quarta-feira, 16 de outubro de 2024

ACORDO DE MILHÕES PARA OS ATINGIDOS DE MARIANA

 

História de Mateus Parreiras – Jornal Estado de MInas

Ruínas do Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, local mais devastado e onde ocorreram quatro mortes

Ruínas do Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, local mais devastado e onde ocorreram quatro mortes© Edésio Ferreira/EM/D.A Press

Os atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, serão priorizados em termos de indenizações. Um acordo de R$ 100 bilhões entre a União, os estados e as mineradoras dará quitação cível – dívidas completamente pagas -, a não ser na questão de saúde futura, inclusive para a Fundação Renova.

As informações são do procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, na campanha Casa Aberta da instituição, nesta edição com a imprensa mais voltada ao meio ambiente. Ele falou também sobre a Rodovia do Minério, que vai tirar carretas da BR-040.

Sobre o acordo que sai quase nove anos depois do rompimento da barragem que matou 19 pessoas e deixou mais de 700 mil atingidos, o procurador-geral disse que se chegou a um consenso agora, entre os motivos, pela dificuldade que seria de ter a reparação pela via judicial. A assinatura está prevista para 24 ou 29 de outubro de 2024. Dentre os benefícios está a duplicação da BR-356 de Alphavile a Mariana.

“Chegou-se ao acordo que é muito bom para os atingidos, que são priorizados. Mas depois não vamos ficar revirando esse assunto. Se assinou (o acordo) é porque foi acordado. Então, nós vamos dar quitação para as empresas e para Fundação Renova”, afirma.

procurador-geral de Jutiça do MPMG Jarbas Soares Júnior é um dos que conduz o acordo pelo rompimento de Mariana Tulio Santos/EM/D.A.Press

procurador-geral de Jutiça do MPMG Jarbas Soares Júnior é um dos que conduz o acordo pelo rompimento de Mariana Tulio Santos/EM/D.A.Press

Contudo, sem poder revelar detalhes por ser um acordo ainda em segredo de Justiça, o procurador Jarbas Soares Júnior criticou a fundação criada em 2016 pelos estados, a união e as mineradoras para proceder com a reparação. “Todo mundo vai ver depois o que tinha lá. O que foi feito. Quem era a Renova. A governança deles”, disse.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente (Caoma), promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, lembrou parte da trajetória de problemas da fundação.

“A Renova teve quatro anos seguidos de rejeição das suas contas pela Promotoria das Fundações. Então, a extinção da Renova após o acordo não é apenas por critério subjetivos, mas pelos critérios que regem as fundações”, afirma o coordenador do Caoma.

Coordenador do Centro de Apoio Operaciona às Promotorias de Meio Ambiente Carlos Eduardo Ferreira Pinto Leandro Couri/EM/D.A Press

Coordenador do Centro de Apoio Operaciona às Promotorias de Meio Ambiente Carlos Eduardo Ferreira Pinto Leandro Couri/EM/D.A Press

“É muito mais difícil consertar o que foi feito errado do que fazer o certo. Desde que o (procurador-geral de Justiça) Jarbas assumiu, colocou como prioridade para o meio ambiente um acordo para Mariana. Mas é muito difícil consertar o que foi feito errado lá em 2016. Foi um acordo muito benéfico para as empresas. Toda essa discussão para ser ajustado o que foi feito errado foi de uma complexidade muito maior do que se tivesse feito o certo”, disse o coordenador do Caoma, Carlos Eduardo Ferreira Pinto.

A fala do promotor é uma alusão ao acordo entre os estados, a União e as mineradoras em 2016, que criaram a Fundação Renova e os modelos de reparação questionados e nunca assinados pelo Ministério Público. “Os estados vão assumir boa parte das responsabilidades com os atingidos, as empresas terão suas responsabilidades, e a fundação vai terminar algumas ações que estão em curso, mas será extinta”, afirma o procurador-geral de Justiça.

“É um acordo que vai trazer o saneamento de toda a Bacia Hidrográfica do Rio Doce, a restauração possível do meio ambiente. Há questões para a saúde. Serão pagas também as indenizações que serão revertidas para bacia hidrográfica e para a população”, afirma Soares Júnior.

“No caso de Brumadinho, as melhorias estão chegando agora para a vida das pessoas. Por exemplo, com a duplicação da estrada que vai para o Instituto Inhotim. No caso de Mariana, essas melhorias também vão começar a chegar, como a duplicação da BR 356 de Alphaville a Mariana”.

Outro ponto destacado é o avanço da Rodovia do Minério, uma via paralela para retirar de circulação de 2 milhões de veículos de cargas das mineradoras que chegam a rodar até 70 quilômetros pela rodovia BR-040, danificando o pavimento, intensificando o tráfego e os perigos pela estrada.

Nem tudo é perfeito, e o procurador sabe que há impactados com a resolução desse problema viário que trará mais segurança. “Caminhoneiros vão perder emprego? Vão. A concessionária que acabou de assinar um convênio (na BR-040) vai perder a arrecadação dos pedágios? Provavelmente, mas vai gastar menos com a manutenção. O mais importante é que as pessoas terão uma via mais segura”, destaca Jarbas Soares Júnior.

Consultada, a Samarco informou que as negociações para repactuação do acordo seguem em andamento, sob sigilo, e a empresa confia que as partes chegarão a um consenso, em breve, dando caráter definitivo ao assunto. A empresa disse ainda que reafirma seu compromisso e segue empenhada na reparação integral dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. “Desde o início, o processo de diálogo para a repactuação envolve diversas instituições de Justiça, poder público, ministérios públicos federal e estaduais (MG e ES), bem como defensoras públicas da União, MG e ES, atuando como representantes legais das comunidades”, finalizou a empresa.

A DEMOCRACIA AMERICANA NÃO É PERFEITA MAS OS AMERICANOS GOSTAM

 

História de Carla Bleiker – DW Brasil

Democracia americana tem algumas excentricidades, e pouco tempo atrás esteve sob ataque. Como ela está se saindo hoje, em meio a mais uma acirrada eleição presidencial?

Em novembro, eleitores americanos vão às urnas em meio a uma crise democrática vivida pelo país

Em novembro, eleitores americanos vão às urnas em meio a uma crise democrática vivida pelo país© Paul Sancya/AP/picture alliance

Por muito tempo, os Estados Unidos se consideraram uma democracia exemplar: um país em que outras nações podiam se espelhar para construir seus sistemas políticos após conquistar a independência ou ter se libertado de regimes autoritários.

Essa ideia se traduz na metáfora da “cidade numa colina”, com que políticos, de John F. Kennedy a Barack Obama, se referiram ao país como um farol brilhante, atraindo a atenção de todos. Em 1961, o presidente eleito Kennedy afirmou que o mundo ainda estava observando a democracia americana, e que “nossos governos, em todos as áreas, em todos os níveis, nacional, estadual e local, devem ser como uma cidade sobre uma colina”.

De fato, em 6 de janeiro de 2021, os olhos do mundo estavam voltados para os EUA, mas por outro motivo. Naquele dia, uma multidão de extremistas de direita, incentivada pelo então presidente Donald Trump, invadiu o Capitólio dos EUA na tentativa de impedir a transição democrática de poder após a eleição de 2020.

Para muitos especialistas, o país nunca se recuperou plenamente dessa ameaça a sua democracia. Em 2023, apenas 10% dos participantes de uma pesquisa realizada pela agência de notícias Associated Press, em parceria com a Universidade de Chicago, responderam que a democracia americana estava funcionando “muito bem” ou “extremamente bem”.

Esse contexto de crise de confiança entre a população pressiona as instituições americana, às vésperas de uma nova e acirrada eleição presidencial.

Eleições presidenciais americanas têm histórico de polarização e ataques mútuos

Eleições presidenciais americanas têm histórico de polarização e ataques mútuos© Alex Wong/Getty Images

Congresso não inspira legitimidade

“Acho que é justo dizer que os americanos não confiam muito nas instituições governamentais atualmente”, avalia Michael Berkman, diretor do McCourtney Institute for Democracy e professor de Ciências Políticas da Universidade Estadual da Pensilvânia.

“Eles estão vendo um Congresso que não está funcionando bem e estão olhando para alguns problemas bastante intratáveis que o governo ainda não resolveu, como a violência armada e as mudanças climáticas.”

Em outubro de 2023, por exemplo, o partido Republicano não conseguiu concordar na escolha da própria liderança na Câmara dos Deputados, paralisando o Congresso por semanas. Mesmo sem interrupções como essa, porém, a aprovação de qualquer lei em ambas as Casas – Câmara dos Representantes e Senado – é um processo lento, ainda mais moroso diante do partidarismo arraigado entre republicanos e democratas.

“É extremamente difícil, às vezes impossível, aprovar uma legislação, mesmo quando a maioria esmagadora da população apoia uma medida”, entende Vanessa Williamson, diretora para estudos de governança do think tank americano Brookings Institution. “Há uma disfunção muito séria em Washington.”

Apoiadores de Donald Trump invadiram o Congresso americano e, 06/01/2021, no que foi visto como um atentado à democracia do país

Apoiadores de Donald Trump invadiram o Congresso americano e, 06/01/2021, no que foi visto como um atentado à democracia do país© Leah Millis/REUTERS

Transição de poder sob risco

forte divisão política nos EUA aumenta o abismo entre democratas e republicanos e gera uma insatisfação generalizada, já que pelo menos metade do país provavelmente não vai concordar com grande parte das decisões dos governos eleitos.

Após as eleições de 2020, muitos republicanos liderados por Trump ficaram tão insatisfeitos com o resultado, que preferiram alegar falsamente que a eleição havia sido “roubada”. Em janeiro de 2021, uma multidão invadiu o Capitólio na tentativa de evitar a diplomação pelo Congresso do então presidente eleito, o democrata Joe Biden. Por pouco uma das marcas registradas da democracia, a transição entre governos, quase não aconteceu nos EUA.

“Acho que o que aconteceu em 6 de janeiro e a recusa de um dos lados em aceitar os resultados da eleição são muito prejudiciais para uma democracia, já que aceitar o resultado de uma eleição é algo fundamental para a política democrática”, aponta Berkman.

Colégio eleitoral: voto popular não vence a eleição

Não é de surpreender, portanto, que a confiança nas instituições democráticas tenha diminuído nos últimos anos. Mas para Williamson, há outras práticas antidemocráticas enraizadas no país.

“Além das formas recentes de erosão democrática, os Estados Unidos têm muitas práticas antidemocráticas de longa data.” A principal: o vencedor da eleição presidencial não é necessariamente aquele com o maior número de votos.

Em 2016, Donald Trump venceu a eleição presidencial, embora sua adversária, Hillary Clinton, tenha obtido cerca de 2,9 milhões de votos a mais do que ele. A razão por trás desse enigma é o colégio eleitoral.

Nos EUA, cada um dos 50 estados tem um determinado número de representantes no colégio eleitoral, dependendo do tamanho de sua população. O candidato que obtiver a maioria dos votos da população num estado leva todos esses delegados.

Provided by Deutsche Welle

Provided by Deutsche Welle© Provided by Deutsche Welle

O estado mais populoso dos EUA, por exemplo, a Califórnia, tem o maior número de delegados, 54. O candidato que conseguir fazer a maioria dos californianos votar nele receberá todos os 54 votos, mesmo que tenha vencido por uma pequena margem nas urnas. Estados menores, como Vermont ou Dakota do Sul, têm apenas três votos no colégio eleitoral, mas o sistema é o mesmo.

Para ser eleito, um candidato deve levar um número suficiente de estados para que o acumulado de votos no colégio eleitoral chegue a 270 ou mais. Assim, alguém que vença por pequenas margens em nível estadual pode se tornar presidente, mesmo que mais americanos tenham votado em outro candidato.

Regiões sub-representadas

Outra parte do sistema político dos EUA que não reflete uma democracia perfeita é o Senado, já que cada estado é representado por dois senadores, independentemente do tamanho de sua população.

Isso significa que, em alguns estados, um senador representa algumas centenas de milhares de habitantes, enquanto em outros, alguns milhões. Quando o órgão decide sobre projetos de lei, o voto de cada parlamentar tem exatamente o mesmo peso.

Para Berkman, isso faz do Senado “uma instituição profundamente antidemocrática”. Já Williamson entende que o resultado dessa distribuição é um Senado desorganizado, e “nossas regiões mais populosas são profundamente sub-representadas no processo legislativo”.

O lado positivo: mais participação

Os EUA podem não ser uma democracia modelo, mas os americanos não desistiram dela.

O comparecimento às urnas na eleição presidencial de 2020, por exemplo, foi o maior da série histórica, com 65% da população acima de 18 anos registrando seu voto.

“Vemos o aumento da participação política nos últimos oito, dez anos”, enfatiza Berkman. “E acho que isso é importante.”

Autor: Carla Bleiker

DÍVIDA PÚBLICA BATE RECORDE PAGANDO MAIOR TAXA DE JUROS DO ANO

 

História de EDUARDO CUCOLO – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As incertezas em relação aos juros nos EUA e ao cumprimento das metas fiscais e de inflação no Brasil se refletiram nos leilões de títulos públicos realizados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (15). Foram registradas as maiores taxas do ano para os três papéis indexados à inflação ofertados ao mercado.

O governo conseguiu vender integralmente os lotes com vencimento em prazos menores (2029 e 2035), mas apenas 25% do título com vencimento em 2060. Também houve grande demanda por papéis indexados à taxa básica (Selic).

Com juros mais atrativos para os investidores, o valor total da emissão dos títulos indexados à inflação ficou acima da média do ano. Ou seja, o governo captou mais recursos, mas com prazo menor de vencimento e pagando mais caro.

Os números mostram também uma inversão da curva de juros, com as taxas de prazo mais curto ficando mais altas que as de vencimentos mais distantes. O mais comum é o contrário, pois, quanto menor o prazo, menor o risco. O leilão teve juro real (descontada a inflação) de 6,69% ao ano para o título NTN-B 2029 e de 6,539% para a NTN-B 2060.

No início de setembro, o Tesouro Nacional já havia antecipado esse cenário ao fazer a revisão do seu Plano Anual de Financiamento da dívida pública federal, prevendo aumento na proporção de títulos indexados à Selic e redução na participação dos prefixados e corrigidos pela inflação.

Segundo a instituição, nos oito primeiros meses do ano, o apetite pelas LFTs, títulos corrigidos pela taxa básica, aumentou devido às incertezas sobre a política monetária nos EUA.

“Tais incertezas afetaram os mercados emergentes, pressionando as taxas de câmbio e aumentando a aversão ao risco. Esses fatores impactaram a curva de juros e a demanda pelos títulos do Tesouro Nacional, com investidores buscando ativos de menor risco”, informou na época a instituição, que disse estar atuando “com mais cautela”.

No mês passado, o Fed, banco central dos Estados Unidos, começou a cortar juros, com uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa. A expectativa é a de que novos cortes sejam feitos em novembro e dezembro. Enquanto isso, no Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa básica de 10,5% para 10,75% ao ano, e iniciou novo ciclo de alta.

O Tesouro também disse que estava ampliando a emissão de títulos indexados à Selic e que isso contribui para manter um “colchão de liquidez” acima do nível prudencial, com um caixa superior a R$ 1 trilhão.

Daniel Xavier Francisco, economista do Banco ABC Brasil, afirma que não é possível falar em dificuldade para rolagem da dívida pública neste momento e que os leilões de LFT e NTN-B têm se encaixado na estratégia do Tesouro.

“Apenas os fatores de conjuntura de mercado têm atuado no sentido de mudar o perfil das emissões. São fatores de curto prazo, pois os juros básicos tornaram a subir. Por isso, o Tesouro alterou os limites do PAF [Plano Anual de Financiamento] recentes, de modo a acomodar esta preferência dos investidores por pós-fixados.”

Victor Furtado, head de alocação da gestora W1 Capital, afirma que a expectativa de cortes de juros mais agressivos na economia dos EUA parece ter diminuído, após dados mais fortes de emprego e de inflação, o que atrasa um aumento mais forte do diferencial de juros entre as duas economias.

Isso se soma a um cenário interno de dificuldade para os cumprimentos das metas fiscais e de inflação e um dólar muito valorizado frente ao real. O dólar disparou 1,41% nesta terça-feira e fechou cotado a R$ 5,660.

Furtado destaca a emissão de títulos acima da média do ano, diante de taxas mais elevadas, mas com uma demanda menor pelo título para 2060. “Mesmo com grandes rendimentos, o mercado não quer se alongar tanto devido ao risco.”

Marcos Moreira, sócio da WMS Capital, afirma que a diferença entre as taxas dos títulos corrigidos pelo IPCA de prazos mais curtos e longos não justifica o risco de comprar um título com vencimento mais distante. Para ele, como o Banco Central está subindo os juros, quanto mais rápida for essa alta, mais rápido a inflação deve cair. “As expectativas de inflação devem voltar a ancorar [dentro da meta], e isso gera um alívio na ponta longa da curva de juros, fazendo com os esses prêmios se reduzam.”

QUIMIOTERAPIA UM MONOPÓLIO FARMACÊUTICO

Mauro Saraiva Falcão – Escritor brasileiro

Desde meados do século passado, a quimioterapia se consolidou como o tratamento padrão para o câncer. Este procedimento, amplamente adotado, se tornou o alicerce financeiro das instituições de saúde, sendo o que mais recebe recursos públicos. Porém, apesar de sua popularidade e utilização, a quimioterapia apresenta limitações significativas, especialmente no que diz respeito à abertura para terapias inovadoras. Surge, então, a pergunta: por que essa resistência em adotar novos tratamentos?

O principal motivo reside na dinâmica do mercado farmacêutico, que é guiado pela lei da oferta e da procura. As pesquisas científicas, em grande parte, seguem o consumo. Não por acaso, quando chegamos na farmácia, a primeira pergunta é: “qual seu CPF?”. Um sinal claro de que a demanda direciona o que será produzido e comercializado. A cura da doença, infelizmente, torna-se secundária frente às relações de mercado.

Outro ponto relevante é o valor agregado às terapias. Rotas de síntese mais simples e eficazes muitas vezes são preteridas por não garantirem exclusividade de patente, tornando-as menos atrativas comercialmente. O verdadeiro desafio não é apenas a fabricação de um novo medicamento, mas todo o processo logístico de fazê-lo chegar ao paciente. Esse caminho é complexo e oneroso, envolvendo grandes corporações, distribuidores e diversos profissionais.

Porém, a quimioterapia segue um curso diferente. Sua produção e manipulação, altamente tóxica e perigosa, restringe sua fabricação a poucas corporações, criando um mercado exclusivo. Essa falta de concorrência faz com que esta “medicação” continue a ser o tratamento principal, mesmo diante de novas opções terapêuticas, sustentando o sistema de saúde de forma quase monopolista.

Assim, estamos presos em uma bolha tecnológica, onde a quimioterapia, ainda que ultrapassada, se mantém pelo seu alto valor comercial, alimentando um sistema de lucro à custa de vidas. Afinal, o câncer não escolhe suas vítimas – ele atinge ricos e pobres, perpetuando a mesma lógica de exploração e ganância.

 

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta quarta-feira (16), é celebrado o Dia mundial da Alimentação, foi criado com o intuito de desenvolver uma reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial. A data foi escolhida para lembrar a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 1945. A primeira comemoração da data ocorreu no ano de 1981, quando o tema abordado foi “A comida vem primeiro”.

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado anualmente em 16 de outubro, e está ancorado em quatro pilares: melhor nutrição, melhor produção, melhor ambiente e melhor qualidade de vida. Uma alimentação saudável e equilibrada é fundamental para garantir uma boa qualidade de vida.

No Dia Mundial da Alimentação continuamos a alertar para que a fome não seja naturalizada e que seja globalmente erradicada a partir de esforços coletivos – dos governos e da sociedade civil – para que todas as pessoas, sem exceção, tenham acesso à comida de verdade.

Quem nunca escutou que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, ainda vai escutar. Este hábito, bastante comum, corresponde a cerca de 30% ao valor energético total da dieta de uma pessoa, visto que é a primeira refeição após horas de sono, dando energia para o corpo suportar o dia a dia.

No Brasil, uma alimentação de qualidade é um direito de todos, assegurada por lei. Segundo a lei nº 11.346, “a alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população”. Apesar de estar previsto na legislação, muitas pessoas padecem sem ter o que comer.

Já não basta repetir que produzimos alimentos suficientes para toda a população mundial. Não nos serve a distribuição de calorias per capita para afirmar a viabilidade de garantir segurança alimentar e nutricional para todas e todos. Por isso, reforçamos a urgência da mudança de paradigma dos sistemas alimentares para produzirem alimento saudável, acessado e consumido de maneira sustentável e que permita a vida hoje e no futuro e a sobrevivência do planeta.

Precisamos de produção de alimentos que não esgote e contamine a natureza. Que as pessoas que produzem os alimentos não adoeçam e possam viver com dignidade. Que o direito à terra e território, a proteção dos nossos biomas e da biodiversidade não sejam sentenças de morte.

Neste Dia Mundial da Alimentação continuamos enfrentando o desafio de ser fácil e barato comprar alimento fresco e saudável em todas as comunidades. Que sejam respeitadas e protegidas todas as manifestações dos diferentes modos de preparar, consumir e celebrar os alimentos, pois são tradução das histórias dos tempos, dos lugares e das pessoas.

CURIOSIDADES – Karla Neto

Você sabia que a casca de ovo serve como adubo?

A casca do ovo é uma capa mineral fina (aproximadamente 350 micras de espessura), que protege o conteúdo do ovo contra impactos mecânicos, desidratação e contaminação por microorganismos

Para isso, separe a quantidade de casca de ovo conforme a quantidade de adubo que você precisa. Em seguida, quebre em pedaços não pequenos e os deixe de molho por duas horas. Depois, seque bem com o papel toalha e triture com a ajuda de um liquidificador. Agora é só colocar na planta.

Quando falamos do cultivo de plantas em vasos, uma ação imprescindível para seu crescimento saudável é a adubação. Afinal, quando estão no solo, as plantinhas recebem diretamente dele os nutrientes necessários; mas, quando em vaso, não existe outra forma de essas substâncias chegarem até elas senão pelo processo de adubação.

Apesar do sucesso desses adubos ao proporcionar nutrientes importantes para as espécies, a especialista alerta: “É preciso bastante cuidado, já que alguns adubos caseiros utilizam matéria orgânica que ainda não foi decomposta. Ou seja, a decomposição acontecerá no vaso e isso pode aumentar muito a temperatura, o que pode causar queimadura nas raízes ou atrair alguns bichinhos nocivos para suas plantas”.

Para fazer é fácil: basta secar bem as cascas ao ar livre ou no forno em temperatura baixa e, em seguida, triturar no liquidificador. Conforme a paisagista, o importante é garantir que ela esteja bem seca antes de fazer e utilizar o adubo.

No momento de aplicar a casca de ovo nas plantas, utilize 1 grama do pó para cada litro de substrato. “Não ultrapasse a quantidade recomendada, pois o excesso de cálcio pode tornar o substrato alcalino, o que prejudica o amadurecimento das espécies”

E por falar em cuidado com o excesso, por isso também é importante respeitar um intervalo mínimo de 6 meses entre cada aplicação do adubo. A boa notícia é que a casca de ovo não tem restrição e pode ser utilizada em qualquer plantinha!

Você sabia que as joaninhas são extremamente importantes no controlo biológico de pragas?

As joaninhas são extremamente importantes no controlo biológico de pragas, já que tanto as larvas como os adultos são predadores vorazes de afídeos. As cores brilhantes destes insectos desencorajam o ataque por parte dos predadores.

O tempo de vida de uma joaninha varia entre 3 até cerca de 9 meses.
Em primeiro lugar, a curiosidade sobre as joaninhas refere-se aos besouros coleópteros da família Coccinellidae. No geral, são espécies de corpo redondo e colorido, com cores diferentes. Ademais, são predadoras de pragas agrícolas com grande importância na agricultura, porque atuam no controle biológico.

Comumente, as joaninhas estão nos jardins ao redor do mundo inteiro. Ademais, costumam ser insetos úteis porque se alimentam de pragas agrícolas como pulgões, afídeos, moscas-das-frutas, piolhos da folha e afins. Mais ainda, podem comer até 5 mil pulgões durante toda a vida. Entretanto, caso falta alimento, elas praticam o canibalismo.

A princípio, as cores servem como advertência para afastar as pragas, pois são suas predadoras. Além disso, os principais predadores das joaninhas são os pássaros, rãs, vespas, aranhas e libélulas. Desse modo, suas cores também atuam como aviso aos predadores, com a intenção de enganá-los e se proteger. Entretanto, não são tóxicas para o ser humano.

Porém, estima-se que algumas espécies de joaninhas podem ser identificadas pelo número de pintas. Apesar disso, a mais comum é a de 7 pintas da espécie Coccinella septempunctata. Contudo, é comum que as pintas desapareçam enquanto elas envelhecem e compreende-se que essas pintas não indicam idade ou algo assim.

Em cada ciclo reprodutivo, a fêmea pode colocar de 10 a mais de 1.000 ovos. Antes da postura, a joaninha procura um local adequado para a eclosão dos ovos, depositando-os geralmente de forma agrupada, sobre folhas ou caules de plantas, e próximos a fontes de alimento. Os ovos de joaninha são amarelos brilhantes. As fêmeas põem ovos em massas de cerca de 5 a 50, nas folhas.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a importância da joaninha, sempre que a avistar em seu jardim tenha a certeza de que ela está por ali contribuindo diretamente para regular o ambiente e manter o equilíbrio entre as espécies cultivadas.

No entanto, ainda assim, é fundamental estar atento a plantação e exercer uma rotina de manutenção com cuidados básicos para o bom desenvolvimento das plantas como: rega contínua, podas eventuais e cuidado constante com galhos e plantas secas que possam obstruir o solo e gerar fungos.

Você sabia que o manjericão ajuda a aliviar enxaqueca?

O manjericão é rico em ácido ursólico, um composto com atividade antioxidantes e anti inflamatória que protege e melhora as funções do fígado, melhorando a digestão. Por ter função anti espasmódica, o manjericão ajuda na prevenção de cólicas e dores de estômago.

Uma erva aromática rica em óleos essenciais que pode ser usada para gripes, resfriados, bronquite, pressão alta, ansiedade, diabetes, enxaqueca ou perda de peso, pois tem ação antiespasmódica, digestiva, diurética, sedativa e antioxidante.

Com atuação na saúde do sistema cardiovascular, o magnésio e o potássio regulam o funcionamento do sistema muscular e dos batimentos cardíacos. Óleo que dá ao manjericão seu aroma característico, tem poder antioxidante e vasorrelaxante, com efeitos positivos sobre a pressão arterial.

As folhas frescas ou desidratadas de manjericão são encontradas em feiras, lojas de produtos naturais e supermercados, sendo utilizadas em pratos, como molhos, saladas ou sucos. Além disso, as folhas do manjericão também são usadas na forma de chás, banhos, cataplasmas ou óleos essenciais.

Tem ótimas quantidades de óleos essenciais e antioxidantes que ajudam no relaxamento dos músculos dos pulmões, melhorando a respiração e aliviando a tosse nos casos de gripes, resfriados e bronquites.

Além disso, por ter propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas, o manjericão também alivia a irritação pulmonar e ajuda a combater os vírus responsáveis por gripes e resfriados. Conheça outras opções naturais para tratamento de gripes e resfriados.

Por ser um potente diurético, o manjericão contribui para diminuir o excesso de líquido do corpo, contribuindo para a perda de peso, também ajuda a controlar a ansiedade relacionada à compulsão alimentar, equilibrando a fome e diminuindo o consumo de alimentos calóricos.

O manjericão tem boas quantidades de geraniol e linalol. Essas substâncias atuam no sistema nervoso central e proporcionam relaxamento e melhora nos sintomas de depressão, ansiedade e insônia. A erva aromática possui propriedades sedativas suaves, ajudando no controle de enxaquecas.

É rico em mentol, geraniol e linalol, que têm propriedades relaxantes e anestésicas, que podem aliviar a enxaqueca quando inalado ou aplicado na pele.
Essas substâncias atuam no sistema nervoso central e proporcionam relaxamento e melhora nos sintomas de depressão, ansiedade e insônia. A erva aromática possui propriedades sedativas suaves, ajudando no controle de enxaquecas.

Chá de manjericão
O chá por infusão é indicado para problemas digestivos ou respiratórios. A água (150 ml) deve ser aquecida até a fervura e, em seguida, ser colocada sobre as folhas frescas ou secas (1 a 2 colheres de sopa ou 2 a 4 gramas) em recipiente com tampa. Deixe descansar de 5 a 10 minutos, coe e consuma imediatamente. Não é recomendado o armazenado para posterior ingestão. A quantidade máxima diária é de 2 a 3 xícaras ao dia. Vale ressaltar que mesmo sendo uma planta bastante segura para a população em geral, o uso de seu chá não é recomendado para gestantes.

O QUE ACONTECE QUANDO ESQUECEMOS DE OLHAR PARA O FUTURO? É PRECIO TER UMA VISÃO DE LONGO PRAZO

Maurício Schneider – CEO da StartSe Agro

O agronegócio, um dos setores mais importantes da economia brasileira, enfrenta desafios cada vez mais complexos. A pressão por produtividade, a necessidade de se adaptar às mudanças climáticas e a crescente demanda por alimentos sustentáveis exigem um olhar estratégico de longo prazo.

Foto: Pexels

Diante de crises climáticas, mudanças de mercado e inúmeros desafios globais, aprendemos a viver no presente, a priorizar o planejamento de curto prazo. Mas o que acontece quando esquecemos de olhar para o futuro? 

Negócios que não são capazes de se antecipar às tendências podem estar fadados ao fracasso. Então, é preciso ter uma visão de longo prazo, sem dúvida. A questão é como fazer isso sem engessar as operações, sem perder a capacidade de adaptação.

No agronegócio, o planejamento de curto prazo tornou-se uma necessidade, uma resposta natural aos desafios que enfrentamos. Adaptamos nossas estratégias para reagir rapidamente aos imprevistos – que são muitos e estão cada vez mais frequentes, sobretudo na esfera ambiental. 

O foco no curto prazo é uma resposta natural aos desafios atuais. A pandemia de COVID-19, por exemplo, mostrou que a sobrevivência muitas vezes depende de ações imediatas e pivotagens rápidas. 

  • No entanto, ao concentrar toda a energia no presente, podemos negligenciar oportunidades futuras e ameaças emergentes.

Planejar o futuro não é luxo; é sobrevivência. O longo prazo precisa voltar a ser protagonista, mas com uma nova abordagem: flexível, adaptável, pronta para as mudanças. 

  • Antecipar tendências, prever desafios e se preparar para o que vem adiante é o que pode nos diferenciar no mercado.

O segredo está no equilíbrio e na capacidade de ambidestria. Temos falado muito sobre isso, porque, realmente, é algo fundamental. Ser ambidestro na gestão do negócio é conseguir tocar as operações hoje, seguindo o planejamento do momento presente, mas combinando essa atuação com uma visão de longo prazo. 

Resiliência, flexibilidade e adaptabilidade fazem parte disso. O olhar para a inovação e para a novas tecnologias, também. Mas o grande segredo, mesmo, é ter clareza do seu propósito. Fica mais fácil traçar a rota (e corrigi-la, quando necessário) se você tem noção exata de onde quer chegar.

Fato é que, para estar à frente do mercado, temos que olhar para o horizonte. A inovação nasce dessa inquietação, mas também requer planejamento. 

  • Porque é ao olhar além do presente que criamos o futuro — e esse sempre foi e sempre será o verdadeiro diferencial no mundo dos negócios.

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INOVAÇÃO SEBRAE MINAS GERAIS

No mercado de hoje, os consumidores têm uma infinidade de opções na ponta dos dedos. Além disso, as pessoas estão mais próximas das marcas e sempre atentas às falhas e às características daquelas não compatíveis com as suas.

Se sua marca não representa algo, não defende uma causa ou tampouco você tenha clareza do motivo de ela existir, além de propiciar que você ganhe dinheiro, isso demonstra que você pode estar em apuros. É por isso que você precisa saber mais sobre propósito de marca.

Neste artigo, vamos explorar não apenas o que é o propósito de uma empresa, mas também como definir o seu e trabalhar para cumpri-lo.

O QUE É PROPÓSITO DE MARCA?

O propósito da marca é a razão para a marca existir além de possibilitar o ganho monetário. É o principal ou os principais motivos que levam as pessoas a trabalhar em torno dos objetivos da empresa.

Se você quer um propósito de marca realmente poderoso, ele precisa estar relacionado ao produto ou serviço em si. Por exemplo, caso atue no setor educacional, seu objetivo pode ajudar ativamente no aprendizado e na formação das crianças.

Um restaurante especializado em comida de alguma região também é um bom exemplo. Além de simplesmente oferecer refeições em troca de dinheiro, aquela empresa pode ter como propósito difundir a cultura, resgatar tradições e oferecer experiências típicas de certo lugar.

A IMPORTÂNCIA DO PROPÓSITO DE MARCA

O propósito da marca é importante porque mostra aos seus clientes que você não é identificado apenas por seus produtos, serviços ou campanhas publicitárias, isto é, essa visão extrapola. Você tem um objetivo que é maior do que apenas obter lucro.

Novos clientes são atraídos pela ideia de que seus gastos podem fazer mais do que apenas ajudá-los a adquirir bens e serviços – podem fazê-los sentir parte de um esforço maior. Assim sendo, criar o seu propósito geralmente faz a diferença não só para conquistar consumidores, mas para transmitir a eles o senso de que estão gastando com algo que importa e que combina com os próprios objetivos.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE VISÃO, MISSÃO E PROPÓSITO DE MARCA?

Na hora de fazer um planejamento estratégico, você provavelmente aprendeu a definir a Visão e a Missão de uma empresa. Outro ponto é que os valores de uma marca também são facilmente lembrados na hora de criar um negócio ou planejar o trabalho.

Mas e o propósito da marca? Onde entra nessa história? Vamos às diferenças entre cada um dos termos!

O propósito é o ‘por que’ você existe: a razão de ordem superior para ser uma marca ou empresa do que apenas ‘obter lucro’ ou ‘gerar valor para o acionista’.

Visão é ‘aonde’ você quer chegar: Este é o destino do que você quer que a marca ou a empresa seja no futuro (por exemplo, ‘Queremos ser o fornecedor líder mundial de X até 2030’).

Missão ou Missões da empresa são o ‘o que’ você deve fazer para chegar lá: podem ser iniciativas ou táticas específicas centradas no desenvolvimento de produtos, excelência operacional, estratégias de entrada no mercado ou comunicações de marca.

Os valores são o ‘como’ você gostaria de se comportar para alcançar o objetivo: Qual é a cultura organizacional de uma empresa ou organização? E quais são as qualidades ou o comportamento que valoriza: por exemplo, curiosidade, inclusão, diversidade de pensamento, etc.

COMO ENCONTRAR O PROPÓSITO DE MARCA

Se deseja definir seu propósito de marca ou criar um totalmente novo, você precisa ter certeza de que ele é autêntico, antes de mais nada.

Por exemplo, se o seu propósito centra-se na ética, é essencial que você demonstre integridade e credibilidade em todas as áreas do negócio – desde a contratação de pessoal até o fornecimento de material. Em um mundo no qual as notícias se tornam virais em questão de minutos, as empresas não podem se esconder dos escândalos e precisam minimizar esse risco, sendo genuínas.

ENTÃO, POR ONDE COMEÇAR O TRABALHO DE DEFINIR O PROPÓSITO DE MARCA?

A dica essencial é simples e direta. Veja o que o mundo precisa, o que seu cliente quer e o que você oferece. Seja honesto em relação à sua paixão como empresa, mas mantenha seu público-alvo e clientes em mente durante todo o processo. É uma ótima ideia aproveitar essa oportunidade para entender melhor, via pesquisa qualitativa, o que é importante para o seu cliente.

Além disso, não se esqueça do valor de sua equipe! Todos eles terão as próprias ideias sobre a marca e o que isso significa para eles.

Ao tentar descobrir o propósito da sua marca, pode ser tentador escolher um assunto popular como o “empoderamento feminino”, mas você precisa ser honesto sobre o que o inspira e partir daí.

Se o objetivo não corresponder ao seu produto ou serviço, ele não parecerá autêntico. Lembre-se: não precisa ser baseado em caridade, no desejo de mudar o mundo ou ser complexo demais.

Também é importante não entrar em pânico se você já tem um propósito de marca, mas percebeu que ele não combina com sua marca ou público. Basta mudá-lo! Os clientes esperam que as marcas cresçam e se modernizem, já que ter uma nova ideia é melhor do que continuar com uma inadequada.

COMO COMUNICAR O PROPÓSITO AO PÚBLICO?

Então, você decidiu o propósito da sua marca. Agora é hora de informar as pessoas sobre isso.

A maioria das marcas opta por não explicá-lo explicitamente, comunicando seu propósito de marca de forma que envolva e inspire o cliente, usando imagens e campanhas. Suas plataformas de comunicação de mídia, site e marketing impresso precisam ser consistentes e estar alinhadas buscando enviar a mesma mensagem.

Dependendo da sua estratégia e do tamanho do seu negócio, agora você pode começar a criar campanhas de marketing com base no seu objetivo. Slogans são uma ótima maneira de chamar a atenção das pessoas e mostrar a direção para qual você está indo.

Caso você represente uma empresa menor que não tem estrutura para criar grandes campanhas, o propósito da sua marca pode ser comunicado nas contas de mídia social e no ambiente do seu escritório.

Afora isso, lembre-se sempre de que ações valem mais do que palavras. Nesse caso, se definiu o seu propósito de forma honesta e verdadeira, você não terá problemas em mostrar no dia a dia do negócio a forma como ele é traduzido.

Já que estamos falando de propósito, que tal criar um Manual de Marca da sua empresa? Saiba como principais motivos que vão convencer você da importância de elaborar um manual de marca para o seu negócio.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

 

terça-feira, 15 de outubro de 2024

LIRA COMUNICA QUE 242 CONGRESSISTAS SÃO CONTRA A PAUTA ANTI-STF

 

História de CdB – Correio do Brasil

PSD, União Brasil e Republicanos, juntos, formam uma bancada de 148 deputados. Somando esses partidos ao PT, PCdoB, PV e PSB, na base de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o número de parlamentares contra as pautas anti-STF chegaria a um total de 242 congressistas.

Por Redação – de Brasília

Presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) comunicou aos parlamentares bolsonaristas que os projetos que limitam os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) estão fadados à derrota, sem a menor chance de aprovação. Lira ainda pretende ouvir  os líderes partidários antes enterrar, de vez, o pacote anti-STF, mas interlocutores do líder do ‘Centrão’ já disseram que o encontro será meramente protocolar.

Presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) tem negociado o nome de seu sucessor

Presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) tem negociado o nome de seu sucessor

Antes de tomar a decisão de levar a notícia aos extremistas da direita, Lira ouvir da maioria dos líderes que ninguém concordava com uma votação em Plenário, antes da eleição para a Presidência da Câmara, que ocorre em fevereiro de 2025. Os candidatos à sucessão de Lira, Antônio Brito (PSD-BA), Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Hugo Motta (Republicanos-PB), por sua vez, não demonstram o menor interesse em levantar essa pauta.

PSD, União Brasil e Republicanos, juntos, formam uma bancada de 148 deputados. Somando esses partidos ao PT, PCdoB, PV e PSB, na base de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o número de parlamentares contra as pautas anti-STF chegaria a um total de 242 congressistas.

Inviável

Ao longo de sua gestão no comando da Câmara, Lira evitou levar à votação propostas que não tivessem chances de aprovação. Nesse sentido, ele argumentou junto à bancada bolsonarista que os líderes partidários inviabilizaram o projeto.

A pauta também deve perder força após o STF liberar a retomada do pagamento das emendas, o que deve ocorrer em breve, Segundo interlocutores de Lira, ele pretende manter uma boa relação com os ministros do STF e com o governo Lula, após deixar o cargo.

DIA DOS PROFESSORES

 

História de Edison Veiga – De Milão para a BBC News Brasil

No século 19, havia uma mentalidade, corroborada pelo próprio imperador, de que a matemática era um conhecimento restrito aos homens

No século 19, havia uma mentalidade, corroborada pelo próprio imperador, de que a matemática era um conhecimento restrito aos homens© Secretaria de Educação/Gov.SP/Divulgação

No Brasil, 15 de outubro é Dia do Professor. A data relembra um decreto imperial de 1827, documento que criou o ensino público no país.

“O 15 de outubro faz alusão à criação das classes de primeiras letras no Brasil”, afirma a historiadora Katia Abud, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Mas as comemorações só tiveram início no século 20.

Ficava na rua Augusta, 1520, em São Paulo, o Ginásio Caetano de Campos – apelidado de Caetaninho, já que desde 1894 existia a Escola Caetano de Campos, na época ainda no endereço da Praça da República. Ali, um grupo de professores teve a ideia de interromper o ano letivo com um dia de folga. E uma pequena comemoração, em que houvesse o reconhecimento pelo trabalho realizado.

Sugeriram o 15 de outubro, oportunamente equidistante dos períodos de férias escolares e significativamente importante para a educação no Brasil, por causa do decreto imperial de 1827.

Aos poucos, a ideia pegou. Outras escolas começaram a fazer o mesmo. Até que, em 14 de outubro de 1963, o então presidente João Goulart assinou o decreto nº 52.682 e criou o feriado escolar do Dia do Professor no Brasil.

Educação imperial

Mas, afinal, o que era essa tal lei de 1827?

“A lei foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil”, resume o historiador Diego Amaro de Almeida, pesquisador do Centro Salesiano de Pesquisas Regionais. “O imperador acaba propondo um projeto de educação que tinha em sua base a promoção do próprio Brasil. Entretanto, devido ao momento e às condições materiais do país, o cumprimento integral da lei foi algo complicado de ser resolvido.”

Em 17 artigos, o imperador Dom Pedro I (1798-1834) mandou “criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império”.

“Dom Pedro, por graça de Deus, e unânime aclamação dos povos, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil”, conforme relata o documento, decreto que “em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos haverão as escolas de primeiras letras que forem necessárias”.

Decreto imperial foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil, explica o historiador Diego Amaro de Almeida

Decreto imperial foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil, explica o historiador Diego Amaro de Almeida© Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina

“Mais do que uma lei relacionada à educação ou ao ensino, foi uma lei que definiu a instrução pública no Brasil”, comenta o pesquisador Vicente Martins, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú.

A lei apresentava alguns pontos bastante curiosos. O artigo terceiro, por exemplo, estipulava que os professores deveriam ter salários anuais de 200 mil-réis a 500 mil-réis.

“Com atenção às circunstâncias da população e carestia dos lugares”, pontua o decreto.

“Eu realizei alguns cálculos, com a ajuda de um economista, para tentar ajustar este valor aos tempos atuais. E concluí que este intervalo de salários equivale, hoje, a um ordenado mensal de 1.400 reais a 3.500 mil reais”, conta Martins. “Isto significa que, quase dois séculos depois, considerando o salário base da profissão, pouco avançamos nesse aspecto.”

Segundo o pesquisador Vicente Martins, se remueração estabelecida pelo decreto imperial estivesse em vigor, salário do professor chegaria a R$ 3,5 mil

Segundo o pesquisador Vicente Martins, se remueração estabelecida pelo decreto imperial estivesse em vigor, salário do professor chegaria a R$ 3,5 mil© Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina

A variação da faixa salarial era justificada pelas condições econômicas de onde a escola estivesse situada. Conforme explica o escritor e historiador Paulo Rezzutti, biógrafo de figuras do período imperial do Brasil, quanto mais pobre fosse a localidade, mais próximo dos 200 mil-réis seria o ordenado anual; quanto mais rica, mais próximo dos 500 mil-réis.

“Mas tem uma outra questão que é interessante”, aponta Rezzutti. “Pela Constituição Imperial, que instituiu o voto censitário, o professor podia votar. A Constituição de 1824 permitia a só quem tivesse renda líquida de 200 mil-réis por ano participar de um dos estágios das eleições brasileiras, que eram feitas de maneira indireta.”

De acordo com o decreto, os professores “ensinarão a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, a prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática da língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica apostólica romana” – na época, o Estado ainda não era laico, vale ressaltar.

O mesmo artigo também faz uma recomendação: “preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil”.

A lei imperial previa a criação de 'escolas de meninas', considerado uma novidade para a época

A lei imperial previa a criação de ‘escolas de meninas’, considerado uma novidade para a época© Secretaria de Educação/Gov.SP/Divulgação

Aqueles que quisessem se tornar professores precisavam passar por uma espécie de concurso público.

“Os que pretenderem ser providos nas cadeiras serão examinados”, dizia o texto, que ressalta que só seriam admitidos para a carreira “os cidadãos brasileiros que estiverem no gozo de seus direitos civis e políticos, sem nota na regularidade de sua conduta”.

“Anteriormente, muitos professores eram indicados ou promovidos por mero saber. Recebiam a função de professor da mesma maneira que um nobre recebia um título”, afirma o historiador Almeida. “Pela nova lei, ele precisava ser avaliado para ‘provar’ competência.”

O artigo décimo previa a possibilidade de uma gratificação anual a todos os professores com mais de 12 anos ininterruptos de magistério, desde que estes tivessem se “distinguido por sua prudência, desvelos, grande número e aproveitamento de discípulos”.

Mulheres

A lei imperial previa a criação de “escolas de meninas”. Mas apenas nas “cidades e vilas mais populosas, em que (…) julgarem necessário esse estabelecimento”.

“O ensino de meninas ainda era uma novidade”, aponta Almeida. “Muitos pais preferiam preceptoras quando se tratavam das meninas.” Ele cita, por exemplo o caso do Visconde de Guaratinguetá que, em 1865, contratou uma francesa para ensinar sua filha em casa. “E, mesmo assim, a contragosto porque, para ele, ‘instrução de meninas é o casamento'”, cita o pesquisador.

Rezzutti lembra que, apesar de previstas em lei, acabaram sendo raríssimas as escolas para meninas. “Até porque, segundo o pensamento da época, meninas não raciocinavam tão bem quanto os meninos”, explica. “Por isso, aliás, as operações matemáticas para elas não eram matéria obrigatória.”

Dois artigos, o décimo-segundo e o décimo-terceiro, tratavam especificamente da mulher professora. Curiosamente, elas nunca são chamadas de professoras – mas, sim, de “mestras”, termo que aparece apenas uma vez no masculino, em uma frase que se contrapõe às mestras.

Matemática: conhecimento restrito aos homens

As mulheres não eram chamadas de professoras, mas de 'mestras' e não deviam ensinar matemática, segundo decreto que inspirou o Dia do Professor

As mulheres não eram chamadas de professoras, mas de ‘mestras’ e não deviam ensinar matemática, segundo decreto que inspirou o Dia do Professor© Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina

O artigo décimo-segundo diz que cabia a elas o ensino quaisquer disciplinas estipuladas no artigo sexto, “com exclusão das noções de geometria e limitando a instrução da aritmética só as suas quatro operações”. “Havia uma mentalidade, corroborada pelo próprio imperador, de que a matemática era um conhecimento restrito aos homens”, conta Martins.

O texto também previa que elas ensinassem “as prendas que servem à economia doméstica”. E fazia uma ressalva moral: as professoras precisavam, além de serem brasileiras, terem “reconhecida honestidade”.

Claro que essa terminologia era um eufemismo. E queria ressaltar que as professoras não podiam ter vida promíscua – conforme os parâmetros de então. “Honestidade, no caso, era o comportamento moral”, explica Almeida. “Durante muito tempo as mulheres, para serem admitidas na carreira, precisaram se sujeitar a muitas regras de conduta. Havia o entendimento que a profissão de professora era muito próxima da maternidade.”

Se alguns desses pontos ferem qualquer princípio de direitos iguais independentemente de gênero, o item seguinte é um alento. Em pleno ano de 1827, a lei imperial cravava que “as mulheres vencerão os mesmos ordenados e gratificações concedidas aos mestres”.

“Essa postura é interessantíssima”, comenta Almeida. “Igualdade de condições com os homens.”

Didática

O artigo quarto definia que o método adotado era o “ensino mútuo”, também chamado de Lancaster. Criado pelo pedagogo e quaker inglês Joseph Lancaster (1778-1838), destacava-se por otimizar a transmissão do conhecimento, ao conseguir passar as aulas a um grande número de alunos, com poucos recursos, em pouco tempo, e com relativa qualidade.

Em texto publicado em 15 de outubro de 1927 na ‘Revista do Ensino’, edição comemorativa ao primeiro centenário da legislação, o professor Leopoldo Pereira descreve como era a “escola antiga”, ou seja, este ensino do século 19.

“Antigamente, o mestre escola, de par com o vigário da freguesia, eram as mais respeitáveis personagens da aldeia. E como era então mais penoso o trabalho de ensinar e aprender! Não havia livros; o mestre tinha de fazer cartas para todos os discípulos. Depois do a-b-c, a carta de nomes, e depois a carta de fora. O mestre e os próprios menos obtinham dos negociantes cartas comerciais para leitura na escola; os próprios pais as forneciam, e quando faltavam, recorria-se aos cartórios, onde o mestre obtinha e às vezes comprava autos antigos, escritos ainda com pena de pato, que eram o terror da meninada. Eu mesmo ainda passei pelo suplício de decifrar as abreviaturas dos escrivães do tempo d’el rei”, pontua.

Todos aqueles que quisessem se tornar professores precisavam passar por um crivo, uma espécie de concurso público

Todos aqueles que quisessem se tornar professores precisavam passar por um crivo, uma espécie de concurso público© Evandro Oliveira/Seduc RS/Divulgação

A didática era baseada em repetição e memorização. E muita disciplina. E isto incluía as reprimendas, conforme dizia o artigo décimo-quinto da lei imperial: “os castigos serão praticados pelo método de Lancaster”.

Sobre isso, professor Pereira também tratou na ‘Revista do Ensino’.

“Não se compreendia então a escola sem o castigo corporal: a férula era para o mestre como o cetro para o rei ou o cajado para o pastor. Até nas aulas de latim e francês, que nossas principais cidades possuíam durante muitos anos, corria bem aceito o axioma que o latim, quando não entrava pelos olhos e ouvidos, devia entrar pelas unhas. Na escola primária a palmatória chamava-se santa luzia. Por que esse nome? Como se sabe, a crença popular venera Santa Luzia como advogada da vista, e nossos pais entendiam que a férula é que devia dar vista aos cegos”, escreveu ele.

“Este método era o mais moderno da época para trabalhar com grande número de alunos em sala de aula. Ele permitia, por exemplo que alunos mais experientes fossem ‘monitores’, o que dava ao professor a possibilidade de ensinar turmas numerosas”, explica o historiador Almeida.

O historiador pontua que na Constituição de 1824 o método já é citado. Um dos seus defensores foi o influente jornalista e diplomata Hipólito José da Costa (1774-1823). “Vale ressaltar que este método representava, de alguma forma, o que de melhor existia na época”, completa Almeida.

Para o pesquisador Martins, independentemente de qual fosse o método escolhido, a menção a um sistema didático na legislação deve ser ressaltada. “Porque, pela primeira vez, se coloca a necessidade de uma base nacional comum na educação básica”, reconhece.

Depois da lei

Mas, apesar de um passo importante, a legislação não significou que, de uma hora para outra, o ensino se tornou universal no país. “A lei determinava que as províncias criassem as escolas. Algumas criaram, outras empurraram com a barriga”, avalia o historiador Rezzutti.

“Na realidade, pouca coisa mudou”, diz Almeida.

“A lei mostrava uma vontade do novo governo e não a realidade de fato. O que tínhamos ali era a condição legal para a realização de um projeto de educação. Porém não possuíamos recursos financeiros e materiais para que todas as demandas fossem solucionadas e as metas alcançadas. Além disso, o Brasil não contava com o preparo de profissionais para atuar na educação e mesmo com a previsão de formação para os mestres e mestras na lei, faltavam aqueles que poderiam trabalhar nesta formação. Ao mesmo tempo, só tinham condições de acesso à educação a elite, já que neste momento a população deveria se concentrar no trabalho para atender suas necessidades básicas. E até 13 de maio de 1888, os negros não tinham garantias nenhumas de acesso. E, nesse tempo, a maior população no Brasil eram os negros e os pobres. Sendo assim, somente uma pequena parte da população teria acesso”, enumera o historiador.

Almeida lembra que, mesmo depois da nova legislação, muitas famílias ainda seguiam contratando preceptores para educar seus filhos.

“Falava-se em ensino público e gratuito mas, a rigor, ainda era muito excludente”, confirma o pesquisador Martins. “Era um Estado imperial e centralizador. Não havia essa ideia que nós temos hoje de universalização do ensino, esta concepção de Estado social.”

Outros países

Desde 1994, a Organização Mundial das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconhece o 5 de outubro como Dia Mundial dos Professores. Esta data é lembrada em muitos países.

Nos Estados Unidos, o Dia do Professor é comemorado na primeira terça-feira de maio. Boa parte dos países latino-americanos celebram a festividade em 11 de setembro, em memória da morte do pedagogo, jornalista e político Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888), ex-presidente da Argentina – data esta estabelecida na Conferência Interamericana sobre Educação realizada no Panamá em 1943.

Hoje, terça-feira (15), celebra o Dia do professor

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta terça-feira(15), é celebrado o Dia do Professor, sendo uma data comemorativa que ressalta a importância desse profissional em nossa sociedade.

Apesar de sua importância, os docentes enfrentam diversas dificuldades, como salários baixos e condições de trabalho precárias.

O último Plano Nacional de Educação (PNE) não alcançou as metas para a categoria.

Aquele que transmite conhecimento e aprendizado. Profissional é um dos mais importantes na formação de uma pessoa; no Brasil, salários costumam ser baixos e pouco atrativos

A data comemorativa não é feriado nacional nem ponto facultativo, mas sim um feriado escolar conforme o Decreto Federal nº 52.682 de 14 de outubro de 1963.
Contudo, a comemoração começou somente 120 anos depois. Foi, portanto, em 1947 que se formou a “Comissão Pró-oficialização do Dia do Professor” transformando o projeto na Lei Estadual nº 174.

O professor é o profissional que leciona diferentes tipos de atividades que visam educar e ensinar uma pessoa ou um grupo, propagando conhecimentos de áreas diversificadas.

Trata-se de uma das profissões mais importantes da sociedade, uma vez que a maioria das demais profissões dependem do docente para formar pessoas e profissionais capacitados.

Entre suas atividades pedagógicas, o professor pode aplicar provas e trabalhos para avaliar o ensino-aprendizagem, elaborar conteúdos e métodos que facilitem o aprendizado, aplicar atividades em grupo que estimulem o trabalho em equipe, o respeito e a convivência com as diferenças pessoais.

O professor desempenha um papel amplo, facilitando o aprendizado e atuando como um mentor e modelo para os alunos.

GOVERNO DÁ PRAZO ATÉ QUARTA-FEIRA PARA SACAR VALORES ESQUECIDOS NOS BANCOS

 

História de Agência Brasil

Na quinta-feira (17), os recursos não sacados serão transferidos para a conta única do Tesouro Nacional

Na quinta-feira (17), os recursos não sacados serão transferidos para a conta única do Tesouro Nacional© Shutterstock

Cerca de 42 milhões de pessoas físicas e 3,6 milhões de pessoas jurídicas têm até quarta-feira (16) para sacar recursos esquecidos no sistema financeiro. Segundo os dados mais recentes do Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central, referentes a agosto, ainda não foram sacados R$ 8,59 bilhões. Desse total, R$ 6,62 bilhões referem-se a valores não retirados por pessoas físicas e R$ 1,97 bilhão por empresas.

Na quinta-feira (17), os recursos não sacados serão transferidos para a conta única do Tesouro Nacional, para atender à lei que compensa a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de 156 municípios, aprovada em setembro pelo Congresso. Os R$ 8,56 bilhões comporão os R$ 55 bilhões que entrarão no caixa do governo para custear a extensão do benefício.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) destacou que a previsão para incorporação desses recursos pelo Tesouro Nacional está prevista em legislação há mais de 70 anos, por meio da Lei 2.313 de 1954. O texto esclarece que, diferentemente de um confisco tradicional, os cidadãos poderão reclamar os valores esquecidos.

O Ministério da Fazenda, informou a Secom, publicará um edital no Diário Oficial da União com informações sobre os valores a receber. O recolhimento poderá ser contestado pelos que tiverem direito.

O único site onde é possível fazer a consulta é o site oficial do Sistema de Valores a Receber. Ao abrir a página, o usuário deve clicar em “Consulte valores a receber”, preencher os campos com os dados, clicar em “Consultar” e conferir a existência de valores esquecidos.

Caso haja dinheiro a receber, o usuário deve clicar no botão “Acessar o SVR”. Essa segunda etapa, no entanto, requer conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br. Após abrir a nova página, o SVR informará uma data para consultar os valores e os dados para a transferência. Na maioria dos casos, o usuário pode agendar um Pix. Em outros, será necessário entrar em contato com as instituições financeiras nos canais informados pela página do Banco Central.

Na data informada pelo sistema, o usuário deverá acessar novamente o site do SVR, com o login Gov.br. Somente então, será possível pedir a transferência dos valores. Quem perder a data do agendamento terá de entrar novamente na página e pedir uma nova data para o retorno.

A consulta está aberta a pessoas falecidas e empresas fechadas. O acesso é possível a herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. 

Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

OBSERVAÇÃO: Se são valores esquecidos nos Bancos é porque os clientes não sabem que têm os mesmos e o Banco sabe quem são esses clientes que têm esse direito de recebê-los, então, por que os Bancos não comunicam aos clientes donos desses valores? Não há esse interesse e o maior interessado em não divulgar os verdadeiros donos do dinheiro é o próprio governo que quer sequestrar esses valores. Um absurdo!

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL REDUZ CRÉDITO POR FALTA DE RECURSOS

 

História de ANA PAULA BRANCO – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Responsável por quase 70% dos financiamentos imobiliários do país e trabalhando no limite da sua capacidade, a Caixa decidiu reduzir o valor máximo de crédito para a compra de imóveis pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que engloba propriedades de até R$ 1,5 milhão.

A partir de 1º de novembro, a cota máxima de financiamento admitida será de até 70% do valor do imóvel, e não mais os atuais 80%, no sistema de amortização Pela tabela Price, em que as prestações são sempre iguais e compostas por mais juros, o teto diminuirá de 70% para 50% do total do imóvel.

Considerando um apartamento de R$ 1 milhão, a entrada necessária pelo SAC vai aumentar de R$ 200 mil para R$ 300 mil. Já na tabela Price, o comprador terá que pagar R$ 500 mil à vista.

A medida vai impactar financiamentos para imóveis residenciais (novos e usados) e comerciais, além de empréstimos para construção e compra de lotes urbanizados.

Outra nova regra é que os clientes poderão ter apenas um financiamento imobiliário ativo com o banco.

Propriedades já adquiridas não terão as regras de financiamento alteradas. A mudança nas cotas de financiamento e a limitação no valor do imóvel a R$ 1,5 milhão também não se aplicam às unidades habitacionais vinculadas a empreendimentos financiados pelo banco, mantendo-se nesse caso as condições vigentes.

Em nota, a Caixa afirma que as medidas observam a demanda e o orçamento para crédito habitacional aprovado para o ano de 2024. “Com o crescimento da nossa carteira, prevemos que a mesma irá superar o limite máximo projetado para o período”, diz o banco federal.

A Caixa diz que a sua carteira de crédito habitacional ultrapassou a marca de R$ 800 bilhões, com mais de 7 milhões de contratos ativos.

“Em 2024, o banco concedeu, até setembro, R$ 175 bilhões de crédito imobiliário, o que representa um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período de 2023. Foram 627 mil financiamentos de imóveis, beneficiando cerca de 2,5 milhões de brasileiros até o momento”, afirma o banco.

Vindo da principal operadora da modalidade de crédito, as medidas devem abrir caminho para que bancos privados também reduzam seus percentuais de financiamento.

Há mais de um ano, a Caixa vem demonstrando preocupação com uma possível falta de recursos para a concessão de financiamento imobiliário a partir de 2025. O banco tenta fechar uma complicada equação: demanda por imóveis em alta, alto volume de saques da caderneta de poupança –de onde vem os recursos para o crédito– e Selic em dois dígitos e retomando ritmo de escalada.

Em maio, durante a divulgação dos resultados, o presidente do banco, Carlos Vieira, afirmou que “os recursos estão no limite da capacidade de financiamento da habitação”. No mês seguinte, ele voltou a falar da dificuldade e disse que a liberação dos depósitos compulsórios dos bancos seria uma saída para driblar a possível falta de recursos para a concessão de financiamento imobiliário.

O Banco Central exige o recolhimento compulsório de 20% sobre os recursos de depósitos de poupança. A ideia da Caixa é que passe a ser de 15%. Segundo o presidente do banco, com a liberação desse percentual obrigatório seriam destravados entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões para financiamento imobiliário.

Em julho, em entrevista à Folha, o ministro das Cidades, Jader Filho, também cobrou a liberação, pelo BC, de parte dos recursos da poupança que hoje estão parados em depósitos compulsórios e que poderiam ser usados para financiamento da casa própria.

A crise de escassez de recursos não é novidade, a Caixa tem buscado alternativas, como a captação de recursos por meio de letras de crédito e emissão de títulos no mercado, para suprir a demanda e depender menos da poupança.

Segundo o coordenador do curso de negócios imobiliários da FGV, Alberto Ajzental, o SBPE já chegou a representar 70% de participação no financiamento imobiliário. Agora, não chega a 34%, perdendo espaço para os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

“Tem menos dinheiro para emprestar, então o banco vai ser mais seletivo na concessão do empréstimo”, afirma o especialista.

“Mesmo que os bancos sejam obrigados a emprestar 65% do que têm, se têm menos dinheiro, têm menos dinheiro para emprestar. E se eu empresto menos por pessoa, eu tento emprestar para mais. Mas também eu seleciono porque estou emprestando para quem tem condições de aportar”, diz.

A movimentação de restrição de oferta de crédito imobiliário começou pelo Minha Casa, Minha Vida, com medidas visando desestimular a compra de imóveis usados pelo programa federal e exigindo uma entrada maior para famílias da faixa 3 –renda bruta entre R$ 4.400 e R$ 8.000.

Além das mudanças anunciadas, há a expectativa de que a Caixa e demais operadores do crédito optem por aumentar os juros para financiar a casa própria em breve. A possibilidade foi fortemente debatida em evento do mercado imobiliário no final de setembro.

“Neste caso, está mais ligado à oferta e à demanda [por crédito] do que a Selic, porque tem oferta, tem demanda, mas a oferta está restringindo. E o custo do dinheiro é a taxa de juros. Tem menos dinheiro para emprestar, a oferta é menor, aumenta o preço”, explica Ajzental.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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