sábado, 9 de novembro de 2024

GOVERNO ENROLA PARA ANUNCIAR PACOTE DE CORTE DE GASTOS

 

História de Célia Froufe e Caio Spechoto – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O governo Lula adiou o anúncio do pacote de medidas de corte de gastos para reequilibrar as contas públicas, que enfrenta resistências na Esplanada e pode ser desidratado. A reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 7, sobre o pacote terminou sem qualquer anúncio.

De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, o encontro, que começou às 15h, foi finalizado pouco antes das 18h30 e não há perspectivas de entrevistas sobre o tema ainda nesta sexta. Também não foi divulgado se novas reuniões serão retomadas na semana que vem.

Haddad tenta convencer Lula sobre pacote de corte de gastos, mas ministros de áreas-alvo mostram resistências. Foto: Wilton Junior/Estadão

Haddad tenta convencer Lula sobre pacote de corte de gastos, mas ministros de áreas-alvo mostram resistências. Foto: Wilton Junior/Estadão

Um pouco antes, o Ministério da Fazenda informou que o titular da Pasta, Fernando Haddad, já havia saído do encontro e estava a caminho da base aérea de Brasília para embarcar para São Paulo, às 19 horas.

Havia a expectativa de que o pacote de medidas para cortar despesas e reequilibrar as contas públicas, dando uma sobrevida ao arcabouço fiscal, fosse anunciado ainda esta semana. Na segunda-feira, Haddad afirmou que o governo estava na “reta final” de ajustes.

No entanto, a rodada de reuniões ao longo da semana com ministros das áreas que seriam alvo das medidas turbinou as resistências, levando ao risco de desidratação do pacote elaborado pela equipe econômica.

demora no anúncio preocupa o mercado financeiro, que teme que sobrevivam apenas medidas de “pente-fino” em detrimento de mudanças estruturais que ajudem a controlar a trajetória da dívida pública. O aumento da percepção de risco e alta do dólar, que na semana passada fechou no segundo maior nível da história, pressionaram o governo, que marcou a rodada de reuniões.

Como mostrou o Estadão, no Ministério da Fazenda, Haddad ainda não se deu por vencido. A interlocutores, tem dito que é preciso esperar “o fim da história”, para saber quem vai levar a disputa política interna.

Estiveram presentes na reunião desta sexta, segundo o Palácio do Planalto, os seguintes ministros:

  • Geraldo Alckmin, Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Rui Costa, ministro da Casa Civil
  • Fernando Haddad, ministro da Fazenda
  • Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego
  • Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento
  • Paulo Pimenta, ministro da Secretaria de Comunicação Social
  • Camilo Santana, ministro da Educação
  • Nísia Trindade, ministra da Saúde
  • Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
  • Jorge Messias, Advogado-Geral da União

‘Tropa de choque’ da Fazenda

Haddad acionou nesta sexta a “tropa de choque” quase completa de sua pasta para a reunião ministerial no Planalto com Lula.

Participaram com o ministro os secretários Dario Durigan (executivo), Guilherme Mello (Política Econômica), Robinson Barreirinhas (Receita Federal) e Marcos Pinto (Reformas Econômicas).

A primeira das reuniões ministeriais sobre cortes de gastos ocorreu na segunda-feira. Desde então, Haddad vinha sendo sempre acompanhado de Durigan e Mello.

TRUMP TERÁ SUPERPODERES COM O APOIO DA MAIORIA NA CÂMARA E NO SENADO

 

História de Alessandra Corrêa – De Washington para a BBC News Brasil – BBC News Brasil

O partido de Trump caminha para ter maioria na Câmara e no Senado

O partido de Trump caminha para ter maioria na Câmara e no Senado© Reuters

As eleições americanas de 5 de novembro resultaram não apenas na vitória do republicano Donald Trump, que deverá voltar à Casa Branca quatro anos após o fim do seu primeiro mandato, mas também na dominância de seu partido no Senado e, possivelmente, na Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil).

Até o fechamento desta reportagem, várias disputas continuavam sem resultado final, mas os republicanos já tinham consolidado a maioria no Senado, com 52 das 100 cadeiras.

Na Câmara, os republicanos já conquistaram 211 das 435 cadeiras, à frente das 199 dos democratas. O partido que conquistar no mínimo 218 assentos vai controlar a Câmara.

Trump ultrapassou o mínimo de 270 votos do Colégio Eleitoral que precisava para ser eleito presidente, conquistando, até agora, 295. Também se encaminha para ser o vencedor do voto popular, com 50,7% até o fechamento da reportagem, à frente dos 47,7% de sua adversária democrata, a vice-presidente Kamala Harris.

“A América nos deu um mandato poderoso e sem precedentes”, disse o republicano quarta-feira (06/11), ao declarar a vitória.

O controle da Presidência e do Congresso pelo mesmo partido não é algo inusitado. Segundo o instituto de pesquisas Pew Research Center, “o controle de um único partido em Washington (na Casa Branca, no Senado e na Câmara) é comum”, especialmente “no início de uma nova presidência”.

No total, desde o governo de Theodore Roosevelt (1901-1909), 16 dos últimos 21 presidentes conseguiram o feito em algum momento de seus mandatos.

Entre eles, o atual presidente, o democrata Joe Biden, em seus primeiros dois anos no poder, e o próprio Trump, quando tomou posse pela primeira vez, em 2017.

O democrata Barack Obama, antecessor de Trump que governou até o início de 2017, também tinha a maioria nas duas Casas quando iniciou seu primeiro mandato, em 2009.

No entanto, a situação de Trump deverá ser diferente da de seus antecessores e mesmo de seu primeiro mandato.

“Há algumas coisas que mudaram”, diz à BBC News Brasil o cientista político Ken Kollman, professor da Universidade de Michigan.

“Entre elas, a natureza do Partido Republicano. Não consigo pensar em uma época em nosso país, desde antes do início do século 20, em que você tivesse um partido tão controlado por uma única pessoa”, afirma Kollman, referindo-se ao poder de Trump.

Caso a maioria na Câmara se confirme, o controle da Casa Branca e do Congresso deve facilitar a implementação da agenda de Trump, que inclui desde a promessa de deportações em massa de imigrantes ilegais e cortes de impostos até a expansão da extração de petróleo e a eliminação do Departamento de Educação.

Mas, assim como ocorreu com outros presidentes antes dele, o controle do Congresso não será o suficiente para garantir a aprovação de todas as suas prioridades legislativas. Em vários casos será necessária maioria de 60 votos no Senado, o que o partido não deve obter.

Cenário diferente de 2017

Nos últimos dois anos, os republicanos já tinham maioria na Câmara, com 220 das 435 cadeiras. Os democratas controlavam o Senado, com 47 cadeiras e o apoio de quatro senadores independentes — somando assim maioria de 51 votos, à frente dos 49 republicanos.

Nestas eleições, candidatos republicanos retomaram o Senado não apenas vencendo em Estados onde a cadeira em disputa já estava nas mãos do partido, mas também derrotando democratas que buscavam a reeleição em Ohio e Montana.

Também venceram na Virgínia Ocidental, onde o governador republicano Jim Justice conquistou a vaga do Senado deixada pela aposentadoria de Joe Manchin, ex-democrata que virou independente neste ano.

Nos Estados Unidos, o mandato dos deputados federais é de dois anos, enquanto os senadores servem por seis anos. A cada dois anos, há eleições para todas as cadeiras da Câmara e um terço do Senado.

Os novos deputados e senadores serão empossados em 3 de janeiro, e o presidente toma posse no dia 20 de janeiro.

Apesar de Trump já ter governado com maioria no Senado e na Câmara quando iniciou seu primeiro governo, ele deverá encontrar agora um Congresso bem diferente do que o recebeu oito anos atrás.

Na época, parte da bancada republicana e da liderança tradicional do partido tinha uma posição de cautela ou até rejeição em relação a Trump, um “outsider” (“alguém de fora”, neste caso, da política) que havia ingressado na política pouco tempo antes e chocou Washington ao vencer a eleição de 2016.

Desde então, Trump transformou o Partido Republicano à sua imagem e é hoje seu líder incontestável. Quase todos os parlamentares que inicialmente resistiam a Trump mudaram de posição ou deixaram o Congresso, e o novo presidente deverá ser recebido por uma bancada disposta a levar à frente sua agenda.

A certa folga na margem de maioria no Senado significa ainda que Trump poderá aprovar determinadas medidas mesmo se não tiver os votos de alguns dos senadores considerados mais centristas, como Lisa Murkowski (Alasca) ou Susan Collins (Maine), que várias vezes se desviaram da linha do partido.

Antes mesmo de se confirmar se os republicanos manterão a maioria na Câmara, o atual presidente da Casa, Mike Johnson (republicano da Louisiana), prometeu a “agenda mais agressiva da Era Moderna” nos primeiros 100 dias do governo Trump e disse que os deputados da bancada estão “prontos para agir imediatamente”.

Gabinete e Judiciário

O Capitólio, sede do Congresso americano

O Capitólio, sede do Congresso americano© Getty Images

O Senado americano tem um mecanismo de obstrução chamado de “filibuster”, que só pode ser evitado com uma maioria de 60 votos. Isso permitiria que, mesmo em minoria, os democratas tentem bloquear determinadas propostas, já que os republicanos têm menos de 60 votos.

“O filibuster costumava se aplicar a quase tudo que o Senado fazia, incluindo nomeações judiciais”, observa Kollman.

No entanto, isso mudou, e vários cargos do gabinete e do Judiciário que precisam ser aprovados pelo Senado podem receber maioria simples.

Nesses casos, a maioria republicana poderá garantir a confirmação de nomes para o gabinete de Trump, além de juízes federais e eventuais vagas na Suprema Corte, que têm mandato vitalício.

“Não espero que ele tenha muitos obstáculos para nomear quem quiser”, diz Kollman.

Em seu governo anterior, Trump indicou três membros para a Suprema Corte, a mais alta instância da Justiça americana. Isso consolidou a maioria de seis membros na “ala conservadora”, como são chamados os juízes indicados por presidentes republicanos, e apenas três na “ala liberal”, composta por nomeados por presidentes democratas.

A composição da Suprema Corte tem impacto em diversas questões que afetam o país inteiro. Foi a maioria conservadora que, em 2022, levou à anulação de uma decisão que por quase 50 anos garantiu o direito constitucional ao aborto no país, deixando cada Estado livre para adotar suas próprias proibições.

Neste ano, esta mesma maioria conservadora garantiu a decisão de que ex-presidentes — como era o caso de Trump, acusado de tentar interferir no resultado das eleições de 2020 — têm direito à imunidade judicial em acusações criminais por “atos oficiais” praticados durante o mandato.

Em caso de morte ou aposentadoria de algum dos membros atuais da ala liberal, Trump poderia aumentar ainda mais a maioria conservadora na Corte. Mesmo que uma eventual vaga seja na ala conservadora, o presidente poderia nomear um juiz jovem, garantindo assim que a vaga permaneça do lado conservador por vários anos ou décadas.

Trump também deve nomear juízes conservadores para tribunais inferiores. Durante os quatro anos de seu governo anterior, o republicano conseguiu a confirmação de mais de 230 juízes.

Impostos

Em outras questões, porém, o filibuster pode ser um empecilho aos planos do novo presidente.

“Há diferenças importantes entre a Câmara e o Senado”, diz à BBC News Brasil o cientista político Adam Sheingate, professor da Universidade Johns Hopkins.

“A Câmara é onde a maioria exerce controle em termos de definir a agenda e aprovar legislação. Na maioria das circunstâncias, o partido majoritário consegue o que quer.”

“No Senado, a menos que o partido majoritário tenha 60 votos, o partido minoritário tem a capacidade de bloquear ou atrasar a ação”, ressalta.

“Embora controlado pelos republicanos, é onde o Partido Democrata terá mais oportunidades de atrasar ou mudar a agenda [de Trump].”

No entanto, certas questões fiscais e propostas vinculadas de alguma maneira ao orçamento também podem ser aprovadas por maioria simples, graças a um processo legislativo chamado de “Budget Reconciliation” (reconciliação orçamentária).

Isso facilitaria a aprovação de uma das prioridades de Trump: a extensão dos cortes de impostos implementados em 2017, uma das principais conquistas legislativas de seu governo anterior. Além disso, ele prometeu ampliar isenções fiscais, incluindo sobre gorjetas e horas extras.

Os cortes de 2017 devem vencer no próximo ano, e sua extensão representaria uma vitória legislativa importante para Trump em seus primeiros cem dias de governo.

Análises indicam que os cortes estimularam o crescimento econômico, mas beneficiaram os mais ricos. Também projetam que poderiam aumentar a dívida do país, que já é de aproximadamente US$ 36 trilhões (cerca de R$ 206 trilhões), em mais de US$ 9 trilhões (mais de R$ 51 trilhões) na próxima década.

Os republicanos podem tentar usar o Budget Reconciliation para aprovar outras medidas relacionadas à economia, imigração e outros temas.

Em seu primeiro mandato, Trump tentou, sem sucesso, acabar com o Affordable Care Act (ACA), a reforma da saúde sancionada por Barack Obama em 2010 e apelidada de “Obamacare”.

Os republicanos continuam querendo restringir o acesso ao ACA e outras mudanças na lei.

“É possível que o Partido Republicano revogue o ACA usando esse processo”, salienta Sheingate. “Resta saber se o Partido Republicano teria 50 votos [já que membros mais moderados poderiam se opor].”

Ordens executivas

Trump e seu vice na chapa vitoriosa em 2024, JD Vance

Trump e seu vice na chapa vitoriosa em 2024, JD Vance© Getty Images

A desvantagem dos democratas significa que teriam dificuldade para iniciar investigações sobre eventuais abusos de poder, como as que levaram aos dois processos de impeachment contra Trump em seu primeiro governo.

No entanto, a margem de maioria republicana na Câmara será pequena, impondo limitações já vistas nos últimos dois anos quando, apesar de controlar a Casa, a bancada do partido ficou muitas vezes imobilizada por divisões internas.

Em vários momentos, precisaram de apoio dos democratas para aprovar propostas.

“Desde que foi eleito, em 2016, Trump consolidou seu controle sobre o Partido Republicano. Se isso se traduzirá em uma bancada republicana mais unificada, não tenho certeza”, observa Sheingate.

“Nos últimos anos, particularmente na Câmara, o Partido Republicano algumas vezes teve dificuldade de se manter unido, porque há uma ala de extrema direita”, afirma.

Nem todas as prioridades de Trump, entretanto, precisarão passar pelo Congresso.

“O presidente pode fazer muito sem o Congresso”, ressalta Sheingate, citando o exemplo do aumento de deportações ou mudanças em regulações.

Durante a campanha, Trump já disse que não precisa do Congresso para certas propostas, como o aumento de tarifas sobre importações, e que, se o Congresso não aprovar, exerceria sua autoridade executiva nesse caso.

Logo após a confirmação da vitória, seus assessores afirmaram em entrevistas à imprensa americana que o novo presidente deverá recorrer a ordens executivas para implementar imediatamente medidas relacionadas à imigração e à extração de petróleo.

Muitas partes de sua agenda, porém, vão depender do Congresso.

“Certamente ajuda ter maiorias nas duas Casas. Mas no Senado, não basta maioria, é preciso uma supermaioria para ter poder total”, salienta Sheingate.

“Trump não terá poder total.”

CHINA NÃO APROVA A ENTRADA DA COREIA NA GUERRA DA UCRÂNIA

 

História de Realidade Militar

Recentemente, o cenário geopolítico global ganhou contornos inesperados com a notícia de que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para lutar ao lado da Rússia no conflito em andamento na Ucrânia. Essa movimentação, que envolve tropas de um dos países mais isolados do mundo, levantou preocupações e questões sobre as implicações desse novo capítulo na guerra. Confira nossa análise em vídeo:

A Complexidade da Aliança

A aliança entre a Rússia e a Coreia do Norte não é apenas uma questão de enviar tropas para o campo de batalha. O desafio logístico e cultural é imenso. Os soldados norte-coreanos, que vêm de um contexto completamente diferente, precisam se adaptar a um novo ambiente de combate, onde a comunicação é um dos maiores obstáculos. Para cada grupo de trinta soldados, a necessidade de um intérprete e três oficiais russos destaca a ineficiência dessa integração.

Além disso, o descontentamento já começou a emergir, com relatos de soldados russos expressando suas frustrações em relação aos seus novos “colegas”. Essa situação não apenas complica as operações militares, mas também gera tensões internas entre as forças aliadas.

A Preocupação da China

Um dos aspectos mais intrigantes desta nova dinâmica é a reação da China. Embora tradicionalmente vista como aliada da Coreia do Norte, a participação direta deste último no conflito ucraniano coloca Pequim em uma posição delicada. A China sempre considerou a Coreia do Norte como um “escudo” contra a influência dos Estados Unidos na região, mas agora se vê diante do risco de perder o controle sobre o regime de Kim Jong-un.

A relação entre esses dois países é complexa e está interligada por interesses estratégicos e econômicos. A Coreia do Norte depende fortemente da China para sustentar sua economia, especialmente em tempos de sanções internacionais. A instabilidade na Coreia do Norte poderia resultar em uma crise humanitária que afetaria diretamente a China.

O Efeito Dominó

Se a situação continuar a se deteriorar, as consequências podem ser significativas. Tanto a Coreia do Sul quanto o Japão, aliados dos Estados Unidos, já demonstraram preocupação com a participação da Coreia do Norte na guerra. O aumento do apoio militar à Ucrânia por parte desses países pode agravar ainda mais as tensões na região.

Além disso, a Casa Branca deixou claro que os soldados norte-coreanos seriam considerados alvos militares legítimos, caso continuem a lutar ao lado da Rússia. Isso poderia abrir um novo front de conflito, diretamente envolvendo os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

O Dilema da China

A China, que até agora buscou manter uma postura neutra, enfrentará um dilema nas próximas semanas. Se continuar a apoiar a Rússia, mesmo que indiretamente, pode ser vista como cúmplice de uma guerra que se torna cada vez mais internacional. Por outro lado, pressionar a Coreia do Norte pode resultar em uma perda de influência sobre Kim Jong-un, o que poderia desestabilizar a região.

Xi Jinping está, portanto, em uma encruzilhada. As decisões que ele tomar nos próximos meses não apenas afetarão a guerra na Ucrânia, mas também terão repercussões para a estabilidade na Ásia e no mundo. O futuro desse conflito e as relações internacionais estão em um ponto crítico, e o desenrolar dos acontecimentos será crucial para definir os próximos passos.

A aliança entre a Coreia do Norte e a Rússia, com a presença de soldados norte-coreanos na guerra da Ucrânia, traz à tona questões complexas que envolvem não apenas os países diretamente envolvidos, mas também as potências globais. A situação é dinâmica e pode mudar rapidamente, tornando-se uma questão de vigilância constante para analistas e líderes internacionais. O que está em jogo é mais do que apenas uma batalha militar; trata-se de um rearranjo no poder global que pode ter consequências duradouras.

Essa nova fase no conflito nos convida a refletir sobre a interconexão das relações internacionais e como decisões de um pequeno país podem impactar a estabilidade de regiões inteiras. Acompanhar esses desdobramentos será essencial para entender o futuro da geopolítica global.

CAÇAS GRIPEN COMPRADOS DA SUÉCIA QUE VÃO ATRASAR A ENTREGA

 

História de Douglas Porto – CNN Brasil

Saiba como são os caças Gripen que o Brasil comprou, mas que vão atrasar para chegar

Saiba como são os caças Gripen que o Brasil comprou, mas que vão atrasar para chegar

Há dez anos, o governo federal e a fabricante sueca Saab firmaram um contrato para a compra de 36 caças Gripen à Força Aérea Brasileira (FAB). São 28 aviões da categoria E (monoposto) e oito da F (biposto), que deveriam ser entregues até 2027, mas o prazo deve ser estendido. O atraso deve acontecer pela falta de recursos orçamentários para o pagamento do negócio que foi fechado por 39,8 bilhões de coroas suecas — hoje equivalentes a pouco mais de R$ 21 bilhões. Segundo uma fonte do Planalto à CNN, a chegada da última aeronave deve acontecer apenas no início da década de 2030. Até o momento, foram recebidas oito unidades da categoria E pela FAB. Os caças, que tem apenas um assento, tem 15,2 metros de comprimento e 8,6 metros de largura. Vazia, a aeronave pesa oito toneladas. Entretanto, pode ter o dobro na decolagem: 16,5 toneladas — contando com todos os equipamentos, combustível e o militar que estiver embarcado. O impulso máximo é de 98 kN (cerca de 9.993 quilos). A aeronave possui 10 hardpoints — espaços na asa ou na fuselagem para transporte de cargas, como motores, munições, equipamentos, entre outros. O avião é equipado com um canhão Mauser BK27 milímetros. O Gripen F, por sua vez, possui três principais diferenças com o Gripen E: Número de ocupantes: Gripen E: um x Gripen F: dois Cumprimento: Gripen E: 15,2 metros x Gripen F: 15,9 metros Canhão: Gripen E: Mauser BK27 mm x Gripen F: não tem Como o Gripen funciona? O caça voa em velocidade supersônica, com alcance de 4.000 quilômetros, podendo ser reabastecido no ar. A atual versão do Gripen ainda consegue carregar 40% a mais combustível que a anterior. O motor F414G tem potência de até 22 mil libras. A sua velocidade máxima é de Mach 2 (2.500 km/h). Para realizar um pouso, o Gripen precisa de 600 metros, podendo operar em pistas pequenas ou até em estradas. Em cerca de dez minutos, o caça pode ser rearmado, reabastecido e voltar para o combate. Na manutenção, não é necessário escada para acessar os componentes da aeronave. Os painéis de acesso ficam em uma altura adequada para o responsável fazer a manutenção em pé. Uma troca de turbina, por exemplo, pode acontecer em menos de uma hora, segundo a FAB. Veja mais detalhes sobre o Gripen: Guerra Centrada em Redes Em sua concepção, o Gripen foi pensado para atuar na chamada Guerra Central em Redes, quando esquadrilhas voam conectadas digitalmente por datalink. Ou seja, quando um caça voa em uma posição estratégica pode compartilhar dado de seus sensores com as demais aeronaves. É possível um avião lançar um míssil com base nas informações repassadas por outro. O raio de combate é de 800 nm (milhas náuticas), cerca de 1.500 quilômetros. Decolando do 1º Grupo de Defesa Aérea, na Base Aérea de Anápolis (GO), os caças podem atacar alvos em todos os estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de parte do Norte e Nordeste.

UM GRANDE DESAFIO ENFRENTADO POR LÍDERES É GERENCIAR OS SABOTADORES INTERNOS SEUS E DE SUAS EQUIPES

 

Andrea Petrillo, é sócia e mentora da Santé. Engenheira formada pela Escola de Engenharia Mauá

Especialista em Neurociência explica que comportamentos sabotadores tendem a levar à insatisfação no ambiente de trabalho e criam desafios para líderes e colaboradores

Um dos grandes desafios enfrentados por líderes de diferentes setores é gerenciar os sabotadores internos, tanto os seus quanto os de suas equipes. De acordo com Andrea Petrillo, sócia e mentora da Santé, os sabotadores internos são os principais inimigos da produtividade, tanto dentro quanto fora das empresas.

O termo foi criado por Shirzad Chamine, autor do livro Inteligência Positiva, para designar padrões automáticos de pensamento e comportamento que levam ao estresse, à ansiedade e à insatisfação, muitas vezes sem que a pessoa se dê conta de sua influência.

Andrea explica que todos possuem sabotadores, que muitas vezes são formados na infância ou alimentados por experiências passadas, traumas e crenças que se desenvolvem sobre nós mesmos e o mundo à nossa volta.

“O problema surge quando esses sabotadores dominam nossa mente. Nesse estado, o cérebro trabalha contra nós, afastando-nos da produtividade, criatividade e felicidade genuína. Daí a importância de reconhecê-los e identificá-los. Ao tomar consciência de sua presença e impacto, podemos começar a reduzir sua influência”, reforça Andrea.

A especialista esclarece que o Crítico, considerado o pai de todos os sabotadores pelo seu potencial destrutivo, está sempre procurando defeitos em si, nos outros e nas circunstâncias, e é ele que provoca a maior parte dos sentimentos de raiva, decepção, arrependimento, culpa, vergonha e ansiedade.

“Este sabotador é uma voz interna que julga constantemente as nossas ações e as situações em que estamos inseridos, gerando sentimentos de frustração, decepção, inadequação e medo. Trata-se de um comportamento inconsciente e automático que afeta os resultados tanto do indivíduo quanto da equipe. Quando uma pessoa se dá conta, o comportamento já ocorreu”, explica Andrea.

Além do Crítico, cada sabotador possui características específicas que refletem diferentes formas de autossabotagem. Petrillo alerta que todos nós podemos perceber a presença mais latente de um ou mais sabotadores, e que, normalmente, um pode alimentar o outro. Quanto mais autoconsciência, mais fácil será identificar esses padrões mentais e criar estratégias para gerenciá-los.

Os 09 tipos de Sabotadores Internos:

1. Perfeccionista

É perfeccionista e tem necessidade de ordem e organização extrema. Detalhista, raramente fica satisfeito com o resultado das entregas.

2. Inquieto

Está sempre em busca de maior excitação na próxima atividade ou se ocupando constantemente. Raramente fica em paz e satisfeito com a atividade do momento.

Pode deixar passar coisas valiosas por não estar totalmente presente no agora.

3. Prestativo

Está sempre tentando conseguir aceitação por meio de ajuda, elogios etc.

Perde as próprias necessidades de vista e está sempre ressentido com os resultados.

Não sabe dizer não.

4. Hiper Realizador

Depende de desempenho e realizações constantes para conseguir respeito próprio, auto validação e se sentir pertencente. Tem necessidade de autopromoção.

5. Hiper Racional

Foco intenso no processamento racional de tudo, incluindo relacionamentos. Pode ser percebido como frio, distante e intelectualmente arrogante.

6. Esquivo

Foco no positivo e agradável de uma forma extrema. Fuga de conflitos e tarefas difíceis e desagradáveis. Tem perfil procrastinador.

7. Hiper Vigilante

Só olha para o perigo. Vive em ansiedade contínua e inquieta quanto a todos os perigos da vida. Tem grande foco no que pode dar errado.

8. Controlador

Necessidade baseada em assumir a responsabilidade e controlar situações, forçando a ação das pessoas à sua própria vontade, resultando em ansiedade e impaciência.

Em geral, este perfil elimina o potencial do time.

9. Vítima

Estilo emocional e temperamental para conquistar atenção e afeto. Foco em sentimentos dolorosos. Tendência para mártir, é dramático e faz beicinho.

Como mudar o padrão?

O primeiro passo para mudar o padrão é reconhecer o sabotador mais influente. Uma abordagem sugerida é listar, de 1 a 10, os comportamentos mais comuns no dia a dia, considerando não apenas a vida profissional, mas também a pessoal. Os sabotadores que mais interferem na sua vida são aqueles com pontuação acima de 7.

Além disso, a mentora da Santé sugere que o profissional se faça algumas perguntas:

– Qual comportamento que você gostaria de mudar em você?

– Do que você tem medo?

– Quais objetivos você ainda não conquistou?

– O que está no seu caminho que te impede de realizá-los?

– Você joga para ganhar ou para não perder? Ou seja, você tem uma tendência defensiva ou combativa?

– Quais são os obstáculos no seu trabalho? Isso é algo que depende de você?

– Quais são os obstáculos em sua vida? Isso é algo que depende de você

Ao responder estas perguntas, é possível fazer uma reflexão mais profunda e entender melhor como seus sabotadores estão impactando na sua vida. Outra estratégia sugerida por Andrea é dar um nome ao comportamento. “Nomear o sabotador tira-lhe o poder. Assim, dissocia-se dele e passa a vê-lo como um comportamento, e não como parte de quem você é”.

Andrea também destaca que o cérebro humano tende a focar nas ameaças. Por isso, para suprimir os sabotadores, é fundamental criar e reforçar uma mentalidade positiva. Uma sugestão é fazer pausas mentais ao longo do dia, parar por alguns minutos para respirar profundamente, reconectar-se com o presente e voltar sua atenção aos sentidos.

Por fim, Petrillo ressalta a importância de o líder atuar como mentor, ajudando a sua equipe a reconhecer e mudar seus padrões sabotadores. “Quando conseguimos suprimir os sabotadores, temos uma equipe entusiasmada, curiosa e disposta a partilhar e contribuir com soluções. Por outro lado, quando o líder não conhece e não trabalha para suprimir os seus próprios sabotadores, isso resulta numa equipe ansiosa, desmotivada, desconfiada e que vive na defensiva”.

Sobre a especialista

Andrea Petrillo, é sócia e mentora da Santé. Engenheira formada pela Escola de Engenharia Mauá, tem MBA em Logística e Supply Chain pela FGV e pós-graduada em Neurociência pelo Einstein. É Practitioner pela Sociedade Brasileira de PNL. Possui mais de 17 anos de experiência em gestão de pessoas e processos, com objetivo de aumentar produtividade.

Sobre a Santé

Criada por Caroline Garrafa em 2014, após uma jornada por 25 países à procura do que é Felicidade, a Santé nasceu com o propósito de contribuir para a transformação de empresas e pessoas a partir do desenvolvimento de People Skills.

Utilizando a neurociência como base, a Santé criou uma metodologia própria, sustentada por diversas disciplinas que buscam integrar conhecimentos científicos e práticos para o desenvolvimento humano.

Atualmente, a empresa possui quatro sócios e um time de mentores especializados em diferentes expertises. Com sede na capital Paulista e atuação no Brasil e Estados Unidos, a Santé possui programas corporativos (liderança, cultura, gestão) e palestras, além de mentorias individuais e uma imersão exclusiva, chamada Santé Experience.

Empresas como Tiktok; Ifood; Itaú; 99; Engeform; Industria Bandeirante; Etus; Grupo José Alves; Holding Clube; GFT, PTC Group, Alicerce.edu, Cacau Show; YPO, entre outras, fazem parte do portfólio de clientes da empresa.

Mindset correto é o que vai fazer você alcançar (ou não) o sucesso

Junior Borneli, co-fundador do StartSe

Mulher negra e sorridente segurando um IPad e olhando para frente (Fonte: Getty Images)

Mindset é a sua programação mental, é como você encara tudo que está ao teu redor

Mindset. Você já ouviu essa palavinha algumas vezes aqui no StartSe. Ela é importante, talvez uma das coisas mais importantes para “chegar lá” (seja lá onde for que você quiser chegar).

É sua habilidade de pensar o que você precisa para ter sucesso. E como a maioria das coisas que você possui dentro de você, ela é uma espécie de programação do seu ser. Tanto que é possível que você adquira outro mindset durante a vida, convivendo com as pessoas corretas, conhecendo culturas diferentes.

Algumas pessoas dizem que é isso das pessoas que faz o Vale do Silício ser a região mais inovadora do mundo. Eu, pessoalmente, não duvido. Fato é: você precisa de ter a cabeça no lugar certo, pois a diferença entre um mindset vencedor e um perdedor é o principal fator entre fracasso e sucesso.

Para isso, é importante você começar do ponto inicial: um objetivo. “Todo empreendedor precisa ter um objetivo. Acordar todos os dias e manter-se firme no propósito de fazer o máximo possível para chegar lá é fundamental”, diz Junior Borneli, co-fundador do StartSe e uma das pessoas mais entendidas de mindset no ecossistema brasileiro.

De lá, é importante você fazer o máximo que puder e não perder o foco, mantendo-se firme. “Não importa se no final do dia deu tudo certo ou errado. O importante é ter a certeza de que você fez tudo o que foi possível para o melhor resultado”, avisa.

Com a atitude certa, é capaz que você sempre consiga canalizar as coisas como positivas. “Você sempre tem duas formas de olhar um a mesma situação: aquela em que você se coloca como um derrotado e a outra onde você vê os desafios como oportunidades. Escolha sempre o melhor lado das coisas, isso fará com que sua jornada seja mais leve”, alerta o empreendedor.

Esses tipo de sentimento abre espaço para uma característica importantíssima dos principais empreendedores: saber lidar com grandes adversidades. “Um ponto em comum na maioria os empreendedores de sucesso é a superação”, destaca Junior Borneli.

Saber lidar com essas adversidades vai impedir que você pare no primeiro problema (ou falência) que aparecer na sua frente. “São muito comuns as histórias de grandes empresários que faliram várias vezes, receberam diversos ‘nãos’ e só venceram porque foram persistentes”, afirma.

É importante ter esse mindset resiliente, pois, nem sempre tudo será fácil para você – na verdade, quase nunca será. “Empreender é, na maior parte do tempo, algo muito doloroso. Até conseguir algum resultado expressivo o empreendedor passa por muitos perrengues. A imensa maioria fica pelo caminho”, diz.

É como uma luta de boxe, onde muitas vezes, para ganhar, você terá que apanhar e apanhar e apanhar até conseguir desferir o golpe (ou a sequência) certo. “Na minha opinião, não há melhor frase que defina a trajetória de um empreendedor de sucesso do que aquela dita por Rocky Balboa, no cinema: ‘não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. É assim que se ganha’”, ilustra.

O problema talvez seja que alguns aspectos do empreendedorismo tenham glamour demais. “Empreender não é simplesmente ter uma mesa com super-heróis e uma parede cheia de post-its coloridos. Você vive numa espécie de montanha russa de emoções, onde de manhã você é ‘o cara’ e à tarde não tem dinheiro pro café”, salienta.

Vale a pena, porém, perseverar neste caminho. “Para aqueles que são persistentes e têm foco, a jornada será difícil, mas o retorno fará valer a pena!,” destaca o empreendedor.

DERROTA TAMBÉM ENSINA

Um ponto importante do sucesso é saber lidar com o fracasso e, de lá, tomar algumas lições para sair mais forte ainda. “Toda derrota nos ensina algumas lições e assim nos tornamos mais fortes a cada nova tentativa. A cultura do fracasso, aqui no Brasil, é muito diferente dos Estados Unidos”, afirma Junior.

No Vale do Silício, falhar é encarado algo bom, na verdade – e aumenta suas chances de sucesso futuro. “Por lá, empreendedor que já falhou tem mais chances de receber investimentos porque mostrou capacidade de reação e aprendeu com os erros”, conta o empreendedor.

Mas ao pensar sobre fracasso, você precisa ter o filtro correto para não deixar a ideia escapar. “Encarar os erros como ensinamentos e entender que falhar é parte do jogo torna as coisas mais fáceis e suportáveis”, salienta.

Foco é a palavra de ordem para você conseguir alcançar os objetivos traçados no caminho, mesmo que em alguns momentos pareça que está tudo dando errado. “Por fim, buscar o equilíbrio mental e o foco são fundamentais. Nas vitórias, tendemos a nos render à vaidade e ao orgulho. E nas derrotas nos entregamos ao desânimo e a depressão. Mentalize seus objetivos, foque nos caminhos que vão leva-lo até eles e siga firme em frente”, afirma.

É importante que você tenha noção de que para ser uma exceção, você não pode pensar da maneira comodista que a maior parte das pessoas. “Se você quer chegar onde poucos chegaram, precisará fazer o que poucos têm coragem e disposição para fazer”, completa.

                   O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?                   

Moysés Peruhype Carlech

Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”, sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial da Startup Valeon.

Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?

Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu WhatsApp?

Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.

A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e eficiente.  Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e aumentar o engajamento dos seus clientes.

Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. – Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o próximo nível de transformação.

O que funcionava antes não necessariamente funcionará no futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo aquilo que é ineficiente.

Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde queremos estar.

Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que você já sabe.

Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na internet.

Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar você para o próximo nível.

Aproveite essa oportunidade para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.

Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

É CHOCANTE A ORDEM DOMINISTRO FLÁVIO DINO DO STF PARA QUE ALGUNS LIVROS FOSSEM DESTRUÍDOS

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

É chocante a ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que alguns livros fossem destruídos porque Sua Excelência não gostou do que leu.

O caso diz respeito a quatro obras jurídicas, publicadas entre 2008 e 2009, que, de fato, contêm textos execráveis contra minorias, em particular “avaliações” preconceituosas dos autores sobre o comportamento de membros da comunidade LGBTQIA+, além de conteúdo degradante às mulheres.

Por anos, os tais livros dormitaram na biblioteca da Universidade de Londrina. Até que, em 2015, um grupo de alunos, aparentemente por acaso, os resgatou do ostracismo e resolveu acionar o Ministério Público Federal (MPF). O parquet, por sua vez, requereu o pagamento de uma indenização de R$ 1 milhão a título de danos morais coletivos e pediu a retirada das obras de circulação, em afronta à ordem jurídica e ao regime democrático que deveria defender. Negados os pedidos em grau de recurso pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, o MPF foi ao Supremo.

De tão disparatada, a ordem de Dino não pode derivar de outra coisa senão de um sentimento de onipotência – do ministro e de alguns de seus pares no STF – que não se coaduna com a ideia de República, muito menos com a defesa da democracia. Não raro insuflado por um misto de vaidade e soberba, esse ânimo de “recivilizar” o País, como já externado pelo ministro presidente do STF, Luís Roberto Barroso, passou a orientar certas decisões da Corte ditas “iluministas”. É o que se vê agora.

Segundo Dino, os livros “desbordam do exercício legítimo dos direitos à liberdade de expressão e de livre manifestação do pensamento”. Se desbordo houve, foi o da função judicante pelo próprio ministro. E Dino o fez porque subjaz em sua decisão uma compreensão equivocada sobre a liberdade de expressão que tem grassado na Corte, como se essa liberdade fosse circunscrita à veiculação de discursos virtuosos. Ora, a virtude, por óbvio, prescinde da tutela do Direito. As leis e a Constituição aí estão para ordenar a vida de seres humanos essencialmente complexos e não raro falhos em sua formação moral. É espantoso que um ministro do STF não seja capaz de fazer essa distinção elementar.

A Constituição não autoriza que se ordene a supressão de discursos a priori, por mais abjetos que sejam. Seus autores, quando for o caso, que respondam pelos danos que eventualmente causarem a terceiros. Os livros ora censurados são potenciais documentos históricos, registros de um pensamento circulante na sociedade em dado tempo. Não é papel do STF determinar como o País haverá de ser visto no futuro. Na ânsia de “salvar” o Brasil de seus golpistas, homofóbicos, misóginos ou coisa que o valha, o STF se presta a um apagamento histórico que, é forçoso dizer, é típico de regimes autoritários.

Na decisão, Dino mencionou o julgamento do chamado “Caso Ellwanger”, de 2003, quando o STF negou habeas corpus a Siegfried Ellwanger, um editor do Rio Grande do Sul condenado pela Justiça gaúcha pela publicação de obras de cunho abertamente antissemita, o que foi qualificado na época como crime de racismo. Na ocasião, a maioria dos ministros entendeu que “a liberdade de expressão não alcança a intolerância racial e o estímulo à violência”, mas nenhuma instância superior ordenou o recolhimento ou a destruição dos livros, porque obviamente seria absurdo.

Dino, portanto, contrariou a jurisprudência do próprio STF. Basta lembrar o julgamento que permitiu a publicação de biografias não autorizadas, de junho de 2015. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, foi didática ao afirmar à época que “não é proibindo, recolhendo obras ou impedindo a sua circulação, calando-se a palavra e amordaçando a história, que se consegue cumprir a Constituição”.

No limite, doravante, se alguém implicar com Levítico 20:13 (“Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte”), pode recorrer à virtuosa caneta do sr. Dino, que, mantida a coerência, deverá mandar recolher e destruir a Bíblia.

JUSTIÇA SUSPENDE USO OBRIGATÓRIO DE CFM NOS ATESTADOS MÉDICOS

 

História de André Luiz Dias Gonçalves – TecMundo

O uso obrigatório da plataforma “Atesta CFM” para a emissão e validação de atestados médicos foi suspenso pela Justiça Federal. Criado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o sistema online que objetiva reduzir falsificações tinha lançamento previsto para terça-feira (05).

Na decisão, tomada após ação do Movimento Inovação Digital, o juiz federal substituto, Bruno Anderson Santos, comentou que o CFM extrapolou sua competência ao prever a exigência do serviço. O magistrado entende que isso deveria ser determinado por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde, entre outros.A página do Atesta CFM já está no ar, porém o sistema teve o funcionamento su...

A página do Atesta CFM já está no ar, porém o sistema teve o funcionamento suspenso.

Para Santos, o mecanismo também pode levar à concentração indevida de mercado e eliminar atestados e receituários médicos físicos. Ele cita, ainda, a possibilidade de fragilização do tratamento de dados pessoais de pacientes, necessários para a geração e a validação do atestado online.

Os autores da ação contestam outra justificativa do Conselho para a obrigatoriedade do Atesta CFM. Os responsáveis pela plataforma alegaram que ela pode contribuir para a redução do número de atestados falsos no Brasil, porém o Movimento afirma que os dados apresentados foram insuficientes para comprovar tais fraudes.CFM vai recorrer da decisão

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) disse ter desenvolvido a plataforma com base legal, contestou a suspensão do sistema oficial de emissão de atestados médicos e revelou que está preparando recurso contra a decisão judicial.

“A Autarquia reafirma que, no processo de desenvolvimento do Atesta CFM, atuou com base em sua competência legal e total respeito aos princípios que regem a administração pública e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Além disso, por permitir integração a outras plataformas já usadas por médicos, não representa qualquer tentativa de monopólio”, declarou.

O CFM também voltou a ressaltar a importância do mecanismo para combater as fraudes com documentos médicos e promover a segurança de pacientes, profissionais da saúde e empregadores, ao permitir a verificação da autenticidade do atestado em tempo real.

BRASIL NÃO INVESTIU EM TECNOLOGIA NA ÉPOCA DAS VACAS GORDAS E AGORA ESTÁ DIFÍCIL

 

História de Eduardo Vargas – IstoÉ Dinheiro

Em termos de inovação e tecnologia, o Brasil paga o preço hoje por não ter investido o suficiente em educação e tecnologia durante o ciclo de commodities, quando a economia do país era robusta. A análise é da head de research da Investo, Raquel Zucchi, que falou sobre o tema em um painel sobre inovação e inteligência artificial.

“Tivemos aquela capa da Economist com o Cristo Redentor decolando. Nós crescemos de fato, mas o crescimento estava ancorado em fundamentos insustentáveis, que eram cíclicos, e nós não fizemos a lição de casa na época das vacas gordas, não investimos o suficiente em tecnologiaeducação e inovação e hoje nós pagamos o preço”, disse a especialista durante painel no Encontro Anual Sobre Índices e ETFs no Brasil 2024, evento da S&P Dow Jones Índices que ocorre em São Paulo nesta quinta-feira, 7.

Segundo a especialista, esse cenário ‘dificultou a capacidade do Brasil captar inovações’.

Além disso, destacou que atualmente o crescimento econômico do Brasil ainda tem vínculos com o volume de estímulos do governo e do crescimento populacional – o que considera ser um problema, já que o Brasil não cresce tanto e ‘é um dos países que mais envelhece rápido na América Latina’.

Gabriel Barca, especialista em produtos do BTG Pactual Asset Management, endossou a fala citando que “o trem já passou”, mas citou que as empresas brasileiras tem boas oportunidades em se tratando de integração de inteligência artificial (IA).

“Quando a empresa é de ponta, bem administrada e vemos isso [Inteligência artificial] ser integrado na produção de commodities, tem muito a se ganhar em termos de produtividade. Acho que esse é o pote de ouro que as empresas podem buscar quando se fala de inovação“, disse Barca durante o painel.

PABLO MARÇAL NEGOCIA PARA MUDAR DE PARTIDO

 

História de Juliana Alves – Jornal Estadão

Terceiro colocado na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o ex-coach Pablo Marçal negocia a possibilidade de se filiar ao União Brasil, de olho na disputa eleitoral de 2026. Se as conversas chegarem a um desfecho, Marçal pode rivalizar com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que, assim como o ex-coach, tem intenção de concorrer ao Palácio do Planalto daqui a dois anos.

O próprio Marçal confirmou ao Estadão que tem conversas com a legenda, assim como o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Os dois, porém, evitam cravar que já haja qualquer alinhamento, embora um aliado do ex-coach estipule até um período para que a filiação aconteça: o primeiro semestre do ano que vem.

Pablo Marçal tem conversado com o União Brasil para eventual disputa nas eleições de 2026 Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Pablo Marçal tem conversado com o União Brasil para eventual disputa nas eleições de 2026 Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Marçal terminou a disputa eleitoral em São Paulo respondendo a diversos processos no âmbito eleitoral, inclusive a ações que podem levar, segundo especialistas, a uma inelegibilidade, o que poderia tirá-lo da corrida de 2026 e das seguintes (veja abaixo). Assim assim, é alvo de interessa da sigla. Rueda disse ter conversado com o ex-coach, mas evitou apontá-lo como um nome da legenda ao Planalto, afirmando que “se Marçal quer ser candidato à Presidência tem que se filiar ao partido primeiro.” Ele reafirmou que hoje está colocada a pré-candidatura de Caiado à Presidência.

O governador de Goiás, por sua vez, diz que tem boa relação com Marçal, que é goiano como ele, e que não vetaria sua presença na sigla, mas diz que seria ele, e não o ex-coach, o nome da legenda ao Planalto. Apesar disso, ele faz elogios ao eventual futuro colega de partido.

“Acho que ele teve um papel importantíssimo na eleição de São Paulo. Acho que ele mostrou um ponto que é importante para a democracia, ou seja, que cada eleição é uma eleição, não existe uma regra única”, disse ao Estadão.

Em ao menos mais um ponto os dois estão unidos. Tanto Caiado como Marçal trocaram farpas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a última disputa eleitoral, dividindo o campo da direita. O governador teve um embate indireto nas eleições municipais ao defender a candidatura de Sandro Mabel (União Brasil) e Bolsonaro apoiar outro candidato, Fred Rodrigues (PL). “O PL é que fez questão de produzir um enfrentamento com uma candidatura nossa. Então, não sou eu que criei qualquer situação de constrangimento”, arfirmou o governador.

Ronaldo Caiado diz que não veta a presença de Marçal na sigla, mas que seria ele e não o ex-coach o candidato a presidente Foto: Wilton Junior/Estadão

Ronaldo Caiado diz que não veta a presença de Marçal na sigla, mas que seria ele e não o ex-coach o candidato a presidente Foto: Wilton Junior/Estadão

Marçal, por sua vez, viveu idas e vindas na relação com Bolsonaro e seu entorno durante a campanha, chegou a pedir que o ex-presidente devolvesse recursos de uma doação dele nas eleições de 2022 e exigiu que o ex-chefe do Executivo pedisse desculpas a ele após a campanha, o que não aconteceu. Na última sexta-feira, 1°, o ex-coach publicou um vídeo em que distribui ataques ao ex-presidente. O empresário mandou Bolsonaro ‘cuidar da vida’.

Posição melhor nas pesquisas

Logo após ser derrotado no primeiro turno da eleição em São Paulo, Pablo Marçal indicou a ideia de ser candidato ou ao governo do Estado de São Paulo ou à Presidência da República em 2026. Porém, ele tem enfatizado a intenção principal de ser candidato a presidente.

Um aliado de Marçal dentro do União Brasil afirma que, se fosse para o partido, seria natural que Marçal fosse escolhido para concorrer pela legenda, por ter melhores resultados nas pesquisas de intenção de voto. Trata-se de uma referência a uma pesquisa publicada pela Genial/Quaest que mostrou, em outubro deste ano, que Marçal aparecia com 18% de intenções de voto em uma disputa ao Planalto. O ex-coach estaria tecnicamente empatado com Tarcísio de Freitas, que apareceu no levantamento com 15%, e atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pontuou com 32%. O nome de Caiado não foi testado neste cenário.

Em entrevista ao Estadão, o presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, afirmou que Pablo Marçal é o candidato da sigla a presidente do Brasil. Ele acrescenta que o empresário também está trabalhando em vários Estados para convocar candidatos a deputados federais, governadores e senadores.

Em relação a uma possível filiação de Pablo Marçal à União Brasil, Avalanche diz que Marçal é um político e empresário inteligente e que o União Brasil tem vários caciques que são candidatos a presidentes. “Seria o famoso canto da sereia se ele fosse, pois iria ficar refém de vários interesses que resultariam no máximo no final em uma vaga de deputado federal”, observa o presidente do PRTB.

Durante a campanha eleitoral, a presença de Marçal no PRTB foi um dos principais motivos de críticas ao ex-coach, em razão das revelações de que figuras ligadas ao PCC estariam infiltradas na legenda. O primeiro episódio de vinculação da sigla a um integrante da organização foi revelado pelo Estadão. Avalanche sempre negou qualquer relação entre a sigla e o PCC.

Acenos ao União Brasil começaram antes das eleições

A proximidade de Marçal com o União Brasil vem desde o período de pré-campanha, quando o ex-coach, filiado desde abril ao PRTB para concorrer à Prefeitura de São Paulo, chegou a iniciar conversas para uma chapa com a legenda. Na época, Marçal afirmou que a legenda queria sua ‘alma’ para apoiá-lo na eleição a prefeito de SP. O União Brasil acabou acertando-se com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), após ameaçar abandonar o prefeito.

No primeiro turno das eleições, Marçal terminou com 28,14% dos votos válidos, pouco atrás de Guilherme Boulos (PSOL), que teve 29,07% dos votos e de Ricardo Nunes (MDB), que recebeu 29,48%. Diante do desempenho e do resultado considerável, o empresário voltou a conversar com os outros partidos, como União Brasil.

Pablo Marçal também já havia feito acenos à legenda de Rueda apoiando alguns candidatos da sigla no segundo turno. Durante a live com Boulos, nas vésperas da segunda etapa da votação, o ex-coach pediu votos para Gil Arantes, de Barueri, interior de São Paulo, e para Rose Modesto, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Mas todos perderam a eleição.

Risco de inelegibilidade é pedra no sapato do ex-coach

“Vocês não vão me ver disputar a Prefeitura de São Paulo nunca mais”, anunciou após receber 28,14% e amargar o terceiro lugar na disputa. “Vocês [também] não vão me ver disputando o Legislativo, então só tem dois caminhos: um governo do Estado ou a questão da Presidência do Brasil”, anunciou em entrevista coletiva à imprensa no dia do primeiro turno.

Mas essa ambição de ser presidente do Brasil pode ser barrada porque existe a possibilidade de que Marçal fique inelegível caso seja condenado em ações movidas durante e após a disputa eleitoral de 2022. Em uma delas, ele é alvo por conta da publicação de um laudo médico falso para acusar o rival Guilherme Boulos (PSOL) de ser usuário de cocaína.

No final de outubro, o Estadão mostrou que, entre os 14 principais processos movidos contra Marçal na disputa eleitoral, cinco estão sob cuidados da Polícia Federal, que já abriu ou abrirá inquéritos para investigações sobre crimes contra honra, divulgação de laudo falso ou suposta omissão de bens declarados. Especialistas ouvidos pela reportagem citaram uma possível inelegibilidade de até oito anos — principalmente no caso do laudo. Marçal não tem se manifestado sobre os processos.

A VITÓRIA DE TRUMP PODE SER UM PERÍODO CAÓTICO PARA A EUROPA

 

História de admin3 – IstoÉ

O atual secretário da Otan, Mark Rutte, já conseguiu persuadir Trump no passado, mas o americano tem uma visão transacional sobre a aliança

O atual secretário da Otan, Mark Rutte, já conseguiu persuadir Trump no passado, mas o americano tem uma visão transacional sobre a aliança. Os países da UE e da Otan não ficaram chocados com o retorno de Trump à Casa Branca, mas se preparam para turbulências na parceria transatlântica. Isso dará impulso para fortalecer a soberania do bloco europeu? A mensagem de Mark Rutte para o presidente eleito dos EUA foi bastante direta. O novo secretário-geral da Otan foi um dos primeiros líderes a parabenizar Donald Trump por sua vitória. “Estou ansioso para trabalhar com ele novamente para promover a paz por meio da força através da Otan”, disse Rutte em um comunicado.

Em seguida, ele rapidamente enfatizou que “por meio da Otan, os EUA têm 31 amigos e aliados que ajudam a promover os interesses dos EUA, multiplicar o poder americano e manter os americanos seguros”. Uma sugestão fácil de interpretar sobre o que Washington ganha ao se manter comprometida com a aliança e sua cláusula de defesa mútua.

Rutte é considerado um “encantador de Trump” – alguém que sabe como lidar com ele, como bajular seu ego. Como primeiro-ministro holandês, Rutte conseguiu evitar que Trump bloqueasse uma cúpula da Otan em meados de 2018, elogiando a conduta do então presidente dos EUA em pressionar os aliados a gastar mais em defesa.

Atualmente, dois terços dos membros da Otan gastam pelo menos 2% de seu PIB em defesa, e os gastos com defesa estão em uma trajetória ascendente em toda a aliança, salientou Rutte em sua declaração.

Uma abordagem transacional para a Otan

Mas é incerto se isso é suficiente para Donald Trump ou se a estratégia de Rutte dará certo desta vez. Trump já deixou claro várias vezes que não acredita no valor da aliança em si. Sua abordagem sobre a Otan é mais transacional.

Na campanha eleitoral, Trump indicou que permaneceria na aliança desde que os países europeus “jogassem limpo” e parassem de tirar “vantagem” dos gastos em defesa dos EUA.

Parece improvável que Trump retire os EUA da Otan, mas há muitas outras maneiras de prejudicar a aliança. Trump poderia, por exemplo, retirar os EUA do comando militar – foi o que a França fez em 1966.

Um governo Trump “poderia tornar a vida na Otan bastante difícil, já que é uma organização que faz tudo por consenso”, disse Ian Lesser, do German Marshall Fund, um think tank transatlântico, à DW.

Trump vai abalar a Otan?

Para Lesser, se o maior membro contribuinte da Otan “não concordar ou tiver opiniões excêntricas, isso tornará a gestão das relações da aliança muito, muito difícil”. Esse é um grande problema, especialmente agora, com uma guerra em andamento na Europa.

Trump prometeu acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia em 24 horas. Muitos na Europa temem que ele possa fazer um acordo com o líder russo, Vladimir Putin, às custas da Ucrânia ou, pelo menos, que ele possa reduzir o apoio dos EUA a Kiev.

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Por exemplo, Trump poderia reduzir o fornecimento de armas à Ucrânia ou “instruir os serviços militares e de inteligência americanos a interromper o compartilhamento de informações com a Ucrânia”, avalia Jacob Kirkegaard, membro do think tank Bruegel, à DW. Isso poderia ter implicações de longo alcance para a guerra da Ucrânia.

A ajuda dos EUA à Ucrânia tem sido crucial, lembra Steven Blockmans à DW. E o pesquisador sênior do Centro de Estudos de Política Europeia, em Bruxelas, avalia que os europeus não poderiam substituir esse apoio.

“Apesar de toda a conversa na Europa sobre a criação de mais autonomia estratégica”, disse Blockmans, “na verdade, a dependência dos EUA cresceu – tanto em termos de segurança quanto de comércio”. Uma possível guerra comercial com os EUA é certamente outra fonte de preocupação para os europeus, já que Trump, durante a campanha, ameaçou impor tarifas sobre todos os produtos importados do exterior.

Pedidos por mais soberania europeia

E será que o resultado das eleições nos EUA poderia acelerar a busca por mais autonomia e unidade na União Europeia (UE)? O presidente francês, Emanuel Macron, parece acreditar que sim. Após a eleição nos EUA, Macron disse que ele e o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, queriam “trabalhar em prol de uma Europa mais unida, mais forte e mais soberana nesse novo contexto”.

Muitos no Parlamento Europeu parecem concordar. “Temos que investir de fato na competitividade e na soberania industrial e tecnológica da Europa”, disse à DW Sven Mikser, ex-ministro do Exterior da Estônia e atual eurodeputado. “Nós realmente temos que ser sérios.”

Populistas europeus encorajados por Trump

Os especialistas, no entanto, estão céticos. “Uma coisa é falar sobre autonomia estratégica em um sentido aspiracional”, disse Ian Lesser, do German Marshall Fund. “Outra coisa é operacionalizar. Isso envolve a reconstrução da capacidade de defesa europeia de uma maneira que pode levar muitos anos.”

O debate sobre fortalecer a soberania europeia acontece enquanto o continente já enfrenta volatilidade econômica, declínio da competitividade e – além de tudo isso – a ascensão da extrema direita.

Não é de surpreender que os partidos nacionalistas e populistas do continente, revigorados pelas recentes eleições europeias e nacionais, não vejam a necessidade de mais autonomia.

A vitória de Trump pode não ter chocado a Europa. Mas, como Steven Blockmans apontou, isso não significa que “não será um período caótico”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...