domingo, 8 de setembro de 2024

O BRASIL DEPENDE MAIS DE ELON MUSK DO QUE ELE PRÓPRIO DO BRASIL

 

História de PEDRO S. TEIXEIRA – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Elon Musk tem pouco a perder no Brasil, avaliam especialistas ouvidos pela Folha. A Tesla, seu principal negócio, não vende carros aqui e importa lítio de outros países, e o X é irrelevante porque só dá prejuízo. A Starlink, com 7,5% dos seus clientes em território nacional, é única a empresa que mantém relações comerciais expressivas por aqui.

O Brasil, por outro lado, se tornou dependente da conexão via satélite da companhia em áreas críticas como postos de saúde e escolas em locais isolados, as Forças Armadas e o policiamento de fronteiras e de estradas.

Antena da Starlink na vila de Manakeiaway, do povo indígena Marubo, localizada no Acre Victor Moriyama NYT A imagem mostra uma cena rural com uma pessoa caminhando por uma ponte de madeira, enquanto ao fundo se observa uma casa simples e vegetação abundante.

Parte desses contratos foi feita com dispensa de licitação pelo “serviço sem par” da SpaceX, mostram documentos no Portal Nacional de Contratações Públicas Portal Nacional de Contratações Públicas.

Porém mesmo o maior negócio do bilionário tem pouca atividade, de fato, no Brasil. Mantém uma sede em território nacional apenas para fins contábeis e regulatórios, sob responsabilidade legal, desde a terça-feira (3), do escritório Pacaembu Serviços, com sede na rua Líbero Badaró, no centro de São Paulo.

A operação brasileira da empresa negocia seus serviços por meio de sete representantes comerciais autorizados. A companhia está em atividade no Brasil desde janeiro de 2022, após comprar uma licença da Anatel por R$ 102 mil no fim de 2021.

O sócio-fundador da Starlink Brazil, Vitor Urner, outro especialista em abrir representações no país para estrangeiros, pediu para deixar a empresa após o embate judicial envolvendo o X. “Não falo mais pela empresa e não dou entrevistas”, disse Urner à reportagem.

Musk ainda teria recomendado que os funcionários da SpaceX que atuam no Brasil deixassem o país, segundo comunicado interno obtido pelo jornal americano The Wall Street Journal.

Procurada via email e redes sociais, a companhia aeroespacial não respondeu ao pedido de entrevista da Folha de S.Paulo. Os escritórios Demarest Advogados e Veirano Advogados, que defendem a empresa em ações no STF, também não comentaram.

Embora a empresa tenha 224,5 mil clientes no Brasil, cerca de 0,5% do total do mercado de internet banda larga, segundo dados da Anatel, quase um terço deles está na região Norte, que tem um histórico de restrição de conexão. A companhia também tem forte presença no Centro-Oeste, com impulso de clientes no agronegócio.

“A Starlink tem antenas instaladas em 90% dos municípios da Amazônia e esse número só tende a crescer”, diz o professor e pesquisador no Departamento de Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia David Nemer.

A empresa tem concorrentes, mas oferece a conexão via satélite mais barata e com menor latência [tempo de atraso entre o comando e a resposta na internet], de acordo com o fundador da empresa de negócios aeroespaciais Airvantis, Lucas Fonseca.

A assinatura residencial da Starlink custa a partir de R$ 184 mensais mais impostos, fora o investimento inicial na compra de uma antena.

Além de 52 concorrentes habilitados pela Anatel –sendo os principais a HughesNet, a Viasat e Telebras, com serviços mais caros–, Fonseca lembra que o Brasil tem o próprio satélite geoestacionário, o SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), capaz de fornecer internet.

“Foi lançado após a descoberta da espionagem do governo brasileiro pela NSA [Agência de Segurança Nacional dos EUA]”, recorda. Segundo ele, porém, é difícil contratar o serviço, hoje vendido pela ViaSat.

A latência do SGDC, que orbita a quase 36 mil km da Terra, é bem maior do que a da constelação de satélites da Starlink, situados em baixa altitude -de 540 km a 1.325 km. “Mas é viável no dia a dia, e poderia ser usado desde que a pessoa compre uma antena específica”, diz.

A expansão global da Starlink dá a Musk poder político, diz o professor de relações internacionais da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) Alcides Peron, que é especialista em políticas tecnológicas.

“Musk passa a ser quem determina quais conteúdos podem ser veiculados, uma vez que controla a circulação de dados –isso é viabilizado pelo controle da infraestrutura comunicacional”, diz.

O bilionário assumiu esse papel na esteira da mudança na política aeroespacial americana, que reduziu o papel da Nasa, para priorizar empresários dispostos a atuar no setor.

Hoje, a receita da SpaceX se divide entre contratos com o governo americano e os serviços da Starlink, segundo documentos obtidos pela agência Bloomberg -a expectativa é faturar US$ 15 bilhões (R$ 85 bilhões) em 2024.

Em publicação no X enviada à reportagem, a Starlink afirmou que, diferentemente do que informa a Anatel, teria 250 mil clientes no Brasil -segundo a empresa, seriam 3,3 milhões de assinantes do serviço em 99 países

O número não é vital para a Starlink, mas o Brasil não deixa de ser um local estratégico para a empresa, na avaliação de especialistas.

Uma vez que o X é hoje inviável como negócio, o bilionário não hesita em usá-lo para gerar confusão, mesmo sem ter um ganho político ou econômico claro, de acordo com o professor da Universidade da Virginia.

“Ao apoiar esses políticos mais conservadores do bolsonarismo, o que Musk ganha é um compromisso desses políticos para tentar barrar qualquer tipo de regulação das big techs.”

Por sua vez, o principal negócio do bilionário, a Tesla, nunca esboçou intenção de entrar no mercado brasileiro. O país nunca foi mencionado em documentos da empresa protocolados junto à comissão de valores mobiliários americana, a SEC, ou em balanços da empresa.

A única aproximação da empresa com o Brasil foi um flerte com a possibilidade de comprar a mineradora e processadora de lítio Sigma Lithium. O negócio, porém, nunca avançou.

Hoje, os principais fornecedores do minério da Tesla estão em China e Austrália. A Bolívia, por sua vez, tem, de longe, a maior reserva de lítio, com 23 milhões de toneladas, bem acima da reserva brasileira de 800 mil toneladas, de acordo com relatório da Bloomberg.

RAIO-X DAS EMPRESAS DE MUSK

Tesla

Atua no Brasil: Não

Fundação: julho de 2003

Valor de mercado: US$ 701,45 bi

Receita: US$ 96,77 bi em 2023

Número de funcionários: 140.473

Área de atuação: Carros elétricos e energia solar

Concorrentes: BYD

SpaceX

Atua no Brasil: Sim, por meio do serviço Starlink

Fundação: março de 2002

Valor de mercado: estimado em US$ 180 bilhões

Receita: Não revelada

Número de funcionários: Não revelado

Área de atuação: Setor aeroespacial e internet via satélite

Concorrentes: Amazon

X Corp

Atua no Brasil: Até ser bloqueada pelo STF na última sexta (30)

Fundação: março de 2006, adquirida por Musk em outubro de 2022

Valor de mercado: US$ 11,88 bi

Receita: Não revelada

Número de funcionários: Musk disse que empresa tem cerca de 2.300

Área de atuação: Rede social e publicidade

Concorrentes: Meta, TikTok

Neuralink

Atua no Brasil: não

Fundação: junho de 2016

Valor de mercado: US$ 3,5 bi

Receita: Não revelada

Número de funcionários: Não revelado

Área de atuação: Saúde e neurotecnologia

Concorrentes: Synchron

Boring Company

Atua no Brasil: não

Fundação: dezembro de 2016

Valor de mercado: US$ 5,7 bi

Receita: Não revelada

Número de funcionários: Não revelado

Área de atuação: Transporte e construção de túneis

Concorrentes: Hyperloop

Musk Foundation

Atua no Brasil: não

Fundação mantida por Musk junto ao irmão Kinball Musk, que oferece bolsa para pesquisas nos ramos de energia renovável, exploração espacial, pediatria, educação em ciências e engenharias e desenvolvimento de inteligência artificial.

AS MICRO E PEQUENAS USINAS ELÉTRICAS PODEM SALVAR O BRASIL DO APAGÃO

História de SIMPI – Newsrondonia

“A indústria da eletricidade no Brasil é um setor econômico importante, seja porque a energia é um fator estruturante da sociedade e por isso somos dependentes, também porque os valores de geração de eletricidade e os recursos financeiros produzidos são de grande monta”, diz o Professor Doutor Artur de Souza Moret.

Físico pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em Ensino de Ciências – Modalidade Física e Química pela Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele atua na Coordenação-Geral de Planejamento Acadêmico, Pesquisa e Inovação da Secretaria de Educação Superior do MEC e nos assessora quanto ao tema. O Brasil teve um salto significativo de produção nos últimos 100 anos.

Em 1930, a capacidade era de 380 MW; na industrialização, chegamos a 3.500 MW em 1950. Em 1980, a potência instalada era de 29.000 MW; em 2000, saltamos para 70.000 MW; e em 2024, alcançamos 204.500 MW, com um crescimento de 6.500.000 MW somente neste ano, com contribuição importante da Geração Descentralizada, fortemente impulsionada por fontes renováveis. Especialistas já defendem há décadas que a Geração Descentralizada (GD) é importante para o Brasil. Nos últimos anos, a GD, e sobretudo a solar, tem tido crescimento expressivo, principalmente em decorrência da Resolução ANEEL 482/2012, que permitiu a instalação de sistemas solares e que a sobra pudesse ser injetada na rede. No entanto, a principal característica é que os auto-geradores não têm permissão para vender a sobra de eletricidade. Em alguns países, como é o caso da Alemanha, já é possível vender o excedente. No Brasil, o potencial de implementação da GD é muito significativo. Como exercício, no Brasil temos 21 milhões de Micro e Pequenas Empresas.

Coluna do Simpi: As Micro e Pequenas podem salvar a oferta de eletricidade no Brasil - News Rondônia

Coluna do Simpi: As Micro e Pequenas podem salvar a oferta de eletricidade no Brasil – News Rondônia

Se cada uma dessas empresas gerasse 1.000 kWh, o montante total seria de 21.000 GWh. Comparando aos 85.000 GWh gerados pela Usina de Itaipu, o valor chega a ¼ do consumo; as UHEs de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, produzem 16.000 GWh e 14.000 GWh, respectivamente. Ou seja, individualmente, as gerações das Micro e Pequenas Empresas geram mais do que as duas UHEs. Onde está o imbróglio? Eu já levantei acima que o problema é que o auto-gerador não pode comercializar a eletricidade gerada.

Neste exercício, propomos um modelo de negócio em que tanto as Micro Empresas quanto as distribuidoras pudessem ser proprietárias da geração de energia elétrica em percentuais acertados em contrato, com financiamento e juros adequados. Assim, as empresas compensariam o consumo, e as distribuidoras comercializariam as sobras. Um negócio importante para todas as partes: micro empresas, distribuidoras e geradoras, além da indústria nacional. Só para finalizar, temos um potencial enorme de Geração Descentralizada, que pode servir de referência para a agregação de potência com energia limpa, transição elétrica e desenvolvimento sustentável.

Em uma vitória expressiva para os Microempreendedores Individuais (MEIs), Micro e Pequenas Empresas, a Feempi/Simpi, representada pelo renomado advogado tributarista Rafael Duck, obteve uma importante liminar que suspende a cobrança do ICMS na entrada de mercadorias provenientes de outros estados, conhecida como DIFAL. Essa decisão, proferida em primeira instância, representa um marco significativo na luta pela justiça tributária para os pequenos negócios. A cobrança do DIFAL, que impacta diretamente o fluxo de caixa e a competitividade das empresas de menor porte, havia se tornado uma preocupação crescente entre os empresários que operam no regime do Simples Nacional. Com a confirmação da suspensão do ICMS DIFAL, as micro e pequenas empresas, assim como os MEIs, ganham um fôlego financeiro em um momento crucial, permitindo que continuem suas atividades com menos encargos tributários e, consequentemente, maior capacidade de investimento e crescimento. A medida beneficia diretamente os associados da Federação das Entidades de Micro e Pequenas Empresas como o associados do SIMPEC e do SIMPI, destacando a importância de ações judiciais bem-sucedidas em prol dos pequenos negócios. Essa vitória também serve como um importante precedente jurídico, fortalecendo a posição dos Micro e Pequenos Empresários na discussão sobre a carga tributária no Brasil. A liminar conquistada pela Feempi/Simpi demonstra a relevância da advocacia especializada e o impacto que decisões judiciais podem ter na vida dos pequenos empreendedores, que já enfrentam inúmeros desafios no cenário econômico atual. Em suma, a suspensão do ICMS DIFAL é um grande alívio para os MEIs e Pequenas Empresas, que agora podem continuar suas operações com maior tranquilidade, contribuindo para o desenvolvimento econômico do país e a geração de empregos. Essa conquista reforça a importância da mobilização e do acesso à justiça para garantir condições mais justas e favoráveis ao crescimento dos pequenos negócios no Brasil.

 

CARROS HÍBRIDOS MERECEM TER MAIORES INCENTIVOS DO QUE OS CARROS ELÉTRICOS

 

História de Fernando Calmon – AutoPapo

“Pressa é inimiga da perfeição”. Frase atribuída ao escritor Machado de Assis, que a cunhou de uma forma mais culta, pode se aplicar ao atual cenário mundial. Os carros elétricos despertaram atenções, programas apetitosos de incentivos governamentais e ocuparam parte relevante (em torno de 40%) do maior mercado de veículos do planeta, o chinês, do alto de seu 1,4 bilhão de habitantes.

Entretanto, há claros sinais de recuo em vários países da Europa e uma “meia-trava” nos EUA, segundo maior mercado mundial. A maioria dos fabricantes parece ter concluído, somente agora, que a transição precisa ser feita com menos açodamento. Alguns deles foram pegos de surpresa aos apostaram tudo numa rápida transição e sem terem dado a devida atenção aos semi-híbridos, híbridos e híbridos plugáveis.

Boa parte dessa falha estratégica foi patrocinada por um regime de estímulos inadequado. Países europeus refizeram as contas por afetar o equilíbrio fiscal. O Brasil até que não errou tanto, embora isso se deva em parte à oferta de motores flex que diminuem as emissões de CO2, quando se abastece o tanque com etanol. Embora estes respondam por 80% das vendas, apenas 30% usam regularmente o combustível de origem vegetal. Ainda falta, portanto, avançar e os híbridos deveriam receber uma atenção maior.

Conjunto híbrido consiste a atuação conjunta entre os motores elétrico e combustão para reduzir consumo e emissões (Foto: Stellantis | Divulgação)

Conjunto híbrido consiste a atuação conjunta entre os motores elétrico e combustão para reduzir consumo e emissões (Foto: Stellantis | Divulgação)

De qualquer forma os semi-híbridos e híbridos crescerão aqui a partir de lançamentos neste e nos próximos anos. É preciso dar tempo até a chegada dos híbridos plugáveis. E investir em uma rede de recarga rodoviária para elétricos, o que exige altos investimentos e um retorno financeiro muito baixo em um país de grande extensão territorial como o Brasil.

GM anuncia investimentos de R$ 5,5 bilhões em São Paulo

Este montante responde por quase 80% do total que a empresa desembolsará entre 2024 e 2028. Dois executivos da matriz, em Detroit (EUA), Rory Harvey e Shilpan Amin, vieram ao País para confirmar o investimento no Estado. Para completar os R$ 7 bilhões já anunciados, R$ 1,2 bilhão vai para a fábrica de Gravataí (RS) e R$ 300 milhões para a unidade de motores em Joinville (SC). Santiago Chamorro, presidente da GM do Brasil, confirmou que dois modelos híbridos “leves” (tecnicamente semi-híbridos) estrearão em breve, sem citar datas.

Fábrica de São Caetano do Sul receberá aporte para produção de modelos híbridos nacionais (Foto: GM | Divulgação)

Fábrica de São Caetano do Sul receberá aporte para produção de modelos híbridos nacionais (Foto: GM | Divulgação)

É possível que pelo menos o primeiro deles estreie em janeiro de 2025, quando a fabricante completa um século de atuação no País. Provavelmente caberá ao Tracker e ao Onix, nesta ordem, a primazia. Também um novo SUV compacto está previsto para Gravataí. Ainda em 2024 é esperada a importação do México do elétrico Equinox, em outubro próximo, que complementará o Blazer VE apresentado em julho passado e com preço a ser anunciado nos próximos dias.

Também chegará a vez dos híbridos flex, uma tecnologia mais cara, ainda sem previsão de data. Híbridos plugáveis a gasolina ficarão para o final do atual ciclo de investimentos ou do próximo.

Agosto apontou leve queda de vendas em cenário ainda bom

Estatísticas de comercialização do mês passado foram afetadas por um dia útil a menos do que julho. Foi um recuo de apenas 1,6%. Ainda assim, o acumulado de vendas de janeiro a agosto de veículos leves e pesados atingiu 1,622 milhão de unidades ou 13,4% a mais que o mesmo período de 2023. José Andreta Jr., presidente da Fenabrave, apesar de manter o otimismo ressalva que “alguns fatores ainda podem movimentar o setor, como as taxas de juros, que se aumentarem podem impactar nos financiamentos de veículos como automóveis e comerciais leves”.

A consultoria brasileira Bright, em relatório apresentado no recente Congresso Fenabrave, apontou algumas tendências em curso com uma visão geral positiva. Algumas delas:

  • Atrasos na definição da reforma fiscal e no programa Mover geram insegurança nos fabricantes quanto ao rumo tecnológico, com a definição do imposto seletivo sobre automóveis tendo sido novamente adiada​.
  • Depois de fortes aumentos nos últimos anos, o preço médio deve crescer de forma mais lenta de agora em diante.
  • Maior adoção de semi-híbridos prevista para 2025, à medida que o mercado brasileiro se ajusta a novas tecnologias sustentáveis.
  • Devido à preferência mercadológica e capacidade de absorver o custo incremental de equipamentos regulatórios, SUVs continuam em ascensão.
  • Sedãs em tendência de descontinuação, com poucas opções disponíveis no mercado.
  • Picapes correspondem a um em cada cinco veículos vendidos.
  • Por conta das dimensões continentais do Brasil, híbridos plugáveis passam a ter relevância.

BRASIL DÁ PROTEÇÃO A POLÍTICOS REFUGIADOS NA EMBAIXADA DA ARGENTINA NA VENEZUELA

 

História de dw.com – DW Brasil

Itamaraty assegura permanência da representação brasileira até que seja definido outro país para ocupar missão diplomática da Argentina. “Não pode haver revogação unilateral da custódia”, diz órgão.Itamaraty afirma que Brasil seguirá representando interesses da Argentina na Venezuela até que seja designado um substituto

Itamaraty afirma que Brasil seguirá representando interesses da Argentina na Venezuela até que seja designado um substituto© Matt Frost/robertharding/picture alliance

O Ministério das Relações Exteriores informou neste sábado (07/09) que o Brasil seguirá representando os interesses da Argentina na Venezuela, apesar de o governo do presidente Nicolás Maduro revogar a autorização para que o país mantenha a custódia da representação diplomática argentina.

A embaixada argentina em Caracas está sob cerco desde a noite de sexta-feira. Após a expulsão da missão diplomática do governo de Javier Milei, em 1º de agosto, o local está sob a custódia do Brasil, que também é responsável por seis refugiados da oposição no local.

Neste sábado, a Venezuela anunciou a revogação da autorização para o governo brasileiro representar os interesses da Argentina no país. “A República Bolivariana da Venezuela tomou a decisão de revogar de maneira imediata a aprovação concedida pelo governo da República Federativa do Brasil para exercer a representação dos interesses da República Argentina e de seus nacionais em território venezuelano”, diz o governo venezuelano, em nota.

A Venezuela alegou que foi obrigada a tomar essa decisão em razão de provas sobre o suposto uso da embaixada para o planejamento de “atividades terroristas” e tentativas de homicídio contra Maduro e a vice-presidente Delcy Rodríguez. O governo venezuelano disse estar cumprindo os preceitos da Justiça do país e que age em conformidade com as Convenções de Viena.

“Não pode haver revogação unilateral”

O Itamaraty reagiu à decisão venezuelana afirmando que, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), “não pode haver revogação unilateral da custódia”.

Um comunicado divulgado pelo órgão afirma que “o governo brasileiro recebeu com surpresa a comunicação do governo venezuelano de que tenciona revogar o seu consentimento para que o Brasil proteja os interesses da Argentina na Venezuela.”

Através do Ministério das Relações Exteriores, o governo “informou que seguirá representando os interesses da Argentina na Venezuela até que seja designado um substituto”. “Enquanto não se designar outro país para representar os interesses argentinos, a situação permanece como está”, disse o Itamaraty.

“De acordo com o que estabelecem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares, o Brasil permanecerá com a custódia e a defesa dos interesses argentinos até que o governo argentino indique outro Estado aceitável para o governo venezuelano para exercer as referidas funções”. A nota do Itamaraty destaca ainda que essas mesmas convenções garantem a inviolabilidade da embaixada argentina.

Oposicionistas abrigados na embaixada

A denúncia do cerco à embaixada foi feita inicialmente pelo partido de oposição Vente Venezuela (VV), que, na noite de sexta-feira, alertou que a sede diplomática da Argentina em Caracas estava sob “cerco” de homens encapuzados. Sob a custódia do Brasil, a missão diplomática argentina também abriga seis refugiados da oposição venezuelana.

De acordo com o VV, liderado por María Corina Machado, que foi impedida de concorrer às eleições presidenciais de julho pelo regime chavista, a ação foi ordenada por Maduro.

“Patrulhas com agentes do regime continuam chegando à sede da embaixada da Argentina em Caracas. Consideramos Nicolás Maduro responsável por esse cerco contra nossos líderes em asilo”, escreveu na rede social X.

Anteriormente, o coordenador internacional do VV, Pedro Urruchurtu – um dos refugiados – afirmara que agentes da Direção de Ações Estratégicas e Táticas (DAET) da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN), juntamente com “funcionários encapuzados e armados”, cercavam o local.

O ex-deputado Omar González, também asilado, denunciou o corte no fornecimento de eletricidade à residência, que agora está abastecida por gerador de energia.

Além de Urruchurtu e González, estão na embaixada Magalli Meda, que foi gerente de campanha para a eleição presidencial; Claudia Macero, coordenadora de comunicações do VV; Humberto Villalobos, coordenador eleitoral do Comando de Campanha do VV; e o ex-ministro Fernando Martínez Mottola, assessor da Plataforma Unitária Democrática (PUD), o principal bloco de oposição.

Argentina aciona TPI

O governo da Argentina pediu a um procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) para que solicite à Câmara de Questões Preliminares da Corte “a emissão de ordens de detenção contra Nicolás Maduro” e outras lideranças do governo venezuelano.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou em postagem no X que “ameaças e ações são completamente contrárias ao Direito e não são aceitáveis de nenhuma forma pela comunidade internacional”.

O STF NÃO ACEITA A DEMOCRACIA LIBERAL QUE PERMITE QUE TODO CIDADÃO É LIVRE PARA FAZER E FALAR O QUE BEM ENTENDER

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse numa palestra na Universidade Mackenzie, na semana passada, que as redes sociais são “um instrumento bom”, mas que têm sido usadas “de forma extremamente competente por um novo grupo político, os extremistas populistas”, para solapar a democracia. Para o ministro, o ideal é que as empresas que administram as redes sociais se responsabilizem pelo que publicam. Enquanto isso não acontece, presume-se pelo contexto, restaria ao Judiciário agir para proteger os cidadãos daquilo que o ministro Moraes chamou de “discurso de ódio”.

Subjaz a essas declarações de Alexandre de Moraes uma preocupante visão segundo a qual estamos numa luta do “bem” contra o “mal”, e o primeiro é representado por aqueles que prezam a democracia – liderados pelo Supremo – e o segundo é encarnado na ganância das chamadas “Big Techs” e na vileza dos extremistas de direita. Fosse o sr. Moraes um anônimo cidadão comum a conversar no bar, sua visão não teria maiores consequências. No entanto, tendo partido não somente de um ministro da Corte mais alta do País, mas também do poderoso relator dos processos sobre “fake news” e “milícias digitais” no Supremo, a opinião do sr. Moraes equivale a um veredicto.

A expressão “discurso de ódio” não se encontra em nenhum lugar do ordenamento jurídico brasileiro. É apenas o rótulo usado por aqueles que, a pretexto de proteger a sociedade e a democracia, defendem o cerceamento preventivo da manifestação do pensamento. Há alguns anos, o Supremo Tribunal Federal arvorou-se em árbitro do discurso político, sobretudo nas redes sociais, mandando derrubar perfis que, em sua visão, ameaçam a democracia – o que é tratado liminarmente como crime de lesa-pátria.

A censura judicial, que deveria ser ato excepcionalíssimo em momentos excepcionalíssimos, como é o caso do período eleitoral, tornou-se assustadoramente corriqueira. Não é preciso ser simpatizante dos censurados – e este jornal não é, sobretudo dos extremistas que querem destruir a democracia – para ver aí um padrão preocupante.

E esse padrão parece responder a uma visão de mundo autoritária, segundo a qual cabe ao Estado expurgar a sociedade de seus vícios, de acordo com um ideal determinado por um grupo de iluminados que se autoatribuiu a missão de salvar os brasileiros de si mesmos. De acordo com esse raciocínio, os brasileiros não podem ter nenhum contato com opiniões tidas como violentas ou ameaçadoras, pois seriam incapazes de discernir o certo e o errado, o bem e o mal, o virtuoso e o viciado – e estariam, portanto, sempre à mercê do extremismo.

Ora, se os cidadãos brasileiros são capazes de escolher seus governantes, são igualmente capazes de julgar quais informações lhes serão úteis ou podem prejudicá-los Já as eventuais ofensas são tratadas pela lei – e quem for difamado, caluniado ou injuriado deve recorrer à Justiça para obter a devida reparação. Essa é a lógica de um país verdadeiramente livre, em que os direitos básicos são assegurados a todos, independentemente do caráter e do comportamento de cada um. Ninguém pode ter medo de ser punido por expressar sua opinião, mesmo que seja agressiva e eventualmente antidemocrática, pois isso não é digno de uma democracia.

Mas é justamente isso o que está acontecendo no Brasil, num grau de arbitrariedade característico dos regimes de exceção. Os poderosos juízes do Supremo querem controlar o debate nacional sem ter nenhuma autoridade legal para isso – e todos os que criticam essa truculência são desde logo classificados como “inimigos da democracia”.

A beleza de uma democracia liberal, como pretende ser a brasileira, está na liberdade como princípio: todo cidadão é livre para fazer e falar o que bem entende, respondendo por seus atos e palavras na forma da lei. Numa sociedade assim, coisas desagradáveis eventualmente são ditas ou feitas. Pode ser que isso fira a sensibilidade de um ou outro ministro do Supremo, mas é o preço de viver numa verdadeira democracia.

LIMINAR IMPEDE QUE 70 IMIGRANTES SEJAM DEPORTADOS NO AEROPORTO DE GUARULHOS

História de da Agência Brasil – CNN Brasil

Liminar impede deportação de 70 imigrantes do aeroporto de Guarulhos

Liminar impede deportação de 70 imigrantes do aeroporto de Guarulhos

A Defensoria Pública da União conseguiu liminar junto à Justiça Federal em favor de 70 imigrantes que solicitaram refúgio no país e estavam prestes a ser devolvidos a seus países pela Polícia Federal. Desde o dia 26 de agosto, o passageiro em trânsito sem visto para o Brasil não pode permanecer no país. Nova regra do Ministério da Justiça e Segurança Pública determina que o passageiro sem documentação siga viagem para o país de destino ou retorne ao local de origem. Os pedidos, acolhidos parcialmente pelos juízes Fernando Mariath Rechia e  Roberto Lima Campelo, se destinam a cidadãos de países africanos e asiáticos que estão na área restrita do Aeroporto de Guarulhos. Para Campelo, “o relato dando conta de possível saída compulsória do Brasil, já que os pacientes se encontram em situação de inadmissão no Aeroporto Internacional de Guarulhos, resta evidenciado patente periculum in mora, vez que, efetivada a repatriação, o direito reclamado perder-se-á por completo (caso ainda estejam no país)”. “Ante o exposto, de forma a garantir a eficácia da decisão futura, CONCEDO EM PARTE A MEDIDA LIMINAR para que a autoridade policial não realize a retirada compulsória/repatriação dos pacientes, até nova manifestação do Juízo, devendo estes permanecerem sob custódia da Polícia Federal em área de fiscalização e segurança do aeroporto”, afirmou o juiz em sua decisão. Na liminar de 30 de agosto, Rechia reconheceu a alegação da DPU de que os migrantes citados tem “intenção de ficar em território brasileiro e alegação de riscos às suas integridades física e à vida” caso sejam forçados a retornar aos seus locais de origem. Desde a mudança de critérios, no dia 26 de agosto, os defensores públicos já estiveram quatro vezes no aeroporto e conversaram com os imigrantes que pleiteiam o refúgio. Segundo a assessoria do órgão, todos eles alegam querer o refúgio no país. Em nota divulgada ontem pela DPU, o defensor público-geral federal, Leonardo Magalhães, destacou a importância de se estabelecer fluxos de trabalho e atribuições para cada órgão envolvido na triagem e acolhida. Ele afirmou que a defensoria também se preocupa com a assistência material. “Essas pessoas, muitas vezes, passam um dia, dois dias, e algumas necessidades básicas, necessidades fisiológicas, precisam ser cobertas”. Segundo a plataforma DataMigro, do Ministério da Justiça, 65 mil imigrantes tiveram entrada registrada no primeiro semestre no país. Cerca de 40 mil eram venezuelanos.

 

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTÁ SENDO USADA NO ESPORTE PARA ANALISAR DADOS, OTIMIZAR O DESEMPENHO E CRIAR NOVAS ESTRATÉGIAS

 

Maurício Benvenutti – redação StartSe

Do xadrez ao futebol, a IA está sendo usada para analisar dados, otimizar o desempenho e criar novas estratégias. Uma nova era de possibilidades se abre para atletas, treinadores e fãs. Entenda mais.

Foto: Pexels

Por Maurício Benvenutti 

Em 1997, o computador Deep Blue da IBM venceu o então campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, em uma partida que mudou para sempre a dinâmica desse esporte. 

  • Hoje, os maiores xadrezistas do planeta são, na verdade, times formados por humanos e máquinas. 

Magnus Carlsen, por exemplo, o melhor jogador da atualidade, usa estratégias geradas por inteligência artificial (IA) combinadas com sua intuição e experiência para se preparar antes de cada partida. 

Essa mistura da precisão das máquinas com a genialidade da mente humana é a marca registrada do xadrez moderno.

Na disputa de pênaltis entre Inglaterra e Suíça pelas quartas de final da Eurocopa, a foto do goleiro inglês com uma “cola” indicando onde os suíços provavelmente chutariam, representa, na verdade, um projeto imenso iniciado há 6 anos pela federação inglesa de futebol para melhorar o seu desempenho nas penalidades.

De um lado, técnica e controle mental: em média, os jogadores da Inglaterra demoraram 5,2 segundos para chutar após o apito do árbitro; a Suíça levou só 1,3 segundos. 

Do outro, dados: a busca por padrões históricos dos batedores ajudou o goleiro Pickford a defender 5 das 20 cobranças que enfrentou em decisões por pênaltis desde que a seleção inglesa começou esse trabalho em 2018. Isso é mais do que o dobro de qualquer outro goleiro do país desde os anos 90.

Ainda no futebol, Google e Liverpool FC desenvolvem juntos o TacticAI. Esse modelo preditivo e generativo ajuda os técnicos a treinarem escanteios, permitindo explorar diferentes posições dos jogadores em campo e identificar aquelas com maior probabilidade de sucesso. 

De acordo com a comissão técnica do Liverpool FC, as sugestões da IA foram mais eficientes do que as táticas usadas pela equipe em 90% das vezes.

Além disso, a LaLiga recém lançou o Mediacoach Sandbox, um repositório de dados coletados por câmeras e visão computacional de todos os jogos da primeira divisão do futebol espanhol. 

São mais de 3,5 milhões de dados brutos gerados por partida. Os clubes terão acesso a essa base de maneira uniforme e serão capazes de usar IA para treinar jogadas, estudar adversários e até prever lesões. 

Um dos objetivos disso é tornar a LaLiga mais competitiva, uma vez que a IA pode ajudar a equilibrar o desequilíbrio econômico entre os clubes. Esses exemplos mostram que, assim como em outras indústrias, a IA está impactando o esporte e transformando a forma como os jogos são jogados.

Marketplaces em alta: o sucesso no mercado

Tiago Sanches, gerente comercial da Total IP

Certas estratégias são cruciais para alavancar as vendas e isso começa com o primeiro contato

Marketplaces são uma tendência no e-commerce. Isso porque, os benefícios existem tanto para quem tem seu próprio ambiente, quanto para os sellers, os quais vendem nas plataformas de outros empreendedores. Entretanto, apesar dessa alta, é fundamental as organizações se prepararem da melhor forma para receberem seus grupos alvo, independentemente da época do ano. Isso inclui uma elaboração iniciada pelo atendimento.

O que são marketplaces e qual a sua realidade no mercado?

Esse conceito se remete a uma noção mais coletiva de vendas on-line. Nessa plataforma, diferentes lojas podem anunciar seus artigos, dando ao cliente um leque de opções. Desse jeito, trata-se de uma rede cujos vendedores podem fazer suas ofertas dentro da mesma página. Ou seja, é como um shopping center virtual cujos visitantes têm acesso a vários estabelecimentos. Sites como Mercado Livre, Magalu, Americanas, Amazon e a Valeon são ótimos exemplos, inclusive, de acordo com o último relatório Webshoppers, 84% dos empreendedores brasileiros possuem canais ativos em ambientes como esses.

Conforme a ChannelAdvisor, na China, esse tipo de comércio já representa 90% do faturamento do varejo on-line e, nos EUA, 33%. Já no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o crescimento do setor em 2021 foi de 19%.

Principalmente em temporadas de forte atividade, como o Natal, Dia dos Namorados, das Mães e dos Pais, as movimentações tendem a ser significativas. O Dia do Consumidor, por exemplo, em 2022, chegou a um faturamento de R$ 722 milhões, com elevação de 22% em comparação a 2021, de acordo com dados da Neotrust. Contudo, para, de fato, chamar a atenção dos fregueses, apenas preços atrativos e propagandas não são o suficiente, é preciso oferecer uma experiência completa. “Para deixar uma marca positiva é necessário garantir um primeiro contato excelente, indo até o pós-venda. Os responsáveis por esse tipo de negócio tendem a pensar só no produto final entregue, mas toda interação importa”, explica Tiago Sanches, gerente comercial da Total IP.

Um destaque em meio à concorrência é fundamental

Ciente de como apenas qualidade final não é o suficiente, diversos quesitos tendem a ajudar uma empresa a se destacar em meio a tanta concorrência. Logo, diferentes fatores influenciam a posição ocupada nas buscas, seja preço, custo do frete, avaliações, etc. Além disso, é imprescindível identificar como chamar a atenção em detrimento de sellers ocupando o mesmo espaço. Nesse contexto, conhecimento nunca é demais para descobrir como planejar condições visando se sobressair.

Outra questão importante diz respeito aos parceiros mantidos por perto e a estrutura do negócio em geral. Para a quantidade de vendas alcançadas por um programa como esse, investir na atração de indivíduos para promover suas corporações lá dentro, diversificando e ampliando o portfólio torna tudo mais robusto. Além disso, deve haver uma atenção especial à otimização das operações.

Todavia, de nada adianta tomar cuidado com tudo isso e não promover uma boa gestão operacional. Dentre diversos benefícios, a transformação de um e-commerce em um marketplace proporciona ganho de escala das demandas. A partir desse ponto é crucial redobrar a cautela com estratégias adotadas no local omnichannel. Uma administração eficiente é o meio para a criação de modelos de vivência da persona para ela ter uma boa prática nessa aquisição. “Hoje em dia, uma pessoa transita por diferentes pontos de contato. É relevante, então, conseguir alcançar o preciso da melhor forma e naquele momento, assim, há grandes chances de fidelizar”, comenta o especialista.

Dicas para se sair bem no mercado

Antes de tudo é sempre interessante se colocar no lugar dos frequentadores, pois, somente conhecendo bem eles é viável proporcionar oportunidades e elementos favoráveis. Em circunstâncias assim, um bom levantamento de dados para analisar as dores e as necessidades é uma excelente alternativa, tendo em vista como, por meio dessas informações, é fácil identificar qual a busca e como agradar.

No entanto, o ditado é real e, de fato, a primeira impressão fica. Logo, a assistência inicial desse sujeito deve ser levada em consideração de forma primordial. Como anda o seu atendimento? Quais as abordagens utilizadas para lidar com esses interessados? Independentemente de qual seja, a Startup Valeon consegue auxiliar, incrementar e melhorar qualquer estratégia de forma inovadora.

A tecnologia de robôs tem sido cada vez mais utilizada em diversas esferas do cotidiano da população. No geral, essa indústria está em crescimento, de acordo com a VDMA (Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais), as vendas do setor aumentaram em 13% em 2022. Nos primeiros quatro meses, os pedidos recebidos foram elevados em 38%, também em relação ao ano anterior, na Alemanha.

Em todo o mundo, já existem mais de três milhões deles operando em fábricas e pelo menos US$ 13,2 bilhões foram gastos nos últimos anos em novas instalações utilizando esse tipo de modernização. Pelo menos 76% desses investimentos foram feitos por cinco países: China, Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Alemanha. As indústrias automotiva, elétrica, eletrônica e metálica se destacam nesse uso em seus parques industriais. Porém, no caso do apoio ao consumidor esse artifício também não poderia ficar de fora. Com a Startup Valeon isso é possível para todos os âmbitos. “Nós enxergamos essa assistência como parte do processo de conquista e a colocamos como um pilar principal para os nossos usuários.

Dessa maneira, a firma oferece serviços baseados na aprimoração desse suporte para as companhias parceiras, seja com os tão comentados robôs, responsáveis por atender chamadas e responder mensagens automaticamente, ou com outras ferramentas. Ao todo, há uma flexibilidade sem igual para atender a todo tipo de instituição, com humanos, chat, voz, redes sociais e WhatsApp, o propósito é aumentar os resultados e promover atualização constante.

O que é marketplace e por que investir nessa plataforma

ÚnicaPropaganda e Moysés Peruhype Carlech

Milhares de internautas utilizam o marketplace diariamente para fazer compras virtuais. Mas muitos ainda desconhecem seu conceito e como ele funciona na compra e venda de produtos.

Afinal, o que é marketplace?

O marketplace é um modelo de negócio online que pode ter seu funcionamento comparado ao de um shopping center.

Ao entrar em um shopping com a intenção de comprar um produto específico, você encontra dezenas de lojas, o que lhe permite pesquisar as opções e os preços disponibilizados por cada uma delas. Além de comprar o que você planejou inicialmente, também é possível consumir outros produtos, de diferentes lojas, marcas e segmentos.

Leve isso ao mundo virtual e você entenderá o conceito de marketplace: um lugar que reúne produtos de diversas lojas, marcas e segmentos. A diferença é que no ambiente virtual é mais fácil buscar produtos, e existe a facilidade de comprar todos eles com um pagamento unificado.

Os principais marketplaces do Brasil

A Amazon foi a primeira a popularizar esse modelo de negócio pelo mundo, e até hoje é a maior referência no assunto

No Brasil, o marketplace teve início em 2012. Quem tornou a plataforma mais conhecida foi a CNova, responsável pelas operações digitais da Casas Bahia, Extra, Ponto Frio, entre outras lojas.

Hoje, alguns nomes conhecidos no marketplace B2C são: Americanas, Magazine Luiza, Netshoes, Shoptime, Submarino e Walmart. No modelo C2C, estão nomes como Mercado Livre e OLX. Conheça os resultados de algumas dessas e de outras lojas no comércio eletrônico brasileiro.

Aqui no Vale do Aço temos o marketplace da Startup Valeon que é uma Plataforma Comercial de divulgação de Empresas, Serviços e Profissionais Liberais que surgiu para revolucionar o comércio do Vale do Aço através de sua divulgação online.

Como escolher o marketplace ideal para sua loja

Para ingressar em um marketplace, é preciso cadastrar sua loja, definir os produtos que serão vendidos e iniciar a divulgação. Mas é fundamental levar em consideração alguns pontos importantes antes de decidir onde incluir sua marca:

Forma de cobrança: cada marketplace possui seu modelo de comissão sobre as vendas realizadas, que pode variar de 9,5% a 30%. O que determina isso é a menor ou maior visibilidade que o fornecedor atribuirá a seus produtos. Ou seja, o lojista que quer obter mais anúncios para seus produtos e as melhores posições em pesquisas pagará uma comissão maior.

Na Startup Valeon não cobramos comissão e sim uma pequena mensalidade para a divulgação de seus anúncios.

Público-alvo: ao definir onde cadastrar sua loja, é essencial identificar em quais marketplaces o seu público está mais presente.

Garantimos que na Valeon seu público alvo estará presente.

Concorrentes: avalie também quais são as lojas do mesmo segmento que já fazem parte da plataforma e se os seus produtos têm potencial para competir com os ofertados por elas.

Felizmente não temos concorrentes e disponibilizamos para você cliente e consumidores o melhor marketplace que possa existir.

Reputação: para um marketplace obter tráfego e melhorar seus resultados em vendas precisa contar com parceiros que cumpram suas promessas e atendam aos compradores conforme o esperado. Atrasos na entrega, produtos com qualidade inferior à prometida e atendimento ineficiente são fatores que afastam os usuários que costumam comprar naquele ambiente virtual. Ao ingressar em um marketplace, certifique-se de que a sua loja irá contribuir com a boa reputação da plataforma e pesquise as opiniões de compradores referentes às outras lojas já cadastradas.

Temos uma ótima reputação junto ao mercado e consumidores devido a seriedade que conduzimos o nosso negócio.

Vantagens do marketplace

A plataforma da Valeon oferece vantagens para todos os envolvidos no comércio eletrônico. Confira abaixo algumas delas.

Para o consumidor

Encontrar produtos de diversos segmentos e preços competitivos em um único ambiente;

Efetuar o pagamento pelos produtos de diferentes lojistas em uma única transação.

Para o lojista

Ingressar em um comércio eletrônico bem visitado e com credibilidade, o que eleva a visibilidade de seus produtos;

Fazer parte de uma estrutura completa de atendimento e operação de vendas com um menor investimento, considerando que não será necessário pagar um custo fixo básico, como aconteceria no caso de investir na abertura de uma loja física ou online.

Provas de Benefícios que o nosso site produz e proporciona:

• Fazemos muito mais que aumentar as suas vendas com a utilização das nossas ferramentas de marketing;

• Atraímos visualmente mais clientes;

• Somos mais dinâmicos;

• Somos mais assertivos nas recomendações dos produtos e promoções;

• O nosso site é otimizado para aproveitar todos os visitantes;

• Proporcionamos aumento do tráfego orgânico.

• Fazemos vários investimentos em marketing como anúncios em buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso site e aumentar as suas vendas.

Para o Marketplace

Dispor de uma ampla variedade de produtos em sua vitrine virtual, atraindo ainda mais visitantes;

Conquistar credibilidade ao ser reconhecido como um e-commerce que reúne os produtos que os consumidores buscam, o que contribui até mesmo para fidelizar clientes.

Temos nos dedicado com muito afinco em melhorar e proporcionar aos que visitam o Site uma boa avaliação do nosso canal procurando captar e entender o comportamento dos consumidores o que nos ajuda a incrementar as melhorias e campanhas de marketing que realizamos.

sábado, 7 de setembro de 2024

JULGAMENTO DO BLOQUEIO DO X SERÁ NO PLENÁRIO DO STF A PEDIDO DO NOVO E DA OAB

 

História de Wesley Bião – Jornal Estadão

Partido Novo pediu nesta quinta-feira, 5, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o julgamento da ação que a legenda apresentou no Tribunal na última segunda-feira, 2, seja feito em conjunto com o pedido que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fez um dia depois.

Ambas ações questionam a suspensão as atividades do X (antigo Twitter) no Brasil e que aplica multa de R$ 50 mil a quem tentar burlar o bloqueio por VPNs, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira, 30.

Plenário do STF deve decidir se mantém o X bloqueado no Brasil Foto: Antonio Augusto/STF

Plenário do STF deve decidir se mantém o X bloqueado no Brasil Foto: Antonio Augusto/STF

O pedido foi endereçado ao ministro Nunes Marques, que é relator das duas ações. O partido também requisita a possibilidade da sustentação oral no plenário quando os casos forem a julgamento. Nunes Marques já havia pedido para que o processo fosse levado ao plenário. Segundo o magistrado, o tema é “sensível e dotado de especial repercussão para a ordem pública e social” e por isso seria “pertinente” submeter a questão ao crivo do colegiado composto pelos onze integrantes do STF.

Na primeira ação, o Novo questionou o bloqueio, que no mesmo dia foi ratificada pela Primeira Turma do STF também na segunda-feira. Na visão da legenda, a suspensão das atividades do X durante um período eleitoral pode comprometer a integridade do pleito, afetando negativamente o debate democrático e a divulgação de informações por veículos de imprensa e cidadãos. A peça do partido também critica a decisão de aplicação de multas para quem acessar a plataforma por VPN.

Já a OAB pediu a revisão da multa de R$ 50 mil a quem burlasse o bloqueio. Na representação, o presidente nacional da entidade, Beto Simonetti, pedia que a medida fosse analisada pelo Plenário do STF, levando em conta a “densidade constitucional dos preceitos fundamentais violados e a relevância da controvérsia”. Esse havia sido o segundo pedido formulado pela entidade.

No último sábado, 31, a OAB apresentou manifestação diretamente a Alexandre de Moraes pedindo que a decisão fosse reconsiderada. Na ocasião, o órgão viu a decisão como “genérica” e argumentou que não permitia a avaliação individual das condutas.

Moraes ordenou que os serviços da rede social X fossem suspensos no território brasileiro após o empresário Elon Musk, dono da plataforma, ter se recusado a nomear um representante no País. A determinação é válida até que o X designe uma pessoa física ou jurídica como porta-voz e pague multas por descumprimento de bloqueios de perfis. O valor passa de R$ 18 milhões.

MINISTRO SILVIO ALMEIDA FOI DEMITIDO POR LULA APÓS DENÚNCIAS DE ASSÉDIO SEXUAL

 

História de Rebeca Borges, Emilly Behnke, João Rosa – CNN Brasil

Ministras e outras autoridades reagem à demissão de Silvio Almeida após denúncias de assédio

Ministras e outras autoridades reagem à demissão de Silvio Almeida após denúncias de assédio

Ministras de estado reagiram nesta sexta-feira (6) à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de demitir o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. O ministro foi alvo de denúncias de assédio sexual contra mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, publicou em uma rede social uma mensagem de apoio a Anielle Franco. “Toda solidariedade à minha querida Anielle Franco. Como você sempre diz: ‘Eu uso sempre um sorriso no rosto como forma de resistência’”, escreveu. De acordo com o Palácio do Planalto, Dweck vai assumir interinamente o Ministério dos Direitos Humanos após a demissão de Silvio Almeida. A ministra dos Povos Originários, Sonia Guajajara, publicou uma foto com Anielle Franco e manifestou apoio à colega. “Que todas as denúncias sejam investigadas dentro do rigor da lei e respeitando o devido processo legal, sem condenações prévias, e com a celeridade que denúncias como essa precisam ter na nossa sociedade, o que não poderia ser diferente no setor público”, escreveu. Outras ministras já haviam publicado manifestações de apoio à Anielle na sexta-feira (5), data em que as denúncias foram reveladas. Cida Gonçalves, ministra das Mulheres, escreveu: “Minha solidariedade e apoio a você, Anielle Franco, minha amiga e colega de Esplanada, neste difícil momento.” Na sexta, a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, republicou uma nota do Ministério das Mulheres em repúdio ao assédio sexual. Outras autoridades Em nota, a executiva nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), sigla do presidente Lula, expressou solidariedade a todas as mulheres vítimas de assédio sexual. “Esperamos a apuração rigorosa e responsabilização das denúncias que vieram ao conhecimento público nas últimas horas.” “Assédio sexual é intolerável e este é o sentido da decisão do presidente Lula, de afastar o ministro Silvio Almeida. Desejamos força à ministra Anielle Franco para continuar executando seu importante trabalho”, divulgou o PT. Demissão Mais cedo, o Palácio do Planalto divulgou nota informando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu Silvio Almeida. Segundo o Planalto, Lula considerava “insustentável” a manutenção de Almeida no cargo, considerando a natureza das acusações de assédio sexual. O ministro nega as acusações. Em publicação no Instagram nesta sexta-feira, a ministra Anielle Franco afirmou que “não é aceitável relativizar ou diminuir episódios de violência”. “Reconhecer a gravidade dessa prática e agir imediatamente é o procedimento correto, por isso ressalto a ação contundente do presidente Lula e agradeço a todas as manifestações de apoio e solidariedade que recebi”, escreveu. Por unanimidade, a Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República decidiu nesta sexta abrir um procedimento preliminar para apurar as denúncias contra o ministro. Silvio Almeida terá dez dias úteis para se manifestar, a partir do momento em que for notificado.

ATO COM BOLSONARO HOJE NA AV. PAULISTA TERÁ DISCURSO DURO DE MALAFAIA

 

História de ANA LUIZA ALBUQUERQUE E CAROLINA LINHARES – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O protesto de 7 de Setembro deste ano promovido por bolsonaristas terá como alvo central o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, tratado por eles como um ditador que abusa de seu poder e exerce censura. O ato está marcado para este sábado (7), às 14h, na avenida Paulista.

Nesta sexta-feira (6), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em um discurso a apoiadores em Juiz de Fora (MG), que a manifestação será feita para desafiar o que ele chama de “sistema” e para pedir a saída de Moraes, a quem chamou de ditador.

“Não tenho obsessão pelo poder. Tenho paixão pelo meu Brasil. Quando eu daqui sair em 30 de dezembro de 2022, algo me aconselhou a agir daquela maneira. Eu pressentia que algo estava para acontecer. Se eu tivesse ficado aqui, no dia 8 de janeiro teria sido preso e até hoje estava preso. Ou melhor, já estaria morto, porque o sistema não me quer preso me quer sem vida. Me quer morto”, disse.

O pastor Silas Malafaia, organizador da manifestação, diz à Folha que será “duríssimo” contra o ministro e que pedirá seu impeachment. “Vai ser o mais duro e veemente discurso que fiz até hoje. Vai ser de arregaçar”, afirma.

A manifestação é insuflada por dois casos recentes envolvendo Moraes. O mais recente foi a decisão de suspender as atividades do X, antigo Twitter, após a empresa não indicar um representante legal no país.

Desde então, o dono da plataforma, o empresário Elon Musk, tem endossado postagens sobre o protesto de sábado. Ele escreveu que o magistrado “deve sofrer impeachment por violar seu juramento de posse”.

Outra situação que estimula a manifestação é a série de reportagens publicada pela Folha de S.Paulo que revelou atuação atípica do gabinete de Moraes no STF. Auxiliares ordenaram por mensagens e de forma não oficial a produção de relatórios pela Justiça Eleitoral para embasar decisões do próprio ministro contra bolsonaristas no inquérito das fake news no Supremo durante e após as eleições de 2022.

“Só o povo para parar um cara desses. Derrubar um poder ditatorial é uma construção com o povo, não é da noite para o dia”, diz Malafaia.

O protesto tem impacto ainda na eleição municipal de São Paulo, no momento em que o público bolsonarista tem abraçado a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) apesar de Bolsonaro ter indicado apoio ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). O próprio ex-presidente não se engajou na campanha emedebista e tem acenado para o influenciador.

Para demonstrar alinhamento a Bolsonaro, Nunes afirmou que vai comparecer ao ato, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem sido seu principal cabo eleitoral e busca convencer Bolsonaro e seus apoiadores de que o prefeito é preferível a Marçal. Existe a chance de que o prefeito seja recebido com vaias.

A presença do influenciador, por sua vez, é incerta. Marçal viajou nesta quinta-feira (5) para El Salvador e afirmou à coluna Mônica Bergamo que iria “encontrar um presidente”. À reportagem, disse ao fim do dia que foi ao país “gravar um documentário”. Nota enviada pela campanha afirma que ele viajou ao país para se reunir com autoridades locais e buscar soluções para enfrentar a criminalidade.

Nas redes sociais, um de seus assessores disse que a equipe deixaria o país na noite desta sexta-feira (6), mas não ficou claro se voltam direto para o Brasil.

A possível ausência de Marçal tem sido explorada por aliados de Nunes, que veem na viagem internacional uma desculpa para evitar o embate com Moraes -questão que já causou desgaste entre o influenciador e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no mês passado.

Marçal já demonstrou preocupação sobre entrar em uma guerra contra Moraes, afirmando em sabatina Folha/UOL, na quarta-feira (4), que seu partido é frágil e que “qualquer coisinha pode derrubar”. Há ações em curso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que ameaçam o registro da candidatura do influenciador.

Nunes, por sua vez, tampouco comprou a briga contra o ministro. Questionado em sabatina Folha/UOL, na sexta, sobre ser a favor do impeachment, disse que a questão cabe ao Senado e, ignorando o real motivo da manifestação, disse que o ato “é em defesa do Estado democrático de Direito”.

Depois de ter sido emparedado pelos próprios eleitores e recuado nas críticas a Marçal, Bolsonaro deixou o caminho aberto para que tanto Nunes quanto Marçal participassem do ato. Para evitar que a Justiça Eleitoral aponte o uso do ato como campanha, os candidatos não terão direito à fala.

Já Tarcísio deve discursar, mas evitando a crítica a Moraes, como fez no último ato bolsonarista, em fevereiro. O governador, Nunes e Bolsonaro vão se reunir pela manhã no Palácio dos Bandeirantes, onde o ex-presidente ficará hospedado desde sexta, para tratar detalhes da participação dele na campanha emedebista –a ideia é agendar gravação de propaganda e compromissos públicos.

É provável, inclusive, que os três cheguem juntos à avenida Paulista, o que poderia evitar a vaia a Nunes. O emedebista desagrada boa parte dos eleitores do ex-presidente que não o reconhecem como um político de direita.

Segundo Malafaia, além de Bolsonaro, sua mulher, Michelle Bolsonaro, também deve discursar. Segundo ele, devem pedir o impeachment de Moraes os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL), Nikolas Ferreira (PL), Gustavo Gayer (PL), Julia Zanatta (PL) e Bia Kicis (PL) e o senador Magno Malta (PL).

O tom de Bolsonaro nesta sexta escalou em relação ao adotado por ele no vídeo de convocação para o ato, em que falou sobre defender a democracia e a liberdade -mesma linha que adotou no protesto anterior, em que coube a Malafaia atacar Moraes.

Em fevereiro, acuado diante de investigações em torno de uma trama golpista, o ex-presidente maneirou a conhecida agressividade contra o Supremo e afirmou buscar a pacificação do país.

Naquele último protesto na avenida Paulista, apoiadores foram orientados a não levar faixas e cartazes contra o STF. Desta vez, não houve este pedido, afirma Malafaia.

“Lamentavelmente, a Globo colocou uma narrativa de ato antidemocrático. Então pensamos: ‘não vamos dar mole para essa narrativa'”, diz. “Agora não. Como nós, que defendemos a liberdade do povo, [podemos dizer] ‘Oh, não leva faixa não’? É problema de cada um, cada um leva a faixa que quiser.”

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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