terça-feira, 23 de janeiro de 2024

SUA MARCA TEM QUE TRANSMITIR ALGO E O PROPÓSITO DA EMPRESA PARA DEFINIR O SEU TRABALHO

 

INOVAÇÃO SEBRAE MINAS GERAIS

No mercado de hoje, os consumidores têm uma infinidade de opções na ponta dos dedos. Além disso, as pessoas estão mais próximas das marcas e sempre atentas às falhas e às características daquelas não compatíveis com as suas.

Se sua marca não representa algo, não defende uma causa ou tampouco você tenha clareza do motivo de ela existir, além de propiciar que você ganhe dinheiro, isso demonstra que você pode estar em apuros. É por isso que você precisa saber mais sobre propósito de marca.

Neste artigo, vamos explorar não apenas o que é o propósito de uma empresa, mas também como definir o seu e trabalhar para cumpri-lo.

O QUE É PROPÓSITO DE MARCA?

O propósito da marca é a razão para a marca existir além de possibilitar o ganho monetário. É o principal ou os principais motivos que levam as pessoas a trabalhar em torno dos objetivos da empresa.

Se você quer um propósito de marca realmente poderoso, ele precisa estar relacionado ao produto ou serviço em si. Por exemplo, caso atue no setor educacional, seu objetivo pode ajudar ativamente no aprendizado e na formação das crianças.

Um restaurante especializado em comida de alguma região também é um bom exemplo. Além de simplesmente oferecer refeições em troca de dinheiro, aquela empresa pode ter como propósito difundir a cultura, resgatar tradições e oferecer experiências típicas de certo lugar.

A IMPORTÂNCIA DO PROPÓSITO DE MARCA

O propósito da marca é importante porque mostra aos seus clientes que você não é identificado apenas por seus produtos, serviços ou campanhas publicitárias, isto é, essa visão extrapola. Você tem um objetivo que é maior do que apenas obter lucro.

Novos clientes são atraídos pela ideia de que seus gastos podem fazer mais do que apenas ajudá-los a adquirir bens e serviços – podem fazê-los sentir parte de um esforço maior. Assim sendo, criar o seu propósito geralmente faz a diferença não só para conquistar consumidores, mas para transmitir a eles o senso de que estão gastando com algo que importa e que combina com os próprios objetivos.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE VISÃO, MISSÃO E PROPÓSITO DE MARCA?

Na hora de fazer um planejamento estratégico, você provavelmente aprendeu a definir a Visão e a Missão de uma empresa. Outro ponto é que os valores de uma marca também são facilmente lembrados na hora de criar um negócio ou planejar o trabalho.

Mas e o propósito da marca? Onde entra nessa história? Vamos às diferenças entre cada um dos termos!

O propósito é o ‘por que’ você existe: a razão de ordem superior para ser uma marca ou empresa do que apenas ‘obter lucro’ ou ‘gerar valor para o acionista’.

Visão é ‘aonde’ você quer chegar: Este é o destino do que você quer que a marca ou a empresa seja no futuro (por exemplo, ‘Queremos ser o fornecedor líder mundial de X até 2030’).

Missão ou Missões da empresa são o ‘o que’ você deve fazer para chegar lá: podem ser iniciativas ou táticas específicas centradas no desenvolvimento de produtos, excelência operacional, estratégias de entrada no mercado ou comunicações de marca.

Os valores são o ‘como’ você gostaria de se comportar para alcançar o objetivo: Qual é a cultura organizacional de uma empresa ou organização? E quais são as qualidades ou o comportamento que valoriza: por exemplo, curiosidade, inclusão, diversidade de pensamento, etc.

COMO ENCONTRAR O PROPÓSITO DE MARCA

Se deseja definir seu propósito de marca ou criar um totalmente novo, você precisa ter certeza de que ele é autêntico, antes de mais nada.

Por exemplo, se o seu propósito centra-se na ética, é essencial que você demonstre integridade e credibilidade em todas as áreas do negócio – desde a contratação de pessoal até o fornecimento de material. Em um mundo no qual as notícias se tornam virais em questão de minutos, as empresas não podem se esconder dos escândalos e precisam minimizar esse risco, sendo genuínas.

ENTÃO, POR ONDE COMEÇAR O TRABALHO DE DEFINIR O PROPÓSITO DE MARCA?

A dica essencial é simples e direta. Veja o que o mundo precisa, o que seu cliente quer e o que você oferece. Seja honesto em relação à sua paixão como empresa, mas mantenha seu público-alvo e clientes em mente durante todo o processo. É uma ótima ideia aproveitar essa oportunidade para entender melhor, via pesquisa qualitativa, o que é importante para o seu cliente.

Além disso, não se esqueça do valor de sua equipe! Todos eles terão as próprias ideias sobre a marca e o que isso significa para eles.

Ao tentar descobrir o propósito da sua marca, pode ser tentador escolher um assunto popular como o “empoderamento feminino”, mas você precisa ser honesto sobre o que o inspira e partir daí.

Se o objetivo não corresponder ao seu produto ou serviço, ele não parecerá autêntico. Lembre-se: não precisa ser baseado em caridade, no desejo de mudar o mundo ou ser complexo demais.

Também é importante não entrar em pânico se você já tem um propósito de marca, mas percebeu que ele não combina com sua marca ou público. Basta mudá-lo! Os clientes esperam que as marcas cresçam e se modernizem, já que ter uma nova ideia é melhor do que continuar com uma inadequada.

COMO COMUNICAR O PROPÓSITO AO PÚBLICO?

Então, você decidiu o propósito da sua marca. Agora é hora de informar as pessoas sobre isso.

A maioria das marcas opta por não explicá-lo explicitamente, comunicando seu propósito de marca de forma que envolva e inspire o cliente, usando imagens e campanhas. Suas plataformas de comunicação de mídia, site e marketing impresso precisam ser consistentes e estar alinhadas buscando enviar a mesma mensagem.

Dependendo da sua estratégia e do tamanho do seu negócio, agora você pode começar a criar campanhas de marketing com base no seu objetivo. Slogans são uma ótima maneira de chamar a atenção das pessoas e mostrar a direção para qual você está indo.

Caso você represente uma empresa menor que não tem estrutura para criar grandes campanhas, o propósito da sua marca pode ser comunicado nas contas de mídia social e no ambiente do seu escritório.

Afora isso, lembre-se sempre de que ações valem mais do que palavras. Nesse caso, se definiu o seu propósito de forma honesta e verdadeira, você não terá problemas em mostrar no dia a dia do negócio a forma como ele é traduzido.

Já que estamos falando de propósito, que tal criar um Manual de Marca da sua empresa? Saiba como principais motivos que vão convencer você da importância de elaborar um manual de marca para o seu negócio.

NOSSA MARCA. NOSSO ESTILO!

NÓS DA VALEON COMPARTILHAMOS CONHECIMENTO PARA EXECUTARMOS COM SUCESSO NOSSA ESTRATÉGIA PARA REVOLUCIONAR O MODO DE FAZER PROPAGANDA DAS EMPRESAS DO VALE DO AÇO.

O desejo de mudar, de transformar, de acreditar, são fundamentais para irmos além. São agentes propulsores da realização de sonhos. Já o empreendedorismo está presente no DNA dos brasileiros e nossa história trouxa essa capacidade que temos de nos reinventar e de nos conectarmos com você internauta e empresários que são a nossa razão de existir.

E todos esses elementos combinados e levados ao território da internet, torna o que era bom ainda melhor. Na internet e através do Site da Valeon, podemos proporcionar o início do “virar de chaves” das empresas da região para incrementar as suas vendas.

Assim, com inovação e resiliência, fomos em busca das mudanças necessárias, testamos, erramos, adquirimos conhecimento, desenhamos estratégias que deram certo para atingirmos o sucesso, mas nada disso valeria se não pudéssemos compartilhar com vocês essa fórmula.

Portanto, cá estamos! Na Plataforma Comercial Marketplace da VALEON para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos e serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada dos nossos serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e público.

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.

 

O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas desse mercado e em especial viemos para ser mais um complemento na divulgação de suas Empresas e durante esses três anos de nosso funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia, inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina das empresas. Temos a missão de surpreender constantemente, antecipar tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.

 

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Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

O COMBATE À POBREZA ESTAGNOU APÓS A PANDEMIA DO COVID

 

História por Notas & Informações  • Jornal Estadão

Se 2022 foi de incerteza, 2023 se mostrou o ano da desigualdade. Assim começa o relatório no qual o Banco Mundial revisita o que foi o ano passado para o planeta em nove gráficos relacionados à pobreza, à dívida externa, ao crescimento econômico e às mudanças climáticas. É um documento sintético, objetivo e apropriado ao contexto de fóruns internacionais como o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos entre 15 e 19 de janeiro, ao olhar para múltiplas crises em curso, radiografar resultados sem ideologias e chamar a atenção para caminhos possíveis no enfrentamento de alguns dos nossos maiores problemas. E, pelo que afirma o Banco Mundial, a desigualdade é decididamente o maior deles no momento.

O diagnóstico é claro: o combate à pobreza estagnou. Na fatia dos mais pobres entre os pobres do mundo, 2023 chegou ao fim com algo em torno de 700 milhões de pessoas sobrevivendo com menos de US$ 2,15 (R$ 10,50) por dia. Esse número era 40% menor em 2010. Os dados mostram que os efeitos da pandemia de covid-19 ainda são sentidos, especialmente entre os países de baixíssima renda. Progressos anteriores foram neutralizados pelo “enorme revés da pandemia de covid-19, que trouxe consigo não somente perda de vidas e devastação, mas também maior investida de choques e crises” – em outras palavras, a batalha tornou-se mais dura por causa das ameaças trazidas pelas mudanças climáticas, por conflitos, violência e insegurança alimentar, chagas que dificultam a recuperação das economias.

O documento fala numa sucessão de tragédias ao longo do ano que tisnaram a economia e a vida nesses países – e não apenas conflitos como a invasão russa na Ucrânia ou eventos extremos no clima, mas inflação mais elevada, taxas de juros mais altas, redução do investimento, crescimento insuficiente e elevação da dívida externa das nações mais pobres. Trata-se de um cenário sombrio, sobretudo quando se constata que, embora as disparidades tenham aumentado na maioria dos lugares, os últimos anos haviam assistido à redução das desigualdades entre os países – fruto do crescimento acelerado na faixa média da distribuição global da renda e entre os chamados super-ricos, aqueles que estão no topo da pirâmide global. O crescimento de pessoas de renda relativamente baixa dos países mais pobres e pessoas muito ricas dos países mais ricos se somou a uma espécie de estagnação das classes médias tradicionais na Europa, na América do Norte e na América Latina.

E o freio chegou. Com a pandemia e suas sequelas, a multiplicidade de crises planetárias e uma soma extensa e intensa de problemas de governança global, o fato é que a desigualdade entre os países cresceu mais rapidamente no mundo pós-covid-19 do que em qualquer outro momento desde a 2.ª Guerra Mundial. Num planeta em que os destinos dos países estão interligados, a desigualdade entre eles é um problema central na concertação entre as nações e seu futuro. Os efeitos destrutivos são evidentes: a corrosão da confiança, o enfraquecimento do multilateralismo, o abalo em políticas de cooperação e o aumento dos conflitos internacionais estão entre eles. Desigualdades profundas também costumam funcionar como um terreno fértil para saídas populistas e autoritárias.

Muito mais útil do que os habituais relatórios que põem o dedo em riste contra superbilionários é observar saídas para a geração de renda e oportunidade. O próprio documento do Banco Mundial reforça tal ponto, ao destacar que 2,4 bilhões de mulheres em todo o planeta têm menos direitos que os homens para o exercício de funções para as quais elas são igualmente qualificadas. É um exemplo, mas não faltam outros. Problemas de acesso desigual à saúde, à educação e a serviços de qualidade nas cidades também já foram apontados em outros documentos, do Banco Mundial e de outras instituições, como fatores fundamentais para pensar a desigualdade. Diferentemente do que tentam difundir os mais barulhentos porta-vozes contra a riqueza e a economia de mercado, a desigualdade é um problema que vai muito além da renda.

LULA CONTINUA INSATISFEITO COM A ATUAÇÃO DOS MILITARES NA TERRA DOS YANOMAMIS

 

Queixas citam falta de empenho e suspeita de boicote; OUTRO LADO: ministra dos Povos Indígenas diz que contrato extra de aeronaves ampliará capacidade logística

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Apesar do reconhecimento das ações das Forças Armadas na desintrusão do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, a insatisfação com a atuação dos militares no local que existia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) persiste no primeiro ano da atual gestão Lula (PT).

Documentos obtidos pela Folha e relatos de pessoas que atuam na região apontam para omissão e falta de empenho, além de desconfiança de boicote.

Quem atua na região há anos afirma, sob reserva, que a falta de empenho das Forças Armadas durante o governo Bolsonaro foi fundamental para o crescimento do garimpo no território. Essas pessoas afirmam ver uma melhora na interlocução sob Lula, mas dizem que as dificuldades persistem.

Três motivos específicos são citados por diversos envolvidos na operação para essa avaliação: a negativa de suporte por falta de verba, a necessidade súbita de manutenção das aeronaves e o problema com o chamado corte do motor.

Esse é o nome dado para quando, após um pouso, o motor do helicóptero é desligado para poupar combustível e depois é religado.

Agentes reclamam, por exemplo, de que chegaram a fazer operações de repressão ao garimpo ilegal no ano passado planejadas para durar o dia inteiro, mas que, já com a ação em andamento, eram avisados pelos militares de que a aeronave não poderia ser desligada. Assim, a atividade teve que durar muito menos tempo.

“Não foi possível realizar a destruição do acampamento, diante do pouco tempo disponibilizado para atuação da equipe em solo, em razão da autonomia da aeronave H36, que não pode cortar o funcionamento do motor”, diz um relatório interno da operação, de março de 2023, obtido pela Folha.

Também sob anonimato, integrantes das Forças Armadas que atuam na região explicam que isso acontece porque os protocolos militares são muito mais rígidos que, por exemplo, os de Polícia Federal (PF), Força Nacional, Funai (Fundação dos Povos Indígenas) ou Ibama.

O problema da manutenção súbita dos helicópteros surge em relatórios dos últimos anos das operações na TI Yanomami.

Em 2021, uma ação para destruição de garimpos foi abortada porque um helicóptero Black Hawk “deu pane no meio do caminho” para Boa Vista e foi para o conserto.

A aeronave ficou disponível no dia seguinte, mas três dias depois, novamente “se encontrava em manutenção em Boa Vista/RR, não sendo possível operar”.

Relatórios citam também operações “parcialmente executadas” ou adiadas por aeronaves com problemas orçamentários das Forças Armadas.

“[Os recursos] foram esgotados […] não havendo previsão de novo aporte orçamentário”, diz a Defesa em ofício de 2023, sobre a entrega de alimentos.

Pessoas envolvidas nas ações questionam a necessidade de novos aportes, já que é atribuição das Forças Armadas o controle das fronteiras e a TI Yanomami fica na divisa com a Venezuela –só em 2023, foram R$ 300 milhões em crédito extra para a Defesa atuar na operação.

Os militares ainda proíbem qualquer aeronave não autorizada de sobrevoar o território indígena, mas mesmo assim o garimpo sobrevive graças ao apoio de aviões ilegais.

“A gente acompanhou de perto a situação no governo Bolsonaro, uma omissão proposital, um plano de não combater o garimpo. Eles não conseguiam ver o garimpo ou a circulação de aeronaves ilegais como algo que afrontasse a soberania nacional”, afirma Ivo Makuxi, assessor jurídico do Conselho Indígena de Roraima.

“No atual governo, mudou o diálogo, mas a gente ainda vê certa intenção dos militares em boicotar essas operações”, diz. “Os militares não estão na Terra Indígena há mais de 30 anos? Há mais de 30 anos o massacre yanomami acontece. Como os militares não viram?”

Neste domingo (21), a Hutukara Associação Yanomami divulgou nota em que relata ter pedido por email a órgãos do governo federal, desde 18 de dezembro, autorização para voos de monitoramento neste mês, mas que não houve resposta da Aeronáutica.

De acordo com a entidade, os voos serviriam para verificar a situação das áreas afetadas pelo garimpo ilegal após diferentes alertas feitos por comunidades indígenas. Segundo o Estado-Maior da Aeronáutica, a solicitação deu entrada no sistema em 4 de janeiro e estava sendo tratada na subchefia.

“Sem reposta do pedido de autorização para os sobrevoos, a Hutukara teve que cancelar o trabalho que agora está sem previsão para acontecer”, afirma a associação.

Procurada, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que conta com os militares para o sucesso da operação Yanomami, o que inclui não só a desintrusão do garimpo, mas também a recuperação cultural e alimentar dos indígenas, com a reconstrução das roças e a descontaminação dos rios.

“A gente dependeu muito da Defesa para este apoio logístico, para as equipes chegarem, para a entrega de materiais, cestas, mas mesmo assim não foi suficiente”, afirma Guajajara à Folha.

Ela lembra que agora o governo destinou mais R$ 1,2 bilhão para a atividade. “Iremos implementar um contrato extra de aeronaves para aumentar essa capacidade logística.”

Em maio deste ano, o MPF afirmou que “informações preliminares” indicavam que o apoio logístico da Defesa era “limitado ao transporte aéreo, moroso no atendimento das solicitações dos agentes em atuação de campo e insuficiente no tocante ao escopo da operação, impedindo a expansão das ações de repressão ao garimpo”.

“Tal prática já fora identificada em anos anteriores pelo MPF como uma das principais causas para o sistemático descumprimento de ordens judiciais para repressão a invasores do território indígena”, completava o documento.

Procurada, a Defesa não respondeu.

Como mostrou a Folha, relatórios mostram que a falta de empenho das Forças Armadas encalhou 34 mil cestas básicas que deveriam ter sido entregues aos indígenas em Roraima.

Ao mesmo tempo, o fechamento do espaço aéreo no território pela FAB (Força Aérea Brasileira) nunca conseguiu inibir o ir e vir de aeronaves ilegais dos garimpeiros, inclusive vindas da Venezuela.

Durante o governo Bolsonaro, o garimpo ilegal explodiu no território, causando o surto de malária, a contaminação dos rios por mercúrio e alastrando a desnutrição pelos indígenas.

A Folha mostrou que a gestão Lula herdou de seu antecessor instalações de saúde com remédios vencidos, seringas orais reutilizadas indevidamente e fezes espalhadas em unidades de atendimento, com desvio de comida e de medicamentos.

Em 20 de janeiro de 2023, foi decretado estado de emergência sanitária e determinado o início de uma operação não só para desintrusão dos garimpeiros, mas para recuperação da saúde dos povos –um ano depois, porém, a missão ainda não expulsou totalmente os invasores e os indígenas ainda convivem com a desnutrição.

Os militares têm dois batalhões dentro da terra indígena para monitorar a fronteira com a Venezuela, mas mesmo assim enormes garimpos foram criados próximos destas unidades.

NOVA POLÍTICA VELHA É UMA REPETIÇÃO DE UM MODELO PETISTA DO PASSADO QUE NÃO TROUXE BONS RESULTADOS

 

História por RENATO MACHADO  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo) criticou a nova política industrial do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , argumentando que é baseada na repetição de um modelo petista do passado que não trouxe bons resultados.

O presidente da frente, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), a chamou de “nova política velha”.

O governo federal, por sua vez, saiu em defesa do plano e afirmou que a nova política foi elaborada após constante diálogo com o setor produtivo e que segue as experiências mais modernas para impulsionar as indústrias nacionais, citando o exemplo dos Estados Unidos e da União Europeia. Diz ainda que a implementação da nova política vai resultar em melhora na vida da população, mais empregos e maior competitividade da indústria nacional.

Reportagem da Folha antecipou neste sábado (20) o conteúdo do Nova Indústria Brasil, plano do governo para impulsionar o setor industrial pelos próximos dez anos que será apresentado oficialmente na próxima segunda-feira (22), em evento no Palácio do Planalto.

O texto traça metas e diretrizes até 2033 a partir de seis missões, ligadas aos seguintes setores: agroindústria; complexo industrial de saúde; infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade; transformação digital; bioeconomia; e tecnologia de defesa.

O documento de 102 páginas coloca o poder público como indutor central do desenvolvimento da indústria, com o uso de linhas de crédito, subsídio e exigências de conteúdo local para fomentar empresas nacionais.

Essas políticas já haviam sido empregadas em outros governos petistas, sendo alvo de críticas de economistas.

A crítica agora ganha um novo contorno, considerando o esforço da equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para evitar déficits orçamentários e manter as contas dentro das regras fiscais. Além disso, a equipe econômica lança novas frentes para buscar aumentar a arrecadação.

Passarinho afirmou que o plano apresenta uma “grande contradição”, considerando as posições da equipe econômica na direção de aumentar a arrecadação federal.

“É uma nova política industrial velha ou uma velha nova política industrial. Tudo isso já tentaram lá trás, e não deu certo”, afirmou o presidente da frente parlamentar.

“Tudo nessa política é fomento público, é financiamento público, seja BNDES, sejam outros bancos públicos. Na minha opinião particular, há uma contradição, porque o governo diz que precisa de dinheiro, quer arrecadar, arrecadar, arrecadar, quer cobrar mais impostos das indústrias e ao mesmo tempo quer dar financiamento para elas. É melhor tirar a carga tributária, e aí não precisa dar incentivo para nada”, disse.

Por outro lado, Passarinho ressaltou as medidas para fomentar as empresas brasileiras, em particular na questão da exportação, mas rechaça outro ponto, que busca financiar empresas brasileiras para atuarem no exterior –o governo Lula encaminhou projeto de lei ao Congresso nesse sentido. O deputado afirmou que, nesses casos, os empregos e impostos serão levados para o exterior, com poucos benefícios internos.

O governo Lula, por sua vez, disse que a nova política industrial atende as diretrizes internas e é resultado do diálogo com representantes do setor produtivo, trabalhadores e agentes da administração federal.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que o objetivo é implementar um projeto de neoindustrialização com uma indústria “sustentável, forte e inovadora”.

“Baseada em práticas internacionais, a nova política industrial representará melhora na vida das pessoas, aumento da competitividade e da produtividade, mais empregos, inovação e presença no mercado internacional”, afirmou a pasta, em nota.

Na mesma linha, o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do BNDES, José Luís Gordon, afirmou que a nova política industrial está “ancorada no que existe de mais moderno” para estimular e apoiar o setor empresarial.

Ele também rebateu as críticas sobre o papel central do poder público na nova política industrial, afirmando que esse modelo é o adotado por outros países desenvolvidos.

“O papel do Estado é fundamental para esse processo, como tem sido feito nos EUA com o inflacionário reduction act com mais de 390 bilhões de dólares ou o next generation da União Europeia com mais de 800 bilhões de euros”, afirma.

“Por fim, a política tem as agendas de inovação, digital e verde como prioridades que procuram estimular o setor industrial a se tornar mais competitivo e ganhar escala global”, disse.

Segundo o documento da nova política industrial, as empresas nacionais vão ser contempladas com duas iniciativas, linhas de crédito com condições favoráveis, para que possam assumir serviços e obras do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e também contratos com compras governamentais.

Entre os instrumentos de contratações públicas para alavancar o desenvolvimento industrial do país, o documento aponta que a Comissão Interministerial de Inovações e Aquisições do Novo PAC irá definir os setores em que se poderá exigir a aquisição de produtos manufaturados e serviços nacionais.

O plano fala que a exigência de conteúdo local no âmbito do Novo PAC será implementada em etapas, “ampliando progressivamente o rol de produtos e serviços sujeitos aos requisitos”, mas o documento não detalha os patamares de partida nem o ritmo de aumento desses requisitos.

O governo também poderá lançar mão de margens de preferência para produtos manufaturados e serviços nacionais. Isso significa que determinados bens e serviços locais terão a preferência de compra pelo poder público, mesmo que seu preço supere o de itens importados concorrentes até um percentual previamente definido.

O economista Lucas Borges, membro do comitê do Insper, afirmou que o plano acerta ao oferecer crédito e subsídios para as empresas nacionais, em particular tendo em vista o mercado exterior. Acrescentou que o Brasil possui vantagem competitiva em diversas áreas, sobretudo em relação aos vizinhos na América Latina, que merecem ser exploradas.

“Se a gente parar para pensar em política industrial, tem essa questão de tentar aproveitar ao máximo as coisas daqui, flertando com os países vizinhos. A gente tem muita vantagem competitiva e nesse sentido eu vejo com bons olhos você tentar [fomentar as empresas exportadoras]”, afirmou o economista, acrescentando que isso iria reverter uma tendência, considerando que o governo Bolsonaro dificultou linhas de crédito para fortalecer as empresas internacionalmente.

INICIATIVAS DO PLANO NOVA INDÚSTRIA BRASIL

Principais instrumentos:

Empréstimos, subvenções, créditos tributários, participação acionária, requisitos de conteúdo local, comércio exterior, margem de preferência, transferência de tecnologia, propriedade intelectual, regulação, encomendas tecnológicas, compras governamentais e investimento público.

Missão 1

Cadeias agroindustriais

Metas para 2033: Aumentar a participação do setor agroindustrial no PIB agropecuário para 50%.

Prioridades em financiamento (exemplos): fertilizantes e defensivos, além de produtos com nanotecnologia e biotecnologia.

Regulação: Racionalizar taxas portuárias e aprimorar sistema de garantias.

Missão 2

Saúde

Meta para 2033: Produzir, no país, 70% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e outros insumos e tecnologias em saúde.

Prioridades em financiamento (exemplos): medicamentos e Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) inovadores.

Regulação (exemplos): isonomia tributária nas compras governamentais, instituir regras para a racionalização do custo regulatório, reforma da Lei do Bem e regulação sanitária.

Contratações públicas: Novo PAC Saúde -R$ 30 bilhões até 2026.

Missão 3

Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade

Meta para 2033: Reduzir o tempo de deslocamento de casa para o trabalho em 20%.

Prioridades em financiamento (exemplos): tecnologias de diminuição das emissões de carbono em transporte, aviação do futuro e desenvolvimento de sistemas de propulsão a biocombustíveis, elétrica, híbrida e demais combustíveis alternativos.

Regulação (exemplos): racionalizar os encargos setoriais sobre energia elétrica, retomada das exportações de serviços, aprimoramento dos incentivos no mercado de capitais; reduzir custo de financiamento em infraestrutura e apoio estatal à exportação.

Contratações públicas: calculadora de pegada de carbono para obras públicas.

Missão 4

Transformação digital da indústria

Meta para 2023: Transformar digitalmente 90% das empresas industriais brasileiras, assegurando que a participação da produção nacional triplique nos segmentos de novas tecnologias.

Prioridades em financiamento: semicondutores, IA generativa, robótica avançada, IA generativa.

Missão 5

Bioeconomia, descarbonização e transição energética

Metas para 2033 (exemplos): Promover a indústria verde, reduzindo em 30% a emissão de gás carbônico na indústria e ampliando em 50% a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes.

Prioridades em financiamento: soluções tecnológicas para redução de emissões, desenvolvimento de biocombustíveis do futuro e geração de energias renováveis.

Regulação: aperfeiçoamento da regulação de logística reversa e harmonização entre as legislações dos entes federativos.

Contratações públicas: Energia solar em obras do Minha Casa Minha Vida; painéis fotovoltaicos e aerogeradores com conteúdo local e margem de preferência no Novo PAC.

Missão 6

Soberania e defesa nacionais

Meta para 2033: Obter autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas para a defesa.

Prioridades em financiamento: projetos de conteúdo tecnológico encaminhados por Empresas Estratégicas de Defesa.

Regulação: Reforma da Lei do Bem, implementação do novo Sistema de Apoio Oficial à Exportação.

APÓS GRANDES INVESTIGAÇÕES CONTRA O BOLSONARO PF PRETENDE PRENDÊ-LO

 

História por CdB  • Correio do Brasil

A investigação já teria alcançado documentos que comprovam a inserção e exclusão de dados no sistema do Ministério da Saúde e mostram que essas manipulações eram do pleno conhecimento de Bolsonaro. 

Por Redação – de Brasília

A Polícia Federal (PF) está prestes a concluir as investigações que pesam contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com base na delação de seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid. Fontes da corporação disseram ao canal norte-americano de TV CNN Brasil que a etapa mais avançada até o momento trata da fraude no cartão de vacinas de Bolsonaro, amigos e familiares.

O tenente-coronel Mauro Cid cumpria as ordens do então mandatário neofascista Jair Bolsonaro© Fornecido por Correio do Brasil

A investigação já teria alcançado documentos que comprovam a inserção e exclusão de dados no sistema do Ministério da Saúde e mostram que essas manipulações eram do pleno conhecimento de Bolsonaro.

A possibilidade de prisão do ex-mandatário neofascista, na PF, é tratada com normalidade pelos agentes envolvidos na investigação. Outra fonte policial destacou que, caso a equipe identifique envolvimento em crimes, as prisões serão efetuadas conforme os critérios legais, sem privilégios ou impunidade.

COMENTÁRIO: Delação Premiada vale contra o Bolsonaro e contra os petistas não vale. Cartão de Vacina tem algum valor Jurídico ou para qualquer outra coisa?

— Se a equipe investigativa identificar que Jair, José, Maria, João tem envolvimento em crimes, eles vão ser presos. Qualquer investigado, se tiver provas e se enquadrar nos critérios das prisões vai ser preso — garantiu.

Delação

Apesar da atenção da mídia sobre o caso, a delação de Mauro Cid ainda não foi divulgada na íntegra, o que tem sido utilizado pela defesa de Bolsonaro como motivo para desacreditar as informações já divulgadas. As informações mantidas em sigilo, entretanto, teriam gerado efeitos significativos.

A colaboração de Cid abrange diversos aspectos, incluindo a tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro; o desvio de joias e até a fraude no cartão de vacinas.

GERAÇÃO NEN-NEM EXISTE POR FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS

parceria com Unicef e OIT pode ajudar

Países reduzem taxa de jovens nem-nem enquanto Brasil mantém índice há dez anos; entenda por quê

Por 13º Curso Estadão de Jornalismo Econômico – Jornal Estadão

Afalta de políticas públicas específicas para jovens de 15 a 29 que não estudam nem trabalham contribuiu para que o problema se tornasse crônico no País. Atualmente, 10,9 milhões de pessoas, o equivalente a 22,3% da população dessa faixa etária, se encontram na condição de dupla inatividade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os novos dados em 6 de dezembro e, poucos dias depois, foi anunciado o Pacto Nacional pela Inclusão da Juventude, que promete trazer foco para os nem-nem brasileiros.

Até então, o grupo era tratado como parte de outras ações do governo. A apuração do Estadão/Broadcast identificou ainda que iniciativas específicas também andavam a passos lentos no Legislativo, em diferentes comissões. “Existem vários projetos que tratam do componente da assistência psicológica e social, entre outros. Mas, no tocante aos nem-nem, ainda há uma deficiência nas propostas”, afirmou o presidente da Comissão de Trabalho na Câmara dos Deputados, Airton Faleiro (PT).

ETHIENY KAREN PEREIRA FERREIRA/ESTADÃO

Secretária Nacional da Política de Cuidados e Família do Ministério do Desenvolvimento Social, Laís Abramo também havia apontado para a ausência de programas voltados a essa parcela da população. “Estão sendo desenvolvidas políticas de inclusão socioeconômica, qualificação profissional e estímulo à inclusão no mercado de trabalho, mas não são medidas especificamente para os jovens nem-nem, apesar de os incluírem.”

Criado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), juntamente com o governo federal, o Pacto pela Inclusão da Juventude é o início para a construção de uma política voltada a esses jovens, segundo Gustavo Heidrick Oliveira, oficial do Unicef no Brasil para a iniciativa Generation Unlimited.

“Realmente, há muitos anos o Brasil não tem uma política (para a reinserção dos nem-nem) e o Pacto é o primeiro movimento para termos”, diz Oliveira. “A ideia é resgatar esses jovens com formação profissional, retorno à escola e oportunidades de trabalho e renda.”

A iniciativa delineia compromissos para poder público, empresas, organizações de trabalhadores e fundações que atuam com jovens. Em seu documento oficial, o Pacto prioriza o compromisso com a criação de políticas flexíveis de emprego, em que o jovem possa estudar e trabalhar, e destaca a importância de combater a informalidade. As ações são propostas por meio da articulação de áreas como educação, saúde e assistência social, além do incentivo ao empreendedorismo juvenil.

“Realmente, há muitos anos o Brasil não tem uma política (para a reinserção dos nem-nem) e o Pacto é o primeiro movimento para termos”

Gustavo Heidrick Oliveira

oficial do Unicef no Brasil para a iniciativa Generation Unlimited

Os atuais programas de emprego para a juventude no País encontram algumas ineficiências que o Pacto busca combater. “Muitos jovens que passam pelo programa de aprendiz acabam indo para funções menores e não constroem um caminho de desenvolvimento múltiplo”, aponta Oliveira. “Há um desafio do acesso, mas também um desafio enorme na qualidade da oportunidade. Infelizmente, algumas empresas apenas cumprem a cota de 5% a 15% de jovens aprendizes, determinada por lei.”

As metas impostas pelo Pacto são baseadas em acordos internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, e na Agenda de Trabalho Decente para a Juventude, construída de forma conjunta pelo governo, pelas empresas e pelos representantes dos trabalhadores no Brasil em 2011. No entanto, os mecanismos de acompanhamento que permitiram mensurar o cumprimento das metas ainda estão sendo elaborados.

Diferentemente do Pacto, as medidas governamentais que existem hoje ajudam apenas de forma indireta a população nem-nem. Além disso, os esforços do governo focam em mitigar o aumento dos jovens em dupla inatividade no futuro e não em mudar a realidade daqueles que atualmente já se encontram nessa situação.

Quando questionado sobre uma ação direta e específica para resgatar os brasileiros que atualmente são nem-nem, o deputado Airton Faleiro levantou a possibilidade de, no futuro, criar uma comissão temática. “Ainda não existem medidas concretas na Comissão do Trabalho. Estamos pesquisando para criar o corpus da comissão temática.”

Projetos estaduais e iniciativas privadas até o momento têm prestado auxílio aos jovens nem-nem com programas que contemplam o estudo continuado e dando oportunidades para vagas de trabalho. Também indicam caminhos para o empreendedorismo e garantem mentorias e acompanhamento psicológico.

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QUAIS SERIAM AS SOLUÇÕES? ESPECIALISTAS RESPONDEM

A população nem-nem no Brasil tem características que revelam problemas antigos. No geral, quem não estuda nem trabalha são jovens em diferentes situações de vulnerabilidade, como econômica, familiar ou de saúde. Para atuar no cerne do problema, seriam necessárias políticas públicas multidisciplinares, como defende a presidente da Comissão das Mulheres, Lêda Borges.

De acordo com a ela, as políticas públicas para os nem-nem deveriam ter um olhar global. “Não adianta apenas construir escolas mais modernas, não é isso que os afasta da escola, mas sim a vulnerabilidade. É necessário projetos de lei em várias frentes, trabalho, escola, saúde e assistência social, com bolsa de estudo e programas de incentivo.”

A psicóloga e superintendente do Itaú Educação e Trabalho, Ana Inoue, concorda que há uma carência de ações governamentais no Brasil. “É crucial a implementação de políticas públicas, visto que, embora o ensino médio seja responsabilidade do Estado, os jovens nem-nem são um problema do governo federal.” De acordo com a especialista, muitas vezes, há a ideia equivocada de que são jovens desocupados e desinteressados. “No entanto, trata-se de um grupo de pessoas que enfrenta dificuldades em dar continuidade ao seu desenvolvimento.”

“É crucial a implementação de políticas públicas, visto que, embora o ensino médio seja responsabilidade do Estado, os jovens nem-nem são um problema do governo federal”

Ana Inoue

psicóloga e superintendente do Itaú Educação e Trabalho

O vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, Ewerton Fulini, aponta a necessidade de combater a evasão escolar. “É preciso criar modelos de políticas públicas que façam busca ativa de alunos e que tornem a escola mais atraente”, diz.

Além de um estudo com mais qualidade e voltado para a inserção no mercado de trabalho, desenvolver competências socioemocionais pode ser útil para que os nem-nem obtenham sucesso na vida acadêmica e profissional. Fulini ressalta que é importante pensar ainda na esfera emocional e na saúde mental dos estudantes. “Muitas vezes, o jovem tem acesso ao emprego, mas o comportamento faz com que ele seja demitido.”


NEM-NEM COM RESPONSABILIDADES FAMILIARES

De acordo com especialistas, é preciso levar em consideração a diferença entre os gêneros na hora de pensar em soluções e em políticas públicas para resgate de pessoas que estão sem trabalho e sem estudo no Brasil. Segundo dados divulgados no início de dezembro pelo IBGE, 63,4% da população nem-nem de 15 a 29 anos é formada por mulheres.

“Se você se debruçar sobre os dados, é possível entender que há um enorme viés de gênero (na questão dos nem-nem). Os homens que não trabalham ou estudam têm características completamente diferentes das mulheres”, afirma a especialista em participação feminina no mercado de trabalho Simone Wajnman. “Há um porcentual mínimo de homens que não estão trabalhando ou estudando para cuidar de alguém ou das tarefas domésticas. Enquanto a grande maioria das mulheres têm de lidar com essas tarefas”, diz Simone.

Para trazer perspectiva de futuro para as meninas, a especialista acredita que a solução está em propiciar uma atenção integral. “Precisa-se de creche, pré-escola, escola de tempo integral. Isso resolve duas pontas do mesmo problema, a da primeira infância com um atendimento exemplar e educação, e libera as mães, ou a pessoa responsável pelo cuidado.”

Simone apoia a implementação de políticas de capacitação para meninas, incentivando-as a seguir profissões mais valorizadas e desassociando a imagem feminina exclusivamente desses papéis domésticos. “Não há problema em ter uma parcela da população dedicada ao cuidado, mas não é justo que majoritariamente as meninas sejam responsáveis por essa função. E isso não deveria ser visto como um trabalho de baixo valor”, destaca.

Segundo a especialista, apenas garantir postos de trabalho não resolve completamente o problema. O caminho envolve, na opinião de Simonte, a implementação de políticas ativas e multissetoriais, combinadas com uma abordagem mais abrangente para evitar a recorrência do problema, e esse papel recai sobre o governo.


Com reportagem de:Ana Luiza Antunes, Be Nogueira, Fellipe Gualberto, Geovani Bucci e Iraci Falavina


Cresce número de jovens nem-nem com ensino médio completo

Quase metade do grupo dos que estão inativos, ou 5,5 milhões de pessoas, atingiu esse nível de escolaridade; especialistas apontam problemas na educação e na qualidade das vagas

ETHIENY KAREN PEREIRA FERREIRA/ESTADÃO

O número de jovens que não estudam e nem trabalham, mas têm ensino médio completo, cresceu quase dez pontos porcentuais entre 2015 e 2022, alcançando 5,5 milhões de pessoas, conforme mostra levantamento feito pelo Estadão/Broadcast com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. A situação, apontam especialistas, pode estar associada ao fato de que o aumento da escolarização não acompanha o ritmo das transformações nas demandas do mercado de trabalho no Brasil.

De acordo com os dados coletados pela reportagem, mais de 50% da população nem-nem entre 15 e 29 anos atingiu esse nível de escolaridade. Em 2015, esse grupo correspondia a 40%.

Sociólogo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Alexandre Fraga explica que essa disparidade ocorre pelo descompasso entre o desenvolvimento econômico do País e a evolução do sistema educacional. “O Brasil tem essa promessa de escolarização como forma de se inserir no mercado de trabalho e há pesquisas que mostram isso, mas o mercado não absorve pessoas apenas com diploma.”

Há inúmeras exigências por qualificações complexas no processo de inserção profissional, conforme diz Fraga, especialmente para aqueles com ensino médio completo. “É um looping infinito. O mercado quer diferencial profissional, mas não oferece oportunidade para que os jovens adquiram essa experiência prática”, relata o sociólogo. “Então, não tem como ele ser absorvido pelo mercado, mesmo com ensino médio completo. É um grande dilema.”

“Eu até passo nas primeiras fases, mas nunca cheguei a ser aceito. Não estou fazendo nada atualmente”

Daniel Ramos

pernambucano de 23 anos

É o que vem acontecendo com o pernambucano Daniel Ramos, de 23 anos, que tenta entrar no mercado de trabalho desde que terminou o ensino médio, em 2017. Morador de Petrolina (PE), o jovem chegou a fazer ao menos dez entrevistas de emprego nos últimos meses, mas teve a entrada no mercado negada por não apresentar experiência profissional.

“Estou procurando emprego para ajudar com as dívidas de casa. Todos os dias verifico sites na internet e envio meu currículo”, conta o jovem. “Eu até passo nas primeiras fases, mas nunca cheguei a ser aceito. Não estou fazendo nada atualmente.” O pernambucano iniciou a faculdade de ciências da computação logo que saiu da escola, mas trancou o curso no início da pandemia.

Sociólogo e coordenador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic) na Universidade de São Paulo (USP), Ruy Braga enfatiza um desequilíbrio que considera preocupante na equação educacional, causado pela dualidade entre a formação dos jovens e a escassez de vagas disponíveis para absorver esse grupo. Para ele, os números traduzem, ainda, a baixa qualidade do emprego no País.

50%
É o porcentual de nem-nem com ensino médio completo

Braga explica que, com a crise econômica de 2015, muitos postos de trabalho foram fechados. Quando o cenário voltou a melhorar, a situação já era outra. As vagas que surgiram pagavam menos e tinham jornadas maiores. Além disso, as oportunidades com carteira assinada caíram e algumas extinguiram a representação sindical. “Quando você tem essa reciclagem, a taxa de ocupação não é afetada. Mas a qualidade do emprego muda muito.”

As ofertas mal remuneradas e de baixa qualidade também afetam os jovens mais escolarizados e, em decorrência dessa situação, eles acabam por entrar no mercado informal, como aponta Enid Rocha, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Em um contexto em que a demanda por profissionais qualificados é crescente, muitos jovens se deparam com oportunidades de trabalho que não condizem com suas expectativas”, afirma a pesquisadora. “Os empregos de baixa qualidade são pouco atrativos para os mais escolarizados.”


DESESTÍMULO LEVA JOVENS A BUSCAR VAGA FORA DO PAÍS

Parte do desestímulo do paulista Francisco Machado, de 22 anos, é fruto desse perfil menos atraente de vagas, segundo ele. “Juntar dinheiro no Brasil é difícil porque você vai se matar de trabalhar para ganhar R$ 1.200 ou R$ 1.500. Isso não compensa para mim”, diz Francisco. Ele chegou a cursar dois semestres de um curso superior de Cinema, mas diz não ter se adaptado à grade curricular. As instituições de ensino, para o jovem, têm modelos engessados demais.

Francisco resolveu buscar em outro país a sua primeira oportunidade de emprego formal. Mas também tem enfrentado dificuldade de se inserir no mercado de trabalho em Valência, na Espanha, pela falta de experiência.

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Também foi do outro lado do Atlântico que o casal Cadmiel Santos e Ananda Gnat decidiu tentar uma vida melhor. O fato de a esposa, que tem cidadania alemã, ter se mudado grávida para o país europeu possibilitou que a família conseguisse auxílios do governo para se manter.

“Abraçamos a oportunidade de morar fora do país junto com a família da minha esposa. Não foi pelo auxílio, porque no início não sabíamos se íamos ter direito”, relata Cadmiel. Atualmente, ele recebe o Soziale Wohnhilfe, um auxílio de acomodação social. Ananda é beneficiária do Bürgergeld, um auxílio para jovens, e seu filho tem direito ao Kindergeld, voltado a crianças. Para conseguir o apoio, Cadmiel precisou se matricular em um curso de cidadania e de língua alemã.

No total, o valor dos auxílios é de € 1.250 euros (cerca de R$ 6.625). Além da ajuda financeira, o governo garante moradia. No Brasil, Cadmiel cursava Biologia na Universidade Federal de São Francisco, em Petrolina (PE), e ganhava R$ 1.100, um salário-mínimo da época, como vendedor.


TRANSIÇÃO DA ESCOLA PARA O EMPREGO

Para o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância no Brasil (Unicef), Gustavo Heidrick Oliveira, o ensino médio brasileiro é bastante tradicional. Na opinião dele, mesmo com as mudanças propostas seria necessário evoluir para ter uma escola mais alinhada aos interesses dos alunos. Oliveira aponta, ainda, a falta de uma preparação adequada, capaz de ajudar os jovens na transição da vida escolar para o mercado de trabalho.

Irys Bheatriz, de 21, vive essa realidade. Há três anos ela concluiu o ensino médio em uma escola pública de Juazeiro, na Bahia, e agora vive a pressão familiar para encontrar um emprego. A jovem afirma que são poucas as oportunidades ofertadas pelas empresas para quem está chegando ao mercado de trabalho e sem privilégios.

8%
Dos jovens que não estudam nem trabalham pertencem às classes sociais mais favorecidas

Escolher estudar, por enquanto, também não é uma opção. Ela conta que, assim como os amigos, se sente desestimulada pela competição por vagas nas universidades. Por isso, nunca prestou vestibular. Os pais e avós dela abandonaram os estudos.

Irys conta que a necessidade de ajudar na renda da casa fez com que muitos colegas fossem parar em atividades com baixa remuneração, como trabalho doméstico, garimpo e reciclagem. “Hoje em dia, o jovem de baixa renda é pouco visto até mesmo nos cargos pequenos. Não há oportunidades, a não ser que tenha experiência em currículo”, conta Irys, que sonha em um dia cursar psicologia.

Essa desigualdade é evidenciada por dados levantados na reportagem. Menos de 8% dos jovens em situação de não estudar e não trabalhar pertencem às classes sociais mais altas, enquanto a grande maioria está distribuída nos estratos sociais menos favorecidos. Neste último grupo, menos de 10% teve acesso ao ensino superior. No entanto, entre os poucos jovens nem-nem das classes mais altas, ao menos 50% possuem formação universitária completa.


FALTA ENSINO PROFISSIONALIZANTE

Segundo Ruy Braga (Cenedic/USP), a falta de consenso quanto às habilidades necessárias aos estudantes emerge como uma problemática educacional. Ele diz que apenas cerca de 10% das vagas do ensino médio no País são destinadas à formação profissionalizante.

Esse porcentual está abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que varia entre 35% para estudantes de 15 a 19 anos e 65% para aqueles com idades entre 20 e 24 anos, conforme o último relatório Education at a Glance 2023, que compilou dados sobre a educação dos países-membros da OCDE e de nações em fase de adesão, incluindo o Brasil.

Por um lado, explica o sociólogo, há um esforço para capacitar jovens visando o ingresso na universidade. Por outro, no entanto, existe uma evidente falta de vagas universitárias para acomodar essa demanda massiva e uma deficiência na formação de profissionais. “É uma equação complexa”, afirma Braga.

Uma alternativa, na percepção do porta-voz da Unicef, Gustavo Heidrick Oliveira, seria investir no ensino profissionalizante técnico (EPT). Essa mudança na lógica escolar, segundo ele, permitiria aos jovens mais vulneráveis a oportunidade de ter uma melhor remuneração para não venham a cair no ensino precário e, consequentemente, em um emprego de baixa qualidade.


Com reportagem de:Diane Bikel, Elanny Vlaxio, Giovanna Marinho, Juliano Galisi, Michelle Pértile e Ramana Rech

 

ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP AGRADA E DESAGRADA EMPRESÁRIOS

O que um segundo mandato significaria para as empresas e a economia dos Estados Unidos

Por The Economist

Quando Donald Trump esgueirou-se para fora da Casa Branca, em 2021, executivos de grandes empresas americanas suspiraram aliviados. Agora que ele venceu o caucus de Iowa por uma margem de 30 pontos, eles estão digerindo a realidade que no próximo ano Trump poderia sentar-se à Mesa do Resolute novamente. The Economist passou as semanas recentes conversando com esses titãs. Alguns estão profundamente alarmados com o prospecto de Trump 2. Mas outros dão boas-vindas silenciosamente ao caos nos negócios.

Pessoas que dirigem grandes organizações têm de ser otimistas. Têm de encontrar oportunidades quando os outros estão em pânico. Os CEOs tiveram um relacionamento intranquilo com o ex-presidente Trump, muitos distanciando-se de seus pronunciamentos mais ultrajantes e expressando contrariedade sobre o protecionismo mesmo que desfrutassem de suas políticas mais convencionais. Republicanos no Congresso podem ter falado a respeito de serem o partido pró-trabalhador, mas, na prática, cortaram impostos de empresas. Foi difícil para o empresariado americano ficar triste em meio à Bolsa de Valores nas alturas.

Se Trump for realmente eleito outra vez, os administradores das grandes empresas planejam ficar quietinhos (“não seja uma Bud Light” é um refrão frequente, após a marca de cerveja virar alvo das guerras culturais). Eles querem evitar ser arrastados para os conselhos empresariais de Trump, correr de fotos propagandísticas e continuar fazendo dinheiro. É verdade que seria ruim para a civilização ocidental se Trump fizesse um acordo com a Rússia que pusesse fim à guerra e traísse a Ucrânia. Mas isso faria baixar as contas de energia.

Além disso, diretores-executivos entusiastas de Trump resmungam bastante sobre Joe Biden. Mencione Lina Khan, que coordena a Comissão Federal de Comércio (a polícia antitruste), ou Gary Gensler, que dirige a Comissão de Valores Mobiliários (a polícia de Wall Street), e eles prendem a respiração. Biden quer aumentar impostos de empresas. Seu governo também quer ir adiante com regulações Basileia III, conhecidas como “Endgame”, que obrigam grandes bancos a manter talvez 20% mais capital em seus balanços financeiros, sedando espíritos animalescos e prejudicando a lucratividade.

Donald Trump está à frente na disputa para ser o candidato republicano na eleição presidencial deste ano nos Estados Unidos
Donald Trump está à frente na disputa para ser o candidato republicano na eleição presidencial deste ano nos Estados Unidos Foto: AP Photo/Andrew Harnik

Mas esse argumento otimista favorável à gestão econômica de Trump é complacente, pois não reconhece a maneira que a “Trump-economia” — uma mescla entre cortes de impostos financiados por déficits e tarifas — funcionaria diferentemente hoje. E ignora as maneiras pelas quais as tendências mais caóticas de Trump poderiam ameaçar os Estados Unidos, incluindo suas empresas.

Em seu primeiro mandato, a economia foi melhor do que muitos economistas (incluindo os nossos) esperavam. Isso se deveu em parte à “Trump-economia” ter se mostrado mais moderada do que fora prometido pela campanha. E a economia também estava operando a uma capacidade muito mais baixa do que se pensava, tornando possível cortar impostos sem atiçar inflação. O robusto crescimento geral e a inflação baixa mascararam o estrago feito pelo protecionismo de Trump.

Não há nenhum indício de que Trump tenha alterado sua abordagem: ele ainda é o cara que corta impostos e contrai dívida. Mas as condições econômicas mudaram. Ao longo dos dois anos passados, o Federal Reserve tem tentado baixar a inflação. Apesar de quase ter sido bem-sucedido, o mercado de trabalho continua apertado. Hoje, mais de 2,8 milhões de americanos com idades entre 25 e 54 anos estão trabalhando do que estariam se os índices de desemprego de janeiro de 2017 persistissem. Naquela época, para cada abertura de vaga de trabalho havia 1,3 trabalhador desempregado; hoje há apenas 0,7. Como resultado, a economia tende mais a superaquecer.

O orçamento também vai pior. Em 2016, o déficit anual era 3,2% do PIB, e a dívida, 76% do PIB. As previsões para 2024 são de 5,8% e 100%, respectivamente. Se Trump cortar impostos outra vez, o Fed terá de aumentar taxas de juros para compensar o estímulo, encarecendo para as empresas levantar capital e para o governo pagar os crescentes serviços da dívida.

Biden deve ser novamente o candidato democrata
Biden deve ser novamente o candidato democrata Foto: AP Photo/Stephanie Scarbrough

Essas são as condições sob as quais populistas latino-americano obrigam seus bancos centrais a manter os juros baixos, uma prática explorada por Trump da última vez. O Fed deveria ser independente, mas Trump terá chance de nomear um fantoche presidente do banco em maio de 2026, e um Senado dócil poderia aquiescer. O risco de mais inflação aumentaria, talvez exacerbado por mais tarifas, que também ralentariam o crescimento.

Além desse grande risco macroeconômico há muitos outros. As empresas não apreciariam mais restrições comerciais, mas alguns no entorno de Trump ventilaram que a tarifa sobre importações da China saltaria para 60%. Muitas empresas gostam do apoio do governo federal à energia renovável (que Trump chama de Novo Embuste Verde). Trump prometeu o maior esquema de deportação na história dos EUA para reduzir o número de imigrantes ilegais no país. Tanto quanto causar sofrimento, isso surtiria um choque a esse apertado mercado de trabalho.

Como sempre, prever o que Trump realmente fará é muito difícil: ele tem poucas convicções fixas, é um chefe caótico e pode mudar de posição várias vezes ao dia. Em uma prefeitura de Iowa, Trump disse que estaria ocupado demais em seu segundo mandato para vingar-se de seus inimigos políticos. Isso ocorreu poucas horas depois de sua própria campanha disparar um e-mail com o assunto: “Eu sou seu castigo!”. Trump reconheceria a independência de Taiwan, provocando um derretimento em Pequim e um bloqueio à ilha. Ou se esqueceria de Taiwan em troca da China comprometer-se a comprar mais dos EUA. Empresas afirmam com frequência que seu maior medo é a incerteza. Com Trump, a incerteza é garantida.

Essa imprevisibilidade poderia tornar um segundo mandato de Trump muito pior do que o primeiro. Não haveria em seu governo membros do establishment como Gary Cohn, ex-Goldman Sachs, para remexer a caixa de entrada do presidente e esconder dele as ideias mais tresloucadas. Mais momentos como o 6 de Janeiro seriam possíveis, como numa presidência plenamente vingativa. A ideia de que nesse cenário os líderes empresariais poderiam manter perfil discreto e colocar foco em seus Ebitdas é uma ilusão. Funcionários, clientes e a imprensa exigiriam saber a posição dos chefes, assim como suas propostas. O governo poderia, por sua vez, objetar-se a cada bafejo crítico.

No longo prazo, a ideia de lucros empresariais poderem ser isolados de agitação social não passa de fantasia. Se Trump corrompe amplamente a política americana e considera-se que as empresas lucram com seu governo, isso lhes representará um grande risco no futuro. Na América Latina, quando grandes empresas associaram-se a autocratas o resultado normalmente foi o capitalismo ser desacreditado, e o apelo do socialismo cresceu — o que parece impensável nos EUA, assim como um segundo mandato de Trump já pareceu./TRADUÇÃO DE GUILHERME RUSSO

 

O PRIMEIRO FUSCA FABRICADO NO BRASIL FOI EM 1959 E COMPLETA 65 ANOS DE FABRICAÇÃO

 

Henckel

Amado pelos brasileiros, carro completa marca histórica: primeiro Fusca fabricado no país foi em 1959. Com manutenção fácil e de baixo custo, veículo segue como ótima opção

São Paulo, janeiro de 2024 – O tempo passa, mas o Fusca ainda tem uma legião de fãs e segue sendo considerado um dos carros mais queridos dos brasileiros. Esse ano será ainda mais especial, pois completará 65 anos da fabricação do primeiro Fusca no Brasil. A partir dessa data, iniciou-se uma nova era na produção de automóveis no país. Apenas no primeiro ano foram 8.406 Fuscas produzidos, se tornando líder de vendas no mercado nacional durante 24 anos.

O Fusca é tão especial para os apaixonados por carros no Brasil, que existe até o Dia Nacional do Fusca, celebrado em 20 de janeiro, com eventos em várias localidades. Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), quase 2 milhões de Fuscas ainda circulam pelas ruas do país atraindo os olhares de todos. Vale ainda destacar o fato de ser um dos veículos de passeio com maior tempo de produção no país, com 30 anos dividido em dois períodos (1959 a 1986 e depois de 1993 a 1996). 

Apesar de muitos terem o carro como uma peça de colecionador, boa parte dos proprietários ainda utilizam o carro para o dia a dia, principalmente para curtos deslocamentos. O popular Fusquinha segue como uma ótima alternativa por ter uma manutenção econômica e não ser tão complexa, ao ponto dos “mecânicos de final de semana” conseguirem fazer os reparos sem dificuldades. Veja algumas dicas do Gerente de Assistência Técnica para Adesivos e Selantes da Henkel, Célio Renato Ruiz, para cuidar do  Fusca com menos custo e mantê-lo sempre em atividade.

Cuidados com o motor

Por ser um carro com 65 anos, o Fusca precisa de uma manutenção mais frequente. Muitas vezes o motor já está desgastado e a questão da vedação é de extrema importância. Encontrar as juntas originais do Fusca pode ser um desafio, além de pesar no bolso. Mas para isso existem as vedações anaeróbicas.

“Dependendo do caso, as juntas originais podem não ser encontradas e com isso podem ser substituídas por uma junta líquida. Produto homologado e comprovado pela indústria automobilística para ser utilizado em uma bomba d’água, uma bomba de óleo, em um fechamento de cabeçote, entre outros”, detalha Célio Renato Ruiz. Um dos exemplos dessas juntas líquidas é o Loctite 518, vedante de alta resistência desenvolvido para uso em superfícies metálicas como alumínio, aço, inox, zinco, níquel e cromados.

Conservação e embelezamento do xodó

Normalmente, o proprietário de um Fusca gosta muito de fazer a manutenção do próprio carro, por não ser uma mecânica complexa, e sempre deixá-lo com ótima aparência.  “Quem possui um Fusca e utiliza em sua rotina no dia a dia sempre quer deixá-lo bonito, mas também quer economizar na manutenção. É diferente do colecionador, que utiliza o carro com o propósito de exposição e até para desfilar”, comentou Célio Renato Ruiz, gerente de Assistência Técnica para Adesivos e Selantes da Henkel.

Com a aplicação de um revestimento transparente sobre a pintura, que protege e restaura, o veículo fica com aparência renovada. O Loctite PC 4400 reúne essas características e pode ser utilizado por meio de um spray. A tinta antiga,  desbotada do veículo, fica com aspecto de nova.

Amplie os conhecimentos 

Se você é um desses proprietários de Fusca que se dedica e aprecia realizar a manutenção do próprio veículo e deseja aprimorar seus conhecimentos sobre como as soluções adesivas podem ser benéficas para o seu veículo, a Henkel oferece de forma gratuita a plataforma de e-learning Loctite Xplore, que pode auxiliar a aprofundar seus conhecimentos e aprimorar a manutenção do seu xodó.

Sobre a Henkel

Com suas marcas, inovações e tecnologias, a Henkel ocupa posições de liderança em todo o mundo em negócios industriais e de consumo. A unidade de negócios de Adhesive Technologies é líder global nos mercados de adesivos, selantes e revestimentos funcionais. Em seus negócios de Consumer Brands, a empresa ocupa posições de liderança em muitos mercados e categorias em todo o mundo. As três marcas mais fortes da empresa são Loctite, Persil e Schwarzkopf. Fundada em 1876 e com uma longa tradição em sustentabilidade, a Henkel emprega equipes diversificadas com cerca de 50.000 pessoas em todo o mundo – unidas por uma forte cultura corporativa, valores compartilhados e um propósito comum: “Pioneers at heart for the good of generations”. No ano fiscal de 2022, a Henkel registrou vendas de mais de 22,4 bilhões de euros e lucro operacional de cerca de 2,3 bilhões de euros. As ações preferenciais da companhia estão listadas no índice de ações alemãs DAX.

A GERAÇÃO "Z" JÁ É A MAIS NUMEROSA DO MUNDO REPRESENTANDO 32% DA POPULAÇÃO

Eric Vieira, head de e-commerce da multinacional brasileira FCamara

Colleagues Corporate Meeting Conference Team Concept

Jovens chegam ao mercado consumidor com novas prioridades; executivo aconselha estudar perfil de compra do grupo em datas comemorativas

Com o passar dos anos, é possível observar que os consumidores estão cada vez mais exigentes, apresentando novos perfis de compras e, muitas vezes, mais interessados no acesso e na qualidade da experiência do que na posse dos produtos. Essa mudança reflete a entrada dos jovens da geração Z no mercado consumidor – nascidos entre 1995 e 2010 –, com prioridades diferentes e desafiadoras para os empresários. Estar preparado para atender esse novo público, focando no digital e investindo em melhorar a jornada do usuário, é um ponto crucial.

Todos os aspectos particulares desse grupo devem ser levados em consideração em datas comemorativas do comércio, como a Black Friday. Para Eric Vieira, head de e-commerce da multinacional brasileira FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios, empresários precisam estar atentos para entender o público e não ficar para trás. “Essa geração, ao meu ver, é ainda mais exigente quando falamos de agilidade e prontidão, ainda mais no meio digital, pois são pessoas que já nasceram na era tecnológica e sabem tudo desde muito cedo”, pontua o executivo.

A geração Z, segundo a ONU, já é a mais numerosa do mundo, representando 32% da população. As principais análises de perfil e hábitos de consumo desse grupo sugerem que eles estão sempre em busca de novidades e dificilmente acabam sendo fiéis a produtos e marcas, pois gostam de pesquisar, inovar e se diferenciar. Além disso, são financeiramente mais atentos, sempre em busca de estratégias digitais que os beneficiem, como descontos e cashbacks.

Geração Z omnichannel: requisito é ser phygital

É fato que essa geração é dependente dos celulares, e, inclusive, preferem dispositivos móveis aos computadores pela agilidade e rapidez. “O comércio deve pensar em estratégias que englobem os smartphones, através de aplicativos, criando ferramentas e formas de captar a atenção deles e proporcionar uma experiência satisfatória”, comenta Eric.

Estimativas do mercado apontam, por exemplo, que esses jovens chegam a compartilhar cinco telas ao mesmo tempo, incluindo computador, celular, TV, consoles e até acessórios, como smartwatches. “Podemos concluir que é uma geração predominantemente omnichannel, que, apesar de nascerem no mundo digital, recebem o impacto também nas experiências físicas. Na medida em que os hábitos de consumo vão mudando, os clientes vão demonstrando mais receptividade às inovações e tendências vão surgindo, como o phygital. Ele é particularmente compatível com a geração Z”, afirma Vieira.

Apesar de também envolver a integração do físico com o digital, o phygital e o omnichannel não são conceitos iguais. Além disso, para poder  entregar a experiência digital, faz uso de tecnologias imersivas como a realidade aumentada e virtual que habilitam engajar e mesmo testar os produtos de forma virtual, proporcionando uma experiência de maneira interativa e com grau maior de personalização. O omnichannel está relacionado à convergência dos canais na operação do varejo e no atendimento ao consumidor. Já o phygital está mais voltado à incorporação de tecnologias a experiências presenciais. É o caso, por exemplo, de sistemas de self-checkout em lojas físicas ou de um parque de diversões que disponibiliza uma pulseira digital para acesso aos brinquedos, ao quarto do hotel e a determinadas compras. Porém, para ser phygital, é preciso, antes, ser omnichannel.

Redes sociais ajudam a atrair a geração Z para o seu e-commerce

As redes sociais são responsáveis por melhor alcançar a geração Z. De acordo com o Instagram, a plataforma de lojas embutidas no próprio aplicativo foi responsável por 59% das vendas realizadas através de redes sociais – o aplicativo é o mais utilizado por 84% dos internautas entre 16 e 29 anos, janela que engloba a geração Z, segundo pesquisa da Opinion Box. Portanto, é crucial que haja investimento do empreendedor em influenciadores, publicidade, e marketing digital nas redes sociais.

Isso sem mencionar o TikTok, um em cada quatro usuários (23%) afirmaram que descobriram algo na plataforma e foram comprar imediatamente, segundo a plataforma. “Já existem relatos no mundo todo capazes de afirmar o poder do TikTok na divulgação de marcas e produtos. As pessoas vão atrás deles por conta da rede social”, conta Eric.

20 coisas que eu gostaria de saber aos 20 anos (mas tive que aprender sozinho)

Karen Nimmo – Psicóloga

“Espírito primeiro. Porque isso é o mais importante. Não é o quão bem você pode executar ou quanto dinheiro você pode ganhar. Mas se você não é o ser humano que deveria ser, você não está fazendo isso corretamente.” — Gladys Knight.

Uma jovem cliente que estava terminando sua terapia tinha um pedido final.

Ela queria alguns conselhos genéricos de vida: que tal 20 coisas para 2020? ela disse, lançando um desafio.

Eu não tive que pensar sobre isso por muito tempo. Quanto mais velho você fica, mais você vê, mais você erra, mais você tem a dizer.

MAS…

Quanto mais medo você tem de dizer isso, porque sabe que não existe uma estratégia de tamanho único para a vida – que cada um de nós precisa seguir seu próprio caminho.

Ainda assim, eu estava pronto para o desafio. Aqui estão algumas coisas para ponderar.

20 coisas que eu gostaria de ter sabido nos meus vinte anos

1. Bons amigos valem ouro.

Ao longo da vida, apenas algumas pessoas realmente “pegarão” você. E alguns deles também não ficarão por aqui. Portanto, cuide de quem o faz. Mas também vale a pena saber que a amizade (e o amor) se desenvolve em lugares surpreendentes, em todas as idades e fases. Fique aberto a isso.

2. Ninguém se importa com o que você faz da sua vida.

Bem, alguns fazem um pouco – espero que isso inclua seus pais. Mas a maioria das pessoas está muito ocupada trilhando seus próprios caminhos para se preocupar com o que você está fazendo no seu. No final, até seus pais só querem que você seja feliz e autossuficiente. Aponte para isso.

3. A paixão por hambúrgueres com queijo e batatas fritas tem consequências.

Apenas dizendo.

4. A vida não dura para sempre.

Certa vez, tive um colega de apartamento cujo resumo da experiência humana era o seguinte: “você nasce, vive um pouco e depois morre”. Achei que ele era um Bisonho; Acontece que ele estava certo. Espero que você tenha um longo intervalo entre o começo e o fim. Mas nenhum de nós sabe o que está por vir. Use bem o seu tempo.

5. Nem o planeta.

Você não pode salvar tudo sozinho, mas pode fazer a sua parte.

6. A vida às vezes é entediante – precisa ser.

Tente viver em altas rotações 24 horas por dia, 7 dias por semana, e você saberá o que quero dizer. Tempo de inatividade, manchas planas, tédio – como você quiser chamar – é necessário para recuperar e recarregar, pensar e criar – e fazer mudanças.

O tédio crônico é um problema, portanto, se você se encontrar lá, faça tudo o que puder para mudá-lo.

7. Sua saúde mental é um trabalho em andamento.

Humores e emoções não são consistentes. É mais difícil do que você pensa ficar em um bom espaço mentalmente. Haverá altos e baixos, dias bons e ruins, então você precisa aprender ferramentas e estratégias para lidar com ambos. E você precisa continuar usando-os.

8. Assim como sua saúde física.

Os corpos também não se cuidam. Eles brincam, ficam doentes, precisam de remédios, exames de saúde e manutenção regular. Quanto mais velho você fica, mais alto “use-o ou perca-o” soa em seus ouvidos. Quanto mais cedo você prestar atenção nisso, melhor.

9. Mentiras são corredores rápidos.

Uma vez ouvi dizer: uma mentira pode dar meia volta ao mundo antes mesmo de a verdade calçar seus sapatos de salto alto. É verdade. As mentiras se espalham rapidamente – e machucam. Pense nisso por um tempo.

10. Você precisa usar tanto as mãos quanto a cabeça.

Passar muito tempo em sua cabeça o deixará louco – e fará de você um insone. Fazer coisas é a melhor maneira de combatê-lo – tira você da cabeça e o leva para o corpo. Isso é bom pra você.

11. A maioria das pessoas está fazendo o melhor que pode. Mas alguns não são.

Verdadeiramente, a maioria das pessoas está se esforçando com o que tem. A maioria das pessoas quer ser um ser humano bom, gentil e que contribui. Algumas pessoas são idiotas, e mesmo que tenham uma razão válida para isso, você precisa ficar longe delas.

12. Poder regular tudo é tudo.

Comida, álcool, substâncias, pornografia/sexo, humores, emoções, reações – ter propriedade sobre isso é possuir sua própria vida. NB: Não espere muito em breve, leva tempo e prática.

13. Tentar fazer os outros felizes é perda de tempo.

Você não pode. Você pode apoiá-los e estar lá para eles, mas criar uma vida boa é o trabalho deles. Assim como criar o seu é seu.

14. Ficar sozinho é legal. Estar sozinho é difícil.

Estar sozinho, para experimentar, pensar e sonhar, sustentará e até fortalecerá sua saúde mental. Mas sentir-se isolado o levará para o outro lado. Faça o possível para se manter conectado – com as pessoas, com os vizinhos, com os animais de estimação, com o caixa do supermercado. E se você não está sozinho, fique de olho nos que estão. Uma palavra gentil faz uma grande diferença.

15. O arrependimento é bom; pendurar no passado é ruim.

Ter arrependimentos mostra que você está ciente dos erros que cometeu, das maneiras não tão boas como tratou os outros ou a si mesmo. Apegar-se a coisas que você não pode mudar irá destruí-lo, então treine seus olhos na estrada à sua frente.

16. O luto é uma merda.

As pessoas que você ama e se preocupam estarão perdidas para você, e você terá que encontrar maneiras de lidar com isso. Leva muito mais tempo do que você pensa, às vezes para sempre. Mas você precisa saber que pode viver uma vida boa, até ótima, ao lado dela.

17. As pessoas são criaturas de hábitos E incrivelmente imprevisíveis. Incluindo você.

Abandone suas elevadas expectativas em relação às pessoas. Até de si mesmo.

18. Você vai se machucar — mas não precisa se agarrar a isso.

Mágoa, rejeição e dor fazem parte do trato humano. Mas continue aprendendo a deixar ir, ou pelo menos afrouxar seu controle sobre isso.

19. Coisas ruins acontecem com pessoas boas.

Sim, eles fazem. E grandes coisas acontecem para significar pessoas. Vai saber.

20. A diversão também está em toda parte – mas às vezes está escondida.

Para citar os atemporais Desiderata de Max Ehrmann: “Apesar de toda a sua farsa, labuta e sonhos desfeitos, ainda é um mundo lindo.”

Nem sempre parece assim, eu sei. Às vezes parece que a beleza foi sugada dele. Mas há muita coisa boa no mundo. Faça da sua missão continuar procurando por ele.

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