quarta-feira, 11 de setembro de 2024

BRASIL DE LULA NÃO ROMPE COM A VENEZUELA DE MADURO

 

Lula e Maduro
Legenda da foto, Lula tem feito críticas a Maduro e à recusa do venezuelano em divulgar as atas das eleições, mas rejeita cobranças sobre romper as relações

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  • Author, Julia Braun e Leandro Prazeres
  • Role, Da BBC Brasil em Londres e Brasília
  • 10 setembro 2024

A relação entre Brasil e Venezuela passa por um de seus momentos mais tensos até hoje após disputas em relação ao resultado da eleição presidencial e o mais recente embate em torno da custódia da embaixada da Argentina no país.

O Brasil estava tomando conta das instalações argentinas em Caracas desde o início de agosto, quando o governo de Nicolás Maduro decidiu expulsar as equipes diplomáticas de pelo menos sete países — incluindo a Argentina — após acusações de fraude nas eleições presidenciais.

Mas, no último final de semana, Maduro anunciou a decisão de retirar a autorização para o Brasil custodiar a embaixada da Argentina no país.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou que informou à Venezuela que seguirá representando os interesses argentinos em Caracas até que seja designado um substituto.

O pedido pela Justiça venezuelana de prisão de Edmundo González Urrutia, candidato que concorreu pela oposição nas eleições, também agravou a crise entre as duas nações. González deixou o país e recebeu asilo da Espanha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito críticas a Maduro e à recusa do venezuelano em divulgar as atas das eleições para estabelecer a credibilidade do processo, mas rejeita cobranças sobre romper as relações entre Brasil e Venezuela.

Na sexta-feira (6/9), antes do anúncio da decisão venezuelana sobre a representação diplomática, Lula reiterou que não pretendia romper as relações ou fazer bloqueio contra o governo de Maduro.

“Estamos em uma posição, Brasil e Colômbia, a gente não aceitou o resultado das eleições, mas não vou romper relações e também não concordo com a punição unilateral, o bloqueio. Porque o bloqueio não prejudica o Maduro, o bloqueio prejudica o povo e eu acho que o povo não deve ser vítima disso”, disse o presidente brasileiro em entrevista à rádio Difusora Goiânia na sexta.

A posição de Lula vai na contramão da adotada por outros líderes sul-americanos, como o presidente de esquerda do Chile, Gabriel Boric, que declarou que os resultados que apontariam vitória de Maduro “eram difíceis de acreditar”.

O governo de Jair Bolsonaro (PL) também rompeu com Maduro quando reconheceu o deputado da oposição Juan Guaidó como presidente interino em 2019.

Mas por que o governo Lula tem insistido em manter uma posição neutra?

Administração da relação

Diplomatas ouvidos pela BBC News Brasil em caráter reservado ao longo dos últimos dois meses e especialistas explicam que uma das razões principais pelas quais o governo brasileiro não pretende romper relações com a Venezuela a despeito dos últimos acontecimentos é a necessidade de administrar o diálogo com um país com o qual compartilha 2,2 mil quilômetros de fronteira.

Um diplomata da cúpula do Itamaraty afirmou que a tentativa de isolar a Venezuela observada durante os anos em que o Brasil foi governado por Bolsonaro não surtiu o resultado esperado (uma mudança de regime) e trouxe problemas aos principais vizinhos do país como o Brasil, que teve de lidar com um aumento massivo da imigração venezuelana tendo pouca ou nenhuma interlocução com autoridades do país vizinho.

Ainda segundo esta fonte, a extensa fronteira entre os dois países e a existência de comunidades brasileira e venezuelana nos dois países fazem com que seja importante manter canais de diálogo com o país vizinho.

“A avaliação é que o rompimento com um país vizinho, além de produzir poucos benefícios, gera uma série de dificuldades no dia a dia da gestão da relação”, diz Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo o especialista, as consequências de romper relações vão além da política e poderiam refletir, por exemplo, na administração de questões consulares, tais como o atendimento a brasileiros que vivem na Venezuela.

Além disso, a manutenção da relação permite que o Brasil atue de forma mais próxima na gestão do fluxo de imigrantes venezuelanos que chegam ao país e em outros temas fronteiriços e alfandegários.

“A crise dos refugiados é algo que, na minha avaliação, é muito mais significativo do que a afinidade ideológica”, afirma Carolina Silva Pedroso, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“O Brasil se tornou nos últimos anos o quarto principal destino dos venezuelanos, há uma pressão grande na fronteira e da própria opinião pública sobre essa questão.”

Membros do grupo indígena venezuelano Warao se refugiam no abrigo Janokoida da ONU em 6 de abril de 2019 em Pacaraima, Brasil.
Legenda da foto, Refugiados venezuelanos em abrigo em Pacaraima em 2019

Para Laura Trajber Waisbich, diretora do programa de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford, no Reino Unido, a fragilidade política venezuelana também não interessa ao Brasil.

A instabilidade econômica da Venezuela afeta o Brasil de maneira muito direta, não só por conta do aumento no fluxo de imigrantes, mas também por proporcionar um contexto propício para o uso da fronteira na região amazônica por organizações criminosas, diz a especialista.

“Essa fronteira está cada vez mais porosa e ingovernada”, afirma, ressaltando a relevância da região para o tráfico de cocaína e a atuação de organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Tradição diplomática

Outro fator relevante mencionado pelas fontes ouvidas pela BBC Brasil é a prática diplomática conciliatória brasileira.

“A tradição diplomática brasileira não dispõe do rompimento de relações diplomáticas com tanta facilidade”, afirma Pedroso.

“Embora esse recurso tenha sido utilizado com bastante frequência no mundo, em tese, deveria ser uma das últimas ações a se tomar, quando todas as possibilidades de diálogo estivessem esgotadas.”

Laura Waisbich explica ainda que a tradição brasileira também passa pelo cumprimento do princípio de não interferência em assuntos de política interna de outros países.

“A política externa brasileira é uma prática mais reticente a esse tipo de gesto de rompimento, sobretudo quando esse rompimento tem a ver com situações de caráter doméstico do país”, diz.

“A Venezuela é um país parceiro vizinho e o que acontece ali pode impactar no Brasil, mas no final das contas tratam-se de acontecimentos da própria dinâmica do processo político venezuelano.”

Para além da tradição brasileira, há ainda uma prática diplomática comum na América Latina nos últimos anos que se apoia na ideia de que os problemas da região devem ser resolvidos internamente, dizem as especialistas.

“Há uma tradição na América Latina, que começou na América Central na década de 80 e foi evoluindo desde então, de construir uma cultura de mediação e negociação diplomática interna” para evitar a influência de atores externos, explica Waisbich.

Papel de mediação

O papel de destaque do Brasil nas negociações políticas entre governo Maduro e oposição é também um fator de peso na relação.

Desde que Maduro se declarou vencedor das eleições presidenciais e a oposição questionou os resultados, Brasil e Colômbia vem se empenhando em uma a tentativa de diálogo. Além de fazer consultas com ambos os lados, os dois países também lançaram um pacote de ideias para tentar resolver a crise política no país vizinho.

Os esforços não parecem ter dado grande resultado na crise atual, mas diplomatas consultados pela BBC Brasil afirmam que o governo brasileiro deseja manter sua posição como mediador para um eventual aprofundamento da instabilidade.

O argumento é o de que um eventual rompimento pioraria uma situação que já ruim e dificultaria ou impossibilitaria ainda mais qualquer tentativa de influenciar o governo Maduro.

Maduro e Lula
Legenda da foto, A relação entre Brasil e Venezuela passa por um de seus momentos mais tensos até hoje

Em resumo, a tese é: se mesmo próximo, o Brasil enfrenta dificuldades para influenciar o regime venezuelano, ao ficar distante essa missão poderia se tornar impossível.

Os especialistas consultados pela reportagem concordam com a abordagem.

“É importante manter alguma interlocução básica para que se houver sinais de instabilidade do regime no futuro, o Brasil esteja relativamente bem posicionado para ter algum diálogo”, diz Oliver Stuenkel.

Para Carolina Pedroso, existe uma crença entre muitos dos observadores internacionais de que não haverá saída pacífica para a crise atual sem algum grau de auxílio externo – e o Brasil se prepara para isso.

“Uma das confluências do governo Lula e da tradição diplomática brasileira é a aposta em recursos de mediação, conciliação e diálogo, por isso há uma resistência em ‘abandonar’ a Venezuela à própria sorte”, diz.

Influência externa

Outro diplomata brasileiro com experiência na região sul-americana afirmou à BBC que o Itamaraty também entende que isolar ainda mais a Venezuela, além de não garantir uma melhora no ambiente democrático do país, poderia ter como efeito colateral um aumento da dependência do governo de Maduro em relação a potências extra-regionais como a China e a Rússia.

Não por acaso, os dois países foram alguns dos poucos que reconheceram como legítimos os resultados das eleições presidenciais de julho deste ano. Tanto o presidente russo, Vladimir Putin, quando o líder chinês, Xi Jinping, enviaram mensagens parabenizando Maduro pelo resultado.

Para Waisbich, o Brasil deseja manter uma ponte de diálogo justamente para evitar que atores de influência histórica na região, como os Estados Unidos, e outros mais recentes, como a China, tomem sua posição de protagonismo.

“Se o Brasil sair de cena por conta de um rompimento de relações, esses outros atores vão ocupar o espaço político rapidamente”, diz.

Pedroso explica que o conflito interno da Venezuela incorpora diversas outras disputas geopolíticas globais.

“Além da proximidade de Maduro com China, Rússia, Irã, Turquia, Cuba e outros atores que desafiam a ordem internacional liberal, do outro lado a oposição não é só muito próxima de Estados Unidos e União Europeia em termos ideológicos, mas também dos interesses do capital privado de empresas que desejam explorar o petróleo venezuelano”, diz.

Xi Jinping e Vladimir Putin de mãos dadas
Legenda da foto, China e Rússia são as principais aliadas da Venezuela e seu apoio contrabalanceou sanções dos EUA

O diplomata brasileiro ouvido pela reportagem afirmou, no entanto, que a atual postura do Brasil pode sofrer uma mudança a partir de 10 de janeiro de 2025. Esta é a data prevista para o começo do novo mandato de Maduro.

À medida que o Brasil ainda não reconheceu os resultados das eleições venezuelanas, a posse de Maduro para mais um mandato deverá obrigar o governo Lula a se posicionar novamente sobre o tema.

Até agora, disse esta fonte, Maduro está no legítimo cumprimento de seu atual mandato.

Mas o que acontece após ele assumir um novo mandato por meio de eleições cujo resultado o Brasil não reconhece?

Segundo este diplomata, a eventual posse de Maduro deverá criar novos impasses para o governo brasileiro.

Entre eles está a decisão sobre a permanência ou não da Venezuela em fóruns internacionais dos quais o Brasil faz parte, como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Pressões internas e histórico da relação

Para Lula, há ainda o desafio de se equilibrar entre a posição adotada pelo seu governo oficialmente, por meio do Itamaraty, e a sua própria relação e do Partido dos Trabalhadores com o chavismo.

A legenda reconheceu a vitória de Maduro no dia seguinte à eleição, com uma nota que tratava o venezuelano como “presidente agora reeleito”, apesar da posição mais cuidadosa do Ministério de Relações Exteriores.

“Importante que o presidente Nicolás Maduro, agora reeleito, continue o diálogo com a oposição, no sentido de superar os graves problemas da Venezuela, em grande medida causados por sanções ilegais”, disse em nota da Executiva Nacional do PT, comandado pela deputada Gleisi Hoffmann (PR).

Lula foi questionado sobre a nota, e buscou minimizar as críticas ao partido.

“Não tem nada de grave, não tem nada de assustador. Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial. Não tem nada de anormal”, disse o presidente.

“Teve uma eleição, teve uma pessoa que disse que teve 51%, teve uma pessoa que disse que teve 40 e pouco por cento. Um concorda, o outro não. Entra na Justiça e Justiça faz.”

A oposição venezuelana, porém, diz não ser possível confiar no Judiciário do país por ser dominado por Maduro.

Também contesta a noção de que haja uma normalidade no processo político do país, apontando que, ao longo dos anos, o chavismo passou a controlar órgãos como a Suprema Corte e o Conselho Eleitoral.

Além disso, órgãos de direitos humanos, como o da Organização das Nações Unidas (ONU), apontam violações em resposta a protestos no país e prisões arbitrárias de oponentes, além da inabilitação política de muitos deles.

O então presidente venezuelano Hugo Chávez (E-frente), seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (D-frente), o presidente da PDVSA Rafael Ramirez (E-atrás), o ministro das Relações Exteriores da Venezuela Nicolás Maduro (terceiro-E), seu colega brasileiro Celso Amorim (C) e o presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli durante uma entrevista coletiva em 20 de setembro de 2007
Legenda da foto, O então ministro das Relações Exteriores da Venezuela Nicolás Maduro em foto ao lado de Lula, Hugo Chávez, Celso Amorim e os então presidentes da PDVSA e da Petrobras, Rafael Ramirez e José Sergio Gabrielli, em setembro de 2007

O PT é um aliado histórico do chavismo na Venezuela. O presidente Lula também nutriu, durante seu histórico na política, relações cordiais com Hugo Chávez e outros representantes da esquerda latino-americana.

Esses antecedentes, segundo analistas, também tornam um rompimento total de relações com a Venezuela improvável.

Mas, para Pedroso, é principalmente o posicionamento do PT que pesa para essa decisão.

“Há uma a aproximação de alas do PT com o processo da Revolução Bolivariana e o entendimento de que os problemas que ocorrem lá são fruto da ingerência do imperialismo norte-americano e de uma oposição mancomunada com os Estados Unidos”, afirma.

“Ou seja, uma interpretação da realidade que subestima ou até ignora os problemas endógenos do chavismo.”

Segundo a pesquisadora, diferente do que muitos acreditam, Lula e Chávez não eram tão próximos no nível interpessoal como se supõe.

Pedroso cita relatos de diplomatas que atuaram em negociações durante os primeiros mandatos do petista e que afirmam terem presenciado momentos de irritação de Lula com Chávez por conta de alguns arroubos do venezuelano, além da visão distinta que eles tinham do papel da integração regional.

Com Maduro, a proximidade é ainda menor, ressalta Pedroso.

Edmundo González em foto de 19 de junho
Legenda da foto, Edmundo González foi o candidato da oposição nas eleições presidenciais de 28 de julho na Venezuela. (Foto: 19 de junho)

Ainda assim, Lula expressou apoio claro ao atual presidente venezuelano publicamente em diversas ocasiões.

Após assumir seu terceiro mandato, o petista mandou reabrir a embaixada brasileira em Caracas, desativada por Bolsonaro, nomeou uma nova embaixadora e recebeu Maduro em Brasília com honras de chefe de Estado durante uma cúpula de líderes da América do Sul, em maio do ano passado.

Na ocasião, foi ainda criticado por afirmar que as alegações de que o regime de Maduro é autoritário eram, na verdade, parte de uma “narrativa” que deveria ser combatida pelo líder venezuelano.

Mas o tom mudou bastante com a aproximação das eleições presidenciais. Antes do pleito, Lula disse ter ficado assustado com declarações de Maduro sobre um eventual banho de sangue no país caso não vencesse a disputa.

O venezuelano respondeu com um recado ríspido para Lula: “A quem se assustou, que tome chá de camomila”.

Pedroso afirma não acreditar que a posição mais radical de algumas alas do PT em relação ao chavismo seja compartilhada por Lula ou pelo seu assessor direto Celso Amorim, que além de “guru” da política externa é filiado ao PT. “Mas há cobranças internas”, afirma a pesquisadora.

“O Lula tem que lidar, claro, com as realidades geopolíticas, mas também com um partido que tem uma visão bastante radical nesse quesito”, resume Stuenkel

RÚSSIA TENTA INFLUENCIAR ELEIÇÕES AMERICANAS

 

Vladimir Putin e Margarita Simonyan.
Legenda da foto, Vladimir Putin ao lado de Margarita Simonyan, editora-chefe da emissora estatal russa RT, que foi alvo de sanção dos EUA

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  • Author, Precious Chatterje-Doody
  • Role, The Conversation*

A recente revelação da Casa Branca sobre as tentativas da Rússia de influenciar a eleição presidencial deste ano nos EUA não surpreende ninguém que tenha acompanhado as táticas de desinformação durante a última eleição americana.

Ao longo da campanha de 2020, o Kremlin usou meios de comunicação patrocinados pelo Estado — como o canal de televisão internacional RT e o site de notícias e estação de rádio Sputnik — para divulgar uma série de conteúdos questionando a legitimidade do processo democrático dos EUA.

Descobriu-se também que redes de bots (robôs) e trolls (perfis, geralmente falsos, que ofendem, atacam e provocam outros pela internet), patrocinadas pela Rússia, também estavam promovendo desinformação polarizada e teorias da conspiração em redes online.

Desta vez, os EUA apreenderam uma rede de domínios de internet administrados por russos, e anunciaram sanções contra dez pessoas, incluindo Margarita Simonyan, editora-chefe da RT (ex-Russia Today), por “atividades que visam minar a confiança pública em nossas instituições”.

As sanções incluem o congelamento de qualquer propriedade ou ativo nos EUA e, potencialmente, restrições a qualquer cidadão ou empresa dos EUA que trabalhe com eles.

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Os EUA também acusaram dois gerentes da RT baseados em Moscou, Kostiantyn Kalashnikov e Elena Afanasyeva, sob a lei de combate à lavagem de dinheiro, de pagar criadores de conteúdo dos EUA para divulgar “propaganda e desinformação pró-Rússia” em território americano.

O procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, disse que a Rússia estava tentando emplacar seu “resultado preferido” na próxima eleição presidencial — e minar o apoio dos EUA à Ucrânia na guerra.

As práticas alegadas pelo Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) dos EUA coincidem com o que eu e meus coautores identificamos em nosso novo livro Russia, Disinformation and the Liberal Order (“Rússia, Desinformação e a Ordem Liberal”, em tradução livre), como tendo se tornado uma prática padrão nas tentativas russas de influenciar o público internacional.

A seguir, estão cinco das principais táticas russas de manipulação da informação que identificamos — e que podem ajudar a entender o mais recente escândalo de interferência eleitoral.

1. Usar influenciadores locais

O DOJ acusa os funcionários da RT de terem pago a uma empresa sediada no Estado americano do Tennessee cerca de US$ 10 milhões (R$ 55,7 milhões) para produzir conteúdo de rede social alinhado com os interesses russos, sem revelar que o financiamento veio do Estado russo.

Vários influenciadores conectados à empresa do Tennessee disseram desde então que tinham controle editorial sobre seu conteúdo, e negaram conhecimento de qualquer ligação com a Rússia. Mas isso se encaixa nos padrões identificados na nossa pesquisa.

Primeiro, a RT trabalha há muito tempo com o espaço da mídia populista de direita — e muitas vezes imita o estilo e as práticas da mídia populista de direita dos EUA. Ela frequentemente coloca links para seus artigos em seu site, promove personalidades da mídia de direita e distribui seus programas, além de apresentá-los em suas próprias plataformas.

Com base nisso, a RT tem oferecido com frequência plataforma, financiamento e carta branca a personalidades da mídia dos Estados que têm como alvo, cujas crenças genuínas atendem aos interesses da Rússia. Afinal, as pesquisas confirmam que as pessoas são mais propensas a acreditar em alegações que ouvem repetidamente, sejam essas alegações verdadeiras ou não.

2. Veículos de notícias falsas

Como parte deste caso, os EUA apreenderam uma rede de domínios de internet supostamente usados ​​para promover informações falsas direcionadas a subgrupos específicos da população dos EUA. Disfarçados de sites locais, seu conteúdo tende a explorar as preocupações e controvérsias sociais específicas que repercutem entre determinados grupos-alvo, além de amplificar os principais pontos de discussão russos.

Vimos isso no passado, quando a Agência de Pesquisa da Internet, apoiada pelo Kremlin, criou um site de notícias de esquerda falso — e enganou freelancers desavisados ​​a contribuir com conteúdo para operações de informação russas. As atividades anteriores da RT mostram que a emissora não tem escrúpulos em camuflar deliberadamente seus vínculos com outras operações e grupos de mídia.

Sabemos pela nossa pesquisa que estes sites não só costumam fazer referências cruzadas entre si, como também frequentemente fazem referências cruzadas com outros sites autointitulados contra o mainstream para aumentar sua credibilidade com determinados grupos demográficos online.

3. Botar lenha na fogueira

Outra tática comum para manter a credibilidade do conteúdo é vinculá-lo aos medos e preocupações que já são importantes em qualquer sociedade. Por exemplo, a Rússia não levou a guerra cultural para os EUA, mas aproveitou habilmente as ansiedades da sociedade americana em relação ao tema. As operações da mídia russa fizeram isso vir à tona sem se envolver com elas de forma significativa.

Da mesma forma, quando os sites russos se disfarçam de fontes locais, eles priorizam temas que são familiares aos seus públicos-alvo. Normalmente, porém, tópicos controversos são floreados com uma colcha de retalhos de informações reais e fabricadas. O público acha difícil separá-las, e suas suposições iniciais significam que, muitas vezes, não estão motivados a tentar.

Cabine de votação nos EUA

4. Inverter a situação

Moscou negou repetidamente qualquer envolvimento em campanhas de influência, assim como fez em 2018, quando o Reino Unido acusou o Estado russo de uma série de envenenamentos com novichok na cidade de Salisbury. Naquela época, os políticos e a mídia russa promoveram uma complexa rede de teorias da conspiração que espelhavam de volta as acusações sobre os serviços de segurança do Reino Unido e dos EUA.

Desta vez, vimos novamente esta tentativa de “virar o jogo”, invertendo a situação, por parte das autoridades da Rússia. O embaixador de Moscou em Washington, Anatoly Antonov, rejeitou as alegações dos EUA como um produto da “russofobia” — o mesmo termo usado pela embaixada russa após os envenenamentos de Salisbury.

E a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, repetiu seu argumento favorito dos últimos anos, acusando os EUA de se tornarem uma “ditadura neoliberal totalitária”. Isso pode parecer risível vindo da representante de um Estado que criminalizou as críticas à sua invasão da Ucrânia. No entanto, mentiras descaradas e desmentidos bem-humorados costumam andar juntos nas operações de informação da Rússia.

5. Humor

O Estado russo usa rotineiramente o humor estrategicamente, e a RT surgiu como uma espécie de pioneira no uso do humor para legitimar as ações da Rússia ou neutralizar críticas.

Mas a rede não usa apenas o humor para informar sobre política internacional. Sua abordagem de marca registrada é incluir-se conscientemente como parte da piada. Várias campanhas publicitárias da RT usaram críticas estrangeiras como argumento.

O mesmo espírito ficou claro na resposta sarcástica de Simonyan às últimas acusações. Em comentários postados no Telegram e reproduzidos espirituosamente pela RT, a editora-chefe rejeitou as acusações como alarmismo dos EUA “sobre a todo-poderosa RT”. Suas palavras são um exemplo perfeito de como a RT se deleita com seu status de “pária populista”.

A Rússia continua a refinar a maneira como tenta influenciar pautas além de suas fronteiras, e não há nenhum indício de que isto vai parar tão cedo.

*Precious Chatterje-Doody é professora de política e estudos internacionais na The Open University, no Reino Unido.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em inglês).

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Empreendedorismo

O que é empreendedorismo?

Empreendedorismo: por necessidade e oportunidade

Perfil empreendedor

Como desenvolver atitudes empreendedoras

Primeiros passos para empreender

Empreenda com criatividade

Erros mais comuns dos empreendedores

Como construir empreendimentos de sucesso

Avanço do empreendedorismo feminino

Acesso à educação empreendedora

Empreendedorismo social

Como o Sebrae pode ajudar a empreender

Ter seu próprio negócio é um sonho compartilhado pela maioria dos brasileiros. Porém, uma boa ideia de produto ou serviço nem sempre são suficientes para criar um negócio de sucesso, principalmente quando você não tem experiência no mundo dos negócios.

Mas, independentemente do quanto você esteja preparado para empreender, o mais importante é se dispor a sair de casa e ir à luta. Os empreendedores são aqueles que podem encontrar soluções inovadoras para diversos problemas atuais e, em cada solução, surge uma oportunidade de negócio. Essa é a importância do empreendedorismo para a sociedade.

Os passos da vida empreendedora começam pequenos. É como aprender a andar de bicicleta. Você não deixa alguém que nunca montou sobre uma bicicleta descer do alto de uma ladeira em alta velocidade. Tudo começa devagar, em um local seguro e usando “rodinhas”.

Assim como passear de bicicleta, empreender é uma atitude que pode ser desenvolvida, aprendida e praticada com o tempo. E para ajudar a esclarecer dúvidas sobre o universo empreendedor, selecionamos para você informações que podem ser úteis em seu início de jornada.

O que é empreendedorismo?

O termo empreendedorismo é relativamente recente e significa transformar ideias em algo capaz de solucionar problemas e melhorar a vida de pessoas. Mais do que isso, empreendedorismo é um modo de pensar, uma atitude que pode ser adquirida com muita dedicação e comprometimento.

O economista austríaco Joseph Schumpeter (1883-1950) associava a inovação com a capacidade de empreender. Schumpeter dizia que o mais importante é melhorar as coisas que existem e não só inventar algo totalmente novo. As mudanças e as melhorias, sejam de produtos ou de processos, devem ser constantes.

A partir dos conceitos de Schumpeter, várias definições surgiram sobre o termo. Na última década, empreender passou a ser um verbo conjugado por milhões de brasileiros dotados de atitude, criatividade e visão inovadora.

No entanto, para ser um empreendedor não é preciso abrir uma empresa. Você pode montar um negócio, mas também pode ajudar a melhorar a empresa onde trabalha, o seu bairro, sua escola ou sua cidade. Um traço comum dos empreendedores de sucesso é a capacidade de não se conformarem com o estado atual das coisas e nunca houve um momento tão especial para empreender.

O mundo está em constante transformação e enfrenta grandes desafios. São os empreendedores que encontrarão soluções para esses problemas. Iniciativas hoje bem-sucedidas começaram com pessoas apaixonadas, que transformaram ideias em produtos ou serviços. Que tal fazer parte deste seleto grupo de pessoas que fazem a diferença para a sociedade?

Empreendedorismo por necessidade e oportunidade

A vocação empreendedora do brasileiro é incontestável. De acordo com dados da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) um dos mais importantes estudos sobre o empreendedorismo no mundo, estima-se que 53,4 milhões brasileiros entre 18 e 64 anos já tinham um negócio (formal ou informal) e/ou que fizeram alguma ação, em 2019, com a pretensão ter um negócio no futuro.

A ideia de ter o seu próprio negócio é uma opção para muitos brasileiros e ao mesmo tempo um enorme desafio. De acordo com o estudo, um dos aspectos fundamentais para a compreensão do empreendedorismo está relacionado com as motivações que levam as pessoas a buscar essa atividade como alternativa para sobrevivência ou realização pessoal. Assim, o GEM classifica essa inspiração em duas categorias:

Empreendedorismo por oportunidade

Ocorre quando uma pessoa inicia um negócio principalmente pelo fato de ter identificado uma oportunidade de negócio viável a ser concretizada no ambiente em que atua. Exemplo: Se você se identifica com algum trabalho, deseja complementar a renda ou percebe que é o momento de ter o negócio que sempre sonhou, mesmo tendo outras alternativas de emprego e renda.

Empreendedorismo por necessidade

Acontece quando a decisão de abrir um negócio foi efetivada pela falta de outras possibilidades para geração de renda e de ocupação. Exemplo: se você está desempregado, não consegue uma recolocação no mercado e então abre uma empresa por não ter melhores opções.

Perfil empreendedor

Não há um tipo de empreendedor melhor que o outro. Mas o que faz com que empreendedores sejam empreendedores? Algum tipo de traço de personalidade, predisposição genética, uma condição psíquica ou simplesmente aproveitar oportunidades? Será que é possível aprender empreendedorismo?

Antes de tudo, uma pessoa empreendedora é alguém disposto a correr riscos para viabilizar um objetivo. É também um inconformado com a inexistência de um produto ou serviço, de um método eficiente de produzi-los ou de uma forma de melhorar a qualidade, a quantidade disponível ou o preço de venda.

Mais do que tudo são pessoas determinadas, visionárias, movidas pela vontade de fazer o bem e muito criativas para empreender. Por outro lado, são também capazes de romper práticas econômicas e criar novos paradigmas de competitividade e sustentabilidade. Neste contexto, destacamos sete características empreendedoras:

1) Persistência:

Qualidade que nos mantém motivados, mesmo quando somos pegos de surpresa. É persistência que faz com que aprendamos o que funciona e o que não funciona, e nos permite melhorar.

2) Resiliência:

É a capacidade de as pessoas voltarem ao seu estado normal após situações incomuns, o que torna os empreendedoras mais confiantes na resolução de problemas.

3) Mente aberta e criatividade:

Habilidade de expandir conhecimentos e deixar-se surpreender, aproveitando os livros, revistas, blogs e também a experiência de pessoas de diferentes mercados e áreas.

4) Mentoria:

É a competência de receber conselhos e aprender com quem tem mais experiência, para tomar decisões com mais segurança. Nada melhor que um mentor que esteve onde você está e chegou onde você ainda quer chegar.

5) Rede de contatos:

Ser comunicativo vai ajudá-lo a encontrar parceiros, divulgar seus projetos e muito mais. Pessoas com capacidade de tirar sua ideia do papel podem estar ao seu lado. Faça networking! Essa é uma excelente ferramenta para as carreiras de empreendedores e pode ser muito eficaz para desenvolver oportunidades e contatos de negócios.

6) Autoconfiança:

Buque sempre identificar seus pontos fortes. Explore e invista naquilo em que é bom. Muitos dizem que não empreendem porque falta de dinheiro, clientes, contatos ou até mesmo experiência. Lembre-se de conseguir o que falta a partir do que você já tem.

7) Equilíbrio:

Não há hora certa para empreender. Você pode fazer isso enquanto tem outra fonte de renda, testando e validando novas ideias no seu tempo livre. O mais importante é gostar de resolver problemas e melhorar a vida das pessoas.

Descobrir-se empreendedor e desenvolver atitudes é, talvez, o passo mais importante. Sua jornada será mais fácil entendendo que empreendedores de sucesso se formam ao longo do caminho. Cada desafio é uma oportunidade para aprender.

Como desenvolver atitudes empreendedoras?

As atitudes empreendedoras se misturam umas com as outras, e, dependendo da situação, alguma ou algumas assumem maior ou menor importância. Adotar atitudes como as sugeridas aqui faz parte de uma decisão mais ampla: tornar seu empreendimento mais sólido e competitivo e não ficar esperando que o sucesso caia do céu. O objetivo é sempre tornar seu negócio mais lucrativo e sua vida melhor em todos os sentidos. Conheça seis dessas atitudes que podem fazem toda a diferença:

  • Estabelecimento de metas: o que quero alcançar? Quando? Como (estratégia)?
  • Planejamento: organize os detalhes do projeto. Saiba o que pode ser prevenido. Revise os planos a partir dos resultados que pretende obter.
  • Exigência de qualidade e eficiência: faça as coisas sempre melhor, mais rápido e mais barato.
  • Persuasão e rede de contatos: desenvolva e mantenha as relações comerciais.
  • Busca de informações: busque sempre mais conhecimento sobre seu negócio e informações do mercado: clientes, fornecedores e concorrentes.
  • Correr riscos calculados: reduza os riscos do seu negócio e/ou controle seus resultados.

Primeiros passos para empreender

Todo o empreendedor, ao abrir o seu próprio negócio, deseja obter retorno do investimento em curto prazo, mas é necessário trabalho árduo e paciência para tornar o empreendimento viável e bem-sucedido. Muitas vezes é necessário deixar a emoção de lado e investir em um processo realista e racional de avaliação, na busca de informações estruturadas para realizar o investimento.

Confira sete importantes dicas para a criação de um novo empreendimento:
Meio termo entre emoção X razão

A imagem de uma empresa bem-sucedida é bastante sedutora para os novos empreendedores, porém, é necessário ponderação. Busque análises estruturadas que facilitem e orientem a tomada de suas decisões.

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Empreenda com criatividade

Determinação, foco e organização são características importantes para qualquer empreendedor. No mundo em plena transformação entre o digital e o físico, elas se tornam ainda mais necessárias. Portanto, é imprescindível que seu cérebro esteja cada vez mais ativo para ter ideias novas e melhores. Selecionamos algumas dicas que poderão ajudá-lo neste processo criativo:

  • Relaxe: para ter ideias é preciso estar em um estado de espírito tranquilo. Faça atividades que estimulem o seu relaxamento: meditar, dançar, cozinhar.
  • Seja curioso: aprenda outras coisas além da sua área principal de interesse, não tenha medo de saber mais. Conhecimento não ocupa espaço.
  • Mexa-se: faça uma caminhada. Ative sua coordenação motora e oxigene o cérebro. Permita-se ter uma boa noite de sono e momentos de diversão.
  • Redecore sua mesa, desktop ou o espaço de trabalho: mude a posição de mesas, cadeiras e livros, coloque objetos interessantes ao alcance da mão, provoque seu subconsciente.
  • Tome notas: boas “sacadas” tendem a desaparecer quando tentamos memorizá-las. Anote sem compromisso: desenhos ou mesmo palavras soltas. Gravar lembretes no celular podem ser uma opção quando o caderno não está ao seu alcance.
  • Desapegue: doe parte das suas coisas, empreste, troque. Faça o mesmo com suas ideias. Nunca tenha medo de que alguém as “roubem”. Quando ideias se encontram, elas se multiplicam.
  • Observe o mundo à sua volta: não precisa ir muito longe! Oportunidades estão em todos os lugares. Preste atenção no que está perto de você e que outras pessoas não enxergam.
  • Estude bastante: a inspiração não surge do nada. Pessoas criativas conhecem a fundo os temas sobre quais opinam. Busque sempre está bem informado ou/e se capacitar em qualquer que seja a área.
  • Tire um tempo para si: reserve de 15 minutos a meia hora, pelo menos três vezes por semana, para escrever, desenhar, tocar algum instrumento, tirar um cochilo ou até mesmo para não fazer nada.
https://youtube.com/watch?v=JZSoUzMgteU%3Ffeature%3Doembed

Erros mais comuns dos empreendedores

A falta de planejamento tem sido a grande causa de fracasso no mundo dos negócios. Por isso é importante que o empresário defina com clareza metas e objetivos de forma clara para escolher o caminho que deseja seguir e não perder o foco da missão do negócio. Em outras palavras, antes de abrir uma empresa é necessário fazer um plano de negócio e verificar sua viabilidade econômica, financeira e de mercado.

Na prática, isso significa conhecer os custos para abrir o negócio, identificar qual cliente deseja atender, quem serão os seus concorrentes, a localização do seu ponto de venda, dentre outras coisas. Lembrando sempre que o planejamento é contínuo e fundamental para o sucesso da empresa.

Segundo levantamento do Sebrae, as principais dificuldades enfrentadas pelos empresários nos primeiros anos de mercado são a falta de clientes, capital, conhecimento e mão de obra. Para superar esses desafios, o empreendedor deve ficar atento e não misturar as despesas pessoais com as da empresa, estar aberto a críticas, fazer análises de viabilidade do seu negócio, buscar capacitações, não se acomodar e não centralizar.


Conheça os dez maiores erros cometidos pelos empreendedores:
  1. Não planejar.
  2. Não pesquisar sobre o mercado.
  3. Não formalizar a empresa.
  4. Não se identificar com a atividade escolhida e não entender o modelo de negócio que deseja abrir.
  5. Abrir um negócio “porque está dando dinheiro” (os famosos negócios da moda).
  6. Não definir corretamente seu público-alvo, achar que pode vender para todo mundo.
  7. Não divulgar.
  8. Não ter presença digital e canais de contato pela Internet.
  9. Não se preparar para administrar o negócio.
  10. Não se preocupar com a experiência e sucesso de seus clientes.

Como construir empreendimentos de sucesso

sucesso de um empreendimento vem de vários fatores, que integrados e bem gerenciados podem contribuir para a continuidade e crescimento de uma empresa. Selecionamos algumas orientações que podem contribuir para a sua jornada empreendedora.

Porte do empreendimento

No universo de micro e pequenas empresas, o porte ou tamanho do negócio determina suas chances de sucesso. O empresário precisa perceber qual a hora certa de ampliar a empresa para aumentar seu faturamento, realizar empréstimos, desenvolver novos produtos, construir instalações, contratar novos funcionários, buscar novos fornecedores e ter uma atitude mais agressiva no mercado. É importante manter um equilíbrio nos investimentos durante os três primeiros anos de atividade, quando muitas empresas encerram suas atividades devido à essa perda de controle, ou seja, “por darem passos maiores que as pernas”.

Dedicação exclusiva ao negócio
Gestão do empreendimento
Inovação para competir
Capacitação das equipes
Atendimento personalizado
Cooperação empresarial

Avanço do empreendedorismo feminino

As mulheres têm empreendido tanto quanto os homens. De acordo com a pesquisa GEM, metade dos brasileiros que estão tentando criar um negócio ou já são proprietários e administram um empreendimento com até 3,5 anos de mercado são mulheres.

No entanto, nem sempre foi assim. Algumas décadas atrás, mais precisamente aos anos de 1950, as mulheres só tinham acesso a subempregos, sem direito a uma carreira profissional. Apesar de muitas conquistas alcançadas desde então, a sociedade em geral ainda considera a mulher a principal responsável pela criação dos filhos, pelos cuidados familiares e serviços domésticos. E sofremos as consequências disso até hoje.

É importante que todos nós, homens e mulheres, saibamos que a equidade de gêneros não é apenas uma questão de feminismo, mas uma questão socioeconômica.

empreendedorismo feminino é muito mais do que ter mulheres à frente de um negócio ou exemplos de empreendedoras. Ele promove a autonomia da mulher, contribui para o rompimento de barreiras sociais e é uma forma de garantir o sustento e a satisfação pessoal e de fazer a economia girar.

Estímulo às mulheres empreendedoras

Para incentivar cada vez mais o empreendedorismo feminino, foi criado o Sebrae Delas – Mulher de Negócios. O projeto do Sebrae Minas incentiva, apoia e orienta mulheres que transformam sonhos em oportunidades de novos negócios. Criado em 2018, a iniciativa já capacitou empreendedoras de norte a sul de Minas Gerais em palestras, encontros, workshops e eventos empresariais.

Quer saber mais? Então acesse o Instagram do Sebrae Delas e fique por dentro de informações, novidades e eventos do projeto e de outras redes de mulheres empreendedoras.

Acesso à educação empreendedora

Para inspirar as pessoas ligadas à área da educação e a comunidade em geral a enxergarem novas competências e habilidades de empreender nos negócios e na da vida, o Sebrae Minas e o Sebrae Nacional criaram o Centro Sebrae de Referência em Educação Empreendedora (CER). Por meio da plataforma online é possível ter acesso a informações atualizadas sobre educação empreendedora, biblioteca com indicação de literatura de referência no tema, estudos e pesquisas mais recentes sobre tendências e melhores práticas na área.

Por lá, são divulgados conteúdos desenvolvidos pelo Sebrae Minas em parceria com instituições de ensino e organizações do setor. Com o compromisso de aliar teoria e prática, o CER funciona também como um suporte às atividades já desenvolvidas pelo Programa Nacional de Educação Empreendedora do Sistema Sebrae com alunos dos ensinos fundamental, médio e superior e na educação profissional.

Acesse a Plataforma do CER e conheça mais sobre educação empreendedora.

Empreendedorismo social

Causar impacto positivo e ampliar a perspectiva das sociedades de forma sustentável é o sonho de negócio de muita gente. Alie toda essa vontade à  possibilidade de gerar renda e transformar a realidade de várias pessoas. Pronto! Temos aí uma receita perfeita de empreendedorismo social.

O que são negócios sociais?

Ao pé da letra, os negócios sociais são empresas que nascem com o objetivo de resolver um problema social ou ambiental de uma coletividade, sem perder de vista os desafios e possibilidades diversas do mercado.

Que fique claro que negócio social não é caridade nem filantropia. Pelo contrário, esse modelo de negócio é autossustentável no longo-prazo, ou seja, consegue gerar a própria receita com a venda de produtos ou serviços. Isto é feito para cobrir todos os custos, sem depender de doações.

São modelos híbridos de negócios, que geram lucro e comprometimento para minimizar problemas socioambientais, rompendo assim com as tradicionais fronteiras entre setor social e privado, entre os negócios e os impactos sociais.

Vale lembrar que esses empreendimentos partem de um setor da economia pouco conhecido, chamado de Setor 2.5 (Setor Dois e Meio), um segmento que mescla propostas do segundo e do terceiro setores, ou seja, um mesmo modelo de negócio que une a gestão empresarial com as preocupações e cuidados no âmbito socioambiental.

Principais características
  • Tem a missão de minimizar problemas sociais e ambientais.
  • Relaciona sua estratégia com a realidade local em que está inserido.
  • É economicamente viável e autossustentável.
  • Está envolvido na produção ou comercialização de produtos e na prestação de serviços que geram valor para as comunidades de baixa renda.
  • Gera lucro.
  • Emprega e remunera funcionários.
  • Paga imposto.
  • Tende a ser um modelo de negócio inovador.
  • Promove o desenvolvimento das pessoas envolvidas na sua operação.
Oportunidades para empreender

Conheça algumas áreas que podem adequar suas vocações e se tornar boas oportunidades para quem pretende investir em um negócio social:

Água e saneamento básico:

desenvolve e comercializa tecnologia inovadora e de baixo custo para o reaproveitamento e reutilização de água, em comunidade afetada pela estiagem.

Agricultura:
Artesanato:
Canais de distribuição:
Cultura:
Educação:
Energia:
Habitação:
Meio ambiente:
Tecnologia de informação e comunicação:
Turismo:
Saúde:
Serviços financeiros:

Fonte: Cartilha Negócios sociais: uma maneira inovadora de empreender e promover o bem

Oportunidades para empreender

Para quem busca ajuda para ser um empreendedor social, existem no mercado aceleradoras e fundos especializados que promovem e apoiam o desenvolvimento desse tipo de negócio.

São organizações que oferecem capacitações e orientações para a criação de modelos de negócios sustentáveis com potencial para a geração de impacto social. O apoio se dá por meio de capital semente, capital de risco e empréstimos. Conheça algumas dessas instituições:

  • Artemisia – Potencializa e capacita talentos e empreendedores brasileiros para a geração de negócios de alto impacto social por meio de iniciativas nas áreas de educação, disseminação
    de conhecimento e aceleração de negócios sociais
  • Vox Capital – investe em startups com o objetivo de melhorar o acesso a serviços básicos, como educação, saúde e serviços financeiros, além de contribuir para a redução de desigualdades sociais.
  • Yunus Negócios Sociais Brasil – Rede global de negócios sociais no meio acadêmico, promove capacitações e oferece serviços de consultoria para empresas, governos, fundações e ONGs.
  • Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) – Reúne empresários e investidores em torno de inovações sociais. Fomenta o tema em incubadoras e aceleradoras.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

JABUTI DESNECESSÁRIO NA CONTA DE LUZ

 

História de NICOLA PAMPLONA – Folha de S. Paulo

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Entidades que representam consumidores e geradores de energia lançaram nesta segunda-feira (9) um manifesto contra a aprovação de novos subsídios à energia solar, inseridos pelo Senado no projeto de lei dos combustíveis do futuro a custo estimado em R$ 24 bilhões.

“É uma indecência”, diz o presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata. “O discurso é sempre no sentido de que vamos reduzir a conta de luz, mas as ações estão sempre na contramão.”

A emenda foi inserida na quarta (4) em projeto de lei que trata de incentivos a combustíveis renováveis, como os derivados de biomassa e do hidrogênio. Por não ter relação com o assunto do PL, fica conhecida como mais um jabuti em benefício ao setor.

Ela estende de 12 para 30 meses o prazo de construção de projetos aptos ao subsídio, um dos que mais impactam a conta de luz dos brasileiros, que em 2023 foi inflada por R$ 40,3 bilhões em diversas formas de subsídios.

O manifesto divulgado nesta segunda é assinado não só por representantes de grandes consumidores, mas também por entidades formadas por geradores hidrelétricos e de empresas de energia eólica, que recentemente foram beneficiados por extensão de subsídios por medida provisória.

Também assinam representantes de distribuidoras e comercializadoras de eletricidade. “Precisamos reduzir o custo da energia no Brasil”, diz o texto. “Este é um consenso entre todos os especialistas do setor, economistas, mercado e toda a sociedade.”

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estima que a aprovação da emenda custará R$ 24 bilhões ao consumidor, cerca de R$ 1 bilhão por ano de vigência dos subsídios. Foi inserida de última hora no texto do PL pelo senador Irajá (PSD-TO).

Ela beneficia empresas que investem em fazendas solares para venda da energia principalmente a grandes consumidores. Segundo dados da Aneel, apenas metade dos 31,9 MW instalados para geração solar distribuída no país são voltados ao consumo residencial.

A outra metade é voltada para abastecer clientes comerciais, industriais e rurais, com algum resíduo para serviços públicos, como a iluminação das ruas. Entre os grandes clientes, estão bancos, redes varejistas e o agronegócio.

Essa foi a primeira vez que o lobby do setor conseguiu emplacar um jabuti no Senado, mas já ocorreram outras tentativas na Câmara de prorrogação desse benefício.

Na justificativa para a emenda, o senador Irajá diz que a proposta não “busca ampliar o direito, alcançando novas pessoas, mas garantir tempo hábil àqueles que já tinham direito ao benefício”, que já era previsto em lei. “Independentemente da fonte, são necessários projetos, investimentos e contratações de executores de serviços, o que, no mais das vezes, demanda tempo e frequentes ajustes”, escreveu. “É mais do que justo que o prazo razoável e racional de 30 (trinta) meses para as demais modalidades de minigeração seja estendido para a energia solar.”

Barata diz esperar que a Câmara derrube a mudança com apoio da base governista. Mas o próprio governo editou recentemente MP (medida provisória) estendendo prazo de subsídios para projetos de energias renováveis conseguirem desconto no uso da rede de transmissão.

DISFARCE DE LULA PARA PROTEGER MADURO NÃO COLA

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Na sexta-feira, milicianos encapuzados cercaram a Embaixada da Argentina em Caracas, que está sob custódia do Brasil desde que o governo chavista expulsou o corpo diplomático argentino. O prédio abriga seis opositores venezuelanos. No sábado, Nicolás Maduro revogou a autorização do Brasil para assumir a embaixada. A eletricidade foi cortada e só foi restabelecida no domingo, quando o cerco foi dispersado. Concomitantemente, o candidato da oposição, Edmundo González, alvo de uma ordem de prisão exarada pelos juízes fantoches de Maduro, se juntou a quase 8 milhões de venezuelanos refugiados e foi recebido como exilado pela Espanha.

Esses incidentes expõem com chocante clareza três fatos. Primeiro, que classificar o que aconteceu na Venezuela como “fraude” às eleições já virou um eufemismo. O povo venezuelano, que, segundo todas as evidências, elegeu González com dois terços dos votos, é literalmente vítima de um assalto à mão armada. Segundo, que o regime chavista não só violará regras internacionais, mas acordos com o Brasil e a própria soberania brasileira sempre que julgar conveniente. Terceiro, a pusilanimidade patológica de Lula da Silva ante essas e outras tantas agressões aos direitos dos venezuelanos e do próprio país que governa.

Líderes da oposição, organizações independentes e chancelarias de governos diversos – como EUA, Argentina, Paraguai, Uruguai e Costa Rica – emitiram notas duras de repúdio às ameaças de Maduro ao Brasil e aos refugiados venezuelanos abrigados por ele. Já o Itamaraty se restringiu a afirmar burocraticamente a inviolabilidade das instalações argentinas e também que manteria a sua custódia até que Buenos Aires indique outro Estado para exercer esta função. Nem uma mísera palavra de indignação. O máximo de emoção que o Itamaraty foi capaz de exprimir foi “surpresa”. O resto é silêncio.

Na sexta-feira, o disco quebrado de Lula voltou a rodar em uma entrevista a uma rádio: ele segue se fazendo de desentendido em relação às atas que o regime já disse que não publicará e que a oposição já publicou; sua solução continua a ser “novas eleições”; o comportamento de Maduro “deixa a desejar”; e seu regime não é uma ditadura, “é mais um rolo”.

Enquanto Nicolás Maduro promete “banhos de sangue”, rouba as eleições, declara que só entregará o governo a algum preposto chavista e persegue opositores, a posição de Lula continua a ser – visto que não houve retificação – a de que não há nada de “anormal ou grave”. Enquanto o ditador ameaça invadir um país vizinho que faz fronteira com o Brasil, questiona a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro e ameaça territórios sob a custódia do Brasil, Lula vê apenas um regime “desagradável”.

O chavismo sempre usou Lula e o PT para se legitimar e se financiar, mas Lula e o PT são incapazes de manifestar indignação, se não pelas agressões ao Brasil, ao menos pela ingratidão do indigitado companheiro. Não é de hoje que o sangue de barata corre nas veias do lulopetismo. Foi no governo de Lula que o companheiro boliviano Evo Morales confiscou refinarias da Petrobras. Foram os governos petistas que financiaram a cleptocracia de Maduro com empréstimos do BNDES. O calote chega a cerca de R$ 7 bilhões, na prática coberto pelo Tesouro brasileiro. Lula voltou ao poder garantindo que a Venezuela e outras ditaduras quitariam suas dívidas “porque são todos amigos do Brasil” – leia-se, de Lula. Muy amigos.

A cortesia com o chapéu alheio – no caso, o do contribuinte brasileiro – deveria ao menos servir para que Lula refreasse a sede de sangue dos tiranos companheiros. Mas nem isso. Na semana passada, não foi o demiurgo petista que logrou a libertação de dezenas de presos políticos pelo déspota nicaraguense Daniel Ortega, mas o diabo em pessoa: o governo “estadunidense”.

Reza um ditado que numa mesa de pôquer há sempre um otário, e se você não sabe quem é, provavelmente é você. Lula se julga um grande estadista, um líder da esquerda global, uma voz influente no jogo de poder latino-americano. Mas os fatos mostram bem outra coisa.

PREVIDÊNCIA CORTA METADE DOS AUXÍLIOS ANALISADOS

 

História de CRISTIANE GERCINA E LUCIANA LAZARINIHistória de CRISTIANE GERCINA E LUCIANA LAZARINI – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O pente-fino do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) no auxílio-doença cortou quase metade dos benefícios analisados até agora, segundo dados da Previdência Social. Iniciada no final de julho, a revisão envolveu a análise, por meio de perícia médica, de 238 mil auxílios e cortou 133 mil, o que dá 48,45%.

A economia é de R$ 1,3 bilhão com o que o governo pagaria a esses segurados até o final do ano, o que representa 55% do total de R$ 2,9 bilhões previstos pelo governo com a revisão. Falta ainda R$ 1,6 bilhão.

Embora estejam em consonância com os planos do Ministério da Fazenda para equilibrar as contas públicas, os cortes representam um cumprimento da legislação previdenciária, segundo Adroaldo da Crunha Portal, secretário de RGPS (Regime Geral da Previdência Social).

“A gente está podendo fazer o que não era possível, que é dedicar a mão de obra para revisão do benefício, para tirar do sistema que entrou há muito tempo”, afirma.

Segundo ele, o pente-fino no auxílio-doença está sendo possível por conta da agilidade trazida pelo Atestmed, sistema automático de concessão de benefício por incapacidade temporária com o envio do atestado médico por meio do Meu INSS, sem que seja necessário passar por perícia médica.

Sem a perícia inicial, a fila de espera pelo exame pericial diminuiu.

“Nós tínhamos, nos últimos anos, transformado a perícia de auxílio-doença em análise documental de corpo presente. Ou seja, marcava a perícia para daqui seis meses. No dia da perícia, a pessoa ia lá levar o documento”, diz, explicando que, na maioria dos casos, a incapacidade já havia terminado.

Cunha afirma também que o Atestmed tem sido o primeiro passo para identificar fraudes em atestados médicos, com filtros que barram documentos suspeitos já na análise inicial.

O sistema de Inteligência Artificial utiliza testes de grafologia para identificar a caligrafia, a tinta da caneta, o peso utilizado pelo médico ao fazer aquela assinatura.

De acordo com ele, entre as fraudes barradas estão vários atestados concedidos com a mesma letra, em curto período de tempo e em cidades diferentes, onde o mesmo médico não poderia estar, ou mesma letra, mas com carimbos diferentes, com médicos diferentes. Casos como esses são levados para investigação.

O forte aumento das despesas com o benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) tem puxado o crescimento dos gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a Previdência Social. É o benefício que mais cresce na Previdência Social e com uma velocidade maior do que os demais, como mostrou a Folha.

O plano do órgão é revisar ao menos 800 mil auxílios-doença até o final deste ano. A revisão de benefícios começou em julho, com a volta da perícia médica presencial para quem pede a renovação do auxílio e o recadastramento de beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), mas ganhou força a partir deste mês.

COMO É A CONVOCAÇÃO

O governo convoca os segurados por push do Meu INSS, por busca ativa (que é quando a Central de Atendimento 135 liga pelo número (11) 21350135), carta enviada por meio dos Correios, SMS, rede bancária (no extrato do pagamento) e, por fim, publicação de edital no Diário Oficial da União.

Quem recebe auxílio-doença deve manter os dados cadastrais atualizados para que o INSS possa entrar em contato, se necessário.

COMO EVITAR A PERDA DO AUXÍLIO-DOENÇA?

Os benefícios de auxílio-doença (hoje chamado de benefício por incapacidade temporária) e aposentadoria por invalidez (hoje aposentadoria por incapacidade permanente), são benefícios para quem não pode mais exercer sua atividade profissional em virtude de acidente ou doença.

O auxílio-doença tem uma duração menor e geralmente é revisto a cada seis meses. No caso da aposentadoria por invalidez, as revisões ocorrem a cada dois anos até que o segurado complete 60 anos.

Como são dois benefícios atrelados a uma condição de saúde que tornam o cidadão incapaz para o trabalho, os especialistas apontam que é essencial manter documentos que comprovem a doença. Eles devem, no entanto, ser documentos atualizados.

“É importante que o segurado esteja sempre com o relatório médico atualizado e que ele mantenha uma rotina de consultas médicas para reavaliação. Se a perícia convocar o beneficiário e o último laudo for de dois anos atrás, pode ser que surja uma desconfiança do INSS,” diz a advogada previdenciarista Adriane Bramante, do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).

Francisco Eduardo Alves Cardoso, vice-presidente da ANMP (Associação Nacional de Médicos Peritos), afirma que atestados desatualizados não têm como ser aceitos pela perícia. Segundo ele, documentos com data antiga têm sido levados às agências pelos segurados, porque, pela regra do Atestmed, com a renovação automática, não era necessário atualizar a data do atestado.

NOVA MINISTRA DE LULA ESTEVE ENROLADA COM A JUSTIÇA

História de ARTUR BÚRIGO – Folha de S. Paulo

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – A deputada estadual Macaé Evaristo (PT-MG), nova ministra dos Direitos Humanos do governo Lula (PT), assinou em 2022 um acordo de R$ 10,4 mil com o MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais) para encerrar um conjunto de ações de improbidade administrativa.

A reportagem encontrou ao menos 13 processos que se referem ao seu período como secretária estadual de Educação do governo Fernando Pimentel (PT), de 2015 a 2018. As ações da Promotoria investigavam a aquisição de carteiras escolares durante o período de Macaé à frente da pasta.

Procurada, a assessoria da deputada afirmou que, enquanto foi secretária estadual, foram realizadas licitações para a compra de mobiliário e kits escolares, que posteriormente foram alvo de investigações do Ministério Público. Ela ainda afirmou que cumpriu todas as obrigações impostas no acordo.

“Esses processos pelos quais respondi resultaram na celebração de acordos para resolução célere e eficiente sobre questões ligadas à administração pública. Destaco ainda que sempre colaborei com a Justiça de forma engajada, reafirmando meu compromisso com a transparência, responsabilidade e defesa do interesse público”, disse, em nota.

Em uma das decisões antes de celebrado o acordo, o juiz Rogério Santos Araujo Abreu, da 5ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, determinou o bloqueio de bens de Macaé e das empresas envolvidas.

Ele também afirmou que havia “prova satisfatória de que houve o superfaturamento no contrato para aquisição de carteiras escolares” para todo o estado.

Com o acordo de não persecução civil assinado com a Promotoria, os processos contra ela foram extintos e os recursos antes apreendidos foram disponibilizados à ré.

No acordo, o MP-MG afirmou que foi comprovado no inquérito civil a ocorrência de sobrepreço na licitação e contratação de fornecimento de carteiras escolares pela secretaria.

O órgão também considera que Macaé, professora estadual de carreira e, na época, vereadora de Belo Horizonte, “não possui capacidade econômica para suportar compromissos financeiros de elevado valor, destacando-se que seu patrimônio sequer inclui a propriedade de bens móveis ou imóveis”.

O promotor Leonardo Barbabela ainda afirma que o acordo cumpre aos critérios de artigo da lei de atos de improbidade administrativa, que prevê “considerar a personalidade do agente, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do ato de improbidade, bem como as vantagens, para o interesse público, da rápida solução do caso”.

O valor de R$ 10.440,45 previsto pelo acordo referia-se à remuneração de Macaé como secretária e foi destinado ao fundo estadual do MP-MG. Procurada, a Promotoria confirmou o acordo, mas não quis comentá-lo.

Diferentemente do que ocorre na esfera criminal, as ações de improbidade não visam a prisão, mas sim o ressarcimento de recursos públicos e sanções, como a perda de função pública. Esses processos abordam, entre outros casos, situações de dano ao erário e de violação dos princípios da administração pública.

Macaé vai substituir Silvio Almeida, demitido na sexta-feira (6) após acusações de assédio sexual. Uma das vítimas seria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

“Hoje convidei a deputada estadual Macaé Evaristo para assumir o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Ela aceitou. Assinarei em breve sua nomeação. Seja bem-vinda e um ótimo trabalho”, disse Lula ao publicar em rede social uma foto ao lado da nova ministra.

A escolha de Macaé também foi um aceno à bancada mineira do PT no Congresso, que vinha pedindo ao presidente por uma maior representatividade no governo. Até então, o único ministro do estado era Alexandre Silveira (PSD), que foi uma escolha pessoal do presidente ao Ministério de Minas e Energia.

Além de Macaé, chegou a ser cogitado o nome da ex-ministra Nilma Lino Gomes, também mineira, que foi chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no governo Dilma.

Com a indicação de Macaé ao governo, o ex-deputado estadual Hely Tarqüínio (PV) assumirá a cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Ele irá assumir o cargo pelo oitavo mandato.

O Ministério dos Direitos Humanos está sendo ocupado interinamente por Esther Dweck, que acumula a função com o cargo de ministra da Gestão e da Inovação em Serviço Público.

No fim da tarde de sexta-feira (6), Lula decidiu demitir Silvio Almeida após o surgimento de acusações de assédio sexual contra o ministro. A organização Me Too Brasil recebeu os relatos e prestou auxílio às supostas vítimas.

Silvio Almeida vem negando as acusações.

“Repudio com absoluta veemência as mentiras que estão sendo assacadas contra mim. Repudio tais acusações com a força do amor e do respeito que tenho pela minha esposa e pela minha amada filha de 1 ano de idade, em meio à luta que travo, diariamente, em favor dos direitos humanos e da cidadania neste país”, afirmou.

 

PEDIDO DE IMPEACHMENT DE MORAES FOI ENTREGUE AO SENADO

 

História de Levy Teles – Jornal Estadão

BRASÍLIA — Deputados e senadores apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolaram, nesta segunda-feira, 9, pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), instaurar o processo.

O documento diz que o magistrado forjou provas, cerceou a liberdade de expressão e abusou do poder com o objetivo de perseguir opositores políticos. Os argumentos justificariam a instauração do processo em razão de um suposto crime de responsabilidade cometido por Moraes. O texto foi apresentado dois dias após o ato na Avenida Paulista que reuniu Bolsonaro e seus apoiadores com palavras de ordem contra o ministro do STF.

“Estamos aqui pedindo impeachment de Alexandre de Moraes como último recurso para que possamos resgatar a normalidade”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Eduardo Girão (Novo-CE), um dos principais articuladores, falou que essa deveria ser a principal causa a ser avaliada pelo Senado. “Não existe mais clima de votar qualquer outra matéria nessa Casa”, afirmou.

O deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) é o autor do pedido, e é subscrito por outros 151 deputados. Senadores bolsonaristas optaram por não assinar a proposta, por entenderem que poderia criar suspeição sobre um eventual julgamento de Moraes no Senado.

Oposição diz que Moraes 'abusou do poder' como ministro do STF. Foto: Apolos Neto

Oposição diz que Moraes ‘abusou do poder’ como ministro do STF. Foto: Apolos Neto

Gayer, autor do pedido, já chamou Pacheco de “capacho do crime organizado”. No ato do 7 de Setembro, o deputado Nikolas Ferreira disse que o presidente do Senado é “covarde”.

Rodolfo Nogueira e Gustavo Gayer; deputados aproveitam tempo antes de reunião com Pacheco para gravar lives criticando Moraes. Foto: Levy Teles/Estadão

Rodolfo Nogueira e Gustavo Gayer; deputados aproveitam tempo antes de reunião com Pacheco para gravar lives criticando Moraes. Foto: Levy Teles/Estadão

O deputado Delegado Caveira (PL-PA) chamou Pacheco de “frouxo” e disse que ele irá engavetar o pedido. “Estive na entrega do pedido de impeachment de Alexandre Moraes ali com o presidente desta casa de leis (Rodrigo Pacheco). É uma conversa fiada, uma conversa mole que vocês vão ver nas redes sociais. O presidente desta Casa, frouxo como ele é, querendo passar manteiga no bigode de gato, passar pano. Pela conversa que ele teve, este pedido de impeachment deve ir para o lixo. Não podemos permitir”, afirmou.

Como instrumento de pressão, a oposição trabalha por uma obstrução — procedimento adotado para barrar votações de projetos — no Congresso Nacional.

Hélio Lopes grava vídeo do lado de Evair Vieira de Melo; deputados aproveitam momento para conversar com eleitores nas redes Foto: Levy Teles/Estadão

Hélio Lopes grava vídeo do lado de Evair Vieira de Melo; deputados aproveitam momento para conversar com eleitores nas redes Foto: Levy Teles/Estadão

Paralelamente, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o grupo planeja votar um projeto de lei que visa anistiar os detidos por terem participado dos ataques golpistas do 8 de Janeiro, chamados pelos bolsonaristas de “presos políticos”.

“Já não aguentamos mais ver o Supremo legislar”, disse De Toni. Na comissão dela ainda há pelo menos mais quatro propostas que limitam o poder do STF e outras duas que criam novas possibilidades para abertura de processo de impeachment contra um ministro da Corte. “A resposta do Legislativo está vindo”, completou.

Veja o que diz o pedido de impeachment:

Moraes teria abusado do poder como juiz

O texto, protocolado em uma plataforma de assinaturas online, diz que Moraes ordenou a produção de relatórios pela Justiça Eleitoral para embasar decisões do próprio ministro contra bolsonaristas no inquérito das fake news no STF de maneira ilegal, o que incorre, diz o documento, “em indiscutível abuso de poder”.

“A eventual conduta do ministro do STF, exigindo a produção de provas aos seus subordinados com o propósito de atingir várias pessoas apoiadoras do ex-presidente Jair Bolsonaro para aplicar-lhes medidas restritivas de direitos e sanções, deve ser objeto de uma avaliação objetiva, sendo imprescindível a instauração de um processo, no qual se deve perquirir sobre a existência de crime de responsabilidade”, escreveram os parlamentares.

Oposicionistas dizem que ministro produziu provas irregularmente e cobram posição do Senado

Esse pedido diz que Moraes produziu provas irregularmente ao ordenar de forma extraoficial, por meio de seus assessores do STF, o órgão de enfrentamento à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para esses parlamentares, Moraes foi “negligente” e “violou direitos constitucionais” e que usa “indevidamente” a prisão preventiva como um “mecanismo de coerção, com o objetivo de forçar delações premiadas”.

“A atuação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes levanta preocupações sobre abuso de poder e a violação do devido processo legal”, diz o texto. “Não é papel do Senado Federal relativizar ou mitigar a aplicação da lei.”

Denúncia tem reportagens como base

As acusações feitas pela oposição têm como base reportagens do jornal Folha de S. Pauloque mostram pedidos fora do rito para a produção de relatórios do TSE.

As reportagens mostram que servidores loteados no gabinete do ministro enviavam mensagens para que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), vinculada ao TSE, pelo WhatsApp, solicitando a inclusão de informações ou pedindo a investigação de outros casos a pedido da equipe.

Além disso, a denúncia afirma que houve violação do devido processo legal, já que, segundo eles, houve o uso informal de uma instituição para conduzir investigações, o que comprometeria a imparcialidade e a legalidade dos procedimentos.

Na última quarta-feira, 4, a oposição divulgou um manifesto pedindo anistia aos presos do 8 de Janeiro e arquivamento dos inquéritos conduzidos por Moraes.

ENTREVISTA DE LUCIANO HUCK COM ZELENSKY PRESIDENTE DA UCRÂNIA

Notícias da TV

Luciano Huck durante sua conversa com o presidente Volodymyr Zelensky para documentário

Luciano Huck durante sua conversa com o presidente Volodymyr Zelensky para documentário

O apresentador Luciano Huck levou um sermão do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a conversa que os dois tiveram no país europeu. Ao pedir ao político que gravasse um recado para Angélica e seus três filhos de que estava tudo bem depois dos momentos de terror vividos na noite anterior, quando a Rússia lançou uma grande ofensiva aos rivais, o comunicador ouviu do ucraniano uma frase clara: “Não está tudo bem”.

A confissão foi feita pelo próprio Huck em entrevista a Poliana Abritta exibida pelo Fantástico deste domingo (8). Ele admitiu que tentou quebrar o clima de tensão logo no início da conversa, mas o tiro saiu pela culatra. “O presidente chegou nervoso, tenso, tanto que eu começo a conversa com ele tentando quebrar o clima. E não deu certo”, disse o apresentador.

“Também quis falar da saúde mental dele, de ser um alvo do exército russo o tempo todo. Teve uma hora que eu pergunto do que ele sente falta”, lembrou Huck, que transformou o papo com Zelensky em um documentário do Globoplay. O projeto, aliás, ganhou como título justamente a “bronca” do presidente: Não Está Tudo Bem chega ao streaming no dia 15.

Huck estava em um hotel na Ucrânia quando Vladimir Putin lançou bombardeios no país. Ele narrou os momentos de terror e tensão que viveu na capital Kiev, um dos cenários da longa guerra.

“Quando anoiteceu no domingo, foi o problema. Às 3h da manhã, começa a tocar tudo [os alarmes]. Aí você vê que o bicho pegou, porque todos os funcionários estavam lá, a turma da cozinha, da limpeza, do serviço de quarto. Aí fica cheio, tá todo mundo lá embaixo”, apontou.

Antes dos ataques, ele havia passeado pela cidade e se surpreendeu com o que presenciou por lá. “Você vê famílias andando na praça num domingo em Kiev. Aí anda mais um pouquinho, vê os destroços dos tanques russos. É um conflito constante”, descreveu Huck.

O apresentador do Domingão ainda comparou a guerra na Ucrânia com a situação do Brasil. “Acho que a primeira sensação que eu tive foi quando eu comecei a andar na cidade. Dezenas de milhares de pessoas já morreram, crianças, jovens, mulheres. Me assustou um pouco e eu correlacionei com a violência urbana que a gente tem no Brasil”, disse.

“A quantidade de bala perdida, toda vez que a gente abre o jornal tem alguma coisa, alguém morreu em alguma comunidade, e a gente meio que normaliza isso, como se fosse parte do nosso cotidiano”, lamentou o marido de Angélica.

Apesar dos momentos difíceis, ele encarou a viagem para o país europeu como algo positivo e a conversa com Zelensky como produtiva. “Por mais medo que senti, por mais preocupação, eu acho que valeu a pena”, finalizou.

 

SPACEX LANÇA TRIPULAÇÃO PARA UMA MISSÃO ESPACIAL HISTÓRICA

 

História de Por Joey Roulette e Gerry Do – REUTERS

Foguete da SpaceX é preparado para a missão Polaris Dawn  9/9/2024   REUTERS/Joe Skipper

Foguete da SpaceX é preparado para a missão Polaris Dawn 9/9/2024 REUTERS/Joe Skipper© Thomson Reuters

Por Joey Roulette e Gerry Doyle

WASHINGTON (Reuters) – Quatro astronautas particulares foram ao espaço na manhã desta terça-feira em uma cápsula Crew Dragon modificada da SpaceX, dando início à missão Polaris Dawn de cinco dias da empresa, que tem como objetivo testar novos projetos de trajes espaciais e realizar a primeira caminhada espacial particular.

A tripulação, formada por um empresário bilionário, um piloto de caça militar aposentado e dois funcionários da SpaceX, decolou do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, por volta das 6h23 (horário de Brasília).

A cápsula alcançou a órbita cerca de nove minutos e meio depois, e a tripulação ficou brincando com um pequeno cachorro de pelúcia de astronauta enquanto a queda livre – gravidade zero – se tornava aparente. A Crew Dragon se separou de seu suporte três minutos depois disso, com as câmeras de bordo revelando uma vista espetacular da cápsula sobre a Terra iluminada pelo Sol.

“Ao olharem para a Estrela do Norte, lembrem-se de que sua coragem ilumina o mapa para futuros exploradores”, disse o diretor de lançamento da SpaceX, Frank Messina, à tripulação por rádio. “Confiamos em suas habilidades, coragem e trabalho em equipe para realizar a missão que temos pela frente. … Estamos mandando um abraço do solo para vocês.”

O propulsor Falcon 9 da missão aterrissou com segurança em uma plataforma marítima.

É a quinta – e mais arriscada – missão privada da Crew Dragon até o momento. A espaçonave acabará por se estabelecer em uma órbita oval, passando o mais longe da Terra que qualquer ser humano terá se aventurado desde o fim do programa lunar Apollo dos EUA em 1972, a até 1.400 km.

Uma tentativa de lançamento no mês passado foi adiada horas antes da decolagem devido a um pequeno vazamento de hélio no equipamento de solo na plataforma de lançamento da SpaceX. A SpaceX consertou o vazamento. O lançamento de terça-feira foi adiado em cerca de duas horas devido ao clima desfavorável.

No passado, somente astronautas altamente treinados e bem financiados pelo governo fizeram caminhadas espaciais. Foram realizadas cerca de 270 na Estação Espacial Internacional (ISS) desde sua criação em 2000 e 16 por astronautas chineses na estação espacial Tiangong de Pequim.

A caminhada espacial da Polaris Dawn está planejada para o terceiro dia da missão, a 700 km de altitude, e durará cerca de 20 minutos. A nave Crew Dragon da SpaceX despressurizará lentamente toda a sua cabine – ela não tem câmara de vácuo como a ISS – e todos os quatro astronautas contarão com seus trajes espaciais mais finos, construídos pela SpaceX, para obter oxigênio.

(Reportagem de Joey Roulette em Washington e Gerry Doyle em Cingapura)

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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