História por MATHEUS TEIXEIRA E JOSÉ MARQUES • Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O clima entre aliados do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) era de festa. A oposição ao governo Lula (PT) no
Senado se aproximava pela primeira vez da imposição de um revés ao STF
(Supremo Tribunal Federal), tribunal que se tornara o principal algoz do
bolsonarismo nos últimos anos.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no entanto, decidiu adiar a votação.
A oposição pouco protestou. Os defensores da proposta haviam
identificado um fato novo, e o otimismo deu lugar à preocupação. Os
ministros do Supremo tinham entrado em campo. Ligaram e mandaram
mensagens para diversos senadores. Os recados velados foram muitos.
Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, que têm bom
trânsito entre os parlamentares, avisavam que a aprovação de uma PEC
(proposta de emenda à Constituição) que proibia decisões individuais na
corte contra atos do presidente da República e de chefes do Congresso
tinha potencial para mudar o humor do STF com o Senado.
No dia seguinte, 22 de novembro deste ano, porém, Pacheco e
bolsonaristas recontaram os votos e decidiram enfrentar o Supremo. Por
três votos além dos 49 necessários e graças a uma articulação com o
líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a matéria foi
aprovada.
A derrota e a reação do STF deixaram clara a atuação cada vez mais
política da corte, que, em tese, deveria apenas dar a palavra final
sobre a interpretação dos dispositivos da Constituição.
A movimentação com viés político do Supremo já havia sido explicitada
por Gilmar Mendes, o mais antigo membro da corte, no mês anterior. “Se
hoje nós temos a eleição do presidente Lula, isso se deveu a uma decisão
do Supremo Tribunal Federal”, afirmou em entrevista a jornalistas.
Ele se referia ao revés que o STF deu à Operação Lava Jato em 2021,
quando anulou as sentenças e devolveu os direitos eleitorais do petista.
À época da reabilitação de Lula, Bolsonaro avançava com ataques
contra o tribunal e seus ministros. A decisão do Supremo abriu o caminho
para que Lula disputasse a eleição em 2022.
Em junho deste ano, após a derrota de Bolsonaro para Lula, o TSE
(Tribunal Superior Eleitoral), comandado por Moraes, declarou o
ex-presidente inelegível por oito anos.
Pouco antes de se tornar presidente da corte, o ministro Luís Roberto
Barroso afirmou “nós derrotamos o bolsonarismo” em um evento da UNE
(União Nacional dos Estudantes). Mais tarde, disse que lamentava a fala e
que se referia ao extremismo, e não a eleitores de Bolsonaro.
Foi este cenário que originou o sentimento de traição e a revolta do
Supremo diante do voto de Jaques Wagner a favor da PEC no Senado. Os
ministros se irritaram com a omissão do Palácio do Planalto no debate
sobre o tema, que facilitou a aprovação da proposta, e cobraram Lula.
O próprio Wagner admitiu em entrevista à imprensa que recebeu um
telefonema de Gilmar. “Recebi só uma ligação do ministro Gilmar. Óbvio
que ele não estava satisfeito”, disse.
Após o voto de Wagner, o presidente Lula decidiu indicar para a PGR
(Procuradoria-Geral da República) Paulo Gonet, o que foi visto como um
movimento para agradar os ministros insatisfeitos.
Gonet é ex-sócio de Gilmar em uma universidade, e foi apadrinhado na
indicação para a PGR tanto pelo decano do STF quanto por Alexandre de
Moraes.
Mas outras decisões do Supremo também explicitaram o caráter político
da corte e a tentativa de aproximação com o governo federal.
Com as polêmicas deste ano, a reprovação do Supremo subiu de 31%, em
dezembro de 2022, para 38%, segundo pesquisa Datafolha feita no início
deste mês, enquanto a aprovação caiu de 31% para 27% no mesmo intervalo
de um ano.
Ao comentar a pesquisa, em evento no STF, Barroso disse que
surpreendente seria se a corte fosse aprovada por todos, porque decide
“as questões mais decisivas da sociedade brasileira” e está sempre
desagradando a alguém.
O STF, porém, fez uma série de acenos para agradar ao governo neste ano.
Em setembro, ao anular provas oriundas dos acordos de leniência da
Odebrecht, o ministro Dias Toffoli fez acenos a Lula, com quem havia se
desgastado nos últimos anos, e disse que a prisão do petista foi uma
armação e o “verdadeiro ovo da serpente dos ataques à democracia”.
Ele tentava se reaproximar do atual presidente da República. Toffoli
foi indicado ao Supremo por Lula em 2009, quando era advogado-geral da
União, e sempre foi um nome de confiança do PT.
Nos últimos anos, porém, manteve uma relação próxima com o
ex-presidente Jair Bolsonaro e a base bolsonarista. Chegou a classificar
o golpe militar de 1964 como um “movimento”.
O principal desgaste de Toffoli com Lula, porém, aconteceu quando ele
impediu que o petista fosse ao velório do irmão enquanto estava preso
em Curitiba.
Os ministros também fizeram movimentos para facilitar, no primeiro
semestre, a indicação de Cristiano Zanin, que foi advogado de Lula na
Lava Jato, ao assento que ficou vago com a aposentadoria de Ricardo
Lewandowski.
Assim que Lewandowski se aposentou, Dias Toffoli pediu para mudar da
Primeira para a Segunda Turma da corte, retirando os casos da Lava Jato
da rota do indicado do petista e evitando constrangimentos, uma vez que
Zanin é um crítico declarado da operação.
O ministro Edson Fachin também agiu para criar um ambiente favorável à
indicação de Zanin e evitar constrangimentos com a sua escolha. Ele fez
isso ao enviar para Toffoli um recurso de Lula contra a Lava Jato.
A relação de ministros com parlamentares e presidentes não chega a
ser uma novidade. O Supremo sempre teve integrantes, em maior ou menor
grau, próximos do mundo político.
Mas o protagonismo do tribunal na política começou a ganhar corpo a partir do julgamento do mensalão, em 2012, e se consolidou.
Os ministros entendem as relações que constroem com o Executivo e o
Legislativos como importantes para a atuação da corte. O próprio Barroso
já disse em discurso após assumir a presidência que o tribunal vive um
momento de “ascensão política e institucional”.
LINHA DO TEMPO EM 2023
Caminho para Zanin (2.mai) – Dias Toffoli e Fachin tomam decisões que
ajudam a abrir caminho para a indicação de Zanin ao Supremo
Deltan cassado (16.mai) – O ex-procurador da Lava Jato e deputado
Deltan Dallagnol é cassado pelo TSE. Após o voto do relator, os demais
ministros votam em 1 minuto
Zanin indicado (1.jun) – Lula indica seu advogado e amigo pessoal Crisitano Zanin para a vaga de Ricardo Lewandowski no STF
Bolsonaro inelegível (30.jun) – TSE torna Bolsonaro inelegível por oito anos
Barroso ataca bolsonarismo (13.jul) – Em discurso no Congresso da UNE
(União Nacional dos Estudantes), Barroso diz: “Nós derrotamos o
bolsonarismo”
Toffoli afaga Lula (6.set) – Dias Toffoli anula provas da delação da
Odebrecht e usa decisão para afagar Lula, de quem está afastado
Senado aprova PEC (22.nov) – Senado aprova PEC que limita decisões
individuais de ministros, e parte do STF reage com críticas e
articulações
Dino indicado (27.nov) – Lula indica Flávio Dino, ministro da Justiça
do seu governo, para o STF, e Paulo Gonet, ligado a Gilmar Mendes e
Alexandre de Moraes, para a PGR
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
(PSD-MG), promulgou nesta quinta-feira (28) a lei que institui a tese do
marco temporal para demarcação de terras indígenas.
A medida ocorre após o parlamento derrubar os vetos do presidente
Lula (PT) ao projeto. O texto foi aprovado pelo Legislativo após
articulação da bancada ruralista como resposta à decisão do STF (Supremo
Tribunal Federal), que havia descartado a tese de que devem ser
demarcados os territórios considerando a ocupação indígena em 1988, data
da promulgação da Constituição.
A votação dos vetos foi acompanhada de protestos do movimento
indígena contra o marco. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia
Guajajara, discursou criticando a medida e depois foi ao plenário
acompanhar a sessão.
Depois da votação, ela disse que o governo federal deve entrar com um
pedido para que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise o caso. Assim,
a tendência é que o assunto seja novamente judicializado.
“O Ministério dos Povos Indígenas vai acionar a Advocacia Geral da
União para dar entrada no STF a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
a fim de garantir que a decisão já tomada pela alta corte seja
preservada, assim como os direitos dos povos originários”, completou.
A bancada ruralista, por sua vez, já disse que deve aprovar uma PEC
(Proposta de Emenda à Constituição) protocolada em setembro no Senado
caso o Supremo volte a tratar do tema.
“Se judicializarem, nós vamos trabalhar para ganhar de novo. Eu acho
que você ter a votação que nós tivemos, será que é preciso judicializar?
No Senado, 53 votos, na Câmara, 321. Mostrou que essa Casa, que
legisla, quer o marco temporal. Isso precisa ser respeitado”, disse a
senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi ministra da Agricultura de
Jair Bolsonaro (PL).
Na sessão em que o tema foi tratado, porém, houve um acordo entre
governo e a bancada ruralista para que a derrubada do veto fosse
parcial, com a manutenção de três vedações.
Um desses vetos foi sobre o trecho que dava aval para o contato com
povos isolados para “prestar auxílio médico ou para intermediar ação
estatal de utilidade pública”.
Em outro ponto polêmico vetado por Lula, a proposta abria brecha para
que terras demarcadas fossem retomadas pela União, “em razão da
alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores
ocasionados pelo decurso do tempo”.
Também permaneceu vedado o dispositivo que permitiria a plantação de transgênicos nos territórios.
Conquistar e fechar contratos para a sua agência digital em um
intervalo de R$ 5 mil a R$ 10 mil mensais requer uma abordagem
estratégica sólida. Para atingir esse objetivo, é essencial adotar
técnicas eficazes que envolvam a definição clara da persona, o tipo de
serviço oferecido, a comprovação de resultados e a apresentação da
proposta comercial.
Continue a leitura deste artigo para entender quatro estratégias
comprovadas, que realmente contribuem para o sucesso na aquisição de
clientes nessa faixa de investimento. Você saberá mais sobre:
estratégias para conquistar clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil; por que é importante apostar em estratégias comprovadas.
Quais são as estratégias para conquistar clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil?
Aqui na Mestre, utilizamos algumas técnicas e aplicamos métodos que
funcionam bem e têm nos dado um bom resultado, inclusive em tratativas
para aumentar o ticket médio. Afinal, fomos eleitos a melhor agência do
ano em quatro ocasiões consecutivas pela RD Station.
Isso também está relacionado à forma como lidamos com diferentes
tipos de clientes e como encaramos a prospecção de novos contratos.
Confira, a seguir, quatro dessas estratégias.
1. Persona
Antes de tudo, é fundamental entender quem é o seu cliente ideal.
Isso envolve a criação de personas detalhadas que representam os tipos
de empresas ou empreendedores que podem se beneficiar dos seus serviços.
Isso é relevante pois, ao conhecer as dores, os objetivos e os
desafios específicos da sua persona, você estará melhor preparado para
adaptar sua abordagem de vendas e comunicação.
Leia também: Como Fazer um Atendimento Diferenciado Para o Seu Cliente
2. Tipo de serviço
Oferecer um leque de serviços que atenda às necessidades da sua persona é essencial. Isso pode incluir serviços de:
marketing digital;
desenvolvimento de sites;
gestão de mídias sociais;
otimização de SEO;
serviços de Inbound Marketing
muitos outros.
Para isso, certifique-se de que os serviços que você oferece estão
alinhados às demandas da sua persona. Aproveite para demonstrar como
eles podem gerar resultados concretos.
3. Comprovação de resultados
Mostrar resultados tangíveis e comprovados é uma das formas mais
eficazes de convencer potenciais clientes a investir em seus serviços.
Use estudos de caso, cases de sucesso e exemplos reais de clientes
anteriores para demonstrar como sua agência digital contribuiu para o
crescimento dos negócios.
Também é possível utilizar gráficos de aumento de tráfego, número de
conversões e engajamento nas redes sociais como evidência do sucesso que
os serviços da sua agência podem oferecer.
4. Apresentação da proposta comercial
A apresentação da proposta comercial é o momento crucial durante o
qual você coloca na mesa os detalhes dos serviços que oferece e o valor
que eles trazem para o cliente. Confira algumas etapas importantes para
criar uma proposta convincente:
Introdução persuasiva
Comece com uma introdução que capte a atenção do cliente e destaque
os principais benefícios de trabalhar com sua agência digital. Explique
como você pode resolver os desafios específicos que a persona enfrenta.
Esse ponto é especialmente importante para fechar clientes de R$ 5 mil
até R$ 10 mil, ou seja, que investem mais no seu negócio.
Detalhes dos serviços
Descreva detalhadamente os serviços que sua agência oferece,
destacando como cada um deles aborda as necessidades e os objetivos da
persona. Seja claro quanto aos métodos, prazos e recursos envolvidos em
cada serviço.
Prova social
Inclua depoimentos de clientes satisfeitos que atestem a qualidade
dos seus serviços e a capacidade da sua agência em entregar resultados.
Depoimentos autênticos ajudam a criar confiança rumo ao fechamento de
contratos com clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil.
Apresentação de resultados
Mais uma vez, a comprovação de resultados por meio de cases de
sucesso se faz necessária para conquistar clientes de R$ 5 mil até R$ 10
mil. Neste ponto, destaque casos específicos nos quais sua agência
conseguiu gerar impacto positivo para clientes anteriores. Mostre
gráficos, estatísticas e métricas que demonstrem o progresso alcançado.
Leia também: 3 Oportunidades Para Fazer Sua Agência Digital Vender Mais
Por que é importante apostar em estratégias comprovadas?
Fechar projetos rentáveis e clientes dentro da faixa de R$ 5 mil a R$
10 mil por mês para a sua agência digital pode não ser uma tarefa fácil
no início e, por isso, é importante aderir aos poucos a novos métodos e
estratégias comprovadas.
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definir personas claras;
oferecer serviços relevantes;
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Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.
Mesmo com a aprovação da reforma tributária e com o novo arcabouço
fiscal, dois triunfos alcançados em 2023 à custa de muito esforço em
direção a um equilíbrio mínimo das contas públicas, a trajetória da
dívida pública brasileira exibe viés de alta e pode levar a uma situação
“claramente insustentável”. Eis o importante alerta emitido
recentemente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), no seu relatório bianual sobre a economia do País.
Apresentado no Ministério da Fazenda, o relatório foi classificado
como “muito bom” pelo secretário de Política Econômica, Guilherme Mello,
porque, em sua opinião, captou o esforço do governo para recompor a
base fiscal e, assim, estabilizar a trajetória da dívida. Já o
presidente Lula da Silva, na sua parolagem semanal na internet, se disse
“muito irritado” com o relatório e criticou o que chamou de “palpite”
da entidade, reconhecida pela seriedade de seus estudos. Logo se vê que
Lula e seu Ministério da Fazenda não estão falando a mesma língua.
Lula não gostou do relatório porque a OCDE mostrou que a dívida
pública não só segue elevada na comparação com outras economias
emergentes, como vai beirar os 90% do PIB em pouco mais de 20 anos – e
será ainda pior em caso de menor consolidação fiscal. O descumprimento
das metas fiscais – desprezadas explicitamente por Lula – pode levar o
País a uma trajetória insustentável da dívida, alcançando 100% já em
2037. Não custa repetir: 100% do PIB.
Uma dívida de tal tamanho tem pouco paralelo entre países emergentes.
O setor público gasta algo em torno de 40% do PIB, um dos maiores
patamares do planeta. Há um desconhecimento na Esplanada dos Ministérios
sobre os grandes desequilíbrios que em algum momento precisarão ser
encarados. E, como lembrou recentemente o ex-presidente do Banco Central
Armínio Fraga, as metas são apertadas para cumprir e, ao mesmo tempo,
não deixam margem de segurança. Se com a reforma tributária houve
avanços na coluna da arrecadação, o governo ainda deve muito no controle
de gastos. Para não falar do mais perturbador: os sucessivos ataques
lulopetistas à racionalidade do controle das contas públicas e a
pregação ilusória e irresponsável de que gasto é vida.
Lula parece não ter percebido que, apesar dos recentes esforços da
equipe econômica, está construindo uma herança difícil para seu sucessor
– que pode ser ele mesmo, diga-se. Não é exagero pensar que o próximo
mandato enfrentará a necessidade, por sobrevivência da economia, de uma
agenda fiscal pesadíssima por quatro anos. Foi o que aconteceu no
segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. A diferença é que, em
2003, FHC entregou a Lula um superávit primário estrutural em torno de
3% do PIB. Hoje temos um déficit estrutural na casa de 1%.
Adotar políticas responsáveis e, mais do que isso, pensar em reformas
estruturais são dois dos principais lenitivos para conter o descontrole
da dívida. Mas, para tanto, o governo precisa conter o descontrole da
sua mentalidade expansionista.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A implementação de políticas na área de
transparência no primeiro ano do governo Lula (PT) tem caminhado em
ritmo mais lento do que o esperado por organizações da sociedade civil
que monitoram a implementação da LAI (Lei de Acesso à Informação).
Na campanha eleitoral, Lula prometeu derrubar sigilos impostos
durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e voltar a fazer a LAI ser
cumprida no país.
Passado um ano, a avaliação é a de que houve avanço em termos de
discurso, inclusive com a criação de uma política de transparência, e
diálogo, com a implementação de um grupo de trabalho específico no
Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção, retomado
em maio, no aniversário de 11 anos da LAI.
Apesar disso, houve questionamentos a sigilos impostos pelo próprio
governo Lula, entraves ainda não superados e falhas atribuídas a
questões técnicas, mas com impacto na falta de transparência como
mostrou a Folha, a gestão petista ficou quase quatro meses sem divulgar
dados do cartão corporativo da Presidência.
Lula também chegou a fazer em setembro uma defesa pública de sigilo
de votos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), na contramão da
Constituição, tornando-se alvo de críticas de especialistas e
entidades.
Em maio, a CGU (Controladoria Geral da União) divulgou o resultado da
reavaliação de 254 processos de sigilo da gestão Bolsonaro, apontando
indícios do uso da máquina pública nas eleições presidenciais de 2022.
Também houve alteração do decreto que regulamenta a LAI para tornar obrigatórios enunciados divulgados pelo órgão.
“Por um lado a gente vê algumas normas e espaços sendo construídos e
consolidados em direção da expansão de diálogo e fortalecimento da
transparência, mas por outro ainda parece que há algo segurando para que
isso se converta em ações concretas e resultados”, diz a coordenadora
de advocacy e pesquisa da Open Knowledge Brasil, Danielle Bello.
Um exemplo nesse sentido são as negativas indevidas de acesso à
informação por conta da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) que
continuam a acontecer em diferentes pastas.
“A LGPD continua sendo um problema para nós e continuará sendo se não
houver capacitação e clareza de discurso de cima para baixo de que não,
a lei não é conflitante com o acesso à informação”, afirma Kátia
Brembatti, presidente do Fórum de Direito de Acesso a Informações
Públicas, que reúne organizações da sociedade civil.
Em uma pesquisa com servidores do governo federal em 2022, a
organização identificou que muitos deles têm receio de fornecer
informações e serem enquadrados por descumprir a LGPD.
Bruno Morassuti, cofundador da agência Fiquem Sabendo, afirma que a
organização já teve negativas para pedidos sobre infrações de militares,
desmatamento ilegal e agendas da Presidência.
“Temos questões em que já houve a recomendação, revisão, mas no final
nada de concreto aconteceu. Isso acaba sendo frustrante considerando
que a gente tem todo um discurso de transparência no presente”, afirma.
A diretora da Transparência Brasil, Marina Atoji, cita um
levantamento feito pela organização sobre listas de TCI (Termos de
Classificação de Informação) no Ministério da Saúde, Casa Civil e
na Secretaria de Relações Institucionais que eram desconhecidas pela
CMRI (Comissão Mista de Reavaliação de Informações), última instância
revisora da LAI.
“A CMRI tem um registro muito pobre da revisão dos sigilos e do
registro da gestão deles, de quantos documentos ou quantas informações
são classificadas em grau de sigilo”, diz Atoji.
A CGU informou que o desencontro sobre esses dados está sendo
enfrentado pela primeira vez por este governo e que será resolvido com o
lançamento de um sistema desenvolvido com a Casa Civil para obrigar
todos os órgãos e entidades do Poder Executivo federal a registrarem
suas informações classificadas.
O caso mais emblemático citado pelas organizações é a falta de
solução para a interrupção da divulgação de microdados das avaliações de
ensino e levantamentos oficiais pelo Inep (Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A ausência de dados
tem prejudicado pesquisadores na área da educação.
A CGU afirma acompanhar de perto o debate. Em setembro, a ANPD
(Agência Nacional de Proteção de Dados) afirmou que o principal risco
apontado pelo Inep é o de reidentificação de crianças e adolescentes a
partir dos microdados e que foram propostas duas medidas para resolver a
questão.
A primeira é a modificação da estrutura dos arquivos, para
generalizar categorias e retirar informações que possibilitem a
identificação de pessoas. A segunda é estabelecer o controle de acesso
aos dados.
A secretária Nacional de Acesso à Informação da CGU, Ana Túlia de
Macedo, diz que ainda não há previsão para que as mudanças sejam
colocadas em prática, mas que em janeiro haverá uma reunião com o Inep
para discutir o tema.
Ela afirma ainda que cerca de 2.300 servidores federais receberam
formação neste ano sobre as novas diretrizes para aplicação da LAI. Em
outra frente, a administração trabalha no desenvolvimento de uma
ferramenta com uso de inteligência artificial para que os enunciados
sejam sugeridos aos profissionais na hora de responder os pedidos
recebidos.
Em relação às negativas com base na LGPD, a CGU diz que busca
identificar casos e temas em que a proteção de dados ainda é utilizada
de forma equivocada e para estabelecer parâmetros para auxiliar os
órgãos e entidades na análise dos casos concretos.
Nesse sentido, a Controladoria mantém canais de comunicação por email
e telefone para solucionar dúvidas gerais de aplicação da LAI.
“A cada decisão aqui na CGU e a cada orientação que damos ao servidor
que entra em contato com a gente, a gente vai dando segurança para os
órgãos ficarem mais tranquilos na hora de fornecer informação, mesmo que
o documento tenha um dado pessoal”, diz Macedo.
A secretária acrescenta que, no começo do ano, o governo deve passar a
usar uma ferramenta, desenvolvida pela Petrobras, para tarjar
automaticamente dados pessoais sensíveis, com a expectativa de equalizar
o problema em relação à LGPD.
“Se eu tenho em um contrato o endereço da pessoa, isso é um dado
pessoal sensível, então preciso tarjar. Mas se é um servidor público, o
salário dele está no Portal da Transparência e isso vai continuar
público”, diz.
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Ao prosseguir com seu “plano
motosserra” contra os gastos públicos na Argentina, o presidente Javier
Milei anunciou nesta terça-feira (26) que não vai renovar os contratos
temporários de mais de 5.000 funcionários federais que acabam neste mês e
foram assinados pelo seu antecessor, Alberto Fernández, desde janeiro.
“Todos os contratos com admissão em 2023 não serão renovados”, disse o
porta-voz do governo, Manuel Adorni. Já o restante dos contratos
temporários “entrará em um processo de revisão por 90 dias”, afirmou
ele, sem precisar quantos postos de emprego seriam.
Segundo o jornal Clarín, 45 mil contratados na administração pública nacional estariam sob observação.
Enquanto isso, sindicatos marcaram uma manifestação para esta quarta
(27), que vai colocar à prova novamente o protocolo de Milei para evitar
o bloqueio de ruas.
A não renovação de contratos foi formalizada por um novo decreto de
Milei, que traz exceções. Entre elas estão os trabalhadores que entram
na cota de pessoas trans e com deficiência, conforme a lei argentina, e
também os que foram integrados aos quadros permanentes ao longo deste
ano.
O ultraliberal já havia anunciado em sua primeira semana de governo
um corte de 18 para 9 ministérios e de 106 para 54 secretarias, o que
significaria uma redução de 50% dos cargos hierárquicos e 34% dos cargos
federais no total. Não está claro se os contratos não renovados entram
nessa conta.
Naquela ocasião, o presidente também determinou o fim do home office para o funcionalismo.
A intenção é acabar com o que popularmente é chamado de funcionários
“nhoque” na Argentina, servidores que teoricamente não trabalham e só
aparecem no fim do mês para cobrar o salário. Seria o equivalente ao
“funcionário fantasma” no Brasil.
A expressão é usada de forma pejorativa por parte da população e vem
da tradição de comer o prato italiano para trazer prosperidade no dia 29
de cada mês, data de pagamento da administração pública.
Outra mudança promovida por Milei nesta terça foi a eliminação de
barreiras para importações, medida que o ministro da Economia, Luis
Caputo, havia anunciado dois dias depois de sua posse como parte de um
pacote de ações para equilibrar as contas públicas.
O governo acabou com o Sira (Sistema de Importações da República
Argentina), que foi criado pelo ex-ministro Sergio Massa, candidato
derrotado à Presidência, para ampliar a transparência e evitar a fuga de
dólares, mas na prática acabou travando e gerando desabastecimento de
produtos importados.
Agora, por pelo menos um ano, esse sistema foi substituído pelo Sedi
(Sistema Estatístico de Importações). O que muda é que o importador não
precisará mais pedir autorização à Secretaria de Comércio para comprar
de um fornecedor estrangeiro, mas apenas declarar previamente a compra.
“Com isso, um burocrata ou um funcionário de plantão não vai mais
poder decidir o que queremos importar ou não”, disse Adorni. “Quem
decidir importar vai poder importar.”
Por outro lado, há certo receio de que a abertura abrupta do comércio
exterior ameace algumas indústrias nacionais, sob forte protecionismo
dos últimos governos peronistas.
AS REFORMAS ‘DE CHOQUE’ DE MILEI
Milei foi eleito prometendo mudanças radicais para resolver a crise
econômica e a inflação que ultrapassa os 160% anuais na Argentina. Desde
que assumiu, em 10 de dezembro, iniciou um acelerado plano de reformas
por meio de três grandes pacotes de medidas.
Primeiramente, anunciou uma forte desvalorização do peso oficial, que
era controlado pelos governos anteriores, e um duro corte nos gastos
públicos, que incluíram também a suspensão de obras públicas, a redução
de subsídios a energia e transporte e o enxugamento de repasses às
províncias.
Em segundo lugar, assinou um megadecreto que declara estado de
emergência e acaba com regulações do Estado em diversas áreas: muda
direitos trabalhistas, permite o aumento dos planos de saúde, abre
caminho para privatizações de estatais, entre várias outras medidas.
Uma das mais de 300 leis alteradas possibilita, por exemplo, que
qualquer contrato seja realizado em moedas que não sejam o peso. Ou
seja, na prática salários poderiam ser pagos com dólares, criptomoedas e
até “quilos de carne ou litros de leite”, como escreveu a chanceler
Diana Mondino.
O “decretaço” gerou duas noites de protestos com panelaços pelo país,
acirrou a polarização e abriu um extenso debate sobre sua legalidade.
O chamado Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) já foi usado por vários presidentes, mas não de maneira tão radical.
Sindicatos e sociedade civil entraram com pedidos à Justiça e têm
feito diferentes manifestações na última semana. Para seguir valendo, o
texto ainda tem de evitar ser barrado no próximo mês nos plenários da
Câmera e do Senado, onde Milei deve enfrentar resistência.
O porta-voz Adorni reforçou o tom contra a oposição nesta terça.
“Quando anunciam protestos, se entende quem está do lado da mudança e
de uma Argentina diferente e quem está em defesa de seus próprios
interesses”, disse, adicionando que os legisladores “devem escolher
entre apoiar o que o povo votou ou continuar obstruindo”.
“Outra vez, assume um governo que pretende construir um inimigo no
emprego público, desviando o foco de suas medidas de ajuste brutal para
toda a sociedade. Disseram que vinham pela elite, mas vieram pelo povo
trabalhador”, escreveu, no Instagram, a ATE Capital (Associação de
Trabalhadores do Estado), que agrupa 36 mil funcionários públicos em
Buenos Aires.
Milei convocou sessões extraordinárias a partir desta terça até 31 de
janeiro no Legislativo, que teoricamente só voltaria de férias em
março.
O terceiro pacote de medidas do ultraliberal será um grande projeto
de lei apelidado de “lei ônibus” que ele pretende enviar ao Congresso em
breve.
A expectativa, porém, é que as discussões só comecem depois do
Ano-Novo. Estão previstas 11 pautas, incluindo uma lei de reforma da
estrutura do Estado, o voto em um único papel em vez de várias listas e
uma expansão do imposto de renda -à qual Milei foi contrário enquanto
era deputado e candidato.
Como seria uma inteligência artificial que consegue
indicar um possível ano de morte de usuários, com base em dados de
pessoas que possuem um mesmo estilo de vida? Esta é a ideia da
Universidade da Dinamarca com o modelo de linguagem Life2vec, que ainda não tem data de lançamento, mas é um avanço importante para o cuidado com a saúde pública. Entenda os detalhes.
A Universidade de Tecnologia da Dinamarca se uniu à Universidade Técnica de Istambul, Northeastern University e à Universidade de Copenhague para
a criação de um modelo de linguagem que consegue prever a idade de
morte de uma pessoa com uma assertividade de até quatro anos.
O modelo de linguagem foi treinado para calcular como os fatores da
vida pessoal das pessoas podem influenciar na saúde, levando em
consideração o estresse e a exposição a doenças durante sua rotina.
Dados de janeiro de 2008 a dezembro de 2015 de um grupo de mais de 2,3
milhões de pessoas entre 35 e 65 anos foram utilizados— a mortalidade
nessa faixa etária é mais difícil de prever.
A primeira etapa foi marcada pelo envio de dados para que o
treinamento da inteligência artificial. Os desenvolvedores perceberam
que, logo após aprender os padrões de vida das pessoas, a IA já
conseguiu superar outras redes neurais avançadas para prever dados como
personalidade e momento da morte com alta precisão.
Utilizamos o modelo para abordar a questão fundamental: até que ponto
podemos prever eventos no seu futuro com base nas condições e eventos
do seu passado? Cientificamente, o que é entusiasmante para nós, não é
tanto a previsão em si, mas os aspectos dos dados que permitem ao modelo
fornecer respostas tão precisas Sune Lehmann, professor da Universidade
da Dinamarca e primeiro autor do artigo.
O artigo publicado na revista Nature informa que a Life2vec é
mais focada em fazer previsões com base em dados reais e, aplicando os
parâmetros de testes em dados de pessoas que já morreram, houve uma
assertividade de 78%. A inteligência artificial, quando colocada à
prova, conseguiu adivinhar quando as pessoas morreram apenas ao receber
dados de seu dia a dia.
Para testar a assertividade, informações de 100 mil pessoas foram
dadas à inteligência artificial e, nesta lista, 50 mil morreram e a
outra metade não. Os médicos sabiam disso, mas a IA não. Por ser um
modelo de linguagem que, basicamente, lê dados das pessoas, ele
conseguiu concluir a data de morte por meio de informações sobre
salário, honorários, tipo de trabalho, indústria presente e acesso a
benefícios sociais.
Pessoas do gênero masculino possuem uma maior probabilidade de morrer
mais cedo. Ter algum problema de saúde mental, como depressão ou
ansiedade, também contribuiu para um menor tempo de vida restante. Quem
ocupava algum cargo de gestão e um bom salário foi colocado na coluna de
alta sobrevivência pela Life2vec.
Os dados dos seis milhões de dinamarqueses também incluem registros
de visitas a profissionais de saúde ou hospitais, diagnóstico, tipo de
paciente e grau de urgência. O conjunto de dados abrange informações de
2008 a 2020, mas em várias análises, os pesquisadores se concentram no
período de 2008 a 2016 e em um subconjunto de indivíduos com restrição
de idade.
Ainda em desenvolvimento, há uma grande discussão no uso da
inteligência artificial que consegue prever a morte das pessoas por meio
do uso de dados. Seria necessário compartilhar informações sensíveis
para que a previsão aconteça de forma assertiva.
Além disso, lembre-se que ela foi treinada com base em dados de cidadãos da Dinamarca,
então para ser usada por outros países, seria necessário usar os dados
das pessoas que moram nestes locais para que erros de previsão de morte
não aconteçam.
Estamos trabalhando ativamente em maneiras de compartilhar alguns dos
resultados de forma mais aberta, mas isso exige que mais pesquisas
sejam feitas de uma forma que possa garantir a privacidade das pessoas
no estudo. Sune Lehmann, professor da Universidade da Dinamarca e
primeiro autor do artigo.
É importante acompanhar o uso de perto: empresas de seguro podem passar a usar a Life2vec como
um argumento para acelerar a aquisição de uma apólice. Profissionais de
RH também podem usar isso para tomar decisões de contratação e, a
depender de quem tiver acesso aos dados, o sigilo protegido por lei,
como de quem vive com HIV, pode ser colocado à deriva.
Você acredita que poderemos ver uma ferramenta como esta no Brasil? Diga pra gente nos comentários!
Ao longo deste ano que termina,
Lula avaliou o desempenho de cada ministro tem deixado claro que
pretende substituir aqueles que não atenderam às suas expectativas. Em
uma reunião recente, realizada no último dia 20, todos os 38 ministros
apresentaram um balanço de 2023 e delinearam suas metas para 2024.
Por Redação – de Brasília
Ao longo do primeiro ano de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) fez uma série de ajustes na equipe, por questões pontuais.
Mas, no início do próximo ano, fontes do Palácio do Planalto confirmaram
à reportagem do Correio do Brasil que haverá uma
reforma ministerial mais completa. A chegada das eleições municipais,
momento em que Lula espera um crescimento significativo no número de
dirigentes petistas no comando de cidades estratégicas, em todo o país,
amplia o arco político na sede do governo federal.
Ao longo deste ano que termina, Lula avaliou o desempenho de cada
ministro tem deixado claro que pretende substituir aqueles que não
atenderam às suas expectativas. Em uma reunião recente, realizada no
último dia 20, todos os 38 ministros apresentaram um balanço de 2023 e
delinearam suas metas para 2024.
Para o ano que vem, uma das alterações já confirmadas será a do
ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, no dia 8 de
Janeiro, uma data histórica para homenagear o próximo ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro da Defesa, José Múcio, é
outra possível baixa, tendo já sinalizado sua intenção de deixar o
cargo.
Na berlinda
O nome do ministro da Defesa tem sido citado como um dos que podem
deixar o governo na reforma ministerial, embora não haja, da sua parte,
decisão tomada. Múcio tornou-se ministro a convite de Lula, que via nele
a capacidade de fazer o que, de certa maneira, deveria ser executado ao
longo de 2023: pacificar a caserna e criar um ambiente de respeito ao
governo Lula, sem golpismos ou insubordinações.
Aparentemente, a missão do ministro foi conquistada, com a volta das
Forças Armadas às casernas. Múcio, no entanto, tem reclamado que se
sente sozinho no governo. Nos bastidores, não faltam comentários sobre a
falta de cooperação entre os ministros e das críticas permanentes do
PT. A saída de Flávio Dino, que ele tinha como seu grande aliado, foi
outro fato que o fez ponderar sobre a permanência no governo, para o
próximo ano.
Lula está satisfeito com Múcio e não gostaria de sua saída, mas
tampouco age para cessar as críticas ou para pedir que haja uma mudança
de postura de alguns ministérios na relação com os militares. Na Defesa,
a reclamação é que há uma relação difícil de algumas pastas com os
fardados.
Reserva
Múcio tem dito, a interlocutores, que gostou do ministério e de seus
temas, e que valeria ficar para trabalhar pela aprovação de duas
Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que seriam um marco de sua
gestão. A primeira é a que vetaria militares na política. Quem decidisse
se candidatar seria automaticamente transferido para a reserva.
A outra a proposta, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) e
que deve ser abraçada pelo governo, estabelece que pelo menos 2% do
Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior sejam destinados para o
orçamento da Defesa nacional. Haveria um aumento gradual, ano a ano, até
se chegar a esse patamar.
Outros ministros, no entanto, constam na lista de possíveis
substituições, entre elas a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana
Santos. A presença de ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Nísia
Trindade (Saúde) e Camilo Santana (Educação), no entanto, está
aparentemente assegurada, em face da desenvoltura que assumiram diante
de pastas estratégicas para o presidente.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O mundo vive uma epidemia de guerras. A
combinação entre o número de conflitos, os incidentes e as mortes
ligadas a eles tornou 2023 o ano de violência mais disseminada no
planeta desde o fim do segundo confronto mundial, em 1945.
As mortes estão no maior ponto desde então, com a exceção de 1950,
quando eclodiu a Guerra da Coreia e tombaram mundialmente 550 mil
pessoas, e 1994, quando o genocídio dos tutsis em Ruanda criou um desvio
sangrento na curva, com 800 mil mortes.
Segundo a recém-lançada Pesquisa de Conflitos Armados, do britânico
IISS (Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, na sigla
inglesa), houve 14% mais pessoas mortas em 2023 em relação a 2022: 267,7
mil faleceram.
Já os incidentes violentos ligados a embates subiram 28% ante o
período anterior, passando a 137,8 mil. Aqui é importante estabelecer a
metodologia: o IISS mede os dados de maio de 2022 a junho de 2023, o que
deixa meio ano de violência de fora de uma conta fechada incluindo a
brutal guerra entre Israel e Hamas, que causou mais de 20 mil mortos em
pouco mais de dez semanas até aqui.
Só o crescimento apontado de mortes já supera em muito a demografia,
já que a população mundial aumentou cerca de 1% ao longo de 2023,
chegando aos 8,1 bilhões de habitantes. Nesse sentido, 1950 e seus 2,5
bilhões de habitantes e 1994, com seu 5,6 bilhões, foram
proporcionalmente anos bem mais brutais em número de vítimas, mas de
forma concentrada em dois eventos únicos.
Outro conflito marcante do pós-guerra, no Vietnã, teve segundo
estimativas conservadoras 1,3 milhão de mortes, mas ao longo de 20 anos
de combates. No caso do massacre dos tutsis pelos hutus em Ruanda, a
matança ocorreu em meros três meses.
O IISS usa contas próprias e se alimenta de bases reconhecidas, como a
do UCDP (Programa de Dados de Conflitos de Uppsala, elaborado pela
universidade da cidade sueca homônima), do Acled (Projeto de Localização
de Conflitos Armados e Dados de Eventos, ONG americana) e de órgãos
como a Cruz Vermelha.
Há, portanto, algumas diferenças estatísticas que permitem leituras
variadas, mas o cenário é sombrio, dando corpo à impressão de tragédias
sucessivas no noticiário: guerra na Ucrânia, conflito no Oriente Médio,
tensões que vão da península coreana à Guiana, passando por Taiwan.
Pelos dados do Acled, nota-se a fatalidade em níveis na série
histórica do pós-guerra só comparáveis a 1950 e 1994, anos de exceção.
Já o UCDP, que mede desde 1975 o número de conflitos, nunca viu tantos:
183, ante um pico anterior de 176 em 2016.
Um motivo para isso envolve países como o Brasil e o México. “Vemos
uma grande proliferação de conflitos com atores não-estatais”, afirma a
editora da publicação do IISS, Irene Mia. Ela conta 459 grupos armados
controlando a vida de 195 milhões de pessoas, a maioria (145 entidades e
79 milhões de moradores) na África.
Mas o Brasil chama a atenção devido à espiral de violência associada
ao narcotráfico e ao crime organizado. Ocupa o terceiro lugar no mundo
em eventos (10,6 mil) e o sexto, em mortes (8,3 mil), sempre naquele
período encerrado em 30 de junho de 2023.
“É de certa forma natural e esperado que conflitos como Ucrânia,
Palestina e agora a ameaça de conflito entre Venezuela e Guiana ganhem
uma grande atenção e gerem forte apreensão”, afirma o gerente de
projetos do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani.
“Ao mesmo tempo, ofuscam as mortes por homicídios. Dentro destas
mortes cotidianas, o Brasil é campeão com quase 50 mil por ano [aí
somando a violência urbana regular]”, diz, citando estudo das Nações
Unidas deste ano que mostrou que esse tipo de fatalidade é 5 vezes maior
do que as registradas em guerras e 20 vezes, em atentados terroristas.
A invasão promovida por Vladimir Putin da Ucrânia, que completará
dois anos em fevereiro, confirma também a volta da guerra entre Estados
como fonte de desgraça. A crise europeia é líder tanto em mortes quanto
em eventos violentos, nas contas do IISS, após passar anos na categoria
de “conflito congelado”.
O nome é dado a confrontos que mantêm algum grau de violência, mas
sem um avanço significativo, como foi o caso da guerra civil no leste da
Ucrânia, bancada pela Rússia desde 2014. Morreram talvez 14 mil pessoas
lá, mas a maioria no primeiro ano de combates. A tensão, contudo, nunca
cessou, e desaguou no fevereiro de 2022
Isso mostra que “conflitos congelados sempre explodem”, diz o
analista de segurança no Oriente Médio do IISS, Emile Hokayem. Outra
prova disso é o fim da novela acerca de Nagorno-Karabakh, enclave
histórico da Armênia que ficou no Azerbaijão após o fim da União
Soviética, em 1991.
Por três décadas, Baku e Ierevan travaram duas guerras e várias
escaramuças. Ao fim, numa campanha surpresa de 24 horas em setembro
passado, os azeris tomaram a região para si, causando um êxodo de 120
mil pessoas. Houve poucas mortes, contudo o conflito havia figurado no
ranking dos 36 mais ativos do IISS em 2020 e 2021.
Saiba quais são os tipos de inteligências artificias, quais são as
empresas que as desenvolvem e como acessar uma para começar a usar
imediatamente
Máquinas inteligentes; saiba o que é inteligência artificial, como
ela funciona e onde pode ser encontrada hoje (zf L/Getty Images)
Para entender o que é inteligência artificial (IA), vamos recorrer à
definição do dicionário. Segundo o Cambridge, o termo está relacionado
ao desenvolvimento de sistemas de computador capazes de realizar tarefas
que exigem inteligência humana, como percepção visual, reconhecimento
de fala, tomada de decisão e tradução entre idiomas.
Ela envolve a criação de algoritmos e modelos que permitem que as
máquinas processem informações, aprendam com dados, tomem decisões,
resolvam problemas e interajam com o ambiente de maneira inteligente.
O objetivo é permitir que as máquinas simulem aspectos do pensamento,
como o raciocínio, a compreensão da linguagem natural, o reconhecimento
de padrões e a tomada de decisões para realizar tarefas.
A IA pode ser fraca ou forte. A fraca é quando sistemas de IA são
especializados, mas que possuem limitações e não podem entender ou
fazer tarefas fora da sua área. Como exemplo, temos os chatbots de
ecommerce, que são projetados para interagir em conversas de texto ou
voz.
A IA forte ainda é apenas um conceito teórico. Seria a forma mais
avançada de inteligência artificial, onde a tecnologia poderia
desenvolver habilidades cognitivas e de raciocínio comparáveis ou
superiores às dos seres humanos.
Como no filme Ex-Machina (2014), onde um androide demonstra não
apenas habilidades físicas, mas também uma compreensão sofisticada de
emoções, desafiando a fronteira entre humanos e máquinas.
Outro conceito essencial para se aprender é o significado de redes
neurais, que são sistemas de computação com nós interconectados que
funcionam como os neurônios do cérebro humano. Elas podem reconhecer
padrões escondidos e correlações em dados brutos, agrupá-los e
classificá-los, e –com o tempo– aprender e aperfeiçoar.
Quais são os tipos de inteligências artificiais?
A IA se divide em quatro tipos principais:
Machine learning (aprendizado de máquina) – é como
se o computador aprendesse com exemplos e experiências anteriores para
melhorar seu desempenho. Por exemplo, se você ensinar a um programa de
IA como reconhecer imagens de gatos, ele poderá aprender a identificar
gatos em novas imagens com base no que aprendeu anteriormente.
Deep learning (aprendizado profundo) – é uma subárea
da IA que utiliza redes neurais profundas para aprender e extrair
informações de grandes conjuntos de dados. Ao contrário das redes
neurais tradicionais, as redes de aprendizado profundo têm várias
camadas ocultas que permitem que elas aprendam representações complexas e
abstratas dos dados. Essa abordagem possibilita o reconhecimento de
padrões e o processamento de informações de maneira mais precisa. Ele
tem sido amplamente usado no reconhecimento de imagem e processamento de
linguagem natural.
Processamento de Linguagem Natural (Natural Language Processing)
– área da que se concentra em ensinar computadores a entender e
interagir com a linguagem humana de forma natural. Isso envolve o
desenvolvimento de algoritmos e técnicas que capacitam os computadores a
ler, compreender, interpretar e gerar texto, seja escrito ou falado.
Visão computacional – é como ensinar um computador a
enxergar e entender o mundo como nós. Assim como nossos olhos capturam
informações visuais, a visão computacional permite que os computadores
processem e interpretem essas informações, abrindo caminho para uma
ampla gama de aplicações práticas, como carros autônomos, segurança por
vídeo, reconhecimento de padrões e melhorias na saúde e medicina.
Conheça as principais inteligências artificiais comerciais
O mercado está cheio de aplicações de inteligência artificial.
Segundo uma pesquisa de 2022 encomendada pela IBM, 41% das empresas no
Brasil implementaram ativamente a tecnologia em 2021.
O IBM Watson é uma plataforma de inteligência artificial e análise de
dados desenvolvida pela IBM. O Watson é conhecido por sua capacidade de
processar e compreender grandes volumes de dados não estruturados, como
texto, imagens e vídeos, e fornecer insights valiosos a partir deles.
Ele tem sido aplicado em várias áreas, desde saúde e medicina, onde
ajuda no diagnóstico médico e pesquisa de tratamentos, até atendimento
ao cliente, onde oferece suporte automatizado e personalizado.
O Google também entra na lista de empresas que despontam em IA. O
Google Cloud AI, uma das plataformas fornecidas pelo Google Cloud,
também oferece uma variedade de serviços e ferramentas para empresas
desenvolverem e implantarem soluções de IA.
Entre as ferramentas oferecidas pelo Google está uma que permite
treinar modelos de aprendizado de máquina personalizados, mesmo sem
experiência prévia em ciência de dados. O Cloud AutoML, por exemplo,
simplifica o processo de criação de modelos para tarefas como
classificação de imagens, reconhecimento de texto e detecção de objetos.
Inteligências artificiais podem substituir seres humanos?
As inteligências artificiais têm a capacidade de automatizar tarefas,
tomar decisões com base em dados e realizar ações específicas de
maneira eficiente. Embora as IA possam superar os seres humanos em
certas tarefas específicas, como processamento de dados em larga escala,
reconhecimento de padrões complexos ou cálculos precisos, é importante
lembrar que elas ainda possuem limitações.
As IA não têm consciência, emoções ou intuição humana. Elas são
projetadas para resolver problemas específicos dentro de seus domínios
de especialização. Embora possam executar tarefas com velocidade e
precisão, as IA não têm a capacidade de compreender o contexto amplo,
exercer julgamento ético ou aplicar um senso de empatia, criatividade e
pensamento crítico como os seres humanos.
Como surgiu a inteligência artificial
A imagem de um ser artificial remonta a tempos antigos e está
presente em várias culturas. Na Grécia Antiga, existiam histórias e
mitos que mencionavam a criação de seres artificiais por artesãos. Por
exemplo, na mitologia grega, Hefesto, o deus do fogo e da metalurgia,
foi retratado como criador de autômatos de metal para auxiliá-lo em suas
tarefas.
Essas representações simbólicas de seres artificiais, embora não
fossem verdadeiras inteligências artificiais como entendemos hoje,
revelam a presença ancestral da ideia de criar seres mecânicos ou
artificiais que imitem a forma e as habilidades humanas.
Um pouco de história
Antes de chegar na década de 1950, quando o termo foi amplamente
usado, temos que voltar para 1943, quando Walter Pitts e Warren
McCulloch contribuíram para o conceito de neurônios artificiais. Em um
trabalho, a dupla propôs um modelo matemático simplificado para
representar o funcionamento dos neurônios no cérebro.
Essa ideia foi revolucionária, pois possibilitou a construção de
redes neurais artificiais, que são sistemas compostos por muitos
neurônios artificiais interconectados. Essas redes neurais podem
aprender a partir de dados e melhorar seu desempenho ao longo do tempo.
Foi então, com o inglês Alan Turing, que tudo mudou, explica o professor de ciência da computação Diego Nogare.
Em 1950, Turing publicou um artigo chamado “Computing Machinery and
Intelligence” (Máquinas Computacionais e Inteligência), no qual ele
propôs o famoso “Teste de Turing”. Esse teste, também conhecido como o
“Jogo da Imitação”, propunha que a verdadeira inteligência poderia ser
demonstrada se uma máquina pudesse se passar por um ser humano em uma
conversa escrita e enganar um juiz humano.
O trabalho de Turing lançou as bases para a pesquisa em IA,
estabelecendo a questão central de como podemos definir e avaliar a
inteligência em máquinas. Ele também antecipou questões éticas e
filosóficas relacionadas à IA, incluindo a natureza da mente, a
capacidade das máquinas de pensar e a possibilidade de consciência
artificial.
A primeira vez em que a palavra “inteligência artificial” foi usada,
foi durante uma conferência de Dartmouth, realizada em 1956. O professor
de Stanford John McCarthy, um dos organizadores da conferência, usou o
termo pela primeira vez para descrever o objetivo de criar máquinas que
pudessem exibir inteligência semelhante à humana.
Desde então, a expressão “inteligência artificial” tem sido
amplamente utilizada para descrever o campo de pesquisa e
desenvolvimento de sistemas e tecnologias que possuem características
cognitivas e podem realizar tarefas que normalmente requerem a
inteligência humana.
IA no passado
A inteligência artificial (IA) foi utilizada de várias maneiras,
embora as aplicações fossem mais limitadas devido às restrições
tecnológicas e de conhecimento da época.
Na década de 1950, alguns marcos importantes foram estabelecidos. Em
1958, John McCarthy desenvolveu a linguagem de programação LISP, que se
tornou uma das principais linguagens para trabalhar com IA nas décadas
seguintes.
Também nesse ano, Frank Rosenblatt propôs o Perceptron, um modelo de
rede neural artificial que introduziu uma nova abordagem para
representação de redes neurais.
Em 1959, surgiram as primeiras implementações de algoritmos
genéticos, inicialmente chamados de evolução automática. Esses
algoritmos visavam introduzir pequenas mutações em sistemas e observar
se haveria melhorias significativas.
Embora os resultados iniciais não tenham sido muito promissores, os
algoritmos genéticos evoluíram ao longo do tempo, tornando-se mais
eficientes e funcionais.
Na década de 1960, os primeiros sistemas inteligentes de tradução de
texto começaram a ganhar relevância. Eles foram usados principalmente
para traduzir conteúdos escritos em russo relacionados ao programa
espacial, como o Sputnik.
No entanto, até por volta de 1966, os resultados não eram
satisfatórios e muitos pesquisadores desacreditavam na possibilidade de
fazer esses sistemas funcionarem de maneira eficiente.
No início dos anos 1970, houve uma onda de pesquisa que propôs o uso
de elementos racionais mais simples para compor sistemas mais complexos,
conhecida como abordagem de “Métodos Fracos” ou “IA Fraca”.
Embora esses métodos fossem gerais, eles não eram escalonáveis ou muito complexos.
Essas pesquisas abriram caminho para os chamados “Sistemas
Especialistas”, que eram projetados para resolver problemas específicos
de forma satisfatória.
Conforme os sistemas especialistas foram expandidos para outras
áreas, como a medicina, percebeu-se a necessidade de considerar a
incerteza nos modelos. Isso levou ao desenvolvimento de métodos para
lidar com fatores de incerteza nas decisões tomadas pelos sistemas de
IA.
IA atualmente
A IA está passando por um crescimento significativo, impulsionado por
avanços tecnológicos e pela crescente demanda por soluções
inteligentes.
Um exemplo notável desse avanço é o ChatGPT, uma das aplicações de IA
mais conhecidas. O ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, utiliza a
tecnologia de processamento de linguagem natural para interagir com os
usuários de maneira conversacional. Essa tecnologia tem sido usada em
várias áreas, desde assistentes virtuais e suporte ao cliente até
chatbots em plataformas de mídia social.
Além do ChatGPT, existem muitos outros exemplos de uso comercial de
IA. Na área da saúde, por exemplo, a IA está sendo aplicada no
diagnóstico médico, análise de imagens médicas e descoberta de
medicamentos.
Na indústria, a IA está sendo usada para otimizar processos de
produção, gerenciar cadeias de suprimentos e realizar manutenção
preditiva. No setor financeiro, ela é utilizada para análise de dados,
detecção de fraudes e previsão de mercado. Esses são apenas alguns
exemplos que mostram como a IA está transformando diferentes setores
comerciais.
A Startup ValeOn um marketplace que tem um site que é uma
Plataforma Comercial e também uma nova empresa da região do Vale do Aço
que tem um forte relacionamento com a tecnologia.
Nossa Startup caracteriza por ser um negócio com ideias muito
inovadoras e grande disposição para inovar e satisfazer as necessidades
do mercado.
Nos destacamos nas formas de atendimento, na precificação ou até
no modo como o serviço é entregue, a nossa startup busca fugir do que o
mercado já oferece para se destacar ainda mais.
Muitos acreditam que desenvolver um projeto de inovação demanda
uma ideia 100% nova no mercado. É preciso desmistificar esse conceito,
pois a inovação pode ser reconhecida em outros aspectos importantes como
a concepção ou melhoria de um produto, a agregação de novas
funcionalidades ou características a um produto já existente, ou até
mesmo, um processo que implique em melhorias incrementais e efetivo
ganho de qualidade ou produtividade ao negócio.
A inovação é
a palavra-chave da nossa startup. Nossa empresa busca oferecer soluções
criativas para demandas que sempre existiram, mas não eram aproveitadas
pelo mercado.
Nossa startup procura resolver problemas e oferecer serviços inovadores no mercado.
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela
em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.