Recebido pela organização do Fórum Econômico Mundial em Davos como
alguém que ao ser eleito “infundiu um novo espírito” em prol da
liberdade econômica, o presidente da Argentina, Javier Milei, em sua
primeira viagem internacional desde que assumiu a Casa Rosada, afirmou
que “o Ocidente está em perigo por causa de ideias socialistas”
abraçadas por líderes globais.
“O Ocidente está em perigo porque naqueles países que deveriam
defender o liberalismo, a defesa da propriedade, a liberdade, estão
abrindo as portas para o coletivismo”, disse.
Em um discurso de 22 minutos no qual afirmou que o Estado “não é
solução, mas problema” e encerrado com um aplaudido “viva la libertad,
carajo”, ele colocou a Argentina como parceiro de negócios disponível e a
total desregulamentação da economia como panaceia.
Milei, empossado em dezembro após vencer as eleições impulsionado
pelo seu discurso ultraliberal, fez um discurso mais conectado com a
plateia e a comunidade internacional do que outros líderes da direita
radical que subiram ao mesmo palco em outros anos, como o brasileiro
Jair Bolsonaro, que falou por oito minutos, embora dispusesse de mais
tempo, e o americano Donald Trump, que levou uma fanfarra para abrir sua
apresentação.
Usando como contraexemplo o declínio econômico argentino, exaltou as
benesses do livre mercado, da desregulação, da redução de imposto e da
liberdade. Incluiu no discurso, entretanto, a “defesa da vida” (jargão
antiaborto), que contradiz os primeiros libertários que defendeu.
“Dizem que o capitalismo é mau por ser individualista e que o
socialismo é bom por ser coletivista”, afirmou, para risos da plateia.
“A ideia de justiça social é injusta porque é violenta, e é injusta
porque o Estado se financia com impostos.”
Mas Milei foi recebido com descrença ao afirmar que não vê diferenças
fundamentais entre nazistas, comunistas, fascistas, socialistas,
progressistas, globalistas, sociais-democratas e nacionalistas: são
todos, a seu ver, coletivistas.
Em sua longa defesa para a redução do papel do Estado, tal qual
promete promover na Argentina, citou o capitalismo como enriquecedor e o
socialismo como “invariavelmente” produtor de miséria. Com números de
crescimento econômico da Argentina e do mundo dentro de determinados
períodos, conseguiu manter a atenção do público em suas teses.
Ele criticou também as teorias econômicas clássicas, por “abrir as
portas ao socialismo” e “condenar a sociedade à pobreza” ao regular o
mercado, vetar monopólios e tributar a riqueza.
Mas não teve o mesmo sucesso com o público ao fazer críticas a
baluartes progressistas não exclusivos da esquerda. Criticou o
feminismo, chamando-o de uma ideia ridícula para opor homens e mulheres;
a agenda para conter a mudança climática, que, em sua visão, coloca o
homem contra a natureza; e o direito ao aborto.
Ele também classificou o trabalho dos bancos centrais, cuja extinção defende, de “socialista”.
Apenas um mês depois de se gabar do seu progresso com o canhão eletromagnético, a China está agora a destacar as suas realizações na utilização de projéteis com armas de energia cinética.
O gigante asiático insiste tanto no âmbito do seu trabalho como no
estabelecimento de posições com os Estados Unidos. A imprensa do país
destaca que os últimos testes para calibrar a potência de suas armas
foram realizados com base nos padrões dos couraçados americanos.
Entre armas e cálculos
O que a equipe de pesquisadores liderada por Huang Jie,
do Centro de Investigação e Desenvolvimento Aerodinâmico da China, tem
feito é realizar uma série de testes e simulações numéricas para avaliar
a capacidade de dano das armas de energia cinética, que, como indica o próprio nome, são baseado na energia cinética do projétil (e não na sua carga explosiva).
Especificamente, Huang e seus colegas estavam interessados em
determinar quais danos esse tipo de arma causa em blindados militares
fabricados de acordo com os padrões dos EUA, como um tanque de batalha M1 Abrams. As conclusões foram coletadas na Equipment Environmental Engineering e foram divulgadas pelo jornal South China Morning Post (SCMP),
com sede em Hong Kong. O centro onde Huang Jie pesquisa está localizado
na província de Sichuan e se dedica ao desenvolvimento de armas
hipersônicas, com velocidades superiores a Mach 5.
Huang e sua equipe dizem que seus testes mostram que um único tiro de
uma arma de energia cinética é suficiente para derrubar um tanque
blindado dos EUA. Os seus cálculos revelam que o lançamento de uma esfera sólida de 20 quilogramas a
quatro vezes a velocidade do som pode causar desastre em veículos
blindados fabricados de acordo com os padrões americanos. Indo ao
detalhe, concluem que a energia cinética de tal projétil seria de cerca
de 25 megajoules, o que traduzido em energia elétrica seria ligeiramente
inferior a 7 quilowatts-hora.
Como aponta o jornal de Hong Kong, pode parecer um resultado baixo
inutilizar um tanque entre 40 e 60 toneladas equipado com camadas
blindadas e fabricado de acordo com os padrões americanos. Porém, as
simulações dos pesquisadores mostrariam que um navio de guerra com as
mesmas características também sofreria danos que o tornaria
inutilizável. Os danos poderiam não ser visíveis a olho nu, mas seriam
significativos para o não funcionamento.
As aparências enganam
O artigo é interessante porque mostra que embora por fora o tanque
possa não parecer afetado, por dentro os parafusos que conectam
equipamentos importantes podem quebrar. Conclusão: mesmo que a
tripulação sobrevivesse ao impacto da arma chinesa, ela não conseguiria
utilizar novamente o tanque blindado.
“Sob o impacto de projéteis cinéticos de alta velocidade, certos
locais típicos no alvo blindado mostram linhas de espectro de resposta
ao impacto com amplitudes em frequências que excedem os limites de
segurança recomendados pelos padrões militares dos EUA MIL-STD-810”, diz o artigo, que explica na sequência: “os componentes nesses locais têm uma alta probabilidade de falha devido a danos por sobrecarga”.
Interessante, mas não o primeiro
O estudo de Huang Jie não é o primeiro a avaliar quais efeitos armas
desse tipo teriam em um tanque blindado. O SCMP citou outra simulação, realizada pela Universidade de Tecnologia de Dalian,
que concluiu que um projétil cinético hipersônico de 10 megajoules
capaz de atingir sete vezes a velocidade do som causaria estragos
notáveis na tripulação do tanque, com um saldo que varia de ferimentos
leves a graves lesões – dependendo da posição ocupada por cada soldado
no blindado.
Acertando mesmo “sem acertar”
Uma das grandes vantagens dos projéteis cinéticos de alta velocidade,
como o testado por Huang, é que eles podem causar danos mesmo com
impactos indiretos e permitem a utilização de diferentes sistemas de
lançamento. Sua filosofia é diferente daquela das armas convencionais
que se concentram na carga de pólvora e na explosão que geram ao atingir
o alvo. Esta solução é capaz de penetrar armaduras – mesmo com eficácia
reduzida em caso de não acertar o alvo em cheio.
Na avaliação dos danos causados pelos projéteis cinéticos, uma das
chaves é a onda de choque que é desencadeada pelo impacto e que é
transmitida por todo o veículo, que atinge, por exemplo, os parafusos do
veículo e acaba levando a deformações e fraturas. O SCMP garante que a
tensão liberada por tal disparo pode causar danos catastróficos ao
interior do tanque.
“O controle do console estabilizador do canhão do tanque pode ser
abalado, a base da fiação do console completamente arrancada, todas as
conexões entre o computador de controle de fogo e a torre cortadas,
resultando em uma perda substancial de poder de fogo”, diz o estudo.
História por MARIANNA HOLANDA E RENATO MACHADO • Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) terá um encontro
na próxima sexta-feira (19), em Fortaleza (CE), com o ministro de
Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, o principal nome da diplomacia
do país asiático.
O encontro acontece quase um ano após o petista, acompanhado de uma
grande comitiva, encontrar-se com o líder chinês Xi Jinping ao visitar a
nação. Então, seu objetivo era remendar os laços com Pequim após os
conflitos entre os dois países durante os anos Jair Bolsonaro (PL).
Lula deve reiterar a Wang o apoio do Brasil ao princípio de “uma só
China”, que rejeita o movimento separatista de Taiwan. A ilha,
considerada uma província rebelde por Pequim, acaba de eleger um
presidente ainda mais anti-China que a líder anterior, o que contribuiu
para aumentar as tensões no estreito que a separa do continente.
Nesta quarta (17), por exemplo, o Ministério de Defesa de Taipé
afirmou ter detectado 18 jatos da Força Aérea chinesa realizando
exercícios em conjunto com navios de guerra ao redor de seu território
–esta é a primeira atividade militar em larga escala que Pequim promove
na região depois do pleito.
A viagem oficial de dois dias do chinês ao Brasil terá como objetivo
estreitar as relações entre os dois países. O governo Lula trata a
reaproximação com Pequim iniciada com sua viagem no ano passado como um
“relançamento das relações sino-brasileiras.
Interlocutores no Planalto afirmam que a gestão petista pretende
elevar as relações entre Brasil e China para “um outro patamar”. E dizem
acreditar que há a mesma disposição do lado de Pequim, tanto é que
Brasília foi incluída no primeiro circuito internacional de Wang este
ano.
A posição brasileira em favor do princípio de “uma só China” é
histórica, mas ressaltá-la carrega um importante componente diplomático.
Brasília ressaltou-a, por exemplo, em nota assinada com Pequim e
divulgada durante a viagem de Lula à China, em abril do ano passado.
“A parte brasileira reiterou que adere firmemente ao princípio de uma
só China, e que o governo da República Popular da China é o único
governo legal que representa toda a China, enquanto Taiwan é uma parte
inseparável do território chinês. Ao reafirmar o princípio da
integridade territorial dos Estados, apoiou o desenvolvimento pacífico
das relações entre os dois lados do Estreito de Taiwan. A parte chinesa
manifestou o grande apreço a esse respeito”, afirma trecho da declaração
conjunta.
Lula parte nesta quinta-feira (18) para uma viagem ao Nordeste na qual passa por Bahia, Pernambuco e Ceará.
Em nível diplomático, o encontro do chanceler com Lula é uma
sinalização para o país asiático. Não será a primeira vez que o petista
prestigia autoridades chinesas em passagem pelo Brasil. Em setembro, por
exemplo, o brasileiro recebeu no Palácio do Planalto o membro do Comitê
Permanente do Politburo e secretário da Comissão Central de Inspeção
Disciplinar do Comitê do Partido Comunista da China, Li Xi.
Antes de viajar à Fortaleza, Wang participará de uma série de agendas
em Brasília. Ele terá, por exemplo, reuniões com o chanceler Mauro
Vieira e com o assessor especial da Presidência para assuntos
internacionais, Celso Amorim, ao lado de quem presidirá a quarta reunião
do diálogo estratégico global Brasil-China.
A expectativa é que o evento discuta temas relacionados ao elo entre
os dois países e também multilaterais e regionais. Haverá um enfoque
especial para a presidência brasileira do G20, já que o governo Lula
pretende aproveitar o fórum para discutir a reforma da governança
global, em particular de organizações econômicas como o Banco Mundial e o
FMI (Fundo Monetário Internacional).
Um dos pontos centrais da discussão será o papel do Brics recém-expandido na geopolítica mundial.
Durante a viagem à China no ano passado, Lula voltou a defender que a
moeda chinesa seja utilizada com mais frequência no comércio mundial. O
petista também defendeu usar o banco do Brics para contornar o dólar.
Os dois lados devem assinar atos na sexta-feira (19), entre eles um sobre a extensão do prazo de vistos.
Interlocutores no Planalto e no Itamaraty ainda afirmam que os
conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza vão receber atenção especial
durante o encontro dos chanceleres. O Brasil buscou atuar na mediação de
ambos os conflitos, sem sucesso.
O chinês também será recebido para um jantar no Palácio do Itamaraty, na noite de quinta-feira (18).
Além das questões geopolíticas, o Brasil também busca reforçar os
laços econômicos e atrair ainda mais investimentos chineses. O país
asiático é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil.
Em 2023, a corrente de comércio chegou a US$ 157,5 bilhões, com
exportações brasileiras de 104,3 bilhões e importações de US$ 53,2
bilhões.
Antes de chegar ao Brasil, o chanceler chinês passou por Egito,
Tunísia, Togo e Costa do Marfim. O chefe da diplomacia da China também
deverá ir para a Jamaica.
Marcelo Furtado – Administrador de empresas com pós-graduação em Engenharia Financeira pela Poli-USP
Gestão de Talentos é o conjunto de atividades envolvidas com o
objetivo de contratar, treinar e reter profissionais talentosos na
empresa, criando um ambiente com colaboradores engajados, motivados e
que contribuem para o crescimento do negócio. Separamos aqui dicas
práticas para os gestores.
Gestão de talentos é o conjunto de atividades desenvolvidas com o
objetivo de contratar, treinar e reter profissionais talentosos na
empresa, criando um ambiente com colaboradores engajados, motivados e
que contribuam para o crescimento do negócio.
Não são poucos os desafios que os departamentos de Recursos Humanos
encontram no dia a dia. Além da parte administrativa, que no Brasil
demanda muito tempo, os gestores de talentos precisam também engajar,
organizar políticas, desenvolver treinamentos e várias outras ações que
mantenham o colaborador alinhado com a empresa.
Para saber mais sobre o assunto, continue a leitura e confira como fazer uma gestão eficiente do capital humano!
Como fazer uma boa gestão de talentos?
1. Otimize o recrutamento
2. Tenha um programa de onboarding
3. Reconheça a sua equipe
Incentive os colaboradores
Conheça sua equipe
4. Ofereça bons benefícios
5. Desenvolva a transparência
Comunicação assertiva
Estimule a proximidade
6. Invista em capacitação
7. Proporcione flexibilidade
Como fazer uma boa gestão de talentos?
Veja a seguir como fazer uma gestão eficiente do capital humano:
1. Otimize o recrutamento
O primeiro passo para uma gestão de talentos eficaz é desenvolver um
processo de atração e seleção inovador. Investir na experiência do
candidato, bem como em sua jornada de colaborador, é uma estratégia que
garante a melhora do desempenho da equipe. Ao promover uma seleção que
reflita aos candidatos os valores da empresa, o time de recrutamento dá
início ao alinhamento de expectativas.
Planeje, monitore e mensure os processos seletivos. Analise os dados
obtidos, encontre as oportunidades de melhoria no fluxo e, assim,
otimize o recrutamento de profissionais. Para tornar essa prática mais
estratégica e menos operacional, é interessante investir em softwares de
gestão que automatizem alguns processos.
2. Tenha um programa de onboarding
Falando em alinhamento de expectativas, oferecer um programa de
onboarding (boas-vindas) é o segredo de organizações com alta
performance. Isso porque essa etapa é crucial para o fortalecimento da
cultura, do engajamento e da produtividade. É importante perceber esse
momento como parte do processo seletivo. Assim, pode-se dizer que as
boas-vindas ao colaborador começam assim que a vaga é anunciada.
De acordo com pesquisa feita pelo Aberdeen Group, 66% das empresas
com programas de onboarding conquistaram um alto patamar de assimilação
dos processos pelos novos colaboradores. Além disso, 62% apresentaram
melhora no tempo de execução de tarefas e resolução de problemas e 54%
tiveram um aumento no engajamento dos colaboradores.
3. Reconheça a sua equipe
Reconhecer o funcionário é parte muito importante no engajamento.
Saber que o seu trabalho está sendo bem feito e, principalmente, que os
superiores e pares reconhecem isso traz aos colaboradores uma motivação
adicional. Ações como bonificação salarial, oferta de cursos, brindes e
até mesmo um agradecimento da empresa são algumas das opções para que a
sua marca realize a premiação e faça o funcionário se sentir valorizado.
Incentive os colaboradores
O incentivo eventual é uma forma direta de dizer à sua equipe que
você gosta e valoriza o trabalho. Sempre reconheça o empenho do seu
time! Você pode fazer isso de forma simples e direta, seja com um
anúncio público em uma reunião, uma premiação ou até com a entrega de um
certificado.
Conheça sua equipe
Para construir uma equipe de alto desempenho, é primordial conhecer
seus liderados. É preciso acompanhar a produção de cada um, realizar
sempre feedback e contar com o apoio de dados estatísticos para otimizar
a produtividade do grupo. Com o People Analytics, você mapeia as
qualidades e gaps do time, podendo tomar decisões mais eficazes para o
sucesso da área e o desenvolvimento desses profissionais.
4. Ofereça bons benefícios
Aumente o poder aquisitivo do seu funcionário sem, necessariamente,
modificar o valor bruto do salário. Oferecer convênios em empresas que
sejam relevantes para ele e para a sua família resulta em uma percepção
positiva de valor do colaborador e ainda permite que o funcionário
equilibre melhor a sua vida dentro e fora do trabalho.
5. Desenvolva a transparência
A transparência é muito discutida por gestores e investidores. Porém,
ela é importante em qualquer contexto organizacional. Saber definir e,
principalmente, transmitir com assertividade as políticas de RH da sua
empresa é vital na gestão de talentos e para manter os seus
colaboradores engajados.
Comunicação assertiva
Parece fácil se comunicar, mas, para que esse processo seja eficaz,
são necessários alguns cuidados. Em toda comunicação existem barreiras
que ocasionam ruídos e interferem na compreensão da mensagem. Esses
obstáculos podem ser de origem fisiológica, cultural, física,
geográfica, tecnológica e, principalmente, psicológica. Cada indivíduo
possui uma forma de absorver as informações, o que é resultado de todas
as experiências cognitivas vivenciadas por ele desde a infância.
Para conseguir uma comunicação cada vez mais clara, é crucial fazer
sempre o exercício da empatia e trabalhar o desenvolvimento da
inteligência emocional. Somente a maturidade nas relações pode
proporcionar a construção de pontes em vez de muros. Invista em
treinamentos, como o de comunicação não violenta, e veja a sua equipe
mais unida e performando acima das expectativas.
Estimule a proximidade
As pequenas empresas têm a vantagem da proximidade entre os
profissionais, permitindo que uma relação mais saudável seja
estabelecida. Com o desenvolvimento de boas relações, fica mais fácil
promover uma gestão mais eficiente dos talentos. Então, além de adotar
boas práticas de comunicação, estimule a interação entre seu time:
agende happy hours, confraternizações, enfeite a mesa dos colaboradores
no dia do aniversário e faça treinamentos voltados para o trabalho em
grupo.
6. Invista em capacitação
Seja um líder! Uma verdadeira liderança é aquela que se preocupa com a
trilha profissional dos seus liderados. De acordo com a consultoria
Michael Paige, 8 a cada 10 funcionários pedem desligamento por causa do
chefe. Assim, invista no progresso e na capacitação dos membros da sua
equipe para alcançar uma gestão de talentos de referência. Isso é
fundamental e pode fazer toda a diferença para reter bons profissionais.
Um líder estimula o melhor nos seus colaboradores.
7. Proporcione flexibilidade
Seja no sentido de liberdade criativa ou de horários de trabalho, a
questão da flexibilidade profissional é um aspecto de absoluta
importância nos dias de hoje. Com os problemas de mobilidade no
trânsito, por exemplo, apostar na possibilidade de proporcionar ao seu
time alguns dias de home office no mês é uma ação que faz muita
diferença nos resultados.
Essa atitude mostra que a organização está preocupada em conquistar
resultados ao mesmo tempo em que valoriza o bem-estar dos seus
funcionários. Ou seja, nenhum resultado é obtido a qualquer custo. Essa é
uma ótima prática para fazer a gestão de talentos: melhores
profissionais tendem a permanecer em organizações que oferecem isso.
Descubra o Marketplace Valeon do Vale do Aço: Um Hub de Empresas, Notícias e Diversão para Empreendedores
Moysés Peruhype Carlech – ChatGPT
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setores em um só lugar. Com uma interface intuitiva, os usuários podem
facilmente encontrar e se conectar com fornecedores, parceiros
comerciais e clientes potenciais na região. A plataforma oferece uma
ampla gama de categorias de negócios, desde indústrias tradicionais até
empresas inovadoras, garantindo que todos os empreendedores encontrem as
oportunidades certas para expandir seus negócios.
Notícias e insights atualizados:
Além de ser um diretório empresarial, o Marketplace Valeon do Vale do
Aço também oferece um fluxo contínuo de notícias e insights relevantes
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comunicação locais e especialistas em negócios, a plataforma mantém os
usuários informados sobre as últimas tendências, oportunidades de
mercado, mudanças regulatórias e eventos relevantes. Essas informações
valiosas ajudam os empresários a tomar decisões informadas e a se
manterem à frente da concorrência.
Diversão e engajamento:
Sabemos que a vida empresarial não é só trabalho. O Marketplace
Valeon do Vale do Aço também oferece uma seção de entretenimento e
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que os empresários equilibrem o trabalho e a diversão, criando uma
comunidade unida e fortalecendo os laços na região.
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iniciar seus próprios negócios. Com seções dedicadas a tutoriais,
estudos de caso inspiradores e conselhos de especialistas, o marketplace
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capacidade de gerar leads qualificados para os empresários. Com um
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produtos e serviços oferecidos pelas empresas cadastradas. Isso
significa que os empresários podem aumentar sua visibilidade, expandir
sua base de clientes e impulsionar suas vendas de forma eficiente.
Conclusão:
O Vale do Aço é uma região cheia de oportunidades e empreendedorismo,
e o Marketplace Valeon do Vale do Aço se torna um recurso indispensável
para os empresários locais. Ao oferecer um ecossistema empresarial
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Moysés Peruhype Carlech
A Startup Valeon, um site marketplace de Ipatinga-MG, que faz
divulgação de todas as empresas da região do Vale do Aço, chama a
atenção para as seguintes questões:
• O comércio eletrônico vendeu mais de 260 bilhões em 2021 e superou
pela primeira vez os shopping centers, que faturou mais de 175 bilhões.
• Estima-se que mais de 35 bilhões de vendas dos shoppings foram migradas
para o online, um sintoma da inadequação do canal ao crescimento digital.
• Ou seja, não existe mais a possibilidade de se trabalhar apenas no offline.
• É hora de migrar para o digital de maneira inteligente, estratégica e intensiva.
• Investir em sistemas inovadores permitirá que o seu negócio se
expanda, seja através de mobilidade, geolocalização, comunicação,
vendas, etc.
• Temas importantes para discussão dos Shoppings Centers e do Comércio em Geral:
a) Digitalização dos Lojistas;
b) Apoio aos lojistas;
c) Captura e gestão de dados;
d) Arquitetura de experiências;
e) Contribuição maior da área Mall e mídia;
f) Evolução do tenant mix;
g) Propósito, sustentabilidade, diversidade e inclusão;
h) O impacto do universo digital e das novas tecnologias no setor varejista;
i) Convergência do varejo físico e online;
j) Criação de ambientes flexíveis para atrair clientes mais jovens;
k) Aceleração de colaboração entre +varejistas e shoppings;
l) Incorporação da ideia de pontos de distribuição;
m) Surgimento de um cenário mais favorável ao investimento.
Vantagens competitivas da Startup Valeon:
• Toda Startup quando entra no mercado possui o sonho de se tornar
rapidamente reconhecida e desenvolvida no seu ramo de atuação e a
Startup Valeon não foge disso, fazem dois anos que estamos batalhando
para conquistarmos esse mercado aqui do Vale do Aço.
• Essa ascensão fica mais fácil de ser alcançada quando podemos
contar com apoio dos parceiros já consolidados no mercado e que estejam
dispostos a investir na execução de nossas ideias e a escolha desses
parceiros para nós está na preferência dos empresários aqui do Vale do
Aço para os nossos serviços.
• Parcerias nesse sentido têm se tornado cada vez mais comuns, pois
são capazes de proporcionar vantagens recíprocas aos envolvidos.
• A Startup Valeon é inovadora e focada em produzir soluções em tecnologia e estamos diariamente à procura do inédito.
• O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do
mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas
desse mercado e em especial viemos para ser mais um complemento na
divulgação de suas Empresas e durante esses dois anos de nosso
funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia,
inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina dessa grande
empresa. Temos a missão de surpreender constantemente, antecipar
tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos
manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em
como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.
• Temos a plena certeza que estamos solucionando vários problemas de
divulgação de suas empresas e bem como contribuindo com o seu
faturamento através da nossa grande audiência e de muitos acessos ao
site (https://valedoacoonline.com.br/) que completou ter mais de 100.000 acessos.
Provas de Benefícios que o nosso site produz e proporciona:
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• Somos mais dinâmicos;
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• O nosso site é otimizado para aproveitar todos os visitantes;
• Proporcionamos aumento do tráfego orgânico.
• Fazemos vários investimentos em marketing como anúncios em
buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para
impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso site e aumentar as
suas vendas.
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Nós da Startup Valeon, oferecemos para continuar a divulgação de suas
Empresas na nossa máquina de vendas, continuando as atividades de
divulgação e propaganda com preços bem competitivos, bem menores do que
os valores propostos pelos nossos concorrentes offlines.
Pretendemos ainda, fazer uma página no site da Valeon para cada
empresa contendo: fotos, endereços, produtos, promoções, endereços,
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A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar
ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
A Startup Valeon um marketplace aqui do Vale do Aço volta a
oferecer novamente os seus serviços de prestação de serviços de
divulgação de suas empresas no nosso site que é uma Plataforma
Comercial, o que aliás, já estamos fazendo há algum tempo, por nossa
livre e espontânea vontade, e desejamos que essa parceria com a sua
empresa seja oficializada.
A exemplo de outras empresas pelo país, elas estão levando
para o ambiente virtual as suas lojas em operações que reúnem as
melhores marcas do varejo e um mix de opções.
O objetivo desse projeto é facilitar esse relacionamento com o
cliente, facilitando a compra virtual e oferecer mais um canal de
compra, que se tornou ainda mais relevante após a pandemia.
Um dos pontos focais dessa nossa proposta é o lojista que
pode tirar o máximo de possibilidade de venda por meio da nossa
plataforma. A começar pela nossa taxa de remuneração da operação que é
muito abaixo do valor praticado pelo mercado.
Vamos agora, enumerar uma série de vantagens competitivas que oferecemos na nossa Plataforma Comercial Valeon:
O Site Valeon é bem elaborado, com layout diferenciado e único, tem bom market fit que agrada ao mercado e aos clientes.
A Plataforma Valeon tem imagens diferenciadas com separação
das lojas por categorias, com a descrição dos produtos e acesso ao site
de cada loja, tudo isso numa vitrine virtual que possibilita a
comunicação dos clientes com as lojas.
Não se trata da digitalização da compra nas lojas e sim
trata-se da integração dos ambientes online e offline na jornada da
compra.
No país, as lojas online, que também contam com lojas
físicas, cresceram três vezes mais que as puramente virtuais e com
relação às retiradas, estudos demonstram que 67% dos consumidores que
compram online preferem retirar o produto em lojas físicas.
O número de visitantes do Site da Valeon (https://valedoacoonline.com.br/) tem crescido exponencialmente, até o momento, temos mais de 222.000 visitantes e o site (https://valeonnoticias.com.br/) também nosso tem mais de 5.800.000 de visitantes.
O site Valeon oferece ao consumidor a oportunidade de
comprar da sua loja favorita pelo smartphone ou computador, em casa, e
ainda poder retirar ou receber o pedido com rapidez.
A Plataforma Comercial da Valeon difere dos outros
marketplaces por oferecer além da exposição das empresas, seus produtos e
promoções, tem outras formas de atrair a atenção dos internautas como:
empresas, serviços, turismo, cinemas e diversão no Shopping, ofertas de
produtos dos supermercados, revenda de veículos usados, notícias locais
do Brasil e do Mundo, diversão de músicas, rádios e Gossip.
Nós somos a mudança, não somos ainda uma empresa tradicional. Crescemos
tantas vezes ao longo do ano, que mal conseguimos contar. Nossa
história ainda é curta, mas sabemos que ela está apenas começando.
Afinal, espera-se tudo de uma startup que costuma triplicar seu crescimento, não é?
Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.
Um panorama complexo que envolve interesses
diversos, da remuneração dos autores à garantia do acesso cultural,
demandando reflexão e debate amplo. Os direitos autorais não podem ser
reduzidos a um único aspecto, ao contrário, devem ser encarados sob
diferentes perspectivas: da sociedade, da cultura do país.
Por Carlos Seabra – de Brasília
O “direito do autor” nasceu há cerca de 300 anos, em vários lugares
do mundo assumindo características diferentes e mudando ao longo desse
período inúmeras vezes e em diversos aspectos. A discussão de sua
atualização em tempos de inteligências artificiais e também considerando
os impeditivos da circulação de obras, assim como a justa remuneração
dos autores propriamente ditos (com raras exceções algo quase
insignificante, inclusive devido a tiragens irrelevantes) é de grande
importância para todos os envolvidos, dos autores a seus leitores,
passando pelos intermediários na cadeia de edição e distribuição, também
importantes partícipes nesta questão.
Os direitos autorais não podem ser reduzidos a um único aspecto, ao
contrário, devem ser encarados sob diferentes perspectivas: da
sociedade, da cultura do país, dos leitores, dos autores, da área
editorial, da educação, levando em conta que cada uma dessas
perspectivas, já per si, carrega muitas vezes contradições com
outros lados do problema. Assim, uma das primeiras coisas a fazer é
mapear claramente as variáveis envolvidas, os entraves percebidos na
atual legislação, as novas propostas, as contradições entre os diversos
interesses. Somente um levantamento e equacionamento das questões
relacionadas permitirá engajar os setores envolvidos, bem como a
sociedade em geral, num debate frutífero, permitindo juntar as
concordâncias de um lado, listar as dúvidas de outro, e ter clareza das
divergências e seus motivos.
Vejamos alguns desses aspectos. À sociedade como um todo interessa o
acesso às obras literárias, e para que esse acesso ocorra, as obras
esgotadas devem ser reimpressas, novas obras devem ser editadas, a
distribuição deve chegar a todos os locais, livrarias, bibliotecas, com
preços acessíveis e tiragens significativas. A atual estrutura
produtiva, envolvendo edição, distribuição e venda, necessita do
arcabouço assegurado pelo copyright, e os autores necessitam ser lidos e serem remunerados, ou pelo menos uma das duas coisas.
Existem diferentes tipos de autores e várias necessidades de
direitos. O autor que vende muito e vive disso, inclusive os da área de
didáticos e paradidáticos, tem um tipo de interesse diferente do autor
que não possui mercado mas deseja ser lido. Para este, uma
flexibilização dos direitos de reprodução pode até abrir novas
perspectivas. Outra situação ainda é a de obras cujo autor já faleceu e
cuja busca dos detentores dos direitos configura uma tarefa árdua e
custosa. Ou obras cujas editoras não têm interesse de reedição e
tampouco cedem seus direitos a quem as deseje publicar.
Assim, a questão da flexibilização de direitos tem diferentes
aspectos a analisar, dependendo da situação e da natureza da obra e de
seu status. Se, por um lado, temos obras com valor específico de
mercado, com características próprias de exploração (tais como os
didáticos), outras possuem pouco valor de mercado, mas culturalmente
significativas (obras esgotadas que não encontram interesse em seu
relançamento, pequenas tiragens de autor etc.).
Há ainda outros fatores a levar em conta, tal como o interesse da
cultura nacional, que envolve políticas públicas contemplando as
necessidades maiores da sociedade, pois há que se considerar também
nesta questão os “direitos do público”. Nascida na área do audiovisual,
por iniciativa da Federação Internacional de Cineclubes, a Carta de Tabor levantou
este aspecto em 1987, num documento mais atual e relevante do que
nunca. Sua abrangência de conceitos pode e deve ser trazida para a área
da literatura, dentre outras.
Aplicação das leis
Outro fator a levar em conta é o poder econômico, que pode gerar
distorções na aplicação das leis e isto frequentemente paralisa
atividades culturais e educativas. Aqui, o uso justo (fair use)
é algo a ser discutido, pois é um conceito usado em outros países e que
não possui respaldo jurídico no Brasil. O atual formato da lei dá muito
poder aos intermediários e empresas da indústria cultural, em
detrimento dos próprios autores, em sua imensa maioria não beneficiados
com o produto econômico de suas obras.
Nisto, também entra a discussão de formatos alternativos ao copyright, tal como o Creative Commons –
que não significa liberação total de todos os direitos de toda a obra e
sim a reserva de alguns direitos (que o licenciante define quais são,
se trechos podem ser usados para obras derivadas, se pode ou não haver
uso comercial, e uma série de outros atributos definidos pelo autor).
Assim, ele pode permitir que se copie, distribua ou crie obras derivadas
sem necessidade de consulta prévia, bastando que se dê os créditos ao
autor, ou que não se utilize o conteúdo com fins comerciais. Esta
modalidade tem ocorrido geralmente em publicações na Internet, em sites
ou blogs de autores, em portais de conteúdo colaborativo, e mesmo na
publicação editorial em suporte digital, para download, trazendo muitas
vezes novas possibilidades de distribuição, permitindo o acesso à
leitura de obras que estariam fadadas à não circulação.
O tempo de validade da exploração dos direitos autorais, após a morte
do autor, deve ser também motivo de debate, pois ao longo do tempo vem
sendo ampliado (o chamado efeito “Disney”: sempre que o rato Mickey
estava prestes a cair em domínio público, prorrogava-se a vigência dos
direitos sobre a obra) e muitas vezes torna impeditiva a reedição da
obra, cujos direitos estão reservados, mas não se encontra quem os
detenha para negociar.
É fundamental garantir os direitos autorais ao escritor (inclusive
àqueles que escrevem sob contrato de trabalho em órgãos de comunicação),
considerando também o interesse da cultura nacional e os direitos do
público, levando em conta a cadeia produtiva editorial mas buscando-se
impedir a privatização de nossa cultura por parte das grandes empresas,
hoje usando novas formas de acúmulo de riqueza a partir de acervos
informacionais usados, inclusive, para a geração de novos textos
artificiais baseados na produção digitalizada, com uma apropriação de
novo tipo que não remunera os “insumos” utilizados, sejam textos,
ilustrações ou músicas.
Carlos Seabra, é diretor da Oficina
Digital, criador de jogos de tabuleiro e digitais, autor de livros de
literatura infantil e juvenil. Editor de publicações e produtor de
conteúdos culturais e educacionais de multimídia e internet,
palestrante, consultor e coordenador de projetos culturais e de
tecnologia educacional.
A roda da economia”. “Fazer a economia girar”. Quem nunca ouviu essas
expressões? Mas, na prática, quando se fala nisso, sobre quem estamos
tratando? Grandes empresas, multinacionais, conglomerados já
estabelecidos? Pode ser que sim, eles têm grande parcela. Mas a criação
de novas oportunidades reais, para que o desemprego no Brasil diminua, passa pelos microempreendedores. E, atualmente, há dois temas que precisam de toda a atenção do governo: as alterações para os Microempreendedores Individuais (MEIs) e as mudanças no regime de trabalho em domingos e feriados.
O Brasil tem hoje 15 milhões de pessoas registradas como MEIs, sendo
quase 13 milhões ativos. Só em São Paulo, são 3,5 milhões. Pessoas que
geram emprego, renda e oportunidades. Faz-se urgente rever pontos que
melhorem as condições para se empreender no Brasil.
O primeiro é o aumento do limite de faturamento. Hoje, de R$ 81 mil
por ano, ele limita o universo de empresários que se encaixam no perfil.
Nossa defesa é para que se ajuste para até R$ 145 mil por ano.
A segunda alteração defendida pela Confederação das Associações
Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) diz respeito ao aumento das
atividades empresariais que podem ser praticadas pelos MEIs. O objetivo
também é ampliar o número de empreendedores inscritos.
Por fim, há uma sugestão diretamente relacionada à geração de
empregos: o aumento no número de funcionários que possam ser contratados
pelos MEIs. Hoje, é apenas um. Por que não aumentar para dois, gerando
mais empregos diretos?
Outro tema que está na mesa e que a CACB não considera encerrado é o
funcionamento do comércio em domingos e feriados. A portaria do governo
que determina aprovação dos sindicatos, definitivamente, atrapalha a
economia brasileira. Sabemos que, em muitos setores, haverá dificuldade
por parte dos sindicatos dos trabalhadores. E todos irão perder.
Principalmente, cada um dos trabalhadores que não concordar com a
decisão do sindicato, porque vê a jornada em domingos e feriados
oportunidade para incrementar a comissão do fim do mês, ou, até, de
crescer profissionalmente. Consideramos a decisão do governo um
retrocesso nas relações entre patrão e empregado. Que pode, rapidamente,
representar em aumento do desemprego.
Em um contexto de desafios econômicos, sociais, de enfrentamento da
desigualdade, é consenso na sociedade civil que é de emprego que o povo
brasileiro precisa. E o emprego está nas mãos dos comerciantes,
empresários e empreendedores que trabalham, diariamente, para gerar
renda, pagar imposto e fazer a economia girar e crescer.
Alfredo Cotait Neto é presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
BRASÍLIA (Reuters) – O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal
Federal (STF), mandou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) dê
prosseguimento a um processo de demarcação do Território Indígena Tekoha
Guasu Guavira, no oeste paranaense, decisão essa que gerou protestos da
Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a chamada bancada ruralista.
Em decisão durante o recesso forense, o magistrado também revogou
quaisquer decisões de instâncias inferiores do Judiciário que impediam a
Funai de seguir com a demarcação dessas terras.
Fachin determinou ainda a ida de uma missão da Comissão Nacional de
Soluções Fundiárias, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça, para
mediar o conflito que ocorre na região.
“Se, à primeira vista, a intervenção da Comissão Nacional pareceria
desejável, com os recentíssimos episódios de violência no local, a
providência se torna urgente, como imperativo de preservação da vida e
da integridade das pessoas que habitam a área”, destacou ele, em
despacho de segunda-feira.
Em nota nesta terça, a FPA expressou sua “surpresa e completa
perplexidade” com a decisão de Fachin. Segundo a entidade, a decisão de
Fachin “parece ignorar as falhas apontadas pelo Poder Judiciário em
relação aos processos de demarcação”.
“Além disso, a decisão desconsidera a legislação vigente, incluindo a
Lei 14.701/2023, aprovada pelo Congresso Nacional para regular o
procedimento de demarcação de terras indígenas”, disse.
“O Congresso, ao regulamentar a demarcação, buscou equilibrar os
direitos de todas as partes envolvidas. A Lei 14.701/2023, em seu artigo
9º, assegura o pleno exercício dos direitos sobre a terra pelos não
índios até o término do procedimento administrativo, algo ignorado pela
decisão do ministro Fachin”, ressaltou.
A entidade afirmou que sempre defendeu a “paz social no campo e,
apesar da discordância com a decisão judicial, reforça que a
Constituição de 1988 garante o direito de propriedade e ressalta a
importância do devido processo legal antes de privar qualquer cidadão de
seus bens”.
Sob forte influência da bancada ruralista, o Congresso derrubou o
veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à lei que instituiu o marco
temporal das terras indígenas, o que na prática introduz uma espécie de
linha de corte para as demarcações de terras indígenas. Pela lei, as
terras só são passíveis de demarcação se ficar comprovado que os índios
estavam nelas até a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de
1988. Do contrário, não haveria esse direito.
O STF já rejeitou a adoção dessa linha de corte, mas, mesmo assim,
deputados e senadores aprovaram a legislação nesse sentido. O caso
poderá voltar ao Supremo para dar uma palavra final.
(Corrige tradução para “arrasada” no título e no texto)
Por Humeyra Pamuk
(Reuters) – Os países árabes não estão interessados em se envolver
na reconstrução de Gaza se o enclave palestino for “arrasado” novamente
em alguns anos e enfatizam a importância da criação de um Estado
palestino para qualquer acordo regional, disse o secretário de Estado
dos EUA, Antony Blinken, nesta terça-feira.
Blinken disse, em entrevista à CNBC em Davos, Suíça, que havia uma
“nova equação” no Oriente Médio em que os vizinhos árabes e muçulmanos
de Israel estariam preparados para integrar Israel na região, mas
igualmente empenhados em um caminho para um Estado palestino.
Ele disse que tanto os Estados árabes como Washington acreditam que
até que essa questão seja abordada, nem Israel nem a região terão paz,
estabilidade e segurança.
“Você tem que resolver a questão palestina”, disse Blinken. “Os
países árabes estão dizendo isso… ‘Olha, não vamos entrar no negócio,
por exemplo, de reconstruir Gaza apenas para vê-la arrasada novamente em
um ano ou cinco anos e então sermos solicitados a reconstruí-la
novamente’.”
“Estamos em uma situação em que, mais uma vez, os países árabes,
incluindo países como a Arábia Saudita, estão preparados para fazer
coisas na sua relação com Israel que nunca estiveram preparados para
fazer antes. Isso abre um futuro completamente diferente, um futuro
muito mais seguro.”
“Em termos da própria segurança de Israel — da parte árabe da equação
e da paz palestina – esse é o caminho para uma segurança
verdadeiramente duradoura”, disse Blinken.
Também em Davos, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita
disse que o reino poderia reconhecer Israel se fosse alcançado um
acordo abrangente que incluísse a criação de um Estado para os
palestinos.
Na sua última viagem ao Oriente Médio, há apenas uma semana, Blinken
havia levado a Israel um esboço de acordo em que seus vizinhos
predominantemente muçulmanos ajudariam a reabilitar Gaza após a guerra e
a continuar a integração econômica com Israel, mas apenas se os
israelenses se comprometessem a eventualmente permitir a criação de um
Estado palestino independente.
As conversas mediadas pelos EUA sobre um Estado palestino em
território agora ocupado por Israel fracassaram há quase uma década. Os
líderes de direita da atual coalizão que governa Israel opõem-se à
criação de um Estado palestino.
A guerra em Gaza começou quando militantes do Hamas invadiram o sul
de Israel em 7 de outubro, matando 1.200 pessoas e fazendo 240 reféns.
Israel diz que mais de 130 permanecem em cativeiro.
Israel respondeu ao ataque do Hamas com um cerco, bombardeios e
invasão terrestre de Gaza que devastou o pequeno território costeiro e
matou mais de 24 mil pessoas, segundo autoridades de saúde de Gaza.
História por MARIANNA HOLANDA E RENATO MACHADO • Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) sancionou nesta terça-feira (16) lei que cria um programa de
incentivo financeiro para a permanência de estudantes de baixa renda no
ensino médio.
A proposta também prevê o pagamento mensal para estudantes e uma
poupança, cujo saldo poderá ser sacado após a conclusão do ensino médio.
A sanção do projeto aconteceu na tarde desta terça-feira (16), em uma
cerimônia fechada no Palácio do Planalto. Estavam presentes o vice
Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Camilo Santana (Educação), Rui
Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Márcio Macêdo
(Secretaria-geral da Presidência) e Alexandre Padilha (Relações
Institucionais), além de parlamentares.
O programa é uma das apostas do ministro da Educação para reduzir a
evasão escolar. Segundo dados da pasta, 8,8% dos alunos deixam a escola
no 1º ano do ensino médio. A estimativa é que o programa possa
beneficiar 2,5 milhões de estudantes.
A proposta foi aprovada pelo Senado em 20 de dezembro do ano passado,
sem alterações em relação ao texto que veio da Câmara dos Deputados.
Os valores das bolsas e o próprio desenho do incentivo não são
detalhados no projeto de lei aprovado pelo Congresso, agora sancionado
por Lula. Durante a tramitação, governistas divulgavam que o governo
trabalhava inicialmente com um formato com o pagamento de R$ 200 mensais
durante dez meses e mais uma poupança de R$ 1.000 por ano, até o 3º
ano.
“Um ato conjunto dos ministros da Educação e da Fazenda vai definir
valores, formas de pagamento, critérios de operacionalização e uso da
poupança de incentivo à permanência e conclusão escolar. Os valores
serão depositados em conta a ser aberta em nome do estudante. O tipo de
conta a ser aberta poderá ser a poupança social digital”, informou a
Presidência da República, em nota.
Segundo o ministro, a bolsa será paga a alunos que já estão
atualmente no ensino médio, do primeiro ao último ano. A previsão é que
os primeiros pagamentos sejam feitos em março.
Para ter acesso ao incentivo, os estudantes devem ter frequência
escolar mínima de 80% do total de horas letivas, concluir o ano letivo
com aprovação e participar nos exames do Sistema de Avaliação da
Educação Básica e do Enem, entre outras condicionalidades.
Mais cedo, nesta terça-feira, o ministro Camilo Santana já havia
divulgado que o governo vai pagar um valor em dinheiro a estudantes de
baixa renda do terceiro ano do ensino médio que fizerem a prova do Enem
deste ano.
Inicialmente, Lula havia editado uma medida provisória para criar um
programa desse tipo, com a previsão de um fundo privado de até R$ 20
bilhões. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no entanto,
definiu que os parlamentares deixariam o texto caducar -perder validade-
e que a Casa discutiria o tema em um projeto de lei, como efetivamente
aconteceu.
A decisão causou desconforto no governo por conta do protagonismo que se busca com a iniciativa.
Foi escolhido um PL de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que teve relatoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC) .
O projeto aprovado manteve a o plano do governo da criação do fundo
privado -em que a União poderá aportar até R$ 20 bilhões-, além de
definir que os beneficiários serão alunos inscritos no CadÚnico, o
cadastro adotado para programas sociais como o Bolsa Família, e os
estudantes de baixa renda regularmente matriculados no ensino médio.
Diversos Estados brasileiros decidiram aumentar em até 2,5 pontos
porcentuais as alíquotas modais do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) neste ano. Segundo reportagem publicada
pelo Estadão, seis deles já começaram a cobrar mais e outros cinco
pretendem fazê-lo até abril.
A alíquota modal corresponde ao padrão cobrado sobre a maioria dos
bens e serviços. Hoje, ela varia entre 17% e 22%, a depender do Estado,
segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita,
Tributação ou Economia dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
De maneira oportunista, alguns Estados das Regiões Sul e Sudeste
chegaram a culpar a reforma tributária pelo aumento do imposto. Em carta
divulgada às vésperas da aprovação da proposta pelo Congresso, os
Estados afirmavam que a elevação da alíquota modal era uma resposta a um
dispositivo que, tomando como base a média de arrecadação do ICMS entre
2024 e 2028, poderia comprometer suas receitas ao longo dos próximos 50
anos.
Era, por óbvio, uma desculpa para livrar governadores do ônus
político de elevar a carga tributária. Mas o tiro saiu pela culatra, e
os parlamentares optaram por retirar o trecho do texto final que foi a
promulgação. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul decidiram
recuar, mas Paraná e Rio de Janeiro mantiveram os planos iniciais e vão
elevar suas alíquotas modais em março.
Não cabe fazer um julgamento moral sobre os governadores, como se
elevar o ICMS fosse uma decisão que definisse toda a atuação de um
gestor público. Quem já elevou as alíquotas em seus Estados não é pior
do que aqueles que somente voltaram atrás por causa da pressão popular –
mesmo porque nada indica que essa decisão tenha caráter definitivo.
Fato é que a situação fiscal dos Estados, de maneira geral, está
muito longe do equilíbrio. A exemplo da União, os Estados possuem certo
grau de rigidez nas contas públicas, especialmente em gastos com
servidores públicos e aposentadorias. Reformas podem estancar a curva de
crescimento desses dispêndios, mas não costumam ter efeitos imediatos e
requerem um apoio político difícil de ser obtido das Assembleias
Legislativas.
Por isso, é prudente não aumentar essas despesas de maneira excessiva
e não abrir mão da arrecadação necessária para sustentá-las. Foi o
exato oposto do que se viu nos últimos anos. De forma irresponsável, os
governadores optaram por aproveitar o fim da pandemia de covid-19 e a
proximidade das eleições para contratar funcionários e conceder aumentos
salariais. Em tempos normais, já seria algo questionável, mas o fato é
que isso aconteceu em um momento em que as receitas eram atacadas em
múltiplas frentes.
No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidia que os
Estados não mais poderiam cobrar alíquotas majoradas de ICMS sobre bens e
serviços essenciais. No Executivo, o ex-presidente Jair Bolsonaro, já
em campanha para a reeleição, iniciava uma cruzada pela redução dos
preços dos combustíveis e culpava os Estados por reajustes ocasionados
pelo aumento das cotações internacionais de petróleo. Pressionado, o
Congresso aprovava leis que alteraram a tributação de bens e serviços
que respondiam pela maior parte da arrecadação estadual.
O resultado não poderia ser outro: uma redução estrutural de receitas
de mais de R$ 100 bilhões de um ano para o outro. No primeiro ano de
mandato do presidente Lula da Silva, os Estados ainda contaram com o
auxílio financeiro do governo federal para arcar com suas despesas. Mas
essa ajuda não poderia durar para sempre, mesmo porque a União também
tem um déficit fiscal para administrar.
Como já se sabia, o corte nas alíquotas de combustíveis,
telecomunicações e energia era insustentável. E, agora, os Estados
decidiram compensá-lo. A solução foi aumentar a alíquota padrão, ou
seja, elevar a tributação de medicamentos, alimentos, bebidas, vestuário
e calçados, entre muitos outros itens. O pior é que nem mesmo a nova
alíquota modal será suficiente para recuperar todas as perdas, ou seja,
vem mais aumento por aí. Eis a conta do populismo tributário.