quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

CONGRESSO APROVA PROJETO DE BOLSONARO SOBRE COSTUMES

História por THIAGO RESENDE, JULIA CHAIB E VICTORIA AZEVEDO  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Congresso mandou um recado ao presidente Lula (PT) e aprovou nesta terça (19) uma proposta capitaneada por parlamentares bolsonaristas que infla a agenda de costumes.

Numa derrota do Palácio do Planalto, foi inserido um trecho na lei que trata de Orçamento para estabelecer que o governo fica impedido de incentivar e financiar atos como invasão de terra, cirurgias em crianças para mudança de sexo, realização de abortos não previstos em lei e outras ações que mobilizam a base de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que Lula vetará o trecho. “O presidente certamente vai vetar e vamos tentar manter o veto quando ele for votado no Congresso”.

A emenda é de autoria do líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ). Ela foi aprovada por deputados por 305 a 141 votos e por senadores por 43 a 26 votos em sessão do Congresso desta terça. O texto foi inserido no projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que dá as bases para a formulação do Orçamento de 2024.

Segundo líderes do centrão, a aprovação foi uma forma de acender um alerta no governo de que o Congresso tem perfil conservador e é de maioria de direita. O tema uniu as bancadas ruralista, evangélica e da segurança pública. Portanto, a agenda de costumes da esquerda não irá avançar no Legislativo.

Aliados de Lula afirmam que a emenda não tem efeito prático, pois apenas reúne atos já proibidos em lei e, por isso, o objetivo da direita é promover a disputa política.

“De maneira nenhuma, essa Casa poderia permitir que nós tivéssemos dentro do Orçamento financiamento de atos criminosos”, disse o deputado Zé Trovão (PL-SC). “São em pequenas posições que nós entendemos que o lado esquerdo tenta achincalhar com nosso país e com nossos recursos financeiros”.

“Isso é para alimentar o esgoto das redes sociais”, afirmou Randolfe. Ele disse que o Congresso é majoritariamente conservador, sobretudo a Câmara, e que essa emenda não é permitida no ordenamento jurídico.

“Eles trouxeram isso para a LDO para, com isso, buscarem narrativas. Nenhum dos termos que estão nessa emenda são lei hoje no Brasil. Tudo que está nessa emenda é proibido. Se é proibido, não tem porque constar na lei orçamentária.”

Articuladores do governo esperavam que o Senado iria barrar a iniciativa bolsonarista. No entanto, o apoio do MDB, PT e o PSD na Casa não foi suficiente para evitar a derrota do governo.

Senadores creditam a aprovação a uma falha na articulação do governo, que teria menosprezado a possibilidade de o destaque ter aval dos congressistas. Parlamentares reclamam que não foram comunicados de que não houve acordo para derrubar a emenda e por isso houve pouco tempo para evitar a aprovação.

A emenda prevê que a União fica vedada de realizar despesas que direta ou indiretamente promovam, incentivem ou financiem: “invasão ou ocupação de propriedades rurais privadas; ações tendentes a influenciar crianças e adolescentes, da creche ao ensino médio, a terem opções sexuais diferentes do sexo biológico; ações tendentes a desconstruir, diminuir ou extinguir o conceito de família tradicional, formado por pai, mãe e filhos; cirurgias em crianças e adolescentes para mudança de sexo; e realização de abortos, exceto nos casos autorizados em lei”.

PP, Republicanos e União Brasil, que têm representantes nos ministérios de Lula, apoiaram massivamente a proposta.

Líderes desses partidos, inclusive, não agiram para derrubar o destaque, pelo contrário, orientaram os pares a mantê-lo como estava.

 

PERITO QUE CRITICOU A AUSÊNCIA DE ANÁLISE PERICIAL NAS IMAGENS DO CASO MORAES NO AEROPORTO DE ROMA

 

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

A Justiça suspendeu Processo Administrativo Disciplinar aberto pela Polícia Federal (PF) para investigar o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Willy Hauffe Neto, que, em outubro, criticou a ausência de “qualquer análise pericial” em imagens gravadas no Aeroporto de Roma no episódio sobre agressões que teriam sido sofridas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A decisão é do juiz Ricardo de Souza Cruz, da 5.ª Vara Federal de Brasília. Ele considerou “indevida” a instauração do PAD.

Moraes foi alvo de hostilidades no aeroporto da capital italiana em julho passado. O empresário Roberto Mantovani Filho, acompanhado da mulher e do genro, teria se envolvido em um atrito com o ministro. O filho de Moraes teria sido agredido no rosto.

Após meses de espera, o vídeo de Fiumicino foi enviado pela autoridades italianas ao Ministério da Justiça brasileiro. Na Polícia Federal, um agente fez uma análise das imagens, o que provocou reação dos peritos criminais federais – alegam que é deles a atribuição para periciar documentos.

Após criticar a análise feita por um agente, Willy Hauffe Neto virou alvo de Processo Administrativo Disciplinar na PF. Inconformado, ele foi à Justiça.

“Numa análise inicial, única passível de ser feita no presente momento processual, a instauração do PAD mostra-se indevida”, afirmou o juiz Ricardo de Souza Leite, da 5.ª Vara Federal em Brasília.

Souza Leite observou que a “responsabilidade pela nota seria da Associação Nacional dos Peritos Criminais e não da pessoa física do presidente que a subscreve”.

O magistrado afirma que a nota de Willy Hauffe Neto “não teria o objetivo de comprometer a credibilidade da Polícia Federal e desacreditar o trabalho investigativo por ela, mas defender o âmbito de atuação dos Peritos Criminais Federais, o que seria uma finalidade óbvia de uma associação desses servidores”.

Souza Leite destaca que os fatos apurados no PAD não têm relação com o cargo de perito criminal federal, do qual Willy Hauffe encontra-se licenciado, mas com as atribuições do cargo de presidente da Associação.

O juiz também abriu prazo legal de 30 dias para que a União apresente a contestação da decisão, “especificando e justificando as provas que eventualmente pretenda produzir”.

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GOVERNO LANÇA APLICATIVO "CELULAR SEGURO" QUE BLOQUEIA ROUBO DE CELULAR

 

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

O governo federal lançou nesta terça-feira, 19, o aplicativo “Celular Seguro”, que permite que vítimas de roubo ou furto bloqueiem o aparelho e seus aplicativos pouco tempo após o ocorrido. Em 2022, o Brasil teve quase um milhão de telefones móveis levados por bandidos, segundo dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo o secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, a maior parte dos bancos fará o serviço em até 10 minutos, mas o prazo máximo é de 30 minutos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também bloqueará o aparelho por completo em até 24 horas. Caso o dispositivo seja recuperado, será possível reverter os bloqueios.

Até o dia 9 de fevereiro, às vésperas do carnaval, as operadoras desenvolverão um mecanismo para bloquear a linha telefônica a partir do acionamento do aplicativo do governo. “Isso é muito importante porque boa parte das senhas são recuperadas através de SMS. Com as operadoras bloqueando a linha telefônica e o envio do SMS, a gente fecha o ciclo”, explicou Cappelli.

Para utilizar a ferramenta, que é apta para os sistemas Android e IOS, o usuário deverá ter um cadastro na plataforma gov.br para acessar o aplicativo ou o site do programa.

Após acessar o “Celular Seguro” por uma dessas plataformas, o usuário deverá cadastrar seus próprios dados e as informações de uma “pessoa de confiança” na conta. Essa pessoa é necessária para acionar o sistema quando o celular for roubado ou extraviado. Mais de uma pessoa poderá ser cadastrada nessa função.

O App Celular Seguro tem um botão para registrar ocorrência, que poderá ser acionado pelo usuário ou pela pessoa de confiança para solicitar o bloqueio geral. Ao cadastrar uma pessoa na função de confiança, ela poderá visualizar seu aparelho na conta dela para que possa acionar a função em seu lugar.

“Nosso objetivo é transformar o aparelho roubado em um pedaço de metal inútil. E a gente acredita que isso reduz muito a atratividade do delito e reduz muito os roubos e furtos”, afirmou Cappelli.

O secretário disse ainda que, em paralelo, a Polícia Federal tem linhas de investigação para desbaratar as quadrilhas organizadas que trabalham com o contrabando de aparelhos inclusive para outros países. Na região central da cidade de São Paulo, têm se popularizado os roubos cometidos por “gangues da bicicleta”. Outra modalidade comum é de grupos que quebram os vidros dos veículos para levar os aparelhos, especialmente de motoristas de carros de aplicativo.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, não há número limite de aparelhos para serem cadastrados no app, mas as linhas precisam estar vinculadas ao CPF do usuário. Ao acionar o botão de alerta para relatar a ocorrência, o usuário deverá descrever em que situação o celular foi furtado ou extraviado, quando e onde o fato aconteceu.

O aplicativo é coordenado pelo governo federal em parceria com empresas do setor bancário, de telefonia e de serviços. Entre os participantes estão Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander e outras empresas como Uber, Ifood e Google.

O secretário afirmou ainda que está em contato com plataformas responsáveis por redes sociais, como a Meta, dona do Instagram e do Facebook. As conversas, no entanto, ainda são iniciais.

“A gente considera que é muito importante e tem confiança que eles vão se sensibilizar porque é uma proteção ao cidadão, então não há motivo para nenhuma plataforma se negar a participar”, disse Cappelli.

O secretário afirma que a intenção do app é impedir crimes financeiros que ocorrem nas primeiras horas após o roubo ou furto. Ele afirma, porém, que o relato do caso no aplicativo não dispensa a necessidade de registro de boletim de ocorrência na polícia. “O boletim de ocorrência é o que instrui a investigação policial do delito. Então, o que a gente está criando é um botão de emergência.”

A segurança pública é a área temática da gestão Luiz Inácio Lula da Silva com a pior avaliação entre os eleitores brasileiros, segundo pesquisa do instituto Atlas feita entre os dias 20 e 25 de setembro. Embora seja de competência prioritária dos Estados, especialistas apontam a necessidade de articulação e apoio federal para combater o avanço da criminalidade, impulsionado pela atuação de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.

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FERRAMENTAS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL QUE AJUDAM NA CRIATIVIDADE

 

StartSE

Trakto: ferramenta de edição de imagem gratuita. Essa ferramenta atende muito bem profissionais autônomos, freelancers e pequenas/médias empresas que estão buscando soluções rápidas e fáceis de criação de peças de comunicação, propostas comerciais, apresentações, E-books, entre outros tipos de artes. A ferramenta também oferece a criação através de IA, agilizando os processos criativos

DALL-E: É um sistema de IA da OpenAI, a mesma do ChatGPT, que gera imagens realistas a partir de descrições em linguagem natural.

MidJourney: o Midjourney é uma ferramenta de IA inovadora que permite a criação de imagens a partir de descrições de texto. Com essa plataforma, os usuários podem gerar várias imagens com base nas suas descrições e selecionar a melhor opção para download. Essa ferramenta é especialmente promissora para artistas e criativos, oferecendo um meio eficiente e criativo para transformar ideias em imagens concretas.

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POR QUE IMPORTA?

Ao adotar essas ferramentas, os líderes podem melhorar a eficiência, agilidade e qualidade das iniciativas criativas, tornando-se mais aptos a liderar suas equipes para o sucesso em um ambiente cada vez mais orientado pela inovação.

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

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terça-feira, 19 de dezembro de 2023

LULA TAMBÉM GOSTA DE FAZER SIGILO DE DOCUMENTOS

 

História por admin3  • IstoÉ Dinheiro

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter em sigilo pareceres sobre os vetos ao projeto de lei do marco temporal. Repetindo argumento que foi largamente utilizado na gestão de Jair Bolsonaro, o governo petista alega que as informações não podem vir a público porque podem comprometer a defesa do Poder Executivo junto ao Supremo Tribunal Federal.

Na semana passada, o Congresso derrubou o veto de Lula ao marco temporal. Por maioria, os parlamentares restituíram a validade de trecho do projeto que havia definido um limite para demarcação das terras indígenas. Segundo texto aprovado pelo Legislativo, só podem ser demarcadas as reservas em áreas ocupadas por indígenas até a promulgação da Constituição de 1988. O governo petista pretende recorrer ao STF para anular a derrubada do veto de Lula pelo Congresso.

“A eficácia da defesa do ato [pela AGU] ficaria prejudicada diante da divulgação dos argumentos utilizados quando da recomendação de veto de dispositivos por inconstitucionalidade, comprometendo o alcance do princípio da ampla defesa, da igualdade e da paridade de armas”, escreveu a Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência da República ao negar o acesso aos documentos solicitados pelo Broadcast/Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação. A reportagem pediu acesso a todos os documentos relativos ao processo de sanção e veto do projeto de lei do marco temporal.

Uma das principais motivações do Centrão e da bancada ruralista para aprovar o projeto que prevê a adoção de marco temporal para demarcação foi um julgamento do STF que considerou a limitação inconstitucional.

“É necessária a garantia do sigilo das suas próprias manifestações [da AGU] quando ainda da análise de sanção e veto e das manifestações técnicas que subsidiaram as manifestações jurídicas, do contrário, corre-se o risco de que se utilizem, como já ocorreu, das manifestações prestadas pela AGU, bem como de manifestações técnicas que subsidiaram os pareceres jurídicos, para contraditar ela própria na ação de controle concentrado”, escreveu a SAJ.

A SAJ argumenta que fornecer as informações seria uma violação contra os advogados da União envolvidos no debate interno do governo e afirma ter respaldo no estatuto da advocacia. Além disso, diz que a Controladoria Geral da União dá razão ao sigilo nesse tipo de caso.

Essa argumentação viola precedentes que eram seguidos durante a gestão petista no mandato da presidente Dilma Rousseff. O sigilo em pareceres passou a ser adotado como regra na gestão Bolsonaro e o governo Lula segue a mesma fundamentação.

A tramitação interna de vetos e sanções presidenciais inclui relatórios dos ministérios de áreas afins à do projeto de lei em análise. No caso do marco temporal, mostra a parte dos documentos à qual o Broadcast Político teve acesso, 19 dos 38 ministérios foram instados a se manifestar – alguns responderam ao Planalto que não têm competência para opinar sobre o assunto.

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O POVO DA AMÉRICA LATINA ESTA DEMONSTRANDO DESINTERESSE PELA POLÍTICA

História por JÚLIA BARBON  • 10h

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Um processo constitucional que durou quatro anos chega ao fim no Chile como um novo símbolo do cansaço da população em relação à classe política na América Latina. Mesmo após um longo debate impulsionado por um forte desejo de transformações, 56% dos chilenos preferiram sua Constituição atual a qualquer mudança em referendo neste domingo (17).

“A proposta de reforma constituinte acabou gerando frustração e desinteresse em boa parte da população”, admitiu o próprio presidente Gabriel Boric, grande impulsionador inicial do processo, após a divulgação dos resultados.

“Não é tanto sobre esquerda ou direita, mas sim sobre o cansaço, o tédio, o desinteresse em relação à política. Uma falta de relação entre a demanda da sociedade e a oferta da política”, diz o sociólogo Eugenio Guzmán, professor da Universidad del Desarrollo (UDD).

Sinal disso é como o eleitorado foi mudando de ideia ao longo desses últimos anos. Tudo começou com o “estallido social” de 2019 -protestos em massa que tiveram como gatilho o aumento do valor da passagem de metrô e culminaram em uma explosão violenta contra o elevado custo de vida, as falhas do Estado na educação e na saúde e a corrupção.

Corta a cena, e a conclusão de analistas é de que a classe política não conseguiu responder a essa raiva nem redirecioná-la, e a população reagiu se polarizando.

Primeiro, quando o pêndulo estava voltado à esquerda, uma grande maioria expressou sua vontade de rever a Carta Magna liberal herdada do regime do ditador Augusto Pinochet, escrita em 1980 e abrandada nos anos 2000.

Depois, viu-se envolta em um processo marcado por inexperiência e desordem na elaboração de uma primeira proposta de mudança, formulada por uma Assembleia Constituinte composta por 154 pessoas, em sua maioria cidadãos comuns. Rejeitou esse texto, considerado progressista demais e marcado por discussões identitárias.

Em seguida, deu uma guinada ao outro lado do espectro político e elegeu um novo conselho de maioria ultradireitista. Se num ano a Constituinte estava debatendo o direito das mulheres, da comunidade LGBTQIA+ e dos indígenas, no outro estava pensando em como limitar o direito ao aborto.

Já cansada, a população agora escolheu rejeitar também a mais nova Constituição. “Embora o eleitorado chileno tenha sido extremamente variável nestes anos, a verdade é que há uma constante: boa parte dos cidadãos não se identifica com os partidos e considera que as elites vivem em uma bolha alheia aos interesses da maioria”, diz o cientista político Gabriel Gaspar, para quem a vitória do “contra” neste domingo significou uma derrota para os extremistas.

O Chile também mudou muito nesse meio tempo. Se o primeiro processo eleitoral aconteceu numa época em que a população pedia mudanças profundas, na Previdência, na saúde, no reconhecimento de direitos das minorias, agora o chileno quer ordem e segurança.

“Votei a favor porque já estou aposentado e quero certezas. Quero manter meu sistema de aposentadoria e de seguro de saúde, que são bons e são privados. Também votei por causa da segurança e do controle migratório”, dizia Carlos Ronda, 72, ao votar no Estádio Nacional neste domingo.

Nos últimos anos, o país tem vivido uma retração econômica, com alta da inflação, da pobreza, da informalidade e da violência, com a expansão de um crime organizado que os chilenos desconheciam. Também passa por uma crise migratória, com a chegada de venezuelanos e peruanos.

Para um consultor político de um partido de direita que não quis ser identificado, a vitória do “contra” reflete a incapacidade das forças políticas de reconduzir a crise social de 2019 -e, consequentemente, todos os problemas sociais– pelas vias institucionais e políticas. Ele afirma que o resultado é uma grande crítica a uma forma de condução que não é só da esquerda, mas também da direita, para gerar acordos políticos e um produto como a Constituição.

O fenômeno não é exclusivo ao Chile, e repete um processo que o estudo Latinobarômetro chamou recentemente de “recessão democrática” na América Latina, com o colapso da avaliação dos governos e da imagem dos partidos políticos na última década.

Sete em cada dez latino-americanos dizem estar insatisfeitos com a democracia e, em alguns países, a indiferença ou a preferência por um regime autoritário são maiores que o desejo pela soberania popular. O Chile continua, porém, sendo o país com a maior defesa democrática da região.

Boric chamou a atenção para essa tradição em seus discursos neste domingo, dizendo que “isso é algo que não deve ser minimizado, porque nem todos os lugares são assim”, e optou por um chamado à união e aos consensos. “O fim do processo deve gerar um clima para um melhor entendimento”, declarou.

 

GOVERNO NÃO QUER ACEITAR AS ANOMALIAS FEITAS NO ORÇAMENTO PELO CONGRESSO

 

História por THAÍSA OLIVEIRA  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta segunda-feira (18) que o avanço do Congresso sobre o Orçamento por meio de emendas é uma “anomalia do sistema”, e disse que a situação tende a “ficar impossível”.

Um dos auxiliares mais próximos de Lula (PT), o senador também afirmou que o presidente entende o novo funcionamento do Congresso, mas não gosta. Segundo ele, Lula é “muito mais da reciprocidade e do reconhecimento do que faca no pescoço”.

“Entender [o novo sistema] ele [Lula] entendeu, gostar ele não gosta. São duas coisas diferentes. Eu acho também que o Congresso ainda não entendeu que a Presidência está sob nova direção. Que é totalmente diferente da anterior”, disse.

O senador disse também: “Eu não vou chamar ninguém para a briga, mas na minha opinião vai chegar um momento que vai ficar impossível. Vai ter que ter um ponto de arrumação, senão vai ficando ingovernável”.

Wagner também afirmou que Lula não vai dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública em dois com a ida de Flávio Dino para o STF (Supremo Tribunal Federal). Wagner disse ainda que a questão de gênero não deve ser decisiva para o presidente na escolha do futuro ministro.

“Ele já me falou que não vai [dividir o ministério]. Ele só não me falou quem vai ser o ministro. Agora, repare, eu posso ser desmentido por ele. O que eu vou fazer? Nada. Porque a vida é assim. Eu estou falando que eu realmente conversei e perguntei objetivamente: o senhor pretende dividir? Ele falou: não”, disse o senador a jornalistas.

Na semana passada, o senador sinalizou que Lula ainda não decidiu quem vai indicar para o comando do ministério, mas disse saber quem não vai ser ministro: Ricardo Lewandowski, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, além dele próprio.

Em café com jornalistas nesta segunda, o senador afirmou que não “interditou” o nome de Lewandowski nem indicou o subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, Wellington César Lima e Silva, para o cargo.

O senador afirmou que o ministro aposentado do STF “seguiu outros caminhos”, e que não tinha interesse na pasta.

LULA QUER A PRESENÇA DE PUTIN DE QUALQUER FORMA NA REUNIÃO DOS BRICS

 

História por CdB  • Correio do Brasil

No início deste ano, o TPI emitiu, em tempo recorde, mandados de prisão contra Putin e Maria Lvova-Belova, a autoridade russa no centro do suposto esquema para deportar à força milhares de crianças ucranianas para a Rússia. O organismo internacional fica sediado na cidade de Haia, na Holanda.

Assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assuntos internacionais, o diplomata Celso Amorim estuda uma fórmula para garantir a presença do presidente russo, Vladimir Putin, na cúpula do BRICS, grupo econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, no ano que vem.

Vladimir Putin é alvo de uma ação no Tribunal Penal Internacional© Fornecido por Correio do Brasil

— Nós queremos que Putin venha. Uma conferência do G20 sem a Rússia é uma conferência incompleta. Se formos falar de temas como reforma da governança global, como vai ignorar a Rússia? A Rússia é um ator necessário. Sua ausência vai contra o interesse do G20 — afirmou Amorim, à mídia conservadora, nesta segunda-feira.

O Brasil firma esta posição apesar de denúncia do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente russo. Amorim criticou a forma como o TPI evoluiu.

— O TPI foi criado na época em que eu era embaixador na ONU e foi visto como um progresso. Mas o fato é que as grandes potências ficaram de fora. Só vale para os outros? — questionou.

Tribunal seletivo

No início deste ano, o TPI emitiu, em tempo recorde, mandados de prisão contra Putin e Maria Lvova-Belova, a autoridade russa no centro do suposto esquema para deportar à força milhares de crianças ucranianas para a Rússia. O organismo internacional fica sediado na cidade de Haia, na Holanda.

É improvável, no entanto, que um julgamento em Haia vá adiante. A Rússia não é membro do TPI e o tribunal não realiza julgamentos à revelia, portanto, qualquer funcionário russo acusado teria que ser entregue por Moscou ou preso fora da Rússia.

A Rússia, por sua vez, caracterizou os relatos de realocação forçada como “absurdos” e disse que faz o “melhor” para manter os menores com suas famílias.

A Corte funciona desde julho de 2002 de maneira independente e suas decisões podem ser cumpridas em 123 países.

Criminosos

O Tribunal, no entanto, tem demonstrado certa seletividade em suas decisões, por exemplo, ao não se pronunciar sobre o pedido de prisão exigido contra o premiê de Israel, Benjamin Nethanyahu, por crimes contra a Humanidade, ao determinar o bombardeio aleatório de alvos na Faixa de Gaza. A ação já causou a morte de mais de 18 mil civis, segundo cálculos das Nações Unidas (ONU).

Formado por 18 juízes de diferentes países, a autarquia é uma das principais instituições ligadas ao Direito Internacional, sendo responsável pelo julgamento de quatro tipos específicos de crimes que violam os direitos humanos: contra a humanidade; de guerra; de genocídio e de agressão.

Desde 2018, o Tribunal de Haia é presidido pelo juiz nigeriano Chile Eboe-Osuji. Atualmente, a Corte não conta com membros brasileiros, e a única representante da América do Sul é a peruana Luz del Carmen Ibáñez Carranza. A juíza brasileira Sylvia Steiner integrou o primeiro corpo de magistrados do Tribunal e atuou em Haia de 2003 a 2016.

Bagrinhos

Até hoje, desde sua fundação em Roma, no dia 1º de julho de 2002, o TPI analisou apenas 30 casos, que contam com dez condenações e quatro absolvições. Além disso, os juízes do Tribunal já emitiram 35 mandados de prisão e 17 pessoas foram presas no Centro de Detenção de Haia.

O primeiro condenado foi Thomas Lubanga. Sua sentença foi proferida em 10 de julho de 2012 após oito anos de processo. Foi condenado a 14 anos de prisão por liderar um movimento rebelde na República Democrática do Congo e recrutar crianças menores de 15 anos para lutar em conflitos armados na região.

Além do líder africano, nenhum europeu, norte-americano ou asiático foi condenado pela Corte Internacional.

VEJA O QUE FICA MAIS BARATO E O QUE FICA MAIS CARO NA REFORMA TRIBUTÁRIA

História por Redação  • Catraca Livre

Reforma tributária: Veja o que fica mais barato e o que fica mais caro© Istock/Edson Souza

Aprovada na sexta-feira, 15, após 30 anos de discussão, a reforma tributária simplificará a tributação sobre o consumo e provocará mudança na vida dos brasileiros na hora de comprar produtos e serviços.

Créditos: Istock/Edson Souza

Cesta básica, remédios, combustíveis, serviços de internet em streaming, os produtos são diversos. Com uma longa lista de exceções e de alíquotas especiais, o novo sistema tributário terá impactos variados conforme o setor da economia.

Paralelamente, pela primeira vez na história, haverá medidas que garantam a progressividade na tributação de alguns tipos de patrimônio, como veículos, e na transmissão de heranças.

Ao longo do próximo ano, o Congresso terá de votar leis complementares para regulamentar a reforma tributária. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os projetos serão enviados nas primeiras semanas de 2024.

Também no próximo ano, o governo poderá dar início à reforma do Imposto de Renda, com mudanças como a taxação de dividendos (parcela de lucros das empresas distribuídos aos acionistas). Nesse caso, porém, as mudanças ocorrerão por meio de projeto de lei, com quórum menor de votação.

Confira como a reforma tributária mudará o dia a dia do consumidor:

Cesta básica

Um dos itens que mais gerou polêmica na reforma foi a tributação da cesta básica. O Senado havia criado duas listas de produtos. A primeira com a cesta básica nacional, destinada ao enfrentamento da fome. Essa cesta terá alíquota zero e poderá ter os itens regionalizados por lei complementar.

Os senadores haviam criado uma segunda lista, chamada de cesta básica estendida, com alíquota reduzida para 40% da alíquota-padrão e mecanismo de cashback (devolução parcial de tributos) a famílias de baixa renda.

O relator da reforma na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), no entanto, retirou essa lista, sob o argumento de que boa parte dos alimentos é beneficiada pela alíquota reduzida para insumos agropecuários.

O impacto final sobre os preços, no entanto, ainda é desconhecido. No fim de junho, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apresentou um relatório segundo o qual a cesta básica poderia subir 59,83% em média com a redação anterior da reforma tributária, que reduzia pela metade a alíquota do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) dual.

O estudo, no entanto, foi contestado por economistas, parlamentares e membros do próprio governo. Na época, o secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse que o novo sistema baratearia a cesta básica.

O relator da reforma na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou um estudo do Banco Mundial, segundo o qual a carga tributária sobre a cesta básica cairia 1,7%, em média, com a alíquota de IVA dual reduzida em 50%.

A disparidade nas estimativas ocorre porque atualmente muitos produtos da cesta básica são tributados em cascata, com os tributos incidindo sobre o preço na etapa anterior da cadeia, antes de chegarem aos supermercados.

A isenção atual de tributos federais sobre os produtos da cesta barateia os produtos por um lado, mas por outro lado impede o aproveitamento de créditos tributários, devoluções de tributos pagos nas etapas anteriores da cadeia produtiva.

No sistema de IVA dual, a devolução dos créditos tributários, segundo o governo, compensaria a cobrança de impostos. A alíquota do IVA dual só será definida após a reforma tributária.

O relatório da Abras usou uma alíquota de IVA de 12,5%, pouco menos da metade da provável alíquota cheia de 27,5% estimada por economistas, para justificar um eventual encarecimento da cesta básica.

O novo redutor de 60% e a futura alíquota zero deverão baratear os produtos da cesta básica, mas o cálculo sobre o impacto final só poderá ser feito quando a reforma tributária entrar em vigor.

Itens mais industrializados, com cadeia produtiva mais longa, deverão ter redução maior de preços. Alimentos in natura ou pouco processados deverão ter leve redução ou até leve aumento porque terão poucos créditos tributários.

Remédios

O texto aprovado prevê a alíquota reduzida em 60% para medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual. O Senado incluiu na lista de alíquota reduzida produtos de nutrição enteral e parenteral, que previnem ou tratam complicações da desnutrição.

Segundo especialistas, a reforma não deverá trazer grandes impactos sobre o preço dos medicamentos. Isso ocorre por dois motivos. Primeiramente, os medicamentos genéricos estão submetidos a uma legislação específica.

Além disso, a Lei 10.047, de 2000, estabelece um regime tributário especial a medicamentos listados pelo Ministério da Saúde.

O Senado também incluiu na isenção de IVA a compra de medicamentos e dispositivos médicos pela administração pública e por entidades de assistência social sem fins lucrativos.

A Câmara dos Deputados tinha zerado a alíquota para medicamentos usados para o tratamento de doenças graves, como câncer.

Combustíveis

A reforma tributária estabelece um regime de tratamento diferenciado para combustíveis e lubrificantes. O IVA dual, com alíquota única em todo o território nacional e variando conforme o tipo de produto, será cobrado apenas uma vez na cadeia produtiva, no refino ou na importação. A mudança segue uma reforma proposta em 1992.

Durante a tramitação no Senado, no entanto, foi incluída a possibilidade de cobrança do Imposto Seletivo, tributo sobre produtos que gerem danos à saúde e ao meio ambiente, sobre combustíveis e petróleo (para a extração de petróleo e de minérios, haveria alíquota de 1%).

Durante a votação na Câmara nesta sexta-feira, o PSOL tentou elevar essa alíquota, mas os deputados derrubaram o destaque.

Segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o imposto seletivo deve gerar R$ 9 bilhões em arrecadação, considerando apenas a exploração de petróleo, sem os demais minérios.

Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o regime diferenciado levará a uma forte alta do preço final aos consumidores.

Especialistas, no entanto, afirmam que o impacto é incerto porque muitos pontos do regime diferenciado para os combustíveis serão definidos por lei complementar e a reforma prevê a possibilidade de concessão de créditos tributários. Além disso, o impacto só será conhecido após a definição da alíquota cheia do IVA dual.

Veículos

A cobrança de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) passará a incidir sobre veículos aquáticos e aéreos, como jatos, helicópteros, iates e jet ski.

A reforma também estabelece que o imposto passará a ser progressivo conforme o impacto ambiental do veículo. Veículos movidos a combustíveis fósseis pagam mais. Veículos movidos a etanol, biodiesel e biogás e os carros elétricos pagarão menos IPVA.

O Senado acatou uma emenda da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e incluiu a compra de automóveis por taxistas e pessoas com deficiência e autismo entre os itens com alíquota zero. O benefício existe atualmente e seria extinto com a reforma tributária.

Em julho, durante a primeira votação na Câmara, os deputados criaram uma lista de exceção para evitar a cobrança sobre veículos usados para a agricultura e para serviços.

A relação abrange os seguintes tipos de veículos: aeronaves agrícolas e certificadas para prestar serviços aéreos a terceiros; embarcações de pessoa jurídica com outorga de serviços de transporte aquaviário; embarcações de pessoa física ou jurídica que pratique pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência; plataformas que se locomovam na água sem reboques (como navio-sonda ou navio-plataforma); e tratores e máquinas agrícolas.

No Senado, a prorrogação, até 2032, de um incentivo para montadoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste elevou as tensões. Na primeira votação, em julho, a Câmara havia derrubado a prorrogação desse incentivo.

Na primeira versão do relatório no Senado, o incentivo foi prorrogado apenas para a produção de carros elétricos, mas a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa estendeu o benefício a montadoras de veículos movidos a biodiesel e a veículos híbridos movidos a biodiesel e a gasolina.

Isso gerou mal-estar entre os governadores do Sul e do Sudeste, que alegaram desigualdade de condições com as montadoras instaladas nas duas regiões.

Na sexta-feira, o relator Aguinaldo Ribeiro concordou em manter o benefício no texto-base, mas destacar esse ponto. Diferentemente da primeira votação na Câmara, onde o incentivo obteve 307 votos, um a menos que os 308 necessários, os deputados mantiveram o benefício por 341 votos a favor, 153 contra e quatro abstenções.

 

OCDE RECOMENDA QUE O BRASIL EVITE ELEVADAS BARREIRAS COMERCIAIS E DESAMARRE O ORÇAMENTO

História por BERNARDO CARAM  • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) recomendou nesta segunda-feira (18) que o Brasil busque ganhos de eficiência e produtividade por meio da correção de distorções como elevadas barreiras comerciais e um Orçamento excessivamente amarrado, além de estimular investimentos públicos e privados com foco na agenda verde.

A edição de 2023 do documento com diagnóstico da economia brasileira traz avaliações positivas sobre a retomada da atividade desde o arrefecimento da pandemia de Covid-19, destacando o recente processo de redução da inflação no país, e prega responsabilidade fiscal para apoiar a política monetária.

O relatório ainda projeta que a dívida pública do Brasil seguirá em alta mesmo com a aprovação do novo arcabouço fiscal e da reforma tributária. O cenário da OCDE aponta para uma dívida bruta de 80% do PIB em 2024, contra os atuais 74,7% do PIB.

As simulações da OCDE ainda sugerem que esse patamar alcançará 90% do PIB em 2047, em cenário que já “pressupõe que o novo marco fiscal adotado e a reforma tributária sejam implementados, elevando o crescimento potencial em cerca de 0,5 ponto percentual”.

Para melhorar esse cenário, o relatório recomenda que o governo avance com reformas estruturais, como uma nova rodada de mudanças em regras da Previdência e consolidação de programas sociais.

A OCDE pontuou que o novo arcabouço do governo para as contas públicas estabelece metas fiscais e limites de despesa, com mecanismos de correção de rota caso os objetivos não sejam alcançados, mas enfatizou a necessidade de retirar amarras do Orçamento.

“O processo orçamentário é limitado pela vinculação generalizada de receitas e pelos limites mínimos de despesas obrigatórias, juntamente com uma forte indexação automática”, disse.

Nessa área, o governo prometeu rediscutir a forma de calcular os gastos mínimos com saúde e educação, vinculados ao desempenho da receita, o que acaba comprimindo o Orçamento.

O relatório, produzido antes da aprovação final da reforma tributária sobre o consumo pelo Congresso, destacou que a aprovação da proposta e a vigência do novo marco fiscal impulsionarão a atividade econômica.

Com avaliação de que a atividade vem se recuperando e teve forte expansão no primeiro semestre deste ano, a OCDE afirmou que há agora uma convergência para o crescimento potencial da economia. O relatório estima que o Brasil crescerá 3% em 2023 e 1,8% em 2024.

O documento afirmou que a inflação no país está caindo, enfatizando que um aumento da credibilidade fiscal de longo prazo pode ajudar no trabalho do Banco Central e permitir que as taxas de juros caiam mais.

“Preservar a credibilidade da política monetária é essencial para manter as expectativas de inflação firmemente ancoradas”, disse.

BARREIRAS COMERCIAIS

Em uma das recomendações, a OCDE afirmou que o acesso do Brasil a mercados estrangeiros e uma integração mais profunda nas cadeias globais de valor poderiam ser facilitados pela redução das barreiras comerciais, em meio a algumas discussões no governo Luiz Inácio Lula da Silva que caminham em sentido contrário.

A instituição multilateral apontou que as tarifas médias de importação do Brasil são cerca de oito vezes mais altas do que as do México, por exemplo.

“As barreiras não tarifárias também são relativamente elevadas, incluindo requisitos generalizados de conteúdo local”, disse.

Recentemente, com a justificativa de que busca estimular a produção doméstica, o governo anunciou que a isenção de Imposto de Importação para veículos elétricos será extinta. Em outra área, está em debate uma possível proibição da importação de biodiesel para uso na mistura obrigatória do diesel fóssil para beneficiar a produção local.

Na área de sustentabilidade, o documento sugere que o Brasil fortaleça suas políticas ambientais e invista em infraestrutura resistente ao clima, ressaltando que os gastos em obras são baixos e ineficientes, sendo necessário também estimular a participação do setor privado.

“A criação de condições adequadas para o investimento privado exigirá repensar os atuais mecanismos de partilha de riscos”, afirmou, em meio aos debates no governo para lançar um instrumento de proteção cambial para investimentos sustentáveis de longo prazo.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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