domingo, 24 de dezembro de 2023

STEVE JOBS TRAPACEOU NA APRESENTAÇÃO DO IPHONE

 

História por Viny Mathias  • IGN Brasil

Existem todos os tipos de histórias sobre Steve Jobs, como quando colocou mais de 80 mil almofadas da Apple no estádio de um Super Bowl. O homem que é considerado o pai do iPhone e um visionário tinha muitas peculiaridades – e, acima de tudo, mente própria.

Jobs era um mestre em apresentações e até mandou a plateia desligar o Wi-Fi quando apresentou o iPhone 4. É por isso que não é surpreendente que ele tenha “trapaceado” durante a aparição na primeira demonstração do iPhone em 2007. O portal Yahoo Finance contou essa história.

Steve Jobs trapaceou na primeira demonstração do iPhone e convenceu o mundo a adotar Apple© Fornecido por IGN Brasil

O iPhone nem estava pronto ainda

Não há dúvida de que o aparelho tinha um conceito inovador, mas o iPhone 1 ainda não estava pronto para o público. Jobs, portanto, fez uma apresentação que era mais uma ilusão artística do que uma demonstração real do que o aparelho seria capaz.

Além disso, Steve Jobs insistiu em uma demonstração ao vivo e não previamente gravada em vídeo, como era habitual no Vale do Silício – ou seja, mais motivo para a equipe ficar nervosa. Então eles desenvolveram um roteiro meticuloso para evitar qualquer mau funcionamento ou algo errado durante a apresentação.

No entanto, eles não contavam com a sagacidade de Steve Jobs.

Foi assim que Steve Jobs “trapaceou”

Houve dois problemas principais com o iPhone que Steve Jobs tentou encobrir através de engano deliberado. Primeiramente o aparelho tinha pouca memória: eram apenas 128 megabytes, insuficiente para aplicativos inacabados e que exigiam muitos recursos.

É por isso que Steve Jobs trocava secretamente de dispositivos no palco durante a apresentação para gerenciar os requisitos de armazenamento e não mostrar quais eram os coletores de dados dos aplicativos.

Outro problema era o sinal fraco. É claro que ficaria feio se a intensidade do sinal flutuasse durante a demonstração. É por isso que Jobs exigia que os iPhones sempre exibissem a intensidade total do sinal.

Funcionou?

Steve Jobs ensaiou para a apresentação durante cinco dias. Você pode conferir o vídeo completo abaixo com 1 hora e 19 minutos do evento do iPhone 1.

https://youtube.com/watch?v=VQKMoT-6XSg%3Fautoplay%3D0%26mute%3D1%26enablejsapi%3D1

Apesar do alto risco de falhas técnicas, Jobs conseguiu concluir o show sem problemas significativos. Isto ainda é visto como um milagre pelos envolvidos até hoje, considerando os desafios do desenvolvimento nos bastidores.

Os engenheiros tiveram que assinar diversos acordos de sigilo e trabalharam em áreas de alta segurança da Apple para que nenhuma informação vazasse. Segundo a fonte do Yahoo, eles nem acreditavam internamente que o aparelho seria um sucesso.

Esse ambiente gerou uma situação de alta tensão em que engenheiros e gerentes supostamente se embriagaram durante a apresentação, sabendo muito bem que o aparelho era frágil e “cheio de erros”

A SOBERANIA DIGITAL É UMA QUESTÃO DE GOVERFNANÇA QUE IMPACTA NA SEGURNÇA CIBERNÉTICA E NA RESILÊNCIA DAS ORGANIZAÇÕES

Por José Ricardo Maia Moraes – CTO da Neotel.

Soberania refere-se ao controle e regulação dos dados pessoais, sensíveis e confidenciais de uma organização pública ou privada. Além da soberania de dados, a soberania digital engloba a infraestrutura e as tecnologias para lidar e processar dados, incluindo internet, telecomunicações, plataformas etc. Sem controle sobre essas tecnologias, uma organização será incapaz de proteger sua infraestrutura digital de ameaças cibernéticas. Assim, a soberania digital é uma questão de governança que impacta não apenas a segurança cibernética, mas também a resiliência das organizações dos setores público e privado.

Por que a soberania digital é importante?

Esse tema é importante pois ajuda a garantir que uma organização ou nação regule sua própria infraestrutura e proteja a privacidade e a segurança dos dados. Sem esses conceitos, ficam à mercê de provedores de serviço e governos estrangeiros, que poderiam acessar e controlar informações confidenciais.

Isso é crucial para organizações que operam além das fronteiras e/ou dependem de provedores de serviços internacionais. Cumprir as leis de proteção de dados de cada país pode ser uma tarefa complexa e desafiadora e entender os conceitos de soberania ajudará as organizações a navegar nesse cenário regulatório complexo.

O Fórum Econômico Mundial estima que 92% de todos os dados no mundo ocidental são armazenados em servidores de empresas norte-americanas criando uma situação de elevada dependência. Os desafios impactam diretamente o setor de serviços em nuvem que consumirá mais de US$1,3 trilhão até 2025.

Marco Legal e Legislação

O desafio da soberania digital é reforçado pelas diferenças entre os marcos legais de privacidade e leis em diferentes regiões. A divergência UE-EUA é um bom exemplo, a GDPR descreve requisitos para a proteção da privacidade de seus cidadãos enquanto a FISA 702 dá às agências americanas o poder de intimar os dados de pessoas não americanas.

Existem em todo mundo diferentes iniciativas para promover a soberania digital como na Europa (GAIA-X), Austrália, Índia, Japão (Cloud Confidence) e Itália (National Cloud Hub).

Pilares da soberania digital

Organizações que utilizam nuvens públicas devem aplicar a soberania de dados (quem, onde e como tem acesso), soberania operacional (quem opera, visibilidade e controle sobre as operações do provedor) e soberania técnica (quem projeta os sistemas, para obter independência do software do provedor).

Requisitos

A soberania digital requer operações específicas de segurança em nuvem para garantir residência (restringir a localização ou acesso a uma determinada região), controle (SecOps de nuvem incluindo controles de reforço de soberania) e suporte (suporte local a partir de uma determinada região).

Tecnologias de reforço

Dizem respeito a medidas técnicas e organizacionais para impor o nível de responsabilidades compartilhadas de dados, identidade e resiliência operacional. A sigla BYO (Bring Your Own) é utilizada para gestão de chaves (BYO-KMS), criptografia (BYO-ENC) e identidade (BYO-IAM).

Parceiros tecnológicos

Os princípios e práticas de soberania digital se tornarão cada vez mais complexos. Para se preparar, as organizações precisam classificar dados e uma estratégia multi-cloud para proteger o fluxo de dados em diferentes ambientes e garantir a continuidade dos negócios. Para tanto, devem buscar parceiros tecnológicos para descobrir (onde estão e o que são os dados), proteger (criptografia para dados em repouso, em trânsito e dados em uso) e controlar (chaves criptográficas na nuvem sob o controle provedor de serviços são uma clara ameaça à soberania).

O parceiro tecnológico deve possuir relacionamento e soluções nativas nos provedores de nuvem para integrar, co-inovar ou até mesmo co-desenvolver tecnologias ou serviços que implementam ou melhoram a soberania digital.

A Startup Valeon reinventa o seu negócio

Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços.

Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nos comércios passa pelo digital.

Para ajudar as vendas nos comércios a migrar a operação mais rapidamente para o digital, lançamos a Plataforma Comercial Valeon. Ela é uma plataforma de vendas para centros comerciais que permite conectar diretamente lojistas a consumidores por meio de um marketplace exclusivo para o seu comércio.

Por um valor bastante acessível, é possível ter esse canal de vendas on-line com até mais de 300 lojas virtuais, em que cada uma poderá adicionar quantas ofertas e produtos quiser.

Nossa Plataforma Comercial é dividida basicamente em página principal, páginas cidade e página empresas além de outras informações importantes como: notícias, ofertas, propagandas de supermercados e veículos e conexão com os sites das empresas, um mix de informações bem completo para a nossa região do Vale do Aço.

Destacamos também, que o nosso site: https://valedoacoonline.com.br/ já foi visto até o momento por mais de 226.000 pessoas e o outro site Valeon notícias: https://valeonnoticias.com.br/ também tem sido visto por mais de 5.800.000 de pessoas, valores significativos de audiência para uma iniciativa de apenas três anos. Todos esses sites contêm propagandas e divulgações preferenciais para a sua empresa.

Temos a plena certeza que o site da Startup Valeon, por ser inédito, traz vantagens econômicas para a sua empresa e pode contar com a Startup Valeon que tem uma grande penetração no mercado consumidor da região capaz de alavancar as suas vendas.

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sábado, 23 de dezembro de 2023

GOVERNO LULA FECHA 2023 COM DÉFICIT DE 130 BILHÕES SÓ PARA ARRUMAR A CASA

Jetss

O valor já estava previsto no Orçamento enviado pelo governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O valor já estava previsto no Orçamento enviado pelo governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro.©Foto: Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (22) que o governo Lula deverá fechar o ano de 2023 com déficit fiscal de R$ 130 bilhões. 

Haddad disse que o governo enviou ao Congresso uma série de projetos de lei e medidas provisórias para fechar as contas. “Isso não é habitual”, ressaltou.

“O déficit estimado para o ano de 2023, feito pelo governo anterior, já estava em torno de R$ 130 bilhões”, disse Haddad. “É preciso registrar esse fato porque isso é um dado da realidade.”

Haddad também afirmou que o déficit de R$ 130 bilhões inclui o pagamento de quase R$ 20 bilhões para estados e municípios. Esse valor é referente à recomposição de R$ 27 bilhões do ICMS, que foi perdido por estados e municípios com a redução da alíquota que aconteceu entre junho e dezembro do ano passado.

A meta máxima estabelecida para 2023 é de déficit de R$ 213,6 bilhões (2% do PIB). Portanto, o resultado deverá ficar abaixo da meta.

Extraoficialmente, a equipe econômica trabalhava com um cenário de déficit fiscal inferior, próximo dos R$ 100 bilhões (1% do PIB). Haddad vinha dizendo que iria perseguir esse número, o que não foi possível, revela ele agora.

A partir de 2024, a meta da equipe econômica é de déficit zero. “Vamos buscar essa meta, porque ela é importante para o país”, reforçou Haddad nesta sexta.

 

A TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL CRITICA O MINISTRO TOFFOLI POR TER PERDOADO A DÍVIDA DE 10,3 BILHÕES DA J&f

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

O presidente da Transparência Internacional François Valérian afirmou nesta sexta-feira, 22, que a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de suspender multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F foi baseada em ‘falsas alegações’. A organização anticorrupção atribui ao grupo ‘acusações infundadas e o assédio judicial’ na tentativa de enterrar um dos maiores acordos de leniência já negociados com o Ministério Público Federal.

A Transparência Internacional alega que a J&F tem usado a ‘disseminação de desinformação’ sobre a organização ‘para escapar de sanções criminais e administrativas por grandes esquemas de corrupção que confessou tanto no Brasil quanto nos EUA’. A reportagem entrou em contato com a empresa e o gabinete do ministro do STF, que ainda não se manifestaram.

“Apesar de se comprometer publicamente e perante as autoridades judiciais no Brasil e nos EUA a descontinuar suas atividades criminosas e a adotar elevados padrões éticos, a J&F continua a apresentar informações falsas ao Supremo Tribunal Federal do Brasil. É desconcertante que a decisão do Supremo, que suspendeu uma multa de US$ 2,01 bilhões à J&F, com base em tais informações, tenha sido emitida por um único juiz num processo sigiloso”, afirmou a entidade em nota.

A Transparência Internacional foi citada em diferentes momentos do pedido da J&F para suspensão da multa do acordo de leniência. O grupo narrou ‘relações nebulosas travadas’ entre expoentes da Operação Lava Jato e a organização com o suposto ‘desvirtuamento de instrumentos legais de combate à corrupção para criar um verdadeiro esquema de pressão e achaque’ contra a empresa.

Em reação ao fato de Toffoli ter acolhido o pedido da J&F e suspendido a multa da leniência fechada com o MPF, o presidente da Transparência Internacional atribuiu ‘comportamento desonesto’ do grupo e de sua principal empresa, a JBS.

Segundo Valerian, a conduta da J&F no Brasil ‘revela como a impunidade pode favorecer o mau comportamento de uma empresa, especialmente uma com histórico de grande corrupção e graves crimes ambientais na Amazônia’.

“(A decisão de Toffoli) Levanta preocupações de que o comportamento desonesto da J&F e de sua principal empresa, a JBS, persistirão, impactando os direitos das pessoas e o meio ambiente no Brasil e no mundo. As autoridades brasileiras e internacionais, os investidores e a sociedade civil devem tomar medidas decisivas para evitar isso”, ponderou.

COM A PALAVRA, A J&F E TOFFOLI

Até a publicação deste texto, a reportagem entrou em contato com a empresa e o gabinete do ministro do STF, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

 

DONOS DE VEÍCULOS POLUIDORES SERÃO OBRIGADOS A COMPRAR CRÉDITO DE CARBONO

 

História por PEDRO LOVISI  • Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O projeto de lei que regulamenta o mercado de carbono no país aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (22) obriga donos de veículos automotores a comprarem créditos de carbono para compensar as emissões de gases de efeito estufa de seus veículos.

A legislação ainda precisa ser discutida no Senado, mas se for aprovada desta forma, englobará proprietários de carros, caminhões e motocicletas.

O trecho foi incluído no relatório durante as discussões no plenário que antecederam a votação do projeto. A emenda veio do deputado Marangoni (União Brasil-SP) e foi acatada pelo relator da proposta, Aliel Machado (PV-PR).

O artigo diz que caberá aos órgãos estaduais de trânsito a regulamentação desse sistema. Ou seja, nesse caso os Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) precisarão estipular limites de emissões para cada um dos modelos de automóvel, e aqueles motoristas que não conseguirem cumprir suas obrigações precisarão comprar créditos de carbono.

Esses créditos são gerados a partir de projetos de redução de desmatamento ou restauração florestal. Assim, a cada tonelada de carbono que deixou de ser emitida é gerado um crédito. Geralmente, esses projetos são desenvolvidos por grandes empresas.

Não está certo, porém, quais serão as penalidades para aqueles motoristas que não compensarem as emissões de seus veículos. A cobrança, segundo a proposta, começará a valer no mesmo ano em que o texto entrar em vigor.

“Fui surpreendido com essa emenda de última hora, me pareceu bem estranha. Foi tipo um jabuti, porque a gente não viu isso em nenhuma discussão; não teve nada parecido com isso”, diz Antonio Reis, sócio de direito ambiental e mudanças climáticas do escritório Mattos Filho.

“Está me parecendo uma necessidade de forçar a demanda de crédito na ponta”, completa o especialista.

Em outubro, o Senado aprovou um projeto que também regulamenta o mercado de carbono no país. O texto, porém, não trazia essa obrigação.

Analistas avaliam ser praticamente impossível colocar esse modelo em prática. Isso porque a quantidade de carbono emitida na atmosfera depende não só do modelo de cada veículo, mas também da frequência que cada motorista dirige.

“Isso é totalmente surreal. Você imagina que para cada carro que existe no país, vai ter que ter uma aferição de quantas emissões foram produzidas. E isso, claro, depende de quanto o motorista dirige, se é uma pessoa que dirige só no fim de semana ou se é uma pessoa que usa o carro todos os dias”, afirma Tatiana Falcão, consultora em tributação ambiental.

“Você vai ter que levar em conta o tipo do carro e, se for um carro híbrido, você vai precisar saber se a pessoa coloca mais álcool, mais gasolina ou algum outro biocombustível. Do ponto de vista prático, isso é absolutamente impossível”, diz ela.

É incerto se a norma valerá para veículos elétricos, já que eles não emitem carbono diretamente. Hoje, no Brasil, há cerca de 38 milhões de automóveis, sendo 84% deles do modelo flex, ou seja, que funcionam a gasolina ou etanol, combustível menos poluente.

Há aparentes contradições entre esse trecho e o restante do projeto. Isso porque um dos primeiros artigos da proposta diz que caberá exclusivamente à União o estabelecimento de limites de emissão de carbono aos setores regulados. No caso dos veículos, porém, essa responsabilidade ficaria com os órgãos estaduais.

O projeto que regula o mercado de carbono foi aprovado nesta quinta, mais de dois meses após o Senado concluir a votação de proposta semelhante. A intenção inicial do governo federal e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), era aprovar a matéria até o início da COP28, em 30 de novembro, mas seguidas divergências atrasaram a tramitação.

Em geral, o mercado regulado de carbono estipula limites de emissões de gases de efeito estufa para as empresas, que precisarão entregar relatórios de emissões ao órgão gestor, ligado ao governo central. Aquelas companhias que não cumprirem suas metas poderão sofrer penas, como multas.

O projeto determina que estarão sujeitas ao mercado regulado todas as empresas que emitem mais de 10 mil toneladas de carbono por ano. Já os limites de emissões serão estipulados às companhias que emitirem mais do que 25 mil toneladas.

No caso das empresas de gestão de resíduos sólidos, serão estipulados outros pisos, e a agropecuária, assim como no projeto aprovado no Senado, não entrará no mercado de carbono ao menos neste momento, pois ficou de fora das duas propostas.

Este último ponto, aliás, é um dos mais divergentes. Ambientalistas cobravam a inserção do agro na matéria, por se tratar do setor que mais emite gases de efeito estufa no país, se incluídas em seus dados as emissões relacionadas ao desmatamento.

O setor, por outro lado, alega que não há hoje metodologias capazes de aferir o saldo de suas emissões.

Durante a discussão no plenário, o PSOL apresentou um destaque que excluiria do relatório o trecho que retira o agro do mercado. A proposta, porém, foi rejeitada.

Ainda antes da aprovação do PL do carbono na Câmara, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, com mais de 350 representantes dos setores privado e financeiro, academias e sociedade civil, divulgou nota pedindo o adiamento da votação.

Entre as razões, estava o que chamava de falta de diálogo com a sociedade civil e a não inserção do agro no texto.

O relator do texto na Câmara, Aliel Machado (PV-PR), chegou a fazer uma proposta para incluir o agronegócio dentro do mercado regulado, contemplando o setor com uma série de condições especiais e um período maior para se adaptar às novas regras, mas não houve acordo.

Durante a sessão, o deputado argumentou que o projeto foi amplamente debatido, e tentou se defender das críticas. “O projeto vem sendo discutido há muito tempo. Nós tivemos mais de 200 reuniões. Todos os setores que nos procuraram tiveram audiências”, disse.

PENDURICALHOS DE 1 BILHÃO DOS JUÍZES NÃO FOI ANULADO PELO STF

 

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, levou apenas duas horas para negar um pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) que solicitava, em caráter de urgência, a revogação de uma decisão para autorizar pagamento de penduricalhos a juízes federais de quase R$ 1 bilhão.

Quem recorreu ao Supremo em nome do TCU foi a Advocacia Geral da União (AGU). Enviado na sexta-feira, 22, o pedido de suspensão chegou à Corte às 18 horas. Logo na capa do documento havia a inscrição “urgente” escrita em vermelho.

A AGU argumentou que uma das atribuições do presidente do STF, segundo o Regimento Interno da Corte, era a de decidir questões urgentes em períodos de férias.

O Supremo está de recesso desde a quarta-feira, 20. O pedido era para revogar decisão do ministro Dias Toffoli, que esta semana, assinara despacho dizendo que o TCU não tem competência para impedir pagamento autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Às 20 horas, Barroso respondeu ao pedido da AGU dizendo que o caso dos penduricalhos para juízes não se enquadrava nas decisões urgentes previstas pelo Regimento, e encaminhou a solicitação para o ministro Dias Toffoli, que é o relator do processo.

Ou seja, Barroso não chegou a examinar o mérito da questão, mas ao negar o recurso urgente manteve em vigor decisão de Toffoli que havia assegurado o pagamento dos benefícios aos juízes federais.

“Examinando os autos, verifico que o caso não se enquadra no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (RI/STF). Encaminhe-se o processo à ilustre relatoria”, decidiu Barroso.

O TCU argumentou que o pagamento dos penduricalhos traria um risco de “prejuízo irreparável para os cofres públicos”. A Corte de Contas estimou que a inclusão do benefício adicional representaria um impacto mensal de R$ 16 milhões e anual de R$ 200 milhões.

Penduricalho foi extinto em 2006, mas foi ressuscitado em novembro do ano passado e causou conflito entre TCU e CNJ

O penduricalho em questão é o pagamento retroativo do chamado Adicional por Tempo de Serviço (ATS), que foi suspenso em abril pelo ministro do TCU Jorge Oliveira.

Conhecido como quinquênio, o benefício permitia um aumento automático de 5% a cada cinco anos nos contracheques dos magistrados.

O penduricalho estava extinto desde 2006, mas em novembro de 2022 o Conselho da Justiça Federal (CJF) o ressuscitou aos magistrados mais antigos.

Conforme revelou o Estadão no dia 20, a decisão de Toffoli pode fazer com que magistrados que ingressaram na carreira na década de 90 possam embolsar até R$ 2 milhões cada.

A situação trouxe à tona um embate entre o TCU e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que referendou o pagamento do benefício. O corregedor Nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, acusou a Corte de Contas de se intrometer em tema do Conselho.

Os juízes federais também reagiram à decisão do TCU gostaram da decisão do Tribunal de Contas e a associação que representa a categoria, a Ajufe, entrou com um mandado de segurança no STF para reestabelecer o benefício. Foi quando Toffoli acatou o argumento dos magistrados, suspendendo a decisão de Jorge Oliveira na última terça-feira, 19.

CASO DE 1966 VIRA FAKE NEWS CONTRA UM JORNAL POR FALA DE UM ENTREVISTADO E GERA INDENIZAÇÃO

 

História por FABIO VICTOR  • Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em 15 de maio de 1995, uma segunda-feira, o Diário de Pernambuco publicou uma entrevista de página inteira com o delegado de polícia aposentado e ex-político Wandenkolk Wanderley, então com 83 anos.

Conduzida pelo jornalista Selênio Homem e publicada em formato pingue-pongue (perguntas e respostas), a conversa revisitava memórias de Wanderley, notório anticomunista e agente da ditadura, e o questionava sobre temas da época, como a derrocada dos regimes comunistas, o neoliberalismo e o governo Fernando Henrique Cardoso.

Na décima pergunta da entrevista, de um total de 18, o entrevistador indaga o delegado sobre o atentado a bomba no aeroporto dos Guararapes, no Recife, em 25 de julho de 1966, que matou duas pessoas e feriu 14. O alvo seria Artur da Costa e Silva, então ministro da Guerra e futuro presidente da ditadura.

Ele desembarcaria no local vindo de João Pessoa, mas de última hora fez o trajeto de carro.

“O ato terrorista teria sido mesmo uma manifestação de repúdio de setores do próprio Exército à candidatura do Marechal Costa e Silva?”, pergunta o jornalista. Wanderley nega.

“Tal versão foi propalada por segmentos de esquerda, mas não procede. O responsável pelo atentado foi mesmo o ativista [Ricardo] Zarattini, irmão do ator Carlos Zara. O processo apontou claramente sua participação no ato terrorista”, afirma o delegado.

Wanderley afirma ainda que Zarattini possuía uma fabriqueta de explosivos e que fora visto no aeroporto no dia do atentado.

Zarattini processou o Diário de Pernambuco, exigindo indenização por danos morais.

Naquele 1995, já havia evidências que permitiam dissociá-lo dessa acusação, surgida em 1968, quando foi preso junto com outro militante, Edinaldo Miranda, também incriminado pelo atentado. Mesmo assim, o jornal não contestou a declaração de Wanderley, não a contextualizou nem procurou ouvir o acusado.

Foi o desfecho dessa ação judicial, por causa da tal entrevista, que motivou a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que permite a responsabilização civil de empresas jornalísticas por falas de entrevistados.

Por 9 a 2, os ministros do STF já haviam confirmado, em agosto passado, sentença de 2016 do Superior Tribunal de Justiça que condenara o jornal recifense a indenizar Zarattini em R$ 50 mil. Em novembro, fixaram uma tese sobre o tema com repercussão geral –ou seja, que servirá como baliza para situações semelhantes.

O texto aprovado pelos ministros diz que meios de comunicação podem ser responsabilizados civilmente se publicarem entrevistas que imputem de forma falsa crime a terceiros, quando há indícios concretos de que as declarações são mentirosas. Também abre espaço para que a Justiça remova conteúdos que tenham “informações comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas”.

Entidades representativas da imprensa receberam com preocupação a decisão, vista também por advogados como entrave à liberdade de imprensa e atividade jornalística.

O acórdão (texto final da decisão) ainda não foi publicado. Ministros do STF sustentam que a mudança visa coibir a desinformação, têm como alvo veículos que propagam fake news e que a imprensa séria e profissional pouco será afetada. E disseram que ajustes na redação da tese poderão torná-la mais clara e menos passível de limitação à atividade jornalística.

Os três principais personagens envolvidos na controvérsia Zarattini x Diário de Pernambuco estão mortos –o acusado, o acusador e o entrevistador.

O engenheiro paulista Ricardo Zarattini (1935-2017) militou, durante a ditadura, nos movimentos sindical e camponês pelo PCR (Partido Comunista Revolucionário) e pela ALN (Aliança Libertadora Nacional). Foi um dos presos trocados pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick em 1969. Após a abertura, filiou-se ao PDT e depois ao PT, pelo qual foi deputado federal em 2004 e 2005.

O desfecho do caso no STF encerrou uma novela jurídica de mais de 28 anos, repleta de elementos e nuances instigantes ao debate sobre os parâmetros da atividade jornalística e que em sua reta final envolveu alguns dos advogados mais poderosos de Brasília.

A defesa do jornal recifense ficou a cargo do escritório do ex-presidente do STF Carlos Velloso, e a de Zarattini coube ao de Rafael Araripe Carneiro (quando o processo estava no STJ, um dos advogados do ex-deputado foi Francisco Schertel Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes, do STF).

Zarattini processou o Diário, mas não Wandenkolk Wanderley, porque alegava que o jornal estimulou por anos a versão de que ele fora o autor do atentado.

Durante o processo, o delegado negou que tenha dado a declaração que suscitou a ação. Na audiência de conciliação, o Diário ofereceu espaço para que Zarattini se defendesse (o mesmo Selênio Homem faria uma entrevista de página inteira com ele), mas o ex-militante não aceitou.

Nessa mesma audiência, o jornalista levou a fita em que teria gravado a entrevista, mas o juiz desprezou a gravação: considerou que o jornal deveria ter apresentado como prova anteriormente, para que pudesse ter sido submetida a perícia, o que não ocorreu.

O Diário sempre argumentou que não houve dolo nem pré-julgamento e que, à época da entrevista, não havia clareza sobre a autoria do atentado do aeroporto.

A edição da entrevista não deu nenhum destaque à acusação nem ao nome de Zarattini, que não aparecem nem no título principal da página (“Wandenkolk: O comunismo não está morto”) nem no texto de abertura da entrevista nem nos destaques da página (os chamados “olhos”).

Desde 1979, depoimentos indicavam que o atentado fora cometido pela Ação Popular (AP), grupo que Zarattini jamais integrou, mas em maio de 1995 sua autoria exata prosseguia nebulosa.

Depois da publicação dessa entrevista de Wanderley, surgiram ao longo dos anos elementos adicionais sobre a autoria, a começar de uma longa investigação do Jornal do Commercio publicada pouco mais de dois meses depois, em 23 de julho de 1995.

A reportagem apontava o ex-padre Alípio de Freitas, da AP, como mentor intelectual da ação, e integrantes da organização como executores –removendo ainda mais o manto de suspeição sobre Zarattini e Ednaldo. A mesma conclusão consta numa edição de 1997 do livro “Combate nas Trevas”, do historiador Jacob Gorender, ex-militante da resistência à ditadura e um dos principais estudiosos do período.

Zarattini ganhou a ação na primeira instância, em 1997, quando o juiz da 3ª Vara Cível do Recife fixou em R$ 700 mil (R$ 5,48 milhões em valores atuais) a indenização a ser paga pelo jornal, mais 10% sobre o valor da causa por custas processuais e honorários.

O DP recorreu, e o Tribunal de Justiça de Pernambuco reverteu a decisão. Na sentença, o desembargador revisor Luiz Carlos de Barros Figueirêdo (atual presidente do TJ-PE) afirma que a recusa de Zarattini em aceitar o espaço oferecido pelo jornal na audiência de conciliação demonstrava que o autor da ação buscava “apenas auferir ganhos financeiros”.

A hipótese é tida como absurda e maldosa por quem conviveu com Zarattini.

“Ele queria sancionar o jornal para que parasse de repetir aquela mentira, não tinha interesse algum em dinheiro. Tanto que fez um contrato avisando que a indenização seria repartida entre os advogados que o defenderam”, diz o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), filho do ex-militante.

“Quando o STJ [Superior Tribunal de Justiça] fixou a indenização em R$ 50 mil [valor bem menor do que o da decisão de primeira instância], nós podíamos recorrer, mas ele não quis, justamente porque não tinha interesse financeiro”, reforça o advogado Rafael Carneiro.

Em depoimento à Comissão Estadual da Verdade de Pernambuco, que em 2013 o inocentaria formalmente, Zarattini relatou como, quase 50 anos depois, ainda era associado ao atentado. “O que fere mais é esse relato, (…) dois, três dias atrás ainda, tem gente que fala ‘é o da bomba’.”

O advogado Rafael Carneiro recorda o que ouviu do seu cliente quando terminou o julgamento no STJ. “Ele já estava doente, de bengala, e disse: ‘Agora posso descansar’.” Zarattini morreu um ano depois.

O deputado Carlos Zarattini afirma que seu pai jamais defendeu atos terroristas na resistência à ditadura e que a acusação reiterada do DP lhe trouxe apuros até o fim da vida. “Se você é acusado de ter posto uma bomba que matou e feriu pessoas, corre o risco de vingança por quem foi atingido.”

Para Zarattini filho, a decisão do STF “foi uma vitória dupla, para meu pai e para as garantias individuais. Direito de resposta é o mínimo perante acusações, até porque sempre a acusação repercute mais que o desmentido. É um alerta à imprensa: tenham mais cuidado com o que publicam”.

A vereadora paulistana Luna Zarattini (PT), neta de Ricardo e sobrinha de Carlos, também festejou a conclusão do processo. “Envolve a memória e a dignidade dele, que lutou muito por isso, acompanhei desde pequena esse caso ao lado dele”, ela diz. “Muita gente pode ler como censura prévia, mas, no mundo da pós-verdade, acho que inibe quem é irresponsável e valoriza o jornalismo sério.”

Se dependesse de Zarattini, a ação teria se encerrado com sua vitória no STJ. Partiu do Diário de Pernambuco a iniciativa que forçou o STF a se pronunciar e que agora setores da imprensa criticam.

“Não havia alternativa para a preservação do interesse do DP senão interpor recurso extraordinário para o Supremo. E, para isso, é necessário arguir a repercussão geral da matéria, conforme determina a Constituição”, justificou o advogado do jornal, João Carlos Velloso.

Para Carneiro, advogado de Zarattini, a insistência do jornal foi “um erro tremendo de estratégia processual”.

Velloso considera que a decisão do STJ contrária a seu cliente foi inconstitucional, lembra que a repercussão geral da matéria foi reconhecida em 2018 e, “desde então, entidades interessadas no tema poderiam ter pedido para participar do julgamento. Mas somente a Associação Nacional dos Jornais teve interesse em pedir ingresso”.

A defesa do DP vai entrar com embargos de declaração, espécie de recurso derradeiro. “Serei sempre otimista, acredito que o Supremo deverá reconhecer que não houve, no caso concreto, dolo ou negligência por parte do DP e portanto o jornal não pode ser responsabilizado por ter publicado a entrevista”, diz Velloso.

Assim como o Papa-Figo e a Perna Cabeluda, Wandelkolk Wanderley ganhou ares de lenda urbana mal-assombrada no Recife da segunda metade do século 20. Mas enquanto os outros personagens habitavam o terreno da fantasia, o delegado anticomunista era de carne e osso. Uma das histórias mais famosas a ele atribuídas era a de que enviava presos para o alto-mar e lá os atirava à morte –mas voltava com um deles vivo para contar a história e espalhar sua fama de mau.

Na entrevista de 1995, Selênio Homem questiona Wanderley sobre isso, mas o delegado nega (“Nem em sonho pensei em fazer tal monstruosidade”), atribuindo a versão a uma “brincadeira” de um amigo. Também desmente que tivesse integrado o CCC, Comando de Caça aos Comunistas.

Selênio Homem morreu em 2015. Não teve filhos. O paradeiro da fita com a entrevista é desconhecido –se é que ela ainda existe. Colegas que trabalharam com ele o descrevem como um jornalista sério e ótimo profissional.

Paula Losada, hoje diretora de jornalismo do Diário –para quem a decisão do STF é “terrível” para a imprensa, “um precedente para censura prévia e autocensura”–, era repórter de economia em 1995 e conta que Selênio atuava então como repórter especial, depois de ter sido chefe de reportagem.

“Era um doce de pessoa e um jornalista experiente e talentoso. Certamente gravou a entrevista e jamais inventaria uma declaração de entrevistado.”

O ministro Og Fernandes, do STJ, que trabalhou como jornalista no DP de 1973 a 1981 antes de virar magistrado, exaltou Selênio num artigo em 2021. “Conviver com ele, na década de 1970, fazia bem à saúde”, escreveu. “Um dos maiores talentos da palavra que o jornalismo pernambucano produziu. (…) tudo o que desejávamos era escrever tão bem quanto Selênio”.

À Folha Fernandes lembrou que, embora o pai de Selênio tenha sido perseguido pela ditadura, o colega “nunca fez proselitismo político”. “Era equilibrado, cauteloso, uma figura maravilhosa.”

NA LOA DE 2024 28 BILHÕES DE DÉFICIT TERÁ SIDO CUMPRIDA A META DE ZERAR O DÉFICIT DO ANO

 

História por editora3  • IstoÉ Dinheiro

A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi uma daquelas vitórias pírricas para o governo federal. Apesar de manter o déficit zero para 2024 como desejava o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alguns pontos determinados pelo Legislativo têm potencial bastante nocivo para a governabilidade de Lula em 2024

O principal deles diz respeito ao valor, emprego e prazos das emendas parlamentares. Serão R$ 48 bilhões (sendo R$ 37 bilhões obrigatórios) a serem escoados segundo a programação do Legislativo. Para o relator da LDO, Danilo Forte (União-CE), a implementação do calendário, feito à revelia do governo, é uma forma de o Legislativo dar “um passo que vai privilegiar o exercício da política, e banir o fisiologismo”. Mas não é exatamente assim que funcionará.

Ao obrigar o governo a pagar quando o parlamento decidir, mudam-se as mãos que negociarão prazos, prioridades, alianças e trocas de favores, e transfere-se o poder, mas não elimina o fisiologismo. Hoje, os nomes com maior poder de negociação das emendas são, respectivamente, o presidente da Câmara Arthur Lira, o relator da Lei Orçamentária (PLN 29/23), Luiz Carlos Motta (PL/SP) e o próprio Danilo Forte.

”As medidas que expandem a participação do Legislativo no Orçamento deverão ser vetadas.”Randolf Rodrigues, líder do governo no Congresso

E há mais turbulência vinda do Legislativo. Aprovada a LDO, o segundo passo é aprovar a LOA. E ela conta com um dispositivo que aumenta em 433% o valor sugerido pelos ministérios da Fazenda e Planejamento para o fundo eleitoral de 2024, e chega a R$ 4,96 bilhões.

O volume também fica 150% acima dos R$ 2,8 bilhões usados para esse fim em 2020, quando aconteceram as últimas eleições municipais. Para turbinar este valor, a indicação de Motta é reduzir em 31,5% os recursos do Programa Minha Casa Minha Vida, passando dos R$ 13 bilhões para R$ 8,9 bilhões. Houve ainda redução de 27,7% nos recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), passando dos R$ 61,3 bilhões sugeridos pelo governo para R$ 44,3 bilhões.

Com tudo isso em curso, pessoas próximas ao presidente Lula dizem que se formou uma força-tarefa no Palácio do Planalto para estudar os riscos de vetar alguns pontos do Orçamento, já que a derrubada do veto no Congresso seria vista como uma derrota expressiva após o bom resultado com a aprovação da Reforma Tributária.

O líder do governo no Senado, Randolf Rodrigues (sem partido), é um dos que apostam no veto. “As medidas que expandem a participação do Legislativo no Orçamento [como o cronograma das emendas] deverão ser vetadas”, disse ele à DINHEIRO.

Danilo Forte, relator da LDO, afirma que programação das emendas irá aumentar a transparência nos gastos parlamentes (Crédito: Pedro Ladeira)© Fornecido por IstoÉ Dinheiro

Segundo Rodrigues, é inconstitucional o Legislativo acumular a função de programar investimentos, uma função do Executivo. Levar a questão para o Supremo Tribunal Federal também está em jogo, já que as orientações para barrar o Orçamento Secreto e dar mais transparência para as emendas parlamentares vieram da Corte.

Mesmo com as mudanças, permaneceram dois pontos que o governo batalhou para que fossem mantidos. O primeiro diz respeito à meta de zerar o déficit, uma empreitada de Haddad e que passou por reprovações e questionamentos pela própria base petista no Legislativo.

Depois da discussão, o ministro conseguiu o que queria, e o relator ainda colocou um fôlego de até R$ 28 bilhões de déficit. Isso significa que mesmo com esse valor no vermelho, será considerada cumprida a meta — um dispositivo bastante conveniente diante dos gastos do atual governo.

Ficou determinado também que a meta será revisitada em março de 2024. Esse adendo foi um pedido da base governista que não concordava com o déficit zero estipulada por Haddad. Agora o ministro tem que correr para provar, já no primeiro trimestre, que tal objetivo é altamente factível — e que isso não significará falta de recurso para obras públicas em ano eleitoral.

Também foi boa para o governo a decisão de limitar a R$ 23 bilhões o bloqueio de despesas no Orçamento, emenda feita por Randolfe Rodrigues. Para a Fazenda, o contingenciamento de despesas em 2024 precisaria respeitar duas regras.

• Uma que limita o bloqueio a 25% dos gastos discricionários (um bloqueio de R$ 53 bilhões).

• E outra que limita a alta de gastos real (acima da inflação) a um piso de 0,6% e um teto de 2,5%.

Essas duas regras combinadas impediriam um bloqueio maior do que R$ 23 bilhões, sob risco de o crescimento da despesa no ano ficar abaixo de 0,6%.

A LOA trabalha com a projeção de gastos de R$ 5,54 trilhões, sendo R$ 2 trilhões para despesas primárias e o restante para pagamento de dívidas públicas e amortizações. Uma vitória com preço alto, mas ainda assim uma vitória.

PACHECO COMUNICA AO LULA QUE A BASE DO GOVERNO É APERTADA E QUE A OPOSIÇÃO É RELEVANTE

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

Ao fazer um balanço do ano, nesta sexta-feira, 22, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), avaliou que a base do governo na Casa é “bem apertada” e disse que a oposição é “relevante”. O parlamentar também afirmou que a falta de menção ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, na promulgação da reforma tributária foi um “ato falho” e não algo proposital,  Padilha é o responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso, e tem recebido críticas.

“(A base do governo) é bem apertada, disse (isso) ao presidente Lula”, contou Pacheco, durante um café da manhã com jornalistas na residência oficial. Na visão do senador, o placar apertado da aprovação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou uma base “fragmentada”. A indicação do ministro da Justiça para a Corte passou com 47 votos a favor e 31 contra.

Ao dizer que a oposição é “relevante”, o presidente do Senado também citou a disputa pelo comando da Casa em fevereiro, quando ele foi reeleito com o apoio do governo e 49 votos, mas viu seu principal adversário, o senador Rogério Marinho (PL-RN), ser endossado por 32 senadores. De acordo com Pacheco, a disputa foi nacionalizada e virou parte da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com a base “bem apertada”, a aprovação de projetos do governo depende da matéria. “Há um centro que ora vota com a oposição, ora vota com o governo”, afirmou o presidente do Senado. Ele disse que fez apelos a vários senadores pela aprovação da Medida Provisória (MP) da subvenção do ICMS. Pacheco também disse que a relevância da oposição na Casa também se refletiu no placar apertado da reforma tributária, que foi aprovada com 53 votos a 24, apenas quatro acima do necessário.

A resistência da oposição a Lula no Senado também resultou na rejeição de uma indicação do presidente ao comando da Defensoria Pública da União (DPU). Após Igor Roque ter a nomeação barrada, os senadores aprovaram Leonardo Cardoso de Magalhães para o cargo, mas Pacheco disse que havia risco de um novo revés ao governo.

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Ao comentar a falta do nome de Padilha na lista de autoridades mencionadas na hora da promulgação da reforma, Pacheco disse que ligou para o ministro para dar uma explicação. “Eu liguei para o Padilha para pedir desculpas a ele”, afirmou. “Talvez por ele ser deputado, a gente não teve atenção nessa questão de ele ser ministro de Estado”, emendou.

“Tenho uma relação excelente com ele, não tenho nada para reclamar dele. Foi realmente um ato falho da sessão solene não ter registrado a presença dele, não foi proposital”, continuou Pacheco.

 

OS INOVADORES SÃO PESSOAS QUE PROCURAM ENTENDER O QUE ESTÁ SENDO CRIADO E INVESTIDO NO BRASIL

Camila Petry Feiler – Jornalista StartSE

O que está acontecendo no Brasil quando se trata de desenvolvimento e inovação?

Na primeira cena do filme Ecossistemas de Inovação, Santa Rita do Sapucaí aparece e, com ela, uma provocação: qual tecnologia estamos criando hoje capaz de nos transformar por tanto tempo e tão profundamente?

Mas não para por aí: a cidade dividiu palco com os principais ecossistemas de inovação brasileiros para entender o que está sendo criado e investido, em um país tão grande, complexo e pungente como o Brasil.

QUAIS SÃO OS ECOSSISTEMAS DE INOVAÇÃO MAPEADOS?

Na corda bamba com Erika Sedlacek, atleta de slackline nas alturas, o filme, lançado recentemente pela Prosa Press e dirigido pela jornalista Patricia Travassos, retrata pessoas que estão pensando, construindo e estudando um jeito de transformar o país. Foram rodados cerca de 20 mil km para conhecer:

Porto Digital – Recife/PE;

Tecnopuc e Instituto Caldeira- Porto Alegre/RS;

Rota da Inovação- Florianópolis/SC;

G10 Favelas – São Paulo/SP;

Parque Tecnológico – São José dos Campos/SP;

Unicamp – Campinas/SP;

Distrito de Inovação, Tech hub Manaus, Sidia – Manaus/AM;

Vale da Eletrônica – Santa Rita do Sapucaí/MG

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Ecossistemas Externos: a possível fonte para a perpetuidade

Cultura da Inovação: como e porquê aplicá-la em sua empresa

Inovação como guia para tomada de melhores decisões hoje

ONDE ASSISTIR ECOSSISTEMAS DE INOVAÇÃO

O filme está disponível na íntegra e gratuitamente no YouTube da produtora:

Thumbnail do vídeo

POR QUE IMPORTA?

Resolver problemas é o que está no centro de qualquer inovação. O Brasil concentra problemas diferentes, mas, ao mesmo tempo, com questões que são muito próximas a todos nós. Por isso, um olhar que cruza os ecossistemas em uma teia que pensa inovação neste território tão denso, traz também insights para quem quer ir além e seguir inovando.

Seja pela fotografia, pelas conexões, bons nomes e ideias, vale tirar 1 hora para apreciar o que está sendo feito em alguns dos ecossistemas de inovação do Brasil. Esperamos que o filme seja o início de uma história, onde os ecossistemas tenham cada vez mais voz e compartilhem para inspirar cada vez mais.

ValeOn UMA STARTUP INOVADORA

A Startup ValeOn um marketplace que tem um site que é uma  Plataforma Comercial e também uma nova empresa da região do Vale do Aço que tem um forte relacionamento com a tecnologia.

Nossa Startup caracteriza por ser um negócio com ideias muito inovadoras e grande disposição para inovar e satisfazer as necessidades do mercado.

Nos destacamos nas formas de atendimento, na precificação ou até no modo como o serviço é entregue, a nossa startup busca fugir do que o mercado já oferece para se destacar ainda mais.

Muitos acreditam que desenvolver um projeto de inovação demanda uma ideia 100% nova no mercado. É preciso desmistificar esse conceito, pois a inovação pode ser reconhecida em outros aspectos importantes como a concepção ou melhoria de um produto, a agregação de novas funcionalidades ou características a um produto já existente, ou até mesmo, um processo que implique em melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade ao negócio.

inovação é a palavra-chave da nossa startup. Nossa empresa busca oferecer soluções criativas para demandas que sempre existiram, mas não eram aproveitadas pelo mercado.

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  Brasil e Mundo ...