segunda-feira, 7 de outubro de 2024

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL NA CASA DOS TRILHÕES

 rasil e Mundo Dívida Pública

Tesouro: Dívida Pública Federal encerra agosto em R$ 7,035 trilhões

Byvaleon

Out 7, 2024

História de Repórter ADVFN

Tesouro: Dívida Pública Federal encerra agosto em R$ 7,035 trilhões

Tesouro: Dívida Pública Federal encerra agosto em R$ 7,035 trilhões

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) encerrou o mês de agosto em R$ 7,035 trilhões, representando retração de R$ 104,17 bilhões em relação a julho, ou seja, queda de 1,46% em termos nominais. Esse resultado foi impulsionado, principalmente, pela redução de 1,55% da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que passou de R$ 6,822 trilhões, em julho; para R$ 6,716 trilhões, em agosto. Essa movimentação ocorreu devido ao resgate líquido de R$ 163,17 bilhões, neutralizado, em parte, pela apropriação positiva de juros, em R$ 57,46 bilhões, detalha o Tesouro. O estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,48% (termos nominais) no período, encerrando agosto em R$ 319,17 bilhões (US$ 56,43 bilhões).

As informações constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD) referente a agosto de 2024, produzido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Os dados do material foram detalhados nesta quarta-feira (2/10) em coletiva de imprensa virtual. Participaram da entrevista o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges; o coordenador-geral de Controle de Pagamento da Dívida Pública, Leonardo Canuto; o coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Luiz Fernando Alves; e o gerente de Planejamento Estratégico do Tesouro Direto, Jorge Quadrado.

Conjuntura

Em análise de conjuntura, indicando os principais fatores que impactaram na gestão da dívida no período, o relatório destaca que em agosto, as expectativas de intensificação de cortes de juros nos Estados Unidos causaram fechamento adicional das treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo dos Estados Unidos). Por outro lado, o desmonte de operações de carry trade (Japão) trouxe volatilidade, impactando países da América Latina.

Diante de tal panorama, o Tesouro destaca que a curva de juros doméstica apresentou volatilidade, com as taxas refletindo as expectativas dos investidores em relação à política monetária, especialmente nos prazos mais curtos. As taxas de emissão da DPMFi apresentaram volatilidade, refletindo as perspectivas de redução dos juros nos Estados Unidos e de restrição monetária no Brasil. O CDS Brasil [Credit Default Swap, indicador que reflete o risco-país] ficou em 150 pontos-base em agosto, repetindo patamar de julho.

“Agosto foi marcado por bastante volatilidade no mercado externo. A fala do presidente do FED, Jerome Powell, no simpósio Jackson Hole, indicando que chegou a hora de ajustar a política monetária nos Estados Unidos, abriu caminho para o primeiro corte da taxa de juros norte-americana, agora em setembro. Começaram as apostas, na época, de corte de 25 e 50 pontos-base”, explicou Helano Borges, ao comentar o panorama internacional de agosto.

“Isso contribuiu para a redução dos prêmios de risco, mas os países da América Latina tiveram um aproveitamento limitado desse momento, muito esperado ao longo do ano, em função do desmonte de operações de carry trade que decorreram do fato de o banco central japonês ter elevado a taxa de juros de 0,1% para 0,25%. Isso contribuiu para que houvesse uma saída de recursos de importantes economias latino-americanas”, detalhou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional.fonte: tesouro nacional.

SEGUNDO TURNO EM SÃO PAULO É MAIS DESAFIADOR PARA O LÍDER SEM-TETO BOULOS DO QUE PARA O EMEDEBISTA NUNES

 

História de Bianca Gomes e Zeca Ferreira – Jornal Estadão

Embora o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) tenham avançado para o segundo turno com uma diferença mínima, de menos de 30 mil votos, a próxima etapa da eleição tende a ser mais desafiadora para o líder sem-teto do que para o emedebista.

Além das projeções do Datafolha e da Quaest já terem indicado vantagem para Nunes num segundo turno contra Boulos, o prefeito entra nesta nova fase com um trunfo importante: uma rejeição relativamente baixa. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada no último sábado, apenas 25% dos paulistanos diziam que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto 38% rejeitam Boulos. A rejeição é um termômetro relevante para medir o potencial de crescimento de cada candidato.

Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) vão disputar o segundo turno na cidade de São Paulo Foto: Taba Benedicto/ Estadão e Felipe Rau/Estadão

Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) vão disputar o segundo turno na cidade de São Paulo Foto: Taba Benedicto/ Estadão e Felipe Rau/Estadão

O prefeito também conta com o apoio das máquinas municipal e estadual. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi o principal cabo eleitoral de Nunes no primeiro turno, deve manter-se engajado na campanha do emedebista na etapa final da corrida.

O cenário que se desenha em São Paulo lembra muito o da eleição de 2008, quando o então prefeito Gilberto Kassab (à época no DEM) disputou o segundo turno com o respaldo do governador tucano José Serra. Naquele ano, Kassab enfrentou Marta Suplicy (PT), apoiada pelo então presidente Lula, que na época estava surfando em popularidade.

Estratégia arriscada

A estratégia da campanha de Nunes de destacar as realizações de sua gestão e apresentá-lo como um candidato de centro foi arriscada, mas trouxe uma vantagem para o segundo turno: a possibilidade de disputar os votos tanto dos eleitores de Pablo Marçal (PRTB) quanto os de Tabata Amaral (PSB), que declarou apoio a Boulos no segundo turno. A expectativa da campanha de Nunes é que a base bolsonarista de Marçal migre naturalmente para ele.

Por outro lado, o prefeito terá de lidar com a ofensiva de Boulos para associá-lo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), figura que tem alta rejeição entre os paulistanos. Interlocutores de Boulos afirmam que reeditar o embate de 2022 – entre Lula e Bolsonaro – será uma peça central na estratégia de comunicação do PSOL no segundo turno. Isso porque o petista venceu o ex-presidente na capital paulista na última eleição geral.

Manter o apoio nas regiões periféricas também será um desafio para Nunes, já que o presidente Lula (PT) deve se envolver mais diretamente na campanha do psolista no segundo turno para ampliar a adesão de sua candidatura no segmento de baixa renda. Além disso, o ministro Fernando Haddad (PT) e a deputado Luiza Erundina (PSOL) também são esperados na campanha. Ao longo do primeiro turno, Boulos tinha utilizado o legado das gestão progressistas na cidade, como a criação dos CEUs e a ampliação de ciclofaixas, para mostrar que uma guinada à esquerda pode ser positiva para o eleitor.

Nunes enfrentou mais polêmicas persistentes no primeiro turno do que Boulos, o que pode ser um ponto de dificuldade adicional. O prefeito precisou lidar com questionamentos envolvendo o boletim de ocorrência registrado por sua esposa, Regina Nunes, por suposta ameaça e violência doméstica, além do inquérito da “máfia das creches” e da acusação de suposto envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) com empresas de ônibus que operam na capital. Ele sempre rechaçou qualquer vinculação aos temas, que devem voltar a ser explorados por Boulos no segundo turno.

A vida de Boulos também não será simples. Apesar de ter procurado se posicionar como um candidato mais moderado, pesquisas qualitativas indicam que ele ainda carrega o estigma de radical, rótulo que Nunes deve explorar continuamente, como já fez em seu primeiro pronunciamento após o resultado do primeiro turno.

Além de afastar o estigma de invasor, Boulos precisará convencer os eleitores de sua capacidade de gestão, já que nunca esteve à frente de um Executivo Municipal antes. Sua experiência na política tradicional se resume aos quase dois anos de mandato como deputado federal. A escolha da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) como a sua vice foi uma tentativa de neutralizar essa fragilidade.

COMO AS DÍVIDAS DE PRECATÓRIOS DO GOVERNO IMPACTAM A SUA VIDA

 

Por Everton Lima – MegaCurioso

Via nexperts

Você já levou um calote em sua vida? Cobrar alguém que está nos devendo dinheiro é algo necessário, afinal não dá para sair por aí perdoando todas as dívidas que existem, né? Em alguns casos, o devedor até gostaria de pagar os débitos, mas está passando por um problema financeiro. Em outros, ele simplesmente não quer pagar, pois não concorda com o valor, por exemplo.

Quando falamos em dívidas, é natural que pensemos em pessoas comuns devendo valores relacionados às contas cotidianas, como a água ou a eletricidade. Mas grandes empresas e até mesmo governos têm suas dívidas para pagar — e elas às vezes atrasam. Esse é o caso dos precatórios.

O precatório não é uma dívida comum que os governos contraem. Trata-se de um débito definido após uma decisão judicial. Isso quer dizer que a Justiça, em todas as instâncias possíveis, determinou que uma prefeitura, o governo de um estado ou o federal precisa pagar aquele débito.

Mas isso não deve ser um problema, né? Afinal, os governos têm dinheiro.

Então, não é bem assim.

Como surge um precatório?

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

A palavra precatório tem origem latina e significa “requisitar”, ou seja, alguém requisitou aquele pagamento ao governo — e quem costuma fazer essas requisições? Praticamente todo mundo. Vamos a alguns exemplos.

Dona Maria teve sua casa desapropriada porque o terreno foi usado na construção de uma rodovia federal. Ela não concordou com o valor pago de indenização e processou o governo.

Anos depois, seu João teve o carro danificado nessa rodovia e processou o governo em busca de uma indenização.

Nos dois casos, o governo não aceitou as solicitações e recorreu na Justiça para não pagar nenhum dos dois cidadãos, mas a Justiça deu ganho de causa em todas as instâncias à dona Maria e seu João. Ou seja: o governo não pode mais enrolar e precisa pagar os valores, certo? Nem sempre.

Por que o pagamento dos precatórios é um desafio?

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

As dívidas judiciais do Governo são compostas por milhares de pessoas e empresas. Aliás, existe um setor da advocacia especializado em processar governos.

Em 2022, o valor da dívida do Governo Federal chegou a R$ 89,1 bilhões. Naquele ano, o governo propôs uma alteração na regra de pagamento, permitindo quitá-las até o ano de 2027, quando devem somar R$ 300 bilhões. Ainda em 2022, foram pagos R$ 57,7 bilhões em precatórios. Entre 2021 e 2022, o volume dessa dívida cresceu mais de 40%.

Como a maioria das dívidas, os precatórios são compostos pelo valor do pagamento, mais a correção monetária e os juros. Isso ajuda a explicar os valores gigantescos.

Para pagá-los, o governo precisa tirar verba de algum outro lugar e isso pode impactar políticas públicas, pois determinados programas podem precisar reduzir sua atuação para que o orçamento arque com os débitos. Outra possibilidade é que seja necessário aumentar a carga tributária. Nos dois casos, toda a sociedade acaba pagando o pato.

BOULOS SALVA O PETISMO DE VEXAME HISTÓRICO NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

 

História de Vera Rosa – Jornal Estadão

BRASÍLIA – A passagem de Guilherme Boulos (PSOL) para o segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo serviu para livrar o PT do vexame diante de um cenário adverso enfrentado pelo partido em outras eleições no País. Embora pesquisas de intenção de voto indiquem que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem mais chances de vencer o confronto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que se empenhará pela vitória de Boulos no próximo dia 27, quando os eleitores voltarão às urnas.

Lula foi cobrado por dirigentes do PT a ajudar candidatos do partido e aliados que foram para o segundo turno. Os petistas perderam a eleição em Teresina, única capital que esperavam vencer com folga.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, é a aposta de Lula para conquistar a 'joia da coroa', de olho na disputa de 2026. Foto: Taba Benedicto/Estadão

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, é a aposta de Lula para conquistar a ‘joia da coroa’, de olho na disputa de 2026. Foto: Taba Benedicto/Estadão

Além de conseguir emplacar Boulos, do PSOL, na segunda rodada da eleição, o PT passou para a próxima etapa da disputa em apenas quatro capitais: Porto Alegre, Fortaleza, Natal e Cuiabá. Em todas elas vai enfrentar candidatos apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 2020, o PT elegeu 183 prefeitos e hoje, após trocas partidárias, tem 265. Esperava conquistar aproximadamente 350 prefeituras, mas os resultados deste primeiro turno indicam que o partido encolheu nos municípios, ficando com 247. No ABC paulista, berço político do PT, a sigla só irá para o segundo turno em Diadema e Mauá, cidades que já administrava.

A campanha de Boulos tentará construir uma frente ampla pela democracia, contra o avanço do bolsonarismo, sob o argumento de que Nunes e o influenciador Pablo Marçal (PRTB), candidato derrotado, fazem parte do mesmo projeto do ex-presidente, apesar do racha nas fileiras da direita.

“Do lado de lá tem alguém que possui relação com o crime organizado”, afirmou Boulos na noite deste domingo, 6, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar o seu passaporte para o segundo turno, dando o tom de como será a nova etapa da eleição. “Do lado de lá tem um vice indicado por Bolsonaro que acredita que quem mora nos Jardins e na periferia deve ser tratado de forma diferente”, completou ele, numa referência ao coronel Mello Araújo (PL), que comandou a Rota e é vice na chapa de Nunes.

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) disse que apoiará Boulos a partir de agora. Tabata obteve 9,93% dos votos válidos (o equivalente a 601.118) e ficou em quarto lugar. Nos últimos debates, ela criticou Boulos, insinuando que ele havia passado por uma metamorfose na campanha. Em conversas reservadas, a deputada afirmou, depois, que votaria no “menos pior” no segundo turno.

A deputada Tabata Amaral (PSB) apoiará Boulos na segunda rodada da eleição. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A deputada Tabata Amaral (PSB) apoiará Boulos na segunda rodada da eleição. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O apresentador de TV José Luiz Datena (PSDB) será procurado por Boulos, em busca de apoio. Datena ficou em sexto lugar, com apenas 1,84% dos votos (112.344). O PSDB, que administrou a capital paulista três vezes, também não conseguiu nenhuma cadeira na Câmara Municipal. Em 2020, além de eleger Bruno Covas, o partido fez oito vereadores. Mas houve uma debandada após o anúncio da candidatura de Datena.

Na prática, o PSDB sucumbiu em São Paulo. Mesmo na ruína, porém, o partido continua dividido. A cúpula nacional da legenda anunciou aval a Nunes, mas nem todos concordam com essa posição na seção paulistana.

“Entre os candidatos que disputam essa etapa final, não tenho dúvida de que Nunes é quem melhor pode administrar a principal capital brasileira, gerando um ambiente de tranquilidade política e social necessária para o desenvolvimento do município, contribuindo, assim, com todo o País”, observou o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do Instituto Teotônio Vilela, sem querer entrar na polêmica entre tucanos.

A conquista da capital paulista pela esquerda é fundamental para o jogo do PT em 2026. Apesar de não haver ligação automática entre as eleições municipais e a presidencial, se Boulos ganhar a Prefeitura Lula terá a “joia da coroa” para impulsionar seu plano de reeleição, daqui a dois anos, em um Estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto como “escudeiro” de Bolsonaro.

No primeiro turno, o presidente evitou participar da maioria das campanhas porque não queria que o governo ficasse associado a eventuais derrotas. Preferiu esperar a próxima etapa para observar melhor o cenário.

Agora, diante da vantagem de candidatos apoiados por Bolsonaro em várias capitais, incluindo as do Nordeste – antigo cinturão vermelho –, Lula disse a interlocutores que atuará como cabo eleitoral onde concorrentes do PT e de partidos aliados tiverem chance de vitória. Mas a prioridade será São Paulo.


PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA 2024 VAI PARA OS ESTADOS UNIDOS

 

História de dw.com – DW Brasil

Os americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun venceram o Prêmio Nobel de Medicina 2024 pela descoberta de microRNA, uma nova classe de moléculas de RNA, que desempenham papel crucial no contexto da regulação genética.

Provided by Deutsche Welle

Provided by Deutsche Welle© JONATHAN NACKSTRAND/AFP/Getty Images

Os americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun venceram o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2024 pela descoberta de microRNA, uma nova classe de moléculas de RNA que desempenham papel crucial no contexto da regulação genética.

A descoberta, feita em 1993, é considerada um princípio fundamental para explicar como a atividade genética de organismos multicelulares é regulada – inclusive de seres humanos. Em outras palavras, essas micromoléculas de RNA ajudam células dos músculos, do intestino e diferentes tipos de células nervosas a desempenhar suas funções específicas.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (07/10) pelo secretário-geral da Assembleia do Nobel, Thomas Perlmann, no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.

Os demais vencedores serão divulgados ao longo desta semana: na terça, o Prêmio Nobel de Física; na quarta, o de Química, e na quinta, o de Literatura. O Prêmio Nobel da Paz de 2024 será anunciado na sexta-feira (11/10) e o prêmio de Economia, na próxima segunda.

Por que a descoberta é importante

O Comitê do Nobel explicou que a regulação genética faz com que cada célula selecione apenas as informações que são relevantes para o seu tipo específico funcionar. É por esse motivo que células de músculos e nervos são diferentes – apesar de terem exatamente os mesmos cromossomos, ou “pacote de genes”, e exatamente o mesmo “manual de instruções”.

A regulação genética garante que apenas os genes corretos em cada tipo de célula sejam ativados. Além disso, “a atividade genética precisa ser continuamente ajustada para adaptar as funções celulares às mudanças nas condições dos nossos corpos e do nosso ambiente”, diz texto do Comitê do Nobel, divulgado após o anúncio. “Se a regulação dos genes ‘dá errado’, isso pode levar a sérias doenças, como câncer, diabetes ou doenças autoimunes. Por isso, entender a regulação de atividade genética é um objetivo importante [da ciência] há décadas”, continua o texto.

Últimos três vencedores do Prêmio Nobel de Medicina

Em 2023, Katalin Karikó e Drew Weissman receberam o prêmio por terem desenvolvido a tecnologia de RNA mensageiro que abriu caminho para as vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

No ano anterior, a sueca Svante Pääbo venceu pelo sequenciamento do genoma dos neandertais e a criação da paleogenômica.

Já em 2021, os norte-americanos David Julius e Ardem Patapoutian ganharam o Prêmio Nobel por descobertas sobre receptores de calor e tato na pele.

OS PRINCIPAIS VITORIOSOS DO PRIMEIRO TURNO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

História de Leandro Prazeres, Leandro Machado e Luiz Fernando Toledo – Da BBC News em Brasília, São Paulo e Londres – BBC News Brasil

Os grandes vencedores do primeiro turno das eleições municipais

Os grandes vencedores do primeiro turno das eleições municipais© BBC News Brasil

O primeiro turno das eleições municipais chegou ao fim neste domingo (6) consolidando os principais vitoriosos nesta disputa.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam que entre os grandes vencedores destas eleições estão: Gilberto Kassab e o PSD, partido que obteve o maior número de prefeituras e desbancou o MDB; e o Centrão e a direita e centro-direita, que juntos, vão comandar a maior parte das prefeituras do Brasil.

Por outro lado, os números e os especialistas apontam que, diante de um cenário complexo, outros atores importantes tiveram bons resultados, mas “com ressalvas”, com alguns só selando sua sorte definitiva no segundo turno. Entre eles está o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Entre os grandes derrotados destas eleições estão, de acordo com os analistas: o PSDB, partido que já ocupou a presidência do país por duas vezes e que tinha uma virtual hegemonia sobre a política de São Paulo – e não elegeu nenhum vereador na capital paulista; e o PDT e o clã da família de Ciro Gomes no Ceará.

Mas até entre os derrotados também há ressalvas: Pablo Marçal (PRTB) não passou ao segundo turno da capital paulista, mas ficou a uma distância mínima dos finalistas e se consagrou como um dos fenômenos da eleição.

Confira abaixo a análise detalhada:

Centrão e direita avançam no Brasil

O resultado do primeiro turno das eleições municipais materializou um cenário que era esboçado pelas principais pesquisas de intenção de voto há algumas semanas: um crescimento significativo no número de prefeituras que serão comandadas por legendas do chamado Centrão ou de direita ou centro-direita a partir de 2025.

O Centrão é o nome dado a um grupo de partidos, normalmente de centro-direita ou de direita, que orbita em torno da Presidência da República em troca de participação no governo.

Em 2020, as cinco maiores legendas do Centrão e da direita tinham 3.223 prefeituras em todo o país. Foi o equivalente a 55% de todas as cidades do país. Neste ano, esse número chegou a 3.613, um crescimento de 12% em relação a quatro anos atrás e e que representa 64% de todos os municípios do país.

A centro-esquerda só aparece com o PSB, o sétimo partido desta lista, que ficou à frente de PSDB e do PT.

O Centrão e a direita e centro-direita tiveram vitórias importantes em capitais, como Aracaju e Campo Grande. Em Salvador, por exemplo, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) se reelegeu em primeiro turno, com 78% dos votos.

Em Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) também foi reeleito, com 56%.

Um dos principais pontos abordados pelos especialistas ouvidos pela BBC News Brasil é o de que a ampliação no número de prefeituras conquistadas pela direita no país é resultado de uma série de fatores e não pode ser, necessariamente, atribuído a uma suposta vitória do bolsonarismo, ainda que Jair Bolsonaro se mantenha como o principal nome deste campo político no Brasil.

O doutor em Ciência Política e diretor do Ipespe Analítica, Vinícius Alves, disse à BBC News Brasil que, historicamente, as legendas de direita levam mais vantagem que as da esquerda em eleições municipais.

Um dos motivos, segundo ele, é o maior número de partidos de direita no Brasil em comparação com as rivais à esquerda.

“Há um ambiente com maior oferta de candidatos de legendas à direita. Isso tem influência no resultado”, disse o especialista.

Um levantamento feito pela reportagem mostra que dos 29 partidos registrados atualmente junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente nove são de esquerda ou de centro-esquerda: PT, PDT, PSB, PCdoB, PCB, PSTU, UP, PSOL e PCO. Os demais ou são de direita, centro-direita ou não se manifestam sobre isso em seus estatutos.

Para o cientista de dados e CEO da empresa de análise dados AP Exata Sérgio Denicoli, as eleições deste ano trouxeram uma “consolidação” da direita no Brasil.

“Eu diria que houve uma consolidação de um espaço político que é o espaço da direita. Antes, havia um certo receio em candidatos se assumirem como de direita. Hoje, não há mais essa preocupação […] E como o Brasil é um país muito conservador, os membros das antigas elites políticas do país usaram suas antenas para captar esse sentimento”, disse à BBC News Brasil.

Gilberto Kassab e o PSD: partido chega ao topo

Gilberto Kassab, quando era ministro do governo de Michel Temer, em 2018. Seu partido, o PSD, obteve o maior número de prefeituras em todo o Brasil

Gilberto Kassab, quando era ministro do governo de Michel Temer, em 2018. Seu partido, o PSD, obteve o maior número de prefeituras em todo o Brasil© Bruno Peres/MCTIC

O PSD, liderado pelo ex-ministro Gilberto Kassab (PSD), é o partido que vai comandar mais prefeituras em todo o país. A sigla criada por Kassab venceu em 888 cidades do Brasil.

É a primeira vez que um partido fica a frente do MDB em número de prefeituras desde a redemocratização do Brasil, em 1985. Neste pleito, o MDB elegeu 861 mandatários.

Em 2020, o PSD elegeu 657 prefeitos, mas, nos últimos anos, o partido ganhou mais de 300 prefeitos com trocas de filiação.

Uma das vitórias mais importantes do PSD ocorreu no Rio de Janeiro, com a reeleição do prefeito Eduardo Paes, que se filiou ao partido de Kassab em 2021. Paes teve 60% dos votos válidos.

Ex-prefeito de São Paulo, Kassab hoje ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais do governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), de oposição ao governo Lula.

Mas o PSD de Kassab também está no governo de presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comandando três ministérios: o de Minas e Energia, o da Agricultura e o da Pesca.

O bom desempenho do PSD nas eleições municipais deixa o partido bem-posicionado para tentar mais espaço no governo Lula, um uma provável reforma ministerial, avalia Rafael Cortez, sócio da Tendências Consultoria. Ele também avalia que a legenda também se cacifa para as articulações políticas das eleições de 2026 (leia mais aqui).

Bolsonaro: relevante, mas com liderança em xeque

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam que Bolsonaro demonstrou força política no primeiro turno destas eleições municipais, embora o resultado geral das eleições aponte que sua liderança inconteste sobre a direita pode estar em xeque.

O PL, partido ao qual Bolsonaro está filiado, conseguiu aumentar em 52% o número de prefeituras conquistadas no primeiro turno, saindo de 344 em 2020 para 523 em 2024.

Apesar do crescimento, o número está bem abaixo das 1,5 mil prefeituras estabelecidas como meta pelo presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto.

Além disso, candidatos a prefeito com o apoio de Bolsonaro ou com imagem ligada ao ex-presidente, como Bruno Engler (PL), em Belo Horizonte, Cristina Graeml (PMB) em Curitiba, e André Fernandes (PL) em Fortaleza e Ricardo Nunes (MDB), em São Paulo, irão disputar o segundo turno com chances reais de vitória.

Para o cientista de dados e CEO da AP Exata, Sérgio Denícoli, Bolsonaro cometeu erros ao longo da campanha eleitoral deste ano, mas conseguiu se manter relevante no cenário político atual.

“A derrota do Marçal consolida Bolsonaro como uma liderança da direita. O Bolsonaro colocou o freio de arrumação e mandou recados para seus correligionários e conseguiu se manter como uma liderança da direita”, disse à BBC News Brasil.

Carolina de Paula, doutora em Ciência Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenadora do projeto Monitor do Debate Público, disse avaliar que houve uma separação entre a direita e o bolsonarismo nas eleições deste ano.

“Bolsonaro teve um papel importante na consolidação da direita no Brasil, mas, ao mesmo tempo, o seu apoio se mostrou tóxico em alguns casos. Inclusive, houve candidatos de direita que não se declararam bolsonaristas com todas as forças por receio de perder o eleitor de centro”, destacou Carolina de Paula.

Carolina cita como exemplo uma pesquisa do Datafolha em São Paulo revelou que 63% dos eleitores não votariam em um candidato apoiado por Bolsonaro, ilustrando essa resistência.

Apesar desse distanciamento, segundo ela, o bolsonarismo ainda seria uma força significativa na direita.

Tarcísio de Freitas: aposta deu resultado

Tarcísio de Freitas ao lado de Ricardo Nunes. O governador de São Paulo apoiou a candidatura de Nunes à Prefeitura de São Paulo desde o início

Tarcísio de Freitas ao lado de Ricardo Nunes. O governador de São Paulo apoiou a candidatura de Nunes à Prefeitura de São Paulo desde o início© Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viu sua principal aposta eleitoral render frutos no primeiro turno. Seu candidato na capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), chegou ao segundo turno como o candidato mais bem votado nessa primeira etapa, ainda que por uma diferença diminuta.

Tarcísio foi o principal fiador da candidatura de Nunes, e o acompanhou durante a votação neste domingo. Nunes agradeceu ao “amigo” Tarcísio.

Foi o governador, que tem pretensão de disputar a Presidência em 2026, quem costurou o apoio de Jair Bolsonaro ao atual prefeito, mesmo que o ex-presidente não tenha se empenhado na campanha como a coligação esperava.

Bolsonaro não apareceu em eventos nem chegou a gravar para o horário eleitoral de Nunes, ao contrário de Tarcísio, sempre presente no horário eleitoral e em eventos da campanha.

Embora parte do bolsonarismo tenha aderido à candidatura de Pablo Marçal (PRTB), Tarcísio se manteve fiel a Nunes. “Eu preciso de um cara que não lacra, trabalha”, disse ele na semana da eleição, em evento com Nunes.

Para o cientista de dados e CEO da empresa de análise de dados AP Exata Sérgio Denicoli diz acreditar que Tarcísio saiu fortalecido destas eleições.

“O Tarcísio bancou o Nunes e sai bem fortalecido e se consolida como uma liderança hábil neste campo. Ele se coloca como um nome forte da direita e com o aval de Bolsonaro. Penso que o futuro da direita no Brasil passa por ele”, disse.

Lula e o PT: “Perdeu ganhando”

Lula pediu votos para Guilherme Boulos, mas especialistas afirmam que transferência de votos do petista foi aquém do esperado

Lula pediu votos para Guilherme Boulos, mas especialistas afirmam que transferência de votos do petista foi aquém do esperado© Ricardo Stuckert/Presidência da República

O primeiro turno das eleições municipais deste ano chegou ao final e trouxe um resultado ambíguo para o PT, partido do presidente Lula.

Por um lado, o partido aumentou em 37% o número de prefeituras vencidas neste ano em comparação com as 182 de 2020. Neste ano, foram 251 prefeituras vencidas.

O partido ainda vai disputar o segundo turno em quatro capitais: Porto Alegre, Fortaleza, Natal e Cuiabá.

Em São Paulo, apesar de não ter um candidato, o partido é visto como o principal avalista da candidatura do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), que vai disputar o segundo turno.

Por outro lado, especialistas apontam que o cenário inspira preocupação no partido.

Os principais motivos de preocupação, segundo eles, seriam: a ampliação e consolidação da direita e do Centrão no comando da maioria das cidades brasileiras; a pequena presença do partido em cidades com mais de 200 mil eleitores; e o não surgimento de uma nova geração de líderes em meio ao que classificam como o esgotamento do ciclo político de Lula.

Para além disso, o PT ainda viu o PL, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, aumentar o seu número de prefeituras.

Para o professor de Ciência Política Marco Antônio Teixeira, o PT saiu como um dos derrotados destas eleições.

“O PT teve um resultado que pode ser visto de dois ângulos. É melhor que 2020, mas é aquém do que se esperava pelo fato de o governo ter retomado o governo federal. Esperava-se uma transferência de votos maior de Lula para Boulos e vemos que o incremento foi baixo. O PT está no segundo turno em quatro capitais, mas com poucas chances de ganhar, exceto em Fortaleza”, disse.

O pesquisador do Centro de Estudos de Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Eduardo Grin, disse à BBC News Brasil que a situação é paradoxal.

“O PT perdeu ganhando. Ele ganhou mais prefeituras do que tinha, mas perdeu porque ficou menos relevante politicamente do que se imaginava, especialmente nos grandes centros urbanos”, disse à BBC News Brasil.

Pablo Marçal: derrotado, mas ainda competitivo

Pablo Marçal posa para fotos durante votação no primeiro turno. Ex-coach ficou prestes a ir para o segundo turno em São Paulo mesmo não tendo tempo de TV e rádio

Pablo Marçal posa para fotos durante votação no primeiro turno. Ex-coach ficou prestes a ir para o segundo turno em São Paulo mesmo não tendo tempo de TV e rádio© Reuters

Apesar de ter ficado de fora do segundo turno das eleições à Prefeitura de São Paulo e de ter acumulado polêmicas nos últimos meses, o ex-coach Pablo Marçal foi apontado pelo doutor em Ciência Política Vinícius Alves como um dos destaques da disputa neste ano.

Marçal concorreu à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, um partido considerado “nanico” que não contou com tempo de rádio e TV no horário eleitoral gratuito.

Apesar disso, sua enorme popularidade no universo digital permitiu que ele disputasse as eleições de forma competitiva até o final do primeiro turno.

Com 100% das urnas apuradas, Nunes teve 29,48% dos votos, Boulos, 29,07% e Marçal ficou com 28,14%.

“Considero que o Marçal, do ponto de vista eleitoral, sai como alguém competitivo, com potencial para provocar alguma fissura na direita. Ele conseguiu ficar bem próximo dos dois que avançaram ao segundo turno, equilibrando até os últimos minutos de apuração uma disputa que de início parecia que seria apenas em torno de Nunes e Boulos”, afirmou.

O especialista ponderou, no entanto, que as polêmicas nas quais Marçal se envolveu, entre elas a divulgação de um laudo falso indicando que Boulos teria sido internado por uso de drogas em 2021, pode trazer problemas para o seu futuro político.

PDT e grupo político da família de Ciro Gomes tiveram derrotas eleitorais neste ano

PDT e grupo político da família de Ciro Gomes tiveram derrotas eleitorais neste ano© Reuters

Família Gomes: hegemonia ameaçada

O PDT e o grupo político formado pela família do ex-governador do Ceará Ciro Gomes foram dois dos principais derrotados das eleições de acordo com os resultados divulgados até agora pelo TSE. O partido pelo qual Ciro Gomes disputou as eleições presidenciais em 2022 conquistou 151 prefeituras neste ano, um número 52% menor que as 315 obtidas no primeiro turno das eleições de 2020.

Em Fortaleza, o PDT do prefeito José Sarto ficou de fora do segundo turno, que será disputado por André Fernandes (PL) e por Evandro Leitão (PT). O prefeito não conseguiu avançar em sua tentativa de buscar a reeleição.

Além disso, o clã Gomes, que vive um racha entre os irmãos Ciro e o senador Cid Gomes (PSB), viu um opositor da família vencer no seu principal reduto político, a cidade de Sobral.

Lá, Oscar Rodrigues (União Brasil) venceu Izolda Cela (PSB).

Derrocada tucana

O PSDB foi um dos grandes derrotados desta eleição, não elegendo nenhum prefeito de capitais. Pior: não irá disputar o segundo turno em nenhuma delas.

Nessa eleição, os tucanos elegeram 273 prefeitos. Quatro anos atrás, eles eram 523.

Mas foi em São Paulo, berço do partido, onde a derrota do PSDB foi mais marcante.

Os tucanos já governaram a cidade de São Paulo em três ocasiões, com José Serra (2005-2006), João Doria (2017-2018) e Bruno Covas (2018-2021).

Dessa vez, o candidato do partido, José Luiz Datena, teve 1,84% dos votos — a pior votação do partido em uma eleição municipal de São Paulo na história.

Na Câmara a situação foi pior ainda. Os tucanos não elegeram nenhum vereador neste ano — em 2020 foram oito, a maior bancada da Casa junto com o PT. Essa é a primeira vez em que o partido não elege nenhum parlamentar na cidade desde sua fundação.

O fracasso eleitoral do PSDB na capital é mais um capítulo da derrocada do partido no Estado onde foi criado. Em 2022, depois de 24 anos, a sigla deixou de ocupar a cadeira de governador. Tarcísio Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, venceu a disputa.

 

DIA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta segunda-feira (07), é celebrado o Dia de Nossa Senhora do Rosário, é um título atribuído a Nossa Senhora devido a sua aparição à São Domingos de Gusmão em 1214 na Igreja do Mosteiro de Prouille, no qual a Mãe de Jesus entrega o rosário ao frei dominicano.

Quando São Domingos de Gusmão, durante sua permanência em Toulouse, viu a Virgem Maria, que lhe entregou o Rosário, como resposta a uma de suas orações, para saber como combater a heresia albigense.

 A vitória alcançada levou-o a ver na oração do Rosário o instrumento para encontrar refúgio e conforto, força e confiança para enfrentar e superar as dificuldades da vida, encontrando no terço o “escudo” para vencer as heresias. A “entrega” do rosário pela Virgem Maria e a sua simplicidade contribuíram para a difusão desta prática de piedade entre o povo, reconhecida pelo Papa Francisco como “mística do povo”. À luz desta experiência, portanto, podemos entender o que aconteceu em 1571.

Essa visão divina marcou o início da devoção ao Rosário e impulsionou São Domingos a propagá-la. Dessa forma, essa oração tornou-se um meio eficaz para combater as heresias e restaurar a ordem na Igreja e na sociedade, graças à intervenção divina. Além disso, a vitória alcançada com a ajuda do Rosário fortaleceu a convicção de São Domingos de que essa oração era um refúgio, uma fonte de conforto, força e confiança diante das dificuldades da vida.

Ele via no Rosário um escudo para vencer as heresias, tornando-se um fervoroso defensor dessa devoção.

Portanto, a propagação do Rosário entre os fiéis, liderada por São Domingos e os dominicanos, desempenhou um papel fundamental na eliminação da heresia albigense e dos males que ela causava à Igreja e à sociedade.

A devoção ao Rosário tornou-se ainda mais conhecida. Naquela época, os muçulmanos estavam pressionando as fronteiras da Europa, representando uma ameaça à Cristandade. Por isso, uma Santa Liga foi formada para resistir ao seu avanço.

O Papa São Pio V, que era um dominicano e devoto de Nossa Senhora, desempenhou um papel crucial nesse contexto. Ele abençoou a bandeira de guerra da Santa Liga e exortou todos os cristãos, inclusive os soldados, a estarem em estado de graça e se unirem em oração através do Rosário para implorar a proteção e a intervenção divina.

A devoção a Nossa Senhora do Rosário desempenha um papel significativo em nossas vidas, unindo-nos aos mistérios centrais da nossa fé e à intercessão da Virgem Maria. Em suas aparições ao longo da história, Nossa Senhora sempre enfatiza a importância de rezarmos o Rosário todos os dias. Ela insiste que o terço seja uma parte essencial de nossa vida de oração. Ela deseja estar ao nosso lado assim como esteve nas batalhas contra as heresias.

O Rosário é uma oração extremamente eficaz, pois se baseia nos mistérios de nossa salvação. (…) “a oração cristã dedica-se, de preferência, a meditar nos «mistérios de Cristo», como na «lectio divina» ou no rosário.”  A Ave Maria, em particular, recorda-nos a entrada da salvação no mundo. Além disso, essa simples oração, recitada com sinceridade e devoção, nos torna mais humildes, pela humildade de Nossa Mãe. O Rosário é uma poderosa arma espiritual que nos ajuda a crescer na fé, no amor e na devoção a Cristo, guiados pela mão amorosa de Nossa Senhora.

 

A COMUNICAÇÃO TORNOU-SE UMA PEÇA CENTRAL NO AMBIENTE DE TRABALHO MODERNO

 

Priscila Schmidt – Colunista StartSe

A comunicação tornou-se uma peça central no ambiente de trabalho moderno. A necessidade constante de estar conectado, responder a mensagens, participar de reuniões, fazer apresentações e gerenciar informações é, hoje, uma realidade inescapável para a maioria dos profissionais.

Foto: Pexels

Você também tem a impressão que passa praticamente toda a sua semana de trabalho se comunicando?

A comunicação tornou-se uma peça central no ambiente de trabalho moderno. A necessidade constante de estar conectado, responder a mensagens, participar de reuniões, fazer apresentações e gerenciar informações é, hoje, uma realidade inescapável para a maioria dos profissionais. 

De acordo com o relatório “2024 State of Business Communication” (por Harris Poll para Grammarly), essa transformação fica evidente quando olhamos os números: profissionais passam em média 88% da semana de trabalho comunicando, seja por e-mail, reuniões presenciais ou virtuais, mensagens de texto, ou outras formas de interação. 

Essa carga horária é tão intensa que, em algumas funções, o tempo gasto em comunicação já ultrapassa as tradicionais 40 horas semanais. Profissionais de Recursos Humanos, por exemplo, relatam passar até 47 horas por semana apenas se comunicando. Isso mostra uma mudança no paradigma do trabalho, onde a comunicação não é apenas uma parte do trabalho, mas praticamente o trabalho em si.

Além do volume, a diversidade de canais de comunicação também cresceu substancialmente. O relatório aponta que nos últimos 12 meses vimos a frequência da comunicação corporativa aumentar em 78% e a variedade de canais aumentar em 73%. O e-mail, as reuniões e as ferramentas de colaboração são os meios mais utilizados, representando metade do tempo total de comunicação semanal. Essa proliferação de canais aumenta a complexidade da comunicação, exigindo dos trabalhadores não apenas a habilidade de gerenciar informações, mas também de escolher o canal certo para cada mensagem.

Esse aumento de comunicação e variedade de canais veio trazendo consigo grandes desafios. A gestão da comunicação e a troca constante de contexto entre diferentes ferramentas geram uma sobrecarga de informações, que se reflete em dificuldades de concentração e escolha do canal mais adequado, o que pode levar a erros e mal-entendidos.

A Comunicação Ineficaz Custa Caro

O relatório nos mostra que temos um cenário no qual a comunicação está em ascensão, mas sua eficácia está em declínio.

  • 55% dos profissionais relatam gastar tempo excessivo para formular mensagens ou decifrar a comunicação de outros;
  • 54% encontram dificuldades em gerenciar o grande volume de mensagens de trabalho;
  • 53% sofrem com a ansiedade decorrente do medo de interpretar mal as mensagens recebidas.

Esses desafios têm consequências tangíveis para os negócios. Uma comunicação falha pode resultar em perda de negócios e aumento de custos, afetando diretamente o desempenho financeiro da empresa. Em 2023, os ruídos de comunicação já custavam $1.2 trilhões de dólares por ano para a economia americana. Sendo responsável por

  • 40% de queda na produtividade;
  • 37% de atraso nos prazos de entrega;
  • 32% a mais em custos.

Essa comunicação excessiva e ineficaz tem, também, efeitos diretos na saúde mental dos trabalhadores. A ansiedade gerada pela possibilidade de mal-entendidos e a constante necessidade de estar disponível para responder a mensagens são fatores que contribuem para um ambiente de trabalho mais estressante e menos produtivo. Esse excesso de comunicação pode levar à fadiga e ao esgotamento, prejudicando a capacidade dos trabalhadores de se concentrar em tarefas críticas e criativas.

A Revolução da Gen AI: Melhorando, Não Aumentando a Comunicação

No contexto dessa sobrecarga comunicacional, a Inteligência Artificial Generativa (Gen AI) surge como uma solução promissora, não para aumentar o volume de mensagens, mas para melhorar a qualidade da comunicação.73% dizem que a IA ajuda a evitar ruídos de comunicação no local de trabalho.

De acordo com o relatório, 60% dos profissionais já utilizam Gen AI no trabalho, e 61% dos trabalhadores do conhecimento afirmam que suas equipes planejam implementar essa tecnologia nos próximos 12 meses.

  • 80% dos trabalhadores que utilizam IA regularmente afirmam que ela melhora a qualidade de seu trabalho.
  • 77% dos trabalhadores dizem que a tecnologia os torna melhores em seus trabalhos

Os benefícios da Gen AI são evidentes. Profissionais que usam a tecnologia relatam economizar em média 7,75 horas por semana, o que equivale a 19% de uma semana de trabalho típica. Isso representa uma economia potencial de US$ 1,6 trilhão em produtividade nos Estados Unidos.

A IA pode ser usada para automatizar tarefas repetitivas de comunicação, como a redação de e-mails ou a organização de informações, liberando tempo dos trabalhadores para que eles se concentrem em tarefas mais estratégicas e criativas. Além disso, a IA pode ajudar a reduzir a sobrecarga de comunicação, filtrando e priorizando mensagens com base em sua relevância e urgência, o que pode diminuir o estresse e aumentar a produtividade.

Entretanto, para que a IA realmente traga os resultados esperados, é crucial que as empresas invistam na tecnologia certa e na formação adequada de seus funcionários. Ferramentas de IA devem ser escolhidas não apenas pela sua inovação, mas pela sua capacidade de se integrar de forma fluida aos fluxos de trabalho existentes, garantindo a segurança dos dados e a privacidade das informações. 

Além disso, é essencial que haja uma padronização no uso dessas tecnologias, com treinamento específico para que todos os funcionários, independentemente de seu nível hierárquico, possam usar a IA de forma eficaz.

A criação de uma cultura empresarial que abrace a IA é outro passo fundamental. Isso inclui promover a adoção da IA em toda a organização, compartilhando histórias de sucesso e incentivando a experimentação e o uso contínuo da tecnologia. Quando a IA é integrada de forma coerente e eficaz, as empresas podem esperar melhorias significativas na comunicação interna, na satisfação dos funcionários e no desempenho geral do negócio.

Não, nenhuma tecnologia poderá falar por você!

Apesar de todos os avanços proporcionados pela IA, há aspectos da comunicação que ela não pode resolver. Como destaca o relatório, 31% dos trabalhadores do conhecimento expressam uma falta de confiança devido à má comunicação, um aumento notável em relação aos 20% registrados dois anos atrás. Essa estatística sublinha a importância da comunicação interpessoal, onde a IA não pode substituir o impacto humano.

Na economia da atenção de hoje, onde todos estão constantemente distraídos, a capacidade de comunicar-se com assertividade e precisão torna-se ainda mais crucial. A IA pode ajudar a criar mensagens e automatizar tarefas, mas não pode substituir o impacto de uma comunicação face a face eficaz, onde nuances como tom de voz, linguagem corporal e empatia desempenham papéis vitais.

O relatório “2024 State of Business Communication” deixa claro que, embora a IA generativa ofereça ferramentas poderosas para melhorar a comunicação no ambiente de trabalho, a responsabilidade final por uma comunicação eficaz permanece com os indivíduos. 

Desenvolver e refinar nossas próprias habilidades de comunicação interpessoal é uma necessidade urgente para capturar e manter a atenção, influenciar e inspirar em um ambiente onde a atenção é um dos recursos mais escassos. Quando chegar a sua vez de levantar e falar, nenhuma inteligência artificial poderá fazê-lo por você. 

Esteja preparado e domine o mais valioso canal de comunicação – você mesmo – e seja porta-voz da sua melhor versão!

Leitura recomendada

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As 3 características de uma mente inovadora

Igor Lopes – Innova

Primeiro, inovar não é sobre criar coisas novas, mas também encontrar soluções que, embora já existentes, nunca foram adotadas em seu projeto.

Um caso real que comprova a minha tese é o Sr. Valdir Novaki, conhecido como “O pipoqueiro mais famoso do Brasil”.

Valdir era um pipoqueiro como os outros, mas ele sentia que precisava inovar em seu mercado.

Diante disso, Sr. Valdir adotou medidas de higiene e atendimento que ninguém fazia, mas que impactava diretamente na experiência do consumidor:

• Quem chegava no carrinho de pipoca do Valdir recebia uma dose de álcool em gel nas mãos antes de pegar a pipoca.

• Ele também limpava toda a bancada (de inox) do carrinho com álcool na frente dos clientes, deixando tudo impecável.

• Em cada dia da semana Sr. Valdir utilizava um uniforme (impecavelmente branco e limpo) do qual havia um bordado sinalizando o dia da semana.

• Ao receber a pipoca, os clientes de Valdir ganhavam uma balinha de brinde, para refrescar o hálito após o lanche.

Perceba que ele inovou, sem reinventar a roda, mas apenas trazendo abordagens simples que seus concorrentes não ousavam fazer.

Por conta disso, digo que a primeira e maior característica de uma mente inovadora é questionar o tempo todo.

Afinal, ao questionar situações e circunstâncias você encontra:

• Novos problemas;

• Oportunidades;

• E soluções.

Esse loop cria um mecanismo de descobertas que leva você (e o seu projeto) a novos resultados no caminho da inovação.

No entanto, trilhar este caminho não é fácil, por isso, toda mente inovadora tem a habilidade de ser constante, sem perder o ânimo.

Sem isso, é impossível levantar todos os dias e garimpar soluções em meio às frustrações causadas pelos fracassos que surgem no caminho da inovação.

Se olharmos para a história do Sr. Valdir, você notará que o sucesso dele não foi repentino. Mesmo inovando, as coisas levaram tempo para acontecer.

Por fim, a última característica de uma mente inovadora é o desconforto.

Imagina só:

Se homens como Steve Jobs, Jeff Bezos, Elon Musk e Sr. Valdir fossem pessoas satisfeitas e confortáveis com seus resultados, será que eles teriam conquistado tudo o que conseguiram?

Provavelmente não. Sr. Valdir, por exemplo, não só recebeu a alcunha de “Pipoqueiro Mais Famoso do Brasil”, como também já viajou boa parte do país dando palestras sobre empreendedorismo.

Ok, sabemos que não inovar é ruim.

Agora, será que inovar em excesso é bom?

Os limites da inovação

Pela minha experiência empreendendo no campo da tecnologia, esses são os dois maiores erros quando o assunto é inovação:

01 – Tentar reinventar a roda.

02 – Omissão.

Quem não se lembra do Google Glass, um típico exemplo de quem tentou inovar demais e precisou recuar.

Ou então a Playstation com o PS Vita, um videogame portátil que prometia grande desempenho e resolução, mas, no final, não teve adesão dos grandes desenvolvedores e, consequentemente, dos clientes.

Ainda no mundo dos games, a Microsoft lançou o Xbox Kinect, um sensor de movimentos exclusivo que prometia substituir os controles tradicionais do videogame.

Após alguns anos de insistência e baixa adesão dos desenvolvedores e gamers, o Kinect foi descontinuado pela Microsoft.

Inovação demais, utilidade de menos.

Por outro lado, temos alguns exemplos clássicos de empresas omissas que esperaram demais e perderam o bonde.

Blackberry

A primeira empresa de celulares a proporcionar conexão Wireless em seus aparelhos, dando origem à era dos Smartphones — uma inovação que acertaram de mão cheia.

Há 20 anos, ter um Blackberry era mais exclusivo, chique e estiloso do que ter um iPhone de última geração.

Na boa, sempre gostei dessa marca.

Realmente é uma pena que a empresa mãe dos smartphones tenha ficado para trás e hoje não ser nem a sombra do que já foi.

Também temos os exemplos clássicos, né? Nokia, Kodak, etc. Que você já cansou de ver por aí.

Todas essas foram empresas que, por arrogância, excesso de confiança ou medo, ficaram na mesma e sumiram do mapa por não inovar.

Mas, há também as empresas que inovaram na medida certa:

• Microsoft: vendia software de caixinha e hoje é uma potência tecnológica tanto em produtos como em serviços.

• Toyota: uma empresa tradicional do mercado automotivo, mas que nunca perde o timming em inovação. Da era do motor a combustão aos motores híbridos, a Toyota sempre está no topo do ranking em qualidade, confiabilidade, tecnologia e conforto.

• Amazon: de e-commerce de garagem a uma potência de varejo e tecnologia.

• Nvidia: a empresa que surfou a onda dos games (quando ainda era uma marola ignorada por todos), aproveitou o boom das criptomoedas e hoje é a maior fabricante de GPUs utilizadas no desenvolvimento de IAs.

Sabe o que todas essas empresas têm em comum?

Elas não inovaram por moda, mas para resolver problemas concretos na vida de seus consumidores.

Você não pediu, mas eu dou: minha opinião

Sabe qual é o grande problema desse papo de inovação?

Ela é uma faca de dois gumes que pode:

• Fazer você se perder em meio ao vício de inovar.

• Fazer você perder pela falta de inovação.

Então, fica a pergunta:

Como inovar mesmo que você não tenha uma mente inovadora?

Tenha dados e informações concretas na sua mão. Sempre.

Se você tem dados, você enxerga gargalos que precisam ser resolvidos. Se você enxerga os gargalos, você precisa de soluções — e é aqui onde a inovação se esconde.

Na maioria das vezes, inovar é ser como o Sr. Valdir, e não necessariamente como Elon Musk.

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domingo, 6 de outubro de 2024

ISRAEL SE ENVOLVE EM VÁRIAS FRENTES DE COMBATE CONTRA OS SEUS INIMIGOS E VAI DAR CONTA?

 

História de Fernanda Paúl – BBC News Mundo – BBC News Brasil

Nas últimas semanas, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram ataques em diferentes partes do Oriente Médio

Nas últimas semanas, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram ataques em diferentes partes do Oriente Médio© Getty Images

Hamas na Faixa de Gaza, o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen, as milícias xiitas no Iraque e na Síria e o Irã.

A lista de frentes em que Israel está envolvido em conflitos é extensa.

Só na última semana, as Forças de Defesa de Israel (IDF) lançaram uma invasão terrestre no Líbano, ao mesmo tempo em que bombardeavam várias posições no Iêmen e seguiam com a ofensiva em Gaza.

Em resposta, o Irã — aliado e principal patrocinador do Hamas, do Hezbollah, dos Houthis e de outras milícias xiitas — atacou as cidades de Jerusalém e Tel Aviv com mísseis, pelos quais o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu jurou vingança.

“O Irã pagará um preço elevado”, alertou ele.

Desde 7 de outubro de 2023 — quando o Hamas lançou um ataque sem precedentes ao território israelense que deixou 1,2 mil mortos — Netanyahu insiste no objetivo de criar uma “nova ordem” no Oriente Médio e promove uma ofensiva com consequências devastadoras: mais de 41 mil pessoas morreram em Gaza, enquanto no Líbano o número já ultrapassa os 2 mil, segundo as autoridades desses locais.

Todos esses fatos criam um dos “momentos mais perigosos” da história recente no Oriente Médio, de acordo com o correspondente de segurança da BBC, Frank Gardner.Israel tem capacidade de manter tantas frentes de guerra ao mesmo tempo no Oriente Médio?

Israel tem capacidade de manter tantas frentes de guerra ao mesmo tempo no Oriente Médio?© BBC

Mas há uma grande incógnita colocada diante dos conflitos: até que ponto é viável para Israel manter tantas frentes de guerra ao mesmo tempo? O país realmente tem capacidade militar para fazer isso?

“Os últimos ataques mostraram do que os serviços de inteligência e as forças militares israelenses são capazes. Mas há limitações e, quanto mais frentes abertas, mais difícil será cada operação”, avalia Shaan Shaikh, especialista em defesa antimísseis e membro do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

Qual é a capacidade militar de Israel?

A força militar israelense é conhecida em todo o mundo pela alta tecnologia e sofisticação. No entanto, é importante analisar a verdadeira capacidade bélica do país.

Segundo informações do Banco Mundial — baseadas nos balanços do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês) — desde 2019 Israel alocou mais de 20 bilhões de dólares por ano para gastos militares.

Isto representa quase o triplo dos cerca de 7 bilhões de dólares que o Irã investiu em 2022 (segundo o último registo do Banco Mundial) para o mesmo fim.

Os gastos de Israel com defesa, em comparação com o produto interno bruto (PIB), uma medida da produção económica do país, são o dobro do Irã.

Uma das vantagens militares mais importantes de Israel é a sua Força Aérea

Uma das vantagens militares mais importantes de Israel é a sua Força Aérea© Getty Images

Ainda de acordo com as informações mais recentes do Banco Mundial, Israel aplica 4,5% do PIB em defesa, enquanto o Irã destina 2,6%. Outros países, como o Líbano ou a Síria, gastam 3,4% e 4,1%, respectivamente.

Os números do IISS também mostram que Israel tem 340 aeronaves militares prontas para o combate, o que, segundo Eitan Shamir, diretor do Centro Begin-Sadat de Estudos Estratégicos da Universidade Bar Ilan de Israel, confere ao país uma vantagem muito importante em ataques aéreos de precisão.

“Israel pode bombardear quase qualquer ponto do Oriente Médio graças à sua Força Aérea”, disse ele à BBC Mundo.

Entre as aeronaves que Israel possui estão os F-15 com alcance de ataque de longa distância, os F-35 (aeronaves “furtivas” de alta tecnologia que podem escapar de radares) e helicópteros de ataque rápido.

Além disso, as IDF possuem uma ampla gama de veículos blindados, tanques, artilharia, navios de guerra e drones.

“Acredito que as IDF são uma das forças militares mais modernas e equipadas que existem e tem uma vasta experiência em batalhas, especialmente depois da luta contra o Hamas em Gaza”, destaca Shamir.

São também relevantes neste contexto os serviços de inteligência, como a Mossad, que foi considerada responsável pelas explosões de pagers walkie-talkies no Líbano, em meados de setembro.

Além disso, o “domo de ferro” e a “Funda de David” são estruturas fundamentais para o sistema militar israelense. Falamos aqui de sofisticados mecanismos de defesa aérea com os quais o país tem sido capaz de repelir vários ataques de mísseis, como o último lançado pelo Irã no início de outubro.

Esses sistemas são capazes de interceptar e destruir foguetes destinados a uma área urbana ou a uma localização estratégica.

Força terrestre

Segundo especialistas consultados para esta reportagem, todo esse aparato posiciona Israel como uma força mais poderosa quando comparada com milícias como o Hamas, o Hezbollah ou os Houthis no Iêmen.

“Os israelenses são mais capazes do que qualquer uma dessas forças”, compara Shaan Shaikh, do CSIS.

No entanto, o especialista acrescenta que o problema “é quando Israel precisa combater o Irã e, ao mesmo tempo, lidar com outros inimigos na região”.

“Isso é muito difícil. E uma das coisas que pode falhar é justamente o famoso ‘domo de ferro’, porque será impossível para eles se defenderem de muitos mísseis lançados juntos ao mesmo tempo.”

“Isso ocorre porque alguns sensores só podem ser direcionados a determinadas direções. Se você tiver um sensor voltado para o norte, em direção ao Líbano, ele pode não ser capaz de ser usado para focar no leste, em direção ao Irã, ou para o sul, em direção ao Iêmen”, detalha ele.

O 'domo de ferro' é um sistema de defesa capaz de interceptar e destruir foguetes lançados contra Israel

O ‘domo de ferro’ é um sistema de defesa capaz de interceptar e destruir foguetes lançados contra Israel© Getty Images

Outra dificuldade que Israel poderá enfrentar na manutenção de conflitos em diferentes áreas do Oriente Médio tem a ver com as forças terrestres, explica Shamir.

Segundo o IISS, Israel tem cerca de 178 mil soldados em serviço, além de cerca de 460 mil soldados da reserva — vale lembrar que o serviço militar é obrigatório no país para maiores de 18 anos, com algumas exceções.

No entanto, o Irã tem mais de 600 mil soldados em serviço e mais de 300 mil na reserva. Se somarmos os combatentes de algumas milícias — acredita-se, por exemplo, que o Hezbollah tenha entre 50 mil e 100 mil homens, e o Hamas entre 20 mil e 30 mil — a desvantagem de Israel torna-se evidente.

A grande proporção de reservistas no exército israelense também é um problema, aponta Shamir.

“Quase 70% dos militares israelenses são reservistas e não soldados profissionais. Então, depois de um tempo, você terá que mandá-los para casa porque eles são necessários nos empregos, para administrar a economia. Isso torna a conclusão de certas missões mais demorada e complexa”, pontua ele.

Respaldo dos Estados Unidos

Outro ponto fundamental na análise da capacidade militar israelense é o apoio que o país recebe dos Estados Unidos.

Quase 70% das importações de armas israelenses vêm do país norte-americano, de acordo com o último relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).

Segundo a organização, no final de 2023, os EUA entregaram milhares de bombas a Israel.

Antes da guerra, os Estados Unidos forneciam anualmente 3,3 bilhões de dólares em financiamento militar, além de mais 500 milhões de dólares em financiamento de defesa antimísseis, segundo o Departamento de Estado americano.

Em 2022, os EUA acrescentaram mais 1 bilhão de dólares em fundos adicionais para reabastecer o estoque de mísseis interceptadores para o “domo de ferro”.

“Os israelenses dependem fortemente do apoio dos EUA. De lá vêm aviões, munições e diversos componentes tecnológicos”, explica Shamir.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (à esquerda), com o presidente dos EUA, Joe Biden (à direita)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (à esquerda), com o presidente dos EUA, Joe Biden (à direita)© Getty Images

Dessa forma, os especialistas asseguram que o apoio americano é crucial para Israel continuar a ofensiva em múltiplas frentes.

“Além disso, há o guarda-chuva diplomático: sem o veto dos Estados Unidos poderia haver um cenário problemático, em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas diria que Israel tem de parar a ofensiva; caso contrário, imporia sanções internacionais”, acrescenta Shamir.

Para Shaikh, o país liderado por Joe Biden deu sinais recentes de que continuará a apoiar a ofensiva israelense no Oriente Médio.

“A administração Biden disse repetidamente que quer um cessar-fogo em Gaza, mas o que realmente fez para atingir esse objetivo foi mínimo”, observa ele.

“O presidente não está disposto a cessar o envio de armas e recursos financeiros aos israelenses. Portanto, se o conflito continuar, penso que os Estados Unidos seguirão apoiando Israel em grande medida”, antevê ele.

Existem outros países que também são importantes para Israel.

A Alemanha, por exemplo, é a segunda nação que mais vende armas a Israel, com 30% do total, segundo dados do Sipri.

Em novembro do ano passado, as exportações de armas alemãs ao país totalizaram 326 milhões de dólares, o equivalente a 10 vezes os valores registados em 2022.

A Itália ocupa o terceiro lugar deste ranking, com 0,9% do total, de acordo com o Sipri.

Outros fornecedores de armas para Israel incluem a França, o Reino Unido, os Países Baixos, o Canadá e a Austrália.

Outras variáveis

Mas para além da quantidade de munições, aviões, tanques e soldados que Israel possui, os especialistas dizem que outros fatores também devem ser levados em conta nesta análise

“Israel é mais forte que os inimigos do pa[is e sabemos que pode aguentar durante muito tempo. Mas há aspectos que não têm apenas a ver com o poder de fogo, mas também por quanto tempo se consegue suportar uma guerra. E isso é muito mais complicado”, diz Shamir.

“O preço que Israel tem que pagar é muito elevado em termos econômicos, sociais e de reputação internacional”, acrescenta ele.As consequências da ofensiva israelense em Gaza e no Líbano foram devastadoras. Na foto, uma mulher e uma criança caminham pela cidade de Khan Younis

As consequências da ofensiva israelense em Gaza e no Líbano foram devastadoras. Na foto, uma mulher e uma criança caminham pela cidade de Khan Younis© Getty Images

Para o diretor do Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat, apesar da “superioridade militar” de Israel, o país está em desvantagem no Oriente Médio em termos de dimensão.

“Trata-se de um país pequeno numa região muito grande, onde há muita gente”, afirma ele.

“Então, não importa se você derrota seus inimigos em uma, duas ou dez batalhas. No final das contas, você não conseguirá vencê-los completamente devido às diferenças de tamanho”, acrescenta o especialista.

O Irã, por exemplo, é um país muito maior. A população (atualmente em cerca de 89 milhões) é quase dez vezes maior que a de Israel (10 milhões).

O especialista em defesa antimísseis Shaan Shaikh classifica como preocupante o fato de Israel agir em múltiplas frentes e perseguir “objetivos maximalistas em toda a política externa”.

“Parece que se trata de um derramamento de sangue desnecessário, que poderia ser evitado por meio da diplomacia e de um cessar-fogo em Gaza, o que permitiria pelo menos ao Hezbollah e ao Irã recuar e reivindicar algum tipo de vitória diplomática”, diz ele.

Em todo o caso, os especialistas concordam que os protagonistas do conflito não querem uma “guerra total” na região porque “todos sabem que a destruição pode ser enorme”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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