domingo, 28 de janeiro de 2024

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL AINDA É POUCA UTILIZADA NA ESCRITA

 

Boletim do Autor da Editora Viseu

A inteligência artificial (IA) tem tirado o sono de muita gente no universo editorial. Muitos profissionais do ramo editorial estão bastante preocupados com a utilização da IA e seus impactos.

Porém, a verdade é que ela ainda é pouco utilizada, principalmente se pensarmos na escrita. Para os escritores, essa tecnologia tem servido como uma ferramenta consultiva, capaz de trazer ótimas dicas para criação de livros.

O Boletim do Autor traz então 5 formas de aplicação da IA no seu projeto de livro. Confira:

1. A Inteligência Artificial contribui com a elaboração de ideias

A IA é uma ótima geradora de ideias, principalmente quando você está sofrendo com um bloqueio criativo. Basta inserir o comando correto? Por exemplo:

Faça uma lista com 10 cidades fantasmas no Brasil;

Me dê 5 dicas de locais românticos em São Paulo;

Quais as características de um vilão perfeito?;

Assim, a partir das ideias apresentadas, você constrói conteúdos originais e de alta qualidade literária.

2. A IA pode ser um ótimo corretor gramatical e ortográfico

Quem nunca cometeu um erro gramatical ou ortográfico que atire a primeira pedra.

Porém, se pedir para o ChatGPT corrigir seu texto, é provável que os equívocos em relação à língua sejam mínimos.

A vantagem disso é que seu livro pode gastar menos tempo e recursos financeiros na etapa da revisão.

3. Inteligência artificial para criar ilustrações do livro

As ferramentas de IA também são super capazes de gerar imagens, ilustrações e outros elementos visuais para enriquecer o conteúdo do livro.

Principalmente, se você não tiver talento para desenho e ilustração, ela pode te ajudar a economizar dinheiro, reduzindo a necessidade de um profissional.

4. Aumento da produtividade com o uso de IA

Com um inteligência artificial você aumenta o seu nível de produtividade, executando em poucas horas tarefas que levariam dias.

Por exemplo, a criação e o desenvolvimento de uma capa pode ser feito em uma IA generativa. Tudo o que você precisa fazer é solicitar a imagem com as características desejadas. A IA entrega tudo em alguns segundos!

5. Indicação de leituras de apoio e referências

A inteligência artificial pode indicar ótimos textos que vão servir de referência e inspiração para você publicar seu livro, já que ela é capaz de fazer um apanhado extremamente rápido de tudo que existe na internet.

Com isso, fica muito mais fácil e rápido basear o desenvolvimento do seu livro no método criativo de um autor ou escritor, que talvez você não conheceria sem a IA.

Percebeu como a inteligência artificial pode ser uma grande aliada e que não há motivos para temê-la (pelo menos, por enquanto!)?

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sábado, 27 de janeiro de 2024

DEPUTADOS DA OPOSIÇÃO FARÃO PEC QUE IRÁ DIFICULTAR OPERAÇÕES DA PF CONTRA ELES

 

História por Redação  • IstoÉ Dinheiro

Deputados da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão coletando assinaturas para protocolar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que dificulta a execução de operações da Polícia Federal (PF) contra parlamentares do Congresso Nacional. A medida é uma resposta às ações que, nos últimos dez dias, atingiram os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A PEC, de autoria do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), determina que os mandados de busca e apreensão contra os parlamentares somente poderão ser cumpridos após aval da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ou da do Senado Federal. O texto estipula um prazo de dez dias para a análise do comando da respectiva Casa.

A proposta encabeçada pelo parlamentar diz que operações poderão ser feitas sem a permissão do Congresso apenas em crimes de “flagrante delito”. Hoje, não há uma legislação que blinde os parlamentares de buscas e apreensões.

“Quaisquer ações judiciais, mandados de busca e apreensão e investigações realizadas contra deputados e senadores a partir da expedição do diploma serão realizados mediante aprovação da Mesa Diretora da respectiva Casa Legislativa, exceto nos casos de flagrante delito”, diz trecho da proposta.

Para tramitar, o texto precisa receber 171 assinaturas dos 513 deputados da Câmara. Segundo Valadares, 55 parlamentares já manifestaram apoio à proposta até esta sexta-feira, 26.

O Congresso está em recesso até o início de fevereiro, e o deputado pretende se reunir com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após a retomada das atividades legislativas. A meta de 171 assinaturas deve ser alcançada apenas após a semana de carnaval, avaliam deputados.

Ao Estadão, o autor da proposta afirmou que o texto busca “proteger” o mandato dos parlamentares contra “repetidos abusos cometidos pelo Poder Judiciário”. “Temos que frear esse desrespeito com o Parlamento Brasileiro, que, por vezes, evidencia perseguição a alguns parlamentares e seus espectros políticos”, disse.

Aliados de Bolsonaro foram alvos de busca e apreensão nos últimos 10 dias

No último dia 18, o deputado Carlos Jordy, líder da oposição na Câmara, foi alvo de busca e apreensão no seu gabinete no Congresso e em sua residência em Niterói, na região metropolitana do Rio. Jordy é investigado na Operação Lesa Pátria por ter envolvimento com atos antidemocráticos realizados no Estado após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.

Nos endereços de Jordy, os policiais apreenderam telefones celulares, computador e o passaporte do parlamentar. Também foi levada uma pistola Taurus, dois carregadores e munições. Pré-candidato a prefeito de Niterói, ele nega relação com atos golpistas.

Nesta quinta-feira, 25, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e pré-candidato à Prefeitura do Rio, teve o seu gabinete na Câmara e a sua casa na capital carioca vasculhados pela PF. Lá, os investigadores encontraram um celular e um notebook da agência que ainda estavam sob a posse do parlamentar mesmo após quase dois anos do seu desligamento do órgão.

Ramagem é o principal alvo da Operação Vigilância Aproximada, que investiga o uso ilegal da estrutura da Abin para a espionagem de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e opositores ao governo Bolsonaro. O deputado nega irregularidades e diz que a investigação é uma “salada de narrativas”.

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Edit Após operações contra Jordy e Ramagem, deputados querem dificultar buscas da PF

APLICAÇÃO MAL FEITA DE DINHEIRO NA EDUCAÇÃO VIRA GASTO

rasil e Mundo Projeto Pé de Meia

Lula diz que gasto com educação é investimento para jovem não virar ‘zumbi nas ruas’

Byvaleon

Jan 27, 2024

História por MARIANNA HOLANDA E PAULO SALDAÑA  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) disse nesta sexta-feira (26) que gasto com educação é investimento para evitar que jovem vá para o crime organizado ou para as drogas.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa “Brasil Unido pela Educação”, com o ministro da Educação, Camilo Santana, em que foi assinado decreto com as regras do programa federal que vai pagar bolsas e uma poupança para manter alunos pobres no ensino médio. O projeto foi batizado de Pé de Meia.

Alunos de famílias beneficiárias do Bolsa Família vão receber uma bolsa mensal de R$ 200 para não sair da escola. O programa ainda prevê uma poupança com depósitos anuais, de R$ 1.000, cujo valor total só poderá ser sacado ao fim do ensino médio.

Lula não respondeu a perguntas, mas suas falas foram no sentido de defende que gastos com educação são investimentos, não gastos — algo que ele tem dito desde o início deste seu terceiro mandato.

“O que estamos tentando fazer é evitar que esse dinheiro que a gente está colocando em edução seja no futuro colocado em prisões, seja colocado para recuperar jovem que não tem oportunidade e caiu no crime organizado. [Estamos] Tentando dar chance para que um jovem que tem 16 anos, 17 anos, por falta de perspectiva, vá para droga, vá virar zumbi nas ruas das capitais, perambulando sem nenhum respeito da sociedade, sem perspectiva. Às vezes, roubando o gás da casa dele para vender, para comprar droga”, disse.

“Antes que a gente perca esse jovem para o crime organizado, para a droga, estamos tentando recuperá-lo para o seu país, para sua família. Por isso continuo teimando e brigando todo dia: não me venham falar na palavra gasto quando fala em fazer universidade, escola técnica. Não me fale, porque é o investimento mais extraordinário que um país pode fazer”, completou o presidente.

A estimativa é que o programa possa beneficiar 2,5 milhões de estudantes em todo país.

Serão dez parcelas de R$ 200 por ano (a primeira, no momento da matrícula). A previsão é que neste ano os pagamentos comecem em março, mas ainda há detalhes burocráticos a serem resolvidos, segundo o governo.

Caso o aluno participe do Enem, há previsão de mais um pagamento, de R$ 200. O objetivo do governo é, além de manter os jovens na escola, incentivar que participem do exame, principal porta de entrada para o ensino superior.

O Pé de Meia é uma das principais apostas do MEC para reduzir a evasão escolar. Segundo dados da pasta, 8,8% dos alunos deixam a escola já no 1º ano do ensino médio.

A iniciativa também é vista como uma das principais agendas políticas do governo. Dentro do governo, há uma aposta com a medida também no embate eleitoral.

O programa regulamentado nesta sexta foi lançado sem o aval do Tesouro Nacional, órgão que faz a gestão das contas públicas federais. Como mostrou a Folha de S.Paulo, ele foi ignorado na elaboração da MP (medida provisória) que autorizou um aporte de até R$ 20 bilhões em um fundo privado para bancar a bolsa de incentivo à permanência de alunos no ensino médio.

Documento obtido pela Folha de S.Paulo por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) mostra que a consulta sobre o conteúdo da política foi enviada para análise dos técnicos em 27 de novembro de 2023, mesmo dia da assinatura da MP.

Em despacho, a secretária-adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Varga, afirma que “não houve tempo hábil para a manifestação” do órgão.

 

REFORMAS RADICAIS DE MILEI NA ARGENTINA ENFRENTAM OBSTÁCULOS POLÍTICOS, ECONÔMICOS E JUDICIAIS

 

História por Redação  • IstoÉ Dinheiro

As reformas radicais impulsionadas pelo ultraliberal Javier Milei desde que chegou à presidência da Argentina, há 45 dias, enfrentam obstáculos políticos, econômicos e judiciais, aos quais se somou nesta semana uma greve geral.

O destino das reformas levanta dúvidas em vários cenários:

– Como segue a crise? –

A desvalorização de 50% e a liberação dos preços impulsionaram a já alta inflação, que fechou 2023 em 211% anual e, segundo analistas, em janeiro, igualará os 25,5% mensais de dezembro. O salário mínimo é de 150.000 pesos (172 dólares ou 897 reais) e a cesta básica para um lar de quatro pessoas custa 240.000 pesos (277 dólares ou 1.435 reais).

A inflação corrói o poder aquisitivo dos salários, e também atinge as receitas das empresas.

As reservas monetárias internacionais aumentaram 4 bilhões de dólares (19,6 bilhões de reais), a 25 bilhões de dólares (123 bilhões de reais), graças ao aumento da arrecadação devido a uma alta nas exportações e a compras realizadas pelo Banco Central para reabastecer esse estoque de divisas.

O outro lado da moeda se observa no setor importador: a indústria automotriz, por exemplo, enfrenta dificuldades para juntar a quantia necessária para comprar as peças de que precisa no exterior.

O FMI recebeu com benevolência o ajuste de gastos que o governo realiza e acordou liberar um programa creditício de 44 bilhões de dólares (216 bilhões de reais) para a Argentina.

“Estamos tomando medidas que são desagradáveis e que vão contra nossas próprias convicções, como aumentar alguns impostos”, disse o ministro da Economia, Luis Caputo, na quinta-feira.

– Qual é a reação social? –

Na quarta-feira, os maiores sindicatos do país organizaram uma greve geral que mobilizou dezenas de milhares de pessoas sob o lema “A pátria não se vende”, primeira grande manifestação contra o ajuste fiscal e as reformas de Milei.

O governo minimizou o protesto, qualificou os sindicalistas de “mafiosos” e disse que manterá seu “norte”: o déficit fiscal zero em 2024, através de drásticos cortes de gastos com “a casta política”, que, segundo a oposição, afetam o funcionamento básico do Estado, aposentados e beneficiários da assistência social.

Várias pesquisas atribuem a Milei uma imagem positiva próxima à porcentagem que o levou ao poder no segundo turno de 19 de novembro, quando obteve 55,6% dos votos.

“O melhor cenário é que depois de 2023, que começou com 6% de inflação (mensal) e terminou com 25,5% e 211% de inflação acumulada, é que o ano de 2024 inicie na casa dos 22,5% e termine na faixa dos 6%, e que a inflação acumulada seja de 200”, resumiu a economista Marina Dal Poggetto, diretora-executiva da Eco Go Consultores.

Mas advertiu que a governabilidade é um dos vértices – junto com os programas de estabilização e reformas – que Milei precisa dominar, e este aspecto ainda é “um grande sinal de interrogação”.

– O que o Congresso debate? –

Milei enviou a um Congresso muito fragmentado – seu partido é a terceira minoria – uma “Lei Ómnibus” de 660 artigos com reformas de leis e normas de todo tipo, cuja meta central é reduzir o papel do Estado e liberalizar ao máximo o sistema econômico.

Por causas das objeções da oposição, o governo retirou quase 150 reformas do texto, mas só conseguiu obter um pequeno apoio para debater a lei na próxima semana.

A oposição rejeita impostos a exportações regionais, diminuição de aposentadorias, o controle por parte do Executivo de um fundo de pensão de mais de 20 bilhões de dólares (98 bilhões de reais), privatizações e a delegação de faculdades legislativas ao governo.

A consultora Abeceb indicou em seu último relatório, em referência às medidas de Milei, que a “Argentina é um país com um longo histórico de reformas – de diferentes orientações -, quedas por falta de apoio político ou de consistência técnica”, e advertiu sobre a “insegurança jurídica” que implica nesta “mudança frequente de regras do jogo”.

– Por que a Justiça intervém? –

A outra grande iniciativa política e econômica de Milei resumiu-se a um mega Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) de 366 artigos que o presidente ditou em dezembro e cuja validade a maioria dos constitucionalistas questionou.

“O DNU força limites aceitos pela Constituição, ou a viola diretamente. Dos 366 artigos, na metade não se entende qual é a circunstância excepcional que impede esperar o trâmite de uma lei”, resumiu o constitucionalistas Félix Lonigro.

A Justiça já aceitou mais de 60 recursos contra o DNU apresentados por sindicatos, províncias, organizações e particulares. Algumas decisões suspenderam parte do mega decreto (seu capítulo trabalhista) e a Suprema Corte pode declará-lo inconstitucional definitivamente.

Antes, o Congresso deve analisar a “necessidade e urgência” do DNU, que pode ficar invalidado politicamente somente com a rejeição em ambas as câmaras.

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O BRASIL JÁ NÃO ATRAI MAIS GRANDES INVESTIMENTOS EM EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS

 

História por Redação  • IstoÉ Dinheiro

Apesar dos bons resultados da indústria do petróleo no Brasil em 2023, quando a produção local chegou a bater 4,7 milhões de barris por dia, o País já não atrai mais os grandes investimentos em exploração no mundo. A afirmação é do diretor executivo de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Julio Moreira.

Como motivo para essa mudança de ares entre as multinacionais do petróleo, Moreira cita a sequência de novos impostos e taxas sobre a atividade local, que se somam ao aparecimento de descobertas relevantes em outros países.

“O mundo vem apresentando algumas outras opções para os investidores, com alguns lugares entregando resultados expressivos. São os casos de Guiana, Suriname e Namíbia”, diz Moreira.

Segundo o executivo, hoje, o gestor de portfólio das grandes empresas, “que está sentado em Copenhague, Houston ou Londres”, abre o mapa do mundo e, antes de tomar a decisão de investimento, considera os seguintes aspectos: segurança jurídica, volume tributário, estabilidade de regras, segurança do trabalho e, cada vez mais, o nível de emissões das operações. Se o Brasil tem se destacado nos dois últimos critérios, tem pecado de forma crescente nos primeiros, afirma.

“No início de 2023 teve o imposto de exportação, depois a reforma tributária sinalizou com a ameaça do imposto seletivo. E, no fim do ano, o governo do Rio de Janeiro voltou à tecla da taxa de fiscalização, sancionada em lei”, diz Moreira.

“Isso leva a um olhar atravessado dos investidores para o Brasil, favorecendo outros países. No curto prazo, essas medidas não parecem muito prejudiciais, mas a médio e longo prazos são mortais para o desenvolvimento do setor”, continua o diretor do IBP.

Nesse contexto, a estratégia das empresas de diluir riscos em várias regiões tende a se intensificar, com interesse crescente pelas “bolas da vez”, os três países com descobertas mais recentes. “Guiana, mas sobretudo Suriname e Namíbia, ainda têm longo dever de casa na preparação da infraestrutura associada, praticamente inexistente. Esses países são como o Brasil nos anos 1970 e 1980”, diz.

Taxa

A Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (TFPG) foi sancionada por meio de lei (10.254/2023) pelo governador do Rio, Claudio Castro (PL), em 20 de dezembro. A aplicação da taxa, prevista a partir de abril, vem após uma série de idas e vindas que começaram ainda em 2015, quando o então governo tentou instituí-la. O histórico conta com uma decisão contrária do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dessa vez, trata-se de cobrança mensal das empresas que operam no Rio no valor de 10 mil UFIRs, ou R$ 45 mil, por área de concessão. O objetivo é custear atividades estaduais de fiscalização de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Fontes do setor argumentam que o instrumento tem claro objetivo arrecadatório e poderia se aproximar de um imposto, o que é proibido na Constituição. Essa é uma das abordagens jurídicas que podem ser levadas à frente por empresas e entidades para evitar, mais uma vez, as cobranças.

Sobre o imposto de exportação, Moreira reconhece que o mérito “caiu” com o fim do decreto em junho. O mesmo não se pode dizer sobre o imposto seletivo ou “imposto do pecado”, criado no âmbito da Reforma Tributária com alíquota prevista de até 1%. “A cobrança ainda será regulamentada e vamos brigar para ser zero, o que é improvável.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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MILITARES NÃO TERÃO CORTES NAS SUAS VERBAS EM 2024

 

História por MARIANNA HOLANDA, THIAGO RESENDE E CÉZAR FEITOZA  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) poupou recursos das Forças Armadas do corte no Orçamento de 2024. Ao sancionar o texto, o petista vetou R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares, dinheiro carimbado para deputados e senadores.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a tesourada do petista atingiu em cheio ministérios comandados pelos partidos do centrão, como Turismo e Esporte —chefiados por Celso Sabino (União Brasil) e André Fufuca (PP), respectivamente.

Três unidades orçamentárias ligadas às Forças Armadas tiveram o mesmo tratamento de ministérios considerados centrais pelo Palácio do Planalto, como Saúde e Educação, e foram poupados do corte.

A manutenção dos valores é mais um dos gestos do petista à caserna, que incluíram uma série de compromissos militares em suas viagens no início do ano.

O Comando do Exército manteve o montante de R$ 10 milhões em emendas de comissão que tinha sido aprovado pelo Congresso, enquanto o Comando da Aeronáutica receberá R$ 7 milhões desse tipo de recurso —o corte na Aeronáutica foi mínimo, de apenas R$ 11 mil (0,2% da previsão inicial).

O valor mais alto em emenda de comissão foi destinado ao Fundo Naval, da Marinha, com mais de R$ 122 milhões. A verba foi protegida por Lula.

Emendas são recursos que deputados e senadores enviam para obras e projetos e, com isso, colhem capital político. Da outra ponta, é uma forma de os ministérios engordarem o caixa em um orçamento muito restrito e vinculado ao Legislativo.

No caso dos Comandos do Exército e da Aeronáutica, a verba reservada para emendas de comissão se aproxima do valor que ministérios como o da Ciência e Tecnologia e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior receberiam, também por meio de emendas. No entanto, o presidente vetou esses repasses para ambas as pastas.

Já a cifra do Fundo Naval é praticamente a mesma que a do Fundo de Assistência Social, área prioritária para o presidente, mas que também sofreu com cortes.

Generais relataram à Folha de S.Paulo que somente tiveram seus orçamentos modificados no âmbito do novo PAC (Projeto de Aceleração de Crescimento). Os cortes de quase R$ 350 milhões foram feitos pelo Congresso, e Lula não conseguiu recompor a previsão inicial.

O governo estipulava entregar às Forças Armadas e ao Ministério da Defesa R$ 6 bilhões para investimentos nos projetos estratégicos em 2024. O valor baixou para R$ 5,6 bilhões na Lei Orçamentária deste ano.

O principal corte foi feito nos investimentos do Exército, que viu o PAC reduzido de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,3 bilhão. A Aeronáutica teve uma redução de R$ 130 milhões, e a Marinha, de R$ 7 milhões.

Outro corte significativo feito pelo Congresso foi sobre a dotação orçamentária do Ministério da Defesa para a administração da pasta. Técnicos relataram que a redução representa dois terços do valor previsto inicialmente —de R$ 126 milhões previsto na proposta original de orçamento para R$ 42 milhões no orçamento sancionado por Lula.

A situação foi apresentada na quinta-feira (25) para o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. A pasta ainda avalia formas de recuperar ao menos parte dos recursos retirados pelo Congresso, já que a verba é considerada insuficiente para manter o funcionamento da sede.

A relação entre Lula e as Forças Armadas foi marcada por desconfianças desde a transição, mas houve um gradual distensionamento no último ano.

As primeiras viagens do mandatário neste ano foram em bastiões do PT no Nordeste, mas foram recheadas de compromissos militares, num gesto à caserna.

O mandatário participou de uma cerimônia de implantação do Parque Tecnológico Aeroespacial em Salvador, num projeto idealizado pelo Ministério da Defesa com o Comando da Aeronáutica, até a assinatura do termo de compromisso para construção da Escola de Sargentos.

Ele esteve ainda em cerimônia de transmissão de cargo do Comando Militar do Nordeste, no Recife, quando o general Kleber Vasconcellos passou o posto para o general Maurílio Ribeiro.

O pano de fundo da desconfiança sempre foi a avaliação, entre conselheiros de Lula, de que oficiais de alta patente estavam comprometidos com o projeto político de Jair Bolsonaro (PL). O próprio Lula já sinalizou ter visto participação de fardados nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro.

Poucos dias depois das cenas de vandalismo em Brasília, ele declarou em entrevista à GloboNews que os ataques eram um “começo de golpe de Estado” e que integrantes das Forças Armadas que quiserem fazer política têm de tirar a farda e renunciar do seu cargo.

O veto de Lula nas emendas parlamentares de 2024, anunciado na segunda-feira (22), é relevante porque pode desencadear uma crise com o Congresso. Ministros e integrantes do Planalto já acionaram líderes e os presidentes das duas Casas para tentar contornar a situação. Parlamentares já falam em derrubada do veto do petista.

Além dos militares, o chefe do Executivo poupou dos cortes pastas mais ligadas à sua gestão, como das Mulheres e o do Meio Ambiente.

“O critério foi preservar a continuidade de políticas públicas e os pisos para saúde, educação e investimentos”, disse o Ministério do Planejamento, em resposta a questionamento da Folha sobre os cortes neste ano.

Ao sancionar o Orçamento deste ano, na segunda-feira, o petista aplicou um corte de R$ 5,6 bilhões nas chamadas emendas de comissão, que, segundo líderes do Congresso, serão usadas para acordos políticos que fortalecem as cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado.

Esse tipo de verba funcionará, segundo esses líderes, como as extintas emendas de relator, que eram a principal moeda de troca nas negociações do governo Bolsonaro e do Legislativo. O mecanismo foi considerado inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no fim de 2022.

Apesar da tesourada, o total em emendas parlamentares em 2024 será recorde: R$ 47,5 bilhões.

Existem três tipos de emendas: as individuais (que todo deputado e senador têm direito), as de bancada (parlamentares de cada estado definem prioridades para a região) e as de comissão (definida por integrantes dos colegiados do Congresso).

OPERAÇÃO APOIADA POR MILITARES PERDEU FORÇA NO GARIMPO YANOMAMI EM 2023

História por Redação  • IstoÉ Dinheiro

Associação local afirma que operação apoiada por militares perdeu força e eficácia no segundo semestre, abrindo espaço para que garimpeiros voltem à região e intimidem indígenas.O esforço inicial do governo Luiz Inácio Lula da Silva para expulsar garimpeiros ilegais da Terra Indígena Yanomami, no norte da Amazônia, estagnou e o vasto território segue sendo invadido e sofrendo as consequências da atividade predatória, disseram líderes yanomami nesta sexta-feira (26/01). Eles pedem o retorno urgente das operações de retirada de garimpeiros.

A Hutukara Associação Yanomami divulgou um relatório sobre o primeiro ano das ações do governo federal, que em janeiro passado declarou emergência humanitária e enviou militares e policiais para expulsar os garimpeiros. O documento afirma que a situação continua sombria para os 30 mil yanomami que vivem na floresta, na fronteira com a Venezuela, e enfrentam desnutrição, doenças e violência.

O relatório informa que 308 yanomami morreram em 2023 – mesmo número que havia sido divulgado pelo governo –, dos quais 129 mortes foram causadas por doenças infecciosas, parasitárias e respiratórias. Pelo menos sete indígenas morreram por ferimentos a bala em confrontos com garimpeiros, segundo o relatório.

O levantamento também indica que a área afetada pelo garimpo no território cresceu 7% em 2023 – bem menos do que os 54% de 2021 e 2022 –, mas ainda revelador de que a atividade ilegal segue ativa na região.

“Precisamos, autoridade, deputado, senador, ministro que cuida do meio ambiente, Ministério da Defesa, nós, eu preciso do apoio de vocês [para] pressionar o chefe dos garimpeiros, que nunca foi preso, para botar na cadeia. Ele está errado, está fazendo muito ruim para povo indígena brasileiro. Botar na cadeia para aprender a respeitar. Isso está faltando. Matou índio”, disse o chefe e xamã yanomami Davi Kopenawa em um vídeo divulgado com o relatório.

Garimpeiros seguem intimidando indígenas

O documento afirma que a mineração ilegal e o desmatamento diminuíram, mas a presença contínua de garimpeiros armados impossibilita que os profissionais de saúde intimidados cuidem dos yanomami que não foram vacinados adequadamente.

A presença das forças de segurança no primeiro semestre do ano passado reduziu o número de invasores em 80%, de acordo com o relatório, mas depois que os militares reduziram as operações, os garimpeiros começaram a voltar.

Uma unidade de elite do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse em dezembro à agência de notícias Reuters que eles foram deixados para perseguir os garimpeiros por conta própria, sem apoio militar.

Em uma reunião ministerial no início de janeiro com responsáveis pelos órgãos de proteção ambiental e indígena e com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante de esquadra Renato de Aguiar Freire, Lula renovou a operação da força-tarefa com o envolvimento dos militares na região.

bl/cn (Reuters, Agência Pública)

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ADMINISTRAÇÃO DA BIN SOB ADMINISTRAÇÃO DE LULA TENTOU INFLUENCIAR SOFTWARE ESPIÃO CONTRA JAIR BOLSONARO

 

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Em um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal , a PF alega que ações da direção da Abin comprometeram a eficácia da investigação.
Especificamente, a PF aponta para Alessandro Moretti, número dois da Abin, acusando-o de interferir no caso ao realizar uma reunião com investigados e sugerir que a apuração tinha um “fundo político e iria passar”.

Em um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal , a PF alega que ações da direção da Abin comprometeram a eficácia da investigação.©STF

A Polícia Federal (PF) acusou a direção atual da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sob a administração do presidente Lula (PT), de tentar influenciar as investigações relacionadas ao uso do software espião FirstMile durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

++Embaixador de Israel exige posicionamento de Lula contra declarações antissemitas de Genoino

Em um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF alega que ações da direção da Abin comprometeram a eficácia da investigação.

++Deputado Federal é alvo de operação da PF por usar software espião FirstMile

Especificamente, a PF aponta para Alessandro Moretti, número dois da Abin, acusando-o de interferir no caso ao realizar uma reunião com investigados e sugerir que a apuração tinha um “fundo político e iria passar”.

A PF criticou a postura de Moretti, observando que, até dezembro de 2022, ele era Diretor de Inteligência da Polícia Federal, com a Divisão de Operações de Inteligência sob sua responsabilidade.

“A reverberação das declarações da Direção da Abin possui o condão de influir na liberdade e na percepção da gravidade dos fatos pelos investigados ao afirmar a existência de ‘fundo político’ aos investigados”, destacou a PF no documento enviado ao STF.

A PF também apontou que a direção da Abin tentou impedir que a PF acessasse dados da Abin relacionados ao caso.

“A Abin, em vez de colaborar com as investigações, adotou uma postura de obstrução, o que demonstra que a atual gestão da Abin não está comprometida com a transparência e a lisura das investigações”, disse a PF.

O ministro Alexandre de Moraes ainda não se pronunciou sobre o pedido da PF.

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FIQUE ATENTO AOS MAIORES LADÕES DE FOCO EM 2024

 

Livia Ciacci –  Neurocientista parceira do SUPERA – Ginástica para o cérebro

Ainda estamos no começo do ano e tem muita gente que já está desistindo das metas que ainda não se tornaram hábito. Se você está nesta lista – e conhece suas fraquezas, fique atento aos que são considerados os maiores ladrões de foco. A lista é da neurocientista parceira do SUPERA – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci, confira:

Pense no cérebro como um grande sistema fechado de processamento de informações, que trabalha com uma quantidade constante de energia disponível. Em cada tarefa mental, focamos a atenção para usar os circuitos de neurônios necessários para a tarefa. Se durante esse processo, outra coisa desvia a atenção, aquele raciocínio em andamento para imediatamente, porque o cérebro só processa conscientemente a atividade em que a atenção está focada e só uma tarefa de cada vez. “Quando voltamos a atenção do distrator para a tarefa inicial, acabamos demorando mais para conseguir retornar ao mesmo ponto de onde estávamos. Esse efeito negativo das interrupções na atenção é tão sério que é um assunto extensamente discutido no trabalho das tripulações de vôo, cirurgiões e equipes de saúde, porque pode aumentar muito o risco de erro humano”, detalhou a especialista.

Smartphone:

Notificações constantes de mensagens, redes sociais e aplicativos interrompem a concentração completamente porque criam um comportamento condicionado em nós. Cada vez que você clica na notificação, recebe uma injeção de neurotransmissores que te dão uma sensação de satisfação e o anseio pela próxima notificação. Segundo Charles Duhigg (2012), adquirem-se novos hábitos para suprir os anseios, que podem ser necessidades sociais, emocionais, físicas ou outras. Os variados alertas que o smartphone emite representam anseios sociais e emocionais, por isso quanto mais verificamos o aparelho, mais vontade temos de vigiá-lo, mais difícil fica resistir e mais difícil ainda fica retornar ao raciocínio que estávamos anteriormente.     

E-mail:

Assim como as notificações, verificar o e-mail constantemente fragmenta o seu foco, além do fato de que manter a janela de e-mail aberta cria uma vigilância extra no cérebro, essa hipervigilância na expectativa do que vai chegar aumenta a ansiedade.        

Mídias sociais:

Se você já rolou o feed no Facebook ou no Instagram por horas e horas sem objetivo nenhum, saiba que experimentou um ciclo vicioso de busca de recompensa que faz seu cérebro esquecer do mundo. Meia dúzia de curtidas pode levar ao êxtase, e esse entusiasmo sinaliza para o cérebro que se continuar rolando, pode ter mais dessa sensação, e, de repente, passou 2 horas.

Mensagens instantâneas: Conversas online podem ser muito distrativas.

Nós lidamos com o mundo real e o virtual sem ter muito preparo para isso. Um bom exemplo é quando uma mensagem no WhatsApp demora para ser respondida e dispara uma onda de ansiedade. O cérebro entende isso como se o remetente estivesse na sua frente e escolhesse por te ignorar, ativando áreas neurais que processam a dor da rejeição. Então, as mensagens instantâneas interrompem porque podem facilitar a ansiedade social da expectativa das respostas imediatas e quando essas respostas realmente são imediatas, nos fazem dividir atenção e perder produtividade nas outras atividades.

Ambiente desorganizado:

Geralmente subestimamos o poder do ambiente sobre nosso comportamento, mas o cérebro está o tempo todo monitorando o espaço automaticamente.  Um local de trabalho bagunçado pode prejudicar a concentração porque traz estímulos distratores constantemente no campo visual e porque dificulta que tenhamos a clareza do que deve ser feito naquele momento.

Barulho:

Ruídos externos podem atrapalhar o foco, principalmente os ruídos que sejam muito altos ou que conflitam com o tipo de tarefa que se está tentando cumprir. Por exemplo, se preciso escrever um texto, mas tem pessoas do meu lado falando alto, a eficiência do foco será ruim, porque tanto a tarefa quanto o distrator mobilizam os mesmos circuitos de processamento da linguagem. O que seria diferente caso estivesse tocando apenas uma música instrumental, onde seria mais fácil focar no meu texto e ignorar o som.

Procrastinação:

A procrastinação tem várias causas, e uma delas é a falta de clareza do que deve ser feito com a sensação de que a tarefa está acima dos meus recursos para cumpri-la. Como se essa tarefa fosse julgada pelo cérebro como “muito difícil” ou “muito desconfortável”, mesmo não sendo tão difícil assim. Quando isso ocorre, adiamos as tarefas importantes, o que faz surgir um sentimento de culpa e aflição que vai atrapalhar a atenção nessa e nas outras atividades.

Falta de metas claras e planejamento:

Complementar à procrastinação, sem metas definidas você pode se perder no que está fazendo. O cérebro precisa planejar cada nova ação de forma bem detalhada, por isso a clareza é a maior arma de quem quer aumentar a produtividade e melhorar os resultados do trabalho ou estudo. Teremos mais facilidade para focar a atenção, se a lista do que fazer estiver detalhada, passo a passo.

Multitarefa:

As multitarefas são o grande mal do mundo do trabalho contemporâneo. Tentar dividir a atenção entre várias coisas ao mesmo tempo vai diminuir a eficiência e aumentar o risco de erros, sempre. Pense na sua atenção como um bolo de aniversário, quanto mais convidados tiverem na festa, menor será a fatia oferecida para cada um. Quanto mais coisas sendo feitas simultaneamente, menor a fatia de atenção em cada uma. No cérebro, as informações vistas no troca-troca de tarefas não chegam nem a virar memórias de curto prazo, o que dificulta a consolidação de conhecimento. No longo prazo, o hábito de alternar tarefas constantemente vaitornando as pessoas mais “rasas” por perderem a habilidade de fazer associações mais profundas.

Estar com fome, sede, cansado ou com sono:

O cérebro monitora o tempo todo qual o estado de saúde e de viabilidade do corpo humano, então ele sabe exatamente se você está com fome, com sede, cansado ou se dormiu mal, sendo que todos esses dados influenciam diretamente no estado emocional de fundo, que tem o poder de nos deixar mais ou menos alertas, mais ou menos irritados e claro, mais ou menos concentrados.

Reuniões improdutivas:

Já falamos de clareza nesse texto? Sim! Ter clareza na sequência de ideias e decisões tomadas também vale para as reuniões em grupos de trabalho ou estudo. A consultoria Korn Ferry já publicou uma pesquisa feita com 1.945 trabalhadores e concluiu que 67% dos participantes sentiam que reuniões em excesso prejudicam a eficácia do seu trabalho, enquanto 34% desperdiçaram até 5 horas por dia em reuniões sem sentido.  Uma reunião improdutiva prontinha para detonar seu fofo é aquela que: não tem objetivos específicos definidos, os participantes não sabiam da pauta antes, falta uma pessoa que monitore o tempo e o foco nos assuntos, ocorrem constantes desvios de assunto ou conversas paralelas e falta a pessoa responsável pela ata e por compartilhar com todos quais as ações definidas e seus prazos.

 Interrupções constantes: Colegas de trabalho ou familiares interrompendo suas tarefas.

Toda interrupção, seja por aparelhos tecnológicos ou por outras pessoas, é uma barreira ao fluxo de trabalho/estudo, ou seja, o trabalho cognitivo perde seu andamento e consequentemente gastará mais tempo e energia para atingir o objetivo final.  A tese de doutorado de Adriana Bridi mostrou o impacto das interrupções nas atividades de enfermagem em terapia intensiva, concluindo que cada interrupção ocasionou uma atividade secundária, aumentando em aproximadamente 60% a carga laboral dos profissionais, e claro, o risco de erros.

Preocupações: Estresse e preocupações pessoais podem distrair.

O cérebro não monitora apenas o corpo, mas também o que se passa nos pensamentos, e as preocupações com situações específicas ou com o futuro pode tirar completamente o foco. Ao perceber que está com dificuldade de concentração porque está preocupado, você pode tentar escrever em sua agenda o que precisará fazer depois para resolver essa preocupação e programar um alarme para o horário. Essa estratégia visa “descarregar” a preocupação em um momento certo para se ocupar com ela, e tende a ajudar a mente a esquecê-la momentaneamente.

Perfeccionismo: Tentar fazer tudo perfeitamente pode ser um ladrão de tempo.

A sensação de ter receio de fazer ou terminar algo por achar que não está perfeito o bastante é bem comum e tem relação com o nível de autoconfiança e a tolerância aos erros. Vale lembrar que todas as pessoas que são excelentes no que fazem, começaram sem ter tanta perfeição e estavam dispostas a aprender com as falhas. Como já disse o escritor Mark Manson “Só podemos atingir a excelência em algo se estivermos dispostos a falhar”.

Notícias constantes: A constante atualização de notícias pode ser uma distração.

As notícias em si não são o problema, mas usá-las para preencher o tempo porque surgiram notificações (e você não resistiu) ou está procrastinando uma tarefa que não planejou bem, pode ser um hábito perigoso, que criará um ciclo vicioso muito parecido com as mídias sociais.        

Redes de jogos ou apostas online: Jogos e apostas podem ser altamente viciantes.

Jogos e apostas tem um grande poder de sequestrar a nossa atenção, e são ladrões de tempo mais perigosos para aquelas pessoas mais vulneráveis a essas tentações, porque o limite entre o hábito e o vício é muito tênue.

Comparações com os outros:

Se comparar com os outros, além de ser um ladrão de foco é também um ladrão da autoestima! A maior armadilha da comparação está no fato de que só vemos recortes da vida dos outros, e geralmente são os recortes que as pessoas querem mostrar, o que dá a falsa sensação de perfeição. Não caia nessa cilada, todo mundo tem sua trajetória, suas dificuldades e suas conquistas, mantenha o foco na sua estrada e na sua evolução, seu cérebro agradece!

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

TRUM INTERFERE NA LIBERAÇÃO DE US$60 BI À UCRÂNIA

 

Líder da minoria no Senado, Mitch McConnell reconheceu dificuldades nas negociações em uma reunião privada

Por Liz Goodwine e Leigh Ann Caldwell – Jornal Estadão

O destino de um acordo bipartidário da política de fronteira que os republicanos do Senado exigiram para financiar a ajuda à Ucrânia ficou mais sombrio esta semana, depois que o líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, reconheceu aos republicanos que a oposição do ex-presidente Donald Trump complicou o futuro das negociações.

Os republicanos exigiram mudanças rigorosas na política de fronteiras para aprovar US$ 60 bilhões em ajuda à Ucrânia solicitada pela Casa Branca no ano passado, e um pequeno grupo de negociadores do Senado estava se aproximando de um acordo na semana passada, quando Trump criticou as negociações em uma postagem em rede social que dizia que ele só aceitaria um acordo “PERFEITO”. Trump também telefonou para os senadores Lindsey Graham e James Lankford para falar sobre o acordo, segundo o senador John Cornyn.

Em uma reunião a portas fechadas na tarde de quarta-feira, 24, McConnell, que está pressionando pelo financiamento da Ucrânia e relutantemente concordou em vincular a ajuda externa à segurança da fronteira, reconheceu que pode não haver um caminho para a aprovação de um acordo de fronteira, de acordo com duas pessoas familiarizadas com seus comentários, que falaram sob condição de anonimato para discutir a reunião privada.

As dúvidas de McConnell foram divulgadas depois que um número significativo de senadores republicanos, apoiados pela mídia de direita, expressou cada vez mais sua oposição a um acordo de segurança na fronteira antes que os detalhes fossem divulgados e mesmo quando eles deram o alarme sobre o fluxo de migrantes na fronteira.

As negociações estão concentradas em dificultar a busca de asilo por parte dos migrantes, em mudanças no uso da liberdade condicional pelo presidente para os migrantes e em um mecanismo para fechar efetivamente a fronteira nos dias em que as travessias forem particularmente altas. O pacote geral de ajuda inclui assistência militar para Israel, Ucrânia e nações do Indo-Pacífico, bem como ajuda humanitária e fundos para a fronteira dos EUA.

Líder da minoria no Senado, Mitch McConnell reconheceu dificuldades nas negociações após declarações de Trump.
Líder da minoria no Senado, Mitch McConnell reconheceu dificuldades nas negociações após declarações de Trump. Foto: SAMUEL CORUM / Getty Images via AFP

As negociações estão em andamento, disse McConnell aos repórteres na manhã desta quinta-feira, 25, e um importante aliado de McConnell disse na quinta-feira que o líder não estava desistindo das negociações. “O que ele estava falando era sobre o que ele via como uma espécie de desafios políticos para seguir em frente”, disse Cornyn. “Ele não estava acenando com a bandeira branca sobre a segurança na fronteira.”

Mas a liderança começou a discutir a retirada da parte de segurança de fronteira do pacote de ajuda e a avançar com um projeto de lei de financiamento suplementar que incluiria ajuda para a Ucrânia, Israel e o Indo-Pacífico, de acordo com três pessoas familiarizadas com as discussões.

McConnell disse em sua conferência na quarta-feira que as circunstâncias para um acordo de fronteira mudaram, apontando para a provável nomeação presidencial de Trump após sua vitória nas primárias de New Hampshire, segundo as pessoas familiarizadas com seus comentários, que foram relatados pela primeira vez pelo Punchbowl News.

Trump incentivou publicamente os republicanos em sua conta na rede social Truth Social a não aceitarem nenhum acordo de fronteira com os democratas na semana passada, prometendo conseguir um acordo melhor quando ele for presidente — uma teoria que vários republicanos questionaram.

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse recentemente na Fox News que Trump estava “extremamente inflexível” quanto ao fato de que o acordo deveria ser rejeitado. “Ele e eu temos conversado sobre isso com bastante frequência”, disse Johnson.

Os comentários de McConnell foram feitos durante uma reunião sobre a questão do financiamento da Ucrânia enquanto ela continua a se defender de uma invasão russa — uma das principais prioridades de McConnell, mesmo que tenha se tornado impopular entre os eleitores republicanos.

Vários senadores do Partido Republicano argumentaram contra a continuidade do envio de ajuda dos EUA ao país em apuros. ”Todos têm a mesma opinião sobre Vladimir Putin: ele é um bandido”, disse o senador Mike Braun sobre o tom da reunião. “Ele invadiu um país. Para muitos, é uma questão de saber se isso terá de ser uma questão resolvida, negociada, ou se, se continuar gastando dinheiro, haverá algum tipo de resultado.”

Alguns conservadores argumentaram que um acordo sobre a fronteira daria uma vitória ao presidente Biden em uma de suas questões mais vulneráveis, já que ele está a menos de um ano de sua reeleição.

Os defensores republicanos das negociações apontaram que, se aprovado, o acordo representaria a primeira vez em décadas que qualquer negociação sobre segurança de fronteira não incluiria exigências democratas para fornecer cidadania ou residência legal a imigrantes sem documentos que vivem nos Estados Unidos, como o Dream Act.

“Acho que a fronteira é uma questão muito importante para Donald Trump. E o fato de que ele comunicaria aos senadores e deputados republicanos que não quer que resolvamos o problema da fronteira porque quer culpar Biden por isso é realmente terrível”, disse o senador Mitt Romney a repórteres na quinta-feira.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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