quarta-feira, 3 de abril de 2024

PROJETO QUE OBRIGA CORRUPTOS DEVOLVEREM EM DOBRO NO SENADO

 

História de Levy Teles – Jornal Estadão

BRASÍLIA — A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica feita nesta terça-feira, 2, um projeto de lei que diz que infratores que desviarem dinheiro público precisarão ressarcir o Estado em dobro.

A mudança afeta diretamente quem cometer os crimes de peculato (apropriação de dinheiro, valor, ou qualquer outro bem móvel, público ou particular por um funcionário público, também em caso de inserção de dados falsos), concussão (exigência de vantagem indevida, como no caso de “rachadinhas”) e corrupção passiva.

O senador Paulo Paim, autor da proposta, acredita que a corrupção no País aconteceu por uma 'sensação de impunidade'. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado - 19/02/2020

O senador Paulo Paim, autor da proposta, acredita que a corrupção no País aconteceu por uma ‘sensação de impunidade’. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado – 19/02/2020© Fornecido por Estadão

A proposição é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), teve a relatoria de Soraya Thronicke (União-MS) e agora vai para apreciação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que avaliará em caráter terminativo, isto é, sem passar pelo plenário.

Para Paim, a corrupção no Brasil se deve à sensação de impunidade causada por “falta de controle, de prestação de contas” e “ausência de punição efetiva”. “A impunidade traz ao pretenso delinquente a sensação de que seus atos não terão consequência, fazendo-o reincidir na prática delituosa”, afirmou.

Durante a votação, apenas senadores da oposição falaram. Esperidião Amin (PP-SC) criticou, por exemplo, a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender multas estabelecidas a acordos de leniência feitos por empresas envolvidas na Operação Lava Jato.

Como apontou o Estadãoo perdão chega a R$ 14,1 bilhões e o valor deve aumentar. “Agora, se nós perdoamos (as multas), onde vai parar o exemplo?”, questionou Amin.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) elogiou a proposta, mas manifestou receio em uma invalidação da lei por parte do STF. “É importante porque quando a gente lembra daqueles ladrões da Petrobras, que desviaram bilhões, a multa dessa natureza seria importantíssima. O que me preocupa é que um ministro da Suprema Corte cancele isso”, afirmou.

Moro pontuou que fará pequenas sugestões ao texto na CCJ. “Temos visto o enfraquecimento da prevenção e combate à corrupção nos últimos anos, o que é muito preocupante. Gera ineficiência na política. O indivíduo estava mais preocupado em gerar propina do que tomar a melhor decisão para a empresa”, disse.

PT MUITO PREOCUPADO COM A SITUAÇÃO POLÍTICA DE CUBA

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Em seu prodigioso talento para demonstrar o apreço lulopetista a ditaduras amigas, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, viajou a Havana com o companheiro Lindbergh Farias – e de lá voltou com um acordo de “cooperação e intercâmbio” assinado com o Partido Comunista cubano. Segundo ela informou, o acordo prevê “troca de experiências”, seja lá o que isso signifique, entre petistas e o partido único de Cuba. Gleisi também se encontrou com o presidente Miguel Díaz-Canel, transmitindo-lhe o interesse de encontrar ainda mais meios de o Brasil ajudar Cuba, “em meio ao bloqueio que está sofrendo”.

Fosse o PT irrelevante, o desvario diplomático permaneceria restrito ao breviário esquerdista de quem nutre fidelidade aos comunistas cubanos e à memória do ditador Fidel Castro. Como se trata do partido que tem a Presidência da República e influência na política externa, o gesto de Gleisi ganha contornos mais sérios. Na cosmologia lulopetista, o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos é a única razão da gravíssima crise econômica de Cuba – um zelo persecutório no qual se omite o preço pago por uma ditadura que transforma a vida dos cubanos comuns num inferno de escassez e paranoia.

Não se trata de um gesto pontual. O governo de Lula da Silva vem promovendo sucessivos atos em defesa da ditadura cubana – e de outras igualmente odiosas, como a Venezuela de Maduro, a Rússia de Putin e a Nicarágua de Ortega. No caso de Cuba, tem estimulado a retomada de investimentos no País e tentado oferecer projetos em áreas como agricultura e energia. Seriam gestos louváveis para ajudar o sofrido povo cubano não fosse o silêncio voluntário de Lula e da companheirada diante das atrocidades pelo governo de Cuba e seu Partido Comunista. Quase sempre à margem do Itamaraty, a política externa também trabalha para livrar a barra dos grupelhos autoritários que comandam Cuba há mais de 60 anos.

É mais um sintoma de um partido que tem a bússola moral e política avariada, para usar a feliz expressão do cientista político Sergio Fausto, em artigo no Estadão que analisou a felicitação do PT a Putin e sua reeleição fajuta. Parece difícil exigir que certas lideranças partidárias mudem suas convicções seletivas sobre democracia. Também é tarefa inútil esperar que modernize seu pensamento rupestre – aquele que usa o “imperialismo americano” para justificar o apoio a tiranos sanguinários mundo afora. Mas não se pode admitir que o vício do esquerdismo infantil siga intoxicando nossa política externa.

O PT de Gleisi e de Lula ainda não entendeu: sua volta ao poder não foi obra e graça de um Lula redivivo depois do calvário da Lava Jato, mas fruto de circunstâncias excepcionais de resistência a um autoritarismo iminente e de defesa da democracia. A frente ampla que o elegeu desabona tentações autoritárias, menos ainda se forem de inspiração cubana. Promover a pacificação nacional, espírito central da eleição de 2022, requer também romper com o vício de confundir partido e Estado. O Brasil não pode ser uma mera correia de transmissão dos delírios petistas.

BIDEN ALERTA SOBRE SUPOSTA INTERFERÊNCI ELEITORAL NOS EUA

História de FERNANDA PERRIN – Folha de S. Paulo

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Em meio a relatos de interferência chinesa nas eleições americanas, Joe Biden e Xi Jinping conversaram por telefone nesta terça-feira (2). Além de alertar Pequim sobre uma suposta influência indevida no pleito de novembro, o americano manifestou preocupação com o apoio chinês aos esforços russos de reconstrução de sua indústria de defesa.

Autoridades do governo Biden afirmam, sob condição de anonimato, que a Casa Branca tem alertado líderes estrangeiros, em todas as suas conversas, contra tentativas de interferir ou influenciar a eleição americana.

“Temos sido consistentemente claros sobre nossas preocupações com com a segurança da nossa eleição e os esforços de alguns atores, incluindo alguns da China, de afetar isso”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, a jornalistas nesta terça.

Questionado se houve uma mensagem nova na conversa de hoje sobre esse tema, ele disse que não tinha nada para repassar.

Nas redes sociais, chineses estão se passando por apoiadores do ex-presidente Donald Trump para espalhar teorias da conspiração, atacar Biden e fomentar divisões domésticas, segundo reportagem publicada pelo New York Times na segunda-feira (1º). A estratégia teria semelhanças com a influência russa no pleito de 2016, vencido pelo republicano.

Esse é o primeiro contato direto entre os dois líderes desde a reunião bilateral realizada em novembro passado na Califórnia e o primeiro telefonema desde julho de 2022. O objetivo da conversa desta terça, que durou uma hora e 45 minutos, foi dar continuidade aos esforços de aproximação entre as potências após um período de estremecimento das relações. Em nota, ambos os lados definiram a ligação como “cândida e construtiva”.

De acordo com Kirby, o TikTok, alvo de um projeto de lei no Congresso americano, foi um dos temas da conversa. Biden reiterou suas preocupações sobre o acesso de dados pessoais de americanos e reforçou que não se trata de banir o app —se o texto em tramitação for aprovado, os controladores chineses, representados pela empresa ByteDance, serão obrigados a vender sua parte se quiserem continuar a operar nos EUA.

Membros do governo Biden se dizem crescentemente apreensivos com o impacto da aliança entre Pequim e Moscou sobre a segurança da Europa no longo prazo. Na avaliação dessas autoridades, a China chegou a tomar ações concretas, mas retrocedeu recentemente, fornecendo insumos para a indústria bélica russa em seus esforços contra a Ucrânia.

Em relação ao Oriente Médio, os americanos buscam pressionar a China a usar sua influência sobre o Irã para encerrar os ataques dos rebeldes houthis contra civis no mar Vermelho. O temor dos EUA é que a continuidade dessas ações possa desestabilizar ainda mais a região, palco da guerra entre Israel e Hamas, e afetar rotas comerciais.

Biden também reiterou seu compromisso com a paz e a estabilidade de Taiwan, tendo em vista especialmente a posse do presidente-eleito, Lai Ching-te, em maio. A China vem adotando uma postura crescentemente dura contra a ilha, que considera uma província rebelde e parte inalienável de seu território.

Em comunicado, Pequim afirmou que Xi ressaltou para Biden que Taiwan é “a primeira linha vermelha que não deve ser cruzada nas relações entre China e EUA” e que o país não vai acompanhar passivamente “atividades separatistas e encorajamento e apoio externo a elas”.

O presidente americano, por sua vez, manifestou preocupação com a erosão da autonomia de Hong Kong e a violações de direitos econômicos.

Da sua parte, Pequim acusou os americanos no comunicado de adotarem uma série de medidas para limitar o comércio e o desenvolvimento tecnológico do país, além de impor sanções contra”mais e mais” entidades chinesas. “Isso não é diminuir riscos, mas criar riscos”, afirmou, reforçando que a China não vai “assistir sentada” às tentativas dos EUA de privarem-na de seu “direito legítimo ao desenvolvimento”.

Já os temas em que a Casa Branca vê oportunidades para cooperação são combate a narcóticos, inteligência artificial, crise climática e retomada das comunicações entre as forças militares de cada lado.

Segundo membros do governo, desde o encontro presencial no ano passado, a China começou a implementar ações para restringir o fluxo de substâncias químicas utilizadas na fabricação de drogas sintéticas –vem do país asiático boa parte dos insumos para a fabricação de fentanil, por exemplo, narcótico no centro de uma crise de saúde pública nos EUA.

Nas próximas semanas, os países devem promover um diálogo específico sobre os riscos oferecidos pela inteligência artificial e as formas de controlar essa tecnologia. No mês passado, tanto EUA quanto China apoiaram uma resolução aprovada nas Nações Unidas sobre o tema.

Nos próximos dias, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, deve fazer uma visita à China. Nas semanas seguintes, será a vez do secretário de Estado, Antony Blinken.

 

SERGIO MORO PODERÁ SER INOCENTADO HOJE

História de MÔNICA BERGAMO – Folha de S.Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-juiz Sergio Moro precisa de apenas mais um voto para ser inocentado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o que afastará provisoriamente o risco de ele perder o mandato de senador.

Advogados, juristas e até mesmo os opositores mais ferrenhos de Moro têm certeza de que, além do relator, Luciano Falavinha Souza, que votou contra a cassação na segunda (1), outros dois juízes do TRE-PR serão favoráveis a permanência de Moro no Senado: Guilherme Frederico Hernandes Denz e Claudia Cristina Cristofani.

Como o colegiado que o julga tem sete integrantes, Moro precisa de apenas mais um voto para formar o placar de 4 a 3 que garantirá a sua vitória.

A derrota de seus opositores, portanto, é dada como praticamente certa.

As ações contra o ex-juiz são movidas pelo PT e pelo PL, que o acusam de abuso de poder econômico.

Eles devem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, caso o resultado negativo para seus pleitos se concretize.

Na corte, a situação é considerada menos favorável a Moro.

Há precedentes, inclusive, de reverão completa de resultados de julgamentos do TRE-PR no TSE.

O advogado Luiz Eduardo Peccinin, que representa o PT contra Moro, advogou, por exemplo, pela cassação do mandato de deputado federal de Deltan Dallagnol.

Perdeu por 6 a 0 no TRE-PR. Recorreu ao TSE, e saiu vitorioso por um placar de 7 a 0 contra o ex-procurador, que perdeu o cargo no ano passado.

 

INFLUENCIADORES SERVEM PARA ORIENTAR E PODEM TAMBÉM SER TERRENO FÉRTIL PARA FRAUDES

 

Jornal Estadão

Em um País que tem mais smartphones que habitantes, segundo estudo da FGV, não é surpresa que o mercado da influência digital seja tão grande. O Brasil só perde para os Estados Unidos em número de influenciadores: de acordo com a Nielsen, são mais de 10 milhões de influenciadores com pelo menos mil seguidores no Instagram. Da mesma forma que pode ser utilizada para incentivar a leitura e movimentar a indústria literária ou para ensinar as pessoas a poupar e investira influência nas redes sociais, atrelada à sensação de proximidade entre quem segue e quem cria, também pode ser terreno fértil para fraudes e propagandas enganosas.

De casos famosos, como o do jogo do ‘Tigrinho’, até as ‘comuns’ – e ilegais – rifas de smartphones nas redes sociais ou prescrições de treinos e dietas por profissionais não capacitados, são frequentes os exemplos de golpes e prejuízos no geral aos seguidores. Mas quem deve pagar a conta? Por trás do influenciador existe uma cadeia de produção que envolve os contratantes – muitos deles sediados em outros países – e plataformas digitais. Sem uma regulação, a responsabilização dos agentes envolvidos se torna difícil.

Vista como uma profissão glamurosa, a realidade da maioria dos mais de 10 milhões de influenciadores digitais brasileiros – número estimado pela Nielsen, que considera influencers com mais de mil seguidores no Instagram – não é só ‘recebidos’ ou ‘publis’. De acordo com pesquisa da Influency.me, agência especializada em marketing de influência, 41% dos criadores de conteúdo recebem até R$ 500 mensais. Mesmo assim, o número de influenciadores parece aumentar a cada dia. O que torna esse trabalho tão atraente? Este também é um dos tópicos debatidos no programa.

Para conversar sobre o tema, as convidadas do episódio são Issaaf Karhawi, doutora em Ciências da Comunicação pela USP e autora do livro ‘De Blogueira a Influenciadora: Etapas de Profissionalização da Blogosfera de Moda Brasileira’, Fernanda Concon, atriz, influenciadora, internacionalista e apresentadora do programa Chuva de Likes, do canal E!, que estreia ainda em 2024.

O episódio tem a apresentação da colunista do EstadãoRoseann Kennedy, e da repórter de redes sociais do Estadão, Carla Menezes.

MORRE VENEZUELANO MAIS VELHO DO MUNDO

 

Venezuelano morreu nessa terça-feira (2); causa da morte não foi revelada

Ana Luisa Sales – Portal Itatiaia

Homem mais velho do mundo
Juan Vicente Pérez Mora, de 114 anos, morreu nesta terça-feira (2)

Considerado o homem mais velho do mundo pelo Guinness World Records, o venezuelano Juan Vicente Pérez Mora morreu nessa terça-feira (2), aos 114 anos. A informação foi confirmada pelo governador de Táchira, na Venezuela, Freddy Bernal e a causa da morte não foi divulgada.

Mora faria aniversário no próximo mês, e o seu falecimento repercutiu entre grandes autoridades de seu país natal. “Juan Vicente Pérez Mora transcendeu para a eternidade aos 114 anos […] Ele deu à Venezuela o Recorde Guinness por ser o homem mais velho do mundo”, afirmou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Nascido em 27 de maio de 1909, na cidade de El Cobre, no estado de Táchira, Moro trabalhou durante toda a vida como agricultor.“Aos cinco anos, começou a trabalhar com seu pai e seus irmãos na agricultura, ajudando na colheita de cana-de-açúcar e café”, afirmou o Guinness.

Na região onde morava era conhecido como “Tio Vicente”, ele teve 11 filhos, mais de 40 netos, 18 bisnetos e 12 trinetos.

Recorde

Em fevereiro de 2022, Mora foi oficialmente confirmado como o homem mais velho vivo. Na época ele tinha 112 anos. Com a morte do venezuelano, o homem mais velho do mundo passa a ser o escritor japonês, Gisaburo Sonobe, com 112 anos.

Segredo da Longevidade

Assim que foi reconhecido pelo Guinness, Mora deu entrevistas falando sobre o segredo de sua longevidade. “Trabalho árduo, descanso nos feriados, ir para cama cedo, beber um copo de água ardente todos os dias, amar a Deus e sempre carregá-lo no coração”, apontou como a fórmula para uma vida longa.

PETROBRAS SOFRE INTERFERÊNCIA POLÍTICA QUE IMPEDE DE CONCORRER COM AS OUTRAS EMPRESAS

 

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo

Recentemente, o presidente Lula chamou o mercado de voraz por causa das quedas no valor das ações da Petrobras equivalentes a aproximadamente 60 bilhões de reais. Evidentemente, tenderão a crescer novamente.

De qualquer modo, essa desvalorização da Petrobras em relação ao mercado, deve-se à interferência política em uma empresa que tem que concorrer com outras que, mesmo quando estatais, são empresas independentes.

É importante lembrar que a empresa petroleira estatal da Venezuela, apesar de ser hoje a maior reserve petrolífera do mundo, está com muitas e sérias dificuldades. Isso porque trata-se de uma empresa política, em que as potencialidades da economia venezuelana são diretamente prejudicadas pela interferência estatal.

Mas aqui no Brasil a interferência não foi apenas na Petrobras.  Tivemos também ingerência na Vale. Enquanto o presidente Lula chama o mercado de voraz e diz que não tem que atendê-lo, os economistas repetem: o mercado é que não tem que atender à política.

Na verdade, a função do mercado é trabalhar a economia enquanto as empresas trabalham no mercado. Por essa razão, não cabe criticar algo que no mundo inteiro ocorre através do mercado: se uma empresa brasileira de petróleo tem que concorrer com outras empresas do mesmo ramo, é no mercado que o faz.

Ora, se uma empresa recebe uma interferência negativa, não para sua eficiência econômica e empresarial, mas para ser cabide de empregos políticos daqueles que detêm o poder, é evidente que ela perde condições no mercado. Afinal, os acionistas passam a ter medo de que essa empresa não tenha capacidade de concorrência. Esta é a razão da perda violenta de valor que as ações da Petrobras tiveram durante dois dias, muito embora, certamente, acionistas assustados e economistas mostrando os caminhos, ela tenderá a se recuperar.

Mas o que quero trazer para reflexão dos amigos leitores, é que se nós queremos dar competitividade ao Brasil, já que temos grandes empresas com acionistas privados e governamentais/ públicos, temos que compreender que o mundo é de competitividade. Vale dizer, se queremos crescer, não poderemos nunca tornar uma empresa estatal cabide de empregos.

Esta é a razão pela qual, creio que o alerta de economistas e do próprio mercado, mediante a queda violenta do valor das ações durante dois dias, leve o presidente Lula a raciocinar um pouco. Ele pode ser presidente político, mas não é um especialista em administração de empresas.

A esta altura, o presidente deve ter percebido que o mercado que ele criticou é aquele onde atua a Petrobras, e ao qual ele terá que se adaptar, se pretender que ela continue sendo uma empresa de primeiro mundo e não uma empresa política, como é a do seu queridíssimo ditador e amigo Nicolás Maduro, que praticamente destruiu uma empresa estatal de petróleo, mesmo tendo a maior reserva de petróleo do mundo.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Feco merci o -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

FRAMEWORK GERA VALOR PARA NEGÓCIOS CONSTRUINDO ESTRATÉGIAS PARA O FUTURO

 

Kleber Santos, VP de Business Transformation da FCamara

A transformação digital impõe às empresas um crescimento acelerado, exigindo soluções personalizadas para lidar com novas demandas complexas. No entanto, muitas organizações acabam com várias soluções desconectadas, levando a complexidades e custos elevados. Para superar esses desafios, a FCamara desenvolveu o Digital Value Creation (DVC®), um framework proprietário focado em gerar valor para os negócios, considerando suas capacidades operacionais atuais e construindo estratégias para o futuro.

Digital Value Creation (DVC®), desenvolvido pela multinacional brasileira FCamara, tem como propósito transformar adoção de tecnologia e inovação em geração de valor para o negócio

O crescimento acelerado das empresas, imposto pelo cenário de transformação digital, traz à tona a necessidade constante de implementar soluções personalizadas para atender às novas e complexas demandas. Mas, com o passar do tempo, as organizações começam a manter dezenas de soluções desconectadas, com sobreposições e, muitas vezes, conflitos que as tornam complexas e caras de mante

Para resolver esses e outros obstáculos, a multinacional brasileira FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro dos negócios, desenvolveu o Digital Value Creation (DVC®), seu framework proprietário. A abordagem foca em gerar valor para negócios, construindo estratégias para o futuro considerando suas atuais capacidades de operação.

Kleber Santos, VP de Business Transformation da FCamara, destaca que o framework surgiu durante as implementações de estratégias de geração de valor pré-estabelecidas de clientes. “Temos nos dedicado a produzir soluções personalizadas aos nossos clientes. Nossa expertise nos permite observar  que, em muitos casos, a estratégia dos negócios e a operação acabavam ‘descolando’. Quando a estratégia não considera o contexto operacional, ela estabelece caminhos mais longos, mais caros e pouco factíveis. Por outro lado, se a operação não conhece a estratégia, acaba focando na tecnologia e na inovação em vez de endereçar resultados”, explica o executivo.

O ecossistema completo e multidisciplinar da FCamara permite uma visão 360º, o que garante maior eficiência operacional. Diante disso, a implementação da abordagem Digital Value Creation aos clientes torna-se ainda mais fundamental, já que é capaz de entender e solucionar gargalos nas mais diversas áreas da empresa. O DVC pode ser aplicado em sua totalidade ou de maneira modular integrando-se a estratégias e componentes já existentes logo no início. Esta flexibilidade representa um dos principais diferenciais em relação às consultorias tradicionais, que muitas vezes optam por descartar planos ou investimentos pré-estabelecidos em favor de novas.

“Quando as empresas nos procuravam, era para executar uma estratégia pré-estabelecida, uma solução específica. Analisamos o mercado e descobrimos que poderíamos ir além. Somos reconhecidos por oferecer soluções personalizadas que não partem do zero e por cocriar estratégias. Por isso, decidimos apostar no framework para transformar tecnologia e inovação em geração de valor para o negócio. O DVC nasceu com esse propósito”, conta o VP.

Os principais geradores de valor que o framework traz para os negócios são: aceleração das vendas, ganho de eficiência operacional, criação de novas fontes de receitas e projetos de posicionamento, fatores hoje considerados como essenciais para a geração de valor em uma organização. Como o valor de uma empresa é calculado, entre outras coisas, a partir da expectativa de futuro, aquelas que são percebidas por sua excelência ou sua cultura de inovação forte tendem a valer mais. Com um time de profissionais responsáveis atuando em diversas frentes estratégicas, fica mais fácil ter um olhar para o futuro e entender se aquilo trará diferenciação e fatores de crescimento.

O Digital Value Creation é composto por cinco estágios: o pré-gaming, fase em que é realizado um mapeamento para escolher em quais oportunidades vale a pena investir; perspective lenses, etapa que foca no problema a ser resolvido, fazendo uma verdadeira imersão a partir de múltiplas abordagens, incluindo competências técnicas e de negócios smart route, mais uma vantagem do trabalho em ecossistema, em que os profissionais avaliam se será necessário começar do zero ou não, o que pode acelerar a entrega final; lean business case, estágio que mostra o entendimento do problema, a proposta da solução e o plano econômico, viabilizando a entrega em um prazo menor, de maneira ágil e enxuta; e a execução e mensuração de resultados, fase de colocar em prática o framework a partir de métodos ágeis. Aqui, a empresa começa a medir se o que entregou para o cliente está rendendo conforme o esperado e se serão necessários ajustes.

“O Digital Value Creation acompanha todo o processo, desde a percepção da oportunidade e validação de sua viabilidade até a execução e mensuração de resultados”, reforça Kleber.

Case de sucesso

A FCamara desenvolveu um projeto com Digital Value Creation para uma rede de saúde, com foco na redução do tempo de espera nas unidades e eliminando o uso de papel. O resultado refletiu em uma economia de 75% dos custos com papel, por meio da implementação de assinatura e biometria digitais. Além disso, a automatização dos processos, trouxe uma redução de 25% do tempo de atendimento primário, com 100% do RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) para elegibilidade e uma redução de 20% do headcount de atendimento, métrica que impacta diretamente na saúde financeira, lucratividade e no poder de alcance dos objetivos da empresa. O projeto estimou, ainda, uma economia de R$ 20 milhões em papel no período de um ano, o equivalente a 66 mil árvores, contribuindo com o compromisso ambiental da empresa.

“Ou seja, com o Digital Value Creation, o cliente identificou em uma só jornada a oportunidade de melhorar a experiência do paciente, fidelizar clientes e minimizar desperdícios financeiros”, conclui Kleber.

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

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terça-feira, 2 de abril de 2024

OPOSIÇÃO REAGE NO CONGRESSO CONTRA O STF QUE BUSCA AMPLIAR PODERES COM FORO ESPECIAL

 asil e Mundo Foro Privilegiado

STF busca ampliar poderes com foro especial, e oposição reage no Congresso

Byvaleon

Abr 2, 2024

História de JULIA CHAIB E MARIANNA HOLANDA – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O julgamento da ação que discute a ampliação do alcance do foro especial no STF (Supremo Tribunal Federal) tem potencial de ampliar os poderes dos ministros diante do Congresso Nacional e também do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O avanço do tema na corte já provocou reação de integrantes da oposição, que ameaçam votar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que restringe o foro caso o Supremo altere as regras atuais, o que é a tendência.

O tribunal já tem cinco votos para determinar que o foro seja mantido mesmo depois do fim do mandato parlamentar de políticos por qualquer causa –renúncia, não reeleição ou cassação.

O tema é discutido após uma mudança feita pela própria corte em 2018, quando ficou decidiu que só crimes cometidos durante o mandato e relacionados ao exercício do cargo deveriam ser julgados pelo Supremo.

A mudança nas regras do foro em 2018 reduziu a quantidade de processos que tramitam no tribunal. Dados de 2022 do STF mostram que o número de ações penais e inquéritos na corte caiu 80% em relação ao período vigente antes da mudança da norma.

Se for firmado novo entendimento do Supremo, isso significa que boa parte dos processos de parlamentares continuaria nas mãos do STF, o que aumenta o poder de pressão da corte em relação ao Legislativo –que tem encampado uma série de propostas que contrariam os magistrados.

Na leitura de quem acompanha os bastidores do Supremo, esse é justamente o principal motivo para ministros aumentarem o alcance do foro.

Em outra frente, o julgamento também pode acabar com uma das principais contestações da defesa de Bolsonaro, com efeito em todos os cinco inquéritos no quais é investigado.

O primeiro caso que ensejou operação contra o ex-chefe do Executivo, em maio do ano passado, é o da suspeita de fraude em cartão de vacina. Na ocasião, foram apreendidos os documentos, o celular e o computador do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

O agravo regimental da defesa de Bolsonaro argumenta que o Supremo não tem competência para julgar o caso e que ele deveria ser remetido para a primeira instância. O argumento é de que não há relação com o mandato de presidente. Com base nisso, os advogados também pediram a nulidade de todas as provas.

Mas as provas obtidas nessa primeira investigação influenciaram todas as outras quatro nas quais Bolsonaro e aliados são investigados. Menos de um ano depois, Cid tornou-se colaborador da Polícia Federal.

Um dos cinco votos já favoráveis à tese de ampliação do foro, o relator, ministro Gilmar Mendes, defendeu que o investigado deve perder a prerrogativa só se o crime foi praticado antes de assumir o mandato.

O julgamento foi interrompido, na sexta-feira (29), por um pedido de vista do presidente do STF, Luís Roberto Barroso. O magistrado votou em 2018 para restringir o alcance do foro especial –o que foi visto por uma ala da política como um gerador de impunidade, já que ações penais no Supremo costumavam ter andamento mais lento.

Segundo aliados, Barroso interrompeu o julgamento para analisar melhor o caso por entender que o voto do relator ampliou o alcance do foro para além do entendimento anterior a 2018. Mesmo assim, a aposta no tribunal é que o novo entendimento, que amplia o alcance do mecanismo, deve ser aprovado.

Os ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Flávio Dino acompanharam Gilmar. Mesmo com a suspensão do julgamento, Alexandre de Moraes decidiu antecipar o voto para acompanhar integralmente a posição do relator.

Parlamentares de oposição se queixaram do movimento do STF de mudar a jurisprudência seis anos depois de firmá-la. Bolsonaristas querem, como resposta política, votar no plenário da Câmara a PEC que restringiria novamente o foro.

O texto, de 2017, já foi aprovado pelo Senado, pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial da Câmara, aguardando apenas ser pautada para ir a plenário. A proposta restringe o foro especial na Justiça aos presidentes da República (e o vice), da Câmara, do Senado e do STF.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse ainda que deve tratar deste tema com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), na próxima semana. “Nos falaremos, com certeza”, disse.

“Essa decisão [do STF] caminha no sentido contrário do que o Congresso pretende fazer. Está muito claro que estamos trabalhando para pôr fim ao chamado foro privilegiado ou foro por prerrogativa de função, uma medida que já se mostrou injusta”, afirmou.

“O voto do ministro Gilmar, ao contrário, quer ampliar a competência do STF para julgamentos penais, alterando decisão já sedimentada pela maioria da corte há pouco tempo. É a insegurança jurídica batendo mais uma vez a nossa porta”, completou.

O deputado Sanderson (PL-RS) diz acreditar que o Supremo tem o objetivo de atingir Bolsonaro, de quem é aliado, ao fazer as mudanças no alcance do foro especial. “Não tenho dúvida que o objetivo é firmar a competência do STF só para abarcar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro”, diz o parlamentar.

“Isso será um atestado vergonhoso de parcialidade do tribunal, já que no fatídico 8 de janeiro o presidente da República era Lula”, continua.

STF DIZ QUE FORÇAS ARMADAS NÃO É UM PODER MODERADOR

 

História de JOSÉ MARQUES – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta segunda-feira (1º) a favor do entendimento de que as Forças Armadas não têm atribuição de poder moderador e que a Constituição não permite intervenção militar sobre os três Poderes.

O julgamento ocorre no plenário virtual da corte até o próximo dia 8. Até lá, pode haver paralisação do julgamento por meio de pedido de vista (mais tempo para análise) ou destaque (que leva o caso ao plenário físico).

O processo foi apresentado ao Supremo pelo PDT em 2020, e o relator é o ministro Luiz Fux.

Antes do julgamento, houve uma liminar concedida por Fux para estabelecer que a prerrogativa do presidente da República de autorizar emprego das Forças Armadas não pode ser exercida contra os outros dois Poderes.

Em seu voto, Fux disse ainda que o emprego das Forças Armadas para a “garantia da lei e da ordem” presta-se ao excepcional enfrentamento de grave e concreta violação à segurança pública após o esgotamento de outros mecanismos da preservação da ordem pública.

“A chefia das Forças Armadas é poder limitado, excluindo-se qualquer interpretação que permita sua utilização para indevidas intromissões no independente funcionamento dos outros Poderes, relacionando-se a autoridade sobre as Forças Armadas às competências materiais atribuídas pela Constituição ao presidente da República”, disse o ministro em seu voto.

Seu voto já foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, que é o presidente da corte, Edson Fachin e André Mendonça.

Flávio Dino acompanhou Fux, mas apresentou um voto com mais argumentos.

Ele afirmou que não existe um poder militar previsto na Constituição.

“Com efeito, lembro que não existe, no nosso regime constitucional, um poder militar. O poder é apenas civil, constituído por três ramos ungidos pela soberania popular, direta e indiretamente. A tais poderes constitucionais, a função militar é subalterna, como aliás consta no artigo 142 da carta magna”, afirmou.

Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a tentativa de golpe investigada pela Polícia Federal, Dino afirmou que é necessário acabar com “quaisquer teses que ultrapassem ou fraudem o real sentido do artigo 142 da Constituição Federal, fixado de modo imperativo e inequívoco por este supremo tribunal”.

Como mostrou a apuração da PF, Bolsonaro e seus aliados se valeram de uma interpretação do jurista Ives Gandra Martins sobre a Constituição em seus debates sobre o golpe para reverter o resultado das eleições de 2022.

O decano da corte, ministro Gilmar Mendes, acompanhou Fux, mas também apresentou novos argumentos em seu voto. Com o voto de Gilmar, o Supremo formou maioria no sentido de delimitar as atribuições das Forças Armadas.

Segundo o ministro, não se admite qualquer interpretação que permita a indevida intromissão dos militares no funcionamento independente dos Poderes.

Ele também afirma que o emprego dos militares constitucionais nas ações de garantia da lei e da ordem deve acontecer em excepcional enfrentamento de “grave e concreta violação à segurança pública interna, sempre em caráter subsidiário, mediante eventual iniciativa dos Poderes constitucionais após o comprovado esgotamento dos mecanismos ordinários e preferenciais de preservação da ordem pública”.

Ainda votarão os ministros Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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