BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – A ANTT (Agência Nacional de
Transportes Terrestres) anunciou nesta quinta (14) a aprovação de novo
formato do leilão para concessão do trecho da BR-381 em Minas Gerais
entre Belo Horizonte e Governador Valadares, a chamada Rodovia da Morte.
Os investimentos previstos são de R$ 9,2 bilhões.
Considerado o principal entrave para o repasse da via à iniciativa
privada, o trecho de aproximadamente 50 quilômetros da rodovia, entre
Belo Horizonte e Caeté, não consta no novo arcabouço.
As obras nesta parte da BR-381, que envolvem sobretudo
desapropriações às margens da rodovia em Belo Horizonte, na ligação da
via com o Anel Rodoviário da capital, são consideradas complexas e
caras, o que afasta investidores. O governo vai assumir os trabalhos
neste trecho e entregar a conservação para quem vencer o leilão para o
restante da rodovia.
“O trecho foi identificado como de maior risco para investidores em
potencial e essa alteração deve aumentar a atratividade do ativo
federal”, afirmou o Ministério dos Transportes.
No último leilão para concessão da estrada, realizado em novembro do
ano passado, não houve interessados. Outras três tentativas foram feitas
em 2021 e 2022 e também fracassaram. O trecho a ser concedido tem 303,4
quilômetros.
O anúncio do novo modelo acontece pouco mais de um mês após o
ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmar em Belo Horizonte, em 8
de fevereiro, que o presidente Lula decidiu utilizar o Exército para as
obras na estrada caso o próximo leilão também fracasse.
“Aprimoramos o projeto para que ele garanta as melhorias urgentes
exigidas pela BR-381, que é uma das rodovias mais importantes do país,
elevando ainda mais o nível de segurança e compartilhando os riscos, de
forma a assegurar mais de R$ 9 bilhões em investimentos, entre novas
obras e serviços operacionais”, afirmou o ministro dos Transportes,
Renan Filho, segundo comunicado da pasta.
A expectativa é que o leilão seja realizado entre o fim de agosto e o
início de setembro, conforme o ministério. O comunicado diz ainda que
foram feitas adequações no novo formato do leilão de correção de
traçado. “São melhorias muito necessárias, principalmente para diminuir o
número de acidentes da rodovia”, disse a secretária nacional de
Transportes Terrestres, Viviane Esse.
Dos R$ 9,2 bilhões de investimentos previstos para a rodovia, que
terá prazo de concessão de 30 anos, R$ 5,57 são para novas obras e R$
3,68 para serviços operacionais. A maior parte das melhorias, conforme o
ministério, são para aumentar a capacidade e segurança da via. O novo
formato para a concessão da via segue agora para análise do TCU
(Tribunal de Contas da União).
Obras previstas:
– 90 quilômetros de duplicações
– 123 quilômetros de faixas adicionais
– 10 quilômetros de marginais
– 33 dispositivos – trevos, trombetas e diamantes, além de áreas de escape
RIO – Refinaria que foi pivô da Operação Lava Jato, a Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, está sendo recuperada pelo governo Lula 3 em seu plano para fazer a Petrobras voltar a crescer. Até 2028, a previsão é que a unidade receba entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões em investimentos, em um projeto de ampliação com início previsto para o segundo semestre deste ano.
As obras, anunciadas no início deste ano, em evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficarão a cargo das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht, hoje Novonor,
as mesmas envolvidas no escândalo de corrupção que ficou conhecido como
Petrolão. As duas empresas estão entre as vencedoras da licitação para a
complementação da refinaria, como mostrou o Estadão.
O plano da Petrobras é aumentar em 160% a capacidade de processamento da
Abreu e Lima. A unidade passará a ter uma capacidade de processamento
de 260 mil barris de petróleo por dia — atualmente, sua produção é de
100 mil barris processados diariamente.
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates,
se referiu em janeiro à refinaria como “uma máquina maravilhosa, do
futuro”. “Não vai ser uma lata velha do fim do petróleo”, afirmou.
“Quem aí estiver dizendo que estamos recuperando uma refinaria que
não tinha mais de existir, uma refinaria feia e velha, digo que essa é a
refinaria do futuro, da virada. Isso aqui (Rnest) não faz
combustível fóssil, isso aqui faz energia líquida. Hoje, o mais
acessível para a população ainda é o hidrocarboneto, mas essa refinaria
vai produzir hidrogênio, e-metanol (metanol verde), o combustível dos navios do futuro, vai produzir diesel renovável 100% de origem vegetal”, disse, na ocasião.
Construída entre 2005 e 2014, a Rnest se tornou um dos maiores
símbolos do mau uso do dinheiro público do País. Com um custo inicial de
R$ 7,5 bilhões, as obras do empreendimento consumiram quase R$ 60
bilhões. Relembre, a seguir, as denúncias envolvendo a refinaria.
Histórico
As obras da refinaria Abreu e Lima foram inauguradas em 16 de
dezembro de 2005, em evento com os então presidentes Lula e Hugo Chávez
(Venezuela), que reviraram concreto e posaram para fotos. Por mais de
duas horas, sob um sol de 35ºC em Ipojuca, na região metropolitana do
Recife, eles discursaram para cerca de 4 mil pessoas no que seria,
então, o maior investimento da Petrobras em mais de 25 anos: a
construção da Rnest.
Durante sua fala, o petista definiu o ditador sul-americano como
“amigo irmão”. O projeto foi pensado em parceria com a estatal
venezuelana PDVSA, inicialmente em um acordo entre o governo petista e o
regime chavista.
A Petrobras seria responsável por 60% dos investimentos, e os 40%
restantes seriam aportados pela Venezuela, o que nunca aconteceu. Com a
desistência do país vizinho, a Petrobras decidiu construir sozinha,
inicialmente, apenas um dos dois conjuntos (trem) de refino.
A Rnest foi a primeira refinaria construída no Brasil após 34 anos. A
unidade está localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, a 45
quilômetros de Recife. É a mais moderna refinaria da estatal, com a
maior taxa de conversão de óleo bruto em diesel, combustível que
responde por 70% da produção da unidade.
Mas o que deveria ser o início da independência para o refino de
petróleo brasileiro acabou envolvido em um esquema de desvio de recursos
da Petrobras. A obra, que sofreu um atraso de três anos para o início
de sua operação parcial, foi alvo ainda de processos na Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) e no Tribunal de Contas da União (TCU).
Lava Jato
O empreendimento foi tocado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS,
Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. De acordo com a delação premiada do
ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva, as obras na refinaria
teriam rendido R$ 90 milhões em propinas a ex-executivos da estatal
ligados ao PP, PT e PSB.
A delação se desdobrou em apurações na Justiça Eleitoral e na esfera
criminal. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa
foi condenado a sete anos e meio de prisão por organização criminosa e
lavagem de dinheiro desviado das obras da refinaria. Por decisão do
Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018, os trechos da delação
referentes a fatos supostamente criminosos ocorridos no âmbito da
refinaria foram remetidos para a Justiça de Pernambuco, onde tramitam
atualmente.
O capítulo da Abreu e Lima abriu as portas do esquema de corrupção e
propinas que, segundo Costa, se instalou na Petrobras entre 2003 e 2014.
Além de Costa, foram condenados o doleiro Alberto Youssef, peça central
da Lava Jato, e outros seis investigados, entre eles o empresário
Márcio Bonilho, do Grupo Sanko Sider. Foram fixadas penas que variam
entre 11 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, a
quatro anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial
semiaberto.
Investigação na CVM
As investigações não ficaram restritas às apurações na Lava Jato, a
CVM condenou quatro antigos membros da diretoria executiva da Petrobras
em processos administrativos envolvendo irregularidades na construção e
em testes de Abreu e Lima e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro
(Comperj). Ao todo foram aplicados R$ 1,6 milhão em multas e penas de
inabilitação de executivos.
O órgão regulador do mercado de capitais brasileiro absolveu a
ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e outros integrantes de seu governo e
do conselho da estatal acusados, como o ministro Guido Mantega e Luciano
Coutinho, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES), apontados, inicialmente, como partícipes do esquema.
Relatório do TCU
Um relatório do Tribunal de Contas da União apontou indícios de
superfaturamento de, pelo menos, R$ 121 milhões na obra da refinaria
Abreu e Lima e acusou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, de
sonegar documentos. Os auditores vasculharam os contratos da refinaria e
levantaram suspeitas de superfaturamento em quatro contratos que somam
R$ 2,7 bilhões.
No relatório, o TCU diz que o custo da refinaria aumentou mais de
oito vezes, “passando de US$ 2,4 bilhões para US$ 20,1 bilhões”.
“Desde sua concepção, em 2005, o custo da refinaria aumentou mais de
oito vezes. O projeto sofreu, ao longo do tempo, diversas ampliações e
redesenhos não suportados tecnicamente, antecipações de investimentos e
cancelamentos, gerando prejuízos bilionários à Petrobras. Inicialmente
previsto para estar concluído em 2011, até hoje o empreendimento não foi
completamente terminado e opera com menos da metade da capacidade
projetada, já tendo sido reconhecidas perdas no balanço no total de R$
15,463 bilhões”, diz o relatório de 2021.
História de JOSÉ MARQUES, CÉZAR FEITOZA, RANIER BRAGON, FABIO SERAPIÃO, JULIA CHAIB E MATEUS VARGAS – Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-ministro da Justiça Anderson Torres
negou, em depoimento à Polícia Federal, que tenha escrito ou ajudado a
elaborar o texto da chamada “minuta do golpe” encontrado em sua
residência em janeiro do ano passado, e disse que, à época, documentos
como aquele estavam “banalizados e sendo entregues em diversos órgãos
públicos”.
A minuta é um texto de decreto produzido pelo entorno de Bolsonaro
após a derrota nas eleições de 2022, com o objetivo de tentar elaborar
uma fundamentação jurídica para a realização de um golpe de Estado.
Como revelou a Folha de S.Paulo, uma minuta foi encontrada no dia 10
de janeiro de 2023, em operação de busca e apreensão contra o
ex-ministro. O documento de três páginas, feito em computador, foi
encontrado em um armário na residência de Torres.
Ele previa a instauração de estado de defesa na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a reversão do resultado eleitoral.
À PF, em 22 de fevereiro, Torres afirmou que não escreveu a minuta e
que não sabe de quem recebeu o documento. Segundo ele, a pasta na qual
estava o texto era de documentos que costumava levar para despachar em
casa.
O teor do depoimento foi tornado público nesta sexta-feira (15) pelo
ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Torres disse que “jamais levou aquele texto ao conhecimento do então
presidente da República ou de qualquer pessoa” e que a minuta “ficou ali
para ser descartada como lixo”. Ele também disse aos policiais que
considera o texto “mal redigido e uma aberração jurídica”.
O ex-ministro da Justiça foi questionado sobre a preocupação de Mauro
Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro, e dos ex-assessores da
Presidência Filipe Martins e Marcelo Câmara com a apreensão da minuta e
disse que desconhece esses fatos.
Torres afirmou que “deseja reiterar que o texto encontrado em sua
residência não é de sua lavra, não foi recebido ou repassado para
qualquer integrante do governo ou ao então presidente da República” e
que, naquela época, “tais documentos estavam banalizados e sendo
entregues em diversos órgãos públicos”.
Ele também foi questionado sobre outros episódios, como a
participação e fala na reunião de julho de 2022, na qual Bolsonaro fez
declarações de teor golpista.
Torres afirmou que não anuiu com as afirmações de Bolsonaro e que
apenas se manifestou no sentido de que cada um dos ministros presentes
“deveriam atuar no âmbito de suas pastas para que todas as ações
ministeriais fossem levadas ao conhecimento da população,
potencializando a chance de vitória nas eleições”.
A PF apresentou a Torres as falas ditas por ele na reunião, a exemplo
de que “todos vão se foder” caso Lula ganhasse as eleições.
O ex-ministro disse que a expressão “se foder” significava “a perda
de todos os avanços que cada um tinha obtido ao longo dos quatro anos de
trabalho hercúleo e muita entrega em cada uma de suas pastas”.
Em nota desta quarta, o advogado de Anderson Torres, Eumar Novacki,
disse que seu cliente não participou de qualquer reunião com Bolsonaro e
comandantes militares para tratar de medidas antidemocráticas.
Também disse que outros depoimentos que o citaram foram feitos de “modo genérico e vago” e com “grave equívoco”.
Ele disse que irá solicitar um novo depoimento e eventual acareação e
que “mantém sua postura cooperativa com as investigações e seu
compromisso inegociável com a democracia”.
Torres foi preso em janeiro do ano passado por suposta omissão nos
ataques golpistas de 8 de janeiro. Ele deixou a prisão de forma
provisória em maio do mesmo ano.
O Tesouro Nacional apontou em relatório divulgado nesta sexta-feira,
15, que, sem medidas adicionais para elevar a arrecadação, o governo não
conseguiria cumprir a meta de gerar um superávit no resultado primário
de 2025 e 2026. O cenário obrigaria a equipe econômica a adotar os
gatilhos previstos no novo arcabouço fiscal. Por exemplo, se descumprir a
meta no próximo ano e no seguinte, o limite de despesas só poderia
crescer em 2027 e 2028 a uma proporção de 50% do avanço da receita – em
vez de 70% da regra original. Além disso, o marco fiscal prevê que, caso
o descumprimento aconteça por dois anos consecutivos, gatilhos
adicionais são acionados, como a proibição de aumento de salários no
funcionalismo público.
Enquanto a lei de diretrizes orçamentárias atual prevê um superávit
de 0,5% do PIB em 2025 e de 1% do PIB em 2026, o cenário “base” da
Fazenda, que considera apenas o pacote arrecadatório já aprovado no
Congresso, levaria a déficits de 0,5% no próximo ano e de 0,4% em 2026.
“Dessa forma, fica evidente que o cenário base (sem novas medidas de
receita para 2025 e 2026) não promove as metas estabelecidas na LDO para
além de 2024, demandando esforço fiscal para atingi-las”, escreveu o
Tesouro no novo relatório de Projeções Fiscais, que também elabora um
cenário de referência em que as metas para o primário são cumpridas a
partir de esforços adicionais para aumentar o nível de receitas da União
e garantir a estabilização da dívida pública.
O cenário base do Tesouro considera que a meta de zerar o déficit
será cumprida neste ano, uma vez que o pacote da Fazenda para turbinar a
arrecadação foi em grande parte aprovado pelo Legislativo. Como mostrou
o Broadcast, a pasta inclusive subiu a estimativa de
ganho com as medidas, de R$ 168,5 bilhões para R$ 170,8 bilhões neste
ano, além de um ganho permanente de cerca de R$ 74 bilhões ao ano. Isso,
contudo, não é suficiente para garantir que a União continue
performando bem no aspecto fiscal pelos próximos dois anos. Ainda há
necessidade de um esforço arrecadatório de 1% do PIB em 2025 e de 1,3%
do PIB em 2026.
O Tesouro calcula também que as metas dos próximos dois anos não
seriam cumpridas sem medidas adicionais mesmo com o contingenciamento de
despesas. Isso porque o governo entende que o bloqueio no orçamento
deve se limitar somente a um montante que preserve o avanço mínimo de
0,6% dos gastos. Com isso, o contingenciamento que seria aplicado em
2025 e 2026 seria de R$ 38,1 bilhões e de R$ 39 bilhões,
respectivamente.
“Para os anos de 2025 e 2026, mesmo com o contingenciamento de
despesas previsto na LDO, não é possível atingir o limite inferior da
meta de resultado primário, o que implica aplicação da proporção de 50%
da RLA nos anos de 2027 e 2028”, apontou o Tesouro. O órgão ainda
observa que esse contingenciamento (que equivale a 0,3% do PIB) nos dois
anos superaria o pagamento de precatórios expedidos, e que, por isso,
haveria ligeira redução da despesa em proporção do PIB, que atinge
18,7%, ante os 18,9% do PIB observados em 2024.
“Entre 2026 e 2027, ocorre uma queda mais acentuada da despesa
primária (0,5 p.p.), que alcança 18,3% do PIB em 2027, uma vez que a
totalidade da despesa de precatórios volta a sujeitar-se ao limite de
despesas, reduzindo o espaço das despesas discricionárias e a despesa
total como um todo. A esse efeito, soma-se a redução do crescimento real
do limite de despesas em 2027, ano em que o limite se eleva 1,4%, após
crescimento de 2,5% por dois anos consecutivos”, calculou o Tesouro.
Com o gatilho acionado em 2027, as receitas líquidas ultrapassariam
as despesas primárias, traduzindo num superávit. Com isso, o saldo do
primário atingiria 0,1% do PIB em 2027 e cresceria até atingir 1,3% em
2033.
O Tesouro observa ainda que o relatório não considera medidas de
revisão de gastos obrigatórios que estão em curso no governo e que,
aponta o órgão, podem contribuir para o aumento do espaço fiscal das
despesas discricionárias, ou, alternativamente, para melhores resultados
primários.
À bem-vinda iniciativa de investir na
expansão e interiorização do ensino técnico e profissionalizante, o
governo precisa urgentemente acrescentar outra tarefa: repensar o modelo
Por Notas & Informações – Jornal Estadão
Falta uma peça essencial na engrenagem montada pelo governo federal
para ampliar a rede de Institutos Federais de Educação, Ciência e
Tecnologia em todo o Brasil: definir o que deseja de fato para o ensino
técnico e profissionalizante. Os artífices dessa política precisam
apontar com mais precisão qual o modelo de ensino e gestão que estamos
construindo, algo que não se limite ao fetiche lulopetista por obras e
instalações e resulte em ganhos efetivos de longo prazo para os
estudantes e o País. Sem isso, os números eloquentes anunciados
recentemente se converterão em meras promessas e peças de marketing para
o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Serão 100 novos campi de
institutos federais, com expectativa de criar 140 mil vagas – a maioria
em cursos técnicos integrados ao ensino médio. O governo prevê investir
R$ 2,5 bilhões em novas unidades, além de R$ 1,4 bilhão em melhorias
das unidades existentes, hoje com 656 campi.
Vinda de um governo que se habituou a concentrar esforços em demasia
na abertura de novas vagas nas universidades, como se fossem garantia de
passaporte para o futuro dos nossos jovens, a notícia é especialmente
bem-vinda: a expansão e a interiorização são dois eixos fundamentais
para dar mais robustez ao ensino técnico e profissionalizante. Não se
sabe ao certo, contudo, a natureza desse modelo, dúvida que se torna
mais inquietante quando a vemos expressada até mesmo por quem acompanha o
tema de perto. Foi o caso de Claudia Costin, reconhecida especialista
em Educação, que em entrevista ao Estadão sugeriu com
clareza: é hora de repensar o modelo do ensino técnico. Mesmo elogiando a
iniciativa de expandir e interiorizar a rede, ela revelou a incerteza
sobre o modelo vigente e apontou caminhos possíveis para correções de
rota.
Antes de tudo, convém ao Brasil superar a ideia corrente segundo a
qual o ensino técnico se destina a quem não faz faculdade, e que aqueles
que estão fora das universidades pertencem a um grupo social menos
privilegiado. Essa soma de preconceitos e equívocos gera problemas por
todos os lados: aos ensinos superior, médio e técnico e, claro, aos
próprios estudantes. Além disso, desvirtua uma premissa elementar:
ingressar no ensino técnico não significa impedir a opção pelo ensino
superior. Algumas das melhores experiências internacionais envolvem
políticas conciliáveis.
Duas palavras-chave costumam faltar no vocabulário educacional do PT:
política pedagógica e gestão. Apesar de ambas causarem urticária no
comissariado petista, o ministro Camilo Santana sabe de sua importância,
pela experiência bem-sucedida do modelo adotado no Ceará na educação
básica. Mas o que o governo de fato espera do ensino técnico? Cursos
capazes de gerar maior empregabilidade? Atender a expectativas de muitos
jovens de usar o ensino médio como uma forma de postergar a faculdade
e, ao mesmo tempo, trabalhar na sua área, ganhando conhecimento prévio e
renda? Ter formações pensadas a partir das demandas do setor produtivo?
Estimular áreas relevantes, como tecnologia, a fim de reduzir os gaps
existentes e aproveitar o potencial presente e futuro? Servir de
trampolim para o ensino superior? Por outro lado, como planejar e
aperfeiçoar a gestão das novas e atuais unidades? Haverá também
professores com formação e expertise adequadas a essas demandas?
Nada disso parece claro. Claudia Costin mostrou modelos inspiradores:
na Coreia do Sul, por exemplo, há ensino técnico de tecnologia de ponta
no nível médio; em países como Alemanha, Áustria e Suécia, o ensino
técnico dialoga com o mundo do trabalho, com formação feita nas escolas,
nos laboratórios e também nas empresas. Ao Brasil convém ainda não
ignorar a necessidade de atrelar o ensino técnico com o agronegócio,
área em que o País avança com tecnologia. Levar em conta um plano de
desenvolvimento das microrregiões pode significar, por exemplo,
incentivar os jovens locais a trabalhar no agronegócio, não só
plantando, mas operando drones e inteligência artificial.
Por ora, o que parece inquestionável é o desejo de expansão da rede e
obras. Uma iniciativa positiva, insista-se. Mas longe de ser
suficiente.
O intervencionismo voltou e nesta semana a Petrobras e a Vale perderam
juntas mais de R$ 100 bilhões do seu valor de mercado. Essa perda
brutal foi muito discutida levantando a questão de se, em 2024, teremos
o governo implantando
com medidas concretas o que foi prometido durante as eleições – as
velhas políticas intervencionistas nas três das mais importantes
empresas brasileiras: Petrobras, Vale e Eletrobras.
A Petrobras, que passou um 2023 sem grandes turbulências, inicia 2024
fazendo uma alocação de capital errada não pagando os dividendos
extraordinários e com isso perdendo a confiança do mercado. A Vale vem
sofrendo um desgaste enorme na escolha do seu presidente, com notícias
de que o governo estaria trabalhando para uma indicação. Nesta semana,
um conselheiro independente renunciou apresentando uma carta em que
denuncia procedimentos que mostram que a governança da empresa teria
sido atacada. A Eletrobras vem sofrendo desde o início do governo, com
acusações sobre o processo da sua privatização e tentativa de uma
ingerência maior do governo no conselho da empresa, que culminou com uma
liminar que transita no STF. É bom não esquecer que a privatização da
Eletrobras foi realizada por lei aprovada no Congresso e avalizada pelo
TCU.
Muitos apostavam que essa política intervencionista que ocasionou
tantos prejuízos às empresas, ao País e aos acionistas era coisa do
passado. Mais uma vez a máxima de que no Brasil o passado é incerto se
mostra mais atual do que nunca. É interessante e preocupante vermos como
as pessoas e os governos não aprendem com os erros e acreditam que o
problema foi o momento político e que desta vez vão obter sucesso.
Também chama a atenção a insistência de abandonar a lógica econômica e
privilegiar os retornos políticos em detrimento dos retornos econômicos.
No caso da Petrobras isso fica claro na medida em que o governo,
acionista majoritário da empresa, não vê problema e até defende o
pagamento de menores dividendos, num momento em que precisa de receita
para fazer frente aos seus gastos e reduzir a dívida pública. Não seria
mais popular ganhar dividendos ao invés de aumentar impostos?
Lula
determinou que Petrobras não pagasse dividendos extraordinários aos
acionistas da companhia, e direcionasse recursos para investimentos Foto: Pedro Kirilos / Estadão Conteúdo
Há alguma forma de evitar a recorrência dessas políticas
intervencionistas? Difícil de responder dado que não existe nenhuma
lógica econômica nas velhas e ultrapassadas políticas intervencionistas.
De qualquer forma, uma discussão que poderíamos ter é, se o governo
quiser fazer tudo o que entende e pretende, o melhor seria fechar o
capital da Petrobras, da Eletrobras e da Vale, comprando a totalidade
das ações das duas empresas. Outro caminho melhor e mais moderno é
fortalecer com independência e autonomia as agências reguladoras,
entendendo que são órgãos de Estado e não de governo, como é o caso hoje
do Banco Central. Dessa maneira sim estaremos defendendo os interesses
dos 200 milhões de brasileiros.
Autor: Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria
Ao ler biografias de grandes empresários, pesquisadores, professores e
pessoas cujo trabalho e legado admiro, sempre me perguntava: quais
dicas eles me dariam para resolver alguns desafios que tenho? Como um
grande empresário, do porte de Irineu Evangelista de Souza, ajudaria a
revisar os meus processos comerciais? Qual jingle o José Bonifácio de
Oliveira Sobrinho iria sugerir para capturar a atenção das pessoas
quando dessem de cara com a minha marca? Ou então, como o Nizan Guanaes
resumiria, em uma frase, o jeito de ser da minha empresa?
No passado, o máximo que poderia fazer era consumir uma vasta
quantidade de material que esses grandes personagens escreveram ou
falaram e criar uma representação em minha mente. Quantas dicas um Jim
Collins ou um Deming já me deram quando, ao me deparar com um problema,
fui atrás dos ensinamentos em seus livros. Se o Deming utilizava a
constância de propósito como mote fundamental, ao me ver em apuros,
apelava para materialização desse conceito em minha vida.
O problema, é claro, é que tais entidades que habitavam minha mente
estavam sujeitas a inúmeros vieses e heurísticas. Ou seja, dependendo da
situação, ao serem consultados, as figuras criadas por mim respondiam
de forma diferente. Mas, na ausência de um instrumento melhor, esse
Conselho de Ilustres sempre me ajudou ao longo da vida.
O Conselho e a Inteligência Artificial
Em 2022, de repente, materializou-se, por meio de um sistema de fácil
manuseio, a Inteligência Artificial generativa. Agora, ao invés de
algoritmos, programação, experimentos e análises, tinha à disposição
algo em que eu poderia perguntar e o sistema responder. Por meio de
treinamento dos algoritmos, a probabilidade de entrevistar as
personalidades antes circunscritas à minha imaginação se tornou mais
próxima do real.
E, para comemorar, farei três perguntas para alguns deles e vou
transcrever a resposta. Não revelarei os nomes, mas deixarei ao leitor
curioso para pesquisar quem foi utilizado como inspiração pelo chat para
responder.
Serei promovido para líder. Quais as principais dicas?
Parabéns pela sua promoção para uma posição de liderança. Como líder,
seu foco principal deve ser na entrega de resultados, mantendo sempre
uma visão clara dos objetivos estratégicos da empresa. Isso exige uma
compreensão profunda do seu negócio e um compromisso inabalável com a
excelência operacional.
Além disso, a liderança eficaz se baseia em construir e desenvolver
uma equipe forte. Invista tempo para conhecer seus colaboradores,
entender suas habilidades e motivações, e trabalhe para desenvolver suas
capacidades. Lembre-se, uma liderança eficaz não é apenas sobre dirigir
operações, mas também sobre inspirar e capacitar sua equipe para
alcançar o seu melhor. Estabeleça uma cultura de transparência,
responsabilidade e aprendizado contínuo, e você verá sua equipe, e
consequentemente sua organização, prosperar.
A minha empresa era pequena e eu dava conta. Hoje, com 100 funcionários, em que focar?
À medida que sua empresa cresce, o papel de líder se transforma
significativamente. Com 100 funcionários, você não pode mais estar
envolvido em todas as decisões diárias; é essencial aprender a delegar
efetivamente. Concentre-se em construir uma equipe de gestão forte e
confiável, que possa assumir responsabilidades operacionais, permitindo
que você se dedique a estratégias de longo prazo e ao crescimento da
empresa.
Além disso, invista em sistemas e processos que garantam a eficiência
e a qualidade do trabalho. A implementação de práticas de gestão
rigorosas e a manutenção de padrões elevados são fundamentais para o
sucesso em uma escala maior. Lembre-se: o crescimento traz novos
desafios, e sua capacidade de adaptar sua liderança e estruturas
organizacionais será crucial para manter a saúde e a vitalidade do seu
negócio.
Qual o maior segredo para prosperar no Brasil, como executivo?
Para prosperar como executivo no Brasil, o maior segredo é
desenvolver uma habilidade excepcional de se adaptar às constantes
mudanças econômicas e políticas do país. Isso requer uma visão
estratégica aguçada e a capacidade de antecipar tendências e ajustar-se
rapidamente às novas realidades. Além disso, um entendimento profundo do
mercado brasileiro, com suas particularidades culturais, sociais e
regulatórias, é fundamental.
É preciso construir relações sólidas e confiáveis, tanto internamente
na sua empresa quanto no ambiente de negócios mais amplo. E, acima de
tudo, manter uma ética de trabalho rigorosa e um compromisso inabalável
com a integridade e a transparência são essenciais para construir uma
reputação duradoura e uma carreira de sucesso no Brasil.
E aí, adivinharam meus conselheiros?
Espero que aproveitem essa ferramenta para ventilar essa capacidade
de alcançar estilos e trabalhos de muitos ícones de nossa história. Mas
cuidado: sempre consulte as fontes oficiais, como livros e entrevistas,
para avaliar se a dica faz sentido – e se ela se aplica, de fato, a sua
realidade.
Mindset correto é o que vai fazer você alcançar (ou não) o sucesso
Junior Borneli, co-fundador do StartSe
Mulher negra e sorridente segurando um IPad e olhando para frente (Fonte: Getty Images)
Mindset é a sua programação mental, é como você encara tudo que está ao teu redor
Mindset. Você já ouviu essa palavinha algumas vezes aqui no StartSe.
Ela é importante, talvez uma das coisas mais importantes para “chegar
lá” (seja lá onde for que você quiser chegar).
É sua habilidade de pensar o que você precisa para ter sucesso. E
como a maioria das coisas que você possui dentro de você, ela é uma
espécie de programação do seu ser. Tanto que é possível que você adquira
outro mindset durante a vida, convivendo com as pessoas corretas,
conhecendo culturas diferentes.
Algumas pessoas dizem que é isso das pessoas que faz o Vale do
Silício ser a região mais inovadora do mundo. Eu, pessoalmente, não
duvido. Fato é: você precisa de ter a cabeça no lugar certo, pois a
diferença entre um mindset vencedor e um perdedor é o principal fator
entre fracasso e sucesso.
Para isso, é importante você começar do ponto inicial: um objetivo.
“Todo empreendedor precisa ter um objetivo. Acordar todos os dias e
manter-se firme no propósito de fazer o máximo possível para chegar lá é
fundamental”, diz Junior Borneli, co-fundador do StartSe e uma das
pessoas mais entendidas de mindset no ecossistema brasileiro.
De lá, é importante você fazer o máximo que puder e não perder o
foco, mantendo-se firme. “Não importa se no final do dia deu tudo certo
ou errado. O importante é ter a certeza de que você fez tudo o que foi
possível para o melhor resultado”, avisa.
Com a atitude certa, é capaz que você sempre consiga canalizar as
coisas como positivas. “Você sempre tem duas formas de olhar um a mesma
situação: aquela em que você se coloca como um derrotado e a outra onde
você vê os desafios como oportunidades. Escolha sempre o melhor lado das
coisas, isso fará com que sua jornada seja mais leve”, alerta o
empreendedor.
Esses tipo de sentimento abre espaço para uma característica
importantíssima dos principais empreendedores: saber lidar com grandes
adversidades. “Um ponto em comum na maioria os empreendedores de sucesso
é a superação”, destaca Junior Borneli.
Saber lidar com essas adversidades vai impedir que você pare no
primeiro problema (ou falência) que aparecer na sua frente. “São muito
comuns as histórias de grandes empresários que faliram várias vezes,
receberam diversos ‘nãos’ e só venceram porque foram persistentes”,
afirma.
É importante ter esse mindset resiliente, pois, nem sempre tudo será
fácil para você – na verdade, quase nunca será. “Empreender é, na maior
parte do tempo, algo muito doloroso. Até conseguir algum resultado
expressivo o empreendedor passa por muitos perrengues. A imensa maioria
fica pelo caminho”, diz.
É como uma luta de boxe, onde muitas vezes, para ganhar, você terá
que apanhar e apanhar e apanhar até conseguir desferir o golpe (ou a
sequência) certo. “Na minha opinião, não há melhor frase que defina a
trajetória de um empreendedor de sucesso do que aquela dita por Rocky
Balboa, no cinema: ‘não importa o quanto você bate, mas sim o quanto
aguenta apanhar e continuar. É assim que se ganha’”, ilustra.
O problema talvez seja que alguns aspectos do empreendedorismo tenham
glamour demais. “Empreender não é simplesmente ter uma mesa com
super-heróis e uma parede cheia de post-its coloridos. Você vive numa
espécie de montanha russa de emoções, onde de manhã você é ‘o cara’ e à
tarde não tem dinheiro pro café”, salienta.
Vale a pena, porém, perseverar neste caminho. “Para aqueles que são
persistentes e têm foco, a jornada será difícil, mas o retorno fará
valer a pena!,” destaca o empreendedor.
DERROTA TAMBÉM ENSINA
Um ponto importante do sucesso é saber lidar com o fracasso e, de lá,
tomar algumas lições para sair mais forte ainda. “Toda derrota nos
ensina algumas lições e assim nos tornamos mais fortes a cada nova
tentativa. A cultura do fracasso, aqui no Brasil, é muito diferente dos
Estados Unidos”, afirma Junior.
No Vale do Silício, falhar é encarado algo bom, na verdade – e
aumenta suas chances de sucesso futuro. “Por lá, empreendedor que já
falhou tem mais chances de receber investimentos porque mostrou
capacidade de reação e aprendeu com os erros”, conta o empreendedor.
Mas ao pensar sobre fracasso, você precisa ter o filtro correto para
não deixar a ideia escapar. “Encarar os erros como ensinamentos e
entender que falhar é parte do jogo torna as coisas mais fáceis e
suportáveis”, salienta.
Foco é a palavra de ordem para você conseguir alcançar os objetivos
traçados no caminho, mesmo que em alguns momentos pareça que está tudo
dando errado. “Por fim, buscar o equilíbrio mental e o foco são
fundamentais. Nas vitórias, tendemos a nos render à vaidade e ao
orgulho. E nas derrotas nos entregamos ao desânimo e a depressão.
Mentalize seus objetivos, foque nos caminhos que vão leva-lo até eles e
siga firme em frente”, afirma.
É importante que você tenha noção de que para ser uma exceção, você
não pode pensar da maneira comodista que a maior parte das pessoas. “Se
você quer chegar onde poucos chegaram, precisará fazer o que poucos têm
coragem e disposição para fazer”, completa.
O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?
Moysés Peruhype Carlech
Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”,
sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de
resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial
da Startup Valeon.
Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer
pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as
minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais
uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?
Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a
sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você
comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online
com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu
WhatsApp?
Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para
ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja
e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.
A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao
mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para
sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em
Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para
enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de
isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos
hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar
pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade,
durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar
por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que
tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa
barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio
também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.
É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda
do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim
um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu
processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e
eficiente. Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e
aumentar o engajamento dos seus clientes.
Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu
certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. –
Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um
grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe
você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o
próximo nível de transformação.
O que funcionava antes não necessariamente funcionará no
futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas
como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos
consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas
tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo
aquilo que é ineficiente.
Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de
pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos
justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer
e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde
queremos estar.
Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a
absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que
você já sabe.
Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo
por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na
internet.
Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a
sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar
você para o próximo nível.
Aproveite essa oportunidade para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.
Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.
No dia 14 de março, entusiastas da Matemática e das Ciências Exatas
celebram o Dia do Pi. O número é uma constante representada pela letra
grega pi, que dá nome a ele. Essa data foi escolhida para a homenagem em
função do modelo norte-americano para representação de datas. Lá o mês
aparece primeiro que o dia, dessa forma, a data 03/14 mostra o padrão
inicial da sequência de Pi: 3,14.
O número Pi é a razão entre o comprimento de uma circunferência e seu
diâmetro, aproximadamente igual a 3,14. O número Pi aparece em diversas
fórmulas e pode ser encontrado no cotidiano de diferentes maneiras,
desde obras da engenharia até cálculos da astronomia, isso porque se
trata de um dos algarismos mais importantes da matemática.
“Ele é usado, por exemplo, para calcular áreas de círculos, volumes
de esferas, perímetros de circunferências, e em equações que descrevem
fenômenos físicos envolvendo movimento circular”, explica Daniel
Ferretto, matemático pela Universidade Federal de Santa Catarina.
O Pi é um número irracional e infinito, o que significa que sua
representação decimal não termina nem se repete. “Até o momento, os
cálculos mais precisos alcançaram trilhões de casas decimais,
demonstrando a extensão e complexidade desse número”, comenta.
É por esse motivo que o valor de Pi pode ser representado de inúmeras
maneiras, não há uma definição exata. Depois do 3,14 há, literalmente,
uma infinidade de outros números que nem mesmo computadores foram
capazes de precisar.
O matemático explica que a origem do número é voltada à antiguidade,
com evidências de cálculos aproximados por egípcios e babilônios por
volta de 1700 a.C. Na Grécia antiga, Arquimedes também teria adicionado
contribuições significativas para entender o Pi.
De acordo com Ferretto, se relacionando à geometria das
circunferências, o conceito foi refinado ao longo da história da
Matemática, atingindo na sua representação moderna como uma constante
fundamental nas Ciências Exatas.
A data em comemoração ao número foi registrada pela primeira vez em
1988, em uma iniciativa do físico Larry Shaw com o intuito de promover a
Matemática entre os norte-americanos. O dia marca ainda eventos
relevantes envolvendo estudiosos das Ciências Exatas como o aniversário
do físico Albert Einstein e a morte do também físico Stephen Hawking.
O dia 14 de março marca seis anos da morte de Stephen Hawking.
Em seu site pessoal (agora substituído), Hawking se definiu como um
“cosmólogo, viajante espacial e herói”. Foram, de fato, os três.
Ele afirmou estar trabalhando nas leis básicas que regem o universo, e descreveu suas três principais descobertas.
Vamos resumi-los aqui. E abordaremos, com base nelas, quatro questões
transcendentais às quais Hawking deu respostas: Onde nascem o tempo e o
espaço? Onde morrem? O universo é finito? A humanidade tem futuro
nisso?
Einstein como base
A obra de Hawking tem como ponto de partida a extraordinária teoria
que temos sobre o cosmos: a Relatividade Geral de Albert Einstein.
Uma concepção revolucionária de tempo e espaço (de espaço-tempo),
baseada no princípio da equivalência de forças. É o resultado, por sua
vez, de um momento Eureka: uma queda livre imaginada por Einstein do
alto do telhado de sua casa.
De sua lógica penetrante, baseada em princípios incrivelmente óbvios,
surgiu uma única lei possível para o cosmos, dada por suas equações de
campo relativísticas.
Que, para o nosso universo, segundo o princípio cosmológico, admitem
apenas uma solução: a de Friedmann-Lemaître-Robertson-Walker.
Resultado excepcional: uma única equação e solução possível para o universo!
Hawking partiu daí e foi capaz de ir além, com surpreendentes
teoremas de singularidade (Hawking-Penrose) e resultados sobre a
termodinâmica do espaço-tempo (Bekenstein-Hawking).
Com eles, pôde responder a perguntas eternas.
Onde nascem o tempo e o espaço?
Usando a teoria de Einstein, Hawking concluiu que nosso universo teve
uma origem no passado, um começo. Essa foi sua primeira descoberta.
Os teoremas da singularidade de Hawking-Penrose afirmam que o espaço-tempo começou em uma singularidade: o Big Bang.
Isso é demonstrado voltando no tempo, usando as equações da teoria e
as condições que ocorreram no universo primitivo (recriado, em parte, em
grandes laboratórios, como o CERN).
Chega um momento em que o tempo e o espaço desaparecem: já não é
possível voltar atrás. É daí que vem! É como procurar as fontes do Nilo,
como fez Livingstone, o lugar exato onde nasce.
O espaço-tempo chega ao fim em cada um dos buracos negros que estão constantemente se formando no cosmos.
Estas são as outras singularidades que surgem a partir dos teoremas
de Hawking-Penrose. Sumidouros onde o tempo e o espaço desaparecem para
sempre.
Tais resultados levaram à necessidade de quantificar a gravidade, a fim de poder validá-los em escalas muito pequenas.
Só assim poderiam ser consideradas definitivas, e não meras
aproximações clássicas da realidade. Em outras palavras, era preciso
combinar a Relatividade Geral de Einstein e a Física Quântica: as duas
grandes teorias do século 20.
Um primeiro passo nessa direção foi dado pelo próprio Hawking, com sua segunda grande descoberta: a radiação Hawking.
“Todo buraco negro de Schwarzschild, de massa M, emite radiação
eletromagnética como se fosse um corpo negro perfeito à temperatura: T =
ħc³/8πGMk.”
Fórmula mágica, que combina as constantes fundamentais mais
importantes da natureza: a de Planck (física quântica); a velocidade da
luz, c (física relativística); o da gravitação universal, G (física
newtoniana), o de Boltzmann, k (amica termodinâmica) e onúmero π
(matemática).
Todas as principais teorias físicas reunidas em uma fórmula simples. Uma bela sinfonia universal!
Com isso, Hawking abriu novos caminhos ainda inexplorados. Um, rumo à
quantização da gravidade. Outra é a nascente teoria da informação
quântica e seus surpreendentes paradoxos cósmicos.
Nosso universo é finito?
Essa pergunta tem intrigado muitas gerações. Durante séculos
acreditou-se que o universo era eterno, infinito no espaço e no tempo.
Depois, mudou de ideia, várias vezes.
Até que Hawking e Hartle mostraram que, se o tempo fosse imaginário no início, então o universo não teria bordas e limites.
Seria finito, mas ilimitado, e não haveria singularidade inicial. A
forma como se originou seria então determinada pelas leis da física.
Essa foi sua terceira descoberta, a conjectura de Hartle-Hawking sobre um universo autossustentável, de certa forma.
Já nos últimos anos de sua vida, Hawking analisou os gravíssimos problemas que enfrentamos.
Ele concluiu que eles podem se tornar letais para a humanidade se não os resolvermos nos próximos cem anos.
Hawking era otimista: previu que, até lá, teríamos estabelecido colônias autossustentáveis fora da Terra.
E os avanços na inteligência (humana e artificial) terão encontrado a
solução para os múltiplos problemas que agora se escondem. Abrindo um
novo horizonte, de séculos de esperança.
Seu último conselho aos jovens cientistas (que sempre foram seu
público preferido) foi manter viva aquela sensação maravilhosa enquanto
contemplam nosso vasto e complexo universo: “Não há nada comparável a
experimentar um momento Eureka, a descobrir pela primeira vez algo que
ninguém sabia”.
Até que o universo desapareça, ou nós, humanos, desapareçamos, as
descobertas extraordinárias que Stephen Hawking nos legou – como sua
bela fórmula, agora gravada em sua lápide – gerarão novos conhecimentos.
Neste espaço-tempo singular em que hoje, seis anos depois de sua morte, o lembramos.
*Emilio Elizalde é professor pesquisador sênior de Física Teórica
e Cosmologia no Instituto de Ciências Espaciais (ICE – CSIC). Este
artigo foi publicado no The Conversation. Você pode ler a versão
originalaqui.
O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2024 começa
nesta sexta-feira, 15, e vai até 31 de maio. O programa já disponível
para download no site da Receita Federal.
A Receita espera receber neste ano 43 milhões de declarações neste
ano. No ano passado, 1,3 milhão de declarações (3% do total) caíram na
malha fina. Veja a seguir os erros mais comuns e as dicas para que a sua
declaração não seja retida.
A malha fina é a expressão popular de “malha fiscal do Imposto de
Renda”. Quando uma declaração de IR cai na malha fina, significa que a
Receita encontrou alguma inconsistência nos dados. Isso pode ser gerado
por vários motivos, como erro no preenchimento, suspeita de fraude ou
rendimento incompatível com a movimentação financeira. do contribuinte.
A avaliação é feita por meio de supercomputadores, que efetuam o
cruzamento de vários dados dos declarantes. As informações enviadas são
confrontadas com outros dados do sistema da Receita, fornecidos por
instituições como bancos, operadoras de planos de saúde, construtoras e
administradoras de crédito. Informações inconsistentes podem ser
interpretadas como sonegação fiscal.
A primeira consequência ao ter a declaração retida pelo Fisco é não
receber a restituição. Se for apenas um erro de preenchimento, o
contribuinte pode fazer uma declaração retificadora online. Em alguns
casos, a Receita pode solicitar a apresentação de alguns documentos.
Se o contribuinte não fizer nada para corrigir a declaração, é gerada
uma multa de 75% sobre o valor do imposto devido. A penalidade pode ser
maior se a Receita concluir que houve omissão intencional de
informações. O CPF do contribuinte também poderá ser colocado no Cadin, o
banco de dados de dívida ativa, que registra o nome das pessoas com
débitos em órgãos federais.
Veja dicas para não cair na malha fina
Segundo a professora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade
Anhanguera, Janaína Barboza Ramos, entre os erros mais comuns cometidos
pelos contribuintes, estão as deduções erradas, a omissão de
rendimentos, as diferenças entre o imposto declarado pelo contribuinte e
o informado pela fonte pagadora, as despesas médicas/odontológicas não
confirmadas, além da não inclusão da renda de dependentes.
“É muito importante o contribuinte ser sempre o mais
transparente possível na declaração para que não haja necessidade de
correção. Verifique corretamente todos os gastos e se, realmente, ele é
aceito como dedução na declaração”, comenta.
O especialista em tributos e impostos da Macro Contabilidade e
Consultoria, Wesley Santiago, orienta as nove dicas abaixo para não cair
na malha fina. Confira:
Utilize a função de declaração pré-preenchida: é
altamente recomendável utilizar a função da declaração pré-preenchida,
pois constará as informações que a Receita Federal tem acesso ajudando a
eliminar erros de interpretação e lançamentos manuais. Contudo, antes
de transmitir sua declaração, verifique cuidadosamente todas as
informações, até mesmo as advindas da pré-preenchida. Certifique-se de
que todos os valores estejam corretos e idênticos aos dos informes de
rendimentos.
Informe todos os rendimentos: certifique-se de que
todos os seus rendimentos estejam devidamente declarados. Isso inclui
salários, aposentadorias, aluguéis, pensões, ganhos com investimentos,
entre outros. Se houver rendimentos de múltiplas fontes, confira se
todos foram incluídos na declaração, pois um dos principais motivos de
malha fina é a omissão de rendimentos.
Atenção aos bens e direitos: verifique se todos os
seus bens e direitos foram corretamente informados na declaração. Isso
inclui imóveis, veículos, investimentos, contas bancárias, entre outros.
Certifique-se de informar o valor correto de aquisição e eventuais
alterações patrimoniais, inclusive em conformidade com contratos,
recibos de transferências e escrituras.
Despesas médicas precisam ter comprovação: se você
possui despesas médicas a deduzir, verifique se todos os recibos estão
corretamente inseridos na declaração. Certifique-se de que os valores
declarados correspondam aos recibos e que não haja duplicidade de
lançamentos.
Despesas educacionais: caso você tenha despesas com
educação, como mensalidades escolares ou cursos, verifique se esses
gastos estão corretamente declarados e se você possui os comprovantes
necessários para comprovar tais despesas, caso solicitado pela Receita.
Pensão Alimentícia: se você paga pensão
alimentícia, certifique-se de informar corretamente esses valores na
declaração. Além disso, tenha em mãos os documentos que comprovem esses
pagamentos, caso seja necessário.
Doações: se você realizou doações para instituições
de caridade ou projetos incentivados, verifique se esses valores estão
corretamente declarados na sua declaração. Tenha em mãos os comprovantes
das doações para apresentar à Receita, se necessário.
Cuidado com erros de digitação: isso pode gerar
divergências e chamar a atenção da Receita. Certifique-se de que todos
os dados inseridos na declaração estejam corretos e correspondam aos
seus documentos.
Mantenha a documentação organizada: tenha todos os
documentos necessários para a declaração do Imposto de Renda organizados
e facilmente acessíveis. Isso inclui informes de rendimentos, recibos
médicos, comprovantes de despesas, entre outros.
Como saber se caí na malha fina?
Na maioria dos casos, a Receita Federal envia cartas aos
contribuintes cuja declaração ficou retida na malha fiscal. A
correspondência alerta para informações divergentes ou inconsistências
de valores e solicita a correção da declaração.
Entretanto, muitos contribuintes só ficam sabendo que estão em
pendência com o Fisco ao perceber que a restituição não foi depositada
na conta. Para evitar ser surpreendido, é importante acompanhar a
situação da declaração no site da Receita Federal. Para isso, siga os
passos abaixo: