BALNEÁRIO CAMBORIÚ, SC (FOLHAPRESS) – O governador Tarcísio de
Freitas (Republicanos) disse neste sábado (6) disse que o ex-presidente
Jair Bolsonaro foi “bombardeado por narrativas” e teve que se contrapor a
elas durante toda a sua gestão no governo federal (2019-2022).
“Quanta inspiração, quanto sacrifício”, disse Tarcísio, que depois
falou em Deus, em orações e no Espírito-Santo para o avanço do Brasil.
“Esse ano a gente começa a construir 2026”, disse, ao destacar Bolsonaro
como o líder nacional da direita e chamá-lo de “professor”.
Tarcísio falou no dia de abertura da Cpac, conferência conservadora
que acontece em Balneário Camboriú (SC). Segundo ele, “em São Paulo não
terá invasão de terra, porque nós não vamos deixar” e que “o crime
organizado em São Paulo não terá mais vez”.
Bolsonaro comandou o país de 2019 e 2022 e perdeu a reeleição para
Lula (PT), um fato inédito entre presidentes que disputaram a eleição no
cargo. O ex-presidente teve uma gestão marcada pelo negacionismo na
pandemia e por declarações golpistas e ataques a outros Poderes.
Enquanto ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, Tarcísio endossou a
postura negacionista do então presidente diante da pandemia do
coronavírus. O agora governador estava ao lado de Bolsonaro na live em
que o ex-presidente ri ao comentar um suposto aumento de suicídios na
pandemia.
Aliado e ex-ministro de Bolsonaro, Tarcísio é frequentemente cobrado
por aliados próximos de Bolsonaro a se posicionar publicamente em defesa
do ex-presidente.
Eles avaliam que o governador, apesar de ter sido eleito com o apoio
de Bolsonaro, não é de fato comprometido com as pautas bolsonaristas.
Tarcísio já afirmou que não é um bolsonarista raiz e que não quer se
envolver em guerras ideológicas e culturais.
Como relatou a Folha, a quinta edição da Cpac Brasil deve consolidar a
aliança do bolsonarismo com movimentos mundiais da direita radical.
O evento no sábado (6) e domingo (7), inspirado em uma conferência
que ocorre anualmente nos EUA desde os anos 1970, dará palco a Bolsonaro
e ao atual chefe de Estado argentino, Javier Milei.
A expectativa é de uma imagem dos dois juntos e de provocações ao presidente Lula (PT) nos discursos.
O argentino irritou o governo brasileiro ao vir ao país em caráter
não oficial, ignorando os protocolos diplomáticos. No domingo, terá uma
agenda carregada, com encontros com empresários e o governador de Santa
Catarina, Jorginho Mello (PL), antes de falar no evento.
Outras figuras de proa da direita latino-americana e europeia estarão
presentes. Do Chile virá José Antônio Kast, que perdeu no segundo turno
a eleição presidencial para o esquerdista Gabriel Boric em 2021 e
desponta como favorito no pleito do ano que vem.
Ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Funes deve ser recebido
efusivamente pela plateia, já que a política de linha-dura contra o
crime no país centro-americano, com encarceramento em massa de
suspeitos, tornou-se uma referência para a direita brasileira.
Também estão previstas as presenças de representantes de partidos
europeus como o português Chega! e o Grupo de Conservadores e
Reformistas do Parlamento do bloco. Ambiciosa, a organização do evento
chegou a convidar o ex-presidente americano Donald Trump, sem sucesso.
Risco fiscal faz parte da pauta econômica e política do Brasil desde
sempre. Formuladores de políticas públicas, empresas e o mercado
financeiro como um todo vivem diariamente os desafios econômicos
impostos pela dívida pública.
A preocupação do mercado quanto ao rumo dos gastos do governo, sempre
foi motivo para instabilidade. Asseguro a você, é uma preocupação
legítima. O fato é que a maioria de nós já “viu esse filme” muitas vezes
e, por mais que o fantasma da hiperinflação vivida na década de 1980 e
início da década de 1990, seja algo que ficou pra trás há muito tempo,
de lá pra cá foram muitos os sustos e, sobretudo, altos custos sociais.
Considero importante que você compreenda o que significa risco fiscal
e quais seus principais desdobramentos, pois isso pode ajudar na tomada
de decisões quanto aos investimentos.O que é risco fiscal
A definição ortodoxa, de forma simplificada, define risco fiscal como
o desequilíbrio entre receitas e despesas do governo, e a decorrente
preocupação de que este não consiga honrar suas obrigações financeiras
por gastar muito mais do que arrecada.
Claro que pensando a partir da perspectiva da macroeconomia a
definição é bem mais complexa e permeada por questões de ordem econômica
com outras do âmbito político e até ideológico. Mas, eu não pretendo
trazer aqui todas as questões subjacentes que existem em torno do tal
risco fiscal, pois o tema é bem longo.
Mesmo sob pena de ficar na superficialidade da definição, entendo
como suficiente para que você entenda o essencial sobre risco fiscal e a
forma como ele pode impactar seus investimentos.
O risco fiscal é avaliado pelos agentes econômicos, que consideram a
capacidade do governo de pagar suas dívidas. Se o governo é percebido
como um bom pagador, o risco é menor, e vice-versa. E para ser percebido
como bom pagador, é importante que o governo tenha transparência e um
políticas claras, o que nem sempre acontece, gerando incertezas e baixa
confiança.Como o risco fiscal impacta a economia
A relação entre risco fiscal e a política monetária do Banco Central é
complexa e multifacetada, afetando não apenas as taxas de juros, mas
também o custo de financiamento do governo e a atratividade do país para
investimentos.Percepção de risco e fuga de capitais: quando
o risco fiscal do país aumenta, os investidores podem perder a
confiança na capacidade do governo de honrar suas dívidas e manter a
estabilidade econômica. Essa perda de confiança faz com que os
investidores, especialmente os institucionais, retirem seus recursos do
país em busca de mercados mais seguros. Com isso, há alta demanda por
dólares e, consequentemente, impacto direto na taxa de câmbio.Inflação e Política Monetária:
A depreciação do Real em relação ao dólar, pelo aumento do risco
fiscal, tem efeito inflacionário relevante, já que produtos e serviços
importados se tornam mais caros. Para conter essa inflação, o Banco
Central pode ser forçado a aumentar as taxas de juros. No entanto, se o
risco fiscal permanecer alto, os aumentos nas taxas de juros podem não
ser suficientes para estabilizar a moeda, resultando em um ciclo vicioso
de depreciação cambial e inflação, tal qual o país já viveu no passado
recente.Política fiscal versus política monetária: os teóricos da economia, definem a interação entre a política fiscal e monetária como dominância fiscal ou monetária.
Na dominância fiscal, as políticas monetárias do Banco Central se
submetem às necessidades fiscais do governo. Isso significa que a
política monetária perde eficácia na contenção da inflação se o governo
mantém políticas fiscais expansivas sem o devido controle sobre o
déficit.
Na dominância monetária, por outro lado, o Banco Central consegue
controlar a inflação independentemente da política fiscal, embora isso
possa exigir taxas de juros extremamente altas, impactando negativamente
o crescimento econômicoO risco fiscal impacta os investimentos
O risco fiscal afeta tanto os investimentos em renda fixa quanto em
renda variável. Em renda fixa, um aumento no risco implica na elevação
nas taxas de juros, tornando esses títulos mais atrativos, como temos
visto nas últimas semanas.
Ocorre, entretanto, que não existe mágica: se os títulos de renda
fixa estão pagando maiores prêmios de risco, é justamente porque o risco
é maior. Ou seja, existe menor confiança no país quanto ao potencial de
crescimento e estabilidade econômica.
Sendo assim, você não pode perder de vista que o seu dinheiro está
sendo melhor remunerado dentro de uma economia fadada a não crescer, e
isso tem consequências no médio e longo prazo. Em outras palavras: um dia a conta chega.
No caso dos investimentos em renda variável, como ações, o aumento do
risco fiscal produz o que poderíamos chamar de efeito em cascata: a
incerteza quanto à habilidade do governo na gestão de gastos leva ao
aumento nas taxas de juros, o que eleva o custo do capital para as
empresas e reduz suas margens de lucro.
Além disso, a fuga de investidores estrangeiros, preocupados com a
instabilidade econômica, pressiona o câmbio, desvaloriza o real, afeta
as dívidas em dólar e também o custo de importações, espalhando
consequências no mercado como um todo, impactando negativamente o
resultado das empresas e o mercado de ações.Como investir com segurança se o risco fiscal é elevado?
Existe um velho e conhecido ditado popular que diz que o Brasil não é
para amadores. Isso se aplica a vários aspectos, incluindo a gestão de
sua carteira de investimentos, que precisa ter estratégias bem
fundamentadas para mitigar os riscos.Diversificação de Portfólio:
alocar recursos em diferentes classes de ativos e setores, tanto
domésticos quanto internacionais, é fundamental para diluir seu risco. A
diversificação pode proteger contra a volatilidade econômica e política
que caracteriza países com alto risco fiscal, como é o caso do Brasil.Foco em Ativos de Qualidade:
estudar os setores onde pretende investir e identificar empresas com
fundamentos sólidos, é essencial. Empresas bem geridas, com balanços
robustos e fluxo de caixa estável, tendem a ser mais resilientes em
tempos de crise. Títulos do governo, apesar do risco fiscal, seguem como
uma boa opção para uma parte da carteira. Especialmente no atual
cenário, garantir as boas taxas pode fazer grande diferença em seus
resultados quando o ciclo econômico começar a reverter. Atente, porém,
para a distribuição dos níveis de risco em sua carteira. Lembre-se que
decisões de investimento inteligentes não se pautam exclusivamente pelo
prêmio de risco dos ativos.Investimentos em Infraestrutura e Setores Resilientes:
Infraestrutura, saúde e setores essenciais tendem a ser menos voláteis
mesmo em tempos de crise, o que pode oferecer uma camada adicional de
segurança para os seus investimentos de longo prazo.Hedge Cambial:
caso você seja um investidor mais experiente, sugiro utilizar
instrumentos financeiros como contratos futuros, opções de moeda e swaps
para proteger seus investimentos contra flutuações adversas na taxa de
câmbio. Essa é uma estratégia particularmente relevante em países como o
nosso, onde a instabilidade fiscal pode levar a depreciações
significativas da moeda. Reforço, porém, que para utilizar esse tipo de
mecanismo de proteção é muito importante você estudar e entender em
detalhes como isso funciona, pois operar em mercado futuro e derivativos
sem conhecimento, pode significar prejuízos substanciais.Monitoramento Contínuo:
você pode não ser um expert em economia, porém, é importante manter-se
atualizado com as políticas econômicas e fiscais do país. Mudanças na
política fiscal, como aumentos nos gastos públicos ou alterações nas
políticas tributárias, podem impactar significativamente o ambiente de
investimento. Estar informado permite reagir rapidamente a eventos
adversos.
A essa altura você já entendeu que a trajetória fiscal desafiadora do
Brasil continua a ser um fator determinante para a confiança do mercado
e para o desenvolvimento econômico sustentável do país. Contudo, como
pequenos investidores, não temos controle sobre a forma como cada
governo escolhe lidar com teto de gastos e tudo o que decorre da gestão
fiscal.
O que devemos fazer é focar naquilo que está sob nosso controle, ou
seja, a alocação de investimentos compatível com os objetivos, combinada
com o acompanhamento contínuo do mercado, de forma a otimizar recursos
com as oportunidades disponíveis em cada ciclo.
No mais, o que nos cabe é votar com consciência para que nossos
representantes sejam pessoas comprometidas com o crescimento econômico e
estabilidade do país, para além de interesses político-partidários e
disputas de poder.
Eduardo Mira é investidor profissional, analista CNPI, pós
graduado em pedagogia empresarial, coordenador do MBA em Planejamento
Financeiro e Análise de Investimentos da Anhembi Morumbi, sócio do Clube
FII e sócio fundador da holding financeira MR4 Participações.
Nenhum emprego é realmente seguro, seja por
condições econômicas instáveis, avanços tecnológicos ou até mesmo
características tóxicas no ambiente de trabalho. Nunca há garantia de
que você manterá seu cargo para sempre.
Apesar de você não poder controlar eventuais cortes e mudanças na
empresa e no setor, é possível garantir que suas qualificações
permaneçam relevantes e capazes de agregar valor onde quer que esteja.
Na era da IA, mesclar competências técnicas e humanas pode fazer a
diferença para conseguir e manter um empregoConfira cinco habilidades
para conseguir qualquer emprego em 2024
Pensamento estratégico (o que a IA não pode fazer) A inteligência
artificial deu passos gigantes nos últimos anos. A IA generativa, por
exemplo, agora pode escrever, gerar imagens, áudios e até vídeos com um
nível de sofisticação nunca visto antes. O que ela não pode fazer, no
entanto, é usar o pensamento estratégico. Embora a IA seja excelente em
analisar grandes quantidades de informações e resumi-las, ela ainda
carece de habilidades humanas, como o pensamento criativo e crítico,
necessárias para tomar decisões. Essas competências vêm com experiência e
prática. Como qualquer músculo, o exercício repetido ajuda a tornar o
pensamento estratégico mais fácil. Para treinar essa habilidade, crie o
hábito de analisar até os problemas mais simples de vários ângulos e
desenvolver múltiplas soluções. Também é importante dividir tarefas em
partes para permitir uma abordagem sistemática. Faça tudo isso
consistentemente e você será um colaborador valioso para qualquer
equipe.
Comunicação intencional A capacidade de expressar e articular ideias
claramente em qualquer formato sempre será uma habilidade importante.
Mas, com os recentes avanços tecnológicos e da IA, é uma boa ideia ir
além disso. Muitas vezes, o nosso objetivo principal é apenas expressar
ideias, sem pensar no que pode acontecer depois – pelo menos não
conscientemente. Quando usamos a comunicação intencional, fazemos isso
com um propósito claro. Não encorajo a manipulação, que envolve
distorcer informações para seu benefício, e sim a prática de criar uma
mensagem bem pensada que considere as necessidades do seu público, o
contexto da mensagem e o resultado desejado. A comunicação intencional é
particularmente importante para os líderes, porque demonstra a
capacidade de unir as pessoas em direção a um objetivo comum.
Comunicadores intencionais participam de conversas significativas, fazem
perguntas perspicazes e demonstram interesse genuíno nas pessoas e na
organização, o que os tornam excelentes lideranças e ótimos
profissionais.
Habilidades com dados Com o esforço das companhias para tomar
decisões baseadas em dados, a capacidade de transformar indicadores
brutos em insights e ações é desejada em praticamente todos os setores.
Os especialistas de dados, por exemplo, são particularmente procurados
no marketing, porque suas competências podem ajudar a interpretar dados
de consumidores para adaptar campanhas e otimizar gastos com anúncios.
Habilidades em dados são úteis até mesmo no varejo, uma vez que as
empresas precisam saber como gerenciar o estoque de forma eficiente e
captar tendências dos clientes. Com a necessidade de reduzir custos,
otimizar recursos e simplificar operações, a aptidão para analisar e
interpretar dados sempre será útil. Portanto, se você está procurando
adquirir uma nova habilidade e tem talento para trabalhar com números e
padrões, qualificações em dados devem estar no topo da sua lista.
Liderança Quando as empresas do Vale do Silício fizeram cortes
massivos em 2023, um dos principais motivos foi a busca por equipes mais
enxutas. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, ganhou fama por marcar 2023
como o “Ano da Eficiência“ da big tech, ao cortar mais de 10 mil
empregos, um terço dos quais eram gerentes intermediários. Com isso,
seria tentador assumir que habilidades de liderança não são mais uma
vantagem e que você estaria melhor como um colaborador individual. No
entanto, os líderes são ainda mais úteis em equipes enxutas,
pressionadas a alcançar os mesmos níveis de sucesso, senão maiores, com
um número menor de membros. Ter boas capacidades de liderança em
organizações menores significa conseguir motivar os membros da equipe
diante de prazos apertados e responsabilidades maiores. Com menos níveis
de revisão, os gerentes nesse tipo de ambiente precisam ser adaptáveis e
estratégicos na tomada de decisão. Também vale notar que, poucos meses
após fazer os cortes de empregos, a Meta deve “investir fortemente” na
contratação de funcionários em 2024. Isso mostra que os gerentes
intermediários foram demitidos principalmente por razões econômicas e
financeiras, e não porque suas habilidades não eram mais necessárias.
Senso de humor As pessoas contratadas por suas personalidades
desempenham um grande papel em ajudar a equipe no trabalho, mas também
em elevar as pessoas e a cultura ao seu redor. A verdade é que todo
mundo prefere trabalhar com pessoas de quem gostam, e pessoas engraçadas
geralmente são queridas. Você pode ser o colaborador mais esforçado na
sala, mas se não consegue articular ideias e não trabalha bem com os
outros, então é menos provável que seja considerado um ativo importante
para a organização. Isso não significa que você tem que ser o palhaço do
escritório, mas se você tem a capacidade de animar a sala e criar uma
atmosfera positiva, então é mais provável que um gerente de contratação
te chame para uma entrevista. Trabalhe nessas habilidades e você terá
uma carreira brilhante pela frente.
Enquanto muitos profissionais temem que a inteligência artificial
possa avançar a ponto de substituir seus empregos, quase 70% dos líderes
na América Latina acreditam que a criatividade humana e o pensamento
estratégico continuarão a ser uma vantagem competitiva das empresas,
algo que as máquinas não conseguem reproduzir.
Iskander Sánchez-Rola, Diretor de Inovação em Privacidade da Norton.
Os códigos QR estão em todos os lugares, ajudando-nos a acessar
serviços e informações instantaneamente. Sete em cada dez brasileiros
confiam nos códigos QR dos restaurantes. No entanto, quase a metade dos
entrevistados no Brasil confia nos códigos QR dos estacionamentos.
São Paulo, julho de 2024 – Um código QR é uma matriz de quadrados ou
pixels em preto e branco agrupados em uma grade, que armazena dados para
que uma máquina, smartphone ou câmera possa ler e processar rapidamente
a informação contida na sua disposição específica de pixels. Isso os
torna uma forma conveniente de armazenar dados e acessá-los. Mas, eles
são seguros?
Em geral, os códigos QR são muito seguros, pois apenas transmitem
informações para um dispositivo, normalmente um telefone móvel. Eles não
podem iniciar uma ação por si mesmos e não podem ser hackeados
propriamente ditos. No entanto, atores maliciosos ou golpistas podem
substituir códigos QR existentes por seus próprios códigos maliciosos,
que podem levar a um site de phishing, incitar o usuário a baixar
malware em seu dispositivo ou enganá-lo de alguma outra forma.
Os cibercriminosos podem usar códigos QR falsos e maliciosos para
direcionar as pessoas a sites perigosos que contêm fraudes de phishing
ou malware, que não requerem nenhuma interação do usuário para infectar
seu dispositivo. Os brasileiros parecem estar cientes desse risco, de
acordo com a última pesquisa da Norton, uma marca de cibersegurança da
Gen™ (NASDAQ: GEN). A confiança nos códigos QR não é muito alta na
maioria dos lugares. O maior percentual de confiança dos brasileiros nos
códigos QR é de 72% e ocorre apenas em restaurantes, começando a
diminuir drasticamente para 53% em shows, 50% em bares, 48% em festivais
e 49% em estacionamentos.
Em 2020, por exemplo, os parquímetros de Austin (Texas) tinham
adesivos que ofereciam pagamento online pelo estacionamento, mas o
código QR levava a um site falso que aceitava pagamentos e roubava
informações de cartões de crédito. As vítimas não apenas foram enganadas
com seu dinheiro e informações financeiras confidenciais, mas também
receberam uma multa por estacionamento ilegal.
“É por isso que é melhor estar informado e escanear com cautela.
Embora a grande maioria dos códigos QR sejam perfeitamente seguros, não
se deve confiar em todos que se vê. Desconfie dos códigos publicados ou
enviados por e-mail e sempre verifique a URL do link antes de clicar
nele. Assim como com qualquer outro link ou site, se algo não parecer
correto, vá para outro lugar”, afirma Iskander Sánchez-Rola, Diretor de
Inovação em Privacidade da Norton.
Iskander também esclareceu que, à medida que os códigos QR se tornam
mais onipresentes, aumenta o risco de encontrar um código QR malicioso
ou clicar em outros links duvidosos, e os dispositivos móveis são
especialmente vulneráveis. “Por isso, os dispositivos móveis precisam de
um software de cibersegurança completo para proteger seus dispositivos,
como o Norton 360, que incorpora numerosas camadas de proteção,
fornecendo segurança em tempo real contra malware, phishing e sites
falsos”. Ser vítima de um código QR duvidoso pode acontecer, mas
conhecer essas informações pode ajudá-lo a tomar medidas rápidas para
evitar que a ameaça se agrave”, concluiu.
Metodologia
A pesquisa foi realizada online no Brasil pela Dynata em nome da Gen,
de 6 a 22 de março de 2024, entre 1.006 adultos com mais de 18 anos.
Sobre a Norton
A Norton é uma marca líder em cibersegurança da Gen™ (NASDAQ: GEN),
uma empresa global dedicada a capacitar a liberdade digital através de
sua família de marcas de confiança para o consumidor, incluindo Norton,
Avast, LifeLock, Avira, AVG, ReputationDefender e CCleaner. A Gen
permite que as pessoas vivam suas vidas digitais com segurança,
privacidade e confiança hoje e para as gerações futuras. A Gen oferece
produtos e serviços premiados de cibersegurança, privacidade online e
proteção de identidade a mais de 500 milhões de usuários em mais de 150
países. Mais informações em Norton.com e GenDigital.com.
Descubra por que a confiança no ambiente de trabalho vai além da
simples amizade entre líderes e equipes. Aprenda como a transparência e a
abertura são fundamentais para construir relacionamentos de confiança,
promovendo um espaço de trabalho mais produtivo e colaborativo. Entenda a
importância de clareza nas perspectivas, opiniões, e como isso pode
melhorar o comprometimento e a accountability dentro de sua equipe, sem a
necessidade de criar laços de amizade.
(Foto: Pexels)
Confiança não se constrói por amizade.
Importante que você perceba: você não precisa ser o chefe “amigo da galera” para ser uma liderança que constrói confiança no time. Você pode até escolher ser, mas isso não é caminho necessário para confiança e produtividade.
Confiança é uma relação que tem base não no princípio da afinidade e mas sim no princípio da abertura. A
abertura faz com que as relações se tornem mais transparentes, onde
tudo fica mais exposto e por isso, cria-se a sensação de que não há nada
escondido. Quando não há nada escondido, a confiança surge
naturalmente.
Já viu aqueles filmes antigos de faroeste, onde todos são obrigados a
colocar as armas em cima da mesa antes de começar a conversa? É mais ou
menos assim.
A abertura faz com que tenhamos clareza das perspectivas, opiniões ,
medos e ansiedades para que a partir dai consigamos ter um debate de
ideais mais produtivo, construir um comprometimento com algo e nos
cobrar sobre resultados mais abertamente.
Sem melindres, sem vítimas e sem culpados.
A boa notícia é que você pode até fazer ótimas amizades num
ambiente de trabalho, mas isso não é imperativo para que você obtenha
alto nível de produtividade, colaboração e confiança. O primeiro giro da
roda é dolorido mas depois vai ficando mais fácil.
E é sempre bom lembrar: somos animais. E qualquer animal somente
começa a confiar em outro quando percebe que esse não o ameaça. Passado
esse “ritual” fica divertido.
E você acredita ser possível começar a girar essa roda com abertura real e radical? Difícil né?
Mindset correto é o que vai fazer você alcançar (ou não) o sucesso
Junior Borneli, co-fundador do StartSe
Mulher negra e sorridente segurando um IPad e olhando para frente (Fonte: Getty Images)
Mindset é a sua programação mental, é como você encara tudo que está ao teu redor
Mindset. Você já ouviu essa palavinha algumas vezes aqui no StartSe.
Ela é importante, talvez uma das coisas mais importantes para “chegar
lá” (seja lá onde for que você quiser chegar).
É sua habilidade de pensar o que você precisa para ter sucesso. E
como a maioria das coisas que você possui dentro de você, ela é uma
espécie de programação do seu ser. Tanto que é possível que você adquira
outro mindset durante a vida, convivendo com as pessoas corretas,
conhecendo culturas diferentes.
Algumas pessoas dizem que é isso das pessoas que faz o Vale do
Silício ser a região mais inovadora do mundo. Eu, pessoalmente, não
duvido. Fato é: você precisa de ter a cabeça no lugar certo, pois a
diferença entre um mindset vencedor e um perdedor é o principal fator
entre fracasso e sucesso.
Para isso, é importante você começar do ponto inicial: um objetivo.
“Todo empreendedor precisa ter um objetivo. Acordar todos os dias e
manter-se firme no propósito de fazer o máximo possível para chegar lá é
fundamental”, diz Junior Borneli, co-fundador do StartSe e uma das
pessoas mais entendidas de mindset no ecossistema brasileiro.
De lá, é importante você fazer o máximo que puder e não perder o
foco, mantendo-se firme. “Não importa se no final do dia deu tudo certo
ou errado. O importante é ter a certeza de que você fez tudo o que foi
possível para o melhor resultado”, avisa.
Com a atitude certa, é capaz que você sempre consiga canalizar as
coisas como positivas. “Você sempre tem duas formas de olhar um a mesma
situação: aquela em que você se coloca como um derrotado e a outra onde
você vê os desafios como oportunidades. Escolha sempre o melhor lado das
coisas, isso fará com que sua jornada seja mais leve”, alerta o
empreendedor.
Esses tipo de sentimento abre espaço para uma característica
importantíssima dos principais empreendedores: saber lidar com grandes
adversidades. “Um ponto em comum na maioria os empreendedores de sucesso
é a superação”, destaca Junior Borneli.
Saber lidar com essas adversidades vai impedir que você pare no
primeiro problema (ou falência) que aparecer na sua frente. “São muito
comuns as histórias de grandes empresários que faliram várias vezes,
receberam diversos ‘nãos’ e só venceram porque foram persistentes”,
afirma.
É importante ter esse mindset resiliente, pois, nem sempre tudo será
fácil para você – na verdade, quase nunca será. “Empreender é, na maior
parte do tempo, algo muito doloroso. Até conseguir algum resultado
expressivo o empreendedor passa por muitos perrengues. A imensa maioria
fica pelo caminho”, diz.
É como uma luta de boxe, onde muitas vezes, para ganhar, você terá
que apanhar e apanhar e apanhar até conseguir desferir o golpe (ou a
sequência) certo. “Na minha opinião, não há melhor frase que defina a
trajetória de um empreendedor de sucesso do que aquela dita por Rocky
Balboa, no cinema: ‘não importa o quanto você bate, mas sim o quanto
aguenta apanhar e continuar. É assim que se ganha’”, ilustra.
O problema talvez seja que alguns aspectos do empreendedorismo tenham
glamour demais. “Empreender não é simplesmente ter uma mesa com
super-heróis e uma parede cheia de post-its coloridos. Você vive numa
espécie de montanha russa de emoções, onde de manhã você é ‘o cara’ e à
tarde não tem dinheiro pro café”, salienta.
Vale a pena, porém, perseverar neste caminho. “Para aqueles que são
persistentes e têm foco, a jornada será difícil, mas o retorno fará
valer a pena!,” destaca o empreendedor.
DERROTA TAMBÉM ENSINA
Um ponto importante do sucesso é saber lidar com o fracasso e, de lá,
tomar algumas lições para sair mais forte ainda. “Toda derrota nos
ensina algumas lições e assim nos tornamos mais fortes a cada nova
tentativa. A cultura do fracasso, aqui no Brasil, é muito diferente dos
Estados Unidos”, afirma Junior.
No Vale do Silício, falhar é encarado algo bom, na verdade – e
aumenta suas chances de sucesso futuro. “Por lá, empreendedor que já
falhou tem mais chances de receber investimentos porque mostrou
capacidade de reação e aprendeu com os erros”, conta o empreendedor.
Mas ao pensar sobre fracasso, você precisa ter o filtro correto para
não deixar a ideia escapar. “Encarar os erros como ensinamentos e
entender que falhar é parte do jogo torna as coisas mais fáceis e
suportáveis”, salienta.
Foco é a palavra de ordem para você conseguir alcançar os objetivos
traçados no caminho, mesmo que em alguns momentos pareça que está tudo
dando errado. “Por fim, buscar o equilíbrio mental e o foco são
fundamentais. Nas vitórias, tendemos a nos render à vaidade e ao
orgulho. E nas derrotas nos entregamos ao desânimo e a depressão.
Mentalize seus objetivos, foque nos caminhos que vão leva-lo até eles e
siga firme em frente”, afirma.
É importante que você tenha noção de que para ser uma exceção, você
não pode pensar da maneira comodista que a maior parte das pessoas. “Se
você quer chegar onde poucos chegaram, precisará fazer o que poucos têm
coragem e disposição para fazer”, completa.
O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?
Moysés Peruhype Carlech
Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”,
sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de
resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial
da Startup Valeon.
Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer
pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as
minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais
uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?
Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a
sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você
comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online
com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu
WhatsApp?
Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para
ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja
e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.
A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao
mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para
sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em
Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para
enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de
isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos
hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar
pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade,
durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar
por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que
tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa
barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio
também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.
É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda
do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim
um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu
processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e
eficiente. Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e
aumentar o engajamento dos seus clientes.
Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu
certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. –
Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um
grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe
você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o
próximo nível de transformação.
O que funcionava antes não necessariamente funcionará no
futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas
como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos
consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas
tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo
aquilo que é ineficiente.
Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de
pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos
justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer
e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde
queremos estar.
Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a
absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que
você já sabe.
Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo
por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na
internet.
Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a
sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar
você para o próximo nível.
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Embora o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha anunciado que já foi possível identificar um montante de R$ 25,9 bilhões que poderão ser cortados no Orçamento do
próximo ano, pela revisão de cadastros de programas sociais também de
outros ministérios, Lupi evitou se comprometer com valores ao falar
sobre o assunto.
Ele disse que benefícios serão cortados de quem não tiver direito,
mas declarou que não haverá “tribunal de inquisição” e que discutir
“despesa com ser humano seria insensibilidade”. Para interlocutores da
equipe econômica, entretanto, o discurso de Lupi é político, no sentido
de jogar com o público, porque ele está ciente do diagnóstico sobre a
redução de despesas e tudo foi negociado internamente.
“Discutir despesa com ser humano, aquilo que é o maior investimento
que se pode fazer no Brasil, que é sua gente, seu povo, é no mínimo
insensibilidade. Não contem conosco, estamos para dar direito a quem tem
direito, estamos aqui para sermos eficientes, competentes”, declarou o
ministro, ao discursar em evento de celebração dos 34 anos do INSS.
Em conversa com a imprensa, o ministro foi questionado sobre o número
divulgado nesta semana por Haddad, e se tinha receio de haver um corte
maior na Previdência. “Nenhum, porque é garantido com verbas
obrigatórias”, respondeu. Lupi não comentou o dado anunciado pelo chefe
da equipe econômica, mas avaliou que a pasta está dando uma “grande
contribuição” para a Fazenda com ações relativas ao Atestmed e a
reavaliação de benefícios que será iniciada neste segundo semestre.
Criado neste ano pelo INSS, o Atestmed permite que segurados
solicitem o benefício por incapacidade temporária por meio de uma
análise de documentos, sem necessidade de uma perícia médica presencial.
“O que estamos fazendo com muita eficiência, em uma grande
contribuição para a Fazenda, é economizando em vários setores, como o
Atestmed. E agora estamos começando um sistema de triagem, de apuração
de possíveis irregularidades, para corrigir rumos. De dois em dois anos
se pode fazer isso, principalmente em benefícios temporários. Alguns
erros podem ter sido cometidos”, comentou o ministro, que evitou
anunciar uma meta de economia com a revisão que será iniciada pela pasta
e pelo INSS.
“É uma checagem de possíveis irregularidades. Por exemplo, todos que
têm mais de dois anos de benefício, que não é permanente, é o
temporário, têm necessidade de fazer novo exame para saber se continua
tendo aquele direito. Isso já está começando a ser organizado”, disse
Lupi. Ele afirmou não ter ideia sobre a quantidade de benefícios que
poderão ser cancelados na triagem.
“Mas só nesse foco inicial seriam 800 mil que passarão por espécie de
pente-fino. Com certeza tem número razoável de irregularidades aí. Quem
tiver sem direito a ter o benefício, será cortado. Aqui temos que dar
direito a quem tem direito”, afirmou.
O ministro também comentou que a reavaliação, conforme a lei, é
obrigatória de ser feita a cada dois anos. O processo, contudo, não é
feito desde 2019. Junto do ministro, o presidente do INSS, Alessandro
Stefanutto, disse ainda que o órgão espera alcançar a meta de redução de
gasto de R$ 9,05 bilhões neste ano a partir das medidas de revisão e
produtividade. Ele pontuou, por sua vez, que o INSS “não tem compromisso
de cancelar 10 mil benefícios, 100 mil benefícios”. “Confirmando a
irregularidade, tem que ser cancelado, porque precisamos ter recursos
para pagar a quem tem direito”, disse.
Lupi também foi perguntado sobre a previsão trazida no projeto de lei
de diretrizes orçamentárias de 2025, de economia potencial no próximo
de R$ 7,2 bilhões em benefícios previdenciários. Mas também evitou
comentar o número.
“Não gosto de fazer avaliação de número sem ter alguma coisa
concreta, eu acho que este ano será maior do que era previsto, e a gente
se aperfeiçoando a tendência é ser sempre um volume grande”, disse o
ministro. Segundo ele, no primeiro semestre, o uso do Atestmed já
possibilitou uma economia de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões para a
Previdência.
A recepção, que começou por volta das 20h em uma churrascaria no Centro da cidade foi organizada pelo governador Jorginho Mello (PL) e pelo filho “04? do ex-presidente, Jair Renan, que é pré-candidato a vereador na cidade.
Em seguida, Bolsonaro foi para o hotel, localizado na Avenida
Atlântica, na orla da praia. Ele desceu do carro e caminhou até a
entrada do prédio, quando foi cercado por bolsonaristas que o aguardavam
no local sob a observação da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
Recebido aos gritos de “mito” e “fora, Lula”, ele não falou com a
imprensa.
O ex-presidente foi indiciado pela Polícia Federal na sexta-feira, 4,
pelos supostos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de
dinheiro. Segundo a PF, ele se apropriou de joias dadas como presente
pela Arábia Saudita para a Presidência do Brasil e as vendeu para ficar
com o dinheiro da operação.
Milei é esperado na cidade no sábado à noite, quando está previsto
jantar com Bolsonaro e Jorginho Mello. No hotel em que os dois vão
ficar, há uma bandeira da Argentina pendurada ao lado da do Brasil na
escadaria do hall de entrada. A expectativa é de que Milei chegue ao
local às 22h.
Um projeto do Poder Executivo, que autoriza a doação de dois
helicópteros da Polícia Federal (PF) para o Paraguai, seguirá ao Senado.
A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania (CCJ) da Câmara na última quarta-feira (3). Qual o modelo das
aeronaves? Serão duas unidades do modelo 412 Classic, da empresa Bell
Aircraft. Algum reparo será feito antes da doação? Não, os helicópteros
serão doados em seu estado atual de conservação. A quem as aeronaves
pertencem? As aeronaves estão registradas na Agência Nacional de Aviação
Civil sob as matrículas PT-HRG e PT-HRH e pertencem à frota do Comando
de Aviação Operacional da Polícia Federal do Ministério da Justiça e
Segurança Pública. Quais são os objetivos da doação? Os helicópteros
serão utilizados no monitoramento da fronteira entre os dois países.
Está previsto ainda o estreitamento da cooperação policial em âmbito
bilateral, em ações de prevenção e repressão a crimes transfronteiriços.
Quem vai arcar com os custos? Caberá à PF arcar com os gastos do
trajeto Brasília-Foz do Iguaçu (PR), onde ocorrerá a transferência para o
Paraguai. A medida vai custar R$ 103,6 mil para os cofres públicos, que
sairão do orçamento da PF. Serão de responsabilidade do Paraguai a
realização dos procedimentos necessários ao ingresso das aeronaves
doadas em seu território e a execução das medidas necessárias à sua
regularização. Quais são as expectativas quanto à doação? Em seu
relatório, o então ministro da Justiça e Segurança Pública e atual
senador Sergio Moro (União-PR) diz que a expectativa do Estado
brasileiro é “que a doação possa contribuir para a ampliação da
capacidade operacional do país vizinho nos trabalhos de fiscalização de
suas fronteiras com o Brasil e, consequentemente, elevar a eficácia no
combate à criminalidade organizada transnacional”. Qual é o grande
obstáculo para o policiamento na região? O documento assinado por Moro
cita ainda a extensão da fronteira Brasil-Paraguai como um fator que
dificulta a fiscalização eficaz. Menciona também os crimes de tráfico de
armas, tráfico de drogas, contrabando e descaminho que ocorrem há
décadas na região, como ficou constatado pela CPI das Armas da Câmara
dos Deputados, em 2005. Onde começa e onde termina a fronteira
Brasil-Paraguai? A zona limítrofe entre os dois países se inicia na
Ponte Internacional da Amizade e no Marco das Três Fronteiras, entre Foz
do Iguaçu e Presidente Franco, no estado do Paraná, e se estende até a
tríplice fronteira com a Bolívia, região próxima às cidades de Bahia
Negra e Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul. Qual é a extensão da
divisão entre os dois países? De acordo com a Fundação Alexandre Gusmão
(FUNAG), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, Brasil e
Paraguai possuem 1.365,40 km² de extensão fronteiriça total, dos quais
928,50 km² se dão por linha seca, e outros 436,90 km² por divisores de
águas.
O Exército brasileiro vai começar a usar drones produzidos no Brasil
capazes de lançar mísseis. Um grupo de 21 militares concluiu
recentemente o treinamento para operar as aeronaves não tripuláveis. Os
testes duraram nove meses. Num primeiro momento, serão repassados ao
Exército três equipamentos, além de uma base móvel com estações de
controle de solo, estabilizadores e radares. Dois terminais de
transmissão de dados de 60km e um terminal de alcance de 100km também
compõem o sistema. O drone, que recebeu o nome de SARP Nauru 1000C, tem
tecnologia 100% nacional. O desenvolvimento ficou a cargo da empresa
XMobots. Projetados para missões táticas de vigilância, segurança e
monitoramento de fronteiras, os drones serão usados principalmente na
região Amazônica. O sistema é todo operado à distância. O Nauru 1000C
tem quase oito metros de envergadura, três de comprimento e pode chegar a
uma velocidade de até 110 km/h, com autonomia de 10 horas de voo. O
drone conta com oito motores com baterias independentes, permitindo a
realização de decolagens e pousos verticais automáticos, possibilitando o
uso em ambientes críticos e confinados. Com peso máximo de decolagem de
150kg, o equipamento foi desenvolvido para missões que exigem operações
em cenários diversos, suportando chuva fina, leve ou neblina, por
exemplo. Todo o controle destas aeronaves é feito de dentro de um
contêiner para transporte e operação, com câmeras e monitores que
mostram em tempo real o que a aeronave está captando lá fora de acordo
com a necessidade de cada missão.
O grupo de trabalho responsável pela regulamentação da reforma
tributária sobre o consumo na Câmara apresentou seu parecer nesta
semana. Segundo seus integrantes, o texto só tratou de temas sobre os
quais havia consenso entre as lideranças. Os assuntos mais polêmicos, e
que devem gerar muitos embates entre os deputados, serão decididos em
plenário.
Logo, não seria exagero afirmar que o parecer não é definitivo e que
sofrerá muitas modificações até que seja aprovado. Essa indefinição não
seria um problema se os debates que ocorrerão a partir de agora fossem
realizados sem pressa, pautados pela transparência que um tema tão
relevante para a economia quanto a reforma tributária requer. Não é o
caso.
Relator oculto da reforma tributária, o presidente da Câmara, Arthur
Lira (PP-AL), já deixou claro que o cronograma que ele estabeleceu para a
tramitação da proposta será cumprido à risca. Isso significa que os
deputados terão pouco mais de dez dias para concluir as discussões.
No segundo semestre, afinal, os deputados só terão olhos para as
eleições municipais. E Lira, conhecido pelo estilo rolo compressor que
adota nas votações de matérias importantes, comprometeu-se a aprovar a
reforma antes do início do recesso parlamentar, em meados do mês.
Seria cômodo culpar Lira por mais um atropelo antidemocrático, mas
ele não é o único a compactuar com essa estratégia deletéria. A verdade é
que o governo também tem todo o interesse em acelerar as discussões.
Prova disso é o pedido de urgência constitucional solicitado pelo
Palácio do Planalto para o projeto. O recurso dispensa a tramitação da
proposta nas comissões temáticas e permite que o texto seja apreciado
diretamente no plenário.
Para completar, a urgência também vale para o Senado. Isso significa
que os senadores terão somente 45 dias para analisar o texto quando ele
chegar da Câmara. Passado esse prazo, a reforma passa a trancar a pauta
de votações no Senado. Assim, na reta final da tramitação da proposta, o
que deve prevalecer não é a coerência da reforma nem a técnica
legislativa, mas a força política das bancadas partidárias e setoriais.
Já há algumas bolas cantadas. Lira havia sinalizado que o parecer
manteria as proteínas fora da lista de itens isentos de impostos na
cesta básica. Assim foi feito. De fato, zerar os impostos sobre as
proteínas na lista não faria qualquer sentido – nem econômico nem
social.
Se as carnes fossem incluídas, a alíquota padrão do futuro Imposto
sobre Valor Agregado (IVA), estimada em 26,5%, teria de ser elevada a
27,1%, o que daria ao Brasil a incômoda posição de líder mundial do
ranking dos maiores IVAs do mundo. E, se a ideia é garantir uma
alimentação mais saudável e completa para os mais pobres, há formas mais
adequadas de fazê-lo, como a devolução do imposto aos que integram a
base dos programas sociais do governo.
A questão é que zerar o imposto sobre as proteínas é uma das poucas
demandas a unir gregos e troianos na Câmara – no caso, os petistas e a
onipotente bancada ruralista. Ninguém menos que o presidente Lula da
Silva quer a inclusão de frango e cortes bovinos mais baratos entre os
itens isentos, à revelia da proposta defendida por sua própria equipe
econômica.
Da mesma forma, a batalha do Imposto Seletivo será decidida em
plenário. Todos os setores têm levantado argumentos para escapar do
chamado imposto do pecado, mas o governo trabalha com os mais
esdrúxulos.
Se a ideia é desestimular itens nocivos à saúde, não há lógica em
isentar caminhões movidos a diesel somente porque o transporte de cargas
no País é majoritariamente rodoviário. Da mesma forma, sobretaxar
carros elétricos em razão da fonte de energia utilizada na fabricação de
baterias na China parece mera desculpa para não retirar a
competitividade dos veículos com motores a combustão.
Deixar a decisão final sobre qualquer tema ao plenário significa
distribuir entre toda a Câmara a responsabilidade – e o desgaste – pelos
erros que forem cometidos. É uma pena que os debates sobre a
regulamentação da reforma tributária, cruciais para o futuro do País,
estejam se dando dessa maneira açodada e opaca.