sábado, 28 de setembro de 2024

LIÇÕES DE UM BOM PROFESSOR

 

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“UM JOVEM ENCONTRA UM MAIS VELHO E LHE PERGUNTA:

– Lembras-te de mim? E o velho diz que não.

Então o jovem diz-lhe que foi seu aluno. E o professor pergunta-lhe:

– Ah, é? E que trabalho faz agora?

O jovem responde: – Bem, sou professor.

– Oh, que lindo como eu? diz-lhe o velho.

– Bem, sim. Na verdade, tornei-me professora porque o senhor me inspirou a tomar essa decisão.

O velho, curioso, pede ao jovem que lhe diga porquê. E o jovem conta-lhe esta história:

– Um dia, um amigo meu, também estudante, chegou à escola com um relógio lindo e novo e eu roubei-o. Pouco depois, o meu amigo apercebeu-se do roubo e reclamou imediatamente com o nosso professor, que era o senhor. Então o senhor fechou a porta e mandou toda a gente levantar-se porque ia revistar os nossos bolsos um por um. Mas, primeiro, disse para nós fecharmos os olhos. Assim fizemos e o senhor procurou bolso a bolso e, quando chegou junto de mim encontrou o relógio no meu bolso e pegou-o. Ainda assim, o senhor Continuou a revistar os bolsos de todos e, ao terminar, disse: – Abram os olhos. Encontrei o relógio!

O senhor nunca me disse nada e nunca mencionou o meu nome no episódio. Nunca disse quem foi que roubou o relógio. Naquele dia, o senhor salvou-me a dignidade para sempre. Foi o dia mais vergonhoso da minha vida. Nunca me disse nada e, embora nunca me tenha repreendido ou chamado para me dar uma lição de moral, percebi claramente a mensagem. E graças ao senhor compreendi que é isso que um verdadeiro educador deve fazer.

– Lembra-se desse episódio, professor?

E o professor respondeu:

– Lembro-me da situação, do relógio roubado, de ter revistado os bolsos de toda a gente na sala, mas não me lembrei de ti, porque enquanto eu vos revistava os bolsos também estava com os olhos fechados.

Esta é a essência da decência.

“Se para corrigir precisa de humilhar,

então não sabes ensinar.””

O ÓBVIO OU FEEDBACK PRECISA SER DITO PARA TRANSMITIR A SUA MENSAGEM

 

Priscila Schmidt – Colunista StartSe

Nesta coluna, Priscila Schmidt, especialista em comunicação para alta liderança, conta por que o óbvio precisa ser dito. Confira!

Divulgação

Eu estou estreando como colunista da StartSe com este artigo. Você, leitor, ou leitora, pode imaginar o meu desejo de acertar. Pode imaginar o cursor indo e vindo, escrevendo e apagando, tentando encontrar dentro de mim o caminho certo. As informações mais impactantes. A forma que gere mais autoridade. O storytelling que engaje.

Começar algo novo é sempre um grande desafio e este artigo que você lê, tentou antes, ser um artigo importante. Agora, ele é apenas um compartilhamento de ideias, despretensioso, vulnerável. 

Preciso escrever sobre comunicação para líderes. 

Então, começo escrevendo que comunicar é liderar. Eu acredito nisso. Não importam resultados, metas, diplomas, certificações, habilidades técnicas, as competências que alçaram você para uma posição de liderança não são as que te manterão por lá. O desafio muda. Ou você guia as pessoas por um caminho bom, ou não guia elas por caminho nenhum. Liderar é a capacidade de levar alguém de um ponto a outro e isso só é possível através da comunicação. 

Mas isso me pareceu óbvio. 

Assim, decidi ir por um caminho que não poderia ter erro, afinal, é tema básico para liderança: comunicação assertiva. Impossível ser uma liderança eficiente sem uma comunicação assertiva. Escreveria um artigo com o passo a passo para a construção de uma comunicação assertiva, a importância de saber o objetivo e de definir o conteúdo, cuidar da performance, garantir o tempo e o espaço corretos para a transmissão de cada mensagem.

Mas isso também me pareceu óbvio. 

Por fim, já tomada pela síndrome de impostora, decidi escrever sobre escuta ativa. Não há êxito na comunicação ou na liderança sem uma boa escuta. “Escutatória, vem antes da oratória”. “Temos dois ouvidos e uma boca, para ouvir mais e falar menos”. Vou além. Dispenso o conceito de escuta ativa – que diz respeito a quem ouve com atenção – e avanço para o conceito de escuta ostensiva – que diz respeito a quem, mais do que ouve com atenção, demonstra que está ouvindo com atenção através do contato visual, da expressão facial, dá feedbacks sobre a recepção e compreensão da mensagem, mas… bom, você já sabe, certo? 

Me pareceu óbvio demais. 

Reunião de equipe definindo metas com post-its (foto: Getty)

Então, me lembrei de uma máxima: o óbvio precisa ser dito. 

Afinal, esses temas fazem parte do meu cotidiano. Todos os dias eu estou treinando Altas-Lideranças e C-levels, individualmente, caso a caso, desenvolvendo as habilidades mais urgentes para aprimorar a comunicação de cada um. Alguns, precisam melhorar a expressividade, outros de mais assertividade, outros precisam melhorar a escuta ou de mais autoconhecimento, mais empatia, alguns de mais repertório. As habilidades por trás da comunicação são muitas. Para mim, tudo isso é óbvio.

E foi da obviedade que surgiu o meu receio sobre a escolha do tema para estrear esta coluna. Isso, provavelmente, também acontece com você. Quantas mensagens você deixa de transmitir, por elas parecerem óbvias? Quantas lições você deixa de ensinar, por elas parecerem óbvias? Quantos feedbacks (principalmente os positivos) você deixou de dar por parecer óbvio o que aquela atitude representava? 

Um estudo publicado em julho do ano passado por Francis Flynn e Chelsea Lide, demonstrou que os líderes têm quase 10 vezes mais chances de serem criticados por não se comunicarem do que por se comunicarem demais. O estudo mostra que os líderes que se comunicam pouco são vistos como menos qualificados para um papel de liderança porque são vistos como menos empáticos. 

Portanto, quero te lembrar que o óbvio só é óbvio para você. Precisa ser dito, dito de novo, de uma outra forma, por um outro canal. Quando você estiver cansado da sua mensagem, é por que ela está começando a aterrissar na mente da sua equipe.

Te convido para ler mensalmente, toda 3ª segunda-feira do mês, esta coluna falando sobre o óbvio: a comunicação é habilidade essencial para qualquer liderança, seja ela chefe ou não. Uma boa liderança é determinada por uma boa comunicação.

COMO DEVEM SER OS PARCEIROS NOS NEGÓCIOS

“Parceiros chegam de várias formas. Se juntam por diferentes motivos”.

Eu sei, é clichê, rss. E se a frase fosse minha eu acrescentaria: “O que eles tem em comum é o fato de acreditarem no que nós acreditamos”.

Parceria é a arte de administrar conflitos de interesses e conexões de interesses, visando resultados benéficos para ambas as empresas”.

É por isso que eu costumo comparar parceria com casamento. Quem é casado sabe que administrar conflitos é fundamental para ambos terem resultados nessa aliança.

Assim como no casamento, o parceiro não precisa ser igual a nós, mas tem que ter o nosso ‘jeitão’! Nas parcerias eu defendo que o parceiro precisa ter o DNA de inovação, a inquietude pra sair da zona de conforto e uma preocupação muito grande com o cliente, não apenas no discurso, mas na prática. É claro que no processo de análise do possível parceiro, nós avaliamos o potencial financeiro e de escala da aliança, a estrutura e o tamanho da empresa. Mas, tem um fator humano que não pode ser desconsiderado, já que empresas são, na sua essência, pessoas. É por isso, que normalmente, os parceiros   são empresas formadas por pessoas do bem, pessoas com propósito, que tem tanto o caráter quanto a lealdade de continuar de mãos dadas, mesmo nos momentos mais difíceis. É como um casamento mesmo!

É importante também que os parceiros tenham know how e competências complementares, que potencializem nossas fragilidades e deem mais peso aos nossos pontos fortes. E como eu acredito que o primeiro approach de uma boa parceria acontece no plano humano (onde existe emoção), e não no corporativo, eu gosto muito da histórica da parceria entre Steve Jobs Steve Wozniak. Os dois Steves tornaram-se amigos durante um emprego de verão em 1970. Woz estava ocupado construindo um computador e Jobs viu o potencial para vendê-lo. Em uma entrevista de 2006 ao Seattle Times, Woz, explicou:

“Eu só estava fazendo algo em que era muito bom, e a única coisa que eu era bom acabou por ser a coisa que ia mudar o mundo… Steve (Jobs) pensava muito além. Quando eu projetava coisas boas, às vezes ele dizia: ‘Nós podemos vender isso’. E nós vendíamos mesmo. Ele estava pensando em como criar uma empresa, mas talvez ele estivesse mesmo pensando: ‘Como eu posso mudar o mundo?’”.

Por que essa parceria deu certo? Habilidades e competências complementares.

As habilidades técnicas de Woz juntamente com a visão de Jobs fizeram dos dois a parceria perfeita nos negócios.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

OPINIÕES SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

 

História de Eduardo Geraque Jornal Estadão

Para Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica, existe um ponto importante, pouco discutido, quando se fala em transição energética no Brasil. “Sem trazer o consumidor para o debate, não vamos fazer uma transição energética justa”, afirma a dirigente. Segundo Gannoum, um ponto nevrálgico do debate passa exatamente por olhar a demanda e, dessa forma, mapear as necessidades. “E cada país vai ter de enfrentar suas especificidades”, diz.

Até por causa dessa nova forma de abordar a questão energética é que a presidente executiva da ABEEólica defende exercitar um olhar mais ampliado dos processos. “A indústria da economia de baixo carbono tem vários setores, e todos precisam ser considerados”, diz.

'É preciso trazer o consumidor para o debate', diz Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica Foto: Felipe Rau/Estadão

‘É preciso trazer o consumidor para o debate’, diz Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica Foto: Felipe Rau/Estadão

Se a visão de mundo é um gargalo, a regulação e as linhas de financiamento são outros dois.

“É fato que existe um movimento maior em busca de instrumentos que levem a uma economia de menos carbono, mas, do ponto de vista nacional, temos de continuar trabalhando, até para avançar em questões como a da regulação do mercado de carbono”, afirma Marina Monné de Oliveira, coordenadora de Regulação na Eccon Soluções Ambientais.

'Todos os grandes conflitos geopolíticos atuais envolvem grandes produtores de petróleo', observa Marina Monné de Oliveira Foto: Felipe Rau/Estadão

‘Todos os grandes conflitos geopolíticos atuais envolvem grandes produtores de petróleo’, observa Marina Monné de Oliveira Foto: Felipe Rau/Estadão

A advogada lembra que todos os grandes conflitos geopolíticos atuais envolvem grandes produtores de petróleo. “Com esses grandes conflitos bélicos, a questão climática fica em segundo plano”, diz Oliveira.

Pelo lado de dentro das finanças verdes, o banco BV, segundo Renata Camilo Pinho, superintendente de Crédito Atacado na instituição, busca ser um apoiador da transição energética. Não apenas com linhas de crédito, mas também oferecendo consultorias ESG para os clientes que pretendem avançar no tema. “É uma vertente bastante relevante. Somos otimistas que, do lado dos investidores, a questão do baixo carbono deve avançar ainda mais. Mas temos muito caminho para avançar”, explica Pinho.

O BV oferece consultorias ESG para os clientes, diz Renata Camilo Pinho, superintendente de Crédito Atacado do banco Foto: Felipe Rau/Estadão

O BV oferece consultorias ESG para os clientes, diz Renata Camilo Pinho, superintendente de Crédito Atacado do banco Foto: Felipe Rau/Estadão

Prospectar soluções para o cliente, ou seja, olhando para a demanda, também é uma realidade no setor privado que tem como foco principal de negócio ofertar energia para as pessoas. É dentro desse contexto quer a Ultragaz, seguindo Erik Trench, diretor de Gases Renováveis do grupo, aposta no biometano como uma das soluções para os seus clientes.

Ultragaz aposta no biometano como uma das soluções para os seus clientes, diz Erik Trench, diretor de Gases Renováveis do grupo Foto: Felipe Rau/Estadão

Ultragaz aposta no biometano como uma das soluções para os seus clientes, diz Erik Trench, diretor de Gases Renováveis do grupo Foto: Felipe Rau/Estadão

“É um caminho importante dentro da composição da matriz energética brasileira. Além de ser um diferencial competitivo para a indústria”, diz Trench. É um tipo de combustível, estima a empresa, que será produzido a partir, principalmente, de três tipos de matéria-prima. O manejo inteligente dos resíduos sólidos, a partir de rejeitos da produção sucroalcooleira e, ainda, usando restos da agropecuária como matéria-prima. “São processos que, no geral, podem inclusive ajudar a própria indústria a antecipar sua metas (de sustentabilidade)”, afirma Trench.

CONCEITO DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA VAI MUITO ALÉM DA ENERGIA

ENGIE – Flavia Texeira

A transição energética para uma economia de baixo carbono vai muito além da geração de energia; ela está ligada a uma profunda transformação de padrões

A transição energética é uma mudança de paradigma que envolve não só a geração de energia, mas também o consumo e o reaproveitamento dela. O conceito parte da migração de matrizes energéticas poluentes – como combustíveis fósseis à base de carvão ou petróleo – para fontes de energia renováveis, como hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassas.

Mas não é só isso. O olhar da transição energética se estende para o meio ambiente, gestão de resíduos, eficiência energética, digitalização e outros meios necessários para que atinjamos o objetivo comum de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e as suas consequentes influências nas mudanças climáticas.

Neste conteúdo, você entenderá a transição energética nos seguintes tópicos:

Definindo o termo

A transição – ou transformação – energética é o caminho mais necessário para a evolução da economia de baixo carbono. Transição pressupõe passagem, ou evolução, de uma condição a outra. Quando falamos em transição energética, portanto, tratamos de um novo estado das coisas, com um olhar mais amplo e sistêmico para a sustentabilidade ambiental e social.

O significado dessa mudança

“A transição energética é muito mais uma tomada de consciência sobre o atual modelo de produção, consumo e reaproveitamento da matéria e energia, e sobre a influência disso nas mudanças climáticas. Precisamos refletir sobre a origem e a eficiência energética de toda a cadeia de valor dos produtos e serviços que cada um de nós, cidadãos, empresas e instituições consumimos, aí incluindo o pós-consumo”, afirma a gerente de Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa e Transição Energética da ENGIE, Flávia Teixeira.

O que é transição energética?

A transição energética engloba não só a geração e consumo de energia de baixo carbono, como também a forma como otimizamos a utilização de bens e serviços. O significado de transição energética passa também por mudanças na estrutura social, econômica, política e cultural, e pressupõe o reconhecimento de que é insustentável, sob todos os aspectos, inclusive econômico, continuar consumindo recursos naturais na velocidade atual.

Há, por exemplo, uma grande oportunidade na área de eficiência energética, termo que remete à capacidade de conseguir o melhor rendimento, com menor uso de recursos e sem abdicar da qualidade. Empresas e governos devem buscar equipamentos mais eficientes, por exemplo, além de racionalizar o uso do solo e da água, acelerar a economia circular, otimizar a geração das usinas hidrelétricas, os sistemas de transmissão, etc.

Transição energética no Brasil

A produção e consumo de energia a partir de fontes renováveis é um aspecto tão importante quanto o acesso à energia elétrica no Brasil. Segundo o Banco Mundial, ainda existem 840 milhões de pessoas sem acesso à energia elétrica no mundo e é por isso que se fala em transição justa, pois ainda não é possível equilibrar o sistema e aumentar o acesso à energia somente com fontes renováveis em todos os casos. 

Nesse cenário, o gás natural funciona muitas vezes como um combustível intermediário, pois, embora seja de origem fóssil, tem menor emissão de CO2 em comparação a outros combustíveis fósseis. 

No Brasil, por exemplo, apesar da universalização da energia estar bem avançada, há populações isoladas que dependem de usinas termelétricas ou outras soluções locais. Atualmente, essa condição representa menos de 1% da carga total do sistema

Contudo, o país já tem um sistema energético renovável considerável, que pode representar 50% da matriz em 2022. Em termos de energia elétrica renovável, estamos ainda mais avançados, com cerca de 85% da nossa matriz de geração dentro desse espectro.

Prova do nosso bom desempenho é em relação ao ODS-7, que trata de energia limpa. Isso se reflete na baixa participação do setor elétrico no total das emissões brasileiras de gases do efeito estufa (GEE). 

“Boa parte das emissões no exterior vem da geração de energia, devido ao peso das fontes fósseis na matriz. No Brasil é diferente, pois a nossa matriz é bastante renovável. Por isso, precisamos avançar na transição como um todo, da produção ao consumo de energia. O debate para reduzir as emissões precisa ser aprofundado para além da energia”, diz Giuseppe Signoriello, consultor de transição energética da ENGIE.

Mudanças nas áreas de transporte, solo e aproveitamento de resíduos

transicao energetica

Por isso, a transição energética para uma economia de baixo carbono no Brasil deve passar, inclusive, por mudanças nas áreas de transporte, uso do solo e aproveitamento de resíduos. No transporte, essencialmente o rodoviário, a sociedade e os governos devem avaliar alternativas como a eletrificação de ônibus e caminhões e o uso de combustíveis renováveis, como o biogás, o biometano e o etanol.

“No caso do etanol, o grande incentivador de uso ainda é o preço. Mas a transição energética deve ir além disso. Deve ser o reconhecimento de toda uma cadeia de consumo e suprimento por trás desse combustível”, afirma o gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da ENGIE Brasil Energia, José Magri.

Fontes renováveis de energia

Entre as principais fontes de energia utilizadas no Brasil, as renováveis têm grande destaque, representando 48,4% da matriz energética nacional. E a tendência é de que esse percentual aumente nos próximos anos, em busca da neutralidade na emissão de carbono no país. 

Entenda quais são as principais fontes renováveis de energia, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), divulgados no Relatório Síntese 2021:

Hidrelétrica

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A energia proveniente de hidrelétricas responde por 65,2% da matriz elétrica nacional. Trata-se de uma fonte renovável, sem emissão de poluentes. Normalmente, são empreendimentos que causam impactos positivos nas regiões em que estão implantados, pois adotam boas práticas de conservação ambiental, mitigação de impactos e contribuições para a comunidade local.

Eólica

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De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a energia eólica hoje representa 10,9% da matriz elétrica brasileira e a expectativa é que chegue a 13,6% ao fim de 2025.

Solar

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A energia solar representa 1,7% da matriz elétrica do país, de acordo com a EPE. Somente em 2020, a capacidade instalada em energia solar fotovoltaica cresceu 66% no país, impulsionada, principalmente, pela geração distribuída.

Nuclear

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O uso de energia nuclear, no Brasil, foi de somente 2,2% em 2020 – menos que os 2,5% de 2019. Mas, especificamente na geração termelétrica, essa fonte tem uma participação um pouco maior (8,9%).

Gás Natural

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A média diária de produção do ano foi de 127,8 milhões de m³/dia e o volume importado foi de 26,3 milhões de m³/dia. O gás natural participa com 11,8 % na matriz energética nacional, mas sua demanda recuou 6,0% em 2020, em relação ao ano anterior, devido principalmente à queda do consumo industrial, da ordem de 13,3%.

Biomassa

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A biomassa também apresentou crescimento em sua participação na matriz elétrica, passando de 8,4% em 2019 para 9,1% em 2020. Trata-se de uma fonte primária de energia, não fóssil, produzida a partir de matéria orgânica de origem animal ou vegetal.

A evolução além da energia

Na gestão de cidades, estudos estimam que a totalidade dos resíduos sólidos urbanos gerados pelo Brasil seria capaz de produzir energia elétrica capaz de atender ao correspondente a 3% do consumo. Com cerca de metade dos resíduos composta por lixo orgânico, o Brasil é o país com maior potencial para a produção de biogás, pois além dos de origem urbana, conta com os gerados pela agroindústria.

O desafio, portanto, reside na integração entre os setores produtivos e o poder público, na construção de políticas transversais que viabilizem a transição justa, conciliando a inovação tecnológica e atendendo as demandas sociais.

Sendo as mudanças climáticas o maior risco global, segundo o Fórum Econômico Mundial, torna-se premente a transição energética para a economia de baixo carbono. Para além da geração a partir de fontes renováveis, impõe-se uma visão mais ampla e sistêmica, em busca da máxima eficiência no aproveitamento dos recursos, com universalização do acesso e diversificação da matriz.

No entanto, a transição energética para uma economia de baixo carbono não ocorre do dia para a noite. Novos arranjos, marcos regulatórios e mecanismos de mercado estão surgindo gradativamente para dar os incentivos corretos para que a transição ocorra. Um deles é a precificação do carbono. Embora não seja uma solução para tudo, o mecanismo pode indicar o caminho a seguir.

Novas tecnologias do setor elétrico

A transição energética e a digital estão interligadas, pois a digitalização é responsável por contribuir com soluções para diversos desafios na geração, transmissão e distribuição de energia. A conectividade, por exemplo, possibilita o ganho de eficiência e também a coleta de dados que podem ser úteis para o negócio.

A ENGIE nesse contexto

A ENGIE tem como propósito agir para acelerar a transição para uma economia neutra em carbono por meio do consumo reduzido de energia e soluções mais sustentáveis. Maior empresa privada de energia do Brasil e detentora da mais extensa rede de transporte de gás natural do país, a empresa produz a maior parte da sua energia através de fontes renováveis e oferece soluções às empresas para a produção da própria energia, gestão e redução do consumo energético e de gás, além de produtos voltados à descarbonização, inclusive no que envolve as cidades inteligentes.

 

PESQUISA APONTA QUAIS OS ESTADOS SÃO DE DIREITA E QUAIS ESTADOS SÃO DE ESQUERDA

 

História de Levy Teles Jornal Estadão

BRASÍLIA — Pernambuco (18%), Rio Grande do Norte (18%), Ceará (17%), Bahia (16%), e Mato Grosso do Sul (16%) são os cinco Estados em que, respectivamente, há mais eleitores que se consideram de esquerda. Roraima (41%), Mato Grosso (37%), Santa Catarina (36%), Tocantins (35%) e Paraná (32%) por sua vez, onde estão mais pessoas de direita. Isso é o que revela pesquisa do DataSenado feita em parceria com a Nexus, área de pesquisa e inteligência da FSB Holding.

No geral, o levantamento mostra que maior parte dos brasileiros não tem ligação com os espectros políticos. 40% dos entrevistados dizem não se identificar com nenhum dos lados. 29% se identificam com a direita, 15% com a esquerda e 11% com o centro. 6% não sabem ou preferiram não responder.

Manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, em fevereiro deste ano; há mais pessoas identificadas com a direita do que com a esquerda no Brasil. Foto: Taba Benedicto/Estadão

Manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, em fevereiro deste ano; há mais pessoas identificadas com a direita do que com a esquerda no Brasil. Foto: Taba Benedicto/Estadão

Maranhão (52%), Amapá (48%), Piauí (47%), Acre (47%), Amazonas (47%), Alagoas (47%) são os Estados com que dizem não ter identificação com nenhum lado político.

Elga Lopes, analista de opinião pública do DataSenado, diz que esses números mostram que a maior parte dos eleitores está menos interessada em ideologia política e mais atenta aos problemas de sua cidade.

O cenário — com os não-alinhados numericamente acima — se repete em todos os outros recortes da pesquisa (gênero, religião, escolaridade e renda familiar), com apenas duas exceções: entre os homens, em que há um empate em 34% entre os de direita e os que não se identificam com nenhum espectro, e entre os que têm seis ou mais salários mínimos. Nesse nível, a maioria (37%) é de direita, enquanto esquerdistas e neutros estão empatados em 21%.

Nos recortes, a maior desproporção entre direitistas e esquerdistas está entre os evangélicos. Apenas 8% se dizem de esquerda ante 35% de direita, diferença de 27 pontos porcentuais.

A pesquisa também perguntou às pessoas se o resultado das urnas eletrônicas é confiável. 86% dos eleitores de esquerda concordam, 12% discordam e 2% não sabem.

Os eleitores de centro também concordam em sua maioria (67%), enquanto 32% desse público discorda e 1% não sabe. Esse cenário é similar entre os não-alinhados. 61% concorda, 35% discorda e 4% não sabem.

Já na direita, a situação é oposta. 61% discordam, 36% concordam e 3% não sabem.

A pesquisa foi realizada entre 5 e 28 de junho deste ano e entrevistou 21.808 brasileiros por telefone. A confiabilidade da pesquisa é de 95%, e, sem considerar os cruzamentos, a magem de erro é de 1,22 ponto porcentual, com desvio-padrão de 1,37 ponto percentual.

MANIFESTO DE PESQUISADORES CONTRA O HORÁRIO DE VERÃO

História de Victória Ribeiro – Jornal Estadão

Em meio às discussões sobre o possível retorno do horário de verão no Brasil, 26 cientistas da área de cronobiologia — ciência responsável por estudar os ritmos e os fenômenos biológicos — assinaram um manifesto contra a medida.

Historicamente, a mudança nos relógios foi justificada como uma forma de economizar energia, buscando alinhar as atividades do dia a dia às horas de luz natural. No entanto, os pesquisadores sugerem que os malefícios à saúde podem superar os benefícios econômicos esperados.

Ritmos biológicos humanos estão profundamente conectados ao ciclo natural de luz e escuridão, afirmam especialistas Foto: Laima Gri/Adobe Stock

Ritmos biológicos humanos estão profundamente conectados ao ciclo natural de luz e escuridão, afirmam especialistas Foto: Laima Gri/Adobe Stock

Conforme explicação dos estudiosos da cronobiologia, os ritmos biológicos humanos estão profundamente conectados ao ciclo natural de luz e escuridão, regulando de forma automática funções essenciais como sono, apetite e até mesmo o humor.

A introdução do horário de verão, porém, tornaria essa sincronização confusa, forçando o organismo a se reajustar a um novo “horário social”. Para muitos, essa adaptação pode ser desafiadora e resultar em problemas de saúde.

“Esse processo de adaptação nem sempre é fácil. Enquanto algumas pessoas conseguem se ajustar, outras permanecem fora de sintonia, o que pode gerar sérios problemas de saúde”, diz trecho do documento assinado por pesquisadores de diferentes instituições, incluindo Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Universidade de São Paulo (USP).

Entre os efeitos negativos do horário de verão, os cientistas listam distúrbios do sono, aumento de eventos cardiovasculares adversos, transtornos mentais e cognitivos, e crescimento no número de acidentes de trânsito nos primeiros dias após a mudança.

No manifesto, os estudiosos mencionam um estudo realizado em 2017 pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que abordou a forma como lidamos com a transição de horário.

A pesquisa, baseada em questionários online, analisou as respostas de mais de 1.200 participantes sobre seus horários habituais de dormir e acordar, perguntando também sobre a chegada do horário de verão. A conclusão: mais de 50% dos entrevistados relataram passar por algum tipo de desconforto até o relógio voltar ao normal.

Os pesquisadores destacam que a posição expressa no manifesto é baseada unicamente em evidências científicas, independentemente de inclinações políticas, defendendo que para preservar a saúde e o bem-estar, o ideal é manter a alteração nos horários fora dos planos.

“Isso evitaria os efeitos negativos promovidos pela mudança de horário e promoveria um maior alinhamento entre os nossos ritmos biológicos e os horários social e ambiental, contribuindo para uma sociedade mais saudável”, defendem.

 

DÍVIDA BRASILEIRA VAI PASSAR DE 81% DO PIB O ANO QUE VEM

 

História de IDIANA TOMAZELLI E ADRIANA FERNANDES – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Com a piora no resultado das contas públicas e o aumento na taxa de juros, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já vê a dívida bruta do governo acima de 81% do PIB (Produto Interno Bruto) a partir de 2026, último ano do atual mandato do presidente.

As novas projeções do Tesouro Nacional são maiores que as divulgadas pelo governo em abril, quando houve a mudança nas metas fiscais de 2025 em diante, e colocam o Brasil acima de um patamar de endividamento que a própria equipe econômica dizia estar afastado.

“Se nada for feito, ela poderia chegar [a 80% do PIB], mas esse cenário não vai acontecer”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, em sua primeira entrevista no cargo.

De lá para cá, o governo regularizou o pagamento de sentenças judiciais represadas pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que contribuiu para a elevação da dívida, mas também ampliou despesas obrigatórias e pactuou a exclusão de gastos da meta de resultado primário –que, mesmo fora da conta, impactam o endividamento do país.

Nas estatísticas do Banco Central, a única vez em que a dívida bruta ficou acima de 80% do PIB foi durante a pandemia de Covid-19.

O governo enfrenta o ceticismo do mercado e de órgãos de controle por calcar boa parte de suas projeções de receitas em medidas incertas ou de fôlego único, que não terão o mesmo desempenho em anos seguintes (como o resgate de depósitos judiciais). Isso lança desconfiança sobre a capacidade de entregar uma melhora fiscal duradoura.

As projeções atualizadas da dívida pública não foram divulgadas pela equipe econômica na apresentação do Orçamento, realizada em 2 de setembro, embora a trajetória seja monitorada de perto pelos agentes econômicos por ser um dos principais indicadores de solvência do país.

A reportagem extraiu as estimativas das informações complementares à proposta de Orçamento de 2025, um documento com mais de 2.700 páginas enviado ao Congresso Nacional em 18 de setembro.

A nova projeção demonstra uma tendência contínua de crescimento da dívida no atual mandato, saindo de 74,4% do PIB em 2023 para 81,6% em 2026. O indicador ainda sobe para 81,8% do PIB em 2027, até recuar levemente a 81,5% no ano seguinte.

A dívida líquida, que desconta das obrigações do governo os créditos a receber e as reservas internacionais (uma espécie de poupança em dólares), também ficou maior.

Em resposta por escrito, o Tesouro disse que “houve um aumento no nível da DBGG [dívida bruta do governo geral], mas não em sua tendência”, já que a estabilização da dívida deve ser alcançada entre 2027 e 2028.

O órgão atribuiu a revisão dos números “principalmente à mudança no cenário de taxa de juros”, que apontou uma Selic em média 1,2 ponto maior entre 2024 e 2026 do que no cenário adotado como premissa em abril.

Mas a projeção também foi influenciada pelas estimativas fiscais deste ano, segundo o Tesouro. O dado de abril considerava o déficit de R$ 9,3 bilhões apontado em março, enquanto o Orçamento incorporou o déficit de R$ 57,5 bilhões calculado em julho.

Na semana passada, o governo atualizou a projeção novamente e previu um rombo ainda maior, de R$ 68,8 bilhões, o que tende a levar as projeções da dívida para a casa dos 82% do PIB no futuro.

A escalada da dívida para o patamar acima de 80% já foi considerada no passado, em estudos do próprio Tesouro, como insustentável para um país com as características do Brasil. A volta do grau de investimentos pelas agências de classificação de risco, que o Brasil perdeu durante o governo Dilma Rousseff (PT), também fica mais distante.

Especialistas afirmam que não há um número mágico a partir do qual a dívida se torna um problema muito grande, mas avaliam que o cenário se mostra desafiador.

“Quando a dívida é crescente e num nível relativamente alto, como é o nosso caso, é uma fonte de vulnerabilidade. O governo é dependente do mercado financeiro para financiar a dívida pública”, diz o economista Manoel Pires, coordenador do Centro de Política Fiscal e Orçamento Público do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Segundo ele, à medida que a dívida pública aumenta, o governo também precisa ampliar seu esforço de superávit primário para estabilizá-la, cortando despesas ou elevando receitas.

Pires também ressalta que uma parcela considerável da dívida vence no curto prazo, o que gera uma pressão no mercado, eleva as taxas de juros cobradas no refinanciamento e realimenta a própria dinâmica da dívida.

O aumento nas taxas também afeta a estrutura de juros da economia, o que encarece e atrapalha investimentos do setor privado. Segundo ele, as projeções sinalizam uma preocupação para a trajetória econômica do país no futuro.

As novas estimativas do governo podem ser consideradas otimistas, dado que consideram um resultado primário no centro das metas estipuladas para o período 2025-2028. Em 2024, no entanto, o governo tem entregado uma execução perto da margem inferior da regra, que permite um déficit de até R$ 28,8 bilhões (sem contar despesas fora da meta).

Se essa tendência se mantiver, significará um resultado efetivo pior em até 0,25% do PIB ao ano. Em quatro anos, isso daria uma diferença de 1% do PIB a mais na projeção de endividamento.

O economista Cláudio Hamilton, coordenador de Finanças Públicas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), diz que as projeções de dívida são muito sensíveis aos parâmetros econômicos adotados, como crescimento do PIB e taxa de juros, e é normal haver revisões.

Ele afirma, porém, que o principal motor para reduzir o endividamento do país é o superávit primário, que tem sido uma “questão desafiadora” para o governo. “Não quer dizer que não vai aumentar [o superávit], mas o governo tem tido dificuldades em fazer isso”, diz.

Ele ressalta que medidas como a revisão de gastos são bem-vindas, mas não são suficientes para conter as grandes tendências, como o avanço de gastos previdenciários e assistenciais.

“Isso vai colocar uma pressão. É impossível ter superávits crescentes? Não, mas precisa cortar outras despesas, ou aumentar receitas. Mas aumentar receitas passa pelo Congresso. É uma escolha da sociedade”, afirma Hamilton.

CONHEÇA A ISLÂNDIA

 

Gabriela Novais  ·

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ISLÂNDIA: O país onde educação e medicina são gratuitas. Não há McDonald’s nem masmorras.

Cada pessoa sonha em levar uma vida melhor e viver em um país moderno. Deste ponto de vista, a Islândia é o país ideal. Aqui não tem exército, a eletricidade é grátis e as pessoas raramente trancam seus carros e casas!

A Islândia é um país insular do norte localizado entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico e esteve sob a soberania dinamarquesa até 1 de dezembro de 1918. A população da Islândia é de apenas 332.529 pessoas. As pessoas confiam umas nas outras, então não trancam seus carros ou casas e as crianças podem ficar sem supervisão por alguns minutos enquanto os pais fazem compras.

Aqui estão algumas curiosidades sobre a Islândia:

1. Os islandeses gostam muito de ler. Eu ocupo, neste capítulo, o primeiro lugar do mundo.

2. Se você vai pedir água em um café ou restaurante, não é que você tenha que pagar. Eles vão te dar água da torneira que é muito boa porque é das termas.

3. Se você decidir mudar de emprego, você não precisará de uma carta de recomendação do seu trabalho anterior. Os islandeses confiam nas pessoas e não vão te controlar de forma alguma.

4. Islândia é o único país do mundo onde a votação é feita online.

5. Este país é considerado muito conservador. Os locais têm uma atitude muito séria em relação ao casamento.

6. Atualmente, o turismo está altamente desenvolvido neste país, o número de turistas aumenta a cada ano e é 2 vezes maior que a população.

7. Não há exército na Islândia. Se algum cidadão quiser fazer o serviço militar, poderá juntar-se ao exército norueguês com base num acordo entre esses países.

8. Todas as escolas e outras instituições educacionais são gratuitas aqui.

9. Não há clínicas privadas porque simplesmente não há necessidade delas. Hospitais estaduais oferecem serviços médicos muito bons.

10. A Islândia é um dos poucos países da Europa que utiliza aquecimento urbano e as pessoas não pagam por este aquecimento.

Sonhar não custa nada e perder a esperança também não, talvez um dia consigamos algumas das coisas boas que a Islândia faz.

Foi muito bom ler que existem países assim.

9 curiosidades sobre a Islândia: a terra do gelo e do fogo

por: Marco Brotto – auroraboreal

islandia curiosidades terra gelo e do fogo

15 out 2021•Islândia•0 COMENTÁRIOS

No meio do caminho entre a Europa e o Pólo Norte, a Islândia guarda curiosidades e paisagens de tirar o fôlego.

Hoje vamos falar sobre um dos destinos mais cobiçados nas Expedições Aurora Boreal, a Islândia!

Com seus vulcões, gêiseres, fontes termais e campos de lava, a pequena ilha no topo do mundo oferece paisagens incríveis, uma cultura riquíssima e algumas curiosidades bem peculiares. Confira!

1. Todo mundo é parente na Islândia!

Com seus 300 mil habitantes, a Islândia é um país onde todo mundo tem algum grau de parentesco, mesmo que seja razoavelmente distante.

É comum também que ninguém utilize sobrenomes no dia-a-dia. As pessoas utilizam o nome do pai e colocam “son” no final para os homens e “dóttir” para as mulheres.

Além disso, existe um site chamado Islendingabok com toda genealogia da Islândia até 1.200 anos atrás. No país, recomenda-se chegar a checar a árvore genealógica antes de se relacionar com alguém!

2. Gêiseres

A Islândia possui um grande número de gêiseres espalhados pelo país, sendo aproximadamente 25 deles ativos.

geiser islandia

Um dos gêiseres mais famosos é o Strokkur, com atividade constante e explosões que chegam a quase 20 metros de altura!

3. Atividade vulcânica intensa

vulcoes islandia

Outra característica bem peculiar do país é a sua atividade vulcânica. A Islândia tem aproximadamente 130 vulcões no seu território, que fazem parte de 32 sistemas vulcânicos.

Conheça os vulcões ativos da Islândia

4. Praia de areia preta? Na Islândia tem!

praia de areia preta

A Islândia possui a praia de areia preta mais famosa do mundo! Reynisfjara fica na pequena cidade de Vík í Mýrdal.

O folclore islandês diz que suas formações de basalto eram trolls que foram transformados em pedra durante a batalha, pois não conseguiram arrastar um grande navio para a costa antes do sol nascer.

Segundo a lenda, se você passa perto dos penhascos ainda é possível ouvir seus gritos e lamentos! De arrepiar, né?

Conheça mais sobre a praia de areia preta na Islândia!

5. A Islândia foi palco de diversos filmes e séries famosas

Dos filmes do icônico James Bond até a saga Star Wars, diversos filmes e séries famosas utilizaram paisagens islandesas.

https://youtube.com/watch?v=NRieTeIfw0U%3Ffeature%3Doembed

007: Na Mira dos Assassinos, Lara Croft, Star Wars: O Despertar da Força e Game Of Thrones são alguns!

Conheça mais séries e filmes que foram gravados na Islândia e você nem imaginava!

6. Um país sem insetos

Você sabia que é muito difícil encontrar insetos na Islândia? Por causa do clima extremamente gelado, insetos e formigas não conseguem fazer seus ninhos.

Para quem tem medo de barata, tenha certeza que não irá encontrá-las lá!

7. Quase 100% da ilha tem wi-fi

wifi islandia

A Islândia abriga hoje uma união incrível entre paisagens naturais e avanços tecnológicos. 97% da ilha possui cobertura wi-fi, além de todos os estabelecimentos oferecerem internet rápida e gratuita.

Uma ilha extremamente conectada!

8. O país mais seguro do mundo

Se você acha que vulcões e geleiras tornam a Islândia um país perigoso, não poderia estar mais enganado. A Islândia é um dos países mais seguros do mundo para visitar e também para viver!

A criminalidade é praticamente inexistente e a polícia não anda armada nas ruas. A cadeia local está sempre vazia… Parece coisa de filme, né? Mas lá essa dinâmica faz parte da realidade.

9. Aurora Boreal® na Islândia

Além de todas essas maravilhas, a Islândia também é palco da Aurora Boreal, um dos mais belos fenômenos da natureza.

Já pensou em ver as Luzes do Norte colorindo o céu sobre uma belíssima cachoeira ou um lago congelado? É de arrepiar. E uma coisa eu garanto: é inesquecível.

HOJE É O DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

 

Karla Neto – Colunista

Nessa sexta-feira (27), é celebrado Dia Nacional da Doação de Órgãos, milhares de pessoas aguardam, na fila de espera, todos os anos. A maior fila é por transplante renal, seguida por córneas, fígado, pâncreas/rim (duplo), coração, pulmão, pâncreas, multivisceral e intestino.

Na maioria das vezes, o transplante de órgãos pode ser a única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para as pessoas que precisam da doação. Todos os anos, milhares de vidas são salvas por meio desse gesto.

 É preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar órgãos ou tecidos!

O transplante é considerado um tratamento e não a cura de muitas doenças crônicas, mas sem dúvida, é a garantia de continuidade da vida daqueles que passam por esse procedimento.

Para a doação se efetivar, é necessária a autorização da família, conforme prevê a lei nº 9.434. Também é necessária a comprovação da morte cerebral do doador para retirada de órgãos sólidos como coração, fígado, rins e outros.

Tecidos como córneas, pele, ossos, entre outros, também são bastante necessários, porém, no Brasil, ainda não há a cultura de doação desses tecidos, mesmo que nesses casos a retirada possa ocorrer após a parada cardiorrespiratória do doador, o que torna a doação muito mais fácil.

Muitas pessoas invocam um sem-número de desculpas para não doar os órgãos: superstições, medo de que sejam removidos ainda estando vivas ou, simplesmente, por serem desfavoráveis. Certamente, não teriam a mesma opinião se necessitassem de um transplante. Uma doença grave pode manifestar-se em nós quando menos esperamos.

Após a retirada dos órgãos e tecidos da pessoa morta, o corpo é reconstituído e os cortes produzidos são suturados para que não se perceba a ausência dos órgãos removidos.

Independentemente dos méritos ou deméritos do ponto de vista de cada um, na prática dos atos do cotidiano é preciso encarar esta indiscutível verdade: contribuir para salvar a vida de alguém que precisa ter um órgão degenerado substituído é feito admirável, merecedor de louvor. Nenhuma religião é contrária a tão elevado gesto de magnanimidade e humanidade.

De maneira geral, o ser humano, uns mais, outros menos, deseja fazer o bem ao semelhante, em franca demonstração de amor ao próximo. Contudo, crendices somadas à falta de informações e oposição da família são os maiores responsáveis pelo insuficiente número de doadores.

Qualquer um pode doar. O que vale é estar com boa saúde avaliada pelo médico e atender certos limites de idade: 75 anos para os rins, 70 para o fígado, 69 anos para sangue, 65 para peles, ossos e válvulas cardíacas, 55 para o pulmão, o coração e medula óssea, 50 para o pâncreas. Para córneas não há limite.

A doação de órgãos é um ato por meio do qual podem ser retirados órgãos ou tecidos de uma pessoa viva ou falecida (doadores) para serem utilizados no tratamento de outras pessoas (receptores), com a finalidade de reestabelecer as funções de um órgão ou tecido doente. A doação é um ato muito importante, pois pode salvar vidas.

O indivíduo que esteja necessitando do órgão ou tecido o receberá por meio da realização de um processo denominado transplante. O transplante é um procedimento cirúrgico em que um órgão ou tecido presente na pessoa doente (receptor), é substituído por um órgão ou tecido sadio proveniente de um doador.

ASSISTA FILMES SOBRE O QUE NÃO FAZER NO MUNDO DOS NEGÓCIOS

 

Leandro Miguel Souza – StartSe

Assista o que não fazer no mundo dos negócios.

Chegou o fim de semana, hora de relaxar, ver um bom filme para se inspirar e voltar ao trabalho na semana que vem com bons insights para seus negócios – ou com aquele ânimo pra chutar o pau da barraca. Pois é, na nossa lista de recomendações de filmes de hoje, não temos nada disso.

Em outra lista que fizemos aqui no Startups uns tempos atrás, falamos de filmes com histórias mais inspiradoras, com mensagens positivas e tudo o mais. Agora a parada é outra: decisões erradas, gente perdendo tudo (ou quase tudo) e o lado bem pouco agradável do mundo dos negócios.

Contudo, a gente garante uma coisa para quem aceitar as nossas sugestões de filmes: dá pra se divertir bastante e, de repente, tirar uma lição ou outra de como não fazer (ou fazer, se você for mais inescrupuloso) na hora de tocar o seu negócio. Vamos às dicas!

O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross, 1992)

Esse aqui é o filme mais velho da lista, mas que segue incrivelmente atual até hoje. Baseado em uma peça de teatro famosa, e com um elenco monstruoso (Al Pacino, Jack Lemmon, Alec Baldwin e outros), o filme acompanha dias tensos na rotina de uma firma imobiliária. Sob a ameaça de uma onda de cortes, os corretores começam a recorrer a artimanhas cada vez mais arrojadas – e um tanto antiéticas – para fechar as suas vendas. Não é dos filmes mais fáceis de se achar – atualmente não tem em nenhum streaming por aqui – mas totalmente vale a pena.

Enron – Os Mais Espertos da Sala (Enron – The Smartest Guys in the Room, 2005)

Único documentário aqui da lista (e um indicado ao Oscar), este filme reconta a ascensão e a queda da Enron, uma superpotência do ramo de gás e energia nos EUA que caiu em desgraça após uma crise energética que assolou a Califórnia em 2001. Estamos falando de muitos “rolos”, de interferência em políticas ambientais públicas à táticas escusas de evasão fiscal, e má administração do negócio, incluindo uma política de RH incrivelmente maquiavélica. Sério, é tanta coisa errada que não tem nem como explicar. Disponível no YouTube.

Margin Call – O Dia Antes do Fim (Margin Call, 2011)

Voltando ao drama, Margin Call é um filme sobre as 24 horas mais nervosas de um grande banco de investimentos em Wall Street. Baseada no crash da bolsa de 2008, o filme acompanha a empresa em uma corrida contra o tempo – e contra horríveis apostas que fizeram na bolsa – para evitar que a companhia, e possívelmente todo o cenário econômico, afunde. Outro longa com um elenco matador (Jeremy Irons, Paul Bettany, Demi Moore), que tem um ritmo quase de suspense, de tão tenso que é. Disponível no Prime Video.

Na Roda da Fortuna (The Hudsucker Proxy, 1994)

Aqui temos um filme mais leve (comédia), mas que traz um senso de humor bem cáustico sobre o mundo dos negócios, pois é dirigido pelos aclamados irmãos Coen (Fargo, Onde os Fracos não tem Vez). Estrelado por Tim Robbins e o lendário Paul Newman, Na Roda da Fortuna se passa nos anos 50 e conta a história absurda de um ingênuo inventor, que do dia pra noite se torna presidente de uma gigantesca empresa industrial em Nova York, depois que o CEO comete suicídio. O motivo: um sacana conselho administrativo que quer assumir o controle de todas a ações e acredita que o rapaz vai afundar o valor da empresa. Bem, não é bem assim que as coisas rolam. Outro filme que não é tão fácil de encontrar, mas que vale todo o esforço para isso.

Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007)

Uma obra-prima moderna do diretor Paul Thomas Anderson, Sangue Negro se passa no começo do século passado, no auge da corrida do petróleo no sul dos EUA. O filme acompanha a história de Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis), um inescrupuloso empresário e ser humano que abandona toda a sua humanidade em sua obsessão pelo sucesso e dinheiro pela prospecção do óleo. Um filme pesado e contemplativo, mas que fala de assuntos profundos. Disponível via aluguel para streaming em diversas plataformas.

Como a Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem

A Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem de diversas maneiras:

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2. Melhorando a experiência do cliente:

  • Conteúdo informativo e relevante, que ajuda os clientes a encontrarem as informações que procuram e a entenderem os produtos e serviços da empresa.
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3. Aumentando as vendas:

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A Plataforma Site Valeon é uma solução completa e acessível que pode ajudar empresas de todos os portes a crescerem.

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