segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

LEWANDOWSKI ENTRA NO GOVERNO PRESSIONANDO POR SEGURANÇA PÚBLICA QUE AINDA NÃO FUNCIONOU

 

História por RAQUEL LOPES  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski deverá entrar no governo Lula (PT) em 1º de fevereiro pressionado pela avaliação negativa da população sobre segurança pública na gestão petista e por programas que pouco avançaram na área.

A cobrança sobre Lewandowski deve aumentar ainda mais por ele ter se oposto ao desmembramento da Justiça e à recriação do Ministério da Segurança Pública –promessa de Lula ainda do período eleitoral.

O atual governo tem 38 pastas, contra o máximo de 23 sob Jair Bolsonaro (PL), 29 sob Michel Temer (MDB) e 39 sob Dilma Rousseff (PT).

Lewandowski tem apontado em conversas reservadas que a área de segurança pública será seu maior desafio à frente do ministério.

Pessoas próximas afirmam que o futuro chefe da Justiça manifesta preocupação com a gravidade do problema e promete pulso firme no combate ao crime. Nas palavras de um aliado, o garantismo que marcou sua carreira no Judiciário, com forte defesa dos direitos de acusados, não será confundido com falta de ordem em sua gestão no ministério.

As pontes estabelecidas com a classe política durante o período em que ocupou a presidência do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também podem pavimentar articulações no Congresso, segundo aliados.

Um exemplo do bom trânsito de Lewandowski no mundo político são os elogios recebidos de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. À Folha Valdemar disse que o novo ministro é homem de bem e tem comportamento firme.

Diante do diagnóstico dos desafios na área, um dos postos de segundo escalão da Justiça considerados mais importantes por Lewandowski é a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Ele ainda não definiu quem comandará o órgão.

José Vicente da Silva Filho, coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo e membro do Conselho da Escola de Segurança Multidimensional da USP, afirma que Lula, ao anunciar seu novo ministro, não colocou a segurança pública como prioridade –o foco seria na política e no relacionamento com outros órgãos, entre eles o próprio STF.

“O que ele fez [gestão Flávio Dino] de positivo foi relacionado à nova política armamentista, mas em relação a outros pontos da segurança a pasta virou prateleira de fornecimento de serviço, em que passou a fornecer homens das Força Nacional, armas e viaturas”, disse.

Pesquisa Datafolha publicada em 7 de dezembro apontou a segurança como o segundo tema de maior preocupação dos brasileiros. No mesmo levantamento, 50% dos eleitores avaliaram a gestão Lula nesse campo como ruim e péssima, ante 29% de regular e 20% de ótima ou boa.

O primeiro ano de Lula conviveu com crises na segurança pública na Bahia e no Rio de Janeiro, onde houve acirramento das disputas entre grupos criminosos. O caso da Bahia gerou especial desgaste político para o PT, uma vez que o estado é governado pelo partido há diversos mandatos.

Assim como Lewandowski, Dino foi contra o fatiamento do Ministério da Justiça.

No período à frente da pasta, a atuação de Dino na segurança pública foi alvo de queixas de conservadores, que reclamaram de leniência do governo, e também de progressistas, que viram prioridade na lógica de guerra às drogas.

Ao longo de 2023, o governo federal lançou diferentes programas de enfrentamento à violência, mas especialistas apontam para uma dispersão de ações e a falta de uma visão sistêmica sobre o papel do governo federal.

Além de ser um assunto que gera forte preocupação na população, a segurança pública tem ainda uma dimensão política que é frequentemente explorada por opositores, principalmente bolsonaristas. O próprio Dino foi em diversas ocasiões chamado a participar de audiências públicas no Congresso Nacional.

Um dos episódios mais abordados por opositores foi uma visita feita por Dino ao Complexo da Maré (RJ) nos primeiros meses de 2023. Bolsonaristas usaram o caso para associar falsamente o ministro ao crime organizado –a vinculação foi fartamente explorada nas redes sociais.

Adversários ainda acusam a política desarmamentista do governo Lula de desproteger a população da criminalidade.

Dino também encerra sua gestão na pasta sem que o caso da vereadora Marielle Franco tenha sido resolvido, apesar de ressaltar que será esclarecido. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse ter convicção que a instituição dará uma resposta final sobre o caso ainda no primeiro trimestre deste ano.

Procurado em dezembro para fazer um balanço sobre a área, o Ministério da Justiça informou que atua “de forma consistente a médio e longo prazo, como, por exemplo, a partir da estruturação de programas para combater as grandes organizações criminosas e proteger a Amazônia”. Segundo a pasta, foram investidos em 2023 mais de R$ 18 bilhões em segurança pública.

SITUAÇÃO DOS ÍNDIOS YANOMAMIS NÃO MELHOROU NO GOVERNO ATUAL

 

História por VINICIUS SASSINE  • Folha de S. Paulo

MANAUS, AM (FOLHAPRESS) – Quase um ano após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter considerado, em visita a Boa Vista, que a situação era desumana, a Casai (Casa de Saúde Indígena) Yanomami segue funcionando como um hospital improvisado e com lotação acima de sua capacidade.

A declaração de emergência em saúde pública ocorreu em 20 de janeiro de 2023. Lula foi a Boa Vista no dia seguinte, ocasião em que fez uma visita à Casai. Ele prometeu que equipes médicas chegariam às aldeias no território, para evitar o transporte de yanomamis e parentes à cidade, em busca de tratamento.

“Se alguém me contasse que aqui em Roraima tinha pessoas sendo tratadas de forma desumana, como vi o povo yanomami ser tratado aqui, eu não acreditaria”, disse o presidente na ocasião.

“Uma das formas de resolver isso é montar plantão da saúde nas aldeias, para que a gente possa cuidar deles lá. Fica mais fácil a gente transportar dez médicos do que transportar 200 índios”, completou.

As remoções são feitas em voos que duram de uma a duas horas. Os aviões são custeados pela Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), do Ministério da Saúde.

A promessa ainda está longe de uma efetividade. A Casai segue com mais pessoas do que vagas existentes. Até terça-feira (9), quando a reportagem da Folha esteve no espaço, havia 276 pacientes e 310 acompanhantes, num total de 586 indígenas. A capacidade da Casai é de 442 redes e 16 leitos.

A unidade continua operando como um hospital improvisado, enquanto sua função inicial é servir como uma casa de passagem e acolhimento para os indígenas e familiares que precisam de atendimento na rede hospitalar em Boa Vista.

No auge da crise humanitária, quase 900 yanomamis ficavam na Casai, parte deles por meses, sem retornar ao território tradicional. No momento da visita de Lula, quase um ano atrás, havia uma ocupação de mais de 700 indígenas.

No local, um dos principais fluxos de indígenas é proveniente da região de Auaris. O espaço deveria ser apenas uma casa de acolhimento e passagem, mas faz atendimentos médicos e internações.

Galpões são estruturados para abrigar os indígenas, divididos por regiões. O de Auaris era um dos mais lotados na terça.

“O garimpo voltou com tudo e, com isso, a malária voltou com tudo”, afirma a médica ginecologista Ana Paula Pina, que atua no DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) Yanomami. “Há mães desnutridas crônicas. E a maioria das internações é de crianças desnutridas e com malária.”

No polo base em Auaris, dentro do território, profissionais de saúde encontram dificuldades em administrar a suplementação alimentar nos casos de desnutrição. Mesmo assim, as sete crianças com desnutrição não necessitariam de transferência para Boa Vista, segundo o diagnóstico feito no dia da visita de uma comitiva de ministros, na quarta (10).

“A gente está muito ciente de que [a crise] está longe de terminar, está longe para se libertar o território”, disse a ministra Sônia Guajajara, na reunião feita com lideranças em Auaris. “Sabemos que há invasores, que o que fica é a parte criminosa.”

A Casai ainda é um espaço em que se veem crianças com desnutrição, algumas em estado mais crítico. Já não há a enorme superlotação do auge da crise humanitária, e os espaços estão mais organizados, com melhor infraestrutura e mais leitos. Mesmo assim, há longas permanências, ocupação acima do disponível e improvisação do espaço como um hospital.

Há um déficit de profissionais de saúde. Um dos profissionais da Casai resumiu a situação dizendo que o buraco é muito fundo, com todos trabalhando, mas o trabalho não parece fazer efeito.

Nos últimos 40 dias, nove crianças com desnutrição grave precisaram deixar a Casai para internação no Hospital da Criança Santo Antônio, unidade da rede de saúde do município de Boa Vista. A fome leva a outras doenças, como diarreia e pneumonia.

Médicos com atuação no hospital improvisado dizem ter se deparado com crianças com malárias sucessivas. Uma delas já teve sete malárias, o que provocou danos ao fígado.

Na Casai, indígenas que deixam o Hospital da Criança prosseguem com o tratamento para a desnutrição, por meio de uma suplementação alimentar. As complicações decorrentes da desnutrição também são tratadas pelas equipes no espaço. Muitas vezes, é necessário retornar ao hospital, diante do agravamento dos casos.

O BRASIL GASTA O DINHEIRO PÚBLICO EM EXCESSO

 

História por editora3  • IstoÉ Dinheiro

• Despesa total do governo federal é de R$ 5,5 trilhões

• Reforma administrativa é urgente: gastos com servidores é a segunda maior despesa do Executivo, atrás apenas da Previdência

• Na previdência, se cortar fraudes e pagamentos indevidos, despesa pode diminuir R$ 15 bilhões em 10 anos

• Poder legislativo precisa enxugar gastos: Brasil tem o segundo Congresso mais caro, atrás apenas do dos Estados Unidos

• Poder Judiciário é o que mais gasta recursos públicos entre todos os países da América e da Europa

Quando pensamos em gastos exorbitantes de dinheiro público, o Poder Executivo surge como o principal responsável pelo desequilíbrio nas contas públicas. E de fato ele é o maior gastador. O dispêndio total previsto para este ano, sem contar o pagamento de juros da dívida, é de R$ 2,2 trilhões. Nesse número entram as despesas obrigatórias (que incluem salários dos servidores e gastos previdenciários) mais as chamadas despesas discricionárias (pagamentos de precatórios e emendas parlamentares, além de investimentos, como o PAC). Para chegar à despesa total do governo federal, no entanto, é preciso incluir os cerca de R$ 900 bilhões destinados exclusivamente às estatais e autarquias (entre salários e investimentos) e outros R$ 2,4 trilhões de pagamento de juros da dívida. No bottom line, a conta chega a R$ 5,5 trilhões.

• Tradicionalmente, o Poder Executivo só realiza cortes dentro das despesas discricionárias, que em 2024 somam R$ 225,8 bilhões, uma ínfima parte de 11% das despesas totais sem o pagamento de juros da dívida.

• Mas se o olhar for expandido, há mais dinheiro na mesa a se economizar. E um desses caminhos seria cortar e revisar benefícios no Judiciário, no Legislativo e no próprio Executivo, o que garante uma redução de gastos de R$ 23,8 bilhões por ano.

• Se nessa conta forem acrescentados os efeitos da Reforma Administrativa, da Revisão Previdenciária e da união dos gastos sociais, outros R$ 665 bilhões seriam poupados em uma década.

Para Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, há algum nível de descaso de todos os Poderes com a quantidade e a qualidade do que gastam.“Falta mais ênfase no corte. Há muito ajuste voltado para a arrecadação, e esse desequilíbrio precisa ser corrigido”, disse Fraga.

Já o secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Sergio Firpo, diz que uma análise profunda sobre o tema está em curso desde 2023, e os resultados serão apresentados em abril, na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025. Segundo ele, o estudo contempla excessos e gastos pouco eficientes.

Enquanto eles fazem contas, a DINHEIRO preparou uma série de medidas que podem facilitar o processo de contenção de gastos — sem penalizar o mais pobre ou espremer os mais ricos.

Executivo:

O elefante na sala

Anderson Riedel/PR© Fornecido por IstoÉ Dinheiro

Conhecida como a mãe das reformas, a revisão do tamanho do Estado, ou Reforma Administrativa, não é uma questão de ideologia política, mas de coerência com os tempos em que vivemos. Neste ano, os gastos com servidores do governo federal estão estimados em R$ 380 bilhões, ou 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB). É a segunda maior despesa primária do governo, perdendo apenas para a Previdência Social (R$ 913 bilhões, 8% do PIB).

ex-ministro da Economia Paulo Guedes até tentou emplacar uma Reforma Administrativa no governo Jair Bolsonaro, mas sem sucesso — por boicote do próprio governo da época. O texto basicamente revia as formas de contratos e diminuía a estabilidade do emprego.

No começo do governo Lula, foi totalmente descartado. O atual advogado-geral da União, Jorge Messias, chamou a proposta, no final de 2023, de “lixo”. Em um evento organizado pelo Ministério da Gestão, Messias afirmou que a discussão de reforma envolve rever quais são as necessidades da população e atualizar o Estado para os moldes atuais. “Podemos entregar mais e melhor à população, e com isso aumentar a eficiência e diminuir custos”, disse. Lindo. O problema? Não deu mais detalhes.

Para o economista Felipe Salto, da consultoria Warren Rena, uma saída seria a revisão de políticas de indexação e correção automática de salários e remunerações. “Nisso, a Reforma Administrativa poderia ajudar, eventualmente.” Nos cálculos de Salto, poderia diminuir o custo da máquina pública em mais de R$ 150 bilhões em dez anos.

Previdência

Falar de Previdência parece um pouco démodé, mas vamos ter de falar sobre ela de novo. Ao cruzar as projeções de envelhecimento da população pelo INSS e sua arrecadação, o problema é visível. Em 2020 o déficit previdenciário no Brasil foi de R$ 160 bilhões. Em 2021 saltou para R$ 190 bilhões. Fechou 2022 em R$ 250 bilhões. A expectativa é que o número dobre até 2060 e quadruplique até 2100. É preciso agora aliar tecnologia nessa conta. Em vez de reduzir os valores pagos, o governo precisa investir em um sistema inteligente de liberação e autenticação do benefício.

Isso poderia ajudar a mudar um dado alarmante do TCU. Em 2021 foram pagos R$ 86 milhões em aposentadorias indevidas, R$ 27 milhões a segurados falecidos, R$ 52,6 milhões gastos com benefícios previdenciários acima do teto e R$ 6 milhões em fraudes. O tribunal aponta, inclusive, que esse número todo deve ter dobrado durante a pandemia. E, resolvê-lo, pode diminuir a despesa previdenciária em R$ 15 bilhões em dez anos.

Gastos sociais

Além da Previdência há políticas de proteção social. Calma, calma, ninguém aqui quer acabar com o Bolsa Família, mas usar inteligência nessa aplicação. Um estudo do economista Gabriel Leal de Barros, da Ryo Asset, aponta a necessidade de promover uma fusão de políticas sociais diante da execução fracionada de diversos programas como o Auxílio Brasil, Auxílio Gás, Auxílio Reclusão, Farmácia Popular, Salário Maternidade, Salário Família, Benefício de Proteção Continuada… “A fusão de políticas sociais é algo imperativo, já que a ineficiência da gestão dessas políticas é enorme e é comum ter beneficiários recebendo dois, três, quatro e até cinco benefícios de forma cumulativa”, disse Barros.

Pelos seus cálculos, a integração e o redesenho dos programas sociais podem entregar economia fiscal de quase R$ 200 bilhões em dez anos. O Banco Mundial concorda. “Vários benefícios pecuniários que deveriam ser direcionados aos trabalhadores pobres estão, na prática, beneficiando famílias com rendas mais altas”, relatou o banco em um reporte de agosto de 2023.

Abono Salarial

Outra solução seria rever o abono salarial, benefício que assegura o valor de até um salário mínimo anual aos trabalhadores que receberam em média até dois salários mínimos de remuneração mensal durante pelo menos 30 dias no ano, e que estejam cadastrados no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos. Para Rafael Medici, professor de estudos econômicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o efeito do abono não é mais social“Ele não combate o desemprego, pois quem recebe está empregado. Não combate a miséria, porque quem recebe não está entre os 20% mais pobres. E não ajuda na informalidade, porque quem recebe o benefício já está no mercado formal.”

O pagamento do abono salarial está estimado em R$ 28,1 bilhões para o ano de 2024. Extinto o benefício, a economia tende a superar R$ 300 bilhões em dez anos — pois o valor é corrigido anualmente. Para ser encerrado, teria de ser alterada a Constituição.

Saúde e Educação

A educação e a saúde pública poderiam ser melhores? Sim. Isso significa que o governo precisa investir mais nela? Não necessariamente. Em 2023, uma solução de alunos de gestão de políticas públicas da Universidade de Brasília foi apresentada à ONU. Os estudantes mostraram por meio do estudo intitulado A Realidade da Saúde Pública e Educação Brasileira que o uso de inteligência artificial na hora de distribuir recursos para os municípios teria o poder de melhorar em 3 pontos o IDH brasileiro e, pasmem, reduzir em 18% o total do gasto com saúde e 22% com educação ao ano, ou cerca de R$ 5 bilhões ao ano.

Para isso, no entanto, o governo teria de avançar com um projeto para desindexar a correção dos valores destinados a esses setores, que têm seu aumento anual previsto em Lei.

R$ 5,5 trilhõesé o valor das despesas do Brasil em 2024; do montante, R$ 2,2 trilhões, ou 40%, são usados para custear a máquina pública 

LegislativoDinheiro x controle

(Jonas Pereira)© Fornecido por IstoÉ Dinheiro

Se o Executivo tem muita gordura para queimar, o Legislativo precisa olhar para o próprio umbigo e analisar como contribuir. O Brasil tem o segundo Congresso mais caro, perdendo apenas para o dos Estados Unidos — a maior economia do mundo. Um estudo realizado pelas universidades de Iowa, Universidade do Sul da Califórnia e Universidade de Brasília (UnB) a pedido do Banco Mundial apresentou números preocupantes.

Em 2021 cada um dos 513 deputados e 81 senadores brasileiros custou US$ 5 milhões, ou R$ 24 milhões com a cotação do dia 10 de janeiro. Isso significa que o gasto com cada congressista corresponde a 528 vezes a renda média dos brasileiros. Neste ano, a despesa com pessoal no Congresso será de R$ 13,68 bilhões, ou 0,12% do PIB. Nos EUA, com orçamento de US$ 4,73 bilhões, o custo dos parlamentares representa 0,017% do PIB. Proporcionalmente, o parlamento brasileiro custa 7,5 vezes mais que o americano.

Para explicar esse fenômeno brasileiro, o pesquisador Luciano de Castro, que é professor associado na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, parafraseou o professor Barry Ames, autor do livro The Deadlock of Democracy in Brazil“A tragédia do sistema político brasileiro não é que ele beneficie as elites, e sim que ele beneficia a si próprio.”

• Do total de gastos do Legislativo brasileiro este ano, salários e benefícios custarão R$ 6,43 bilhões.

• Aposentadorias e pensões, outros R$ 5,5 bilhões.

• Além de elevada, a folha de pagamento do Legislativo federal é extensa, somando mais de 24 mil pessoas, a maior parte deles na Câmara (14.778 servidores).

Para Victor Gonzaga Gurgel, pesquisador da Universidade Federal do ABC, a escalada dos gastos acontece sempre que a pessoa que usufrui é a mesma que autoriza o aumento. “Não há qualquer tipo de autonomia real dos outros Poderes para frear os aumentos, até porque eles também se beneficiam da autorregulação.”

Uma solução seria o modelo adotado em alguns países da Europa, como Irlanda e Suíça, onde os orçamentos são cruzados. Assim, cada Poder desenha seu próprio orçamento, mas precisa passar por auditoria nas outras Casas. Um estudo feito pelo Instituto Millenium calculou que reduzir o uso do auxílio moradia e as férias, de 60 para 30 dias, traria economia de R$ 2,3 bilhões aos nossos bolsos ao ano.

O TCU também está atento a essa questão.

Apenas no ano passado, o Congresso gastou ao menos R$ 258,6 milhões com o pagamento de:

• despesas dos parlamentares com alimentação,

• hospedagem,

• aluguel de escritório e veículos,

• combustíveis e lubrificantes,

• telefone,

• passagens aéreas, entre outras.

A verba varia de acordo com o estado de origem do parlamentar. No Senado, vai de R$ 21.045,20, para senadores do Distrito Federal e de Goiás, a R$ 44.276,60, para representantes do Amazonas. Na Câmara, o benefício é ainda mais generoso: deputados da capital federal têm direito a R$ 30.788,66 e os de Roraima a R$ 45.612,53.

Na avaliação do TCU, a atual estrutura das duas casas legislativas não é capaz de impedir uso indevido do dinheiro público. “A realidade é que existem indícios de utilizações irregulares, equivocadas ou ineficientes dos recursos disponibilizados, e que os meios atuais de controle e fiscalização não estão sendo eficientes para mitigar o eventual abuso ou mau uso das verbas por parte de determinados parlamentares”, afirmou o relatório do tribunal.

A estimativa é que cada Casa poderia reduzir até um R$ 1 bilhão ao ano com mais disciplina e controle dos gastos. “É dinheiro de todos nós utilizado sem qualquer garantia de que os princípios basilares da administração pública estão sendo respeitados.”

JudiciárioCaixa preta (e cega)

(TSE)© Fornecido por IstoÉ Dinheiro

Não é possível avaliar os problemas do custeio brasileiro sem olhar também para o Judiciário. Responsável por um orçamento de R$ 73,08 bilhões ao ano, o Poder Judiciário, em seu conjunto, converteu-se em uma grande estrutura geradora de privilégios para poucos, com baixa preocupação social, nenhuma participação democrática, transparência ou controle da sociedade.

Dos Três Poderes, o Judiciário também é o mais difícil quanto a acessar dados públicos, o que torna baixa — ou nula — a fiscalização do andamento e do destino dos recursos. Pouca gente sabe, por exemplo, que o Judiciário brasileiro é um dos mais caros do mundo. É o que mais gasta recursos públicos entre todos os países da América e da Europa.

Segundo um estudo da FGV-Rio, em pareceria com o Banco Mundial, o Brasil destina 0,7% do PIB para a manutenção de sua Justiça. Na Alemanha é menos da metade: 0,32%. Na Itália 0,19%. Nos EUA 0,14%. O número não seria tão ruim se a Justiça funcionasse melhor.

No Judiciário os benefícios também se acumulam. Auxílio-moradia, auxílio-paletó, auxílio-livro, recursos esses que não estão sujeitos ao IR e à contribuição previdenciária. E essa é apenas a ponta do iceberg.

Em São Paulo, por exemplo, um estudo do Ministério Público de 2021 revelou que a média de rendimento mensal dos juízes e desembargadores era de R$ 40.853 (enquanto o teto era R$ 33.763). Em cargos como procuradores-gerais de Justiça, chefes dos MPs esse valor podia chegar R$ 53.971. À época, das 54 esferas judiciais pesquisadas no estado, 50 furavam o teto. E isso é ilegal? Não. A questão é a moralidade. Usufruir do benefício é constitucional, mas a recondução dele para transformar em parte do provento mensal é uma subversão do propósito. Na ponta do lápis, seria possível reduzir, ao ano, cerca de meio milhão de reais de salários pagos acima do teto.

Para o advogado José Marin Gonzáles, procurador aposentado por Minas Gerais, a construção da casta Judiciária é um problema que o Brasil terá de enfrentar, uma hora ou outra“A solução seria ampliar a lei que estabelece o teto salarial do ente público para que ela fosse mais clara sobre a incorporação de benefícios.”

A taxação dos valores também seria uma solução para redução das perdas, além, claro, do uso da tecnologia para cruzar dados de modo instantâneo e barrar pedidos inapropriados. “Deveria haver um teto de benefícios, a ser usado como o magistrado preferir”, disse Gonzales. Parece claro que todos precisam cortar na própria carne. O que ninguém fez até agora.

O post Gasto público: saiba por que é preciso cortar na carne apareceu primeiro em ISTOÉ DINHEIRO.

BOLSONARO CRITICA A ADMINISTRAÇÃO DE LULA E O DÉFICIT PÚBLICO

 

História por TAYGUARA RIBEIRO  • 12h

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo neste domingo (14) dizendo que ele pode ser “um cara horrível”, mas que “o outro cara é péssimo”, em uma referência ao presidente Lula (PT).

A comparação feita por ele ocorre dias após a repercussão de falas do presidente de seu partido, Valdemar da Costa Neto, com elogios ao petista.

O presidente do PL foi atacado por bolsonaristas nas redes sociais e, neste sábado (13), disse ser “leal a Bolsonaro”, fiel aos seus princípios e, embora tenha mantido elogios a Lula, afirmou que suas falas foram tiradas de contexto.

No vídeo publicado neste domingo, gravado durante uma visita à cidade de Angra dos Reis (RJ), Bolsonaro não citou Valdemar, mas buscou comparar seu governo com o de Lula.

Além de falar da situação econômica do país, questionou a mudança em relação à política de armas e a política externa brasileira.

“Nós estamos no mesmo barco pessoal. Se alguém porventura aqui votou no PT, pode ser que exista: não dá para comparar, eu posso ser um cara horrível, mas o outro cara é péssimo.”

Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no ano passado por mentiras e ataques ao sistema eleitoral em 2022, Bolsonaro afirmou que o Brasil está com um rombo de quase R$ 200 bilhões. “Essa conta quem vai pagar são vocês”, disse aos apoiadores que o acompanhavam.

O número oficial, porém, será divulgado pelo Tesouro apenas no fim de janeiro. No final de dezembro, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse esperar que o governo central feche 2023 com déficit primário acumulado em 12 meses de aproximadamente R$ 125 bilhões.

Sobre a política externa, Bolsonaro acusou o PT de ser aliado do Hamas e disse que “ele não reconhece o Hamas como terrorista”. Em outubro, Lula afirmou que o Hamas cometeu atos de terrorismo ao invadir Israel em 7 de outubro e que este, por sua vez, reagiu de “forma insana” ao bombardear de modo contínuo a Faixa de Gaza desde então.

O presidente do partido de Bolsonaro relatou ter virado alvo de ataques desde sexta-feira (12) devido a uma entrevista concedida por ele em dezembro ao jornal O Diário, da região de Mogi das Cruzes (SP).

No vídeo, Valdemar afirma que Lula tem prestígio e é fenômeno por “chegar onde chegou”.

Em entrevista à Folha também na sexta, ele se disse mal compreendido e chamou de “fake” o conteúdo que circula. Não por negar os elogios, mas por considerar que o trecho da entrevista, concedida no mês passado, foi tirado de contexto.

“O que eu falei do Lula, eu falei porque é verdade. Se eu não falar a verdade, perco a credibilidade, que é o que me resta na política. Ninguém pode negar que ele foi bom presidente. Ele elegeu a Dilma [Rousseff]. Só que eu tava fazendo comparação: o Lula tem prestígio, Bolsonaro tem uma coisa que ninguém tem no planeta, carisma.”

À Folha Valdemar elogiou a escolha de Lula de indicar o ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça.

O dirigente do partido de Jair Bolsonaro classificou Lewandowski como homem de bem e de comportamento firme.

“Lewandowski tinha tudo para ir pro Ministério da Justiça. Ele é preparado, homem de bem, homem que sempre teve comportamento firme. [Lula] Acertou, como não. Como no caso do [Cristiano] Zanin, não foi boa indicação?”, disse.

A VIOLÊNCIA DO ESTADO FORA DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS É TÃO PERNICIOSA QUANTO A COMETIDA PELOS CRIMINOSOS

 

História por Notas & Informações  • Jornal Estadão

As cenas de terror protagonizadas por grupos criminosos no Equador, ao mesmo tempo que foram mais uma demonstração cabal do avanço dessas organizações na América Latina, serviram para alimentar o discurso segundo o qual só é possível enfrentar essas gangues com medidas de exceção, à moda do impetuoso e popularíssimo presidente de El Salvador, Nayib Bukele – aquele que, quando acusado pela oposição de pretender impor uma ditadura por meio de suas medidas draconianas contra o crime, se declarou, ironicamente, “o ditador mais cool (legal) do mundo”.

Por maior que seja a indignação com a violência dos grupos criminosos que infestam a América Latina e cujos quartéis são as próprias prisões em que teoricamente cumprem pena, não se pode admitir que a solução seja a suspensão dos direitos básicos dos cidadãos, sobretudo o direito que os protege de detenções arbitrárias. O método de Bukele não é uma solução porque, ao suspender o Estado Democrático de Direito em nome do combate ao crime, destrói a democracia sem melhorar a segurança de ninguém. Aliás, muito pelo contrário: sem democracia, não há nenhum tipo de freio para o arbítrio do Estado, que assim ganha poder ilimitado para coagir todo e qualquer cidadão, conforme a vontade do ditador e de sua corte.

A violência do Estado, quando fora do controle das instituições democráticas e quando exercida à margem da lei, é tão perniciosa quanto a cometida pelos criminosos comuns. É possível sentir-se circunstancialmente seguro numa sociedade assim, mas é uma segurança ilusória, porque depende da sorte de ter boas relações com o poder.

A tentação, contudo, é grande. A imensa popularidade de Bukele em El Salvador criou a sensação de que o jovem presidente, ao dar uma banana para os direitos básicos, afinal encontrou a solução ideal para o problema da criminalidade. O igualmente jovem presidente do Equador, Daniel Noboa, claramente pretende adotar o método de Bukele, em meio à crise desencadeada há uma semana, após o líder de uma das maiores facções criminosas do país ter escapado de um presídio em que gozava de vários privilégios – como cúmulo do escárnio, ele até gravou um videoclipe dentro da prisão.

A fuga levou Noboa a decretar estado de exceção. Nas horas que se seguiram ao ato, o país assistiu a rebeliões em prisões, viaturas policiais queimadas, sequestros de policiais e até a invasão de uma emissora de TV de Guayaquil durante a transmissão de um programa ao vivo. Noboa, então, dobrou a aposta e decretou estado de conflito armado interno, decisão que autorizou o uso das Forças Armadas no patrulhamento de ruas, suspendeu aulas e impôs um toque de recolher à população. Mais de 300 pessoas foram presas e ao menos 13 foram mortas, enquanto os ataques liderados pelas facções parecem ter refluído.

Não é a primeira vez que o crime organizado mostra sua força no Equador. Ainda não esclarecido, o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio em agosto do ano passado foi reivindicado por uma das tantas facções criminosas que atuam no país. Os episódios assustam os equatorianos, que até então pensavam viver num país relativamente seguro.

Mas o medo é mau conselheiro – e escancara o espaço político latino-americano para emergência de líderes que fazem da promessa de violência estatal seu principal ativo eleitoral. Não à toa, Bukele é hoje mais popular que a maioria dos políticos do Equador e embala os sonhos da extrema direita de Honduras, Guatemala, Peru, Argentina e, claro, Brasil – por aqui, o notório Eduardo Bolsonaro levou uma comitiva de deputados para conhecer a experiência de Bukele e ressaltou, nas redes sociais, que El Salvador, “o país mais violento do mundo em 2015, hoje tem taxa de homicídios igual à Suíça”.

Em resumo, há duas formas de enfrentar o crime organizado: a que funciona, por meio de um esforço de inteligência e cooperação entre todos os países afetados, já que o narcotráfico e as milícias se tornaram transnacionais; e a que não funciona, por meio da suspensão de direitos e da truculência do Estado – que se torna, ele mesmo, criminoso.

O TRATAMENTO HOMEOPATICO BASEIA-SE NO PRINCÍPIO DA SIMILARIDADE - SEMELHANTE CURA SEMELHANTE

 

História por Redação  • IstoÉ Dinheiro

Do Brasil à Alemanha, milhões de pacientes recorrem ao tratamento homeopático contra diferentes doenças. Mas o que dizem os estudos sobre esse método? Por que ele segue tão popular e, ao mesmo tempo, tão criticado?A homeopatia representa um mercado enorme. Não só no Brasil e na Alemanha, mas também em outros países europeus e sul-americanos, na América do Norte e na Ásia, pacientes recorrem a remédios homeopáticos para problemas estomacais, dores de cabeça e de garganta.

No Brasil, o método terapêutico é oferecido pelo SUS desde 2006. Na França, por outro lado, as seguradoras de saúde cobriram os custos dessas substâncias até 2021. E agora, na Alemanha, o ministro da Saúde, Karl Lauterbach, quer que ocorra o mesmo: no futuro, quem optar pela homeopatia terá que pagar por isso.

O que é a homeopatia?

O tratamento homeopático baseia-se no princípio da similaridade: substâncias que causam determinados sintomas em indivíduos saudáveis podem curar sintomas semelhantes em pessoas doentes, quando diluídas em altas doses.

“Semelhante cura semelhante” – esse princípio remonta ao pai da homeopatia, o médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843). O termo homeopatia é formado pelas palavras gregas “homoion”, similar, e “pathos”, doença.

Como substâncias como a beladona seriam altamente tóxicas em sua forma pura, elas são administradas aos pacientes em uma forma altamente diluída. As plantas ou os minerais são moídos e misturados com água ou álcool. Parte dessa mistura é diluída novamente, e assim por diante.

Hahnemann desenvolveu um método especial de diluir e agitar, conhecido como potencialização e dinamização. Aplica-se o seguinte: quanto mais diluído, mais forte será a reação de cura do paciente.

Isso ocorreria apesar do fato de que o ingrediente ativo original quase não está presente ou sequer está presente no final do procedimento. A teoria controversa é que a água usada para a diluição tem uma memória que pode lembrar as propriedades e o efeito da substância original.

O ingrediente ativo homeopaticamente potencializado produzido dessa forma é frequentemente pulverizado em pequenos glóbulos de açúcar. Esses glóbulos são uma das formas de dosagem mais populares da homeopatia.

Engolidos pelo paciente, eles têm a finalidade de ativar os poderes de autocura do próprio corpo e restaurar o equilíbrio do sistema do indivíduo, que foi desequilibrado pela doença.

O que dizem estudos sobre homeopatia?

Vários estudos já investigaram a homeopatia e seu efeito em diferentes problemas de saúde. Pesquisas individuais têm importância limitada, enquanto as meta-análises, que incluem muitos estudos, fornecem respostas mais confiáveis.

Uma meta-análise de 1997, publicada na revista especializada Lancet, examinou 89 estudos individuais. A conclusão dos pesquisadores na época foi que o efeito clínico da homeopatia não poderia ser atribuído apenas ao efeito placebo. É essa frase que os homeopatas ainda hoje citam como prova de que a terapia é, sim, eficaz.

A declaração subsequente dos pesquisadores de 1997, por outro lado, é deliberadamente ignorada e relativizada: não há evidências suficientes de que a homeopatia seja claramente eficaz para enfermidades específicas.

Outra meta-análise de 2017, publicada na revista Systematic Review, analisou apenas estudos duplo-cegos nos quais nem os participantes do teste, nem os médicos sabiam se estavam administrando um remédio homeopático ou um placebo. Os estudos duplo-cegos são considerados particularmente confiáveis e conclusivos. O resultado aqui também foi: nenhum efeito sobre doenças específicas.

Uma crítica fundamental feita pelos pesquisadores é que a qualidade de muitos estudos deixa a desejar. Em 2015, o Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália publicou os resultados de um comitê que analisou a situação dos estudos sobre homeopatia. O resultado: quanto pior a qualidade do estudo, melhores os resultados da homeopatia.

“Os argumentos a favor da homeopatia são construídos sobre a areia”, diz a médica alemã Natalie Grams no podcast da DW em inglês Don’t drink the milk.

Grams vinha tratando seus pacientes homeopaticamente há anos com total convicção, até que decidiu escrever um livro sobre o tema e se familiarizou com os estudos. Atualmente, a médica é uma das mais proeminentes críticas alemãs à homeopatia – mas reconhece que o método oferece algo que a medicina moderna muitas vezes não tem.

Por que muitos acreditam na homeopatia?

“Na medicina moderna, muitas vezes somos apenas um número entre muitos e não sentimos que estamos sendo tratados suficientemente bem”, diz Grams.

Quem já foi a um homeopata ou outro profissional da chamada medicina alternativa costuma dizer que eles lhes dedicam mais tempo, os ouvem e os tratam como um indivíduo, considerando todas as suas preocupações e medos.

Isso não é pouca coisa: tem um efeito comprovadamente positivo no sucesso do tratamento, afirma Ulrike Bingel, professora de neurologia do Hospital Universitário de Essen, na Alemanha. Uma das especialidades da neurocientista é a pesquisa sobre dor e placebo. “O efeito placebo ou de expectativa não é apenas subestimado na medicina, como tampouco é utilizado de forma sistemática.” Isso é algo que poderia ser aprendido com a homeopatia, afirma ela.

O que é o efeito placebo?

“Placebo é um tratamento ou medicamento que não tem efeito intrínseco”, explica Ulrike Bingel. Ou seja, alguns diriam que não tem efeito qualquer. Uma tintura feita de água pura, um comprimido de lactose ou até mesmo glóbulos homeopáticos – placebos não aliviam sintomas.

Ainda assim, é o chamado efeito placebo a razão pela qual os sintomas melhoram após o tratamento homeopático. Em outras palavras, a expectativa positiva dos pacientes que ingerem os glóbulos.

Os homeopatas reforçam essa expectativa por meio de sua abordagem empática. Segundo Bingel, esse sentimento também é construído com as histórias positivas de parentes, conhecidos e amigos, que incentivam com seus relatos de experiências pessoais positivas.

“Portanto, a força motriz não é o placebo em si, mas a expectativa positiva que as pessoas associam ao fato de tomá-lo”, afirma a neurocientista. Segundo ela, o efeito placebo ou de expectativa também entra em ação quando se toma uma medicação real. “Mesmo após intervenções sérias, como cirurgia cardíaca, há esse efeito positivo assim que os médicos que tratam os pacientes voltam sua atenção para eles e se comunicam bem e com empatia.”

Pesquisas intensivas sobre o efeito placebo estão sendo realizadas na Alemanha e em vários países. Um dos mais renomados pesquisadores do efeito placebo é Ted Kaptchuk, professor de medicina da Harvard Medical School, em Boston.

Apesar de todos os efeitos positivos do efeito placebo, Kaptchuk é categórico em um artigo: “Os placebos podem fazer você se sentir melhor, mas não vão curá-lo.”

“Não precisamos da homeopatia como terapia. O conceito teórico é uma besteira e contradiz todo o conhecimento científico”, completa Bingel. “Mas há muitos aspectos do conceito de tratamento praticado que devem ser urgentemente integrados à medicina baseada em evidências.”

Ou seja, mais tempo, melhor comunicação e terapias mais individualizadas. Segundo a neurocientista, uma reformulação está ocorrendo lentamente. “Mas ainda há muito espaço para melhorias.”

O post Homeopatia funciona ou só tem efeito placebo? apareceu primeiro em ISTOÉ DINHEIRO.

A VERDURA MAIS SAUDÁVEL DO MUNDO É O AGRIÃO

 

História por Redação  • Catraca Livre

A verdura mais saudável do mundo© iStock/Tatsiana Volkava

Créditos: iStock/Tatsiana Volkava

O consumo regular de alimentos ricos em nutrientes é essencial para manter um bom estado de saúde. A falta de uma dieta equilibrada pode levar a uma série de problemas, tais como anemia, sobrepeso e fadiga. Felizmente, alguns alimentos, como o agrião, podem ajudar a combater esses problemas.

Conheça os benefícios do agrião© Fornecido por Catraca Livre

Segundo uma pesquisa publicada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o agrião é a verdura mais saudável que se pode consumir.

O estudo analisou vários frutos e legumes, e descobriu que o agrião, graças ao seu perfil nutricional, é uma opção ideal para a alimentação diária. Este vegetal contém altas concentrações de cálcio, potássio e vitamina A.

O agrião é um vegetal crucífero pertencente à mesma família de alimentos como os brócolis, a couve-flor e o repolho. O vegetal, nativo da Ásia Central e Europa, vem sendo consumido pela humanidade desde tempos imemoriais.

O valor nutricional do agrião

A referida pesquisa listou os alimentos mais ricos em nutrientes, tendo como base os elementos nutricionais que devemos consumir diariamente. Os elementos essenciais à boa saúde incluem potássio, fibra, cálcio, ferro e várias vitaminas.

O resultado final mostrou o agrião como o alimento com a pontuação mais alta – um perfeito 100 em 100 – seguido pela couve chinesa e acelga.

Isto indica que o consumo de agrião atende a 100% da quantidade diária recomendada de todos os nutrientes em análise pelo estudo.

Créditos: iStock/yodaswaj

Benefícios do agrião para a saúde

O consumo regular de agrião pode trazer vários benefícios para a saúde. As propriedades deste alimento incluem melhorar a densidade óssea, fortalecer a função visual, estimular o sistema imunitário e reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes.

Além disso, o agrião é um dos vegetais com maior quantidade de vitamina C, ainda mais do que laranjas e outros citrinos.

Cerca de 100 gramas deste vegetal contém mais quantidade de ferro do que a mesma quantidade de carne, sendo um poderoso aliado no combate à anemia.

Embora qualquer pessoa possa consumir agrião, aqueles que tomam medicamentos anticoagulantes devem ter cautela devido ao teor de vitamina K do vegetal.

Como consumir o agrião?

O agrião é extremamente versátil e pode ser consumido de várias maneiras. Pode acompanhar saladas, sanduíches ou servir como tempero em pratos como risotos ou sopas.

Ele pode acabar sendo cozido, mas especialistas recomendam o consumo da verdura crua para aproveitar ao máximo os seus nutrientes.

Uma boa maneira de consumir este vegetal é combiná-lo com queijos, o que aumenta a quantidade de cálcio na refeição.

Uma alimentação equilibrada é a chave para a boa saúde e o agrião é uma excelente adição a qualquer dieta, oferecendo uma abundância de nutrientes essenciais.

SISTEMAS TECNOLÓGICOS SÃO FERRAMENTAS QUE POSSIBILITAM UMA INFINIDADE DE SOLUÇÕES PARA A SUA EMPRESA

G2 – https://g2tecnologia.com.br/

Gerir uma empresa não é uma tarefa simples. Afinal, você precisa cruzar diversas informações para poder tomar decisões. Você já pensou em utilizar sistemas tecnológicos para te auxiliar nesta tarefa?

Pois saiba que, atualmente, há uma infinidade de soluções apropriadas para a sua empresa, independentemente do tamanho ou segmento de atuação. Nesta postagem, vamos apresentar 5 delas e mostrar como podem te ajudar! Boa leitura!

O que são sistemas tecnológicos?

Sistemas tecnológicos são ferramentas que possibilitam a organização de informações e automação de atividades de um empreendimento, trazendo mais agilidade aos processos e confiabilidade às informações. Independentemente do tamanho de sua empresa, sempre haverá um sistema capaz de suprir as suas necessidades de forma gratuita ou com preços moderados.

O que vai definir se uma ferramenta é adequada (ou não) à sua empresa é o nível das suas necessidades. Conheça 5 sistemas tecnológicos que são amplamente utilizados e como eles ajudam na gestão do seu negócio:

1. ERP (Enterprise Resource Planning)

Os sistemas de planejamento de recursos empresariais são uma excelente opção para gerenciar a sua empresa. Por meio deles, você conseguirá reunir todas as informações referentes ao empreendimento em um único sistema, desde o controle financeiro até dados de produção e de desempenho de vendas.

Além de unificar as informações, o ERP também gera relatórios e gráficos sobre elas, facilitando a compreensão e gerando insights que poderão trazer diferenciais competitivos para o negócio. Apesar de serem ferramentas de funcionamento complexo, são muito simples de serem utilizadas. Se você possui uma pequena empresa e não possui muitos recursos financeiros, existem algumas opções gratuitas.

Inclusive, é possível integrar uma grande quantidade de módulos para trazer mais funcionalidades, caso você precise. Existem ainda algumas opções de ERP com gerenciamento na nuvem, permitindo que você acesse todas as informações sobre a empresa de qualquer lugar do mundo, utilizando um smartphone, tablet ou computador.

2. CRM (Costumer Relationship Management)

Como o próprio nome diz, um sistema CRM é uma ferramenta para a gestão de relacionamento com seus clientes. Nela, ficam armazenadas todas as informações relacionadas ao seu cliente, como contato, últimas compras, valor de ticket médio, tempo de relacionamento e interações com a empresa.

Por meio dela, é possível traçar um perfil exato de seus clientes, trabalhar estratégias de retenção e reativação de clientes e avaliar qual a rentabilidade dele para o negócio. Essa ferramenta é tão essencial para a gestão de um empreendimento, que alguns sistemas ERP a possuem integrada às suas funcionalidades.

Umas das maiores vantagens de se utilizar um sistema de CRM é a possibilidade de sua equipe de vendas ganhar em produtividade ao direcionar seus esforços diretamente para o ato de vender e não desperdiçar o tempo preparando as informações para iniciar uma venda.

Algumas ferramentas também disponibilizam diversos treinamentos dentro delas, o que reduz o tempo de aprendizado sobre seu funcionamento e aumenta a eficiência de seus usuários. Acima de tudo, o CRM é uma ferramenta direcionada para aumentar a satisfação de seu cliente junto à sua empresa, então, é essencial utilizá-la com sabedoria.

3. Assinatura eletrônica

Imagine conseguir reduzir os níveis burocráticos do seu negócio, aumentar a eficiência e ainda aumentar a satisfação de seus clientes! Por meio de sistemas de assinatura eletrônica, é possível eliminar o constante vai e vem de documentos entre a empresa e o seu cliente.

Nesse sistema, ocorre a autenticação eletrônica de documentações importantes, como contratos de compra ou de prestação de serviços, com o mesmo valor jurídico de uma assinatura à caneta. Além de proporcionar agilidade aos processos, sua empresa economizará recursos como impressão e visitas desnecessárias aos clientes.

4. Cloud computing

Contar com um servidor de arquivos interno geralmente representa um custo alto, uma vez que, além da aquisição dos equipamentos necessários, você precisará manter um profissional especializado para realizar manutenções. Como opção, a contratação de serviços de cloud computing (armazenamento na nuvem) é uma excelente alternativa, pois não demanda uma estrutura complexa, assim como pode ser acessada de qualquer lugar e por meio de qualquer aparelho.

Atualmente, existem opções como o Dropbox e o Google Drive, que possuem um alto nível de segurança, então, você não precisa se preocupar com a possibilidade de perder seus arquivos ou com o roubo de informações, uma vez que somente pessoas autorizadas terão acesso ao seu cloud . Além de armazenar seus arquivos com segurança, eles oferecem um sistema de versionamento de arquivos, que possibilita a recuperação de arquivos alterados ou sobrescritos acidentalmente.

Essas duas alternativas que citamos são gratuitas até um certo volume de dados. Após alcançar o limite, você deverá pagar para utilizar o serviço. Contudo, existem diversos planos para cada necessidade, de modo que você poderá contratar somente o que precisa.

5. Gerenciamento de projetos

Se você está trabalhando em um projeto com sua equipe, um sistema de gerenciamento de projetos é exatamente o que você precisa. Por meio desses sistemas, é possível integrar todas as informações referentes ao desenvolvimento do projeto, verificar prazos, identificar os responsáveis por cada tarefa e acompanhar cada evolução.

Assim como os demais sistemas tecnológicos que apresentamos aqui, existem algumas opções gratuitas disponíveis, como o Trello e o Artia. Mas, se você precisa de um sistema mais completo, você poderá contratar outros sistemas capazes de suprir perfeitamente as suas necessidades.

Como vimos, existem diversos sistemas tecnológicos para te auxiliar nas tarefas de gestão de sua empresa, seja qual for a sua necessidade. A utilização desses sistemas permite maior agilidade nos processos, redução de custos (mesmo se você optar por sistemas pagos) e maior confiabilidade nas informações que embasarão a tomada de decisões.

Ao adotar qualquer um desses sistemas, é fundamental que todos os envolvidos compreendam a importância de utilizá-los e se comprometam a alimentá-los com informações precisas. Caso contrário, você terá um excelente sistema, mas com informações imprecisas ou incorretas, comprometendo a segurança na tomada de decisões e na predição de cenários.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre os sistemas tecnológicos e como eles podem auxiliar seu negócio, aproveite a visita ao nosso blog e veja nosso guia completo para investir em cloud em sua empresa!

FANS TOKENS DA VALEON

Os Clubes de Futebol no Brasil e no Mundo estão alinhados fora de campo e estão investindo em inovação e no mercado de criptoativos, mais especificamente as Fans Tokens que são moedas digitais chamadas de CHILIZ(CHZ).

A novidade é atribuir um valor de ativo financeiro a um produto com o qual o fã cria relacionamentos e experiências com o Clube de Futebol e que antes era apenas um serviço sem valor de revenda ou de valorização desse ativo. As Fans Tokens ajudam os clubes a melhorar a parte financeira.

Assim como nenhum elemento do marketing faz nada sozinho, não só em clubes, mas em qualquer empresa, as Fans Tokens também precisam ter a imagem trabalhada para chegar ao consumidor de forma clara, oferecendo algo que seja palatável e legível ao torcedor, ou seja, as pessoas precisam entender do que se trata este ativo digital para poder consumi-lo.

Como toda inovação, as Fans tokens ainda estão numa fase inicial e todos nós estamos aprendendo com elas. Não podemos perder de foco é que a tecnologia não pode ser o fim, a tecnologia é simplesmente o meio e é a chave para o engajamento e temos que compreender que a tecnologia pode gerar lucro, construir operações sustentáveis, proteger a integridade da concorrência, desenvolver multiplataformas e muito mais.

Engajar os fãs não é algo exclusivo do esporte. Pelo contrário, todas as marcas querem encantar seus consumidores e engajá-los das mais variadas formas. Descobrir essas formas é uma das muitas atividades de quem trabalha com comportamento do consumidor.

Em marketing, podemos definir o engajamento do cliente como os comportamentos espontâneos, interativos e cocriativos do consumidor, principalmente em trocas não transacionais entre consumidor e empresa para atingir seus objetivos individuais e sociais.

Em outro contexto, porém, podemos pensar no engajamento como um estado de espírito motivacional relacionado à marca e dependente do contexto de um cliente, caracterizado por níveis específicos de atividade cognitiva, emocional e comportamental nas interações da marca. E, nesse aspecto, surge um fator importante: como os consumidores engajados fornecem referências e recomendações para produtos específicos, o engajamento do cliente é um elemento-chave nas estratégias das empresas para o desenvolvimento de soluções, de novos produtos e retenção de clientes. É aqui que surge a ideia da monetização.

A Startup Valeon cria as FANS TOKENS VALEON para premiar uma enorme comunidade de consumidores que utilizam as redes sociais, que são o nosso público-alvo, que são as pessoas que achamos que podem realmente se beneficiar do nosso produto que é a Plataforma Comercial Marketplace Valeon e muitas vezes não possuem o conhecimento básico de como o nosso produto funciona.

As Fans Tokens são para aqueles que não querem apenas ser espectadores, mas para aqueles que desejam ter um papel mais ativo na comunidade das redes sociais.

A tokenização fornece novas maneiras inspiradoras de classificar valor, criando novos ativos ou reinventado os tradicionais, abrindo portas para melhoria de processos totalmente novos, fluxos de receitas e envolvimento dos clientes com novas oportunidades.

Pensando nisso, a Startup Valeon através do seu Site, aposta na possibilidade de trazer o consumidor que pode estar longe ou não conhece a Valeon para perto da gente e ainda ser nosso colaborador participando ativamente do nosso desenvolvimento, gerando transformações e tendo o direito de fornecer conhecimentos específicos para o desenvolvimento do Site.

Valor do Fan Token Valeon = R$ 1,00

Solicitamos a colaboração dos consumidores do Vale do Aço para as oportunidades de influenciarem em algumas decisões do nosso dia-a-dia e quanto maior o peso de suas opiniões, mais Fan Tokens irá ganhar.

1 – Você pode auxiliar no desenvolvimento do nosso Site Valeon verificando alguma possibilidade de melhoria nele.

Prêmio: 50 Fan Token Valeon

2 – As Empresas, Serviços e Profissionais que desejarem participar aderindo suas Publicidades e Propagandas ao Site Valeon terão descontos.

Prêmio: 30% na mensalidade

3 – Sugestões de Internautas que queiram incluir ÁLBUNS DE MÚSICAS de até 150 MB NA COLEÇÃO DE MÚSICAS do Site Valeon.

Prêmio: 20 Fan Token Valeon

VALIDADE DAS FANS TOKENS VALEON: 06 MÊSES

IPAT/1/01/2024

Envie sua MENSAGEM por e-mail no site da Valeon

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

 

domingo, 14 de janeiro de 2024

FÓRMULA DA FELICIDADE NO ESTUDO DE HARVARD

História por Redação  • Catraca Livre

Estudo de Harvard mostra que você vai ser feliz se praticar estes 7 passos© PeopleImages / iStock

busca pela felicidade é um tema em constante pauta. Já foi debatido em mesas de bar, entre amigos nos encontros e hoje é alvo de estudos nas melhores universidades do mundo.

Um desses estudos é o de Tal Ben-Shahar, professor de Psicologia Positiva na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e autor dos best-sellers “Mais Feliz” e “Ser Feliz”.

Atualmente ensinando no Brasil, ele leciona para alunos da pós-graduação online da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), na disciplina “Psicologia Positiva: A Ciência da Felicidade”, que trata aspectos psicológicos de uma vida realizada.

Os segredos para a felicidade© Fornecido por Catraca Livre

Ser feliz pode ser aprendido?

De acordo com Ben-Shahar, a felicidade não é apenas um estado emocional inalcançável, mas algo que pode ser aprendido e cultivado, tal como uma habilidade.

O especialista defende que, com prática e dedicação, é possível desenvolver práticas que conduzem a uma vida mais alegre.

Em seu curso na Universidade, Tal Ben-Shahar aborda uma metodologia que ele chama de “fórmula da felicidade”, que consiste em sete passos simples para aplicar no cotidiano.

Créditos: iStock/Pollyana Ventura

Afinal, quais os passos para ser feliz?

  1. Tempo de qualidade: segundo o professor, a chave número um da felicidade é o tempo que passamos com a nossa família e os amigos, as pessoas que nos importam e que se importam conosco.
  2. Perdoe seus próprios fracassos: o primeiro passo, segundo o professor, é reconhecer que as falhas e os erros são parte integral da experiência humana. Portanto, em vez de reprimi-los, devemos celebrá-los como oportunidades de crescimento e aprendizado. Estudos anteriores descobriram que níveis baixos de perdão estão associados a transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.
  3. Seja grato pelas coisas boas: Ben-Shahar defende que a gratidão regular pelos aspectos positivos de nossas vidas aumenta nosso bem-estar geral.
  4. Pratique esportes: a atividade física regular proporciona inúmeros benefícios à saúde física e mental. Nas palavras do professor, praticar 30 minutos de caminhada por dia faz a diferença. O sono adequado e hábitos alimentares saudáveis também ​​levam à saúde física e mental.
  5. Simplifique, no lazer e no trabalho: o estresse e a sobrecarga podem aliviar com a simplificação de nossas vidas, tanto no ambiente de trabalho quanto no tempo pessoal. Portanto, é melhor focar em apenas uma tarefa, evitando fazer tudo ao mesmo tempo.
  6. Aprenda a meditar: a meditação é uma ferramenta poderosa para acalmar a mente e promover a autoconsciência.
  7. Tenha resiliência: a capacidade de enfrentar dificuldades e se adaptar às mudanças é fundamental para a saúde mental a longo prazo.

Chega de buscar pela perfeição

O trabalho de Ben-Shahar destaca o papel ativo que cada um tem na própria felicidade. Ao invés de buscar a perfeição, o professor incentiva seus estudantes a apreciar o processo da vida, com todas as suas imperfeições e desafios.

Enfim, a “fórmula da felicidade” serve não apenas para a sala de aula, mas para toda a vida. Em um mundo cada vez mais apressado e com tantos desafios, trazer esses seis passos para o dia a dia pode ser uma maneira significativa de trazer mais alegria e bem-estar para a vida.

 

ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM CIDADE MILENAR NA AMAZÔNIA

 

História por CdB  • Correio do Brasil

Trata-se, segundo os pesquisadores, da descoberta da maior e mais antiga rede urbana de características construídas e escavadas na Amazônia até agora, e foi o resultado de mais de duas décadas de investigações na região pela equipe da França, Alemanha, Equador e Porto Rico.

Por Redação, com CNN – de Nova York, NY-EUA

Arqueólogos que trabalham nas profundezas da floresta amazônica descobriram uma extensa rede de cidades que remonta a 2,5 mil anos. Os assentamentos pré-hispânicos altamente estruturados, com ruas largas e estradas longas e retas, praças e aglomerados de plataformas monumentais foram encontrados no Vale Upano, no Equador Amazônico, na parte oriental dos Andes, de acordo com um estudo publicado na revista Science, intitulado ‘Two thousand years of garden urbanism in the Upper Amazon’.

Na representação gráfica, uma cidade milenar está escondida sob a Floresta Amazônica© Fornecido por Correio do Brasil

Trata-se, segundo os pesquisadores, da descoberta da maior e mais antiga rede urbana de características construídas e escavadas na Amazônia até agora, e foi o resultado de mais de duas décadas de investigações na região pela equipe da França, Alemanha, Equador e Porto Rico.

A pesquisa começou com trabalho de campo antes de implantar um método de sensoriamento remoto chamado detecção e alcance de luz, chamado de LiDAR, que usava luz laser para detectar estruturas abaixo das copas espessas das árvores.

Pesquisa

O principal autor do estudo, Stéphen Rostain, arqueólogo e diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França, descreveu a descoberta como “incrível”.

Na região de floresta do sul da Amazônia, no Estado do Mato Grosso, aldeias circulares pré-hispânicas foram documentadas no Alto do Rio Xingu. Segundo o estudo, eles são semelhantes aos das aldeias modernas como Kuikuro, onde as malocas (grandes casas coletivas) estão dispostas em círculos.

Foi registrada uma enorme praça central circular e os maiores sítios arqueológicos podem atingir até 50 hectares, delimitado por valas periféricas com 500 a mais de 2 mil metros de comprimento. Essas valas são delimitadas por uma resistência interior elevada onde originalmente foi construída uma cerca de madeira.

Rituais

As antigas praças medem 120 a 150 m de diâmetro e as estradas chegam a até 40 m de largura. Essas vias irradiam do espaço central em várias direções para se conectar a outros assentamentos ou locais que pode ter sido importante para o sustento dos habitantes, segundo os autores. Também foram documentados os principais centros rituais políticos, aldeias de médio porte assim como pequenas aldeias sem praça central. Os assentamentos eram separados por rios de de até 10 km.

— O LiDAR deu-nos uma visão geral da região e pudemos apreciar muito o tamanho dos locais — disse Rostain ao canal norte-americano de TV CNN Internacional.

Ele acrescentando que lhes mostrou uma “teia completa” de estradas escavadas. 

— Foi a cereja do bolo — comemorou.

Plataformas

Rostain disse que as primeiras pessoas que viveram lá, há 3 mil anos, tinham casas pequenas e dispersas.

No entanto, entre aproximadamente 500 a.C. e 300 a 600 d.C., as culturas Kilamope e mais tarde Upano começaram a construir montes e a colocar as suas casas em plataformas de terra, segundo os autores do estudo. Essas plataformas seriam organizadas em torno de uma praça baixa e quadrada.

Os dados do LiDAR revelaram mais de 6 mil plataformas na metade sul da área pesquisada de 600 quilômetros quadrados.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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