quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

MILEI DISSE QUE A EXPANSÃO DO ESTADO FOI RESPONSÁVEL PELA DESTRUIÇÃO DA RIQUEZA NA ARGENTINA

 

Em um discurso onde reforçou suas críticas à classe política, Milei disse que a expansão do Estado foi responsável pela destruição da riqueza na Argentina nos últimos 100 anos

Por Redação – Jornal Estadão

BUENOS AIRES – O presidente da ArgentinaJavier Milei, assinou nesta quarta-feira, 20, o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), que promove uma desregulamentação da economia do país através da modificação de 30 leis em 366 artigos. O documento, de 83 páginas, foi divulgado em um pronunciamento em rede de rádio e TV.

Entre elas estão novas regras para a legislação trabalhista, a conversão de empresas públicas em sociedades anônimas para que sejam privatizadas, além da modernização da legislação aduaneira.

Outras medidas, como a revogação de restrições para privatizar estatais, eliminação de políticas de controle de preços, fomentação de concorrência no setor farmacêutico e a desregulamentação da internet via satélite, eram solicitadas por diversos setores do país.

Os decretos também preveem revogações de leis nos setores imobiliários, de abastecimento e de controle de preços. Os decretos serão conhecidos na edição da quinta-feira, 21, do Diário Oficial.

Milei optou por decretos de necessidade e urgência, similares às medidas provisórias no Brasil, em vez de enviar projetos de lei ao Congresso, onde não tem maioria. Apesar disso, os decretos terão de ser avaliado por parlamentares.

Críticas à ‘casta’

Em um discurso onde reforçou suas críticas à classe política, Milei disse que a expansão do Estado foi responsável pela destruição da riqueza na Argentina nos últimos 100 anos.

“As crises na Argentina têm origem na mesma causa: o déficit fiscal. Nos últimos 123 anos, em 113 tivemos déficit fiscal”, disse. “Mas como a classe política nunca quis enfrentar o problema, recorreu ao aumento de impostos ou a impressão de moeda para financiar esse déficit.”

Os anúncios desta quarta são o segundo pacote de medidas econômicas do presidente, que assumiu o cargo no começo do mês. Há duas semanas, ele desvalorizou o peso e congelou obras públicas e reduziu subsídios e repasses federais a províncias do interior do país. A Argentina vive uma grave crise econômica, com uma inflação superior a 140% nos últimos 12 meses e deve dobrar no começo de 2024.

As 30 medidas de Milei

  1. Revogação da lei de aluguéis.
  2. Revogação da Lei do Abastecimento.
  3. Revogação da Lei de Góndolas.
  4. Revogação da Lei Nacional de Compras.
  5. Revogação do Observatório de Preços do Ministério da Economia.
  6. Revogação da Lei de Promoção Industrial.
  7. Revogação da Lei de Promoção Comercial.
  8. Revogação dos regulamentos que impedem a privatização de empresas públicas.
  9. Revogação do regime das empresas públicas.
  10. Transformação de todas as empresas públicas em sociedades anónimas para a sua posterior privatização.
  11. Modernização do regime laboral para facilitar o processo de criação de emprego efetivo.
  12. Reforma do Código Aduaneiro para facilitar o comércio internacional.
  13. Revogação da lei fundiária para promover o investimento.
  14. Modificação da lei sobre a gestão dos incêndios.
  15. Abolição das obrigações das fábricas de açúcar em termos de produção de açúcar.
  16. Liberalização do regime jurídico aplicável ao sector vitivinícola.
  17. Abolição do sistema nacional de comércio mineiro e do Banco de Informação Mineiro.
  18. Autorização para a transferência do pacote acionista total ou parcial da Aerolineas Argentinas.
  19. Aplicação da política de céu aberto.
  20. Modificação do Código Civil e Comercial para reforçar o princípio da liberdade contratual entre as partes.
  21. Modificação do Código Civil e Comercial para garantir que as obrigações contraídas em moeda estrangeira devem ser pagas na moeda acordada.
  22. Alteração do quadro regulamentar da medicina pré-paga e da segurança social.
  23. Eliminação das restrições de preços no sector dos pré-pagos.
  24. Incorporação das empresas de medicina pré-paga no sistema de segurança social.
  25. Estabelecimento de receitas electrónicas para agilizar o serviço e minimizar os custos. 26.
  26. Modificações no regime das empresas farmacêuticas para fomentar a concorrência e reduzir os custos.
  27. Alteração da Lei das Empresas para permitir que os clubes de futebol se tornem sociedades anónimas, se assim o desejarem.
  28. Desregulamentação dos serviços de Internet por satélite.
  29. Desregulamentação do setor do turismo, eliminando o monopólio das agências de turismo.
  30. Incorporação de ferramentas digitais nos procedimentos de registo de veículos a motor.
Protestos contra Milei reuniu sindicato e militantes de esquerda
Protestos contra Milei reuniu sindicato e militantes de esquerda Foto: LUIS ROBAYO / AFP

Protestos esvaziados

Mais cedo, milhares de pessoas desafiaram a proibição de fechar ruas na Argentina em protestos contra o governo de Milei. Com forte aparato policial, no entanto, a adesão foi menor que a esperada.

O plano para conter a manifestação foi elaborado pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, candidata da direita tradicional que se juntou a Milei depois de amargar o terceiro lugar na eleição. Ao lado dela, o presidente assistiu a operação na sede da Polícia Federal, em Buenos Aires.

Depois do protesto, Bullrich reforçou que aqueles que bloquearam as ruas serão punidos com a perda de benefícios sociais, como havia sido anunciado no começo da semana pelo governo. “As pessoas são livres. Se cometessem o delito previsto pelo protocolo que se aplicou hoje, teriam como consequência a perda do plano e se não fizessem não teriam consequências”, disse a ministra. “A maior parte das pessoas decidiu não ir porque a medida que temos para esse tipo de protesto é de, em média, 20 a 50 mil pessoas. Hoje o número foi totalmente reduzido”, acrescentou.

ELON MUSK IRONIZOU A JANJA DIZENDO QUE NÃO É RESPONSABILIDADE DO X PROTEGER AS SENHAS DOS CLIENTES

 

“Não está claro como alguém adivinhar a senha do e-mail dela é nossa responsabilidade”, escreveu o dono da rede socialElon Musk durante conferência em ParisElon Musk durante conferência em Paris16/06/2023 REUTERS/Gonzalo Fuentes

Guilherme Padincolaboração para a CNN

O dono do X (antigo Twitter), Elon Musk, ironizou a primeira-dama Janja da Silva, que sofreu um ataque hacker há pouco mais de uma semana e afirmou que vai processar a rede social.

“Não está claro como alguém adivinhar a senha do e-mail dela é nossa responsabilidade”, escreveu Musk nesta quarta-feira (20).

A mensagem do bilionário se deu em resposta à notícia de que Janja pretende processar sua rede social. Veja:

Invasão à conta de Janja

No último dia 11, um adolescente de 17 anos invadiu a conta de Janja no X e, se passando pela primeira-dama, fez publicações com ofensas, xingamentos e conteúdos pornográficos.

Na manhã seguinte, a Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar o ataque. No mesmo dia, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o X, cobrando a preservação de todos os registros e elementos digitais relativos à conta de Janja.

“Na noite de ontem, os ataques de ódio e o desrespeito que eu sofro diariamente chegaram a outro patamar. Minha conta no X foi hackeada e, por minutos intermináveis, foram publicadas mensagens misóginas e violentas contra mim. Posts machistas e criminosos, típicos de quem despreza as mulheres, a convivência em sociedade, a democracia e a lei”, declarou Janja no dia 12.

Na quarta-feira (13), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra o suspeito de 17 anos de invadir a conta. À polícia, ele disse ter agido sozinho e encontrado os dados da primeira-dama de forma “fortuita” na internet.

Conforme o depoimento do jovem, ao qual a CNN teve acesso, os dados para acessar a conta de Janja – e-mail e senha – já estavam disponíveis há mais de cinco meses na rede.

Ele afirmou que não planejou o ataque e que agiu sozinho, descartando a participação do músico João Vitor, que também foi alvo de busca e apreensão da PF em operação em Minas Gerais. O adolescente disse que é apenas fã de João Vitor.

O adolescente declarou que abandonou a escola, que ajuda a mãe a cuidar de um irmão doente e que passa o dia todo em casa sem trabalhar.

O hacker disse que acessou a conta de Janja no LinkedIn, mas não fez postagens, e também seu e-mail. Ele afirma que não baixou, nem analisou o conteúdo do e-mail da primeira-dama.

O adolescente conta ainda que resetou seu computador, porque tinha medo, mas não o celular. Que sabia que a Polícia Federal iria investigar (chegou a gravar um áudio desafiando a PF), mas que se arrepende porque não imaginava a repercussão.

QUANTO MAIS PROIBEM OS CIGARROS ELETRÔNICOS MAIS AUMENTA O CONSUMO E O CONTRABANDO

 

O crescente consumo de cigarros eletrônicos, 100% provenientes do mercado ilegal e que já chega a mais de 2 milhões de adultos, suscita o debate acerca da eficácia da proibição no país

O Brasil possui atualmente mais de 2,2 milhões de adultos consumidores regulares de cigarro eletrônico e cerca de 6 milhões de adultos fumantes que já experimentaram o produto. Imagem: Freepik.com

O consumo de cigarros eletrônicos não é nenhuma novidade no Brasil, no entanto, a maioria das pessoas desconhece que a comercialização, importação e propaganda dos dispositivos são proibidas no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. A surpresa é que, mesmo diante da proibição, o consumo de cigarros eletrônicos não só existe, como quadruplicou entre 2018 e 2022. Segundo pesquisa IPEC de 2022, o país possui atualmente mais de 2,2 milhões de adultos consumidores regulares de cigarro eletrônico e cerca de 6 milhões de adultos fumantes que já experimentaram o produto.

Diante desse cenário, há uma mobilização da sociedade — entidades civis, poder público, comunidade científica, associações de consumidores e indústria — visando discutir os resultados da opção adotada no país e reavaliar caminhos a partir das novas informações e evidências científicas sobre o tema.

A experiência internacional, por exemplo, mostra que a proibição não é o melhor caminho a ser adotado, uma vez que diversos países conhecidos por políticas bastante restritivas em relação aos cigarros convencionais concluíram, com base em diversos estudos científicos, que os cigarros eletrônicos podem ser aliados importantes na diminuição dos danos causados pelo consumo de cigarros convencionais, como uma importante ferramenta na construção de uma política de redução de riscos à saúde. Hoje, 84% dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento do Comércio (OCDE)  optaram pela regulamentação dos cigarros eletrônicos, são exemplos o Reino Unido, Canadá, EUA, Nova Zelândia, os 27 países da União Europeia, entre outros.

relatório mais recente e independente, com mais de 400 artigos revisados, publicado em setembro de 2022 pelo Ministério da Saúde do Reino Unido, demonstra que o vaporizador é até 95% menos prejudicial do que o cigarro tradicional, ou 20 vezes menos nocivo. A revisão Cochrane, divulgada em 13 de setembro de 2023 com mais de 300 estudos e 150.000 indivíduos estudos, é outro exemplo de referência no conceito de redução de danos.

As implicações dos produtos ilegais na saúde dos brasileiros

 Como todo o mercado de cigarros eletrônicos no Brasil é ilegal, não há possibilidade de obter dados essenciais para que os consumidores possam se resguardar em relação aos produtos que consomem. A falta de informações sobre composição, procedência e a segurança do dispositivo criam uma série de riscos que poderiam ser facilmente evitados através da regulamentação.

Atualmente, a venda dos produtos contrabandeados é feita livremente em sites, redes sociais, bares e até em aplicativos de entrega, o que evidencia a facilidade de acesso ao produto ainda que sua comercialização seja proibida.

O comércio descontrolado, sem monitoramento e fiscalização, por outro lado, também contribui para a ampliação do acesso dos dispositivos por menores de 18 anos de idade — oferecendo um risco também aos adolescentes que não devem, sob nehuma hipótese, consumir esse tipo de produto.

Conforme a farmacêutica, ex-diretora da Anvisa e consultora da BAT Brasil, Alessandra Bastos, o dispositivo não é isento de riscos, por isso não é recomendado para pessoas que não fumam e nem para menores de idade. “A regulamentação traz outra perspectiva justamente por possibilitar a criação de um mercado que comercialize produtos que possuam controle fitossanitário, monitoramento e fiscalização, além da garantia do seguimento de todas as determinações sanitárias do país — tais como advertências na embalagem, descrição de componentes e controle da concentração de nicotina, por exemplo”, explica.

A expectativa é que a Anvisa retome a discussão sobre regulamentação ainda este ano. Em paralelo, no dia 28 de setembro, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado realizará audiência pública sobre cigarros eletrônicos. O motivo é o debate sobre a regulamentação deste mercado no Brasil e o risco ocasionado pela falta de regulação e de controle com base em regras sanitárias.

Nota:

Vaporizadores e produtos de tabaco aquecido são produtos destinados a maiores de 18 anos, assim como o cigarro. Estes produtos não são isentos de riscos.

A redução de riscos de vaporizadores e produtos de tabaco aquecido é baseada nas evidências científicas mais recentes disponíveis e desde que haja a substituição completa do consumo de cigarros tradicionais.

“A BAT é operada por terceiro, sendo que este conteúdo não foi elaborado e não tem ingerência ou responsabilidade associada à CNN Brasil e/ou a nenhuma de suas empresas controladoras. #Publicidade”.

CONHEÇA COMO É O CHESTER VIVO UM DOS PRATOS MAIS CONHECIDOS DO NATAL

 

Ave tem origem em uma linhagem de frango que foi trazida da Escócia para o Brasil em 1980Chester em prato para o NatalChester em prato para o NatalDivulgação/BRF

Da CNN – São Paulo – André Rigue.

Poucas pessoas conhecem como é um Chester, um dos pratos mais conhecidos para o Natal. A BRF, dona da marca Perdigão, divulgou imagem nos últimos anos que responde ao mistério.

Durante o tempo em que permaneceu “escondido”, muitas lendas foram criadas a respeito do Chester. Algumas diziam que ele não tinha cabeça ou que comia tanto a ponto de não conseguir se mexer.

“O Chester é um animal muito saudável. O diferencial dele é uma genética que foi aperfeiçoada e o cuidado que ele recebe nas granjas e na alimentação. No passado, a Perdigão alimentou essa aura de mistério, mas hoje a gente é muito transparente sobre nossas granjas e a forma como nossos animais são cuidados”, respondeu a empresa em matéria do CNN Economia.

O que é o Chester?

O Chester é uma marca registrada, e não uma espécie. A ave tem origem em uma linhagem de frango que foi trazida da Escócia para o Brasil em 1980. Poucos anos depois, ele passou a ser comercializado no país como concorrente do peru de Natal da Sadia –hoje, Sadia e Perdigão pertencem à BRF.

A produção do Chester se concentra na cidade de Mineiros, em Goiás. O tempo de criação é superior ao do frango convencional: o Chester é abatido quando tem em torno de 50 dias, 20 dias a mais do que o frango.

A alimentação também é diferenciada, com uma dieta balanceada, com vitaminas e minerais, específica para suas necessidades de desenvolvimento. Tudo isso gera diferenças no tamanho da ave e na carne.

Produção começa em março

Veja algumas curiosidades do Chester, segundo Luciana Bulau, gerente executiva da Perdigão:

–    É maior que o frango comum;
–    Não tem hormônios, conforme proibição da legislação brasileira; 
–    Tem a carne mais macia;
–    O sabor é mais suave em comparação com outras aves natalinas;
–    70% da carne são concentradas no peito e nas coxas, partes nobres da ave;
–    Tem menos gordura que o frango;
–    Embora venha de uma linhagem de frango escocesa, só é vendido no Brasil;
–    Apesar de só ser vendido no Natal, a produção começa em março. 

“Por ser um produto especial, concentramos as vendas no Natal, o que cria essa aura de expectativa e faz do Chester um símbolo do Natal brasileiro”, diz a executiva da Perdigão. 

Chester vivo
Foto: Divulgação

Embrapa: só machos são vendidos como Chester

A empresa não deu detalhes sobre o processo produtivo, mas, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), só são vendidos como Chester os machos sem defeitos –como contusões e fraturas.

As fêmeas dessa linhagem não crescem tanto quanto os machos. Por isso, são abatidas na mesma idade que os frangos convencionais e vendidas em cortes embalados em bandejas.

Os machos abatidos que não atendem ao padrão de qualidade para o produto natalino são transformados em produtos como peito, embutidos e processados de Chester.

Linha comemorativa para os 40 anos

Como parte da comemoração de 40 anos do Chester no país, a Perdigão ampliou a linha “Sabores do Brasil”. Em 2020, são vendidas oito opções de Chester, com temperos diferentes: Chester Tradicional, Chester Azeite e Ervas, Chester Assa Fácil Tradicional, Chester Assa Fácil Pesto, Chester Mineiro (vendido apenas em Minas Gerais e Rio de Janeiro), Chester Gaúcho (comercializado apenas no Sul do país) e Chester Desossado. 

A novidade de 2020 são as embalagens comemorativas e o Chester com Sabor Toque Caseiro, que leva diferentes temperos, como alho e cúrcuma, inspirado nas receitas enviadas pelos próprios consumidores, segundo a fabricante.

A empresa não divulga dados sobre vendas, mas afirma que o Chester tem mais de 50% do mercado de aves especiais do Natal, sendo um dos produtos mais vendidos dessa época do ano.

Publicado por: André Rigue.

GUERRA ESTAGNADA NA UCRÂNIA, TENSÕES INTERNAS EM KIEV E SOLIDARIEDADE OCIDENTAL APRESENTA FISSURAS

 

História por admin3  • Revista Planeta

Com contraofensiva ucraniana de 2023 estagnada, tensões internas surgem em Kiev e solidariedade ocidental apresenta fissuras. Russos vêm mantendo pressão militar enquanto guerra entra em mais um inverno.Em 24 de fevereiro de 2023, no aniversário de um ano da guerra de agressão russa contra a Ucrânia, o presidente Volodimir Zelenski elogiou a resistência dos ucranianos e se mostrou confiante: “Sabemos que 2023 será o ano da nossa vitória!”

Por aqueles dias, as esperanças de uma vitória ucraniana eram de fato grandes, impulsionadas por reconquistas de território e pelo fornecimento de armas e equipamentos modernos pelo Ocidente, como o sistema de defesa de mísseis americano Patriot, os tanques alemães Leopard 2 e os britânicos Challenger 2. Falava-se muito no início da contraofensiva de primavera.

Mas, dez meses depois, o ano se encerra com uma perspectiva completamente diferente: a contraofensiva da Ucrânia estagnou, com progressos modestos. Essa realidade foi reconhecida em novembro pelo comandante-chefe das Forças Armadas de Kiev, general Valerii Zaluzhnyi. “Assim como na Primeira Guerra Mundial, atingimos o nível de tecnologia que nos coloca numa estagnação”, declarou à revista The Economist.

Essa declaração foi o primeiro dos sinais de atrito entre Zelensky e Zaluzhnyi, estimulando especulações na imprensa nacional de que o chefe dos militares poderia ser afastado e deixando evidente que a Ucrânia não está obtendo os resultados esperados com a sua contraofensiva.

Atraso no início da contraofensiva

Esta só fora lançada, com atraso, no início de junho, após meses de preparativos. As tropas ucranianas atacaram as forças russas em três eixos – um no leste e dois no sul.

O objetivo era dividir o exército russo em dois e cortar as suas linhas de abastecimento para a Crimeia. Era um plano ambicioso. Após meses de combates intensos e dispendiosos, a Ucrânia conseguiu obter alguns ganhos – mas de forma lenta e dolorosa.

A batalha pela vila de Robotyne, no sul, foi simbólica dessas dificuldades. As forças ucranianas encontraram defesas russas bem preparadas – com densos campos minados, labirintos de trincheiras, arame farpado e valas antitanques.

“As batalhas são acirradas, mas estamos avançando, e isso é o principal. Agradeço aos nossos soldados por cada bandeira ucraniana que agora está retornando ao seu devido lugar”, declarou Zelenski na época.

Quando a bandeira ucraniana foi hasteada em Robotyne, no final de agosto, o exército ucraniano já havia sofrido perdas pesadas. Zelenski disse que a Ucrânia esperou muito pelas armas ocidentais. O atraso deu à Rússia mais tempo para preparar o campo de batalha.

Fissuras no apoio do Ocidente

O presidente Vladimir Putin parece ter esperança de que a pressão militar implacável da Rússia, combinada com a mudança da dinâmica política ocidental e um desvio da atenção mundial para a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, vão retirar apoio da Ucrânia após quase dois anos de guerra.

“No que diz respeito à liderança russa, o confronto com o Ocidente atingiu um ponto de virada: a contraofensiva ucraniana falhou, a Rússia está mais confiante do que nunca e as fissuras na solidariedade ocidental estão se alastrando”, observa a pesquisadora Tatiana Stanovaya, do Carnegie Russia Eurasia Center, em declarações à agência de notícias AP.

Um bilionário pacote de ajuda para a Ucrânia está paralisado no Congresso dos EUA, pois os republicanos insistem em vincular a liberação de mais dinheiro a mudanças na segurança da fronteira entre os EUA e o México, contestadas pelos democratas.

A União Europeia não conseguiu chegar a um acordo, na semana passada, sobre um pacote de 50 bilhões de euros em ajuda financeira de que a Ucrânia necessita desesperadamente devido ao bloqueio do premiê húngaro, Viktor Orbán, conhecido pela sua proximidade com Putin.

“Se o Ocidente simplesmente assumir que há uma estagnação e reduzir seu compromisso com a Ucrânia, as vantagens russas aumentarão porque a Rússia não aceita a estagnação”, diz o especialista militar Michael Kofman, do Carnegie Endowment.

Há combates, mas pouco muda

No meio desses sinais de desgaste do apoio ocidental, a Rússia aumentou a sua pressão sobre as forças ucranianas em várias partes do front de mais de 1.000 quilômetros. “Desde outubro que os militares russos têm tentado tomar a iniciativa numa série de locais no front”, comenta Kofman.

A situação na linha da frente é mais dinâmica do que a palavra estagnação sugere. A Rússia continua organizando ataques, mesmo que pouco sofisticados, e alguns analistas acusam o Ocidente de demora no fornecimento de armas e equipamentos.

Já os militares da Ucrânia, após cinco meses de combates exaustivos, estão precisando reconstituir suas forças e sua eficácia de combate. “As forças ucranianas, embora motivadas, estão exaustas. Elas perderam muitas unidades de ação. Perderam muitas tropas com capacidade de assalto”, diz Kofman.

A Rússia também mantém uma grande vantagem em termos de pessoal, apesar de ter sofrido inúmeras perdas. Um relatório desclassificado dos serviços secretos dos EUA avalia que a guerra na Ucrânia custou à Rússia 315 mil soldados mortos ou feridos, ou 87% do pessoal que tinha quando o conflito começou.

Dias depois, Putin declarou que a Rússia tem 617 mil soldados na Ucrânia, um número que muitos blogueiros de guerra russos consideram muito aquém do necessário para adentrar profundamente a Ucrânia. Zelenski diz que suas forças terrestres somam cerca de 600 mil.

A Rússia também continua sendo capaz de produzir mísseis, tanques e, segundo estimativas ucranianas, até 1 milhão de projéteis de artilharia de 152 mm por mês. Os EUA disseram que Moscou também começou a receber munições sob um acordo firmado com a Coreia do Norte em setembro.

Novos campos de batalha

Uma área onde a Rússia tem mantido pressão constante é a cidade de Kupiansk, no nordeste do país, um centro ferroviário estrategicamente importante que Moscou havia capturado no início da guerra e que depois perdeu na contraofensiva ucraniana de setembro de 2022. Embora as forças russas não tenham conseguido obter quaisquer ganhos significativos na área, a Ucrânia teve que empregar uma força significativa para proteger a cidade.

Em outubro, as tropas russas também lançaram uma ofensiva em torno de Avdiivka, uma cidade perto de Donetsk, o centro da região que foi tomada por rebeldes apoiados por Moscou em 2014 e anexada ilegalmente pela Rússia em 2022, juntamente com outras três regiões ucranianas.

A Ucrânia construiu múltiplas defesas em Avdiivka, completas com fortificações de concreto e uma rede de túneis subterrâneos, o que lhe permitiu repelir ataques russos. Mesmo assim, e apesar das grandes perdas, as tropas russas avançaram de forma constante, procurando envolver Avdiivka e cortar as linhas de abastecimento ucranianas.

Essa batalha evoluiu para um conflito horrível para ambas as partes e já foi comparada à luta por Bakhmut, a batalha mais longa e sangrenta da guerra, que terminou com a captura da cidade pela Rússia, em maio.

Mais um inverno de guerra

Depois de atenuar a contraofensiva da Ucrânia a partir do verão europeu, a Rússia está se preparando agora para um novo período de guerra no inverno, o que pode envolver a tentativa de ampliar seus ganhos no Leste e desferir golpes significativos nas infraestruturas vitais do país vizinho.

O Kremlin e o Ministério russo da Defesa silenciam sobre planos específicos, mas alguns blogueiros de guerra russos dizem que Moscou poderia lançar uma grande ofensiva para adentrar profundamente território ucraniano.

Outros alertam, no entanto, que os militares russos carecem de recursos para qualquer grande avanço, dizendo que isso exigiria muito mais soldados e armas, expondo-os aos mesmos riscos que resultaram no fracasso das tentativas russas de capturar Kiev e outras cidades, no começo da guerra.

Os ucranianos esperam uma repetição da série de bombardeios no inverno do ano passado, dirigida à rede energética do país, embora, no ano passado, ela já tenha começado em 10 de outubro e, este ano, ainda não haja nenhum sinal de que comece em grande escala.

Isso pode indicar que faltem mísseis de longo alcance à Rússia, mas como as temperaturas em Kiev ainda estão relativamente amenas, alguns analistas avaliam que o Kremlin talvez esteja apenas esperando o frio intenso chegar para iniciar uma campanha.

Sem perspectiva de fim

Quase um ano depois de sua declaração de que 2023 seria o ano da vitória, Zelenski agora diz que ninguém é capaz de dizer quando a guerra vai acabar.

Já o Kremlin expressa crescente confiança na vitória. Putin, que anunciou que irá concorrer à reeleição em março, declarou-se confiante e disse, durante uma reunião com autoridades de defesa, que a sociedade se uniu em apoio ao esforço de guerra. “Não vamos desistir dos objetivos da operação militar especial”, disse ele, usando o eufemismo do Kremlin para sua guerra de agressão na Ucrânia.

Em declarações a um canal de notícias tcheco, repercutidas pelo site Politico, o presidente da República Tcheca, Petr Pavel, disse esperar “desenvolvimentos significativos” na guerra em 2024 e que esses não deverão ser favoráveis a Kiev. “Os sinais até agora são de que não será como gostaríamos que fosse”, alertou Pavel, que é um antigo general, alto líder da Otan e firme apoiador da Ucrânia.

O post Guerra na Ucrânia está estagnada e sem fim à vista apareceu primeiro em Planeta.

AGI É A IDEIA DE UMA MÁQUINA QUE PENSA, APRENDE E CRIA COMO OS HUMANOS

Gabriel Custódio – Redator da StartSE

A ideia de uma máquina que possa pensar, aprender e criar como um ser humano é tão atraente quanto assustadora. Entenda mais sobre AGI!

A busca pela AGI: o que esperar da inteligência artificial que pode igualar ou superar os humanos

A inteligência artificial (IA) é uma das áreas mais promissoras e desafiadoras da ciência da computação. Ela visa criar sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como reconhecimento de voz, visão computacional, aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e muito mais.

No entanto, a maioria das IAs que existem hoje são especializadas em uma única tarefa ou domínio, e não conseguem se adaptar a novos problemas ou contextos. Essas IAs são chamadas de inteligência artificial estreita (ANI: Artificial Narrow Intelligence) ou IAs Fracas.

O que muitos pesquisadores e entusiastas sonham é criar uma inteligência artificial geral (AGI: Artificial General Intelligence), que seria capaz de entender e realizar qualquer tarefa intelectual que um humano pode fazer, ou até melhor.

Uma AGI teria a capacidade de aprender de forma autônoma, raciocinar logicamente, resolver problemas complexos, criar coisas novas e se comunicar com outras inteligências.

Mas como estamos perto de alcançar esse objetivo?

Quais são os desafios e os riscos envolvidos?

E o que podemos esperar da AGI no futuro?

O ESTADO DA ARTE DA AGI

A Inteligência Artificial Geral (AGI) é um dos temas mais fascinantes e controversos da atualidade. A ideia de uma máquina que possa pensar, aprender e criar como um ser humano é tão atraente quanto assustadora. O desenvolvimento de uma AGI pode trazer benefícios inimagináveis para a humanidade, mas também pode representar uma ameaça à nossa existência.

Um dos motivos do afastamento do Sam Altman, foi o desenvolvimento de uma inteligência artificial que soluciona equações: o algoritmo Q-Star. Essa IA aprenderia de forma autônoma e seria o que temos de mais próximo de uma inteligência artificial geral.

No entanto, a questão da segurança dessas IAs é crucial. Pois devida sua autonomia, devemos arrumar formas de controlar e/ou direcionar qual conteúdo elas aprendem. E também impedir que sejam utilizadas para fins antiéticos.

Do que temos hoje, o GPT é considerado um dos modelos mais próximos de uma AGI, pois pode se adaptar a diferentes tarefas e domínios, como escrever artigos, programar e até conversar.

Vale dizer: o GPT ainda tem suas limitações, como a falta de compreensão profunda do significado dos textos, a dificuldade de lidar com informações contraditórias ou falsas, e a dependência de um input externo para gerar uma saída.

Uma das formas de testar se uma IA é uma AGI é pensar nela no vácuo. Se colocarmos um humano em um quarto escuro, sem estímulos, ele começará a criar coisas. Um GPT no vácuo não cria coisas sem um input, sem um usuário ou ideia. Mas uma AGI teria esse comportamento.

E é exatamente essa questão que se põe sobre a segurança dessas IAs. Pois, o que elas aprenderão quando não estivermos olhando? Será que foi essa questão que fez as coisas complicarem para o lado de Sam Altman?

OS DESAFIOS E OS RISCOS DA AGI

A saída e retorno de Altman na OpenAI levanta uma série de questões sobre os desafios e os riscos da AGI. Afinal, como podemos garantir que uma IA que pode superar os humanos em qualquer tarefa seja alinhada aos nossos valores e interesses? Como podemos evitar que ela seja usada para fins nefastos ou que ela se volte contra nós? E como podemos lidar com as implicações sociais, econômicas e éticas de uma IA que pode mudar o mundo como o conhecemos?

Essas questões não são novas, e já foram abordadas por diversos artistas, filósofos, cientistas e ativistas.

Alguns deles são otimistas, e acreditam que a AGI pode ser uma força positiva para a humanidade, trazendo benefícios como o aumento da produtividade, da criatividade, da saúde, da educação e da qualidade de vida.

Outros são pessimistas, e temem que a AGI possa ser uma ameaça para a nossa existência, causando problemas como o desemprego, a desigualdade, a guerra, a opressão e a extinção.

Contudo, ainda precisamos de revoluções tecnológicas para o desenvolvimento de AGIs.

O hardware atual é poderoso, mas não muito integrado e pouco parecido com o cérebro humano. Há muitas pesquisas sobre um hardware biológico. A IA Forte segue a estrutura da teoria da IA da mente, por meio da qual se espera que AGI seja capaz de raciocinar, resolver problemas complexos, fazer julgamentos sob situações incertas, planejar, aprender habilidades cognitivas, integrar conhecimento prévio na tomada de decisão ou obter precisão, ser inovador, imaginativo e criativo.

POR QUE IMPORTA?

Talvez, teremos algo próximo disso nos próximos 10 anos. Esse tempo é para um salto de nossas capacidades computacionais. Pois é importante que desenvolvamos um modelo integrado. O que isso quer dizer? Um modelo que não seja um amálgama de vários modelos menores: um de visão, um de texto, um de áudio… Por quê?

Porque dessa forma não teremos uma inteligência parecida com a humana, cuja criatividade e capacidades dependem da integração sem emendas e sinestésica dessas capacidades.

Não há uma resposta definitiva para a questão de quando teremos uma AGI, ou como ela será.

O que podemos fazer é continuar pesquisando, desenvolvendo, testando, regulando, monitorando, educando e dialogando sobre a Inteligência Artificial, pois só desta forma podemos estimular seu desenvolvimento saudável sem sua proibição, buscando sempre o seu uso ético, responsável e benéfico para a humanidade.

Afinal, a AGI não é apenas uma questão técnica, mas também uma questão social, política, econômica, moral e existencial. E nós, como seres humanos, temos o dever de nos preparar para esse desafio, e de nos perguntar: o que queremos da AGI? E o que a AGI quer de nós?

A Startup Valeon reinventa o seu negócio

Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços.

Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nos comércios passa pelo digital.

Para ajudar as vendas nos comércios a migrar a operação mais rapidamente para o digital, lançamos a Plataforma Comercial Valeon. Ela é uma plataforma de vendas para centros comerciais que permite conectar diretamente lojistas a consumidores por meio de um marketplace exclusivo para o seu comércio.

Por um valor bastante acessível, é possível ter esse canal de vendas on-line com até mais de 300 lojas virtuais, em que cada uma poderá adicionar quantas ofertas e produtos quiser.

Nossa Plataforma Comercial é dividida basicamente em página principal, páginas cidade e página empresas além de outras informações importantes como: notícias, ofertas, propagandas de supermercados e veículos e conexão com os sites das empresas, um mix de informações bem completo para a nossa região do Vale do Aço.

Destacamos também, que o nosso site: https://valedoacoonline.com.br/ já foi visto até o momento por mais de 226.000 pessoas e o outro site Valeon notícias: https://valeonnoticias.com.br/ também tem sido visto por mais de 5.800.000 de pessoas, valores significativos de audiência para uma iniciativa de apenas três anos. Todos esses sites contêm propagandas e divulgações preferenciais para a sua empresa.

Temos a plena certeza que o site da Startup Valeon, por ser inédito, traz vantagens econômicas para a sua empresa e pode contar com a Startup Valeon que tem uma grande penetração no mercado consumidor da região capaz de alavancar as suas vendas.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

LULA É CRITICADO POR QUERER PERMANECER NO PODER INDEFINIDAMENTE

 

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

Deputados da oposição criticaram a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em live nesta terça-feira, 19. Ele queixou-se de que suas vitórias eleitorais são atribuídas à “sorte” e afirmou que, se isso fosse verdade, deveria ser mantido no mandato indefinidamente. “Se é verdade que eu tenho sorte, o povo deveria me eleger para sempre”, afirmou.

“Típico de ditadores, permanecer no poder sem dar lado para a verdadeira democracia. Sabemos que no Brasil só podemos ter dois mandatos consecutivos, mas com essa fala, Lula deixa claro suas reais intenções”, afirmou Rodolfo Nogueira (PL-MS).

A edição da live semanal contou com a participação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que aproveitou a ocasião para criticar Elon Musk e pedir regulação das redes sociais após ataque hacker sofrido na semana passada.

Os parlamentares também criticaram a fala de Janja. “Estamos lidando com uma pessoa sedenta pelo poder”, completou Messias Donato (Republicanos-ES). “Na mesma live, tanto ele quanto Janja bateram na tecla da censura das redes sociais. O povo precisa estar muito atento.”

Para o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN), Lula deseja “perpetuar-se no poder”. “Democracia precisa ter alternância de poder, o contrário disso é ditadura”, afirmou. “Isso mostra o que eles carregam no DNA: um traço ditatorial e autoritário”, comentou Rodrigo Valadares (União-SE).

Há uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata sobre o tema em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A matéria aguarda a designação de um relator desde março deste ano.

O post Deputados da oposição criticam fala de Lula em live sobre mandato: ‘Típico de ditadores’ apareceu primeiro em ISTOÉ DINHEIRO.

CONGRESSO AGUARDA PLANEJAMENTO DO GOVERNO DE LIBERAÇÃO DE 11,3 BILHÕES DE EMENDAS PARLAMENTARES

 

História por Emilly Behnke  • 18h

A cúpula do Congresso ainda aguarda o governo indicar a fonte de custeio para o montante de R$ 11,3 bilhões previstos para as emendas de comissão no Orçamento de 2024. O Poder360 apurou que o relator da peça orçamentária, deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), negocia e espera uma sinalização sobre o tema para avançar em seu parecer. O relatório ainda precisa ser votado na CMO (Comissão Mista de Orçamento) e em sessão do Congresso nesta semana para valer no próximo ano.

Poder360 apurou que o relator e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda vão debater o texto ao longo desta 3ª feira (19.dez). A votação na comissão está prevista para 4ª (20.dez) e no dia seguinte, em 21 de dezembro, a deliberação em sessão do Congresso.

O relatório da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que define as bases do Orçamento, estabelece que as emendas de comissão correspondem a 0,9% da receita corrente líquida do governo em 2022 (aproximadamente R$ 11,3 bilhões). A proposta já foi analisada na comissão e deve ser votada em sessão conjunta de deputados e senadores nesta 3ª feira (19.dez).

Na versão inicial, o relator da LDO, deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), havia incluído um cronograma para o pagamento das emendas de comissão, que foi criticado por aliados do Planalto e, por isso, retirado do parecer. O governo teme que o aumento no montante de emendas impositivas poderia prejudicar os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A cúpula do Congresso, entretanto, minimiza a preocupação do Executivo e defende que só há a possibilidade de os investimentos do programa serem afetados se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não indicar como alocará as emendas de comissão.

Para os deputados e senadores, o valor é visto como pequeno se comparado ao Orçamento total da União. Os congressistas também criticam o fato de o governo enxergar o Orçamento como sendo do Executivo, apesar de ser o Congresso que negocia, vota e aprova a peça orçamentária, além de eventuais remanejamentos dos recursos.

A LDO só estabeleces prioridades e diretrizes do Orçamento. É a Lei Orçamentária Anual que traz a estimativa de receita e a programação de despesas.

Além das emendas de comissão, a LDO estabelece aproximadamente R$ 25 bilhões para as emendas individuais e R$ 12,5 bilhões para as de bancada. Ambas são impositivas e terão um cronograma para o seu empenho e pagamento. Na avaliação de congressistas, apesar de críticas de governistas, o calendário para o pagamento não deve ser vetado por Lula.

APETITE DO PT E CENTRÃO PELO GOVERNO

História por Notas & Informações  • Jornal Estadão

Custará caro ao governo a soma de constrangimentos políticos produzidos pela resolução do PT aprovada em recente encontro do diretório nacional do partido. Não satisfeita em despejar sua artilharia contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pregar a gastança com fins eleitorais, a cúpula petista, encabeçada pela presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, manteve em seu documento oficial uma dura queixa dirigida ao Centrão. Apesar dos clamores de algumas lideranças do PT no Congresso – temerosas, com razão, das fissuras abertas com o poderoso bloco liderado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) –, o texto pôs o dedo em riste para o que chamou de “forças conservadoras e fisiológicas do chamado Centrão”.

Na expectativa de mudanças na equipe ministerial nos próximos meses, boa parte do cacicado petista pressiona o presidente Lula da Silva a frear o apetite do Centrão por mais postos na Esplanada dos Ministérios. Dispensável dizer que tais movimentos não seriam sustentados por Gleisi Hoffmann sem a anuência e a preferência do chefe – a começar porque a iniciativa partiu da ala da qual Lula faz parte e lidera, a Construindo um Novo Brasil (CNB). É também escolha conveniente: usar o partido para dizer aquilo que o presidente e seus articuladores políticos não podem dizer à luz do dia. Para Gleisi, um documento petista teria baixo efeito sobre os humores do Congresso. Engana-se. O estrago pode ser grande.

À primeira vista, o argumento é considerável: o governo não pode ficar refém, cedendo cargos e aumentando as emendas parlamentares do Centrão, em troca de um apoio habitualmente instável. No entanto, conhecendo a cosmogonia petista, apetite se combate com apetite. Para o PT, nunca foi suficiente ocupar todos os Ministérios lotados no Palácio do Planalto (Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência, Secretaria de Relações Institucionais e Secretaria da Comunicação, além da Advocacia-Geral da União). Ou as pastas da Fazenda, Educação, Desenvolvimento Social, Trabalho e Desenvolvimento Agrário, quase todas meninas dos olhos da agenda do partido. O PT quer mais, seguindo sua gula habitual: aos amigos, tudo; ao restante da coalizão, as sobras.

Convém reconhecer que o orçamento secreto, deformação das chamadas emendas de relator (que tinham objetivo meramente contábil), criou uma demanda dos parlamentares por liberações mais discricionárias e mais ágeis dos recursos. O orçamento secreto acabou, mas muitas de suas engrenagens se mantiveram. E a busca por recursos e cargos ficou mais exigente, amplificada pelo fato de que partidos médios e pequenos se uniram em grandes blocos, de modo a melhorar o acesso a recursos de poder. Com isso é muito menor a margem de manobra presidencial no manejo da coalizão do governo.

O problema, e isso os petistas têm dificuldade de entender, é que a coalizão já enfrenta problemas que vão além do Orçamento. Em circunstâncias normais, Lula precisaria de MDB, União Brasil e PSD como fiadores da sua coalizão para levar o governo para o centro – e não para o Centrão. Mas nem o presidente acredita nessa ideia. Ao chegar ao Palácio do Planalto, Lula tinha dois caminhos a seguir: ser um governo petista ou da frente democrática. Disse que seria da frente democrática, mas no fundo governa como petista. E assim partido algum, sozinho ou junto com os demais, é capaz de dar todos os votos de que o governo precisa – nem mesmo quando estão em relativa paz interna. O Centrão sabe disso.

Com fama de exibir atributos especiais como articulador político, o presidente terá de fazer escolhas. Diante de um Congresso indócil, e na ausência de grandes bancadas partidárias que garantam sustentação parlamentar, a cautela poderá ser a senhora do destino deste mandato. Por necessidade e pragmatismo, Lula precisa do Centrão. E goste-se ou não, na prática, o Centrão é formado por partidos que tanto asseguram a governabilidade e o funcionamento ao Congresso quanto impõem freios à radicalização do governo, à esquerda e à direita. Foi o que impediu, por exemplo, que o governo bolsonarista fosse 100% bolsonarista. E é o que impedirá que o governo petista seja 100% petista.

 

TCU QUER AUDITAR PRESENTES RECEBIDOS POR LULA/JANJA EM 2023

 

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

O Tribunal de Contas da União (TCU) tomou a decisão inédita de auditar e fiscalizar o recebimento de presentes dados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. No entendimento vigente, essa fiscalização só é feita ao fim da gestão do mandatário, o que, para Lula, seria em 2027. No entanto, o ministro Augusto Nardes decidiu adiantar o processo.

A decisão atende a um requerimento da oposição, que teve autoria do deputado federal Junio Amaral (PL-MG) e foi encaminhado ao TCU pela presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, Bia Kicis (PL-DF).

O parecer de Nardes, que foi relator do caso, contraria a área técnica do TCU, que sugeriu o arquivamento do pedido. “Há previsão para a realização de auditoria com o mesmo objeto, ao final do mandato do Presidente da República, momento considerado oportuno e conforme a atuação costumeira deste Tribunal”, diz o parecer dos técnicos do Tribunal. Apesar dessa manifestação, a decisão do ministro foi ratificada pelo plenário do TCU.

Como mostrado pelo Estadão, o presidente Lula e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, já receberam presentes como relógio dos Emirados Árabes, vaso do Partido Comunista chinês, porta revista, panela e kimono, desde o primeiro dia deste terceiro mandato.

AGU pretende recorrer da decisão

Questionada pela reportagem, a Advocacia-Geral da União (AGU), em nota, confirma que irá recorrer da decisão do TCU. O órgão, chefiado por Jorge Messias, indica contudo que a “espécie de recurso a ser interposto ainda é avaliada, devendo ser apresentado nos próximos dias”.

Procurado para se manifestar, o TCU ainda não respondeu.

Presentes do governo Bolsonaro

“Esse é um assunto que passou a ter holofotes no governo Bolsonaro. Acho correto acompanhar e exigir a devida transparência”, alegou à reportagem o deputado Junio Amaral, autor do requerimento. Em março deste ano, o Estadão revelou com exclusividade as tentativas de Jair Bolsonaro (PL) de trazer ilegalmente ao Brasil presentes cedidos à presidência.

Foi o caso de um conjunto de joias preciosas da marca Chopard avaliado em R$ 5,1 milhões, presente da Arábia Saudita ao Brasil. À época, o tenente da Marinha Marcos André Soeiro, ex-assessor de Bento Albuquerque, então ministro de Minas e Energia de Bolsonaro, tentou entrar com as joias no País no apagar das luzes da gestão do ex-presidente.

O caso das joias foi emblemático, mas não o único. Segundo uma auditoria do TCU realizada em setembro, a lista de presentes de autoridades estrangeiras que tentaram ser indevidamente apropriados chega a ao menos 128 itens.

Quem é Augusto Nardes

Augusto Nardes foi nomeado para o TCU em 2005 pelo próprio presidente Lula. Em 2015, foi responsável pela análise das contas de Dilma Rousseff (PT), quando foram relatadas as pedaladas fiscais que culminaram no impedimento da ex-presidente.

Em novembro de 2022, Nardes teve um áudio vazado no qual dava a entender que os militares estavam se preparando para impedir a posse do petista Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente eleito. “Está acontecendo um movimento muito forte nas casernas”, disse o ministro, ponderando que era “questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos do que isso” para que ocorresse um “desenlace bastante forte na nação”. Nardes foi apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e, nos quatro anos de governo, teve acesso livre ao chefe do Executivo.

Neste ano, ele foi responsável pela determinação do dia 8 de março de que Bolsonaro ficasse como “fiel depositário” das joias sauditas, depois da revelação do Estadão. Apenas no dia 15 determinou a devolução dos itens.

O post TCU contraria área técnica e decide auditar presentes de Lula; AGU vai recorrer apareceu primeiro em ISTOÉ DINHEIRO.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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