“Até 2030, vocês são novos e verão isso, pelo bem ou pelo mal será
necessário fazer essas mudanças”, afirmou o senador, que faz parte da
base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Confúcio, porém, disse não acreditar que essa mudança venha durante o
mandato do atual presidente. Segundo ele, não há clima político para
esse tipo de debate nos próximos dois anos.
“Mais cedo ou mais tarde, vai ter de ter uma mexida constitucional. Hoje, não tem (clima político). Nesses dois anos do Lula, não dá. (Tem que rediscutir) Todos
os recursos vinculados. A Previdência é quase R$ 1 trilhão, os salários
de servidores públicos são quase R$ 500 bilhões, pisos de educação e
saúde, fundos constitucionais, transferências obrigatórias para Estados e
municípios… A desvinculação desses porcentuais (é importante) para
deixar um pouco mais flexível, para ir jogando, às vezes a saúde está
precisando de mais dinheiro, vai de acordo com o bom senso do
administrador”, afirmou.
‘Hoje ficam cerca de R$ 100 bilhões para tudo: arrumar rodovias,
fazer hospital novo, investir em saneamento, pagar água e luz, comprar
um avião e carros novos; em 2030, vão sobrar só R$ 30 bilhões’, diz
Confúcio Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Depois de 2026, no entanto, Confúcio avalia que será necessário ter
esse debate, sob pena de o presidente da República eleito em 2030 não
ter margem para cumprir suas promessas de campanha. O senador disse que o
chefe do Executivo a partir de 2031 não terá “a menor margem para
governar o País” se esse assunto não for rediscutido.
“Hoje, o governo tem em torno de R$ 230 bilhões para fazer tudo de
discricionário. Quando tira emendas parlamentares e porcentuais de saúde
e educação, ficam cerca de R$ 100 bilhões para tudo. Para arrumar
rodovias, fazer hospital novo, investir em saneamento, pagar água e luz,
comprar um avião e carros novos. Isso é crescente. No ano que vem, vão
sobrar R$ 80 bilhões ou R$ 70 bilhões. Em 2030, vão sobrar só R$ 30
bilhões. Quero saber o que o presidente que for eleito em 2030 vai
fazer. Ele não tem a menor margem para governar o País. O que ele
prometer em campanha não vai cumprir”, declarou.
Medida para ‘raspar o tacho’
A única solução que não envolve rever essas vinculações no Orçamento,
segundo Confúcio, seria permitir, por uma alteração constitucional, o
uso de recursos de fundos. Isso, de acordo com o senador, seria como
“raspar o tacho”. “Só tem essa possibilidade e seria uma coisa
temporária”, comentou.
Questionado sobre o anúncio feito pela ministra do Planejamento, Simone Tebet,
sua correligionária de MDB, a respeito de medidas de corte de gastos, o
relator da LDO ressaltou que esse debate “está ainda no campo técnico”.
“Ela (Tebet) tem falado isso, mas está ainda no campo
técnico. A discussão está com ela e Haddad no campo dos técnicos. Ainda
precisa chegar ao aspecto político, no presidente (Lula), que
analisa e verifica se aceita fazer aquilo. Ele pode precisar de voto
para fazer emenda constitucional ou alteração legislativa. No ano que
vem, tem as eleições para as presidências das duas Casas e o presidente
Lula não tem a certeza do ambiente que vai ter”, analisou.
O impasse com as emendas
Confúcio disse que pretende esvaziar os recursos das emendas de
comissão na proposta que balizará o Orçamento do ano que vem. Também
indicou que pretende avaliar se os deputados e senadores aceitam dividir
parte desse dinheiro com o governo federal, para que a verba seja
direcionada ao novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e disse
que uma lei complementar é que trará regras duradouras para a questão
das emendas.
“A emendas de comissão foram enriquecidas com recursos que eram de RP9 (emendas de relator, do chamado orçamento secreto), mas agora temos que tirar (o dinheiro das emendas de comissão) para atender ao Supremo Tribunal Federal. Esse recurso deve ser destinado para outro indexador”, disse Confúcio.
Segundo o senador, as mudanças para atender à determinação do
ministro do Supremo Flávio Dino devem ser feitas na própria LDO.
Paralelamente a isso, o Congresso deve analisar, ainda, um projeto de
lei complementar em elaboração, já que as regras da Lei de Diretrizes
Orçamentárias são aplicadas apenas no ano específico.
“Ontem (quarta-feira, 16), teve uma reunião (entre Rodrigo
Pacheco e Arthur Lira). Infelizmente, não participei porque estava fora
de contato. A LDO caminhará em paralelo com um projeto, não sei se será
de minha iniciativa ou de iniciativa do Executivo. A LDO vai resolver
(as questões apontadas por Flávio Dino) por um ano, porque tem vigência
para 2025. E, em paralelo, um projeto de lei complementar caminhando
mais ou menos com a redação que vou deixar [na LDO] para ter regras
duradouras”, afirmou o senador.
Confúcio Moura confirmou que as propostas na mesa de negociação
envolvem, por um lado, destinar parte do dinheiro das emendas de
comissão para o Poder Executivo – que pretende turbinar o PAC com esses
recursos – e, por outro, manter sob a tutela do Congresso as emendas.
“Todas essas propostas estão em curso. O relatório tem que ser
‘votável’. Vamos sondar os membros da Comissão Mista de Orçamento. Não é
o que eu quero colocar, não vou impor”, declarou.
“Isso tudo vamos sentir com as pessoas. Hoje, tem obra do PAC em
todos os Estados. E o PAC não tem um orçamento pronto. O governo fica
procurando dinheiro para compor (o orçamento do programa). Vamos sentir
dos parlamentares se eles concordam com essa distribuição. E, no modelo
de transparência, que eles possam escolher as obras do PAC. Os
parlamentares definem se vai ser direcionado para creche, escola,
hospital, trecho rodoviário”, completou.
O senador disse que “todo mundo está preocupado”, tanto do lado do
Palácio do Planalto, quanto do Congresso. O senador detalhou como estão
sendo as negociações em torno dos principais tópicos envolvendo as
emendas parlamentares:
Emendas de comissão: Além do impasse sobre a
distribuição entre o Congresso e o Executivo, o relator da LDO confirmou
a possibilidade de criação de uma nova modalidade de emendas, as
emendas de liderança. No entanto, indicou preferir uma distribuição que
não faça distinção entre os líderes partidários e os demais
parlamentares. Para ele, o modelo atual das emendas de comissão
privilegiam a distribuição pelas lideranças. “Indo para um outro
indexador, precisa saber como deixar transparente. Dois terços (do dinheiro) vão
para a Câmara e um terço fica com o Senado. Hoje, na realidade, os
líderes dão a destinação desses recursos. Temos de encontrar um
mecanismo que seja para todos”, afirmou. O esvaziamento das emendas de
comissão é praticamente certo, mas o que governo e o Congresso ainda não
definiram é quem vai ficar com esse dinheiro.
Emendas Pix: Confúcio Moura disse que deve incluir
no relatório da LDO regras claras de transparência para as emendas
individuais de transferência direta, que ficaram conhecidas como
“emendas Pix”. A alcunha veio pelo fato de essas emendas serem
destinadas diretamente às prefeituras, que podem gastar o dinheiro como
quiserem, diferente do que ocorre com o restante das emendas
individuais, que têm mecanismos de controle mais rígidos. Segundo o
senador, a LDO do ano que vem terá regras mais claras. “Dino pede,
basicamente, transparência e rastreabilidade. Em todas elas. Vamos nos
deter nesse quesito. Ele quer muitas mudanças nas transferências diretas
para os municípios (emendas Pix). O dinheiro vai, prefeito faz
o que quer e ninguém sabe o que foi feito. Agora, vai ter o autor da
emenda, qual é a prefeitura que recebeu e para que foi o dinheiro”,
afirmou.
Emendas de bancada: O principal entrave sobre essa
modalidade é a caracterização do que são “obras estruturantes”. Essa
questão vai desde uma interpretação mais restritiva, de que deveria ser
voltada a grandes obras, como a construção de uma ponte, um complexo
hospitalar, uma linha do metrô ou um sistema de saneamento, até outras
mais abrangentes, que envolveria os equipamentos a serem utilizados nas
obras construídas. “Fazer um hospital é uma obra estruturante. Mas se
faz um hospital, como ele vai funcionar sem pessoal, equipamento? Obra
estruturante eu acho que é o conjunto completo. Obra estruturante de um
hospital significa todos os departamentos suficientemente equipados e
funcionando. A despesa de custeio é o que entra no dia a dia, compra de
remédios, insumos, conta de energia. Isso é diferente, é no decorrer da
obra”, afirmou.
O relator da LDO disse ter conversado sobre o assunto com o
presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, e
que quer compreender o que o ministro Flávio Dino entende por “obras
estruturantes”. Também declarou que pretende criar uma regra para que as
emendas de bancada possam ser divididas em até dez partes. “Hoje em
dia, se fala que emenda de bancada é ‘rachadinha’, mas nenhum Estado
pequeno tem um projeto pronto para receber R$ 560 milhões, que é
aproximadamente o valor das emendas de bancada neste ano. Se mando para
Rondônia, meu Estado, R$ 560 milhões para obras estruturantes e o
governador não tiver o projeto pronto, o dinheiro volta”, afirmou. A
sugestão dele é que cada bancada estadual possa dividir esse montante em
até dez emendas, que seriam destinadas como os parlamentares dos
Estados decidirem.
História de Luciano Nagel e Luiz Araújo – Jornal Estadão
O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre,
reabriu suas portas ao tráfego comercial nesta segunda-feira, 21. A
primeira aeronave a pousar na pista, um Airbus A320 da Azul, vindo de
Campinas (SP), tocou o solo às 8h03, encerrando um período que paralisou
a principal porta de entrada para o turismo e negócios do Rio Grande do
Sul por quase seis meses.
Após o pouso, realizado com sucesso, o piloto mostrou pela janela da aeronave uma bandeira do Rio Grande do Sul.
A reabertura, no entanto, ainda é parcial. A capacidade inicial será
de 71 voos diários, com expectativa de crescimento para 122 a partir de
novembro.
Aeroporto estava fechado desde 3 de maio Foto: Jürgen Mayrhofer/Secom
Durante a primeira fase, as aeronaves utilizarão 1.730 metros de
pista, o que torna o terminal apto a receber voos do mercado nacional. A
fase seguinte ocorrerá após a conclusão do reparo de 1,4 mil metros da
pista de pouso e decolagem.
A retomada completa das atividades, incluindo voos internacionais,
está prevista para o dia 16 de dezembro. Até lá, o terminal funcionará
entre 8h e 22h.
“Não tenho dúvida de que isso será fundamental para retomar e ativar
efetivamente a economia do Estado, que representa mais de 11 milhões de
habitantes. Sabemos o que o aeroporto representa para o PIB do Rio
Grande do Sul, para o turismo de negócios, de lazer, e para o escoamento
do transporte de cargas”, disse o ministro dos Aeroportos, Silvio Costa
Filho, na cerimônia de reabertura nesta segunda-feira, 21.
O aeroporto foi fechado em 3 de maio após inundar durante as
enchentes que atingiram o Estado gaúcho. Cerca de 75% da pista ficou
submersa, além da água ter tomado o terminal, causando prejuízos e
inviabilizando qualquer tipo de operação.
O check-in e o despacho de bagagem continuarão ocorrendo na ala
internacional, no segundo piso do terminal. Por enquanto, apenas voos
domésticos estão sendo realizados.
As enchentes que assolaram afetaram 90% do Rio Grande do Sul,
causando 172 mortes e desalojando mais de meio milhão de pessoas. Foi a
maior catástrofe climática da história gaúcha e especialistas estimam
que levará anos para reconstruir completamente a infraestrutura perdida e
oferecer opções de moradia aos desabrigados.
Com a aceleração do aquecimento global, alertam especialistas,
eventos climáticos extremos como esse ficarão cada vez mais frequentes e
intensos.
Criado em 2009, o Brics foi
fundado sob a premissa de que as instituições internacionais eram
excessivamente dominadas por potências ocidentais e haviam deixado de
servir aos países em desenvolvimento.
O grupo se juntou com o objetivo de coordenar as políticas econômicas
e diplomáticas de seus membros, encontrar novas soluções para as
instituições financeiras e reduzir a dependência do dólar americano.
Ainda assim, seus integrantes sempre recusaram publicamente o título de “bloco anti-Ocidente” atribuído por alguns.
Mas com a emergência de dois grandes conflitos no contexto global e uma dominância cada vez maior da China e da Rússia dentro do grupo, o Brics está cada vez mais sendo enquadrado dessa forma.
Ao mesmo tempo, analistas temem que a expansão do bloco, com a
entrada de quatro novos membros no início do ano e a possibilidade de
novas incorporações, possa reforçar ainda mais a heterogeneidade do
grupo e dificultar o consenso para alcançar novos objetivos.
A Arábia Saudita também foi anunciada como um dos novos membros, mas
ainda não concretizou os trâmites para se juntar oficialmente. Ainda
assim, o país será representado pelo seu ministro de Relações Exteriores
na reunião que começa nesta terça-feira (22/10).
‘Viés antiocidental’
Além dos nove membros oficiais do bloco (10 com a Arábia Saudita), o
presidente russo Vladimir Putin convidou mais de 20 outros países
interessados em se juntar ao Brics para a reunião de cúpula em Kazan.
Para a ex-diplomata e pesquisadora do instituto britânico Chatham
House Natalie Sabanadze, um dos principais objetivos de Moscou com o
encontro é enviar uma mensagem de que, apesar dos esforços do Ocidente
para isolar o país, a Rússia ainda tem aliados.
“A Rússia vê o encontro como oportunidade de insistir na mensagem de
que não só não está isolada, como tem ao seu lado países que representam
metade da população mundial, um terço da produção econômica mundial e
quase metade das reservas de petróleo bruto no globo”, diz.
Com a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e o consequente apoio de
EUA e Europa ao governo de Volodymyr Zelensky, especialistas veem cada
vez mais o conflito se transformando em uma “guerra por procuração” (um
confronto em que blocos se utilizam de terceiros para não lutarem
diretamente entre si) entre as potências ocidentais e a Rússia.
Por isso mesmo, diz Marta Fernández, professora da PUC-Rio e diretora
do BRICS Policy Center, a visão do Brics como um bloco anti-Ocidente
tem relação com a própria dinâmica da política internacional atual, que
além de extremamente polarizada está marcada por dois grandes conflitos
(Ucrânia e Oriente Médio) .
“A política internacional está cada vez mais polarizada e existe uma
pressão do sistema para aderir a um lado ou ao outro”, explica. “E nesse
sentido qualquer arranjo alternativo ao tradicional é de certa forma
alocado nesse espectro antiocidental”.
Ao mesmo tempo, a presença da China e, mais recentemente, do Irã –
outro aliado estratégico de Pequim e Moscou -, no Brics abre ainda mais
espaço para uma agenda anti-Ocidente, argumenta Stewart Patrick, diretor
do programa de Ordem Global e Instituições do think-tank americano
Carnegie Endowment for International Peace.
“Não há dúvida de que a entrada do Irã, bem como o fato de que a
China e a Rússia já eram membros, significa que há oportunidades para
maior colaboração em uma agenda antiocidental comum”, diz.
Para Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Relações
Internacionais e Comércio Exterior (Irice) e ex-embaixador do Brasil em
Londres (1994-99) e em Washington (1999-2004), a entrada de novos
membros no bloco tem o potencial de reforçar ainda mais essa visão.
Além dos países incluídos no bloco em 2024, os membros discutem
aceitar países associados, que não seriam integrantes plenos, mas
gozariam de muitos dos benefícios fornecidos pelo grupo. Segundo o
governo brasileiro, mais de 30 nações teriam expressado desejo de
ingressar no Brics, entre elas Azerbaijão, Bolívia, Honduras, Venezuela,
Cuba e Turquia.
Os parâmetros para inclusão de novos integrantes ainda não estão
claros. Em uma declaração recente, o Ministério de Relações Exteriores
da Rússia disse que a não adesão às sanções implementadas contra a
Rússia por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e outros aliados é
um critério para a adesão aos Brics.
“Cada vez mais parece que a tendência é que os novos membros confirmem esse viés antiocidental”, afirmou Barbosa à BBC Brasil.
Segundo o diplomata, essa orientação tende a ficar mais visível em
pautas como a busca por reforma nos organismos internacionais, a
desdolarização da economia e a contestação de sanções unilaterais.
Paulo Velasco, professor de Política Internacional da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (Uerj), vê no Brics uma postura cada vez mais
revisionista da ordem vigente.
“O bloco surgiu como um espaço revisionista, mas um revisionismo
moderado e brando”, diz. “Mas esse aspecto está ficando cada vez mais
latente, especialmente com a entrada do Irã no grupo ou a intenção de
incluir países como Venezuela e Nicarágua.”
Mas os especialistas são unânimes ao reconhecer que nem todos os
membros dos Brics têm desejo de se alinhar de forma estratégica com a
Rússia ou com a China e desejam manter o diálogo com a outra ala da
política mundial.
É o caso da Índia, da África do Sul e do Brasil. Segundo Patrick,
esses países querem manter sua “flexibilidade diplomática” e fazer parte
“da maior parte de clubes diferentes possível”.
Mas o posicionamento antiocidental do Brics parece já ter gerado
incômodos, que alguns analistas veem manifestados pela demora na entrada
formal da Arábia Saudita no bloco.
Riade e Moscou são parceiros na OPEP+, de países exportadores de
petróleo, e Vladimir Putin cultiva um relacionamento pessoal caloroso
com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. A China também tem
se tornado um aliado cada vez mais importante da Arábia Saudita.
Mas ao mesmo tempo, o país tem nos Estados Unidos um de seus sócios
mais notáveis, ao mesmo tempo em que cultiva uma rivalidade histórica
com o Irã.
Os rumores são de que Washington, preocupado com a entrada da Arábia
Saudita (e sua economia de alta renda) no Brics, teria trazido o tema
para suas conversas, fazendo com que a nação árabe revisse sua posição.
Quanto mais membros melhor?
Ao mesmo tempo, especialistas afirmam que as divergências e heterogeneidade dos Brics só tendem a aumentar com novos membros.
Para Rubens Barbosa, ao mesmo tempo em que o grupo mostra tendências
mais anti-Ocidente, também parece estar cada vez mais difuso.
“O bloco como está agora já está exibindo muitos interesses difusos e
se novos países entrarem a tendência é só crescer”, diz. “Vamos ver uma
agenda de mais contestação ao Ocidente, mas também podemos esperar que
nem todos concordem com essa agenda.”
Stewart Patrick, do think-tank americano Carnegie Endowment for
International Peace, afirma que o Brics sempre foi marcado pela
heterogeneidade de seus membros – mas argumenta que a expansão do grupo
pode tornar a cooperação de forma extensiva e o desenvolvimento de um
propósito coerente ainda mais difíceis.
“Esses países têm sistemas políticos muito diferentes, estão em
posições econômicas muito distantes em termos de protagonismo e renda
per capita, têm diferentes alinhamentos estratégicos e, em alguns casos,
são inclusive rivais geopolíticos”, diz.
Além do conflito de interesses latente entre Arábia Saudita e Irã,
Patrick cita os conflitos entre China e Índia em suas fronteiras e a
competição entre as duas nações por influência no Oceano Índico como
exemplo desses desencontros.
Os especialistas também preveem uma certa divergência em torno dos debates sobre transição energética.
Rússia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são grandes
produtores de petróleo e gás. Enquanto isso, a China e a Índia estão no
grupo dos maiores importadores mundiais de combustível. Além disso,
Egito, Etiópia e Brasil também são importadores de produtos derivados e
de petróleo bruto.
“Então podemos esperar que suas atitudes em relação à transição para
energia limpa e outras políticas de recursos naturais sejam bem
diferentes”, diz Patrick.
Em agosto do ano passado, o criador do termo Bric (ainda sem a África
do Sul), o economista britânico Jim O’Neill descreveu o anúncio de expansão do bloco como “sem critério”.
“Continuo sem saber o que os Brics pretendem alcançar, além de um
simbolismo poderoso”, disse O’Neill à BBC News Brasil. “Isso fica óbvio
com a escolha do Irã, por exemplo. Diria que pode até tornar as coisas
mais difíceis”, complementou.
Mas para Sarang Shidore, diretor do Programa para o Sul Global do
Instituto Quincy, um think tank com sede em Washington DC, há também
muitos benefícios em expandir o bloco.
“Os objetivos de curto prazo do bloco podem ganhar um impulso com os novos membros”, diz.
Segundo o analista, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também
chamado de banco dos Brics, está se consolidando nos últimos anos e pode
se beneficiar de mais investimentos e uma estrutura expandida.
O banco foi criado em 2015, com o propósito de ser uma alternativa às
fontes tradicionais de financiamento e apoiar projetos de
infraestrutura e desenvolvimento nos países mais pobres.
Ao mesmo tempo, Shidore acredita que com mais vozes na mesa os Brics podem expandir mais sua influência e poder de barganha.
“O Brics tem como objetivo dar mais força à discussão sobre
alternativas à ordem mundial dominada pelos EUA e pela Europa. E mais
países assinando declarações que questionam esse sistema acrescenta peso
normativo a esses argumentos”, diz o especialista em relações
internacionais.
Qual o impacto para o Brasil?
Para Paulo Velasco, professor da Uerj, o Brasil e os demais membros
do Brics que desejam manter o diálogo aberto com o Ocidente podem
encontrar cada vez mais dores de cabeça e ver sua influência interna
diminuir.
Segundo o especialista, diplomatas brasileiros já têm relatado
preocupações com o caminho seguido pelo grupo, com temores de que a
posição mais anti-Ocidente do grupo e a dominância da China e da Rússia
no bloco afastem outros aliados.
“O Brasil preza por uma cartilha plural universalista, dialogando
muito bem com os dois lados”, diz. “Não interessa para o Brasil
mergulhar de maneira definitiva em uma cruzada antiocidental.”
“Esse jogo não é nosso”, completa o professor da Uerj.
O ex-embaixador Rubens Barbosa, porém, acredita que o governo
brasileiro tem capacidade de desviar das controvérsias que podem surgir
usando sua tradição diplomática conciliatória.
“O Brasil não vai se juntar a esse movimento e vai conseguir manter uma posição de equidistância”, avalia.
Quando o tema é o ingresso de novos membros, porém, os especialistas preveem alguns desentendimentos.
O Brasil era historicamente contrário à ampliação do Brics. E
divergências já haviam surgido durante a cúpula de 2023, realizada na
África do Sul, quando China e Rússia pressionaram pela entrada dos cinco
novos integrantes.
A urgência para anunciar os novos filiados causou incômodo entre a
delegação brasileira, que demandava o estabelecimento de critérios mais
claros para a aceitação dos membros.
Segundo Marta Fernández, do BRICS Policy Center, esse debate deve
retornar nos próximos dias, com a diplomacia brasileira pressionando por
uma discussão formal sobre os parâmetros mínimos exigidos dos novos
integrantes.
“Um dos critérios que devem ser discutidos é a exigência de que os
novos integrantes tenham relações diplomáticas e amigáveis com os países
membros do Brics”, diz. “Ou ter um desejo comum pela reforma da
arquitetura financeira mundial e reforma das Nações Unidas.”
As duas nações estão sendo consideradas para uma possível nova
categoria de membros associados, que participariam de praticamente todas
as reuniões do bloco, mas não teriam poder de veto.
O governo Lula, porém, já sinalizou que deverá se posicionar contra o ingresso da Venezuela, segundo reportagem do portal G1.
A recusa do Brasil em apoiar a entrada do país vizinho no Brics
estaria ligada à situação política venezuelana. Lula tem feito críticas a
Nicolás Maduro e à sua recusa em divulgar as atas das eleições de
julho, das quais diz ter saído vitorioso.
China, Rússia e Irã, porém, reconheceram a vitória de Maduro e parecem apoiar a entrada da Venezuela no bloco.
No caso da Nicarágua, o desconforto brasileiro é motivado pelo recente congelamento das relações com o país.
Ex-aliado de Lula, o líder nicaraguense Daniel Ortega expulsou o
embaixador brasileiro de Manágua em agosto. Em resposta, o Brasil fez o
mesmo com a embaixadora do país sul-americano em Brasília.
A expectativa é que o Brasil também vete o ingresso da Nicarágua.
O Banco Central estabeleceu
novas regras para uso do Pix, que começa a valer a partir de 1º de
novembro. As mudanças visam reforçar a segurança das transações e
prevenir fraudes.
Uma das principais mudanças é em relação a transferências. Quando o
valor for superior a R$ 200, só poderão ser realizadas a partir de
dispositivos (telefone ou computador) previamente cadastrados pelo
cliente na instituição financeira.
Além disso, haverá um limite diário de R$ 1 mil para transações realizadas por dispositivos não cadastrados.
Segundo o Banco Central (BC), essa exigência de cadastro será
aplicada apenas para novos dispositivos, ou seja, aqueles que ainda não
foram utilizados para realizar transações via Pix. Para os dispositivos
já em uso, não haverá alteração.
O BC avalia que novos limites ajudam a evitar fraudes e golpes.
Segundo a instituição, as exigências foram discutidas com especialistas
do mercado financeiro e buscam tornar o Pix um meio de pagamento cada
vez mais seguro para os usuários.
Regras para instituições financeiras
As instituições financeiras também terão que identificar transações
Pix atípicas ou não compatíveis com o perfil do cliente, bem como
informá-los, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados
necessários para evitar fraudes.
As medidas, informou o BC, permitirão que as instituições financeiras
tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do
perfil do cliente.
Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem
transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita
forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o
relacionamento com o cliente
Os povos indígenas da Amazônia precisam de “financiamento direto”
para proteger seus territórios e, assim, conservar a natureza, defendeu,
nesta segunda-feira (21), um de seus líderes na abertura oficial da
COP16 sobre biodiversidade, realizada em Cali, na Colômbia.
“Como movimento indígena amazônico, queremos participar da construção
dos documentos, tanto técnicos quanto políticos, mas também precisamos
falar da parte financeira” desta COP16, declarou Oswaldo Muca Castizo,
presidente da Organização dos Povos Indígenas da Amazônia Colombiana
(Opiac).
“Para poder seguir falando de conservação, para poder seguir falando
de proteção, precisamos de um mecanismo de financiamento direto para os
povos indígenas, para que possamos continuar a conservar”, acrescentou.
O líder indígena fez sua declaração diante de representantes de
diversas comunidades da bacia amazônica, alguns deles pintados com
símbolos tradicionais, enquanto outros usavam impressionantes cocares de
plumas multicoloridas.
Para Muca, esse financiamento direto seria uma “compensação”
necessária pelo cuidado que os povos indígenas têm proporcionado à
grande floresta amazônica “durante milhares de anos”.
Na Colômbia, existem 64 povos amazônicos, de um total de 115 etnias
indígenas, e a Amazônia cobre quase metade de seu território.
“Hoje se pode falar de território, de biodiversidade, de mudança
climática […] Mas, para continuar protegendo, precisamos de ampliações”
das áreas indígenas, explicou. “Se deixarem de ser protegidas, outras
pessoas de fora chegam para nos explorar, chegam para nos prejudicar.”
A Amazônia abrange nove países da América do Sul: Brasil, Colômbia,
Peru, Bolívia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.
Recentemente, alguns desses países têm sido duramente afetados por uma
escassez de chuvas incomum.
A seca coincide com os piores incêndios na região amazônica em quase
duas décadas, de acordo com o observatório europeu Copernicus.
“Não se pode falar apenas das árvores, não se pode falar apenas do
cuidado com a água, porque ali vivem indígenas, há pessoas que sempre
cuidam desse território”, disse o porta-voz da Opiac.
Além da seca, há o desmatamento, uma ameaça que pode transformar a
floresta amazônica em uma vasta savana, apontam especialistas.
“Fazemos um chamado ao mundo inteiro para que reconheçam que
desempenhamos um papel importante para salvar a humanidade. Mas, para
continuar […], precisamos dessas ações diretas”, afirmou Muca.
Nesta terça-feira (22), é celebrado o Dia do Paraquedista, Andrews
Jacques Garverin, em 1797, construiu um paraquedas baseando-se no modelo
de Da Vinci e em seguida provou a tese saltando de um balão. Alguns
estudos dizem que o paraquedismo teve o seu surgimento por volta de
1306, quando foram feitos registros de acrobatas chineses que saltavam
de uma altura considerável com um item semelhante a um guarda-chuva para
amortecer a queda.
No século XV, Leonardo Da Vinci iniciou estudos baseados nos voos de
pássaros e criou máquinas e outros equipamentos voadores. A partir daí
ele foi considerado o precursor como projetista do paraquedismo. Esse
esporte só foi patenteado anos depois, em 1783 por Sebastian Lenormand.
Mas o primeiro paraquedista do mundo inteiro surgiu apenas em 22 de
outubro de 1797, data essa marcada como o dia do paraquedista.
Neste dia especial, reconhecemos a incrível habilidade, a disciplina
incansável e o compromisso inabalável dos paraquedistas. Vocês são
verdadeiros heróis, desafiando a gravidade e conquistando os céus com
ousadia e destemor.
No início, o paraquedismo era utilizado pelos militares durante a
Primeira e a Segunda Guerra Mundial para alcançar lugares que eram de
mais difícil acesso. Após a guerra, os militares começaram a compor
esse esporte em momentos de lazer e, após a segunda metade do século XX,
diversos atletas começaram a saltar.
Por volta dos anos 1930, o paraquedismo chegou ao Brasil graças ao
Charles Astor, que iniciou cursos de paraquedismo no Aeroclube de São
Paulo e formou diversos alunos como paraquedistas. Nos anos 1980, os
equipamentos começaram a melhorar e, com isso, o chamado “salto duplo”
começou a acontecer com frequência. Era dessa forma que qualquer pessoa
começava a ter acesso ao esporte com mais segurança.
Em 2012 o paraquedismo marcou história quando o austríaco Felix
Baumgartner realizou o maior salto de paraquedas, saltando de uma altura
de 39 mil metros, diretamente da atmosfera.
Para saltar de paraquedas existe uma altura considerável para que o
salto seja bem-sucedido e claro, dê toda aquela adrenalina e frio na
barriga. Muitas pessoas não saltam por medo da altura, porém, você sabe
qual a altura mínima para saltar de paraquedas?
Bem, para viver esse esporte, você precisa estar numa altura mínima
de 8 até 12 mil pés, que é mais ou menos a altura que todos os saltos
duplos são feitos. Quando um salto ocorre com mais de 15 mil pés, o
atleta precisa usar máscaras de oxigênio para garantir a sua segurança
durante o percurso. Nosso cérebro pode reagir de diferentes
perspectivas dependendo da altura, então você pode ficar tranquilo, o
medo talvez não te impeça de viver esse momento de adrenalina!
O processo do salto de paraquedas demora em torno de 15 a 20 minutos,
levando em conta todo o trajeto da aeronave até a altura ideal para o
salto, a queda livre e o tempo de pouso com o paraquedas já aberto. Geralmente,
a queda livre dura em média de 45 segundos a 1 minuto, chegando até em
200 km/h, o que vai depender do peso e tamanho tanto do instrutor quanto
do passageiro.
CURIOSIDADES – Karla Neto
Você sabia que a berinjela melhorar a circulação sanguínea e ajuda a prevenir a anemia?
A berinjela é o fruto da planta Solanum melongena, uma solanaceae
arbustiva, anual, originária da Índia, considerada de fácil cultivo nos
trópicos, que pertence à mesma família do pimentão. É sensível ao frio,
às geadas e ao excesso de chuva na altura da floração.
O consumo regular da berinjela possui diversos benefícios para a
saúde, ajudando a cuidar da saúde do coração, favorecer a perda de peso,
melhorar a circulação sanguínea e prevenir a diabetes.
Esses benefícios são devido ao fato da berinjela ser um vegetal com
poucas calorias, abundância de água, fibras e diversas substâncias com
propriedades antioxidantes, como flavonoides, nasunina e vitamina C. Esse
legume pode ser utilizado cozido, ensopado, refogado, assado ou na
forma de farinha de berinjela, em diversos preparos culinários, como
saladas, sucos, sopas, pães e biscoitos cremes.
A berinjela possui propriedades anti-inflamatórias que ajudam a
relaxar os vasos sanguíneos, facilitando a circulação do sangue e
ajudando a regular a pressão arterial. Além disso, também possui
potássio, um mineral que promove a exceção de sódio através da urina,
diminuindo a pressão arterial. Por ser uma boa fonte de ácido fólico,
o consumo de berinjela de forma regular ajuda a estimular a produção de
células sanguíneas, incluindo hemácias, plaquetas e glóbulos brancos.
Contém fitonutrientes que evitam o dano causado pelos radicais livres
às células neuronais, cuidando da saúde do cérebro. Além disso, possui
ácido fólico e magnésio, que são minerais importantes para o
funcionamento cerebral, ajudando a melhorar a memória e os processos
cognitivos.
É importante mencionar que para obter todos os benefícios da
berinjela, é fundamental manter uma alimentação balanceada e praticar
atividades físicas regularmente.
Como consumir Para manter suas propriedades saudáveis, a berinjela
pode ser consumida crua, grelhada, assada ou cozida. Também pode ser
usada em diversos pratos como substituto da massa para preparar lasanha,
em saladas ou na pizza, por exemplo.
Quando muito grande, a berinjela costuma ter um sabor amargo, que
pode ser reduzido colocando sal nas fatias de berinjela e deixando agir
por 20 ou 30 minutos. Após esse tempo, deve-se lavar e secar as fatias
de berinjela, levando-as para cozinhar ou fritar logo após esse
processo.
Apesar de te benefícios para a saúde, é recomendado que não sejam
consumidas mais de 3 berinjelas por dia, pois pode haver o
desenvolvimento de alguns efeitos secundários como dor de cabeça,
diarreia, mal-estar e dores abdominais.
Sabia que o açafrão ajuda a combate a depressão?
O açafrão-da-terra, conhecido também como cúrcuma, turmérico,
raiz-de-sol, açafrão-da-índia, açafroa e gengibre amarelo, é uma planta
herbácea da família do gengibre, originária da Ásia O açafrão é uma
planta medicinal que tem forte ação anti-inflamatória e antioxidante,
possuindo vários benefícios para a saúde, como aliviar os sintomas de
TPM, ajudar no controle da diabetes, promover o emagrecimento e prevenir
doenças cardiovasculares,
As principais propriedades do açafrão estão concentradas nos
filamentos alaranjados da flor, ricos em crocina, crocetina, safranal e
canferol. Embora tenham nomes semelhantes, o açafrão (Crocus sativus) é
diferente do açafrão-da-terra (Curcuma longa), também conhecido como
cúrcuma, embora ambos possam ser usados na culinária.
O açafrão pode ser encontrado em lojas de produtos naturais,
farmácias, supermercados ou feiras livres, sendo usado principalmente na
culinária e no preparo de chás. Alguns estudos têm demonstrado que a
crocina e o safranal, compostos presentes no açafrão, têm ação
semelhante a alguns remédios antidepressivos, como a fluoxetina e
imipramina, pois ajudam a inibir a recaptação da dopamina e da
noradrenalina, dois tipos de neurotransmissores que regulam o humor.
Desta forma, o açafrão pode auxiliar no tratamento da depressão, da ansiedade e de alterações de humor. Devido
às suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e
antidepressivas, o açafrão pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas
mais comuns da TPM, como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça,
cólica e desejo por alimentos doces.
Possui propriedades antioxidantes que diminuem os danos causados
pelos radicais livres nos neurônios, além de aumentar os níveis de
acetilcolina, um neurotransmissor importante para a memória e que tem
seus níveis reduzidos na doença de Alzheimer.
Como usar o açafrão O açafrão pode ser encontrado como especiaria, sendo útil para temperar os alimentos, especialmente as carnes e molhos. Além disso, também pode ser utilizado como na forma de chás e suplementos.
Chá de açafrão O chá de açafrão deve ser preparado com os
filamentos vermelhos presentes no centro das flores, de onde são
extraídas as substâncias com propriedades medicinais. Ingredientes: • 1 colher (de chá) de filamentos de açafrão; • 500 mL de água.
Modo de preparo: Em uma panela, ou chaleira, ferver a água. Após
apagar o fogo, adicionar os filamentos do açafrão na água. Tampar e
deixar repousar por 5 minutos. Coar, aguardar amornar e beber 1 xícara
do chá de açafrão, 1 vez por dia.
Como o chá de açafrão tem um sabor ligeiramente amargo, pode-se
adicionar outros ingredientes, como canela, gengibre ou mel, para tornar
a bebida mais agradável.
Saiba como criar tartaruga em casa:
As tartarugas são uma ordem de répteis pertencentes ao clado
Testudinata. Correspondem a 14 famílias que possuem em torno de 356
espécies, que ocorrem em regiões tropicais e temperadas, algumas delas
ameaçadas de extinção.
A maior espécie, a tartaruga-de-couro, pode chegar a 2 metros de
comprimento e 500 kg. Elas têm pulmões como nós e precisam vir a
superfície para respirar. Mas uma tartaruga adulta em atividade pode
ficar até 30 minutos debaixo d’água em apneia. Acredita-se que podem
viver entre 50 a 100 anos.
Criar tartarugas domésticas pode ser uma ótima oportunidade de ter
contato com animais exóticos. Sendo consideradas tranquilas e de fácil
acompanhamento, também são animais bem-queridos e engraçados. E é
importante ter todos os acessórios e itens para criar seu pet da melhor
forma possível. O tutor deve ter em mente que tartarugas são um
compromisso de longo prazo. Se bem cuidadas, elas podem chegar até 50
anos (algumas espécies chegam até 100 anos de vida).
Recomenda-se comprar tartarugas em criadouros com certificados de
origem de nascimento dos animaizinhos em cativeiro. É importante que o
local seja de confiança, para garantir que sua tartaruguinha tenha
recebido os cuidados necessários em seu nascimento.
Uma das principais vantagens de ter um réptil como animal de
estimação é a baixa manutenção que eles exigem. Ao contrário de cães e
gatos, os répteis não precisam de passeios diários ou de atenção
constante. Eles são animais de estimação tranquilos e independentes, que
podem se adaptar facilmente a ambientes fechados.
Ambiente perfeito para a tartaruga Sobre como fazer um habitat
para tartaruga, na hora de montar o aquário ou tanque onde a
tartaruguinha vai ficar, é importante lembrar-se que o pet necessita de
bastante espaço, pois a maioria das tartarugas cresce bastante.
Configure o aquário/tanque com dois terços do espaço para natação e
um terço para área terrestre. Utilize uma fonte de luz ultravioleta de
espectro total, pois o aquecimento é fundamental para secar sua
tartaruguinha. Além disso, lembre-se de como criar uma tartaruga e
manter a água do tanque limpa para prevenir problemas de saúde. Para
isso, utilize um filtro próprio, ajudando também a chegar na quantidade
ideal de água.
A temperatura ideal do aquário é de 25ºC a 35ºC. Você pode utilizar
um aquecedor de aquário para manter essa temperatura nos dias frios.
Atente-se a sempre manter a temperatura correta do ambiente. Assim, você
saberá como criar tartaruga e a temperatura ideal para mantê-la feliz.
É importante manter o ambiente do animalzinho sempre limpo. Remova o
acúmulo de fezes e outros resíduos, pois isso pode fazer mal para você e
para o pet. Procure fazer uma limpeza total no aquário, inclusive em
sua filtragem, uma vez por mês.
As tartarugas terrestres seguem uma alimentação principalmente
vegetariana, à base de folhas, talos, raízes, flores, sementes e frutos
que encontram na natureza. Também podem comer, segundo a espécie e de
forma ocasional, insetos, vermes-da-terra, lesmas, caracóis, gafanhotos,
etc.
Lembre-se de deixar o espaço aquecido com luz ultravioleta. Esse
espaço deve ser higienizado periodicamente, para evitar que a sujeira
leve a problemas de saúde para ela. Limpe as fezes, faça a limpeza e a
troca da água e retire restos de comida. Esses são pontos fundamentais
sobre como cuidar de tartaruga.
Steve Jobs mudou o mundo com suas ideias e propósito, entretanto, lidava com problemas na hora de trabalhar em equipe
Steve jobs demitido da apple
A frase acima é um lembrete de Steve Jobs à necessidade de estarmos
sempre buscando mais, sempre com fome por uma próxima conquista (stay
hungry) e ao mesmo tempo, sempre buscando aprender, sempre admitindo que
não sabemos tudo e que podemos melhorar (stay foolish).
Quando Steve Wozniak foi a primeira pessoa na história a apertar uma
tecla em um teclado e ver aquilo aparecer na tela, de certa forma, dando
inicio ao que conhecemos hoje como computadores.
No momento em que aquilo aconteceu, ele não foi capaz de acreditar no
que estava vendo, ele não acreditava que aquilo realmente estava
funcionando, e correu para mostrar os resultados ao seu melhor amigo,
Steve Jobs.
Jobs ficou admirado com o que estava vendo, e imediatamente começou a
pensar em todas as possibilidades, e a fazer perguntas a respeito do
que poderia ser feito com aquilo.
Wozniak’s tinha um objetivo simples, ele queria dar aquele computador
e planos sobre como fazer outros para os seus amigos no Homebrew
Computer Club, mas Jobs sabia que aquela era uma invenção muito
importante para ser simplesmente dada.
Ele viu uma oportunidade naquele momento.
Jobs foi capaz de perceber a revolução tecnologia que estava
acontecendo ao seu redor, e que com aquele computador ele poderia criar
uma empresa que tomaria a dianteira desse movimento. Assim, ele
convenceu Wozniak a se tornar seu parceiro de negócios e juntos fundaram
a Apple Computers.
COMEÇANDO UMA REVOLUÇÃO
Steve Jobs (foto: Tim Mosenfelder / Correspondente via Getty Images)
Woz e Jobs começaram a trabalhar no desenvolvimento do Apple I, seu
primeiro modelo construído sob a nova marca, Woz desenvolveu o produto e
Steve era responsável por conseguir pessoas interessadas em comprar.
Após uma apresentação ao vivo do novo produto, Steve conseguiu fechar
um acordo de venda de 50 unidades do Apple I para uma pequena loja em
Palo Alto. Uma excelente notícia, se não fosse o fato de que eles não
tinham nem os componentes, recursos ou pessoas para suprir aquela
demanda. Mas isso não importava para Jobs.
Ele então começou a atrair as pessoas para se juntar ao seu novo
time. Convenceu seus amigos e Woz a trabalharem horas e horas após seus
trabalhos do dia a dia para conseguir cumprir o contrato, e eles
conseguiram.
Após isso Jobs teve a certeza de que havia encontrado algo especial, e era hora para levantar algum capital.
Ele passava horas e horas usando o telefone na casa dos seus pais
conversando com investidores. Ele foi rejeitado dezenas de vezes. Jobs
estava pedindo muito dinheiro, por pouquíssimo equity em um negócio
extremamente arriscado.
Mas isso não o desencorajou. Ele sabia que era possível.
Então, após diversas rejeições ele finalmente conseguiu um
investidor. Mike Markkula, um investidor que havia feito bastante
dinheiro após investir na Intel, comprou 33% da Apple por $250.000
dólares.
Com o dinheiro de Markkula, a Apple Computer estava pronta para
construir o produto que a colocaria definitivamente no mapa, o Apple II
O CAMPO DE DISTORÇÃO DA REALIDADE
À medida que a empresa crescia, cada vez mais rápido, o estilo
inconvencional de Jobs era colocado cada vez mais a mostra. Ele queria
que todos os detalhes de todos os produtos fossem sempre perfeitos. Ele
era obcecado pela qualidade e destratava os membros do seu time por
entregarem o que ele considerava “shit work” (ou trabalho de merda).
O board administrativo da Apple então decidiu que ele não estava
pronto para estar a frente da empresa como um todo, e o colocou para
chefiar somente um produto; o Macintosh.
Ao se unir ao time do Macintosh, Jobs mostrou aquilo que era tanto
seu melhor talento, quanto sua maior fraqueza — o seu campo de distorção
da realidade. Para Jobs, tudo em sua mente não era somente possível,
mas também, uma realidade.
Ele fazia com que os engenheiros entregassem algo que levaria mais de
um ano para ser concluído em 6 meses. Pedia para que o time trabalhasse
em suas visões quase insanas do futuro. E uma vez que eles começassem a
trabalhar nas ideias malucas de Steve, eles viam que aquilo realmente
poderia funcionar.
“Vocês fizeram o impossível, pois não sabiam que era impossível.”
A frase foi dita por Debby Coleman, uma das engenheiras no time do
Macintosh. Ela foi uma das muitas pessoas inspiradas a questionar as
regras do que conheciam sobre o mundo e sobre a computação.
Um exemplo clássico de como o campo de distorção de Jobs funcionava,
foi quando ele passou a se sentir frustrado com o tempo que o Macintosh
levava para ligar. Um dos engenheiros disse que era simplesmente
impossível tornar aquilo mais rápido, Jobs então perguntou:
“Se o fato do Macintosh ligar 10 segundos mais rápido, pudesse salvar uma vida, você conseguiria fazer?”
O engenheiro em questão então reduziu o tempo para ligar em 27 segundos.
Durante anos, Jobs e seu time mudaram as regras conhecidas enquanto
desenvolviam o Mac. Então, em 1984 eles lançaram o Macintosh para o
público. Era um computador pessoal poderoso, amigável, e com um preço
acessível para a população. Seu maior feito na época.
Porém, o campo de distorção possuía um lado negativo. Jobs não
obedecia regras, tomava o crédito pelo trabalho de outras pessoas, e
frequentemente se negava a assumir o que era real, até mesmo se negando a
aceitar um teste de paternidade que provava que era ele o pai.
Sua arrogância e gênio incontrolável acabaram irritando mais do que o
limite do conselho da Apple poderia suportar, fazendo com que em 1985
ele fosse expulso da própria empresa.
A MENTE DIMENSIONAL
Steve Jobs possuía diversas falhas. Ele era arrogante, insensível e bastante frio mesmo com pessoas próximas em sua vida.
Porém, os motivos que faziam ele agir dessa forma, era os mesmos que
permitiam que ele revolucionasse o mundo, o tornando um lugar melhor.
Ele acreditava que as regras normais não se aplicavam a ele.
As regras sobre computadores serem somente ferramentas de trabalho,
não se aplicavam. As regras sobre o que um engenheiro poderia fazer não
se aplicavam. E quando ele voltou ao comando da Apple, 12 anos após ser
expulso, as regras sobre como reerguer uma empresa que parecia fadada a
terminar, também não se aplicavam.
Mas você precisa se tornar uma pessoa fria, arrogante e megalomaníaca para desenvolver a sua criatividade?
A resposta é não! O núcleo da criatividade de Steve Jobs vinha da “Mente Dimensional.”
A Mente Dimensional é aquela que está aberta, sempre buscando
aprender e que não se prende as noções pré-concebidas do que é possível
ou não.
Esse era o Mindset que permitia que Jobs visse o mundo de uma forma
diferente. E assim como os times que trabalhavam com ele na Apple, você
também o pode desenvolver.
COMO DESENVOLVER A CRIATIVIDADE DE STEVE JOBS
A Mente Dimensional é uma reflexão de como víamos o mundo quando
éramos crianças. voltar a ver o mundo dessa forma abre um mundo de
possibilidades.
Abaixo você pode ver algumas formas comprovadas de desenvolver a
criatividade que Jobs possuIa com sua mente dimensional, sem a sua
arrogância.
1 PRATIQUE A CURIOSIDADE
Você provavelmente acredita que muitas coisas ao seu redor sejam
garantidas e fixas. Enxerga um carro como somente um carro, um
computador como um computador e um celular como um celular. Mas da onde
essas coisas vieram? Como elas funcionam?
Quando você era uma criança você costumava fazer perguntas assim: de
onde algo veio? Como funciona? Por quê é assim? Não pode ser de outra
forma?
Você era curioso sobre tudo a sua volta, e isso treinava o seu cérebro a ser mais aberto e a absorver mais conhecimento.
Mas a medida que você envelheceu, você perdeu parte dessa capacidade,
na verdade, você foi condicionado a questionar menos e aceitar mais.
Reserve de 10 a 15 minutos todos os dias para observar o mundo a sua volta e ser mais curioso.
Veja tudo o que te cerca e simplesmente se pergunte “Por quê?”, da
mesma forma que uma criança faria, questione, somente por questionar.
Você só precisa abrir sua mente a questionar os padrões existentes.
2 MEDITE
Existem poucas formas melhores de treinar o seu cérebro do que a
meditação. Uma das melhores coisas sobre meditar é como isso afeta seu
cérebro positivamente, ajudando a ter maior clareza de pensamentos e
reduzir o stress.
Jobs viajou pela Índia durante sua juventude onde aprendeu muito
sobre Zen e espiritualidade, porém ele não foi muito feliz na aplicação
dos conceitos no lado humano.
A meditação vai te ajudar não só a entender melhor as questões
criadas pela sua curiosidade, como a se relacionar melhor com as pessoas
a sua volta, ajudando a reduzir os efeitos negativos da distorção da
realidade de Jobs.
3 SUPRIMA SEU EGO NA HORA DE TOMAR DECISÕES
Você não é suas ideias. Temos uma tendência natural de nos apegarmos a
nossas ideias, isso é ainda mais forte entre empreendedores iniciantes,
ou pessoas que pela primeira vez estão criando algo.
Mas a verdade é que isso pode ser um problema. Suas ideias serão
confrontadas com a realidade e por outras pessoas, e ao se apegar muito a
elas, você pode sentir como se aquele confronto fosse a você e não suas
ideias, tornando o processo de aprendizado e melhora muito mais
difícil.
Por isso, aprenda a controlar o seu ego e separar a sua imagem da suas ideias.
4 JULGUE MENOS
Existe uma grande chance de que se alguém te apresentasse o conceito
do Uber 10 anos atrás, você achasse isso algo ridículo, porém hoje a
empresa é uma das maiores do mundo.
A medida que perdemos nossa curiosidade natural e nossa capacidade
criativa, passamos a julgar o que é diferente, e isso limita o quão
inovadores podemos ser.
Muitas ideias são aparentemente idiotas no seu começo, e com isso
acabamos também julgando as pessoas que surgem com essas ideias.
É preciso que você identifique quando estiver fazendo isso e não faça
mais. Pare de julgar as ideias e pessoas a sua volta, ao invés disso,
procure entender a situação como um todo, pergunte-se como aquilo
poderia ser melhorado e adaptado, isso definitivamente terá
consequências positivas.
5 SEJA CONSCIENTE DAS SUAS DECISÕES
Gostamos de nos ver como animais racionais, porém 45% das nossas decisões são tomadas de forma automática e subconsciente.
O que você decide comer? Ou qual roupa usar? Essas questões são
respondidas em uma espécie de piloto automático, e tudo bem ser assim,
afinal, você não precisa tomar cada decisão de forma reflexiva.
Porém, no trabalho é importante que você comece a questionar mais as
suas próprias decisões e reflita sobre elas. Não assuma que por algo ter
funcionado antes ele vai funcionar novamente, pense e reflita se não
existe uma forma melhor.
Ao tomar decisões de forma automática você está essencialmente se
fechando a criatividade e inovação. Por isso é importante que você
comece a praticar e se torne mais consciente das decisões que está
tomando.
CONCLUSÕES
Jobs sem sombra de dúvidas era uma pessoa fora da curva. Sua
criatividade e capacidade de inspirar os outros eram incríveis, porém
isso tinha um preço.
As dificuldades em manter relacionamentos, e mesmo a apropriação
indevida do trabalho de outros são pontos muito problemáticos para
pessoas que querem se desenvolver tanto pessoal, quanto
profissionalmente.
Não serei aqui um mentiroso e falar que esse texto vai te ensinar a
ter o mesmo poder criativo que Steve Jobs possuía, porém as dicas que
dei aqui, vão te ajudar e muito a ampliar a sua criatividade.
Ao colocar esses conceitos em prática, você terá um boom na sua
capacidade de entender o mundo a sua volta e de criar em cima disso.
Agora, mãos à obra.
Mindset correto é o que vai fazer você alcançar (ou não) o sucesso
Junior Borneli, co-fundador do StartSe
Mulher negra e sorridente segurando um IPad e olhando para frente (Fonte: Getty Images)
Mindset é a sua programação mental, é como você encara tudo que está ao teu redor
Mindset. Você já ouviu essa palavinha algumas vezes aqui no StartSe.
Ela é importante, talvez uma das coisas mais importantes para “chegar
lá” (seja lá onde for que você quiser chegar).
É sua habilidade de pensar o que você precisa para ter sucesso. E
como a maioria das coisas que você possui dentro de você, ela é uma
espécie de programação do seu ser. Tanto que é possível que você adquira
outro mindset durante a vida, convivendo com as pessoas corretas,
conhecendo culturas diferentes.
Algumas pessoas dizem que é isso das pessoas que faz o Vale do
Silício ser a região mais inovadora do mundo. Eu, pessoalmente, não
duvido. Fato é: você precisa de ter a cabeça no lugar certo, pois a
diferença entre um mindset vencedor e um perdedor é o principal fator
entre fracasso e sucesso.
Para isso, é importante você começar do ponto inicial: um objetivo.
“Todo empreendedor precisa ter um objetivo. Acordar todos os dias e
manter-se firme no propósito de fazer o máximo possível para chegar lá é
fundamental”, diz Junior Borneli, co-fundador do StartSe e uma das
pessoas mais entendidas de mindset no ecossistema brasileiro.
De lá, é importante você fazer o máximo que puder e não perder o
foco, mantendo-se firme. “Não importa se no final do dia deu tudo certo
ou errado. O importante é ter a certeza de que você fez tudo o que foi
possível para o melhor resultado”, avisa.
Com a atitude certa, é capaz que você sempre consiga canalizar as
coisas como positivas. “Você sempre tem duas formas de olhar um a mesma
situação: aquela em que você se coloca como um derrotado e a outra onde
você vê os desafios como oportunidades. Escolha sempre o melhor lado das
coisas, isso fará com que sua jornada seja mais leve”, alerta o
empreendedor.
Esses tipo de sentimento abre espaço para uma característica
importantíssima dos principais empreendedores: saber lidar com grandes
adversidades. “Um ponto em comum na maioria os empreendedores de sucesso
é a superação”, destaca Junior Borneli.
Saber lidar com essas adversidades vai impedir que você pare no
primeiro problema (ou falência) que aparecer na sua frente. “São muito
comuns as histórias de grandes empresários que faliram várias vezes,
receberam diversos ‘nãos’ e só venceram porque foram persistentes”,
afirma.
É importante ter esse mindset resiliente, pois, nem sempre tudo será
fácil para você – na verdade, quase nunca será. “Empreender é, na maior
parte do tempo, algo muito doloroso. Até conseguir algum resultado
expressivo o empreendedor passa por muitos perrengues. A imensa maioria
fica pelo caminho”, diz.
É como uma luta de boxe, onde muitas vezes, para ganhar, você terá
que apanhar e apanhar e apanhar até conseguir desferir o golpe (ou a
sequência) certo. “Na minha opinião, não há melhor frase que defina a
trajetória de um empreendedor de sucesso do que aquela dita por Rocky
Balboa, no cinema: ‘não importa o quanto você bate, mas sim o quanto
aguenta apanhar e continuar. É assim que se ganha’”, ilustra.
O problema talvez seja que alguns aspectos do empreendedorismo tenham
glamour demais. “Empreender não é simplesmente ter uma mesa com
super-heróis e uma parede cheia de post-its coloridos. Você vive numa
espécie de montanha russa de emoções, onde de manhã você é ‘o cara’ e à
tarde não tem dinheiro pro café”, salienta.
Vale a pena, porém, perseverar neste caminho. “Para aqueles que são
persistentes e têm foco, a jornada será difícil, mas o retorno fará
valer a pena!,” destaca o empreendedor.
DERROTA TAMBÉM ENSINA
Um ponto importante do sucesso é saber lidar com o fracasso e, de lá,
tomar algumas lições para sair mais forte ainda. “Toda derrota nos
ensina algumas lições e assim nos tornamos mais fortes a cada nova
tentativa. A cultura do fracasso, aqui no Brasil, é muito diferente dos
Estados Unidos”, afirma Junior.
No Vale do Silício, falhar é encarado algo bom, na verdade – e
aumenta suas chances de sucesso futuro. “Por lá, empreendedor que já
falhou tem mais chances de receber investimentos porque mostrou
capacidade de reação e aprendeu com os erros”, conta o empreendedor.
Mas ao pensar sobre fracasso, você precisa ter o filtro correto para
não deixar a ideia escapar. “Encarar os erros como ensinamentos e
entender que falhar é parte do jogo torna as coisas mais fáceis e
suportáveis”, salienta.
Foco é a palavra de ordem para você conseguir alcançar os objetivos
traçados no caminho, mesmo que em alguns momentos pareça que está tudo
dando errado. “Por fim, buscar o equilíbrio mental e o foco são
fundamentais. Nas vitórias, tendemos a nos render à vaidade e ao
orgulho. E nas derrotas nos entregamos ao desânimo e a depressão.
Mentalize seus objetivos, foque nos caminhos que vão leva-lo até eles e
siga firme em frente”, afirma.
É importante que você tenha noção de que para ser uma exceção, você
não pode pensar da maneira comodista que a maior parte das pessoas. “Se
você quer chegar onde poucos chegaram, precisará fazer o que poucos têm
coragem e disposição para fazer”, completa.
O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?
Moysés Peruhype Carlech
Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”,
sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de
resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial
da Startup Valeon.
Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer
pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as
minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais
uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?
Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a
sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você
comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online
com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu
WhatsApp?
Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para
ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja
e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.
A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao
mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para
sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em
Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para
enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de
isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos
hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar
pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade,
durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar
por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que
tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa
barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio
também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.
É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda
do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim
um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu
processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e
eficiente. Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e
aumentar o engajamento dos seus clientes.
Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu
certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. –
Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um
grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe
você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o
próximo nível de transformação.
O que funcionava antes não necessariamente funcionará no
futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas
como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos
consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas
tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo
aquilo que é ineficiente.
Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de
pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos
justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer
e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde
queremos estar.
Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a
absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que
você já sabe.
Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo
por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na
internet.
Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a
sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar
você para o próximo nível.
Aproveite essa oportunidade para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.
Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu um acidente
doméstico no Palácio do Alvorada no sábado (19). Por causa do ferimento
que sofreu, Lula teve de cancelar a viagem à Rússia, que faria no final
da tarde deste domingo (20). Confira, a seguir, o que se sabe até o
momento sobre o ocorrido: O que aconteceu? Lula sofreu uma queda ao
escorregar no banheiro. Quando foi o acidente? O acidente aconteceu na
noite de sábado (19). O petista tinha acabado de chegar de São Paulo,
onde participou de compromissos de campanha com o candidato a prefeito
de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL). Onde Lula foi atendido? Ele foi
atendido na unidade de Brasília do Hospital Sírio-Libanês, que fica a 15
minutos de distância do Alvorada. Quais foram os procedimentos no
hospital? O presidente passou por exames, recebeu cinco pontos na cabeça
e um curativo. Em seguida, ele foi liberado e retornou ao Alvorada. O
mandatário precisou ainda trocar o curativo na manhã deste domingo e
deve voltar ao hospital na noite de hoje para um novo curativo, segundo
apuração da CNN. O que diz o boletim médico? Este foi o boletim médico
divulgado pelo hospital: “O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu
entrada no Hospital Sírio-Libanês – unidade Brasília, em 19/10/2024,
após acidente doméstico, com ferimento corto-contuso em região
occipital. Após avaliação da equipe médica, foi orientado evitar viagem
aérea de longa distância, podendo exercer suas demais atividades.
Permanece sob acompanhamento de equipe médica, aos cuidados do Prof. Dr
Roberto Kalil Filho e Dra Ana Helena Germoglio”. O que é o “ferimento
corto-contuso”? O termo “ferimento corto-contuso” significa que houve
uma lesão causada por um impacto que envolve corte e contusão. A “região
occipital” é a parte de trás da cabeça. Por que Lula cancelou a viagem à
Rússia? Por conta do acidente doméstico, Lula foi orientado, pela
equipe médica a evitar viagens aéreas de longa distância, como seria a
para Rússia, um trajeto de quase 12 mil quilômetros. As demais
atividades estão liberadas, segundo os médicos. O chefe do Executivo,
inclusive, trabalhará normalmente em Brasília nesta semana. Quem vai
representar Lula na Rússia? Com a ausência de Lula, o ministro das
Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi designado para chefiar a
delegação brasileira na cúpula dos Brics, em Kazan, na Rússia, de 22 a
24 de outubro. *Com informações de Renata Varandas e Leandro Bisa, da
CNN
Quais os riscos de quedas com impacto na cabeça, como ocorreu com Lula? Especialista explica
História de Victória Ribeiro – Jornal Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrada no Hospital Sírio-Libanês,
em Brasília, no sábado, 19, após sofrer um acidente doméstico que
resultou em um ferimento na cabeça. Lula tinha viagem agendada para
Kazan, na Rússia, onde participaria da 16ª Cúpula do BRICS. O deslocamento foi cancelado por orientação médica. Quais são os riscos de cair e bater a cabeça em um acidente doméstico?
Aos 78 anos, Lula pertence ao grupo de maior risco para complicações
decorrentes de quedas, especialmente quando há impacto na cabeça. O
neurologista Diogo Haddad, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ressalta que, em idosos, até batidas leves podem causar complicações graves, como hemorragias, edemas ou formação de coágulos.
Impactos na cabeça, mesmo que leves, podem ocasionar quadros mais sérios, como hemorragia e edema Foto: WILTON JUNIOR/Estadão
“Nessa faixa etária, o risco é elevado pela fragilidade óssea e por
condições pré-existentes, como o uso de anticoagulantes, que reduzem a
capacidade do sangue de coagular, dificultando o controle de
sangramentos”, explica Haddad.
Sobre o cancelamento da viagem, o especialista destaca que o
monitoramento é um dos principais protocolos relacionados a episódios de
queda, especialmente quando há ferimento na cabeça. “Certos sintomas
podem aparecer de forma tardia, principalmente nas primeiras 24 a 48
horas. Além disso, as variações de pressão e altitude durante o voo
podem agravar possíveis complicações”, destaca o neurologista.
Lula já passou por diversos procedimentos médicos nos últimos anos, incluindo o tratamento de câncer de
laringe e uma cirurgia no quadril. De acordo com Haddad, essas
condições podem tanto propiciar episódios de queda quanto interferir na
recuperação.
“As sequelas do tratamento do câncer podem afetar o equilíbrio,
enquanto a cirurgia no quadril pode impactar a mobilidade. Isso pode
aumentar as chances de quedas, como também pode predispor ao risco de
novas quedas”, observa Haddad.
Como foi o acidente com Lula
Conforme apuração do Estadão, o presidente caiu no
banheiro do Palácio da Alvorada no fim da tarde, após retornar de São
Paulo, onde participou de uma live com o candidato do PSOL, Guilherme
Boulos. No hospital, Lula recebeu três pontos no ferimento e foi
liberado para voltar à residência oficial.
Segundo o boletim médico, Lula sofreu um corto-contuso na região occipital – ou seja, um corte na região da nuca.
No domingo, 20, durante uma nova avaliação médica, foi recomendado o
cancelamento da viagem, embora o presidente tenha sido autorizado a
seguir com suas atividades diárias. A recuperação de Lula está sendo
acompanhada pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela infectologista Ana Helena Germoglio.
Relembre o histórico médico do presidente
Lula foi diagnosticado com câncer de laringe, uma condição que afeta a
região da garganta acima da traqueia, em 2011. Para tratar a doença,
ele passou por três sessões de quimioterapia.
Em setembro de 2023, o presidente foi submetido a uma cirurgia de
artroplastia total do quadril direito, um procedimento que substitui a
articulação do quadril por uma prótese. Esse tipo de cirurgia é
realizado para aliviar a dor intensa e restaurar a mobilidade,
especialmente em pacientes que sofrem de artrite ou lesões articulares.
Além disso, durante o mesmo período, Lula também passou por uma blefaroplastia,
que é uma cirurgia plástica das pálpebras. Este procedimento visa
remover o excesso de pele, gordura ou músculo, melhorando a aparência
estética e, em muitos casos, a visão. Ambas as cirurgias foram
realizadas com sucesso, sem complicações.
A última vez que o presidente foi internado no Hospital
Sírio-Libanês, em São Paulo, foi em janeiro, para a realização de exames
de rotina. Na ocasião, ele recebeu cuidados dos renomados médicos Ana
Helena Germoglio e Roberto Kalil Filho, que monitoraram sua saúde de
perto.
Veja outras recomendações:
Em casos de queda, a orientação é buscar ajuda médica se houver:
perda de consciência;
desorientação;
dor de cabeça intensa;
náuseas e vômitos;
dificuldades motoras;
alterações na visão;
inchaço, hematomas ou cortes.
mesmo na ausência de sintomas imediatos, a avaliação médica é
recomendada, especialmente se a pessoa tiver outras condições de saúde,
estiver tomando medicamentos anticoagulantes ou se a queda tiver de uma
altura significativa.
Com 75% da população global sendo intolerante à lactose e as
preocupações com o meio ambiente em alta, os leites à base de plantas
surgiram como uma alternativa viável aos produtos lácteos nos últimos
anos. É um setor global de 20 bilhões de dólares (R$ 113,3 bilhões), com
vendas que devem dobrar na próxima década.
As alternativas vegetais, constituem o maior segmento do mercado à
base de plantas nos EUA, com vendas de 2,9 bilhões de dólares (R$ 16,4
bilhões) no ano passado. As bebidas à base de plantas representaram
cerca de 15% do total das vendas de leite nos EUA, e quase metade dos
lares do país comprou leite à base de plantas em 2023.
No entanto, em um estudo recente com 219 tipos de leites vegetais,
cientistas do Centro de Coordenação de Nutrição da Universidade de
Minnesota descobriram que eles oferecem menos benefícios nutricionais do
que o leite de vaca. Incluindo menos cálcio e vitamina D.
Pegadas de carbono diferentes
Como a criação de gado está ligada ao desmatamento e às emissões de
metano, o consumo de produtos lácteos também tem implicações ambientais e
climáticas.
A média das emissões de gases de efeito estufa por litro associadas
aos leites de soja, aveia, amêndoa, espelta, ervilha e coco é de 62% a
78% menor do que a do leite de vaca, segundo os autores de um estudo
intitulado Dairy and Plant-Based Milks: Implications for Nutrition and Planetary Health (Leites de origem vegetal e lácteos: implicações para a nutrição e a saúde planetária).
Qual o melhor para o planeta e a saúde?
“É um pouco difícil responder à pergunta sobre qual é o melhor”,
reconhece Brent Kim, pesquisador do Johns Hopkins Center for a Livable
Future e um dos autores do estudo.
“Estamos nos referindo ao menor impacto na mudança climática? Falamos
do leite mais nutritivo, o leite mais acessível ou talvez estejamos
mais preocupados com a quantidade de água usada para produzir esse
leite? Ou talvez com a quantidade de terras agrícolas que tiveram de ser
ocupadas para produzir esse leite?”
O que está claro é que os alimentos à base de vegetais têm uma pegada
de carbono muito menor, e isso não se refere apenas ao CO2.
Kim diz que, embora a embalagem e o transporte sejam responsáveis por
algumas dessas emissões, grande parte dos gases de efeito estufa já é
gerada antes de as plantações saírem da fazenda.
Compensações ambientais
Há diferentes compensações ambientais quando se trata de leites
vegetais. Embora o leite de amêndoas esteja próximo ao leite de vaca no
que diz respeito às emissões de gases de efeito estufa, a situação não é
tão boa se levarmos em conta sua pegada hídrica. O leite de amêndoas é o
leite vegetal mais vendido nos EUA, respondendo por três quartos das
vendas totais.
Kim afirma que uma das melhores opções seria o leite feito de
proteína de ervilha, por emitir menos gases de efeito estufa e ter bons
níveis de proteína.
“E se estivermos preocupados com o uso de água, preocupação que
devemos ter, o leite de ervilha tem uma dos menores consumos de água de
todos os leites”, ressalta, acrescentando que o leite de soja também
preenche todos esses requisitos. Embora alguns estudos tenham mostrado
que a soja tem um impacto climático ligeiramente maior em comparação com
a ervilha. Ele frisa que foram feitos mais estudos sobre o leite de
soja, mas o veredicto ainda não foi dado. E o leite feito de proteína de
ervilha ainda não está amplamente disponível.
Então, qual é o melhor leite para a saúde?
Com todas as marcas e tipos diferentes no mercado, é possível dizer qual é o melhor?
Isso é difícil, diz Abby Johnson, diretora associada do Centro de
Coordenação de Nutrição da Universidade de Minnesota na Escola de Saúde
Pública e principal autora do estudo que analisou mais de 200 leites
vegetais diferentes.
“Há muita variedade. Cada leite vegetal, ao que parece, é formulado de forma diferente”, explica a especialista.
Os laticínios são considerados uma boa fonte de três dos cinco
nutrientes importantes identificados nas Diretrizes Dietéticas dos EUA
para 2020-2025: cálcio, potássio e vitamina D.
“A dieta do americano médio excede em muito a quantidade de proteína
necessária para uma dieta saudável”, sublinha o pesquisador Brent Kim.
Mas essa proteína extra dos laticínios é importante para alguns grupos.
“Especialmente para crianças em fase de crescimento, em áreas onde as
pessoas têm dificuldade de ter uma variedade de alimentos, os
laticínios são realmente importantes, porque fornecem uma boa quantidade
de proteínas”, diz Becky Ramsing, profissional de nutrição de saúde
pública e nutricionista do Johns Hopkins Center for a Livable Future.
“A aveia não é necessariamente um alimento rico em proteínas”,
acrescenta. “E não se engane pensando também que o leite de amêndoas é
rico em proteínas só porque é feito de nozes”.
“Na maneira como os leites são feitos, há muita água adicionada a
eles, portanto, o teor de proteína é, na verdade, muito baixo”, conclui.
Leia o rótulo!
“Você não pode simplesmente escolher um leite vegetal da prateleira e
presumir que ele se encaixará em um perfil. Cada pessoa é muito
diferente”, diz Ramsing, lembrando ser importante ler o rótulo para
descobrir o que há no produto.
Ramsing conta que ela mesma passou por isso quando descobriu que seu
leite de soja favorito não era enriquecido com cálcio. E você pode se
surpreender ao descobrir a quantidade de açúcar adicionado em alguns
leites.
Uma vantagem dos leites vegetais em relação ao leite de vaca é a
fibra extra. Johnson diz que há alguns leites vegetais que fornecem mais
de 10% do valor diário de fibras, enquanto o leite de vaca não tem
nenhuma.
Por outro lado, o leite de vaca é rico em vitamina B2 ou riboflavina,
que são importantes para o crescimento celular e a produção de energia,
e o fósforo, que é importante para ossos e dentes.
“Mas você ainda pode beber leite vegetal se obtiver seus nutrientes em outro lugar”, diz Abby Johnson.
“Tenha uma dieta diversificada com muitas frutas e vegetais e você
não precisará se preocupar com a deficiência de vitamina B2 ou de
fósforo”, afirma.
“Os leites à base de plantas podem, com certeza, fazer parte de uma dieta saudável.”