sobre mulheres e gênero na Universidade Estadual do Arizona,
disse que, após a eleição, “as mulheres jovens não confiam que seus
direitos reprodutivos estejam garantidos e, por isso, estão se voltando
para novas formas de afirmar sua agência e recuperar o senso de controle
sobre seus corpos”.
Ela observou que o 4B está “em toda parte” no momento e apontou uma
série de desafios enfrentados pelas mulheres, como as pressões nos
relacionamentos pessoais “para acomodar os desejos e as fantasias dos
homens” e questões mais amplas, como o aumento da misoginia.
“Não deveríamos nos surpreender quando esses tipos de colisões
catastróficas produzem nas mulheres uma recusa geral em seguir os papéis
tradicionais de gênero”, disse ela.
Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com menos funcionários públicos em
relação à sua população e às pessoas ocupadas que muitos países, o
Brasil é um dos que mais gastam com servidores como proporção do PIB. É
também o que mais concede plena estabilidade a funcionários do Estado,
sem que sejam submetidos a avaliações de desempenho.
Cerca de 70% dos servidores do governo federal são chamados
estatutários, regidos pelo Estatuto do Servidor Público Federal (lei
8.112/90), após aprovação em concurso. Estados e municípios seguiram a
mesma lógica nas contratações, levando a que 65% dos 12,1 milhões de
funcionários públicos tenham estabilidade.
Os percentuais foram calculados com base na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Alemanha, Reino Unido e Suécia têm menos servidores em regimes
semelhantes ao dos estáveis (estatutários) brasileiros. Nesses países,
grande parte do funcionalismo é regida por normas mais parecidas às do
setor privado, mas com algumas vantagens e segurança no cargo. A plena
estabilidade é garantida apenas a carreiras específicas, como do
Judiciário.
No Brasil, a estabilidade protege desde juízes e policiais federais
(carreiras consideradas típicas do Estado) a professores, enfermeiros e
pessoal administrativo, posições amplamente encontradas no setor
privado.
Para Luiz Carlos Bresser-Pereira, ministro da Administração Federal e
Reforma do Estado entre 1995 e 1998 e responsável por mudanças na área
no governo FHC, a estabilidade deveria existir para carreiras com “poder
de Estado”, não para cargos encontrados na iniciativa privada. “Mas o
corporativismo venceu quando tentamos mudar isso”, diz.
No governo federal, três quartos dos servidores (a maioria com
estabilidade) atuam nas áreas social (como professores e médicos) e
administrativa (secretárias, por exemplo), segundo o trabalho
“Hierarquia valorativa e distribuição de capitais na burocracia
brasileira”, do pesquisador Otávio Ventura, com base no Sistema
Integrado de Administração de Pessoal.
Nas áreas jurídica, policial e de regulação, auditoria e controle,
sem equivalentes no setor privado e típicas do setor público (com “poder
de Estado”), são 11,2%.
O arranjo na França se aproxima um pouco mais do brasileiro, mas com
número menor de servidores estáveis e com menos vantagens. Na maioria
dos países é possível dispensar pessoal, por exemplo, quando há
necessidade de ajuste orçamentário ou extinção de determinado serviço
prestado –o que não ocorre no Brasil.
Além da estabilidade, servidores geralmente estão vinculados a
regimes próprios de Previdência, diferente do INSS, e que oferecem
condições mais favoráveis. Há também promoção automática na carreira,
independentemente do desempenho, e licenças remuneradas após determinado
tempo de serviço, entre outras vantagens.
Para Humberto Falcão, professor da Fundação Dom Cabral especializado
em gestão pública, o Brasil é “um ponto fora da curva” no que se refere à
estabilidade plena para os servidores federais e dos estados e
municípios sob esse regime.
“Estamos atrasados no debate. Deveria haver regras diferenciadas para
determinadas funções, com garantias resguardadas, mas não para todas.
Não faz mais sentido, por exemplo, professores de universidades federais
terem esse tipo de vantagem”, diz.
Falcão destaca que o funcionalismo nem sequer é avaliado, como previa
regulamentação após a reforma administrativa tocada por Bresser-Pereira
em 1998. “O projeto está ‘dormindo’ no Congresso há 26 anos.”
Na prática, mesmo que legalmente previsto, é muito difícil demitir um
servidor estável que tenha cometido falta grave ou não desempenhe sua
função adequadamente. Segundo o estudo “A Reforma do RH do Governo
Federal”, de Ana Carla Abrão, Arminio Fraga e Carlos Ari Sundfeld, em
2015 apenas 0,1% dos servidores públicos foi dispensado.
Para Gabriela Lotta, pesquisadora de administração pública e governo
da FGV, a discussão sobre o fim da estabilidade dos servidores no Brasil
precisa ser “amadurecida”. Ela argumenta que, no caso de estados e
municípios, ainda há muita pressão política e o risco de demissões de
funcionários não alinhados a governantes.
Felix Lopez, coordenador do Atlas do Estado Brasileiro, afirma que,
no governo federal, há uma institucionalidade maior. Assim, a
estabilidade plena para algumas funções poderia passar por alguma
revisão. “No caso de estados e municípios, seria um passo atrás.”
Lotta destaca que, mesmo no governo federal, muitos cargos devem ser
resguardados. Ela cita o caso de auditores fiscais que barraram pressões
de Jair Bolsonaro para reaver joias sauditas no aeroporto de Guarulhos;
ou de agentes do Ibama que mantiveram fiscalizações à revelia da
política frouxa para o meio ambiente do ex-presidente.
Daniel Duque, gerente de inteligência técnica do Centro de Liderança
Pública, diz que não há razão para o Brasil conceder estabilidade para a
maioria de seus servidores. Isso impede, inclusive, o remanejamento de
pessoas dentro do Estado.
“Com o envelhecimento da população, precisaremos cada vez mais de
médicos e enfermeiros, e menos de professores”, diz. “Ninguém está
falando de um Estado inchado, mas de algo sem flexibilidade e que
entrega menos do que países que gastam quase o mesmo.”
Para Bruno Carazza, autor de “O País dos Privilégios”, livro em que
faz uma radiografia do setor público, mesmo que o Brasil não realize uma
ampla reforma administrativa para diminuir o número de estáveis, “há um
grande campo para avançar”.
“É preciso racionalizar as várias carreiras, mapear servidores que
podem eventualmente migrar para outras áreas afins e avaliar o impacto
da tecnologia na prestação de serviços. Sem isso, seguiremos contratando
sem conhecer a real necessidade”, diz.
Levantamento realizado pela Folha mostrou que o Executivo federal tem
ao menos 10 mil servidores permanentes em cargos totalmente inusitados,
como açougueiro, vaqueiro e vendedor de artesanato. O Ministério da
Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirma ter planos para reduzir
as 250 tabelas de remuneração e os mais de 300 agrupamentos de
carreiras para um número mais racional, ainda não determinado.
Nos últimos anos, sobretudo nos estados e municípios, contudo, o
poder público vem procurando novas formas de contratação, levando à
redução do total de cargos com estabilidade (estatutários) e ao aumento
de funções sob regime temporário ou comissionado –movimento que tem
reduzido gradativamente o gasto geral com os estáveis.
A despesa total com o funcionalismo no Brasil equivale a 8,9% do PIB,
segundo o Fundo Monetário Internacional. Entre nove países
selecionados, fica atrás da África do Sul (12,6%) e da Suécia (10,4%).
Os latino-americanos Chile (6,8%), Colômbia (5,6%) e México (3,8%)
gastam menos.
O número de servidores no Brasil em relação ao total de ocupados
(12,2%) e à população (5,7%) fica abaixo de muitos países, assim como o
rendimento médio mensal calculado pela Paridade do Poder de Compra, que
leva em conta o quanto de bens e serviços uma moeda compra em termos
internacionais. Esses dados, assim como o total e tipos de vínculos,
foram reunidos por Lopez e Lotta.
Para o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, contudo, outra
forma de medir o custo do funcionalismo é compará-lo ao tamanho do gasto
primário do governo, que exclui despesas com juros da dívida.
“Nessa proporção, os números são enormes para um país de renda média
como o Brasil”, afirma. Em outro estudo seu, “Estado, Desigualdade e
Crescimento no Brasil”, a despesa com servidores no Brasil equivale a
40% do gasto primário, acima de todos os países pesquisados, exceto a
África do Sul, segundo dados do FMI.
A massa salarial total paga ao funcionalismo em relação à receita
também é elevada no Brasil na comparação com outras regiões do mundo,
segundo o Banco Mundial –mas abaixo da média latino-americana.
O Brasil também apresenta uma série de distorções e privilégios
salariais no serviço público. Os maiores rendimentos estão concentrados
nos Poderes Judiciário e Legislativo federais, seguidos pelos seus
equivalentes nos estados. Os menores salários estão na ponta do serviço
público, que atende diretamente a população no dia a dia.
Nos municípios, a grande maioria dos servidores recebe menos de R$
5.000 ao mês; nos estados, R$ 7.500. Na máquina dos servidores públicos
do Executivo federal, os salários variam de R$ 5.000 a mais de R$ 15
mil.
há poucos anos, havia pelo menos 10 mil carros roubados por ano. Hoje o número, segundo o próprio Caiado, é zero.
Por Sérgio Pires
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Há um novo/velho personagem da política brasileira que precisa ser
visto com olhos diferentes, até porque ele é candidatíssimo à
Presidência da República em 2026. Trata-se do goiano Ronaldo Caiado,
cinco vezes deputado federal, uma vez senador, duas vezes governador.
Hoje, Goiás tem os melhores índices nacionais da educação. É também o
Estado mais seguro, inclusive em regiões onde o crime dominava. Caiado
não aceita que a União e o Congresso legislem sobre a segurança pública,
pois, segundo ele, essa é uma prerrogativa dos governadores. Ele zerou,
por exemplo, algo inacreditável. Há poucos anos, havia pelo menos 10
mil carros roubados por ano. Hoje o número, segundo o próprio Caiado, é
zero. “Os presídios de Goiás hoje não são mais escritórios do crime,
porque neles há regras duríssimas. Preparam os presos que querem se
recuperar, mas não permitem que o crime seja orientado de dentro das
celas”. Ele explica: “não existe mais crime e violência em Goiás. Por
quê? Porque desde o dia em que assumi o governo, priorizei a segurança
pública”. E foi mais longe: “na área de segurança, o governo federal e o
Congresso Nacional têm que servir de apoio aos Estados e não ditarem
regras para nós!”
Ronaldo Caiado foi mais longe, avisando: “eu sou governador do meu
Estado; fui eleito pelo meu povo, então afirmei e reafirmo: não vou
colocar câmera em policial meu de jeito nenhum!”. Contou ainda uma
rápida história: “prendemos em Goiás um bandido, um traficante, com
muita cocaína na casa dele. No dia seguinte, ele foi solto porque a
Justiça considerou que a polícia usou de métodos incorretos para a
prisão. E o que eu faço com a cocaína? O governo não pode ficar com
cocaína, porque é ilegal. Faço o quê? Mando entregar a cocaína e colocar
na mesa do juiz que tomou a decisão?” Tudo isso seria apenas um
discurso comum, caso Caiado não tivesse falado em curto discurso numa
reunião de todos os governadores brasileiros com a participação do
presidente Lula. E falou tudo olhando para o Presidente, protestando
contra a tentativa do atual governo de impor programas de segurança aos
Estados brasileiros, tirando praticamente todo o poder dos governantes.
No final, ainda fez uma grave denúncia: “Senhor Presidente: hoje nem a
Funai entra na Amazônia. A Amazônia hoje é 100 por cento comandada pelo
Comando Vermelho e pelo PCC. E tem mais: ali estão as facções do México,
Venezuela e Colômbia. Ninguém entra mais lá. O garimpo, a exploração de
madeira, tudo é comandado pelas facções”.
NOSSO CAFÉ ROBUSTA CHEGA AO MERCADO CHINÊS, PARTICIPANDO DE UMA DAS MAIORES FEIRAS DO MUNDO, NA GIGANTE XANGAI
O cheiro e o sabor do café de Rondônia, classificado entre os
melhores do país e de parte do mundo, chegaram à China, nesta semana. O
governador Marcos Rocha, acompanhado pela primeira-dama Luana Rocha;
pelo secretário de Agricultura Luiz Paulo e o representante dos
produtores, Juan Travin, presidente da Caferon, entidade que reúne os
principais plantadores, incluindo os da agricultura familiar, levou a
comitiva para Xangai, um dos maiores mercados internacionais do planeta.
Naquela populosa cidade chinesa, com quase 27 milhões de habitantes,
sendo a maior do enorme país, Rocha e sua equipe participam da sétima
edição da Feira Internacional de Importação e Exportação de Xangai, um
dos maiores eventos do comércio mundial. No estande de Rondônia, o café
robusta é o grande destaque, com grande procura desde que a feira
iniciou. Centenas e centenas de visitantes degustaram nosso café e
vários deles deram seus depoimentos elogiosos, como mostra um vídeo
divulgado nas redes sociais pelo próprio Marcos Rocha.
O secretário de Agricultura Luiz Paulo, que tem sido parceiro de
Rocha nos eventos nacionais e internacionais que apresentam nossa
produção (e não só de café), comenta que “esta ação visa abrir novos
mercados, num Estado onde o governo incentiva a produção com qualidade e
sustentabilidade e também proporciona ao nosso pequeno produtor que ele
possa vender nosso café robusta da Amazônia”. O governador comemorou o
sucesso da iniciativa, destacando que a participação na feira de Xangai
“é mais um momento histórico para a nossa Rondônia!”
Durante seu discurso de vitória na noite de terça-feira (05), Donald
Trump estava agradecendo aqueles que ajudaram a impulsionar sua
surpreendente retomada política quando membros da plateia o
interromperam com um coro: ELON. ELON. ELON.
Qual o tamanho do mercado agro de Brasil e EUA e o peso de Trump na
presidênciaForbes Money Por Que o Bilionário Donald Trump Ficou Ainda
Mais Rico após as Eleições?
Elon Musk Colhe os Frutos de Sua Aposta Arriscada em TrumpForbes
Money Bitcoin Bate Recorde; Eleição de Trump Deve Ser Excepcional para
Criptomoedas
“Oh, sim. Temos uma nova estrela. Uma estrela nasceu: Elon,” exclamou
Trump, que então lançou uma fala de quatro minutos sobre o homem mais
rico do mundo – “um super gênio” a quem o presidente eleito prometeu
vastos poderes para moldar políticas dos EUA e o gasto federal.
Elon Musk é o mais famoso (e rico) de um novo círculo de aliados
enquanto Trump se prepara para retornar à Casa Branca. Trump, de 78
anos, sempre valorizou suas alianças com os ricos e famosos, mas desta
vez ele trará consigo uma nova geração de leais escudeiros, incluindo o
podcaster Joe Rogan e o astro do MMA Dana White, entre outros.
Esse grupo conquistou o favor de Trump através de uma combinação de
lealdade, doações de campanha, apoios e, claro, adulações. Alguns devem
servir como membros do gabinete. Outros provavelmente terão papéis
não-oficiais como conselheiros com quem Trump conversa ao telefone, no
campo de golfe, em podcasts e nas redes sociais.
Além de Musk, estão magnatas do mercado financeiro, novos nomes da
política e nomes de pessoas influentes do setor de tecnologia.
É altamente provável que Trump continue consultando algumas das
mesmas pessoas que sempre consultou, a começar por seus familiares.
Embora sua filha Ivanka Trump e o genro Jared Kushner tenham afirmado
que não retornarão como conselheiros, Kushner disse à Forbes na semana
passada que ainda poderia aconselhar Trump informalmente.
Também não podem ser esquecidos os bilionários que o apoiaram no
passado: incluindo a lenda de Wall Street e residente da Flórida Carl
Icahn, o parceiro de negócios de Trump em Las Vegas Phil Ruffin e o
ex-chefe da Marvel Ike Perlmutter, membro de Mar-a-Lago, que doou US$
10,1 milhões (R$ 56,56 milhões) a um Super PAC alinhado com Trump neste
ciclo – todos os quais Trump consultou para conselhos informais durante
seu primeiro mandato em uma variedade de assuntos e que buscaram se
beneficiar financeiramente de seu relacionamento com o presidente.
Nas próximas semanas haverá muita disputa e bajulação. Quem ganhará
uma cobiçada posição no gabinete ou outro cargo? Se a última vez servir
como guia, até aqueles no círculo íntimo devem se preparar. Basta
perguntar a Anthony Scaramucci, veterano da Goldman Sachs, que se juntou
à Casa Branca como Diretor de Comunicações em 21 de julho. Ele durou
apenas 10 dias.O novo “Trumpverso”
Elon Musk
Ex-apoiador de Barack Obama, se transformou em um partidário do
movimento MAGA. CEO da Tesla e fundador da SpaceX, Musk, de 53 anos,
originalmente apoiou Ron DeSantis nas primárias republicanas antes de
aderir totalmente a Trump. Ele doou US$ 119 milhões (R$ 666,4 milhões)
para um PAC pró-Trump, mobilizou uma operação de estímulo ao voto em
estados decisivos e promoveu incessantemente a candidatura de Trump em
sua rede social X. Trump publicamente elogiou Musk e prometeu dar a ele
um poder extraordinário para moldar o orçamento federal, já que o
bilionário disse querer eliminar US$ 2 trilhões em gastos anuais. Os
dois ficaram tão próximos que Musk apareceu em uma foto da família Trump
publicada online no dia após as eleições.
Howard Lutnick
CEO e acionista controlador do banco de investimentos Cantor
Fitzgerald, de US$ 9 bilhões (R$ 50,4 bilhões) de receita anual, é um
antigo amigo de Trump que está co-presidindo a equipe de transição. O
magnata de 63 anos doou US$ 5 milhões (R$ 28 milhões) para o PAC Make
America Great Again e acompanhou o candidato na campanha, incluindo a
apresentação de Musk no comício no Madison Square Garden em outubro.
Lutnick ganhou fama após o 11 de setembro, quando 658 funcionários da
Cantor Fitzgerald, incluindo o irmão de Lutnick, morreram nos ataques ao
World Trade Center em Manhattan. Lutnick, que estava levando seu filho
para o primeiro dia no jardim de infância, prometeu reconstruir e cuidar
das famílias dos funcionários, arrecadando US$ 180 milhões (R$ 1,008
bilhões) para elas nos primeiros cinco anos. Como co-presidente da
transição, Lutnick prometeu montar a segunda administração Trump com
pessoal “leal” ao chefe.
John Paulson
Magnata de Wall Street, fez sua fortuna de US$ 3,8 bilhões (R$ 21,28
bilhões) apostando contra hipotecas subprime em 2007, e vendeu o Doral
Resort em Miami para Trump em 2012. O bilionário de 68 anos deu apenas
US$ 800 mil (R$ 4,48 milhões) para a campanha de Trump neste ciclo, mas
emergiu como um influente conselheiro econômico e é considerado um dos
principais candidatos para Secretário do Tesouro. Paulson disse que quer
estender os cortes de impostos de 2017 e trabalhar com Musk para
reduzir os gastos federais, incluindo a eliminação de subsídios para
energia renovável implementados pela Lei de Redução da Inflação de
Biden.
Linda McMahon
Co-presidente da equipe de transição de Trump com Lutnick, atuou como
chefe da Administração de Pequenas Empresas durante o primeiro mandato
de Trump e deu US$ 15,8 milhões (R$ 88,48 milhões) para a campanha de
2024. A empresária de 76 anos está pronta para desempenhar um papel
ainda mais influente no segundo mandato de Trump como cofundadora do
America First Policy Institute, um think tank (e alternativa ao Project
2025) que elaborou cerca de 300 ações executivas para Trump considerar
assinar. McMahon anteriormente ajudou seu marido bilionário e aliado de
Trump, Vince McMahon, a administrar a gigante de promoções de luta livre
WWE, que ele fundou, e que foi um dos maiores financiadores da agora
extinta Trump Foundation.
Dana White
Presidente da empresa de artes marciais mistas UFC, apoiou Trump em
todas as suas três campanhas presidenciais. A relação deles começou
antes de Trump entrar na política, quando ele era fã das competições de
luta de White e recebia eventos de MMA em suas propriedades. Em junho de
2021, quando Trump ainda era persona non grata após o motim de 6 de
janeiro, White recebeu Trump em um evento do UFC em uma das primeiras
aparições públicas dele após deixar o cargo. Durante seu discurso de
vitória nas primeiras horas de 6 de novembro, Trump convidou White para
falar algumas palavras. “Ninguém merece isso mais”, disse White do
pódio. Alguns no mundo MAGA estão pedindo para que White se torne o novo
secretário de imprensa de Trump, embora White tenha dito que não tem
“aspirações políticas pessoais”.
Scott Bessent
Executivo de Wall Street com um temperamento calmo, que trabalhou
anteriormente para o filantropo liberal George Soros, ganhou destaque no
universo MAGA no início deste ano ao endossar Trump cedo nas primárias
republicanas e doar US$ 3 milhões (R$ 16,8 milhões) para PACs de Trump e
comitês do Partido Republicano. Um conselheiro econômico importante,
cujo nome é cogitado para um cargo no gabinete, Bessent defende a
redução dos gastos federais e a reformulação do Federal Reserve para
reduzir o poder do presidente do banco. “Acredito que teremos um grande
realinhamento econômico internacional,” disse Bessent à Forbes em uma
entrevista no dia anterior à eleição, na qual ele confirmou seu
interesse em trabalhar com Trump. “Gostaria de fazer parte disso, seja
de dentro ou de fora.”
Vivek Ramaswamy
O bilionário da biotecnologia de 39 anos que concorreu nas primárias
republicanas como uma alternativa amigável a Trump e saiu da disputa
rapidamente, foi um substituto onipresente de Trump durante a eleição
geral. O empreendedor indo-americano, que adquiriu uma participação
ativista na empresa de mídia Buzzfeed este ano e é autor do best-seller Woke, Inc.,
defende o fechamento de agências governamentais federais, incluindo o
FBI e o Departamento de Educação. O empresário Millennial está sendo
cotado para uma posição no gabinete. “Vamos trazê-lo para dentro,” disse
Trump durante um comício na Pensilvânia em 9 de outubro. “Ele fará
parte de algo muito grande.”
Robert F. Kennedy Jr.
Herdeiro da dinastia política Kennedy, endossou Trump em agosto após
suspender sua própria campanha presidencial como candidato independente.
O ex-democrata e advogado ambiental construiu um seguimento leal como
cético de vacinas; ele pediu o fechamento de departamentos inteiros da
FDA e a remoção de flúor da água potável. RFK Jr. afirmou que Trump o
colocará no comando das agências de saúde pública, incluindo o
Departamento de Agricultura e o Departamento de Saúde e Serviços
Humanos, em um papel de supervisão. “Ele vai tornar a América saudável
novamente,” disse Trump durante seu discurso de vitória. “Aproveite,
Bobby.”
Marc Andreessen
O capitalista de risco do Vale do Silício com um patrimônio líquido
estimado em US$ 1,9 bilhão (R$ 10,64 bilhões), endossou Trump em julho
antes de doar US$ 2,5 milhões (R$ 14 milhões) para sua campanha.
Democrata de longa data, Andreessen explicou sua mudança política em um
podcast com seu parceiro de investimentos Ben Horowitz, que também
endossou Trump (antes de parcialmente recuar e doar para Harris no
início de outubro). Andreessen citou a hostilidade da administração
Biden em relação ao setor de tecnologia – incluindo as criptomoedas, um
pilar importante do portfólio de investimentos da Andreessen Horowitz, e
fusões e aquisições, um pilar da indústria de capital de risco – como
motivo para seu apoio a Trump. O empreendedor estava previsto para
jantar com Trump em Mar-a-Lago na noite da eleição.
Timothy Mellon
Herdeiro da fortuna bancária Mellon, foi o maior doador individual de
Trump em 2024, injetando US$ 125 milhões (R$ 700 milhões) no super PAC
Make America Great Again de Trump, mais do que Musk. Ele também apoiou
RFK Jr. (antes de ele abandonar a corrida) com uma doação de US$ 25
milhões (R$ 140 milhões). Os objetivos políticos de Mellon são incertos,
mas, em sua carreira empresarial como proprietário de ferrovias, ele
entrou em conflito com sindicatos e doou para grupos conservadores como a
Heritage Foundation. O recluso octogenário de 81 anos vive em um rancho
em Wyoming e não é fotografado há anos. Apesar de toda sua
generosidade, ele insiste que não é tão rico quanto parece. “Bilionário,
NÃO!” escreveu o neto do magnata (e secretário do Tesouro dos EUA na
década de 1920) Andrew Mellon em um e-mail para a Forbes no início deste
ano.
Joe Rogan
O ex-comediante stand-up e comentarista do UFC que se tornou
podcaster, entrevistou Trump por três horas dez dias antes da eleição e,
em seguida, endossou publicamente Trump na véspera da eleição. O colega
“Trumpfluencer” Dana White agradeceu ao “poderoso e influente Joe
Rogan” enquanto se dirigia à multidão de Trump durante seu discurso de
vitória. Seu podcast, The Joe Rogan Experience, tem mais de 18
milhões de assinantes e já acumulou 5,6 bilhões de visualizações no
YouTube. “Ele é o maior nesse mundo, de longe,” vangloriou-se Trump para
uma multidão ao anunciar o endosso de Rogan.
Jeffrey Yass
Cofundador da gigante Susquehanna, é um megadoador de longa data do
Partido Republicano e uma das 30 pessoas mais ricas do mundo, com uma
fortuna estimada em US$ 50 bilhões (R$ 280 bilhões), incluindo uma
participação de US$ 21,5 bilhões (R$ 120,4 bilhões) na empresa-mãe do
TikTok, a ByteDance. Libertário, que apoiou outros candidatos como Tim
Scott e Vivek Ramaswamy durante as primárias republicanas, Yass
supostamente se reuniu com Trump no início deste ano e orientou seus
assessores a fazer lobby em apoio ao TikTok, que Trump tentou banir
anteriormente enquanto estava no cargo. No início deste ano, Trump se
posicionou contra um esforço no Congresso para banir o aplicativo e, em
junho, entrou no TikTok, onde agora tem 14 milhões de seguidores.
Doug Burgum
Empresário, governador de Dakota do Norte e brevemente candidato
presidencial, estava na lista de Trump para possíveis candidatos a
vice-presidente. Um dos motivos pelos quais Trump gosta de Burgum é que
ele começou sua carreira nos negócios, criando uma empresa de software
do zero antes de vendê-la para a Microsoft, onde trabalhou como
executivo por anos antes de entrar na política. Burgum (cuja fortuna
pessoal a Forbes estima em mais de US$ 100 milhões, ou R$ 560 milhões)
está sendo cogitado como possível Secretário de Energia.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma ferramenta inédita, chamada ILP
(Indicador de Longevidade Pessoal), pretende ajudar as pessoas a
entender se o atual estilo de vida contribui para uma velhice ativa e, a
partir disso, promover mudanças que podem influenciar na longevidade e
na qualidade de vida.
A ferramenta avalia seis áreas, com um total de 31 variáveis. Para
cada uma é fornecida uma espécie de nota da longevidade, que varia de 0 a
100. De acordo com pesquisa que validou o indicador, a nota média dos
brasileiros está em 64. Veja aqui qual é a sua.
As seis áreas são: atitudes em relação à longevidade (20 pontos),
saúde física (20 pontos), saúde mental (20 pontos), interações sociais e
meio ambiente (20 pontos), cuidados de saúde e prevenção (10 pontos) e
finanças (10 pontos).
As perguntas englobam vários aspecto s da vida, como hábitos
alimentares, consumo de ultraprocessados e de cigarros, rotina de
atividades físicas e de lazer, qualidade do sono, sentimentos negativos,
satisfação consigo mesmo, relações com amigos e familiares e acesso a
serviços de saúde, todos fatores que influenciam na longevidade.
O teste foi desenvolvido e aplicado entre os brasileiros pelo
Instituto Locomotiva, em parceria com a Bradesco Seguros, e divulgado em
um fórum de longevidade que aconteceu em São Paulo no último dia 8. O
médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de
Longevidade Brasil, é o consultor do projeto.
Segundo ele, o diferencial do indicador é ajudar as pessoas a
identificar fatores passíveis de serem modificados. “Eu posso aplicar [o
teste] e ver, por exemplo, que a minha saúde física está legal, mas a
mental nem tanto. Daqui a um ano, posso aplicar de novo e ver se
melhorei, piorei ou nada mudou. É uma oportunidade para promover
mudanças”, diz.
Kalache diz que a ideia foi criar algo que possa funcionar tanto em
nível individual quanto em grupo. “É uma forma lúdica para lidar com um
assunto que, para muitos jovens, soa ainda muito árido, distante.”
Os seis pilares que constituem o indicador foram baseados nos
preceitos do envelhecimento ativo da OMS (Organização Mundial da Saúde) e
embasaram as perguntas de uma pesquisa que ouviu 1.058 pessoas de todas
as regiões do país, de modo a representar a população brasileira, entre
6 e 13 de março de 2024. A margem de erro é de três pontos percentuais
para mais ou para menos.
O levantamento mostrou que o brasileiro tem uma boa percepção sobre
ações e hábitos que contribuem para a longevidade, como uma alimentação
saudável, mas muitos ainda não os colocam em prática.
Por exemplo, 75% dos entrevistados dizem comer ao menos uma porção de
doces ou industrializados por dia. Menos de um terço declara comer três
ou mais porções de frutas, legumes ou verduras diariamente, como
recomenda a OMS. Entre os mais jovens (18 a 19 anos), a taxa é ainda
menor: só 9% seguem essa orientação.
Segundo o cientista social João Paulo Cunha, diretor de pesquisa
quantitativa do Instituto Locomotiva, os resultados revelam que a maior
dificuldade do brasileiro para uma velhice ativa está no pilar
financeiro.
“A maioria da população [cerca de 60%] admite que não tem nenhuma
reserva financeira para o período em que estiver mais velha”, diz. Entre
os mais pobres, a taxa chega a 80%.
A saúde mental também é outro entrave para a longevidade,
especialmente entre os mais jovens e as mulheres. “São perfis que estão
enfrentando hoje mais problemas e que merecem atenção das políticas de
saúde”, diz ele.
Outro dado que chama atenção é a taxa de satisfação dos jovens em
relação às interações sociais (58%) e apoio de amigos (55%), que são
menores do que entre as pessoas acima de 60 anos (65% e 58%,
respectivamente).
“Ao contrário do que alguns estereótipos colocam, de que os mais
velhos teriam uma vida social menos ativa e com menos apoio, a gente viu
que os mais jovens são os que dizem se sentir menos apoiados pelos seus
pares, amigos e parentes.”
A rotina da aposentada Vera Lúcia da Conceição, 74, ilustra bem esses
achados. Ela frequenta academia cinco vezes por semana e, nos fins de
semana, sempre tem algum programa com as amigas. “Nosso cineminha e a
nossa cervejinha são sagrados”, brinca.
Ao mesmo tempo, ela conta que o neto adolescente, de 16 anos, está a
cada dia mais recluso em casa, sem vida social. “Fica o tempo todo
mexendo no celular, não quer conversa com ninguém. Se os pais dão
bronca, ele diz que ninguém o entende. É uma fase bem difícil.”
Segundo Cunha, do Locomotiva, em todas as variáveis do indicador é
possível observar o impacto das desigualdades sociais e raciais. No
pilar de inserção social e meio ambiente, por exemplo, há uma diferença
de 20 pontos entre os mais ricos e mais pobres.
“Um ambiente menos poluído e menos barulhento oferece mais condições
de qualidade de vida. Mas isso está além da possibilidade de um
indivíduo controlar. É tarefa das políticas públicas olhar para esses
aspectos. A desigualdade social afeta a qualidade de vida das pessoas
hoje e no futuro.”
Na dinâmica existencial há um conjunto de virtudes que servem de
sustentáculo ao progresso individual e coletivo. Entre elas, a coragem
se destaca, possuindo uma qualidade única: ela é capaz de impulsionar a
ação e romper barreiras que nos limitam, despertando outras forças em
seu rastro.
A coragem age como uma fonte de energia que nos permite enfrentar
desafios sem temor, independentemente da dimensão do obstáculo que se
ergue à nossa frente. Quando este sentimento aflora, uma força interna
se intensifica, criando uma resiliência inabalável. Essa valentia é
contagiante, e parece que o universo responde a ela, oferecendo apoio e
direção. Em momentos de verdadeiro enfrentamento, a coragem nos conecta a
um poder quase sobrenatural, um ponto de encontro entre a vontade e a
necessidade de superação.
A natureza frequentemente nos oferece lições valiosas sobre coragem.
Um exemplo notável é o de um animal pequeno que, ao se deparar com um
predador maior, demonstra bravura. Este ato de valentia pode inverter a
dinâmica do medo; fazendo com que o predador hesite ou até recue. Esse
fenômeno não é apenas uma questão de sobrevivência; é uma poderosa
metáfora sobre como a ousadia pode alterar realidades e salvar vidas.
Parece invocar outras forças naturais que chegam em nosso auxílio.
Ela não é apenas uma entre tantas virtudes; é o alicerce sobre o qual
outras qualidades se firmam. Por vezes é mais que um impulso
momentâneo, é uma força constante e silenciosa, sustentando-nos em
jornadas difíceis, revelando-se na firmeza para resistir e na paciência
para esperar. Cada ato de coragem não só nos transforma, mas inspira
quem nos cerca, convertendo receios em uma sinergia positiva.
Refletir sobre a coragem é reconhecer seu papel central na jornada da
vida. É ela que nos convida a ir além, mesmo quando o caminho se mostra
incerto, trazendo ânimo e esperança. Em última análise, a coragem é a
essência da evolução, a chama que ilumina nosso caminho rumo a um futuro
melhor.
Guilherme Dias – Diretor de Comunicação e Marketing da Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG)
Eu vejo todos os dias o anunciante separando seus R$ 10.000,00 pra
fazer uma campanha no rádio, R$ 3.000,00 para sair em uma revista local,
pelo menos R$ 9.000,00 para fazer uns 3 pontos de mídia exterior, mas
na hora de tirar o escorpião do bolso pra comprar mídia online, qualquer
“milão” é “caro demais”.
Eu sinceramente não sei de onde veio este mito de que fazer anúncios
na internet merece menos atenção financeira do que outros meios. A
lógica deveria ser justamente a inversa.
Nenhum outro tipo de mídia retém tanta atenção do público comprador como na internet.
O Brasil é o terceiro país do mundo onde as pessoas mais ficam
conectadas, passando mais de 10 horas por dia online (DEZ HORAS POR
DIA!).
Ficamos atrás apenas de África do Sul e Filipinas.
Qual outra mídia prende a atenção das pessoas por DEZ HORAS?
Qual outra mídia pode colocar sua marca literalmente na mão do seu cliente ideal?
Qual outra mídia pode colocar sua marca na mão do seu cliente no EXATO momento que ele está propenso a fazer uma compra?
Qual outra mídia pode rastrear, seguir o seu cliente de acordo com os hábitos de consumo dele?
Qual outra mídia pode segmentar um anúncio de acordo com os interesses, medos, desejos, ações, intenções…
Qual outra mídia pode oferecer um contato com seu cliente ideal 24 horas por dia, 7 dias por semana?
Absolutamente nenhuma além da internet.
E agora, me conta…qual o motivo da internet receber menos investimento comparado à mídia tradicional?
Marketing Digital é barato, mas não é de graça.
Vamos fazer uma conta de padaria:
Quanto custa imprimir 1.000 flyers (folhetos) e distribuir no sinal?
Papel couchè brilho 90g 4×4 cores, em gráfica de internet (qualidade bem meia boca), com frete sai em torno de R$ 250,00.
Para a distribuição, você não vai encontrar quem faça por menos de R$ 70 a diária.
Você não tem a garantia de entrega. Já ví muito “panfleteiro” jogando
metade do material no bueiro, ou entregando 2 de uma vez só em cada
carro. Mas vamos tirar essa margem da conta.
Estamos falando de R$ 320 para 1 mil impactos.
Hoje estava otimizando uma campanha de Instagram, da minha conta
pessoal, e o meu CPM (custo por mil impressões) estava girando em torno
de R$ 5,51.
Ou seja cerca de 1,72% do valor de uma ação de rua com flyer.
Essa lógica pode ser aplicada a qualquer meio de comunicação tradicional, seja rádio, tv, outdoor, busdoor…
E a conta também deve ser levada em consideração além dos anúncios de Google, LinekedIN, Facebook, Instagram e TikTok.
Banners em portais e publieditoriais, este último ainda pouco
explorado por pequenos e médios anunciantes, também apresentam números
disparados na frente do marketing tradicional.
Então, quando você se perguntar se está tendo ou não resultados com mídia online, pense nessa continha.
Marketing digital, em comparação, é barato sim, mas será que você
deveria deixar a menor faixa de verba do seu orçamento de marketing para
o meio de vendas MAIS PODEROSO QUE EXISTE?
Deixo a reflexão.
Preferências de Publicidade e Propaganda
Moysés Peruhype Carlech – Fábio Maciel – Mercado Pago
Você empresário, quando pensa e necessita de fazer algum anúncio para
divulgar a sua empresa, um produto ou fazer uma promoção, qual ou quais
veículos de propaganda você tem preferência?
Na minha região do Vale do Aço, percebo que a grande preferência das
empresas para as suas propagandas é preferencialmente o rádio e outros
meios como outdoors, jornais e revistas de pouca procura.
Vantagens da Propaganda no Rádio Offline
Em tempos de internet é normal se perguntar se propaganda em rádio
funciona, mas por mais curioso que isso possa parecer para você, essa
ainda é uma ferramenta de publicidade eficaz para alguns públicos.
É claro que não se escuta rádio como há alguns anos atrás, mas ainda
existe sim um grande público fiel a esse setor. Se o seu serviço ou
produto tiver como alvo essas pessoas, fazer uma propaganda em rádio
funciona bem demais!
De nada adianta fazer um comercial e esperar que no dia seguinte suas
vendas tripliquem. Você precisa ter um objetivo bem definido e entender
que este é um processo de médio e longo prazo. Ou seja, você precisará
entrar na mente das pessoas de forma positiva para, depois sim,
concretizar suas vendas.
Desvantagens da Propaganda no Rádio Offline
Ao contrário da televisão, não há elementos visuais no rádio, o que
costuma ser considerado uma das maiores desvantagens da propaganda no
rádio. Frequentemente, os rádios também são usados como ruído de
fundo, e os ouvintes nem sempre prestam atenção aos anúncios. Eles
também podem mudar de estação quando houver anúncios. Além disso, o
ouvinte geralmente não consegue voltar a um anúncio de rádio e ouvi-lo
quando quiser. Certos intervalos de tempo também são mais eficazes ao
usar publicidade de rádio, mas normalmente há um número limitado,
A propaganda na rádio pode variar muito de rádio para rádio e cidade
para cidade. Na minha cidade de Ipatinga por exemplo uma campanha de
marketing que dure o mês todo pode custar em média 3-4 mil reais por
mês.
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e
a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos
smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia
digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo
o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é
colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e
de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com
publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as
marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes
segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de
público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos
consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro
contato por meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce,
os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles
funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os
consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo
ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas
encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus
produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa
que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em
2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em
torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Maioria do STF vota para manter pena de prisão contra Collor
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para
rejeitar um recurso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, e manter a
pena de oito anos e dez meses de prisão imposta ao político. Até o
momento, votaram para rejeitar o recurso o relator, Alexandre de Moraes,
e os ministros: Edson Fachin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luís Roberto
Barroso, e Luiz Fux. Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram a
favor de diminuir a pena para 4 anos de prisão, atendendo – em parte –
ao recurso apresentado pela defesa. Já Cristiano Zanin se declarou
impedido de julgar o caso. Ainda faltam votar Nunes Marques e André
Mendonça. A Corte analisa o caso em sessão do plenário virtual, iniciada
em 1º de novembro e que se encerra em 11 de novembro. No formato, não
há debate entre os magistrados, que apresentam seus votos em um sistema
eletrônico. Em seu voto, Moraes disse que o recurso buscou “rediscutir
pontos já decididos” pelo STF no julgamento da ação, “invocando
fundamentos que, a pretexto de buscar sanar omissões, obscuridades ou
contradições, revelam mero inconformismo com a conclusão adotada”. A CNN
tenta contato com a defesa de Collor a respeito da maioria formada.
Condenação Em maio de 2023, o STF condenou Collor à prisão pelos crimes
de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo a BR
Distribuidora. O caso tratou de propinas recebidas pelo então senador
para viabilizar contratos com a estatal. Além da pena de prisão, a
condenação estabeleceu pagamento de multa, indenização e proibição para
exercer funções públicas. Pela decisão, o cumprimento da pena seria em
regime inicial fechado. Collor só será preso quando não houver mais
possibilidades de recursos e ocorrer o encerramento do processo, caso a
Corte não reavalie os pontos da condenação trazidos pelas defesas.
OBSERVAÇÃO: Condenação por corrupção só vale para membros da oposição
ao Regime Atual e não vale para os apoiadores e membros do governo
atual que estão “Descondenados” e todos soltos.
Entre os bandidos, dizia-se que havia um prêmio de R$ 3 milhões pela
cabeça do delator. Gritzbach foi atingido nesta sexta-feira em várias
partes do corpo, como cabeça, tórax e braços. Conforme a perícia, uma
dupla, com dois fuzis, realizou pelo menos 27 disparos.
Gritzbach voltava de viagem quando foi atacado a tiros no Aeroporto de Guarulhos. Foto: Ítalo Lo Re/Estadão
Investigações apontam que, na véspera do Natal de 2023, quando o
empresário ainda estava em prisão domiciliar, um tiro de fuzil foi
disparado em direção a Gritzbach, que estava na janela de seu
apartamento no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. A bala atingiu sua
janela, mas errou o alvo.
A reportagem apurou que a polícia já identificou o responsável por
esse atentado. Naquela época, ele já negociava o acordo de delação com
os promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate (Gaeco).
Investigação sobre a lavagem de dinheiro
Gritzbach estava no centro de uma das maiores investigações feitas até hoje sobre a lavagem de dinheiro do PCC em
São Paulo, envolvendo os negócios da facção paulista na região do
Tatuapé. Sua trajetória está associada à chegada do dinheiro do tráfico
internacional de drogas à facção.
Gritzbach era um jovem corretor de imóveis quando conheceu o grupo de
traficantes de drogas de Anselmo Bechelli Santa Fausta, o Cara Preta.
Foi a acusação de ter mandado matar Cara Preta, em 2021, que motivou a
primeira sentença de morte contra ele, decretada pela facção. Para a
polícia, Gritzbach havia sido responsável por um desfalque em Cara Preta
de R$ 100 milhões em criptomoedas e, quando se viu cobrado pelo
traficante, decidira matá-lo.
Após a morte de Cara Preta, Gritzbach chegou a ser sequestrado e
levado para um tribunal da facção. Os bandidos, no entanto, decidiram
soltá-lo. Para a polícia, o motivo era o fato de que só Gritzbach sabia
as chaves para o resgate das criptomoedas – matá-lo, seria perder o
dinheiro para sempre.
Gritzbach fechou acordo de delação premiada, homologado pela Justiça em abril. As negociações com o Ministério Público Estadual duravam
dois anos e ele já havia prestado seis depoimentos. Na delação, falou
sobre envolvimento do PCC, a maior organização criminosa do País, com o
futebol e o mercado imobiliário.
Atentado no Aeroporto de Guarulhos
Vídeos de câmeras de segurança do Aeroporto Internacional de Guarulhos mostram o momento em que atiradores executam Antonio Vinicius Lopes Gritzbach. Nesta
sexta-feira, Gritzbach voltava de viagem quando foi atacado a tiros. O
ataque ocorreu por volta das 16 horas e os atiradores estavam com o
carro estacionado, à espera da vítima.
Uma dupla da Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarulhos estava em
ronda próximo à entrada onde houve o tiroteio até por volta das 13
horas, quando identificaram um suspeito de ter adulterado a placa de um
carro.
Depois disso, eles o conduziram para a delegacia do aeroporto. Como a
ocorrência demorou três horas para ser registrada, segundo eles, os
agentes não faziam ronda na hora da execução.
As imagens mostram Gritzbach levando uma mala de rodinhas quando é
surpreendido pelos atiradores. Ele tenta fugir, é atingido pelos
disparos e cai perto da faixa de pedestres. É possível ver outras
pessoas correndo por causa do tiroteio.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cobrou um maior
ajuste fiscal, e atrelou os cortes a um menor nível dos juros.FMI estima
que a dívida pública do Brasil como proporção do PIB avance de 83,9%,
no fim de 2022, para 94,7% em 2026. Entenda as consequências para o
“risco país”, juros e capacidade de financiamento.O Fundo Monetário
Internacional (FMI) alertou neste mês que a dívida pública global deve
ultrapassar US$ 100 trilhões este ano pela primeira vez, atingindo 93%
do Produto Interno Bruto Global (PIB), e que o Brasil está entre os
países em que o débito deve continuar aumentando.
A DW ouviu especialistas sobre o quão preocupante é o crescimento da
dívida pública brasileira em meio a esse cenário de alta global, com
reflexos que vão dos juros à inflação.
O FMI estima que a dívida pública do Brasil como proporção do PIB
avance de 83,9%, no fim de 2022, para 94,7% em 2026, ao final do mandato
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se esse cenário se
materializar, representará uma piora de 10,8 pontos porcentuais para o
indicador. O avanço da dívida é alvo de frequentes disputas no governo,
especialmente com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vem
defendendo a necessidade de reduzir gastos para conter o débito.
O cenário amplia incertezas com relação à economia brasileira, além
de elevar o chamado “risco país”, aponta o professor de macroeconomia
Ricardo Hammoud, do Ibmec-SP. Neste caso, “há mais dificuldade de
financiar a sua dívida e seu déficit”. “Além disso, a dívida também fica
mais cara”, diz.
Maior dívida está ligada normalmente a um patamar mais elevado dos
juros, algo a que o Banco Central já vem reagindo. Em setembro, a
autoridade voltou a subir a taxa Selic, que chegou aos 10,75%, e
analistas esperam novos aumentos nas próximas reuniões.
Nesta semana, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto,
cobrou um maior ajuste fiscal, e atrelou os cortes a um menor nível dos
juros. “O Plano Real foi o primeiro plano que teve um ajuste fiscal
antes. Quando a gente olha de lá para cá, todas as vezes em que o Brasil
conseguiu diminuir os juros, foram acompanhadas de choques fiscais
positivos”, disse.
Por outro lado, Lula defende que o aumento da arrecadação e a queda
dos juros permitirão a redução do déficit sem comprometer a capacidade
de investimento. Além disso, neste ano, o presidente comparou a dívida
brasileira com a de Estados Unidos, Itália e Japão, todas acima de 100%,
afirmando que “este não é o problema” da economia.
Processo global?
As projeções do FMI e os analistas ouvidos concordam que o aumento da
dívida pública do Brasil atualmente faz parte de um processo global que
envolve múltiplos fatores, inclusive estruturais, como o aumento dos
gastos com a previdência diante do envelhecimento da população.
Entre outros países destacados pelo organismo com avanço de dívidas
preocupantes, estão Estados Unidos, França e Itália. Por sua vez, os
especialistas apontam fatores que limitam o nível dos débitos
brasileiros sem que haja maiores riscos para a economia.
“Países de renda alta podem dar-se ao luxo de contraírem dívidas como
proporção do PIB bem mais altas que nos emergentes, já que há quem
compre dívidas públicas mais altas dos mais ricos”, explica Otaviano
Canuto, membro sênior do Policy Center for the New South e
ex-vice-presidente do Banco Mundial.
“A comparação do Brasil com países como Japão e Estados Unidos é
incabível, são países que financiam suas dívidas de forma muito mais
barata”, afirma Hammoud, lembrando que os bancos centrais de ambos
chegaram a manter suas taxas de juros próximas de zero em alguns
períodos. “Além disso, a confiança nestes países é muito maior. Mesmo
com a dívida mais alta, continuam sendo financiados”, aponta.
“Os Estados Unidos têm o dólar, e os europeus têm o euro, que são
muito procurados como moedas de reserva, o que o Brasil não tem”,
afirma. Segundo o especialista, a comparação adequada deve ser feita com
outras economias emergentes, como Peru, México e Colômbia, que têm
características mais similares.
“É notável que entre os emergentes a dívida brasileira já é alta, e a
preocupação é o ritmo em que isso está acontecendo”, aponta Canuto.
Espaço para mais arrecadação?
Há ceticismo sobre capacidade do governo de aumentar a arrecadação,
algo que tende a ser impopular por normalmente ocorrer por meio do
aumento de impostos.
Hammoud indica que ainda que a proporção que o aumento dos gastos
tomou nos últimos dois anos foi muito maior do que o da arrecadação. Ele
lembra que o avanço se deu especialmente entre as despesas para manter a
máquina do governo funcionando, os chamados gastos primários.
Na visão de Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o chamado
arcabouço fiscal proposto pelo governo não vem sendo suficiente para
garantir a confiança nas contas públicas do país, já que o projeto
dependia muito de aumento na arrecadação, sem um ajuste na estrutura de
gastos.
Além disso, ele lembra que a administração não conseguiu que novos
recursos fossem aprovados no Congresso, e que “é difícil imaginar” que
logre isso após dois anos de mandato, em um momento em que a
popularidade está mais desgastada que no começo da gestão.
A desconfiança com o equilíbrio das contas públicas brasileiras é uma
das grandes razões por trás da desvalorização do real neste ano. Apesar
de fatores externos que impulsionaram o dólar no exterior, analistas
apontam que até 80% da perda de valor do ativo brasileiro atualmente
está ligado a desdobramentos no país.
“Parte do câmbio atual está ligado ao lado fiscal, o dólar estaria
mais baixo não fosse isso”, aponta Vale. Um dos desdobramentos da moeda
mais desvalorizada é uma maior inflação, que deve ficar acima da meta do
Banco Central em 2024, segundo as estimativas do mercado financeiro.
“Trajetória explosiva da dívida”
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina
Georgieva, disse que a dívida crescente torna o quadro da economia
mundial “mais preocupante”. A dirigente afirmou que o espaço fiscal
continua diminuindo, e as escolhas de gastos se tornaram “mais
difíceis”. “Escolas ou clima? Conectividade digital ou estradas e
pontes?”, sugeriu.
Na visão de Canuto, o FMI foi enfático na “trajetória explosiva da
dívida”. Entre as principais repercussões, ele acredita que há a chance
de o cenário levar a uma elevação dos prêmios de risco pelo mundo, e
juros mais altos, o que impactaria em taxas mais altas também no Brasil.
Entre os fatores que devem impulsionar uma alta de gastos nos
próximos anos, ele destaca transição energética, corrida armamentista e
políticas populistas. No último caso, Canuto lembra que as dúvidas
econômicas nos Estados Unidos atualmente com relação às eleições
presidenciais são sobre qual programa de governo trará maior aumento
para dívida do país.
Outro fator é o aumento dos gastos com previdência, enquanto há
redução da população economicamente ativa. Citando exemplos de países
nórdicos a asiáticos, Canuto lembra que “as políticas que até agora
tentaram reverter as taxas de natalidades têm falhado” ao redor do
mundo.
Vale observa riscos semelhantes, e compara com o período de altas
dívidas públicas que seguiu a Segunda Guerra Mundial, o que costuma ser
citado por aqueles que não creem em grandes riscos de uma alta do nível
da dívida. “O momento atual é diferente, naquela época era possível ter
maior crescimento econômico”, avalia.
Em sua visão, o que poderia amenizar o quadro é um aumento da
produtividade, o que pode ser impulsionado por novos desdobramentos
tecnológicos, como os oferecidos pela inteligência artificial.
A depender do vencedor do Nobel de Economia neste ano, há razões para
ter cautela com os ganhos trazidos pelas novas ferramentas. Em um
estudo publicado em maio, Damer Acemoglu estimou em modestos 0,53% os
ganhos de produtividade gerais da economia ao final de dez anos advindos
da aplicação da inteligência artificial em diversos setores.