Ediney Giordani, especialista da KAKOI Comunicação
Desde que o antigo Twitter, atual X, foi removido no Brasil após
descumprir decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF), Alexandre de Moraes, o debate que se levantou no meio da
comunicação gira em torno da importância das empresas manterem sua
presença no maior número de redes sociais possível.
Para Ediney Giordani, especialista da KAKOI Comunicação, estar em
diversas redes sociais, não é apenas saudável para a comunicação
institucional, mas resguarda estratégias de comunicação quando um evento
como este acontece:
“Quando o Orkut acabou, por exemplo, muitas empresas se viram
perdidas na comunicação, principalmente aquelas que publicavam
exclusivamente naquela plataforma. Temos que lembrar que as redes
sociais podem acabar, fechar ou, neste caso do X, serem banidas por uma
decisão judicial. O estrago na estratégia para empresas que só fazem
postagens em uma única rede é incalculável. Vale o antigo ditado: nunca
coloque seus ovos em uma só cesta”.
Vale usar uma única rede social na comunicação?
O especialista lembra que empresas que se restringem a utilizar
exclusivamente uma única plataforma podem perder todo o seu legado
quando a rede escolhida resolver acabar com a operação. O ideal é sempre
ter um plano B, como vemos com frequencia com as quedas do Whatsapp em
que o Telegram é prontamente usado:
“O público está em diversas redes sociais e é uma ação perigosa focar
apenas em uma. A interação não se restringe a um único espaço. Se a
comunicação de uma empresa estiver apenas no Instagram, por exemplo, e
do nada a rede social mudar ou acabar, prejudicará a visibilidade e,
claro, as vendas”.
Do ponto de vista de estratégia de marketing digital, o correto é
diversificar e marcar presença igualmente em todas elas, principalmente
quando há campanhas de vendas e engajamento.
Ediney lembra que cada rede social tem suas características,
portanto, para manter a coerência, uma equipe de comunicação com atenção
redobrada em social media faz toda a diferença:
“Uma mesma peça pode ter linguagens e abordagens diferentes em cada
rede social, já que todas têm características diferentes a serem
exploradas. Uma mensagem em vídeo no YouTube é diferente de um carrossel
de imagens no Facebook, pois cada plataforma tem sua métrica, suas
características” finaliza o especialista.
EUA dizem trabalhar para reduzir escalada do conflito. Iraque convoca
reunião de países árabes. Assessor de Lula chama bombardeio de
“tremendamente revoltante”. Os ataques israelenses contra o Hezbollah
que atingiram o sul do Líbanonesta segunda-feira (23/09) provocaram
repercussão internacional, com países pedindo uma intervenção imediata
do Conselho de Segurança das Nações Unidas na região.
O presidente dos EUA,Joe Biden, disse que os Estados Unidos querem acalmar a situação no Líbano.
“Fui informado sobre os últimos acontecimentos em Israel e no Líbano.
Minha equipe está em contato constante com as autoridades e estamos
trabalhando para diminuir a escalada de uma forma que permita que as
pessoas voltem para casa em segurança”, disse Biden ao conversar na Casa
Branca com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin
Zayed Al Nahyan.
Segundo o porta-voz do Pentágono, general Patrick Ryder, os EUA estão
enviando tropas adicionais ao Oriente Médio em resposta à escalada do
conflito. “Por uma questão de cautela, estamos enviando um pequeno
número adicional de militares americanos para aumentar nossas forças que
já estão na região”, disse.
A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, também expressou preocupação com os bombardeios.
‘Estamos à beira de uma guerra total’ por escalada Israel-Líbano, alerta Borrell
“A dramática escalada da violência na fronteira entre Israel e Líbano
é chocante, especialmente os relatos de civis mortos, incluindo
crianças”, escreveu na rede social X. “É necessária uma solução em
conformidade com a resolução 1701 da ONU para a Linha Azul. A lógica de
golpe e contragolpe tem consequências catastróficas para a região. A
redução da escalada em ambos os lados é a tarefa do momento”, enfatizou.
Já o porta-voz do secretário-Geral das Nações Unidas, Stephane
Dujarric, disse que António Guterres, está alarmado com a escalada da
situação no Líbano e muito preocupado com o grande número de vítimas
civis relatadas pelas autoridades libanesas. Representantes de 193
países se reúnem na terça-feira em Nova York, para o debate da
Assembleia Geral das Nações Unidas.
Aliado do Hezbollah, Irã acusa Israel de ampliar guerra
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou Israel de querer
ampliar a guerra travada no Oriente Médio. O Hezbollah, criado e armado
pelo regime fundamentalista do Irã, é considerado um braço de Teerã no
Líbano. “Eles estão nos arrastando para um ponto para onde não queremos
ir”, disse o presidente iraniano sobre Israel. “Não há vencedor em uma
guerra. Estamos apenas nos enganando”, concluiu.
O ministério de Relações Exteriores da Síria chamou os ataques
israelenses de “criminosos” e pediu que Israel seja condenado por todos
os membros das Nações Unidas. A pasta afirmou, em nota, que, desde a
madrugada de segunda-feira, Israel “lançou uma agressão contínua” contra
o Líbano e acusa o exército israelense de ter como alvo centros
médicos, ambulâncias e veículos civis, entre outros.
O primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani, chamou uma
reunião urgente de lideranças de países árabes, paralela à Assembleia
Geral da ONU, para avaliar a repercussão do ataque e para “trabalhar
juntos para parar” o que chamou de “comportamento criminoso”. A Turquia
defendeu que Israel tenta empurrar o Oriente Médio para um cenário de
caos.
“Os ataques de Israel ao Líbano marcam uma nova fase em seus esforços
para arrastar toda a região para o caos”, disse o Ministério das
Relações Exteriores da Turquia em um comunicado. Já o Egito pediu “que
as potências internacionais e o Conselho de Segurança das Nações Unidas
intervenham imediatamente” para impedir “a perigosa escalada israelense
no Líbano”.
Celso Amorim: ataque é “risco de guerra total”
Em conversa com jornalistas em Nova York nesta segunda-feira, o
ex-chanceler e assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, Celso Amorim, disse que o ataque israelense é revoltante e cria
risco de uma guerra total
“Eu acho uma coisa tremendamente revoltante e perigosa porque ali o
risco [é] de uma guerra total. E, veja bem, estamos falando de um lugar
onde tem muitos brasileiros”, disse Amorim.
Segundo o ex-chanceler, o Itamaraty já planeja uma operação para
retirar brasileiros do Líbano assim como foi feito em 2006, se houver
necessidade.
“Ataque é contra Hezbollah, não contra libaneses”
O porta-voz militar de Israel, Daniel Hagari, disse que os aviões de
guerra israelenses atingiram 1.300 alvos do Hezbollah, destruindo
mísseis de cruzeiro, foguetes carregados com explosivos pesados,
foguetes de longo e curto alcance e drones de ataque.
Ele defendeu que muitos deles estavam escondidos em áreas
residenciais, mostrando fotos do que seriam armas escondidas em casas
particulares. “O Hezbollah transformou o sul do Líbano em uma zona de
guerra”, afirmou em coletiva de imprensa.
O Dia do Soldador é uma data especial que celebra e reconhece o
trabalho árduo e essencial dos profissionais da soldagem. Comemorado no
dia 23 de setembro, esse dia é uma oportunidade para agradecer e
valorizar esses especialistas que desempenham um papel fundamental em
diversas.
Não se sabe exatamente quando a soldagem foi inventada, mas os
indícios dos primeiros forjamentos de metais são da Era do Bronze entre
2000 AC e 3000 AC. O processo de Soldagem por forjamento consiste em
aquecer dois metais até antes dos seus pontos de fusão e, através de
força bruta, uni-los, normalmente a marteladas.
Não se sabe exatamente quando a soldagem foi inventada, mas os
indícios dos primeiros forjamentos de metais são da Era do Bronze entre
2000 AC e 3000 AC.
O processo de Soldagem por forjamento consiste em aquecer dois metais
até antes dos seus pontos de fusão e, através de força bruta, uni-los,
normalmente a marteladas. Por isso esse processo também é chamado de
solda por martelamento.
Temos indícios do uso desse processo no Egito Antigo, sendo utilizado
em ornamentos como máscaras e joias encontradas dentro das pirâmides.
Portanto, é muito provável que foi neste período que a história da
soldagem teve início. Contudo, por exigir muita força e técnica para ser
executado, o processo de soldagem não era muito utilizado nessa época.
O processo de soldagem moderno só evoluiu a partir da descoberta do
arco elétrico em 1801, pelo inglês Sir Humphry Davy. O processo demorou
em torno de 7 anos para ser oficializado. Em 1808, Humphry Davy
apresentou publicamente um arco de grande escala em frente a Royal
Society em Londres, através da transmissão de uma corrente elétrica
entre duas hastes de carbono em contato.
Esse avanço permitiu a criação da solda por arco elétrico, um marco
muito importante na história da soldagem. Porém a falta de estabilidade e
de equipamentos mais adequados atrasou o processo e por isso a demora
de quase 100 anos para tornar-se viável a indústria.
A história da soldagem faz parte da história do mundo. A primeira
utilização em larga escala da soldagem foi durante a primeira Guerra
Mundial. A soldagem era usada como uma ferramenta de reparo rápido de
equipamentos, que permitia ganho de tempo durante os conflitos. Contudo,
após a guerra, a indústria ainda preferia produzir peças de
equipamentos em ferro fundido.
Para uma engrenagem de ferro fundido ser feita, era necessário
projetar a peça, fabricar um molde em argila, preencher o molde com o
ferro derretido e usinar a peça para corrigir as imperfeições geradas
pelo molde.
A solda era um método mais barato, rápido e prático para produzir
peças quando comparado ao processo de fundição. No entanto, a indústria
tinha receio do uso da nova tecnologia e acordos lucrativos comerciais
sobre o uso do ferro fundido também eram um empecilho. Por isso a demora
para incluir o processo na sua linha de produção.
Cada novo avanço nos processos gerava uma evolução nos equipamentos.
As máscaras de solda foram de capacetes de metal pesados e que ofereciam
pouco conforto, para equipamentos de alta qualidade, leves, práticos e
que podem ser levados a qualquer lugar.
Os soldadores desempenham um papel fundamental em diversos setores da
indústria, sendo responsáveis por unir materiais e garantir a qualidade
e segurança das estruturas.
No Dia do Soldador, é importante falar sobre investir na formação e
capacitação desses profissionais para garantir a excelência e eficiência
nos processos de soldagem. Através de cursos e treinamentos, os
soldadores podem aprimorar suas habilidades técnicas, aprender novas
técnicas e se manter atualizados com as tendências do mercado.
Essa instituição foi pioneira no ensino da soldagem no Brasil e
contribuiu significativamente para o desenvolvimento dessa profissão no
país. Desde então, o dia 23 de setembro foi escolhido como uma forma de
homenagear todos os soldadores e reconhecer a importância do seu
trabalho.
É uma oportunidade para celebrar as conquistas e avanços alcançados
ao longo dos anos, além de promover a valorização e o reconhecimento
dessa profissão tão essencial para diversos setores da indústria.
Portanto, no Dia do Soldador, é importante lembrar e agradecer a
todos os profissionais que se dedicam diariamente a garantir a qualidade
e segurança das estruturas que nos cercam.
Você já se perguntou o que realmente motiva as pessoas? Ou como
convencer alguém de forma eficaz? Daniel Pink, um dos maiores
especialistas em comportamento humano e motivação do mundo, traz as
respostas para essas e outras perguntas neste episódio do Ghost
Interview.
Reprodução
O Ghost Interview é um formato proprietário do Morse que recria
narrativas em forma de entrevista para apresentar personalidades do
mundo dos negócios, tecnologia e inovação.
O convidado: Daniel Pink é um escritor e palestrante
americano conhecido por explorar temas relacionados ao comportamento
humano e motivação no trabalho. Com quatro best-sellers do NYT, Daniel
Pink é uma voz influente no cenário em evolução de vendas e motivação.
Ele é o nosso convidado do Ghost Interview de hoje!
To Sell is Human:
argumenta que todos nós vendemos de alguma forma, apresentando novas
habilidades necessárias para influenciar e persuadir no mundo moderno.
The Power of Regret:
explora o papel dos arrependimentos na vida humana, mostrando como
refletir sobre eles pode oferecer lições valiosas e melhorar nosso
futuro.
Qual é o pensamento mais equivocado das pessoas sobre persuasão?
Eu passei os últimos 20 anos pesquisando e escrevendo sobre duas
obsessões na minha vida: Persuasão e Motivação. A persuasão não tem a
ver com alguma coisa mágica que fazemos para manipular as pessoas. Não
se trata de enganar as pessoas. Na verdade é muito mais bonito que
isso.
Qual a sua percepção de vendas com o To Sell is Human e quais são as novas habilidades que você propõe para o sucesso nesse campo?
A venda é uma atividade universal e essencial na vida moderna, mesmo
para aqueles que não estão em vendas tradicionais. Todos nós estamos
constantemente vendendo, seja em nossas carreiras, interações sociais ou
vida pessoal, ao tentar persuadir ou influenciar os outros. Eu desafio
visão tradicional das vendas como algo negativo e apresento um novo
conjunto de habilidades para o sucesso: sintonia, flutuação e clareza.
No mundo atual, vender é mais sobre servir e ajudar os outros a resolver
problemas do que simplesmente convencer alguém a comprar um produto.
Dan, em 2009, seu livro “Drive” e sua palestra no TED “The
Puzzle of Motivation” receberam atenção significativa. Você explicou que
incentivos extrínsecos, como bônus, são um veneno para tarefas
criativas e podem substituir a motivação intrínseca. As empresas
seguiram seu conselho?
Alguns fizeram, outros não. Algumas empresas, incluindo as grandes,
reagiram e simplificaram os seus sistemas de remuneração. Em vez de
estruturas de incentivos complexas, baseiam-se agora em modelos que
prevêem apenas alguns bónus além do salário base. Alguns aboliram as
comissões de vendas. Também conferem mais autonomia, domínio e
propósito, principalmente em áreas de inovação. Portanto, estão a ser
feitos progressos, progressos lentos, progressos imperfeitos, mas mesmo
assim progressos.
Então, você acha que os melhores desempenhos deveriam receber
mais dinheiro, mas não como resultado de um determinado desempenho
mensurável, mas como um investimento antecipado?
Sou totalmente a favor de medir o desempenho. Sou simplesmente contra
muitos usos de recompensas “se-então”. Há muito a ser dito a favor de
um jogador de futebol de ponta como Ronaldo, por exemplo, ter um salário
base superior ao de muitos dos seus companheiros de equipe. Mas, acima
de tudo, é importante que ele não seja pago principalmente por metas.
Porque o que aconteceria? Ele tentaria marcar cada toque em vez de
passar para seus companheiros e tentar vencer o jogo. Recompensas
individuais de alto risco podem corroer a cooperação.
Temos o desafio de medir bem o desempenho individual num ambiente de trabalho cada vez mais complexo. Como você visualiza isso?
As empresas precisam de medições – inclusive para indivíduos. Mas
criar os corretos é complicado. Por exemplo, muitas organizações não
conseguem compreender a Lei de Goodhart, que afirma que sempre que uma
medida se torna uma meta, deixa de ser uma medida eficaz. Se houver
grandes recompensas para comportamentos específicos, as pessoas podem
tentar manipular o sistema e otimizar para a métrica do que para o
objetivo subjacente que se pretende medir. O que também constatei é que
muitas medições e sistemas de incentivos são extremamente complicados — e
requerem todo um aparato administrativo dispendioso para os conceber,
implementar, monitorizar e julgar. As melhores medidas tendem a ser
pequenas em número, simples em design, difíceis de manipular e
conectadas a resultados de negócios importantes. Mas não existe uma
resposta perfeita.
Até que ponto os gestores estão preparados para isso?
Alguns são, outros não. Alguns gestores mais velhos ressentem-se
especialmente desta tendência. Eles pensam: “Quando eu tinha a sua
idade, ficava no escritório o tempo todo. Então, todo mundo deveria
estar no escritório o tempo todo também”. Muitas pessoas realmente
acreditam que as pessoas não trabalham em casa, mesmo que no escritório
elas não tenham trabalhado muito. O fato de você poder ver alguém não é
evidência de que a pessoa esteja realmente fazendo algo produtivo ou
eficaz. E o fato de você não poder ver alguém não é prova do contrário.
Vamos passar para o seu último livro “The Power of Regret”. O que o arrependimento tem a ver com o desempenho?
Ah, tem tudo a ver com desempenho. O arrependimento é uma emoção.
Faz-nos sentir mal quando olhamos para trás e dizemos: Se ao menos eu
tivesse feito algo diferente ou de uma maneira diferente. Assim,
lamentamos certas decisões, ações ou omissões. É um dos sentimentos mais
comuns que as pessoas têm – e um dos mais úteis. Porque se lidarmos
adequadamente com os nossos arrependimentos – não os ignoramos, não os
cozinhamos, mas confrontamos-nos – podemos tornar-nos melhores
negociadores, solucionadores de problemas e estratégias, evitar
preconceitos cognitivos e encontrar mais sentido na vida. Mais uma vez,
isso não é um desejo. Isto é o que meio século de ciência nos diz.
Você discute como o arrependimento tem a ver principalmente
com oportunidades e oportunidades perdidas. É claro que algumas pessoas
têm mais oportunidades do que outras. Isso afeta a quantidade de
arrependimento que eles sentem? As pessoas com mais oportunidades se
arrependem mais?
Fiz este American Regret Project, uma pesquisa quantitativa, onde
consegui dividir as respostas por dados demográficos. Então eu poderia
analisar: os homens têm arrependimentos diferentes dos das mulheres? As
pessoas mais velhas têm arrependimentos diferentes dos mais jovens? Uma
das coisas que me surpreendeu, exactamente nesse ponto, foi que as
pessoas com maiores níveis de educação formal tinham mais
arrependimentos profissionais do que as pessoas com menos educação. O
que parece estranho, porque, principalmente neste país, se você tem um
diploma avançado, você tem muitas oportunidades diferentes. Mas foi pela
razão que você está dizendo: quando eles tiveram mais oportunidades
apresentadas a si mesmos, houve mais oportunidades perdidas, então eles
tiveram mais arrependimentos profissionais nesse domínio. Agora, por
outro lado, quando as oportunidades das pessoas são frustradas, isso
também causa arrependimento. Mas em alguns casos beira um pouco mais a
decepção, porque foram as circunstâncias que não permitiram.
A ideia por trás deste livro é nos ensinar como usar nosso arrependimento com mais sabedoria ou como ter menos arrependimento?
São os dois, porque acho que essas coisas são gêmeas. Se você olhar
para trás e confrontar seus arrependimentos anteriores – encará-los nos
olhos em vez de apresentar essa falsa bravata de “sem arrependimentos”, e
não ignorá-los, mas não se afundar neles – então você poderá criar uma
vida onde no futuro você terá menos arrependimentos. Você aprendeu as
habilidades de lidar com emoções negativas e tem uma noção melhor do que
realmente importa e do que não importa.
Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver,
gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma
consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do
mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados
satisfatórios para o seu negócio.
Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.
Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?
Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada
para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui
profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem
potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto
resulta em mais vendas.
Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?
A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu
projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas
considerações importantes:
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e
a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos
smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia
digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo
o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é
colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e
de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso
proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores
que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por
meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce,
os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles
funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os
consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo
ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas
encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus
produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa
que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em
2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas
vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver
seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do
nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a
visibilidade da sua marca.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode
moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é
colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn
possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o
seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) – Os incêndios no pantanal e na amazônia
os piores em quase duas décadas fizeram disparar as emissões de
carbono do Brasil, indica o observatório Copernicus, da União Europeia.
As emissões relacionadas às queimadas em 2024, mesmo com dados apenas
até 19 de setembro, já chegaram a 183 megatoneladas de carbono,
ultrapassando a média anual da série histórica, que é de cerca de 161,6
megatoneladas. Em 2023 inteiro, os incêndios florestais no país emitiram
aproximadamente 152,8 megatoneladas de carbono.
De acordo com os pesquisadores europeus, o resultado de 2024 se
encaminha, assim, para um patamar “semelhante ao ano recorde de emissões
de 2007”, quando foram registradas 362 megatoneladas de carbono.
As emissões relacionadas a fogo no mês de setembro, que ainda não
terminou, já somam 65 megatoneladas, o equivalente a mais de 35% do
total já emitido neste ano.
O resultado do mês foi puxado sobretudo pela situação no Amazonas e
em Mato Grosso do Sul, onde o total anual estimado para as emissões de
carbono já é o mais alto dos 22 anos de monitoramento, com,
respectivamente, cerca de 28 megatoneladas e 15 megatoneladas.
Os pesquisadores do Copernicus classificam a ocorrência desses
incêndios como “fora do comum”, mesmo considerando que há geralmente um
temporada de fogo na América do Sul de julho a setembro.
O monitoramento do observatório europeu indica que, de junho a agosto
deste ano, grande parte do norte e do centro do Brasil, incluindo a
amazônia e o pantanal, registrou temperaturas significativamente acima
da média documentada de 1991 a 2020, com anomalias que chegam a mais
3°C.
Em paralelo, vários pontos do Brasil, além das regiões andinas, tiveram redução da umidade do solo.
“As temperaturas extremamente altas que a América do Sul tem
experimentado nos últimos meses, a seca de longo prazo indicada pela
baixa umidade do solo e outros fatores climatológicos provavelmente
contribuíram para o aumento significativo da escala das emissões de
incêndios, da fumaça e dos impactos na qualidade do ar”, destaca a nota
divulgada pelo Serviço de Monitoramento da Atmosfera (CAMS, na sigla em
inglês), do Copernicus, na noite deste domingo (22).
Cientista sênior na instituição, Mark Parrington destaca a dimensão
das queimadas no continente, bem como seus impactos negativos na
qualidade do ar, afetando também outras regiões.
“Em 2024, a atividade de incêndios florestais na América do Sul
esteve marcadamente acima da média, especialmente na região amazônica e
nas áreas úmidas do pantanal. O transporte de fumaça teve impacto muito
além da proximidade de onde os incêndios ocorreram, alcançando até o
Atlântico”, afirma.
“A escala do transporte de fumaça e dos impactos na qualidade do ar é
um indicativo da magnitude e intensidade dos incêndios. É imperativo
continuar monitorando esses incêndios e suas emissões para acompanhar
seus impactos na qualidade do ar e na atmosfera.”
A pluma de fumaça, que se espalha com o vento, degradou a qualidade
do ar em boa parte do Brasil, inclusive em áreas que não foram
diretamente atingidas pelas chamas.
A disparada das emissões relacionados às queimadas no Brasil também aparece em outros levantamentos.
Uma estimativa feita pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da
Amazônia), que integra o Seeg (Sistema de Estimativas de Emissões de
Gases de Efeito Estufa), indica que os incêndios na amazônia emitiram,
de junho a agosto, 31,5 megatoneladas de CO2 equivalente (unidade usada
para somar os diferentes gases-estufa).
Esse número representa quase o total de emissões anuais da Noruega, cerca de 32,5 megatoneladas.
Os dados indicam ainda um aumento de 60% nas emissões para o período.
O estudo do Ipam ressalta que, devido à decomposição da vegetação
atingida, as emissões continuam mesmo após a extinção das chamas. O
levantamento estima que de 2 megatoneladas a 4 megatoneladas de CO2
equivalente poderão ser emitidas por conta disso nos próximos 5 a 10
anos.
“Um importante impacto dos incêndios florestais nas emissões não
ocorre no momento em que a floresta está queimando, mas depois, quando
principalmente as grandes árvores morrem e continuam a emitir CO2 por
muitos anos, o que é chamado de emissão tardia”, disse Ane Alencar,
diretora de ciência do Ipam.
“O pior é que uma floresta degradada pelo fogo se torna mais
suscetível a outros incêndios, perpetuando um ciclo de degradação e
emissões.”
A cana-de-açúcar é uma gramínea do gênero Saccharum cultivada
em todo o mundo, porém originada em Nova Guiné. Ela é uma planta de
clima tropical e é perene, o que significa que não precisa ser
replantada todos os anos. Na produção de cana-de-açúcar,
ela é cortada logo acima do nível da raiz. Assim novos brotos crescem e
ficam prontos para serem colhidos novamente entre 10 a 12 meses.
A planta é utilizada para produzir açúcar, caldo de cana, bebidas alcoólicas, produtos medicinais e biocombustíveis. Alguns exemplos são o etanol e
o biometanol, tendo sido importante para o desenvolvimento da economia
no País. No entanto, seu ciclo de produção teve como base o escravismo.
Ele foi responsável por grande parte do desmatamento da Mata Atlântica e
trouxe outras consequências socioambientais negativas para o Brasil.
Saiba mais sobre a cana-de-açúcar no Brasil e no resto do mundo, seus usos, impactos e benefícios:
Benefícios da cana-de-açúcar na alimentação
Apesar de servir como matéria-prima para diversos produtos, a cana-de-açúcar pode ser ingerida pura e é benéfica para a saúde. Ela é rica em vitaminas e minerais, sendo amplamente utilizada na Ayurveda e em tratamento de doenças, como inflamação e hemorragia.
Possui polifenóis benéficos para a saúde
Os polifenóis são compostos vegetais que fazem muito bem à saúde. Eles podem agir como antioxidantes, reduzir a inflamação e ajudar na prevenção de doenças. Um estudo mostrou que o melaço de cana-de-açúcar pode ser utilizado como fonte potencial de polifenóis.
Pode ajudar no colesterol
A cana-de-açúcar possui policosanóis, que estão
presentes principalmente na cera. Um estudo feito com policosanóis
administrados por via oral em coelhos constatou uma diminuição do nível
de colesterol total e do colesterol LDL.
Pode prevenir a trombose
Em um estudo feito com camundongos, a ingestão de D-003, uma mistura natural de ácidos alifáticos da cera de cana-de-açúcar, diminuiu significativamente o tamanho do trombo venoso experimentalmente induzido.
Pode aliviar a insônia
O octacosanol é uma substância presente na cana-de-açúcar que tem função antioxidante e propriedades anti-inflamatórias e anti-coagulantes. Um estudo publicado na revista Scientific Reports examinou
o efeito do octacosanol em ratos privados de sono por estresse. A
conclusão é que a substância alivia o estresse e restaura o sono afetado
por ele, podendo funcionar para aliviar a insônia.
Além disso, outra pesquisa constatou que o octacosanol pode ajudar a prevenir o Parkinson.
Aliada dos atletas
Acredita-se que o caldo de cana, oriundo da cana-de-açúcar, também pode oferecer benefícios a atletas e outras pessoas que realizam atividades físicas.
Uma pesquisa teve
como objetivo ver os efeitos do caldo de cana no desempenho dos atletas
e na queima de combustível. Foi concluído que o suco de cana-de-açúcar era tão eficaz quanto as bebidas esportivas durante o exercício e mais eficaz para a reidratação posterior.
Leite de cana
Devido aos seus possíveis benefícios à saúde, o uso da cana-de-açúcar na
indústria alimentícia é extenso. De fato, além do açúcar, ela é
responsável por diversos outros alimentos, incluindo um tipo de leite
vegetal, criado a partir da colaboração com o governo de Queensland,
Austrália, e a empresa de fermentação da Cauldron.
Segundo a CEO da empresa, Michele Stansfield, o produto é visto como um produto complementar da indústria de açúcar.
Não pretendemos substituir a cadeia alimentar, procuramos apenas complementá-la ou complementá-la no futuro, disse ao ABC News.
O leite-de-cana-de-açúcar é derivado da própria planta, do melaço e
de outros subprodutos da cana. Esses componentes servem como alimentação
para leveduras que, durante um processo de fermentação, criam proteínas
bioidênticas às proteínas animais.
Os benefícios do leite dependem da formulação final do produto. Assim
como outras alternativas ao leite, muitos produtos industrializados são
comercializados com adições de açúcar e outros compostos que podem
comprometer os benefícios da matéria-prima da bebida.
Entretanto, especialistas acreditam que as similaridades do produto
com o leite de vaca podem proporcionar bons níveis de proteína aos
consumidores.
Origem da cana-de-açúcar
Presume-se que o hábito de mastigar cana-de-açúcar para
obter seu sabor doce tenha começado ainda na pré-história. Porém, as
primeiras indicações de sua domesticação começam mais tarde, por volta
de 8.000 a.C. A planta se espalhou da região da Polinésia para o mundo e
se tornou uma cultura global.
Por muito tempo, um dos derivados da cana, o açúcar, foi uma raridade
luxuosa. Ele era consumido apenas pelas classes privilegiadas da
Europa, que o utilizavam como especiaria e medicamento.
Entre 1455 e 1480, a planta começou a ser cultivada para produzir
açúcar em grande escala e apenas no século 18 passou a ser um alimento
trivial. Desde então, a modernização do cultivo se acelerou e, hoje, a cana-de-açúcar é cultivada em dezenas de países em milhões de hectares de terra.
História da cana-de-açúcar no Brasil
Durante o século 15, a cana-de-açúcar foi trazida
para as Américas, chegando primeiro ao Brasil por meio dos comerciantes
portugueses. O primeiro plantio foi um presente do governador das Ilhas
Canárias para Cristóvão Colombo.
Durante aproximadamente 400 anos de colonização do continente
americano a produção de açúcar foi a principal e mais rentável atividade
agroindustrial. Havia milhares de engenhos espalhados pelas colônias
portuguesas, inglesas, francesas, holandesas, espanholas e dinamarquesas
que escravizavam milhões de pessoas, que passavam por uma jornada de
completa submissão ao ritmo da produção, além de relações de trabalho
marcadas pela violência.
O Brasil é conhecido por suas condições favoráveis para o cultivo da planta:
Solo fértil
Temperaturas quentes
Relevos planos
Mão de obra indígena abundante
Assim, os canaviais começaram a ser implementados, inicialmente em
porções litorâneas, e depois também no interior do País, concentrando-se
sobretudo em áreas do Nordeste e Sudeste. Segundo o Instituto de Economia Agrícola, do Estado de São Paulo, uma das regiões de destaque na evolução da produção canavieira é o município de Ribeirão Preto.
A cana produzida para exportação era cultivada em monocultura,
em grande escala e tinha o escravismo como base das relações sociais de
produção. Os escravos, primeiramente indígenas e posteriormente
africanos, cultivavam, cortavam e levavam a cana ao engenho. Lá, era
moída e o caldo fervido até formar uma garapa para ser cristalizada e
dar origem aos torrões exportados para a Europa.
Depois de oscilações da indústria açucareira brasileira, com a
urbanização europeia e o crescimento populacional, em meados do século
20, os engenhos foram substituídos pelas usinas sucroalcooleiras.
De acordo com o Knoema,
atlas mundial de dados, o Brasil ainda é o maior produtor de cana do
mundo. Só em 2019, por exemplo, foram produzidas mais de 700 milhões de
toneladas de cana-de-açúcar no Brasil. Dessa quantidade, originaram-se milhões de toneladas de açúcar e bilhões de litros de etanol.
Impactos ambientais na produção de cana-de-açúcar
As consequências socioambientais do ciclo produtivo do açúcar no
Brasil foram diversas. A escravização e a aculturação provocaram
modificações e até mesmo extinção das tradições culturais dos indígenas.
Muitas vezes, por meio de violência, os povos originários eram expulsos
das terras consideradas boas para o plantio da cana. Doenças europeias,
como varíola e sarampo, infectaram os indígenas causando milhares de
mortes.
A fauna e a flora também foram impactadas. Animais do domínio biótico
euroasiático foram introduzidos no País modificando a fauna brasileira,
tais como porcos, galinhas, ovelhas, cabras e bois. Os bois eram
utilizados como força motriz para a moenda nos engenhos. Eram
necessários aproximadamente 100 animais, com expectativa de vida que não
passava de dois anos.
Para limpar o terreno para o plantio, a queimada era uma das práticas
mais utilizadas. Em solos de floresta tropical, esse processo destruiu
as micorrizas, associação entre fungos e raízes de algumas plantas. Elas
são importantes para absorção de água e sais minerais.
Além disso, as técnicas e conhecimentos oriundos da Europa muitas
vezes eram inadequados ao ambiente tropical. Dessa forma, a produção de
derivados da cana causou modificações contínuas no território
brasileiro. A retirada da cobertura vegetal foi um dos efeitos mais
nítidos e atingiu primeiramente a Mata Atlântica.
Para os senhores de engenho, a Mata Atlântica era o local no qual
obtinham a madeira necessária para as construções do engenho. Mas também
para alimentar as fornalhas e onde encontravam os melhores solos para o
cultivo da cana-de-açúcar.
Dados
De acordo com um levantamento e estimativa de Gelze Rodrigues e Jurandyr Ross, considerando a produção de 600 toneladas de biomassa por hectare, estima-se que nos períodos colonial e imperial o volume de biomassa eliminado devido ao plantio da cana-de-açúcar tenha sido entre 185.850.000 a 450.000.000 toneladas, sendo que grande parte foi queimada nas fornalhas dos engenhos.
O impacto na área é ainda maior ao se considerar que a biodiversidade
dessa floresta dificilmente é recuperada após ação antrópica.
Desde o período colonial, as florestas da Mata Atlântica foram
reduzidas a 7% de sua cobertura original. Tendo as áreas específicas
apenas 1% da cobertura remanescente. Isso aconteceu devido à extração
predatória do pau-brasil, a produção cafeeira, a extração de madeira e
ao ciclo da cana-de-açúcar.
Usos da cana-de-açúcar
Grande parte da cana-de-açúcar é destinada ao setor
sucroalcooleiro dedicado à produção de etanol e açúcar. Para
processá-la, inicia-se com a moagem que faz escorrer o açúcar em estado
líquido, também chamado de caldo de cana. Ao ferver este caldo, o
excesso de água evapora se transformando em açúcar. Se ele for
fermentado, vira álcool.
Da cana-de-açúcar também retiram a cera, que tem
propriedades importantes na confecção de outros produtos para as
indústrias alimentícia, farmacêutica, química, cosmética e de limpeza.
Ela é extraída da torta de filtro, um resíduo da indústria de cana. Ele
pode ser uma alternativa às ceras vegetais, animais e sintéticas.
Os resíduos de cana-de-açúcar também são utilizados
para fins distintos. Comumente, a vinhaça, um resíduo que sobra depois
da destilação do caldo de cana fermentado, é utilizada na área de
cultivo como fertirrigação.
Entretanto, estudos já
mostraram que esse uso traz efeitos negativos ao meio ambiente,
causando contaminação de lençóis freáticos com potássio, e também:
Por outro lado, outros estudos já reconhecem a possibilidade de utilizar os resíduos da cana-de-açúcar para a produção de biogás. A substância pode ser usada, por exemplo, como fonte de energia para cogeração de energia nas caldeiras da usina.
Aristóteles dividia os governos em seis. Considerava o melhor deles,
aquele dirigido por um homem bom só voltado para o povo, mais fácil de
encontrar-se numa monarquia. O segundo seria o da aristocracia, com um
grupo de homens dedicados a governar para a comunidade.O terceiro melhor
seria a politia, quando o povo se dedica a procurar o bem da
coletividade na escolha de seus dirigentes, mais do que seu interesse
pessoal. Politia vem de “polis”, cidade, pois a Grécia desde os aqueus,
dórios, jônios era um conjunto de cidades-Estado, que só se unificaram
com os macedônios e Alexandre, que, de resto, foi discípulo do filósofo.
Enumerava, em seguida, os governos maus, sendo o menos ruim a
democracia, governo do povo voltado para si mais do que para a
comunidade. “Demos” em grego é povo. Depois vinha a plutocracia, um
grupo de homens maus governando e, por fim, a pior das formas, ou seja, a
tirania.
Norberto Bobbio, quando proferiu uma série de palestras sobre as
formas de governo, coletânea publicada pela UNB, realçou a importância
da divisão de Aristóteles para a compreensão de uma teoria do poder,
algo que, de forma mais modesta, embora mais abrangente, procurei
esclarecer no meu livro “Uma Breve Teoria do Poder”, cuja quarta edição
foi prefaciada por Michel Temer, tendo as anteriores sido apresentadas
por Ney Prado e António Paim (Ed. Resistência Cultural).
Por que trago estas considerações aos meus amigos leitores? É que me
causou surpresa que em relação ao desfile oficial de 7 de setembro, a
maior parte do trajeto percorrido pelo carro com o Presidente da
República estava repleta de seguranças, mas sem povo, apenas um pequeno
número de populares perante o palanque oficial repleto de autoridades do
Supremo Tribunal Federal e do Governo Lula, além do Presidente do
Senado e a ausência do presidente da Casa do Povo.
Enquanto a ausência popular se fazia notar em Brasília, a Avenida
Paulista estava completamente lotada por centenas de milhares de
brasileiros, que mostravam seu descontentamento com a interferência
permanente nos direitos individuais e na liberdade de expressão por
parte do Pretório Excelso, pedindo medidas do Congresso para corrigir as
distorções da aplicação da lei suprema, que entendiam fragilizar a
democracia.
A escassez do povo no evento dos que se autointitulam defensores da
democracia e a multidão de brasileiros na manifestação dos que são o
povo e se sentem perseguidos pelos pretendidos protetores democráticos
que estão reescrevendo a Constituição promulgada pelos Constituintes de
88, constituem, pelo menos, matéria para reflexão, principalmente agora
em que se vê o povo que deu vitória a Gonzalez, em multidão nas ruas, e o
sanguinário ditador do país se autoproclamando vencedor de uma eleição
sem provas e sem gente nas ruas para mostrar-lhe simpatia.
À evidência, não há como comparar o Brasil com a Venezuela, pois
ainda podemos expressar nossas opiniões, com poucos riscos de prisão,
muito embora o interminável inquérito das “fake news” tenha feito suas
vítimas, sendo o Brasil bem diferente da Venezuela.
O certo, todavia, é que esta tensão permanente entre o STF, o povo e o
Congresso, com a primeira vez na história do país uma multidão vir às
ruas para pedir impeachment de um Ministro da Suprema Corte, é
perniciosa para a nossa democracia.
Não seria o caso, pois, de os Ministros do STF, voltarem a ser o que
eram os magistrados da época do Ministro Moreira Alves, quando o Supremo
Tribunal Federal era a Instituição mais respeitada do país?
Se voltassem a ser, teríamos a harmonia e independência dos Poderes e
isto seria bom para o povo, para a democracia e para o país.
O POVO e o governo, por Ives Gandra da Silva Martins – News Rondônia
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das
universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São
Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme),
Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal –
1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina),
San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris
causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS,
catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho
Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia
Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo
(Iasp).
A importância de cultivar amizades com pessoas mais velhas vai além
da simples troca de experiências; é uma oportunidade valiosa de
aprendizado e crescimento pessoal.
É o que sugere o estudo Harvard Study of Adult Development, desenvolvido
pela centenária instituição de Massachusets, que acompanhou a vida de
centenas de pessoas ao longo de mais de 80 anos.
O risco de contrair câncer aumenta à medida que você envelhece. Veja os tipos mais comuns em idosos e como prevenir.
Os cientistas tinham como objetivo entender como os relacionamentos
interpessoais, independentemente da idade, são fundamentais para o
bem-estar e a longevidade.
Ao final do experimento, o estudo revelou que aqueles que mantinham
conexões sociais fortes e significativas viviam mais e tinham uma melhor saúde física e mental.
Benefícios da amizade entre diferentes gerações
Forbes Saúde – Arthur Guerra
Amizades com pessoas mais velhas, em particular, oferecem uma
perspectiva única sobre a vida. Elas trazem consigo uma riqueza de
experiências, sabedoria acumulada e conselhos que podem orientar
decisões importantes. Além disso, essas amizades promovem a empatia e a
compreensão entre gerações, ajudando a combater estereótipos
relacionados à idade.
Ainda de acordo com os especialistas, esses laços intergeracionais
não só enriquecem a vida dos mais jovens, oferecendo orientação e apoio,
mas também proporcionam aos mais velhos um senso de propósito e
conexão.
Dessa forma, os resultados obtidos no estudo levaram os cientistas a
concluir que fazer amizades com pessoas mais velhas é uma maneira eficaz
de fortalecer redes de apoio, melhorar a saúde emocional e contribuir
para uma sociedade mais coesa e compreensiva.
Os poderosos benefícios da amizade entre diferentes gerações As
pessoas podem colher frutos não apenas se conseguem ampliar a sua rede
de relacionamentos, mas principalmente se têm um grupo de amigos
etariamente diverso.
Você já deve ter lido em algum lugar que a solidão pode ser perigosa
para a saúde física e mental e que ela comprovadamente é capaz de
reduzir a expectativa de vida.
Uma coisa interessante é que algumas pesquisas sugerem que as pessoas
podem colher benefícios não apenas se conseguem ampliar a sua rede de
relacionamentos, mas principalmente se têm um grupo de amigos
etariamente diversificado, ou seja, faz bem ter amigos mais novos, se
você tem mais idade, e mais velhos, se você é mais jovem.
Lamentavelmente, há um estigma que inibe a formação de laços – tanto
sociais quanto amorosos – entre pessoas de diferentes gerações. Duas
pessoas de idades muito distintas tornarem-se amigas muitas vezes causa
um estranhamento tão grande que é quase como se beirasse a desconfiança.
“Por que essa pessoa se aproximou daquela? Tem coisa nisso”. Você já
deve ter escutado algo do gênero ou lido algo parecido nas redes
sociais.
Acontece que amizade entre diferentes gerações pode trazer benefícios poderosos. Relato alguns.
Experiência. Isso não é regra, claro, mas imagina-se que pessoas
mais idosas tenham vivenciado e experimentado um número maior de
situações. A tal “experiência” de vida, de que tanto se fala, não
significa que o mais velho sabe mais do que o mais novo, mas que tem uma
bagagem mais diversificada, teve mais tempo de desenvolver habilidades
no local de trabalho, o que pode contribuir para que o mais novo amplie a
sua e aprenda com o mais velho.
Novas perspectivas. Pessoas mais novas, especialmente as da geração
digital, se relacionam com a tecnologia de forma muito natural. Para
elas, o uso da tecnologia é uma forma de experimentar o mundo. É muito
interessante ver como pode ser positiva a troca entre pessoas que
nasceram em um mundo analógico e aquelas que nasceram na era digital.
Para ambas as gerações, ajuda a refrescar as suas perspectivas.
Criatividade e produtividade. Um levantamento feito em 2019 pela
organização americana AARP, dedicada a empoderar pessoas acima de 50
anos, apontou que é no trabalho que há mais chances de se estabelecerem
laços de amizade entre gerações diferentes. Muitas empresas, inclusive,
têm privilegiado formar grupos cujos membros têm idades bem diversas. Os
mais velhos, segundo essa pesquisa, dizem que seus colegas mais jovens
trazem criatividade e diversão ao ambiente de trabalho, além de novas
habilidades e conhecimentos. Já os mais jovens dizem que seus colegas
mais velhos são ótimos “professores” em potencial e que tornam o local
de trabalho mais produtivo.
A idade às vezes pode ser um obstáculo inconsciente ou mesmo
consciente para formar novas amizades, mas, quanto menos você se
concentrar nela e direcionar sua atenção para a pessoa com quem está
falando, melhor será. Aproveite disso.
Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da
Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e
não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus
editores.
Leia mais em:
https://forbes.com.br/forbessaude/2022/11/arthur-guerra-os-poderosos-beneficios-da-amizade-entre-diferentes-geracoes/
Isso foi escrito por Michael Scriven na revista de filosofia Mind em 1951, em um artigo intitulado Anúncios Paradoxais.
E se um estudioso como Scriven ficou entusiasmado com isso, vale a
pena prestar atenção, embora – como ele mesmo indicou – outros
acadêmicos tenham considerado esse paradoxo “um tanto frívolo”.
No entanto, observou ele, eles não levaram em conta uma reviravolta no final.
Assim, tornou-se um dos paradoxos mais comentados por ilustres
filósofos e matemáticos. Apesar disso, ainda não foi alcançado um
consenso sobre a solução correta.
De acordo com várias fontes, incluindo a Oxford Reference,
o paradoxo foi descoberto pelo matemático sueco Lennart Ekbom (nascido
em 1919) depois de ouvir um anúncio da empresa pública de radiodifusão
em 1943 ou 1944.
Foi alertado que seria feito um exercício de defesa civil na semana
seguinte, mas – para testar a eficiência das unidades – ninguém saberia
com antecedência ou poderia prever em que dia ocorreria.
Ekbom percebeu que o anúncio envolvia um paradoxo lógico, então discutiu o assunto com seus alunos de matemática e filosofia.
Em 1947, disse o próprio Ekbom, um desses estudantes visitou a
Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, onde ouviu o famoso
matemático Kurt Godel mencionar o paradoxo com uma história diferente.
Certamente, naquela década, diversas versões do paradoxo começaram a
circular em diferentes lugares com histórias diferentes, mas com as
mesmas incógnitas.
Mas o que vamos contar é aquele escolhido pelo popular escritor americano de ciência e matemática Martin Gardner em seu livro Enforcamento Inesperado e Outros Entretenimentos Matemáticos.
Impossível
A história do paradoxo começou em um sábado.
Um juiz, famoso por ser alguém que sempre cumpriu sua palavra e por
determinar e cumprir suas sentenças à risca, sentenciou um prisioneiro à
morte.
“O enforcamento ocorrerá ao meio-dia, num dos próximos sete dias”, disse ele ao prisioneiro.
“Mas você não saberá a data até ser informado na manhã do dia do enforcamento.”
O preso, acompanhado de seu advogado, voltou para a cela.
Assim que ficaram a sós, o advogado, com um grande sorriso, disse:
“Você percebe? É impossível que a sentença do juiz seja executada.”
“Do que você está falando?”, o prisioneiro respondeu, confuso.
“Deixe-me explicar para você:
Obviamente, não podem enforcá-lo no próximo sábado, porque é o último
dia da semana e, se você estivesse vivo na sexta-feira à tarde, saberia
de antemão com absoluta certeza que o enforcamento seria no sábado.
Lembre-se que o juiz disse que ‘você não saberá que dia será até ser informado na manhã desse dia’”.
“Se você descobrir na sexta-feira, antes que lhe digam no sábado de manhã, isso violaria a decisão do juiz.”
“Assim, o sábado foi completamente descartado, deixando a sexta-feira como o último dia em que poderiam executá-lo.”
“Mas não podem enforcá-lo na sexta-feira”, continuou o advogado,
“porque na tarde de quinta-feira só restariam dois dias possíveis: sexta
e sábado”.
“Como o sábado está descartado, você saberia que o enforcamento teria
que ser na sexta-feira… e saber isso violaria a decisão do juiz.
Portanto, sexta-feira está descartada. Isso nos deixa com quinta-feira
como o último dia possível.”
“Eu entendo”, disse o prisioneiro com alívio.
“Exatamente da mesma forma posso descartar quinta, quarta, terça e segunda.”
“Isso só sai amanhã. Mas eles não podem me enforcar amanhã porque eu sei hoje!”
A decisão do juiz parece autorrefutante.
Embora não haja nada de logicamente contraditório nas duas afirmações
que compõem a decisão, esta não pode ser concretizada na prática.
Até agora, é um quebra-cabeça lógico divertido, embora talvez, como
disseram alguns filósofos antes de Scriven, “um pouco frívolo”.
Apenas…
A vez
Graças à lógica do advogado, o preso permaneceu calmo na cela.
Mas para sua grande surpresa, na manhã de quarta-feira o carrasco anunciou que ele morreria ao meio-dia.
É evidente que ele não esperava por isso, até ser informado naquele
momento, de modo que a sentença do juiz foi efetivamente executada da
forma como foi proferida.
Você pode conhecer esse paradoxo como o exame surpresa, com uma
professora anunciando que fará o exame na semana seguinte e uma aluna
apontando que isso seria impossível, já que ela o anunciou.
Depois de eliminar os dias da semana com a mesma lógica do advogado
do enforcado, a estudante convence os colegas de que não haverá prova,
apenas para ser surpreendida na terça-feira com a prova inesperada.
De qualquer forma, o que é desconcertante é o resultado.
Como isso pode acontecer se os argumentos anteriores são tão razoáveis?
“Acho que essa nuance de lógica refutada pelo mundo torna o paradoxo tão fascinante”, observou Scriven.
“O lógico repassa pateticamente os movimentos que sempre fizeram o
feitiço funcionar, mas, por algum motivo, o monstro, a realidade, não
entende a ideia e segue em frente.”
Falhas, conhecimento e gatos
Apesar de muitos esforços, ainda não foi alcançada uma resolução
satisfatória do paradoxo e ele continua perturbando algumas mentes.
Os da escola lógica tendem a tentar expor falhas no paradoxo,
enquanto os da escola epistemológica concentram-se mais em questões como
o significado do conhecimento.
Talvez, a rigor, o único dia em que ele não se surpreenderia se fosse
executado fosse sábado, pois saberia na sexta-feira que isso
aconteceria.
Mas na quinta-feira ainda teria dois dias possíveis e ainda não teria
o conhecimento que só poderia adquirir depois de sobreviver à
sexta-feira.
Ou, de repente, o preso caiu na armadilha do juiz, que antecipou que,
ao pronunciar a sentença desta forma, o convidaria a chegar àquela
conclusão lógica, tornando a surpresa ainda maior.
Mas, nesse caso, o que aconteceria se o condenado fosse um pessimista
inveterado: não importa o que o seu advogado lhe dissesse, ele estaria
sempre convencido de que o pior lhe aconteceria.
Nesse caso, ele não morreria porque todos os dias acordaria com a certeza de que viriam enforcá-lo.
Em outra direção, há quem tenha encontrado analogias com a mecânica
quântica, que relacione o paradoxo ao gato de Schrödinger ao princípio
da complementaridade.
Como?
Bem, falando de maneira geral, eu começaria com estas linhas:
Você se lembra do momento em que o gato de Schrödinger ficou preso
naquela caixa fechada com um frasco de veneno que pode ou não estar
quebrado?
Antes de descobrir o que aconteceu com o animal, segundo o formalismo quântico, o gato está vivo e morto ao mesmo tempo.
No caso do condenado, a lógica o levou a descartar todos os dias
possíveis, mas assim que o fez, ficou vulnerável à surpresa, então teve
que incluí-los novamente, e, novamente, descartá-los, e…
No final, tal como o gato, ele estaria simultaneamente em dois estados: a salvo de tudo e a salvo de nada.
Poderia ser… e poderia não ser. Sobre o paradoxo do enforcamento ainda não há um veredicto.
Um “divórcio grisalho” refere-se ao fenômeno de adultos mais velhos,
tipicamente com 50 anos ou mais, terminando seus casamentos. Muitos se
perguntam por que um casal que permaneceu junto por tanto tempo só
percebe muito mais tarde que não é certo um para o outro.
No entanto, é essencial lembrar que as pessoas podem aprender o que é
certo ou errado para elas em qualquer momento de suas vidas e que, às
vezes, leva anos para agir sobre essa percepção transformadora.
Então, o que finalmente leva ao ponto de ruptura após anos juntos? Um
estudo recente publicado no “Journal of Social and Personal
Relationships” explorou as experiências de 44 divorciados—com 60 anos ou
mais—e descobriu que geralmente há um processo em duas fases por trás
do movimento dos divórcios em idade avançada.
Aqui estão duas razões pelas quais os casamentos duradouros terminam em divórcio grisalho, de acordo com o estudo.Permanecem juntos enquanto se afastam
Os pesquisadores descobriram que a primeira fase que leva a um
divórcio grisalho muitas vezes envolve uma insatisfação de longo prazo
no casamento, com os casais permanecendo juntos apesar disso.
Ex-cônjuges relataram se afastar devido a casos de infidelidade,
abuso verbal e controle pelo outro, percebendo sua incompatibilidade
devido a diferenças de caráter e falta de comunicação, ou passando por
desenvolvimento pessoal, o que criou uma distância entre eles quando seu
parceiro não opta por seguir o mesmo caminho.
Essa insatisfação os motivou a buscar o divórcio, mas eles
frequentemente permaneceram juntos por mais tempo por causa dos filhos e
devido à dependência financeira do cônjuge, aderindo às normas sociais
de sua época e evitando o estigma associado ao divórcio.
Por exemplo, um casal do estudo, Dan de 69 anos e Rachel de 68,
explica suas perspectivas divergentes sobre o fim de seu casamento após
32 anos juntos.
“Ele estudava com meninas de vinte e cinco anos e, de repente, tirou a
carteira de motorista de motocicleta, e não aparecia mais para casa.
Pela experiência da traição duradoura e das mentiras que também foram
contadas ao longo de todos esses anos, foram 10 anos. Eu realmente
queria me divorciar há muito, muito tempo, mas o argumento era não
desmembrar a família porque havia a filha que estava em casa”, diz
Rachel.
Em contraste, Dan diz: “fui estudar e um mundo incrível se abriu para
mim, no qual eu queria muito, muito que minha ex-esposa fosse minha
parceira. No início, ela concordou, e foi muito divertido. Em algum
momento, ela ou se cansou ou não se interessou mais. Já não tínhamos
mais os tópicos usuais de conversa. O divórcio foi essencialmente uma
parada final em um processo que havia começado anos antes. E com toda a
suspeita de que eu tinha alguém, o que ela se prendeu foi à minha
infidelidade. Que começou ali. Mas não começou dali.”
Outra participante, Ruth, de 68 anos e anteriormente casada por 44
anos, descreve como as diferenças de personalidade e os estilos de
comunicação falhos desgastaram seu casamento, mas as circunstâncias
socioculturais atrasaram o divórcio.
“Sou uma pessoa muito calorosa, muito emocional, muito abraçadora,
muito amorosa, e meu parceiro era muito frio, muito inteligente. Fomos
arrastados para discussões intermináveis sobre quem estava certo, que
palavra foi dita, em que tom foi dita e qual punição era devida por
isso. Foi exaustivo,” diz Ruth.
“Por muitos anos eu quis me divorciar, e provavelmente não fui forte o
suficiente para fazer isso. Nos primeiros anos era tão imatura, nos
anos 1970, o que significava divorciar? Naquela época não tínhamos
exemplos. Demorei um pouco para acreditar que estava em uma situação que
realmente não era boa,” acrescenta Ruth.Quando finalmente percebem que o casamento deve acabar
Os pesquisadores sugerem que a segunda fase do casamento que culmina
em um divórcio grisalho é quando a decisão é finalizada após anos de
crescente angústia conjugal, devido a pontos de virada significativos
onde o casamento desmorona completamente.
Esses “pontos sem retorno” incluem eventos específicos, como um
evento público que expõe a relação tensa do casal, instâncias ampliadas
de desonestidade conjugal ou financeira, ou casos extremos de abuso
físico, econômico ou emocional. Isso frequentemente leva a um momento de
clareza e decisão sobre se divorciar.
Além disso, os participantes explicam como estavam em uma posição
melhor para se divorciar devido a mudanças na estrutura familiar, como
finalmente ter um “ninho vazio”, mudanças nas normas socioculturais com o
passar do tempo, ganho de maturidade emocional e um forte desejo de
aproveitar o restante de suas vidas.
“O ex-casal David, de 70 anos, e Miriam, de 69 anos, se divorciou
após 40 anos de casamento, devido a infidelidades contínuas e ao
comportamento desrespeitoso de David desde o início do casamento. O
ponto sem retorno foi a festa de 60 anos de David, para a qual várias
das parceiras românticas do marido foram convidadas. Miriam deu um
ultimato a David sobre convidar essas mulheres para o evento, o que foi
ignorado. Esse foi o momento em que ela decidiu se divorciar. A
exposição pública de um relacionamento conjugal ruim nos força a
enfrentar a realidade do casamento e promove a percepção de que a
mudança é necessária”, escrevem os pesquisadores.
Outro ex-casal, Sarah, de 62 anos, e Jacob, de 66 anos, foram casados
por 35 anos, mas se divorciaram quando Jacob se sentiu profundamente
desvalorizado e desrespeitado por ela, e Sarah subitamente descobriu
sobre sua infidelidade. Para Sarah, a recusa dele em admitir a
infidelidade ou buscar aconselhamento de casal impactou sua decisão mais
do que o próprio ato. Jacob teve um ponto de ruptura diferente.
“Na véspera de um feriado, comprei presentes para todos e os
entreguei para minha esposa e filhos. Ela me diz: ‘não comprei nada para
você, vá ao centro amanhã e compre algo para você mesmo.’ Isso foi tão
representativo – se vire – eu não devo fazer nada a respeito. É
insignificante, né? Tomei uma espécie de decisão de que os 20-25 anos
que me restam, iria vivê-los como achasse melhor. E isso me levou a sair
de casa,” explica Jacob.
Essas histórias vulneráveis são um lembrete para detectar os sinais
de tensão conjugal cedo e abordá-los prontamente. O divórcio grisalho
muitas vezes está enraizado em questões profundas, pontos de virada
significativos e evoluções pessoais que se estendem por muitos anos.
Envolve navegar por emoções complexas, expectativas sociais e as
praticidades de recomeçar.
No entanto, esses indivíduos demonstram uma resiliência notável e uma
determinação em buscar a felicidade em seus anos restantes, provando
que nunca é tarde para reavaliar seu caminho e fazer mudanças que
estejam alinhadas com seu crescimento pessoal e bem-estar. Uma vida
autêntica e gratificante sempre vale a pena ser perseguida,
independentemente da idade.