domingo, 29 de setembro de 2024

A CRISE CLIMÁTICA MUDA A ECONOMIA GLOBAL

 

História de Redação – Jornal Estadão

Há não muito tempo, termos como aquecimento globalmudanças climáticas e transição energética pareciam apontar para um futuro distante. Mas esse futuro chegou bem mais rápido do que apontavam as previsões mais pessimistas, forçando mudanças aceleradas em várias facetas da vida de todos. A economia, claro, não ficou imune a isso.

O que se tem visto nos últimos anos são transformações muito rápidas na forma de produção, nos hábitos de consumo e na preocupação das empresas em se adaptar às novas demandas. A questão da mobilidade é um exemplo claro. Como forma de substituir o poluente petróleo e seus derivados como o principal combustível dos veículos de transporte, surgiu praticamente uma nova indústria, a dos carros elétricos, que ganha espaço rapidamente, apesar de todas as dúvidas que ainda pairam sobre seu futuro.

.Mundo vive uma corrida na busca por fontes de energia que reduzam a emissão de poluentes Foto: Leonid/Adobe Stock

Mundo vive uma corrida na busca por fontes de energia que reduzam a emissão de poluentes Foto: Leonid/Adobe Stock

A geração de energia é outra área que muda numa velocidade alucinante. O avanço das energias renováveis (como a solar e a eólica), vistas há alguns anos como uma forma de geração “complementar”, já as coloca em posições relevantes dentro da matriz energética de vários países – incluindo o Brasil.

E mais revoluções estão a caminho – nos biocombustíveis, no hidrogênio verde. Não há nenhuma certeza de que essas mudanças serão suficientes para reverter ou mesmo paralisar as causas do aquecimento. Mas há a convicção de que os países e empresas que não investirem nisso, ficarão para trás.

Entenda, nas reportagens a seguir, como isso tudo vem transformando a economia global:

The Economist: Por que os carros elétricos vão vencer a corrida contra os carros híbridos

O esforço da indústria automobilística para se descarbonizar gira em torno da substituição da gasolina por baterias. Um número crescente de clientes quer ambos. Compradores que não podem pagar por um carro totalmente elétrico, ou que se preocupam com a disponibilidade de pontos de carregamento, estão optando por veículos elétricos híbridos plug-in (carregados na tomada), cujas vendas estão disparando. Mas o alarde em torno dos híbridos pode se mostrar de curta duração.

As vendas mundiais de carros que funcionam puramente a bateria foram mais do que o dobro daquelas dos híbridos no último ano. Mas a diferença tem se fechado rapidamente. As vendas de híbridos plug-in cresceram quase 50% nos primeiros sete meses de 2024 comparadas com igual período de 2024, enquanto aqueles totalmente elétricos avançaram 8%, segundo estimativas da corretora Bernstein. Leia mais aqui.

Saiba qual é o primeiro país do mundo a ter mais carros elétricos do que movidos a gasolina

A Noruega é o primeiro país do mundo com mais veículos elétricos do que carros movidos a gasolina nas ruas, de acordo com dados de registro de veículos da federação norueguesa de estradas, conhecida como OFV, divulgados na terça-feira, 17.

Carros elétricos sendo carregados numa rua de Oslo Foto: Jonathan Nackstrand/AFP

Carros elétricos sendo carregados numa rua de Oslo Foto: Jonathan Nackstrand/AFP

Dos 2,8 milhões de carros de passageiros registrados no país, 26,3% são totalmente elétricos, superando a participação dos veículos a gasolina. O diesel continua sendo o tipo de veículo mais comum, representando mais de um terço dos registros de veículos noruegueses. 

Biden concede quase US$ 2 bi em subsídios para impulsionar produção de veículos elétricos

O governo Biden irá conceder quase US$ 2 bilhões em subsídios à General Motors, Stellantis e outras montadoras para impulsionar a fabricação e montagem de veículos elétricos (VEs) em oito Estados americanos, incluindo Michigan, Pensilvânia e Geórgia, considerados campos de batalha nas eleições presidenciais.

O Departamento de Energia concederá subsídios no total de US$ 1,7 bilhão para criar ou manter milhares de empregos sindicais e apoiar comunidades baseadas em automóveis que há muito tempo impulsionam a economia dos EUA, informou a Casa Branca nesta quinta-feira, 11. Além dos três Estados com disputa eleitoral acirrada, os subsídios também serão destinados a instalações de veículos elétricos em Ohio, Illinois, Indiana, Maryland e Virgínia.

Carro elétrico chinês ainda é ‘desconhecido’ nos EUA, mas montadoras americanas temem ‘inundação’

As novas tarifas adotadas pelo governo Biden sobre os veículos elétricos chineses não terão um grande impacto sobre os consumidores americanos ou sobre o mercado de automóveis imediatamente, pois poucos desses carros são vendidos nos Estados Unidos.

Fábrica de carros elétricos da Leapmotor, em Jinhua, na China Foto: Adek Berry/AFP

Fábrica de carros elétricos da Leapmotor, em Jinhua, na China Foto: Adek Berry/AFP

Mas a decisão reflete o profundo temor do setor automotivo americano, que tem se preocupado cada vez mais com a capacidade da China de produzir veículos elétricos baratos. As montadoras americanas saudaram a decisão do governo Biden na terça-feira de impor uma tarifa de 100% sobre os veículos elétricos da China, dizendo que esses automóveis prejudicariam bilhões de dólares de investimento em fábricas de veículos elétricos e baterias nos Estados Unidos. Leia mais aqui.

Carros elétricos chineses baratos estão chegando à Europa. Como as montadoras locais vão reagir?

Os veículos elétricos baratos da China já estão chegando à Europa, prejudicando um dos maiores setores da região. E a BYD, que ultrapassou a Tesla no final do ano passado como a maior fabricante global de veículos elétricos, está prestes a aumentar as apostas.

A fabricante chinesa anunciou no mês passado planos para trazer seu hatchback compacto Seagull para a Europa no próximo ano. O carro oferece recursos premium, como uma tela de toque giratória e carregamento de telefone sem fio, e é vendido por menos de US$ 10 mil na China. Mesmo após tarifas e modificações para atender aos padrões europeus, os executivos da BYD esperam vender o Seagull por menos de € 20 mi (US$ 21,5 mil) no continente. 

The Economist: Esquenta a guerra entre a China e o Ocidente pelo domínio dos veículos elétricos

Na guerra comercial entre o Ocidente e a China, uma batalha relacionada aos veículos elétricos começou. Em maio, como parte de uma investida mais ampla contra a tecnologia chinesa, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 100% sobre os veículos elétricos do país asiático.

Em 2 de julho, o Canadá lançou uma consulta sobre o que chamou de “práticas comerciais injustas da China” no setor de veículos elétricos. Três dias depois, uma tarifa provisória de até 37,6% sobre os elétricos chineses entrou em vigor na União Europeia. 

Mercado de veículos elétricos na Europa está em ‘trajetória contínua de queda’, dizem fabricantes

Finalmente Elon Musk teve algo para se alegrar na Europa, para variar – as vendas de novos carros da Tesla caíram cerca de um terço em agosto. A boa notícia é que poderia ter sido muito pior.

Elon Musk, o fundador da Tesla Foto: Al Drago/Bloomberg

Elon Musk, o fundador da Tesla Foto: Al Drago/Bloomberg

Durante a maior parte deste ano, o único mercado que consistentemente não respondeu à combinação de Musk de cortes de preços estimulantes, taxas de financiamento com desconto e, no caso de seu Modelo 3, atualizações leves de design, foi a Europa. Sem muitas opções em um mercado geral de automóveis estagnado, os europeus estão optando por marcas rivais com modelos mais novos e mais adequados para as estradas domésticas. Como resultado, a Tesla sofreu uma queda constante e persistente na participação de mercado a partir de março. 

Carro elétrico: evolução rápida e concorrência chinesa aceleram desvalorização e dificultam revenda

A recente reviravolta no mercado global de carros elétricos, atualmente em desaceleração em países da Europa e nos Estados Unidos, provoca uma intensa queda nos preços de revenda e excesso de estoques nas lojas e fábricas.

No Brasil, onde as vendas desses modelos estão aquecidas, ainda que sobre uma base pequena de comparação, a desvalorização de modelos 100% a bateria também preocupa. Automóveis com dois a três anos de uso e baixa quilometragem foram vendidos nos últimos meses com até 45% de deságio e, dependendo do modelo, por menos da metade do valor pago pelo novo. 

Vale a pena comprar carro elétrico de segunda mão? Especialistas avaliam

O setor de carros usados movimenta no Brasil milhares de veículos. Só em 2023, mais de 14 milhões de unidades foram negociadas no País. Diante deste cenário e do avanço nas ofertas de eletrificados, a possibilidade de adquirir um carro híbrido ou 100% elétrico começa a ganhar adeptos no mercado doméstico. Contudo, a pergunta que pode surgir é: afinal, vale a pena comprar um carro elétrico usado?

Para especialistas ouvidos pela reportagem, a resposta é a clássica: depende. Executivos e analistas do setor ponderam que os motoristas que pretendem investir seu dinheiro e adquirir um veículo elétrico precisam analisar vantagens e desvantagens, colocando na ponta do lápis prós e contras de cada modelo e analisando quesitos como tempo de vida da bateria, autonomia, valor de revenda no mercado de usados e quilometragem, entre outros fatores. 

Ele se parece com o Batmóvel, funciona com energia solar e pode ser o futuro dos carros

O sonho começou em 1955, com uma criação minúscula, semelhante a um brinquedo, chamada “Sunmobile”. Construído com madeira balsa e pneus de loja de hobby, ele tinha apenas 15 polegadas de comprimento. As 12 células solares de selênio que decoravam seu exterior produziam menos potência do que um cavalo de verdade. Mas era a prova de um conceito: a luz solar sozinha pode fazer um veículo funcionar

Chris Anthony (E) e Steve Fambro com o carro solar da Aptera Foto: Jane Hahn/WashingtonPost

Chris Anthony (E) e Steve Fambro com o carro solar da Aptera Foto: Jane Hahn/WashingtonPost

Os anos se passaram e o sonho evoluiu para um buggy antigo convertido com painéis solares em seu teto. Em seguida, uma bicicleta glorificada, um projeto de garagem de um aposentado, um carro de corrida que cruzou o deserto de Mojave a 51 milhas por hora. Há problemas com esse sonho, grandes problemas. As nuvens aparecem. A noite cai. As leis da física limitam a eficiência com que os painéis solares podem transformar luz em energia. Mas uma startup afirma ter superado esses problemas. Agora, segundo seus fundadores, o sonho pode ser seu por apenas US$ 25,9 mil. 

The Economist: O próximo negócio de US$ 1 trilhão da energia limpa

Descarbonizar o fornecimento de eletricidade do mundo exigirá mais do que painéis solares e turbinas eólicas, que dependem da luz do sol e de uma brisa constante para gerar energia. O armazenamento em escala de rede oferece uma solução para esse problema de intermitência, mas ainda é pouco disponível.

A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a capacidade instalada global de armazenamento de baterias precisará aumentar de menos de 200 gigawatts (GW) no ano passado para mais de um terawatt (TW, equivalente a mil GW) até o final da década, e quase 5 TW até 2050, se o mundo quiser alcançar as emissões líquidas zero. Felizmente o negócio de armazenar energia na rede está finalmente sendo impulsionado. 

Como a energia solar tem substituído o carvão numa cidade americana

O passado e o futuro da energia elétrica nos Estados Unidos talvez sejam mais visíveis em uma cidade de Minnesota cercada por fazendas de batata e campos de milho. Sobre Becker, uma comunidade de pouco mais de 5 mil habitantes a noroeste de Minneapolis, está uma das maiores usinas de carvão do país. Ela está sendo substituída – para o desânimo de alguns moradores – por milhares de hectares de painéis solares e um teste para baterias de longa duração.

Becker é uma das primeiras de um grupo de sete áreas municipais de Minnesota, chamado Coalition of Utility Cities (Coalizão de Cidades Utilitárias), a fazer a mudança de uma economia baseada em combustíveis fósseis para energia limpa. 

Painel solar portátil vira febre na Alemanha e toma varandas de apartamentos; conheça

Em uma feira de sustentabilidade em Berlim, uma nova engenhoca chamou a atenção de Waltraud Berg: um painel solar pequeno o suficiente para ser facilmente instalado na lateral de uma varanda e, em seguida, conectado a uma tomada para alimentar diretamente sua casa com a energia produzida pelo Sol.”Fiquei absolutamente empolgada ao saber que existia algo assim, que você pode gerar sua própria energia e ser mais independente”, disse Berg, uma aposentada que instalou sozinha vários painéis na varanda voltada para o Sul de seu apartamento em Berlim.

Morador instala um painel solar portátil no telhado de sua casa na Alemanha Foto: Patrick Junker/NYT

Morador instala um painel solar portátil no telhado de sua casa na Alemanha Foto: Patrick Junker/NYT

Cada um dos painéis leves produz apenas eletricidade suficiente para carregar um laptop ou fazer funcionar uma pequena geladeira. No entanto, nas residências de toda a Alemanha, eles estão impulsionando uma transformação silenciosa, colocando a revolução verde nas mãos das pessoas sem que elas precisem fazer um grande investimento, encontrar um eletricista ou usar ferramentas pesadas. L

Os robôs estão chegando e têm uma missão: instalar painéis solares

As empresas que estão correndo para construir grandes fazendas solares nos Estados Unidos estão enfrentando um problema crescente: não há trabalhadores suficientes. Agora, elas estão recorrendo a robôs para obter ajuda.

Na terça-feira, 30/7, a AES Corporation, uma das maiores empresas de energia renovável do país, apresentou um robô inédito que pode carregar e instalar os milhares de painéis pesados que normalmente compõem uma grande matriz solar. A AES disse que seu robô, apelidado de Maximo, seria capaz de instalar painéis solares duas vezes mais rápido do que os humanos e pela metade do custo. 

China domina a energia solar global, mas sua indústria doméstica do setor está em apuros

Nos últimos 15 anos, a China passou a dominar o mercado global de energia solar. Quase todos os painéis solares do planeta são fabricados por uma empresa chinesa. Até mesmo o equipamento para fabricar esses painéis solares são produzidos quase inteiramente na China. As exportações dos painéis, medidas pela quantidade de energia que podem produzir, aumentaram mais 10% em maio em relação ao ano passado.

No entanto, o setor doméstico de painéis solares da China passa por uma grande agitação. Os preços no atacado caíram quase pela metade no ano passado e despencaram mais 25% neste ano. Os fabricantes chineses estão competindo por clientes cortando os preços muito abaixo de seus custos, e ainda continuam construindo mais fábricas.

China tem quase o dobro de projetos de energia solar e eólica em construção ante o resto do mundo

Um estudo da Global Energy Monitor (GEM), ONG que analisa a indústria de energia global, divulgado nesta quinta-feira, 11, apontou que o volume de projetos de energia eólica e energia solar em construção na China é quase o dobro que os do resto do mundo combinados. As informações são do The Guardian.

O jornal aponta que o país tem 180 gigawatts (GW) de energia solar em escala de serviço em construção e 159 GW de energia eólica. Os 339 GW em construção das duas fontes somadas estão bem à frente dos 40 GW em construção nos Estados Unidos, que aparecem em segundo lugar no ranking mundial do volume de projetos em construção. O Brasil aparece em terceiro, com 12,9 GW de energia solar e eólica em construção. 

Austrália aprova plano para construir a ‘maior central de energia solar do planeta’

O governo da Austrália aprovou um plano para construir uma central de energia solar e de baterias que foi anunciado como o “maior complexo solar do mundo”. As autoridades anunciaram as licenças ambientais para o projeto da empresa SunCable, avaliado em US$ 24 bilhões (R$ 131 bilhões), no norte da Austrália.

A ministra do Meio Ambiente, Tanya Plibersek, explicou que a instalação deve gerar energia suficiente para abastecer três milhões de residências e, eventualmente, terá um cabo de ligação com Cingapura para vender eletricidade para a cidade-Estado.”Será o maior complexo de energia solar no mundo e deixará a Austrália como líder mundial em energia verde”, disse Plibersek. 

Energia solar: 100 mil novos sistemas são instalados em telhados e fachadas no Brasil em julho

No mês de julho deste ano, um total de 100 mil novos sistemas de energia solar fotovoltaica foram instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos no Brasil. Agora, a quantidade desses sistemas de geração de energia solar chega a 2,8 milhões no País, segundo dados inéditos da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Painéis solares no telhado em São Paulo Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Painéis solares no telhado em São Paulo Foto: Tiago Queiroz/Estadão

De acordo com a entidade, foram investidos R$ 3,9 bilhões para criação desses sistemas em apenas um mês. Essa modalidade de geração de energia, chamada de distribuída (GD), já soma 31 gigawatts (GW) de potência, com acréscimo de 1 GW apenas no mês passado. Além de residências, esses sistemas estão instalados também em comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. 

Usinas solares e eólicas puxam alta de energia elétrica no Brasil neste ano

De janeiro a junho deste ano, começaram a operar no Brasil 168 usinas de geração de energia, num incremento de 5,6 GW na matriz energética brasileira, segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Trata-se de um aumento de 18,7% em relação a igual período de 2023, e um recorde para os últimos 27 anos.

Essa alta foi puxada pelo desempenho das usinas de energia solar fotovoltaicas e as eólicas, segundo o relatório divulgado pelo órgão no dia 18 deste mês. Juntas, elas somaram 92,3% de tudo que foi instalado no país neste ano. 

É hora de repensar a melhor forma de expandir a geração de energia renovável no Brasil

As fontes de energia renováveis, especialmente eólica e solar, continuam se expandindo com força e intensidade. Como apontam os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), dos mais de 7 gigawatts (GW) adicionados à capacidade instalada neste ano (metade da potência da Usina de Itaipu, a maior da América do Sul), cerca de 3,5 GW foram de fonte solar e 3,0 GW, de eólica.

Cerca de 93 centrais solares fotovoltaicas e 90 eólicas foram incluídos ao sistema elétrico nacional nos oito primeiros meses do ano. Juntas as fontes correspondem hoje por 23% da matriz de energia elétrica do País, cuja a potência fiscalizada, ou seja, a quantidade máxima de produção de energia soma 205,2 gigawatts (GW) até setembro.

‘Brasil terá de ralar para ocupar liderança global da transição energética’, diz CEO da Abeeólica

A economista Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) acredita que o Brasil ainda está firme na corrida para liderar o processo global de transição energética. Na avaliação dela, o País tem todas as condições e ferramentas para ganhar protagonismo no setor, mas para isso terá de recuperar o espaço perdido nos últimos anos na disputa por investimentos internacionais.

Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica Foto: Felipe Rau/Estadão

Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica Foto: Felipe Rau/Estadão

Ela avalia que, desde 2016, com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, o Brasil entrou numa espiral de turbulência e incerteza, que piorou o ambiente de negócios doméstico. Pelo tamanho de seu território e economia e potencial energético, o País é naturalmente um candidato à liderança global. Leia mais aqui.

O salto da energia eólica: setor prevê quase dobrar de tamanho até 2030, com aportes de R$ 175 bi

Primeira das “novas energias” a chegar ao Brasil, a fonte eólica, ou movida pelos ventos, tem batido recordes sucessivos de instalação e já trouxe mais de R$ 300 bilhões em investimentos para o País. Em 2023, respondeu por quase 50% de toda expansão do setor elétrico – dos 10,3 mil megawatts (MW) adicionados ao sistema elétrico, 4,9 mil MW vieram das usinas eólicas.

E a tendência é essa expansão continuar firme nos próximos anos. Até 2030, serão investidos mais R$ 175 bilhões para acrescentar 25 mil MW de potência, levando-se em conta apenas os projetos já contratados em leilões nos últimos anos. Com isso, a geração eólica deve quase dobrar, passando da capacidade atual de cerca de 30 mil MW para 55 mil MW. 

Brasil atrai interesse global para combustível sustentável de aviação, diz diretor da Airbus

A familiaridade do Brasil com biocombustíveis faz com que o País seja cotado para ser um polo produtivo relevante de SAF, combustível sustentável de aviação, feito de óleos vegetais ou animais. Apesar dos projetos brasileiros ainda estarem em fase inicial, a expectativa é que atinjam um pico a partir do final desta década, segundo o diretor-executivo de estratégia e operações comerciais da Airbus na América Latina, Guillaume Gressin.

Para o executivo da Airbus, entre os principais estímulos para acelerar a produção de SAF no Brasil está a legislação voltada para o tema. No início deste mês, o Congresso aprovou o projeto “combustível do futuro”, que prevê a criação de programas nacionais de SAF, além de diesel verde e biometano. O texto agora depende da sanção presidencial. Leia mais aqui.

Biodiesel pode evitar emissão de 320 milhões de toneladas de CO2, diz CEO da Binatural

Atualmente, o biodiesel representa 14% da mistura do diesel no Brasil. Um incremento nessa composição pode reduzir significativamente a emissão de dióxido de carbono (CO2), de acordo com André Lavor, CEO da Binatural. “Com o potencial de aumentar a mistura de biodiesel no diesel para 25% até 2035, o Brasil pode deixar de emitir mais de 320 milhões de toneladas de CO2 na próxima década”, disse Lavor, durante o painel Soluções Inovadoras para o Futuro dos Combustíveis, no Estadão Summit ESG 2024, nesta quinta-feira, 26, em São Paulo.

André Lavor, presidente da Binatural Foto: Felipe Rau/Estadão

André Lavor, presidente da Binatural Foto: Felipe Rau/Estadão

Lavor comentou a importância do projeto de lei conhecido como “Combustíveis do Futuro”, aprovado no Congresso e programado para ser sancionado em outubro. “O projeto busca descarbonizar a matriz de transporte do Brasil, atualmente composta em sua maioria por caminhões. A proposta inclui a ampliação do uso de biocombustíveis, como o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) e o SAF (Sustainable Aviation Fuel), além de fortalecer setores como o etanol e o biodiesel, que já contribuem significativamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, afirmou. Leia mais aqui.

Onde o Brasil não pode errar na produção de biocombustíveis? Quem está no caminho no mundo?

Brasil é um dos países com grande potencial para produzir combustíveis sustentáveis. A experiência na produção de etanol, a oferta de matérias-primas e o agronegócio já desenvolvido colocam o País entre os protagonistas quando o assunto são os chamados biocombustíveis, produzidos a partir de matéria orgânica vegetal ou animal.

Mas há um longo caminho a percorrer se o Brasil quiser produzir e exportar soluções de biocombustíveis avançados para o mundo, especialmente o SAF (combustível sustentável de aviação) e o combustível para uso marítimo. Onde o Brasil não pode errar? Especialistas apontam caminhos, como o incentivo, a estrutura regulatória e o estabelecimento do preço de carbono.

O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS AFETA TODAS AS ETAPAS DO CICLO DE PRODUÇÃO DESDE A COLHEITA ATÉ O CONSUMO

 

Juliana Baladelli Ribeiro e Carlos Hugo Rocha*

A FAO/ONU estima que o custo anual com prejuízos ambientais e sociais do desperdício de alimentos atinge US$ 700 bilhões e US$ 900 bilhões, respectivamente.

Todos os anos, cada brasileiro joga fora cerca de 60 quilos de alimentos adequados para o consumo

 Foto: Pixabay

A insegurança alimentar é um desafio para a sociedade, em especial aos governantes. No entanto, encaramos com certa naturalidade o descarte de frutas e verduras nas proximidades de mercados ou feiras livres. A desatenção é ainda maior quando jogamos no lixo alimentos esquecidos na geladeira ou produtos que perderam o prazo de validade. O desperdício de alimentos afeta todas as etapas do ciclo de produção, da colheita, beneficiamento, estocagem, transporte, distribuição, embalagem até o consumo.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 54% do desperdício de alimentos no mundo acontece nas fases da manipulação pós-colheita e armazenagem. Os outros 46% das perdas ficam nas etapas de processamento, distribuição e consumo. Em um mergulho mais profundo no tema, o relatório divulgado no ano passado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) revela que, em 2022, mais de um bilhão de refeições foram descartadas todos os dias, sendo que 783 milhões de pessoas enfrentam a fome e um terço da humanidade sofre com a insegurança alimentar.

Outro levantamento da ONU, coloca o Brasil na 10ª posição no ranking de países que mais desperdiçam comida, atrás da Rússia, Eslovênia, Áustria, África do Sul, Bélgica, Índia, Belize, Índia, Irlanda, Polônia e Estados Unidos. Um estudo elaborado pela MindMiners em parceria com a Nestlé, publicado em 2023, identificou que cada brasileiro, todos os anos, joga fora cerca de 60 quilos de alimentos adequados para o consumo. A média global de descarte individual, segundo a PNUMA, é de 74 quilos de comida. E qual o impacto deste cenário para a conservação do meio ambiente? A FAO estima que o custo anual com prejuízos ambientais e sociais do desperdício de alimentos atinge US$ 700 bilhões e US$ 900 bilhões, respectivamente.

Segundo a pesquisadora Milza Moreira Lana, especialista em pós-colheita da Embrapa, o resultado das perdas obedece a uma lógica natural: “quanto mais alimento é jogado no lixo, mais alimento precisa ser produzido para repor aquele que foi posto fora”. Junto com a comida, temos a perda de elementos como água, terras agricultáveis e demais insumos usados no processo de produção, além das consequências negativas na geração de gases de efeito estufa.

A agricultura tem um impacto ambiental significativo: requer grandes quantidades de água doce, o que pode causar pressões ambientais significativas em regiões com ou sob estresse hídrico e polui rios, lagos e oceano ao liberar nutrientes. É responsável por cerca de um quarto das emissões mundiais de gases com efeito de estufa e metade das terras habitáveis do mundo é usada para agricultura. Grandes áreas do planeta antes cobertas por florestas e terras selvagens são agora usadas para a agricultura, pecuária e plantio florestal em larga escala. A perda de habitats é a principal responsável pela redução da biodiversidade mundial.

É preciso apontar saídas para minimizar o desperdício de alimento, considerado pelos especialistas um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas, contribuindo com a emissão de 8% a 10% dos gases de efeito estufa, segundo dados da FAO. Algumas alternativas são fundamentadas em Soluções Baseadas na Natureza (SBN), como a integração lavoura-pecuária e silvicultura, sistemas de agricultura regenerativa e a restauração de ecossistemas que podem conter em mais de um terço os efeitos adversos das alterações do clima, segundo parecer da professora Marlén Sánchez, integrante do Observatório La Rábida de Desenvolvimento Sustentável.

Sistemas de agricultura regenerativa, por exemplo, representam soluções sustentáveis ao combinar o aumento da produção de alimentos com manejo dos recursos que minimizam os efeitos das mudanças climáticas. São atividades que envolvem, entre outros benefícios, a conservação e a adoção de sistema de plantio sem revolvimento do solo, a manutenção das florestas e outras formas de vegetação nativa e integração com a produção animal, diminuindo os custos operacionais e estimulando a rentabilidade e os diferenciais competitivos.

O revolvimento do solo, prática ainda comum na agricultura convencional, deve ser evitado porque modifica a camada superior antes do plantio, provoca a liberação de mais gases de efeito estufa e pode deteriorar propriedades químicas e biológicas do solo, causando degradação e erosão. Outros cuidados, como a preservação da cobertura vegetal, rotação de culturas e plantio de árvores, ajudam na captura de carbono da atmosfera e na melhoria das condições dos solos. O solo saudável retém mais água, tornando as culturas mais resistentes à seca e às inundações.

A conservação da natureza e iniciativas que evitem o desperdício de alimentos são conceitos que podem e devem andar juntos em programas estruturados e nas atitudes individuais do consumidor. É amplamente reconhecido na literatura acadêmica que minimizar o desperdício alimentar em casa é a melhor forma de reduzir o impacto ambiental da produção de alimentos.

Em nosso cotidiano, a responsabilidade para evitar o descarte de comida não é menor. São condutas simples que fazem a diferença, como planejar as compras, evitar os exageros, conter os impulsos, verificar as datas de validade, privilegiar o comércio local e guardar os alimentos em espaços adequados. Os alimentos orgânicos apresentam maior durabilidade e sua produção fundamenta-se na conservação dos solos e recursos naturais. Na hora de cozinhar, abuse da imaginação, aproveite as sobras para preparar receitas novas, criativas e mais nutritivas. E, se puder, faça a compostagem dos resíduos orgânicos!

Garantir que todos tenham acesso a uma dieta nutritiva de forma sustentável é um dos desafios mais significativos que enfrentamos. As mudanças em nossos hábitos podem fazer grande diferença na proteção dos recursos naturais e na redução da insegurança alimentar e dos impactos climáticos. A conscientização, desde lideranças de grandes empresas aos consumidores individuais, é essencial para que o amanhã se torne mais sustentável.

Juliana Baladelli Ribeiro é gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário e especialistas em Soluções Baseadas na Natureza; Carlos Hugo Rocha é engenheiro agrônomo, professor adjunto da Universidade Estadual de Ponta Grossa e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN)

VPN PROTEGE NO AMBIENTE ONLINE CONTRA AGENTES MAL-INTENCIONADOS

 

Iskander Sánchez-Rola, Diretor de Inovação em Privacidade da Norton

Entre os benefícios está ocultar a localização e as atividades online dos usuários, para protegê-los no ambiente online contra ações de agentes mal-intencionados. Uma pesquisa da Norton revelou que 15% dos consumidores no Brasil disseram ter encontrado um aplicativo de rastreamento em seus telefones e que eles não o instalaram.

Muitas pessoas acessam contas bancárias ou digitam os dados de seus cartões de crédito para comprar algo online, sem se conectar a uma rede privada virtual (VPN) e, com isso, podem ter exposto suas informações sigilosas e hábitos de navegação a cibercriminosos, ou a outros intrusos à espreita na mesma rede. A Norton, marca de cibersegurança da Gen™ (NASDAQ: GEN), esclarece o que é uma VPN e como os usuários podem permanecer conectados com segurança em qualquer lugar, a partir de uma conexão segura, mantendo suas atividades online ocultas, protegendo seus dados e sua privacidade na internet. 

De acordo com uma pesquisa da Norton, 15% dos consumidores no Brasil disseram que encontraram um aplicativo de rastreamento em seus telefones e que eles não o instalaram. Destes, os aplicativos estavam rastreando principalmente a sua localização (55%) e os sites que visitaram (52%). A maioria dessas pessoas (64% dos 15%) simplesmente excluiu o aplicativo de rastreamento do seu telefone, quando o encontrou.

Conhecida como rede privada virtual, a VPN (da nomenclatura Virtual Private Network em inglês), é uma tecnologia que criptografa os dados quando o usuário usa a internet, embaralhando-os para que estranhos na mesma rede não consigam lê-los. Uma VPN cria um túnel seguro entre o dispositivo do usuário e a internet para proteger os dados durante a transmissão. Esse túnel seguro ajuda as VPNs a disfarçar o endereço IP do usuário, mascarando a sua atividade online (incluindo os links nos quais o usuário clica e os arquivos que baixa), e ocultando a sua localização física para ajudá-lo a acessar o conteúdo desejado.

As melhores VPNs têm uma política de “não registro” (no log), criptografia de nível bancário e uma variedade de servidores ao redor do mundo para ajudar as pessoas a navegar anonimamente na web.

Benefícios do usa da VPN

Os recursos de criptografia da VPN ajudam o usuário a navegar anonimamente, acessar conteúdos mais livremente, proteger dados em trânsito e suas informações privadas, e impedir que sites o rastreiem.

“Uma VPN com política de não registro (no-log) pode ajudar a ocultar o endereço IP do usuário para protegê-lo de ações de cibercriminosos”, diz Iskander Sánchez-Rola, Diretor de Inovação em Privacidade da Norton. “As VPNs criptografam o tráfego de internet, tornando mais seguro para o usuário acessar suas contas financeiras, seus dados privados e demais informações confidenciais no ambiente online, sem que outras pessoas espionem”, comenta.

O executivo explica que as redes wi-fi públicas não são seguras, portanto, tornam-se lugares notórios para que os cibercriminosos roubem informações. “Uma VPN pode ajudar a impedir isso, ocultando as atividades de sessão na Internet, para que cibercriminosos não vejam o que a pessoa está fazendo online. Assim, a VPN oferece uma camada adicional de privacidade para proteção dos dados dos usuários ao navegar no ambiente digital, sendo uma ferramenta útil para tornar mais seguro o acesso a serviços bancários em dispositivos móveis, redes sociais, conteúdos online durante viagens e muito mais”, destaca Iskander Sánchez-Rola, que compartilha algumas recomendações na hora de escolher uma VPN:

    Faça a escolha da estrutura da VPN com base na intenção de uso, ou seja, para fins pessoais, de trabalho ou acesso a conteúdos.

    Considere a quantidade e as localizações dos servidores de uma VPN, pois isso pode afetar a velocidade da conexão, o desempenho e sua capacidade de acessar o conteúdo livremente.

    Encontre um serviço VPN com uma política de não registro (no-log), para ajudar a garantir que o seu provedor não armazene os dados de suas atividades online e, possivelmente, possa fazer uso indevido ou comprometa informações confidenciais.

    Considere todas as taxas associadas e leia as avaliações, para encontrar uma VPN com a melhor relação custo-benefício.

    Escolha uma VPN que siga o conjunto de regras e procedimentos para criptografia de dados, que você necessita sem sacrificar a compatibilidade do dispositivo ou dos recursos de segurança.

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Metodologia

O estudo foi conduzido online no Brasil pela Dynata em nome da Gen, de 6 a 22 de março de 2024, entre 1.013 adultos com 18 anos ou mais.

Sobre a Norton

A Norton é uma marca líder em cibersegurança da Gen™ (NASDAQ: GEN), uma empresa global dedicada a promover a liberdade digital através de sua família de marcas de consumo confiáveis, incluindo Norton, Avast, LifeLock, Avira, AVG, ReputationDefender e CCleaner. A Gen permite que as pessoas vivam sua vida digital com segurança, privacidade e confiança hoje e nas próximas gerações. A Gen oferece produtos e serviços premiados de cibersegurança, privacidade online e proteção de identidade para mais de 500 milhões de usuários em mais de 150 países. Saiba mais em Norton.com e GenDigital.com.

O CINEMA POSSIBILITA CONHECER UMA HISTÓRIA DE RESILIÊNCIA, ENTENDER O MERCADO E EMPRESAS DE SUCESSO

 

Gabriela Del Carmen – Startups StarSe

Mais do que entretenimento, o cinema também pode ser uma ótima forma de ganhar repertório

A Rede Social (Foto: divulgação)

Conteúdo exclusivo Startups

O fim de semana está chegando e nada melhor do que aproveitar o tempo livre para ver um – ou mais filmes com um balde de pipoca em mãos. Mais do que entretenimento, o cinema também pode ser uma ótima forma de ganhar repertório.

Seja para conhecer uma história de resiliência, entender o mercado ou estudar as estratégias que levaram uma empresa ao sucesso, a sétima arte pode dar aquele empurrãozinho extra para tirar um projeto do papel. Opções para inspirar não faltam, de drama até comédia ou um ótimo enredo biográfico.

Graças ao avanço do streaming, assistir às produções ficou mais fácil. Veja, a seguir, as recomendações do Startups com 7 filmes sobre startups e empreendedorismo que você precisa conhecer:

Upstarts

Lançado em 2019, o filme indiano conta a história de 3 amigos universitários que decidem criar uma startup para solucionar alguns dos problemas que afetam a sociedade, levando remédios a lugares distantes e promovendo o acesso à saúde. No entanto, à medida em que encontram um investidor e o negócio floresce, os jovens assumem mais trabalho e as demandas do dia a dia desgastam a amizade do grupo. Disponível na Netflix.

A rede social

Basicamente, o filme conta a história da fundação do Facebook (ex-Meta) por Mark Zuckerberg, do dormitório na Universidade de Harvard aos primeiros milhões de usuários no que viria se tornar uma rede social global. Mas o longa vai além do sucesso estrondoso, que garante ao empreendedor de 23 anos o título de bilionário mais jovem da história (que só foi ultrapassado em 2019 pela socialite Kylie Jenner). Dirigida por David Fincher, a trama também mostra as complicações que o trabalho e a plataforma causam na vida social, profissional e jurídica de Zuckerberg. Disponível para alugar no NOW.

Steve Jobs

Como o nome já diz, o filme estrelado por Michael Fassbender traz os momentos marcantes e decisivos na vida do inventor, empresário e fundador da Apple. O drama biográfico aborda os bastidores do lançamento do computador Macintosh, da empresa NeXT e do iPod, em 2001, além de trazer a tumultuada relação entre Jobs e sua filha Lisa. Disponível na Netflix até 31 de março e (claro) no Apple TV.

Joy: O nome do sucesso

Criativa desde a infância, Joy é mãe solteira e vive com os 2 filhos, os pais divorciados, a avó e o ex-marido. Enquanto concilia a vida adulta, as dificuldades financeiras e os cuidados da casa, ela inventa um esfregão de limpeza milagroso, mais prático e seguro, que se torna sucesso de vendas nos Estados Unidos e faz da jovem uma das maiores empreendedoras do país e dona de um império comercial. A trama conta a história real da empreendedora e inventora norte-americana Joy Mangano. Disponível no Star+.

Something Ventured

Bora falar de captação? Este documentário norte-americano acompanha a história de alguns dos primeiros investidores de big techs como Apple, Google, Intel, Cisco e Atari. A partir de entrevistas com executivos – incluindo o investidor e 2º diretor-executivo da Apple Mike Markkula – e arquivos de fotografias e imagens, a obra investiga o surgimento do capital de risco nos Estados Unidos. Disponível no YouTube.

Startups.com

Lançado em 2001, nos Estados Unidos, o documentário acompanha a trajetória da govWorks.com, empresa que criou um software para ajudar clientes do governo dos EUA a rastrear contratos e funções de compra. O filme retrata os momentos de maior sucesso da startup, criada em 1998, até chegar em sua falência, em 2001, causada pela explosão da bolha da internet. Disponível no YouTube.

Fome de Poder

O filme dirigido por John Lee Hancock conta a história da ascensão do McDonald’s. Na trama, o vendedor Ray Kroc, interpretado por Michael Keaton, adquire uma participação nos negócios da lanchonete dos irmãos Richard e Maurice “Mac” McDonald. O ambicioso comerciante faz de tudo para assumir o controle do fast-food e, livrando-se dos outros sócios, transforma a rede no império alimentício que conhecemos hoje. Disponível no HBO Max.

ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON

1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?

Estratégias para o crescimento da nossa empresa

  1. Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
  2. Equilíbrio financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
  3. Desenvolvimento de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
  4. Investimento em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
  5. Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.

O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.

Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas é um equívoco geralmente fatal.

Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim, desenvolver a bossa empresa.

4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa? Descreva suas marcas.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?

A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo, desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que representem mudanças catastróficas.

“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle, professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.

6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?

A escalabilidade é um conceito administrativo usado para identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento, sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou seja: a arte de fazer mais, com menos!

Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem acertadas.

Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e eliminando a ociosidade.

Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.

Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:

  • objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
  • etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
  • decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
  • gerenciamento de recursos focado em otimização.

sábado, 28 de setembro de 2024

LULA VENDE UM BRASIL FICTÍCIO E NÃO UM BRASIL REAL

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Numa iniciativa extravagante, o presidente Lula da Silva se reuniu recentemente com representantes de agências de classificação de risco em Nova York. O petista quis explicar para a S&P Global Ratings, a Moody’s e a Fitch Ratings, em suas palavras, “o que está acontecendo” no Brasil. Como se fosse um camelô, Lula tentou lhes vender um Brasil que, segundo seus sonhos, merece voltar a ter o chamado grau de investimento.

Lula parece inconformado e obcecado. Foi em 2008, em seu segundo mandato, que o Brasil entrou para o clube de elite dos ratings. Alguns fundos só podem aplicar em ativos com o tal grau de investimento, daí a importância de retomar uma nota mais elevada, perdida em 2015 por causa do espetacular malogro econômico de Dilma Rousseff, quando o Brasil voltou ao grau especulativo.

De lá para cá, o cenário melhorou. As agências emitiram avaliações mais positivas, em razão de reformas como a trabalhista, a da Previdência e a tributária. Trata-se de feitos de todos os últimos governos. Hoje, o País, com uma nota que não é baixa, está a dois passos de recuperar o grau de investimento. Pela Moody’s, a perspectiva passou de estável para positiva, enquanto a S&P e a Fitch mantiveram a perspectiva estável.

Mas Lula quer mais. O presidente disse a jornalistas que uma agência de classificação de risco “não precisa ouvir só a Faria Lima”, em alusão ao mercado financeiro, e “não precisa ouvir só os empresários”. Segundo ele, essas instituições têm de ouvir também “os trabalhadores” e “o presidente da República”.

Mais uma vez, Lula tenta fazer crer que o Brasil que ele governa é uma potência pujante e que só não é reconhecido sem ressalvas como um “bom pagador” pelas agências de risco porque a gente do mercado não “ouviu” as pessoas certas – a começar por ele próprio – e se deixou levar pelos seus preconceitos. Ora, as agências de classificação de risco não “ouvem” ninguém. Elas chegam às suas conclusões com base exclusivamente nos números e nos cenários. E esses cenários, como até mesmo o Banco Central do Brasil já alertou, não são confortáveis, diante da incapacidade do governo de Lula de cortar gastos para reduzir o endividamento.

Mas Lula tem pressa. Quer que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou das conversas com as agências, satisfaça seu desejo de recuperar o grau de investimento até 2026, ano de corrida para o Palácio do Planalto, quando, decerto, sonha exibir tal feito.

Não será fácil nem será numa reunião, como se estivesse numa mesa de bar, que Lula vai seduzir as agências. Prova disso é que, no dia seguinte, a Fitch divulgou uma nota na qual, embora reconheça que a economia brasileira demonstrou força e surpreendeu, destacou a “posição fiscal frouxa”. Para a agência, “os desafios fiscais persistem e vão se intensificar”.

Segundo a Fitch, o governo reage à frustração de receitas com “medidas de improviso”, enquanto “a indexação vai manter a pressão sobre os gastos sociais nos próximos anos, exigindo apertos adicionais das despesas discricionárias”. Como há “vulnerabilidade”, o rating continua na perspectiva estável, o que joga um balde de água fria nas ambições de Lula.

O governo acusou o golpe. Para a Fazenda, a agência ignorou “dois elementos fundamentais”: a reoneração gradual da folha de pagamentos com compensações e o fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) em 2025.

Em reunião com ministros e governadores, Lula disse que o Brasil não gastará o que não tem, uma promessa pouco crível. Aproveitou a ocasião para explicar a conversa com as agências, admitindo que “não é habitual um presidente da República se reunir com empresas de rating”. Tinha “curiosidade” de saber “o critério que elas adotam para avaliar o Brasil”.

As agências reiteradas vezes apresentaram ao País o “receituário” para a elevação do rating, que inclui responsabilidade fiscal, crescimento econômico sustentável e estabilização da relação dívida/PIB, entre outros. Por ora, os gastos só aumentam, o crescimento mais se assemelha a um novo voo de galinha e a trajetória do endividamento embica para cima, com estimativa de passar de 80% do PIB em 2026, segundo o próprio Tesouro.

AMPLIAÇÃO DE FORO NO STF VENCIDA PELA MAIORIA É PRALIZADA POR MINISTRO

 

História de Lucas Mendes – CNN Brasil

Nunes Marques paralisa julgamento sobre ampliação de foro no STF

Nunes Marques paralisa julgamento sobre ampliação de foro no STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), paralisou, nesta sexta-feira (27), o julgamento sobre a ampliação do alcance do foro privilegiado de autoridades na Corte. O magistrado pediu vista (mais tempo para análise). Pelo regimento do tribunal, ele tem até 90 dias para ficar com o caso. A discussão chegou a ser paralisada outras duas vezes: em março e em abril. Já há maioria formada para ampliar a regra, fixando que o foro é mantido no Supremo mesmo depois de a autoridade deixar o cargo. Votaram por essa posição os ministros Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Até o momento, os ministros André Mendonça e Edson Fachin divergem da ampliação. Além de Nunes, ainda precisam votar os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia. Ampliação do foro A maioria de votos pela ampliação de foro foi formada em abril. Na ocasião, Mendonça pediu vista. O caso foi retomado em 20 de setembro, com o voto do ministro — e, agora, paralisado de novo com a posição de Nunes Marques. A proposta que tem maioria estabelece que o foro continua no STF mesmo após o afastamento do cargo, “ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício”. https://www.youtube.com/watch?v=TFPDLaKWcE0 Como é a regra O STF tem competência para processar e julgar, nos crimes comuns, o presidente da República, o vice-presidente, deputados e senadores, ministros e o procurador-geral da República. Já para crimes comuns e de responsabilidade, a competência é para julgar integrantes dos tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União (TCU), embaixadores, e comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A regra atual sobre foro no Supremo foi definida em 2018. Para que o processo tramite no STF é preciso que o crime tenha sido cometido no exercício do cargo e em razão da função ocupada. Se o agente público perder seu mandato, o processo vai para a primeira instância. A única exceção é para quando o caso já estiver na fase final de tramitação; nessa situação, o processo permanece no STF. Em 2022, a Corte decidiu que continua tendo competência em casos de “mandato cruzado” — ou seja, quando o congressista investigado ou processado por um suposto crime é eleito para outra Casa Legislativa durante a tramitação do inquérito ou da ação penal.

NOVO AUMENTO DA ENERGIA ELÉTRICA MOSTRA O GOVERNO TIRANDO MAIS DINHEIRO DO POVO

História de HELENA SCHUSTER – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHPARESS) – A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta sexta-feira (27) que vai acionar a bandeira tarifária vermelha patamar 2 para a conta de luz em outubro. A medida vai acrescentar R$ 7,877 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e entra em vigor na próxima terça (1º).

A elevação do nível tarifário foi justificada pelo risco hidrológico e pelo aumento do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), o valor de referência da energia no mercado atacadista.

A bandeira vermelha patamar 2 chegou a ser anunciada para o mês de setembro, mas a Aneel voltou atrás alegando ter encontrado erros nos cálculos e adotou o patamar 1.

O aumento da conta de luz em outubro será o terceiro deste ano. Houve uma sequência de bandeiras verdes de abril de 2022 a maio de 2024. Em julho, foi adotada a bandeira amarela, e a verde chegou a retornar em agosto, mas foi interrompida pela vermelha nível 1 em setembro.

O acionamento da bandeira vermelha e a ampliação do uso das térmicas são respostas do setor à seca extrema que atinge o Brasil que, de um lado, reduz a disponibilidade de água para geração de energia, e, de outro, aumenta a demanda da população por ela.

Apesar do cenário preocupante, que também reacendeu a discussão sobre o retorno do horário de verão no Brasil, autoridades já afirmaram que o nível dos reservatórios brasileiros tem mais que o dobro do registrado em 2021 -última vez que a bandeira vermelha patamar 2 havia sido acionada.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Segundo a agência, com as bandeiras, o consumidor ganha um papel mais ativo e pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta.

A Aneel também reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica, mesmo em períodos favoráveis. A economia de energia contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo.

 

MINISTRO DO STF TOFFOLI ANULA OUTRA CONDENAÇÃO DA LAVA JATO

 

História de Da CNN Brasil

Toffoli anula condenações da Lava Jato contra Léo Pinheiro, delator de Lula

Toffoli anula condenações da Lava Jato contra Léo Pinheiro, delator de Lula

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todas as decisões da Operação Lava Jato contra o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro. O ministro acolheu o argumento da defesa que afirma ter existido um “conluio processual” entre a força-tarefa da investigação e a Justiça em detrimento de direitos fundamentais do empresário. “Defiro o pedido constante desta petição e declaro a nulidade absoluta de todos os atos praticados em desfavor do requerente no âmbito dos procedimentos vinculados à Operação Lava Jato, pelos integrantes da referida operação e pelo ex-juiz Sergio Moro no desempenho de suas atividades perante o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, ainda que na fase pré-processual”, lê-se na decisão. Léo Pinheiro foi um dos pivôs da investigação que resultou na condenação e prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo caso do triplex do Guarujá. A OAS foi a responsável pelas reformas no apartamento atribuído ao petista. Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por conta da apuração. No entanto, em 2021, a condenação do petista foi anulada pelo STF, que entendeu que a 13ª Vara Federal, em Curitiba, não tinha competência para julgar processos de Lula.

PROJETO POLÍTICO

Toffoli anula condenações de Leo Pinheiro e aponta conluio na “lava jato” 

27 de setembro de 2024, 20h30

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, anulou todos os procedimentos da “lava jato” contra o o ex-presidente da construtora OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Leo Pinheiro. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo. Andressa Anholete/SCO/STF

Ministro Dias Toffoli apontou conluio e projeto político de Moro e membros do MPF na decisão

Ministro Dias Toffoli apontou conluio e projeto político de Moro e membros do MPF na decisão

O empreiteiro havia sido condenado há mais de 30 anos de prisão e foi o principal delator em processos também anulados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A decisão do ministro de anular os processos contra o empresário foi fundamentada nas conversas apreendidas entre tarefeiros da “lava jato” no bojo da operação spoofing e que deram origem a “vaza jato”.

Toffoli estendeu a Leo Pinheiro os efeitos da sua decisão, referendada pela 2ª Turma do STF.

O ministro considerou que o conteúdo das mensagens deixou claro que houve um verdadeiro conluio com objetivos políticos e não com a finalidade de fazer Justiça. 

“Tal conluio e parcialidade demonstram, a não mais poder, que houve uma verdadeira conspiração com objetivos políticos”, disse o ministro. 

A defesa de Leo Pinheiro, capitaneada pela advogada Maria Francisca Accioly, sustentou que as mensagens entre Moro e os procuradores demonstraram que o empresário “foi alvo de uma perseguição pessoal sem limites pelos integrantes da Força-Tarefa Lava Jato em conjunto com o ex-juiz federal Sergio Moro”.

Toffoli também afirmou que o empresário foi “utilizado como instrumento para angariar provas para processar e ao final condena o alvo então pré-concebido, o senhor ex-presidente [hoje presidente] Luiz Inácio Lula da Silva”.

O ministro ainda declarou que Moro e os procuradores da “lava jato” desrespeitaram o devido processo legal e agiram fora e sua esfera de competência. “Esse vasto apanhado indica que a parcialidade do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba extrapolou todos os limites, porquanto os constantes ajustes e combinações realizados entre o magistrado e o Parquet e apontados acima representam verdadeiro conluio a inviabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa pelo requerente”.

Caso Odebrecht

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu no começo de setembro manter a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou todos os atos da “lava jato” de Curitiba contra Marcelo Odebrecht. O relator entendeu que, assim como no caso de Lula, houve conluio entre Moro e o MPF.

O recurso da Procuradoria-Geral da República contra a anulação dos atos da ‘lava jato’ foi analisado virtualmente. Toffoli e os ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques votaram pela manutenção da anulação. Os ministros Edson Fachin e André Mendonça ficaram vencidos nesse ponto.

A turma, no entanto, alterou a decisão quanto ao imediato trancamento de todos os procedimentos penais contra o empresário. A maioria entendeu que a análise quanto a esse ponto deve ser feita pelos juízos e instâncias competentes.

Fim da “lava jato”

A decisão do Supremo Tribunal Federal de anular todos os atos praticados no âmbito da “lava jato” contra o executivo Marcelo Odebrecht pode ser estendida a outros delatores, inclusive os demais 76 da empreiteira, e a delatados do caso, afirmaram advogados ouvidos pela revista eletrônica Consultor Jurídico em maio, já prevendo decisões como a relativa a Leo Pinheiro.

Para isso, porém, os acusados devem provar que foram coagidos a firmar acordo de colaboração premiada ou que foram indevidamente prejudicados por termos celebrados mediante violação de direitos. Dessa forma, a decisão do STF pode ser uma “pá de cal” na “lava jato”, na avaliação de especialistas.

ESTRADA DOS TIJOLOS AMARELOS NA CANÇÃO ABORDA O VIÉS DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO QUE SE PREOCUPAM MAIS COM OS EFEITOS ECONÔMICOS DO QUE QUESTÕES CLIMÁTICAS E SOCIAIS

 

História de Wagner Balera – Newsrondonia

Elton John encerra sua carreira com uma canção reflexiva. A crítica aborda o viés dos meios de comunicação ao privilegiar vozes que se preocupam mais com os efeitos econômicos do que com questões climáticas e sociais

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/depeso/402122/para-onde-nos-leva-a-estrada-dos-tijolos-amarelos

Para mim parece uma dica reflexiva apropriada para o momento em que nos situamos. Na estrada de tijolos amarelos os cães da sociedade uivam…

Eles, decerto, não são os pobres de cuja presença se tratará em outro ponto do caminho. Os que reclamam são aqueles a quem os meios de comunicação dão sempre a palavra. Acontece um desastre climático, mas quem fala não é o que entende de clima e, sim, o que somente enxerga os efeitos econômicos do desastre climático.

Sobram imóveis decorrentes do excesso de construção civil num período. Do outro lado do planeta. Imóveis cuja elaboração exigiu mão-de-obra, isto é, geraram emprego. Mas à beira da estrada de tijolos amarelos as cassandras advertem: não dá mais para investir em moradias populares aqui, aqui mesmo. A margem é mínima.

E quando as ruas ficam cheias dos vira-latas não tem um centavo fuçando por petiscos como você pelo chão, nossos porta-vozes reclamam da sujeira que eles deixam nas ruas e ainda atacam com vis ameaças um outro Cristo que sai para lhes dar sopa e pão. Proposta para resolver o problema das pessoas em situação de rua é algo extremamente complexo. Melhor deixar para depois. Ataque-se já o usuário de drogas e se retirem todos os seus pertences sem nenhuma consideração do devido processo legal que, esse, só vale para os cães que uivam.

A solução do problema complexo pode ser encontrada mediante apoio ao que diz:  estou voltando para o meu arado.

Não e não! Impossível. Os cães, benditos possuidores, não aceitariam o retorno de nem mesmo cinco por cento da população, antes se recusam a devolver assim as terras ancestrais dos povos originários como a dos quilombolas. E alguns até ironizam que, se você fizer isso, voltar atrás, virará estátua de sal, como fora advertida a mulher de Lot, que não acreditou na ameaça e hoje se multiplica em legião de estatuas de sal chamadas waiãpi, apurinã, tukano, guajajara, mura e yanomami.

Eu, finalmente, decidi minhas mentiras futuras.

Falemos sobre mentiras passadas, presentes e do que vem para o futuro.

A mentira passada das mais divulgadas é a de que o amarelo da bandeira representa o nosso ouro.

Mentira em dúplice dimensão. O amarelo entra na bandeira porque representa a casa imperial dos Habsburgos, à qual pertencia Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil. E o ouro que foi encontrado por aqui em abundância, provavelmente não saiu das terras onde dominaram os Habsburgos por quase trezentos anos.  Decerto a Casa Imperial do colonizador fez uso do ouro brasileiro. Portanto, no Império, o ouro era dos Bragança, o verde da bandeira. É levaram o equivalente a dez anos da produção anual atual do metal.

E, consoante a mentira presente, o ouro não é nosso e, sim, dos que o extraem ilicitamente e ainda se lhes deu o poder de autodeclararem a permissão da lavra garimpeira que não permite a apuração da origem e o controle ambiental da atividade.

Trata-se, possivelmente, da mais amarela das lavagens de dinheiro perpetrada pelos cães e que se infiltra nas terras indígenas mediante a paga de sempre: os petiscos, tanto maiores quanto mais poderosos os que deveriam vigiar o solo.

A estrada dos tijolos amarelos leva à morte dos povos originários e quilombolas, no limite, à morte do Estado, que não consegue fazer cessar essa gritaria da coruja que uiva na mata.

Mas sabe o que o Estado deve fazer, se não quiser morrer? Derrubará seu avião.  E destruirá tuas pistas de pouso clandestinas onde circula o ouro que você certificou. Não seria demais que cuidasse de processar você e te fazer cumprir a pena cabível por estar nos obrigando a dar adeus à estrada dos tijolos amarelos.

Esperemos que mentiras futuras deixem de existir, mediante controles eficientes da produção do tijolo amarelo, cuja extração não destrua o ambiente, como se faz em Canaã dos Carajás, de nome e memória tão simbólicos.

Fique, enfim, a homenagem a esse notável cantor e compositor e a reflexão que ele nos ajudou a ter sobre o tema.

SPHERE A ATRAÇÃO MAIS QUENTE DE LAS VEGAS

 

Redação Startps – StartSe

A atração mais “quente” de Las Vegas vai demorar para ser lucrativa?

Já faz quase um ano que o Sphere, a gigante arena high-tech coberta por milhões de LEDs, foi inaugurado em Las Vegas – e desde então se tornou a atração mais quente da cidade. Entretanto, olhando para os recentes números divulgados pela Sphere Entertainment, parece que o negócio pode levar um bom tempo para recuperar os US$ 2,3 bilhões investidos para construir a mega atração.

Segundo dados divulgados pela própria Sphere Entertainment, referentes ao ano fiscal 2024, a atração rendeu US$ 497 milhões em receita para a sua controladora, o que inclui a venda de ingressos e a veiculação de publicidade na tela externa da arena – chamada Exosfera.

“Estamos começando a ver negócios recorrentes, o que é um sinal muito bom para o meio”, disse o CEO da Sphere, James Dolan, afirmando que a empresa planeja adicionar “um componente de áudio” à publicidade externa.

Neste primeiro ano de operação, as residências de artistas foram um dos principais ganchos para geração de receita. Depois de abrir com uma série de show da banda irlandesa U2 em seus primeiros meses de operação em 2023, a arena seguiu com residências como Dead & Co, Phish e, mais recentemente, a tradicional banda de rock ianque Eagles.

Entretanto, apesar dos ingressos por shows serem os mais disputados, a maior parte da receita de bilheteria veio da chamada “Sphere Experience”, os shows visuais imersivos – com cadeiras vibratórias e tudo – feitos exclusivamente para a arena. Ah, e o ingresso para estes “filmes” não é barato – no mínimo US$ 70.

No primeiro ano de operação, o principal show imersivo foi o “Postcards From Earth”, experiência multisensorial dirigida pelo premiado cineasta Darren Aronofsky. Entretanto, entrando em seu segundo ano, a arena já está se mexendo para trazer novas atrações deste tipo. A mais recente foi o lançamento do “filme do show” do U2 no Sphere, chamado V-U2.

Cresceu, mas tem dívida

Apesar dos números impressionantes – segundo a própria Sphere, são mais de US$ 1 milhão em venda de ingressos todos os dias – a Sphere tem seus desafios a curto prazo antes de se tornar lucrativa.

A Sphere Entertainment enfrenta pressões de dívida de curto prazo, com US$ 849,8 milhões vencendo em outubro de 2024. A empresa está buscando um acordo com os credores para refinanciar as obrigações de sua subsidiária MSG Networks.

No trimestre mais recente, a empresa relatou um prejuízo operacional de US$ 71,4 milhões. Dave Burns, diretor financeiro, atribuiu algumas das perdas à receita menor do que o esperado de um produto de streaming direto ao consumidor chamado MSG+, que estreou em junho de 2023.

A estrutura atual da Sphere Entertainment deriva de dois spin-offs importantes de entidades do Madison Square Garden. No quadro geral, a Sphere registrou uma receita de US$ 1,03 bilhão no ano fiscal, com a MSG Networks representando US$ 529 milhões deste bolo, mas também representando a maior parte dos US$ 341 milhões em perdas durante o período.

Embora seus shows tenham gerado um buzz global e exposição nas mídias sociais, o potencial financeiro do Sphere depende da maximização de sua capacidade de utilização.

Com isso em mente, Dolan disse que a empresa está “fazendo progresso” em direção à sua meta de sediar vários eventos em um único dia. Por exemplo, o filme Postcard from Earth foi exibido nos mesmos dias dos shows do Dead & Company em julho e agosto.

“Estamos desenvolvendo ativamente novas experiências cinematográficas e esperamos lançar nossa próxima atração nas próximas semanas”, disse Dolan. “Acreditamos que essa biblioteca de conteúdo em expansão beneficiará nossos negócios em Las Vegas e fortalecerá nossa proposta de valor para novos mercados”, finalizou o CEO, em nota aos investidores.

Além disso, a empresa está procurando um local para fazer uma segunda Sphere. Inicialmente, o plano era construir uma em Londres, mas a administração local barrou o plano, o que rendeu à companhia um prejuízo de $ 116,5 milhões.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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