segunda-feira, 30 de setembro de 2024

CONVERSOR SOLAR O QUE É E MODELOS

 

TecMundo – Bianca Seabra

Imagem de: Inversor Solar: o que é e como funciona?

O inversor solar, ou inversor fotovoltaico, é um componente essencial em sistemas de energia solar. Sua principal função é converter a corrente contínua (CC) gerada pelos painéis solares em corrente alternada (CA), que é o tipo de energia que nossos aparelhos domésticos utilizam.

A conversão é necessária para um funcionamento eficiente e seguro de todo o sistema de energia solar. Diante da variedade de sistemas, há diferentes tipos de inversores, cada um projetado para atender a projetos específicos.

Quer entender melhor como funciona um inversor solar e como escolher o modelo ideal para o seu sistema? Continue lendo para descobrir tudo sobre esse equipamento!

O que é inversor solar?

O inversor solar é uma peça presente em qualquer sistema fotovoltaico com a principal função de converter a corrente gerada pelos painéis solares em uma forma de energia usada pela maioria dos aparelhos eletrônicos e sistemas elétricos.

Além de adaptar a energia para uso, o inversor fotovoltaico também otimiza a produção de energia e monitora o desempenho do sistema, garantindo segurança e eficiência.

A eficiência de um inversor solar é expressa em porcentagem.A eficiência de um inversor solar é expressa em porcentagem.Fonte:  GettyImages 

Os inversores podem ser instalados em diversos locais, desde painéis solares até espaços próximos ao quadro de luz, com a condição de que estejam protegidos do calor excessivo e da umidade.

Em instalações comerciais maiores, é comum dedicar uma sala apenas para esses equipamentos, devido ao seu tamanho e à necessidade de manutenção.

Os europeus têm uma longa tradição na produção de inversores solares, trazendo diversas inovações ao mercado. Contudo, inversores de qualidade também são fabricados em países como a China e o Brasil, oferecendo uma variedade de opções para atender a diferentes necessidades.

Como funciona o inversor solar?

O funcionamento de um inversor solar envolve três componentes principais: oscilador, transformador e regulador. Inicialmente, os painéis solares convertem a luz do sol em corrente elétrica, que é conduzida até o oscilador do inversor.

  1. O oscilador atua modificando a corrente contínua, que apresenta uma tensão constante, transformando-a em pulsos de tensão;
  2. Em seguida, a corrente passa pelo transformador, onde ocorre o processo de indução eletromagnética e os pulsos de tensão são transformados em corrente alternada;
  3. Por fim, o regulador assegura que a corrente alternada foi transformada corretamente e ajuda a evitar picos de tensão, que podem danificar os equipamentos.

Essa corrente alternada é o tipo de energia que pode ser utilizada pelos aparelhos elétricos comuns, tornando o sistema fotovoltaico prático e funcional para o dia a dia.

Embora nem todos os inversores apresentem um regulador, sua presença é uma vantagem adicional, aumentando a segurança e a estabilidade do sistema.

Quais são os tipos de inversor para energia solar?

1) Inversor solar on-grid (grid-tie)

Este é o tipo mais comum de inversor solar, conectado diretamente à rede elétrica da concessionária de energia. Sua principal função é injetar a energia gerada pelos painéis solares na rede, possibilitando que os usuários “vendam” o excesso de energia para a concessionária em troca de créditos.

Os créditos podem ser usados posteriormente para compensar o consumo da rede elétrica em momentos em que os painéis não estão gerando energia, como à noite. Quando há queda na rede elétrica, ele desliga automaticamente por segurança.

Além de ser capaz de alimentar a maioria dos equipamentos domésticos, o inversor on-grid também registra informações detalhadas sobre a eficiência do sistema e a quantidade de energia produzida.

2) Inversor solar off-grid

Projetado para sistemas que funcionam de forma independente da rede elétrica, o inversor solar off-grid é ideal para locais remotos ou situações em que não há acesso à rede convencional.

O inversor off-grid converte a corrente contínua das baterias que armazenam a energia gerada pelos painéis solares em corrente alternada, garantindo fornecimento constante mesmo durante a noite ou em dias nublados.

3) Inversor solar híbrido

O inversor solar híbrido combina as funcionalidades de um inversor on-grid e um off-grid. Isso significa que ele pode operar tanto conectado à rede elétrica quanto de forma independente, utilizando baterias para armazenar energia.

A versatilidade permite que o usuário programe o sistema para otimizar o uso da energia solar. Por exemplo, o inversor pode ser configurado para injetar energia na rede nos horários de alto custo e armazenar energia quando o gasto é menor.

4) Inversor solar string (inversor de parede)

O inversor solar string é uma variante do inversor on-grid. Ele conecta vários painéis solares em série a um único equipamento, o que simplifica a instalação e a manutenção do sistema.

Por ser maior que outros modelos, ele é frequentemente chamado de “inversor de parede” e é instalado em uma parede próxima ao quadro de distribuição de energia.

5) Microinversor

Projetado para funcionar com um único painel solar, o microinversor converte a energia de corrente contínua de cada painel diretamente em corrente alternada. Ao operar de forma independente, cada microinversor pode otimizar a eficiência e monitorar o desempenho de cada painel individualmente.

Isso é extremamente útil em situações onde os painéis solares podem ser afetados por sombras de forma desigual, quando é preciso detectar falhas ou facilitar uma expansão do sistema, adicionando painéis conforme necessário.

6) Inversor solar central

Ideal para projetos de grande porte, o inversor solar central funciona de maneira semelhante ao inversor string. Ele é capaz de converter grandes volumes de energia de corrente contínua em corrente alternada, sendo otimizado para operar em ambientes complexos e de alta demanda energética, como instalações industriais e usinas solares.

7) Inversor com otimizador de potência

Este tipo de inversor vem acompanhado de um otimizador de potência, um dispositivo que pode ser conectado ao inversor para melhorar a condução da corrente e evitar perdas durante o processo de conversão.

Maior eficiência do inversor solar significa melhor aproveitamento da energia gerada pelos painéis fotovoltaicos em sua casa.Maior eficiência do inversor solar significa melhor aproveitamento da energia gerada pelos painéis fotovoltaicos em sua casa.Fonte:  GettyImages 

Ou seja, o otimizador de potência oferece uma camada adicional de segurança ao desativar o circuito em caso de detecção de arco elétrico, prevenindo possíveis danos.

Alguns inversores já vêm integrados com otimizadores de potência, enquanto outros podem ser adaptados para incluir esse componente.

Quais cuidados é preciso ter com o inversor solar?

Para manter o inversor solar funcionando bem e por mais tempo, é importante seguir alguns cuidados simples. Primeiro, escolha um inversor confiável e eficiente, com garantia nacional de pelo menos 5 anos, que pode ser estendida para 10 anos.

Procure marcas com boa reputação no mercado para facilitar qualquer troca ou reparo e certifique-se de que o equipamento tenha selos de qualidade, atendendo às normas de segurança.

A instalação deve ser feita por profissionais qualificados para garantir que o sistema de geração solar funcione corretamente. Por fim, fique de olho nos dados do sistema, pois muitos inversores têm monitoramento que mostra a produção de energia e possíveis falhas ao longo dos anos.

Entender o funcionamento e a importância do inversor solar é o primeiro passo para quem deseja investir em energia solar e aproveitar ao máximo essa tecnologia sustentável.

O FOGO DAS QUEIMADAS É MAIOR DO QUE A CAPACIDADE DO GOVERNO DE COMBATER

 

História de RANIER BRAGON E JOÃO GABRIEL – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os 13 boletins divulgados desde o final de junho pelo Ministério do Meio Ambiente sobre a crise das queimadas mostram que a escalada do fogo no pantanal, amazônia e cerrado ocorreu em velocidade bem superior ao incremento no combate aos incêndios feito pelos governos federal, estaduais e municipais.

Segundo os documentos, de julho até agora o acumulado da área queimada no pantanal triplicou de tamanho, chegando a 2 milhões de hectares -13,4% do bioma.

Na amazônia, a área queimada mais que dobrou neste mês de setembro -11,7 milhões de hectares, ou 2,8% do bioma. O cerrado já teve 12,3 milhões de hectares queimados em 2024, o que representa 6,2% de sua área total, com aumento de quase 40% só nos últimos 15 dias.

O incremento de brigadistas e aeronaves, tanto do governo federal, mas também dos estados (que compartilham a obrigação legal de combate), também cresceu no período, mas em proporção insuficiente para conter a crise.

No pantanal, da primeira quinzena de julho até agosto (auge da crise no bioma), o número de profissionais federais em campo -do Ibama, ICMBio, Forças Armadas e Força Nacional– cresceu 20%, chegando a cerca de 1.000, enquanto a quantidade de aeronaves foi de 14 para 19 no período.

Atualmente, com o arrefecimento da crise no bioma, o efetivo está na casa dos 800 agentes, com 11 aeronaves -os outros foram deslocados para outras partes do país.

A Folha de S.Paulo questionou Mato Grosso e Mato Grosso do Sul sobre o efetivo empenhado no combate, mas só o segundo estado respondeu. Disse que terminou junho com 70 bombeiros em ação, número que cresceu para 138 neste momento.

Na amazônia, o efetivo federal subiu pouco do final de agosto (quando o número começou a ser divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente) até agora: de 1.468 para 1.608, com 10 aeronaves.

O estado de Tocantins afirmou que o combate ao fogo ainda não havia começado em junho, mas que agora há 355 bombeiros mobilizados. No Amazonas, neste período, o efetivo cresceu de 333 para 706. Já o Pará não respondeu -os três são recordistas de queimadas no Norte.

As médias móveis semanais de área queimada no cerrado começaram a subir de forma acelerada em agosto e atingiram o pico nas primeiras semanas de setembro.

Os boletins do Ministério do Meio Ambiente passaram a divulgar dados sobre o bioma somente no último dia 10. De acordo com o documento, o número de profissionais federais em campo mais que dobrou nesses últimos 15 dias, de 436 para 1.102. São 8 aeronaves em uso (eram 7 no boletim do dia 10).

“Existe uma responsabilidade compartilhada. Jogar toda a contabilidade no número de brigadistas federais não é honesto, é como se toda a responsabilidade de incêndios do Brasil fosse do governo federal, isso não é real”, diz o secretário extraordinário de Controle de Desmatamento do ministério, André Lima.

Segundo ele, 85% do fogo no cerrado e 73% do fogo no pantanal foram registrados em propriedades privadas, cuja responsabilidade de resposta primeiramente é dos estados e municípios –a União precisa cuidar de áreas de preservação e terras indígenas, majoritariamente.

“Se não tiver propriedade privada com suas brigadas, municípios com brigadas locais, bombeiros, estados com corpo de bombeiros, também aumentando o número de gente disponível, não tem condição de o governo federal resolver o problema”, diz ele.

Lima cita o exemplo de São Paulo. Segundo ele, no estado há uma menor cobrança em relação ao governo federal porque “são áreas estaduais e privadas e existe um efetivo, tanto privado, das grandes empresas, como do estado, de bombeiros”.

O governo do Amazonas diz, por outro lado, que atualmente mais de 70% dos focos de calor combatidos pelas equipes estaduais estão em áreas de responsabilidade federal e reclama que já em abril solicitava apoio à União.

Já em Rondônia, o Tribunal de Contas do Estado abriu um processo para apurar possível omissão do governo local no combate ao fogo. A reportagem procurou a gestão regional para comentar, mas não teve resposta.

O Brasil enfrenta em 2024 uma disparada das queimadas em meio à pior seca já registrada no país desde pelo menos os anos 1950.

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e o próprio presidente Lula (PT) reconheceram que o governo federal, estados e municípios não estavam preparados para enfrentar a situação.

Além do Ministério do Meio Ambiente, a Folha também procurou as pastas da Justiça, Defesa, Agricultura, Desenvolvimento Regional e a Casa Civil, que coordena as ações.

A Casa Civil destacou a criação da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, em 1º de janeiro de 2023, destacando que “as competências de combate aos incêndios florestais e à estiagem não são exclusivas da União” e que “estados e municípios também têm papel fundamental”.

Sobre a estrutura federal, a pasta respondeu que o Ibama e o ICMBio têm mais de 3.000 brigadistas em atuação neste ano e que em agosto foi autorizado incremento temporário em 20 estados, além da contratação pelo Ibama de mais 5 aeronaves.

A pasta destaca ainda a medida provisória que autorizou R$ 137 milhões para combate aos incêndios, entre outros aportes.

A Justiça disse que atua desde maio contra queimadas, com uso de 312 bombeiros da Força de Segurança em 22 municípios da Amazônia Legal e pantanal.

“O ministério aumentou em mais de 400% os repasses para operações de proteção aos biomas e combate aos incêndios florestais, na comparação com todo o ano de 2022”, disse ainda a pasta, que registrou os 52 inquéritos abertos pela Polícia Federal e a atuação da Polícia Rodoviária Federal em patrulhamento intensificado nas margens das rodovias federais.

A Defesa disse que desde o fim de junho cerca de 550 militares têm atuado no pantanal, com o apoio de 161 viaturas, 224 embarcações e nove aeronaves.

Agricultura afirmou que faz parceria com autoridades federais, locais e representantes dos produtores rurais e que está monitorando os impactos das estiagens sobre a produção agropecuária.

Desenvolvimento Regional não respondeu.

O X SÓ VOLTARÁ QUANDO O MINISTRO MORAES QUISER LIBERAR O SEU FUNCIONAMENTO

 

História de Redação – Jornal Estadão

No “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 30, Carlos Andreazza fala sobre a possibilidade de volta da plataforma X, que segundo o colunista, só retornará quando o ministro Alexandre de Moraes “estiver a fim”. O X nomeou a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição como representante legal da plataforma no Brasil. A indicação foi comunicada nesta sexta-feira, 20, ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro Alexandre de Moraes exigir, em 24 horas, a comprovação do vínculo. Junto à nomeação foram apresentados procurações e documentos.

Outro tema que Andreazza comenta são anulações do ministro Toffoli, que agora engavetou condenações de Léo Pinheiro, delator de Lula na Lava Jato. Uma semana depois de engavetar toda a investigação sobre o empresário Raul Schmidt Felippe Júnior, ministro do Supremo Tribunal Federal decreta ‘nulidade absoluta’ de decisões tomadas contra ex-presidente da OAS.

O colunista volta comentar a situação das apostas online no Brasil, também chamadas de ‘bets’. O governo começa a se preocupar com o tema e quer coibir abusos com supervisão de ‘CPF por CPF’ e apoio do sistema bancário. Segundo Haddad, centenas de casas de apostas do mundo inteiro sem cadastro no governo não terão mais ‘acesso à nuvem brasileira’ e serão proibidas de operar no País.

Entretanto, uma força-tarefa do governo contra vício está na gaveta há 1 ano. O Congresso também avalia mais restrições. O ministério da Fazenda sugeriu criação de grupo de trabalho com Saúde e Esporte para brecar ‘influência deletéria’ de bets sobre apostadores, mas decreto ficou no papel.

BLOQUEIO DO X NO BRASIL COMPLETA UM MÊS

 

Empresa bloqueou perfis de bolsonaristas e indicou representante, mas ainda precisa quitar R$ 10 milhões

Lucas Mendesda CNN 

Bloqueio do X completa um mês sem definição sobre volta | CNN NOVO DIA

A decisão pelo bloqueio da rede social X (antigo Twitter) no Brasil completa um mês nesta segunda-feira (30).

A ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ser efetivada logo no dia seguinte, quando os provedores de internet foram notificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Trinta dias depois, a plataforma segue suspensa, mas já começou as tratativas para voltar a operar no país.

Nos últimos dias, a empresa apresentou uma mudança de postura e começou a cumprir as exigências feitas por Moraes, inclusive bloqueando perfis de bolsonaristas. Na última quinta (26), solicitou formalmente o desbloqueio ao ministro.

Ao analisar o pedido, no entanto, Moraes levantou o valor total que a big tech ainda deve em multas e condicionou o retorno a três pontos básicos.

  • pagar uma nova multa de R$ 10 milhões (o valor representa dois dias em que a rede social ficou disponível a usuários no Brasil, desrespeitando a ordem de suspenção);
  • informar se os valores já bloqueados de R$ 18,3 milhões serão mesmo usados para quitar as punições (a quantia refere-se a multas por descumprir decisões de bloqueio de perfis);
  • pagar multa de R$ 300 mil (neste caso, o valor deve ser quitado pela representante legal da empresa, Rachel de Oliveira, que havia sido punida em agosto, junto com a plataforma, pelo descumprimento das ordens de bloqueio).

Na decisão, o magistrado também ressalta que a volta do X depende de a empresa cumprir a lei no Brasil e as decisões do Judiciário.

“O término da suspensão do funcionamento da rede X em território nacional e, consequentemente, o retorno imediato de suas atividades dependem unicamente do cumprimento integral da legislação brasileira e da absoluta observância às decisões do poder judiciário, em respeito à soberania nacional”, disse o ministro.

A suspensão do X foi confirmada pela unanimidade da primeira turma do STF. Recursos apresentados pelo partido Novo e pela Ordem dos Advogados do brasil (OAB) contestam pontos da decisão, como a multa de R$ 50 mil a qualquer pessoa que burlar o bloqueio.

Os casos estão com o ministro Nunes Marques, que ainda não tomou uma decisão.

Condições para voltar

Quando mandou suspender o X, em 30 de agosto, Moraes estabeleceu condições para que a plataforma voltasse a funcionar. São elas:

  • cumprir decisões do STF para suspender nove perfis na plataforma;
  • indicar um representante legal no Brasil, com a devida comprovação de órgãos públicos;
  • pagar todas as multas devidas pelo descumprimento de decisões.

As duas primeiras ordens já foram acatadas.

Já o pagamento das multas foi garantido por meio do bloqueio de contas da plataforma e da empresa de internet via satélite Starlink. Moraes entendeu haver um “grupo econômico de fato” entre as duas empresas. Ambas são de propriedade do bilionário Elon Musk.

O total de R$ 18,3 milhões das duas companhias foi transferido para uma conta da União.

Mesmo com o valor bloqueado, Moraes disse que é preciso que as empresas informem se a quantia será mesmo usada para quitar a multa.

Isso porque, segundo o ministro, o bloqueio representa “garantia do juízo para o adimplemento final da sanção, mas não pagamento final e definitivo das multas aplicadas”.

O ministro cita que há um recurso da Starlink ainda pendente de julgamento, com pedido para que a companhia não seja responsabilizada pelas multas do X.

A plataforma e a representante no Brasil também precisam acertar o pagamento das outras duas multas, citadas no começo deste texto.

Por que o X foi bloqueado?

A rede social foi suspensa no Brasil depois de descumprir de forma reiterada decisões do STF de bloquear perfis na plataforma.

Eram nove contas em questão, que estavam sendo usadas para divulgação de ataques a instituições, de ameaças a delegados da Polícia Federal (PF) e de conteúdos considerados antidemocráticos.

Entre os usuários dessas contas, estão o senador Marcos do Val (Podemos-ES), o blogueiro Ed Raposo e a filha do também blogueiro Oswaldo Eustáquio.

Como forma de evitar punições pela postura, a empresa anunciou o fechamento da sua representação no Brasil. Uma decisão de Moraes estabelecia a prisão da representante da companhia, caso a desobediência às ordens permanecesse.

A empresa foi intimada pelo STF a formalizar seu representante, por meio de publicação no perfil da Corte no próprio X. Caso não indicasse um nome, a consequência fixada era a suspensão da rede social.

Como não houve resposta, Moraes determinou o imediato bloqueio do X.

Na decisão, o magistrado disse que havia “requisitos legais necessários” para a medida. O ministro citou os “reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos das ordens judiciais e inadimplemento das multas diárias aplicadas, além da tentativa de não se submeter ao ordenamento jurídico e Poder Judiciário brasileiros, para instituir um ambiente de total impunidade e “terra sem lei” nas redes sociais brasileiras, inclusive durante as eleições municipais de 2024”.

Moraes também afirmou que a rede continuava sendo instrumentalizada “por meio da atuação de grupos extremistas e milícias digitais nas redes sociais, com massiva divulgação de discursos nazistas, racistas, fascistas, de ódio, antidemocráticos, inclusive no período que antecede as eleições municipais de 2024”.

O PODER DA PERSUASSÃO PARA SER INFLUENTE E PERSUADIR OS OUTROS

 

Mulher fazendo palestra para um grupo
Legenda da foto,Quarenta anos atrás, Bob Cialdini publicou um livro inovador sobre o poder da influência. Em nossa era digital, essas regras podem ter se tornado ainda mais poderosas

Article information

  • Author,David Robson*
  • Role,BBC Future
  • 29 setembro 2024

Certo dia, Robert Cialdini estava no seu dormitório na universidade, quando atendeu outro estudante, que vendia assinaturas da revista Sports Illustrated.

“Eu era um aluno que mal comia, não tinha muita renda livre”, relembra ele. “Por isso, não iria comprar a revista.”

Mas o rapaz era persistente. Ele disse que Cialdini estaria perdendo uma venda única, que duraria apenas aquele fim de semana.

Ele destacou que os principais especialistas no assunto tinham excelente impressão sobre a revista. E mencionou casualmente que ele já havia vendido muitas assinaturas para outros residentes.

Cialdini acabou cedendo. E, quando o rapaz saiu, ele se reclinou contra a porta e só então percebeu o que havia acabado de acontecer.

“Eu pensei: ‘você gastou o seu dinheiro e não foi pelas qualidades do produto – foi pela forma de apresentação'”, relembra Cialdini. “E pensei ‘Não é interessante? Não vale a pena estudar?'”

A curiosidade de Cialdini o levaria a escrever o livro O Poder da Persuasão (Ed. Elsevier, 2006), publicado originalmente em 1984.

Combinando a pesquisa acadêmica sobre ciências comportamentais com estudos de casos pertinentes e sua experiência pessoal, seu livro terá possivelmente criado o padrão para autores do “pensamento inteligente”, como Charles Duhigg, Adam Grant e James Clear.

Depois de diversas edições atualizadas, o livro já vendeu mais de sete milhões de cópias, segundo seus editores.

No 40º aniversário de lançamento de O Poder da Persuasão, eu me sentei com Cialdini em um hotel de Londres para discutir a concepção e os impactos causados pelo livro.

Também conversamos sobre como a psicologia da persuasão evoluiu nas décadas seguintes à sua primeira publicação e suas implicações na polarizada sociedade atual.

Os seis princípios da persuasão

Como parte da sua pesquisa, Cialdini decidiu passar algum tempo estudando pessoas que ele definiu como “profissionais da conformidade” – trabalhadores da área de vendas, marketing, recrutamento e levantamento de fundos, cujo sustento depende de mudar a opinião dos outros.

Em muitos casos, este trabalho envolveu entrevistas formais. Em outros, o autor trabalhou “disfarçado”, como candidato a empregos e aprendendo os macetes da profissão com seus colegas.

“Quando você encontra o seu efeito no campo, você sabe que ele é importante”, destaca ele.

Festa da Tupperware nos anos 1950
Legenda da foto,A onda das festas da Tupperware, a partir dos anos 1950, demonstrou que existem pessoas com forte poder de persuasão

Pedi a Cialdini que indicasse uma experiência marcante. Ele conta que acompanhou um vendedor brilhante que oferecia de porta em porta alarmes contra incêndio acionados por calor.

Nas suas visitas, o mentor de Cialdini levava um grande catálogo, detalhando os diferentes produtos, mas sempre deixava no carro. Enquanto os moradores das casas faziam o teste de segurança da residência, ele pedia para pegar as chaves emprestadas para poder ir buscar o livro e voltar para a casa.

“Era a única coisa que ele fazia diferente”, conta o escritor. E, depois de perguntar repetidas vezes, o vendedor acabou explicando seu raciocínio.

“Ele disse ‘Bob, em quem você confia? Você confia nas pessoas que você deixa entrar e sair da sua casa sozinhas e eu queria ficar associado com aquilo'”, relembra Cialdini. “E me lembro de pensar ‘uau, este cara entende o comportamento humano’.”

Depois de três anos comparando as experiências com as pesquisas publicadas, Cialdini identificou seis princípios globais que, aparentemente, orientam qualquer campanha de persuasão. São eles:

  • Escassez
  • Autoridade
  • Prova social
  • Simpatia
  • Reciprocidade
  • Compromisso e coerência

O estudante que vendia a revista Sports Illustrated demonstra perfeitamente três destes princípios.

A venda por tempo limitado cria o sentimento de escassez. É a sensação de que estamos concorrendo por um recurso limitado e o temor de que podemos estar a ponto de perder uma oportunidade.

O estudante também apelou à autoridade, mencionando todos os especialistas que leem a revista. E ele ofereceu a prova social – a evidência de que outras pessoas como nós estão tomando a mesma decisão, descrevendo quantos colegas de Cialdini haviam aceitado a oferta.

Esta não é apenas uma questão de conformidade, mas ela também faz parte do processo. “Ela demonstra que a ação é válida e que sua realização é viável”, explica Cialdini.

Já em relação à prova social, hoje podemos observar sua importância em diversos cenários.

Podemos ficar mais dispostos a baixar uma música, por exemplo, se soubermos que ela é popular entre outros ouvintes. E as pessoas ficavam mais propensas a usar máscaras durante a pandemia de covid-19, quando viam os demais fazendo o mesmo.

O princípio da simpatia diz que somos mais propensos a concordar com as sugestões ou exigências de alguém se passarmos a gostar daquela pessoa. Pode parecer óbvio, mas uma rápida análise das provocações existentes nos debates políticos indica que muitas pessoas não colocam esta ideia em prática quando tentam convencer os demais sobre as suas opiniões.

Na primeira edição do seu livro, Cialdini mencionou estudos sobre as “festas da Tupperware” – um modelo comercial em que um membro de uma comunidade pode ganhar comissão promovendo reuniões e vendendo os recipientes de cozinha.

Pesquisas mostraram que, quanto maior fosse a conexão social das pessoas com o anfitrião, maior a probabilidade de que eles comprassem os produtos, independente da sua qualidade ou das suas características.

A reciprocidade é definida pela expressão “uma mão lava a outra”. Mas, no quesito influência, Cialdini demonstrou que favores muito pequenos podem render grandes dividendos.

Um exemplo é o famoso experimento da “Coca-Cola”. Nele, o psicólogo Dennis Regan convidou participantes a visitar o seu laboratório. Sua tarefa era avaliar pinturas.

Em uma etapa do experimento, Joe – apresentado como um dos participantes, mas, na verdade, um assistente de pesquisa – saía do laboratório por um minuto. Em alguns casos, ele voltava com duas garrafas de Coca-Cola, uma para ele e outra para o participante real. Em outros, ele voltava sem nada.

Depois que o experimento supostamente havia acabado, Joe perguntava ao participante se ele gostaria de comprar bilhetes de rifa que ele estava vendendo. E seu comportamento anterior tinha grande influência sobre as decisões do colega.

Quando Joe praticava aquele pequeno ato de generosidade, comprando a garrafa adicional de Coca-Cola, os participantes compravam consideravelmente mais bilhetes.

E o principal é que isso acontecia até quando os participantes ouviam Joe maltratar alguém no início do experimento. Neste caso, a reciprocidade aparentemente superava a simpatia.

Por fim, existem o compromisso e a coerência.

“Quando fazemos uma escolha ou tomamos uma posição, enfrentamos pressões pessoais e interpessoais para pensar e nos comportar consistentemente de acordo com aquele compromisso”, explica Cialdini.

O simples ato de perguntarmos a uma pessoa se ela irá votar, por exemplo, pode aumentar as chances de que ela compareça às urnas. Deixar de votar pareceria inconsistente e causaria uma desconfortável sensação de “dissonância cognitiva”.

O poder da unidade

Nas edições atualizadas do seu livro, Cialdini acrescentou um sétimo princípio: a unidade, que faz com que as pessoas “sejam inclinadas a dizer sim para alguém que elas consideram um deles.”

Ele conta que foi parcialmente inspirado pelo aumento do tribalismo que ele observa na sociedade.

“Sempre considerei a unidade um amplificador: se você tivesse unidade, a escassez ou a prova social seriam mais poderosas. Mas comecei a ver que ela [a unidade] tem uma força independente de qualquer uma das demais.”

Pessoas interagindo
Legenda da foto,As pesquisas de Bob Cialdini mostraram que, quanto mais as pessoas sentem afinidade social por uma pessoa, mais propensas elas ficam a comprar os seus produtos

Cialdini indica um estudo sobre levantamento de fundos em um campus universitário. Nele, uma jovem pede contribuições para uma organização beneficente. “Quando ela começava seu pedido dizendo ‘sou estudante’, as contribuições recebidas aumentavam em 450%”, segundo ele.

Cialdini também conhece a influência da unidade na sua própria vida pessoal.

“Pouco tempo atrás, li no jornal um artigo sobre celebridades que torcem por diversos times de futebol americano e fiquei sabendo que Justin Timberlake e Lil Wayne são torcedores apaixonados do [time] Green Bay Packers”, ele conta. “Imediatamente, passei a apreciar mais a sua música e desejei que eles tivessem sucesso no futuro.”

Perguntei a Cialdini se seus estudos sobre a persuasão o prepararam contra a manipulação de vendedores espertos. Será que ele ainda se considera ingênuo?

Cialdini responde que sua reação aos ataques de sedução das pessoas depende da confiabilidade das informações sendo transmitidas.

“Quando é um golpe, estou preparado para dizer não”, diz ele. Mas, se as informações forem honestas e fundamentadas, “sou mais propenso a dizer sim, pois estes princípios podem nos orientar corretamente”.

Cialdini destaca que é perfeitamente racional verificar se um produto é popular entre outras pessoas, por exemplo, o que aumenta a chance de ter apelo pessoal.

“E eu teria sido insensato se não soubesse qual é o consenso entre as verdadeiras autoridades sobre este analgésico, este automóvel ou esta revista.”

Esta parece ser uma distinção importante. Se usarmos estes princípios honestamente, eles nos levam a fornecer as informações mais relevantes para que alguém tome sua decisão.

“Você é simplesmente informado ou instruído para a conformidade”, segundo ele. E Cialdini defende que toda pessoa que decidir aplicar os princípios de forma desonesta precisará arcar com as consequências.

“Você acabará sendo desmascarado como trapaceiro – e quem irá querer fazer negócios com você de novo?”

Política convincente

Nas décadas que se seguiram ao lançamento de O Poder da Persuasão, o conselho de Cialdini foi muito valorizado pelos líderes corporativos e também pelos políticos.

Ele trabalhou, por exemplo, com o ex-presidente americano Barack Obama e com a ex-candidata presidencial Hillary Clinton. Ele fez parte de um “time dos sonhos”, formado por psicólogos que assessoravam as campanhas presidenciais.

Mulheres jogando futebol
Legenda da foto,Podemos sentir mais simpatia por uma pessoa se descobrirmos que ela também torce para o nosso time ou pratica o mesmo esporte, segundo Cialdini

Uma das mudanças sugeridas pela equipe foi a forma de divulgação das doações da campanha. Em vez de fornecer o total arredondado do dinheiro recebido, eles passaram a informar o número total de pessoas que contribuíram.

“Isso fornece a prova social”, explica Cialdini. “O número informa que existem muitas outras pessoas que decidiram entrar em ação e que você deveria prestar atenção naquilo.”

Ele conta que seus serviços nem sempre foram bem recebidos pelas pessoas próximas aos candidatos.

“Os consultores tradicionais de campanha se sentiram ameaçados por estas informações provenientes da comunidade acadêmica, a que eles não tinham acesso”, segundo ele. “Por isso, às vezes, eles ignoravam algumas das orientações.”

Perguntei a Cialdini como poderíamos promover maior senso de unidade no mundo polarizado de hoje em dia.

Ele não tem soluções rápidas, mas sugere que todos nós podemos fazer um esforço maior para construir pontes com as pessoas que têm opiniões contrárias às nossas.

“Forme os tipos de conexão tradicionalmente associados ao parentesco ou à amizade”, orienta ele. Você pode, por exemplo, convidar um colega para jantar, mesmo se a visão de mundo dele colidir com a sua.

“E você não os trata como convidados. Você os trata como família e pede para eles ajudarem a pôr e tirar a mesa.”

Novamente, isso invoca sentimentos de confiança e “nos permite reduzir a falta de identificação”.

Talvez você imagine que estes diálogos irão gerar conflitos, mas as pesquisas psicológicas indicam que, muitas vezes, formamos melhores laços com nossos “inimigos” políticos do que pensamos.

Cialdini certamente faz parecer fácil e acessível aplicar estes princípios psicológicos no nosso dia a dia.

Saio da entrevista com a sensação de que, agora, consigo entender muito melhor as formas de melhorar minhas comunicações e as estratégias que outras pessoas podem usar para influenciar meu pensamento.

Talvez seja fruto dos seus poderes de influência, mas Cialdini me convenceu de que a psicologia da persuasão é ainda mais relevante hoje em dia do que era em 1984.

* David Robson é o autor do livro As Leis da Conexão: Os Segredos Científicos de Construir uma Forte Rede Social.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation.

FILMES DE CEOS INSPIRAM TRAJETÓRIAS DE SUCESSO

 

Ana Julia Guimarães – Produtora de Conteúdo – StartSe

Inspire-se com trajetórias de sucesso (ou nem tanto)

Walt Disney com os braços cruzados (Fonte: Getty Images)

Chegamos em mais um final de semana. Está passando rápido ou nós estamos muito acelerados? Enfim… Melhor aproveitarmos para descansar – e de preferência, vendo um bom filme com um balde de pipoca nas mãos! 

Você já sabe que, além de emocionar, gerar reflexões importantes e boas risadas, o cinema também pode ser uma ótima forma de ganhar repertório e despertar novas provocações. Pensando nisso e no nosso propósito, que é te inspirar com muita inovação, tecnologia e negócios, aqui vai a nossa recomendação: 

Veja 5 filmes que contam a trajetória dos maiores CEOs do mundo. 

1- THE FOUNDER (A FOME DE PODER)

Cartaz de lançamento do filme “The Founder” (Fonte: Divulgação)

Você sabia que o McDonald’s nasceu após um simples vendedor perceber que existia um grande movimento de clientes em uma lanchonete de fast food? Pois é. Foi após isso que ele adquiriu sua participação no negócio dos irmãos Richard e Maurice McDonald no sul da Califórnia, transformou a marca e ganhou muito dinheiro! 

Ele se chama Raymond Kroc. O mais arrojado em termos empresariais, que terminaria com as maiores conquistas jurídicas e a mulher mais interessante ao seu lado. 

A história narra cada detalhe de tudo isso! Vale a pena. 

2- BECOMING WARREN BUFFETT (COMO SER WARREN BUFFETT)

Cartaz de lançamento do filme “Becoming Warren Buffett” (Fonte: Divulgação)

O filme narra a evolução de um menino de Nebraska que se tornou um dos homens mais respeitados do mundo, e os heróis que ajudaram a guiá-lo ao longo do caminho. 

Através de vídeos caseiros nunca mostrados antes, Warren Buffett nos mostra qual a sua relação com o mundo financeiro desde a infância e como isso pode ressignificar o valor que vemos no dinheiro. 

A dica aqui é: temos muito a ouvir com quem começou a investir na bolsa de valores aos 11 anos! 

3- GREED – A INDÚSTRIA DA MODA 

Cartaz de lançamento do filme “Greed – A Indústria da Moda” (Fonte: Divulgação)

O filme conta a história glamurosa do bilionário Richard McCreadie, um britânico que governa a indústria da moda há 30 anos.  

Pasmem: ao descobrir sobre uma investigação que pode afetar sua empresa, ele resolve fazer um evento para comemorar seu aniversário de 60 anos na ilha grega de Mykonos. De acordo com a revista Harper’s Bazaar, a história se baseia em Philip Green, no presidente do Arcadia Group, que é dono de marcas como Debenhams e Topshop.

4- WALT BEFORE MICKEY (WALT ANTES DO MICKEY)

Cartaz de lançamento do filme “Walt Before Disney” (Fonte: Divulgação)

Ainda criança, Walt Disney tinha por hábito desenhar os animais da fazenda onde morava. Ao crescer, ele decidiu tentar a sorte como animador na cidade grande. Decidido a ter uma empresa própria, que lhe permitisse trabalhar no que gostasse, ele enfrentou diversos obstáculos até ter a grande ideia de sua vida. 

O filme narra detalhes dessa trajetória. 


 5- THE SOCIAL NETWORK (A REDE SOCIAL)

Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg, analista de sistemas graduado em Harvard, se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. 

Seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida social e profissional… 

Cartaz de lançamento do filme “The Social Network” (Fonte: Divulgação)

Gostaram das indicações?

Você sabia que Randi Zuckerberg é irmã mais velha de Mark Zuckerberg e CEO da Zuckerberg Media? Uma empreendedora referência mundial em liderança feminina. Hoje é possível você aprender diretamente dela toda a experiência de décadas nos setores de liderança do facebook.

Eu e o ChatGPT sobre Divulgação Empresarial na Internet

Eu: Moysés Peruhype Carlech

Os empresários hoje fazem as suas compras de mercadorias para os atacadistas através da internet, usa-se muito pouco vendedores hoje em dia, poucas empresas anunciam os seus produtos pela internet e a maioria não. Por qual motivo isso acontece. Aqui no Vale do Aço temos o Marketplace Valeon criado para alavancar as vendas dessas empresas que não divulgam os seus produtos e através do site da valeon marketplace isso é possível por um preço bem razoável e barato. Por que não o fazem? Favor descrever esse assunto.

ChatGPT

Existem várias razões pelas quais algumas empresas podem hesitar em utilizar plataformas online, como o Valeon Marketplace, para divulgar e vender seus produtos. Algumas das razões mais comuns incluem:

Falta de Conhecimento Tecnológico:

Muitos empresários podem não estar familiarizados com a tecnologia necessária para operar uma loja online. Isso pode incluir a criação e manutenção de um site, a gestão de inventário online, e a compreensão de como lidar com transações eletrônicas.

Resistência à Mudança:

Algumas empresas têm uma cultura organizacional tradicional e são resistentes à adoção de novas tecnologias. A mudança para um modelo de negócios online pode ser vista como disruptiva e, portanto, não é implementada.

Custos Iniciais e Investimento:

Embora você mencione que o Valeon Marketplace oferece preços razoáveis, algumas empresas podem perceber a criação e manutenção de uma presença online como um investimento inicial significativo. Elas podem não estar dispostas a alocar recursos financeiros para essa transição.

Segurança e Privacidade:

Algumas empresas podem ter preocupações sobre a segurança de transações online e a privacidade dos dados do cliente. O receio de falhas de segurança pode dissuadi-las de adotar uma presença online.

Foco em Clientela Local:

Empresas que têm uma clientela local consolidada podem não ver a necessidade imediata de expandir para o mercado online. Elas podem acreditar que o modelo de negócios tradicional atende bem às demandas locais.

Falta de Conhecimento sobre Oportunidades Online:

Algumas empresas podem não estar cientes das oportunidades que a presença online pode proporcionar. A falta de educação sobre os benefícios do comércio eletrônico pode ser um obstáculo.

Concorrência com Grandes Plataformas:

Algumas empresas podem hesitar em competir com grandes plataformas de e-commerce, temendo que seus produtos se percam na concorrência com outras ofertas mais populares.

Logística e Distribuição:

A gestão da logística e da distribuição de produtos comprados online pode ser complexa para algumas empresas, especialmente aquelas que não estão preparadas para lidar com o aumento potencial na demanda.

Incentivar e educar as empresas sobre os benefícios de estar online, além de oferecer soluções acessíveis como o Valeon Marketplace, pode ajudar a superar algumas dessas barreiras e incentivar uma maior participação no comércio eletrônico.

Eu

Fale mais sobre educar os empresários a divulgarem mais os seus produtos através do site marketplace da valeon do Vale do Aço.

ChatGPT

Claro, vou abordar alguns pontos que podem ser relevantes ao educar empresários sobre a divulgação de produtos através do site marketplace da Valeon no Vale do Aço:

Consciência sobre o Potencial do Marketplace:

Destaque a importância do marketplace como um canal de vendas eficaz e acessível.

Explique como a Valeon, por ser uma plataforma consolidada na região, oferece visibilidade adicional aos produtos.

Treinamento sobre Uso da Plataforma:

Desenvolva programas de treinamento para ensinar os empresários a criar e gerenciar suas lojas virtuais na Valeon.

Inclua tutoriais práticos sobre a listagem de produtos, precificação, gestão de pedidos e interação com clientes.

Otimização de Páginas de Produtos:

Eduque sobre a importância de descrições detalhadas e imagens de alta qualidade para atrair consumidores.

Enfatize a necessidade de utilizar palavras-chave relevantes para aumentar a visibilidade nos resultados de pesquisa do site.

Estratégias de Marketing Digital:

Ensine estratégias de marketing digital específicas para o marketplace, como o uso de anúncios patrocinados na plataforma.

Explique como as redes sociais e outras ferramentas online podem ser integradas para promover produtos.

Gestão de Comentários e Avaliações:

Incentive a importância de gerenciar feedbacks dos clientes.

Demonstre como boas avaliações podem aumentar a confiança dos compradores e impulsionar as vendas.

Políticas de Atendimento ao Cliente:

Eduque sobre a importância de um excelente atendimento ao cliente.

Destaque como responder prontamente a perguntas e resolver problemas pode impactar positivamente a reputação da empresa.

Monitoramento de Métricas de Desempenho:

Ensine os empresários a utilizar as métricas fornecidas pela Valeon para avaliar o desempenho de suas lojas.

Mostre como ajustar estratégias com base em dados, como taxas de conversão e padrões de compra.

Promoção de Colaboração:

Incentive a colaboração entre empresários para promover produtos complementares.

Destaque a possibilidade de criar ofertas conjuntas ou parcerias estratégicas no marketplace.

Atualização Constante:

Ressalte a necessidade de manter as informações do negócio e dos produtos atualizadas.

Mantenha os empresários informados sobre novas funcionalidades ou ferramentas disponíveis na plataforma.

Apoio Técnico e Consultoria:

Ofereça suporte técnico contínuo para ajudar os empresários a superar desafios.

Considere a possibilidade de fornecer consultoria personalizada para otimizar a presença online de cada negócio.

Ao combinar esses elementos, os empresários estarão mais bem preparados para aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo marketplace da Valeon no Vale do Aço.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

domingo, 29 de setembro de 2024

OS GOVERNOS ESTÃO MAIORES MAIS GASTADORES E INEFICIENTES

 

História de The Economist – Jornal Estadão

É possível sentir que os governos não são tão competentes quanto já foram um dia. Ao entrar na Casa Branca em 2021, o presidente Joe Biden prometeu revitalizar a infraestrutura americana. Na verdade, os gastos com estradas e ferrovias diminuíram. Um plano para expandir o acesso à internet banda larga rápida para americanos em zonas rurais até agora não ajudou absolutamente ninguém. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido consome cada vez mais dinheiro e oferece um cuidado cada vez pior. A Alemanha desativou suas últimas três usinas nucleares no ano passado, apesar das incertezas sobre fornecimento de energia. Os trens do país, que uma vez foram fonte de orgulho nacional, agora frequentemente atrasam.

Você também pode ter notado que os governos estão maiores do que já foram. Enquanto em 1960 os gastos estatais pelo mundo desenvolvido eram equivalentes a 30% do PIB, agora estão acima de 40%. Em alguns países, o crescimento do poder econômico do Estado tem sido ainda mais dramático. Desde meados dos anos 1990, os gastos governamentais do Reino Unido subiram seis pontos porcentuais do PIB, enquanto os da Coreia do Sul aumentaram dez pontos. Tudo isso levanta um paradoxo: se os governos são tão grandes, por que são tão ineficazes?

A resposta é que eles se tornaram o que pode ser chamado de “Leviatãs Pesadões”. Nas últimas décadas, os governos supervisionaram uma enorme expansão nos gastos com direitos. Como não houve um aumento correspondente nos impostos, a redistribuição está deslocando gastos em outras funções do governo. Isso, por sua vez, está prejudicando a qualidade dos serviços públicos e das burocracias. O fenômeno pode ajudar a explicar por que as pessoas pelo mundo desenvolvido têm tão pouca fé nos políticos. Isso também pode ajudar a explicar por que o crescimento econômico pelo mundo desenvolvido é fraco pelos padrões históricos.

No início dos anos 1950, gastos estatais com serviços públicos, incluindo de pagar salários de professores a construir hospitais, equivaliam a 25% do PIB dos EUA Foto: Mario Tama/AFP

No início dos anos 1950, gastos estatais com serviços públicos, incluindo de pagar salários de professores a construir hospitais, equivaliam a 25% do PIB dos EUA Foto: Mario Tama/AFP

Os Estados Unidos, que tem alguns dos melhores dados fiscais, mostra como um governo se tornou um “Leviatã Pesadão”. No início dos anos 1950, os gastos estatais com serviços públicos, incluindo tudo, desde pagar salários de professores a construir hospitais, equivaliam a 25% do PIB do país. Ao mesmo tempo, os gastos com direitos, definidos de forma ampla, eram um pequeno item, com despesas tanto em pensões quanto em outros tipos de assistência social equivalentes a cerca de 3% do PIB. Hoje, a situação é bem diferente. Os gastos do governo americano com direitos aumentaram, e os gastos com serviços públicos despencaram. Ambos igualam cerca de 15% do PIB.

Outros países seguiram um caminho similar. Examinamos dados de PIB de longo prazo, olhando quanto os governos gastam a cada ano em benefícios sociais e transferências. Isso inclui direitos padrão, como pensões e créditos fiscais, mas também a provisão de transferências “em espécie”, como descontos em seguro saúde e ajuda com habitação. Ambos os tipos se tornaram muito maiores. Em média, entre os países da OCDE com dados disponíveis, o gasto social subiu de 14% do PIB em 1980 para 21% em 2022.

Além disso, as estatísticas convencionais subestimam a escala da mudança. Os governos acumularam fora do balanço obrigações incrivelmente elevadas para distribuir dinheiro no futuro. Adaptando o trabalho de James Hamilton da Universidade da Califórnia, San Diego, estimamos que o governo federal dos EUA fez promessas de compensações a diferentes grupos no valor agregado de seis vezes o PIB dos EUA. Além da dívida pública relatada, o Tio Sam garante os depósitos bancários das pessoas, pagamentos de assistência médica e hipotecas. Ele também precisará cumprir promessas a futuros aposentados. Na história do Estado moderno, isso representa um compromisso financeiro singularmente grande.

Parte do aumento nos gastos com direitos sociais foi inevitável. Em 2022, havia 33 milhões de pessoas com mais de 85 anos no mundo rico, representando 2,4% da população total — um aumento significativo em relação aos 5 milhões, representando 0,5% da população total, em torno de 1970. Os governos não se ajudaram ao falhar em aumentar a idade de aposentadoria: uma pessoa no mundo rico atualmente se aposenta aos 64 anos, idade similar a do final dos anos 1970. Mas teria sido difícil (e imprudente) impedir que os gastos com pensão crescessem.

Nos EUA, construtores enfrentam longos tempos de espera enquanto preenchem formulários e conferem requisitos Foto: Nam Y. Huh/AP

Nos EUA, construtores enfrentam longos tempos de espera enquanto preenchem formulários e conferem requisitos Foto: Nam Y. Huh/AP

Como os direitos dos idosos tendem a ser universais — nos países europeus, por exemplo, há pouca provisão de pensão privada — mais cheques estão indo para os mais ricos. Estimamos que, na OCDE, entre um quinto e um terço dos gastos com direitos sociais, em uma definição ampla, vai para os 20% mais ricos das famílias. O governo americano gasta cerca de US$ 400 bilhões, ou aproximadamente metade do orçamento do Departamento de Defesa, em transferências para o quintil de maior renda. Em 2019, uma família média no 1% superior recebeu US$ 16 mil em transferências do Tio Sam, incluindo Segurança Social e Medicare.

As transferências para a população em idade ativa aumentaram ainda mais rapidamente, tornando o sistema mais redistributivo. Em 1980, o quinto inferior dos americanos recebia transferências baseadas em teste de meios igual a um terço de seus ganhos brutos. Até o final dos anos 2010, essa figura dobrou, antes da pandemia de covid-19 elevá-la ainda mais. Um padrão semelhante é evidente no Canadá e na Finlândia, dois outros países com bons dados. Os gastos frequentemente seguem um efeito de catraca. Por exemplo, desde os anos 1970, a parcela de americanos em programas de auxílio alimentar dobrou, para uma em cada oito pessoas. Em recessões, o número de beneficiários sobe como um foguete; depois, cai como uma pena.

De forma geral, os governos se tornaram mais generosos em tempos de dificuldade. Durante a pandemia, eles distribuíram dinheiro para trabalhadores e empresas afetadas, bem como para muitas que continuavam operando quase normalmente. Ao longo da crise energética de 2022, muitos governos jogaram a cautela ao vento. Até mesmo o governo alemão, historicamente entre os mais econômicos, destinou 4,4% do PIB para medidas protegendo domicílios e empresas de seus efeitos. Mais recentemente, alguns perderam o controle. Na Itália, um projeto para incentivar proprietários a tornarem suas casas mais sustentáveis saiu do controle, com o governo até agora distribuindo apoio no valor de mais de € 200 bilhões (ou 10% do PIB).

Nirvana nórdico

Um aumento nos gastos com direitos sociais não é necessariamente um problema se os governos conseguirem se financiar de maneira adequada e eficiente. A economia tradicional diz que o custo social da redistribuição vem dos incentivos distorcidos que impostos e gastos sociais podem criar. Estes não podem ser julgados apenas pelo tamanho da redistribuição — o design do sistema é o que mais importa. De fato, os países escandinavos há muito sustentam grandes Estados ao lado de economias de mercado prósperas, em parte financiando a redistribuição com altas taxas de IVA, um dos impostos menos distorcivos, e mantendo baixos os impostos sobre o capital, que são particularmente prejudiciais ao crescimento.

Mas, nos últimos anos, os políticos preferiram agir como se gastos extras pudessem ocorrer com pouca ou nenhuma nova tributação de qualquer tipo. Dos anos 1960 aos anos 1990, a arrecadação de impostos, como parte do PIB do mundo rico, cresceu de maneira constante. Desde os anos 2000, ela mal cresceu. Um banco de dados de reformas tributárias mantido pelo FMI, com a última atualização em 2018, sugere que enquanto nas décadas de 1970 e 1980 as reformas eram divididas igualmente entre aumentos de receita e cortes de receita, as mais recentes têm focado em cortar impostos.

Até 2022, cerca de 85% das reformas nas bases de imposto de renda pessoal dos países ricos causaram sua redução, enquanto apenas 15% as ampliaram. A maior reforma da última década foi o enorme corte de impostos do presidente Donald Trump em 2017. Nem Trump nem Kamala Harris, a indicada democrata, prometem uma governança fiscal prudente nos próximos anos. Na medida em que os governos atuais implementam medidas para aumentar a receita, eles tendem a adotar soluções engenhosas. Segundo nossos cálculos, em 2022, os governos federal, estadual e local americanos arrecadaram US$ 80 bilhões em multas, taxas, impostos punitivos e acordos — quase três vezes mais, em relação ao PIB, do que nos anos 1960 e 1970.

Políticos que falham em aumentar as receitas enfrentam duas escolhas. Uma é manter grandes déficits fiscais: este ano, os governos do mundo rico terão um déficit agregado de 4,4% do PIB, mesmo com a economia global em boa forma. Outra é financiar benefícios mais generosos fazendo cortes em outras áreas. A demanda por serviços públicos cresceu enormemente. Ainda assim, em 2022, um país rico médio gastou 24% do PIB neles, o mesmo que em 1992. O emprego no setor público, como parcela do total, tem diminuído desde o final dos anos 1990. Tudo, desde a saúde provida pelo Estado até educação e segurança pública, foi afetado.

Outra função histórica do governo — agora em declínio — era fornecer uma burocracia eficiente. É difícil medir isso quantitativamente, mas os pesquisadores tentaram. Dados produzidos pelo Berggruen Institute, um think-tank, e pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, combinam medidas objetivas, como receita tributária, e medidas subjetivas, como percepções de corrupção, para criar uma medida transnacional de “capacidade estatal”. No grupo do G7, das economias avançadas, essa medida está caindo. O mesmo acontece com o “índice de administração pública rigorosa e imparcial”, produzido pelo V-Dem, outro think-tank, que ilustra até que ponto os funcionários públicos respeitam a lei.

Os efeitos do declínio da capacidade estatal aparecem em todo lugar. Alguns são pequenos. Nos EUA, o tempo de espera entre um projeto residencial receber permissão para construir e o início da construção duplicou desde os anos 1990. Construtores enfrentam longos tempos de espera enquanto preenchem formulários e conferem requisitos. No Reino Unido, os tribunais de emprego estão enfrentando enormes atrasos devido à falta de juízes, com audiências sobre tudo, desde demissão injusta até discriminação racial, agora agendadas para tão longe quanto 2026. Há cinco anos, o site do escritório de passaportes da Austrália dizia que o tempo de processamento de um pedido era de “três semanas”; dois anos atrás, dizia “até seis semanas”; no ano passado, dizia “mínimo de seis semanas”.

Os governos também parecem menos dispostos e capazes de realizar grandes projetos. É praticamente impossível imaginar que o Empire State Building pudesse ser construído em um ano — e, no entanto, nos anos 1930, foi. Além disso, ao longo do século 20, os governos investiram tanto dinheiro quanto intelecto em ciência, pesquisa e desenvolvimento, buscando mudar o crescimento econômico para uma marcha mais alta. Iniciativas como a DARPA, realizada nos EUA para criar e disseminar tecnologias inovadoras, deram uma ideia da escala das ambições dos governos. Nos anos 1950 e 1960, governos, incluindo os da Alemanha e Japão, construíram milhões de unidades de habitação pública e milhões de quilômetros de estradas e ferrovias.

Agora, os políticos apenas querem sobreviver de um dia para o outro. Os gastos com soluções de curto prazo têm precedência sobre projetos longos e difíceis. Biden enfatiza sua política industrial, que supostamente deveria reviver os empregos industriais e reduzir a dependência americana em relação à China. Na prática, os desembolsos fiscais associados à política são triviais. Em outras partes do mundo rico, o investimento público diminuiu consideravelmente, enquanto os governos cortaram departamentos de pesquisa e desenvolvimento. Através da OCDE, o Estado agora responde por menos de 10% do total dos gastos com pesquisa e desenvolvimento, uma mudança significativa em relação à norma do pós-guerra. Os governos não são mais os celeiros de inovação. Quase todos os desenvolvimentos recentes em inteligência artificial emergiram do setor privado.

Quando se trata de reformas que impulsionam o crescimento, como ajustes nas leis trabalhistas, os governos quase perderam completamente o interesse. Um artigo publicado em 2020 por Alberto Alesina da Universidade de Harvard, e colegas do FMI e da Universidade de Georgetown, mediu reformas estruturais, como mudanças nas regulações, ao longo do tempo. Nas décadas de 1980 e 1990, políticos em economias avançadas implementaram muitas reformas. No entanto, pelos anos 2010, isso havia estagnado. De acordo com nossa análise de dados do Projeto Manifesto, as medidas de partidos políticos na OCDE estão focadas em crescimento pela metade do que estavam no início dos anos 1980.

Os Leviatãs podem não permanecer lentos para sempre. Rodar grandes déficits para financiar pagamentos de transferência se tornará, eventualmente, caro demais ? países como Grécia e Itália descobriram isso nos anos 2010. Em algum momento, populações, cansadas do fraco crescimento econômico e serviços precários, podem exigir que os políticos façam algumas escolhas difíceis. Então, de novo, os Leviatãs lentos serão formidáveis. Grupos de interesse estão enraizados, incentivos familiares se aplicam e é mais fácil viver para o curto prazo. O sistema tem vida própria./Tradução de Rodrigo Turrer

UM ESPIRRO DA CHINA PODE SIGNIFICAR UMA PNEUMONIA GLOBAL

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Para salvar a meta de crescimento de 5% em 2024, a China acaba de anunciar o maior pacote de estímulo econômico desde a eclosão da pandemia de covid-19. Necessárias, as medidas são importantes não apenas domesticamente, mas igualmente para uma economia global extremamente dependente do gigante asiático. No entanto, podem ter chegado tarde e ademais ser insuficientes para salvar não a meta em si, mas a segunda maior economia do mundo como um todo.

O Banco Central da China fez questão de anunciar com pompa e circunstância que reduziu a taxa básica de juros de 1,7% para 1,5%, bem como os limites de compulsório bancário e as taxas sobre hipotecas existentes, numa tentativa de aumentar a liquidez no sistema financeiro e oferecer alívio aos chineses, preocupados, entre outras coisas, com sua empregabilidade – o desemprego entre os jovens em agosto atingiu expressivos 18,8%. Além de medidas de estímulo monetário, também foram anunciadas ações de apoio ao mercado imobiliário, tragado por uma crise aparentemente sem fim.

A China, que em um passado nada distante crescia sempre ao redor dos dois dígitos ao ano, deve ter expansão econômica de 4,7% neste ano, segundo estimativa recém-reduzida pelo Goldman Sachs – outros bancos de investimento seguiram a mesma linha. Trata-se de crescimento decerto invejável para a maioria dos países, mas aquém dos objetivos traçados por Pequim. Ademais, a desaceleração chinesa é um sinal amarelo piscante para exportadores globais, que encontraram destino perfeito na emergente e numerosa classe média do País, que só recentemente passou a comprar itens como carne e café do Brasil e bolsas de grifes europeias – as verdadeiras.

China admite que sua economia enfrenta ‘novos problemas’

Com desemprego em alta e salários em queda, a classe média chinesa vem cortando gastos, para angústia de exportadores que viram suas receitas se multiplicarem graças ao mercado chinês. E há ainda a caixa de Pandora da crise imobiliária; incorporadoras e governos locais altamente endividados pressionam a viabilidade de inúmeros bancos.

Com problemas em múltiplas frentes, Pequim até recebeu uma ajuda, involuntária é verdade, dos Estados Unidos, após o Fed (banco central americano) surpreender com um corte de 0,50 ponto porcentual nos juros básicos americanos. Mas é preciso muito mais. Já se espera, por exemplo, que as autoridades chinesas anunciem mais reduções de juros até o fim do ano, já que a inflação no país é baixíssima.

Se as medidas recém-anunciadas têm o potencial para garantir o cumprimento da meta de crescimento para 2024, elas passam ao largo dos problemas de fundo da economia chinesa, que em boa parte residem na desesperança dos chineses. Somando-se a classe média que vem cortando gastos, e emitindo sinal de alerta para exportadores globais, à população mais pobre, que não conta com rede de proteção social, os chineses consomem pouco em comparação ao resto do mundo, comportamento agora reforçado por desafios como o aumento do desemprego. Levando-se em conta que diversas economias ao redor do mundo (inclusive a brasileira) dependem da boa saúde da China, um espirro chinês pode significar uma pneumonia global.

SITUAÇÃO DA GUERRA NO ORIENTE MÉDIO APÓS MORTE DE LÍDERES DO HEZBOLLAB

 

História de Frank Gardner – Correspondente de Segurança da BBC – BBC News Brasil

O que esperar de Hezbollah, Israel e Irã após morte de Hassan Nasrallah?

O que esperar de Hezbollah, Israel e Irã após morte de Hassan Nasrallah?© Reuters

assassinato de Hassan Nasrallah por Israel, o líder de longa data do Hezbollah, representa uma grande escalada na guerra entre o país e o grupo militante libanês.

Os acontecimentos dos últimos dias aproximaram ainda mais o Oriente Médio de um conflito muito mais amplo e ainda mais prejudicial, que envolve tanto o Irã quanto os Estados Unidos.

Os ataques israelenses contra alvos do Hezbollah continuaram ao longo deste sábado (28/9), com as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmando terem matado mais uma figura da liderança do grupo libanês.

Mas o que pode acontecer daqui para frente?

A resposta para essa pergunta depende, em grande parte, de outras três questões básicas.

O que esperar do Hezbollah?

O Hezbollah está se recuperando após sofrer um golpe atrás do outro.

Sua estrutura de comando foi decapitada, com mais de uma dúzia de comandantes de alto escalão assassinados. Suas comunicações foram sabotadas com as detonações chocantes de seus pagers e walkie-talkies, e muitas de suas armas foram destruídas em ataques aéreos.

“A perda de Hassan Nasrallah terá implicações significativas, potencialmente desestabilizando o grupo e alterando suas estratégias políticas e militares no curto prazo”, diz o analista de segurança do Oriente Médio baseado nos EUA Mohammed Al-Basha.

Mas qualquer expectativa de que esta organização veementemente anti-Israel desista de repente e busque a paz nos termos de Israel está provavelmente equivocada.

Na manhã deste domingo (29/9), as forças de Israel afirmaram ter identificado mísseis cruzando do Líbano para Israel, que dizem ter caído em áreas abertas.

O Hezbollah já prometeu continuar em sua luta. O grupo ainda tem milhares de combatentes, muitos deles veteranos recentes de combate na Síria – e todos eles parecem estar exigindo vingança.

A organização libanesa ainda tem um arsenal substancial de mísseis, com muitas armas de longo alcance e guiadas com precisão que podem atingir Tel Aviv e outras cidades israelenses.

Certamente haverá pressão dentro das fileiras do Hezbollah para usá-las em breve, antes que também sejam destruídas.

Mas se o grupo de fato decidir usar essas armas, em um ataque em massa que sobrecarregue as defesas aéreas de Israel e mate civis, a resposta de Israel provavelmente será devastadora, causando estragos na infraestrutura do Líbano ou até mesmo se estendendo ao Irã.

O que esperar do Irã?

O assassinato de Hassan Nasrallah é um golpe tanto para o Irã quanto para o Hezbollah. Teerã anunciou cinco dias de luto após a morte do líder do grupo libanês.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, disse que o ataque “não ficará sem vingança”.

Segundo Khamenei, a ofensiva contrária a Israel se tornará “ainda mais poderosa”.

Ele disse ainda que, embora a frente de resistência tenha perdido um “porta-estandarte notável” e o Líbano tenha perdido um “líder incomparável”, o Hezbollah se tornará mais forte.

O país, porém, tomou uma série de precauções de emergência, como esconder Ali Khamanei caso ele também seja alvo de tentativas de assassinato.

O Irã ainda não retaliou pelo assassinato em julho do líder político do Hamas Ismail Haniyeh em Teerã, um golpe que foi considerado uma grande humilhação para o país, segundo especialistas.

Mas os últimos acontecimentos devem fazer com que os membros linha-dura do regime iraniano contemplem algum tipo de resposta.

Homem contempla danos causados por um ataque aéreo israelense em Beirute

Homem contempla danos causados por um ataque aéreo israelense em Beirute© EPA

O Irã tem uma galáxia inteira de milícias aliadas fortemente armadas ao redor do Oriente Médio, que compõem o chamado “Eixo da Resistência”.

Além do Hezbollah e do Hamas, o eixo é formado pelos houthis no Iêmen e vários grupos na Síria e no Iraque. O Irã poderia muito bem pedir a esses grupos que intensificassem seus ataques às bases israelenses e americanas na região.

Mas qualquer que seja a resposta escolhida pelo Irã, o país provavelmente calibrará seus cálculos para que suas consequências parem pouco antes de desencadear uma guerra que não pode esperar vencer.

Nenhum dos lados quer uma guerra regional em grande escala, mas ao mesmo tempo ninguém quer parecer fraco.

O que esperar de Israel?

Se ainda restavam dúvidas antes da morte de Hassan Nasrallah, elas provavelmente desapareceram agora.

Israel claramente não tem intenção de pausar sua campanha militar para o cessar-fogo de 21 dias proposto por 12 nações, incluindo seu aliado mais próximo, os Estados Unidos.

Os ataque aéreos israelenses continuam neste domingo, com mais alvos do Hezbollah na mira.

As IDF afirmaram ter matado outra figura de liderança do Hezbollah no sábado. Segundo os militares israelenses, Nabil Qaouk, chefe do conselho de segurança preventiva do Hezbollah e membro-chave do seu conselho central, foi morto por caças.

Neste domingo, Israel afirmou ainda que atingiu “dezenas” de alvos do Hezbollah durante a noite. Segundo a imprensa libanesa, pelo menos 15 pessoas foram mortas

Edifícios destruídos no bairro de Haret Hreik, nos subúrbios ao sul de Beirute, após ataques militares israelenses

Edifícios destruídos no bairro de Haret Hreik, nos subúrbios ao sul de Beirute, após ataques militares israelenses© WAEL HAMZEH/EPA-EFE/REX/Shutterstock

Israel acredita ter o Hezbollah na defensiva agora, o que provavelmente significa que vai querer continuar com sua ofensiva até que a ameaça que os mísseis do grupo libanês representam seja removida.

Mas a menos que o Hezbollah ceda – o que é improvável – é difícil imaginar como Benjamin Netanyahu pode atingir seus objetivos em relação ao grupo sem uma operação por terra.

As IDF divulgaram imagens de um treinamento da sua infantaria perto da fronteira para esse propósito.

Mas o Hezbollah também passou os últimos 18 anos, desde o fim da última guerra, treinando para lutar na próxima.

Em seu último discurso público antes de sua morte, Nasrallah disse a seus seguidores que uma incursão israelense no sul do Líbano seria, em suas palavras, “uma oportunidade histórica”.

Para as IDF, entrar no Líbano seria relativamente fácil. Mas sair poderia – como acontece em Gaza – levar meses.

FUSÕES E AQUISIÇÕES DE BETS MOVIMENTAM BILHÕES ANTES DA ENTRADA DA REGULAMENTAÇÃO

 

História de Redação – IstoÉ Dinheiro

A maior movimentação do mercado de apostas onlines está acontecendo bem longe dos olhos do público. A poucos meses de entrar em vigor, a regulamentação das chamadas bets acelerou o processo de fusões e aquisições e, segundo estimativas das grandes bancas envolvidas nas negociações, algo entre 15 a 20 marcas devem mudar de mãos até janeiro de 2025, a partir de quando apenas empresas credenciadas pelo governo federal poderão operar no mercado brasileiro. Uma mostra dessa movimentação aconteceu na semana passada, quando a americana Flutter pagou quase R$ 2 bilhões por uma fatia de 56% da brasileira NSX, dona da marca Betnacional.

Mas é pouco provável que algum novo negócio repita soma tão astronômica. Até porque, há poucas empresas de grande porte disponíveis no mercado. “Diria que encerramos este ano com algo entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões em fusões e aquisições neste setor”, calcula André Santa Ritta, associado ao escritório Pinheiro Neto Advogados, numa conta que não considera o negócio bilionário. Só neste ano, o advogado assessorou quatro operações de fusão nesta área. E há mais duas ou três em andamento, segundo ele.

Santa Ritta informa que essa movimentação começou no fim de 2023, quando a lei que regulamenta as bets no Brasil foi aprovada. “E esse processo de consolidação deve se intensificar no próximo ano, com a imposição de uma série de requisitos para quem quiser operar no País. “O mercado brasileiro é bastante pulverizado. Fala-se em até 2 mil bets operadando por todo o País. Com a nova regulamentação, haverá uma elevação nos custos de operação pois há uma série de políticas de governança que precisam ser atendidas.

Aquisição de marcas e jogadores

A Flutter não é a única gringa a buscar parceiros brasileiros. A britânica Playtech, listada na bolsa de Londres, é uma das maiores fornecedoras de tecnologia para jogos online no mundo – opera em 19 países, tem mais de 7 mil funcionários – e também atua no B2C. Por isso que a companhia desembolsou US$ 5 milhões para comprar 40% do brasileiro Ocean 88 Holdings, dono da marca Galerabet.

Como dinheiro não parece ser um problema para a Playtec – no ano passado a receita na divisão B2B foi de 684 milhões de euros e EBITDA ajustado de 182 milhões de euros, enquanto na divisão B2C a receita da Playtech somou 1,037 bilhão de euros e EBITDA ajustado de 250 milhões de euros -, logo após a compra da Galerabet, a companhia britânica financiou a compra de duas outras marcas: a F12, do ex-jogador de futsal Falcão, e a Inovabet, do influenciador Luva de Pedreiro. Ambas operam no mercado pernambucano. Comprar operadoras locais é importante não só para entrar em mercados regionais, como também para ampliar a base de clientes.

Os negócios vão além de marcar território com marcas no mercado nacional. Débora Sejtman Gartner, sócia da área de M&A do Demarest, informa que há uma grande movimentação no mercado financeiro. A corrida é para ver quem responde pelos recebimentos e pagamentos das apostas. Pela lei aprovada no Brasil, apenas entidades autorizadas pelo Banco Central podem fazer essas operações. “Antes da regulamentação, essas transações eram feitas a partir de qualquer país – o mais comum é Malta e Curaçau – uma vez que há vários operadores de jogos online com operações fora do Brasil”, explica Gartner.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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