A jornada de trabalho no Brasil está prestes a passar por uma
significativa mudança em 2024. O governo federal está implementando uma
medida que permitirá a redução da jornada, impactando diretamente
trabalhadores formais em diversos setores, com especial destaque para o
financeiro. Essa decisão busca oferecer mais flexibilidade aos
profissionais, sem comprometer o salário mínimo.
A aprovação dessa medida implica que a redução na jornada de trabalho
será possível mediante acordo unânime entre empregador e empregado.
Essa flexibilidade visa atender às necessidades dos trabalhadores,
permitindo, por exemplo, a adoção de uma jornada de quatro dias em vez
dos tradicionais cinco. Essa opção representa um avanço significativo
para aqueles que buscam um equilíbrio maior entre vida profissional e
pessoal.
A não redução no valor do salário mínimo
É importante destacar que, mesmo com a redução na jornada de
trabalho, o valor do salário mínimo não será reduzido. Essa garantia é
crucial para preservar o poder de compra dos trabalhadores e evitar
impactos negativos em suas condições financeiras. Essa salvaguarda
proporciona aos trabalhadores a segurança de que poderão desfrutar dos
benefícios da redução da jornada sem sacrificar seus rendimentos.
Perspectivas para o salário mínimo em 2024
A medida que autoriza a redução da jornada de trabalho sem diminuição
salarial vem acompanhada de perspectivas animadoras para o salário
mínimo em 2024. O presidente Lula, em período eleitoral, comprometeu-se a
aumentar anualmente o piso salarial até o final de seu mandato em
dezembro de 2026. A expectativa é que o salário mínimo seja ampliado,
proporcionando um aumento estimado de R$ 101.
Se confirmado, o salário mínimo para 2024 poderá atingir a marca de
R$ 1.421, considerando o atual valor de R$ 1.320. Essa iniciativa visa
não apenas manter o poder de compra dos trabalhadores, mas também
promover uma melhoria significativa na qualidade de vida, refletindo em
um cenário econômico mais equilibrado e justo.
Trâmites para a ampliação do salário mínimo
A ampliação do salário mínimo em 2024 depende da aprovação da Lei
Orçamentária Anual pelo Senado Federal. Essa etapa é crucial para
permitir que os estados brasileiros acessem um novo piso salarial,
beneficiando os trabalhadores formais em todo o país. A proposta visa
fortalecer o sustento daqueles que exercem suas profissões formalmente,
contribuindo para uma distribuição mais equitativa da renda.
Impactos da medida na qualidade de vida
A redução da jornada de trabalho aliada à possível ampliação do
salário mínimo tem o potencial de melhorar significativamente a
qualidade de vida dos trabalhadores formais. Essa combinação oferece não
apenas mais tempo livre para atividades pessoais, familiares e de
lazer, mas também uma remuneração mais justa, alinhada com as
necessidades e custos da vida contemporânea.
No esforço de ampliar as ferramentas jurídicas para combater o
desmatamento, o Executivo brasileiro lançou uma nova regra que proíbe
órgãos das diversas esferas da administração pública de contratar
pessoas ou empresas que estejam na lista de inidôneos por grave infração
ambiental.
A relação de delitos que entram nessa nova regra foi feita com base
em outra lei, que dispõe sobre punições a quem agride o meio ambiente.
Entre as infrações estão queimadas ilegais, incêndios ou desmatamentos em
áreas superiores a mil hectares; elaboração ou fornecimento de
documento falso que resulte em significativo dano ambiental; e
maus-tratos de cães e gatos, quando houver a morte do animal.
A empresa ou pessoa que cometer um desses delitos poderá ser
declarada inidônea perante a administração pública e, com isso, ficando
proibida de participar de licitações e compras realizadas por órgãos
federais pelo período de três a seis anos. Além disso, se entrarem para a
lista de inidôneos, estes também não poderão fechar negócios com
governos estaduais e prefeituras.
“Quem comete esses ilícitos não pode criar a expectativa de firmar um
contrato com o poder público. Nós temos trabalhado para utilizar todos
os instrumentos disponíveis no combate a infrações ambientais graves”,
afirmou a advogada da União Maria Helena Pedroza.
Pedroza ressalta que, no processo de declaração de inidoneidade, é
assegurado o respeito ao contraditório e amplo direito de defesa. E essa
classificação é anulada se ficar provado que a infração não ocorreu ou
que foi cometida por terceiros.
Punições penais, administrativas e cíveis
Por outro lado, o impedimento de firmar contratos com a administração
pública não livra o infrator ambiental de outras punições no âmbito
penal, administrativo e cível. “No nosso dia a dia, quando vamos
contratar alguma pessoa ou empresa, nós sempre procuramos saber sua
história, entender algumas referências, para então tomar nossa decisão.
Na administração pública, também funciona mais ou menos assim”, comparou
a advogada da União.
Plenário do STF retoma o julgamento de ações sobre prisão em segunda instância. Luiz Fux e Dias Toffoli.
Nove anos após o início da Lava Jato, a força-tarefa – que chegou a
ser considerada a maior cerca a políticos suspeitos de desvios de
recursos públicos da história – acumula derrotas nos tribunais
superiores do País.
Nesta terça-feira, 19, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal
Federal (STF), determinou a nulidade absoluta de todos os atos
praticados em processos da Operação Lava Jato contra o ex-governador do
Paraná Beto Richa (PSDB), atualmente deputado federal. Outros nomes
denunciados também foram absolvidos ou tiveram condenações anuladas no
decorrer de 2023: o ex-ministro José Dirceu, os ex-governadores do Rio
Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral, o ex-presidente da Câmara Eduardo
Cunha e o ex-deputado federal André Vargas.
O ex-ministro José Dirceu, que comandou a Casa Civil no primeiro
mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi absolvido no início
de dezembro em uma ação penal da Operação Lava Jato que se arrastava
desde 2017. Ele foi acusado pela força-tarefa de lavar dinheiro de
propina das empreiteiras UTC e Engevix.
A decisão foi tomada pelo juiz federal Fábio Nunes de Martino, que
assumiu a 13.ª Vara Federal de Curitiba. Ele concluiu que o Ministério
Público Federal errou na tipificação dos crimes. Para o magistrado, o
que os procuradores apontam como lavagem de dinheiro é, na verdade,
corrupção.
Martino assumiu em novembro a titularidade da 13.ª Vara Criminal,
base e origem da Lava Jato, que foi conduzida no auge pelo ex-juiz
Sergio Moro, hoje senador (União-PR). Dessa forma, ele Martino se tornou
responsável pelo que restou da Lava Jato, extinta em meio a acusações
de excessos. Uma das ações remanescentes era essa contra Dirceu.
Luiz Fernando Pezão
A Justiça Federal no Rio de Janeiro reformou, em abril, a sentença do
juiz federal Marcelo Bretas e absolveu o ex-governador do Rio de
Janeiro Luiz Fernando Pezão das acusações de corrupção ativa e passiva,
lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa decorrentes
da versão fluminense da Lava Jato.
Bretas, que está afastado do cargo de juiz da 7ª Vara Federal
Criminal do Rio por decisão do Conselho Nacional de Justiça, condenou
Pezão a 99 anos de prisão por esses crimes, em 2021. A defesa do
ex-governador recorreu e o Tribunal Regional Federal da 2ª Região
(TRF-2) aceitou os argumentos e reformou a decisão, livrando Pezão das
acusações.
Sérgio Cabral
Símbolo da Lava Jato no Rio, o também ex-governador do Rio Sérgio
Cabral, que chegou a ser condenado a mais de 400 anos de prisão por
casos de corrupção, se livrou de uma das acusações em março deste ano.
Ele foi absolvido em um processo em que era acusado de receber propina
de empreiteiras por irregularidades em licitações.
Na sentença, a juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, da 4ª Vara da
Fazenda Pública do Rio, apontou ausência de provas e “atuação tímida do
Ministério Público no caso”.
André Vargas
Em outro dos revezes do ex-juiz federal Sérgio Moro e da Lava Jato, a
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou,em setembro, uma
condenação imposta ao ex-deputado federal André Vargas, um dos primeiros
sentenciados no bojo da Operação.
O colegiado, com a relatoria do ministro Cristiano Zanin, estendeu os
efeitos de um decisão anterior da Corte máxima e reconheceu a
incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para atuar no caso em que
Vargas foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por usar sua
influência como deputado para atuar em contratos no âmbito da Caixa
Econômica Federal.
Vargas foi preso em abril de 2015, condenado a penas que somadas
chegam a 15 anos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de
dinheiro.
Eduardo Cunha
Em maio, a Segunda Turma do STF decidiu, por três votos a dois,
anular uma das condenações do ex-presidente da Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha na Operação Lava Jato, após ver incompetência da Justiça
Federal para julgar o processo. A sentença derrubada pela Corte máxima
havia imposto 15 anos e onze meses de prisão de prisão a Cunha, por
corrupção e lavagem de dinheiro.
A ação que agora foi enviada para a Justiça Eleitoral era a última
que tramitava na Justiça Federal, no bojo da Lava Jato, contra Cunha.
Agora cabe aos juízes eleitorais analisarem as acusações que pesam
contra o ex-presidente da Câmara por delitos conexos à esfera eleitoral.
É uma grande parte da política “nós” contra “eles” e um pouco de avanço tecnológico.
A indústria de PCs mudou em primeiro lugar, com o DVI (Digital Visual Interface),
o primeiro substituto convencional para o VGA na indústria e uma forma
de transição. Os cabos DVI podem transportar o sinal analógico, com um
sinal mais limpo que o VGA, e eles podem transportar o sinal digital. O
DVI foi introduzido em 1999. O link único DVI suporta taxas de dados de
vídeo de 3,96 Gb/s, enquanto o link duplo pode suportar até 7,92 Gb/s.
A HDMI (interface multimídia de alta definição) foi
estabelecida a partir de 2002 como um formato da indústria de
eletrônicos de consumo projetado intencionalmente para ser compatível
com o DVI. Não se limitava à compatibilidade com DVI desde o início,
suportando formatos de cores padrão de vídeo além de RGB. Durante anos, a
indústria de computadores não mostrou interesse na interface HDMI. No
entanto, ao longo desses anos, a interface HDMI foi aprimorada para 1,3
(8,16 Gb/s de link único), 2,0 (14,4 Gb/s) e 2,1 (42,6 Gb/s), com cores
profundas, suporte a 4K e 8K, etc.
Em 2010, pouco depois da introdução do HDMI 1.4, vários fabricantes
líderes, incluindo Intel e AMD, anunciaram que não estavam planejando
oferecer suporte ao DVI no ano de 2013, mas se concentraram no HDMI
(para conectividade de TV) e no DisplayPort (para suporte do monitor
principal).
Em 2006, o grupo VESA divulgou as especificações iniciais do
DisplayPort, suportando taxas de dados de 8,64 Gb/s. Embora inicialmente
fosse um pouco mais rápido que o DVI e correspondesse ao HDMI, a
principal vantagem do DisplayPort é que, em vez de ser um fluxo de vídeo
digital, é uma tecnologia baseada em pacotes. A tecnologia de pacotes
torna o DisplayPort extensível, usado no DisplayPort 1.2 para oferecer
suporte a vários monitores em um único DisplayPort. O DisplayPort 1.3 /
1.4 oferece uma taxa de dados de 25,92 Gb/s, além de incluir várias
melhorias no HDMI, como Rec. Suporte ao espaço de cores 2020.
Basicamente, o DisplayPort suporta as necessidades da indústria de
computadores. Também é suportado com um modo alternativo de
especificação completa no Thunderbolt 2.0 e no conector Tipo-C (USB,
Thunderbolt 3.0), enquanto o HDMI no Tipo-C é suportado apenas no HDMI
1.4. Essa é novamente a realidade de que o DisplayPort é uma
especificação nativa da indústria de computadores, enquanto o HDMI é
gerenciado com base nas prioridades da CE.
O ponto principal do HDMI continua sendo a compatibilidade do
computador com as televisões. Mas é bastante simples – e barato –
conduzir uma entrada HDMI de um dispositivo de ponte DisplayPort para
HDMI.
E, finalmente, existem royalties a serem pagos pelas portas HDMI, o
logotipo HDMI etc. O DisplayPort é isento de royalties. Isso pode não
parecer grande coisa, mas o pessoal da indústria de PCs, talvez
estragado por anos de desenvolvimento da Intel e depois de apenas
distribuí-las, realmente não gosta muito de pagar royalties. A Apple
conseguiu praticamente matar o IEEE1394 (também conhecido como Firewire –
embora “Firewire” seja uma marca comercial da Apple, que também não
ajudou em nada), pedindo US $1,00 por porta quando foi lançado.
Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver,
gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma
consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do
mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados
satisfatórios para o seu negócio.
Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.
Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?
Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada
para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui
profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem
potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto
resulta em mais vendas.
Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?
A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu
projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas
considerações importantes:
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e
a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos
smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia
digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo
o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é
colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e
de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso
proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores
que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por
meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce,
os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles
funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os
consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo
ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas
encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus
produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa
que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em
2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas
vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver
seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do
nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a
visibilidade da sua marca.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode
moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é
colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn
possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o
seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
O
vice-presidente eleito e coordenador da Transição, Geraldo Alckmin,
apresentou em coletiva nomes que comporão os grupos técnicos da
transição
BRASÍLIA – Um caderno universitário de 200 folhas, ao lado de
relatórios, programas de governo e um gráfico sobre o declínio da
produtividade no Brasil, dos anos 70 até 2019, desperta interesse no
Bloco J da Esplanada dos Ministérios. O que mais chama a atenção na
gabinete do 6.º andar, porém, não é propriamente o conteúdo daquelas
páginas – presas na lateral por um feixe de mola –, mas, sim, a sua
capa, decorada com a inscrição SFC.
“O futuro a Deus pertence”, disse ele ao Estadão, no domingo, 17, apressado para ir ao encontro do presidente do PSB, Carlos Siqueira,
numa padaria de Brasília. Mas, antes de entrar no elevador, voltou para
dar um diagnóstico. “Há dois ansiosos na vida: os políticos e as
jor-na-lis-tas”, emendou, como se separasse as sílabas.
Sem querer tratar de 2026, Alckmin já começou a planejar como será 2024. Na capital paulista, promete subir no palanque deTabata Amaral (PSB) à Prefeitura, mas, para fazer um aceno à esquerda, chama Guilherme Boulos(PSOL), o candidato do PSOL apoiado pelo PT, de “companheiro Boulos”.
Além disso, ele também providenciou outro caderno de 200 folhas, com o
mesmo brasão do SFC, para acompanhá-lo no ano eleitoral. O surrado
exemplar, usado desde janeiro, quase não tem espaço para as últimas
anotações.
Programas que serão lançados em breve, como plano indústria e Mover, e
a meta de reduzir de oito para dois anos, até 2026, o tempo de decisão
sobre pedidos de marcas e patentes também ocupam lugar de destaque no
caderno. Existe, ainda, uma penca de problemas a resolver, como o
impacto da importação do leite na produção nacional.
Diante de tantas informações é preciso um método de trabalho. “Eu
sempre faço uma recapitulação dos assuntos, daquilo que tenho de ver na
semana, porque senão a coisa importante fica para trás”, contou o
vice-presidente, que às vezes substitui o almoço por paçocas. “Depois de
um mês, olho o que escrevi de novo, para não escapar nada.”
Nem mesmo a debacle futebolística prevista pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira,
foi suficiente para convencer Alckmin a comprar um caderno com outra
capa. Na primeira vez que o visitou no ministério, no início deste ano,
Teixeira não conteve a curiosidade. “Por que o senhor usa esse
cadernão?”, disparou.
Ao ouvir que ele anotava ali tudo o que considerava relevante, para
memorizar melhor, o ministro aproveitou a deixa. “O perigo é esse
caderno cair…”, provocou Teixeira, corintiano roxo.
De ‘picolé de chuchu’ a ‘guerreiro do povo brasileiro’
Adversário do PT até formar a inusitada dobradinha com Lula,
em 2022, Alckmin surpreendeu seus antigos parceiros ao virar a chave
política. Saiu do PSDB após 33 anos de filiação e uma temporada de
embates nas fileiras tucanas, aposentou o apelido de “picolé de chuchu” e
se transformou em um showman nas redes sociais.
Agora, o homem que já assumiu 11 vezes a Presidência da República –
sem nunca sentar na cadeira ocupada por Lula – apela até mesmo para o
“latinório” em sua incursão pelo ciberespaço. “Fui coroinha no tempo do
latim”, lembra. “E quem me elegeu foram os jovens. Com 24 anos, fui
prefeito de Pindamonhangaba, pelo Manda Brasa, MDB. Só que o tempo
passa, né?”
Médico anestesista, o Dr. Geraldo que aparece nas plataformas
digitais gosta de encaixar um princípio da medicina nas conversas,
principalmente quando fala sobre o desafio do Brasil para 2024.
“Sublata causa, tollitur effectus (Suprima a causa que o efeito cessa)”, receita o vice, para quem a reforma tributária vai
reduzir o custo Brasil e ajudar a enfrentar as causas da baixa
produtividade. No ministério comandado pelo ex-governador de São Paulo, a
palavra de ordem para gerar emprego e renda é “neoindustrialização”.
Por falar em “neo”, a metamorfose de Alckmin começou antes mesmo da
posse, com suas meias coloridas, salpicadas de flamingos, petit pois e
listras. Prosseguiu em seus “diálogos” nos balões de história em
quadrinhos com personagens como Harry Potter, Hulk e até Carmen Miranda.
É naquele mundo virtual que ele tenta “traduzir” temas áridos da
economia e fazer propaganda do governo para o público jovem.
“Dr. Geraldo, que ano!”, exclama Paul McCartney numa montagem postada
pelo vice, no último dia 18. “Sir Paul, o melhor está por vir. A música
não para!”, avisa Alckmin, como se fosse um DJ mexendo nos botões de
uma mesa de som.
No Congresso, porém, até parlamentares de partidos aliados do governo
dizem que o vice atua numa espécie de campo minado, sem se posicionar
sobre determinados temas para não se indispor com Lula nem com o PT.
“Ele parece que está sempre pisando em ovos: não é arestoso nem espinhento”, definiu o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). “Mas o lado ‘picolé de chuchu’ dele ajuda e, com esse jeito afável, conquistou o pessoal da esquerda.”
A discrição de Alckmin guarda semelhança com a do autor da frase
“Tudo pode acontecer, inclusive nada”, que marcou a transição da
ditadura militar para a Nova República. “O estilo do Alckmin é o mesmo
daquele de Marco Maciel”, resumiu o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), numa referência ao vice de Fernando Henrique Cardoso nos dois mandatos.
Alckmin é a favor, por exemplo, da divisão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Mas, desde que o tema virou uma queda de braço dentro do governo, na esteira da indicação do ministro Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), preferiu aguardar a decisão do presidente.
A todos com quem conversa, Alckmin é só elogios a Lula e diz que ele
tem arbitrado com eficiência as diferenças de opinião na equipe. “É bom
não ter pensamento único”, avalia. Seus amigos na Esplanada são o
ministro do Empreendedorismo, Márcio França – que foi vice quando ele era governador –, e o titular da Fazenda, Fernando Haddad.
Na noite de 8 de dezembro, Alckmin foi o convidado de honra da
Conferência Eleitoral do PT, em Brasília. Sentou-se numa poltrona
branca, perto de Lula e da presidente do partido, Gleisi Hoffmann.
Os termômetros marcavam 32 graus quando terminou o ato político.
Cercado por petistas, o vice passou meia hora tirando selfie – ou
retrato, como costuma dizer – com os novos companheiros. Foi chamado ali
de “guerreiro do povo brasileiro”.
O auditório onde ocorreu a Conferência do PT leva justamente o nome
de Ulysses Guimarães, deputado do MDB que presidiu a Assembleia
Constituinte e sempre é citado por Alckmin para explicar sua aproximação
com Lula.
“Doutor Ulysses dizia: ‘Não se faz política com o fígado, guardando o
ressentimento na geladeira. A Pátria não é capanga de idiossincrasias
pessoais’”, afirmou o vice ao Estadão.
Sem esconder a ironia, Alckmin sempre se refere a Jair Bolsonaro como
“éx-presidente”, pronunciando o “e” como se tivesse acento agudo. “O
‘éx’-presidente chegou ao cúmulo de baixar B-13 para B-10?, criticou
ele, ao mencionar decisão de 2021 do governo Bolsonaro para reduzir o
porcentual de mistura obrigatória do biodiesel no óleo diesel.
Hoje em dia, um dos assuntos favoritos de Alckmin é o hidrogênio
verde. “Você sabia que nós respiramos 16 vezes por minuto?”, indagou o
ministro da Indústria e Comércio, puxando e soltando o ar, pausadamente.
“Então, todo ser humano, 16 vezes por minuto, está consumindo oxigênio e
pondo gás carbônico no ar”. E concluiu: “Opa, precisamos
descarbonizar!”
A explicação foi dada por ele, um ex-professor de Química Orgânica,
ao lançar a pedra fundamental dos projetos de usinas de amônia e
hidrogênio verde em Parnaíba (PI), no último dia 15.
Nos bastidores do Planalto há quem diga que Alckmin pode substituir o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro,
na reforma da equipe planejada por Lula. Questionado, Múcio abriu um
sorriso. “É um homem experiente, respeitado. As Forças Armadas estariam
com um excelente ministro. Melhor, impossível”, elogiou.
Se depender do “cotado”, no entanto, ele fica onde está, contando os seus “causos” e fazendo pegadinhas.
“Qual é o lugar mais bonito do Equador?”, perguntou o vice a
repórteres, em 21 de novembro, após prestigiar o lançamento do livro Uma Cidade na Luta pela Vida, de autoria do prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT).
Em seguida, ele mesmo deu uma dica. “Ilha de Ga, ilha de Ga, ilha de
Ga…”, insistiu. Como ninguém respondeu, teve de completar sozinho: “Ilha
de Galápagos”.
Galápagos entrou naquela conversa porque Alckmin falava do Equador,
confirmando que iria participar dois dias depois, em 23 de novembro, da
posse do presidente Daniel Noboa, a pedido de Lula.
A pergunta que sempre incomodou o candidato
Antes, ao citar suas duas derrotas em campanhas presidenciais – a
mais dolorida foi em 2018, quando amargou o quarto lugar e o pior
desempenho da história do PSDB –, revelou aos jornalistas que tinha o
sonho de ser repórter. O motivo? “Eu queria fazer uma pergunta ao
candidato: por que não decola?”, brincou.
Lu Alckmin diz
que o marido sempre foi assim. “Sou casada com ele há mais de 43 anos e
vivo pedindo: ‘Conta aquela piada do papagaio. Agora, conta aquela
outra…’. Adoro. Se eu for contar, ninguém dá risada. Mas ele sabe
contar”.
Foi da segunda-dama da República a ideia de vestir Alckmin com meias
divertidas. “A Lu é modernosa”, descreveu o vice. “Ele é todo sério.
Então, pelo menos a meia é diferente…”, justificou ela.
Uma dessas peças foi parar nos pés da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
É que, em junho, Alckmin havia dado de presente para Lula dois pares de
meia: um com o boi-bumbá Garantido e outro com o Caprichoso.
Como a dupla participa de uma ferrenha disputa no Festival Folclórico
de Parintins (AM), Lula não quis tomar partido. Janja, porém, seguiu o
conselho de Alckmin e usou um pé do Garantido e outro, do Caprichoso.
No governo, Alckmin também se equilibra com um pé aqui e outro lá:
entre o ministério e a vice-presidência; entre o PT e seus antigos
eleitores tucanos, mais conservadores; entre o hidrogênio verde e o
agronegócio. Despacha até sábado e domingo de manhã, com pausa para
café, muitas vezes na rodoviária de Brasília.
“É bom e barato”, recomenda. Foi lá que ele levou o economista Jânio
Quadros Neto para tomar um cafezinho no dia 7 de novembro, quando
completou 71 anos. Mas a lista de preferências de Alckmin não se resume à
rodoviária e, vez ou outra, inclui padarias com sotaque francês. “Só
que aí quem convida é que paga, né?”, explica.
Se Israel é ou não a “luz das nações”, como diz a Bíblia, ao
menos está ajudando a lançar luz em uma zona densamente obscurecida da
cultura moderna: a liberdade de expressão nas universidades,
especialmente nas norte-americanas, epicentro de uma epidemia de
intolerância e segregação que se alastra pelo ambiente acadêmico das
nações democráticas, e de lá para suas instituições e corporações.
Após uma onda de virulentos protestos antissemistas e pró-jihadistas
nos campi americanos, as presidentes de Harvard, MIT e Pensilvânia –
três das oito universidades do clube de elite da Ivy League – foram
convocadas a depor no Congresso. Perguntadas se conclamar o genocídio de
judeus é permitido por seus códigos de conduta, as três responderam:
depende do contexto.
A resposta está em linha com o direito americano. Por mais incômodo
que seja a muitas pessoas, a liberdade de expressão nos EUA é um direito
quase absoluto. Ao contrário de várias outras democracias, “discursos
de ódio” são protegidos pela Constituição. As exceções não só dependem
do contexto, como este contexto é extremamente limitado: apenas se o
discurso em questão for “dirigido a incitar ou produzir uma ação
iminentemente ilegal” ou se representar um “perigo claro e imediato”,
como gritar “fogo!” no cinema. Isso vale até para o pior dos crimes: o
genocídio. Num caso clássico, a Suprema Corte autorizou passeatas
neonazista.
Universidades públicas não podem se desviar dos parâmetros
maximalistas da Constituição. As privadas podem estabelecer seus códigos
de conduta. O problema é que, dada a hiper-representação de esquerda
nos quadros universitários, esses códigos têm sido empregados para
reprimir dissidências da ortodoxia progressista.
Nove em dez acadêmicos americanos são de esquerda. Nas faculdades de
humanas a desproporção é muito maior. A maioria dos alunos também é
progressista.
Poucas coisas contribuíram mais para a associação nos EUA do termo liberal ao
progressismo que os protestos estudantis pela liberdade de expressão
nos anos 70. Hoje é o inverso. Esquerdistas iliberais exigem das
diretorias cursos compulsórios de teorias identitárias, a exclusão do
currículo de livros que supostamente ferem sensibilidades de minorias, a
seleção de alunos condicionada a confissões de fé no credo da
“Diversidade e Inclusão” e a contratação de professores não brancos ou
homossexuais. Discursos ofensivos ou só incômodos são equiparados à
“violência”. Essa cultura tóxica não só está asfixiando a livre
investigação, como está gestando jovens autoritários e paranoicos.
Transtornos de ansiedade e depressão estão escalando na Geração Z.
Qualquer discordância dos dogmas sacramentados pelos cardeais das
teorias críticas de raça, gênero e sexualidade é anatematizada como
“racismo”, “misoginia” ou “homofobia”. De 250 universidades avaliadas
pela Fundação para os Direitos Individuais e de Expressão, Harvard e
Pensilvânia foram consideradas as mais hostis à liberdade de expressão,
com base em casos de palestras canceladas e professores castigados ou
expulsos.
A prevaricação das presidentes das universidades da Ivy League no
Congresso expôs sua hipocrisia e seu padrão de dois pesos e duas
medidas. Se um discurso contraria o mandarinato progressista (digamos,
criticando critérios de seleção raciais, afirmando que o sexo é binário
ou, pior, errando um pronome), deve ser imediatamente combatido, mas se
pede o extermínio de “brancos”, “opressores” e “colonizadores”, que é
como os fanáticos entendem os israelenses, então a liberdade de
expressão passa a ser absoluta.
A cultura do cancelamento é o cancelamento da cultura, ao menos da
cultura democrática, alicerçada no pluralismo de ideias e dinamizada
pelo livre debate. As universidades deveriam ser os santuários desses
princípios e laboratórios para experimentá-los até seus limites. Mas se
tornaram o oposto. Que nas usinas do autoritarismo da “nova esquerda”
tenha se instalado uma controvérsia sobre a politização acadêmica é um
sinal dos tempos de que a sociedade talvez esteja madura para superar a
cultura do cancelamento.
Durante meu PhD na University of Southern California (USC) tive a
oportunidade de ter sido monitora (teaching assistant) em cursos da
graduação de um dos maiores especialistas em Happiness Economics no
mundo, Richard Easterlin. Seus ensinamentos foram, e continuam sendo,
fundamentais para mim. Easterlin está próximo de completar 100 anos e em
2021 lançou seu último livro sobre happiness. Neste período de festas
achei que caberia abordar felicidade e economia e, assim, sintetizo suas
opiniões mais importantes expressas nesta obra mais recente, An
Economist’s Lessons on Happiness.
Easterlin explica que economia é sobre bem-estar. No século
19, quando a teoria econômica foi criada, a relevância de happiness não
era um ponto. Happiness estava no centro da nova disciplina. E o
bem-estar das pessoas era a preocupação primordial da nova ciência. Economistas
da escola clássica como David Ricardo (1772-1823), James Mill
(1773-1836), seu filho primogênito, John Stuart Mill (1806-1873), e
Jeremy Bentham (1748-1832) mostraram que as ações estão corretas quando
promovem felicidade. E erradas quando produzem o inverso.
O grande desvio de rota ocorreu no início do século 20. Happiness foi descartada sumariamente, e levou junto o ser humano. O
foco prioritário passou a ser a produção, a distribuição e o consumo de
bens. As pessoas passaram a ser reduzidas a ‘fatores de produção’. O
bem-estar, se mencionado, era simplesmente assumido com a oferta per
capita de bens. Foi assim até o começo deste milênio, quando emergiu a
Economia da Felicidade (The Economics of Happiness), com métricas e
medidas de felicidade.
O mais recente livro de Easterlin é escrito como uma série de
perguntas e respostas e sintetiza um dos cursos que ele ainda oferece a
alunos da graduação. O livro tem 16 capítulos curtos agrupados em quatro
partes. A Parte 1 concentra-se na pergunta “Como posso aumentar minha
felicidade?” A Parte 2 aborda a questão “O governo pode aumentar a
felicidade das pessoas? E, se assim for, deveria tentar aumentar a
felicidade?” A Parte 3 aborda uma série de questões auxiliares
relacionadas à felicidade, enquanto a Parte 4 coloca o tópico em um
contexto histórico.Há duas grandes mensagens no livro. Uma abrange o
estudo da economia; a outra diz respeito aos principais determinantes da
felicidade para as pessoas. A primeira mensagem central é que a
economia é — ou deveria ser — sobre “as pessoas e o seu bem-estar”.
De modo análogo a Bentham, Mill, Francis Y. Edgeworth (1845-1926) e
outros economistas clássicos, a economia de Easterlin trata a
“utilidade” das pessoas, o seu prazer e a sua dor. Ao realizar análises
sobre o tema, é legítimo confiar na medida subjetiva de qualquer pessoa
sobre seu próprio bem-estar. Essa abordagem contrasta com o que foi a
economia ao longo do século 20, em que se concentrava na tomada de
decisões das pessoas com base nas escolhas observadas (suas
preferências). A segunda mensagem central do livro é que a
felicidade das pessoas é determinada por três principais fatores:
preocupações econômicas, circunstâncias familiares e saúde.
Easterlin mostra que eles são fundamentais em qualquer cultura e país. É
um insight importante quando consideramos o bem-estar em face às
políticas públicas, tanto entre países como dentro de sociedades
multiculturais.
Easterlin enfatiza as comparações inter e intrapessoal. E criou o
chamado Easterlin Paradox — pelo qual explica que rendimentos elevados
têm correlação positiva com felicidade, mas, a longo prazo, tal
correlação não é mantida. Além disso, mostrou que a média do nível de
felicidade reportada não acompanhava estritamente o aumento do
rendimento nacional per capita, pelo menos para países com rendimentos
suficientes para satisfazer necessidades básicas. Da mesma
forma, embora o rendimento per capita tenha aumentado constantemente nos
Estados Unidos entre 1946 e 1970, a média da felicidade reportada não
apresentou nenhuma tendência de longo prazo e declinou entre 1960 e
1970.
Outro aspecto interessante é a discussão do psicólogo Hadley Cantril
(1906-1969) e a sua Escala, composta pela figura de uma escada de dez
degraus (com 11 números, de zero a dez). A obra é rica em exemplos, e
cada leitor irá tirar suas próprias conclusões. O livro de Easterlin é o
presente ideal para todos que querem entender um pouco mais a nova área
e saber como e por que Richard Easterlin teve uma vida dedicada a
fundar e expandir esse novo ramo da economia. Que todos sejamos mais
felizes em 2024!
*VITORIA SADDI é estrategista da SM Futures. Dirigiu a
mesa de derivativos do JP Morgan e foi economista-chefe do Roubini
Global Economics, Citibank, Salomon Brothers e Queluz Asset, em Londres,
Nova York e São Paulo. Também foi professora na California State
University, na University of Southern California e no Insper. É PhD em
economia pela University of Southern California.
Plenário
da Câmara dos Deputados durante sessão solene do Congresso Nacional
destinada a dar posse ao presidente e ao vice-presidente da República.
Mesa (E/D):
1º secretário da Mesa do Congresso, deputado Luciano Bivar (União-PE);
presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL);
presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva em discurso;
presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Empoderado na relação com o Executivo, o Congresso mais conservador
da história se voltou para a agenda econômica e procurou afastar-se da
polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no seu primeiro ano. Mesmo com uma
Casa composta majoritariamente por integrantes que se definem como
conservadores e com o clima acirrado na maior parte do tempo, o que
garantiu muitos cliques nas redes sociais, propostas ideológicas não
dominaram a agenda nem prosperaram.
Foi nesse caminho que o Legislativo conseguiu aprovar a primeira
reforma tributária após a redemocratização. Lula retomou a política do
toma lá, dá cá implementada nas gestões petistas e entregou ministérios
com “porteira fechada” ao Centrão, dando liberdade ao partido do
ministro para nomear todos os cargos na pasta, além de liberar R$ 32,7
bilhões em emendas para garantir aprovações relevantes. A fórmula foi a
saída para um governo que não fez maioria no Congresso.
“Podemos entender este ano assim: o governo enfrentou dificuldades,
teve que ceder e negociar muito mais do que imaginava para aprovar suas
pautas principais”, resume Mendonça Filho (União-PE), que foi ministro
da Educação de Michel Temer, governador de Pernambuco e exerce o quarto
mandato de deputado. A votação de matérias econômicas, segundo ele, se
deu nesse contexto porque são temas que fogem do debate ideológico.
“Quando você vem com matérias de cunho econômico diminui muito o poder
de influência do governo”, afirma.
Conquista
A maior conquista do Congresso ocorreu em 15 de dezembro, quando a
Casa enfim aprovou a Proposta de Emenda à Constituição da reforma
tributária, em primeiro turno. A cerimônia de promulgação, no dia 20,
foi praticamente o ato de encerramento das atividades de todos os
Poderes no ano.
Além dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado,
Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís
Roberto Barroso, Lula e ministros estiveram na solenidade, no plenário
da Câmara e marcada por uma confusão entre deputados de oposição e o
vice-presidente do PT, Washington Quaquá, que esbofeteou um parlamentar
no rosto. Tudo postado nas redes sociais.
Lira foi um dos principais patrocinadores da aprovação da reforma,
após ter ajudado a paralisá-la no governo Bolsonaro. O ex-presidente foi
contra a reforma aprovada e Lula pouco falou sobre ela na tramitação. A
estratégia do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de lideranças do
Legislativo foi carimbar a reforma com uma “pauta do País, e não de
governo”.
“Acho que o governo conseguiu, desde a PEC da Transição, arcabouço e
reforma tributária, traçar todo o sustentáculo de responsabilidade
fiscal para o Brasil. Foi um primeiro ano extremamente positivo”,
comemora o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
A articulação com o PP, União Brasil, PSD, Republicanos e MDB, todos
acolhidos em ministérios, assegurou as principais conquistas para Lula,
mas também acendeu os principais alertas.
Esse grupo aprovou a reforma tributária e o arcabouço fiscal, mas
derrubou vetos de Lula à desoneração da folha salarial e ao marco
temporal – pelo qual uma terra indígena só poderia ser demarcada com a
comprovação de que os indígenas estavam no local requerido na data da
promulgação da Constituição, de 1988. Também contrariou o PT na
segurança pública.
“O Congresso foi indispensável para a reconstrução nacional. O
governo teve reveses do ponto de vista político, como no caso do marco
temporal. Mas isso não atrapalhou o curso das medidas que consideramos
indispensáveis para a reconstrução nacional”, avalia Randolfe Rodrigues
(AP), líder do governo no Congresso Nacional.
Recado
No diagnóstico da oposição, o Congresso deu o recado de que não irá
aceitar pautas “esquerdistas”. “O papel exercido pelo Parlamento foi
positivo. Ele serviu de freio a pautas que seguiriam caminho contrário
ao pensamento do Parlamento”, disse Marcos Rogério (PL-RO), relator do
marco temporal.
Ao longo do ano – sobretudo no começo do primeiro semestre – o
Centrão reclamou da articulação do governo, do diálogo com ministros
como Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa
Civil) e da falta de distribuição em cargos em estatais e autarquias, o
que levou a derrotas e acendeu o alerta no Planalto.
É a primeira vez que Lula enfrentava uma oposição barulhenta,
constituída majoritariamente por bolsonaristas. O primeiro pedido de
impeachment do presidente já foi protocolado no dia 26 de janeiro –
antes mesmo dos novos deputados terem sido empossados na Câmara – por um
deputado do PL, Ubiratan Sanderson (RS). Ele pedia o afastamento de
Lula por declarar que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff
teria sido um “golpe”.
Rafael Cortez, analista político e sócio da Tendências Consultoria,
diz acreditar que o impeachment de Dilma, em 2016, ainda repercute no PT
e causa preocupações no partido para não repetir o passado. “Há hoje,
no PT, um senso de urgência, uma insegurança em relação a cenários de um
poder mais dividido, que resultou no impeachment de Dilma”, diz.
Como resultado, analisa Cortez, o PT acaba tendo que assumir mais
custos para aprovar projetos próprios ou apoiar propostas mais à
esquerda. “A vida da esquerda é mais difícil nesse sistema dividido, em
que os presidentes das Casas legislativas não necessariamente são
aliados do chefe do Executivo. Isso gera um custo maior”, afirma.
Uma análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(DIAP) define o atual Congresso como conservador, em relação aos
valores; liberal, em relação à economia; fiscalista, do ponto de vista
de gestão; e potencialmente refratário aos direitos humanos e ao meio
ambiente. Segundo o Diap, são 332 deputados de direita ou
centro-direita, o equivalente a 64% da composição da Casa. No Senado, o
porcentual chega a 69%, com 56 senadores desse perfil.
Falta de apoio em maio escancarou o risco de um novo impeachment
O mês de maio foi um dos mais dramáticos no Congresso em 2023 para o
governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Logo no dia 3, a Câmara aprovou,
por 295 a 136, um projeto de decreto legislativo (PDL) que derrubou
parte dos decretos que alteravam as regras de saneamento, editados em
abril por Lula.
O placar mostrou ao governo a falta de apoio no Parlamento e o risco
de ver um processo de impeachment prosperar. Para isso, são necessários
342 votos, 50 a mais do que o registrado na votação do saneamento.
“Essas derrotas foram alertando o governo e acendendo a luz amarela para
melhorar essa interlocução”, diz o deputado Marangoni (União-SP).
Ele foi o relator da Medida Provisória (MP) que recriou o Minha Casa,
Minha Vida e, àquele período, tinha queixas de diálogo, em especial,
com Rui Costa, ministro da Casa Civil. “Vejo que foi o ano de ajuste
dessa nova legislatura frente a essa nova realidade de governo.” A
partir disso, Lula faria novas acomodações em ministérios, acolhendo
indicações do Centrão, e usaria o repasse de emendas dias antes de
votações importantes para assegurar adesões.
Sunshine
2007
Real : Danny Boyle
Cillian Murphy
COLLECTION CHRISTOPHEL
Sunshine – Alerta Solar Trailer OriginalDesativar mudo
Em 2007, o gênero de ficção científica era dominado por séries de TV que migraram para o cinema, como Jornada nas Estrelas: Nêmesis e o subestimado Serenity.
Mas então veio o diretor de Quem Quer Ser um Milionário?, Danny Boyle,
e entregou uma história que ninguém tinha feito nas telonas. Um serial
killer está atacando uma nave espacial – e o sol cruelmente lindo é
onipresente no fundo. Um thriller psicológico de ficção científica tão
bom quanto impiedoso chamado Sunshine: Alerta Solar.
Sobre o que é Sunshine: Alerta Solar?
50 anos no futuro: o sol está morrendo, a Terra já sofre os efeitos
do inverno eterno. A primeira tentativa de reiniciar o motor solar com
uma enorme explosão nuclear falhou. Não há vestígios da nave Icarus I e
sua tripulação. Agora, sob a liderança de Kaneda (Hiroyuki Sanada),
uma segunda equipe está em movimento com as reservas explosivas
restantes da Terra para aproveitar a última chance de sobrevivência da
humanidade.
Pouco antes de seu destino, a tripulação recebe uma mensagem de rádio da Icarus I. Agora o físico Capa (Cillian Murphy)
não tem mais opções. Ele tem que decidir se seria melhor tentar com uma
bomba conforme planejado, ou se seria melhor voar até a Icarus I e
assim dobrar o poder explosivo…
Um clássico esquecido?
Ainda não se sabe se Sunshine realmente conseguirá se tornar um
clássico da ficção científica um dia, ou se terá que sobreviver nas
próximas décadas como uma joia cinematográfica injustamente esquecida.
Para mim, Danny Boyle e seu thriller psicológico no espaço mereciam o
status de clássico! O mentor desta vez renuncia conscientemente ao seu
estilo febril e rapidamente editado de dias anteriores, com suas imagens
espaciais tão espetaculares raramente vistas, cada uma das quais
passaria por uma obra de arte, é sua produção mais forte até o momento,
bem-sucedida em seu carreira.
As fotos deslumbrantes do sol poente nunca se tornam um fim em si
mesmas, mas, apesar de sua beleza infinita, sempre sustentam a atmosfera
ameaçadora a bordo da Icarus II.
Podem te ouvir se gritar no espaço
Sunshine não apenas parece impiedoso e bom, também é emocionante
desde o início. Mas assim que a Icarus II atraca na aparentemente
abandonada Icarus I, não só a intensidade aumenta significativamente,
como também é adicionado um novo nível narrativo:
A bordo do segundo ônibus espacial, tudo indica que a tripulação
abortou a missão por motivos religiosos. Mas quem acredita que
“Sunshine” se desenvolveria na direção espiritual de um 2001: Uma Odisséia no Espaço dificilmente poderia estar mais errado…
Danny Boyle mantém consistentemente seu estilo de suspense duro e não
usa referências religiosas para elementos metafóricos ou filosóficos,
mas tortura seu já tenso público com interlúdios de terror bem
cronometrados, irritando o espectador em um sentido positivo! Algo
entre Alien e Pânico.
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Dança de aviões espaciais entre os Estados Unidos e a China. A Força
Aérea dos EUA estava pronta para lançar o X-37B a bordo de um foguete
Falcon Heavy, mas o voo foi adiado para 28 de dezembro. Por sua vez, a China lançou a aeronave Shenlong em 14 de dezembro. Quatro dias depois, a nave colocou em órbita seis objetos desconhecidos.
A “piada” com Dragon Ball foi
praticamente inevitável – para ficar perfeita só faltou serem sete
objetos (em referência às sete esferas) em vez dos seis. De qualquer
jeito, Shenlong (que significa Dragão Divino) é um
avião espacial chinês não-tripulado “secreto”. Pouco se sabe sobre essa
“versão chinesa” do X-37B, que foi fotografada em 2007 a bordo de um
bombardeiro H-6.
Shenlong tem uma envergadura de cerca de oito metros, está equipado
com um sistema de propulsão concebido especificamente para condições de
vácuo e já voou três vezes, incluindo uma segunda missão recorde de 276 dias em órbita e este último voo, começado no dia 14 de dezembro.
Quatro dias depois de decolar a bordo de um foguete, o avião espacial chinês Shenlong parece ter colocado seis objetos em órbita, segundo o portal Space.com. Designados OBJETO A, B, C, D, E e F, pelo menos um deles (A) está emitindo sinais modulados com pequena quantidade de dados.
O radioastrônomo Scott Tilley também detectou sinais de banda S vindos dos objetos D e E. Eles são marcadores de posição intermitentes que se repetem de forma muito fugaz. “Foram necessários dias de observações de antenas parabólicas para obter estes dados”, explica Tilley. “D
e E estão em órbitas bastante elípticas, enquanto A está numa órbita
quase circular. Nos próximos dias, haverá aproximações próximas entre
estes objetos no seu perigeu”.
O que seriam esses objetos secretos?
Um dos objetos detectados (B ou E, segundo Tilley) poderia ser o
próprio avião espacial, enquanto o OBJETO A poderia ser seu ‘ala’ ou
companheiro principal. Não é a primeira vez que Shenlong é lançado com um companheiro misterioso que envia dados para a Terra, mas desta vez os sinais são mais efêmeros.
Em missões anteriores especulou-se que esses objetos poderiam ser
módulos de serviço, modelos de teste para praticar a inserção de cargas
úteis em órbita ou pequenos satélites usados para monitorar o veículo
espacial. Porém, isso não é exclusividade da China.
Lançar objetos em órbita não é nada que os Estados Unidos já não tenham feito antes.
O Pentágono utilizou várias vezes o seu avião espacial X-37B para
lançar satélites (cuja órbita nem sempre foi registada, conforme exigido
pelo Gabinete das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior).
Equipadas com um compartimento de carga do tamanho de uma picape, as
duas unidades operacionais X-37B lançaram vários satélites e uma nave de
teste menor projetada para ser operada a partir do solo por cadetes da
Força Aérea.
A Força Espacial e a Força Aérea dos EUA estão esperando para lançar o
X-37B a bordo de um Falcon Heavy. É o foguete mais poderoso da SpaceX, por isso acredita-se que o avião militar voará em uma órbita altamente elíptica, com um apogeu muito alto que poderá aproximá-lo de satélites geoestacionários.
O Chefe de Operações da Força Espacial, Chance Saltzman, disse em uma conferência anteriormente que o lançamento simultâneo dos dois aviões espaciais provavelmente não é coincidência. “Estes
são dois dos objetos mais frequentemente observados em órbita,
provavelmente não é uma coincidência que a China esteja tentando nos
igualar no tempo e na sequência disso”, disse ele.