A inteligência artificial (IA) tem tirado o sono de muita gente no
universo editorial. Muitos profissionais do ramo editorial estão
bastante preocupados com a utilização da IA e seus impactos.
Porém, a verdade é que ela ainda é pouco utilizada, principalmente se
pensarmos na escrita. Para os escritores, essa tecnologia tem servido
como uma ferramenta consultiva, capaz de trazer ótimas dicas para
criação de livros.
O Boletim do Autor traz então 5 formas de aplicação da IA no seu projeto de livro. Confira:
1. A Inteligência Artificial contribui com a elaboração de ideias
A IA é uma ótima geradora de ideias, principalmente quando você está
sofrendo com um bloqueio criativo. Basta inserir o comando correto? Por
exemplo:
Faça uma lista com 10 cidades fantasmas no Brasil;
Me dê 5 dicas de locais românticos em São Paulo;
Quais as características de um vilão perfeito?;
Assim, a partir das ideias apresentadas, você constrói conteúdos originais e de alta qualidade literária.
2. A IA pode ser um ótimo corretor gramatical e ortográfico
Quem nunca cometeu um erro gramatical ou ortográfico que atire a primeira pedra.
Porém, se pedir para o ChatGPT corrigir seu texto, é provável que os equívocos em relação à língua sejam mínimos.
A vantagem disso é que seu livro pode gastar menos tempo e recursos financeiros na etapa da revisão.
3. Inteligência artificial para criar ilustrações do livro
As ferramentas de IA também são super capazes de gerar imagens,
ilustrações e outros elementos visuais para enriquecer o conteúdo do
livro.
Principalmente, se você não tiver talento para desenho e ilustração,
ela pode te ajudar a economizar dinheiro, reduzindo a necessidade de um
profissional.
4. Aumento da produtividade com o uso de IA
Com um inteligência artificial você aumenta o seu nível de produtividade, executando em poucas horas tarefas que levariam dias.
Por exemplo, a criação e o desenvolvimento de uma capa pode ser feito
em uma IA generativa. Tudo o que você precisa fazer é solicitar a
imagem com as características desejadas. A IA entrega tudo em alguns
segundos!
5. Indicação de leituras de apoio e referências
A inteligência artificial pode indicar ótimos textos que vão servir
de referência e inspiração para você publicar seu livro, já que ela é
capaz de fazer um apanhado extremamente rápido de tudo que existe na
internet.
Com isso, fica muito mais fácil e rápido basear o desenvolvimento do
seu livro no método criativo de um autor ou escritor, que talvez você
não conheceria sem a IA.
Percebeu como a inteligência artificial pode ser uma grande aliada e
que não há motivos para temê-la (pelo menos, por enquanto!)?
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COM SUCESSO NOSSA ESTRATÉGIA PARA REVOLUCIONAR O MODO DE FAZER
PROPAGANDA DAS EMPRESAS DO VALE DO AÇO.
O desejo de mudar, de transformar, de acreditar, são
fundamentais para irmos além. São agentes propulsores da realização de
sonhos. Já o empreendedorismo está presente no DNA dos brasileiros e
nossa história trouxa essa capacidade que temos de nos reinventar e de
nos conectarmos com você internauta e empresários que são a nossa razão
de existir.
E todos esses elementos combinados e levados ao território da internet, torna o que era bom ainda melhor. Na internet e através
do Site da Valeon, podemos proporcionar o início do “virar de chaves”
das empresas da região para incrementar as suas vendas.
Assim, com inovação e resiliência, fomos em busca das
mudanças necessárias, testamos, erramos, adquirimos conhecimento,
desenhamos estratégias que deram certo para atingirmos o sucesso, mas
nada disso valeria se não pudéssemos compartilhar com vocês essa
fórmula.
Portanto, cá estamos! Na Plataforma Comercial Marketplace da
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produtos e serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada dos
nossos serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e
público.
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exporem seus produtos e receberem acessos. Justamente por reunir uma
vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon
atrai uma grande diversidade evolume de público. Isso
proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores
que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por
meio dessa vitrine virtual.
O Site desenvolvido pela Startup Valeon,
focou nas necessidades do mercado e na falta de um Marketplace para
resolver alguns problemas desse mercado e em especial viemos para ser
mais um complemento na divulgação de suas Empresas e durante esses três
anos de nosso funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado
com tecnologia, inovação com soluções tecnológicas que facilitam a
rotina das empresas. Temos a missão de surpreender constantemente,
antecipar tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução
para nos manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso,
pensamos em como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à
frente.
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar
ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
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experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
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também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
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a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.
Deputados da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
estão coletando assinaturas para protocolar uma proposta de emenda à
Constituição (PEC) que dificulta a execução de operações da Polícia
Federal (PF) contra parlamentares do Congresso Nacional. A medida é uma
resposta às ações que, nos últimos dez dias, atingiram os deputados
Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), aliados do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A PEC, de autoria do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), determina
que os mandados de busca e apreensão contra os parlamentares somente
poderão ser cumpridos após aval da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados
ou da do Senado Federal. O texto estipula um prazo de dez dias para a
análise do comando da respectiva Casa.
A proposta encabeçada pelo parlamentar diz que operações poderão ser
feitas sem a permissão do Congresso apenas em crimes de “flagrante
delito”. Hoje, não há uma legislação que blinde os parlamentares de
buscas e apreensões.
“Quaisquer ações judiciais, mandados de busca e apreensão e
investigações realizadas contra deputados e senadores a partir da
expedição do diploma serão realizados mediante aprovação da Mesa
Diretora da respectiva Casa Legislativa, exceto nos casos de flagrante
delito”, diz trecho da proposta.
Para tramitar, o texto precisa receber 171 assinaturas dos 513
deputados da Câmara. Segundo Valadares, 55 parlamentares já manifestaram
apoio à proposta até esta sexta-feira, 26.
O Congresso está em recesso até o início de fevereiro, e o deputado
pretende se reunir com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após
a retomada das atividades legislativas. A meta de 171 assinaturas deve
ser alcançada apenas após a semana de carnaval, avaliam deputados.
Ao Estadão, o autor da proposta afirmou que o texto
busca “proteger” o mandato dos parlamentares contra “repetidos abusos
cometidos pelo Poder Judiciário”. “Temos que frear esse desrespeito com o
Parlamento Brasileiro, que, por vezes, evidencia perseguição a alguns
parlamentares e seus espectros políticos”, disse.
Aliados de Bolsonaro foram alvos de busca e apreensão nos últimos 10 dias
No último dia 18, o deputado Carlos Jordy, líder da oposição na
Câmara, foi alvo de busca e apreensão no seu gabinete no Congresso e em
sua residência em Niterói, na região metropolitana do Rio. Jordy é
investigado na Operação Lesa Pátria por ter envolvimento com atos
antidemocráticos realizados no Estado após a derrota de Bolsonaro nas
eleições de 2022.
Nos endereços de Jordy, os policiais apreenderam telefones celulares,
computador e o passaporte do parlamentar. Também foi levada uma pistola
Taurus, dois carregadores e munições. Pré-candidato a prefeito de
Niterói, ele nega relação com atos golpistas.
Nesta quinta-feira, 25, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência
Brasileira de Inteligência (Abin) e pré-candidato à Prefeitura do Rio,
teve o seu gabinete na Câmara e a sua casa na capital carioca
vasculhados pela PF. Lá, os investigadores encontraram um celular e um
notebook da agência que ainda estavam sob a posse do parlamentar mesmo
após quase dois anos do seu desligamento do órgão.
Ramagem é o principal alvo da Operação Vigilância Aproximada, que
investiga o uso ilegal da estrutura da Abin para a espionagem de
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e opositores ao governo
Bolsonaro. O deputado nega irregularidades e diz que a investigação é
uma “salada de narrativas”.
História por MARIANNA HOLANDA E PAULO SALDAÑA • Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) disse nesta
sexta-feira (26) que gasto com educação é investimento para evitar que
jovem vá para o crime organizado ou para as drogas.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa “Brasil Unido pela
Educação”, com o ministro da Educação, Camilo Santana, em que foi
assinado decreto com as regras do programa federal que vai pagar bolsas e
uma poupança para manter alunos pobres no ensino médio. O projeto foi
batizado de Pé de Meia.
Alunos de famílias beneficiárias do Bolsa Família vão receber uma
bolsa mensal de R$ 200 para não sair da escola. O programa ainda prevê
uma poupança com depósitos anuais, de R$ 1.000, cujo valor total só
poderá ser sacado ao fim do ensino médio.
Lula não respondeu a perguntas, mas suas falas foram no sentido de
defende que gastos com educação são investimentos, não gastos — algo que
ele tem dito desde o início deste seu terceiro mandato.
“O que estamos tentando fazer é evitar que esse dinheiro que a gente
está colocando em edução seja no futuro colocado em prisões, seja
colocado para recuperar jovem que não tem oportunidade e caiu no crime
organizado. [Estamos] Tentando dar chance para que um jovem que tem 16
anos, 17 anos, por falta de perspectiva, vá para droga, vá virar zumbi
nas ruas das capitais, perambulando sem nenhum respeito da sociedade,
sem perspectiva. Às vezes, roubando o gás da casa dele para vender, para
comprar droga”, disse.
“Antes que a gente perca esse jovem para o crime organizado, para a
droga, estamos tentando recuperá-lo para o seu país, para sua família.
Por isso continuo teimando e brigando todo dia: não me venham falar na
palavra gasto quando fala em fazer universidade, escola técnica. Não me
fale, porque é o investimento mais extraordinário que um país pode
fazer”, completou o presidente.
A estimativa é que o programa possa beneficiar 2,5 milhões de estudantes em todo país.
Serão dez parcelas de R$ 200 por ano (a primeira, no momento da
matrícula). A previsão é que neste ano os pagamentos comecem em março,
mas ainda há detalhes burocráticos a serem resolvidos, segundo o
governo.
Caso o aluno participe do Enem, há previsão de mais um pagamento, de
R$ 200. O objetivo do governo é, além de manter os jovens na escola,
incentivar que participem do exame, principal porta de entrada para o
ensino superior.
O Pé de Meia é uma das principais apostas do MEC para reduzir a
evasão escolar. Segundo dados da pasta, 8,8% dos alunos deixam a escola
já no 1º ano do ensino médio.
A iniciativa também é vista como uma das principais agendas políticas
do governo. Dentro do governo, há uma aposta com a medida também no
embate eleitoral.
O programa regulamentado nesta sexta foi lançado sem o aval do
Tesouro Nacional, órgão que faz a gestão das contas públicas federais.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, ele foi ignorado na elaboração da MP
(medida provisória) que autorizou um aporte de até R$ 20 bilhões em um
fundo privado para bancar a bolsa de incentivo à permanência de alunos
no ensino médio.
Documento obtido pela Folha de S.Paulo por meio da LAI (Lei de Acesso
à Informação) mostra que a consulta sobre o conteúdo da política foi
enviada para análise dos técnicos em 27 de novembro de 2023, mesmo dia
da assinatura da MP.
Em despacho, a secretária-adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Varga,
afirma que “não houve tempo hábil para a manifestação” do órgão.
As reformas radicais impulsionadas pelo ultraliberal Javier Milei
desde que chegou à presidência da Argentina, há 45 dias, enfrentam
obstáculos políticos, econômicos e judiciais, aos quais se somou nesta
semana uma greve geral.
O destino das reformas levanta dúvidas em vários cenários:
– Como segue a crise? –
A desvalorização de 50% e a liberação dos preços impulsionaram a já
alta inflação, que fechou 2023 em 211% anual e, segundo analistas, em
janeiro, igualará os 25,5% mensais de dezembro. O salário mínimo é de
150.000 pesos (172 dólares ou 897 reais) e a cesta básica para um lar de
quatro pessoas custa 240.000 pesos (277 dólares ou 1.435 reais).
A inflação corrói o poder aquisitivo dos salários, e também atinge as receitas das empresas.
As reservas monetárias internacionais aumentaram 4 bilhões de dólares
(19,6 bilhões de reais), a 25 bilhões de dólares (123 bilhões de
reais), graças ao aumento da arrecadação devido a uma alta nas
exportações e a compras realizadas pelo Banco Central para reabastecer
esse estoque de divisas.
O outro lado da moeda se observa no setor importador: a indústria
automotriz, por exemplo, enfrenta dificuldades para juntar a quantia
necessária para comprar as peças de que precisa no exterior.
O FMI recebeu com benevolência o ajuste de gastos que o governo
realiza e acordou liberar um programa creditício de 44 bilhões de
dólares (216 bilhões de reais) para a Argentina.
“Estamos tomando medidas que são desagradáveis e que vão contra
nossas próprias convicções, como aumentar alguns impostos”, disse o
ministro da Economia, Luis Caputo, na quinta-feira.
– Qual é a reação social? –
Na quarta-feira, os maiores sindicatos do país organizaram uma greve
geral que mobilizou dezenas de milhares de pessoas sob o lema “A pátria
não se vende”, primeira grande manifestação contra o ajuste fiscal e as
reformas de Milei.
O governo minimizou o protesto, qualificou os sindicalistas de
“mafiosos” e disse que manterá seu “norte”: o déficit fiscal zero em
2024, através de drásticos cortes de gastos com “a casta política”, que,
segundo a oposição, afetam o funcionamento básico do Estado,
aposentados e beneficiários da assistência social.
Várias pesquisas atribuem a Milei uma imagem positiva próxima à
porcentagem que o levou ao poder no segundo turno de 19 de novembro,
quando obteve 55,6% dos votos.
“O melhor cenário é que depois de 2023, que começou com 6% de
inflação (mensal) e terminou com 25,5% e 211% de inflação acumulada, é
que o ano de 2024 inicie na casa dos 22,5% e termine na faixa dos 6%, e
que a inflação acumulada seja de 200”, resumiu a economista Marina Dal
Poggetto, diretora-executiva da Eco Go Consultores.
Mas advertiu que a governabilidade é um dos vértices – junto com os
programas de estabilização e reformas – que Milei precisa dominar, e
este aspecto ainda é “um grande sinal de interrogação”.
– O que o Congresso debate? –
Milei enviou a um Congresso muito fragmentado – seu partido é a
terceira minoria – uma “Lei Ómnibus” de 660 artigos com reformas de leis
e normas de todo tipo, cuja meta central é reduzir o papel do Estado e
liberalizar ao máximo o sistema econômico.
Por causas das objeções da oposição, o governo retirou quase 150
reformas do texto, mas só conseguiu obter um pequeno apoio para debater a
lei na próxima semana.
A oposição rejeita impostos a exportações regionais, diminuição de
aposentadorias, o controle por parte do Executivo de um fundo de pensão
de mais de 20 bilhões de dólares (98 bilhões de reais), privatizações e a
delegação de faculdades legislativas ao governo.
A consultora Abeceb indicou em seu último relatório, em referência às
medidas de Milei, que a “Argentina é um país com um longo histórico de
reformas – de diferentes orientações -, quedas por falta de apoio
político ou de consistência técnica”, e advertiu sobre a “insegurança
jurídica” que implica nesta “mudança frequente de regras do jogo”.
– Por que a Justiça intervém? –
A outra grande iniciativa política e econômica de Milei resumiu-se a
um mega Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) de 366 artigos que o
presidente ditou em dezembro e cuja validade a maioria dos
constitucionalistas questionou.
“O DNU força limites aceitos pela Constituição, ou a viola
diretamente. Dos 366 artigos, na metade não se entende qual é a
circunstância excepcional que impede esperar o trâmite de uma lei”,
resumiu o constitucionalistas Félix Lonigro.
A Justiça já aceitou mais de 60 recursos contra o DNU apresentados
por sindicatos, províncias, organizações e particulares. Algumas
decisões suspenderam parte do mega decreto (seu capítulo trabalhista) e a
Suprema Corte pode declará-lo inconstitucional definitivamente.
Antes, o Congresso deve analisar a “necessidade e urgência” do DNU,
que pode ficar invalidado politicamente somente com a rejeição em ambas
as câmaras.
Apesar dos bons resultados da indústria do petróleo no Brasil em
2023, quando a produção local chegou a bater 4,7 milhões de barris por
dia, o País já não atrai mais os grandes investimentos em exploração no
mundo. A afirmação é do diretor executivo de Exploração e Produção do
Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Julio Moreira.
Como motivo para essa mudança de ares entre as multinacionais do
petróleo, Moreira cita a sequência de novos impostos e taxas sobre a
atividade local, que se somam ao aparecimento de descobertas relevantes
em outros países.
“O mundo vem apresentando algumas outras opções para os investidores,
com alguns lugares entregando resultados expressivos. São os casos de
Guiana, Suriname e Namíbia”, diz Moreira.
Segundo o executivo, hoje, o gestor de portfólio das grandes
empresas, “que está sentado em Copenhague, Houston ou Londres”, abre o
mapa do mundo e, antes de tomar a decisão de investimento, considera os
seguintes aspectos: segurança jurídica, volume tributário, estabilidade
de regras, segurança do trabalho e, cada vez mais, o nível de emissões
das operações. Se o Brasil tem se destacado nos dois últimos critérios,
tem pecado de forma crescente nos primeiros, afirma.
“No início de 2023 teve o imposto de exportação, depois a reforma
tributária sinalizou com a ameaça do imposto seletivo. E, no fim do ano,
o governo do Rio de Janeiro voltou à tecla da taxa de fiscalização,
sancionada em lei”, diz Moreira.
“Isso leva a um olhar atravessado dos investidores para o Brasil,
favorecendo outros países. No curto prazo, essas medidas não parecem
muito prejudiciais, mas a médio e longo prazos são mortais para o
desenvolvimento do setor”, continua o diretor do IBP.
Nesse contexto, a estratégia das empresas de diluir riscos em várias
regiões tende a se intensificar, com interesse crescente pelas “bolas da
vez”, os três países com descobertas mais recentes. “Guiana, mas
sobretudo Suriname e Namíbia, ainda têm longo dever de casa na
preparação da infraestrutura associada, praticamente inexistente. Esses
países são como o Brasil nos anos 1970 e 1980”, diz.
Taxa
A Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de
Exploração e Produção de Petróleo e Gás (TFPG) foi sancionada por meio
de lei (10.254/2023) pelo governador do Rio, Claudio Castro (PL), em 20
de dezembro. A aplicação da taxa, prevista a partir de abril, vem após
uma série de idas e vindas que começaram ainda em 2015, quando o então
governo tentou instituí-la. O histórico conta com uma decisão contrária
do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dessa vez, trata-se de cobrança mensal das empresas que operam no Rio
no valor de 10 mil UFIRs, ou R$ 45 mil, por área de concessão. O
objetivo é custear atividades estaduais de fiscalização de
responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Fontes do
setor argumentam que o instrumento tem claro objetivo arrecadatório e
poderia se aproximar de um imposto, o que é proibido na Constituição.
Essa é uma das abordagens jurídicas que podem ser levadas à frente por
empresas e entidades para evitar, mais uma vez, as cobranças.
Sobre o imposto de exportação, Moreira reconhece que o mérito “caiu”
com o fim do decreto em junho. O mesmo não se pode dizer sobre o imposto
seletivo ou “imposto do pecado”, criado no âmbito da Reforma Tributária
com alíquota prevista de até 1%. “A cobrança ainda será regulamentada e
vamos brigar para ser zero, o que é improvável.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
História por MARIANNA HOLANDA, THIAGO RESENDE E CÉZAR FEITOZA • Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) poupou recursos
das Forças Armadas do corte no Orçamento de 2024. Ao sancionar o texto, o
petista vetou R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares, dinheiro
carimbado para deputados e senadores.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a tesourada do petista atingiu em
cheio ministérios comandados pelos partidos do centrão, como Turismo e
Esporte chefiados por Celso Sabino (União Brasil) e André Fufuca (PP),
respectivamente.
Três unidades orçamentárias ligadas às Forças Armadas tiveram o mesmo
tratamento de ministérios considerados centrais pelo Palácio do
Planalto, como Saúde e Educação, e foram poupados do corte.
A manutenção dos valores é mais um dos gestos do petista à caserna,
que incluíram uma série de compromissos militares em suas viagens no
início do ano.
O Comando do Exército manteve o montante de R$ 10 milhões em emendas
de comissão que tinha sido aprovado pelo Congresso, enquanto o Comando
da Aeronáutica receberá R$ 7 milhões desse tipo de recurso o corte na
Aeronáutica foi mínimo, de apenas R$ 11 mil (0,2% da previsão inicial).
O valor mais alto em emenda de comissão foi destinado ao Fundo Naval,
da Marinha, com mais de R$ 122 milhões. A verba foi protegida por Lula.
Emendas são recursos que deputados e senadores enviam para obras e
projetos e, com isso, colhem capital político. Da outra ponta, é uma
forma de os ministérios engordarem o caixa em um orçamento muito
restrito e vinculado ao Legislativo.
No caso dos Comandos do Exército e da Aeronáutica, a verba reservada
para emendas de comissão se aproxima do valor que ministérios como o da
Ciência e Tecnologia e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior receberiam, também por meio de emendas. No entanto, o
presidente vetou esses repasses para ambas as pastas.
Já a cifra do Fundo Naval é praticamente a mesma que a do Fundo de
Assistência Social, área prioritária para o presidente, mas que também
sofreu com cortes.
Generais relataram à Folha de S.Paulo que somente tiveram seus
orçamentos modificados no âmbito do novo PAC (Projeto de Aceleração de
Crescimento). Os cortes de quase R$ 350 milhões foram feitos pelo
Congresso, e Lula não conseguiu recompor a previsão inicial.
O governo estipulava entregar às Forças Armadas e ao Ministério da
Defesa R$ 6 bilhões para investimentos nos projetos estratégicos em
2024. O valor baixou para R$ 5,6 bilhões na Lei Orçamentária deste ano.
O principal corte foi feito nos investimentos do Exército, que viu o
PAC reduzido de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,3 bilhão. A Aeronáutica teve uma
redução de R$ 130 milhões, e a Marinha, de R$ 7 milhões.
Outro corte significativo feito pelo Congresso foi sobre a dotação
orçamentária do Ministério da Defesa para a administração da pasta.
Técnicos relataram que a redução representa dois terços do valor
previsto inicialmente de R$ 126 milhões previsto na proposta original
de orçamento para R$ 42 milhões no orçamento sancionado por Lula.
A situação foi apresentada na quinta-feira (25) para o ministro da
Defesa, José Múcio Monteiro. A pasta ainda avalia formas de recuperar ao
menos parte dos recursos retirados pelo Congresso, já que a verba é
considerada insuficiente para manter o funcionamento da sede.
A relação entre Lula e as Forças Armadas foi marcada por
desconfianças desde a transição, mas houve um gradual distensionamento
no último ano.
As primeiras viagens do mandatário neste ano foram em bastiões do PT
no Nordeste, mas foram recheadas de compromissos militares, num gesto à
caserna.
O mandatário participou de uma cerimônia de implantação do Parque
Tecnológico Aeroespacial em Salvador, num projeto idealizado pelo
Ministério da Defesa com o Comando da Aeronáutica, até a assinatura do
termo de compromisso para construção da Escola de Sargentos.
Ele esteve ainda em cerimônia de transmissão de cargo do Comando
Militar do Nordeste, no Recife, quando o general Kleber Vasconcellos
passou o posto para o general Maurílio Ribeiro.
O pano de fundo da desconfiança sempre foi a avaliação, entre
conselheiros de Lula, de que oficiais de alta patente estavam
comprometidos com o projeto político de Jair Bolsonaro (PL). O próprio
Lula já sinalizou ter visto participação de fardados nos ataques
antidemocráticos de 8 de janeiro.
Poucos dias depois das cenas de vandalismo em Brasília, ele declarou
em entrevista à GloboNews que os ataques eram um “começo de golpe de
Estado” e que integrantes das Forças Armadas que quiserem fazer política
têm de tirar a farda e renunciar do seu cargo.
O veto de Lula nas emendas parlamentares de 2024, anunciado na
segunda-feira (22), é relevante porque pode desencadear uma crise com o
Congresso. Ministros e integrantes do Planalto já acionaram líderes e os
presidentes das duas Casas para tentar contornar a situação.
Parlamentares já falam em derrubada do veto do petista.
Além dos militares, o chefe do Executivo poupou dos cortes pastas
mais ligadas à sua gestão, como das Mulheres e o do Meio Ambiente.
“O critério foi preservar a continuidade de políticas públicas e os
pisos para saúde, educação e investimentos”, disse o Ministério do
Planejamento, em resposta a questionamento da Folha sobre os cortes
neste ano.
Ao sancionar o Orçamento deste ano, na segunda-feira, o petista
aplicou um corte de R$ 5,6 bilhões nas chamadas emendas de comissão,
que, segundo líderes do Congresso, serão usadas para acordos políticos
que fortalecem as cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado.
Esse tipo de verba funcionará, segundo esses líderes, como as
extintas emendas de relator, que eram a principal moeda de troca nas
negociações do governo Bolsonaro e do Legislativo. O mecanismo foi
considerado inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no fim
de 2022.
Apesar da tesourada, o total em emendas parlamentares em 2024 será recorde: R$ 47,5 bilhões.
Existem três tipos de emendas: as individuais (que todo deputado e
senador têm direito), as de bancada (parlamentares de cada estado
definem prioridades para a região) e as de comissão (definida por
integrantes dos colegiados do Congresso).
Associação local afirma que operação apoiada por militares perdeu
força e eficácia no segundo semestre, abrindo espaço para que
garimpeiros voltem à região e intimidem indígenas.O esforço inicial do
governo Luiz Inácio Lula da Silva para expulsar garimpeiros ilegais da
Terra Indígena Yanomami, no norte da Amazônia, estagnou e o vasto
território segue sendo invadido e sofrendo as consequências da atividade
predatória, disseram líderes yanomami nesta sexta-feira (26/01). Eles
pedem o retorno urgente das operações de retirada de garimpeiros.
A Hutukara Associação Yanomami divulgou um relatório sobre o primeiro
ano das ações do governo federal, que em janeiro passado declarou
emergência humanitária e enviou militares e policiais para expulsar os
garimpeiros. O documento afirma que a situação continua sombria para os
30 mil yanomami que vivem na floresta, na fronteira com a Venezuela, e
enfrentam desnutrição, doenças e violência.
O relatório informa que 308 yanomami morreram em 2023 – mesmo número
que havia sido divulgado pelo governo –, dos quais 129 mortes foram
causadas por doenças infecciosas, parasitárias e respiratórias. Pelo
menos sete indígenas morreram por ferimentos a bala em confrontos com
garimpeiros, segundo o relatório.
O levantamento também indica que a área afetada pelo garimpo no
território cresceu 7% em 2023 – bem menos do que os 54% de 2021 e 2022
–, mas ainda revelador de que a atividade ilegal segue ativa na região.
“Precisamos, autoridade, deputado, senador, ministro que cuida do
meio ambiente, Ministério da Defesa, nós, eu preciso do apoio de vocês
[para] pressionar o chefe dos garimpeiros, que nunca foi preso, para
botar na cadeia. Ele está errado, está fazendo muito ruim para povo
indígena brasileiro. Botar na cadeia para aprender a respeitar. Isso
está faltando. Matou índio”, disse o chefe e xamã yanomami Davi Kopenawa
em um vídeo divulgado com o relatório.
Garimpeiros seguem intimidando indígenas
O documento afirma que a mineração ilegal e o desmatamento
diminuíram, mas a presença contínua de garimpeiros armados impossibilita
que os profissionais de saúde intimidados cuidem dos yanomami que não
foram vacinados adequadamente.
A presença das forças de segurança no primeiro semestre do ano
passado reduziu o número de invasores em 80%, de acordo com o relatório,
mas depois que os militares reduziram as operações, os garimpeiros
começaram a voltar.
Uma unidade de elite do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse em dezembro à agência de
notícias Reuters que eles foram deixados para perseguir os garimpeiros
por conta própria, sem apoio militar.
Em uma reunião ministerial no início de janeiro com responsáveis
pelos órgãos de proteção ambiental e indígena e com o chefe do
Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante de esquadra Renato
de Aguiar Freire, Lula renovou a operação da força-tarefa com o
envolvimento dos militares na região.
A Polícia Federal (PF) acusou a direção atual da Agência Brasileira
de Inteligência (Abin), sob a administração do presidente Lula (PT), de
tentar influenciar as investigações relacionadas ao uso do software
espião FirstMile durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Em um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), a PF alega que ações da direção da Abin comprometeram a
eficácia da investigação.
Especificamente, a PF aponta para Alessandro Moretti, número dois da
Abin, acusando-o de interferir no caso ao realizar uma reunião com
investigados e sugerir que a apuração tinha um “fundo político e iria
passar”.
A PF criticou a postura de Moretti, observando que, até dezembro de
2022, ele era Diretor de Inteligência da Polícia Federal, com a Divisão
de Operações de Inteligência sob sua responsabilidade.
“A reverberação das declarações da Direção da Abin possui o condão de
influir na liberdade e na percepção da gravidade dos fatos pelos
investigados ao afirmar a existência de ‘fundo político’ aos
investigados”, destacou a PF no documento enviado ao STF.
A PF também apontou que a direção da Abin tentou impedir que a PF acessasse dados da Abin relacionados ao caso.
“A Abin, em vez de colaborar com as investigações, adotou uma postura
de obstrução, o que demonstra que a atual gestão da Abin não está
comprometida com a transparência e a lisura das investigações”, disse a
PF.
O ministro Alexandre de Moraes ainda não se pronunciou sobre o pedido da PF.
Livia Ciacci – Neurocientista parceira do SUPERA – Ginástica para o cérebro
Ainda estamos no começo do ano e tem muita gente que já está
desistindo das metas que ainda não se tornaram hábito. Se você está
nesta lista – e conhece suas fraquezas, fique atento aos que são
considerados os maiores ladrões de foco. A lista é da neurocientista
parceira do SUPERA – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci, confira:
Pense no cérebro como um grande sistema fechado de processamento de
informações, que trabalha com uma quantidade constante de energia
disponível. Em cada tarefa mental, focamos a atenção para usar os
circuitos de neurônios necessários para a tarefa. Se durante esse
processo, outra coisa desvia a atenção, aquele raciocínio em andamento
para imediatamente, porque o cérebro só processa conscientemente a
atividade em que a atenção está focada e só uma tarefa de cada vez.
“Quando voltamos a atenção do distrator para a tarefa inicial, acabamos
demorando mais para conseguir retornar ao mesmo ponto de onde estávamos.
Esse efeito negativo das interrupções na atenção é tão sério que é um
assunto extensamente discutido no trabalho das tripulações de vôo,
cirurgiões e equipes de saúde, porque pode aumentar muito o risco de
erro humano”, detalhou a especialista.
Smartphone:
Notificações constantes de mensagens, redes sociais e aplicativos
interrompem a concentração completamente porque criam um comportamento
condicionado em nós. Cada vez que você clica na notificação, recebe uma
injeção de neurotransmissores que te dão uma sensação de satisfação e o
anseio pela próxima notificação. Segundo Charles Duhigg (2012),
adquirem-se novos hábitos para suprir os anseios, que podem ser
necessidades sociais, emocionais, físicas ou outras. Os variados alertas
que o smartphone emite representam anseios sociais e emocionais, por
isso quanto mais verificamos o aparelho, mais vontade temos de vigiá-lo,
mais difícil fica resistir e mais difícil ainda fica retornar ao
raciocínio que estávamos anteriormente.
E-mail:
Assim como as notificações, verificar o e-mail constantemente
fragmenta o seu foco, além do fato de que manter a janela de e-mail
aberta cria uma vigilância extra no cérebro, essa hipervigilância na
expectativa do que vai chegar aumenta a ansiedade.
Mídias sociais:
Se você já rolou o feed no Facebook ou no Instagram por horas e horas
sem objetivo nenhum, saiba que experimentou um ciclo vicioso de busca
de recompensa que faz seu cérebro esquecer do mundo. Meia dúzia de
curtidas pode levar ao êxtase, e esse entusiasmo sinaliza para o cérebro
que se continuar rolando, pode ter mais dessa sensação, e, de repente,
passou 2 horas.
Mensagens instantâneas: Conversas online podem ser muito distrativas.
Nós lidamos com o mundo real e o virtual sem ter muito preparo para
isso. Um bom exemplo é quando uma mensagem no WhatsApp demora para ser
respondida e dispara uma onda de ansiedade. O cérebro entende isso como
se o remetente estivesse na sua frente e escolhesse por te ignorar,
ativando áreas neurais que processam a dor da rejeição. Então, as
mensagens instantâneas interrompem porque podem facilitar a ansiedade
social da expectativa das respostas imediatas e quando essas respostas
realmente são imediatas, nos fazem dividir atenção e perder
produtividade nas outras atividades.
Ambiente desorganizado:
Geralmente subestimamos o poder do ambiente sobre nosso
comportamento, mas o cérebro está o tempo todo monitorando o espaço
automaticamente. Um local de trabalho bagunçado pode prejudicar a
concentração porque traz estímulos distratores constantemente no campo
visual e porque dificulta que tenhamos a clareza do que deve ser feito
naquele momento.
Barulho:
Ruídos externos podem atrapalhar o foco, principalmente os ruídos que
sejam muito altos ou que conflitam com o tipo de tarefa que se está
tentando cumprir. Por exemplo, se preciso escrever um texto, mas tem
pessoas do meu lado falando alto, a eficiência do foco será ruim, porque
tanto a tarefa quanto o distrator mobilizam os mesmos circuitos de
processamento da linguagem. O que seria diferente caso estivesse tocando
apenas uma música instrumental, onde seria mais fácil focar no meu
texto e ignorar o som.
Procrastinação:
A procrastinação tem várias causas, e uma delas é a falta de clareza
do que deve ser feito com a sensação de que a tarefa está acima dos meus
recursos para cumpri-la. Como se essa tarefa fosse julgada pelo cérebro
como “muito difícil” ou “muito desconfortável”, mesmo não sendo tão
difícil assim. Quando isso ocorre, adiamos as tarefas importantes, o que
faz surgir um sentimento de culpa e aflição que vai atrapalhar a
atenção nessa e nas outras atividades.
Falta de metas claras e planejamento:
Complementar à procrastinação, sem metas definidas você pode se
perder no que está fazendo. O cérebro precisa planejar cada nova ação de
forma bem detalhada, por isso a clareza é a maior arma de quem quer
aumentar a produtividade e melhorar os resultados do trabalho ou estudo.
Teremos mais facilidade para focar a atenção, se a lista do que fazer
estiver detalhada, passo a passo.
Multitarefa:
As multitarefas são o grande mal do mundo do trabalho contemporâneo.
Tentar dividir a atenção entre várias coisas ao mesmo tempo vai diminuir
a eficiência e aumentar o risco de erros, sempre. Pense na sua atenção
como um bolo de aniversário, quanto mais convidados tiverem na festa,
menor será a fatia oferecida para cada um. Quanto mais coisas sendo
feitas simultaneamente, menor a fatia de atenção em cada uma. No
cérebro, as informações vistas no troca-troca de tarefas não chegam nem a
virar memórias de curto prazo, o que dificulta a consolidação de
conhecimento. No longo prazo, o hábito de alternar tarefas
constantemente vaitornando as pessoas mais “rasas” por perderem a
habilidade de fazer associações mais profundas.
Estar com fome, sede, cansado ou com sono:
O cérebro monitora o tempo todo qual o estado de saúde e de
viabilidade do corpo humano, então ele sabe exatamente se você está com
fome, com sede, cansado ou se dormiu mal, sendo que todos esses dados
influenciam diretamente no estado emocional de fundo, que tem o poder de
nos deixar mais ou menos alertas, mais ou menos irritados e claro, mais
ou menos concentrados.
Reuniões improdutivas:
Já falamos de clareza nesse texto? Sim! Ter clareza na sequência de
ideias e decisões tomadas também vale para as reuniões em grupos de
trabalho ou estudo. A consultoria Korn Ferry já publicou uma pesquisa
feita com 1.945 trabalhadores e concluiu que 67% dos participantes
sentiam que reuniões em excesso prejudicam a eficácia do seu trabalho,
enquanto 34% desperdiçaram até 5 horas por dia em reuniões sem sentido.
Uma reunião improdutiva prontinha para detonar seu fofo é aquela que:
não tem objetivos específicos definidos, os participantes não sabiam da
pauta antes, falta uma pessoa que monitore o tempo e o foco nos
assuntos, ocorrem constantes desvios de assunto ou conversas paralelas e
falta a pessoa responsável pela ata e por compartilhar com todos quais
as ações definidas e seus prazos.
Interrupções constantes: Colegas de trabalho ou familiares interrompendo suas tarefas.
Toda interrupção, seja por aparelhos tecnológicos ou por outras
pessoas, é uma barreira ao fluxo de trabalho/estudo, ou seja, o trabalho
cognitivo perde seu andamento e consequentemente gastará mais tempo e
energia para atingir o objetivo final. A tese de doutorado de Adriana
Bridi mostrou o impacto das interrupções nas atividades de enfermagem em
terapia intensiva, concluindo que cada interrupção ocasionou uma
atividade secundária, aumentando em aproximadamente 60% a carga laboral
dos profissionais, e claro, o risco de erros.
Preocupações: Estresse e preocupações pessoais podem distrair.
O cérebro não monitora apenas o corpo, mas também o que se passa nos
pensamentos, e as preocupações com situações específicas ou com o futuro
pode tirar completamente o foco. Ao perceber que está com dificuldade
de concentração porque está preocupado, você pode tentar escrever em sua
agenda o que precisará fazer depois para resolver essa preocupação e
programar um alarme para o horário. Essa estratégia visa “descarregar” a
preocupação em um momento certo para se ocupar com ela, e tende a
ajudar a mente a esquecê-la momentaneamente.
Perfeccionismo: Tentar fazer tudo perfeitamente pode ser um ladrão de tempo.
A sensação de ter receio de fazer ou terminar algo por achar que não
está perfeito o bastante é bem comum e tem relação com o nível de
autoconfiança e a tolerância aos erros. Vale lembrar que todas as
pessoas que são excelentes no que fazem, começaram sem ter tanta
perfeição e estavam dispostas a aprender com as falhas. Como já disse o
escritor Mark Manson “Só podemos atingir a excelência em algo se
estivermos dispostos a falhar”.
Notícias constantes: A constante atualização de notícias pode ser uma distração.
As notícias em si não são o problema, mas usá-las para preencher o
tempo porque surgiram notificações (e você não resistiu) ou está
procrastinando uma tarefa que não planejou bem, pode ser um hábito
perigoso, que criará um ciclo vicioso muito parecido com as mídias
sociais.
Redes de jogos ou apostas online: Jogos e apostas podem ser altamente viciantes.
Jogos e apostas tem um grande poder de sequestrar a nossa atenção, e
são ladrões de tempo mais perigosos para aquelas pessoas mais
vulneráveis a essas tentações, porque o limite entre o hábito e o vício é
muito tênue.
Comparações com os outros:
Se comparar com os outros, além de ser um ladrão de foco é também um
ladrão da autoestima! A maior armadilha da comparação está no fato de
que só vemos recortes da vida dos outros, e geralmente são os recortes
que as pessoas querem mostrar, o que dá a falsa sensação de perfeição.
Não caia nessa cilada, todo mundo tem sua trajetória, suas dificuldades e
suas conquistas, mantenha o foco na sua estrada e na sua evolução, seu
cérebro agradece!
CARACTERÍSTICAS DA VALEON
Perseverança
Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em
razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer
determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a
resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é
necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que
permitem seguir perseverante.
Comunicação
Comunicação é a transferência de informação e significado de uma
pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e
compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros
por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o
ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar
conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela
através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e
políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem
positiva junto a seus públicos.
Autocuidado
Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações
que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade
de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância
com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada
pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.
Autonomia
Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em
gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias
escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida
por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é
incompatível com elas.
A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando
agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem
esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de
gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.
Inovação
Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades,
exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a
inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando
que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a
curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova
competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma
importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.
Busca por Conhecimento Tecnológico
A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender
aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de
todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia,
uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.
Capacidade de Análise
Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência
que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos
de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um
mundo com abundância de informações no qual o discernimento,
seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade
de analisar ganha importância ainda maior.
Resiliência
É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões
(inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado
emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após
momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em
líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a
capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.
Líder da minoria no Senado, Mitch McConnell reconheceu dificuldades nas negociações em uma reunião privada
Por Liz Goodwine e Leigh Ann Caldwell – Jornal Estadão
O destino de um acordo bipartidário da política de fronteira que os republicanos do Senado exigiram para financiar a ajuda à Ucrânia ficou
mais sombrio esta semana, depois que o líder da minoria no Senado,
Mitch McConnell, reconheceu aos republicanos que a oposição do
ex-presidente Donald Trump complicou o futuro das negociações.
Os republicanos exigiram mudanças rigorosas na política de fronteiras
para aprovar US$ 60 bilhões em ajuda à Ucrânia solicitada pela Casa Branca no
ano passado, e um pequeno grupo de negociadores do Senado estava se
aproximando de um acordo na semana passada, quando Trump criticou as
negociações em uma postagem em rede social que dizia que ele só
aceitaria um acordo “PERFEITO”. Trump também telefonou para os senadores
Lindsey Graham e James Lankford para falar sobre o acordo, segundo o
senador John Cornyn.
Em uma reunião a portas fechadas na tarde de quarta-feira, 24,
McConnell, que está pressionando pelo financiamento da Ucrânia e
relutantemente concordou em vincular a ajuda externa à segurança da
fronteira, reconheceu que pode não haver um caminho para a aprovação de
um acordo de fronteira, de acordo com duas pessoas familiarizadas com
seus comentários, que falaram sob condição de anonimato para discutir a
reunião privada.
As dúvidas de McConnell foram divulgadas depois que um número
significativo de senadores republicanos, apoiados pela mídia de direita,
expressou cada vez mais sua oposição a um acordo de segurança na
fronteira antes que os detalhes fossem divulgados e mesmo quando eles
deram o alarme sobre o fluxo de migrantes na fronteira.
As negociações estão concentradas em dificultar a busca de asilo por
parte dos migrantes, em mudanças no uso da liberdade condicional pelo
presidente para os migrantes e em um mecanismo para fechar efetivamente a
fronteira nos dias em que as travessias forem particularmente altas. O
pacote geral de ajuda inclui assistência militar para Israel, Ucrânia e nações do Indo-Pacífico, bem como ajuda humanitária e fundos para a fronteira dos EUA.
Líder da minoria no Senado, Mitch McConnell reconheceu dificuldades nas negociações após declarações de Trump. Foto: SAMUEL CORUM / Getty Images via AFP
As negociações estão em andamento, disse McConnell aos repórteres na
manhã desta quinta-feira, 25, e um importante aliado de McConnell disse
na quinta-feira que o líder não estava desistindo das negociações. “O
que ele estava falando era sobre o que ele via como uma espécie de
desafios políticos para seguir em frente”, disse Cornyn. “Ele não estava
acenando com a bandeira branca sobre a segurança na fronteira.”
Mas a liderança começou a discutir a retirada da parte de segurança
de fronteira do pacote de ajuda e a avançar com um projeto de lei de
financiamento suplementar que incluiria ajuda para a Ucrânia, Israel e o
Indo-Pacífico, de acordo com três pessoas familiarizadas com as
discussões.
McConnell disse em sua conferência na quarta-feira que as
circunstâncias para um acordo de fronteira mudaram, apontando para a
provável nomeação presidencial de Trump após sua vitória nas primárias de New Hampshire, segundo as pessoas familiarizadas com seus comentários, que foram relatados pela primeira vez pelo Punchbowl News.
Trump incentivou publicamente os republicanos em sua conta na rede
social Truth Social a não aceitarem nenhum acordo de fronteira com os
democratas na semana passada, prometendo conseguir um acordo melhor
quando ele for presidente — uma teoria que vários republicanos
questionaram.
O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse
recentemente na Fox News que Trump estava “extremamente inflexível”
quanto ao fato de que o acordo deveria ser rejeitado. “Ele e eu temos
conversado sobre isso com bastante frequência”, disse Johnson.
Os comentários de McConnell foram feitos durante uma reunião sobre a
questão do financiamento da Ucrânia enquanto ela continua a se defender
de uma invasão russa — uma das principais prioridades de McConnell,
mesmo que tenha se tornado impopular entre os eleitores republicanos.
Vários senadores do Partido Republicano argumentaram contra a
continuidade do envio de ajuda dos EUA ao país em apuros. ”Todos têm a
mesma opinião sobre Vladimir Putin: ele é um bandido”, disse o senador
Mike Braun sobre o tom da reunião. “Ele invadiu um país. Para muitos, é
uma questão de saber se isso terá de ser uma questão resolvida,
negociada, ou se, se continuar gastando dinheiro, haverá algum tipo de
resultado.”
Alguns conservadores argumentaram que um acordo sobre a fronteira
daria uma vitória ao presidente Biden em uma de suas questões mais
vulneráveis, já que ele está a menos de um ano de sua reeleição.
Os defensores republicanos das negociações apontaram que, se
aprovado, o acordo representaria a primeira vez em décadas que qualquer
negociação sobre segurança de fronteira não incluiria exigências
democratas para fornecer cidadania ou residência legal a imigrantes sem
documentos que vivem nos Estados Unidos, como o Dream Act.
“Acho que a fronteira é uma questão muito importante para Donald
Trump. E o fato de que ele comunicaria aos senadores e deputados
republicanos que não quer que resolvamos o problema da fronteira porque
quer culpar Biden por isso é realmente terrível”, disse o senador Mitt
Romney a repórteres na quinta-feira.