terça-feira, 17 de setembro de 2024

INDÚSTRIA DO PETRÓLEO CRESECE NO PAIS NA CONTRAMÃO DO DISCURSO DO GOVERNO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE

rasil e Mundo Produção de combustíveis fósseis cresce no país

Indústria do petróleo cresce rápido no país e já fala em apagão de mão de obra

Byvaleon

Set 17, 2024

História de NICOLA PAMPLONA – Folha de S. Paulo

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Apesar pressões de ambientalistas pela redução da produção de combustíveis fósseis, a indústria brasileira de exploração de petróleo vive um cenário de pujança e se aproxima do recorde de atividade ocorrido em 2014.

Os números de sondas de perfuração e de embarcações de apoio a plataformas está próximo do pico daquele período e o emprego formal no setor cresceu mais de 40% desde 2020, quando entrou em vigor o novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Empresas prestadoras de serviços já enfrentam gargalos na contratação de mão de obra e estudam incentivos à qualificação de pessoal para sustentar o crescimento previsto para os próximos anos, quando o recorde da atividade deve ser batido.

“Nossas análises indicam que, até 2029, o setor não para de crescer, apenas com os investimentos já contratados em plataformas”, diz Telmo Ghiorzi, secretário executivo da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo).

As petroleiras em operação no país já comunicaram à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) planos para a instalação de 42 novas unidades de produção entre 2024 e 2028, período em que o setor deve receber cerca R$ 500 bilhões em investimentos.

A ANP prevê outros R$ 24 bilhões para a atividade de exploração, que contempla a busca de novas reservas e também passa por um momento de aquecimento no país. O número e blocos exploratórios hoje sob contrato é o maior da história, segundo a agência.

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Roberto Ardenghy diz que o cenário reflete o amadurecimento das descobertas do pré-sal e a atratividade do petróleo brasileiro, que tem menos enxofre e emite menos gases do efeito estufa em sua produção.

Segundo ele, o acelerado crescimento gera o risco de um “apagão de mão de obra” no setor. “Não estamos formando quantidade suficiente de pessoas. Não existe hoje estratégia de formação de recursos humanos para esse setor”, afirma.

Apenas para 14 plataformas previstas previstas pela Petrobras, calcula, são necessárias cerca de oito mil pessoas embarcadas. Ardenghy ressalta a elevada qualificação dos profissionais necessários e os elevados ganhos: o setor paga 5,7 vezes a média salarial do mesmo profissional em outras indústrias.

O problema afeta também prestadores de serviço da estatal. A Ocyan, por exemplo, este mês abriu processo para contratar 500 profissionais para contrato de manutenção de plataformas da Petrobras e vem tendo dificuldade para preencher as vagas.

“O grande gargalo, quando falamos do aquecimento vigoroso do setor, é mão de obra, como empresas vão achar no mercado a quantidade de profissionais que precisam”, diz o presidente da companhia, Jorge Mitidieri.

Mesmo problema vive o segmento de embarcações de apoio à produção, que presta serviços como o transporte de insumos e lançamento de equipamentos submarinos. O setor pede apoio da Marinha para impulsionar a formação de pessoal.

O Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) questiona o volume de subsídios governamentais que vem contribuindo para o crescimento do setor. Estudo recente do instituto aponta que foram R$ 260 bilhões entre 2015 e 2023.

A assessora política do instituto, Alessandra Cardoso, diz que a falta de debate sobre os subsídios demonstra incoerência com o esforço do governo para fazer do Brasil protagonista do processo de transição energética global.

“O governo argumenta que nosso problema de emissões está associado ao desmatamento e ao uso da terra, que nossa matriz é muito limpa e as emissões do setor de óleo e gás é pequena comparativamente a outros países”, afirma. “É uma narrativa completamente irresponsável e vazia.”

Esta semana, a ONG ambientalista 350.org pediu que o governo brasileiro, enquanto ocupa a presidência do G20, pressione por menção à redução da produção de combustíveis fósseis no comunicado final do encontro do grupo, que ocorre em novembro, no Rio de Janeiro.

“O Brasil tem a imensa responsabilidade de enviar sinais audaciosos e ambiciosos aos países do mundo, especialmente os mais ricos, de que devemos cortar a causa da crise climática pela raiz: parando de queimar óleo, gás e carvão e financiando uma transição justa”, disse Maria Victoria Emanuelli, ativista sênior para a América Latina.

Governo e petroleiras alegam que o petróleo continuará sendo consumido e que, com uma produção menos poluente que a de outros países, o Brasil ajuda a descarbonizar essa indústria. “Se o Brasil parar de produzir petróleo, o mundo vai emitir mais”, argumenta Ardenghy, do IBP.

Ele destaca ainda os impactos econômicos e fiscais da atividade. Nos últimos anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor foi um dos motores do PIB -no segundo trimestre, por exemplo, ajudou a industria extrativa brasileira a crescer 1% em relação ao mesmo período de 2023.

A previsão é os investimentos atuais levem a produção nacional de petróleo da casa dos 4 milhões para mais de 5 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2030. O setor defende que a abertura de novas fronteiras, como a margem equatorial, é fundamental para evitar retração na próxima década.

 

NA OPINIÃO DE HADDAD PREVISÃO DE DESASTRES AMBIENTAIS TÊM QUE ENTRAR NO ORÇAMENTO DA UNIÃO

 

História de Eduardo Laguna e Giordanna Neves – Jornal Estadão

SÃO PAULO E BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 16, que, em algum momento, o Orçamento terá de prever recursos a desastres decorrentes das mudanças climáticas.

“Em algum momento, vai ter de entrar (no Orçamento). Talvez o extraordinário não seja tão extraordinário daqui para frente”, declarou o ministro ao participar da premiação do jornal Valor Econômico a empresas que se destacaram pelo desempenho financeiro e práticas de sustentabilidade. “Vamos ter de levar em consideração isso de forma mais organizada”, acrescentou Haddad.

Conforme o ministro, será necessária uma adequação do orçamento prevendo recursos para ações de mitigação e adaptação se os gastos com eventos climáticos extremos tornarem-se recorrentes.

Conforme o ministro, os recursos liberados em apoio ao Rio Grande do Sul após as enchentes de maio não violaram o espírito do arcabouço fiscal Foto: Diogo Zacarias/MF

Conforme o ministro, os recursos liberados em apoio ao Rio Grande do Sul após as enchentes de maio não violaram o espírito do arcabouço fiscal Foto: Diogo Zacarias/MF

Ao falar do socorro após a tragédia climática no Rio Grande do Sul, cujos gastos extraordinários ficaram fora dos limites do arcabouço fiscal, Haddad descreveu a atuação do governo federal como “exemplar” do ponto de vista econômico. Conforme o ministro, os recursos liberados em apoio ao Rio Grande do Sul não violaram o espírito do arcabouço.

Ele destacou que, dois meses após o desastre, o Estado voltou a contratar e a bater recordes de arrecadação, em função da reativação da atividade econômica.

Haddad informou ainda que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apresentou nesta segunda-feira, 16, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano de combate aos incêndios que leva em consideração a experiência no enfrentamento das queimadas no Pantanal durante o ano passado.

ANDERSON FRANCO EMPRESÁRIO DO VALE DO AÇO COMPARTILHOU SUA INSPIRADORA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO NO QUADRO "RODA DA VIDA"

 

Academias Allp Fit

Empresário de origem humilde compartilhou sua inspiradora história de superação no quadro “Roda da Vida”, emocionando a plateia e Rodrigo Faro, com momentos marcantes, depoimentos e mostrando seu sucesso como empreendedor

O empresário Anderson Franco, convidado do quadro “Roda da Vida” no programa “A Hora do Faro”, emocionou a todos ao compartilhar sua história de superação e sucesso. O quadro, transmitido no último domingo (16), pela TV Record, destaca histórias de pessoas que transformaram suas vidas e impactaram positivamente a comunidade ao redor, fazendo a “roda girar”.

Durante a primeira parte do programa, o apresentador Rodrigo Faro conduziu uma entrevista emocionante, com vídeos e testemunhos de pessoas que fizeram parte da vida de Franco. Entre os depoimentos, destacaram-se os de seus irmãos Ruy, Jeferson, Reginaldo e Selma, além da Tia Lena, Inhanhá, e dos primos Luciano e Lucineia.

Em meio ao sentimento de nostalgia e carinho, o momento mais tocante foi quando Anderson não encontrou palavras para agradecer a sua maior apoiadora e pediu a Rodrigo que fosse ao encontro de sua mãe, Dona Marlene, que estava na plateia ao lado dos filhos do empresário mineiro, o casal de gêmeos Fernanda e Eduardo.

Faro explorou episódios marcantes da vida do empresário, como o período em que Anderson precisou dormir em um barracão com oito outras pessoas, e os desafios financeiros enfrentados por sua família. A história do presente de seu aniversário — um ovo inteiro para ele durante o almoço da família — destacou as dificuldades da infância de Anderson, o que tornou suas conquistas ainda mais significativas.

Sobre a experiência, Anderson Franco comentou: “O coração fica muito acelerado. Você vê um filme sobre sua vida, muitos depoimentos emocionantes. Como disse pro Rodrigo, foi tanta dificuldade durante o início da trajetória que você simplesmente não acredita onde está hoje, é um sentimento de gratidão eterno”.

Game show com famosos

O programa em homenagem ao empresário nascido em Alvinópolis também envolveu um desafio interativo. Duas duplas de convidados — Adriane Galisteu e a ex-BBB, Sarah Aline, representando o time feminino, e o ator André Gonçalves e o cantor Vitor Fernandes, pelo time masculino — tentaram adivinhar a profissão de Anderson. Durante a brincadeira, os depoimentos emocionantes e revelações sobre a vida de Anderson foram intercalados com palpites entre as equipes.

Para ajudar na adivinhação, as duplas tiveram acesso a uma prateleira com diversos objetos, alguns relacionados à profissão do CEO da Allp Fit. Apesar das dicas, nenhum dos times conseguiu acertar. Para a surpresa do auditório e das duplas, Anderson voltou ao palco usando um elegante terno, revelando sua verdadeira profissão como empresário e empreendedor. Na sequência, depoimentos emocionantes de seus filhos e familiares destacaram seu papel não apenas como um líder nos negócios, mas também como uma figura paterna inspiradora.

O convite feito pela produção do programa à equipe de Anderson Franco se deu por sua espetacular história de superação e ascensão representar a essência do quadro “Roda da Vida”, dedicado a narrar trajetórias emocionantes e inspiradoras de pessoas de destaque, que são exemplo para outros tantos brasileiros.

Trajetória

Nascido em Alvinópolis (MG), Anderson Franco construiu uma carreira sólida, a partir de uma infância muito simples. Hoje, lidera a Holding AFN, que controla mais de 250 empresas, e é multifranqueado de redes renomadas como Royal Face e Dental Vidas. Além disso, é o maior multifranqueado do Cartão de TODOS, cartão de descontos número um do país Brasil. Recentemente, Anderson tem se destacado pela expansão da rede de academias Allp Fit, que já conta com 26 unidades e projeta alcançar 100 até o final de 2024.

DIA DA COMPREENSÃO MUNDIAL PROCURA AMPLIAR O ENTENDIMENTO ENTRE AS PESSOAS

 

Karla Neto – Colunista

Nessa terça-feira(17), celebra o Dia da Compreensão Mundial. Apesar de não ser instituída por nenhum órgão oficial e tampouco haver certeza de sua origem, a data procura ampliar o entendimento entre as pessoas, ou seja, a paz entre as nações e os povos. Saber lidar com as variadas diferenças, respeitando e procurando entender os sentimentos do próximo, são nobres ideais para um mundo muito mais tranquilo

É um momento de reflexão: mesmo com tantos avanços em relação aos direitos humanos nas últimas décadas, vemos inúmeras notícias pela televisão ou pela Internet, que nos chocam por motivos variados, muito deles, banais. A diferença sempre se apresenta, pois sempre há também distintas divergências de ideologias, culturas, religião, orientação sexual, educação, entre outros.

Por isso há que se entender a importância de cada atitude pessoal como um fator que facilite a harmonia e a construção da diversidade de pensamentos. A flexibilidade e a tolerância são fundamentais para que a justa compreensão se realize.

UMA DICA: conte até 10 antes de praticar qualquer ato de impulso. Afinal, a  intransigência passa e  a vida fica. Pense nisso!

A data tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre uma das principais características que a humanidade deve ter para que haja o máximo de paz no planeta: a compreensão.

Compreensão não significa se anular como pessoa, afinal todos os indivíduos, assim como esteticamente são diferentes, também são em relação aos ideais de vida ou comportamento social. Essas diferenças são formadas por vários fatores, como faixa etária, geração, cultura, religião, educação e etc.

A grande questão proposta no Dia da Compreensão Mundial é justamente saber lidar com tantas diferenças, respeitando e procurando entender os sentimentos do próximo.

A ideia é fazer com que todos os líderes de governo e sociedade em geral pensem e equilibrem os seus julgamentos com paciência e respeito ao próximo.

A compreensão abrange os inúmeros tipos de preconceitos e atuais conflitos que existem em todas as sociedades, sejam étnicos, religiosos, sexuais ou socioeconômicos.

A ONU – Organização das Nações Unidas – criou também o Dia Internacional da Tolerância(O Dia Internacional da Tolerância é comemorado em 16 de novembro), que possui o mesmo objetivo que o da Compreensão Mundial: tornar as pessoas mais humanas e compreensíveis, tentando transformar o mundo em um lugar mais harmonioso para todos viverem.

Para uma cultura de paz é preciso aprender a lidar com as diferenças, respeitando e procurando entendê-las. A diversidade é uma das características mais preciosas da humanidade, é preciso valorizá-la cada vez mais.

As diferenças entre pessoas, regiões e nações são inúmeras, alguns dos fatores a serem considerados para compreender as diferenças individuais são: faixa etária, geração, gênero, cultura, religião, valores, educação, trabalho, necessidades de saúde, condições de habitação, história familiar, entre muitos outros.

Compreender o outro não significa se anular ou ter que aderir totalmente a estas ideias ou atitudes, mas sim é um exercício da empatia, que favorece o entendimento, a cooperação e a boa convivência, sendo assim, fundamental para a paz mundial e para a garantia de direitos das mais diversas populações.

Esta não é uma data oficialmente estabelecida por nenhuma instituição e pouco se sabe sobre a sua origem. Mesmo assim ela se faz muito importante para nos ajudar a refletir sobre esse tema tão fundamental para a sociedade.

MARK CUBAN PROPRIETÁRIO DO TIME DE BASQUETE DALLAS MAVERICKS É ATIVISTA EM QUESTÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

 

Redação StartSe

Mark Cuban é um investidor bilionário, empresário e personalidade da televisão americana, mais conhecido por ser o proprietário do time de basquete da NBA, o Dallas Mavericks, desde 2000. Cuban é também conhecido por suas opiniões francas e seu ativismo em questões sociais e econômicas.

Mark Cuban | Reprodução Morse

O Ghost Interview é um formato proprietário do Morse que recria narrativas em forma de entrevista para apresentar personalidades do mundo dos negócios, tecnologia e inovação. 

Mark Cuban é um investidor bilionário, empresário e personalidade da televisão americana, mais conhecido por ser o proprietário do time de basquete da NBA, o Dallas Mavericks, desde 2000. Cuban fez fortuna na onda da internet no final dos anos 90, vendendo sua empresa de streaming, a Broadcast.com, para a Yahoo! por 5,7 bilhões de dólares. 

Além dos Mavericks, ele possui participações em diversas empresas de entretenimento e tecnologia e é um dos “tubarões” no popular programa de TV “Shark Tank”, onde investe em startups e orienta empreendedores novatos. Cuban é também conhecido por suas opiniões francas e seu ativismo em questões sociais e econômicas.

Como você superou o medo inicial de abrir um negócio? 

O medo depende do seu contexto e de quanto você acha que tem a perder. Você pode ser jovem ou falido e não ter nada a perder. Nesse caso? Ou você descobre uma maneira de conseguir algo ou não consegue. Simples. É como Shark Tank – uma das razões pelas quais faço o programa é porque muitas crianças e famílias assistem – e isso ajuda as pessoas a superar a hesitação inicial em começar um negócio. 

O negócio é o seguinte: você só precisa ir lá e experimentar. Dar o primeiro passo é a sua maior vantagem competitiva; a maioria das pessoas não fará isso. Chamei meu livro de Como Vencer no Esporte dos Negócios por uma razão – sou competitivo . Se não estou fazendo algo, se não estou olhando para empresas, se não estou investindo algo nessas empresas, minha criatividade fica tipo, ‘ Mark, vamos lá, você tem que fazer alguma coisa! ‘ – é como jogar basquete – se você me colocar em uma quadra, mesmo que todo mundo seja 40 anos mais novo que eu, ainda vou tentar completar para vencer – esse é o espírito competitivo. Qualquer que seja o seu negócio, você precisa querer competir e vencer. Essa é a mentalidade.

Você está perto de atletas profissionais o tempo todo. O que você aprendeu com a maneira como eles vivem suas vidas que você acha que as pessoas podem colocar em prática por conta própria?

Algo que ouvi de um jogador e que repeti muitas vezes é: “Pratique até não errar”. Uma de Dirk Novitski foi: “Como você faz qualquer coisa é como você faz tudo”. Meus filhos estão tão cansados ​​de eu dizer isso. Pratique até que você não consiga errar, seja em vendas, seja em tecnologia, programação, seja o que for, você tem que continuar fazendo e continuar fazendo. 

Por que o esporte é tão frequentemente usado como analogia para os negócios? 

Os negócios e o esporte têm a ver com competição . Você não está trabalhando no vácuo e não pode voltar ao início quando está perdendo. Se eu descobrir a estratégia e ficar bem à sua frente, você não poderá simplesmente começar de novo. No esporte, assim como nos negócios, há alguém tentando tirar tudo de você. Seus concorrentes não ficam aí pensando: ‘ quer saber, vamos dividir o mercado …’ eles estão dizendo: ‘ quer saber, se eu tiver a chance de conquistar 100% do mercado, e puder fazê-lo legalmente , é exatamente isso que vou fazer… ‘ Seus concorrentes estão procurando o produto, ideia ou recurso que ofereça uma vantagem competitiva tão grande que possa tirar todos os seus clientes de você. É exatamente isso que eles vão fazer. Você precisa trabalhar como se alguém estivesse tentando tirar tudo de você, porque está.

Como você desenvolveu sua mentalidade empreendedora? 

Sempre fui competitivo, orientado para objetivos e autossuficiente. É como eu digo aos meus filhos: ‘ você tem que descobrir a vida… ‘ – Meu pai era da mesma forma; nenhum dos meus pais foi para a faculdade e então pensei, ‘ não podemos te ajudar… se você quiser fazer isso, você vai ter que descobrir… ‘ e foi assim que comecei. Percebi desde cedo que precisava desenvolver confiança nas vendas – fosse vendendo sacos de lixo de porta em porta ou qualquer outra coisa. Aprender a vender tirou um pouco do medo e me deu confiança para iniciar qualquer tipo de negócio.

Como você mantém seu foco nos negócios? 

Nos negócios, você pode se afogar em oportunidades. Quando as coisas estão indo bem, você permanece – ninguém quer desistir de algo que é divertido e está indo bem. é quando as coisas começam a desacelerar, ou você está preocupado com os concorrentes ou tem incertezas… então você começa a pensar: ‘ Sou um empreendedor, posso começar outra coisa… ‘ e esse é o maior desafio para qualquer empresa em crescimento – você acertar aquela primeira resistência, ou qualquer outro desafio, e começar a pensar ‘ será que eu pivoto porque isso é mais difícil do que eu pensava? Ou eu cavo? ‘ – depende de suas responsabilidades…. 

Sempre pensei primeiro nos meus colaboradores e clientes, não posso decepcioná-los – e eles sempre trazem meu foco de volta. Eu nunca quero ser o cara que diz: ‘ sim, eu queria fazer isso, mas não tive perseverança para aguentar… ‘ A necessidade é a mãe da invenção e, muitas vezes, você descobrirá que quando estiver com as costas contra a parede, é aí que terá suas melhores ideias. 

As pessoas muitas vezes são motivadas pelo medo, seja medo de deixar um legado, seja medo de falir. Essa é uma boa fonte?

Realmente depende de onde você está na sua vida. Quando eu tinha 20 e poucos anos e estava falido, tipo, minha vida quebrou, fiquei apavorado. Eu estava me divertindo, aproveitei minha vida. Mas você não está há dois, três anos fora da faculdade, dormindo no chão, acabando de ser demitido e pensando: Foi exatamente assim que planejei.

Estar nesse mesmo tipo de circunstâncias, quando você é mais velho, seja aos 30, 40 anos, seja lá o que for, isso é difícil. E é aí que muitas pessoas se encontram. E não se trata de… bem, Mark, você fez isso, então tem uma resposta. Não. Sempre digo às pessoas que a vida é meio aleatória. E isso é apenas uma realidade para todos. Eu tive sorte.

As pessoas têm a percepção de que quanto melhor você for, melhor será em suas vendas. Mas não é esse o caso, certo?

É tudo uma questão de me colocar no seu lugar. É: “Eu realmente acho que esta pode ser uma solução melhor para você. E se eu encontrar uma solução melhor para você, você fará negócios comigo? Porque a última coisa que preciso é que você vá lá e diga: “Mark me enganou”, ou não funcionou, ou ele vendeu demais e entregou menos. Portanto, estar qualificado, estar preparado e encontrar a melhor solução – é assim que você se torna um grande vendedor, entendendo o que seu cliente precisa e sendo capaz de colocá-lo em posição de sucesso. Sempre digo aos nossos vendedores: “Coloque seus clientes em posição de sucesso e você terá sucesso”.

E que tal um ponto de inflexão entre ser bem-sucedido e ultra-bem-sucedido? Você ao menos sente isso?

Ah, sim, acredite em mim, há uma enorme diferença entre ser milionário e bilionário, ou mesmo ter US$ 10 milhões ou US$ 25 milhões. Depois que vendi minha primeira empresa e tinha cerca de dois milhões e meio de dólares no banco, ainda mantive um orçamento. Ainda tenho esse orçamento, na verdade. E mantive um orçamento rigoroso todos os dias.

Qual é o principal erro dos empreendedores na sua visão?

Os empreendedores tentam acelerar o processar, eles tentam crescer muito rápido, um pensamento como “eu tenho que chegar a 1 milhão, 5 milhões, e vender rápido”. E na verdade não, você tem que continuar no negócio, e tem que gerar uma margem de dinheiro para pagar suas contas. Não é apenas sobre “Como eu sou grande”, é sobre “Eu sou lucrativo. Eu consigo estar nos negócios”. 

Como a Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem

A Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem de diversas maneiras:

1. Aumentando a visibilidade online:

  • Oferecendo um site profissional e otimizado para mecanismos de busca, aumentando a visibilidade da empresa na internet e atraindo mais visitantes.
  • Integração com ferramentas de marketing digital, como Google Ads e Facebook Ads, para alcançar um público mais amplo e direcionado.
  • Otimização do site para conversão, com formulários de contato e botões de ação que facilitam a interação com os clientes.

2. Melhorando a experiência do cliente:

  • Conteúdo informativo e relevante, que ajuda os clientes a encontrarem as informações que procuram e a entenderem os produtos e serviços da empresa.
  • Ferramentas de autoatendimento, como chat online e FAQs, que respondem às perguntas dos clientes de forma rápida e eficiente.
  • Design intuitivo e responsivo, que garante uma boa experiência de navegação em qualquer dispositivo.

3. Aumentando as vendas:

  • Integração com plataformas de e-commerce, permitindo que os clientes comprem produtos e serviços consultando diretamente no site.
  • Ferramentas de marketing automation, que automatizam o envio de emails e mensagens personalizadas para leads e clientes.
  • Análise de dados, que fornece insights sobre o comportamento dos clientes e ajuda a otimizar as campanhas de marketing.

4. Reduzindo custos:

  • Automação de tarefas repetitivas, como o envio de emails e a gestão de leads.
  • Otimização do site para SEO, que reduz a necessidade de investir em publicidade paga.
  • Integração com ferramentas de CRM, que ajuda a gerenciar o relacionamento com os clientes de forma mais eficiente.

5. Aumentando a produtividade:

  • Ferramentas de colaboração, como compartilhamento de arquivos e calendários, que facilitam o trabalho em equipe.
  • Integração com ferramentas de gestão de projetos, que ajuda a organizar e acompanhar o andamento das tarefas.
  • Automação de tarefas repetitivas, que libera tempo para os funcionários se concentrarem em atividades mais estratégicas.

A Plataforma Site Valeon é uma solução completa e acessível que pode ajudar empresas de todos os portes a crescerem.

Para saber mais, visite o site <valedoacoonline.com.br> ou entre em contato com a equipe de vendas pelo telefone (31) 98428-0590.

Contatos:

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Fone: (31) 8428-0590

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

GOVERNO APESAR DOS ALERTAS NÃO REAGIU A TEMPO PARA DEBELAR A IMENSA CRISE AMBIENTAL DO PAÍS

 asil e Mundo Governo fala muito e age pouco

Não foi por falta de aviso

Byvaleon

Set 16, 2024

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Se havia alguma dúvida sobre a letargia e a negligência do presidente Lula da Silva na administração da imensa crise ambiental do País, não há mais. Desde o início deste ano, o governo recebe alertas sobre os riscos da seca e das queimadas. Com essa leniência do Executivo, o Brasil assistiu ao avanço das chamas sobre o Pantanal, a Amazônia e o Cerrado, à destruição de lavouras em Estados como São Paulo e à dispersão da fumaça por pequenas e grandes cidades, com danos à saúde da população.

Documentos reunidos pelo Estadão mostram que ofícios, notas técnicas, atas de reuniões e processos judiciais já antecipavam os efeitos da estiagem e do fogo. O material ilustra bem, para dizer o mínimo, o descaso do governo. E o intolerável de tudo isso é saber que tantas perdas eram evitáveis ou poderiam ter sido minimizadas.

O cenário de catástrofe começou a ser desenhado no primeiro semestre. Especialistas já afirmavam que a seca antes da hora implicaria um quadro alarmante na reta final do ano, ainda mais devastador do que aquele registrado no governo de Jair Bolsonaro, aquele sobre quem recai a justa pecha de negacionista do clima e de inimigo da preservação.

Como mostrou o Estadão, o Ministério do Meio Ambiente publica desde fevereiro portarias com declaração de emergência ambiental e risco de incêndios em várias regiões do País. Além disso, enquanto a maior planície alagada do planeta era consumida pelo fogo, a ministra Marina Silva enviou, em junho, um ofício a Lula citando “emergência climática com alto risco de incêndios no Pantanal e na Amazônia”. Se a ministra esperava uma ação contundente do chefe, fracassou na empreitada.

O governo Lula recebeu, ainda, um pedido de socorro do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil). Em ofício, o chefe do Executivo estadual solicitou ajuda para reduzir ou mesmo evitar os impactos causados por um “possível desastre”.

Já em ações judiciais, os avisos partiram de Ministérios Públicos, comunidades indígenas e organizações ambientais e aparentemente também foram ignorados. Relatório do Observatório do Clima, anexado a uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), alertou que, no Pantanal, “a ausência de medidas rápidas, eficazes e contundentes contra o fogo levará à ruína o bioma”. O documento previu, ainda, seca “extremamente forte”, em agosto e setembro.

Especialistas ouvidos pelo Estadão expressaram inconformismo diante de tanta letargia do governo Lula da Silva. Trata-se de um sentimento bastante compreensível.

Como afirmou Pamela Gopi, estrategista da Frente de Justiça Climática do Greenpeace, “não dá para dizer que a situação não era esperada”, haja vista que “o governo tinha todos os indícios e informações para ter ações de mitigação e adaptação para este momento”. E, segundo o advogado Nauê Azevedo, especialista em litigância estratégica do Observatório do Clima, “vivemos um cenário de anomalia climática que já vinha sendo avisado havia muito tempo”.

O governo Lula diz que agiu, sim, mas não restam dúvidas de que faltou ao Executivo federal a antecipação de medidas, com mais rapidez e energia, promovendo ações firmes na prevenção e no combate às queimadas – criminosas ou não. Não bastam pajelança em anúncios tardios de enfrentamento do fogo nem a terceirização da culpa ao desmonte ambiental do governo anterior, ao El Niño, à La Niña, ao Congresso ou ao crime organizado.

O Brasil precisa de ações permanentes, e não apenas reativas, que sempre são adotadas pelo governo lulopetista apenas quando sob pressão. Um bom começo é colocar todas as estratégias de adaptação às mudanças climáticas dentro do Orçamento, sem malabarismos fiscais, para que a sociedade tenha previsibilidade dos efeitos dessa nova realidade e possa acompanhar o uso do dinheiro público no que é prioritário.

E nada mais prioritário do que o enfrentamento de eventos climáticos cada vez mais extremos. Que Lula da Silva e as demais autoridades públicas brasileiras passem do palavrório à ação.

MINISTRO DO STF AUTORIZA O GOVERNO GASTAR COM AS QUEIMADAS TIRANDO DA META FISCAL ESSE GASTO

 

História de admin3 – IstoÉ

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de autorizar o governo Lula a tirar as despesas decorrentes de ações para o enfrentamento às queimadas do limite de gastos do arcabouço e da meta fiscal foi vista com bons olhos pela Advocacia-Geral da União (AGU).

“O ministro Dino endereçou de forma adequada e justa a questão da regra fiscal aplicável ao reconhecer a excepcionalidade da emergência climática que o Brasil está enfrentando”, disse ao Estadão/Broadcast o ministro-chefe da AGU, Jorge Messias. “Trata-se de uma decisão corajosa e necessária do Supremo Tribunal Federal, que certamente auxiliará o governo nas inúmeras ações que já estão em curso.”

Como antecipou o Estadão/Broadcast na sexta-feira, 13, Dino já havia dado sinais de que pretendia permitir ao Executivo abrir créditos extraordinários para o combate ao que classificou como “pandemia de incêndios florestais”. Com isso, autorizou a administração federal a realizar despesas fora das restrições de gastos estabelecidas pelo arcabouço.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai editar uma Medida Provisória abrindo crédito extraordinário para reforçar as ações de enfrentamento aos incêndios no País. O valor ainda não está definido, mas a expectativa é de que seja no mínimo de R$ 500 milhões. O fogo começou no Pantanal e na Amazônia, mas a devastação se alastrou para outros Estados, como São Paulo, atingindo 58% do território brasileiro.

Embora a consultoria jurídica da AGU no Ministério do Planejamento tenha sustentado que “eventual crédito extraordinário aberto para prevenção e combate a queimadas (…) impactará o resultado primário do exercício”, Messias pretendia entrar com petição no STF, nesta segunda-feira, 16, esclarecendo essa leitura.

No entendimento da AGU, se fosse aberto crédito extraordinário para ações de enfrentamento aos incêndios sem uma decisão judicial que autorizasse a realização de despesas fora dos limites do arcabouço, o governo seria forçado a cortar gastos que já foram muito reduzidos ou até mesmo ajustar a meta fiscal.

Estadão/Broadcast apurou que Messias não entrará com outra manifestação por avaliar que a decisão de Dino resolveu o assunto. Na semana passada, a AGU também destacou que, no caso do pagamento de precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais), o Supremo já havia determinado que o cumprimento da decisão dispensasse a “observância de quaisquer limites legais e constitucionais ou condicionantes fiscais, financeiras ou orçamentárias aplicáveis para o pagamento”.

Com aquela decisão do STF, que derrubou a chamada PEC dos Precatórios, o governo Lula regularizou o pagamento de R$ 90 bilhões em precatórios, no ano passado, e adotou novos procedimentos para contabilizar essas despesas dentro do arcabouço fiscal.

Antes, a proposta de emenda constitucional que havia sido aprovada no governo Bolsonaro adiava esse desembolso, criando um teto para a quitação dos precatórios.

MARÇAL TOMA CADEIRADA DE DATENA NO DEBATE

 

História de Pedro Lima – Jornal Estadão

Os outros candidatos à Prefeitura de São Paulo que participaram do debate promovido pela TV Cultura neste domingo, 15, comentaram a agressão de José Luiz Datena (PSDB) contra Pablo Marçal (PRTB) durante o encontro. Guilherme Boulos (PSOL), Ricardo Nunes (MDB), Tabata Amaral (PSB) e Marina Helena (Novo) lamentaram o ocorrido, e emedebista reforçou que tucano foi “provocado” pelo influenciador antes de cadeirada.

O candidato do PSOL ressaltou que lamenta o episódio envolvendo os dois adversários, mas aproveitou a ocasião para alfinetar Marçal. “Não é com violência, por mais que a gente tenha candidatos rebaixados, que nós vamos conseguir melhorar a vida do povo de São Paulo. Lamento o desrespeito, a baixaria que, aliás, não veio desse debate. Quem tem acompanhado as eleições viu o nível baixo, a dificuldade de discutir proposta”, declarou Boulos.

Já o atual prefeito creditou parcela da culpa da agressão ao próprio empresário. “Hoje tivemos aqui esse momento lamentável. Uma perda para nossa democracia. A gente viu Datena perder a cabeça, mas ele foi provocado e foi defender a honra de sua sogra. Fez de forma errada, mas também não é correto essas ofensas para as pessoas. A gente precisa ter equilíbrio. Cuidar de uma cidade dessa é para pessoas equilibradas.”

Tabata se restringiu a lamentar o ocorrido que, segundo ela, é vergonhoso. “Lamento profundamente o que aconteceu aqui. Dá muita vergonha, é de revoltar a postura dos homens nesse debate. A baixaria, a agressividade, o desrespeito a quem nos acompanha”, disse.

A candidata do Novo chamou de “deprimente” o ocorrido. “Gente que cenas deprimentes que nós estamos vendo aqui hoje. É muito importante a gente procurar pessoas que tenham maturidade para cuidar da nossa cidade. Isso aqui é inaceitável.”

Debate de candidatos à Prefeitura de São Paulo na TV Cultura Foto: Foto Najda Kouchi/ TV Cultura

Debate de candidatos à Prefeitura de São Paulo na TV Cultura Foto: Foto Najda Kouchi/ TV Cultura

Antes da agressão, Datena desabafou sobre uma pergunta de Marçal, feita no início do debate, que relembrou uma denúncia de assédio sexual contra o apresentador. “A acusação que você fez sobre mim eu repito: não foi investigada porque não havia provas, foi arquivada pelo Ministério Público, chegou a provocar a morte da minha sogra por calúnia e difamação depois de três AVCs”, afirmou o tucano, acrescentando que a acusação “custou muito” à sua família. “O que você fez comigo hoje foi terrível, espero que Deus lhe perdoe.” Marçal retrucou chamando o adversário de “arregão”.

MIGRANTES NOS EUA SÃO MALTRATADOS PELOS AMERICANOS

 

História de Brandon Drenon e Bernd Debusmann Jr. – BBC News – BBC News Brasil

Muitos trabalhadores agrícolas nos Estados Unidos são imigrantes

Muitos trabalhadores agrícolas nos Estados Unidos são imigrantes© Getty Images

Hugo viu um amigo morrer em uma imensa plantação de batatas-doces em 2023. O corpo sem vida ficou deitado sobre um pneu de caminhão, em uma das poucas áreas com sombra daquela escaldante fazenda na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

“Eles o forçaram a trabalhar”, lembra Hugo. “Ele repetia para eles que estava se sentindo mal, que estava morrendo. E, uma hora depois, desmaiou.”

Hugo (nome fictício) passou a maior parte do seu tempo nos Estados Unidos, trabalhando em fazendas como migrante. Nelas, os ganhos geralmente não ultrapassam o salário mínimo e as condições de trabalho podem ser mortais.

A BBC concordou em adotar um pseudônimo para Hugo, devido às suas preocupações com possíveis repercussões da divulgação do incidente.

Hugo saiu do México em 2019, com um visto de trabalho nos Estados Unidos. Ele deixou para trás a esposa e dois filhos, em busca do “sonho americano“, sem saber quando – ou se – iria retornar para sua família.

Seu amigo que morreu na fazenda de batatas-doces se chamava José Arturo González Mendoza.

Aquela foi a primeira viagem de Mendoza para os Estados Unidos em busca de trabalho. Ele morreu nas suas primeiras semanas na fazenda, em setembro de 2023.

Mendoza tinha 29 anos e também havia deixado sua esposa e filhos no México.

“Nós viemos aqui por necessidade”, diz Hugo. “É o que nos faz vir para trabalhar. E você deixa para trás o que mais desejava, uma família.”

De agricultores e pecuaristas até ajudantes de cozinha e trabalhadores da construção civil, os migrantes costumam realizar trabalhos perigosos nos Estados Unidos. Nestes empregos, as mortes normalmente passam despercebidas pelo público.

Mas, no ano passado, a questão ganhou visibilidade, devido às várias mortes que foram noticiadas e à crise dos migrantes na fronteira, que potencializou a retórica anti-imigração.

O calor era intenso no dia da morte de Mendoza. As temperaturas variavam em torno de 32°C.

Não havia água potável em quantidade suficiente para os trabalhadores e a fazenda permitia apenas um intervalo de cinco minutos durante os turnos de longas horas.

O único lugar para escapar do calor era um ônibus sem ar condicionado, estacionado em um campo aberto.

Os detalhes se encontram em um relatório preparado pelo Departamento do Trabalho da Carolina do Norte. A fazenda, chamada Barnes Farming Corporation, foi multada este ano devido às suas condições “perigosas”.

O relatório confirmou a morte ocorrida na fazenda e mencionou que a chefia “nunca” chamou a assistência médica, nem forneceu primeiros socorros.

Nas horas que antecederam sua morte, Mendoza “ficou confuso, demonstrou dificuldade para andar, falar e respirar, até perder a consciência”, afirma o relatório.

Outro trabalhador da fazenda chegou a chamar os serviços de emergência, segundo o relatório, mas Mendoza teve uma parada cardíaca e morreu antes da chegada da assistência médica.

Em declaração encaminhada à BBC, representantes legais afirmaram que a fazenda leva “muito a sério” a saúde e a segurança dos seus trabalhadores. Eles contestam as conclusões das autoridades trabalhistas.

“Muitos dos membros da equipe retornam a Barnes há anos e voltaram novamente para esta estação de cultivo, devido ao compromisso da fazenda com a saúde e a segurança”, afirmam eles.

Mas Hugo não retornou. Ele conta que, agora, trabalha para uma empresa de soldagem.

“Coisas ruins acontecem para muitos de nós”, ele conta. “Sei que também poderia acontecer comigo.”

O setor agrícola também tem o maior índice de mortes no ambiente de trabalho, segundo o Escritório de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos. Ele é seguido pelo transporte e pela construção civil.

E, no primeiro semestre do ano, diversas mortes seguidas vieram destacar alguns destes riscos.

Setor agrícola tem maior índice de mortes no ambiente de trabalho dos EUA, seguido por transporte e construção civil

Setor agrícola tem maior índice de mortes no ambiente de trabalho dos EUA, seguido por transporte e construção civil© Universal Images Group via Getty Images

No final de março, seis trabalhadores latino-americanos morreram em Baltimore, no Estado de Maryland, quando a ponte que eles estavam consertando durante a noite desabou.

Semanas depois, um ônibus que levava trabalhadores agrícolas mexicanos para o campo sofreu um acidente na Flórida e oito pessoas morreram.

Durante a convenção nacional do Partido Democrata, o governador de Maryland, Wes Moore, relembrou o incidente em Baltimore. Ele homenageou os trabalhadores que morreram “consertando buracos em uma ponte enquanto nós dormíamos”.

Trabalho de risco

Mendoza e Hugo tinham vistos H2A, que permitiam que eles trabalhassem temporariamente nos Estados Unidos, na produção agrícola.

O número de trabalhadores estrangeiros com este tipo de visto vem aumentando.

Entre 2017 e 2022, os portadores de visto H2A cresceram em 64,7% – o que representa cerca de 150 mil trabalhadores.

Ao todo, cerca de 70% dos trabalhadores da agricultura nos Estados Unidos são estrangeiros. Deles, mais de três a cada quatro trabalhadores são de origem hispânica, segundo o Centro Nacional da Saúde dos Trabalhadores da Agricultura.

“A imigração é a principal fonte de mão de obra para muitos empregos nos Estados Unidos”, segundo a professora de economia Chloe East, da Universidade do Colorado em Denver, nos EUA. Ela é especializada em políticas de imigração.

“Sabemos com certeza que trabalhadores estrangeiros estão assumindo estes tipos de trabalhos perigosos que os norte-americanos não fazem”, disse ela.

Uma investigação federal realizada nos Estados Unidos em 2020 entre os trabalhadores agrícolas com visto H2A nos Estados da Flórida, Texas e Geórgia descreveu as condições de trabalho como sendo análogas à “escravidão contemporânea”.

A investigação fez com que 24 pessoas fossem acusadas de tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e outros crimes.

“O sonho americano é uma atração poderosa para pessoas desesperadas e desfavorecidas em todo o mundo”, afirmou na época o procurador americano David Estes, em um comunicado à imprensa.

“E, onde há necessidade, existe a ganância daqueles irão tentar explorá-las.”

Especialistas afirmam que os migrantes que entram no país ilegalmente podem receber menos proteção quando são contratados para trabalhar. E quase a metade dos trabalhadores do setor agrícola não tem documentos, segundo o Centro de Estudos da Migração.

“Os trabalhadores imigrantes sem documentos estão concentrados nos empregos mais perigosos, arriscados e indesejados dos Estados Unidos”, segundo um artigo publicado na Revista Internacional de Migração.

Um dos empregos mais perigosos do setor agropecuário são as fazendas de laticínios. Os riscos incluem a exposição excessiva a substâncias nocivas ou máquinas perigosas.

Os fossos de esterco trazem o risco dos gases tóxicos mortais e de submersão. Os próprios animais também podem causar ameaças.

Olga, que se mudou do México para os Estados Unidos quando era adolescente, não tem documentos de imigração e trabalha em uma fazenda de laticínios no Estado de Vermont.

Ela conta que viu sua irmã ser pisoteada por uma vaca quase até a morte.

“A vaca pisou forte sobre minha irmã e ela estava basicamente morrendo”, lembra Olga. “Ela estava até com a língua para fora da boca.”

Olga conta que sua irmã quebrou um braço e duas costelas no incidente. Mas o chefe da fazenda exigiu que ela voltasse ao trabalho quase imediatamente.

Ela precisou levar um atestado médico mostrando que sua irmã não poderia trabalhar para que “o patrão a deixasse sossegada”, conta Olga.

Sua irmã não trabalha mais nas fazendas. Mas Olga continua. Ela tem 29 anos e conta que trabalha “12 horas por dia, todos os dias”.

“Não há aumento de salário”, afirma. “Não há descanso e eles nem pagam você em dia. Eles pagam você quando eles querem.”

No início do verão do hemisfério norte, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos implementou novas regras destinadas a melhorar as condições de segurança dos trabalhadores temporários das fazendas.

Estas normas incluem a proteção dos trabalhadores que se organizam para defender seus direitos contra retaliações patronais e a proibição da retenção dos passaportes e documentos de imigração dos trabalhadores.

Mas, assim que as autoridades tentaram coibir os abusos aos imigrantes, a retórica anti-imigração, alimentada pelos debates políticos sobre os níveis recorde de imigrações ilegais na fronteira entre os Estados Unidos e o México, aumentou as dificuldades dos migrantes hispânicos.

Em diversas ocasiões, Donald Trump se referiu à imigração ilegal como uma “invasão“, chamando as pessoas que cruzam a fronteira de “animais”, “traficantes de drogas” e “estupradores”.

“Isso me deixa triste”, declarou Olga. “Estamos sendo sempre atacados por sermos migrantes. Eles deveriam ver o que fazemos para sobreviver neste país.”

aumento das restrições na fronteira, implementadas pelo presidente Joe Biden em junho, também pode agravar as condições de segurança, segundo East.

A professora destaca que as leis de imigração mais rigorosas podem fazer com que os trabalhadores tenham medo de reivindicar protocolos de segurança.

“A maioria das pessoas fica em silêncio porque se assusta com todas as leis que estão sendo aprovadas”, afirma Hugo. “Você não pode se queixar.”

Ele conta que, recentemente, vem observando mais discriminação.

Hugo lembra uma experiência recente, em que o dono de uma loja se recusou a vender água para ele, porque ele tinha dificuldade para falar inglês. “As pessoas nos tratam mal.”

LULA E JANJA NESSE ATUAL MANDATO JÁ RECEBERAM MAIS DE 2.300 PRESENTES

 

História de MARIANNA HOLANDA E RENATO MACHADO – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) recebeu um total de 2,3 mil presentes nos primeiros 18 meses de seu governo, que tiveram como origem governos estrangeiros, artistas famosos e pessoas comuns.

A lista inclui desde canetas brindes, oferecidas por empresas e associações, a esculturas e obras de arte, itens históricos e um violão dado pelo músico Chris Martin, da banda Coldplay.

Lula também recebeu presentes de países árabes, os mesmos que deram as joias para Jair Bolsonaro (PL), que se tornaram alvo de investigação.

O atual governo, no entanto, busca evitar a polêmica, esclarece que não são objetos luxuosos e acrescenta que esses itens estão em processo de incorporação ao patrimônio público.

A relação dos presentes recebidos por Lula até junho deste ano foi obtida por meio da Lei de Acesso à Informação. Ela é dividida em acervo bibliográfico (livros, periódicos, folhetos) e acervo museológico, com os demais itens.

A lista contém itens que, à primeira vista, poderiam ser alvo de polêmica. Assim como Bolsonaro, o atual presidente recebeu um relógio de mesa do governo dos Emirados Árabes Unidos.

O presente dado ao ex-mandatário se tornou também alvo das investigações, por ser cravejado de diamantes. Ele teria sido incorporado ao acervo pessoal de Bolsonaro.

Já o governo Lula diz que o presente recebido pelo atual chefe do Executivo não apresenta as mesmas características luxuosas.

“Os presentes oferecidos pelo governo dos Emirados Árabes Unidos foram registrados logo que chegaram à Presidência da República e se encontram sob a responsabilidade da Diretoria de Documentação Histórica”, disse em nota a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência).

“O relógio de mesa não é cravejado de diamantes ou de outras pedras preciosas, portanto, em nada se assemelha aos presentes recebidos pela gestão anterior. O relógio de mesa, inclusive, está pré-selecionado para ser incorporado ao patrimônio público”, completa.

Outro item recebido dos Emirados Árabes Unidos é descrito na relação apenas como uma “caixa”. O governo Lula afirma que se trata de uma caixa de tâmaras.

Lula também recebeu dezenas de presentes de outros governos estrangeiros, como um cântil de Portugal; um relógio do governo da Finlândia; esculturas de países como Colômbia, Arábia Saudita, Venezuela e Índia; uma caneta-tinteiro da Romênia, etc.

Entre autoridades, empresas e outras instituições, o país estrangeiro que mais entregou presentes para Lula foi a China –principal parceiro comercial do Brasil. Foram um quimono, miniaturas de carros e navios, um conjunto de chá, vasos e bolsas.

Um dos presentes dados ao casal Lula e Rosângela da Silva, a Janja, foi um violão do músico da banda Coldplay Chris Martin, quando eles se encontraram no Rio de Janeiro em março do ano passado. O instrumento está assinado por todos os integrantes da banda e tem uma dedicatória: “Para Lula e Janja, com amor, Coldplay”.

A reportagem questionou o Palácio do Planalto especificamente qual a destinação dada ao instrumento e se ele seria incorporado ao patrimônio público ou ao acervo de Lula. Não houve resposta específica para esse item.

O governo Lula afirma, de maneira geral, que a definição do acervo privado do presidente deve ser concluída até o final do seu mandato, como determina a legislação. Acrescenta que todos os itens estão sendo devidamente registrados, incluindo a eventual movimentação desses objetivos.

“Alguns desses bens se encontram em ambientes dos Palácios do Planalto e Alvorada, o que é permitido pela legislação em vigor. Tal utilização é temporária, pois a destinação definitiva se dará ao final do mandato”, afirma a nota.

O governo também afirma que, assim como a destinação dos itens, o valor será definido no final do mandato presidencial.

Mais da metade dos presentes recebidos por Lula vieram de populares, que enviam ao Palácio do Planalto ou quando encontram a comitiva presidencial em algum local.

Foram entregues bandeiras, canecas, lenços, toalhas, bonecos, bonés, imagens de santos, cachaça, camisetas, uma enxada, desenhos, suplemento alimentar, turbante, prendedor de cabelo, rede para dormir, entre outros.

Fã de futebol, Lula também ganhou 27 camisas de times, seja de populares, de autoridades ou dos próprios clubes. Enviaram camisas diretamente para Lula o Internacional de Porto Alegre, o Santos, a Portuguesa Santista e o Palmeiras.

Os presentes para presidentes da República se tornaram alvo de polêmica e disputa, desde a revelação de que Bolsonaro recebeu joias da Arábia Saudita, em março do ano passado.

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente e afirmou em relatório que houve desvio ou tentativa de desvio de itens cujo valor de mercado chega a R$ 6,8 milhões.

Mais recentemente, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que Lula poderia permanecer com um relógio dado a ele de presente em 2005, durante o seu primeiro mandato, abrindo assim brecha para rediscutir o caso do recebimento das joias pelo ex-chefe do Executivo federal.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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