Lá se vão quase 20 anos desde que o cientista político Larry Diamond
observou um movimento de enfraquecimento da democracia liberal mundo
afora após um período de apogeu que vai desde o pós-guerra até o fim de
ditaduras na América Latina, no Leste Europeu e em alguns países da
África e da Ásia. O professor da Universidade Stanford chegou a cunhar a
expressão “recessão democrática” para descrever a queda do número de
cidadãos governados por democratas e a perda de qualidade da democracia
nos países que, mesmo de forma claudicante, ainda mantinham hígidos
alguns de seus atributos.
Passado todo esse tempo, nada indica um refluxo do movimento
liberticida, ao contrário. O mesmo desenvolvimento tecnológico que tanto
tem beneficiado a humanidade ao criar soluções inovadoras para
problemas complexos e eliminar barreiras de toda sorte entre indivíduos e
empresas, por outro lado, tem imposto desafios inauditos à democracia.
Alguns destes ainda mais ameaçadores, como é o caso da fabricação da
“realidade” por inteligência artificial (IA).
A dimensão dessa ameaça foi dada recentemente pelo Fórum Econômico Mundial. De acordo com o Relatório de Riscos Globais 2024,
publicado pela organização no dia 10 passado, as informações falsas ou
distorcidas produzidas por IA representam nada menos que o “maior risco
global no curto prazo”. Neste ano, cerca de 2 bilhões de eleitores irão
às urnas em diversos países, inclusive os brasileiros, que escolherão
seus futuros prefeitos e vereadores em outubro. Poucas coisas corroem
tanto os pilares democráticos quanto o falseamento da realidade.
Por excelência, ciclos eleitorais são os momentos mais propícios à
discussão de programas de governo, avaliação de políticas públicas e
orientação dos destinos de uma sociedade. É o tempo em que os cidadãos
decidem sobre os caminhos que desejam trilhar coletivamente. Não há,
nunca houve e jamais haverá convergência total entre eles, mas o brilho
da democracia se irradia com mais força justamente nessa concertação
entre os divergentes em bases minimamente consensuais sobre a realidade
em discussão. Quando se perde a capacidade de distinguir entre fatos e
falsidades no debate público, não se pode mais falar em democracia. Ou,
parafraseando o professor Eugênio Bucci, articulista deste jornal, não
existe democracia sem verdade factual.
Num passado não tão longínquo, quando o alcance da desinformação era
limitado por obstáculos materiais e geográficos, era mais simples adotar
regras que, a um só tempo, resguardassem a liberdade de expressão dos
cidadãos e garantissem a qualidade do debate público a partir da
valorização da verdade dos fatos. Essa tarefa se tornou um desafio dos
mais complexos para os democratas mundo afora, em particular pela
proliferação do uso de IA por indivíduos e grupos tão poderosos quanto
mal-intencionados, que se valem da manipulação da realidade para minar
as liberdades democráticas, tidas como entraves aos seus interesses
políticos e econômicos.
Se não se pode de nenhuma maneira cercear a liberdade de expressão,
também não é possível permitir que meia dúzia de gigantes da tecnologia,
que hoje monopolizam o debate público e têm literalmente o poder de
distorcer a pauta política por meio de algoritmos que privilegiam a
desinformação e o ódio, siga sem qualquer responsabilidade. A simples
inação não é uma opção. Ora, não é por outra razão, convém lembrar, que
campanhas eleitorais são regidas por legislação própria, com vistas a
preservar o interesse público do mau exercício de direitos individuais.
Há poucos dias, a propósito, o Tribunal Superior Eleitoral publicou
uma minuta de resolução sobre o uso de IA na campanha de 2024. Mas só a
Justiça Eleitoral não basta. É preciso que os eleitores escolham fontes
de informação confiáveis, deixando de lado os discursos mentirosos, por
mais sedutores que pareçam. Como parte essencial que são do processo
eleitoral, os cidadãos têm responsabilidade no cuidado diário com a
democracia.
Ele também enviou ao Parlamento um megapacote com mais de 600 projetos de leis,
intitulado “Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos
Argentinos”, que ainda precisa ser chancelado pelo Legislativo, onde ele
não tem maioria.
Apesar de mexer com uma ampla gama de forças sociais e econômicas, a
avaliação de especialistas ouvidos pela BBC News Brasil é que o fator
mais importante para que Milei consiga levar adiante seu projeto de “revolução liberal” — ou libertária, como ele define — não é conseguir o beneplácito dos parlamentares.
Não é nem mesmo resistir aos embates com os poderosos movimentos
sindicais, que já marcaram para 24 de janeiro a primeira greve geral no
país, com previsão de 12 horas de duração.
O fator crucial para Milei é o tempo.
Para os especialistas, o presidente terá de entregar resultados
econômicos positivos enquanto vive certa lua de mel com seus seguidores —
um período estimado entre três ou quatro meses —, ou as reações
contrárias aos seus objetivos libertários podem ser crescentes e
inevitáveis.
“O comportamento da inflação será decisivo para
a avaliação e destino do governo de Milei dentro de dois ou três meses.
Os preços são fundamentais”, diz o professor de ciências políticas da
Universidade de Buenos Aires (UBA) Marcos Novaro à BBC News Brasil.
“Eu diria que seriam quatro meses. Mas, na minha opinião, está claro
que Milei não tinha outra alternativa. A economia argentina necessita
das desregulamentações e reformas que ele propõe e busca implementar”,
avalia o analista econômico e ex-secretário de Energia do país Daniel
Gustavo Montamat.
Montamat avalia que, se “o plano de estabilização de Milei” começar a
reduzir a “febre inflacionária”, ele terá apoio da sociedade para
muitas das reformas estruturais que está propondo.
“O sucesso ou fracasso desta revolução libertária dependerá dos
resultados na economia”, diz o analista, crítico das políticas
econômicas do kirchnerismo, derrotadas por Milei nas urnas.
A inflação na Argentina chegou a 211,4% ao ano, de acordo com dados
oficiais divulgados na quinta-feira (11/01), superando até o índice da
Venezuela em 2023.
A escalada inflacionária argentina ganhou ainda mais fôlego em
dezembro, a partir da chegada de Milei à Casa Rosada, com a liberação do
aumento de preços antes controlados, como de combustíveis e serviços
públicos, além do impacto da forte desvalorização do peso.
Somente em dezembro, a inflação foi de 25,5% — o maior dos últimos 33
anos, porém, abaixo dos 30% esperados por consultorias econômicas de
Buenos Aires.
Nesta semana, quando Milei completou um mês na presidência, o peso voltou a se enfraquecer.
Até no mercado de ações, em princípio animado com a vitória dele, os
investidores começam a se mostrar mais cautelosos com os novos leilões
de dívida do governo, segundo reportou a agência Reuters, que chamou o
momento de “choque de realidade” para a Casa Rosada.
Após o anúncio, também na quinta-feira, de que o governo havia
retomado o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o mercado
voltou a comemorar, mas a cautela persiste.
A expectativa no governo Milei, de acordo com analistas, é atravessar esse deserto até abril.
Outra expectativa é que neste mês, com a maior entrada de dólares
gerados pelas exportações do agronegócio — a principal fonte de divisas
—, haverá “um alívio” para a economia argentina. Isso reforçaria as
reservas no Banco Central e reduziria a pressão inflacionária.
A questão é quanto o colchão de popularidade e o voto de confiança dado a Milei resistirão.
O presidente foi eleito com 56% dos votos válidos, a maior votação
para um chefe do Executivo nos 40 anos da democracia argentina.
Entretanto, as primeiras pesquisas de opinião apontam desgaste e queda
na avaliação positiva nas primeiras semanas do governo.
A empresa Opinaia indicou que Milei teve uma queda na avaliação maior
do que a registrada pelo seu antecessor, Alberto Fernández, no mesmo
período, segundo publicou o jornal La Nación na quarta-feira (10/1).
Do ‘agro’ aos bancários, múltiplas resistências
A “revolução liberal” ou
libertária de Milei é um projeto ambicioso, já que ele propõe alterar
desde o sistema de contribuição sindical a aposentadorias e regras
relativas aos aluguéis, planos de saúde, medicamentos e clubes de
futebol.
As mudanças propostas incluem ainda uma redução drástica do Estado, a
alteração de regras trabalhistas e a privatização de dezenas de
empresas públicas.
Seu governo propõe também o fim das eleições primárias, que antecedem
a eleição presidencial, e o retorno do uso da toga e do martelo pelos
juízes.
Nas ruas, aparecem os primeiros sinais de desconforto. Ao fazer compras nos supermercados argentinos ou nos chamados chinos (mercadinhos de bairro), se ouve as constantes reclamações dos consumidores.
Tanto entre os que votaram em Milei quanto entre os que não votaram, é
possível observar um clima que vai da preocupação — forte entre
aposentados e servidores públicos — à cautela, como entre empresários.
“Para mim, é difícil dizer ‘feliz ano novo’ porque estou
preocupadíssima com o que ocorrerá com minha aposentadoria. É dela que
vivo”, desabafa Rosa, de 84 anos, no bairro abastado de Palermo.
No setor turístico, apesar das reclamações com a inflação, em geral comemora-se.
“Há muito tempo não víamos tantos turistas”, diz o gerente de um
restaurante no bairro turístico de Puerto Madero, lotado de brasileiros
no fim de semana.
Há também resistências setoriais às amplas mudanças propostas.
Na próxima segunda-feira (15/01), os funcionários públicos realizarão
manifestações contra medidas de Milei que os afetam. Por conta do
remanejamento previsto com a redução dos ministérios, o governo prevê a
possibilidade de demissão daqueles que “não se adaptarem” ou “não
aceitarem” os novos postos após a reestruturação.
Eram 18 pastas no governo do ex-presidente peronista Alberto Fernández e, na gestão atual, passaram a ser nove.
As manifestações contam com o apoio dos bancários, em repúdio à
intenção do governo de privatizar bancos públicos, incluindo o Banco de
la Nación (equivalente ao Banco do Brasil), segundo afirmou o presidente
do sindicato dos bancários, Sergio Palazzo.
Palazzo afirma que as amplas reformas de Milei “não são um plano de
governo, mas de negócios”, diz o presidente do sindicato, criticando os
projetos de privatização e as mudanças trabalhistas.
Neste último ponto, aliás, aconteceu o maior revés para Milei até
agora. No começo do mês, a Justiça do Trabalho suspendeu medidas que
faziam parte do “decretaço” — atendendo a pedidos das duas principais
centrais sindicais do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a
Central de Trabalhadores da Argentina (CTA).
De acordo com o procurador-geral do Tesouro, Rodolfo Barra (com
funções semelhantes às da Advocacia Geral da União no Brasil), já são
mais de cinquenta recursos na Justiça contra as medidas.
A reforma trabalhista, agora suspensa pela Justiça, prevê
modificações nos pagamentos das indenizações por demissão; amplia de
três para oito meses o prazo de experiência; e estabelece que
trabalhadores de hospitais e de escolas são essenciais e, portanto, com
direitos restritos para a realização de greve.
As mudanças tocam ainda no caixa dos sindicatos ao rever o sistema de contribuição sindical dos trabalhadores.
Os protestos do funcionalismo não serão os primeiros contra o governo
Milei. Desde a posse, em 10 de dezembro, foram registrados pelo menos
dois panelaços em várias cidades do país.
De todo modo, as manifestações servirão de prévia para a greve geral de 12 horas programada para o fim do mês.
Enquanto isso, no setor empresarial, há a dúvida se Milei conseguirá
implementar suas medidas econômicas ou se o amplo leque de artigos que
enviou ao Congresso tirará o foco dos dois principais objetivos da sua
plataforma de governo: combater a espiral inflacionária e reduzir o
déficit fiscal.
Já o poderoso agronegócio recebeu como um balde de água fria a
decisão do governo de manter e, em alguns casos, até de ampliar os
impostos sobre as exportações.
A expectativa neste setor era que Milei faria o contrário — reduzir
estas tarifas estabelecidas nos governos peronistas anteriores e que
provocaram na época ampla reação.
Relação com o Congresso e Forças Armadas
As movimentações sociais e setoriais acontecem enquanto a Argentina
ainda digere o estilo considerado controverso do governo e de seu novo
presidente — que repete todos os dias que o país está numa emergência e
precisa ser refundado, razão pela qual ele precisaria de instrumentos
especiais para governar.
A postura do governo inclui declarações como as de seu porta-voz, o
economista Manuel Ardoni, que atribuiu a nova alta do dólar e a brecha
entre a cotação do oficial e do paralelo à oposição daqueles que se
colocam contrários aos projetos do governo.
A ideia de urgência está na base do discurso do governo Milei.
Primeiro, ele anunciou “dez medidas emergenciais” para lidar com a crise
econômica. Depois, foi a vez do “decretaço”, por meio de um Decreto de
Necessidade e Urgência (DNU).
Com 366 pontos, o DNU prevê, entre outros itens, uma “emergência
pública” em temas econômicos, fiscais, sociais, entre outros, até 2025.
Trata-se de um instrumento até mais poderoso do que a medida provisória
(MP) brasileira, já que seguirá em vigor a menos que o Congresso a
derrube por ampla maioria — ou o que a Justiça o faça.
O presidente também enviou o megapacote de projetos de leis apelidada
de “Lei Ómnibus” e tem repetido que negociar quaisquer dessas medidas
no Congresso dificultaria sua pretensão de transformar a Argentina “após
cem anos de decadência”.
O problema é sua frágil situação no Parlamento. À exceção de seu
partido A Liberdade Avança, todos as outras siglas rejeitam um estado de
emergência econômica tão amplo até 2025, por exemplo.
Na terça-feira (9/1), foram iniciados nas comissões da Câmara dos
Deputados os debates acerca da “Lei Ómnibus” — e autoridades do governo
Milei sinalizaram pela primeira vez com a possibilidade de negociação de
prazos.
O governo quer aprovar um projeto para que o Executivo possa, por um
período determinado e excepcional, tomar medidas sem que seja necessário
que elas passem pelo Congresso.
Inicialmente, a Casa Rosada tinha previsto um período de dois anos,
renováveis por mais dois — o que, no total, seria o equivalente a um
mandato inteiro —, mas está sendo negociada a possibilidade de que se
reduza para um ano, renovável por mais um ano.
“Quando falamos sobre atribuições especiais [para que se apliquem
medidas sem o Parlamento], não queremos fechar o Congresso, não queremos
um cheque em branco, mas atingir os objetivos dos projetos do governo”,
disse o secretário de Energia, Eduardo Chirillo, diante dos
questionamentos dos parlamentares nas comissões.
A cientista política Ximena Simpson, professora da Escola de Política
e de Governo da Universidade Nacional San Martin (Unsam), da Argentina,
afirma que Milei está “se dando conta que dependerá da casta para
governar”.
Na campanha, a “casta” foi definida por Milei como a “velha” elite
política e econômica, e era um dos alvos das críticas do então
candidato.
“Ele precisará fazer coalizões partidárias para implementar, mesmo que parcialmente, sua agenda ambiciosa”, avalia Simpson.
Na visão dela, o debate sobre a Lei Ómnibus será “crucial” para se
saber qual Argentina “surgirá destas propostas”, já que Milei “está
buscando mudar uma era” da Argentina.
Como se trata de um pacote de leis regulares, não há prazo limite
para o debate. Seja como for, o papel da oposição será decisivo, diz
Simpson, para se saber se Milei conseguirá ser “tão disruptivo” como tem
planejado.
O analista chileno-americano Ricardo Israel, do Instituto
Interamericano para a Democracia, com sede nos Estados Unidos, entende
que a democracia não pode se limitar à voz e à caneta presidencial.
“Até o momento, Milei não está compartilhando este poder, mas
compartilhar e negociar serão inevitáveis. Ou será inevitável que a
insatisfação chegue às ruas”, diz Israel, que foi candidato à
presidência do Chile em 2013.
Segundo ele, o governo espera “que não surja alguma forma de violência” se os resultados (como a queda da inflação) demorarem.
“Lembremos como foram os governos de Alfonsín e De la Rúa, que tiveram o problema da violência nas ruas”, aponta.
“[Nos últimos tempos] A Argentina, no geral, resistiu melhor do que
Chile, Equador e Colômbia. Mas ninguém pode garantir que isso continuará
como está hoje à medida que os meses passem e a situação econômica não
melhore”, seguiu Israel.
Os ex-presidentes Raúl Alfonsín e Fernando de la Rúa, que como Milei
não eram peronistas, não conseguiram concluir seus mandatos diante da
insatisfação popular e dos protestos em meio a crises políticas e
econômicas.
Alfonsín governou o país de 1983 a 1989, tendo renunciado cinco meses
antes do término do seu mandato. Já De La Rúa assumiu o poder em 1999 e
governou até 2001, quando também renunciou.
O analista Marcos Novaro ressalta, porém, que, ao contrário do
esperado, neste primeiro mês Milei não mostrou problemas de
governabilidade, mas sim de definições de rumo dentro do seu próprio
governo.
“É preciso definir o rumo e colocar o foco nas prioridades, como o
combate à inflação e ao déficit, mas estamos diante de uma série de
medidas que pretendem implementar tudo ao mesmo tempo”, disse.
Nesta semana, Milei se confrontou com um limite importante: teve que
fazer um recuo após ter provocado a aposentadoria automática de 22
generais do Exército.
Essa aposentadoria ocorreu porque o novo chefe da força escolhido por
Milei tem menor tempo de carreira do que aqueles que foram aposentados
compulsoriamente.
Depois de reconhecer o problema, o governo anunciou que a maioria
desses generais seguirá nas Forças Armadas ou no Ministério da Defesa,
segundo reportagem do jornal Clarín.
Lívia Basilio – Empresária, cozinheira, bióloga e investidora individual
Depende do tipo de erva, pois alguns óleos essenciais presentes na
folha podem ser mais voláteis (evaporam fácil) e isso pode afetar o
perfil de sabor e de aroma. 70% do nosso paladar é o “cheiro”, então
essas substâncias evaporadas fazem parte do sabor que sentimos.
Geralmente, os óleos essenciais são produzidos para defender a planta
de pestes, predadores e alterações ambientais. Então, a folha se adapta
ao ambiente de acordo com o que é oferecido a ela.
Além disso, há organelas específicas na folha que produzem esses
óleos, os chamados tricomas. Dependendo da altitude e de fatores
ambientais (estresse hídrico e nutricional), pode ter mais tricomas
espalhados na sua epiderme e isso pode influenciar em sabores e aromas
mais acentuados (maior produção de óleos essenciais).
A espessura e composição da parede celular da folha também ajudam a
reter esses óleos essenciais e manter as organelas o mais intactas
possíveis.
Folhas com aspecto de couro (coriáceas), como o louro são melhores secas. Ficam com o sabor mais concentrado.
Existe uma parede celular que fica no meio (entre duas epidermes)
chamada mesófilo, onde se encontram grande parte dos cloroplastos
(responsáveis pela fotossíntese). A espessura do mesófilo protege a
folha de muitos danos, inclusive quando é congelada e seca e isso inclui
a preservação dos tricomas e dos óleos essenciais.
O tamanho da folha também é impactado por fatores ambientais e isso
tem relação com os recursos disponíveis no ambiente. As folhas de muitas
ervas aromáticas são pequenas exatamente para preservar seus óleos
essenciais e nutrientes.
Logo, as ervas aromáticas, como alecrim, tomilho, orégano e manjerona
são melhores secos. Seus óleos essenciais ficam bem protegidos por
conta da estrutura e composição da folha e isso ajuda a deixar o sabor e
aroma mais concentrados.
Agora, se comparar ao manjericão, a espessura da folha é bem fina,
uma folha do tipo membranácea. Além dos óleos essencials serem voláteis,
não ficam retidos na folha. Ou seja, é melhor usar fresco e
recém-colhido.
Acho que com isso consegue entender que cada erva tem seu modo uso.
Nem sempre será melhor fresca ou seca, dependerá essencialmente de como é
a sua folha.
CEO da OmniK explica vantagens que lojistas podem ter ampliando o
portfólio de produtos e os ganhos com vendas de lojistas parceiros
As compras realizadas pelos marketplaces continuam em alta, é o que
aponta o levantamento da ABComm (Associação Brasileira de Comércio
Eletrônico). De acordo com o estudo, o setor tem uma perspectiva de
faturamento de R$205 bilhões para este ano.
Aliás, esse é um modelo de negócio que não para de crescer. Um
relatório do Webshoppers destacou que 84% dos lojistas que vendem online
usam os marketplaces em suas estratégias de marketing. O documentou
também apresentou uma projeção de 54%, nessa plataforma, até 2024.
Assim, transformar lojas virtuais em marketplaces pode ser uma boa
estratégia para alavancar vendas em datas especiais.
Os marketplaces facilitam a procura de produtos, a comparação de
preços e de condições de entrega e o acesso a avaliações de outros
usuários, atendendo esse consumidor mais exigente, que compra na
internet buscando conveniência e praticidade. “Além de ajudar a
incrementar as vendas em períodos com grande fluxo de pessoas, o
marketplace pode melhorar a experiência dos clientes. E, como resultado,
aumentar as conversões e a fidelização”, pontua Matheus Pedralli, CEO
da Omnik, empresa da multinacional brasileira FCamara, ecossistema de
tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios.
Leque maior de produtos e participação em vendas dos parceiros
Se para o consumidor esse é um canal de compras mais conveniente,
para o varejista, Pedralli garante que investir em um marketplace também
é vantajoso. Segundo ele, é possível identificar outros tipos de
produtos que sejam de interesse do público e atrair lojistas parceiros
que vendam esses itens na plataforma. Assim, além de ampliar o portfólio
para o cliente e expandir o alcance digital, o dono do marketplace
ganha um percentual das vendas feitas pelos lojistas parceiros. Dentre
outros benefícios, temos também o aumento de sortimento de ofertas,
maior oferta em soluções omnichannel e uma gestão centralizada no
marketplace, dada através de um seller center que consegue ter uma visão
estratégica de toda a operação, otimizando os processos.
“É preciso quebrar a percepção equivocada de que marketplaces são
feitos apenas para os gigantes do comércio eletrônico. Qualquer
varejista pode acelerar suas vendas explorando esse modelo de negócio. O
público quer essa facilidade”, ressalta o especialista.
Para vendedores, carona no tráfego e no marketing das plataformas
Pedralli assegura que não é difícil atrair vendedores parceiros. “Os
marketplaces são excelentes locais de vendas para quem deseja aumentar a
visibilidade de seus produtos. Além disso, o custo de se manter como
vendedor dentro de uma plataforma já existente é bem menor do que o
custo de manter um e-commerce próprio”.
Por último, o CEO acrescenta que o vendedor aproveita, sem custos, as
campanhas de marketing e o tráfego gerado pelas promoções realizadas
pelos marketplaces, e acaba tendo menos preocupações com questões de
infraestrutura. “A plataforma fica responsável por isso e por garantir
as funcionalidades, a integração de meio de pagamentos, entre outros
aspectos operacionais”, finaliza Matheus.
UM MARKETPLACE DIGITAL IGUAL AO DA STARTUP VALEON PODE AJUDAR QUALQUER NEGÓCIO?
Moysés Peruhype Carlech e Fernanda – Jet.
Sim e podemos ajudar muito a alavancar as suas vendas e tornar a sua
empresa mais competitiva no mercado se forem utilizados os serviços da
Startup Valeon e temos a certeza que vamos melhorar o seu posicionamento
digital e utilizando uma boa estratégia comercial podemos trazer
retorno financeiro para a grande maioria dos negócios das empresas da
nossa região do Vale do Aço, afinal de contas, já atingimos a marca de
mais de 100.000 acessos.
O sucesso do modelo dos marketplaces está
expresso nos números registrados no último ano: o crescimento em 2020
chegou a 52%, acima dos 41% do segmento de e-commerce.
Essas informações foram apuradas pela E-bit/Nielsen, que também
indica que o total de pedidos do marketplace chegou a 148,6 milhões, um
crescimento de 38% em relação a 2019, o que resultou em um faturamento
de R$ 73, 2 bilhões para o segmento.
A atenção recebida pelos “shoppings virtuais” tem razão de ser. São
gerenciados por empresas que arcam com a parte operacional e, com isso,
as lojas cadastradas podem se dedicar ao cuidado de suas páginas e às
ofertas de produtos.
Para quem tem um e-commerce, os marketplaces devem ser vistos como uma oportunidade reforçar as estratégias de vendas.
Outro fator importante é a possibilidade de ampliar seus pontos de
interação com o cliente, o que atende ao comportamento omnichannel do
público.
Porém, para aproveitar melhor as possibilidades, é importante que
você saiba quais são as vantagens do marketplace e como ele pode
auxiliar o desenvolvimento do seu negócio.
1- Otimização dos recursos
A estruturação de um e-commerce não é simples. E, por mais que você
faça tudo certo, os resultados precisam de tempo para serem
consolidados.
Ao integrar a sua loja a um marketplace, esse processo é facilitado.
Ao mesmo tempo em que trabalha para fortalecer a sua marca, o lojista
tem como expor seus produtos num canal que já conta com uma audiência
significativa.
Basta que o lojista negocie e pague a mensalidade do marketplace para
que possa começar a negociar seus produtos ou serviços. Além disso,
essas operações oferecem expertise, tráfego, visitação e mídia para que
seus parceiros possam desenvolver seus negócios.
2- Alcance de clientes
Desenvolver uma loja virtual própria e recorrer às redes sociais para
divulgar produtos ou serviços requer um trabalho de divulgação para
alcançar um número maior de clientes.
Com o marketplace, esse trabalho ganha ainda mais abrangência e, com
isso, é possível gerar um fluxo maior de consumidores, uma vez que há
modelos próprios de divulgação, o que acaba favorecendo as empresas que o
integram.
Além disso, esses “shoppings virtuais” , como o da Startup Valeon,
não divide os custos de marketing com os seus parceiros custeando ele
próprio o processo de aquisição de clientes nas redes sociais.
3- Volume de dados
Os marketplaces têm o costume de oferecer aos seus parceiros diversos
dados sobre as suas vendas e seus desempenhos dentro da plataforma e
faz métricas diárias das consultas dos seus clientes.
Essas informações são bastante estratégicas para qualquer empresário que deseje desenvolver o seu comércio online e melhorar o seu desempenho na internet.
Isso porque conseguem planejar suas ações, promoções e precificar
produtos e serviços com mais eficiência, o que aumenta as chances de
converter os visitantes do marketplace em seus clientes.
4- Integração com outras ferramentas
Muitos empresários podem acreditar que ao entrar para um marketplace
não poderá usar suas ferramentas digitais favoritas: CRMs, software de
preços ou inventários.
Porém, não existe essa limitação e as empresas podem seguir usando seus mecanismos de otimização de resultados.
É possível explorar tantos as informações fornecidas pelos
marketplaces quanto os dados gerados pelos seus mecanismos de gestão e
controle, o que pode fortalecer ainda mais suas estratégias online.
5- Aumento de vendas
Com uma estrutura corretamente desenvolvida, processos de divulgação
bem construídos e apoio aos parceiros, os marketplaces conseguem atrair
um bom volume de visitantes para o seu site.
Quanto maior a exposição de produtos ou serviços, maior são as
chances de aumentar as suas vendas. É preciso apenas que as lojas online
saibam trabalhar seus produtos ou serviços na internet e convencer os
consumidores de que conta com as melhores mercadorias e preços.
6- Diversificação de público
Com um número maior de pessoas tendo contato com seus produtos ou
serviços, há possibilidade que alcance consumidores que, em um primeiro
momento, não conseguiria atingir.
Isso favorece não apenas as suas vendas, mas também estimula os
lojistas a buscarem novos produtos ou desenvolverem novos serviços para
atender a sua nova demanda.
Esse processo é essencial para que as empresas ganhem mercado e busquem constantemente o seu desenvolvimento.
Agora que você já sabe quais as vantagens do marketplace, que tal
descobrir como eles podem auxiliar no crescimento dos pequenos negócios?
Marketplace e o crescimento das empresas
Construir um modelo próprio de venda online é um desafio para as empresas, porém pode ser bastante recompensador.
Em 2020, o setor teve um crescimento de 41% se comparado com o ano
anterior e a expectativa é de que siga alcançando bons resultados em
2022, até em razão da aceleração do processo de transformação digital.
Dessa forma, com um trabalho bem-feito, as empresas podem conquistar
boa margem de lucro com o comércio eletrônico. Afinal, o perfil do
consumidor tem mudado e ficado aberto às compras online.
Mas, para isso, é necessário utilizar um site como a da Startup
Valeon que ofereça boa experiência para os consumidores e conte com
estrutura logística e capacidade de estoque para dar conta do trabalho.
O marketplace é uma opção que pode potencializar ainda mais um
comércio eletrônico, pois conta com um modelo de negócio estruturado e
testado.
Assim, empresas de qualquer setor conseguem melhorar o desempenho de
seus e-commerces ao estabelecer mais um canal de divulgação e venda.
Para aproveitar melhor as oportunidades, é importante contar com as ferramentas adequadas para fazer a gestão da operação.
Exemplo disso é a plataforma comercial
da Startup Valeon, que tem suas páginas desenvolvidas justamente para
conectar a sua loja aos principais consumidores do mercado.
Com isso, além de ter todo o suporte necessário para destacar seus
produtos na internet, o lojista tem como gerenciar todo o universo
envolvido com as suas vendas online, seja na loja própria ou no
marketplace.
Num único local, por exemplo, pode fazer a gestão de estoque, o que
evita a perda de clientes pela falta do produto. O e-commerce é uma
modalidade de negócio que deve seguir ganhando espaço e conquistando
novos clientes. O empresariado deve ficar atento a esse mercado e
aproveitar as vantagens do marketplace para aumentar a sua presença
online e ter acesso facilitado a uma base sólida de usuários.
Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (WApp)
Noves fora o jogo fluido das articulações partidárias em períodos
pré-eleitorais, o retorno da ex-prefeita Marta Suplicy ao PT e a
indicação que será ela a vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL) à
Prefeitura de São Paulo escancaram algo muito mais relevante e sombrio
do que a euforia lulopetista deu a entender ao anunciá-la: o
esvaziamento do partido no Estado e na cidade em que nasceu, há mais de
40 anos.
Oficialmente não há grandes razões para desabonar o entusiasmo do
comando do PT, ao tirar tanto do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB),
quanto de uma candidata oposicionista como Tabata Amaral (PSB) a
possibilidade de ter Marta Suplicy como aliada ou parceira de chapa. Só
oficialmente. Na prática, ainda que a escolha possa gerar dividendos
eleitorais, a decisão decorre justamente do estado de terra arrasada de
nomes, projetos e relevância que vive o petismo em São Paulo.
Sem nomes fortes e sem chances, o PT fez valer o pragmatismo
eleitoral. Primeiro, abriu mão da cabeça de chapa numa eleição-chave,
algo inédito para um partido que costuma engolir aliados com a
facilidade de quem acredita nas próprias virtudes acima de todas as
coisas. Ademais, Marta há muito tempo não faz parte do DNA petista, e
até esta semana era auxiliar do principal adversário do partido em São
Paulo, o que lhe ampliava as resistências internas. Com risco de mais um
fracasso iminente, o presidente Lula da Silva passou por cima dos
dirigentes paulistanos e recorreu a um nome que até aqui parecia persona
non grata, uma vez que Marta é tida por muitos dentro do partido como
traidora ao desembarcar do PT e do apoio a Dilma Rousseff durante o
impeachment da presidente.
É de um tempo distante a ideia de um PT nascido, crescido e
fortalecido em São Paulo. O partido que foi formalizado em 1980 em
evento no Colégio Sion, na região central da capital, hoje se encontra
esvaziado pelas próprias fragilidades na sua terra de origem. Vácuo de
nomes com capacidade de obter votos, desgaste de militantes históricos,
saída de cena de outros (muitos dos quais flagrados em malfeitos),
encastelamento da burocracia, perpetuação de lideranças que inibem a
devida oxigenação, baixa popularidade em regiões periféricas da cidade e
uma coleção de derrotas eleitorais significativas no Estado se somam a
um problema ainda mais grave: a incapacidade de seu líder maior, o
presidente Lula da Silva, de abrir espaço para nomes fortes e
independentes.
Desse vício de origem nasce a palidez de nomes, que não se restringe a
São Paulo. O partido enfrenta problemas similares no Rio de Janeiro,
por exemplo. Mas em São Paulo o PT chegou a eleger 70 prefeitos em 2012,
caiu para 8 em 2016 e apenas 4 em 2020. A bancada de deputados
estaduais conseguiu crescer em 2022, na esteira da vitória de Lula nas
eleições presidenciais. A de federais passou de 8 para 11. Mas, se há
uma certeza no partido, é a inexistência de nomes fortes e viáveis a
voos mais altos – exceção talvez a Fernando Haddad, embora não se possa
dizer que seja exatamente um vitorioso nas ruas, depois de três derrotas
consecutivas.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil é citado por intelectuais
críticos às big techs (gigantes de tecnologia como Google e Meta) como
um país historicamente mais resistente ao lobby desses gigantes
corporativos que os Estados Unidos.
Na base dessa imagem estão legislações de proteção de dados, a
discussão do PL das fake news e também a história de um funcionário
público do primeiro governo Lula que desafiou a Microsoft companhia
que, nesta quinta, ultrapassou a Apple e se transformou na empresa de
maior valor no mundo.
O personagem muitas vezes citado por especialistas é Sergio Amadeu,
que entre 2003 e 2005 presidiu o órgão responsável pelos processos de
certificação digital do governo, o ITI (Insituto Nacional de Tecnologia
da Informação), ligado à Casa Civil. Professor da UFABC (Universidade
Federal do ABC, em São Paulo), ele não participa do atual governo.
Amadeu recusou, em 2004, licenças de uma versão limitada do Windows
oferecidas pela Microsoft ao programa social PC Conectado, que visava
facilitar o acesso a computadores para a classe média baixa.
“Disse não porque a Microsoft tem o modelo de negócio de um
traficante de drogas: eles só dão a primeira dose de graça; depois que a
pessoa está viciada, cobram uma fortuna”, conta Amadeu.
Declaração similar feita por ele em 2004 à revista Carta Capital
acabou lhe rendendo uma notificação judicial com pedido de explicações,
movida pela corporação americana.
A repercussão foi tamanha que a história acabou em grandes jornais
estrangeiros como o New York Times e chegou a intelectuais americanos
críticos do monopólio da tecnologia.
O legado do trabalho e Amadeu no início dos anos 2000 ultrapassa,
porém, a polêmica do PC Conectado. O então presidente do ITI incentivou a
adoção do sistema operacional gratuito e aberto Linux e consolidou as
bases para a adoção de programas com licença livre pelo Estado
brasileiro, no que veio a ser chamado de software público.
Esses programas permitem, em sua licença, a execução, modificação e distribuição de cópias livremente.
O sistema que hoje faz o Pix funcionar, por exemplo, usou código
aberto e roda em computadores com Linux. O navegador Mozilla Firefox, o
editor de sites WordPress e a linguagem de programação Python são alguns
dos softwares de código aberto que podem ser editados e usados por quem
quiser.
O software público começou a ser adotado no ITI e no Serpro, empresa
pública de tecnologia da informação que desenvolve os sistemas usados
pelo governo federal.
“Naquela altura, a gente estava atrasado, porque quem trabalha com
programação em geral usa software livre e 66% do pessoal do Serpro ainda
estava no Windows”, diz Amadeu. “A Nasa não vai colocar software
proprietário em uma espaçonave, porque não há nem controle nem segurança
para isso”, acrescenta.
Para evitar o acesso de grandes empresas aos dados da presidência dos EUA, a Casa Branca também não usa softwares proprietários.
Esse debate voltou a ganhar relevância com a consolidação das seis
empresas trilionárias que comandam o mercado de tecnologia: Apple,
Amazon, Alphabet, Microsoft, Meta e Nvidia. Todas são americanas.
O escritor Cory Doctorow, autor do recente “The Internet Con: How to
Seize the Means of Computation” (ainda sem tradução para o português),
vê na atitude de Amadeu uma evidência de que o Brasil tem funcionários
públicos capazes de resistir ao lobby das big techs.
“Os brasileiros devem estar atentos e exigir que legisladores
resistam ao bullying tecnológico-imperialista e insistam em soluções
tecnológicas localmente apropriadas”, afirmou Doctorow.
O escritor Douglas Rushkoff que veio ao Brasil na série de
conferências Fronteiras do Pensamento mencionou a defesa de Amadeu pelo
desenvolvimento de tecnologias locais como contraponto às tentativas de
países em desenvolvimento de copiar o modelo americano.
“Há outros caminhos além do capital de risco para fazer tecnologia.
Esse caminho vai explorar as pessoas, deixar poucos empregados e gerar
infelicidade; além do que, essas empresas não devem conseguir competir
com as empresas norte-americanas”, disse.
Os planos da equipe do ITI, contudo, encontraram resistência de multinacionais de tecnologia e membros do próprio governo Lula.
Segundo Amadeu, a oposição de Antonio Palocci (Fazenda) e Luiz
Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) impediu
que a política de software público se tornasse lei ou decreto.
“Era para ter sido um decreto interno determinando o uso de software
livre, o que faria Tribunal de Contas seguir essa lógica”, diz Amadeu.
“Furlan e Palocci sabiam disso e não deixaram aprovar internamente de
jeito nenhum.”
A solução foi baixar uma portaria que priorizava “licenças
permissivas de uso” solução legal proposta por Ronaldo Lemos, colunista
da Folha de S.Paulo que, à época, dirigia a entidade Creative Commons,
cujo objetivo era encontrar alternativas aos direitos autorais para
baratear o acesso ao conhecimento.
“Era como se a gente fizesse uma dobradinha; como professor de
direito eu criei as bases jurídicas para que o software livre pudesse
ser usado na administração pública”, diz Lemos.
O gestor que quisesse usar softwares pagos podia recusar a recomendação, desde que apresentasse os motivos técnicos para tal.
As críticas à gestão do ITI ganharam mais projeção junto ao público
quando a equipe de Amadeu fez pressão para que as máquinas do PC
Conectado priorizassem softwares livres, como o sistema operacional
Linux e o Libre Office uma alternativa ao pacote Office da Microsoft.
Esses programas são gratuitos, mas têm uma curva de aprendizado mais
difícil.
Na concorrência, a companhia americana oferecia licenças para o
Windows Essentials versão limitada do Windows que incluía acesso a
email, ao Microsoft Messenger e ferramentas de blog e controle parental.
As licenças seriam gratuitas, mas o sistema operacional não oferecia
suporte para uma série de programas e indicava a instalação de uma
licença paga do Windows.
Todas as esferas de governo e a área educacional representavam 6% dos negócios da Microsoft no Brasil.
Como a oferta foi recusada por Amadeu, a empresa fundada pelo
bilionário Bill Gates, além de notificá-lo judicialmente, disse à
imprensa: “Oferecemos bilhões de dólares em software gratuito para os
brasileiros e esse burocrata disse não”.
Procurado pela Folha de S.Paulo, o então presidente da Microsoft
Brasil, Emílio Umeoka, se recusou a comentar o caso por ter saído da
Microsoft há mais de 15 anos.
À época, ele criticou a decisão do presidente do ITI de dar
preferência ao software livre. “A postura de Amadeu é ideológica, no
sentido de que só tem uma solução para todas as soluções”, disse Umeoka
em entrevista em 2004.
No mesmo ano, o ex-presidente da Microsoft avaliou que o Brasil não
teria condições de manter um modelo de exportações vendendo software
livre, já que o produto não cria receita para o desenvolvedor.
Em abril de 2005, o ministro Luiz Fernando Furlan culpou os
defensores do software livre pelo atraso no lançamento do PC Conectado,
previsto para 2004. “Parece estranho que um país que avança como está
avançando hoje na produção de software possa discriminar o software
proprietário”, disse Furlan em entrevista de 2005 ao Valor Econômico.
Procurado pela reportagem, o ex-ministro não quis comentar o assunto.
O programa acabou saindo do papel em 26 de junho de 2005, com
financiamentos a juros subsidiado de computadores de R$ 1.400, equipados
com softwares livres.
Amadeu, entretanto, não resistiu à contenda e renunciou à presidência
do ITI naquele mesmo mês, em carta entregue a Dilma Rousseff, que havia
assumido a Casa Civil no lugar de José Dirceu.
A saída de Amadeu do ITI foi confirmada em agosto de 2005 e a política do software livre foi desarticulada.
Lemos diz, de um lado, que o trabalho com código aberto continuou nos
bastidores do governo e na sociedade civil, com menos projeção. “Hoje, o
software livre é muito maior do que jamais foi.”
Ele cita o GitHub, repositório de códigos abertos. Essa plataforma
ficou tão grande que a Microsoft decidiu comprá-la sob o compromisso de
manter o livre acesso ao público.
Hoje, o debate está centrado nos dados abertos e na comunicação entre plataformas a interoperabilidade, de acordo com Lemos.
De outro, Amadeu afirma que grande parte dos sistemas do governo brasileiro é desenvolvida em parceria com multinacionais.
Ele cita o aplicativo SouGov.br, que reúne vários serviços do governo
em uma plataforma baseada no chatbot Watson da IBM. “Os termos de uso
do SouGov.br permitem que a IBM capture os dados dos brasileiros e dor
servidores federais para treinar inteligências artificiais”, diz.
“A Agência Nacional de Proteção de Dados nem se digna a analisar a
hospedagem de dados de membros do governo em um país com legislação
incompatível com a LGPD”, acrescenta Amadeu. A IBM processa as
informações que coleta em datacenters nos Estados Unidos, onde não há
legislação de proteção de dados.
O benefício da saída temporária de encarcerados, conhecida como saidinha, é alvo de questionamentos e de um projeto de lei (PL) que propõe a extinção do direito previsto na Lei de Execuções Penais. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a extinção do benefício não tem relação com a queda na criminalidade.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), lamentou a morte do
policial e defendeu a redução de benefícios a detentos. “O Congresso
promoverá mudanças nas leis, reformulando e até suprimindo direitos que,
a pretexto de ressocializar, estão servindo como meio para a prática de
mais e mais crimes”, escreveu na rede social X.
A diretora-executiva do Instituto de Defesa do Direito de Defesa
(IDDD), Marina Dias, lembra que as discussões sobre a extinção do
benefício normalmente voltam quando acontece um crime praticado por
alguém que está em saída temporária, no entanto, diz, não há debate
sobre os problemas do sistema carcerário no país. “Ninguém faz um
questionamento sobre a falência do sistema prisional, sobre a falência
do sentido da pena, da punição. Tem um olhar isolado sem perceber a
questão estrutural”.
“Eu avalio de uma maneira muito crítica a possibilidade da extinção,
porque a saída temporária é extremamente importante para o processo de
ressocialização, de retomada da vida daquela pessoa que está já
cumprindo a pena, mas já está num processo de término da pena,
justamente para retomar os seus vínculos na comunidade e retomar seus
vínculos com seus familiares”, defende.
Detentos deixam o complexo penitenciário da Papuda, para passar o Natal com familiares – Antônio Cruz/Agência Brasil
O projeto de lei que propõe a revogação do direito à saída temporária de presos,
proposto em 2022, está parado no Senado desde outubro do ano passado. A
matéria está em discussão na Comissão de Segurança Pública e aguarda
votação. De autoria do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), o PL tem como
relator o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já apresentou voto
favorável.
Segundo relatório de Flávio Bolsonaro, a extinção do benefício é
medida necessária e contribuirá para reduzir a criminalidade, conforme
nota da Agência Senado. Para ele, a superlotação e a
precariedade no sistema carcerário prejudicam a ressocialização adequada
dos presos e isso traria mais perigo no retorno dos detentos às ruas.
Para a diretora do IDDD, o argumento do relator é perverso, já que o
detento acaba penalizado por uma falha do próprio sistema. “O Estado não
cumpre com a sua função de garantir direitos dentro do processo de
cumprimento da pena e a pessoa ainda tem os seus direitos de saída
temporária revogados porque o sistema é falido”, disse.
“Uma situação como essa deve trazer reflexão sobre a falência do
sistema prisional, a gente não vai prender uma pessoa e deixá-la pro
resto da vida presa, não existe isso, não tem prisão perpetua no nosso
país”, pontuou ao criticar a extinção do benefício.
O secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen), Rafael Velasco, em entrevista à Agência Brasil,
avaliou que é importante debater a atual legislação penal, no entanto,
discorda da extinção do benefício da saída temporária. “O debate do
Congresso sobre a Lei de Execução Penal é absolutamente relevante,
precisa ser feito agora, nós estamos com uma legislação com 40 anos, que
precisa ser revista, precisa de profundas reformas, mas a extinção
desse benefício não é adequada”.
“É um benefício humanitário, ele serve para reintegração social
progressiva do preso, serve dentro dos processos de ressocialização
dele, uma aproximação tanto familiar quanto social”, ressalta o
secretário.
Velasco lembra que o cumprimento do benefício da saída temporária não
é uma exclusividade do Brasil, que existe em todo o mundo, e que é
absolutamente necessário para a retomada da vida fora da prisão após
cumprimento da pena.
Generalização
Silhueta de presos em presídio – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O defensor público Diego Polachini, do Núcleo de Situação Carcerária
(Nesc) da Defensoria Pública de São Paulo, concorda que casos pontuais
de crimes durante uma saída temporária são usados como experiência geral
em relação ao benefício. No entanto, segundo ele, isso não se comprova,
e há “uma generalização incabível”.
“Muitos se baseiam nesse populismo penal, normalmente em ano de
eleição, e nesse suposto medo que é incutido na população de essas
pessoas poderem passar um fim de semana em casa. Tem o terror no
WhatsApp de que vai ter a saída temporária, para todo mundo ficar em
casa, e isso não é demonstrado em um aumento de criminalidade”,
acrescenta.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São
Paulo, o Poder Judiciário autorizou a saída temporária de 34.547
reeducandos a partir do dia 22 de dezembro do ano passado, sendo que
1.566 não retornaram. Esses números representam 95,45% de retorno.
“É importante lembrar que quando o preso não retorna à unidade
prisional, é considerado foragido e perde automaticamente o benefício do
regime semiaberto, ou seja, quando recapturado, volta ao regime
fechado”, disse a pasta em nota.
De acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais
(Senappen), do Ministério da Justiça, de janeiro a junho de 2023,
120.244 presos tiveram acesso à saída temporária em todo o país. Desses,
7.630 não retornaram, se atrasaram na volta à unidade prisional ou
cometeram uma falta no período da saída, o que representa uma parcela de
6,3% do total de beneficiados.
O defensor avalia que, em relação ao controle das saídas, o sistema
tem funcionado de forma eficiente. “Se você considerar que essas pessoas
estão presas num ambiente totalmente insalubre, que o próprio STF
[Supremo Tribunal Federal] reconhece como um ambiente inconstitucional,
essas pessoas vão para casa e ainda voltam, esse número é
estrondosamente alto”, ressalta.
Sobre a importância das saídas para a ressocialização, Polachini
disse que alguns presos, antes de progredirem para o semiaberto, nunca
tinham visto um celular, perderam contato com a família e ficaram muito
desconectados de qualquer realidade fora da cadeia.
Quem tem direito?
Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, em Pernambuco – Divulgação/Human Rights Watch
As pessoas encarceradas que têm direito à saída temporária são
aquelas que estão no regime semiaberto, ou seja, que já podem deixar o
presídio em algum momento para trabalhar, estudar ou para atividades que
possam contribuir para sua reintegração social. O secretário da
Senappen reforça que a grande maioria já sai e volta dos presídios todos
os dias.
“É claro que em todas as saídas temporárias há novas pessoas saindo
pela primeira vez para visitar seus familiares, para algum evento
específico, mas isso tem que ser precedido de três elementos
específicos: bom comportamento, cumprimento de determinado período da
pena e compatibilidade do benefício com os objetivos da pena”, explica.
Velasco considera esse terceiro ponto extremamente relevante para a
concessão do benefício. “No caso da compatibilidade, por exemplo, se
tratando de um integrante de organização criminosa, em que ele colabore
ou mesmo lidere, é compatível a saída temporária dessa pessoa se ele
ainda está inserido dentro de uma atividade criminosa? Ou que a
inteligência e a segurança da unidade prisional tenham identificado que a
pessoa pretende se evadir durante a saída temporária? Não, não é
compatível”.
Para o secretário, um levantamento tem que ser feito de forma
pormenorizada pelo sistema de administração penitenciária do estado, no
quesito de inteligência e de segurança, para saber se o benefício da
saída temporária é compatível com o perfil daquela pessoa.
Além disso, como mecanismo de controle, há a possibilidade de uso de
tornozeleira eletrônica. “Tem juízes no interior [paulista] que
determinam que a polícia passe na casa das pessoas para verificar se
elas estão cumprindo a saída de maneira adequada”, lembra o defensor
Diego Polachini.
O detento que não retornar da dessa saída, na ocasião de recaptura,
regride para o regime fechado e terá direito a novo benefício semiaberto
somente depois de 1 ano. O defensor ressalta que, mesmo decorrido esse
período, o registro da fuga pode dificultar o acesso ao direito
novamente.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O senador e ex-juiz Sergio Moro (União
Brasil-PR) e o ex-procurador e deputado federal cassado Deltan Dallagnol
(Novo-PR) ironizaram nesta quinta-feira (11) a indicação do ministro
aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski ao
Ministério da Justiça de Lula (PT).
Ambos compararam a indicação ao cargo à declaração de parcialidade do
ex-juiz e ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) na condução de casos
contra o petista, em 2021.
A decisão do STF de declarar Moro parcial teve como consequência a
anulação das provas coletadas nos processos contra ele na Operação Lava
Jato.
Entre os motivos para Moro ser considerado parcial estava a ida para o
primeiro escalão de Bolsonaro, também no Ministério da Justiça.
Nesta quinta-feira (11), o senador publicou no X (ex-Twitter) que
aceitar cargos em ministérios “não é e nunca deveria ter sido causa de
suspeição”.
Já Dallagnol citou, na mesma rede, um conjunto de decisões favoráveis
a Lula e ao PT, como o acesso de arquivos hackeados da Operação
Spoofing e o despacho contra o uso de provas do acordo de colaboração da
Odebrecht.
Mencionou ainda casos julgados pelo magistrado aposentado no TSE
(Tribunal Superior Eleitoral) e disse que as determinações serviram de
base “para diversas decisões do TSE que beneficiaram a candidatura de
Lula durante a corrida eleitoral”.
“Agora que Lewandowski se tornou ministro da Justiça de Lula, as
decisões que ele tomou em benefício de Lula e do PT serão anuladas?
Lewandowski terá sua parcialidade pró-Lula e pró-PT reconhecida?”,
afirmou o ex-coordenador da força tarefa da Lava Jato.
A parcialidade de Moro foi decidida em sessão da Segunda Turma do
Supremo por 3 votos a 2, sendo Lewandowski um dos que votaram a favor,
junto de Gilmar Mendes e Cármen Lúcia.
O magistrado disse à época ver a aceitação “ainda antes do término do
segundo turno das eleições presidenciais, de convite para ocupar o
cargo de Ministro da Justiça” como uma demonstração de motivação
política enquanto exercia a toga.
Lewandowski via a atuação de Moro em relação a Lula como
“desenganadamente parcial e, ademais, empreendida com nítido propósito
de potencializar as chances ou, mesmo, viabilizar a vitória de candidato
de sua preferência nas eleições presidenciais [de 2018]”.
Outras razões citadas pelos ministros para a declaração de
parcialidade foram, por exemplo, a condução coercitiva do petista sem
que houvesse negativa dele de prestar depoimento e a decisão de Moro de
ter aberto o sigilo da delação do ex-ministro Antônio Palocci às
vésperas da eleição de 2018 sem pedido do Ministério Público Federal.
Durante seus 17 anos no STF, Lewandowski decidiu favoravelmente aos
aliados de Lula em momentos como o mensalão e a Lava Jato. O magistrado é
apontado como um progressista moderado, com bom trânsito inclusive
entre bolsonaristas.
Isso o cacifou para ser considerado um eventual ministro da atual
gestão petista desde que se aposentou do Supremo, em abril passado, um
mês antes de completar 75 anos.
Lula tropeça em temas internacionais e causa tensões desnecessárias, não só para ele, mas ao Brasil
Ao se manifestar sobre situação da Palestina, presidente já desagradou Israel
Por Eliane Cantanhêde – Jornal Estadão
O presidente Lula acenou com um “ano primoroso neste País”, durante o anúncio do novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski,
o que já era esperado, mas vamos convir que o terceiro mandato está
muito mais difícil do que os dois anteriores e os desafios em 2024 são
imensos, inclusive na política externa, com várias frentes explosivas,
como o ambiente de guerra civil no Equador, e Lula vem tropeçando e
causando tensões desnecessárias, não só para ele, mas para o Brasil, ao
se manifestar sobre questões internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva que anda tropeçando em questões internacionais Foto: SERGIO LIMA / AFP
Na reunião, estavam o ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, e o
assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, que no mesmo dia,
quarta-feira, 10, embarcou para Davos, na Suíça, para o debate sobre
outro campo minado para Lula, a invasão da Rússia na Ucrânia. Como
Brasil e África do Sul, a invasora Rússia é do núcleo dos Brics e Lula
tem tido uma posição dúbia também em relação a essa guerra. E aí?
Além da geopolítica internacional, intrincada e tendendo a piorar,
com a expansão da guerra de Israel pelo Oriente Médio, a América do Sul
também não anda bem. O Equador em situação de guerra civil provocada por
organizações criminosas, a Venezuela no fundo do poço e provocando a
Guiana e o novo presidente da Argentina, Javier Milei, tomando decisões
preocupantes para o País e a região.
Na política interna, o Centrão é insaciável, o PT só pensa na eleição
municipal e o risco na economia é o descontrole fiscal, que pode
comprometer investimentos e crescimento, mas o que mais preocupa é a
violência. O Equador é um sinal amarelo. Mais do que ministro da
Justiça, Lewandowski precisa ser ministro da Segurança Pública. Com o
PT?
SERÁ QUE AGORA, COM 38 ANOS DE ATRASO, OS BRASILEIROS, ENTENDERAM, O QUE ACONTECEU EM SEU PRÓPRIO PAÍS?
Entenderam porque Médici dissolveu o STF?
Entenderam porque o DOPS metia porrada em alguns “jornalistas”?
Entenderam porque a FAB combateu os guerrilheiros do Araguaia?
Entenderam porque foi necessário o AI-5?
Entenderam porque o General Olímpio Mourão Filho chutou o João Goulart?
Entenderam porque MÉDICI alertou FIGUEIREDO sobre os esquerdistas no
poder? (“Em 10 anos eles vão roubar até as prensas da Casa da Moeda…”).
Entenderam porque o ex-Presidente FIGUEIREDO disse que iríamos nos
arrepender do fim do governo militar? E, iríamos sentir saudades dele?
Entenderam porque a PF prendia os “professorzinhos comunistas”, que na faculdade idolatravam CHE GUEVARA?
Entenderam porque a imprensa e a esquerda MENTIRAM por anos a fio,
martelando nas nossas cabeças que o regime militar foi uma DITADURA? (A
única ditadura no Brasil foi a de GETÚLIO VARGAS, mas eles corrompem até
a história, para servir a seus propósitos).
Entenderam porque TODOS OS PAÍSES EM QUE A ESQUERDA TOMA O PODER se tornaram lugares de fome, desgraça, miséria e genocídio?
“Entenderam porque pessoas normais e instruídas têm tanto nojo de esquerdistas?*
Entenderam porque não se deve ser “isentão”?
Entenderam porque não se negocia com a esquerda?
(A esquerda se combate com toda a FORÇA!).
Entenderam porque nos países mais prósperos e desenvolvidos do mundo a esquerda é ridicularizada?
Entenderam porque durante 60 anos os EUA gastaram tanto dinheiro
fazendo guerras do outro lado do mundo, para barrar a tentativa da
esquerda de dominar a humanidade?
Entenderam porque em 100 anos de governos de esquerda, mais de 150 milhões de pessoas foram assassinadas por esses fanáticos?
Entenderam porque as pessoas FOGEM de países de esquerda, arriscando suas vidas e deixando tudo para trás?
Entenderam porque a Alemanha Oriental teve que construir um muro para
seus habitantes não fugirem de lá? (Assim como ocorre agora na Coréia
do Norte).
Entenderam porque os cubanos enfrentam os tubarões para fugir daquele inferno?
Entenderam por que pilotos soviéticos roubavam seus caças MIG para cair fora daquele inferno?
Entenderam porque toda a África sujeita a regimes de esquerda vive numa horrível e permanente desgraça?
Entenderam porque, no Camboja, POL POT, líder comunista do KHMER VERMELHO, matou 100% da população instruída do país?
Entenderam porque na China a “REVOLUÇÃO CULTURAL” de MAO TSE TUNG também matou TODA a população instruída?
Entenderam porque o comunismo é o maior mal da história da humanidade?
Entenderam porque quem não estiver contra a esquerda, estará ajudando seu pior inimigo?
Entenderam porque o “isentão”, o diplomático, o low profile, o moderado, acabam, sem perceber, dando força para o inimigo?
Entenderam porque o esquerdismo, em suas inúmeras e disfarçadas
vertentes (progressismo, integralismo, comunismo, socialismo, social
democracia, bolivarianismo, globalismo, multiculturalismo, etc) é o pior
mal da História?
Entenderam porque não podemos medir esforços para EXTIRPAR essa desgraça?
Ou então essa desgraça acaba com a família, o país, a soberania, a cultura, o patriotismo, a liberdade e a dignidade humana.
Entendam de uma vez por todas que o esquerdismo do século XXI é
mascarado de democracia… quanto mais comunistas, mais eles usam a
palavra democracia… basta ver como se intitula a “República Popular
DEMOCRÁTICA da Coréia do Norte”….
É PRECISO ACORDAR, BRASIL!!! OU VAMOS SER DOMINADOS PELO COMUNISMO DE VEZ!