quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

STF FAZ AGRADOS AO GOVERNO LULA

História por MATHEUS TEIXEIRA E JOSÉ MARQUES  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O clima entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era de festa. A oposição ao governo Lula (PT) no Senado se aproximava pela primeira vez da imposição de um revés ao STF (Supremo Tribunal Federal), tribunal que se tornara o principal algoz do bolsonarismo nos últimos anos.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no entanto, decidiu adiar a votação.

A oposição pouco protestou. Os defensores da proposta haviam identificado um fato novo, e o otimismo deu lugar à preocupação. Os ministros do Supremo tinham entrado em campo. Ligaram e mandaram mensagens para diversos senadores. Os recados velados foram muitos.

Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, que têm bom trânsito entre os parlamentares, avisavam que a aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que proibia decisões individuais na corte contra atos do presidente da República e de chefes do Congresso tinha potencial para mudar o humor do STF com o Senado.

No dia seguinte, 22 de novembro deste ano, porém, Pacheco e bolsonaristas recontaram os votos e decidiram enfrentar o Supremo. Por três votos além dos 49 necessários e graças a uma articulação com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a matéria foi aprovada.

A derrota –e a reação– do STF deixaram clara a atuação cada vez mais política da corte, que, em tese, deveria apenas dar a palavra final sobre a interpretação dos dispositivos da Constituição.

A movimentação com viés político do Supremo já havia sido explicitada por Gilmar Mendes, o mais antigo membro da corte, no mês anterior. “Se hoje nós temos a eleição do presidente Lula, isso se deveu a uma decisão do Supremo Tribunal Federal”, afirmou em entrevista a jornalistas.

Ele se referia ao revés que o STF deu à Operação Lava Jato em 2021, quando anulou as sentenças e devolveu os direitos eleitorais do petista.

À época da reabilitação de Lula, Bolsonaro avançava com ataques contra o tribunal e seus ministros. A decisão do Supremo abriu o caminho para que Lula disputasse a eleição em 2022.

Em junho deste ano, após a derrota de Bolsonaro para Lula, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), comandado por Moraes, declarou o ex-presidente inelegível por oito anos.

Pouco antes de se tornar presidente da corte, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou “nós derrotamos o bolsonarismo” em um evento da UNE (União Nacional dos Estudantes). Mais tarde, disse que lamentava a fala e que se referia ao extremismo, e não a eleitores de Bolsonaro.

Foi este cenário que originou o sentimento de traição e a revolta do Supremo diante do voto de Jaques Wagner a favor da PEC no Senado. Os ministros se irritaram com a omissão do Palácio do Planalto no debate sobre o tema, que facilitou a aprovação da proposta, e cobraram Lula.

O próprio Wagner admitiu em entrevista à imprensa que recebeu um telefonema de Gilmar. “Recebi só uma ligação do ministro Gilmar. Óbvio que ele não estava satisfeito”, disse.

Após o voto de Wagner, o presidente Lula decidiu indicar para a PGR (Procuradoria-Geral da República) Paulo Gonet, o que foi visto como um movimento para agradar os ministros insatisfeitos.

Gonet é ex-sócio de Gilmar em uma universidade, e foi apadrinhado na indicação para a PGR tanto pelo decano do STF quanto por Alexandre de Moraes.

Mas outras decisões do Supremo também explicitaram o caráter político da corte e a tentativa de aproximação com o governo federal.

Com as polêmicas deste ano, a reprovação do Supremo subiu de 31%, em dezembro de 2022, para 38%, segundo pesquisa Datafolha feita no início deste mês, enquanto a aprovação caiu de 31% para 27% no mesmo intervalo de um ano.

Ao comentar a pesquisa, em evento no STF, Barroso disse que surpreendente seria se a corte fosse aprovada por todos, porque decide “as questões mais decisivas da sociedade brasileira” e está sempre desagradando a alguém.

O STF, porém, fez uma série de acenos para agradar ao governo neste ano.

Em setembro, ao anular provas oriundas dos acordos de leniência da Odebrecht, o ministro Dias Toffoli fez acenos a Lula, com quem havia se desgastado nos últimos anos, e disse que a prisão do petista foi uma armação e o “verdadeiro ovo da serpente dos ataques à democracia”.

Ele tentava se reaproximar do atual presidente da República. Toffoli foi indicado ao Supremo por Lula em 2009, quando era advogado-geral da União, e sempre foi um nome de confiança do PT.

Nos últimos anos, porém, manteve uma relação próxima com o ex-presidente Jair Bolsonaro e a base bolsonarista. Chegou a classificar o golpe militar de 1964 como um “movimento”.

O principal desgaste de Toffoli com Lula, porém, aconteceu quando ele impediu que o petista fosse ao velório do irmão enquanto estava preso em Curitiba.

Os ministros também fizeram movimentos para facilitar, no primeiro semestre, a indicação de Cristiano Zanin, que foi advogado de Lula na Lava Jato, ao assento que ficou vago com a aposentadoria de Ricardo Lewandowski.

Assim que Lewandowski se aposentou, Dias Toffoli pediu para mudar da Primeira para a Segunda Turma da corte, retirando os casos da Lava Jato da rota do indicado do petista e evitando constrangimentos, uma vez que Zanin é um crítico declarado da operação.

O ministro Edson Fachin também agiu para criar um ambiente favorável à indicação de Zanin e evitar constrangimentos com a sua escolha. Ele fez isso ao enviar para Toffoli um recurso de Lula contra a Lava Jato.

A relação de ministros com parlamentares e presidentes não chega a ser uma novidade. O Supremo sempre teve integrantes, em maior ou menor grau, próximos do mundo político.

Mas o protagonismo do tribunal na política começou a ganhar corpo a partir do julgamento do mensalão, em 2012, e se consolidou.

Os ministros entendem as relações que constroem com o Executivo e o Legislativos como importantes para a atuação da corte. O próprio Barroso já disse em discurso após assumir a presidência que o tribunal vive um momento de “ascensão política e institucional”.

LINHA DO TEMPO EM 2023

Caminho para Zanin (2.mai) – Dias Toffoli e Fachin tomam decisões que ajudam a abrir caminho para a indicação de Zanin ao Supremo

Deltan cassado (16.mai) – O ex-procurador da Lava Jato e deputado Deltan Dallagnol é cassado pelo TSE. Após o voto do relator, os demais ministros votam em 1 minuto

Zanin indicado (1.jun) – Lula indica seu advogado e amigo pessoal Crisitano Zanin para a vaga de Ricardo Lewandowski no STF

Bolsonaro inelegível (30.jun) – TSE torna Bolsonaro inelegível por oito anos

Barroso ataca bolsonarismo (13.jul) – Em discurso no Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), Barroso diz: “Nós derrotamos o bolsonarismo”

Toffoli afaga Lula (6.set) – Dias Toffoli anula provas da delação da Odebrecht e usa decisão para afagar Lula, de quem está afastado

Senado aprova PEC (22.nov) – Senado aprova PEC que limita decisões individuais de ministros, e parte do STF reage com críticas e articulações

Dino indicado (27.nov) – Lula indica Flávio Dino, ministro da Justiça do seu governo, para o STF, e Paulo Gonet, ligado a Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, para a PGR

 

MARCO TEMPORAL INDÍGENA PROMULGADO PELO SENADO

 

História por MATHEUS TEIXEIRA  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), promulgou nesta quinta-feira (28) a lei que institui a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

A medida ocorre após o parlamento derrubar os vetos do presidente Lula (PT) ao projeto. O texto foi aprovado pelo Legislativo após articulação da bancada ruralista como resposta à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que havia descartado a tese de que devem ser demarcados os territórios considerando a ocupação indígena em 1988, data da promulgação da Constituição.

A votação dos vetos foi acompanhada de protestos do movimento indígena contra o marco. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, discursou criticando a medida e depois foi ao plenário acompanhar a sessão.

Depois da votação, ela disse que o governo federal deve entrar com um pedido para que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise o caso. Assim, a tendência é que o assunto seja novamente judicializado.

“O Ministério dos Povos Indígenas vai acionar a Advocacia Geral da União para dar entrada no STF a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade a fim de garantir que a decisão já tomada pela alta corte seja preservada, assim como os direitos dos povos originários”, completou.

A bancada ruralista, por sua vez, já disse que deve aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) —protocolada em setembro no Senado— caso o Supremo volte a tratar do tema.

“Se judicializarem, nós vamos trabalhar para ganhar de novo. Eu acho que você ter a votação que nós tivemos, será que é preciso judicializar? No Senado, 53 votos, na Câmara, 321. Mostrou que essa Casa, que legisla, quer o marco temporal. Isso precisa ser respeitado”, disse a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL).

Na sessão em que o tema foi tratado, porém, houve um acordo entre governo e a bancada ruralista para que a derrubada do veto fosse parcial, com a manutenção de três vedações.

Um desses vetos foi sobre o trecho que dava aval para o contato com povos isolados para “prestar auxílio médico ou para intermediar ação estatal de utilidade pública”.

Em outro ponto polêmico vetado por Lula, a proposta abria brecha para que terras demarcadas fossem retomadas pela União, “em razão da alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo”.

Também permaneceu vedado o dispositivo que permitiria a plantação de transgênicos nos territórios.

COMO CONQUISTAR E FECHAR CONTRATOS REQUER UMA ABORDAGEM ESTRATÉGICA SÓLIDA

 

Agência 10X – Fábio Ricotta

Conquistar e fechar contratos para a sua agência digital em um intervalo de R$ 5 mil a R$ 10 mil mensais requer uma abordagem estratégica sólida. Para atingir esse objetivo, é essencial adotar técnicas eficazes que envolvam a definição clara da persona, o tipo de serviço oferecido, a comprovação de resultados e a apresentação da proposta comercial.

Continue a leitura deste artigo para entender quatro estratégias comprovadas, que realmente contribuem para o sucesso na aquisição de clientes nessa faixa de investimento. Você saberá mais sobre:

estratégias para conquistar clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil; por que é importante apostar em estratégias comprovadas.

Quais são as estratégias para conquistar clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil?

Aqui na Mestre, utilizamos algumas técnicas e aplicamos métodos que funcionam bem e têm nos dado um bom resultado, inclusive em tratativas para aumentar o ticket médio. Afinal, fomos eleitos a melhor agência do ano em quatro ocasiões consecutivas pela RD Station.

Isso também está relacionado à forma como lidamos com diferentes tipos de clientes e como encaramos a prospecção de novos contratos. Confira, a seguir, quatro dessas estratégias.

1. Persona

Antes de tudo, é fundamental entender quem é o seu cliente ideal. Isso envolve a criação de personas detalhadas que representam os tipos de empresas ou empreendedores que podem se beneficiar dos seus serviços.

Isso é relevante pois, ao conhecer as dores, os objetivos e os desafios específicos da sua persona, você estará melhor preparado para adaptar sua abordagem de vendas e comunicação.

Leia também: Como Fazer um Atendimento Diferenciado Para o Seu Cliente

2. Tipo de serviço

Oferecer um leque de serviços que atenda às necessidades da sua persona é essencial. Isso pode incluir serviços de:

marketing digital;

desenvolvimento de sites;

gestão de mídias sociais;

otimização de SEO;

serviços de Inbound Marketing

muitos outros.

Para isso, certifique-se de que os serviços que você oferece estão alinhados às demandas da sua persona. Aproveite para demonstrar como eles podem gerar resultados concretos.

3. Comprovação de resultados

Mostrar resultados tangíveis e comprovados é uma das formas mais eficazes de convencer potenciais clientes a investir em seus serviços. Use estudos de caso, cases de sucesso e exemplos reais de clientes anteriores para demonstrar como sua agência digital contribuiu para o crescimento dos negócios.

Também é possível utilizar gráficos de aumento de tráfego, número de conversões e engajamento nas redes sociais como evidência do sucesso que os serviços da sua agência podem oferecer.

4. Apresentação da proposta comercial

A apresentação da proposta comercial é o momento crucial durante o qual você coloca na mesa os detalhes dos serviços que oferece e o valor que eles trazem para o cliente. Confira algumas etapas importantes para criar uma proposta convincente:

Introdução persuasiva

Comece com uma introdução que capte a atenção do cliente e destaque os principais benefícios de trabalhar com sua agência digital. Explique como você pode resolver os desafios específicos que a persona enfrenta. Esse ponto é especialmente importante para fechar clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil, ou seja, que investem mais no seu negócio.

Detalhes dos serviços

Descreva detalhadamente os serviços que sua agência oferece, destacando como cada um deles aborda as necessidades e os objetivos da persona. Seja claro quanto aos métodos, prazos e recursos envolvidos em cada serviço.

Prova social

Inclua depoimentos de clientes satisfeitos que atestem a qualidade dos seus serviços e a capacidade da sua agência em entregar resultados. Depoimentos autênticos ajudam a criar confiança rumo ao fechamento de contratos com clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil.

Apresentação de resultados

Mais uma vez, a comprovação de resultados por meio de cases de sucesso se faz necessária para conquistar clientes de R$ 5 mil até R$ 10 mil. Neste ponto, destaque casos específicos nos quais sua agência conseguiu gerar impacto positivo para clientes anteriores. Mostre gráficos, estatísticas e métricas que demonstrem o progresso alcançado.

Leia também: 3 Oportunidades Para Fazer Sua Agência Digital Vender Mais

Por que é importante apostar em estratégias comprovadas?

Fechar projetos rentáveis e clientes dentro da faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil por mês para a sua agência digital pode não ser uma tarefa fácil no início e, por isso, é importante aderir aos poucos a novos métodos e estratégias comprovadas.

Para isso, é preciso pensar em uma abordagem personalizada, de acordo com seu negócio e serviços, como:

definir personas claras;

oferecer serviços relevantes;

comprovar resultados tangíveis;

apresentar propostas comerciais boas e convincentes.

Ao fazer isso, você, dono ou dona de agência, e sua equipe comercial estarão bem posicionados para atrair e reter clientes que reconhecem o valor do seu serviço e estão dispostos a investir para alcançar o sucesso digital.

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

LULA DETESTA CONTROLE DE GASTOS E É FAVOR DO AUMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA

 

História por Notas & Informações  • Jornal Estadão

Mesmo com a aprovação da reforma tributária e com o novo arcabouço fiscal, dois triunfos alcançados em 2023 à custa de muito esforço em direção a um equilíbrio mínimo das contas públicas, a trajetória da dívida pública brasileira exibe viés de alta e pode levar a uma situação “claramente insustentável”. Eis o importante alerta emitido recentemente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no seu relatório bianual sobre a economia do País.

Apresentado no Ministério da Fazenda, o relatório foi classificado como “muito bom” pelo secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, porque, em sua opinião, captou o esforço do governo para recompor a base fiscal e, assim, estabilizar a trajetória da dívida. Já o presidente Lula da Silva, na sua parolagem semanal na internet, se disse “muito irritado” com o relatório e criticou o que chamou de “palpite” da entidade, reconhecida pela seriedade de seus estudos. Logo se vê que Lula e seu Ministério da Fazenda não estão falando a mesma língua.

Lula não gostou do relatório porque a OCDE mostrou que a dívida pública não só segue elevada na comparação com outras economias emergentes, como vai beirar os 90% do PIB em pouco mais de 20 anos – e será ainda pior em caso de menor consolidação fiscal. O descumprimento das metas fiscais – desprezadas explicitamente por Lula – pode levar o País a uma trajetória insustentável da dívida, alcançando 100% já em 2037. Não custa repetir: 100% do PIB.

Uma dívida de tal tamanho tem pouco paralelo entre países emergentes. O setor público gasta algo em torno de 40% do PIB, um dos maiores patamares do planeta. Há um desconhecimento na Esplanada dos Ministérios sobre os grandes desequilíbrios que em algum momento precisarão ser encarados. E, como lembrou recentemente o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, as metas são apertadas para cumprir e, ao mesmo tempo, não deixam margem de segurança. Se com a reforma tributária houve avanços na coluna da arrecadação, o governo ainda deve muito no controle de gastos. Para não falar do mais perturbador: os sucessivos ataques lulopetistas à racionalidade do controle das contas públicas e a pregação ilusória e irresponsável de que gasto é vida.

Lula parece não ter percebido que, apesar dos recentes esforços da equipe econômica, está construindo uma herança difícil para seu sucessor – que pode ser ele mesmo, diga-se. Não é exagero pensar que o próximo mandato enfrentará a necessidade, por sobrevivência da economia, de uma agenda fiscal pesadíssima por quatro anos. Foi o que aconteceu no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. A diferença é que, em 2003, FHC entregou a Lula um superávit primário estrutural em torno de 3% do PIB. Hoje temos um déficit estrutural na casa de 1%.

Adotar políticas responsáveis e, mais do que isso, pensar em reformas estruturais são dois dos principais lenitivos para conter o descontrole da dívida. Mas, para tanto, o governo precisa conter o descontrole da sua mentalidade expansionista.

GOVERNO LULA NÃO TEM TRANSPARÊNCIA E AINDA CRITICA O GOVERNO ANTERIOR

 

História por GÉSSICA BRANDINO  • Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A implementação de políticas na área de transparência no primeiro ano do governo Lula (PT) tem caminhado em ritmo mais lento do que o esperado por organizações da sociedade civil que monitoram a implementação da LAI (Lei de Acesso à Informação).

Na campanha eleitoral, Lula prometeu derrubar sigilos impostos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e voltar a fazer a LAI ser cumprida no país.

Passado um ano, a avaliação é a de que houve avanço em termos de discurso, inclusive com a criação de uma política de transparência, e diálogo, com a implementação de um grupo de trabalho específico no Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção, retomado em maio, no aniversário de 11 anos da LAI.

Apesar disso, houve questionamentos a sigilos impostos pelo próprio governo Lula, entraves ainda não superados e falhas atribuídas a questões técnicas, mas com impacto na falta de transparência —como mostrou a Folha, a gestão petista ficou quase quatro meses sem divulgar dados do cartão corporativo da Presidência.

Lula também chegou a fazer em setembro uma defesa pública de sigilo de votos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), na contramão da Constituição, tornando-se alvo de críticas de especialistas e entidades.

Em maio, a CGU (Controladoria Geral da União) divulgou o resultado da reavaliação de 254 processos de sigilo da gestão Bolsonaro, apontando indícios do uso da máquina pública nas eleições presidenciais de 2022.

Também houve alteração do decreto que regulamenta a LAI para tornar obrigatórios enunciados divulgados pelo órgão.

“Por um lado a gente vê algumas normas e espaços sendo construídos e consolidados em direção da expansão de diálogo e fortalecimento da transparência, mas por outro ainda parece que há algo segurando para que isso se converta em ações concretas e resultados”, diz a coordenadora de advocacy e pesquisa da Open Knowledge Brasil, Danielle Bello.

Um exemplo nesse sentido são as negativas indevidas de acesso à informação por conta da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) que continuam a acontecer em diferentes pastas.

“A LGPD continua sendo um problema para nós e continuará sendo se não houver capacitação e clareza de discurso de cima para baixo de que não, a lei não é conflitante com o acesso à informação”, afirma Kátia Brembatti, presidente do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, que reúne organizações da sociedade civil.

Em uma pesquisa com servidores do governo federal em 2022, a organização identificou que muitos deles têm receio de fornecer informações e serem enquadrados por descumprir a LGPD.

Bruno Morassuti, cofundador da agência Fiquem Sabendo, afirma que a organização já teve negativas para pedidos sobre infrações de militares, desmatamento ilegal e agendas da Presidência.

“Temos questões em que já houve a recomendação, revisão, mas no final nada de concreto aconteceu. Isso acaba sendo frustrante considerando que a gente tem todo um discurso de transparência no presente”, afirma.

A diretora da Transparência Brasil, Marina Atoji, cita um levantamento feito pela organização sobre listas de TCI (Termos de Classificação de Informação) no Ministério da Saúde, Casa Civil e

na Secretaria de Relações Institucionais que eram desconhecidas pela CMRI (Comissão Mista de Reavaliação de Informações), última instância revisora da LAI.

“A CMRI tem um registro muito pobre da revisão dos sigilos e do registro da gestão deles, de quantos documentos ou quantas informações são classificadas em grau de sigilo”, diz Atoji.

A CGU informou que o desencontro sobre esses dados está sendo enfrentado pela primeira vez por este governo e que será resolvido com o lançamento de um sistema desenvolvido com a Casa Civil para obrigar todos os órgãos e entidades do Poder Executivo federal a registrarem suas informações classificadas.

O caso mais emblemático citado pelas organizações é a falta de solução para a interrupção da divulgação de microdados das avaliações de ensino e levantamentos oficiais pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A ausência de dados tem prejudicado pesquisadores na área da educação.

A CGU afirma acompanhar de perto o debate. Em setembro, a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) afirmou que o principal risco apontado pelo Inep é o de reidentificação de crianças e adolescentes a partir dos microdados e que foram propostas duas medidas para resolver a questão.

A primeira é a modificação da estrutura dos arquivos, para generalizar categorias e retirar informações que possibilitem a identificação de pessoas. A segunda é estabelecer o controle de acesso aos dados.

A secretária Nacional de Acesso à Informação da CGU, Ana Túlia de Macedo, diz que ainda não há previsão para que as mudanças sejam colocadas em prática, mas que em janeiro haverá uma reunião com o Inep para discutir o tema.

Ela afirma ainda que cerca de 2.300 servidores federais receberam formação neste ano sobre as novas diretrizes para aplicação da LAI. Em outra frente, a administração trabalha no desenvolvimento de uma ferramenta com uso de inteligência artificial para que os enunciados sejam sugeridos aos profissionais na hora de responder os pedidos recebidos.

Em relação às negativas com base na LGPD, a CGU diz que busca identificar casos e temas em que a proteção de dados ainda é utilizada de forma equivocada e para estabelecer parâmetros para auxiliar os órgãos e entidades na análise dos casos concretos.

Nesse sentido, a Controladoria mantém canais de comunicação por email e telefone para solucionar dúvidas gerais de aplicação da LAI.

“A cada decisão aqui na CGU e a cada orientação que damos ao servidor que entra em contato com a gente, a gente vai dando segurança para os órgãos ficarem mais tranquilos na hora de fornecer informação, mesmo que o documento tenha um dado pessoal”, diz Macedo.

A secretária acrescenta que, no começo do ano, o governo deve passar a usar uma ferramenta, desenvolvida pela Petrobras, para tarjar automaticamente dados pessoais sensíveis, com a expectativa de equalizar o problema em relação à LGPD.

“Se eu tenho em um contrato o endereço da pessoa, isso é um dado pessoal sensível, então preciso tarjar. Mas se é um servidor público, o salário dele está no Portal da Transparência e isso vai continuar público”, diz.

MILEI É A FAVOR DO ESTADO MÍNIMO E ENXUGA AO MÁXIMA AS SUAS DESPESAS

 

História por JÚLIA BARBON  • Folha de S. Paulo

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Ao prosseguir com seu “plano motosserra” contra os gastos públicos na Argentina, o presidente Javier Milei anunciou nesta terça-feira (26) que não vai renovar os contratos temporários de mais de 5.000 funcionários federais que acabam neste mês e foram assinados pelo seu antecessor, Alberto Fernández, desde janeiro.

“Todos os contratos com admissão em 2023 não serão renovados”, disse o porta-voz do governo, Manuel Adorni. Já o restante dos contratos temporários “entrará em um processo de revisão por 90 dias”, afirmou ele, sem precisar quantos postos de emprego seriam.

Segundo o jornal Clarín, 45 mil contratados na administração pública nacional estariam sob observação.

Enquanto isso, sindicatos marcaram uma manifestação para esta quarta (27), que vai colocar à prova novamente o protocolo de Milei para evitar o bloqueio de ruas.

A não renovação de contratos foi formalizada por um novo decreto de Milei, que traz exceções. Entre elas estão os trabalhadores que entram na cota de pessoas trans e com deficiência, conforme a lei argentina, e também os que foram integrados aos quadros permanentes ao longo deste ano.

O ultraliberal já havia anunciado em sua primeira semana de governo um corte de 18 para 9 ministérios e de 106 para 54 secretarias, o que significaria uma redução de 50% dos cargos hierárquicos e 34% dos cargos federais no total. Não está claro se os contratos não renovados entram nessa conta.

Naquela ocasião, o presidente também determinou o fim do home office para o funcionalismo.

A intenção é acabar com o que popularmente é chamado de funcionários “nhoque” na Argentina, servidores que teoricamente não trabalham e só aparecem no fim do mês para cobrar o salário. Seria o equivalente ao “funcionário fantasma” no Brasil.

A expressão é usada de forma pejorativa por parte da população e vem da tradição de comer o prato italiano para trazer prosperidade no dia 29 de cada mês, data de pagamento da administração pública.

Outra mudança promovida por Milei nesta terça foi a eliminação de barreiras para importações, medida que o ministro da Economia, Luis Caputo, havia anunciado dois dias depois de sua posse como parte de um pacote de ações para equilibrar as contas públicas.

O governo acabou com o Sira (Sistema de Importações da República Argentina), que foi criado pelo ex-ministro Sergio Massa, candidato derrotado à Presidência, para ampliar a transparência e evitar a fuga de dólares, mas na prática acabou travando e gerando desabastecimento de produtos importados.

Agora, por pelo menos um ano, esse sistema foi substituído pelo Sedi (Sistema Estatístico de Importações). O que muda é que o importador não precisará mais pedir autorização à Secretaria de Comércio para comprar de um fornecedor estrangeiro, mas apenas declarar previamente a compra.

“Com isso, um burocrata ou um funcionário de plantão não vai mais poder decidir o que queremos importar ou não”, disse Adorni. “Quem decidir importar vai poder importar.”

Por outro lado, há certo receio de que a abertura abrupta do comércio exterior ameace algumas indústrias nacionais, sob forte protecionismo dos últimos governos peronistas.

AS REFORMAS ‘DE CHOQUE’ DE MILEI

Milei foi eleito prometendo mudanças radicais para resolver a crise econômica e a inflação que ultrapassa os 160% anuais na Argentina. Desde que assumiu, em 10 de dezembro, iniciou um acelerado plano de reformas por meio de três grandes pacotes de medidas.

Primeiramente, anunciou uma forte desvalorização do peso oficial, que era controlado pelos governos anteriores, e um duro corte nos gastos públicos, que incluíram também a suspensão de obras públicas, a redução de subsídios a energia e transporte e o enxugamento de repasses às províncias.

Em segundo lugar, assinou um megadecreto que declara estado de emergência e acaba com regulações do Estado em diversas áreas: muda direitos trabalhistas, permite o aumento dos planos de saúde, abre caminho para privatizações de estatais, entre várias outras medidas.

Uma das mais de 300 leis alteradas possibilita, por exemplo, que qualquer contrato seja realizado em moedas que não sejam o peso. Ou seja, na prática salários poderiam ser pagos com dólares, criptomoedas e até “quilos de carne ou litros de leite”, como escreveu a chanceler Diana Mondino.

O “decretaço” gerou duas noites de protestos com panelaços pelo país, acirrou a polarização e abriu um extenso debate sobre sua legalidade.

O chamado Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) já foi usado por vários presidentes, mas não de maneira tão radical.

Sindicatos e sociedade civil entraram com pedidos à Justiça e têm feito diferentes manifestações na última semana. Para seguir valendo, o texto ainda tem de evitar ser barrado no próximo mês nos plenários da Câmera e do Senado, onde Milei deve enfrentar resistência.

O porta-voz Adorni reforçou o tom contra a oposição nesta terça.

“Quando anunciam protestos, se entende quem está do lado da mudança e de uma Argentina diferente e quem está em defesa de seus próprios interesses”, disse, adicionando que os legisladores “devem escolher entre apoiar o que o povo votou ou continuar obstruindo”.

“Outra vez, assume um governo que pretende construir um inimigo no emprego público, desviando o foco de suas medidas de ajuste brutal para toda a sociedade. Disseram que vinham pela elite, mas vieram pelo povo trabalhador”, escreveu, no Instagram, a ATE Capital (Associação de Trabalhadores do Estado), que agrupa 36 mil funcionários públicos em Buenos Aires.

Milei convocou sessões extraordinárias a partir desta terça até 31 de janeiro no Legislativo, que teoricamente só voltaria de férias em março.

O terceiro pacote de medidas do ultraliberal será um grande projeto de lei apelidado de “lei ônibus” que ele pretende enviar ao Congresso em breve.

A expectativa, porém, é que as discussões só comecem depois do Ano-Novo. Estão previstas 11 pautas, incluindo uma lei de reforma da estrutura do Estado, o voto em um único papel em vez de várias listas e uma expansão do imposto de renda -à qual Milei foi contrário enquanto era deputado e candidato.

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É CAPAZ DE PREVER COM 87% DE PRECISÃO O ANO DA SUA MORTE

 

História por Victor Pacheco  • Showmetec

Como seria uma inteligência artificial que consegue indicar um possível ano de morte de usuários, com base em dados de pessoas que possuem um mesmo estilo de vida? Esta é a ideia da Universidade da Dinamarca com o modelo de linguagem Life2vec, que ainda não tem data de lançamento, mas é um avanço importante para o cuidado com a saúde pública. Entenda os detalhes.

O desenvolvimento da Life2vec 

Novidade teve assertividade acima de 70% (Foto: Reprodução/MidJourney)© Fornecido por Showmetech

Universidade de Tecnologia da Dinamarca se uniu à Universidade Técnica de Istambul, Northeastern University e à Universidade de Copenhague para a criação de um modelo de linguagem que consegue prever a idade de morte de uma pessoa com uma assertividade de até quatro anos.

O modelo de linguagem foi treinado para calcular como os fatores da vida pessoal das pessoas podem influenciar na saúde, levando em consideração o estresse e a exposição a doenças durante sua rotina. Dados de janeiro de 2008 a dezembro de 2015 de um grupo de mais de 2,3 milhões de pessoas entre 35 e 65 anos foram utilizados— a mortalidade nessa faixa etária é mais difícil de prever.

A primeira etapa foi marcada pelo envio de dados para que o treinamento da inteligência artificial. Os desenvolvedores perceberam que, logo após aprender os padrões de vida das pessoas, a IA já conseguiu superar outras redes neurais avançadas para prever dados como personalidade e momento da morte com alta precisão.

Utilizamos o modelo para abordar a questão fundamental: até que ponto podemos prever eventos no seu futuro com base nas condições e eventos do seu passado? Cientificamente, o que é entusiasmante para nós, não é tanto a previsão em si, mas os aspectos dos dados que permitem ao modelo fornecer respostas tão precisas Sune Lehmann, professor da Universidade da Dinamarca e primeiro autor do artigo.

Uso na prática

Dados reais foram utilizados para gerar previsões (Foto: Reprodução/Shutterstock)© Fornecido por Showmetech

O artigo publicado na revista Nature informa que a Life2vec é mais focada em fazer previsões com base em dados reais e, aplicando os parâmetros de testes em dados de pessoas que já morreram, houve uma assertividade de 78%. A inteligência artificial, quando colocada à prova, conseguiu adivinhar quando as pessoas morreram apenas ao receber dados de seu dia a dia.

Para testar a assertividade, informações de 100 mil pessoas foram dadas à inteligência artificial e, nesta lista, 50 mil morreram e a outra metade não. Os médicos sabiam disso, mas a IA não. Por ser um modelo de linguagem que, basicamente, lê dados das pessoas, ele conseguiu concluir a data de morte por meio de informações sobre salário, honorários, tipo de trabalho, indústria presente e acesso a benefícios sociais.

Pessoas do gênero masculino possuem uma maior probabilidade de morrer mais cedo. Ter algum problema de saúde mental, como depressão ou ansiedade, também contribuiu para um menor tempo de vida restante. Quem ocupava algum cargo de gestão e um bom salário foi colocado na coluna de alta sobrevivência pela Life2vec.

Os dados dos seis milhões de dinamarqueses também incluem registros de visitas a profissionais de saúde ou hospitais, diagnóstico, tipo de paciente e grau de urgência. O conjunto de dados abrange informações de 2008 a 2020, mas em várias análises, os pesquisadores se concentram no período de 2008 a 2016 e em um subconjunto de indivíduos com restrição de idade.

Quando isso deve estar disponível?

Uso na prática ainda tem muitos fatores (Foto: Reprodução GizModo Kannada)© Fornecido por Showmetech

Ainda em desenvolvimento, há uma grande discussão no uso da inteligência artificial que consegue prever a morte das pessoas por meio do uso de dados. Seria necessário compartilhar informações sensíveis para que a previsão aconteça de forma assertiva.

Além disso, lembre-se que ela foi treinada com base em dados de cidadãos da Dinamarca, então para ser usada por outros países, seria necessário usar os dados das pessoas que moram nestes locais para que erros de previsão de morte não aconteçam.

Estamos trabalhando ativamente em maneiras de compartilhar alguns dos resultados de forma mais aberta, mas isso exige que mais pesquisas sejam feitas de uma forma que possa garantir a privacidade das pessoas no estudo. Sune Lehmann, professor da Universidade da Dinamarca e primeiro autor do artigo.

É importante acompanhar o uso de perto: empresas de seguro podem passar a usar a Life2vec como um argumento para acelerar a aquisição de uma apólice. Profissionais de RH também podem usar isso para tomar decisões de contratação e, a depender de quem tiver acesso aos dados, o sigilo protegido por lei, como de quem vive com HIV, pode ser colocado à deriva.

Você acredita que poderemos ver uma ferramenta como esta no Brasil? Diga pra gente nos comentários!

GOVERNO LULA FARÁ VÁRIAS TROCAS DE MINISTROS EM 2024

 

História por CdB  • Correio do Brasil

Ao longo deste ano que termina, Lula avaliou o desempenho de cada ministro tem deixado claro que pretende substituir aqueles que não atenderam às suas expectativas. Em uma reunião recente, realizada no último dia 20, todos os 38 ministros apresentaram um balanço de 2023 e delinearam suas metas para 2024.

Por Redação – de Brasília

Ao longo do primeiro ano de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma série de ajustes na equipe, por questões pontuais. Mas, no início do próximo ano, fontes do Palácio do Planalto confirmaram à reportagem do Correio do Brasil que haverá uma reforma ministerial mais completa. A chegada das eleições municipais, momento em que Lula espera um crescimento significativo no número de dirigentes petistas no comando de cidades estratégicas, em todo o país, amplia o arco político na sede do governo federal.

Ministro da Defesa, José Múcio poderá deixar a pasta, no início do ano que vem© Fornecido por Correio do Brasil

Ao longo deste ano que termina, Lula avaliou o desempenho de cada ministro tem deixado claro que pretende substituir aqueles que não atenderam às suas expectativas. Em uma reunião recente, realizada no último dia 20, todos os 38 ministros apresentaram um balanço de 2023 e delinearam suas metas para 2024.

Para o ano que vem, uma das alterações já confirmadas será a do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, no dia 8 de Janeiro, uma data histórica para homenagear o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro da Defesa, José Múcio, é outra possível baixa, tendo já sinalizado sua intenção de deixar o cargo.

Na berlinda

O nome do ministro da Defesa tem sido citado como um dos que podem deixar o governo na reforma ministerial, embora não haja, da sua parte, decisão tomada. Múcio tornou-se ministro a convite de Lula, que via nele a capacidade de fazer o que, de certa maneira, deveria ser executado ao longo de 2023: pacificar a caserna e criar um ambiente de respeito ao governo Lula, sem golpismos ou insubordinações.

Aparentemente, a missão do ministro foi conquistada, com a volta das Forças Armadas às casernas. Múcio, no entanto, tem reclamado que se sente sozinho no governo. Nos bastidores, não faltam comentários sobre a falta de cooperação entre os ministros e das críticas permanentes do PT. A saída de Flávio Dino, que ele tinha como seu grande aliado, foi outro fato que o fez ponderar sobre a permanência no governo, para o próximo ano.

Lula está satisfeito com Múcio e não gostaria de sua saída, mas tampouco age para cessar as críticas ou para pedir que haja uma mudança de postura de alguns ministérios na relação com os militares. Na Defesa, a reclamação é que há uma relação difícil de algumas pastas com os fardados.

Reserva

Múcio tem dito, a interlocutores, que gostou do ministério e de seus temas, e que valeria ficar para trabalhar pela aprovação de duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que seriam um marco de sua gestão. A primeira é a que vetaria militares na política. Quem decidisse se candidatar seria automaticamente transferido para a reserva.

A outra a proposta, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) e que deve ser abraçada pelo governo, estabelece que pelo menos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior sejam destinados para o orçamento da Defesa nacional. Haveria um aumento gradual, ano a ano, até se chegar a esse patamar.

Outros ministros, no entanto, constam na lista de possíveis substituições, entre elas a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos. A presença de ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Nísia Trindade (Saúde) e Camilo Santana (Educação), no entanto, está aparentemente assegurada, em face da desenvoltura que assumiram diante de pastas estratégicas para o presidente.

ESTE ANO FOI UM DOS MAIS VIOLENTOS DEPOIS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 

História por IGOR GIELOW  • Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O mundo vive uma epidemia de guerras. A combinação entre o número de conflitos, os incidentes e as mortes ligadas a eles tornou 2023 o ano de violência mais disseminada no planeta desde o fim do segundo confronto mundial, em 1945.

As mortes estão no maior ponto desde então, com a exceção de 1950, quando eclodiu a Guerra da Coreia e tombaram mundialmente 550 mil pessoas, e 1994, quando o genocídio dos tutsis em Ruanda criou um desvio sangrento na curva, com 800 mil mortes.

Segundo a recém-lançada Pesquisa de Conflitos Armados, do britânico IISS (Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, na sigla inglesa), houve 14% mais pessoas mortas em 2023 em relação a 2022: 267,7 mil faleceram.

Já os incidentes violentos ligados a embates subiram 28% ante o período anterior, passando a 137,8 mil. Aqui é importante estabelecer a metodologia: o IISS mede os dados de maio de 2022 a junho de 2023, o que deixa meio ano de violência de fora de uma conta fechada —incluindo a brutal guerra entre Israel e Hamas, que causou mais de 20 mil mortos em pouco mais de dez semanas até aqui.

Só o crescimento apontado de mortes já supera em muito a demografia, já que a população mundial aumentou cerca de 1% ao longo de 2023, chegando aos 8,1 bilhões de habitantes. Nesse sentido, 1950 e seus 2,5 bilhões de habitantes e 1994, com seu 5,6 bilhões, foram proporcionalmente anos bem mais brutais em número de vítimas, mas de forma concentrada em dois eventos únicos.

Outro conflito marcante do pós-guerra, no Vietnã, teve segundo estimativas conservadoras 1,3 milhão de mortes, mas ao longo de 20 anos de combates. No caso do massacre dos tutsis pelos hutus em Ruanda, a matança ocorreu em meros três meses.

O IISS usa contas próprias e se alimenta de bases reconhecidas, como a do UCDP (Programa de Dados de Conflitos de Uppsala, elaborado pela universidade da cidade sueca homônima), do Acled (Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos, ONG americana) e de órgãos como a Cruz Vermelha.

Há, portanto, algumas diferenças estatísticas que permitem leituras variadas, mas o cenário é sombrio, dando corpo à impressão de tragédias sucessivas no noticiário: guerra na Ucrânia, conflito no Oriente Médio, tensões que vão da península coreana à Guiana, passando por Taiwan.

Pelos dados do Acled, nota-se a fatalidade em níveis na série histórica do pós-guerra só comparáveis a 1950 e 1994, anos de exceção. Já o UCDP, que mede desde 1975 o número de conflitos, nunca viu tantos: 183, ante um pico anterior de 176 em 2016.

Um motivo para isso envolve países como o Brasil e o México. “Vemos uma grande proliferação de conflitos com atores não-estatais”, afirma a editora da publicação do IISS, Irene Mia. Ela conta 459 grupos armados controlando a vida de 195 milhões de pessoas, a maioria (145 entidades e 79 milhões de moradores) na África.

Mas o Brasil chama a atenção devido à espiral de violência associada ao narcotráfico e ao crime organizado. Ocupa o terceiro lugar no mundo em eventos (10,6 mil) e o sexto, em mortes (8,3 mil), sempre naquele período encerrado em 30 de junho de 2023.

“É de certa forma natural e esperado que conflitos como Ucrânia, Palestina e agora a ameaça de conflito entre Venezuela e Guiana ganhem uma grande atenção e gerem forte apreensão”, afirma o gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani.

“Ao mesmo tempo, ofuscam as mortes por homicídios. Dentro destas mortes cotidianas, o Brasil é campeão com quase 50 mil por ano [aí somando a violência urbana regular]”, diz, citando estudo das Nações Unidas deste ano que mostrou que esse tipo de fatalidade é 5 vezes maior do que as registradas em guerras e 20 vezes, em atentados terroristas.

A invasão promovida por Vladimir Putin da Ucrânia, que completará dois anos em fevereiro, confirma também a volta da guerra entre Estados como fonte de desgraça. A crise europeia é líder tanto em mortes quanto em eventos violentos, nas contas do IISS, após passar anos na categoria de “conflito congelado”.

O nome é dado a confrontos que mantêm algum grau de violência, mas sem um avanço significativo, como foi o caso da guerra civil no leste da Ucrânia, bancada pela Rússia desde 2014. Morreram talvez 14 mil pessoas lá, mas a maioria no primeiro ano de combates. A tensão, contudo, nunca cessou, e desaguou no fevereiro de 2022

Isso mostra que “conflitos congelados sempre explodem”, diz o analista de segurança no Oriente Médio do IISS, Emile Hokayem. Outra prova disso é o fim da novela acerca de Nagorno-Karabakh, enclave histórico da Armênia que ficou no Azerbaijão após o fim da União Soviética, em 1991.

Por três décadas, Baku e Ierevan travaram duas guerras e várias escaramuças. Ao fim, numa campanha surpresa de 24 horas em setembro passado, os azeris tomaram a região para si, causando um êxodo de 120 mil pessoas. Houve poucas mortes, contudo —o conflito havia figurado no ranking dos 36 mais ativos do IISS em 2020 e 2021.

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É UM SISTEMA COMPUTACIONAL CAPAZ DE REALIZAR TAREFAS QUE EXIGEM INTELIGÊNCIA HUMANA

 

Amanda Lemos – Revista Exame

Saiba quais são os tipos de inteligências artificias, quais são as empresas que as desenvolvem e como acessar uma para começar a usar imediatamente

Máquinas inteligentes; saiba o que é inteligência artificial, como ela funciona e onde pode ser encontrada hoje (zf L/Getty Images)

Para entender o que é inteligência artificial (IA), vamos recorrer à definição do dicionário. Segundo o Cambridge, o termo está relacionado ao desenvolvimento de sistemas de computador capazes de realizar tarefas que exigem inteligência humana, como percepção visual, reconhecimento de fala, tomada de decisão e tradução entre idiomas.

Ela envolve a criação de algoritmos e modelos que permitem que as máquinas processem informações, aprendam com dados, tomem decisões, resolvam problemas e interajam com o ambiente de maneira inteligente. 

O objetivo é permitir que as máquinas simulem aspectos do pensamento, como o raciocínio, a compreensão da linguagem natural, o reconhecimento de padrões e a tomada de decisões para realizar tarefas.

A IA pode ser fraca ou forte. A fraca é quando sistemas de IA são especializados, mas que  possuem limitações e não podem entender ou fazer tarefas fora da sua área. Como exemplo, temos os chatbots de ecommerce, que são projetados para interagir em conversas de texto ou voz. 

A IA forte ainda é apenas um conceito teórico. Seria a forma mais avançada de inteligência artificial, onde a tecnologia poderia desenvolver habilidades cognitivas e de raciocínio comparáveis ou superiores às dos seres humanos.

Como no filme Ex-Machina (2014), onde um androide demonstra não apenas habilidades físicas, mas também uma compreensão sofisticada de emoções, desafiando a fronteira entre humanos e máquinas.

Outro conceito essencial para se aprender é o significado de redes neurais, que são sistemas de computação com nós interconectados que funcionam como os neurônios do cérebro humano. Elas podem reconhecer padrões escondidos e correlações em dados brutos, agrupá-los e classificá-los, e –com o tempo– aprender e aperfeiçoar. 

Quais são os tipos de inteligências artificiais?

A IA se divide em quatro tipos principais:

Machine learning (aprendizado de máquina) – é como se o computador aprendesse com exemplos e experiências anteriores para melhorar seu desempenho. Por exemplo, se você ensinar a um programa de IA como reconhecer imagens de gatos, ele poderá aprender a identificar gatos em novas imagens com base no que aprendeu anteriormente.

Deep learning (aprendizado profundo) – é uma subárea da IA que utiliza redes neurais profundas para aprender e extrair informações de grandes conjuntos de dados. Ao contrário das redes neurais tradicionais, as redes de aprendizado profundo têm várias camadas ocultas que permitem que elas aprendam representações complexas e abstratas dos dados. Essa abordagem possibilita o reconhecimento de padrões e o processamento de informações de maneira mais precisa. Ele tem sido amplamente usado no reconhecimento de imagem e processamento de linguagem natural.

Processamento de Linguagem Natural (Natural Language Processing) – área da que se concentra em ensinar computadores a entender e interagir com a linguagem humana de forma natural. Isso envolve o desenvolvimento de algoritmos e técnicas que capacitam os computadores a ler, compreender, interpretar e gerar texto, seja escrito ou falado.

Visão computacional – é como ensinar um computador a enxergar e entender o mundo como nós. Assim como nossos olhos capturam informações visuais, a visão computacional permite que os computadores processem e interpretem essas informações, abrindo caminho para uma ampla gama de aplicações práticas, como carros autônomos, segurança por vídeo, reconhecimento de padrões e melhorias na saúde e medicina.

Conheça as principais inteligências artificiais comerciais

O mercado está cheio de aplicações de inteligência artificial. Segundo uma pesquisa de 2022 encomendada pela IBM, 41% das empresas no Brasil implementaram ativamente a tecnologia em 2021.   

O IBM Watson é uma plataforma de inteligência artificial e análise de dados desenvolvida pela IBM. O Watson é conhecido por sua capacidade de processar e compreender grandes volumes de dados não estruturados, como texto, imagens e vídeos, e fornecer insights valiosos a partir deles.

Ele tem sido aplicado em várias áreas, desde saúde e medicina, onde ajuda no diagnóstico médico e pesquisa de tratamentos, até atendimento ao cliente, onde oferece suporte automatizado e personalizado.

O Google também entra na lista de empresas que despontam em IA. O Google Cloud AI, uma das plataformas fornecidas pelo Google Cloud, também oferece uma variedade de serviços e ferramentas para empresas desenvolverem e implantarem soluções de IA. 

Entre as ferramentas oferecidas pelo Google está uma que permite treinar modelos de aprendizado de máquina personalizados, mesmo sem experiência prévia em ciência de dados. O Cloud AutoML, por exemplo, simplifica o processo de criação de modelos para tarefas como classificação de imagens, reconhecimento de texto e detecção de objetos.

Inteligências artificiais podem substituir seres humanos?

As inteligências artificiais têm a capacidade de automatizar tarefas, tomar decisões com base em dados e realizar ações específicas de maneira eficiente. Embora as IA possam superar os seres humanos em certas tarefas específicas, como processamento de dados em larga escala, reconhecimento de padrões complexos ou cálculos precisos, é importante lembrar que elas ainda possuem limitações.

As IA não têm consciência, emoções ou intuição humana. Elas são projetadas para resolver problemas específicos dentro de seus domínios de especialização. Embora possam executar tarefas com velocidade e precisão, as IA não têm a capacidade de compreender o contexto amplo, exercer julgamento ético ou aplicar um senso de empatia, criatividade e pensamento crítico como os seres humanos.

Como surgiu a inteligência artificial

A imagem de um ser artificial remonta a tempos antigos e está presente em várias culturas. Na Grécia Antiga, existiam histórias e mitos que mencionavam a criação de seres artificiais por artesãos. Por exemplo, na mitologia grega, Hefesto, o deus do fogo e da metalurgia, foi retratado como criador de autômatos de metal para auxiliá-lo em suas tarefas. 

Essas representações simbólicas de seres artificiais, embora não fossem verdadeiras inteligências artificiais como entendemos hoje, revelam a presença ancestral da ideia de criar seres mecânicos ou artificiais que imitem a forma e as habilidades humanas.

Um pouco de história

Antes de chegar na década de 1950, quando o termo foi amplamente usado, temos que voltar para 1943, quando Walter Pitts e Warren McCulloch contribuíram para o conceito de neurônios artificiais. Em um trabalho, a dupla propôs um modelo matemático simplificado para representar o funcionamento dos neurônios no cérebro.

Essa ideia foi revolucionária, pois possibilitou a construção de redes neurais artificiais, que são sistemas compostos por muitos neurônios artificiais interconectados. Essas redes neurais podem aprender a partir de dados e melhorar seu desempenho ao longo do tempo.

Foi então, com o inglês Alan Turing, que tudo mudou, explica o professor de ciência da computação Diego Nogare.

Em 1950, Turing publicou um artigo chamado “Computing Machinery and Intelligence” (Máquinas Computacionais e Inteligência), no qual ele propôs o famoso “Teste de Turing”. Esse teste, também conhecido como o “Jogo da Imitação”, propunha que a verdadeira inteligência poderia ser demonstrada se uma máquina pudesse se passar por um ser humano em uma conversa escrita e enganar um juiz humano.

O trabalho de Turing lançou as bases para a pesquisa em IA, estabelecendo a questão central de como podemos definir e avaliar a inteligência em máquinas. Ele também antecipou questões éticas e filosóficas relacionadas à IA, incluindo a natureza da mente, a capacidade das máquinas de pensar e a possibilidade de consciência artificial.

A primeira vez em que a palavra “inteligência artificial” foi usada, foi durante uma conferência de Dartmouth, realizada em 1956. O professor de Stanford John McCarthy, um dos organizadores da conferência, usou o termo pela primeira vez para descrever o objetivo de criar máquinas que pudessem exibir inteligência semelhante à humana. 

Desde então, a expressão “inteligência artificial” tem sido amplamente utilizada para descrever o campo de pesquisa e desenvolvimento de sistemas e tecnologias que possuem características cognitivas e podem realizar tarefas que normalmente requerem a inteligência humana.

IA no passado

A inteligência artificial (IA) foi utilizada de várias maneiras, embora as aplicações fossem mais limitadas devido às restrições tecnológicas e de conhecimento da época. 

Na década de 1950, alguns marcos importantes foram estabelecidos. Em 1958, John McCarthy desenvolveu a linguagem de programação LISP, que se tornou uma das principais linguagens para trabalhar com IA nas décadas seguintes.

Também nesse ano, Frank Rosenblatt propôs o Perceptron, um modelo de rede neural artificial que introduziu uma nova abordagem para representação de redes neurais.

Em 1959, surgiram as primeiras implementações de algoritmos genéticos, inicialmente chamados de evolução automática. Esses algoritmos visavam introduzir pequenas mutações em sistemas e observar se haveria melhorias significativas.

Embora os resultados iniciais não tenham sido muito promissores, os algoritmos genéticos evoluíram ao longo do tempo, tornando-se mais eficientes e funcionais.

Na década de 1960, os primeiros sistemas inteligentes de tradução de texto começaram a ganhar relevância. Eles foram usados principalmente para traduzir conteúdos escritos em russo relacionados ao programa espacial, como o Sputnik.

No entanto, até por volta de 1966, os resultados não eram satisfatórios e muitos pesquisadores desacreditavam na possibilidade de fazer esses sistemas funcionarem de maneira eficiente.

No início dos anos 1970, houve uma onda de pesquisa que propôs o uso de elementos racionais mais simples para compor sistemas mais complexos, conhecida como abordagem de “Métodos Fracos” ou “IA Fraca”.

Embora esses métodos fossem gerais, eles não eram escalonáveis ou muito complexos. 

Essas pesquisas abriram caminho para os chamados “Sistemas Especialistas”, que eram projetados para resolver problemas específicos de forma satisfatória.

Conforme os sistemas especialistas foram expandidos para outras áreas, como a medicina, percebeu-se a necessidade de considerar a incerteza nos modelos. Isso levou ao desenvolvimento de métodos para lidar com fatores de incerteza nas decisões tomadas pelos sistemas de IA.

IA atualmente

A IA está passando por um crescimento significativo, impulsionado por avanços tecnológicos e pela crescente demanda por soluções inteligentes. 

Um exemplo notável desse avanço é o ChatGPT, uma das aplicações de IA mais conhecidas. O ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, utiliza a tecnologia de processamento de linguagem natural para interagir com os usuários de maneira conversacional. Essa tecnologia tem sido usada em várias áreas, desde assistentes virtuais e suporte ao cliente até chatbots em plataformas de mídia social.

Além do ChatGPT, existem muitos outros exemplos de uso comercial de IA. Na área da saúde, por exemplo, a IA está sendo aplicada no diagnóstico médico, análise de imagens médicas e descoberta de medicamentos. 

Na indústria, a IA está sendo usada para otimizar processos de produção, gerenciar cadeias de suprimentos e realizar manutenção preditiva. No setor financeiro, ela é utilizada para análise de dados, detecção de fraudes e previsão de mercado. Esses são apenas alguns exemplos que mostram como a IA está transformando diferentes setores comerciais.

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