quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

MOTIVOS PARA A CASSAÇÃO DE MORO SÃO OS MAIS ABSURDOS POSSÍVEIS

 

História por CATARINA SCORTECCI  • 

O ministro Sergio Moro esteve nesta sexta (04) em São José dos Pinhais para um evento sobre segurança pública. Ele visitou as instalações onde estão a Força Nacional no município. Sergio Moro, Ratinho Junior

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – À frente da defesa do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), o advogado Gustavo Bonini Guedes diz que haveria a criação de um “precedente perigoso” na Justiça Eleitoral caso haja a cassação do ex-juiz da Lava Jato a partir dos argumentos apresentados pelo PL e o PT.

As duas siglas entraram com uma representação no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná no final de 2022. Há a expectativa de que a Aije (ação de investigação judicial eleitoral), que pede também a inelegibilidade de Moro, possa ser julgada em fevereiro, após troca de juízes da corte.

“Como eles não conseguiram pegar nada na campanha, eles foram criar a tese do abuso do poder econômico na pré-campanha, que nunca existiu antes. E o alerta que eu faço é o seguinte: criar um precedente deste na Justiça Eleitoral vai pegar mais gente lá na frente”, diz o advogado, que atua há 20 anos na área do direito eleitoral, em entrevista à Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (24).

“Como a Justiça Eleitoral é de precedentes, de jurisprudência, isso vai refletir. Na linha do que o próprio PT quer [no caso Moro], o evento do Lula em São Paulo deveria entrar na conta da pré-campanha do [Guilherme] Boulos”, compara ele

Guedes nega que tenham ocorrido gastos excessivos de Moro no período anterior à campanha eleitoral formal de 2022 e defende que haja uma análise a fundo, “gasto a gasto”, para eliminar despesas que, segundo ele, não podem ser incluídas no rol de gastos de pré-campanha pagos pelos partidos Podemos e União Brasil. “PT e PL nunca pegaram gasto a gasto. Precisa se colocar uma lupa”, diz o advogado.

Moro se filiou ao Podemos em 2021 de olho na disputa presidencial. Mas, perto do prazo final para trocas partidárias, em 2022, abandonou o Podemos, anunciando filiação à União Brasil e sua candidatura ao Senado. Por isso, os partidos opositores apontam que os gastos de pré-campanha, voltados inicialmente para a disputa ao Palácio do Planalto, tornaram-se “desproporcionais” e “suprimiram as chances dos demais concorrentes” ao Senado no Paraná.

“Eu não acredito, mas, se o Moro for cassado, Moro sai da política, mas a política continua existindo. Outros adversários serão escolhidos para a batalha. Os inimigos se renovam. Se o TSE cassar o Moro, nestas eleições municipais este precedente vai ser usado para cassar mais gente”, afirma Guedes.

PRÉ-CAMPANHA

O advogado de Moro diz que há uma lista de atos que podem ser realizados pelos partidos antes da campanha oficial, sem que eles sejam identificados como propaganda eleitoral antecipada, mas que não existe uma regra de “pré-campanha”.

“Quanto posso gastar, com o quê eu posso, quando é a pré-campanha. Não tem. É um vácuo legislativo. Quando se deixa para o Judiciário o preenchimento deste vácuo legislativo, às vezes as decisões não são as melhores”, diz ele, ao defender que o Congresso Nacional deveria se debruçar sobre o tema.

Segundo ele, um valor equivalente a 30% do teto da campanha estaria razoável. O parâmetro consta em um parecer feito à União Brasil pelo advogado e suplente de Moro, Luis Felipe Cunha, em conjunto com Guedes. Ele afirma ainda que o processo contra Moro pode jogar luz no tema da pré-campanha, que, a seu ver, é pouco analisado.

Além disso, ele sustenta que somente podem ser considerados os gastos realizados na circunscrição da disputa (no Paraná) e que tenham atraído algum benefício eleitoral (para a candidatura ao Senado). “O Podemos pagou uma viagem do Moro para o Nordeste para visitar a estátua do padre Cícero, acompanhado do senador [Eduardo] Girão, do Ceará. É uma viagem que importa para o eleitor daqui de Ubiratã, no Paraná?”, comenta ele.

O gasto também precisaria ter conexão eleitoral relevante. Ele exclui, por exemplo, a aquisição de veículos blindados destinados “unicamente ao transporte e segurança do filiado”. Por fim, ele também contesta despesas que aparentemente contemplam um conjunto de pré-candidatos, de forma genérica. O gasto teria que estar identificado individualmente.

CASO SELMA

Embora a legislação eleitoral não trate expressamente do período da “pré-campanha”, a jurisprudência aberta pelo recente “caso Selma” tem sido apontada entre aqueles que defendem a cassação de Moro. Mas, para Guedes, os casos não podem ser comparados.

“Pouca gente conhece mais este caso do que eu –atuei no caso dela– e é uma bobagem quando tentam comparar. O que mais pegou foi um empréstimo que ela fez do suplente. No caso do Moro, é 100% dinheiro dos partidos políticos, que é o que manda a legislação. Não tem dinheiro de pessoa física”, diz ele, adicionando que respeita a decisão do TSE no caso da juíza, mas que não concorda.

Por 6 votos a 1, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cassou o mandato da Juíza Selma (Podemos-MT) no final de 2019, ao entender que houve abuso de poder econômico e também captação ilícita de recursos ligados à campanha eleitoral de 2018. A conclusão foi de que houve omissão de quantias expressivas usadas para pagar despesas de campanha no período pré-eleitoral.

JULGAMENTO

A defesa do senador diz ainda que tem interesse em enfrentar logo o julgamento do caso, mas que também é necessário ter cautela, sugerindo que o ideal é aguardar a nova composição do TRE –2 dos 7 membros da corte regional concluem seus mandatos neste mês de janeiro, incluindo o atual presidente. Também saem dois substitutos, que são chamados para atuar na ausência de membros efetivos.

“Prefiro julgar com juiz escolhido pelo presidente Lula, e sei da seriedade dos nomes que estão na lista tríplice, do que julgar na última sessão de um juiz. O importante é não julgar ao apagar das luzes dos mandatos”, defende Guedes.

O novo presidente da corte já assume na sequência, em fevereiro. A definição de quem fica no lugar do juiz Thiago Paiva dos Santos, por outro lado, cabe a Lula, com base em uma lista tríplice hoje nas mãos do TSE. A corte deve encaminhar a lista tríplice para Lula em fevereiro.

Até a noite desta quarta, o relator da Aije no TRE, o juiz Luciano Carrasco Falavinha Souza, ainda não havia colocado o processo na pauta de votações do colegiado. Guedes afirma que Falavinha tem conduzido o caso com “seriedade e atenção”.

ESCRITÓRIO DO SUPLENTE

Além do abuso de poder econômico, PT e PL afirmam que há indícios de corrupção em alguns gastos da pré-campanha de Moro. Eles se referem especialmente a um contrato assinado entre União Brasil e o escritório do advogado Luis Felipe Cunha, que depois se tornou o primeiro suplente de Moro.

Foram destacados, neste caso, o valor da contração, de R$ 1 milhão para um período de quatro meses, e o fato de Cunha não ter experiência na área eleitoral.

Em dezembro, em depoimento ao relator do processo, Moro justificou que o valor também abrangia pagamentos ao escritório de Guedes, que não teria sido contratado diretamente pela União Brasil em razão de uma resistência do presidente da sigla, Luciano Bivar.

Questionado pela Folha de S.Paulo, Guedes confirma a versão e diz que não há ilegalidades na subcontratação e que ela “não foi feita às escondidas”. “Houve por parte do partido a informação de que não gostariam de me contratar pelo fato de eu ter assinado contra o PSL [hoje União Brasil] uma ação de desfiliação de justa causa da Joice Hasselmann”.

“Alguém disse internamente lá. Se alguém usou o nome do Bivar porque não gosta de mim, não sei. Respeito o Bivar, não tenho nada contra ele. Mas entendi a resistência como compreensível”, afirma.

Segundo Guedes, a alternativa encontrada, e que teria recebido o aval da própria sigla, foi a parceria com o escritório de Cunha, que pretendia começar a atuar na área eleitoral. Sem apontar valores, Guedes diz que recebeu parte significativa do pagamento de R$ 250 mil por mês e que produziu dezenas de documentos em conjunto com Cunha, tanto para o partido quanto de defesas do Moro.

Guedes também critica a inclusão de despesas com advogados na conta da pré-campanha feita pelos partidos. “Se a legislação eleitoral define que eu não preciso somar o advogado para [efeito de cálculo sobre] limite de campanha, por que eu vou somar para a pré-campanha? Não tem cabimento nenhum.”

RAIO-X | Gustavo Bonini Guedes, 41

Advogado, membro-consultor da Comissão de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB, membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político) e ex-presidente do Iprade (Instituto Paranaense de Direito Eleitoral).

CENTRÃO QUER DERRUBAR OS VETOS DE LULA DAS EMENDAS PARLAMENTARES

História por THIAGO RESENDE, MARIANNA HOLANDA E VICTORIA AZEVEDO  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma ala do centrão encara com desconfiança a promessa do governo Lula (PT) de devolver os R$ 5,6 bilhões cortados em emendas parlamentares.

Aliados dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), têm dito que, sem uma solução, o veto do presidente será derrubado.

Para tentar evitar uma derrota, o governo deflagrou uma operação para dar uma justificativa à cúpula do Congresso sobre a tesourada na verba de interesse de deputados e senadores, anunciada na segunda-feira (22). Nessas conversas de bastidores, auxiliares de Lula procuram preparar o terreno para eventual frustração no plano de recompor integralmente os R$ 5,6 bilhões em emendas.

Integrantes do governo têm buscado traçar a líderes parlamentares um cenário de dificuldade orçamentária que precisa ser considerado.

Deputados e senadores estão céticos em relação à disposição do Planalto de recuperar o valor cortado. Na avaliação deles, há chances de o ministro Fernando Haddad (Fazenda) fazer ainda mais cortes no Orçamento em pleno ano eleitoral.

Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Haddad se mobilizaram para ligar para os presidentes das duas Casas para justificar o veto de Lula. De Lira, ouviram que é prerrogativa do governo vetar propostas, assim como é do Congresso derrubar o veto.

O próprio Lula entrou em campo. Na terça, ele prometeu durante uma entrevista explicar os vetos. Ele declarou estar satisfeito com a relação do Executivo com os congressistas e criticou Bolsonaro, dizendo que ele “não tinha governança nesse país”.

“Na questão das emendas, o ex-presidente não tinha governança nesse país. Eu vou repetir: ele não tinha governança, quem governava era o Congresso Nacional. Ele não tinha sequer capacidade de discutir Orçamento. Porque ele não queria ou porque não fazia parte da lógica deles. O que ele queria é que deputados fizessem o que eles quisessem”, afirmou em entrevista à rádio Metrópole, da Bahia.

Segundo o presidente, o seu governo estabeleceu uma “relação democrática” com o Congresso, com ministros conversando diariamente com lideranças da Câmara e do Senado. “E as coisas estão indo. Se não 100% do que a gente queria, mas está indo um percentual razoável, 60%, 70% daquilo que a gente quer.”

Lula afirmou ainda que negocia com os congressistas “sempre” e que dialogar com a Câmara “é sempre um prazer, é sempre difícil”. “Eu negocio com o Congresso sempre. Ontem [segunda-feira] eu tive que vetar o Orçamento, R$ 5,6 bilhões [em emendas]. E tenho o maior prazer de juntar lideranças e conversar com elas e explicar porque foram vetados.”

Cabe ao senador Rodrigo Pacheco convocar a sessão do Congresso que tem poder de analisar e eventualmente derrubar o veto do presidente da República. Outro ato de Lula que corre risco é o veto ao dispositivo aprovado pelo Congresso que estabelecia um cronograma para liberação do recurso das emendas para as obras e municípios escolhidos pelos parlamentares.

Integrantes do governo admitem a dificuldade de se encontrar uma saída para devolver os R$ 5,6 bilhões. Eles citam como possibilidade a edição de um projeto de crédito suplementar, mas dizem que é preciso considerar a situação das contas públicas e que a solução dependerá das conversas com o Parlamento nos próximos dias. A hipótese de se negociar um valor abaixo do que foi vetado também está na mesa.

No encontro de Lula com representantes do Congresso nesta semana, não houve críticas ao valor recorde de emendas parlamentares neste ano, que ultrapassa R$ 47 bilhões mesmo após os vetos.

Porém aliados de Lula e auxiliares do presidente dizem que o apetite dos parlamentares por mais poder no Orçamento agrava a situação do governo, que tem curta margem para ampliar gastos.

O dinheiro das emendas tem sido usado com critérios políticos, e não técnicos. Ou seja, a verba do governo federal é enviada a redutos de deputados e senadores, sem que ocorra necessariamente uma avaliação sobre a sua necessidade. Na prática, programas federais têm sido esvaziados.

Haddad já enfrenta dificuldades em parte de sua agenda no Congresso. No fim de dezembro, ele editou uma MP (Medida Provisória) que reonera a folha de pagamentos de setores da economia.

Isso gerou fortes críticas entre deputados e senadores, que acusaram o ministro de insistir numa política que já tinha sido rejeitada em votação pelo Parlamento.

Integrantes do governo admitem que, sem essa medida, o Orçamento fica ainda mais apertado e os cortes aplicados por Lula teriam que ser ainda maiores. Por isso, o ministro da Fazenda tem resistido a desistir da MP, pois seria forçado a mais tesouradas em março.

Nesta semana, Haddad se reuniu com um grupo de líderes partidários da Câmara e tratou de medidas legislativas que foram propostas pela Fazenda, sendo uma delas a MP da reoneração.

Segundo relatos, o ministro tentou “sentir a temperatura” entre os deputados de como a medida foi recebida. Uma das propostas que está na mesa é a de dar mais prazo para os setores se adequarem à medida. Apesar de Haddad não ter entrado em detalhes, líderes avaliaram que isso seria uma alternativa para diminuir as resistências de parlamentares com a MP.

Em ano eleitoral, o Congresso Nacional chegou a aprovar um valor recorde de R$ 53 bilhões para emendas. Mesmo com o veto de Lula, o saldo será cerca de R$ 47,5 bilhões, o que ainda representará um patamar sem precedentes para atender a parlamentares.

O corte se deu nas emendas de comissão. Líderes admitem que as emendas de comissão vão funcionar como as extintas emendas de relator, que eram a principal moeda de troca nas negociações do governo Bolsonaro e do Legislativo. O mecanismo das emendas de relator foi derrubado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no fim de 2022.

O veto decidido na segunda-feira se soma a outros atritos que a gestão do petista teve com o Congresso nos últimos meses, como quando contrariou os parlamentares ao tentar reonerar a folha de pagamento ou ao vetar lei aprovada sobre o marco temporal das terras indígenas.

Lula foi eleito em 2022 com minoria no Legislativo e teve um primeiro ano de mandato marcado por dificuldades na articulação política com o centrão. Em setembro, nomeou dois ministros indicados pelo centrão, na tentativa de melhorar a relação com os parlamentares, mas a iniciativa teve efeitos reduzidos.

 

ELEIÇÕES PARA PREFEITOS ESSE ANO É MAIS UM TERCEIRO TURNO ENTRE LULA E BOLSONARO

 

Lula menospreza os paulistanos ao tratar a eleição local como ‘terceiro turno’ contra Bolsonaro

Por Notas & Informaçõe – Jornal Estadão

Em entrevista recente à Rádio Metrópole, de Salvador (BA), o presidente Lula da Silva fez um novo movimento para tentar transformar a eleição para a Prefeitura de São Paulo em uma espécie de “terceiro turno” da eleição presidencial de 2022. O petista disse que considera a disputa na capital paulista “muito especial” para ele e para seu partido porque o pleito seria, em sua visão, a “confrontação direta entre o ex-presidente e o atual presidente; entre eu (sic) e a figura (Jair Bolsonaro)”.

Não bastasse ser interesseira, para não dizer mentirosa, a fala do presidente da República chega a ser ofensiva à inteligência e à sensibilidade dos quase 9 milhões de eleitores paulistanos. Lula os trata como sujeitos incapazes de pensar sobre os temas próprios da realidade local, aqueles que os afetam diretamente, para, diante da urna, decidirem seus votos motivados por sua rinha pessoal contra Bolsonaro – que está inelegível, convém lembrar.

É evidente que o ex-presidente também tem grande interesse em “nacionalizar”, como tem sido dito, a eleição municipal na maior cidade do País. Banido das disputas eleitorais até 2030, Bolsonaro se ampara em qualquer fiapo de oportunidade para mostrar que ainda tem relevância na vida política do País e disso extrair tanto quanto puder de benefícios pessoais.

Ou seja: reduzir os futuros candidatos à Prefeitura de São Paulo a meros coadjuvantes da guerra particular que travam entre si é do interesse apenas de Lula e de Bolsonaro, que não vivem um sem o outro. Para ambos, que se danem os interesses dos munícipes. Comportando-se dessa forma, um e outro revelam que não conhecem a fundo o eleitorado paulistano, que decerto terá sabedoria para não se deixar enganar por falsas questões.

O debate público na capital paulista será empobrecido se, ao fim e ao cabo, prevalecer essa tentativa de nacionalização da eleição municipal. A cidade tem uma série de problemas e oportunidades que devem estar no centro das discussões entre aqueles que pretendem governá-la a partir de 1.º de janeiro de 2025.

São Paulo está visivelmente malcuidada. Árvores e sinais de trânsito sucumbem aos primeiros pingos de chuva. Ruas mal iluminadas e mal pavimentadas sujeitam os cidadãos a riscos de toda ordem. As deficiências do transporte público atazanam a vida de milhões de pessoas que não querem nada além de sair para trabalhar ou se divertir e chegar em casa com tranquilidade. Há inúmeras vantagens em viver em uma metrópole como a capital paulista, mas também muitos problemas. Ideologia, como já dissemos, não resolve qualquer um deles. Lula e Bolsonaro podem falar o que quiserem, mas seus discursos não taparão buracos nem abrirão uma vaga sequer nas creches ou escolas da Prefeitura.

Os paulistanos terão uma bela oportunidade de mostrar que a polarização paralisante não é destino e que é possível desviar das armadilhas montadas pelos que querem levar o País a acreditar que seu futuro está ligado ao de quem quer dividi-los, movidos por interesses unicamente pessoais.

COMECE A EMPREENDER EM 2024 A PARTIR DE SUA APTIDÕES INDIVIDUAIS E O OTISMO NA ECONOMIA

 

Especialistas dão dicas

Juros e inflação devem estar menores, e isso favorece o empreendedorismo, dizem analistas, mas é preciso avaliar também suas aptidões pessoais antes de entrar num negócio

Por Felipe Siqueira

Será que 2024 é um bom ano para começar a empreender no Brasil? A resposta rápida é sim, de acordo com especialistas do Sebrae e da FGV, por conta do otimismo na economia. A resposta completa, porém, é um pouco mais complexa e, como tudo no mundo da economia, “depende”.

Depende porque, de acordo com os mesmos especialistas, olhar para si mesmo, ter noção de quais são as aptidões pessoais e profissionais e entender qual é a atual situação financeira – e até mesmo estrutural – vão ser tópicos tão ou até mais mais importantes do que o contexto externo ou macroeconômico.

“É claro que analisar o mercado é primordial, mas olhar para questões íntimas faz toda a diferença na hora de modelar um negócio”, explica a analista de soluções do Sebrae e especialista em educação digital para pequenos negócios Fernanda Vernieri.

O coordenador do MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios da FGV, Antonio André Neto, complementa que o empreendedor precisa ter um olhar regional, especialmente se for um negócio com ponto físico. Tem que saber quais são as demandas do próprio bairro, onde há espaço para novos negócios e outros dados. “Essa é a primeira coisa. Depois, vai ter que ver quais são as aptidões e facilidades que já tem”, completa.

Um pequeno negócio pode ser montado com vendas pela internet.
Um pequeno negócio pode ser montado com vendas pela internet.  Foto: David – stock.adobe.com

Ele diz que, no quesito Brasil, o momento para começar um negócio é o melhor desde o início da pandemia, já que a economia está dando sinais de recuperação, com juros e inflação em níveis menores que antes. Segundo dados do IBGE, divulgados na primeira quinzena deste ano, o IPCA fechou 2023 a 4,62%, dentro da tolerância máxima estabelecida como meta pelo Banco Central. Para se ter uma ideia de comparação, em 2022, o índice fechou em 5,79%. “Essa recuperação ainda é lenta, mas melhor que 2022 e 2023.”

Para a analista do Sebrae, 2023 já foi um ano considerado promissor e favorável para a abertura de novos negócios, com aumento do PIB e revitalização da atividade empresarial. “E esse cenário deve se estender para 2024. Os indicadores positivos impulsionam não somente os negócios existentes como animam aqueles que desejam empreender”, comenta.

Como começar a empreender em 2024?

A seguir, as principais dicas de Neto, da FGV, e Vernieri, do Sebrae.

  • Saiba suas aptidões. O que você já conhece e sabe fazer que pode gerar algum tipo de renda? “Conecte-se com as suas vocações”, comenta Vernieri.
  • As pessoas me procuram sobre determinado assunto? Se você já é alguém ligado a determinado tema, que sabe as principais tendências e é uma espécie de referência para amigos e familiares, este talvez possa ser um bom caminho a percorrer no início. “A sua curva de aprendizagem será bem mais rápida, porque você já tem uma bagagem maior”, declara Neto.
  • Existe demanda para este negócio? O bairro tem uma carência por este tipo de produto que precisa ser suprida? É preciso avaliar se um novo empreendimento pode conseguir atender a esta necessidade e, consequentemente, se transformar em um sucesso de vendas, diz Neto.
  • Eu tenho dinheiro? Talvez este seja um dos principais tópicos. A pandemia ensinou que a falta de capital de giro – um colchão financeiro para conseguir manter as contas da empresa pagas em casos de imprevistos – pode ser fatal e causar a quebra de empreendimentos. E não apenas em imprevistos. No início também, em que a receita ainda não vai ser suficiente para manter o negócio em pé. “As pessoas acham que vão abrir e já vai se formar uma fila enorme para comprar o produto ou serviço. Infelizmente, não é assim que funciona”, diz Neto.

Existe alguma prática de destaque para este ano?

De acordo com Vernieri, a entidade mapeou algumas práticas que têm boas perspectivas de avanço para os próximos anos. São tópicos que podem ser aplicados em estruturas de empreendimentos de diferentes segmentos, não representando apenas um único setor. As principais são:

  • Empresas focadas em práticas sustentáveis (ESG)
  • Empresas que promovem diversidade e inclusão
  • Negócios com propósito social

Por fim, Andre Neto, coordenador do MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios da FGV, diz que, se alguém lhe perguntasse: “Quero empreender. Por onde começo?”. Ele diria: marketplace. Por ser mais barato, prático e com uma segurança maior, já que tudo é feito de maneira mais caseira no início.

Alem disso, complementa Neto, o varejo online ainda se mantém aquecido. Durante a pandemia, houve um boom, já que a sociedade estava em lockdown, e, por mais que a demanda tenha arrefecido, agora, o brasileiro está mais propenso – e acostumado – a consumir produtos online.

“Primeiro, você investe pouco. Não precisa ter um ponto físico. Segundo, o estoque, se necessário, pode ser feito em casa. Terceiro, se for produto não perecível, que é o ideal, não vai ter tanto problema com estragos e devoluções.”

NO FUTURO O COMPUTADOR DEIXARÁ DE SER UMA COISA PARA SER UM CONCEITO

História por editora3  • IstoÉ Dinheiro – Luís Guedes professor da FIA Business School

No futuro próximo o computador deixará logo de ser uma ‘coisa’ para ser um conceito — em pouco tempo a computação não será mais feita por meio de um dispositivo, nem esse que você carrega no bolso, menos ainda aquele que tem mouse e teclado, interfaces da década de 1960!

A computação onipresente (e invisível) terá como fonte de dados sensores que operam de forma contínua e discreta em segundo plano, capturando dados de todos os tipos. A partir deles, sistemas baseados em Inteligência Artificial (na nuvem ou nas bordas, junto aos usuários) tomarão decisões e as implementarão, como resposta ‘mágica’ a demandas que nem foram articuladas pelos usuários, mas que são ‘conhecidas’ pelos sistemas. Assim se controlam portas, alarmes, sistemas de exaustão, luzes, cortinas, mas também válvulas, veículos autônomos, processos industriais.

A tecnologia é como a tropa de infantaria na batalha em prol da conveniência. Foram-se os dias de interações laboriosas com aparelhos desajeitados! Mas como nem tudo são flores, como antecipa o sagaz leitor, a informada leitora, há problemas nesse front. A tropa, involuntariamente ou não, avança em direção ao campo minado da privacidade. Nossos aliados invisíveis, ao mesmo tempo em que atendem ao nosso conforto, também atuam como arquivistas meticulosos de tudo o que acontece a nossa volta.

A computação onipresente, quando vista através das lentes do Fausto, de Goethe, pode ser comparada à busca de conhecimento e satisfação final do protagonista. Na narrativa, um Fausto sábio, porém frustrado com as limitações humanas, faz um pacto com Mefistófeles (uma representação arquetípica do mal), pelo qual trocaria sua alma pelo conhecimento infinito e prazeres mundanos. A obra monumental de Goethe simboliza o desejo humano de compreensão e controle ilimitados, mas que pode vir com um preço terrivelmente alto.

Computadores invisíveis, integrados perfeitamente em nossos ambientes, oferecem uma espécie de assistência onipresente, quase onisciente. Eles antecipam necessidades e agem para aumentar o conforto e a eficiência, assim como o pacto de Fausto lhe prometia conhecimento e gratificação ilimitados. No entanto, são muitas as implicações morais e éticas desse acordo… a proliferação desses dispositivos levanta questões complexas sobre privacidade, autonomia e até mesmo sobre a perda da potência humana de agir sobre o mundo.

“A computação onipresente (e invisível) terá como fonte de dados sensores que operam de forma contínua e discreta em segundo plano, capturando dados de todos os tipos”.

A narrativa de Fausto termina com ênfase na responsabilidade moral, na redenção e na ideia de que lutar por uma compreensão mais elevada e pela bondade é um processo contínuo, que em última análise nos faz mais humanos.

À medida que os dispositivos computacionais se misturam ao nosso dia a dia, a fronteira entre a utilidade e a intrusão vai se tornando mais nebulosa. A computação invisível, na sua onipresença silenciosa, não irá somente dinamizar nossas vidas, mas nos convida a refletir: estamos marchando às cegas em direção a um futuro de conveniência incomparável ou estamos caminhando na ponta dos pés ao longo do precipício de um paradoxo da privacidade? Só o tempo dirá, mas por enquanto vamos aproveitando o concerto, mesmo que não possamos ver a orquestra e nem o maestro.

FANS TOKENS DA VALEON

Os Clubes de Futebol no Brasil e no Mundo estão alinhados fora de campo e estão investindo em inovação e no mercado de criptoativos, mais especificamente as Fans Tokens que são moedas digitais chamadas de CHILIZ(CHZ).

A novidade é atribuir um valor de ativo financeiro a um produto com o qual o fã cria relacionamentos e experiências com o Clube de Futebol e que antes era apenas um serviço sem valor de revenda ou de valorização desse ativo. As Fans Tokens ajudam os clubes a melhorar a parte financeira.

Assim como nenhum elemento do marketing faz nada sozinho, não só em clubes, mas em qualquer empresa, as Fans Tokens também precisam ter a imagem trabalhada para chegar ao consumidor de forma clara, oferecendo algo que seja palatável e legível ao torcedor, ou seja, as pessoas precisam entender do que se trata este ativo digital para poder consumi-lo.

Como toda inovação, as Fans tokens ainda estão numa fase inicial e todos nós estamos aprendendo com elas. Não podemos perder de foco é que a tecnologia não pode ser o fim, a tecnologia é simplesmente o meio e é a chave para o engajamento e temos que compreender que a tecnologia pode gerar lucro, construir operações sustentáveis, proteger a integridade da concorrência, desenvolver multiplataformas e muito mais.

Engajar os fãs não é algo exclusivo do esporte. Pelo contrário, todas as marcas querem encantar seus consumidores e engajá-los das mais variadas formas. Descobrir essas formas é uma das muitas atividades de quem trabalha com comportamento do consumidor.

Em marketing, podemos definir o engajamento do cliente como os comportamentos espontâneos, interativos e cocriativos do consumidor, principalmente em trocas não transacionais entre consumidor e empresa para atingir seus objetivos individuais e sociais.

Em outro contexto, porém, podemos pensar no engajamento como um estado de espírito motivacional relacionado à marca e dependente do contexto de um cliente, caracterizado por níveis específicos de atividade cognitiva, emocional e comportamental nas interações da marca. E, nesse aspecto, surge um fator importante: como os consumidores engajados fornecem referências e recomendações para produtos específicos, o engajamento do cliente é um elemento-chave nas estratégias das empresas para o desenvolvimento de soluções, de novos produtos e retenção de clientes. É aqui que surge a ideia da monetização.

A Startup Valeon cria as FANS TOKENS VALEON para premiar uma enorme comunidade de consumidores que utilizam as redes sociais, que são o nosso público-alvo, que são as pessoas que achamos que podem realmente se beneficiar do nosso produto que é a Plataforma Comercial Marketplace Valeon e muitas vezes não possuem o conhecimento básico de como o nosso produto funciona.

As Fans Tokens são para aqueles que não querem apenas ser espectadores, mas para aqueles que desejam ter um papel mais ativo na comunidade das redes sociais.

A tokenização fornece novas maneiras inspiradoras de classificar valor, criando novos ativos ou reinventado os tradicionais, abrindo portas para melhoria de processos totalmente novos, fluxos de receitas e envolvimento dos clientes com novas oportunidades.

Pensando nisso, a Startup Valeon através do seu Site, aposta na possibilidade de trazer o consumidor que pode estar longe ou não conhece a Valeon para perto da gente e ainda ser nosso colaborador participando ativamente do nosso desenvolvimento, gerando transformações e tendo o direito de fornecer conhecimentos específicos para o desenvolvimento do Site.

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO DO STF SOBRE FAKE NEWS FOI PRORROGADO POR MAIS 90 DIAS

História por Notas & Informações  • Jornal Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu pedido da Polícia Federal (PF) e prorrogou por mais 90 dias o Inquérito 4874, que investiga a ação das chamadas “milícias digitais antidemocráticas”. É a nona vez que o inquérito, instaurado em julho de 2021, é prorrogado pelo ministro relator. E nada indica que terá sido a última.

Não é possível dizer se, de fato, havia razões para mais essa concessão de prazo para a investigação. O inquérito é sigiloso e a PF apenas indicou a necessidade de mais tempo para cumprir “diligências ainda pendentes”, sem apontar quais caminhos o inquérito ainda teria de percorrer até a conclusão, passados dois anos e meio desde a abertura.

A essa altura, porém, é perfeitamente possível afirmar que, das duas, uma: ou o STF e a PF estão lidando com uma das mais engenhosas e tentaculares organizações criminosas de que já se teve notícia no País, ou os incumbidos da investigação têm de ser um tanto mais competentes para colher provas contra os suspeitos e desbaratar as “milícias digitais”. Seja como for, o inquérito há de ter um fim. Inquéritos infindáveis não se coadunam com um Estado Democrático de Direito.

Não é por outra razão que o princípio da razoável duração do processo se insere no rol dos direitos e garantias fundamentais. Lá ele está – no art. 5.º, LXXVIII, da Constituição – para assegurar que nenhum cidadão brasileiro tem de conviver com a espada do Estado pairando sobre sua cabeça por prazo indeterminado. Figurar como mero investigado em um inquérito criminal, por si só, já produz sérias consequências na vida de qualquer indivíduo, a começar pela estigmatização.

Os inquéritos que tramitam no STF desde quando Jair Bolsonaro lançou suas garras contra a democracia brasileira – não só o referido inquérito sobre as “milícias digitais”, mas também o inquérito que investiga a disseminação de fake news e ameaças contra membros da Corte na internet – foram determinantes para resguardar as liberdades democráticas. As ameaças, no entanto, foram dissipadas – e graças, inclusive, à firme disposição do STF para fazer valer a Constituição sobre os ataques dos que se revelaram seus piores inimigos desde a redemocratização do País.

Os tempos são outros. Respira-se um ar mais leve no País. Não há no horizonte, próximo ou longínquo, nada que remotamente represente uma ameaça à democracia que justifique esse sobrestamento de normas básicas do ordenamento jurídico brasileiro. Esses inquéritos precisam ser concluídos, em primeiro lugar, por imperativos constitucionais e democráticos. Mas também para que o próprio STF retome o curso normal de sua atuação no regime republicano e, assim procedendo, resgate a confiança da parcela da população que enxerga a Corte como um tribunal político.

Se a PF já tem indícios de autoria e materialidade para encaminhar o caso das “milícias digitais” ao Ministério Público, que o faça já. Se não, que o STF arquive o tal inquérito.

 

VERGONHA DO FUNDO ELEITORAL BENEFICIA MAIS PL E PT

 

História por THIAGO RESENDE  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O PL de Jair Bolsonaro e o PT de Lula serão os partidos que receberão as maiores fatias do fundo eleitoral de 2024.

O presidente Lula sancionou nesta segunda-feira (22) o valor de R$ 4,9 bilhões para financiar as campanhas da eleição municipal deste ano. A cifra havia sido aprovada pelo Congresso Nacional e representa um recorde para os pleitos nas cidades.

O fundão é repartido de acordo com regras previstas na legislação eleitoral. Entre os critérios estão os tamanhos das bancadas na Câmara e no Senado.

Bolsonaro foi derrotado na corrida presidencial de 2022, mas o PL conseguiu eleger a maior bancada de deputados. O PT ficou em segundo lugar.

O PL deverá receber R$ 863 milhões para bancar as atividades dos candidatos do partido neste ano. A previsão para o PT é de R$ 604 milhões.

Em seguida estão União Brasil (R$ 517 milhões), PSD (R$ 427 milhões), MDB (R$ 410 milhões) e PP (R$ 406 milhões).

O cálculo foi feito por Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, cientistas políticos da Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade.

Republicanos (R$ 332 milhões), Podemos (R$ 249 milhões), PDT (R$ 171 milhões) e PSDB (R$ 156 milhões) completam a lista dos dez partidos que mais receberão recursos.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deverá divulgar uma tabela oficial com a divisão da verba até o fim de junho. No entanto, os valores poderão sofrer ajustes.

Os cálculos da Fundação 1º de Maio consideram o partido Novo, que costuma abrir mão do fundo eleitoral em suas campanhas.

O fundão turbinado significa uma expansão do poder dos dirigentes partidários na eleição, já que o patamar é praticamente o dobro do distribuído aos partidos em 2020, última disputa para os cargos de prefeito e vereador.

Até 2015, as grandes empresas, como bancos e empreiteiras, eram as principais responsáveis pelo financiamento dos candidatos. Naquele ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a doação empresarial sob o argumento de que o poder econômico desequilibrava o jogo democrático.

A partir das eleições de 2018, foi então criado o fundo eleitoral, que usa dinheiro público para bancar as atividades de campanha dos candidatos.

O fundão da última eleição municipal, em 2020, ficou estabelecido em R$ 2 bilhões (quantia que, com correção da inflação, seria agora de aproximadamente R$ 2,5 bilhões).

Dirigentes partidários argumentaram que não seria possível fazer uma campanha eleitoral com menos dinheiro do que em 2022, cujo fundo foi de R$ 4,9 bilhões. Só que aquele foi um ano de eleições gerais, com disputa para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

lEVANTAMENTO NOS EUA APONTAM QUE APENAS 23% DOS POSTOS DE TRABALHO SÃO VIÁVEIS PARA SUBSTITUIÇÃO POR IA

 

História por CdB  • Correio do Brasil

Isso se deve aos custos de desenvolvimento da IA. No estudo, o MIT levantou as tarefas diárias de trabalhadores de diferentes segmentos, em cidades e zona rural, para entender suas rotinas.

Por Redação, com Canaltech – de Washington

Enquanto parte dos estudos aponta para os riscos de substituição dos seres humanos pela IA em alguns postos de trabalho, uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos EUA, diz o contrário. Na análise feita pela instituição, a ideia é que, enquanto o potencial de automação pelo uso da inteligência artificial é efetivamente alto, não há benefício econômico em trocar os trabalhadores pelos robôs na maior parte dos empregos.

Estudo do MIT, dos EUA, mostra que IA tem alto potencial de automatização, mas pode não ser economicamente interessante para muitos postos de trabalho© Fornecido por Correio do Brasil

Isso se deve aos custos de desenvolvimento da IA. No estudo, o MIT levantou as tarefas diárias de trabalhadores de diferentes segmentos, em cidades e zona rural, para entender suas rotinas. A partir disso, foi calculado o gasto na produção de um robô desse tipo e se os ganhos das empresas são compatíveis com esse investimento, e a conta não fechou.

De acordo com o levantamento, apenas 23% dos postos de trabalho atuais nos EUA são viáveis para substituição por inteligências artificiais. Esse apontamento levou em conta, inclusive, uma perspectiva de baixa anual de 20% nos valores das IAs comerciais, com os pesquisadores chegando à conclusão de que ainda levará décadas para que a tecnologia atinja um grau de eficiência econômica.

IA e trabalho na ponta do lápis

O ponto central do estudo do MIT foram os trabalhos que envolvem análise visual. No principal exemplo, a pesquisa aponta que um padeiro gasta 6% do seu tempo diário checando a qualidade dos produtos; enquanto uma equipe de cinco pessoas custaria US$ 48 mil por ano, o uso da IA para fazer isso poderia gerar uma economia de US$ 14 mil para o estabelecimento.

Por outro lado, o custo de desenvolvimento de um modelo de linguagem capaz de fazer esse trabalho com qualidade é de US$ 165 mil. Isso sem falar em mais de US$ 120 mil por ano para manutenção da tecnologia, o que inclui, aliás, novos postos de trabalho na forma de especialistas em IA, que podem ajudar a reverter um pouco a situação empregatícia.

Apesar de tudo isso, o MIT vê o movimento como inevitável e pondera o poder de melhoria nas condições de trabalho e produtividade por conta da IA. A conclusão é de que a humanidade deve se preparar para a automação através da tecnologia, mas que há alguns anos, talvez décadas, até que impactos econômicos significativos sejam sentidos por conta da adoção dela.

CONTEÚDO ENGANOSO SOBRE O CLIMA DISTORCE DADOS CIENTÍFICOS

 

História por Martin Kuebler  • DW Brasil

Negacionistas da ciência do clima e apóstolos dos combustíveis fósseis conseguem semear dúvidas sobre as mudanças climáticas, o que prejudica a adoção de ações urgentes em defesa do meio ambiente.

Protesto em apoio à ciência do clima em San Diego, EUA© Hayne Palmour IV/San Diego Union-Tribune/picture alliance

A desinformação climática consiste no compartilhamento de informações falsas ou de dados atuais pré-selecionados sobre as emissões de combustíveis fósseis ou sobre as mudanças climáticas, o que inclui a omissão dos dados completos sobre esses temas, potencialmente influenciando a opinião de muitas pessoas.

Isso ocorre não necessariamente de maneira proposital: a desinformação também pode ser resultado de enganos ou da má compreensão de um tema complexo.

Um exemplo é a chamada greenwashing (“lavagem verde”), adotada por algumas empresas para transmitir uma imagem de correção ecológica e de respeito ao meio ambiente que não corresponde à realidade.

Algumas empresas de vestuário, por exemplo, propagandeiam o uso de fibras naturais ou renováveis e de embalagens recicláveis, ao mesmo tempo em que omitem a enorme quantidade de roupas descartáveis e de baixa qualidade que produzem.

A desinformação também ocorre quando negacionistas das mudanças climáticas e outros grupos ou organizações publicam de maneira proposital informações falsas ou disseminam farsas no intuito de avançar sua agenda contra a ciência do clima e as políticas governamentais criadas em benefício do meio ambiente.

Prejuízos à luta contra mudanças climáticas

Grandes empresas petrolíferas como Shell, Exxon Mobil e BP, juntamente com a chamada Coalizão para o Clima Global – um grupo de fachada dissolvido em 2022 que reunia quatro empresas associadas à indústria dos combustíveis fosseis – foram acusadas de promover campanhas de descrédito contra cientistas do clima e de omitir seus investimentos em combustíveis fósseis através de lobbies e propagandas com mensagens positivas desde o anos 1970.

Grupos como a The Empowerment Alliance (“Aliança do Empoderamento”) nos Estados Unidos ou a Responsible Energy Citizen Coalition (“Coalizão de Cidadãos Responsáveis em Energia”) na Europa utilizam táticas como o chamado astroturfing – ações políticas criadas de modo a parecer que são movimentos populares espontâneos – para promover o uso de gás natural derivado de combustíveis fósseis e para desacreditar políticas ambientais, sendo muitas vezes financiados por fontes obscuras.

Desinformações e mentiras também são publicadas em alguns veículos de imprensa ou promovidas por políticos populistas. Quando as enchentes resultantes de um ciclone extratropical causaram mais de 40 mortes no Rio Grande do Sul, em setembro de 2023, oposicionistas do governo e até um jornalista bastante conhecido no país atribuíram as mortes a abertura de comportas de três represas, numa tentativa de distrair a atenção dos esforços para mitigar os efeitos extremos do aquecimento global e culpar o atual governo federal pelo ocorrido. Umas das três barragens em questão nem sequer têm comportas.

Enchentes causadas por ciclone no sul do Brasil foram usadas para disseminar desinformação sobre o governo© Diogo Zanatta-Futura Press/AP Photo/picture alliance

As redes sociais e a manipulação de fotografias ou vídeos tornaram mais fácil a disseminação desse tipo de desinformação, especialmente quando associadas a teorias da conspiração, como nos ataques recentes à estratégia de planejamento urbano chamada de cidades de 15 minutos – na qual as cidades seriam planejadas de tal modo em que a maioria dos serviços e necessidades básicas dos habitantes estariam localizados a 15 minutos de distância, a pé ou de bicicleta, dos locais de moradia.

Climate Action Against Disinformation (“Ação Climática contra a Desinformação”), uma coalizão global que trabalha no combate à desinformação e à má compreensão dos fatos, concluíram que as postagens negacionistas do clima com hashtags como #ClimateScam (“farsa climática”) aumentaram na rede social X (antigo Twitter) depois de a plataforma ter sido adquirida pelo bilionário Elon Musk.

Nos últimos anos, a desinformação também infiltrou a esfera dos tomadores de decisões políticas. Um dos exemplos mais notáveis foram as repetidas críticas do ex-presidente dos EUA Donald Trump às energias renováveis e sua negação à ciência do clima antes e depois de ser eleito, com frequência classificando as mudanças climáticas como “farsa”.

Trump, inclusive, retirou os EUA do Acordo Climático de Paris, de 2015, assinado por mais de 190 países que se comprometeram a limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. A decisão gerou um retrocesso de vários anos nas ações climáticas dos EUA e, possivelmente, globais.

O impacto da desinformação

Enquanto isso, se esgota o tempo para a adoção de medidas para conter o aquecimento global, em meio ao aumento das emissões de gases causadores do efeito estufa e recordes sucessivos de temperaturas em todo o mundo.

A maioria dos cientistas concorda que ações urgentes se fazem necessárias, embora a desinformação resulte em questionamentos sobre a tese científica já comprovada de que os humanos são a causa das mudanças climáticas, e crie dúvidas que minam o apoio popular à defesa do clima.

Em 2022, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima da ONU (IPCC) reconheceu pela primeira vez que a “retórica e desinformação sobre as mudanças climáticas e a desautorização deliberada da ciência contribuíram para percepções errôneas sobre o consenso científico, assim como para incertezas, ignorância dos riscos e da urgência e para a discórdia”.

Grupos como a Climate Action Against Disinformation, governos como o da União Europeia (UE) e organizações globais como a ONU, a Organização Meteorológica Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre outras, trabalham para denunciar e combater a desinformação.

Muitos veículos de imprensa também direcionam recursos para a cobertura jornalística sobre o clima, a fim de desfazer mitos e mentiras sobre as questões ambientais.

Autor: Martin Kuebler

PARLAMENTARES TEMEM QUE OPERAÇÃO LESA PÁTRIA POSSA ATINGIR OUTROS DEPUTADOS

História por pereira  • IstoÉ

Por Walmor Parente, subeditor da Coluna

Parlamentares bolsonaristas não escondem o temor da Operação Lesa Pátria após a devassa – busca e apreensão –, na sexta-feira, 19, contra o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. Isso porque também trocaram mensagens – cujo teor só eles sabem – com acusados de terem atuado no quebra-quebra da Esplanada em 8 de janeiro. A operação está na 24ª fase e terá mais algumas pela frente.

Os deputados pressionam para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que não deu um pio até agora, se pronuncie e saia em defesa dos parlamentares da Casa. Em tempo: Lira sequer foi avisado sobre a operação pelo ministro Moraes. Em outra frente, a oposição pressiona Lira para colocar em pauta, na volta do recesso, a proposta que limita decisões monocráticas de ministros do STF.

Parlamentares bolsonaristas temem Lesa Pátria© Fornecido por IstoÉ

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...