sábado, 26 de outubro de 2024

O TRIBUNAL DO MS VAI GASTAR MILHÕES PARA A COMPRA DE COPOS TÉRMICOS DE INOX PARA OS MAGISTRADOS

 

História de admin3 – IstoÉ

Em meio ao impacto da Operação Última Ratio, que põe sob suspeita cinco de seus desembargadores investigados em um esquema de venda de sentenças, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul já reservou uma verba especial para a compra de copos térmicos para seus magistrados e servidores. A compra de 4.340 unidades vai custar R$ 173 mil.

Segundo o edital, os copos deverão ser em aço inoxidável, “tendo em vista a preocupação com a saúde dos colaboradores, uma vez que, dentre os materiais disponíveis no mercado, o inox é um dos materiais mais seguros e higiênicos, que não libera substâncias tóxicas quando em contato com líquidos quentes ou frios, garantindo a segurança alimentar”.

Outra exigência é a tampa para “proteção do líquido (evitando poeira, por exemplo)” e para “evitar acidentes e derramamento de líquidos na estação de trabalho e equipamentos”.

“O volume dos copos, entre 400ml e 550ml, foi escolhido com base na análise do tempo médio de consumo e da necessidade de levantar-se da estação de trabalho para reabastecê-lo. Um volume menor poderia aumentar a frequência de reabastecimento, o que faria com que o servidor precisasse se ausentar mais vezes da sua estação de trabalho, podendo desmotivar o enchimento do copo, reduzindo a ingestão de água e impactando negativamente na saúde do servidor, além de poder impactar na sua produtividade”, segue o edital.

Os copos serão distribuídos na campanha “Justiça Consciente”, que segundo o tribunal tem como objetivo chamar atenção para “questões fundamentais no âmbito da rotina de trabalho”.

Estadão divulgou nesta semana outra licitação do Poder Judiciário. O Tribunal Regional do Trabalho da 5.ª Região (TRT-5), na Bahia, prevê gastar R$ 142 mil com materiais para promover eventos. A corte divulgou uma licitação para comprar itens como taças de cristal, arranjos de flor artificial, aparelhos de jantar em porcelana, faqueiros em aço inox, guardanapos de tecido, tapetes estilo persa e mesas de bistrô. Antes disso, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reservou R$ 10,4 milhões para renovar sua frota de veículos com carros híbridos.

NOVO ACORDO PARA A REPARAÇÃO DE DANOS CAUSADOS PELA TRAGÉDIA DE MARIANA EM MINAS GERAIS

 rasil e Mundo Novo acordo de Mariana

Novo acordo de Mariana envolve R$ 170 bi: quanto cada um recebe por tragédia da barragem?

Byvaleon

Out 26, 2024

História de Luiz Araújo , Renan Monteiro, Caio Spechoto, Victor Ohana, Lavínia Kaucz e Paula Ferreira – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O governo federal divulgou nesta sexta-feira, 25, os detalhes do novo acordo para a reparação de danos causados pela tragédia de Mariana, em Minas Gerais, em novembro de 2015. O valor global chega a R$ 170 bilhões, sendo R$ 132 bilhões em novos recursos que serão destinados para diferentes fins e outros R$ 38 bilhões já desembolsados via Fundação Renova, criada após o desastre para as reparações.

Região da barragem da Samarco foi tomada pela lama Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Região da barragem da Samarco foi tomada pela lama Foto: Márcio Fernandes/Estadão

O rompimento da barragem da Samarco deixou 19 mortos e lançou 13 mil piscinas olímpicas de lama tóxica na Bacia do Rio Doce, com impactos em Minas Gerais e no Espírito Santo. Foi apontado à época como o maior desastre ambiental do País. A barragem do Fundão estava sob a responsabilidade da Samarco – controlada pelas mineradoras Vale (brasileira) e BHP Billiton (anglo-australiana).

O governo vai formalizar o compromisso de pagamento de R$ 100 bilhões em recursos novos destinados à políticas de reparação socioambientais, como o Estadão antecipou. As empresas envolvidas vão desembolsar esse valor para o Poder Público, no prazo de 20 anos.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, esses recursos não estarão sujeitos às travas fiscais do novo arcabouço. Na avaliação do ministro, inserir essas cifras no Orçamento da União e sob as regras de limitação de gastos “seria um complicador”.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), dos R$ 100 bilhões que entrarão nos cofres da União ao longo de 20 anos, R$ 18 bilhões serão depositados até 2026. Sendo R$ 5 bilhões em 2024, R$ 6 bilhões em 2025 e R$ 7 bilhões em 2026.

“Estamos entregando o acordo possível. Com a assinatura da repactuação, estamos encerrando um ciclo”, disse o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, nesta sexta. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), disse que fica um “legado gigante” para as próximas gestões.

Para o chefe da AGU, um acordo “insuficiente” era negociado em 2022. “No acordo vigente, nos foi apresentada proposta que previa a extinção da maioria das obrigações, não previa retirada de rejeitos, o valor insuficiente de R$ 65 bilhões. E parcela significativa dos recursos era destinado para infraestrutura, com destinação livre pelos Estados. Não apresentava solução para a saúde coletiva”, acrescentou Messias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, cobrou publicamente de seus ministros que estejam prontos para apresentarem projetos de uso da verba. “Se não dermos conta do recado, daqui a 20 meses, aquilo que hoje é festejado como o maior acordo já feito, vai ser cobrado do governo como a pior coisa que já aconteceu.”

O que será pago agora?

  • R$ 32 bilhões em indenizações e obrigações a fazer, como remoção de rejeitos do reservatório Risoleta Neves, recuperação de nascentes reassentamento das comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo;
  • As indenizações incluem R$ 35 mil aos atingidos em geral e R$ 95 mil aos pescadores e agricultores; a estimativa é de que 300 mil pessoas que terão direito a receber esses valores;
  • R$ 39,83 bilhões diretamente aos atingidos (sem contar as indenizações), como R$ 6,5 bilhões em programas de retomada econômica, R$ 3,75 bilhões em programas de transferência de renda, R$ 8 bilhões para indígenas, entre outros;
  • R$ 16,13 bilhões para recuperação ambiental, o que inclui R$ 8,13 bilhões para a União e R$ 6 bilhões para os Estados;
  • R$ 17,66 bilhões indiretamente aos atingidos e ao meio ambiente;
  • R$ 15,29 bilhões para saneamento e rodovias, sendo R$ 11 bilhões para obras de esgoto e R$ 2 bilhões para obras contra enchentes. As obras viárias incluem a duplicação das rodovias BR-262 e BR- 356;
  • R$ 1,66 bilhões para o município de Mariana, no âmbito da ação civil pública;
  • R$ 6,1 bilhões aos 49 municípios afetados na calha do Rio Doce;
  • R$ 1,86 bilhão para ações institucionais, de transparência, etc.

As empresas ficam obrigadas a implementar em até 150 dias após a homologação do acordo o sistema indenizatório. A Fundação Renova, que foi alvo de críticas ao longo da apresentação do novo acordo, será extinta quando o documento de reparação for homologado.

No discurso, Lula ainda afirmou que é preciso mudar a cultura de gestão de grandes companhias. Segundo ele, “muitas vezes o dinheiro que poderia ter evitado a tragédia que aconteceu é usado para pagar dividendos.

infographics

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Em nota, o CEO da BHP, Mike Henry, afirmou que o rompimento da barragem foi uma “tragédia terrível” que nunca deveria ter acontecido e “nunca deve ser esquecida”. Disse ainda que a BHP Brasil e a Vale sempre estiveram comprometidas em apoiar a Samarco a “a fazer o que é certo para as pessoas, as comunidades, as organizações e o meio ambiente brasileiro atingido pelo rompimento da barragem”.

A empresa disse ainda que o acordo é um reflexo de seu compromisso e oferece iniciativas que vão do meio ambiente até recuperação econômica, apoio à renda e financiamento do sistema de saúde.

O acordo é divulgado poucos dias após a Justiça britânica ter iniciado a análise de ação que cobra reparações financeiras pela tragédia. A Corte estrangeira decidirá, em um julgamento previsto para durar três meses, sobre possível indenização aos atingidos. O caso é considerado maiores processos ambientais coletivos do mundo.

A BHP diz fazer esforços para concluir o processo de reparação e compensação. Afirma ainda que ser obrigada a apresentar defesa de ação judicial no Reino Unido prejudica o trabalho em curso no Brasil.

A Vale evitou comentar as críticas de Lula e celebrou o acordo. De acordo com o presidente da empresa, Gustavo Pimenta, o engajamento das autoridades no processo deu legitimidade ao que foi firmado.

“O Acordo Definitivo permitiu uma resolução mutuamente benéfica para todas as Partes em termos justos e eficazes, ao mesmo tempo que criou certeza e segurança jurídica”, disse Pimenta em nota.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reconheceu avanços, mas classificou o acordo como insuficiente. Segundo o movimento, o valor global do acordo é aquém do necessário e o prazo para que seja cumprido é muito longo.

“Estamos aqui para vigiar, fiscalizar cada linha desse acordo para que o dinheiro chegue no atingido, na reparação integral, e não para outros objetivos”, afirmou Thiago Alves, integrante da coordenação do MAB.

Entre os pontos de avanço, o programa de saúde coletiva e fundos específicos para a população quilombola, indígena, mulheres, agricultores e pescadores.

Ações por área

Meio Ambiente

Na área ambiental, o Fundo Ambiental da União e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo receberão um total de R$ 14,3 bilhões para projetos de recuperação e compensação ambiental na Bacia do Rio Doce. Outros R$ 17,5 bilhões serão destinados aos mesmos Estados para projetos de natureza mista (social, ambiental e de retomada econômica da Bacia), sendo que até 20% do valor poderá ser aplicado fora da Bacia. Ainda entre as medidas ambientais, R$ 2 bilhões serão destinados à constituição de um fundo perpétuo, com rendimentos aplicados no enfrentamento às consequências das enchentes: retirada de lama, recuperação de solos, infraestrutura entre outros.

Saúde

Na área da saúde, foram alocadas medidas para a saúde coletiva na Bacia do Rio Doce. O investimento totaliza R$ 12 bilhões, sendo R$ 3,6 bilhões destinados à infraestrutura e equipamentos, e R$ 8,4 bilhões para constituir um Fundo Perpétuo. O fundo visa a utilizar os rendimentos para custeio adicional ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região. A gestão dos recursos será compartilhada entre a União (Ministério da Saúde) e os Estados do Espírito Santo e Minas Gerais, com repasse aos municípios

Previdência Social

A União também se compromete a ressarcir gastos extraordinários com a Previdência Social, que incluem ações acidentais e a manutenção da condição de segurança especial para os pescadores afetados. Este programa beneficiará cerca de 20 mil pescadores que não puderam exercer suas atividades desde o rompimento até dois anos após a homologação do acordo. O custo previsto é de R$ 495 milhões.

Retomada Econômica

Para a retomada econômica da região, foi criado um Fundo Popular da Bacia do Rio Doce, com investimento de R$ 5 bilhões. Este fundo será usado em projetos e programas de fomento produtivo, rural, e em educação, ciência, tecnologia e inovação, com deliberação direta das comunidades afetadas.

Pesca e Aquicultura

Um investimento de R$ 2,44 bilhões será destinado à liberação gradual da pesca, atualmente suspensa, conforme os planos de ordenamento foram elaborados. A gestão será compartilhada entre União Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Infraestrutura

um total de R$ 4,3 bilhões serÁ investidos na duplicação e melhorias das rodovias federais que atravessam a Bacia do Rio Doce, especificamente nas BR-262 e BR-356. A responsabilidade pelas ações na BR-262 ficará com o governo federal. Já a BR-356 com o governo de Minas Gerais.

Políticas públicas

Um repasse de R$ 6,1 bilhões será feito aos 49 municípios da calha do Rio Doce, distribuído conforme um índice definido pelo Consórcio dos Municípios (Coridoce). A adesão será voluntária e individual de cada município. Para indígenas, povos e comunidades tradicionais serão destinados R$ 8 bilhões, que serão geridos por esses grupos.

TODO MUNDO SABIA SOBRE VENDA DE SENTENÇAS NO MATO GROSSO DO SUL

 

História de admin – Isto É

Conversas obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram que o suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, investigado na Operação Última Ratio, era conhecido por atores do Poder Judiciário.

A servidora Natacha Neves de Jonas Bastos, assessora do gabinete do desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso, aposentado em junho, afirma em uma conversa: “Todo mundo fala: ‘ai não sei como que o CNJ não pega, a Polícia Federal não pega’”.

A Polícia Federal apreendeu quase R$ 3 milhões em dinheiro vivo nesta quinta-feira, 24, na casa do desembargador.

A mensagem foi enviada à juíza Kelly Gaspar Duarte Neves, da Vara Criminal de Aquidauana, ex-diretora da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul, após a Operação Tiradentes, deflagrada em fevereiro, quando a PF fez buscas em endereços ligados ao desembargador Divoncir Schreiner Maran, suspeito de receber propina para soltar um traficante no plantão judicial.

A servidora tenta obter informações sobre outras investigações que poderiam estar em curso: “Vocês devem saber mais porque eu acho que tem juízes que participam das coisas no CNJ e tal, porque lá em cima o povo não fica sabendo.”

Segundo Natacha, “todo mundo lá em cima fala negócio de Sideni, de rolo disso, daquilo, do povo… até do Marcão e tal.” Os desembargadores Sideni Soncini Pimentel e Marcos José de Brito Rodrigues, mencionados na conversa, foram afastados na Operação Última Ratio.

A juíza Kelly Gaspar Duarte Neves compartilha informações sobre as investigações envolvendo os desembargadores: “Segundo a gente sabe teria entrado dinheiro lá na conta, mas como desde a morte da primeira esposa dele, do Divoncir, ele criou aquela empresa, então tudo vai pra empresa, eles não movimentam nada pessoa física, mas do escritório, essas coisas.”

A magistrada afirma ainda que a Receita Federal quebrou sigilos bancários na investigação. “Então diz que prova tem né, mas o pessoal fala que um dos filhos dele, não sei se é Vando, alguma coisa assim, diz que esse é muito sério, tal, sei lá.”

Por fim, a juíza conta sobre suspeitas envolvendo o desembargador Sideni Soncini Pimentel, agora afastado do tribunal. “Do Sideni também tem e… só que sempre pelos filhos, sabe? Sempre pelos filhos. Mas a investigação lá tá há um tempão já no… no CNJ. A gente sabe porque eu fui da Amasul, então a gente meio que é que segura, sabe?”

Para a Polícia Federal, as mensagens “apontam que a prática de crimes por desembargadores é de notório conhecimento interno no Judiciário”.

A Polícia Federal acredita que o uso de familiares para negociar a venda de decisões e os pagamentos era praxe no esquema. As suspeitas envolvem sobretudo os filhos dos desembargadores, em sua maioria advogados, que segundo a PF usariam os escritórios para receber os pagamentos sem chamar a atenção dos órgãos de investigação.

“As conversas travadas entre a analista judiciária Natacha e a magistrada Kelly corroboram a hipótese criminal levantada no presente inquérito policial, no sentido de que a negociação de decisões judiciais ocorra por intermédio dos filhos dos desembargadores, os quais são, em sua maioria, advogados e sócios de escritórios de advocacia e utilizariam de suas pessoas jurídicas na intenção de burlar os mecanismos de rastreamento do fluxo de dinheiro”, afirma a PF na representação que levou à Operação Última Ratio.

Veja quem são os desembargadores e seus filhos investigados:

– Rodrigo Gonçalves Pimentel e Renata Gonçalves Pimentel, filhos do desembargador Sideni Soncini Pimentel;

– Fabio Castro Leandro, filho do desembargador Paschoal Carmello Leandro;

– Marcus Vinicius Machado Abreu da Silva e Ana Carolina Machado Abreu da Silva, filhos do desembargador Vladimir Abreu;

– Camila Cavalcante Bastos, filha do desembargador Alexandre Aguiar Bastos;

– Divoncir Schreiner Maran Júnior, Vanio Cesar Bonadiman Maran, Rafael Fernando Ghelen Maran e Maria Fernanda Ghelen Maran, filhos do desembargador Divoncir Schreiner;

– Diogo Ferreira Rodrigues, filho do desembargador Marcos José de Brito Rodrigues.

Até a publicação deste texto, o Estadão buscou contato com as defesas, mas sem sucesso. O espaço segue aberto a manifestações.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul informou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou “medidas direcionadas exclusivamente a alguns desembargadores, magistrado e servidores” e que elas foram “regularmente cumpridas, sem prejuízo a quaisquer dos serviços judiciais prestados à população e que não afetam de modo algum os demais membros e componentes da Justiça sul-mato-grossense”.

“Os investigados terão certamente todo o direito de defesa e os fatos ainda estão sob investigação, não havendo, por enquanto, qualquer juízo de culpa definitivo. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul seguirá desenvolvendo seu papel de prestação jurisdicional célere e eficaz, convencido de que aos desembargadores, magistrado e servidores referidos, será garantido o devido processo legal”, diz a nota.

INVESTIGAÇÃO JURÍDICA E PERSEGUIÇÃO POLÍTICA AO DEPUTADO OPOSICIONISTA GUSTAVO GAYER

História de admin3 – IstoÉ

Em meio às investigações que culminaram na abertura da Operação Discalculia, na manhã desta sexta-feira, 25, a Polícia Federal se deparou com um documento curioso que levantou suspeitas de falsificação de papéis no suposto esquema de desvio de verba parlamentar atribuído ao deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) e aliados. O documento teria sido lavrado em 2003, referente a uma empresa com composição inusitada: um presidente de 8 anos de idade, um tesoureiro de 6 e um vice-presidente de 9. Atraiu ainda mais a atenção dos investigadores o detalhe de que a ata foi ‘produzida’ por uma bebê de um aninho, nominada secretária da assembleia da firma.

Nas redes, Gayer salientou que a PF entrou em ação apenas dois dias antes do segundo turno das eleições. O candidato apoiado por ele concorre em Goiânia. “(As buscas) visam claramente prejudicar meu candidato.”

A Operação Discalculia fez buscas em endereços ligados ao deputado e assessores dele. Gayer e seu grupo estão sob suspeita de associação criminosa voltada para desvio de cota parlamentar. A PF apreendeu R$ 72 mil na casa de um assessor do deputado.

O documento que faz parte dos autos da Operação Discalculia contém dados de uma assembleia da Associação Comercial das Micro e Pequenas Empresas de Cidade Ocidental, fundada em 1999 com prazo de duração de quatro anos. No decorrer dos ‘debates’, as crianças investidas no papel de executivos teriam decidido mudar a diretoria da empresa, o endereço da sede, a razão social e o nome fantasia, dando vida formal ao Instituto de Desenvolvimento e Investimento Socioeducacional.

Apesar de a assembleia ter ocorrido em 30 de outubro de 2003, o pedido de registro da ata em cartório ocorreu 20 anos depois, em maio de 2023. Esse lapso temporal, somado ao quadro societário único da empresa, fez a PF suspeitar de que a Associação teria sido comprada por Gustavo Gayer e seus aliados para desviar dinheiro público da Câmara.

A PF vê indícios de que Gayer comprou a empresa desativada por R$ 6 mil, pagos diretamente pelo deputado. A corporação aponta que o bolsonarista e auxiliares pretendiam qualificar a associação como uma organização da sociedade civil de interesse público para receber verbas públicas via emendas parlamentares.

Para tal fim teria sido operacionalizada a suposta falsificação da ata lavrada pela bebê de um ano. No entanto, o registro não foi realizado pelo Cartório, que considerou que a empresa já estava extinta. Os investigados então realizaram um novo requerimento de registro, em outro cartório, também com indícios de falsificação de documentos, segundo a investigação.

A PF não conseguiu identificar se o grupo ‘atingiu o escopo pretendido de qualificar a associação como Oscip e se recebeu recursos públicos por meio da associação adquirida’. Para afastar dúvidas e coletar mais indícios, os investigadores pediram autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, para decolar a Operação Discalculia.

A PF cita diálogos que, em sua avaliação, reforçam o suposto objetivo do grupo de ‘comprar’ uma associação para receber verbas públicas. As mensagens foram trocadas entre João Paulo de Sousa Cavalcante, assessor de Gayer, e uma outra investigada.

Segundo a PF, Cavalcante fala da ‘necessidade de organizar a associação devido a demandas de emendas parlamentares e pressão de alguns pastores’.

“Quero ver com você o seguinte, nós precisamos organizar aquela questão da associação. Já está havendo algumas aqui, pedir emenda pro Gustavo, já estou segurando. Tem essa de Goiânia inclusive essa associação que recebeu emenda federal pelo que eu constei aqui. Acho que é para ajuda com crianças”, disse João Cavalcante.

Para a PF, o grupo não tinha o objetivo de direcionar verbas parlamentares ao terceiro setor seguindo critérios de relevância. “O escopo era criar um ambiente voltado para a administração total dos recursos, sem amparo legal, e especialmente para o pagamento de pessoal”, diz a PF. “Este é o cenário fático que escancara os efeitos nocivos da predestinação dos recursos públicos que se descortinou neste inquérito.”

COM A PALAVRA, GUSTAVO GAYER

Nas redes, o deputado destacou o fato de que a Polícia Federal entrou em ação dois dias antes do segundo turno das eleições – o candidato apoiado por Gayer concorre em Goiânia. “(As buscas) visam claramente prejudicar meu candidato. Vieram na minha casa, levaram meu celular, meu HD. Essa democracia relativa está custando caro.”

 

GOVERNO MILEI MILEI VENDE IMÓVEIS COM O OBJETIVO DE REDUZIR GASTOS DESNECESSÁRIOS

 

História de AFP

(Arquivo) O presidente argentino, Javier Milei

(Arquivo) O presidente argentino, Javier Milei© Juan MABROMATA

O governo do ultraliberal Javier Milei vai leiloar mais de 400 edifícios do Estado em toda a Argentina, com o que espera obter receitas de 800 milhões de dólares (R$ 4,5 bilhões), informou um porta-voz nesta sexta-feira (25).

A agência de administração de bens “vai leiloar mais de 400 imóveis e colocar à venda outras 800 propriedades, com o único objetivo de reduzir gastos desnecessários”, disse o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, em coletiva de imprensa.

“Estima-se que estes imóveis têm um valor estimado total de 800 milhões de dólares”, acrescentou.

Adorni detalhou que um dos edifícios à venda será a sede, no bairro de San Telmo, do outrora Ministério das Mulheres, Gêneros e Diversidade, avaliado em 12,5 milhões de dólares (R$ 71,2 milhões).

Argumentando sua suposta inutilidade ao assumir em dezembro, Milei dissolveu este ministério lançado pelo governo de seu antecessor Alberto Fernández (centro-esquerda) e o transformou em uma subsecretaria do Ministério da Justiça.

Além disso, Adorni anunciou que será publicado na segunda-feira um decreto no qual o governo proíbe os “cargos hereditários” no serviço público.

Esta prática existente em algumas dependências estatais, e que figura em seus acordos coletivos, consiste em dar preferência na hora de recrutar novos funcionários, sob certas condições, aos familiares diretos de um funcionário falecido.

É o caso por exemplo do Banco Central, onde se dava preferência ao cônjuge ou ao filho de um funcionário falecido, sujeita a certa vulnerabilidade vinculada ao óbito.

Esta norma foi revogada em 2018 por um decreto do então presidente Mauricio Macri (direita), mas o diretório do Banco Central a restituiu e defendeu em 2022, durante o governo de Alberto Fernández.

“Esses resquícios de privilégios de sangue, esses resquícios medievais […] persistem em estamentos do setor público argentino”, disse Federico Sturzenegger, ministro de Desregulação e Transformação, uma pasta criada por Milei para reduzir o tamanho do Estado.

O governo não deu uma estimativa de quantos empregos “hereditários” existem atualmente na função pública.

TERMO CHRONOWORKING OU CRONOTRABALHO GANHA FORÇA EM MEIO AOS PROFISSIONAIS

Higlobe, Inc.

Indivíduos com diferentes ciclos circadianos são mais produtivos em horários distintos; especialista explica conceito e como se organizar

Em alta nos últimos meses, o termo chronoworking (ou cronotrabalho) ganhou força em meio aos profissionais. O conceito sugere que trabalhadores adaptem seus horários de trabalho ao seu ritmo biológico, e não ao ritmo imposto pela jornada convencional da empresa ou do mercado, para aproveitar melhor seu próprio pico de produtividade e render mais. Sua aplicação é uma vantagem para os freelancers, que têm flexibilidade de horários para entregar projetos com qualidade.

“Freelancers podem tirar proveito dessa onda porque, ao identificar em que momento os picos de energia e cansaços surgem, eles podem adaptar suas rotinas de trabalho da forma mais confortável. Colocar pessoas noturnas para atuar em horários matinais, ou vice-versa, pode fazer o rendimento cair, afetando a produtividade e, sobretudo, a autoestima profissional. Ao respeitar os ciclos naturais, prevalecem o bem-estar mental e físico, elementos importantes para a jornada autônoma”, comenta Samyra Ramos, gerente de marketing na Higlobe, fintech de recebimentos para profissionais brasileiros que trabalham remotamente para os EUA.

Esse método pode funcionar em especial para aqueles trabalhadores que atuam de forma remota para clientes do exterior. Por conta dos fusos horários, seguir uma rotina “linear” pode ser complicado, prejudicando as entregas e a disposição no dia a dia (ou noite). Para a especialista, esse é um dos casos práticos em que o conceito pode ser mais útil, pois permite que o freelancer siga o ciclo mais favorável ao seu cronotipo e não precise seguir um fuso horário que o leva à exaustão. 

São quatro cronotipos apontados pelo psicólogo Michael Breus. Os “leões” acordam por volta das 5h, vão dormir antes das 22h e são mais produtivos pela manhã, realizando as tarefas mais intensas até o meio-dia (cerca de 15% das pessoas se enquadram neste); os “ursos” acordam por volta das 7h, dormem perto das 23h e são mais produtivos entre 10h e 14h (é o tipo mais comum, entre 50% a 55% das pessoas).

Também há os “lobos”, com dificuldade de acordar antes das 9h e de dormir antes da meia-noite. Eles sentem o pico de energia quando a maioria das pessoas está diminuindo, entre 12h e 16h (entre 15% e 20%). Por fim, os “golfinhos” são propensos a insônia, mas têm uma boa janela de produtividade, geralmente das 10h às 14h (10% dos profissionais).

Reconhecer com qual cronotipo se identifica auxilia freelancers a delimitarem melhor suas horas de trabalho. “Uma das principais vantagens disso é que aumenta o desempenho das atividades e, portanto, conquista-se a qualidade de vida. Realizando mais em menos tempo — de forma organizada e saudável — há mais equilíbrio entre a vida profissional e profissional”, comenta a especialista da Higlobe. 

Um empecilho da modalidade costuma ser o processo de adaptação para aqueles profissionais que têm dificuldades em gerir seu tempo e demandas; no entanto, colocá-la em prática não é impossível. O ideal é que a implementem aos poucos, para se acostumarem e criarem o hábito da organização e autogestão, fatores essenciais no uso do chronoworking.

Vendas pela internet com o site Valeon

Você empresário que já escolheu e ou vai escolher anunciar os seus produtos e promoções na Startup ValeOn através do nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace aqui da região do Vale do Aço em Minas Gerais, estará reconhecendo e constatando que se trata do melhor veículo de propaganda e divulgação desenvolvido com o propósito de solucionar e otimizar o problema de divulgação das empresas daqui da região de maneira inovadora e disruptiva através da criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho diferenciados dos nossos serviços e conseguimos desenvolver soluções estratégicas conectadas à constante evolução do mercado.

Ao entrar no nosso site você empresário e consumidor terá a oportunidade de verificar que se trata de um projeto de site diferenciado dos demais, pois, “tem tudo no mesmo lugar” e você poderá compartilhar além dos conteúdos das empresas, encontrará também: notícias, músicas e uma compilação excelente das diversas atrações do turismo da região.

Insistimos que os internautas acessem ao nosso site (https://valedoacoonline.com.br/) para que as mensagens nele vinculadas alcancem um maior número de visitantes para compartilharem algum conteúdo que achar conveniente e interessante para os seus familiares e amigos.

Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços.

Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nas lojas passa pelo digital.

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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

PUTIN É A FAVOR DA ENTRADA DA VENEZUELA NO BLOCO DOS BRICS

 

História de dw.com – DW Brasil

“Nossas posições não coincidem com a do Brasil”, disse ao defender regime em Caracas e reafirmar vitória de Maduro em pleito controverso. Chefe do Kremlin ofereceu ao Brasil novo mandato no banco do Brics com Dilma.

Maduro e Putin se cumprimentam em Kazan, na Rússia: relações da Venezuela com o Brasil, que barrou entrada do vizinho no Brics, não andam tão amistosas

Maduro e Putin se cumprimentam em Kazan, na Rússia: relações da Venezuela com o Brasil, que barrou entrada do vizinho no Brics, não andam tão amistosas© Alexander Nemenov/AFP/AP/dpa/picture alliance

Questionado nesta quinta-feira (24/10) sobre a incorporação da Venezuela ao Brics, cuja indicação foi barrada pelo Brasil, o presidente russo Vladimir Putin se mostrou favorável à ideia.

“Nossas posições não correspondem com a do Brasil em relação à Venezuela. Falo isso abertamente, nós falamos sobre isso por telefone com o presidente do Brasil, com quem eu tenho uma relação muito boa”, disse Putin respondendo à pergunta de uma jornalista da TV Globo, segundo o portal g1.

A declaração foi feita no encerramento da cúpula do Brics, realizada em Kazan, na Rússia.

Tanto a Venezuela quanto a Nicarágua teriam sido excluídas, a pedido do Brasil, de uma lista prévia de países candidatos ao status de parceiros do grupo que reúne as principais economias emergentes do mundo. Esses países poderão participar dos encontros, mas não terão direito a voto em questões sensíveis.

A lista oficial de associados não foi divulgada oficialmente, mas 13 nomes foram ventilados: Argélia, Belarus, Cuba, Bolívia, Indonésia, Malásia, Turquia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria e Uganda.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou a aparecer de surpresa em Kazan para pressionar pela incorporação de seu país.

A relação bilateral entre Caracas e Brasília vai mal desde que a diplomacia brasileira passou a cobrar transparência de Maduro por ter se proclamado reeleito em um processo amplamente rechaçado pela comunidade internacional.

“Nós acreditamos que o presidente Maduro venceu a eleição, de forma honesta”, afirmou Putin, acrescentando à jornalista da Globo ter certeza que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidaria “com essa situação [tensões com a Venezuela] de maneira objetiva”.

Dilma de novo na presidência do banco do Brics

Putin também confirmou nesta quinta que ofereceu ao Brasil manter a chefia do banco do Brics por mais cinco anos, sob a batuta da ex-presidente Dilma Rousseff – o mandato dela termina em julho de 2025.

Segundo Putin, como o país dele está em guerra com a Ucrânia, ter uma liderança russa à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) poderia causar problemas na condução da instituição financeira.

“Não queremos transferir todos os problemas que estão associados à Rússia para instituições em cujo desenvolvimento nós próprios estamos interessados. Nós lidaremos com nossos problemas e cuidaremos deles nós mesmos”, disse durante coletiva de imprensa após o encerramento da cúpula do Brics.

De acordo com as regras do banco, cada país-membro do Brics indica o presidente da instituição para mandatos de cinco anos. Pelo rodízio entre os países membros, a próxima indicação para presidência do NDB é da Rússia.

Dilma assumiu o NDB em março de 2023 no lugar de Marcos Troyjo, também brasileiro e indicado pelo governo de Jair Bolsonaro.

O NDB tem atualmente cerca de 100 projetos financiados que somam aproximadamente 33 bilhões de dólares (R$ 187 bilhões). O banco tem um papel central na estratégia do bloco de ampliar os investimentos nos países do bloco e do Sul Global.

Na cúpula do Brics deste ano, Dilma foi recebida por Putin e defendeu a expansão do grupo e o uso de moedas locais para o financiamento dos países.

ra (Agência Brasil, ots)

REUNIÃO DOS BRICS PÕE O BRASIL NUMA ENCRUZILHADA A FAVOR DO OCIDENTE OU CONTRA

 

História de Julia Braun – Da BBC Brasil em Londres

Chefes de Estado e representantes dos países participantes da reunião de cúpula do Brics durante pronunciamento do presidente Lula

Chefes de Estado e representantes dos países participantes da reunião de cúpula do Brics durante pronunciamento do presidente Lula© Getty Images

cúpula do Brics terminou nesta quinta-feira (24/10) após três dias de reuniões que, para muitos analistas, confirmaram a predominância da agenda de Rússia e China no bloco e seu viés antiocidental.

Segundo especialistas consultados pela BBC News Brasil, o cenário que se apresenta é de grande desafio para o Brasil, que agora precisará avaliar os custos e benefícios de fazer parte de um grupo que se expande a partir dos interesses de Pequim e Moscou.

Para Laura Trajber Waisbich, pesquisadora da Universidade de Oxford, o contexto de cada vez mais tensão entre, de um lado, Rússia e China, e de outro, Estados Unidos, Europa e seus aliados, impute ponderações mais complexas para a diplomacia brasileira.

“Os custos e benefícios estão mudando a cada dia”, diz a analista de assuntos internacionais. “Se o Brics virar uma plataforma que é puramente reflexo dos interesses russos ou chineses, o Brasil perde.”

“O custo é o acirramento de um estranhamento com o Ocidente”, completa.

Marco Vieira, professor do Departamento de Ciência Política e Estudos Internacionais da Universidade de Birmingham, acredita que o governo brasileiro não pode se afastar dos seus aliados do bloco neste momento, já que o Brics ainda é uma plataforma importante.

“Mas também não pode mostrar que está se alinhando muito”, diz. “É um grande desafio.

‘Há males que vêm para o bem’

O palco do encontro dos Brics foi a cidade russa de Kazan e o anfitrião da cúpula foi Vladimir Putin.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da reunião apenas de forma virtual, após sofrer um acidente doméstico nas vésperas. A delegação brasileira foi então chefiada em Kazan pelo chanceler Mauro Vieira.

Além dos nove membros oficiais Putin convidou mais de 20 outros países interessados ​​em se juntar ao Brics para a reunião.

O bloco que até o final do ano passado era composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul passou a integrar também Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos e Etiópia em 2024.

Na cúpula de Kazan, os chefes de Estado discutiram e aprovaram a criação de uma nova categoria de parceiros do grupo. Eles não serão integrantes plenos, mas poderão desfrutar de muitos dos benefícios fornecidos pelos Brics.

A lista oficial de associados não foi divulgada oficialmente, mas 13 nomes circulam nos bastidores da cúpula: Turquia, Indonésia, Argélia, Belarus, Cuba, Bolívia, Malásia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria e Uganda.

Ao todo, porém, a Rússia afirmou que mais de 30 países manifestaram interesse de fazer parte do novo esquema antes da cúpula.

Vladimir Putin e Xi Jinping durante cúpula em Kazan

Vladimir Putin e Xi Jinping durante cúpula em Kazan© Getty Images

Por tudo isso, o encontro foi visto como uma oportunidade para Vladimir Putin posar para fotos ao lado de seus contrapartes, impulsionar a ideia de que não está isolado e reforçar sua posição na geopolítica mundial.

A presidência da Rússia no sistema rotativo no bloco e a própria dinâmica da política internacional atual contribuíram para a ampliar a imagem “anti-Ocidente” dos Brics, dizem os especialistas.

O comportamento da China, que se tornou muito mais assertivo nos últimos anos, também contribuiu para esse direcionamento, afirma Vinícius Vieira, professor da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). [Apesar do sobrenome em comum, não há uma relação de parentesco entre os dois entrevistados e o ministro das Relações Exteriores do Brasil.]

“Mas o fato de Lula não ter ido presencialmente contribuiu para que ele não tivesse uma foto ao lado do Putin, o que no atual contexto seria ainda pior para a imagem dele e do Brasil junto ao Ocidente”, avalia Vinícius Vieira. “É como diz aquele ditado popular: ‘há males que vêm para o bem’”.

‘Vitória importante’

Dois países interessados em fazer parte da nova categoria de parceiros dos Brics e que ficaram de fora da lista final são Venezuela e Nicarágua.

O governo do presidente Lula não apoiava o ingresso de nenhuma das duas nações e, segundo interlocutores presentes na reunião, um veto informal fez com que a vontade do Brasil prevalecesse.

O presidente brasileiro tem feito críticas a Nicolás Maduro e à sua recusa em divulgar as atas das eleições de julho, das quais diz ter saído vitorioso. No caso da Nicarágua, o desconforto brasileiro é motivado pelo recente congelamento das relações com o país.

Ex-aliado de Lula, o líder nicaraguense Daniel Ortega expulsou o embaixador brasileiro de Manágua em agosto. Em resposta, o Brasil fez o mesmo com a embaixadora do país sul-americano em Brasília.

Os dois países, porém, são considerados aliados de China e Rússia. Nicolás Maduro inclusive apareceu de surpresa na cúpula, em um movimento que muitos entenderam como parte de uma campanha russa em favor do chavista.

“A entrada de Venezuela e Nicarágua não agregaria em nada para o Brasil agora, então esse bloqueio pode ser considerado uma vitória importante nessa cúpula”, avalia Vinícius Vieira.

Mas para Marco Vieira, professor da Universidade de Birmingham, a posição brasileira na cúpula certamente repercutirá nas relações com Caracas daqui para frente.

“O veto não vai ajudar na relação, que já está bastante estremecida”, diz.

Um Brics cada vez mais expandido

Se o bloqueio à entrada venezuelana no bloco foi considerado uma vitória, a expansão dos Brics, com a adoção da nova categoria de parceiros, é vista por analistas como um empecilho para as ambições do Brasil no grupo.

“Sempre foi muito claro que esse projeto de expansão não é brasileiro”, diz Laura Trajber Waisbich. “A ideia de aceitar mais membros, que levou aos atuais 9, veio da China e do próprio projeto de poder chinês.”

A mais recente ampliação, com os países parceiros, também atende mais aos interesses de Pequim e Moscou do que dos demais, diz a pesquisadora da Universidade de Oxford.

“A lógica sempre foi fazer parte de um clube exclusivo com países reconhecidos como geopoliticamente importante e com poder de contestação”, diz.

Para Waisbich, o governo Lula tem deixado bastante claro em suas declarações que aceitar novos associados a cada novo ano está totalmente fora de sua agenda. Mas até o momento o país não parece ter tido energia suficiente para barrar esse movimento.

Em uma entrevista à CNN Brasil, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou que a entrada de novos países tem que ser muito bem estudada.

“Não adianta encher de países, senão daqui a pouco cria um novo G-77”, disse Amorim, enfatizando que é preciso que os Brics sejam ampliados com países com perfis que possam contribuir dentro de um contexto de um mundo “polarizado e multipolar”.

Com tudo isso, o avanço de algumas das pautas impulsionadas pelo Brasil, como a desdolarização da economia mundial, avançou pouco, afirmam os especialistas.

“A Venezuela é um dos parceiros antigos e confiáveis da Rússia na América Latina e no mundo em geral”, afirmou Putin durante a reunião dos Brics

“A Venezuela é um dos parceiros antigos e confiáveis da Rússia na América Latina e no mundo em geral”, afirmou Putin durante a reunião dos Brics© Getty Images

Uma das prioridades do Brasil em Kazan era o estabelecimento de critérios e requisitos básicos para que os países parceiros sejam aceitos.

Segundo o chanceler Mauro Vieira, esse ponto foi abordado durante as reuniões. “Foi discutido e aprovado – houve consenso – sobre os princípios e critérios que guiarão essa ampliação”, disse o ministro a jornalistas.

Mauro Vieira afirmou ainda que o Brasil é favorável a entrada de 10 países parceiros nesse primeiro momento e que a lista final será decidida após consulta a todos os membros atuais.

A declaração final da cúpula, porém, trata a criação da categoria de países associados, mas não faz menção aos critérios anunciados pelo chanceler brasileiro.

Vinícius Vieira explica que a inclusão de novos membros em organizações internacionais sempre representa um risco de perda de poder e influência para os integrantes originais.

Mas segundo o professor da FGV, também é possível enxergar benefícios para o Brasil no contexto que se desenha.

Segundo Vinícius Vieira, se a lista de 13 parceiros que circula nos bastidores for confirmada, o país tem muito a ganhar com a presença de outras nações que também apostam em uma postura de não-alinhamento.

“Turquia, Indonésia, Vietnã e Nigéria são exemplos de países que se aproximam do Brasil no sentido de negar um alinhamento, seja com o Ocidente, seja com a Rússia e a China”, afirma.

Na visão do especialista, essas nações têm um perfil de liderança regional e têm se mostrado capazes, seja por sua geográfica ou por seu histórico de colonização, de fazer uma ponte entre os dois grandes polos geopolíticos atuais.

Elas poderiam ser, portanto, aliadas do Brasil nos esforços de recuperar os propósitos iniciais dos Brics, diz Vinícius Vieira

Ao mesmo tempo, a lista provisória de possíveis parceiros traz países com grandes mercados internos, o que pode ser benéfico também em termos econômicos para o Brasil, completa.

Brasil à frente em 2025

Conforme o esquema rotativo em vigor nos Brics, o Brasil assumirá a presidência do bloco em 2025.

Para Marco Vieira, da Universidade de Birmingham, essa posição pode dar ao Brasil um impulso a mais na busca por seus objetivos com o grupo.

Cabe ao presidente da vez, por exemplo, selecionar os países convidados para acompanhar a reunião de cúpula e definir os temas principais da agenda das reuniões.

Mas o especialista não vê os desafios desaparecendo tão facilmente. “E esses desafios também se replicam no âmbito do G20”, diz.

O Brasil é o atual presidente do G20. Composto também por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, o grupo se reunirá em Brasília de 6 a 8 de novembro.

“O Brasil também vai ter que se posicionar de alguma forma na polarização atual – uma posição que fica mais difícil diante dos rumos que o Brics está tomando”, finaliza Marco Vieira.

BISPO DE GOIAS FALA A VERDADE E DIZ QUE O BRASIL VIVE UMA DITADURA

 

História de Vinícius Novais – Jornal Estadão

Dom Adair Guimarães, bispo de Formosa (GO), afirmou que o Brasil vive uma ditadura e é governado por “ímpios”. O religioso criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu para Nossa Senhora Aparecida “livrar” o País do comunismo. A declaração ocorreu durante uma missa realizada no dia 13 de outubro na cidade de Cabeceiras de Goiás, no Povoado da Lagoa, e o vídeo do momento é divulgado nas redes sociais por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O padre disse que o País não tem liberdade nem democracia. Em referência aos réus e condenados pelos ataques do 8 de Janeiro, dom Adair Guimarães afirmou que “milhares de pessoas sofrem com processos sem direito ao contraditório” e que o Brasil tem “presos políticos” e “exilados”. Procurada, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que não vai se pronunciar.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) compartilhou o vídeo em seu perfil no X (antigo Twitter), ressaltando as declarações do sacerdote.

O bispo também fez uma comparação entre uma manifestante que pichou “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), e Adriana Ancelmo, ex-esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. “Ela (Adriana), que pegou mais de 80 e já está solta por causa dos filhos, esses têm direitos.”

“Hoje, no Brasil, é beneficiado quem é do lado estranho, mas quem defende família, liberdade, religião, fé, propriedade privada, parece que não tem mais direito”, disse o líder católico.

Dom Adair Guimarães já se envolveu com polêmicas quando criticou a vacinação e se posicionou contra o “passaporte da vacina” durante a pandemia de covid-19. Ele também já fez acenos à monarquia.

Dom Adair José Guimarães e Dom Bertrand de Orleans e Bragança se encontraram. Bispo fez acenos ao herdeiro da família Orleans e Bragança Foto: Reprodução/Redes Sociais

Dom Adair José Guimarães e Dom Bertrand de Orleans e Bragança se encontraram. Bispo fez acenos ao herdeiro da família Orleans e Bragança Foto: Reprodução/Redes Sociais

COMANDANTE DO HAMAS MORTO ERA FUNCIONÁRIO DA ONU

 

Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – As Forças de Defesa de Israel anunciaram a morte de um dos comandantes do Hamas que também apontaram como funcionário da UNRWA, a Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos.

Morte de Mohammad Abu Itiwi foi anunciada nesta quinta-feira (24). Ele era comandante da Nukhba (força de elite do grupo extremista Hamas).

Ele foi morto em um ataque aéreo na quarta-feira (23) na Faixa de Gaza. Segundo as Forças de Defesa israelenses, o comandante estava envolvido no atentado de 7 de outubro contra Israel. “Durante o 7 de outubro, Itiwi comandou o ataque a um abrigo antiaéreo perto de Re’im, para onde os participantes do festival Nova tinham fugido”, diz anúncio.

Comandante do Hamas também era funcionário da ONU, diz Israel. Documentos publicados pelo exército israelense mostram que Mohammad Abu Itiwi era funcionário da UNRWA desde julho de 2022. “Ao longo da guerra, Abu Itiwi realizou numerosos ataques às tropas das IDF que operavam na Faixa de Gaza”, segundo a IDF.

Exército de Israel diz que pediu esclarecimentos de altos funcionários da ONU. O comunicado destaca ainda que Tel Aviv pediu uma investigação “urgente” sobre o envolvimento de funcionários da UNRWA no atentado de 7 de outubro.

Morte em operação conjunta. O porta-voz do exército de Israel, Daniel Hagari, afirmou que Itiwi foi morto em uma operação conjunta com a ISA (Agência de Segurança de Israel).

“Esta noite, confirmamos que, numa operação conjunta com a ISA, eliminamos o terrorista da Nukhba que liderou o massacre no abrigo antiaéreo de Re’im, onde foram assassinados e raptados israelenses, incluindo jovens que participavam no festival Nova. Ironicamente e horrivelmente, este terrorista também trabalhou para a UNRWA”, declarou.

A ONU ainda não se pronunciou sobre a acusação. Essa não é a primeira vez que funcionários da agência são acusados de envolvimento no atentado de 7 de outubro de 2023. Em agosto deste ano, as Nações Unidas afirmaram que nove funcionários da sua agência para os Refugiados Palestinos “podem estar envolvidos” no ataque no sul de Israel perpetrado pelo Hamas.

“Temos informações suficientes para tomarmos as medidas que estamos tomando – ou seja, a demissão destes nove indivíduos”, disse o porta-voz da ONU, Farhan Haq, no dia 5 de agosto.

ISRAEL DIZ TER PROVAS DE LIGAÇÃO DE JORNALISTAS DE TV COM HAMAS E HEZBOLLAH

Nesta semana, Israel acusou jornalistas da Al-Jazeera. O exército disse ter encontrado documentos que comprovariam a ligação de seis jornalistas da rede de TV Al Jazeera com Hamas e Hezbollah. A emissora do Catar negou as acusações.

Israel expôs fotos e identidades de profissionais suspeitos nas redes sociais. A IDF afirma que, entre os documentos encontrados em Gaza, estão tabelas de pessoal, listas de cursos de treinamento para terroristas, listas telefônicas e documentos salariais para terroristas.

Documentos servem como prova de ligação entre grupos e jornalistas da Al Jazeera, do Catar, segundo os militares. Em comunicado, a emissora disse que as acusações feitas por Israel são “infundadas e fabricadas”. “A rede vê essas acusações fabricadas como uma tentativa flagrante de silenciar os poucos jornalistas restantes na região, obscurecendo assim as duras realidades da guerra do público em todo o mundo”, afirmou.

Benjamin Netanyahu já havia determinado o fechamento dos escritórios e o confisco dos equipamentos da emissora árabe, em Tel Aviv, em maio. Na ocasião, o ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, disse que “não haveria liberdade de expressão para porta-vozes do Hamas”.

Forças israelenses invadiram escritório do canal noticioso em setembro. A invasão ocorreu na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Os militares emitiram uma ordem militar para encerrar as operações da Al Jazeera no local. Toda a ação foi transmitida ao vivo pela própria emissora.

Al Jazeera acusa Israel de cometer “ato criminoso” nos dois episódios. O canal também afirmou que o governo de Israel também quer esconder a cobertura os atos cometidos na guerra contra o Hamas, na Palestina.

“A Al Jazeera rejeita categoricamente a representação das forças de ocupação israelenses de nossos jornalistas como terroristas e denuncia o uso de evidências fabricadas. A rede afirma que seus jornalistas estão apenas cumprindo seus deveres profissionais, documentando e relatando o impacto devastador da guerra nos dois milhões de civis da Faixa”, afirma trecho da nota divulgada pela Al Jazeera.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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