sábado, 12 de outubro de 2024

CINZAS DO PANTANAL VÃO PARAR NO PARLAMENTO EUROPEU

 

História de Juliana Domingos de Lima – Jornal Estadão

A eurodeputada Anja Hazekamp exibiu cinzas retiradas do Pantanal brasileiro durante uma sessão plenária realizada no Parlamento Europeu nesta quinta-feira, 10, em Estrasburgo, na França. As cinzas são da Terra Indígena Kadiwéu, localizada em Porto Murtinho (MS).

Eurodeputada Anja Hazekamp discursa mostrando cinzas do Pantanal em sessão plenária de 10 de outubro Foto: Reprodução/Parlamento Europeu

Eurodeputada Anja Hazekamp discursa mostrando cinzas do Pantanal em sessão plenária de 10 de outubro Foto: Reprodução/Parlamento Europeu

Na sessão, que tratava das “consequências dos incêndios florestais devastadores na Amazônia e a importância do bioma para as mudanças climáticas”, a representante dos Países Baixos fez um pronunciamento de cerca de dois minutos.

Em sua fala, chamou atenção para os incêndios florestais e o desmatamento nos biomas da América do Sul – citando a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal – que são impulsionados pelas relações comerciais da Europa com a América do Sul, segundo afirmou a parlamentar.

“Na Europa, somos cúmplices da destruição em massa dessas florestas, savanas e pântanos frágeis e vitais. A principal causa desses incêndios é o desmatamento implacável para que os agricultores possam dar lugar ao gado, que se torna carne e acaba no nosso prato”, disse.

Integrante do Parlamento Europeu desde 2014, Hazekamp é bióloga, defensora dos animais e representa o Partido Holandês pelos Animais.

Ela também criticou o adiamento da regulamentação da lei europeia antidesmatamento (EUDR), “claramente destinado a permitir o fechamento do controverso acordo com o Mercosul” e que significará “a importação de ainda mais carne e ração e vai levar a um desmatamento ainda maior”, segundo ela.

No início de outubro, a Comissão Europeia pediu ao Parlamento e ao Conselho Europeu o adiamento de um ano da entrada em vigor da lei que proíbe a entrada no bloco de commodities de áreas desmatadas. A nova lei passaria a valer em 30 de dezembro deste ano, mas com o adiamento fica para dezembro de 2025.

Com o recipiente contendo cinzas do Pantanal em mãos, a eurodeputada ambientalista fez um apelo ao presidente da comissão para parar de importar produtos relacionados ao desmatamento e pôr fim às negociações do acordo entre UE e Mercosul, cobrando medidas pela proteção da Amazônia, Pantanal e Cerrado.

Mais de 60% de terra indígena foi queimada

Em 2024, 2,3 milhões de hectares do Pantanal já foram consumidos pelas chamas, segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ). O número equivale a quase 16% do bioma.

Mais de 350.000 hectares de terras indígenas situadas no Pantanal já queimaram neste ano. A Terra Indígena Kadiwéu, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, é a maior fora da Amazônia e teve cerca de 63% de sua área devastada pelo fogo, segundo os números do Lasa/UFRJ.

As cinzas que chegaram a Estrasburgo foram coletadas por um brigadista indígena na Aldeia Tomázia em 13 de setembro e entregues a líderes europeus pela organização Environmental Justice Foundation (EJF).

Brigadista coleta cinzas na Aldeia Tomázia, da TI Kadiwéu em Mato Grosso do Sul. Foto: Environmental Justice Foundation/Divulgação

Brigadista coleta cinzas na Aldeia Tomázia, da TI Kadiwéu em Mato Grosso do Sul. Foto: Environmental Justice Foundation/Divulgação

A entrega foi feita por Luciana Leite, defensora da biodiversidade e do clima na EJF, que esteve em Bruxelas no mês passado com o objetivo de chamar a atenção internacional para a situação do ecossistema no Brasil:

“O Pantanal é a maior área úmida tropical do mundo, e sua contribuição para a regulação climática beneficia a humanidade como um todo. Comprometer-se com a sua preservação fortalece o compromisso urgente que devemos ter com o enfrentamento às mudanças no clima no mundo, mas também com a sobrevivência das comunidades e povos tradicionais e indígenas que vivem nesse ecossistema único”, disse.

CANDIDATOS DA DIREITA QUE SOBRESSAIRAM NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

História de Rayanderson Guerra – Jornal Estadão

RIO – Inelegível para as eleições de 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vê emergir nomes de antigos aliados e novas figuras da direita como potenciais alternativas a seu nome no campo conservador e da direita no País. A disputa municipal fortaleceu a influência de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, dentro do PL – partido do ex-presidente – e revelou que os eleitores bolsonaristas podem encontrar em outsiders como Pablo Marçal (PRTB) um discurso tão extremista quanto o pregado pelo capitão reformado do Exército.

Apesar da derrota no Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo, o PL de Bolsonaro avançou nas grandes cidades. Nas 103 com mais de 200 mil eleitores, a sigla teve o melhor desempenho, com 10 prefeitos. Nas capitais, lidera o ranking de vereadores, seguido por PSD, PP, MDB e União Brasil. No Nordeste, tradicional cinturão vermelho, o PL superou o PT nas principais cidades da região.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas, que já despontava como sucessor natural de Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026, ganhou terreno. O apoio do chefe do Executivo paulista foi considerado essencial para que Ricardo Nunes (MDB) fosse ao segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL) na capital do Estado.

Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do governador Tarcísio de Freitas, Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia no ato do Sete de Setembro em São Paulo. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do governador Tarcísio de Freitas, Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia no ato do Sete de Setembro em São Paulo. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Na reta final da campanha, Tarcísio se dedicou integralmente à campanha do prefeito, candidato à reeleição. A campanha de Nunes acendeu o sinal de alerta após pesquisas indicarem uma tendência de crescimento de Marçal, impulsionada pela migração de eleitores bolsonaristas da candidatura do prefeito.

O nome do governador já é tratado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como o “número 1 da fila” que o partido deve apoiar na disputa de 2026 para o Planalto. Em entrevista à GloboNews o cacique do PL reforçou que o ex-presidente é “o melhor nome” da legenda, mas que Tarcísio deve assumir o posto de favorito diante da inelegibilidade de Bolsonaro.

“Eu acho que o Bolsonaro ainda vai ser candidato. Quando o Lula estava preso vocês achavam que ele ia ser candidato? Ninguém achava no Brasil. Mas eu acho que vai ter uma saída (pro Bolsonaro). Acho que vai ter uma saída para isso. A gente vai botar para votar a anistia. O candidato nosso é o Bolsonaro, seria o melhor para nós. Mas o número 1 da fila é o Tarcísio”, declarou o cacique na sexta-feira, 11.

Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas em coletiva após o resultado do primeiro turno em São Paulo. Foto: ALEX SILVA/ESTADAO

Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas em coletiva após o resultado do primeiro turno em São Paulo. Foto: ALEX SILVA/ESTADAO

Espólio de Marçal

A principal ameaça ao bolsonarismo nas eleições municipais deste ano ficou por conta do candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal. O ex-coach aglutinou eleitores do ex-presidente insatisfeitos com a gestão Nunes e abriu brecha para um disputa de narrativa entre os apoiadores de Bolsonaro.

A relação entre Marçal e o clã Bolsonaro foi marcada por tensões e elogios de ambas as partes durante a corrida eleitoral. Após a derrota do integrante do PRTB no primeiro turno das eleições municipais e o anúncio do ex-coach sobre uma possível candidatura aos cargos do Executivo em 2026, expoentes do bolsonarismo ligaram um alerta a respeito do futuro do influenciador e do ex-presidente.

Pablo Marçal vota descalço a alguns minutos de encerrar o prazo para o fechamento da seção eleitoral em escola no bairro de Moema. Foto: WERTHER SANTANA

Pablo Marçal vota descalço a alguns minutos de encerrar o prazo para o fechamento da seção eleitoral em escola no bairro de Moema. Foto: WERTHER SANTANA

Como mostrou o Estadão, interlocutores de dois grupos demonstraram certa preocupação com o desgaste do capital político do antigo líder do Executivo na capital paulista, e chegaram a defender uma reaproximação entre Bolsonaro e Marçal. Uma possibilidade reduzida após Marçal dizer em uma live na terça-feira, 8, que espera por um pedido de desculpas de Bolsonaro, do pastor Silas Malafaia, do governador Tarcísio de Freitas , do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do atual prefeito, a quem anunciou que não irá apoiar no segundo turno contra Boulos. “Se não engolir o vômito vai ficar sem meu apoio”, afirmou Marçal.

A eleição em São Paulo, que terminou com uma acirrada disputa entre três candidatos por duas vagas no segundo turno, refletiu cenários nacionais que indicam um enfraquecimento das duas principais lideranças do País: o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro enfrenta uma clara ameaça com o fortalecimento de Pablo Marçal, de acordo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, em entrevista ao Estadão.

Relação estremecida com Caiado

Outro aliado que vive um relação estremecida com Bolsonaro e que saiu fortalecido das urnas foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). O apoio do Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, contribuiu para a eleição de 210 prefeitos em um Estado que tem 246 municípios. As estimativas são do próprio governo. Mas os resultados em duas das três maiores cidades de Goiás, incluindo a joia da coroa, a capital Goiânia, podem ofuscar a vitória do governador que ostenta o título de mais bem avaliado do País, com 75% de aprovação, segundo pesquisa AtlasIntel publicada em agosto.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o presidente Jair Bolsonaro (08/11/2019) Foto: Isac Nóbrega/PR

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o presidente Jair Bolsonaro (08/11/2019) Foto: Isac Nóbrega/PR© Fornecido por Estadão

O parlamentar é apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que demarcou a diferença entre a direita de Caiado e a que ele representa ao chamar o governador de “covarde” pela atuação na pandemia. O resultado do primeiro turno na capital de Goiás, no entanto, foi um baque para o caiadismo. Diferentemente do que indicavam todas as pesquisas de intenção de voto divulgas até o último sábado, 5, o primeiro colocado na etapa inicial da disputa foi o deputado estadual Fred Rodrigues (PL), com 31% dos votos.

Centrão mantém domínio

O União Brasil e o PL ganharam quase metade das prefeituras dos 100 municípios mais ricos do agronegócio do País. Os partidos venceram em 47 cidades com maior Valor da Produção Agrícola (VBP) nacional. O União venceu em 25, ou um quarto do total, e o PL levou a vitória em 22. Os números reiteram a predominância da centro-direita nos municípios agrícolas e o alinhamento de líderes e entidades do setor produtivo ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Juntos, estes municípios concentram 16% do VBP nacional, somando R$ 130,405 bilhões do total de R$ 814,508 bilhões.

Das 26 capitais em disputa, candidatos apoiados por Bolsonaro foram eleitos ou estão no segundo turno em 17, em contraste com 7 apoiados por Lula.

O Centrão foi o grande vencedor. O PSD superou o MDB em sua estratégia de capilarização municipal e levou 870 prefeituras, seguido pelo próprio MDB (845), o PP (743), o União Brasil (578), o PL (510) e o Republicanos (430) – todos partidos que transitam do centro à direita.

 

MUITOS POLICIAIS FORAM ELEITOS NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DESSE ANO

 

História de Matheus Gouvea de Andrade – DW Brasil

Primeiro turno municipal terminou com 856 agentes de segurança eleitos – maior número número da história recente. Especialistas apontam que resultado consolida “policialismo” na política e advertem para riscos.

O que está por trás do número recorde de policiais eleitos em 2024?

O que está por trás do número recorde de policiais eleitos em 2024?© SILVIO AVILA/AFP/Getty Images

O primeiro turno das eleições municipais de 2024 terminou com o maior número de prefeitos eleitos oriundos de forças de segurança da história recente. Foram 52 prefeitos eleitos em 2024 contra 45 em 2020.

Ao todo, 856 agentes foram eleitos para todos os cargos – 759 vereadores, 52 prefeitos e 45 vice-prefeitos. É o maior número desde o ínicio da série histórica, em 2012.

Em 2024, foram quase sete mil candidatos com histórico de passagem por instituições como a Polícia Militar e Civil e as Forças Armadas, que usaram termos como “sargento”, “capitão” e “delegado” junto a seus nomes nas urnas. O movimento consolida o chamado “policialismo” na política brasileira, e preocupa especialistas por possíveis reflexos na segurança pública.

O levantamento foi elaborado pelo Instituto Sou da Paz. O número pode aumentar depois do segundo turno, já que algumas cidades como São Paulo, Manaus e Belém contam com candidatos a prefeito e vice-prefeito com origem na segurança pública ainda na disputa.

“Há a consolidação do que chamamos de policialismo, que tem em uma de suas características a participação eleitoral de agentes da segurança pública”, afirma Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. Segundo ela, há um padrão que vem se repetindo nas últimas eleições, com aproximadamente 1,5% das candidaturas sendo oriundas das forças de segurança.

“Os partidos são predominantemente de direita, o que mostra que esse espectro político entendeu como usar a agenda da segurança pública. É uma agenda que se baseia no medo e em um discurso beligerante”, afirma a diretora, indicando que são candidatos que se “baseiam mais na violência policial do que no planejamento para a segurança pública”. Por outro lado, há “um vazio no campo progressista, com poucos candidatos deste espectro político”, indica.

O Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro é o que teve mais candidaturas com essas características e maior número de eleitos, com um porcentual de quase 20%. Em seguida, aparecem Progressistas, Republicanos, MDB, PSD, União Brasil e Podemos.

Apesar de muitos temas abordados na campanha não serem de atribuição direta dos municípios, Roberto Uchôa, policial e conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, avalia que o movimento faz parte de uma presença cada vez maior da segurança municipal no debate público.

Ele destaca que o tema é especialmente forte em grandes cidades, nas quais a segurança pública é vista como o principal problema. “Mesmo com a queda nos índices de homicídios registradas nos últimos anos, não se sente melhora na sensação de segurança”, afirma.

Na visão de Uchôa, as candidaturas municipais, especialmente para o Legislativo, não são o “objetivo final” para muitos, já que se trata de um “primeiro passo” para ocupar posições maiores. Ele avalia que se trata de uma forma de acumular capital político, e lembra que muitos policiais vêm ocupando funções no Executivo, como as secretarias municipais e estaduais de segurança.

Em número proporcional, o Rio de Janeiro foi estado com mais candidaturas de agentes das forças de segurança em 2024: 3,48% do total de candidatos

Em número proporcional, o Rio de Janeiro foi estado com mais candidaturas de agentes das forças de segurança em 2024: 3,48% do total de candidatos© Jose Lucena/TheNews2/IMAGO

Forte presença nas redes

Parte importante dos eleitos teve amplo apoio das redes sociais, como o Sargento Nantes, quarto vereador mais votado em São Paulo. No Instagram, ele acumula 600 mil seguidores, e frequentemente publica conteúdos controversos.

A presença na rede ajuda a explicar como Nantes conseguiu a média de gasto mais barata entre os vereadores eleitos em São Paulo, gastando apenas R$ 2,89 por voto. Perfil semelhante tem o Sargento Salazar, vereador mais votado em Manaus, que mistura memes e perseguições a “maconheiros” para seus mais de 600 mil seguidores na mesma rede social.

A presença virtual é alvo de preocupação, e muitos órgãos limitaram o uso das redes sociais por agentes. Em 2023, a confissão extrajudicial de uma mulher condenada pela morte do marido foi anulada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) após defesa apresentar trecho de um podcast no qual uma policial civil revelou detalhes do método utilizado para extrair a confissão.

“Existem polícias que baixaram resoluções regulando as redes sociais, já que é um risco a partir da espetacularização da violência e das ações policiais. Existem pessoas que estão trabalhando como policiais e que ganham dinheiro usando as redes sociais”, aponta Ricardo. Um caso notório foi do Delegado da Cunha, que foi investigado pelos lucros que teria obtido monetizando um canal no Youtube no qual apresentava operações. Atualmente, da Cunha é deputado federal.

Riscos e enfraquecimento do debate

Com o avanço do movimento, “há o aumento de uma visão que recorre à violência policial e se baseia pouco em evidência. É uma lição linha dura, que não funciona para a segurança”, avalia Ricardo. Uchôa concorda, destacando um fenômeno que ocorre em uma série de cidades que visa mudar o perfil das guardas municipais, transformando-as em “réplicas da Polícia Militar”.

“Há o risco de estas forças perderem o caráter civil e aumentarem a militarização. Houve a possibilidade de ser algo mais próximo da população, mas estamos no caminho de criar outra PM”, avalia. Entre os exemplos, o analista cita a tentativa no Rio de Janeiro de criar um grupo de elite armado dentro da Guarda Municipal carioca.

Parte dos reflexos foi quantificada por Lucas Martins Novaes, professor associado do Insper e autor do estudo A violência da política de lei e ordem: o caso dos candidatos da aplicação da lei no Brasil. Com base em sua pesquisa, ele afirma à DW que quando um município elege um “vereador lei e ordem” que também é policial, há um aumento no número de homicídios.

Com base em sua pesquisa, ele avalia que discursos que incluem promessas de “bandido bom é bandido morto” potencialmente aumentam o número de homicídios, já que os candidatos policiais têm maiores razões eleitorais para “incentivar seus colegas para serem mais violentos”. O estudo apontou um aumento de até 14 homicídios a cada 100 mil habitantes em municípios com maior eleição de candidatos com este perfil

Há ainda o risco do conflito de interesses, com uso da segurança pública para fins privados e partidários, destaca Ricardo. “É muito grave, pois se trata da política de força do Estado”.

Uchôa também vê potencial para fragilização do espaço democrático. “Quando você coloca pessoas acostumadas a outro tipo de ambiente em um lugar em que o debate é o padrão, é preocupante”, observa. Em sua visão, a estrutura hierarquizada das polícias muitas das vezes é reproduzida pelos eleitos nos ambientes políticos, o que acaba limitando a busca por consensos. “Tem gente que diz: ‘se a proposta veio de esquerdista, não vou aprovar’”, observa.Policiais no Complexo da Maré no Rio de Janeiro. Avanço de políticos oriundos de forças de segurança na política tem riscos, avaliam especialistas

Policiais no Complexo da Maré no Rio de Janeiro. Avanço de políticos oriundos de forças de segurança na política tem riscos, avaliam especialistas© Buda Mendes/Getty Images

Limitar candidaturas?

O projeto de lei do Novo Código Eleitoral (PLP 112/21) pretende colocar um freio nas candidaturas de policiais e militares. A ideia do relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), é estabelecer uma quarentena de quatro anos para que estas pessoas possam disputar cargos públicos eletivos.

“Todas as categorias profissionais devem ter direito de se candidatar. E, afinal, os policiais tem algum conhecimento da segurança pública”, afirma Ricardo. Por outro lado, diante do atual quadro, a diretora avalia que uma quarentena de ao menos dois anos seria adequada para mudar limitar os conflitos de interesses.

Uchôa também acredita que alguma limitação deveria ser estabelecida, mas é extremamente cético quanto a mudanças diante da configuração atual no Congresso, no qual a chamada “bancada da bala” tem grande força legislativa.

Na visão dele, “foi um equívoco permitir a politização das forças de segurança”. Neste momento, com a proliferação de agentes obtendo êxito no campo político, a avaliação do especialista é a de que cada vez mais candidatos vindos deste meio se sentirão impulsionados a seguir o mesmo rumo. “Quando se observa colegas se dando bem nesse meio, você acaba sendo estimulado”, resume.

DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA

 

UOL Educação


Nicho de Nossa Senhora Aparecida, no oratório com mosaicos de ouro que guarda a imagem original de 39 centímetros, encontrada no rio Paraíba do Sul, em 1717.
Nicho de Nossa Senhora Aparecida, no oratório com mosaicos de ouro que guarda a imagem original de 39 centímetros, encontrada no rio Paraíba do Sul, em 1717. Imagem: Thiago Leon / Divulgação

O dia 12 de outubro é uma data emblemática no calendário brasileiro, marcado pela celebração de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil.

Esse dia é especial não apenas pela fé e devoção que movimenta milhares de fiéis, mas também pela história que o envolve. Vamos entender por que essa data foi escolhida para honrar a santa a seguir.
A descoberta de Nossa Senhora Aparecida

A origem da devoção a Nossa Senhora Aparecida remonta a outubro de 1717, quando três pescadores – João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia – enfrentavam dificuldades para encontrar peixes no rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Durante suas tentativas, eles encontraram uma imagem sacra de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Mais tarde, ao lançar novamente as redes, pescaram a cabeça da imagem, completando a estátua.

Após esse acontecimento, os pescadores testemunharam o que foi considerado um milagre: suas redes se encheram de peixes, mesmo em um dia de pesca escassa. Esse episódio ficou conhecido como o “Milagre dos Peixes” e marcou o início da veneração popular à santa.
A escolha do 12 de outubro

Embora a descoberta da imagem tenha ocorrido em uma data imprecisa na segunda quinzena de outubro de 1717, o dia 12 de outubro foi escolhido por vários motivos históricos e religiosos.

Proclamação da Padroeira do Brasil. Nossa Senhora Aparecida foi declarada padroeira do Brasil em 1930 pelo Papa Pio XI, e a partir dessa data, sua festa foi oficialmente reconhecida.

Coincidências históricas. O 12 de outubro também coincide com a data em que Cristóvão Colombo chegou à América, em 1492. Além disso, a maternidade divina de Maria era celebrada em 11 de outubro no calendário romano antigo. Essas coincidências influenciaram a escolha da data.

Outros eventos históricos. No Brasil, o 12 de outubro também marca a aclamação de Dom Pedro I como imperador, em 1822, e a inauguração da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em 1931.

O reconhecimento do feriado

Em 1980, o então presidente João Figueiredo sancionou a lei 6.802, que oficializou o 12 de outubro como feriado nacional. A lei reforçou a importância de Nossa Senhora Aparecida para a identidade e a cultura religiosa brasileira, estabelecendo um dia de celebração em todo o país.
A devoção popular

Desde sua descoberta, a devoção a Nossa Senhora Aparecida cresceu de forma espontânea. Milagres atribuídos à sua intercessão, como a libertação do escravizado Zacarias, ajudaram a difundir sua importância entre as comunidades. A santa tornou-se um símbolo de esperança e fé para milhões de brasileiros.

Oração a Nossa Senhora Aparecida

“Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, ó Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte. Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!”.

A CADA DIA ME DOU CONTA DE QUE MEU MAIOR OBSTÁCULO SOU EU MESMO

Mauro Falcão – Escritor brasileiro

A cada dia me dou conta de que meu maior obstáculo sou eu mesmo. A desconstrução daquilo que penso ser talvez seja o portal para a ação da Providência Divina. Não é a elevação o desafio mais árduo, mas sim a difícil tarefa de nos olharmos com sinceridade e compreender quem realmente somos, desmantelando os alicerces corroídos pelos vícios e ilusões que carregamos e formam a nossa identidade.

Começo a entender que o melhor de mim não está em mim isoladamente, mas se reflete nas pessoas ao meu redor, no olhar alheio que me devolve uma nova perspectiva de quem devo ser. A cura das minhas feridas espirituais parece se encontrar na benevolência que preciso desenvolver com mais intensidade. Quanto mais eu aprendo a amar, mais descubro que esse sentimento é o sustentáculo da minha jornada, a escada que me conduz, degrau por degrau, a uma conexão maior com o Supremo. 

Ofender o outro é, na verdade, uma autoagressão, pois somos todos interligados no tecido da existência. Cada ofensa ergue barreiras, me afastando das promessas de Cristo, que nos chama a fraternidade. “Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor” (João 4:8). Esse princípio filosófico ressoa como um lembrete de que o bem-querer é a essência de tudo, a única via pela qual nos aproximamos verdadeiramente do Criador. 

A consagração ao outro, então, não é apenas um gesto altruísta, mas um ato de descoberta de si mesmo, um retorno ao nosso ser mais autêntico. Na medida em que nos despimos das ilusões do ego, abrimos espaço para que a afeição e a verdade, como potências universais, possam reformular nossa existência. É nesse gesto, aparentemente simples, que percebo a verdadeira ascensão espiritual.

Desconstruir-me, portanto, é mais do que um ato de mudança; é um ato de abertura. Ao romper com as antigas estruturas do egoísmo e do orgulho, crio espaço para que o amor, em sua forma mais pura, preencha minha vida. E só então, nessa reconstrução silenciosa e contínua, sinto que estou caminhando rumo ao que é divino, ao que é eterno.

DESCONSTRUINDO-ME!

Mauro Falcão – Escritor brasileiro

A cada dia me dou conta de que meu maior obstáculo sou eu mesmo. A desconstrução daquilo que penso ser talvez seja o portal para a ação da Providência Divina. Não é a elevação o desafio mais árduo, mas sim a difícil tarefa de nos olharmos com sinceridade e compreender quem realmente somos, desmantelando os alicerces corroídos pelos vícios e ilusões que carregamos e formam a nossa identidade.

Começo a entender que o melhor de mim não está em mim isoladamente, mas se reflete nas pessoas ao meu redor, no olhar alheio que me devolve uma nova perspectiva de quem devo ser. A cura das minhas feridas espirituais parece se encontrar na benevolência que preciso desenvolver com mais intensidade. Quanto mais eu aprendo a amar, mais descubro que esse sentimento é o sustentáculo da minha jornada, a escada que me conduz, degrau por degrau, a uma conexão maior com o Supremo. 

Ofender o outro é, na verdade, uma autoagressão, pois somos todos interligados no tecido da existência. Cada ofensa ergue barreiras, me afastando das promessas de Cristo, que nos chama a fraternidade. “Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor” (João 4:8). Esse princípio filosófico ressoa como um lembrete de que o bem-querer é a essência de tudo, a única via pela qual nos aproximamos verdadeiramente do Criador. 

A consagração ao outro, então, não é apenas um gesto altruísta, mas um ato de descoberta de si mesmo, um retorno ao nosso ser mais autêntico. Na medida em que nos despimos das ilusões do ego, abrimos espaço para que a afeição e a verdade, como potências universais, possam reformular nossa existência. É nesse gesto, aparentemente simples, que percebo a verdadeira ascensão espiritual.

Desconstruir-me, portanto, é mais do que um ato de mudança; é um ato de abertura. Ao romper com as antigas estruturas do egoísmo e do orgulho, crio espaço para que o amor, em sua forma mais pura, preencha minha vida. E só então, nessa reconstrução silenciosa e contínua, sinto que estou caminhando rumo ao que é divino, ao que é eterno.

Desconstrução

PENSADOR

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela “vende” de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa “inventou” um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente “venda” mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Martha Medeiros

Crônica “Descontruções”, 2003.

Às vezes para construir, você deve desconstruir. Não destruir.
Desconstrução não é destruição. É reconstrução.

Crow Spike

20 compartilhamentos

Quando o dia começa, junto dele continuo a construção e desconstrução de mim mesma… há dias que sinto ter encaixado peças importantes, definitivas e dali tenho a sensação de que tudo que há por vir é só lucro, mas no dia seguinte retiro tudo aquilo… Desisto daquela ordem de montagem e começo do zero… eu gosto muito de um trecho de uma música “prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”…. é muito chato ter verdades absolutas, planos definitivos, enfim, nada como um dia após o outro para se ter sempre a chance do recomeço… de um novo eu… de um novo plano de vida… de uma melhor verdade…

Caio Fernando Abreu

Das Palavras aos retratos

A desconstrução da mente humana,
A mudança de polaridades, os retratos, a partir de palavras.
Embroderies de memórias,
visão necessidades diárias on-line,
amenidades sensível.
Daily margaridas marcando seus caminhos,
saudade Fur moradores abrigo, hélices Strange,
Pilares que sustentam a sua presença conhecida
Para os pares venerável,

 

AO LONGO DOS PRÓXIMOS ANOS AS PROFISSÕES EXIGIRÃO NOVAS HABILIDADES OU ATÉ MESMO NÃO EXISTIR MAIS

 

Sabrina Bezerra – Jornalista StartSe

The Future of Jobs Report 2023, relatório feito pelo Fórum Econômico Mundial, analisa o futuro do trabalho e mostra as profissões que vão sumir nos próximos quatro anos. Confira!

(Foto: via Canva)

Você ama ou odeia a sua profissão? Você está reformulando a sua equipe? Independente da resposta, acredite: ao longo dos próximos anos, as áreas exigirão novas habilidades ou podem até mesmo não existir mais. Quem prevê o cenário é o Fórum Econômico Mundial em seu mais recente relatório.

  • Nos próximos cinco anos, quase um quarto dos empregos (23%) devem se transformar
  • Estima-se que 83 milhões de postos de trabalho deixarão de existir

Assim, o futuro do trabalho será bem diferente do que vemos hoje. Principalmente por causa do crescimento da Inteligência Artificial e outras tecnologias. Diante disso, é possível afirmar: novas profissões vão existir e outras vão acabar (confira mais adiante).


Por que algumas profissões não existem mais?

De acordo com o relatório The Future of Jobs Report 2023, a extinção das profissões vão ao encontro da mudança do mercado de trabalho que tem adotado, cada vez mais, automação e novas tecnologias.

Por exemplo, algumas profissões que envolvem atividades repetitivas e rotineiras, como operadores de telemarketing e caixas de supermercado, podem ser substituídas por sistemas automatizados e Inteligência Artificial.

  • Além disso, profissões que dependem de habilidades específicas e técnicas que podem ser facilmente automatizadas, como técnicos em contabilidade, também pode desaparecer.

Por outro lado, o relatório também destaca que novas profissões surgirão à medida que novas tecnologias e mudanças no mercado de trabalho aparecem, criando novas oportunidades de emprego. 

Quais profissões vão deixar de existir?

1 – Caixas de banco e funcionários relacionados 

2 – Funcionários dos Correios 

3 – Caixas e cobradores 

4 – Escriturários de entrada de dados 

5 – Secretários administrativos e executivos 

6 – Assistentes de registro de produtos e estoque 

7 – Escriturários de contabilidade

8 – Legisladores e oficiais judiciários 

9 – Atendentes estatísticos, financeiros e de seguros 

10 – Vendedores de porta em porta, ambulantes e trabalhadores relacionados 

Por que importa?

É importante que você fique por dentro das mudanças no mercado de trabalho para que possa se preparar para elas, apostar em novas habilidades que serão valorizadas no futuro e, claro, capacitar também o seu time. Assim, vocês estarão sempre um passo à frente. 

A importância do bom site da Valeon para o seu negócio

Moysés Peruhype Carlech

Antigamente, quando um cliente precisava de um serviço, buscava contatos de empresas na Lista Telefônica, um catálogo que era entregue anualmente ou comprado em bancas de jornais que listava os negócios por áreas de atuação, ordem alfabética e região de atuação.

De certa forma, todos os concorrentes tinham as mesmas chances de serem encontrados pelos clientes, mas existiam algumas estratégias para que os nomes viessem listados primeiro, como criar nomes fantasia com as primeiras letras do alfabeto.

As listas telefônicas ficaram no passado, e, na atualidade, quando um cliente deseja procurar uma solução para sua demanda, dentre outros recursos, ele pesquisa por informações na internet.

O site da Valeon é essencial para que sua empresa seja encontrada pelos seus clientes e ter informações sobre a empresa e seus produtos 24 horas por dia.  Criamos uma marca forte, persuasiva e, principalmente, com identidade para ser reconhecida na internet. 

Investimos nas redes sociais procurando interagir com o nosso público através do Facebook, Google, Mozilla e Instagram. Dessa forma, os motivos pelos quais as redes sociais ajudam a sua empresa são inúmeros devido a possibilidade de interação constante e facilitado como o público-alvo e também a garantia de posicionamento no segmento de marketplaces do mercado, o que faz com que o nosso cliente sempre acha o produto ou a empresa procurada.

A Plataforma Comercial site Marketplace da Startup Valeon está apta a resolver os problemas e as dificuldades das empresas e dos consumidores que andavam de há muito tempo tentando resolver, sem sucesso, e o surgimento da Valeon possibilitou a solução desse problema de na região do Vale do Aço não ter um Marketplace que Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos e o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. 

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020. 

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

CONTRATE A STARTUP VALEON PARA FAZER A DIVULGAÇÃO DA SUA EMPRESA NA INTERNET

Moysés Peruhype Carlech

Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver, gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados satisfatórios para o seu negócio.

Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.

Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?

Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto resulta em mais vendas.

Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?

A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas considerações importantes:

Vantagens da Propaganda Online

Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia digital.

Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato.

Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente.

Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu.

A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.

Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa.

Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.

Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.

Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Vantagens do Marketplace Valeon

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.

Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. 

Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente. Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos diferentes.

Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma, proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020. 

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

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A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

    valeonbrasil@gmail.com

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

GOVERNO QUER REGULAR AS BIG TECHS

 

História de Mariana Carneiro e Bianca Lima – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O Ministério da Fazenda apresentou nesta quinta-feira, 10, uma proposta de regulação para as “big techs” (as gigantes globais da tecnologia) no Brasil, com o objetivo de evitar práticas predatórias de grandes plataformas digitais, ao limitar ou encarecer o acesso de consumidores a produtos e empresas.

A proposta se baseia em regras para a atuação dessas companhias já aplicadas em dez países, notadamente EUA, Alemanha, Inglaterra e Austrália, além da União Europeia.

Procurada, a Brasscom, entidade que reúne as big techs no Brasil, afirma que “buscará entender os detalhes da proposta, em conjunto com todas as suas empresas associadas, e não se manifestará nesse momento”.

Já a Câmara Brasileira da Economia Digital, que representa empresas como Amazon e Facebook, afirmou, em nota, “que o Brasil já possui um arcabouço regulatório e jurisprudência robustos, flexíveis e eficazes para enfrentar desafios concorrenciais”, e que uma nova regulação “poderia sufocar a competitividade e impactar negativamente a qualidade dos serviços digitais e os preços para os consumidores”.

Atualmente, não há uma regulação para a conduta das big techs no Brasil Foto: Andreas Prott - stock.adobe.com

Atualmente, não há uma regulação para a conduta das big techs no Brasil Foto: Andreas Prott – stock.adobe.com

Hoje, não há uma regulação para a conduta dessas plataforma no Brasil e, durante consulta pública realizada no primeiro semestre deste ano, o governo colheu reclamações de empresas quanto à cobrança de taxas e de limitação de acesso de consumidores por big techs como GoogleAppleAmazon e Meta (dona do Instagram, WhatsApp e Facebook).

Regulação torna Cade ‘xerife’ de big techs

Pela proposta, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) passa a ser o regulador da atuação desses conglomerados, que deverão abolir certas práticas, como dar preferência à aparição de produtos vendidos por sua própria plataforma ao consumidor ou fazer exigências em cláusulas de exclusividade.

Embora as regras devam alcançar as redes sociais, como a Meta, a equipe econômica quer restringir o debate apenas à regulação concorrencial. O objetivo é evitar discussões sobre o cerceamento à liberdade de expressão, que bloqueou o avanço de projetos como o PL das Fake News, de moderação de conteúdo e de direitos autorais, no Congresso Nacional.

A proposta da Fazenda é que as empresas a serem alvo das regras sejam definidas previamente, de acordo com critérios como faturamento e sua relevância em múltiplos mercados, além da inegável dominância demonstrada em número de usuários. Esses requisitos deverão ser descritos em projeto de lei, que o governo ainda avalia qual caminho legislativo tomar: ou propor um novo texto ou aproveitar um que já esteja em tramitação e fazer uma contribuição.

A expectativa é de que apenas big techs sejam objeto dessa avaliação prévia de conduta, a exemplo das sete grandes que estão sob lupa na legislação aprovada na Europa em 2022: Google, Meta, Apple, Amazon, Booking, ByteDance (TikTok) e Microsoft. Elas foram denominadas “gatekeepers” na legislação europeia, ou seja, funcionam como porta de entrada para empresas e consumidores ao mercado e, por isso, passaram a ser reguladas.

O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, evitou cravar qual será o número de empresas monitoradas no País, caso o projeto avance no Congresso, mas sinalizou que deve ser algo similar ao observado no cenário internacional.

“A realidade brasileira é um pouco diferente da realidade da União Europeia, mas não acredito que tenhamos um número de plataformas muito maior ou muito menor do que eles fizeram lá. Essa tem sido a tendência mundial e o Brasil não vai ficar muito longe disso”, afirmou Pinto durante a apresentação do relatório.

Fazenda quer modelo ‘intermediário’

O secretário também frisou que o governo está propondo uma regulação distinta da europeia, que é criticada pela burocracia. Na equipe econômica, fala-se em um “modelo intermediário”, que traçará regras de conduta prévias para as empresas, mas adaptadas ao negócio de cada uma delas e em atenção a problemas específicos identificados pelo Cade.

A legislação europeia é frequentemente apontada como um excesso de burocracia e um empecilho à inovação, o que o governo brasileiro diz querer evitar.

“Estamos propondo um modelo equilibrado, que vai preservar a concorrência e a inovação, sem gerar custos excessivos às empresas”, disse Pinto. As big techs, porém, já começam a se movimentar para evitar ou ao menos ajustar a regulação proposta pelo governo, vista como desnecessária.

“O setor não está fechado para discutir eventuais mudanças e construir ferramentas adicionais. Nossa preocupação é que essas ferramentas adicionais não inibam o desenvolvimento, sejam fundamentadas em dados robustos, privilegiem métodos científicos e que se avalie quais serão as consequências de cada uma delas. Nossa preocupação é sobre pressupostos e sobre a governança do debate”, afirma Igor Luna, advogado e consultor da camara-e.net.

A Fazenda avalia que a resistência do setor é natural: “Nenhuma empresa quer ser regulada, até porque muitas delas confiam que estão agindo corretamente e que não precisam do Estado para tutelá-las. Mas o recado que gostaríamos de passar é que estamos propondo algo muito razoável e equilibrado. O que a gente quer é defender um valor fundamental, sobre o qual economistas de esquerda e direita concordam: concorrência”, afirmou o secretário Marcos Pinto.

Além das regras fixadas em lei, a ideia é atualizar as normas que monitoram condutas anticoncorrenciais já existentes no Cade, por meio de portarias do Poder Executivo. Neste caso, seria possível exigir informações da atuação das empresas no âmbito digital, em caso de fusões e aquisições, e atualizar esses parâmetros para que focalizassem apenas grandes empresas com dominância inegável no meio digital.

Nesta quinta-feira, 10, a Fazenda apresentou um relatório com a experiência de outros países na regulação das big techs, além de um compilado de queixas e contribuições (foram 301) reunidas entre janeiro e maio deste ano. Essas informações fundamentam a proposta de regulação a ser impulsionada pelo governo brasileiro.

Queixas contra big techs se avolumam

Na consulta pública, entidades que representam empresas de cartões de crédito e fintechs (startups do setor financeiro) enviaram reclamações, por exemplo, sobre a taxa de 30% cobrada por vendas em aplicativos e de jogos online e no pagamento por aproximação feitas pela Apple.

A dona do Tinder, aplicativo de namoro, se queixou de exigências da Apple que resultam na “pior experiência do usuário, menos segurança, preços mais elevados, coleta desnecessária de dados dos clientes, menor escolha do consumidor e menor inovação”.

Já a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) fez referência ao acúmulo de dados que colocam plataformas digitais em vantagem em relação a concorrentes e a “critérios obscuros” na distribuição de conteúdo jornalístico na internet, sem justa remuneração aos veículos de comunicação.

O Centro de Jornalismo e Liberdade do Open Market Institute, entidade sem fins lucrativos americana, elencou ações na Justiça americana que dão conta de um monopólio do Google em buscas na internet, na publicidade digital e em vendas digitais feitas na Amazon.

Eduardo Lopes, presidente da Zetta, entidade que reúne fintechs como Nubank, Mercado Pago e PicPay, afirma que o tema é importante e entrou no radar de empresas de diferentes setores porque essas plataformas se tornaram parte da vida das pessoas. Ele defende, no entanto, que a regulação não freie a inovação.

“Somos pró-inovação e novas tecnologias, o problema todo está em práticas abusivas de empresas que abusam de suas posições dominantes. É para isso que temos de olhar”, afirma ele. “O problema é quando há uma centralização excessiva que inibe a capacidade de outros inovarem porque se cria travas artificiais”.

EMENDAS DO ORÇAMENTO SECRETO CONTINUAM PROIBIDAS PELO STF

 

História de Lucas Mendes – CNN Brasil

Dino mantém suspenso pagamento de emendas e critica descumprimento de decisão do STF

Dino mantém suspenso pagamento de emendas e critica descumprimento de decisão do STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve suspensa, nesta quinta-feira (10), a execução de emendas parlamentares do chamado “orçamento secreto”. Na decisão, o magistrado disse que “permanece o grave e inaceitável quadro de descumprimento” da determinação do Supremo, que julgou inconstitucional a destinação de emendas sem transparência. Dino também disse que as ordens do STF no tema não estão suprimindo as prerrogativas parlamentares sobre o orçamento. Ele ressaltou que compete ao STF dar a última palavra sobre alcance das regras da Constituição. Conforme a decisão do ministro, segue suspensa a execução das emendas de relator (RP 9) e de comissão (RP 8). “Em face do evidente descumprimento parcial da decisão de mérito referida, estabeleço que permanecem plenamente vigentes as medidas de impedimento ou restrição à execução das emendas utilizadas para o que se convencionou chamar de ‘orçamento secreto’, ou seja, as emendas RP 9 e RP 8”, disse Dino. O ministro disse que só será possível rever a suspensão dos pagamentos das emendas quando foram tomadas “medidas efetivas” de transparência e rastreabilidade pelo Congresso e pelo Executivo. Em sua decisão, Dino disse que o Congresso deixou de apresentar informações que ele havia determinado. “A Câmara dos Deputados e o Senado Federal limitaram-se a apontar que soluções hão de ser definidas em Projeto de Lei Complementar (PLP), cuja tramitação sequer iniciou”, afirmou Dino. “Apesar da imprevisibilidade quanto à apresentação, tramitação e aprovação do referido PLP, entendem [Câmara e Senado] que mecanismos de garantia de transparência e rastreabilidade a serem adotados para o orçamento de 2025 dependem de previsão na futura legislação”. A posição do Congresso foi apresentada em reunião técnica na manhã desta quinta-feira (10) no STF. https://www.youtube.com/watch?v=u0WyWbIhDOg Poderes Em sua decisão, Dino disse que não existe, no sistema constitucional, “poderes dissociados de deveres”. “No caso, o poder de elaborar e atuar em parcela da execução orçamentária é acompanhado do dever de atendimento ao devido processo legal constante da Constituição Federal. E, se tal dever não é observado, cabe ao Poder Judiciário zelar pela autoridade das normas constitucionais.” Conforme Dino, compete ao STF dar a última palavra sobre alcance das regras da Constituição. “Nenhuma impositividade em um Estado de Direito é maior do que o ordenamento derivado diretamente da Constituição Federal, cuja guarda compete ao STF, como instância que – à luz da cláusula pétrea da separação de poderes – estabelece a última palavra sobre o alcance das regras emanadas do Poder Constituinte” .

PEC QUE PERMITE AO CONGRESSO SUSPENDER DECISÕES DO STF É CONSTITUCIONAL

 

História de Gabriela Romão – Newsrondonia

Está em discussão na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional nº 28, que teve sua admissibilidade aprovada ontem, quarta-feira, na  Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados  e que permite ao Congresso Nacional suspender decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).  O que diz a PEC nº  28 e por que ela é constitucional?

No texto da PEC está claro que  o Congresso Nacional, por dois terços, pode suspender a eficácia de decisões do Supremo Tribunal Federal, não de qualquer decisão, mas daquelas que violarem o artigo 49, inciso XI, da Constituição Federal, segundo o qual cabe ao Poder Legislativo zelar por sua competência normativa perante o Poder Legislativo e o Poder Judiciário.

Ora, o artigo 49 diz que é atribuição exclusiva do Congresso Nacional zelar por sua competência legislativa. É, portanto, do Congresso Nacional, e não do Supremo, a função, de legislar, como já fez, por exemplo, em relação ao marco temporal, às drogas e ao aborto.

De acordo com a PEC 28, o Congresso Nacional, nas decisões que invadam o seu direito constitucional, poderá, por dois terços de seus membros, suspendê-las pelo período de dois anos, prorrogável uma única vez por mais dois anos, até que se faça uma lei a respeito, sem que prevaleça a lei feita pela Suprema Corte. O STF, por sua vez, só poderá manter sua decisão pelo voto de 4/5 de seus membros.

Muitas vezes, os ministros do Supremo alegam legislar naquilo que, segundo eles, o Congresso é omisso, mas isso não é constitucional. O que está na Constituição é que cabe ao Poder Legislativo zelar por sua competência.

O texto da PEC nº 28 também prevê análise imediata, pelos tribunais, de decisões liminares tomadas individualmente; ou seja, a PEC 28/24 também estabelece a inclusão automática, na pauta dos tribunais, de liminar pedindo que o colegiado analise decisão tomada individualmente, o que  harmonizará as regras constitucionais em jogo.

Na PEC 28, é dito que o Congresso Nacional suspenderá a lei oriunda do Supremo, para eventualmente votar algo quanto aquela matéria. Se não for aprovado nada no período de dois anos, voltará a prevalecer a lei elaborada pela Suprema Corte, que ao interpretar princípios gerais, se auto-outorga o direito de fazer leis. A meu ver, portanto, a PEC 28 é de absoluta constitucionalidade.

Em primeiro lugar, porque é a explicitação do que está no artigo 49, inciso XI, da Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988. Em segundo lugar, porque não anula, mas suspende até que se faça uma nova lei. Em terceiro lugar, esta suspensão só é possível quando a decisão da Suprema Corte invadir a competência legislativa, que é exclusiva daquelas pessoas que foram eleitas pelo povo, já que o Supremo não é eleito pelo povo, mas escolhido por um homem só, que é o Presidente da República.

Ora, esse esclarecimento faço aos leitores, porque há quem diga que a PEC 28 é inconstitucional. Evidentemente, não o é. É de uma rigorosa constitucionalidade e até me impressiona porque apenas com dois terços do Congresso Nacional — dois terços de 513 deputados, dois terços de 81 senadores — é que eles poderiam suspender a lei elaborada pelo Supremo.

A meu ver, isso até reduz o poder do Congresso Nacional, que, pelo artigo 49, inciso XI, tem um poder absoluto de suspender a qualquer hora que quisesse e até de anular decisões que invadam sua competência legislativa, por parte do Poder Judiciário.

Há outra PEC, a de nº. 50, que é apenas uma reiteração enfática. Ela, que já foi aprovada no Senado, declara que as decisões da Suprema Corte, no que diz respeito à constitucionalidade de leis, só poderão ser proferidas, não monocraticamente, mas por maioria absoluta do colegiado.

É o que já está no artigo 97 da Constituição, embora lá explique apenas que toda matéria de constitucionalidade terá que ser definida por maioria absoluta da Suprema Corte. Entretanto, os ministros têm decidido, muitas vezes, monocraticamente, questões que permanecem, durante anos e anos, à luz daquela única manifestação.

O que Congresso Nacional pretende é que um projeto de emenda constitucional pleonástico determine que o artigo 97 seja aplicado em todas as hipóteses em que se decidir sobre constitucionalidade, que é da competência do Pretório Excelso.

Então, são duas propostas de emenda à Constituição rigorosamente constitucionais, e que, a meu ver, se forem aprovadas agora pela Câmara dos Deputados, nós teremos realmente aquilo que o constituinte de 1988 desejou: que o Poder Legislativo fizesse as leis, que o Poder Executivo só legislasse com autorização do Legislativo, por medidas provisórias e leis delegadas; que o Poder Judiciário fosse o guardião da Constituição, mas jamais legislador positivo, apenas um legislador negativo: aquele que pode dizer se uma lei é constitucional ou inconstitucional, mas que não pode fazer a lei em lugar do Poder Legislativo.

Respeitar-se-ia, portanto, o que o constituinte de 1988 desejou: que os poderes fossem harmônicos e independentes.

Esta é a opinião de um velho constitucionalista de 89 anos e 60 anos de magistério universitário.Fotos: Andreia Tarelow

Fotos: Andreia Tarelow

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

BETS NÃO FAZEM PARTE DO GOVERNO E 2040 DELAS SAIRÃO DO AR A PARTIR DE HOJE 11/10

 

Cerca de 2.040 sites de bets devem sair do ar a partir desta sexta-feira, diz Haddad

História de Giordanna Neves, Fernanda Trisotto, Cícero Cotrim e Amanda PupoHistória de Giordanna Neves, Fernanda Trisotto, Cícero Cotrim e Amanda Pupo – Jornal Estadão

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira, 10, que cerca de 2.040 sites de jogos de apostas vão sair do ar a partir desta sexta-feira, 11, por não terem obtido autorização para operar no País. A lista já foi, inclusive, repassada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a quem caberá realizar as operações.

Haddad afirmou que o governo tem condições técnicas para vedar qualquer meio de pagamento no uso das bets.

Questionado sobre a possibilidade de proibir o uso do cartão do Bolsa Família para jogos de apostas online, Haddad afirmou: “O que eu disse para o presidente (Lula) é que nós temos condições técnicas, uma vez provocadas, de vedar a utilização de qualquer meio de pagamento. Como fizemos, por exemplo, com cartão de crédito. Como fizemos com dinheiro livre. Essa lista pode ser acrescida de outros meios de pagamento”.

Especificamente sobre o Bolsa Família, o ministro reforçou que o assunto está sendo tocado pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.

O ministro disse ainda que o governo tem pedido aos usuários que resgatem até esta quinta-feira, 10, os recursos dos sites que serão derrubados, já que, após saírem do ar, o processo ficará mais complexo.

“Nesse momento, nós não temos como acionar uma empresa que está fora do Brasil para restituir o dinheiro. No site que a pessoa fez a proposta, ele tem o dinheiro que é dele, um prêmio, ele tem condição de impedir a restituição”, disse.

Haddad afirmou que não é possível prorrogar prazo para resgate do dinheiro das irregulares, já que isso impediria a retirada do site do ar Foto: Washington Costa/MF

Haddad afirmou que não é possível prorrogar prazo para resgate do dinheiro das irregulares, já que isso impediria a retirada do site do ar Foto: Washington Costa/MF

Haddad reforçou ainda que não é possível prorrogar prazo para resgate do dinheiro, já que isso impediria a retirada do site do ar. “Ele não consegue tirar o site do ar para a aposta e mantê-lo no ar para a restituição. Não tem condições técnicas de fazer isso. Esse é o problema”, explicou.

Após a retirada dos sites ilegais, Haddad reiterou que começará o prazo de 180 dias para que o poder público se manifeste em relação aos processos de empresas que pediram autorização para atuarem no País depois de agosto. “Ao contrário das que estavam no ar até agora, elas só vão poder entrar depois de autorizadas. Agora nós estamos respeitando o fluxo daquelas que estão em processo de regularização”, esclareceu.

O ministro reforçou ainda que as bets fora da lista de empresas autorizadas não terão mais publicidade no País. Ele garantiu que sites de apostas que tentarem burlar a lista divulgada pelo Ministério da Fazenda serão barrados.

Como vai funcionar a derrubada de sites

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que a Anatel já tem em mãos a lista negativa de empresas de aposta online, as chamadas “bets”, que devem sair do ar. A derrubada, ele afirmou, ocorrerá nos próximos dias.

“Algo como 90% das empresas vão deixar a partir de amanhã de funcionar no País, e apenas os sites regulares vão ficar de pé”, disse Durigan, em uma entrevista coletiva após reunião com o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, e o secretário de Prêmios e Apostas da Fazenda, Régis Dudena.

Durigan e Dudena, que também está presente na coletiva, reforçaram a importância de que os usuários das bets recorram a empresas regulares. “É um primeiro passo muito importante, mas que vai ser aprofundado”, afirmou o secretário de Prêmios e Apostas, falando o bloqueio dos sites irregulares ao longo do tempo.

Segundo Dudena, não há um número exato dos recursos que estão nesses sites irregulares. “Mas a expectativa é de que seja residual na comparação com aquelas que são reguladas”, disse.

Baigorri, da Anatel, explicou que as empresas de telecomunicações serão notificadas para fazer o bloqueio de cerca de 2.040 sites irregulares, e que a agência vai monitorar as principais companhias para garantir a efetividade da medida. Segundo o presidente da Anatel, esse será um trabalho rotineiro e regular.

“Nós estamos notificando ao longo do dia de hoje (quinta-feira, 10) as 20 mil empresas de telecomunicações, e entendemos que ao longo do dia de amanhã o serviço será feito”, disse Baigorri.

A Anatel tem a expectativa de que as empresas menores demorem um pouco mais para bloquear os sites, mas que tudo aconteça no fim de semana.

O secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Régis Dudena, disse nesta quinta-feira, 10, que a lista negativa de empresas de aposta digital feita pela pasta terá um “trabalho de monitoramento constante”. Nessa lista constam as “bets” que terão os sites derrubados a partir desta sexta-feira, 11.

“Sempre que nós identificarmos sites que não estão na lista positiva e estão ofertando, eles serão incluídos numa nova lista (negativa)”, ele disse, na entrevista coletiva ao lado do secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente da Anatel, Carlos Baigorri.

A lista positiva, que inclui as empresas que fizeram o pedido para funcionar, vai servir como uma espécie de “período probatório”, segundo Dudena. Ele explicou que ainda haverá uma fiscalização dessas bets, que continuam sem poder ferir o Código de Defesa do Consumidor e outras legislações. “Vamos poder fazer uma espécie de pente-fino do pente-fino”, afirmou.

Indagado sobre o tema, Durigan, também da Fazenda, disse que não havia surpresa no fato de que até 90% das bets que operam no Brasil estão irregulares, como ele havia afirmado mais cedo. “O País ficou aguardando vários anos regras mais concretas, que dessem efetividade para as regras e proteção para a sociedade”, afirmou.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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