Destaque do Cruzeiro, Matheus Pereira entrega
boas performances em campo e contribui efetivamente no ataque do clube
mineiro, direta e indiretamente. Segundo levantamento do Observatório de
Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte (CIES Football
Observatory), divulgado nesta terça-feira (1), o meia da Raposa
apresenta alto índice de criação de jogadas e é o jogador de clube
brasileiro mais alto do ranking mundial.
Essa pesquisa coletou dados de 60 ligas de todo o mundo, separando
apenas os torneios dos “grandes cinco” da Europa: Alemanha, Espanha,
França, Inglaterra e Itália. No estudo, foram analisadas as criações de
oportunidades para gol de cada jogador, assim: a frequência de passes
para gol ou chances claras; passes certos para assistências (“segunda”
assistência); e passes que quebram a defesa e são recebidos por
companheiros.
Vale lembrar que a análise é feita em proporção com o nível da
competição e os minutos jogados por jogo, considerados apenas os atletas
com pelo menos 360′ na temporada.
Com o Lionel Messi liderando o grupo, o meia Matheus Pereira é o
grande destaque do futebol brasileiro, em 17ª colocação no ranking
mundial. O craque do Cruzeiro tem índice de 84,8, empatado com o
colombiano Daniel Cataño, que joga no Millonarios FC (COL).
Embora seja o brasileiro atuante no Brasil mais bem colocado, não é o
único e nem o primeiro nativo brasileiro na lista. O país do futebol
tem sete representantes no ranking entre as 60 maiores ligas do mundo
(tirando as cinco principais da Europa), com o ex-Flamengo Matheus Savio
dentro do top 10, também aparecem Alan Patrick, Biel Teixeira, Caio
Lucas, Bruno Tabata e Evander da Silva, depois de Matheus Pereira.
Cria da Gávea, Matheus Savio está no futebol japonês desde 2020,
defendendo o Kashiwa Reysol. Hoje, é o oitavo jogador que mais entrega
oportunidades para seus companheiros em campo. O meia conseguiu 87,7
pontos em 100 possíveis.
Confira brasileiros no ranking mundial
1. Lionel Messi – 98,2 – Inter Miami (EUA)
2. Iñigo Vicente – 94,4 – Racing de Santander (ESP/2)
Uma bateria pode custar até 30% do preço de um veículo.
De olho no lucro que pode ser alcançado com a produção desses
dispositivos, o Brasil pode estar querendo investir mais na extração de
lítio.
O país tem a quinta maior reserva do mundo e alardeia um potencial de
se tornar responsável por cerca de 25% da produção mundial do minério nos
próximos anos. Hoje em dia, o país produz cerca de 2% do total global,
de acordo com a consultoria A&M Infra, citada em texto divulgado
pelo governo federal.
A contradição entre menos emissões e impactos ambientais
De acordo com o mesmo texto, o Ministério de Minas e Energia (MME) espera injetar R$ 15 bilhões de reais na produção até 2030.
O problema é que extrair minérios e produzir baterias causa impactos
ambientais e sociais muito além da redução dos gases de efeito estufa da
indústria automobilística. O alerta vem de Bruno Milanez, professor da
Universidade Federal de Juiz de Fora e especialista em conflitos
relacionados à atividade mineradora.
Na análise do pesquisador, é preciso ter cuidado com os conceitos que
as mineradoras utilizam para pontuar que os projetos são sustentáveis.
“Do ponto de vista social, a implantação e operação de projetos minerais
tem impactos significativos. Mineração ocorre em áreas isoladas, onde a
população é mais vulnerável e possui menor poder político. A chegada de
trabalhadores de fora provoca aumento da violência, abuso de álcool e
drogas, exploração sexual e outras questões sociais. Além disso, os
preços de aluguel e alimentos aumentam, sem o correspondente aumento da
renda local”, enumera.
Um exemplo: de acordo com o último relatório publicado pelo Comitê
Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, o Brasil
registrou 932 conflitos oriundos da mineração em 2022, superando os 840
verificados no ano anterior. Mais de 688 mil pessoas foram negativamente
impactadas, em 792 localidades brasileiras.
Já a Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, criada no Congresso Nacional, vê com bons olhos a exploração mineral
voltada para a indústria de carros elétricos. “Nós temos
aproximadamente 8% das reservas mundiais conhecidas de lítio, assim como
de outros minerais importantes para a fabricação de veículos e
baterias”, diz o deputado federal Zé Silva (Solidariedade-MG),
presidente do grupo.
Corrida pelo lítio em Minas Gerais
De 2021 para 2023, houve um crescimento de quase 18 vezes nos pedidos
ao governo federal para exploração mineral em Minas Gerais, onde estão
mais de 80% do estoque brasileiro de lítio — as solicitações pularam de
45 para 851 no período. Os dados são de um estudo da Universidade
Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri repercutido pelo portal de
jornalismo ambiental Dialogue Earth.
As reservas estão concentradas na região do Vale do Jequitinhonha.
De acordo com Bruno Milanez, a mineração de lítio não é novidade na
região. O mineral já abasteceu o mercado doméstico, com uso para
componentes industriais e até mesmo para a indústria bélica.
Na análise de Milanez, a situação de exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha exige atenção. “Vemos uma corrida pelo lítio,
uma situação semelhante ao ‘velho oeste’, onde todo mundo corre para a
região em busca de oportunidades”, descreve. “É curioso ver como o
governo federal defende esses projetos, pois historicamente há um
vínculo forte com o setor mineral. Governos de diferentes orientações
políticas veem a mineração como uma forma de desenvolvimento”, comenta
Milanez.
Procurado pela DW, o MME respondeu com uma nota sobre o interesse do
governo de ampliar a exploração de lítio. “O Brasil tem reservas de
classe mundial para todos esses minerais e tem abundância de energia
limpa para extraí-los e processá-los. Ciente disso, o MME trabalha com
objetivo de expandir o conhecimento geológico e pesquisa mineral para
identificar e extrair eficientemente minerais estratégicos e desenvolver
a indústria brasileira de transformação dos minerais estratégicos na
cadeia das baterias e de outros produtos essenciais à viabilização da
transição para uma economia de baixo carbono”, diz o texto.
Porém, especialistas defendem que a emissão de gases poluentes não
deve ser a única baliza dos efeitos ambientais causados pela atuação das
mineradoras no país. “É importante considerar que os impactos diretos e
indiretos da mineração não estão restritos às emissões de CO2. Como o
histórico recente do Brasil, de uma década para cá, tivemos [rompimentos
de barragens em] Mariana, Brumadinho e Maceió. Ou seja, três dos maiores desastres da história”, diz Maurício Angelo, fundador do Observatório de Mineração.
Renúncias fiscais, benefícios e planos de longo prazo
Em termos gerais, a mineração é responsável por 4% do PIB brasileiro,
de acordo com relatório do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Cerca de 42% do faturamento nacional da mineração no primeiro semestre
de 2024 vieram de Minas Gerais. O Pará foi o segundo estado com maior
participação no faturamento, com 34%. Ao todo, no Brasil, são 2.700
municípios que possuem atividade mineradora. Mais de 218 mil empregos
são gerados diretamente pelo setor.
O balanço semestral do Ibram aponta um faturamento de R$ 129,5
bilhões em 2024, aumento de 8% se comparado com o mesmo período do ano
anterior.
Da mesma forma, a mineração tem papel primordial na balança comercial
brasileira. No recorte dos primeiros meses deste ano, a mineração
representou 41% do saldo brasileiro, considerando exportações contra
importações.
Embora descrevam o setor como uma das “salvações do Brasil”, já que o
país tem bom desempenho com commodities, economistas como Silvia
Mattos, também coordenadora do FGV/Ibre, alertam para a finitude dos
recursos e para como é feito o planejamento financeiro de longo prazo.
“A mineração tem royalties para você poder extrair. Retorno
diretamente de taxação, com impacto no setor público se beneficiando
dessa extração, porque é um recurso finito. Mas você teria que usar bem
esses recursos para o futuro. A Noruega guarda parte do dinheiro com
extração de não-renováveis para a aposentadoria, já nós gastamos tudo.
Estamos extraindo uma coisa que não vai ter para sempre. Quem vai pagar a
conta?”, questiona.
“A maldição dos recursos naturais é quando vem um dinheiro mais
certo, você acredita que terá aquilo pra sempre, o que não é verdade.
Não necessariamente essa dependência econômica é ruim, a Austrália é um
ótimo exemplo, pois é um país completamente dependente de exploração de
recursos, mas investe muito em inovação para o desenvolvimento econômico
do país”, continua Mattos.
A previsão dos investimentos do setor de mineração em projetos é de
US$ 64,5 bilhões nos próximos quatro anos (2024-2028). Mas, desse total,
apenas 17% serão aplicados em projetos ambientais. O que gera contraste
ao considerar que a fatia reservada para projetos de minério de ferro
alcançará 26,8% da soma.
Bruno Dias – Agência Haute com a Fishfire – Grupo UMAUMA
São Paulo, setembro de 2024 – O Brasil é, definitivamente, um país
empreendedor. De acordo com a pesquisa realizada em 2023 pelo Sebrae, em
parceria com a Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e
Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe), mais de 42 milhões de pessoas
possuem ou estavam prestes a abrir o próprio negócio – o que representa
19% da população total e 30,1% dos adultos. Essa quantia fica ainda
maior se somado aos 48 milhões de brasileiros que ainda não possuem
nenhum empreendimento, mas pretendem abrir em um período de até 3 anos –
totalizando em 90 milhões.
Os números são expressivos e fazem com que o Brasil figure entre os
dez países mais empreendedores do mundo, ocupando a oitava posição. Em
um cenário tão competitivo, e com potencial para dobrar a curto prazo, é
fundamental que os empreendedores tenham algumas competências
estratégicas para destacar seu negócio entre os concorrentes. Para Bruno
Dias, sócio fundador do grupo UMAUMA, ser um empreendedor de sucesso
não se resume à capacidade de comandar uma empresa.
“Empreender vai muito além de criar e gerir um negócio – envolve
diversas habilidades essenciais para se posicionar e virar referência
naquilo que faz, dentro de um mercado desafiador e dinâmico. Neste
processo, é essencial ter sócios e colaboradores com pontos de vista e
fortalezas complementares ao seu, para construir um time capacitado e
estratégico”, explica o executivo.
Como um dos sócios de um dos mais completos ecossistemas de
entretenimento do país – que teve início em 2017 com a fusão da Agência
Haute com a Fishfire e, atualmente, conta com 14 agências – Bruno
identifica quatro pontos importantes para que seu sucesso pessoal e a
prosperidade do negócio estejam sempre alinhados: visão estratégica de
mercado, gestão de tempo, inteligência emocional e bom relacionamento
com todos seus públicos.
“Um bom empreendedor permanece atento a tudo que está acontecendo,
não só no seu negócio, mas em todo o segmento no qual ele está inserido.
Do concorrente ao cliente, do colaborador ao parceiro. Esse olhar 360º é
fundamental para o crescimento do negócio, pois ajuda a identificar
tendências, calcular riscos e traçar rotas assertivas, garantindo que
seu produto ou serviço não fique obsoleto. Se você está sempre antenado a
cada detalhe, dificilmente será ultrapassado”, destaca Dias.
Para um empreendedor, tempo é algo valioso. Diante das muitas tarefas
executadas no dia a dia do negócio, especialmente os que contam com
equipes pequenas, saber gerir e otimizar o tempo te torna mais
produtivo, ajuda a otimizar suas tarefas profissionais e
responsabilidades pessoais, aumentando a qualidade do trabalho
executado.
A inteligência emocional, por sua vez, traz a segurança necessária
para enfrentar desafios que acompanham a jornada do empreendedorismo. “É
importante saber lidar com a pressão do dia a dia do seu negócio,
afinal, não é uma tarefa fácil. A trajetória de grandes empresas, que
são referência dentro de seus segmentos, é repleta de contratempos e
frustrações, muitas dificuldades que surgem ao longo do caminho. Esse
equilíbrio emocional forma um bom líder, que toma decisões ponderadas,
alguém capaz de reinventar seu negócio quantas vezes for necessário para
fazer dar certo”, afirma o executivo.
Durante o período da pandemia, quando o setor de eventos foi
totalmente paralisado, o grupo UMAUMA – assim como muitas outras
empresas deste segmento – viu sua receita cair e contou com a
resiliência de seus gestores para continuar forte no mercado. “Foi um
período de muita incerteza, quando não pudemos contar com o carro-chefe
da empresa, que é promover experiências para diferentes públicos. Ali, a
inteligência emocional foi essencial para não abrirmos mão de tudo e
encontrarmos alternativas, como a produção de lives, que estavam super
em alta, e a criação da Cigarra, nossa agência de comunicação, para
continuar faturando”, completa Bruno Dias.
Por fim, a proximidade com todos os públicos envolvidos com o seu
negócio – sejam eles clientes, colaboradores, fornecedores ou parceiros –
cria um elo de confiança e um sentimento de pertencimento, que
fortalecem o relacionamento e faz com que o empreendedor seja visto como
referência. Isso contribui para o desenvolvimento de uma cultura
organizacional positiva, capaz de acelerar o desempenho e crescimento da
empresa.
No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, saiba como digitalizar seu negócio
Por Luiz D’Elboux, Country Manager da GoDaddy no Brasil
São Paulo, outubro de 2024 – O Dia Nacional da Micro e Pequena
Empresa, comemorado em 5 de outubro, nos lembra da importância desse
segmento, que representa mais de 90% das empresas no Brasil e é
responsável por grande parte dos empregos no país. Com as mudanças no
comportamento do consumidor cada vez mais digital, muitos desses
empreendedores perceberam a necessidade de migrar suas operações para o
ambiente on-line.
Para aqueles que ainda não iniciaram essa transformação ou querem
aprimorar sua presença digital, há caminhos simples e eficazes a serem
seguidos. A digitalização não precisa ser um processo complicado, pelo
contrário, é uma oportunidade de crescer, alcançar novos públicos e
simplificar o gerenciamento dos negócios.
A GoDaddy compartilha algumas maneiras pelas quais o proprietário de
uma micro ou pequena empresa pode começar ou fortalecer sua jornada no
mundo digital:
1. Crie um site profissional ou invista no Site da Plataforma Comercial da Valeon
Depois de escolher um nome de domínio para sua empresa, a construção
de uma forte presença on-line começa com um site. Não estamos falando
apenas de uma página básica, mas de uma plataforma que reflita a
identidade da sua empresa e seja fácil de navegar. Uma solução como o
Criador de Sites da GoDaddy permite que você crie um site de forma
rápida e intuitiva, mesmo que você não tenha conhecimentos técnicos. Ela
também inclui ferramentas de SEO integradas, ajudando sua empresa a ser
encontrada mais facilmente em mecanismos de pesquisa como o Google.
2. Esteja presente nas mídias sociais
Atualmente, a mídia social é essencial para a construção de uma
marca. Ela permite que os proprietários de empresas se conectem
diretamente com seus clientes, promovam produtos e recebam feedback em
tempo real. A integração do seu site com a mídia social é uma estratégia
inteligente para aumentar o envolvimento. A GoDaddy também oferece
ferramentas, como o GoDaddy Studio, que facilitam a criação de conteúdo
visual para suas plataformas sociais, garantindo que você mantenha uma
presença profissional e criativa.
3. Tenha uma loja on-line eficiente
Se sua empresa envolve a venda de produtos, ter uma loja on-line
pode expandir significativamente seu mercado. Muitas pequenas empresas
já estão colhendo os benefícios de vender para outras regiões do Brasil e
até mesmo internacionalmente. A Loja Online da GoDaddy fornece tudo o
que você precisa para configurar um site de comércio eletrônico
completo, com recursos como processamento de pagamentos, controle de
estoque e gerenciamento de envio, tudo em um só lugar. Isso facilita o
processo tanto para você quanto para o cliente.
4. Use ferramentas de marketing digital
Atrair clientes para o seu site ou loja on-line requer planejamento e
o uso de ferramentas eficazes de marketing digital. A automação de
e-mails e as campanhas direcionadas podem aumentar muito suas chances de
sucesso. Escolha um fornecedor que possa lhe oferecer soluções de
marketing digital, como o e-mail marketing da GoDaddy, que é fácil de
implementar e permite que você mantenha seu público atualizado sobre
promoções, lançamentos de produtos e novidades.
5. Proteja seus dados e os dados de seus clientes
A segurança on-line é uma preocupação crescente, especialmente com o
aumento das transações on-line. Portanto, é essencial investir em
proteção. Oferecer um site seguro pode ser uma vantagem competitiva. A
GoDaddy oferece uma variedade de certificados SSL para sites que
garantem a criptografia das informações trocadas entre seu site e os
usuários, dando aos seus clientes mais confiança ao fazer compras ou
fornecer dados pessoais.
6. Gerencie tudo de forma integrada
O gerenciamento de um negócio digitalizado não precisa ser caótico. A
GoDaddy oferece um painel de controle unificado onde você pode
gerenciar todas as suas ferramentas digitais, desde o seu site até o
comércio eletrônico e o marketing. Isso proporciona mais agilidade e
controle em suas operações diárias, permitindo que você se concentre no
que realmente importa: o crescimento do seu negócio.
Conclusão
O processo de digitalização para micro e pequenas empresas não é
apenas uma necessidade, mas uma oportunidade. Ao se tornar on-line, você
pode ajudar a aumentar suas chances de se destacar em um mercado cada
vez mais competitivo e, ao mesmo tempo, abrir novas portas para o
crescimento sustentável.
O momento é agora. Use este Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa
como um incentivo para dar o próximo passo na digitalização de seus
negócios. E lembre-se: você não está sozinho.
Descubra quais são as profissões que dominarão o mercado nos próximos
anos e como você pode se preparar para essas oportunidades.
O mercado de trabalho vive em constante mudança, especialmente devido
à adaptação às novas tecnologias. Se nos anos 90 e 2000, os donos de
locadoras puderam lucrar, com a globalização da internet, eles
precisaram mudar de ramo. Por outro lado, da mesma forma como as
profissões tornam-se obsoletas, outras surgem.
Esse fenômeno sempre existiu e sempre existirá, mas em vez de pensar
no “luto”, com medo de ficar para trás, comece a se inteirar no mundo
das Profissões do Futuro para estar um passo à frente dos demais. Diante
de tanta competitividade, isso é indispensável!
Portanto, não deixe para se especializar quando não tiver mais saída,
ou seja, quando o mercado estiver quase saturado. Conheça, neste
artigo, quais são as carreiras emergentes, que estarão em alta nos
próximos anos e saiba como se preparar.
Setores em alta e tendências de carreiras do futuro
Tecnologia da Informação e Inteligência Artificial
A demanda por profissionais de TI, como desenvolvedores de software,
especialistas em segurança cibernética e engenheiros de inteligência
artificial, cresce muito, e mais: cresce rápido e falta profissionais.
Conforme a associação das empresas deste setor (BRASSCOM), ele
demanda cerca de 159 mil profissionais por ano, mas forma apenas 53 mil
pessoas anualmente, o que o torna ainda mais atrativo.
Além disso, a Inteligência Artificial vai continuar transformando
inúmeros setores, criando cada vez mais a necessidade de novos
profissionais na área. Como elas andam juntas, vale investir em
formações de TI com especialização em IA.
Saúde
Profissionais como bioinformáticos, especialistas em genética e
médicos com habilidades tecnológicas estarão em alta, pois com o aumento
da tecnologia, nada mais justo e relevante do que criar soluções
tecnológicas para a saúde, certo?
Áreas ligadas ao bem-estar, saúde mental e medicina preventiva
ganharão ainda mais relevância, e a alta demanda de profissionais como
biomédicos, dermatologistas, cirurgiões plásticos e terapeutas em geral
vai continuar aumentando. A diferença, é que, mais uma vez, a tecnologia
vai mudar a forma de trabalho desses profissionais, que devem estar
atentos às tendências.
Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o
Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países que mais realizam
cirurgias plásticas, e se depender da alta constante, não sairá desse
pódio tão cedo.
Sustentabilidade
Não é de hoje o debate acerca da crise climática, mas em 2024, os
brasileiros presenciaram de perto um cenário preocupante em relação às
queimadas e a seca no país. Na segunda semana de setembro, o Brasil
concentrou 71,9% das queimadas da América do Sul.
Nesse contexto, e com a crescente preocupação com as mudanças
climáticas, haverá uma demanda significativa por profissionais como
engenheiros ambientais, especialistas em energias renováveis e
consultores de sustentabilidade.
Vendas e Marketing
Profissionais com habilidades criativas, como designers, criadores de
conteúdo digital e estrategistas de marketing, não cairão no ostracismo
tão cedo. Pelo contrário!
Conforme dados da Forbes (2024), especialistas em Business
Intelligence e Transformação Digital e analistas de dados estão entre as
profissões mais requisitadas do setor de vendas e marketing durante os
próximos anos, conforme o que já vem acontecendo.
Bônus:
Confira mais Profissões do Futuro, ainda segundo pesquisa da Forbes:
Engenharia: engenheiro(a) em inteligência artificial; engenheiro(a) de dados;
Jurídico: venture capital, propriedade
intelectual/inovação/tecnologia, life sciences, privacidade e proteção
de dados, infraestrutura em geral/aeronáutico/marítimo;
Financeiro: ESG, private banking, áreas regulatórias (Compliance/KYC/Data Protection), M&A;
Recursos Humanos: especialista em DEI, people analytics, especialista em felicidade corporativa;
Apesar da especialização voltada ao setor desejado ser importante, em
todos os setores citados, as chamadas soft skills, como liderança,
comunicação e inteligência emocional, serão essenciais em um mundo cada
vez mais colaborativo e digital.
Por esse motivo, você deve focar em dois principais aspectos quanto à
sua capacitação: habilidades comportamentais e habilidades técnicas.
Mas afinal, como estar devidamente preparado?
Atualmente, as plataformas oferecem cursos nas mais diversas áreas,
técnicas e comportamentais, com treinamentos dos mais generalistas aos
mais específicos.
Benefícios de investir em cursos online:
flexibilidade de tempo e em questões geográficas;
certificação rápida devido à duração mais curta, mesmo em
instituições de prestígio, permitindo ao estudante mais chance de
realizar múltiplos cursos;
a educação online permite que os alunos tenham mais acesso às
novas ferramentas tecnológicas, habilidade essencial aos profissionais
do futuro.
Adotando o conceito de educação contínua
O conceito de long-life learning (aprendizado contínuo) deve ser
adotado por aqueles que querem se manter sempre à frente de seus
concorrentes. Isso porque, assim como mencionamos, o mercado sofre
mudanças a todo momento, exigindo atualização constante dos
profissionais.
Os cursos online com certificado, por exemplo, servem para manter o
profissional atualizado, além de fazê-lo demonstrar compromisso com a
aprendizagem contínua e com o aperfeiçoamento de suas habilidades. E
mais: demonstra aos líderes que está preparado para os desafios atuais
do setor em questão.
Mas cuidado! Na hora de escolher a instituição ideal, certifique-se
de que ela segue bons parâmetros de relevância (com cursos que atendam
às demandas atuais) e de qualidade (com boa reputação).
Preenchendo os requisitos, prepare-se para viver uma nova fase da sua
carreira. Já pensou em ser um dos pioneiros a se destacar na sua
empresa, ou então, conseguir finalmente a tão desejada transição de
carreira? Essa é uma ótima oportunidade!
O contato com o público é um grande influenciador no sucesso das marcas
Além de conquistar o cliente com um produto ou serviço de qualidade, a
experiência proporcionada pela jornada de compra é essencial para o
público. Com cada vez mais exigência acerca disso, as soluções
tecnológicas atualizaram as estratégias para aprimorar a customer
experience (CX).
O que é a tendência de customer experience?
A CX sempre foi um recurso relevante para gerar crescimento e agregar
valor nas marcas. Em suma, trata-se de ações voltadas para tornar a
relação entre o consumidor e a instituição satisfatória. “Alcançá-la não
depende apenas de entregar um bom serviço ou produto, mas sim, da
recepção do interessado, no atendimento e até o momento de pós venda.
Logo, não só gera leads, mas eleva a possibilidade de fidelização”,
argumenta Tiago Sanches, gerente comercial da Total IP.
Conforme uma pesquisa da PwC, 73% dos indivíduos consideram a CX como
um fator importante em suas decisões de compra. Ainda, segundo a
Forrester, melhorar esse aspecto pode levar as companhias a obterem um
aumento na receita. Os números mostram os líderes com 17% em comparação
com apenas 3% das instituições sem essa prioridade na estratégia. Para
reforçar, como mostra a Redweb, 73% das marcas com notas acima da média
no quesito CX, faturam 44% a mais em paralelo aos seus concorrentes.
Como melhorar a experiência do cliente?
De acordo com a Agência Brasil, a integração das novas ferramentas
tecnológicas aos processos corporativos é vantajosa. Os principais
ganhos são o aumento de produtividade (72%), melhoria da qualidade dos
produtos ou serviços e redução dos custos operacionais (60%). Dessa
maneira, Sanches lista quatro operações para aplicar no processo de
atendimento ao consumidor. Confira:
Tempo de suporte expandido: quando o interesse surge, o possível
cliente precisa ser atendido rapidamente. Logo, um suporte de 24h ajuda.
“O uso de bots podem programar as ligações e os canais de chat para
responder aos contatos receptivos da organização”, compartilha o
representante da Total IP.
Investimento nas redes sociais: segundo o levantamento da Comscore, o
Brasil é o 3º país com mais uso de redes sociais no mundo. Isso
determina um ambiente propício para captar clientela. “As mídias são
indispensáveis para instigar o público, gerar desejo, proximidade e
principalmente, acessibilidade às novidades da marca”, acrescenta o
gerente.
Treinamento e monitoramento dos colaboradores: os funcionários,
especialmente do setor de atendimento, têm um papel fundamental nessa
satisfação. Dessa maneira, treiná-los também é indispensável para
alcançar melhores resultados. “Vincular o capital humano com as
soluções, como o Speech Analytics, torna as operações de teleatendimento
e as campanhas de prospecção dos comércios assertivas. Quando essa
licença é adquirida com a Total IP, o monitoramento das chamadas é
avaliado por meio da Inteligência Artificial. Com isso, os supervisores
observam rapidamente o desempenho da equipe e aplicam feedbacks para o
seu time”, explica o especialista.
Aposte em uma comunicação omni: a comunicação entre organização e
seus interessados pode ocorrer de inúmeras formas e em diferentes
canais. Eles vão desde ligações até comentários nas principais redes
sociais. Logo, é relevante proporcionar alternativas de contato para não
perder nenhuma demanda. “Para facilitar essa integração, a Total IP
oferece o Omni Robô e Omni Chat. Em suma, os mecanismos fazem ações
ativas e receptivas em diferentes meios, como o WhatsApp, chat para
site, telefone empresarial e outros”, finaliza.
Por fim, o especialista em vendas reforça a importância do
investimento para aumentar o alcance da marca. “Esse processo não se
trata apenas de pensar no lucro. Os ganhos exigem um equilíbrio com
melhorias na estrutura, incentivo aos colaboradores e atenção às
tendências do mercado”, finaliza.
Descubra o Marketplace Valeon do Vale do Aço: Um Hub de Empresas, Notícias e Diversão para Empreendedores
Moysés Peruhype Carlech – ChatGPT
O Vale do Aço é uma região próspera e empreendedora, conhecida por
sua indústria siderúrgica e seu ambiente de negócios dinâmico. Agora
imagine ter um único local onde você pode encontrar todas as informações
e recursos necessários para ter sucesso nesse ambiente competitivo.
Bem-vindo ao Marketplace Valeon do Vale do Aço – um hub online que
engloba empresas, notícias, diversão e empreendedorismo, oferecendo uma
plataforma única para empresários e gerando leads valiosos.
Um ecossistema empresarial abrangente:
O Marketplace Valeon do Vale do Aço reúne empresas locais de diversos
setores em um só lugar. Com uma interface intuitiva, os usuários podem
facilmente encontrar e se conectar com fornecedores, parceiros
comerciais e clientes potenciais na região. A plataforma oferece uma
ampla gama de categorias de negócios, desde indústrias tradicionais até
empresas inovadoras, garantindo que todos os empreendedores encontrem as
oportunidades certas para expandir seus negócios.
Notícias e insights atualizados:
Além de ser um diretório empresarial, o Marketplace Valeon do Vale do
Aço também oferece um fluxo contínuo de notícias e insights relevantes
para os empresários da região. Através de parcerias com veículos de
comunicação locais e especialistas em negócios, a plataforma mantém os
usuários informados sobre as últimas tendências, oportunidades de
mercado, mudanças regulatórias e eventos relevantes. Essas informações
valiosas ajudam os empresários a tomar decisões informadas e a se
manterem à frente da concorrência.
Diversão e engajamento:
Sabemos que a vida empresarial não é só trabalho. O Marketplace
Valeon do Vale do Aço também oferece uma seção de entretenimento e
lazer, onde os usuários podem descobrir eventos locais, pontos
turísticos, restaurantes e muito mais. Essa abordagem holística permite
que os empresários equilibrem o trabalho e a diversão, criando uma
comunidade unida e fortalecendo os laços na região.
Foco no empreendedorismo:
O Marketplace Valeon do Vale do Aço é uma plataforma que nutre o
espírito empreendedor. Além de fornecer informações e recursos valiosos,
também oferece orientação e suporte para os empresários que desejam
iniciar seus próprios negócios. Com seções dedicadas a tutoriais,
estudos de caso inspiradores e conselhos de especialistas, o marketplace
incentiva e capacita os empreendedores a alcançarem seus objetivos.
Geração de leads para os empresários:
Uma das maiores vantagens do Marketplace Valeon do Vale do Aço é a
capacidade de gerar leads qualificados para os empresários. Com um
público-alvo altamente segmentado, a plataforma oferece a oportunidade
de se conectar diretamente com potenciais clientes interessados nos
produtos e serviços oferecidos pelas empresas cadastradas. Isso
significa que os empresários podem aumentar sua visibilidade, expandir
sua base de clientes e impulsionar suas vendas de forma eficiente.
Conclusão:
O Vale do Aço é uma região cheia de oportunidades e empreendedorismo,
e o Marketplace Valeon do Vale do Aço se torna um recurso indispensável
para os empresários locais. Ao oferecer um ecossistema empresarial
abrangente, notícias atualizadas, diversão, suporte ao empreendedorismo e
a geração de leads qualificados, o Marketplace Valeon se destaca como
uma ferramenta poderosa para impulsionar os negócios na região. Não
perca a chance de fazer parte dessa comunidade dinâmica e descubra o
poder do Marketplace Valeon do Vale do Aço para o seu sucesso
empresarial.
A STARTUP VALEON OFERECE SEUS SERVIÇOS AOS EMPRESÁRIOS DO VALE DO AÇO
Moysés Peruhype Carlech
A Startup Valeon, um site marketplace de Ipatinga-MG, que faz
divulgação de todas as empresas da região do Vale do Aço, chama a
atenção para as seguintes questões:
• O comércio eletrônico vendeu mais de 260 bilhões em 2021 e superou
pela primeira vez os shopping centers, que faturou mais de 175 bilhões.
• Estima-se que mais de 35 bilhões de vendas dos shoppings foram migradas
para o online, um sintoma da inadequação do canal ao crescimento digital.
• Ou seja, não existe mais a possibilidade de se trabalhar apenas no offline.
• É hora de migrar para o digital de maneira inteligente, estratégica e intensiva.
• Investir em sistemas inovadores permitirá que o seu negócio se
expanda, seja através de mobilidade, geolocalização, comunicação,
vendas, etc.
• Temas importantes para discussão dos Shoppings Centers e do Comércio em Geral:
a) Digitalização dos Lojistas;
b) Apoio aos lojistas;
c) Captura e gestão de dados;
d) Arquitetura de experiências;
e) Contribuição maior da área Mall e mídia;
f) Evolução do tenant mix;
g) Propósito, sustentabilidade, diversidade e inclusão;
h) O impacto do universo digital e das novas tecnologias no setor varejista;
i) Convergência do varejo físico e online;
j) Criação de ambientes flexíveis para atrair clientes mais jovens;
k) Aceleração de colaboração entre +varejistas e shoppings;
l) Incorporação da ideia de pontos de distribuição;
m) Surgimento de um cenário mais favorável ao investimento.
Vantagens competitivas da Startup Valeon:
• Toda Startup quando entra no mercado possui o sonho de se tornar
rapidamente reconhecida e desenvolvida no seu ramo de atuação e a
Startup Valeon não foge disso, fazem dois anos que estamos batalhando
para conquistarmos esse mercado aqui do Vale do Aço.
• Essa ascensão fica mais fácil de ser alcançada quando podemos
contar com apoio dos parceiros já consolidados no mercado e que estejam
dispostos a investir na execução de nossas ideias e a escolha desses
parceiros para nós está na preferência dos empresários aqui do Vale do
Aço para os nossos serviços.
• Parcerias nesse sentido têm se tornado cada vez mais comuns, pois
são capazes de proporcionar vantagens recíprocas aos envolvidos.
• A Startup Valeon é inovadora e focada em produzir soluções em tecnologia e estamos diariamente à procura do inédito.
• O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do
mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas
desse mercado e em especial viemos para ser mais um complemento na
divulgação de suas Empresas e durante esses dois anos de nosso
funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia,
inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina dessa grande
empresa. Temos a missão de surpreender constantemente, antecipar
tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos
manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em
como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.
• Temos a plena certeza que estamos solucionando vários problemas de
divulgação de suas empresas e bem como contribuindo com o seu
faturamento através da nossa grande audiência e de muitos acessos ao
site (https://valedoacoonline.com.br/) que completou ter mais de 100.000
acessos.
Provas de Benefícios que o nosso site produz e proporciona:
• Fazemos muito mais que aumentar as suas vendas com a utilização das nossas ferramentas de marketing;
• Atraímos visualmente mais clientes;
• Somos mais dinâmicos;
• Somos mais assertivos nas recomendações dos produtos e promoções;
• O nosso site é otimizado para aproveitar todos os visitantes;
• Proporcionamos aumento do tráfego orgânico.
• Fazemos vários investimentos em marketing como anúncios em
buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para
impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso site e aumentar as
suas vendas.
Proposta:
Nós da Startup Valeon, oferecemos para continuar a divulgação de suas
Empresas na nossa máquina de vendas, continuando as atividades de
divulgação e propaganda com preços bem competitivos, bem menores do que
os valores propostos pelos nossos concorrentes offlines.
Pretendemos ainda, fazer uma página no site da Valeon para cada
empresa contendo: fotos, endereços, produtos, promoções, endereços,
telefone, WhatsApp, etc.
O site da Valeon é uma HOMENAGEM AO VALE DO AÇO e esperamos que seja
também uma SURPRESA para os lojistas dessa nossa região do Vale do Aço.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em
torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
A Startup Valeon um marketplace aqui do Vale do Aço volta a oferecer
novamente os seus serviços de prestação de serviços de divulgação de
suas empresas no nosso site que é uma Plataforma Comercial, o que aliás,
já estamos fazendo há algum tempo, por nossa livre e espontânea
vontade, e desejamos que essa parceria com a sua empresa seja
oficializada.
A exemplo de outras empresas pelo país, elas estão levando para o
ambiente virtual as suas lojas em operações que reúnem as melhores
marcas do varejo e um mix de opções.
O objetivo desse projeto é facilitar esse relacionamento com o
cliente, facilitando a compra virtual e oferecer mais um canal de
compra, que se tornou ainda mais relevante após a pandemia.
Um dos pontos focais dessa nossa proposta é o lojista que pode tirar o
máximo de possibilidade de venda por meio da nossa plataforma. A
começar pela nossa taxa de remuneração da operação que é muito abaixo do
valor praticado pelo mercado.
Vamos agora, enumerar uma série de vantagens competitivas que oferecemos na nossa Plataforma Comercial Valeon:
• O Site Valeon é bem elaborado, com layout diferenciado e
único, tem bom market fit que agrada ao mercado e aos clientes.
• A Plataforma Valeon tem imagens diferenciadas com
separação das lojas por categorias, com a descrição dos produtos e
acesso ao site de cada loja, tudo isso numa vitrine virtual que
possibilita a comunicação dos clientes com as lojas.
• Não se trata da digitalização da compra nas lojas e sim
trata-se da integração dos ambientes online e offline na jornada da
compra.
• No país, as lojas online, que também contam com lojas
físicas, cresceram três vezes mais que as puramente virtuais e com
relação às retiradas, estudos demonstram que 67% dos consumidores que
compram online preferem retirar o produto em lojas físicas.
• O número de visitantes do Site da Valeon
(https://valedoacoonline.com.br/) tem crescido exponencialmente, até o
momento, temos mais de 245.000 visitantes e o site
(https://valeonnoticias.com.br/) também nosso tem mais de 5.800.000 de
visitantes.
• O site Valeon oferece ao consumidor a oportunidade de
comprar da sua loja favorita pelo smartphone ou computador, em casa, e
ainda poder retirar ou receber o pedido com rapidez.
• A Plataforma Comercial da Valeon difere dos outros
marketplaces por oferecer além da exposição das empresas, seus produtos e
promoções, tem outras formas de atrair a atenção dos internautas como:
empresas, serviços, turismo, cinemas e diversão no Shopping, ofertas de
produtos dos supermercados, revenda de veículos usados, notícias locais
do Brasil e do Mundo, diversão de músicas, rádios e Gossip.
Nós somos a mudança, não somos ainda
uma empresa tradicional. Crescemos tantas vezes ao longo do ano, que
mal conseguimos contar. Nossa história ainda é curta, mas sabemos que
ela está apenas começando.
Afinal, espera-se tudo de uma startup que costuma triplicar seu crescimento, não é?
Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.
Pressionada por governos, associações comerciais e produtores, a
Comissão Europeia adiou em um ano a implementação de sua Lei
Antidesmatamento, que proíbe a comercialização de produtos de áreas
desmatadas após 2020. É um alívio não só para o Brasil, mas para países
diversos, dos EUA à China, além de nações latino-americanas, africanas e
do Sudeste Asiático. O governo brasileiro tem um ano para trabalhar com
produtores nacionais em busca de adaptação às regras, mas, sobretudo,
para mobilizar sua diplomacia a se alinhar com outras partes
interessadas ao redor do mundo e pressionar a Comissão Europeia: o
problema não é só, como ela alega, o prazo para a adequação às regras,
mas os excessos dessas regras.
A lei, por exemplo, não distingue entre desmatamento legal e ilegal,
como previsto nas leis brasileiras. O Código Florestal é uma das
legislações mais equilibradas e restritivas do mundo. Fazendeiros no
bioma amazônico são obrigados a manter a cobertura original de 80% de
suas propriedades – nos outros biomas, esse porcentual chega a 50% – e
isso sem serem remunerados por seus serviços ambientais. No Brasil, 66%
do território é coberto por vegetação nativa. Na Amazônia, são 83%. Já
na Europa são só 2%. A agricultura brasileira ocupa só 10% do
território, e, pelos critérios da ONU, ela tem baixo nível de emissões
de CO2. Segundo estudo publicado na revista Science, 62% do desmatamento
ilegal na Amazônia e no Cerrado está concentrado em apenas 2% das
fazendas de gado e soja.
A maioria dos produtores já atende às novas exigências europeias. Mas
a regulação desconsidera não só as leis e certificados nacionais, mas
técnicas de plantio que envolvem ciclos de desmate e reflorestamento, e
impõe critérios de rastreabilidade complexos e onerosos. Os maiores
prejudicados serão os pequenos e médios produtores, que, não tendo como
arcar com essas exigências, serão marginalizados em favor das grandes
corporações.
No passado, a principal motivação para regras como essas era o
protecionismo. Há algo disso no novo regulamento. Mas o fato que mais
ilustra suas disfuncionalidades e excessos é que as maiores pressões
vieram não de fora, mas de dentro. Cerca de 20 países europeus pediram
sua suspensão ou abolição. O Partido Popular Europeu (centro-direita), o
maior da Europa, a chamou de “um monstro burocrático”.
Importadores e industriais europeus reclamam dos custos. Agricultores
se queixam de que as regras prejudicarão suas exportações.
Recentemente, fazendeiros franceses cercaram o Palácio do Eliseu com
tratores obrigando o governo a recuar de uma lei que os obrigava a
preservar florestas em meros 4% de suas propriedades. Os protestos se
multiplicam da Holanda à Alemanha e à Polônia.
A elite tecnocrática em Bruxelas alega agir em função do “interesse
público”. De fato, sob influência excessiva do ativismo ambiental, a
legislação conta com apoio de grande parte dos consumidores europeus.
Mas esses consumidores estão mal informados e ignoram que medidas como
essas não só terão impactos sociais negativos – como sobre os pequenos
produtores dos países em desenvolvimento – e serão contraproducentes ao
próprio meio ambiente – ao obrigar, por exemplo, esses produtores
marginalizados a apelar a práticas predatórias para sua subsistência –,
mas afetarão seus próprios interesses. Pergunte a um europeu se ele
prefere que seus produtos venham de áreas com desmatamento “zero”, e
obviamente dirá que sim, mas pergunte se está disposto a pagar até 30% a
mais por seu café, chocolate e outros produtos, e a resposta será bem
diferente. Barreiras excessivas como as previstas na nova lei impõem
riscos de inflação, insegurança alimentar e desestabilização da economia
europeia.
Por décadas o crescimento da Europa tem ficado para trás na
comparação com outros países desenvolvidos, mas sua produtividade na
fabricação de regulações é incomparável. Boa parte delas é mero
protecionismo disfarçado. Mas não é só hipocrisia. Muitas são
genuinamente motivadas por boas intenções. O problema é que, como sabe
bem a sabedoria popular, de boas intenções o inferno está cheio.
Guilherme Boulos (PSOL) foi o candidato que mais recebeu recursos do
Fundão na corrida municipal de 2024 Foto: Taba Benedicto/Estadao
Guilherme Boulos (PSOL),
candidato em São Paulo, é até aqui o mais beneficiado pelo fundão. Ele
recebeu R$ 65 milhões em recursos – R$ 35 milhões de sua sigla e R$ 30
milhões doados pelo PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Adversário de Boulos na capital e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB) recebeu
R$ 43,7 milhões do fundão. Esse montante é a soma das doações feita por
sete siglas: PL do ex-presidente Jair Bolsonaro (R$ 17 milhões), MDB
(R$ 15 milhões), Progressistas e Podemos (R$ 3 milhões cada), PRB e PSD
(R$ 2 milhões cada). Ambos disputam vaga no 2º turno de acordo com as
mais recentes pesquisas de intenção de voto.
Distante do pelotão de frente nas pesquisas, Tabata Amaral (PSB) também aparece na lista das campanhas com mais recursos públicos, com R$ 14,2 milhões doados por seu partido.
Briga no Rio também envolve candidatos com recursos do fundão
Em uma campanha com R$ 26 milhões do fundão, Alexandre Ramagem (PL) tenta se aproximar de Eduardo Paes (PSD) nas
pesquisas e ir para o segundo turno no Rio. O adversário, que concorre à
reeleição e mira a vitória no primeiro turno, recebeu R$ 21,3 milhões
de seu partido para a empreitada.
A embolada disputada pela prefeitura de Fortaleza,
onde quatro candidatos aparecem com chances de avançar ao segundo
turno, tem três nomes na lista dos que mais receberam verba do fundão em
2024: José Sarto (PDT), com R$ 15 milhões; André Fernandes (PL), R$
13,2 milhões; e Capitão Wagner (União), R$ 12, 2 milhões.
Candidatos em Belo Horizonte, Bruno Engler (PL) e Fuad Noman (PSD) também
estão entre os mais beneficiados pela verba pública. O bolsonarista
recebeu R$ 15 milhões; seu adversário, que tenta a reeleição, R$ 13,6
milhões.
Veja o Top 10 dos candidatos que mais receberam verba do fundão em 2024*:
Guilherme Boulos (PSOL) – São Paulo/SP – R$ 65 milhões
Ricardo Nunes (MDB) São Paulo/SP – R$ 43,7 milhões
Alexandre Ramagem (PL) – Rio de Janeiro/RJ – R$ 26 milhões
Eduardo Paes (PSD) – Rio de Janeiro/RJ – R$ 21,3 milhões
José Sarto (PDT) – Fortaleza/CE – R$ 15 milhões
Bruno Engler (PL) – Belo Horizonte/MG – R$ 15 milhões
Tabata Amaral (PSB) – São Paulo/SP – R$ 14,2 milhões
Fuad Noman (PSD) – Belo Horizonte/MG – R 13,6 milhões
André Fernandes (PL) – Fortaleza/CE – R$ 13,2 milhões
Capitão Wagner (União) – Fortaleza/CE – R 12,2 milhões
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) assinou nesta quinta-feira (3) projeto de lei que propõe a criação
da Alada, uma estatal aeroespacial que seria subsidiária de uma outra
estatal, a NAV Brasil, criada por Jair Bolsonaro (PL).
O projeto será encaminhado para o Congresso. Sua assinatura ocorreu
durante encontro fora da agenda no Palácio do Planalto com o ministro
José Múcio (Defesa) e o comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno.
A medida foi anunciada pela Secom (Secretaria de Comunicação da
Presidência). O projeto de lei em si e a estimativa de custo ainda não
foram divulgados.
“O objetivo é explorar economicamente a infraestrutura e navegação
aeroespaciais e as atividades relacionadas ao desenvolvimento de
projetos e equipamentos aeroespacial”, diz o texto do governo.
Quando assumiu terceiro mandato, Lula reverteu privatizações e
cancelou outras que estavam em andamento por Bolsonaro, mas a Alada
seria a primeira estatal criada por ele.
Bolsonaro, por sua vez, tinha equipe econômica com postura liberal,
com política de privatizar o máximo possível das estatais do governo.
Apesar disso, também criou uma estatal vinculada aos militares, a NAV
Brasil, cedendo à pressão da Aeronáutica.
Desde a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os militares
pleiteavam a criação da estatal. A empresa concentra a atividade de
navegação aérea do país.
Vinculada ao Ministério da Defesa por meio do Comando da Aeronáutica,
a NAV Brasil recebeu aval para ser criada em novembro de 2019, em lei
sancionada pelo então presidente.
A criação da Alada é uma demanda antiga da Aeronáutica. Em 2018, a
FAB tinha nos planos tirar a empresa do papel, com custo inicial de R$ 1
milhão.
A ideia à época era ter maior agilidade para fechar contratos com
estrangeiros, arrecadar as taxas e reinvestir o valor no programa
espacial, reduzindo a burocracia e evitando a lei de licitações.
História de CÉZAR FEITOZA E MARIANNA HOLANDA – Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma ala do governo Lula (PT) vê risco de
uma judicialização com a portaria do ministro Fernando Haddad (Fazenda)
que criou uma “lista positiva” dos sites de apostas esportivas online,
as chamadas bets.
O ato, publicado em 17 de setembro, alterou prazos dentro do processo
de regulamentação que tem sido tocado pelo governo Lula (PT) desde o
ano passado. O texto determinou que apenas empresas que tivessem
manifestado interesse em se regulamentar poderiam continuar a operar no
país.
Assim, antecipou a proibição de bets consideradas irregulares de
janeiro de 2025 para outubro. Sites que não estão na lista, divulgada
nesta terça-feira (1º), começarão a ser derrubados por ordem do governo a
partir do dia 11 deste mês.
A portaria surgiu em meio a denúncias recentes envolvendo casas de
apostas, reações do Congresso contra as bets e pressões dos setores
bancário e do varejo.
No mesmo dia da publicação, Haddad falou que o fenômeno das bets
“virou um problema social” e ressaltou que isso é um dos efeitos
causados pelo fato de o governo Jair Bolsonaro (PL) não ter
regulamentado o mercado nos quatro anos de mandato a lei que liberou as
bets no país, de 2018, previa que isso ocorresse nesse período.
A medida do Ministério da Fazenda, contudo, enfrenta críticas
inclusive de integrantes do governo. Para eles, o processo ocorreu de
forma açodada e pode gerar ações na Justiça de empresa em busca de
continuar operando a portaria já havia sido criticada por
representantes do setor de apostas, de forma reservada.
A percepção sobre judicialização do tema foi reforçada por uma
decisão judicial, do mesmo dia da divulgação da lista, em benefício da
Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). Uma liminar suspendeu os
efeitos dessa portaria da Fazenda, e de outras duas, para empresas
registradas na Loterj.
Como a Loterj tem credenciado no Rio empresas para atuarem em todo o
país, o que ocorre após um drible em regras federais e no entendimento
judicial, a decisão permite que todas as casas de lá possam continuar a
funcionando em todo território nacional.
A VaideBet, empresa investigada pela Polícia Civil de Pernambuco por
lavagem de dinheiro e jogo ilegal, ficou de fora da lista da Fazenda,
mas teve aval de credenciamento da Loterj nesta quarta (2).
A operação policial que envolveu a VaideBet levou à prisão da
influenciadora e advogada Deolane Bezerra e ao indiciamento do sertanejo
Gusttavo Lima.
Segundo relatos feitos à reportagem, o mercado tem entendimento,
mesmo entre as empresas já cadastradas para a regulamentação, de que
houve mudança nas regras com o jogo rolando a partir a publicação da
portaria.
Integrantes da Fazenda tem negado essas avaliações, e defendem o ato
como necessário. A AGU (Advocacia-Geral da União), por sua vez, analisa
essa possibilidade, assim como outros desdobramentos de propostas do
governo para conter o endividamento dos mais pobres.
O tema foi debatido por ministros do governo em reunião convocada
pelo presidente no Palácio do Planalto para esta quinta-feira (3), às
15h.
Participaram integrantes de ao menos seis ministérios:
Desenvolvimento Social, Saúde, Esportes, Fazenda, AGU e Casa Civil. O
encontro deveria ter ocorrido na quarta-feira, mas foi adiado após a
falha no avião de Lula, em retorno do México.
O presidente Lula demonstrou indignação ao se deparar com a notícia
do impacto das bets nas contas da população mais pobres e alta de
endividamento. Análise técnica do Banco Central mostrou que, somente em
agosto, pessoas atendidas pelo Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em
bets por meio de pagamentos com Pix.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse à Folha
de S.Paulo que Lula pediu “urgentes providências” sobre o tema. A pasta é
responsável pelo programa.
Uma das alternativas na mesa é vetar para as bets o cartão do Bolsa
Família, que pode ser usado para compras no débito e outras
movimentações, como saque do benefício, segundo o ministro.
O monitoramento por CPF está previsto na regulação do setor no
Brasil. “Você vai ter CPF por CPF de quem está apostando, tudo sigiloso,
mas ele vai abrir essa conta. Vamos poder ter um sistema de alerta em
relação às pessoas que estão revelando uma certa dependência psicológica
do jogo”, detalhou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na
quarta-feira (25).
Outra alternativa na mesa seria fazer o controle por meio do
CadÚnico, cadastro de beneficiários, ao qual só o governo tem acesso. A
ideia seria avaliar quem está gastando com bets, e então suspender o CPF
ou trocar o benefício de titularidade.
Essa possibilidade poderia expor menos quem recebe o Bolsa Família, mas está em estudo assim como as demais.
Há uma ala do governo que fala em uma regulação mais ampla e não
apenas focada nos beneficiários. A ideia seria tentar diminuir os
efeitos nocivos do vício no jogo em todos, não apenas nos mais pobres.
A contínua escalada da violência levou políticos e analistas de todo o mundo a expressar seu temor de uma guerra total no Oriente Médio.
Por isso, perguntamos aos correspondentes da BBC na região quais as
possibilidades de que isso venha a acontecer e se uma guerra maior na
região poderia desencadear um conflito global.
Nawal Al-Maghafi, repórter de investigações internacionais
Para descrever a situação atual no Oriente Médio, é comum recorrer à expressão “à beira do precipício”.
Mais de 40 mil vidas já foram perdidas em Gaza e mais de 1 mil mortes ocorreram no Líbano em apenas uma semana.
O custo humanitário é colossal. Milhões de pessoas foram deslocadas e áreas inteiras estão em ruínas. A perspectiva de cair naquele precipício é assustadora.
Estamos presenciando uma das mais perigosas crises verificadas na região nas últimas décadas.
Na semana passada, houve comemorações em Israel após a morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah. A eliminação de Nasrallah e de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, pode ter trazido satisfação momentânea para as pessoas que desejam destruir o chamado Eixo da Resistência do Irã, mas as comemorações, sem dúvida, são prematuras.
É inegável que Israel causou baixas significativas para o Hezbollah
em seus ataques dirigidos que eliminaram líderes importantes.
A campanha contra o Hamas já dura um ano e gerou impactos
devastadores para milhões de pessoas na Faixa de Gaza. Ela reduziu
significativamente as capacidades do grupo, mas é improvável que venha a
marcar o fim do Hamas como importante força política e militar.
Nem todos concordam neste ponto. Mas as pessoas que discordam não
percebem como esses grupos constroem e sustentam seu alcance e sua
influência. São movimentos profundamente institucionalizados e
indissociavelmente incorporados ao tecido social e político no qual eles
operam.
A morte de Nasrallah e a reação do Irã deixaram a região perigosamente próxima de uma guerra total.
A retórica dos líderes israelenses após o ataque dos mísseis
iranianos sugere que a intensificação do conflito é inevitável,
envolvendo diretamente os dois inimigos, além das forças apoiadas pelo
Irã no Líbano, Síria, Iêmen e Iraque, bem como os aliados de Israel no
Ocidente, incluindo os EUA e o Reino Unido.
“Esta é a maior oportunidade de mudar a face do Oriente Médio dos
últimos 50 anos”, declarou no X, antigo Twitter, o ex-primeiro-ministro
de Israel, Naftali Bennett. Ele sugere que Israel ataque as instalações
nucleares iranianas para “inviabilizar totalmente aquele regime
terrorista”.
Se as suas palavras forem indicações das intenções oficiais, podemos
estar à beira de algo realmente sem precedentes e devastador para a
região.
Desde o início da guerra em Gaza, os esforços diplomáticos para
reduzir o conflito falharam repetidamente. As principais potências se
mostraram incapazes de refrear ou até mesmo de influenciar
significativamente os combates.
Este fracasso contínuo chama a atenção para uma ordem global
profundamente fraturada, incapaz de se reunir para fazer valer a
legislação internacional ou as próprias regras vigentes de combate. Esta
fratura parece destinada a se aprofundar ainda mais, com consequências
desastrosas para a região e seu povo.
Nisrine Hatoum, correspondente da BBC News Árabe em Beirute, no Líbano
Os libaneses não estão preparados para enfrentar uma guerra total.
É claro que estão aumentando os temores de uma guerra total nos
países vizinhos, como a Síria, Irã, Iraque, Iêmen e, talvez, na
Jordânia. Estes temores se multiplicaram depois dos ataques de mísseis
do Irã contra Israel na terça-feira (1/10) e com a possibilidade de
novos ataques iranianos.
Se o Irã atacar novamente, os Estados Unidos e outros países
ocidentais que apoiam Israel poderão intervir, aumentando ainda mais as
possibilidades de uma guerra total.
Israel está atacando o grupo militante Hezbollah no Líbano, não o
exército libanês. E a posição oficial libanesa é de tentar evitar uma
guerra maior.
Aqui, as autoridades estão trabalhando 24 horas por dia, com esforços
diplomáticos liderados pela França, para chegar a um acordo de
cessar-fogo. Todo o trabalho tem como objetivo implementar a Resolução
1701 das Nações Unidas, que respalda e dá poder ao exército libanês,
deslocando-o para o sul do Líbano.
Internamente, persistem os esforços para eleger um presidente e ativar as instituições constitucionais.
Aqui no Líbano, nunca houve disposição para a guerra. As pessoas
estão cansadas de conflitos, principalmente agora que enfrentam uma
longa crise econômica, que persiste desde outubro de 2019.
A maioria das pessoas deseja viver em paz e evitar a guerra. Alguns
libaneses acreditam que foram arrastados para uma guerra que não é sua.
Muitos acreditam que chegou a hora de interromper o conflito árabe-israelense, para poderem viver em paz de forma permanente.
Só será possível evitar uma guerra total por meio de esforços diplomáticos, para que o Líbano não entre em colapso.
As guerras anteriores comprovaram que as operações militares não
forneceram soluções duradouras e que recorrer ao diálogo e aos meios
diplomáticos pode pôr fim ao conflito de forma mais eficaz.
Se olharmos para trás, em 2006, a guerra contra Israel durou apenas
34 dias, em circunstâncias diferentes. Não havia uma guerra em Gaza, nem
envolvimento da Síria, Iraque, Irã e Iêmen.
Não podemos esquecer que, ao contrário do que aconteceu durante a
guerra de 2006, existem agora diversas forças regionais envolvidas. E o
Líbano, oficialmente, é um Estado fraco, com um exército incapaz de assumir o controle.
Muhannad Tutunji, correspondente da BBC News Árabe em Jerusalém
O Oriente Médio vem presenciando eventos sem precedentes, que podem
potencialmente resultar em um conflito regional significativo ou até
mesmo global.
A atual escalada entre Israel e o Hezbollah, ou até mesmo o Irã,
indica a possibilidade de que ocorra uma guerra total em algum momento.
Os recentes eventos significativos – como o assassinato do líder
político do Hamas, Ismail Haniyeh, e o assassinato por parte de Israel
do secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e de importantes
líderes políticos e militares das duas organizações – não levaram a uma
guerra regional no Oriente Médio.
Como jornalistas que acompanham os acontecimentos em Israel e suas
guerras do passado contra o Hezbollah, suspeitamos que o assassinato de
Hassan Nasrallah poderia gerar imediatamente uma guerra total que talvez
envolvesse o Irã. Mas isso não aconteceu.
As forças regionais sempre lutam para evitar que esses eventos deem
início a uma guerra regional e os Estados Unidos desempenham um papel
significativo neste particular.
Estes esforços podem ter tido sucesso no curto prazo, mas permanece a
questão se os ataques recíprocos em andamento entre Israel e o Irã
poderão gerar uma guerra total irreversível.
O gatilho para uma guerra regional, que poderia gerar um conflito
global, está entre Israel e o Irã. Ele quase foi disparado em abril,
quando Israel atacou o consulado iraniano na Síria, levando o Irã a
lançar do seu território centenas de ataques aéreos contra Israel.
Mas os Estados Unidos conseguiram conter a situação.
Na época, relatamos uma conversa entre o presidente americano Joe
Biden e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O contato se
deu em um momento de “emoções exacerbadas” pouco depois do ataque, que
incluiu cerca de 100 mísseis balísticos disparados simultaneamente em
direção a Israel.
Durante a ligação, os dois líderes discutiram “como desacelerar e
examinar as coisas”. Os Estados Unidos também declararam que não
apoiariam Israel em nenhum ataque retaliatório.
Mas a atual série de eventos, incluindo os assassinatos de Haniyeh e
Nasrallah e os ataques dirigidos por Israel ao Hezbollah, trouxeram de
volta ao Irã o dilema de reagir diretamente, com mais força do que
antes.
A reação de Israel, como alertaram suas autoridades, permanece um fator fundamental para determinar a possibilidade desta escalada dos confrontos.
A principal questão é se Israel realmente pretende atacar o Irã e
arrastar o país para uma guerra total, possivelmente para se aproveitar
da situação e atingir as instalações nucleares iranianas. Este é um
objetivo de Israel há muito tempo.
Alguns podem recear que os ataques iranianos contra Israel, embora
possam ser contidos por causarem danos materiais e não humanos, venham a
alterar a dinâmica das possíveis intenções de Israel.
Benjamin Netanyahu tenta criar mudanças significativas no Oriente
Médio. Ele acredita que este é um objetivo impossível sem atacar o Irã,
que Israel descreve como a “cabeça da cobra”.
Existe uma sensação de euforia em Israel, desde suas conquistas
contra o Hezbollah. Alguns podem acreditar que Israel poderia tomar
medidas maiores contra o Irã, que não possam ser contidas.
Esta decisão geraria uma guerra regional. E, se o Irã for
significativamente atingido, a guerra poderá envolver outros países,
potencialmente gerando um conflito global.
A intenção de Israel de pôr fim ao programa nuclear iraniano pode ser
o motivo desta guerra maior. E os ataques diretos do Irã contra Israel
poderão servir de pretexto para o conflito.
Mas a grande questão é: os Estados Unidos irão permitir que Israel siga adiante?
Eman Eriqat, correspondente da BBC News Árabe nos territórios palestinos
Uma mescla de alegria e medo pode ser a descrição do sentimento geral
dos palestinos na terça-feira (1/10) à noite, quando o Irã lançou cerca
de 200 mísseis em direção a Israel.
Muitas pessoas aguardavam este momento desde o início da guerra na
Faixa de Gaza. Eles acreditavam na importância da interferência externa
para apoiar Gaza e os territórios palestinos.
Os locais da queda dos mísseis iranianos nos territórios palestinos
se transformaram em cenário de fotos para a posteridade. Os palestinos
acreditam que esta pode se tornar uma guerra total.
O assassinato do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, após a morte
do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em julho, criaram o cenário para uma
guerra maior.
Aqui, o estado de espírito fez com que muitos palestinos revivessem
as lembranças da primeira e da segunda Intifada. Mesmo os que
vivenciaram a “Nakba” em 1948 dizem que a história está se repetindo.
A Nakba ocorreu em 14 de maio de 1948, quando Israel declarou sua
independência. No dia seguinte, começava uma guerra que fez com que até
750 mil palestinos que moravam naquelas terras fugissem ou fossem
expulsos de suas casas.
Nos territórios palestinos hoje em dia, muitas pessoas acreditam que a
situação atual indica que a ofensiva de Israel atingiu um novo nível,
que poderá ser muito mais sangrento.
Por muitos anos, a Autoridade Palestina destacou a importância de:
Promover soluções políticas que suspendam as operações militares.
Não entrar em conflitos e buscar soluções políticas que protejam e favoreçam a implementação da solução de dois Estados.
Eles acreditam que este caminho ofereceria aos palestinos um Estado dentro das fronteiras de 1967, ao lado de Israel.
Desde 7 de outubro de 2023, data de início da mais recente guerra na
Faixa de Gaza, o presidente palestino Mahmoud Abbas convocou a
comunidade internacional a intervir e anunciar um cessar-fogo imediato.
Seus apelos receberam apoio internacional, mas, em terra, as
operações militares continuam, reforçando em muitos palestinos a crença
de que a possibilidade de uma guerra total na região é muito maior do
que as chances de retomada do processo de paz.
Kasra Naji, correspondente da BBC News Persa
A decisão de atacar Israel diretamente do Irã com cerca de 200 mísseis balísticos não foi uma decisão fácil para o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei.
Ele normalmente não toma decisões rápidas sem consideração adequada.
Khamenei prefere o que ele próprio chama de “paciência estratégica”.
Mas ele e seu governo sofreram intensa pressão dos seus próprios
políticos de linha dura e dos membros das suas milícias aliadas na
região, para reagir militarmente à eliminação da liderança do Hezbollah
por parte de Israel.
Os políticos de linha dura também pressionaram para que o país
reagisse à morte de um importante general da Guarda Revolucionária, em
um ataque em massa ao seu esconderijo no sul de Beirute.
O Irã sofreu perdas importantes de prestígio em julho, por não reagir
ao assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, na capital iraniana,
Teerã. Acredita-se que a explosão que o matou tenha sido resultado do
trabalho das operações de inteligência de Israel no Irã.
Mas o líder supremo do Irã sabe que seu país não é capaz de enfrentar uma guerra maior.
Militarmente, o Irã não é páreo para Israel,
que detém superioridade quase completa sobre o Irã em poderio aéreo. O
espaço aéreo do Irã, em grande parte, é aberto para os aviões
israelenses.
Economicamente, o Irã está de joelhos, após muitos anos de sanções
dos Estados Unidos e de outros países. E, politicamente, o governo é
muito impopular entre o povo iraniano.
Poucos cidadãos iranianos apoiariam uma guerra contra Israel, com
tantos outros problemas domésticos importantes. Eles reconhecem que a
guerra poderia gerar mais sanções e aumento das dificuldades econômicas.
Muitos não veem Israel como inimigo.
Mas o líder supremo precisou correr o risco, na esperança de que um
ataque controlado contra alvos militares e de inteligência possa causar
apenas uma reação similar, que, segundo seus cálculos, o Irã poderá
absorver.