domingo, 6 de outubro de 2024

DISPUTA PARA AS PREFEITURAS DE 8 ESTADOS MERECEM ATENÇÃO

 

BBC News Brasil – Letícia Mori e Vitor Tavares

Homem votando em cabine de votação
Legenda da foto,As eleições municipais acontecem neste domingo (6/10)

Cerca de 34 milhões de brasileiros estão aptos a votar em 5.570 municípios neste domingo (6/10).

As pesquisas eleitorais apontam que em muitos locais o cargo de prefeito vai ser preenchido no 1º turno, mas ainda há grandes cidades e capitais onde a corrida pelo 2º turno está acirrada.

Veja abaixo algumas disputas mais imprevisíveis e capitais onde o resultado pode reverberar para além das fronteiras municipais.

1. São Paulo (SP)

Maior colégio eleitoral do Brasil, com 9,3 milhões de eleitores, São Paulo (SP) chegou ao dia da eleição sem clareza sobre quais dos três candidatos mais votados iriam para o segundo turno.

Os candidatos Guilherme Boulos (PSOL), Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB) estavam em empate técnico, com 29%, 26% e 26% das intenções de voto, respectivamente, de acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (5/10).

No entanto, a pesquisa Atlas divulgada também no sábado mostra um cenário um pouco mais definido, com Boulos com 29,9% das intenções de voto seguido por Marçal, com 27,8% e Nunes com 18,6%.

A disputa ficou mais imprevisível após subida do candidato de direita radical Pablo Marçal — que teve um dos momentos mais falados do período eleitoral ao levar uma cadeirada de outro candidato, José Luiz Datena (PSDB), após provocá-lo durante um debate. O episódio chegou a repercutir na imprensa estrangeira.

Marçal cresceu na direita sem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O candidato do bolsonarismo seria Ricardo Nunes, mas sua campanha não usou muito o ex-presidente, que sequer fez comício em São Paulo.

“Se Marçal passar pelo segundo turno, isso significa uma rebelião no campo da direita, que desde 2018 é monopolizada por Bolsonaro, ou seja, todos os quadros sempre dependeram de suas bênçãos”, afirma o cientista político Antônio Lavareda.

“Marçal não precisa nem ganhar, basta ir para o segundo turno. Isso rompe com a hegemonia bolsonarista na direita e é um convite para outras rebeliões”, diz Lavareda.

Nunes, Boulos e Marçal
Legenda da foto,Os candidatos Ricardo Nunes (à esquerda na imagem), Guilherme Boulos (centro), e Pablo Marçal (direita) estão em empate técnico

2. Belo Horizonte (MG)

A disputa também está bastante apertada em Belo Horizonte (MG), onde dois candidatos de direita e um de centro-direita são favoritos para disputar o segundo turno.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, de sábado (5/10), estão empatados tecnicamente o candidato Bruno Engler (PL) com 26%, o atual prefeito Fuad Noman (PSD) com 25% e o deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos), com 23%.

Um dos dez maiores colégios eleitorais do país, com 1,9 milhão de eleitores, a cidade deve ser um grande palanque eleitoral para os candidatos à presidência em 2026.

3. Fortaleza (CE)

Fortaleza é uma das cidades com disputas mais acirradas, com quatro candidatos — dois de direita e dois de esquerda — na briga para ir ao segundo turno.

Na frente estão Evandro Leitão (PT) e André Fernandes (PL), em empate técnico com 26% e 25% das intenções de voto, respectivamente, de acordo com a pesquisa Real Time Big Data divulgada na quarta (2/10).

Mas com uma margem de erro de 3 pontos percentuais, os candidatos Capitão Wagner (União Brasil) e José Sarto (PDT) não estão fora da corrida, com 19% e 16% das intenções de voto, respectivamente.

4. Manaus (AM)

Manaus também é uma das cidades com a disputa do segundo turno indefinida.

Embora o atual prefeito David Almeida (Avante) esteja na frente, com 29% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa AtlasIntel divulgada na quinta (3/10), o segundo lugar ainda é incerto, com Capitão Alberto Neto (PL) e Amom Mandel (Cidadania) no páreo. Eles têm 22% e 20% das intenções de voto, respectivamente.

5. Rio de Janeiro (RJ)

No Rio de Janeiro, o atual prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera a corrida com 61% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no sábado (5/10).

Principal aposta do bolsonarismo nesta eleição, Alexandre Ramagem (PL) não decolou nas pesquisas, embora a distância entre ele e Paes tenha diminuído ao longo da campanha.

Na última semana, o candidato do PL teve uma intensa agenda de eventos com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que assumiu nesta eleição um papel maior de cabo eleitoral do que quando era presidente.

No entanto, para o cientista político Antônio Lavareda, o desempenho de Ramagem nas pesquisas não é sinal de uma desaceleração do bolsonarismo.

“Normalmente as eleições giram em torno do prefeito no cargo — prefeitos bem avaliados dificilmente perdem eleição”, diz ele.

“A eleição no Rio é bem sinal da boa avaliação de Paes do que de uma fragilidade no bolsonarismo.”

Paes e Ramagem
Legenda da foto,No Rio de Janeiro, Paes (à esquerda) tem ampla vantagem sobre Ramagem (à direita)

6. Recife (PE)

Em Recife, as pesquisas apontam para a vitória do atual prefeito João Campos (PSB), o popular filho de Eduardo Campos e herdeiro de seu capital político.

Com um governo considerado ótimo ou bom por 76% dos recifenses, de acordo com o instituto Datafolha, João Campos possui cerca de 80% das intenções de voto e, portanto, tem previsão de vencer já no primeiro turno. Os números são da pesquisa Datafolha divulgada no sábado (5/10).

Seu percentual de intenção de votos nas pesquisas é o segundo maior entre as capitais, e fica atrás apenas de Doutor Furlan (MDB) em Macapá (AP).

Com o provável sucesso neste domingo (6/10), Campos se cacifa para concorrer ao posto de governador em 2026, de acordo com o cientista político Túlio Velho Barreto, da Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco).

Ele também se consagra como uma das lideranças que podem renovar a esquerda no país, afirma Lavareda.

“O sucesso eleitoral combinado pelo sucesso dele nas redes sociais vai nacionalizar o João Campos de vez, vai consolidá-lo com uma das novas lideranças de esquerda.”

7. Macapá (AP)

Com o maior índice de intenção de votos entre as capitais do país, o atual prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), concorre à reeleição com grande vantagem em relação aos outros candidatos — tanto que sequer tem comparecido aos debates.

De acordo com a pesquisa Gerp divulgada na terça (1/10), ele tinha 81% das intenções de voto e deve vencer no primeiro turno.

8. Porto Alegre (RS)

Em Porto Alegre, o prefeito Sebastião Melo (MDB) tinha 32% das intenções de voto na segunda (30/9) — provável resultado da avaliação sobre a resposta da prefeitura à enchente na cidade em março desde ano, afirma Lavareda.

Enquanto isso, o voto da esquerda está dividido entre a candidata do PT, Maria do Rosário, e Juliana Brizola (PDT), que têm 29% e 23% das intenções de voto respectivamente.

*com reportagem de Letícia Mori e Vitor Tavares

INFLUENCIADORES DIGITAIS COMO PABLO MARÇAL

 

Imagem de Pablo Marçal com frases costumeiramente usadas em redes sociais por influenciadores

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  • Author,Marina Rossi
  • Role,Da BBC News Brasil em São Paulo

Depois de 25 anos de carreira como CEO de uma grande empresa nos Estados Unidos, Tales, que não quis ter a sua identidade revelada, diz que começou a sentir falta de um propósito.

Foi isso que o motivou a fazer um curso sobre “identidade e propósito” com Pablo Marçal no fim do ano passado. Ele e a esposa desembolsaram R$ 15 mil cada um e passaram dois dias assistindo às aulas.

No âmbito profissional, ele diz, nada mudou. “Continuo sendo CEO. Mas, na parte espiritual, o curso me ajudou a ganhar autoconhecimento, me encontrar e a sair da zona de conforto.”

Para muitas pessoas, o nome de Pablo Marçal foi ouvido pela primeira vez quando ele se candidatou à prefeitura de São Paulo.

Mas, no mundo digital, o empresário — que agora rejeita o termo coach que até então utilizava e define-se como mentor — já é uma estrela há muito tempo.

Alavancado durante a pandemia, quando as vendas online explodiram, o universo do marketing digital é amplo. Reúne CEOs em busca de um propósito, mas também todo mundo que aspira ganhar mais dinheiro e seguidores na internet.

O grupo inclui médicos e dentistas, pequenos comerciantes que buscam impulsionar sua presença online ou simplesmente aspirantes a empreendedores que querem ganhar dinheiro com negócios digitais.

Para tal, este mercado oferece um leque igualmente grande de possibilidades. Desde mentorias de autoconhecimento, a curso de vendas de qualquer tipo de produto, incluindo cursos sobre como vender cursos.

Em comum, está o discurso aspiracional e dos ganhos financeiros — de preferência, rápidos.

É um mundo ainda pouco explorado do ponto de vista de números e informações concretas. O Ministério do Trabalho, por exemplo, não tem ideia de quantas pessoas estão neste setor.

E as principais plataformas — a Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, e o TikTok — não abrem seus números sobre o tamanho da movimentação financeira ou a quantidade de contas comerciais que possuem.

Mas a BBC News Brasil teve acesso a um relatório inédito que será lançado no fim do ano sobre este universo.

Pesquisadores da University College Dublin (UCD) mergulharam neste mundo por dois anos e acompanharam os 500 maiores influenciadores de marketing digital do Brasil.

Analisaram também o perfil de 1 milhão de pessoas que fizeram algum dos cursos destes influenciadores, ou manifestaram interesse em fazer, chamadas aqui de aspirantes a empreendedores.

O trabalho, que envolveu coleta de dados e entrevistas mais aprofundadas, foi liderado pela antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, professora titular da UCD e diretora do Digital Economy and Extreme Politics Lab (Laboratório de Economia Digital e Extremos da Política), e teve financiamento do Conselho Europeu de Pesquisa (ERC).

Aversão à CLT, valores tradicionais e ostentação

Com base em dados globais levantados no estudo, os pesquisadores estimam que 13 milhões de pessoas estão empreendendo no Instagram hoje no Brasil, por meio das contas comerciais.

No entanto, eles também levantaram que, dos empreendedores na rede, somente 54% usam uma conta comercial na plataforma, com funcionalidades específicas para quem quer fazer negócios.

“Muitas pessoas nem sabem fazer uma business account“, diz Rosana Pinheiro-Machado.

“Por isso, estimamos que a quantidade de gente usando o Instagram para vender algum produto no Brasil hoje é muito maior, girando em torno de 25 milhões.”

Seguindo a projeção da pesquisa, cerca de um quarto da população economicamente ativa do país já busca fazer dinheiro no Instagram, em uma transformação do enorme setor informal e autônomo brasileiro.

“A lógica da pessoa querer ser chefe de si mesma, em um país onde muitos empregos estão marcados pela lógica da humilhação, é muito libertadora”, analisa Pinheiro-Machado, citando condições precárias de trabalho em parte do mercado brasileiro como fator de estímulo à entrada neste setor.

As descobertas feitas pelos pesquisadores revelam a maneira como a maior parte dos influenciadores opera e seus padrões do discurso, que incluem a aversão ao emprego formal regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) — vista como limitadora —, e críticas à formação superior.

Também foram apontadas como características comuns o reforço de valores ligados à religião cristã e à família tradicional (no duo “homem valoroso, mulher virtuosa”), e a ostentação de valores materiais (exibir mansões, carros e relógios de luxo e até mesmo resultado de procedimentos estéticos) “em um ambiente propício à desinformação”.

Em geral, os influenciadores analisados se alinham a valores conservadores, quer demonstrem ou não seus apoios políticos de maneira explícita.

“Há uma notável ausência de vozes divergentes, progressistas ou à esquerda nesta esfera”, diz o relatório da UCD.

No universo de 1 milhão de contas compiladas, a pesquisa monitorou mais de perto 32 mil perfis que manifestaram interesse ou efetivamente fizeram algum curso de marketing digital, independentemente de qual ou com quem, para aumentar sua presença nas plataformas.

Os resultados e as análises desses números mostram a fragilidade dessa aposta, diz o relatório.

Somente 1,2% dos perfis monitorados ganhou seguidores de fato, saindo da classificação de “aspirantes” para o posto de influenciadores, com mais de 5 mil seguidores.

“São pessoas vulneráveis que caem no discurso”, afirma Pinheiro-Machado.

“Uma grande parte das entrevistas aponta para uma expectativa grande em torno de ganhar muito dinheiro, para viver bem. Mas também tem um número significativo de pessoas dizendo que vai fazer milhões.”

Imagem de vários corações com o número 1 na frente, como se fossem "likes" no Instagram.

Como funciona o universo de onde vem Pablo Marçal

O foco da parte qualitativa da pesquisa, feita com base em entrevistas e estudos de casos, está em grupos de baixa renda que trabalham como autônomos, com contratos sem garantia de direitos trabalhistas ou estão desempregados.

“Esses grupos têm menos opções profissionais e estão privados de várias capacidades, o que os torna mais vulneráveis aos impactos do mundo do marketing digital não regulamentado”, segue a antropológa.

Se aparentemente este aparenta ser um mercado livre e horizontal, na prática, afirma o relatório, é um rígido esquema ditado por uma infraestrutura baseada em algorítmos que empurra os participantes a querer crescer.

Para isso, é preciso investir tanto em cursos como em tráfego pago, ou seja, dar dinheiro para as plataformas para ter seu conteúdo exibido para mais usuários.

“É deste universo que vem o Pablo Marçal”, afirma Pinheiro Machado. “Em muitos sentidos, ele é a personificação do mundo do marketing digital e suas visões ideológicas.”

Com uma presença digital na casa dos milhões há anos, Marçal foi citado como modelo a ser seguido por alguns dos entrevistados por Pinheiro-Machado em cidades tão distantes como Manaus e Porto Alegre.

Sócio ou dono de um emaranhado de empresas, de diferentes segmentos, Marçal declarou ter um patrimônio de R$ 169 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A PLX Digital, uma de suas empresas, é focada em lançamentos, o que, no jargão deste mercado, é o nome dado à venda de um curso ou produto online.

Fundada em 2019 por Marçal e seu sócio, Marcos Paulo de Oliveira, a PLX promete “romper limites” e “transformar vidas”, de acordo com as mensagens descritas em seu site — o candidato a prefeito já disse ter vendido cursos e mentorias a 1,5 milhão de pessoas.

A BBC News Brasil tentou falar com Marcos Paulo, mas ele não respondeu à mensagem enviada, e também com Marçal, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

A foto mostra Marçal, um homem de barba cerrada, sorrindo, rodeado por pessoas, uma delas fazendo uma selfie com ele. Todos estão com um boné azul com a letra M.
Legenda da foto,Pablo Marçal durante a campanha em São Paulo

Neste mercado, os valores dos cursos e mentorias de diferentes influenciadores variam muito, podendo custar de R$ 100 a mais de R$ 60 mil.

Mas todos prometem a mesma coisa: que qualquer um pode prosperar finaceiramente.

O dinheiro pode ser conquistado transformando-se em um influenciador e criador de conteúdo, ou também apenas vendendo o conteúdo ou curso de alguém em troca de uma comissão, que é o caso dos chamados afiliados.

Por exemplo, a pessoa pode ser ensinada a ter renda revendendo cursos dos grandes influenciadores ou oferecendo atalhos de comércio digital para produtos de gigantes como a Amazon ou a Shopee.

Sem apontar diretamente para nenhuma empresa ou influenciador específico, o relatório faz um alerta sobre riscos em torno deste universo, que cria “pirâmides aspiracionais”.

O estudo aponta para a presença dos esquemas de pirâmide, um modelo comercial fraudulento que depende do recrutamento de novas pessoas que pagam às antigas integrantes da rede, sem regras claras de remuneração. E também do estímulo nocivo de “aspirações irrealistas” e gastos com “treinamento digital enganoso”.

Por isso, a pesquisa defende a necessidade da criação de medidas regulatórias, inclusive com regras para o trabalho de influenciadores, além de programas educacionais para o segmento.

Vender e-books, sonhar alto

Foi por meio de um atraente anúncio para ganhar dinheiro que o motorista Lucas Silva, de 39 anos, foi atrás do primeiro curso de marketing digital que fez.

Em seu currículo, constam trabalhos como atendente, garçom, motorista de aplicativo, vendedor e vigilante.

Seu sonho, no entanto, é ter uma hamburgueria em Porto Alegre, cidade onde vive com a mulher, Priscilla Carvalho dos Santos, de 32 anos. Ela tem nível técnico em contabilidade e trabalha no momento como manicure.

Na tentativa de ser dono do próprio negócio, o casal já se aventurou por diferentes cursos de marketing digital, com focos variados.

Um deles, voltado para a venda direta de produtos de beleza, como pílulas que prometem cabelos saudáveis, crescimento das unhas e fortalecimento do sistema imunológico, ou comprimidos cujo anúncio diz auxiliar na perda de peso.

Desembolsaram quase R$ 1 mil, entre o valor do curso e dos impulsionamentos dos anúncios de vendas, mas, até agora, não tiveram retorno.

“Trabalhar com carteira assinada hoje em dia é uma coisa limitada”, diz Lucas.

Por isso, ele diversifica as apostas, literalmente, já que também entrou no ramo das apostas esportivas, as bets. “Em um dia só, coloquei R$ 30 e ganhei R$ 700. Mas em seguida perdi tudo.”

O perfil do casal é comum entre os analisados pelos pesquisadores da UCD. “Todo mundo aposta nas bets, faz rifas e quer vender e-book“, diz Pinheiro-Machado.

“É tudo parte do mesmo universo de esquemas que jogam com a aspiração das pessoas.”

Independentemente do meio, o fim se justifica pelo ganho de dinheiro graças a, teoricamente, o esforço individual, apontam os pesquisadores.

Para lucrar, é preciso vender, e, para vender, é preciso se esforçar e ter foco.

E, claro, fazer um curso, com “muitos entrevistados de origens menos privilegiadas, ou até mesmo em situação de pobreza, reiterando a crença de que ainda não eram ricos porque não tinham o mindset (mentalidade) certo”, diz o relatório.

“É um discurso baseado no hiperindividualismo”, afirma Pinheiro-Machado, que cita também a presença de uma “meritocracia distorcida” — se algo não deu certo, é porque a técnica não foi bem aplicada. Um “caldo de cultura” que carrega junto milhões de seguidores.

A cuidadora Crystian Rodrigues Ayres, de 31 anos, já fez cinco cursos de vendas online, mas ainda não conseguiu empreender. “Não me dediquei o suficiente”, diz ela.

“Não tenho vontade de fazer faculdade. Tenho o objetivo de fazer dar certo no marketing porque sei que o retorno é bom.”

Atualmente, Crystian, que vive no Rio de Janeiro, é contratada como microempreendedora individual (MEI) por uma agência especializada em cuidados de idosos.

Imagem mostra pessoa gravando conteúdo para redes sociais

Altas expectativas, longas jornadas

A pesquisa da UCD aponta que pode haver vantagens no mundo digital para todos os tipos de empreendedores, mas a questão é em que medida estão ancoradas suas expectativas.

“Quem já tem um pequeno comércio se beneficia do Instagram para promover seu negócio”, afirma Pinheiro-Machado.

“Mas é um percentual muito pequeno de pessoas que de fato estão ganhando dinheiro ali.”

A professora Adriana Tavares, por exemplo, já dava aulas de inglês totalmente online quando conheceu o mundo do marketing digital.

Em 2022, quando ela lançou um curso voltado para pessoas com mais de 50 anos, chegou a faturar R$ 100 mil em uma semana, um marco para quem se aventura por esse universo — e ainda repetiu o feito outras duas vezes naquele ano.

Mas hoje ela não está milionária. Tampouco tem tempo livre ou faz viagens luxuosas.

Pelo contrário, sua rotina de trabalho é extensa, dura de 12 a 15 horas por dia, inclusive aos finais de semana.

Do que ganha hoje, parte ela separa para quitar as dívidas que fez justamente quando faturou os tão sonhados “seis dígitos”. “Eu fiz errado no começo”, diz Adriana.

“Quando faturei aquele valor, contratei gente, cheguei a ter 12 pessoas trabalhando comigo, contando que eu iria faturar aquele valor de novo. E não é porque você fez ‘seis em sete’ uma vez que fará sempre.”

Fazer “seis em sete” significa faturar seis dígitos, ou ao menos R$ 100 mil, em sete dias, ou uma semana.

O curso de Adriana custa R$ 1.597 e fica disponível por um ano para que o aluno o conclua quando quiser, na Hotmart, uma das maiores plataformas de cursos online do país.

A plataforma foi fundada em 2011 e diz que já ultrapassou US$ 10 bilhões (R$ 54,5 bilhões) em vendas.

Os cursos que estão ali são variados, desde aulas sobre a Bíblia, maquiagem, idiomas, dietas, preparo para concursos, passando por formações sobre todos os tipos de terapias, jornalismo, direito, medicina, e, claro, muitos cursos sobre como criar cursos.

A BBC News Brasil solicitou uma entrevista com os executivos à frente da Hotmart, mas não houve retorno ao pedido.

Hoje, Adriana comemora ter chegado a 800 alunos e conta com orgulho sobre a sua mais recente matriculada: uma senhora de 84 anos.

“Sei que meu produto é bom. Sei que não estou enganando ninguém”, diz ela.

Suas expectativas, no entanto, foram reduzidas. Dos 12 funcionários que chegou a ter, hoje trabalham com ela o marido e a filha.

“Se eu pudesse voltar atrás, não teria contratado equipe, teria cuidado mais”, diz Adriana.

“O [influenciador] Erico [Rocha] não ensina isso, ele ensina o ‘montinho montão’, ou seja, a cada ganho, é preciso separar uma parte para investir no próximo lançamento.”

Esse ciclo de investimentos em publicidade a cada novo lançamento tem dado musculatura para esse setor da economia de influenciadores.

Segundo projeções do Goldman Sachs, esse ecossistema pode quase dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, chegando a movimentar US$ 480 bilhões até 2027 no mundo.

Os principais impulsionadores desse crescimento, segundo o banco, serão os gastos com impulsionamentos e a monetização de vídeos curtos por meio de publicidade.

Faixa-preta de chinelo

Com mais de 2,5 milhões de seguidores no Instagram, Erico Rocha é um sujeito de voz mansa e gestos contidos, longe dos estereótipos mais agressivos utilizados por muitos influenciadores deste universo.

Um dos precursores do marketing digital no Brasil, é dele o método que Adriana aprendeu, chamado Fórmula de Lançamento.

Ele importou o método em 2013 do guru dos gurus, o americano Jeff Walker, pagando royalties cujo valor ele não revela.

Hoje, sua empresa tem 154 funcionários e, segundo ele, fatura R$ 100 milhões ao ano e ajuda a movimentar mais de R$ 1 bilhão indiretamente, por meio do faturamento dos alunos.

Seu discurso é voltado para o reinvestimento na empresa. “Sempre digo: não quero que você faça ‘seis em sete’ e vá para Ibiza. A gente quer ser empreendedor, por isso eu falo para as pessoas fazerem reserva de caixa, cuidar da empresa.”

Quando conversou com a BBC News Brasil de seu escritório em Brasília, Erico vestia camiseta, calça jeans e chinelo.

De acordo com ele, seu público, formado por pessoas com mais de 25 anos, já não se vê mais atraído pela ostentação de riqueza.

“Minha audiência não quer isso. Eles querem pagar o seguro de saúde da mãe, uma escola particular para o filho.”

Rocha se orgulha em dizer que tem mais de 400 “mentorados”, como ele chama, que já faturaram R$ 2 milhões em um ano, os chamados “faixas-pretas”, em alusão às graduação de artes marciais.

“Quer dizer que todos fazem esse valor? Não. Teve gente que fez mais, teve gente que faliu, foi fazer outra coisa…”

O dinheiro, no entanto, não vem da noite para o dia. “A média para que um aluno faça ‘seis em sete’ é de 12 a 14 meses”, diz Rocha.

Mas há exceções. “[Pablo] Marçal deve ter feito seis em sete no primeiro lançamento, ou no segundo”, diz Rocha.

“O que ele faz hoje não é a fórmula clássica. Ele cria movimentos, é extremamente viral. As pessoas, para ter sucesso com a fórmula, não são virais. Eu não sou viral.”

Viralizar um conteúdo e fazer com que ele chegue ao maior número possível de pessoas é estratégico.

Nesta equação, larga na frente quem tem mais seguidores ou consegue ganhar novos com técnicas para capturar atenção e tráfego pago.

No monitoramento da UCD, além de verificar o reduzido crescimento em número de seguidores dos aspirantes a influenciadores, também apareceram os padrões de discurso.

“Existe uma média de repetição muito clara”, explicou a pesquisadora e cientista de dados Jéssica Matheus, também do Digital Economy and Extreme Politics Lab.

Entre as palavras comuns a todas as categorias, do maior influenciador para o menor aspirante a empreendedor, apareceram sempre a ideia de mentoria e expertise, como nas frases “te ajudo”, “especialista”.

“No entanto, à medida que eles ganham mais seguidores, a nuvem de palavras muda também”, afirma Matheus.

Saem de cena palavras como “Deus”, “mãe” e “CEO” e entram “mentor”, “pai” e “curso”, por exemplo, em um possível indicativo de que, quanto mais seguidores, mais corporativa e masculina são as descrições do perfil.

Instagram como ‘plataforma de trabalho’

É por causa da escala de abrangência do setor e suas implicações que a pesquisa da UCD defende que redes como Instagram tem que ser classificadas como “plataforma de trabalho” por governos e entidades globais como Organização Internacional do Trabalho (OIT), ao lado de empresas como Uber e Rappi, por exemplo.

Para a antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, essa mudança permitirá uma melhor análise para formular políticas públicas e uma maior cobrança das plataformas por transparência.

Na visão da pesquisadora, trabalhador “plataformizado” não seria apenas o motorista do aplicativo, mas um público muito mais amplo, que abarcaria da vendedora de cosméticos que tem um perfil na redes até o dentista que quer se lançar como mentor de outros dentistas. Todos “homogenizados” sob uma lógica ditada pela plataforma.

“As plataformas reforçam o tempo todo a promessa de que é possível viver como influenciador digital”, afirma Issaaf Karhawi, pesquisadora da cultura dos influenciadores digitais no Brasil e autora do livro De blogueira a influenciadora (Sulina, 2020).

“Isso te leva a trabalhar, de forma gratuita, produzindo diariamente conteúdo, na esperança de um dia viralizar e vir a se tornar um influenciador.”

Para Karhawi, a pesquisa da UCD “está muito associada a uma virada crítica importante nos estudos dos influenciadores digitais”, iniciados na época em que surgiram as blogueiras de moda.

Ela também compartilha da ideia, que aparece nos resultados da pesquisa, de que é um discurso muito presente no mundo digital, mas que não se concretiza e contém riscos.

A opacidade das plataformas, que não deixam claras as regras do algoritmo, e as próprias regras, como punições, suspensão de conteúdos considerados violadores, necessidade de constância nas publicações e a imposição de horários para um conteúdo ter melhor desempenho criam, na verdade, um sistema esgotador para quem trabalha com isso, de acordo com a pesquisadora. É o que Karhawi chama de “exaustão algorítmica”.

Já Cássio Calvete, economista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que pesquisa inteligência artificial e seu impacto no mercado de trabalho, aponta que a tecnologia ou o trabalho mediado por algoritmos pode, inclusive, piorar as condições de trabalho.

“Percebemos que o algoritmo tem uma série de formas para intensificar e estender o ritmo de trabalho, tanto por aplicativo, quanto para profissionais que trabalham em centros de distribuição”, diz ele.

Suas conclusões são um contraponto ao discurso de mais liberdade atrelado ao trabalho mundo digital.

Pinheiro-Machado lembra, no entanto, que a digitalização também traz a promessa de dignidade.

“Uma coisa é eu dizer que sou faxineira. A outra, é dizer que sou personal cleaner”, afirma a antropóloga.

“A pessoa muitas vezes não ganhou dinheiro algum ainda, mas ganhou dignidade. Isso em um país historicamente marcado pelo estigma da pobreza importa.”

‘Eu invado cérebros’

“O outro lá invade terrenos. Eu invado cérebros. Entro no cérebro da pessoa, faço ela ficar com raiva e depois pulo para o outro lado”, disse Pablo Marçal durante uma entrevista no mês passado ao podcast Primocast, do grupo empresarial Primo, onde falou sobre seus negócios, em especial de marketing digital, e sobre política.

A declaração continha uma provocação ao adversário na corrida eleitoral, Guilherme Boulos (PSOL), que fez parte do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), e também foi uma janela para comentar as técnicas que ele usa tanto na carreira empresarial como na corrida eleitoral.

Ao longo dos meses, Marçal utilizou provocações e lançou mão de gatilhos emocionais para irritar adversários e ganhar holofotes. Também usou algo que aplica em seus “lançamentos digitais”, os chamados campeonatos de “cortes”, para divulgar sua campanha.

Na modalidade, ele recruta milhares de seguidores para que façam pequenos clips de seus conteúdos, os “cortes” de vídeos, em busca de engajamento nas redes.

O candidato chegou a dizer publicamente que remuneraria os campeões dos cortes que tivessem mais engajamento, e, questionado pela campanha de Tabata Amaral (PSB) na Justiça Eleitoral, acabou punido em agosto, ficando sem acesso às redes sociais que tinha. Isso no o impediu de seguir nas redes, já que ele criou novas contas em seguida.

“Deus vai mudar nossa sorte. A gente está sozinho. Nós, o povo, e Deus. [… ] Eu construí riqueza e você também vai construir. Chegou a hora do povo de São Paulo prosperar”, disse em um programa de TV em agosto, em linguagem próxima a que usa em seus próprios produtos digitais.

Se Marçal começou a campanha com 14% das intenções de voto antes do registro das candidaturas, em agosto, agora esse número chega a 21%, segundo apontou o Datafolha em 27 de setembro.

Para Rosana Pinheiro-Machado, o sucesso até agora é menos surpreendente do que parece, porque, em sua visão, trata-se de uma mensagem “individualista, consumista e conservadora” que ela vê repetida no mundo do marketing digital há muitos meses.

A hipótese da pesquisadora é que a plataformização do trabalho, aliada à precarização, une, em um só lugar, toda essa lógica, criando um “solo fértil” para a direita radical.

LUTA INDÍGENA DA AMAZÔNIA PARA SOBREVIVIER A INCÊNDIOS

 

Raimundinha Rodrigues de Sousa em frente a campo queimado
Legenda da foto,Raimundinha Rodrigues de Sousa diz que sua comunidade está em risco por tanta fumaça inalada

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  • Author,Ione Wells
  • Role,Correspondente da BBC News na América do Sul; enviada para o Amazonas

“Se esses incêndios continuarem, nós, indígenas, vamos morrer.”

Raimundinha Rodrigues de Sousa comanda o serviço voluntário de bombeiros da comunidade indígena Caititu, na Amazônia.

Essas terras são protegidas, segundo a Constituição. Mas elas estão pegando fogo há mais de 15 dias.

Para o grupo de voluntários, essa luta parece pessoal.

“Agora, [o fogo] mata as plantas; daqui a pouco, seremos nós, porque inalamos muito [fumaça]”, lamenta ela.

“É um fogo muito agressivo, que mata tudo que vê em seu caminho.”

Seu pai, Ademar, conta que a fumaça constante lhe causou problemas respiratórios.

“Não consigo dormir por falta de ar. Isso me faz acordar, sinto como se estivesse me afogando”, diz ele.

Incêndio em floresta
Legenda da foto,Mais de 62 mil km² de floresta amazônica já foram queimados neste ano

A Amazônia tem atualmente a sua pior situação com incêndios florestais em duas décadas.

Mais de 62 mil km² já foram queimados este ano — uma área maior do que países como Sri Lanka e Costa Rica.

O mundo depende da Amazônia para absorver muito de seu carbono. E os incêndios fazem com que a região esteja emitindo, agora, quantidades recordes.

A maioria dos incêndios aqui é iniciada ilegalmente por pessoas, de acordo com cientistas, a Polícia Federal e o governo: madeireiros e garimpeiros que buscam explorar terras, ou fazendeiros transformando-as em pasto.

É muito mais raro que incêndios ocorram naturalmente nessa floresta tropical úmida.

Muitos incêndios invadem unidades de conservação e terras indígenas, seja por saírem acidentalmente do controle ou por tentativas deliberadas de tomar terras.

Raimundinha diz que, quando sua brigada chega ao local de um incêndio, eles geralmente encontram garrafas de gasolina e fósforos.

Enquanto ela fala, ela avista outra coluna de fumaça entre algumas árvores.

Ela tem certeza de que aquele fogo foi iniciado deliberadamente, pois o grupo de voluntários tinha acabado de apagar os incêndios ali e criado uma barreira natural para impedir que se espalhassem.

Sua equipe vai inspecionar o local. Conforme nos aproximamos, sentimos um cheiro marcante de fumaça.

A paisagem no caminho para o incêndio é como um cemitério de árvores, totalmente destruídas e enegrecidas.

A floresta tropical aqui mal merece seu nome. As árvores ainda de pé estão carbonizadas e deformadas como fósforos queimados. O chão está coberto de cinzas brancas, como os restos de um churrasco.

A equipe de Raimundinha tenta apagar as chamas com mangueiras presas a pequenos recipientes de plástico que usam como mochilas. A água é limitada, então eles precisam ser seletivos.

O problema é que, assim que um foco de incêndio é apagado, outro começa.

O cacique Zé Bajaga diz que a maioria desses incêndios são criminosos, provocados por pessoas que “não querem mais o bem-estar da humanidade ou da natureza”.

Ele culpa a falta de “humanidade”.

Zé Bajaga em área queimada
Legenda da foto,Zé Bajaga diz que muitos incêndios são causados ​​por motivação criminosa

Nos últimos anos, o desmatamento diminuiu na Amazônia. Mas, apesar das tentativas de repressão por autoridades, a ilegalidade ainda é abundante, e a presença do Estado parece mínima.

Parte da Amazônia é de propriedade privada de indivíduos ou empresas.

Por lei, proprietários privados devem conservar 80% da floresta tropical em suas terras e podem intervir nos 20% restantes. Mas isso não é bem policiado.

Parte das terras é classificada como unidade de conversação, de propriedade do Estado, ou como reserva indígena.

Algumas terras, no entanto, não têm propriedade totalmente designada — não são de propriedade privada de ninguém, mas tampouco foram protegidas como unidade de conservação.

Essas áreas são particularmente vulneráveis ​​a grilagens de terras. Em todos os lugares pelos quais você dirige ou sobrevoa no sul do Amazonas, são visíveis garimpos, madeireiros e fazendas.

Dorismar Luiz Baruffi, um produtor de soja baseado na cidade de Humaitá, no Amazonas, é dono de suas terras há muitos anos.

Ele é contra os incêndios, mas pode explicar por que a agricultura “explodiu” na Amazônia.

Dorismar Luiz Baruffi próximo a veículo, aparentemente um trator, com área desmatada atrás
Legenda da foto,’Acredito que se você estiver trabalhando dentro da lei, não há problema. É um lugar que fornece alimentos’, diz Dorismar Luiz Baruffi, defendendo o uso de mais áreas na Amazônia para agricultura

No cerne do argumento dele e de outros está a crença de que mais terras devem ser produtivas, não apenas protegidas.

“O crescimento populacional aumentou o plantio aqui. Comecei aqui porque a região é boa, chove bem aqui”, ele explica.

“Acredito que se você estiver trabalhando dentro da lei, não há problema. É um lugar que fornece alimentos. É um Estado que pode produzir muito. Acho que ainda há muita terra para ser cultivada aqui no Amazonas.”

O desmatamento é ruim para os agricultores. Quanto menos árvores houver, menos vapor de água será emitido para trazer chuva para suas plantações — para as quais alguns agricultores queimam terras para abrir espaço.

“Nos saímos mal este ano por causa da seca”, desabafa o agricultor.

Terra rachada
Legenda da foto,O Brasil está passando pela pior seca já registrada

Os incêndios podem ter sido iniciados principalmente por humanos, mas foram agravados pela pior seca do Brasil, que transformou a vegetação normalmente úmida em um barril de pólvora seca.

A seca fez os rios caírem para níveis historicamente baixos, e quase 60% do país está sob estresse por causa da seca.

Os rios, em alguns trechos, estão completamente áridos e lembram um deserto ressecado.

João Mendonça e sua comunidade vivem perto do rio.

Mas com o leito seco, eles não conseguem mais navegar, fazendo com que fiquem isolados de cidades e vilas próximas.

Todos os dias, ao amanhecer, eles agora devem andar até a cidade mais próxima para encher galões de água.

Aqui, botos podem ser vistos saindo do rio e araras-azuis voando.

No caminho para buscar água, João e seus companheiros de vilarejo levam galões nas costas, queimam os pés no leito seco do rio e ocasionalmente passam por animais mortos, como tartarugas.

Eles fazem essa jornada várias vezes ao dia em um calor escaldante.

“É a pior seca que já vi na minha vida”, diz João. “Trouxe muitas consequências… a ausência de comida na mesa dos ribeirinhos é uma delas. Os peixes acabaram.”

“Uma das maiores dificuldades é o acesso à cidade. Agora, o rio está seco. Tem idosos, pessoas com doenças crônicas que precisam fazer esse trajeto.”

Três homens carregando galões e caminhando em areia
Legenda da foto,O acesso à água e à comida ficou mais difícil com a seca

Sandra Gomes Vieira, que tem uma doença renal, está entre os isolados.

“Antes, era mais fácil quando eu estava me sentindo mal. Meu marido me colocava em uma canoa que chegava na cidade. Agora, preciso andar na areia para chegar lá. Tem dias que não consigo fazer nada, preciso de pessoas para me carregar”, diz ela.

Uma de suas três filhas teve que abandonar a escola.

“Ela não está estudando porque não conseguiu andar naquela areia no calor. Ela se sentiu mal.”

A seca também está dificultando a subsistência.

“Vivemos de vender os produtos que cultivamos. Agora, meus produtos estão estragando. E não há como levá-los para a cidade”, diz Sandra.

O impacto desses incêndios e da seca na vida das pessoas no Amazonas é claro, mas a mensagem deles também é.

“Tem gente que nem liga para esse tipo de coisa”, diz Raimundinha Rodrigues de Sousa, que luta contra os incêndios todos os dias.

“Eles estão simplesmente fazendo isso sem pensar no amanhã. Mas para você viver na natureza, você deve cuidar dela.”

OS PAINÉIS SOLARES DE SÍLICIO AGORA PODEM SER RECICLADOS

 

História de Viny Mathias – IGN Brasil

A Trina Solar deu um novo toque à sustentabilidade da indústria fotovoltaica com o primeiro painel solar de silício totalmente reciclado do mundo, demonstrando que é possível reutilizá-los sem comprometer a sua eficiência. Como contexto, os painéis solares duram duas ou três décadas antes de se degradarem significativamente. O problema então é que eles não podem ser completamente reciclados ou então é muito caro essa restauração.

A novidade

A fabricante chinesa Trina Solar criou o primeiro painel fotovoltaico de silício cristalino totalmente reciclado. O segredo está nas 37 tecnologias de reciclagem patenteadas por seus pesquisadores, que permitem separar e reaproveitar silício, alumínio, vidro e também prata de módulos descartados para montar um novo painel funcional e igualmente eficiente.

China acaba de resolver maior problema dos painéis solares de silício criando um 100% reciclado

China acaba de resolver maior problema dos painéis solares de silício criando um 100% reciclado(Imagem: Trina Solar/Reprodução)

As técnicas incluem agentes desmoldantes desenvolvidos internamente, tecnologias de ataque químico para dissolver materiais indesejados e métodos de extração de prata, um dos materiais problemáticos, por meio de tratamentos úmidos. Os pesquisadores conseguiram reutilizar todos os componentes valiosos de painéis solares fora de uso, um novo marco de sustentabilidade para a indústria.

O painel solar 100% reciclado da Trina Solar é do tipo-n com células TOPcon (Tunnel Oxide Passivated Contact), uma das tecnologias mais promissoras em painéis de silício. Apesar da peculiaridade de sua construção, possui potência superior a 645 watts e eficiência de conversão de 20,7%, não muito longe dos painéis solares de fabricação tradicional, mas ainda abaixo dos 25% alcançados pelos painéis TOPCon recém-saídos de fábrica ou dos 27% das células de perovskita.Recicle e comece de novo

Com esses dados, a Trina Solar demonstrou que é possível reutilizar os materiais mais valiosos de painéis solares descartados sem comprometer a eficiência e a potência do novo painel. É uma conquista importante considerando que muitos países exigem que 80% dos materiais dos painéis solares sejam reciclados. É também um primeiro passo para um mundo em que não tenhamos de extrair mais metais para fazer painéis solares quando os que temos se degradam.

PEQUENAS MUDANÇAS DE HÁBITO PODEM PREVENIR COMPLICAÇÕES GRAVES NO TRATO URINÁRIO

Dr. José Roberto Colombo Júnior – Hospital Israelita Albert Einstein

Especialista explica como pequenas mudanças de hábito podem prevenir complicações graves no trato urinário

Você sabia que uma simples ida ao banheiro na hora certa pode prevenir infecções urinárias e até complicações mais graves? Isso mesmo. Tratados por muita gente como um desconforto temporário, estes processos infecciosos podem evoluir rapidamente para problemas sérios, como infecções renais ou até mesmo sepse (respostas inflamatórias que atinge os órgãos), se não receberem o tratamento adequado. A Sociedade Brasileira de Urologia estima que cerca de 2 milhões de brasileiros enfrentam essa condição anualmente, tornando-a a segunda infecção bacteriana mais comum no país.

Urologista e especialista em cirurgia robótica urológica do Hospital Israelita Albert Einstein, dr. José Roberto Colombo Júnior alerta que fatores como segurar o xixi por muito tempo, constipação intestinal e ter relações sexuais sem cuidados e higiene adequados podem predispor o organismo à infecção.

E a maior vítima da doença são as mulheres, especialmente em razão da anatomia feminina, que facilita a entrada de bactérias. Com a uretra curta e abertura próxima ao ânus, uma possível contaminação pode ocorrer com maior facilidade.

Por isso, sempre após uma relação sexual, por exemplo, o indicado pelo especialista é sempre urinar, porque embora a urina em si seja estéril, o jato de xixi, ao passar sob pressão pela uretra, empurra para fora as bactérias ajudando a prevenir a infecção.

 “A prevenção é mais simples do que parece: urinar após relações sexuais, manter a higiene pessoal adequada e tratar condições associadas, como cálculos renais ou problemas prostáticos, são atitudes essenciais para evitar complicações”, explica o médico.

Outros fatores que podem facilitar a infecção urinária são o diabetes descontrolado e as alterações anatômicas no trato urinário, reforça Colombo Júnior.

Nos homens, a incidência da doença é mais comum na infância e após os 60 anos.

“Na infância, devido à presença de fimose e alterações funcionais tais como refluxo vesicoureteral. Na fase mais tardia da vida, devido a hiperplasia prostática e distúrbios miccionais. A prevenção na infância acontece com a higiene adequada e resolução dos problemas funcionais, já nos adultos, o tratamento adequado da próstata aumentada (HPB), para evitar os resíduos miccionais elevados”, aponta.

Sintomas e complicações

Apesar de parecer inofensiva no início, com sintomas como ardência ao urinar (disúria) e aumento da frequência urinária (polaciúria), a infecção urinária, se negligenciada, pode evoluir para formas graves.

“Uma ITU não complicada, como a cistite, geralmente não representa risco de vida se tratada corretamente. No entanto, se a infecção se espalhar para os rins (pielonefrite) ou para a corrente sanguínea (sepse), pode causar complicações sérias e potencialmente fatais”, observa o urologista.

Colombo Júnior pontua que a infecção é considerada grave “quando é acompanhada por um quadro febril, apresenta alterações obstrutivas da via urinária, como cálculo urinário, estenose da junção ureteropiélica, e quando o paciente apresenta queda no seu estado geral, como cansaço, indisposição, náuseas e vômitos”.

Outro sintoma comum é a presença de sangue na urina (hematúria).

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais de urina e sangue e exames de imagem. E o tratamento engloba a utilização de antibióticos para os fatores causais, quando estiverem presentes.

Colombo Júnior alerta ainda para a infecção urinária de repetição ou recorrente, que é prevalente em mulheres.

“Neste caso, a paciente deve apresentar mais de duas infecções sem febre no semestre ou três ocorrências por ano, mas sempre após uma infecção urinária febril”, explica Colombo Júnior.

Com o tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, contudo, o médico afirma que é plenamente possível reduzir significativamente a frequência da infecção e melhorar a qualidade de vida. Por isso, a importância em apostar em métodos preventivos e procurar a ajuda de urologista sempre que haja suspeita da doença.

Sobre o Dr. José Roberto Colombo Júnior

Médico urologista e especialista em cirurgia robótica urológica do Hospital Israelita Albert Einstein. Coordenador Executivo da Pós-Graduação em Cirurgia Robótica do Hospital Israelita Albert Einstein. Formado pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Possui doutorado pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) São Paulo. Aprimoramento (Fellowship) em cirurgia minimamente invasiva na Cleveland Clinic, Cleveland, EUA. Atendimento: * 11 97090-5300 WhatsApp * ⁠11 2151- 4116

 

NA ÉPOCA DA IDADE MÉDIA A HIGIENE ERA PRATICAMENTE ZERO

 

Douglas Brizzante

Na Idade Média, não havia escovas de dente, perfumes, desodorantes e muito menos papel higiênico. Excremento humano era jogado das janelas do palácio.

Num dia de festa, a cozinha do palácio podia preparar um banquete para 1500 pessoas, sem a mínima higiene.

Nos filmes de hoje, vemos pessoas daquela época se sacudindo ou se abanando.

A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam sob as saias (feitas de propósito para conter o cheiro das partes íntimas, já que não havia higiene). Também não era costume tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água corrente.

Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam, além de afugentar os insetos.

Quem esteve em Versalhes admirou os imensos e belos jardins que, naquela época, não eram apenas contemplados, mas serviam de banheiro nas famosas baladas promovidas pela monarquia, por não haver banheiros.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos acontecia em junho (para eles, o início do verão). O motivo é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; então, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Porém, como alguns cheiros já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores perto do corpo para disfarçar o fedor. Daí a explicação da origem do buquê de noiva.

Os banhos eram feitos em uma única banheira enorme cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho em água limpa. Então, sem trocar a água, os demais chegaram à casa, por ordem de idade, mulheres, também por idade e, por fim, filhos. Os bebês eram os últimos a se banhar.

As vigas de madeira, que sustentavam os telhados das casa, eram o melhor lugar para os animais, cachorros, gatos, ratos e besouros, se aquecerem. Quando chovia, as goteiras obrigavam os animais a pularem no chão.

Quem tinha dinheiro tinha chapas de lata. Certos tipos de alimentos oxidam o material, fazendo com que muitas pessoas morram de envenenamento. Os hábitos de higiene da época eram terríveis. Os tomates, por serem ácidos, foram considerados venenosos por muito tempo, as xícaras de lata eram usadas para beber cerveja ou uísque; essa combinação às vezes deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura de bebida alcoólica com óxido de estanho).

Alguém andando na rua pensaria que ele estava morto, então eles recolhiam o corpo e se preparavam para o funeral. Em seguida, o corpo era colocado na mesa da cozinha por alguns dias e a família observava, comia, bebia e esperava para ver se o morto acordava ou não.

A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia um lugar para enterrar todos os mortos. Os caixões foram então abertos, os ossos removidos, colocados em ossários e a tumba foi usada para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas internas, indicando que o morto havia, de fato, sido enterrado vivo.

Assim, ao fechar o caixão, surgiu a ideia de amarrar uma alça do pulso do falecido, passando-a por um orifício feito no caixão e amarrando-a a uma campainha. Após o enterro, alguém foi deixado de plantão ao lado do túmulo por alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria soar a campainha. E seria “salvo pelo gongo”, que é uma expressão popular que usamos até hoje.

Douglas Brizzante

COM A JUDADA DA IA O LINKEDIN ESTÁ REVOLUCIONANDO A FORMA COMO AS PESSOAS TRABALHAM E SE DESENVOLVEM

 

Simone Coelho – Jornalista StartSe

O LinkedIN se tornou um verdadeiro universo de oportunidades, onde profissionais e empresas se conectam, compartilham conhecimento e constroem novas relações. Agora, com a ajuda da inteligência artificial, filtros personalizados e uma comunidade cada vez mais engajada, o LinkedIn está revolucionando a forma como as pessoas trabalham e se desenvolvem.

Foto: Pexels

A reinvenção dos filtros, o uso de IA e a estratégia de receber artistas tem aumentado o público, principalmente jovem, na plataforma

O Linkedin vem se estabelecendo como a rede social profissional mais acessada do mundo. 

  • Hoje, são mais de 850 milhões de usuários e 100 mil novas contas criadas por dia.

E quando olhamos para as oportunidades, o Brasil está bem posicionado também. 

  • O mercado brasileiro é o terceiro maior, com 75 milhões de usuários, atrás apenas de Estados Unidos e Índia.

Por isso, engana-se quem acredita que o novo cenário econômico afaste os usuários da plataforma. De acordo com um estudo divulgado pelo próprio LinkedIn, os empresários nacionais estão mais otimistas com as contratações por meio de recursos digitais, desde o final da pandemia do Covid-19.

Filtros mais avançados

Uma das grandes vantagens é que a rede social permite conexões mundiais, favorecendo as contratações de especialistas em qualquer lugar do planeta.

Os recursos para estas buscas, tanto por profissionais como pelas empresas, têm ficado mais sofisticados também. É possível dizer que tipo de experiência seria desejável ter e quanto tempo de comprovação profissional, sem falar nas línguas, certificados e títulos.

Ao olhar para o cenário de contratação, outros avanços vêm ganhando espaço na plataforma. A incorporação da IA, por exemplo, já é uma realidade. Os estudos, divulgados pelo próprio Linkedin, apontam que 6 em cada 10 usuários estão otimistas referente à inclusão da tecnologia nos cenários de contratação e cerca de 57% acredita que as contratações ficarão mais ágeis.
 

Perfil interdisciplinar

Ainda no cenário de contratações, os perfis multitasking, tendências do mercado há anos, também têm sido bem recebidos nas triagens.

Para os próximos cinco anos, os recrutadores acreditam que as habilidades interpessoais estarão entre as mais valorizadas, de acordo com estudos do próprio Linkedin. Uma boa capacidade de comunicação (77% dos entrevistados), criação de relacionamentos (72%) e capacidade de adaptação (67%) aparecem no topo da lista de requisitos a serem atendidos.

Interações e conteúdo

E não só de busca de empregos vivem os usuários. A plataforma se transformou em um hub de conteúdo, promovendo networking, treinamentos e oportunidades de negócio estão entre os principais usos em crescimento.

Diferentes das outras redes sociais, o Linkedin não está preocupado em promover o caráter social atrelado às amizades, mas sim a discussão de tendências e comportamento do mercado, oportunizando um debate sobre temas relevantes.

Empresas têm a chance de promover causas, lançar novidades, formar promotores colaboradores e parceiros que ajudem a engajar o público com a marca. Profissionais podem mostrar suas especialidades, seus temas de interesse e também utilizar como uma ferramenta de marketing estratégico e digital garantindo mais visibilidade.

Por que importa?

O Linkedin vem sabendo surfar a onda das tendências do público e do mercado. Não à toa a geração Z é a que mais cresce em uso, pelo menos no Brasil, com 40% dos usuários cadastrados, a frente até dos Estados Unidos, que contam com 20% do público nesta faixa etária.

Os conteúdos informativos também têm crescido. Há marcas estudando estratégias de envio de mensagens, utilizando chatbots também para disponibilizar o conteúdo, além do próprio feed. E não são só as grandes empresas que vêm se posicionando. Astros da cultura pop, cineastas, atores renomados, e influencers têm criado seu perfil para mostrar o seu trabalho e também defender bandeiras e parcerias estratégicas para remover os seus negócios.

Leitura recomendada

Se o futuro é humano e tecnológico, o seu maior desafio como profissional de RH é entender e dominar toda a tecnologia disponível para desenvolver as pessoas. Ponto, Salário, Férias, Entrevistas… tudo isso era feito nos anos 50. E agora: qual o próximo capítulo do RH?

Como a Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem

A Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem de diversas maneiras:

1. Aumentando a visibilidade online:

  • Oferecendo um site profissional e otimizado para mecanismos de busca, aumentando a visibilidade da empresa na internet e atraindo mais visitantes.
  • Integração com ferramentas de marketing digital, como Google Ads e Facebook Ads, para alcançar um público mais amplo e direcionado.
  • Otimização do site para conversão, com formulários de contato e botões de ação que facilitam a interação com os clientes.

2. Melhorando a experiência do cliente:

  • Conteúdo informativo e relevante, que ajuda os clientes a encontrarem as informações que procuram e a entenderem os produtos e serviços da empresa.
  • Ferramentas de autoatendimento, como chat online e FAQs, que respondem às perguntas dos clientes de forma rápida e eficiente.
  • Design intuitivo e responsivo, que garante uma boa experiência de navegação em qualquer dispositivo.

3. Aumentando as vendas:

  • Integração com plataformas de e-commerce, permitindo que os clientes comprem produtos e serviços consultando diretamente no site.
  • Ferramentas de marketing automation, que automatizam o envio de emails e mensagens personalizadas para leads e clientes.
  • Análise de dados, que fornece insights sobre o comportamento dos clientes e ajuda a otimizar as campanhas de marketing.

4. Reduzindo custos:

  • Automação de tarefas repetitivas, como o envio de emails e a gestão de leads.
  • Otimização do site para SEO, que reduz a necessidade de investir em publicidade paga.
  • Integração com ferramentas de CRM, que ajuda a gerenciar o relacionamento com os clientes de forma mais eficiente.

5. Aumentando a produtividade:

  • Ferramentas de colaboração, como compartilhamento de arquivos e calendários, que facilitam o trabalho em equipe.
  • Integração com ferramentas de gestão de projetos, que ajuda a organizar e acompanhar o andamento das tarefas.
  • Automação de tarefas repetitivas, que libera tempo para os funcionários se concentrarem em atividades mais estratégicas.

A Plataforma Site Valeon é uma solução completa e acessível que pode ajudar empresas de todos os portes a crescerem.

Para saber mais, visite o site <valedoacoonline.com.br> ou entre em contato com a equipe de vendas pelo telefone (31) 98428-0590.

Contatos:

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Fone: (31) 8428-0590

sábado, 5 de outubro de 2024

ELEVADO FINANCIAMENTO DE CAMPANHA DO GOVERNO VIROU CAIXA 2 NAS ELEIÇÕES

 

História de CdB – Correio do Brasil

O parlamentar, no passado, foi um dos defensores do sistema de financiamento público, aprovado em 2017 pelo Congresso, após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir doações empresariais.

Por Redação – de Brasília

Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) mudou de opinião quanto ao financiamento público das campanhas eleitorais. A decisão de usar exclusivamente verbas públicas para financiar candidaturas mostrou-se “um erro”, segundo Rodrigues, e intensificou o uso do chamado ‘caixa dois’ com recursos privado.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é o líder do Governo, no Congresso

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é o líder do Governo, no Congresso

— O modelo de financiamento que instituímos com o intuito de moralizar o processo eleitoral acabou desmoralizando ainda mais o sistema. Escancarou as portas para o caixa dois — disse o senador ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), nesta sexta-feira.

O parlamentar, no passado, foi um dos defensores do sistema de financiamento público, aprovado em 2017 pelo Congresso, após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir doações empresariais. Agora, passou a propor a criação de um modelo misto, ou semipúblico, que permita doações de empresas, mas com limitações para evitar o desequilíbrio econômico nas disputas eleitorais.

— Temos que rediscutir essa questão e instituir um modelo semipúblico, com travas para o financiamento privado — acrescentou o parlamentar.

Transparência

O modelo proposto como substituto do atual, diz Rodrigues, reduziria drasticamente o fundo eleitoral que, neste ano, bateu a cifra de R$ 4,96 bilhões, para cerca de R$ 1 bilhão.

— O peso sobre o Orçamento é enorme hoje. Se reduzirmos o fundo eleitoral para R$ 1 bilhão, veja quantas coisas poderíamos fazer — calcula.

De acordo com o senador, o modelo atual encarece as campanhas e aumenta a opacidade das contribuições privadas, que acabam correndo paralelamente ao fundo público, sem o devido controle das autoridades. Rodrigues sugeriu, ainda, que o novo sistema daria mais transparência às doações empresariais, trazendo-as de volta ao cenário eleitoral com regulamentações mais rígidas.

Dinheiro

Randolfe reconheceu que sua proposta deverá enfrentar resistências, tanto dentro do governo quanto no próprio PT, partido ao qual ele se filiou recentemente.

— Sei que meu partido tem aversão a esse assunto, mas é necessário debater. Alguns parlamentares são favoráveis a uma mudança no modelo, então podemos discutir esse assunto depois das eleições — pontuou.

As doações empresariais foram proibidas em 2015, durante a ‘Operação Lava Jato’, após investigações revelarem que grandes contribuições a partidos e candidatos estavam frequentemente vinculadas a interesses em contratos públicos. O fundo eleitoral foi instituído no ano seguinte como uma tentativa de reduzir a influência do dinheiro privado nas eleições, mas, segundo o líder do Governo, o objetivo foi frustrado.

Observação: O dinheiro privado para as campanhas é controlado ou quase proibido, mas, o dinheiro público pode ser usado à vontade sem controle algum.

O VOTO É FACULTATIVO PARA QUEM COMPLETA 70 ANOS OU MAIS

História de admin3 – IstoÉ

O primeiro turno das eleições de 2024 será neste domingo, 6. No Brasil, o voto é obrigatório, mas para maiores de 70 anos e menores de 18 é facultativo. Mas quem fizer 70 anos no ano da eleição ainda é obrigado a votar?

Segundo o artigo 14 da Constituição Federal, o voto se torna facultativo para os maiores de 70 anos. Então, a partir do aniversário, o eleitor não é mais obrigado a votar. Caso complete a idade depois do pleito, é necessário votar ainda.

Quando o voto passa a ser facultativo, justificar a ausência não é obrigatório. O eleitor também não terá o título cancelado se faltar a três votações, como ocorre com aqueles que são obrigados a votar. Analfabetos também não são obrigados a votar.

TSE estimula o voto dos mais velhos

Em uma sessão do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), em 12 de setembro, a presidente da corte, Cármen Lúcia, pediu que os maiores de 70 anos não deixem de votar, mesmo sem ter mais a obrigatoriedade constitucional. “Facultatividade não é descompromisso”, afirmou. Segundo a ministra, sua geração viveu períodos de “não democracia”, em referência à ditadura militar, e por isso deve lutar para preservar as conquistas democráticas.

Observação: a nossa Democracia é uma Democracia Eleitoral, o eleitor participa da votação e… não apita mais nada depois das eleições. Temos vistos manifestações populares pedindo Impeachment e reivindicando alguma coisa e não são atendidos pelo sistema fechado de Brasília onde a voz do povo não significa nada.

 

CARRO DO GSI DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FOI ROUBADO EM SÃO PAULO

 

Carro do GSI com equipamentos é roubado em São Bernardo onde Lula votará

História de Por Lisandra ParaguassuHistória de Por Lisandra Paraguassu – REUTERS

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 03/08/2024 REUTERS/Adriano Machado

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 03/08/2024 REUTERS/Adriano Machado© Thomson Reuters

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – Um carro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) foi roubado nesta sexta-feira, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, enquanto equipes de segurança da Presidência faziam a vistoria na escola onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva votará nas eleições municipais, no domingo.

Em nota, o GSI confirmou o roubo e destacou que não foram levados armas dos agentes.

O boletim de ocorrência feito pelos agentes na 3ª Delegacia de São Bernardo do Campo mostra que foram levados uma maleta com pins usados pelos agentes para identificar pessoas com acesso aos locais onde o presidente passará e um colete à prova de balas usados pelos agentes.

Entre os pertences pessoais dos agentes, que estavam no carro, também foi levado um crachá de acesso ao Palácio do Planalto e a carteira funcional da Marinha de um dos militares, além de computadores, celulares e roupas.

De acordo com o boletim de ocorrência, a motorista estava sozinha no carro em frente à escola, enquanto os agentes ainda estavam no local, e foi rendida por dois homens armados.

Segundo o Palácio do Planalto, a equipe de Presidência que faz o reconhecimento do local de votação do presidente, assim como a equipe de comunicação presidencial, esteve na escola para verificar a situação de segurança e também de organização para o dia da votação, no domingo.

Quando o roubo aconteceu, a maior parte das equipes já tinha ido embora, ficando no local apenas um dos carros e um grupo pequeno de seguranças. A motorista, que presta serviço para a Presidência, estava sozinha no carro esperando os agentes quando foi rendida.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...