terça-feira, 26 de dezembro de 2023

CARAVANA DE 8 MIL IMIGRANTES DE VÁRIOS PAÍSES PARTIU DO MÉXICO EM DIRAÇÃO À FRONTEIRA DOS EUA

 

História por Thomas Mackintosh – BBC News  

Caravana da véspera de Natal caminha com faixa que diz ‘Êxodo da Pobreza’ em espanhol© EPA

Uma extensa caravana de migrantes da América Central e do Sul partiu do México em direção à fronteira dos Estados Unidos.

Até 8 mil pessoas de todas as idades, principalmente da Venezuela, Cuba e México, fazem parte da procissão – eles levam uma faixa na qual está escrito “Êxodo da Pobreza”.

O movimento acontece dias antes da chegada do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, à Cidade do México — ele quer chegar a novos acordos para controlar a migração.

O número de pessoas detidas na fronteira dos EUA com o México ultrapassou 2 milhões tanto nos anos fiscais de 2022 como de 2023.

Só em setembro deste ano, foram mais de 200 mil migrantes, segundo o governo americano.

A caravana da véspera de Natal partiu da cidade de Tapachula, no sul do México, perto da fronteira sul do país com a Guatemala.

Um migrante hondurenho que se juntou à procissão disse estar fugindo de uma gangue criminosa que ameaçava matá-lo.

“Fiquei com medo, então decidi vir para o México na esperança de poder ir para os EUA”, afirmou José Santos à agência de notícias Reuters.

Migrantes caminham ao deixar Tapachula em caravana para tentar chegar à fronteira dos EUA© Reuters

Na sexta-feira (22/12), o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse querer colaborar novamente com os EUA para resolver as preocupações sobre a migração.

O líder mexicano deve se reunir com o secretário de Estado dos EUA nesta quarta-feira (27/12).

A Casa Branca disse, em um comunicado, que Blinken discutiria a “migração irregular sem precedentes” na região e identificaria formas de os dois países “enfrentarem os desafios de segurança fronteiriça”.

By valeon

MACHINE LEARNING PODE SER TRADUZIDO COMO O APRENDIZADO DE UMA MÁQUINA

 

Por Emerson Alecrim – tecnoblog

A inteligência artificial já é realidade em diversas aplicações; o machine learning é parte fundamental disso.

Algumas tecnologias passam a fazer parte do nosso dia a dia de um jeito tão silencioso que a gente dificilmente percebe. Um exemplo é o machine learning, que pode ser traduzido como aprendizado de máquina ou aprendizagem de máquina: esse é um conceito associado à inteligência artificial, razão pela qual é cada vez mais destacado pela mídia. Apesar disso, pouca gente compreende a ideia.

Se é o seu caso, não se preocupe: nas próximas linhas, você descobrirá o que é machine learning e conhecerá algumas aplicações que já adotam tecnologias do tipo.

Diferença entre machine learning e inteligência artificial

Vamos começar esclarecendo um detalhe que causa confusão: muita gente pensa que machine learning e inteligência artificial significam a mesma coisa, mas não é bem assim. Na verdade, a inteligência artificial é um conceito amplo que inclui o aprendizado de máquina como um dos seus recursos.

Mas, então, o que é inteligência artificial? Há várias definições para a ideia. Uma que é bastante aceita é a de que a inteligência artificial consiste em mecanismos computacionais que se baseiam no comportamento humano para resolver problemas. Em outras palavras, a tecnologia faz o computador “pensar” como uma pessoa para executar tarefas.

É verdade que essa é uma explicação simplista, afinal, um sistema inteligente não precisa, necessariamente, ser algo próximo do raciocínio humano. De todo modo, não deixa de existir alguma lógica aí. Nós, humanos, somos capazes de analisar dados, encontrar padrões ou tendências neles, de fazer análises mais apuradas a partir daí e, então, utilizar as conclusões para tomar decisões. De certo modo, a inteligência artificial segue esse mesmo princípio.

Análise de dados – ilustração

Normalmente, quanto mais executamos uma tarefa, mais habilidosos ficamos nela. Isso é resultado da nossa capacidade de aprender. A repetição ou a execução frequente de procedimentos relacionados funciona como um treinamento para nós. Algo parecido ocorre nos sistemas de inteligência artificial: dados disponíveis publicamente (a partir da web, por exemplo) ou registrados em plataformas próprias servem de treinamento para os algoritmos de inteligência artificial.

Como esse treinamento é feito? Não existe uma forma, há vários algoritmos para esse fim. Tudo depende da aplicação e das organizações ou pessoas que estão por trás deles. Aqui, o que mais importa é saber que é neste momento que o machine learning passa a fazer sentido.

O que é machine learning, então?

Machine learning também é um conceito com várias definições possíveis. Aqui vai uma que nos permite assimilar bem sua essência: aprendizado de máquina é um sistema que pode modificar seu comportamento autonomamente tendo como base a sua própria experiência — o treinamento que abordamos anteriormente. A interferência humana aqui é mínima.

A tal modificação comportamental consiste, basicamente, no estabelecimento de regras lógicas, vamos dizer assim, que visam melhorar o desempenho de uma tarefa ou, dependendo da aplicação, tomar a decisão mais apropriada para o contexto. Essas regras são geradas com base no reconhecimento de padrões dentro dos dados analisados.

Pense em uma pessoa que digita a palavra bravo em um site de busca. O serviço precisa analisar uma série de parâmetros para decidir se exibe resultados equivalentes a enfurecido ou a corajoso, dois significados possíveis. Entre os numerosos parâmetros disponíveis está o histórico de pesquisa do usuário: se minutos antes ele tiver buscado por coragem, por exemplo, o segundo significado é o mais provável.

Uso – smartphone

Esse é um exemplo muito simples, mas que ilustra alguns aspectos importantes do machine learning. Para começar, é importante que sistemas do tipo façam análises com base em uma quantidade significativa de dados, coisa que os buscadores têm de sobra por conta dos milhões de acessos que recebem e que, consequentemente, servem de treinamento.

Outro aspecto ilustrado ali é a constante entrada de dados que favorece a identificação de novos padrões. Suponha que a palavra bravo passe a ser uma gíria associada a um movimento cultural. Com o machine learning, o mecanismo de pesquisa conseguirá identificar padrões que apontam para o novo significado do termo e, depois de algum tempo, estará apto a considerá-lo nos resultados das buscas.

Há várias abordagens para o machine learning. Uma bastante conhecida é chamada de deep learning ou aprendizagem profunda. Nela, grandes quantidades de dados são tratadas a partir de várias camadas de redes neurais artificiais (algoritmos inspirados na estrutura de neurônios do cérebro) que resolvem problemas muito complexos, como reconhecimento de objetos em imagens.

Exemplos de uso do machine learning

O uso do machine learning nas mais diversas aplicações só tende a crescer. Não é por capricho, mas por necessidade: muitos recursos tecnológicos que temos hoje só funcionam ou são viáveis por conta da inteligência artificial. Eis alguns exemplos:

– Banco de dados autônomo: com auxílio do machine learning, bancos de dados autônomos lidam de modo automatizado com várias tarefas até então realizadas por um administrador (DBA), permitindo que o profissional cuide de outras atividades e diminuindo o risco de indisponibilidade da aplicação por falha humana;

– Combate a fraudes em sistemas de pagamento: diversas tentativas de fraudes com cartões de crédito e outros meios de pagamentos são geradas a cada segundo no mundo todo; felizmente, o machine learning tem permitido que sistemas de combate a fraudes barrem a maior parte dessas ações;

Uso – cartão de crédito

– Tradução de textos: uma tradução nunca pode ser feita ao pé da letra; é preciso levar em conta contextos, expressões regionais e outros parâmetros. Graças ao machine learning, os tradutores automáticos estão ficando cada vez mais precisos;

– Recomendação de conteúdo: plataformas de streaming de vídeo e áudio usam o machine learning para analisar o histórico de conteúdo reproduzido ou rejeitado pelo usuário para dar a ele recomendações condizentes com os seus gostos.

Apesar de os conceitos de inteligência artificial e machine learning terem surgido há muito tempo, só agora a gente vê uso em larga escala dessas tecnologias. Mas, acredite, ainda estamos só no começo. Se elas são muito úteis e impressionantes atualmente, imagine quando estiverem mais treinadas e aperfeiçoadas.

O que é marketplace e por que investir nessa plataforma

ÚnicaPropaganda e Moysés Peruhype Carlech

Milhares de internautas utilizam o marketplace diariamente para fazer compras virtuais. Mas muitos ainda desconhecem seu conceito e como ele funciona na compra e venda de produtos.

Afinal, o que é marketplace?

O marketplace é um modelo de negócio online que pode ter seu funcionamento comparado ao de um shopping center.

Ao entrar em um shopping com a intenção de comprar um produto específico, você encontra dezenas de lojas, o que lhe permite pesquisar as opções e os preços disponibilizados por cada uma delas. Além de comprar o que você planejou inicialmente, também é possível consumir outros produtos, de diferentes lojas, marcas e segmentos.

Leve isso ao mundo virtual e você entenderá o conceito de marketplace: um lugar que reúne produtos de diversas lojas, marcas e segmentos. A diferença é que no ambiente virtual é mais fácil buscar produtos, e existe a facilidade de comprar todos eles com um pagamento unificado.

Os principais marketplaces do Brasil

A Amazon foi a primeira a popularizar esse modelo de negócio pelo mundo, e até hoje é a maior referência no assunto

No Brasil, o marketplace teve início em 2012. Quem tornou a plataforma mais conhecida foi a CNova, responsável pelas operações digitais da Casas Bahia, Extra, Ponto Frio, entre outras lojas.

Hoje, alguns nomes conhecidos no marketplace B2C são: Americanas, Magazine Luiza, Netshoes, Shoptime, Submarino e Walmart. No modelo C2C, estão nomes como Mercado Livre e OLX. Conheça os resultados de algumas dessas e de outras lojas no comércio eletrônico brasileiro.

Aqui no Vale do Aço temos o marketplace da Startup Valeon que é uma Plataforma Comercial de divulgação de Empresas, Serviços e Profissionais Liberais que surgiu para revolucionar o comércio do Vale do Aço através de sua divulgação online.

Como escolher o marketplace ideal para sua loja

Para ingressar em um marketplace, é preciso cadastrar sua loja, definir os produtos que serão vendidos e iniciar a divulgação. Mas é fundamental levar em consideração alguns pontos importantes antes de decidir onde incluir sua marca:

Forma de cobrança: cada marketplace possui seu modelo de comissão sobre as vendas realizadas, que pode variar de 9,5% a 30%. O que determina isso é a menor ou maior visibilidade que o fornecedor atribuirá a seus produtos. Ou seja, o lojista que quer obter mais anúncios para seus produtos e as melhores posições em pesquisas pagará uma comissão maior.

Na Startup Valeon não cobramos comissão e sim uma pequena mensalidade para a divulgação de seus anúncios.

Público-alvo: ao definir onde cadastrar sua loja, é essencial identificar em quais marketplaces o seu público está mais presente.

Garantimos que na Valeon seu público alvo estará presente.

Concorrentes: avalie também quais são as lojas do mesmo segmento que já fazem parte da plataforma e se os seus produtos têm potencial para competir com os ofertados por elas.

Felizmente não temos concorrentes e disponibilizamos para você cliente e consumidores o melhor marketplace que possa existir.

Reputação: para um marketplace obter tráfego e melhorar seus resultados em vendas precisa contar com parceiros que cumpram suas promessas e atendam aos compradores conforme o esperado. Atrasos na entrega, produtos com qualidade inferior à prometida e atendimento ineficiente são fatores que afastam os usuários que costumam comprar naquele ambiente virtual. Ao ingressar em um marketplace, certifique-se de que a sua loja irá contribuir com a boa reputação da plataforma e pesquise as opiniões de compradores referentes às outras lojas já cadastradas.

Temos uma ótima reputação junto ao mercado e consumidores devido a seriedade que conduzimos o nosso negócio.

Vantagens do marketplace

A plataforma da Valeon oferece vantagens para todos os envolvidos no comércio eletrônico. Confira abaixo algumas delas.

Para o consumidor

Encontrar produtos de diversos segmentos e preços competitivos em um único ambiente;

Efetuar o pagamento pelos produtos de diferentes lojistas em uma única transação.

Para o lojista

Ingressar em um comércio eletrônico bem visitado e com credibilidade, o que eleva a visibilidade de seus produtos;

Fazer parte de uma estrutura completa de atendimento e operação de vendas com um menor investimento, considerando que não será necessário pagar um custo fixo básico, como aconteceria no caso de investir na abertura de uma loja física ou online.

Provas de Benefícios que o nosso site produz e proporciona:

• Fazemos muito mais que aumentar as suas vendas com a utilização das nossas ferramentas de marketing;

• Atraímos visualmente mais clientes;

• Somos mais dinâmicos;

• Somos mais assertivos nas recomendações dos produtos e promoções;

• O nosso site é otimizado para aproveitar todos os visitantes;

• Proporcionamos aumento do tráfego orgânico.

• Fazemos vários investimentos em marketing como anúncios em buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso site e aumentar as suas vendas.

Para o Marketplace

Dispor de uma ampla variedade de produtos em sua vitrine virtual, atraindo ainda mais visitantes;

Conquistar credibilidade ao ser reconhecido como um e-commerce que reúne os produtos que os consumidores buscam, o que contribui até mesmo para fidelizar clientes.

Temos nos dedicado com muito afinco em melhorar e proporcionar aos que visitam o Site uma boa avaliação do nosso canal procurando captar e entender o comportamento dos consumidores o que nos ajuda a incrementar as melhorias e campanhas de marketing que realizamos.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

PROBLEMA DA POPULAÇÃO DE RUA É MULTIDIMENSIONAL E O ESTADOPRECISA ENFRENTÁ-LO

 

O aumento da população de rua é uma hemorragia civilizacional que clama aos céus. Mas o problema é multidimensional e o Estado precisa enfrentá-lo em suas múltiplas dimensões

Por Notas & Informações – Jornal Estadão

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 10 anos a população de rua no Brasil aumentou 211%. A calamidade é global. Há anos, nas metrópoles de países ricos e pobres, de San Francisco ao Cairo, de Pequim a Paris, dormem a cada noite mais miseráveis nas ruas.

Esse desamparo pandêmico sugere distúrbios socioculturais profundos: desintegração de laços comunitários, famílias desestruturadas, solidão, transtornos mentais, álcool, drogas. Todos esses fatores são pressionados por falhas de mercado. Sobretudo, o custo de moradia. Uma pesquisa estatística em Nova York sugeriu que uma queda de 10% nos custos de aluguel resultaria num declínio de 8% no número dos sem-teto. Um dos motivos pelos quais Tóquio quase não tem moradores de rua é a moradia barata. Como em outros países, no Brasil os custos têm aumentado. Metade das famílias que vivem com até três salários mínimos consome mais de um terço da renda com aluguel.

Além de políticas para gerar emprego, reduzir a pobreza e baratear a moradia (como adensamentos urbanos, habitações sociais ou aluguéis subsidiados), nas políticas focadas nos sem-teto há uma disputa entre duas estratégias: “moradia primeiro” ou “cuidado primeiro”. Para a primeira, a solução é instalar os sem-teto em moradias subsidiadas, sem pré-qualificações como sobriedade ou tratamentos psiquiátricos. Para a segunda, é preciso abrigá-los em alojamentos temporários, condicionando moradias permanentes a compromissos de reabilitação. Para os partidários da primeira, a maior evidência é a Finlândia, o único país da Europa que reduziu sua população de rua. Os críticos contrapõem casos como o da Califórnia. O Estado mais rico dos EUA investiu bilhões em Housing First, mas em cinco anos, enquanto a população de rua no país cresceu 6%, a da Califórnia cresceu um terço. Com 12% da população do país, o Estado contabiliza quase metade dos americanos sem-teto. O contraste pede cautela. Talvez nenhum dos dois lados deva ter primazia, porque ambos devem vir primeiro, cada um em cada situação.

A população dos sem-teto é complexa. Há quem passe temporariamente pelas ruas e há quem viva permanentemente nelas. Há quem esteja momentaneamente sem condição de trabalhar e gerar renda e quem é parcial ou totalmente incapacitado por limitações físicas ou cognitivas; e há quem caia no relento por algum comportamento antissocial e autodestrutivo. Para estes, distúrbios mentais, abuso de entorpecentes e delinquências são a porta de entrada das ruas. Para os outros, as ruas podem ser a porta de entrada para delinquências, abusos e distúrbios. Todos esses casos pedem o cuidado do Estado de Bem-Estar Social. Mas de modos diferentes.

O modelo de “moradia primeiro” deveria priorizar famílias e pessoas em situação de rua por pura pobreza. Em São Paulo, o programa De Braços Abertos pagou moradias a dependentes químicos e psicóticos. Várias foram destruídas. Muitos voltaram a viver nas ruas, alguns morreram de overdose. São pessoas sem autonomia, que precisam ser abrigadas em comunidades e tratadas por profissionais antes de assumir um lar.

Entre 1995 e 2020 a pobreza extrema no Brasil caiu de 15% para 5%. Nos últimos cinco anos, o orçamento do Bolsa Família saltou de R$ 30 bilhões para R$ 175 bilhões. Mas o aumento exorbitante da população de rua sugere que os programas de transferência de renda não estão devidamente focados e são insuficientes sem outras formas de assistência. Além disso, boas intenções intoxicadas por romantismos podem, à custa de combater excessos, produzir outros piores. O movimento antimanicomial começou denunciando condições desumanas de hospitais psiquiátricos, mas, ao invés de humanizá-los, lutou por aboli-los. Hoje a disponibilidade de leitos no Brasil é 90% menor que a média da OCDE.

O aumento explosivo da população de rua é um fracasso cívico. Mas a solução pede menos voluntarismo e mais ciência, menos utopias e mais pragmatismo. O problema é multidimensional e o Estado precisa enfrentá-lo em suas múltiplas dimensões.

PROMULGAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA PELO CONGRESSO

 

História por Bianca Lima, Adriana Fernandes, Mariana Carneiro, Anna Carolina Papp, Iander Porcella e Fernanda Trisotto  • Jornal Estadão

BRASÍLIA – Em sessão solene histórica, o Congresso Nacional promulgou nesta quarta-feira, 20, a maior reforma tributária no Brasil desde a ditadura militar. A emenda constitucional que muda a tributação sobre o consumo no País foi aprovada na última sexta-feira, 15, após mais de 30 anos de debate. O desafio agora será a regulamentação por meio de leis complementares, que serão enviadas pelo governo ao Legislativo em 2024.

A cerimônia de promulgação contou com a presença de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, além dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Estava presente também a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet – a única mulher sentada à mesa do plenário, ao lado de dez homens.

Congresso promulga reforma tributária, com a presença do presidente Lula. Foto: Wilton Junior© Fornecido por Estadão

O presidente Lula destacou que, com a aprovação da reforma, o Congresso demonstrou “compromisso com o povo brasileiro”. “Não precisa gostar do governo, gostar do Lula, mas guardem essa foto, e se lembrem: contra ou a favor, vocês contribuíram para esse País, na primeira vez no regime democrático, aprovar uma reforma tributária”, afirmou. O presidente foi aplaudido e vaiado ao dizer que o crescimento melhorou e a inflação caiu em seu primeiro ano de mandato.

O momento da promulgação do texto foi marcado por embates entre oposição e governo, que alternavam gritos de guerra no plenário. De um lado, governistas gritavam “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”. De outro, se ouviam gritos de “ladrão” e “cachaceiro”

“Esperava que seria um dia de consagração dessa Casa (…). Pediria a essa Casa que se terminasse essa sessão com maior nível de respeito possível. Essa Casa representa o Brasil. E é um dia histórico. Vamos guardar convicções para sessões normais do plenário. Vamos fazer o máximo possível para nos comportamos”, afirmou Arthur Lira.

“Foram 40 anos de espera que transformaram nosso sistema tributário num manicômio fiscal. Não havia mais tempo a esperar. O Brasil merecia um sistema tributário organizado, eficiente, justo e que se transformasse em um dos pilares para o desenvolvimento. É a primeira ampla mudança do sistema tributário nacional feita no regime democrático”, disse o presidente da Câmara. Ele fez deferência a Haddad, a quem chamou de “parceiro constante dessa luta”.

“É hoje e aqui que mudamos a trajetória do país. É uma conquista do Congresso e do povo brasileiro”, afirmou Rodrigo Pacheco. “Mesmo com tanta dificuldade de se chegar num novo texto, a reforma tributária se impôs. O Congresso aprovou a reforma porque não havia mais como adiá-la”, afirmou.

“Começamos o ano com a depredação das instituições, numa tentativa contra a democracia. Hoje, estamos mostrando ao País por que é importante a democracia. Porque este Congresso está hoje entregando ao País talvez uma das suas reformas mais estruturantes nos últimos anos, nas últimas décadas, que é a reforma tributária”, afirmou o deputado Aguinaldo Ribeiro, que relatou a PEC na Câmara.

O ministro Fernando Haddad, por sua vez, fez apelo ao presidente do STF, afirmando que o Supremo será o “guardião da reforma”. Ele rebateu críticos que dizem que a reforma é imperfeita. “Perfeição e imperfeição são atributos que não cabem a um projeto coletivo com tantos atores. Isso aqui aglutinou muitos anseios, muitas disputas – e muitas delas, legítimas. Ela é perfeita porque foi feita sob a democracia. Todo mundo foi ouvido. E ela é perfeita porque reconhece que o processo histórico há de torná-la ainda melhor”, disse.

A ministra Simone Tebet afirmou que foi chamada por Pacheco para representar as mulheres na mesa do plenário. “É a reforma que vai dar dignidade para o povo brasileiro, mais ela é mais do que isso: ela é reforma dos mais pobres”, afirmou. “Agora entendemos por que ela é a mãe de todas as reformas: ela é a reforma das mulheres brasileiras”, afirmou, mencionando a isenção da cesta básica nacional.

Cerimônia de promulgação da reforma tributária no Congresso Nacional, após três décadas de discussão. Foto: WILTON JUNIOR© Fornecido por Estadão

A reforma institui o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual: um do governo federal e outro de Estados e municípios. O novo modelo de tributo tem por princípio a não cumulatividade plena, ou seja, impede a chamada “tributação em cascata”, que hoje onera consumidores e empresas.

Serão três novos tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), substituindo o ICMS dos Estados e o ISS dos municípios; a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui PIS, Cofins e o IPI, que são federais; e o Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos danosos à saúde e ao meio ambiente.

Também faz parte da espinha dorsal da reforma o deslocamento da cobrança dos tributos da origem (onde a mercadoria é produzida) para o destino (onde é consumida). Com essa nova sistemática, a reforma promete colocar fim à guerra fiscal entre os Estados, na qual governadores concedem incentivos fiscais para atrair investimentos aos seus territórios – uma anomalia brasileira, que se perpetua por décadas.

Com a reforma, a expectativa é de que o Brasil entre num novo ciclo de aumento da produtividade, do investimento e do Produto Interno Bruto (PIB). A mudança, no entanto, não será de uma hora para outra, pois haverá um período de transição, que terá início em 2026, levando à extinção dos tributos atuais em 2033. Já a transição da tributação na origem (onde a mercadoria é produzida) para o destino (onde é consumida) durará 50 anos.

infographics© Fornecido por Estadão

O potencial de crescimento é considerado difícil de mensurar, mas a aposta é de que o avanço de se unificar a base de tributação entre bens e serviços será muito maior do que o prejuízo advindo das exceções aprovadas pelo Congresso e que podem levar a alíquota do IVA a uma das maiores do mundo.

Esse, inclusive, é um ponto que segue em aberto. O ministro Haddad afirmou que a Fazenda vai recalcular os impactos das mudanças feitas na Câmara, mas indicou que a alíquota-padrão deve permanecer em torno de 27,5%.

Leis complementares

O governo terá um prazo de 180 dias para elaborar os projetos que serão enviados ao Congresso para regulamentar as novas regras de tributação do consumo, mas o secretário extraordinário do Ministério da Fazenda para a reforma, Bernard Appy, planeja concluir os textos antes do fim do prazo, com um trabalho conjunto da União, Estados, municípios e parlamento.

Arthur Lira, um dos fiadores da reforma, já alertou que essas legislações trarão os “detalhes mais agudos” do novo sistema e, portanto, exigirão atenção redobrada. “No primeiro dia legislativo de 2024, começaremos a discutir a indispensável legislação complementar”, disse o presidente da Câmara nesta quarta na cerimônia de promulgação.

Essas leis vão definir, por exemplo, a alíquota do IVA dual. Também será por meio da regulamentação que ficará mais claro como funcionarão os regimes diferenciados e as alíquotas reduzidas para determinados setores – que se multiplicaram no texto em meio aos lobbies de diversos setores econômicos.

No ano que vem, governo e Congresso também definirão, por meio de lei complementar, a atuação do Comitê Gestor do IBS, que distribuirá os recursos arrecadados para Estados e municípios; a composição da cesta básica nacional, de grande interesse do agronegócio e do setor supermercadista; o sistema de cashback (devolução de tributos), previsto para a conta de luz e o gás de cozinha; e a implementação do Imposto Seletivo.

O tamanho do fundo da Amazônia e do fundo ligado à região Norte – que inclui Acre, Rondônia, Roraima e Amapá – também dependerá dessas futuras leis. Ao todo, serão quatro fundos bancados pela União que beneficiarão Estados e municípios. Um impacto expressivo no Orçamento federal, para o qual ainda não existe fonte de financiamento.

Em meio a tantas pendências, Lira já sinalizou a possível criação de grupos de trabalho para dar celeridade à tramitação dessas leis complementares. O modelo de grupo de trabalho foi o escolhido pelo presidente da Câmara para acelerar o andamento da reforma neste ano.

Segundo Appy, será importante um trabalho conjunto preliminar entre União, Estados e municípios para a elaboração dos projetos, também com a criação de grupos de trabalho para definir os principais pontos que estarão nos textos que seguirão ao Congresso.

Esse trabalho terá três eixos principais: a parte estrutural lidará com fato gerador, base de cálculo e modelo de cobrança; o tratamento dos regimes específicos trará a definição clara dos bens e serviços nas alíquotas reduzidas; e, por fim, o comitê gestor será um projeto mais relevante para Estados e municípios do que para a União.

Do ponto de vista da tramitação, as leis complementares tendem a ser mais fáceis para o governo, já que é necessário o apoio de no mínimo 257 deputados e 41 senadores, menos que os 308 votos na Câmara e 49 no Senado para passar Propostas de Emenda à Constituição (PEC), como a da reforma tributária. A exigência de um quórum menor, no entanto, não deixa o assunto menos espinhoso e delicado.

Idas e vindas

A reforma tributária foi aprovada na última sexta-feira, 15, após a última votação na Câmara. Desde a primeira votação pelos deputados, foram cinco meses de uma tramitação marcada por embates. De um lado, lobbies de setores e atividades que buscaram alíquota reduzida e tratamento diferenciado; de outro, a disputa entre Estados ricos e pobres por mais recursos e pela prorrogação de incentivos fiscais.

Na nova passagem da proposta pela Câmara, os deputados retiraram algumas das mudanças incluídas pelo Senado, após acordo costurado entre os relatores da Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e do Senado Eduardo Braga (MDB-AM), com os respectivos presidentes das Casas.

Na Câmara, deputados avaliaram que Braga piorou o texto e trabalharam para retirar dispositivos introduzidos pelos senadores. Para evitar um impasse, que poderia impedir a promulgação da emenda ainda neste ano, com a contagem dos prazos, a desidratação do texto acabou ficando menor do que a desejada pelos deputados.

Em seu último texto, Ribeiro derrubou a criação de uma Cide (Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico) para tributar produtos concorrentes aos produzidos na Zona Franca de Manaus, que dará lugar a um IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) preservado apenas para essa finalidade.

Aguinaldo também excluiu do texto a cesta básica estendida que havia sido incluída pelo Senado. Ele reduziu ainda as exceções, ao excluir cinco setores dos regimes específicos, os quais têm tratamento tributário diferenciado, como os serviços de saneamento e de concessão de rodovias.

Em relação ao regime específico de combustíveis de lubrificantes, o relator retirou a possibilidade de os senadores fixarem as alíquotas e retomou essa previsão em lei complementar.

Ele chegou a suprimir do texto a equiparação salarial de auditores fiscais estaduais e municipais ao teto remuneratório de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas esse trecho foi retomado pela Câmara por meio de um destaque. Aguinaldo também excluiu a previsão de sabatina e aprovação no Senado do presidente do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Durante a votação de destaques na Câmara, a chamada bancada da bala e os bolsonaristas conseguiram retirar a incidência do Imposto Seletivo sobre armas e munições.

GOVERNO QUER REGULAÇÃO DAS REDES SOCIAIS DEVIDO UM CASO ISOLADO DE ATAQUE NAS REDES SOCIAIS

 

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, afirmou que a regulação das redes sociais torna-se um “imperativo civilizatório” após a morte de uma jovem por ataques nas redes sociais na semana passada. Segundo ele, apesar de tais tragédias envolverem questões de saúde mental, há também natureza política.

“A regulação das redes sociais torna-se um imperativo civilizatório, sem o qual não há falar-se em democracia ou mesmo em dignidade. O resto é aposta no caos, na morte e na monetização do sofrimento”, escreveu o ministro, em publicação no X – antigo Twitter, no sábado, 23.

Jéssica Canedo, uma jovem de 22, morreu após ter sido apontada como suposta “affair” do humorista Whindersson Nunes. Em nota, a família confirmou a morte na sexta-feira, 22, após Jéssica não ter resistido à depressão e ao ódio disseminado nas redes.

“Em menos de um mês este é o segundo caso de suicídio de pessoa jovem – e que guarda relação com a propagação de mentiras e de ódio em redes sociais – de que tenho notícia. Tragédias como esta envolve questões de saúde mental, sem dúvida, mas também, e talvez em maior proporção, questões de natureza política”, comentou o ministro.

Na postagem, Silvio Almeida citou “irresponsabilidade das empresas que regem as redes sociais” diante de conteúdos criminosos propagados pelos usuários. Em sua visão, tais conteúdos têm “destruído famílias e impossibilitado uma vida social minimamente saudável”.

O pedido pela regulamentação das redes sociais ocorre dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, terem feito comentário semelhante.

Após ter sido vítima de ataque hacker na semana passada, Janja também falou sobre a importância do debate de monetização nas redes. “A gente precisa não só da regularização das redes, mas a gente precisa discutir a monetização das redes”, afirmou na terça-feira, 19, no programa Conversa com o Presidente.

GOVERNO GASTOU 26,8 MILHÕES COM REFORMAS MÓVEIS E UTENSILHOS DOMÉSTICOS

 

Levantamento do ‘Estadão’ mostra que gasto com reformas e troca de móveis nos palácios presidenciais em 2023 supera anos anteriores; Secom afirma que peças respeitam ‘padrões e referências’ e serão utilizadas pelos futuros chefes de Estado

Por Daniel Weterman e Tácio Lorran – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, resolveram fazer reformas e trocar os móveis dos palácios presidenciais neste ano. Só com um tapete novo, o governo gastou R$ 114 mil para dar mais “brasilidade” ao Palácio do Planalto. Um sofá escolhido por Janja para o Alvorada, residência oficial da Presidência, foi comprado por R$ 65 mil. A colocação de um piso “mais macio e confortável” na Granja do Torto, casa de campo do casal, custou R$ 156 mil para os cofres públicos.

Levantamento do Estadão mostra que o governo gastou R$ 26,8 milhões com reformas, compra de novos móveis, materiais e utensílios domésticos para o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, a Residência Oficial do Torto e o Palácio do Jaburu em 2023. Em comparação com anos anteriores, é o maior gasto com esse tipo de despesa, que não considera a manutenção do dia a dia das residências oficiais e o pagamento de funcionários. Os números são do Portal da Transparência e do Siga Brasil.

Procurada, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República informou que as peças adquiridas respeitam os padrões e referências dos Palácios oficiais. “Além disso, todas as peças passam a integrar o patrimônio da União e serão utilizadas pelos futuros chefes de Estado que lá residirem.”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja Foto: Ricardo Stuckert / PR

A aquisição de novos mobiliários faz parte de um projeto de “modernização” dos Palácios Presidenciais, segundo consta num dos processos de compra da Presidência. No início deste ano, Janja afirmou em entrevista à GloboNews que o Palácio da Alvorada foi danificado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A primeira-dama chegou a mostrar estofados rasgados, pisos estragados e uma mesa quebrada na residência. Com essa justificativa, o casal morou por mais de um mês em um hotel em Brasília. “É bastante trabalho, mas já estamos com a mão na massa para deixar tudo lindo, e reabrir o Alvorada para visitas o quanto antes”, escreveu ela numa rede social. Onze meses depois dessa fala, a visitação ao Palácio da Alvorada, no entanto, segue suspensa.

As compras dos mobiliários foram feitas ao longo de todo o ano e seguem. No último dia 29 de novembro a Presidência da República publicou um edital para a aquisição de 13 tapetes de nylon e de sisal de fibra, sendo três para o Alvorada e 10 para o Planalto. O valor total estimado é de R$ 374.452,71. Os preços de cada tapete variam de R$ 736 a R$ 113.888,82. Os mais caros trata-se de itens inspirados em desenhos modernistas do arquiteto Burle Marx, com formato orgânico pensado a partir das linhas do espelho d’água do Palácio do Planalto e dimensões de 6,8 x 10,3 metros. Essas peças ficarão em áreas onde ocorrem eventos e cerimônias no Planalto.

Para justificar essas aquisições, o órgão alega que os tapetes orientais, que atualmente ambientam as salas e gabinetes dos Palácios Presidenciais, não trazem aos seus espaços a “brasilidade” necessária. Dessa maneira, diz o estudo técnico preliminar, “realizou-se uma pesquisa sobre as tipologias de materiais utilizados na produção de tapetes brasileiros, bem como sobre os locais e meios originários de fabricação das peças de tapeçaria no país objetivando uma maior integração visual entre os espaços do prédio”. O processo de compra ainda está na fase de captação das propostas.

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Rosângela da Silva, a Janja, esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu as portas do Palácio da Alvorada e denunciou o mau estado de conservação com que encontrou a residência presidencial, em entrevista à GloboNews. Foto: Reprodução/GloboNews
Rosângela da Silva, a Janja, esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu as portas do Palácio da Alvorada e denunciou o mau estado de conservação com que encontrou a residência presidencial, em entrevista à GloboNews. Foto: Reprodução/GloboNews Foto: Reprodução/GloboNews

Um decreto publicado em 27 de setembro de 2021 proíbe a aquisição de bens de luxo pelo governo federal, o que inclui a própria Presidência da República. O texto considera bens de luxo aqueles que apresentam ostentação, opulência, forte apelo estético ou requinte. Há, no entanto, duas exceções em que é possível efetuar a compra desses artigos de luxo: primeiro, se for adquirido a preço igual ou inferior ao bem comum; segundo, se tiver características superiores justificadas pelo órgão.

Apesar do alto valor do tapete, a Presidência diz não se tratar de item luxuoso. Procurada, a Secom esclareceu que o item possui as características superiores justificadas em face da estrita atividade do órgão ou da entidade.

A Presidência da República também vai gastar R$ 156.154,77 para trocar os pisos da Granja do Torto, a casa de campo oficial dos presidentes, que conta com lago artificial, piscina, campo de futebol, quadra e churrasqueira. O objetivo da troca de chão é “padronizar” o ambiente com materiais que tenham “maior durabilidade e que exijam uma baixa manutenção”. O novo piso será de vinílico e tem como característica o fato de ser “mais macio e confortável”, conforme destacado pela Presidência durante a compra.

Jantar de confraternização foi oferecido na Granja do Torto, residência de campo do governo brasileiro, em Brasília
Jantar de confraternização foi oferecido na Granja do Torto, residência de campo do governo brasileiro, em Brasília Foto: Divulgação

Também estão sendo gastos R$ 130.695,36 num enxoval de lençóis e roupas de cama e de banho. Parte desse valor (R$ 41.750) foi gasto sem licitação, em setembro deste ano. A outra parte (R$ 88.945,36) se refere a um pregão aberto no último dia 4 de dezembro para a aquisição de itens como mantas, fronhas e roupões de banho.

“A aquisição justifica-se para renovar as roupas de cama e banho da família presidencial e de hóspedes nas Residências Oficiais do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto”, diz o estudo que fundamenta a abertura do edital. As colchas vão ornar a nova cama de R$ 42.230 do Alvorada. O item tem revestimento em couro grão natural e pés em metal, e foi adquirido em fevereiro por Janja junto a sofás reclináveis de até R$ 65.140 e poltronas ergonômicas de R$ 29.450.

No fim do ano, a Presidência abriu processos para comprar R$ 182.810 em persianas motorizadas e cortinas e R$ 358.400 em árvores de Natal e arranjos de flores nobres, tropicais e de campo para recepcionar autoridades, políticos e artistas.

JORNADA DE TRABALHO SERÁ REDUZIDA PARA 4 DIAS EM 2024 SEM PREJUÍZO DA REMUNERAÇÃO

 

História por Redação  • Catraca Livre

Jornada de trabalho reduzida entra em vigor em 2024?© Fornecido por Catraca Livre

Créditos: Divulgação/Pixabay

A jornada de trabalho no Brasil está prestes a passar por uma significativa mudança em 2024. O governo federal está implementando uma medida que permitirá a redução da jornada, impactando diretamente trabalhadores formais em diversos setores, com especial destaque para o financeiro. Essa decisão busca oferecer mais flexibilidade aos profissionais, sem comprometer o salário mínimo.

Jornada de trabalho é reduzida© Divulgação/Pixabay

A redução da jornada de trabalho: como funcionará

A aprovação dessa medida implica que a redução na jornada de trabalho será possível mediante acordo unânime entre empregador e empregado. Essa flexibilidade visa atender às necessidades dos trabalhadores, permitindo, por exemplo, a adoção de uma jornada de quatro dias em vez dos tradicionais cinco. Essa opção representa um avanço significativo para aqueles que buscam um equilíbrio maior entre vida profissional e pessoal.

A não redução no valor do salário mínimo

É importante destacar que, mesmo com a redução na jornada de trabalho, o valor do salário mínimo não será reduzido. Essa garantia é crucial para preservar o poder de compra dos trabalhadores e evitar impactos negativos em suas condições financeiras. Essa salvaguarda proporciona aos trabalhadores a segurança de que poderão desfrutar dos benefícios da redução da jornada sem sacrificar seus rendimentos.

Perspectivas para o salário mínimo em 2024

A medida que autoriza a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial vem acompanhada de perspectivas animadoras para o salário mínimo em 2024. O presidente Lula, em período eleitoral, comprometeu-se a aumentar anualmente o piso salarial até o final de seu mandato em dezembro de 2026. A expectativa é que o salário mínimo seja ampliado, proporcionando um aumento estimado de R$ 101.

Se confirmado, o salário mínimo para 2024 poderá atingir a marca de R$ 1.421, considerando o atual valor de R$ 1.320. Essa iniciativa visa não apenas manter o poder de compra dos trabalhadores, mas também promover uma melhoria significativa na qualidade de vida, refletindo em um cenário econômico mais equilibrado e justo.

Trâmites para a ampliação do salário mínimo

A ampliação do salário mínimo em 2024 depende da aprovação da Lei Orçamentária Anual pelo Senado Federal. Essa etapa é crucial para permitir que os estados brasileiros acessem um novo piso salarial, beneficiando os trabalhadores formais em todo o país. A proposta visa fortalecer o sustento daqueles que exercem suas profissões formalmente, contribuindo para uma distribuição mais equitativa da renda.

Impactos da medida na qualidade de vida

A redução da jornada de trabalho aliada à possível ampliação do salário mínimo tem o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida dos trabalhadores formais. Essa combinação oferece não apenas mais tempo livre para atividades pessoais, familiares e de lazer, mas também uma remuneração mais justa, alinhada com as necessidades e custos da vida contemporânea.

NOVA REGRA PARA INFRAÇÕES AMBIENTAIS

História por Raquel Miura  • RFI

Como funciona nova regra que impede infratores ambientais no Brasil de negociar com a administração pública© Nelson ALMEIDA / AFP

No esforço de ampliar as ferramentas jurídicas para combater o desmatamento, o Executivo brasileiro lançou uma nova regra que proíbe órgãos das diversas esferas da administração pública de contratar pessoas ou empresas que estejam na lista de inidôneos por grave infração ambiental.

O governo analisou, sob a ótica ambiental, a nova lei de licitações, mais precisamente a parte que trata das punições administrativas, com vistas a evitar que uma empresa ou pessoa que tenha cometido infração ambiental grave seja beneficiada por um contrato com a administração pública. A Advocacia-Geral da União (AGU) deu seu parecer na semana passada.

A relação de delitos que entram nessa nova regra foi feita com base em outra lei, que dispõe sobre punições a quem agride o meio ambiente. Entre as infrações estão queimadas ilegais, incêndios ou desmatamentos em áreas superiores a mil hectares; elaboração ou fornecimento de documento falso que resulte em significativo dano ambiental; e maus-tratos de cães e gatos, quando houver a morte do animal.

A empresa ou pessoa que cometer um desses delitos poderá ser declarada inidônea perante a administração pública e, com isso, ficando proibida de participar de licitações e compras realizadas por órgãos federais pelo período de três a seis anos. Além disso, se entrarem para a lista de inidôneos, estes também não poderão fechar negócios com governos estaduais e prefeituras.

“Quem comete esses ilícitos não pode criar a expectativa de firmar um contrato com o poder público. Nós temos trabalhado para utilizar todos os instrumentos disponíveis no combate a infrações ambientais graves”, afirmou a advogada da União Maria Helena Pedroza.

Pedroza ressalta que, no processo de declaração de inidoneidade, é assegurado o respeito ao contraditório e amplo direito de defesa. E essa classificação é anulada se ficar provado que a infração não ocorreu ou que foi cometida por terceiros.

Punições penais, administrativas e cíveis

Por outro lado, o impedimento de firmar contratos com a administração pública não livra o infrator ambiental de outras punições no âmbito penal, administrativo e cível. “No nosso dia a dia, quando vamos contratar alguma pessoa ou empresa, nós sempre procuramos saber sua história, entender algumas referências, para então tomar nossa decisão. Na administração pública, também funciona mais ou menos assim”, comparou a advogada da União.

“O poder público, que é corresponsável pela proteção e defesa do meio ambiente e pela sua preservação, deve sim utilizar os mecanismos que lhe possibilitem não contratar pessoas e empresas que tenham ferido de forma grave esse bem essencial à vida de todos e de cada um de nós, que é o meio ambiente”, conclui a advogada da União.

 

O MINISTRO DIAS TOFFOLI DETERMINOU A NULIDADE DE TODOS OS ATOS EM PROCESSO DA LAVA JATO

 

História por admin3  • IstoÉ

Plenário do STF retoma o julgamento de ações sobre prisão em segunda instância. Luiz Fux e Dias Toffoli.

Nove anos após o início da Lava Jato, a força-tarefa – que chegou a ser considerada a maior cerca a políticos suspeitos de desvios de recursos públicos da história – acumula derrotas nos tribunais superiores do País.

Nesta terça-feira, 19, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a nulidade absoluta de todos os atos praticados em processos da Operação Lava Jato contra o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), atualmente deputado federal. Outros nomes denunciados também foram absolvidos ou tiveram condenações anuladas no decorrer de 2023: o ex-ministro José Dirceu, os ex-governadores do Rio Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-deputado federal André Vargas.

O ex-ministro José Dirceu, que comandou a Casa Civil no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi absolvido no início de dezembro em uma ação penal da Operação Lava Jato que se arrastava desde 2017. Ele foi acusado pela força-tarefa de lavar dinheiro de propina das empreiteiras UTC e Engevix.

A decisão foi tomada pelo juiz federal Fábio Nunes de Martino, que assumiu a 13.ª Vara Federal de Curitiba. Ele concluiu que o Ministério Público Federal errou na tipificação dos crimes. Para o magistrado, o que os procuradores apontam como lavagem de dinheiro é, na verdade, corrupção.

Martino assumiu em novembro a titularidade da 13.ª Vara Criminal, base e origem da Lava Jato, que foi conduzida no auge pelo ex-juiz Sergio Moro, hoje senador (União-PR). Dessa forma, ele Martino se tornou responsável pelo que restou da Lava Jato, extinta em meio a acusações de excessos. Uma das ações remanescentes era essa contra Dirceu.

Luiz Fernando Pezão

A Justiça Federal no Rio de Janeiro reformou, em abril, a sentença do juiz federal Marcelo Bretas e absolveu o ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão das acusações de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa decorrentes da versão fluminense da Lava Jato.

Bretas, que está afastado do cargo de juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio por decisão do Conselho Nacional de Justiça, condenou Pezão a 99 anos de prisão por esses crimes, em 2021. A defesa do ex-governador recorreu e o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) aceitou os argumentos e reformou a decisão, livrando Pezão das acusações.

Sérgio Cabral

Símbolo da Lava Jato no Rio, o também ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que chegou a ser condenado a mais de 400 anos de prisão por casos de corrupção, se livrou de uma das acusações em março deste ano. Ele foi absolvido em um processo em que era acusado de receber propina de empreiteiras por irregularidades em licitações.

Na sentença, a juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Rio, apontou ausência de provas e “atuação tímida do Ministério Público no caso”.

André Vargas

Em outro dos revezes do ex-juiz federal Sérgio Moro e da Lava Jato, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou,em setembro, uma condenação imposta ao ex-deputado federal André Vargas, um dos primeiros sentenciados no bojo da Operação.

O colegiado, com a relatoria do ministro Cristiano Zanin, estendeu os efeitos de um decisão anterior da Corte máxima e reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para atuar no caso em que Vargas foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por usar sua influência como deputado para atuar em contratos no âmbito da Caixa Econômica Federal.

Vargas foi preso em abril de 2015, condenado a penas que somadas chegam a 15 anos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Eduardo Cunha

Em maio, a Segunda Turma do STF decidiu, por três votos a dois, anular uma das condenações do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha na Operação Lava Jato, após ver incompetência da Justiça Federal para julgar o processo. A sentença derrubada pela Corte máxima havia imposto 15 anos e onze meses de prisão de prisão a Cunha, por corrupção e lavagem de dinheiro.

A ação que agora foi enviada para a Justiça Eleitoral era a última que tramitava na Justiça Federal, no bojo da Lava Jato, contra Cunha. Agora cabe aos juízes eleitorais analisarem as acusações que pesam contra o ex-presidente da Câmara por delitos conexos à esfera eleitoral.

O DISPLAYPORT SUPORTA ALTA TAXA DE DADOS SENDO MAIS RÁPIDO QUE O DVI E CORRESPONDE AO HDMI

 

Osvaldo Sprandel (Ozzy) – Quora
Dave Haynie – Quora

É uma grande parte da política “nós” contra “eles” e um pouco de avanço tecnológico.

A indústria de PCs mudou em primeiro lugar, com o DVI (Digital Visual Interface), o primeiro substituto convencional para o VGA na indústria e uma forma de transição. Os cabos DVI podem transportar o sinal analógico, com um sinal mais limpo que o VGA, e eles podem transportar o sinal digital. O DVI foi introduzido em 1999. O link único DVI suporta taxas de dados de vídeo de 3,96 Gb/s, enquanto o link duplo pode suportar até 7,92 Gb/s.

A HDMI (interface multimídia de alta definição) foi estabelecida a partir de 2002 como um formato da indústria de eletrônicos de consumo projetado intencionalmente para ser compatível com o DVI. Não se limitava à compatibilidade com DVI desde o início, suportando formatos de cores padrão de vídeo além de RGB. Durante anos, a indústria de computadores não mostrou interesse na interface HDMI. No entanto, ao longo desses anos, a interface HDMI foi aprimorada para 1,3 (8,16 Gb/s de link único), 2,0 (14,4 Gb/s) e 2,1 (42,6 Gb/s), com cores profundas, suporte a 4K e 8K, etc.

Em 2010, pouco depois da introdução do HDMI 1.4, vários fabricantes líderes, incluindo Intel e AMD, anunciaram que não estavam planejando oferecer suporte ao DVI no ano de 2013, mas se concentraram no HDMI (para conectividade de TV) e no DisplayPort (para suporte do monitor principal).

Em 2006, o grupo VESA divulgou as especificações iniciais do DisplayPort, suportando taxas de dados de 8,64 Gb/s. Embora inicialmente fosse um pouco mais rápido que o DVI e correspondesse ao HDMI, a principal vantagem do DisplayPort é que, em vez de ser um fluxo de vídeo digital, é uma tecnologia baseada em pacotes. A tecnologia de pacotes torna o DisplayPort extensível, usado no DisplayPort 1.2 para oferecer suporte a vários monitores em um único DisplayPort. O DisplayPort 1.3 / 1.4 oferece uma taxa de dados de 25,92 Gb/s, além de incluir várias melhorias no HDMI, como Rec. Suporte ao espaço de cores 2020.

Basicamente, o DisplayPort suporta as necessidades da indústria de computadores. Também é suportado com um modo alternativo de especificação completa no Thunderbolt 2.0 e no conector Tipo-C (USB, Thunderbolt 3.0), enquanto o HDMI no Tipo-C é suportado apenas no HDMI 1.4. Essa é novamente a realidade de que o DisplayPort é uma especificação nativa da indústria de computadores, enquanto o HDMI é gerenciado com base nas prioridades da CE.

O ponto principal do HDMI continua sendo a compatibilidade do computador com as televisões. Mas é bastante simples – e barato – conduzir uma entrada HDMI de um dispositivo de ponte DisplayPort para HDMI.

E, finalmente, existem royalties a serem pagos pelas portas HDMI, o logotipo HDMI etc. O DisplayPort é isento de royalties. Isso pode não parecer grande coisa, mas o pessoal da indústria de PCs, talvez estragado por anos de desenvolvimento da Intel e depois de apenas distribuí-las, realmente não gosta muito de pagar royalties. A Apple conseguiu praticamente matar o IEEE1394 (também conhecido como Firewire – embora “Firewire” seja uma marca comercial da Apple, que também não ajudou em nada), pedindo US $1,00 por porta quando foi lançado.

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Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato.

Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente.

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A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.

Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa.

Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.

Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.

Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Vantagens do Marketplace Valeon

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Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. 

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Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020. 

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