sábado, 16 de dezembro de 2023

PARA APROVAR A REFORMA TRIBUTÁRIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS O GOVERNO LIBEROU 10 BILHÕES EM EMENDAS PARLAMENTARES

 

Jetss

Com isso, o total de emendas pagas em 2023 chega a R$ 39 bilhões, incluindo restos a pagar de emendas apresentadas por congressistas em mandatos anteriores.

Com isso, o total de emendas pagas em 2023 chega a R$ 39 bilhões, incluindo restos a pagar de emendas apresentadas por congressistas em mandatos anteriores.©Foto: Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 10 bilhões em emendas parlamentares nos dias 11 e 12 de dezembro, um recorde histórico para um período de 48 horas. 

Com isso, o total de emendas pagas em 2023 chega a R$ 39 bilhões, incluindo restos a pagar de emendas apresentadas por congressistas em mandatos anteriores.

A liberação das emendas foi antecipada pelo governo para tentar garantir apoio do Congresso Nacional para a aprovação de projetos prioritários, como a medida provisória (MP) 1.185, que cria um subsídio para o ICMS de combustíveis, e a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária.

A MP 1.185 pode arrecadar R$ 35 bilhões em 2024, mas deverá ser desidratada para garantir a aprovação no Congresso. 

Como a  PEC da reforma tributária, que foi votada pelo Senado e precisa da palavra final da Câmara dos Deputados para ser promulgada ainda em 2023.

Porém, o pagamento de emendas parlamentares é legal e legítimo, mas é frequentemente criticado por ser usado como uma forma de compra de votos.

Com isso, o pagamento recorde de emendas parlamentares pelo governo Lula reforça as suspeitas de que o Executivo está usando a fisiologia para garantir apoio do Congresso Nacional.

A REFORMA TRIBUTÁRIA VAI FAZER A TRIBUTAÇÃO DO CONSUMO FICAR PRÓXIMA DOS PAÍZES DA EUROPA

História por Eduardo Maneira  • Jornal Estadão

O Brasil tem, certamente, o pior modelo de tributação do consumo dentre os países do mundo ocidental. Nosso modelo de tributação foi instituído em 1965 (EC nº 18/65) e poucas mudanças ocorreram de lá para cá, apesar de a economia ter mudado bastante. Em um mundo analógico dos anos 1960 nem se cogitava sobre economia digital. As maiores empresas do mundo vendiam petróleo e automóveis. Hoje, os maiores grupos vendem tecnologia.

Perdeu-se uma grande oportunidade em 1965 de se passar para a União a tributação do consumo, concentrada em único imposto, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), praticado em mais de 170 países. Eventual concentração de competência tributária no âmbito da União não significaria, a priori, ofensa ao federalismo, principal argumento contrário ao IVA nacional, uma vez que o importante é que os entes federados tenham autonomia financeira e regras claras na Constituição de repartição de receitas.

A Constituição de 1988 ressaltou a anomalia do nosso sistema, reforçando o ICMS como o maior imposto sobre o consumo na competência Estados-membros. Manteve-se ainda a tributação repartida entre a União (IPI, PIS e Cofins), Estados, Distrito Federal (ICMS) e municípios (ISS) gerando litigiosidade, insegurança, conflito entre os entes federais e guerra fiscal.

Certo é que depois de muitos debates, idas e vindas, a PEC 45 foi aprovada no Congresso, devendo ser, na sequência, promulgada.

Após sofrer alterações no Senado (foto), reforma tributária precisou ser apreciada novamente pela Câmara Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO© Fornecido por Estadão

Não teremos um IVA único, mas um IVA dual — CBS (da União) e IBS (compartilhado entre Estados e municípios) —, a tributação será no destino, a base será ampla, menos variedade de alíquotas e uma não-cumulatividade plena. Cinco tributos serão extintos, bem como os atuais benefícios fiscais. Será criado ainda um imposto seletivo sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A transição será longa, até 2032, e teremos uma regulamentação por lei complementar e leis ordinárias pela frente.

Mas a aprovação da reforma merece ser celebrada. O Brasil vai aproximar a sua tributação do consumo dos principais parceiros comerciais da Europa, da América Latina, da África e da Ásia. Não se deve esperar que o cidadão sinta no bolso os efeitos da reforma, nem que a carga irá diminuir. Em alguns setores, como o de serviços, provavelmente irá aumentar.

Muitas das críticas à reforma decorrem de se enxergar o novo IVA dual com as lentes dos tributos que serão extintos. Por exemplo, quando se fala em uma alíquota de 27% como o maior IVA do mundo, esquece-se de que a somatória das alíquotas atuais do ICMS, IPI, PIS, Cofins podem ultrapassar com folga os 27%.

Ora, tomando por base somente a alíquota padrão do ICMS, 18%, que é calculado por dentro, equivaleria a 22%, se calculado por fora, como será o método de cálculo do novo IVA. Além do mais, com a não-cumulatividade plena do novo IVA, o repasse da carga para o elo seguinte da cadeia produtivo será mais efetivo.

Lembramos, por fim, que o Simples será mantido, o que representa a manutenção da carga atual para um expressivo número de contribuintes pessoas jurídicas, prestadores de serviço especialmente.

Simplicidade, transparência e menos litigiosidade é o que se espera! E vamos sentir um vento soprando a favor da economia, antes mesmo da implementação definitiva da reforma. Que assim seja!

Professor de direito tributário da UFRJ, ex-presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB e coordenador de Direito Tributário da ESA Nacional

 

DILMA ROUSSEFF FATURA DE DOIS LADOS DO BANCO NDB E DO GOVERNO BRASILEIRO

História por Gabriel de Sousa  • Jornal Estadão

BRASÍLIA – A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que hoje comanda o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), informalmente conhecido como Banco dos Brics, rebateu uma passageira que a provocou por estar na primeira classe de um avião. No NDB, ela recebe cerca de US$ 500 mil por ano, ou R$ 2,469 milhões na cotação atual do dolár. Por mês, o seu rendimento é de R$ 290 mil em salários e benefícios.

Criticada por viajar em avião de primeira classe, Dilma recebe R$ 290 mil mensais no Banco do BRICS Foto:© Fornecido por Estadão

Nesta quarta-feira, 13, circulou nas redes sociais um vídeo onde uma passageira não identificada questionou Dilma em um tom jocoso: “De primeira classe?”. Dilma retrucou: “Lógico, querida. Eu sou presidente de banco. Como você acha que viaja presidente de banco?”. A ex-presidente estava no Brasil para compromissos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Mercosul na semana passada.

Além do salário de R$ 290 mil, o Banco dos BRICS também oferece para ex-presidente benefícios como transporte aéreo, assistência médica, auxílio viagem para o país de origem e subsídios para mudança em caso de contratação e desligamento.

O rendimento mensal de Dilma no Banco dos BRICS é quase dez vezes maior do que o salário que ela recebia quando estava no Palácio do Planalto. Em 2016, quando ela sofreu um processo de impeachment, o seu vencimento para a chefe do Executivo era de R$ 30.471.

No ano, Presidência custeou R$ 1,7 milhões em gastos da ex-presidente

Além do salário no Banco dos BRICS, a ex-presidente ainda tem benefícios recebidos juntos a outros ex-presidentes da República vivos. A Presidência custeia gastos passagens aéreas, auxílio moradia e diárias no exterior, auxílio-combustível, manutenção de veículos e serviços de telecomunicações. Além disso, Dilma tem direito a ter oito servidores, sendo seis de apoio pessoal e dois motoristas junto a veículos pertencentes à União.

Segundo os Dados Abertos da Presidência da República, os gastos de Dilma custeados pela Presidência da República do início do ano até este mês de dezembro somam R$ 1.728.620. Por mês, a média dos custos é de R$ 144.051.

observação: Oh Brasil generoso.

 

JUÍZES GANHAM 7 VEZES MAIS QUE OUTRAS PROFISSÕES E AINDA RECLAMAM DO SALÁRIO QUE GANHAM

 

História por LUANY GALDEANO  • Folha de S. Paulo

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Insatisfação com um salário médio de R$ 28 mil, episódios de abuso de autoridade e acúmulo de penduricalhos ajudam a explicar por que especialistas afirmam que muitos juízes não se consideram servidores, mas uma classe à parte no setor público.

No Judiciário federal, por exemplo, magistrados ganham, em média, até sete vezes mais do que os demais funcionários. A remuneração dos servidores vai de R$ 4.124, salário inicial de auxiliares jurídicos, a R$ 19,8 mil, valor mais alto para analistas.

Já entre os juízes, a média salarial é de R$ 28 mil, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de setembro.

Mesmo recebendo valores maiores, magistrados estão mais insatisfeitos com a remuneração. Para aproximadamente 74%, o salário que recebem não condiz com o trabalho. Entre os servidores, a taxa é de 46%.

Os dados são do censo do CNJ divulgado neste ano. As respostas foram coletadas por formulário eletrônico. Participaram 63,2 mil servidores e 6.100 magistrados.

Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros diz que a categoria enfrenta desvalorização e, por isso, mais juízes deixam a carreira em busca de melhores condições no mercado privado.

Segundo a entidade, a falta de correção dos subsídios afeta a qualidade de vida dos magistrados e o acesso à Justiça só vai ser garantido com investimentos na prestação jurisdicional.

“Juízes não se veem como servidores, mas como uma categoria especial que enseja prerrogativas próprias, para além daquelas dos funcionários públicos”, afirma Vitor Rhein Schirato, professor da Faculdade de Direito da USP.

Diferentemente dos outros servidores, magistrados têm direito a duas férias por ano. Muitos também recebem valores consideráveis em benefícios, incluindo auxílios-moradia e adicionais por acúmulo de função, que são acrescidos à remuneração. Em setembro, 226 juízes federais receberam acima do teto constitucional (R$ 41.650,92).

Casos como o protagonizado pela juíza Kismara Brustolin, da Vara de Trabalho de Xanxerê, em Santa Catarina, escancaram a maneira como os magistrados veem a própria autoridade. No fim de novembro, Brustolin gritou com uma testemunha, exigindo ser chamada de “excelência’’. O CNJ apura a conduta da juíza, que pediu afastamento por motivos de saúde.

Mesmo a perda de cargo e penalidades é diferente entre magistrados e servidores. Isso porque profissionais públicos e membros de Poder, como juízes e promotores, são regidos por artigos distintos da Constituição, segundo Wallace Corbo, professor de direito constitucional da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

A estabilidade, por exemplo, é dada a servidores após três anos de estágio probatório. Para magistrados, é dada a vitaliciedade depois de dois anos.

Por essa diferença, um juiz ou um desembargador só deixa o cargo por ação judicial, enquanto o servidor pode ser exonerado por processo administrativo interno. No geral, a penalidade máxima dada aos magistrados é a aposentadoria compulsória, em que eles continuam recebendo salário.

“Isso explica por que magistrados, muitas vezes, não se veem como servidores, e sim como membros de poder que de fato tem um tratamento diferenciado na Constituição, mas que não justifica a visão elitista”, afirma Corbo.

Vitor Rhein Schirato, da USP, atribui essa percepção ao fato de a magistratura ser historicamente ocupada por classes mais altas, o que tornou a carreira elitizada.

O censo do CNJ não apresenta informações sobre a renda da família de origem dos juízes, mas mostra que em torno de 45% têm pai e mãe com ensino superior completo. Entre os outros funcionários do Judiciário, a mesma taxa cai para aproximadamente 29%.

Além disso, a magistratura é pouco diversa, composta principalmente por homens (60%) e brancos (82%), o que a torna ainda mais elitizada. Apenas 15% dos juízes são negros.

Entre os outros servidores do Judiciário, a cifra de pretos e pardos sobe para 26,5%. Mulheres são maioria, cerca de 54%.

Segundo Juliana Teixeira Esteves, professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, a falta de representatividade afasta os magistrados da função de atender à população.

“No passado, o acesso ao ensino superior teve problemas ligados a questões de raça e gênero. Por isso, a magistratura hoje não reflete o perfil da sociedade brasileira e perpetua estruturas prévias, muitas vezes preconceituosas. Alguns juízes reproduzem essas desigualdades”, afirma.

Ela diz ainda que, embora a responsabilidade dos magistrados seja maior, o acúmulo de trabalho é constante em todos os níveis do Judiciário. De acordo com a professora, a sobrecarga entre técnicos, auxiliares e analistas jurídicos aumentou nos últimos anos, devido à redução de concursos públicos.

Mas a satisfação com a carreira é diferente para juízes e demais funcionários. Os dados do CNJ mostram que 91% dos servidores estão felizes em trabalhar no Judiciário, cifra que cai para 69% entre magistrados. Aproximadamente 47% dos juízes estão insatisfeitos com a carreira.

Mesmo em desacordo com a situação da magistratura, juízes não pensam em mudar de carreira. Quase 88% não querem prestar concurso para outras áreas, segundo o censo do CNJ.

CARREIRA TERÁ MAIS UMA ETAPA

O Exame Nacional da Magistratura, aprovado em novembro pelo CNJ, visa mudar o paradigma da carreira. A prova, de caráter eliminatório, tem como um dos objetivos tornar a carreira mais diversa, o que romperia com a elitização.

Após aprovado, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ, disse que o exame vai acabar com suspeitas de favorecimento, em que membros de Judiciários locais influenciam resultados do concurso para privilegiar amigos e parentes.

Depois da prova, os candidatos ainda vão passar pelas fases seguintes dos tribunais regionais. O exame terá exigência de pontuação menor para pessoas negras e indígenas, de 50%, enquanto os demais candidatos deverão ter uma taxa de acertos de 70%.

Segundo Wallace Corbo, professor da Uerj e da FGV, adicionar uma etapa no concurso pode elevar os obstáculos para pessoas mais vulneráveis. Ele diz que, ao mesmo tempo, a prova pode fazer com que tribunais locais simplifiquem as fases seguintes.

“Se não for associado a um projeto mais amplo, como por exemplo bolsas para cursos preparatórios para candidatos negros, como pretende o ministro Barroso, o exame pode complicar a vida de quem mais tem dificuldade de acesso ao poder Judiciário.”

OBSERVAÇÃO: E quem ganha um salário-mínimo!

BNDES FINANCIA AÉREA DE OUTRAS PAÍZES E NÃO AS NOSSAS

 

História por Eric Napoli  • Poder360

O CEO da Azul Linhas Aéreas, John Rodgerson, disse nesta 6ª feira (15.dez.2023) que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) tem sido negligente em relação ao fomento da aviação nacional. Para o executivo, o banco tem errado em fechar parcerias com empresas norte-americanas do setor ao invés de oferecer linhas de crédito para as companhias brasileiras.

Em conversa com jornalistas, Rodgerson declarou que nos últimos anos o banco de desenvolvimento brasileiro privilegiou parcerias com a American Airlines e com a Fedex, empresas estrangeiras que já são competitivas por meio de subsídios do próprio governo norte-americano.

“Nos últimos 2, 3 anos, o BNDES financiou empresas americanas, mas nenhuma empresa brasileira de aviação. Então imaginem isso, nossos impostos estão financiando ativos para a American Airlines, para a Fedex, para essas empresas subsidiadas pelo governo deles, e aqui zero para as empresas brasileiras. Eles estão financiando o país errado”, declarou o CEO da Azul.

Na visão de Rodgerson, o BNDES deveria financiar as empresas que mais criam empregos no país ao invés de favorecer as que já tem uma forte ajuda do governo norte-americano. Para o executivo, a condução das políticas econômicas do banco para a aviação no Brasil é uma “loucura”.

“Eu acho que o BNDES deve financiar a Azul, a Gol, a Latam, porque nós estamos ajudando o Brasil, criando empregos no Norte, no Nordeste, mas financiar uma empresa aérea dos Estados Unidos, poxa, que loucura”, disse o executivo.

Segundo Rodgerson, o acesso a linhas de crédito pelas empresas é um dos 3 maiores desafios que a aviação civil enfrenta no Brasil. As altas taxas de judicialização do setor e o combustível de aviação mais caro do mundo fecham esse tripé de dificuldades.

MARKETING DE PRODUTO É A ÁREA QUE CONECTA DIVERSOS PONTOS DE UMA EMPRESA

 

AMANDA GUIDE – MARKETING DE PRODUTO – PRD/MKT

“O que é Marketing de Produto?”

Muitas pessoas têm dificuldade em responder essa pergunta, mesmo sendo um assunto relativamente em alta. Mas não se preocupe, isso não acontece só com você. Mesmo que Marketing de Produto (ou Product Marketing) seja uma área muito importante dentro das empresas hoje em dia (tanto em B2B quanto B2C), ainda é difícil encontrar uma boa definição disso em qualquer lugar.

Podendo ser uma área, cargo ou função, Marketing de Produto é um conceito ligado à forma como uma empresa posiciona, comunica e vende um produto específico ao seu público ideal.

Essa definição parece complexa e abstrata, certo? Mas a verdade é que muitas pessoas executam tarefas de Product Marketing Manager por aí e não sabem. Isso porque o conceito não é muito diferente do Marketing que conhecemos tradicionalmente, apenas tem outro foco.

Se você quer entender melhor o assunto, te convido a continuar lendo este artigo. Aqui você vai conferir:

O que é Marketing de Produto;

Diferença entre Marketing de Produto e Marketing tradicional;

Importância de Product Marketing;

O que faz o Product Marketing Manager;

Diferença entre Product Marketing Manager e Product Manager;

Como fazer Marketing de Produto.

Ou seja, se você quer saber tudo sobre Marketing de Produto, este conteúdo vai ser muito útil. Vamos lá?

O que é Marketing de Produto, afinal?

Cada vez mais forte no exterior e no Brasil, principalmente no ramo de tecnologia e de bens de consumo, Marketing de Produto nada mais é do que o processo de trazer um produto ou serviço ao mercado. Isso inclui a decisão de posicionamento e mensagem, estratégia Go-to-Market, lançamentos, testes, treinamentos e melhoria contínua.

A área tem como objetivo trazer demanda e adoção ao produto em si, garantindo que a equipe de Vendas e os consumidores conheçam os benefícios do produto.

O que torna o Marketing de Produto diferente e desafiador é que a função demanda profissionais com um hall de habilidades bem híbrido. Isso porque é alguém que se divide entre Produto, Marketing e Vendas, mantendo o alinhamento dessas áreas e seus stakeholders.

Marketing de Produto é a área que conecta diversos pontos de uma empresa.

Esse profissional pode ser considerado a ponte entre todas essas essas áreas e um dos principais responsáveis pelo sucesso do produto, uma vez que fica a cargo dele monitorar performance no que diz respeito a marketing e coletar feedback dos clientes (Customer Advisory Boards, Win & Loss programs, etc.) para melhoria continua e novas funcionalidades.

Diferença entre Marketing de Produto e Marketing tradicional

Marketing de Produto não é tão diferente do que já conhecemos, especialmente em termos de Marketing Digital. A questão é que a parte mais tradicional costuma focar na comunicação geral de uma empresa e de uma marca, enquanto Product Marketing se envolve com questões específicas de um produto ou serviço.

Conforme o mercado vai ganhando complexidade e as empresas passam a ter um portfólio de produtos cada vez maior, há a necessidade de desenvolver uma estratégia individual para cada produto. Isso garante que o valor de cada solução vai ser comunicado corretamente.

Importância de Product Marketing

Como mencionamos antes, a complexidade do mercado de produtos digitais é um dos fatores decisivos para que o Marketing de Produto seja tão importante.

O Product Marketing Manager é a pessoa responsável por garantir o diferencial competitivo do produto no qual trabalha, buscando trabalhar a personalização e sustentação do produto no mercado.

O que faz o Product Marketing Manager

Pensando em tudo que abordamos até aqui, você pode ainda estar se perguntando quais são, na prática, as atividades que fazem parte da rotina do Product Marketing Manager. Por mais que essa função possa variar de uma empresa para a outra, existem algumas responsabilidades comuns e essenciais à PMMs, como:

Pesquisa e desenvolvimento de personas;

Definição do posicionamento e mensagem;

Criação da estratégia de Go-To-Market;

Lançamento de produto;

Sales Enablement.

Diferença entre Product Marketing Manager e Product Manager

Uma vez que a área de Produto está em processo de crescimento, é comum que haja certa confusão entre os cargos.

Product Manager é o profissional encarregado da gestão do produto, ou seja, de todo o processo de desenvolvimento e aprimoramento de uma solução. Focado nas atividades internas que isso demanda (construção do roadmap, realização de testes e análise de dados, por exemplo), seu objetivo é garantir que as necessidades dos usuários sejam antendidas, assim como as metas do negócio.

Por outro lado, a pessoa Product Marketing Manager é a encarregada da oferta desse produto. Em outras palavras, é quem vai preparar o lançamento da solução, garantindo que o mercado a receba com visibilidade. Sendo assim, o foco de um PMM é o público externo.

Como fazer Marketing de Produto

Seja qual for o contexto no qual a sua empresa se encontra no momento, um profissional focado em Product Marketing pode ajudar (e muito!) o seu time de Produto, de maneira geral. Como vimos, essa é uma área que visa aprimorar a forma como o produto é percebido pelo cliente.

No entanto, para que esse conceito seja colocado em prática da melhor forma possível, vale destacar aqui alguns princípios sobre como fazer Marketing de Produto:

Conheça o público-alvo

Fazer suposições sobre o cliente com base no que a equipe considera sobre o produto é um grande erro. O estudo do público-alvo é muito importante e deve ser levado a sério, pensado em profundidade.

Apenas conhecendo as dores e necessidades dessas pessoas sua empresa será capaz de impactar positivamente o grupo definido. Ou seja, a linguagem passa a ser mais empática, ter encaixe com o contexto. Sem falar que o cliente vai se sentir único, gerando uma experiência mais personalizada.

Estude o mercado

A concorrência não é uma coisa que sua empresa deve ignorar. Pelo contrário, é possível obter insights valiosos a partir da observação dos concorrentes.

Com produtos novos chegando ao mercado com uma velocidade ainda maior, as comparações são essenciais para garantir que sua equipe será capaz de manter a diferenciação.

Identifique os diferenciais do produto

Ao preparar as comunicações relacionadas a um produto, a pessoa de Product Marketing vai precisar evidenciar o que o produto em questão tem de diferente. É importante que esse tipo de informação esteja clara para o cliente, mostrando a ele que vale a pena investir no que a sua empresa está oferecendo.

Selecione os melhores canais de divulgação

A partir de dados sobre o público-alvo e suas dores, a pessoa PMM terá em mãos algumas informações importantes para compreender quais são os melhores canais de divulgação para o produto.

De acordo com dados divulgados pela Gartner de 2021, a presença dos clientes em mais canais é uma das tendências que Product Marketers devem acompanhar. Conforme as alternativas se tornam cada vez mais variadas e complexas, esses profissionais terão como desafio entender a narrativa de cada canal, adaptando sua presença ao comportamento do consumidor que deseja captar.

Defina e acompanhe as métricas

A definição e acompanhamento das métricas é fundamental para a estratégia de Marketing de Produto. Isso porque, dessa forma, é possível criar e trabalhar uma cultura orientada pela análise de dados do produto.

Como consequência, você levanta oportunidades de melhoria para o produto e ajusta as comunicações, alinhando cada vez mais as expectativas do público-alvo com o valor que a solução têm para oferecer.

Descubra o Marketplace Valeon do Vale do Aço: Um Hub de Empresas, Notícias e Diversão para Empreendedores

Moysés Peruhype Carlech – ChatGPT

O Vale do Aço é uma região próspera e empreendedora, conhecida por sua indústria siderúrgica e seu ambiente de negócios dinâmico. Agora imagine ter um único local onde você pode encontrar todas as informações e recursos necessários para ter sucesso nesse ambiente competitivo. Bem-vindo ao Marketplace Valeon do Vale do Aço – um hub online que engloba empresas, notícias, diversão e empreendedorismo, oferecendo uma plataforma única para empresários e gerando leads valiosos.

Um ecossistema empresarial abrangente:

O Marketplace Valeon do Vale do Aço reúne empresas locais de diversos setores em um só lugar. Com uma interface intuitiva, os usuários podem facilmente encontrar e se conectar com fornecedores, parceiros comerciais e clientes potenciais na região. A plataforma oferece uma ampla gama de categorias de negócios, desde indústrias tradicionais até empresas inovadoras, garantindo que todos os empreendedores encontrem as oportunidades certas para expandir seus negócios.

Notícias e insights atualizados:

Além de ser um diretório empresarial, o Marketplace Valeon do Vale do Aço também oferece um fluxo contínuo de notícias e insights relevantes para os empresários da região. Através de parcerias com veículos de comunicação locais e especialistas em negócios, a plataforma mantém os usuários informados sobre as últimas tendências, oportunidades de mercado, mudanças regulatórias e eventos relevantes. Essas informações valiosas ajudam os empresários a tomar decisões informadas e a se manterem à frente da concorrência.

Diversão e engajamento:

Sabemos que a vida empresarial não é só trabalho. O Marketplace Valeon do Vale do Aço também oferece uma seção de entretenimento e lazer, onde os usuários podem descobrir eventos locais, pontos turísticos, restaurantes e muito mais. Essa abordagem holística permite que os empresários equilibrem o trabalho e a diversão, criando uma comunidade unida e fortalecendo os laços na região.

Foco no empreendedorismo:

O Marketplace Valeon do Vale do Aço é uma plataforma que nutre o espírito empreendedor. Além de fornecer informações e recursos valiosos, também oferece orientação e suporte para os empresários que desejam iniciar seus próprios negócios. Com seções dedicadas a tutoriais, estudos de caso inspiradores e conselhos de especialistas, o marketplace incentiva e capacita os empreendedores a alcançarem seus objetivos.

Geração de leads para os empresários:

Uma das maiores vantagens do Marketplace Valeon do Vale do Aço é a capacidade de gerar leads qualificados para os empresários. Com um público-alvo altamente segmentado, a plataforma oferece a oportunidade de se conectar diretamente com potenciais clientes interessados nos produtos e serviços oferecidos pelas empresas cadastradas. Isso significa que os empresários podem aumentar sua visibilidade, expandir sua base de clientes e impulsionar suas vendas de forma eficiente.

Conclusão:

O Vale do Aço é uma região cheia de oportunidades e empreendedorismo, e o Marketplace Valeon do Vale do Aço se torna um recurso indispensável para os empresários locais. Ao oferecer um ecossistema empresarial abrangente, notícias atualizadas, diversão, suporte ao empreendedorismo e a geração de leads qualificados, o Marketplace Valeon se destaca como uma ferramenta poderosa para impulsionar os negócios na região. Não perca a chance de fazer parte dessa comunidade dinâmica e descubra o poder do Marketplace Valeon do Vale do Aço para o seu sucesso empresarial.

A STARTUP VALEON OFERECE SEUS SERVIÇOS AOS EMPRESÁRIOS DO VALE DO AÇO

Moysés Peruhype Carlech

A Startup Valeon, um site marketplace de Ipatinga-MG, que faz divulgação de todas as empresas da região do Vale do Aço, chama a atenção para as seguintes questões:

• O comércio eletrônico vendeu mais de 260 bilhões em 2021 e superou pela primeira vez os shopping centers, que faturou mais de 175 bilhões.

• Estima-se que mais de 35 bilhões de vendas dos shoppings foram migradas

para o online, um sintoma da inadequação do canal ao crescimento digital.

• Ou seja, não existe mais a possibilidade de se trabalhar apenas no offline.

• É hora de migrar para o digital de maneira inteligente, estratégica e intensiva.

• Investir em sistemas inovadores permitirá que o seu negócio se expanda, seja através de mobilidade, geolocalização, comunicação, vendas, etc.

• Temas importantes para discussão dos Shoppings Centers e do Comércio em Geral:

a) Digitalização dos Lojistas;

b) Apoio aos lojistas;

c) Captura e gestão de dados;

d) Arquitetura de experiências;

e) Contribuição maior da área Mall e mídia;

f) Evolução do tenant mix;

g) Propósito, sustentabilidade, diversidade e inclusão;

h) O impacto do universo digital e das novas tecnologias no setor varejista;

i) Convergência do varejo físico e online;

j) Criação de ambientes flexíveis para atrair clientes mais jovens;

k) Aceleração de colaboração entre +varejistas e shoppings;

l) Incorporação da ideia de pontos de distribuição;

m) Surgimento de um cenário mais favorável ao investimento.

Vantagens competitivas da Startup Valeon:

• Toda Startup quando entra no mercado possui o sonho de se tornar rapidamente reconhecida e desenvolvida no seu ramo de atuação e a Startup Valeon não foge disso, fazem dois anos que estamos batalhando para conquistarmos esse mercado aqui do Vale do Aço.

• Essa ascensão fica mais fácil de ser alcançada quando podemos contar com apoio dos parceiros já consolidados no mercado e que estejam dispostos a investir na execução de nossas ideias e a escolha desses parceiros para nós está na preferência dos empresários aqui do Vale do Aço para os nossos serviços.

• Parcerias nesse sentido têm se tornado cada vez mais comuns, pois são capazes de proporcionar vantagens recíprocas aos envolvidos.

• A Startup Valeon é inovadora e focada em produzir soluções em tecnologia e estamos diariamente à procura do inédito.

• O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas desse mercado e em especial viemos para ser mais um complemento na divulgação de suas Empresas e durante esses dois anos de nosso funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia, inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina dessa grande empresa. Temos a missão de surpreender constantemente, antecipar tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.

• Temos a plena certeza que estamos solucionando vários problemas de divulgação de suas empresas e bem como contribuindo com o seu faturamento através da nossa grande audiência e de muitos acessos ao site (https://valedoacoonline.com.br/) que completou ter mais de 100.000 acessos.

Provas de Benefícios que o nosso site produz e proporciona:

• Fazemos muito mais que aumentar as suas vendas com a utilização das nossas ferramentas de marketing;

• Atraímos visualmente mais clientes;

• Somos mais dinâmicos;

• Somos mais assertivos nas recomendações dos produtos e promoções;

• O nosso site é otimizado para aproveitar todos os visitantes;

• Proporcionamos aumento do tráfego orgânico.

• Fazemos vários investimentos em marketing como anúncios em buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso site e aumentar as suas vendas.

Proposta:

Nós da Startup Valeon, oferecemos para continuar a divulgação de suas Empresas na nossa máquina de vendas, continuando as atividades de divulgação e propaganda com preços bem competitivos, bem menores do que os valores propostos pelos nossos concorrentes offlines.

Pretendemos ainda, fazer uma página no site da Valeon para cada empresa contendo: fotos, endereços, produtos, promoções, endereços, telefone, WhatsApp, etc.

O site da Valeon é uma HOMENAGEM AO VALE DO AÇO e esperamos que seja também uma SURPRESA para os lojistas dessa nossa região do Vale do Aço.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

A Startup Valeon um marketplace aqui do Vale do Aço volta a oferecer novamente os seus serviços de prestação de serviços de divulgação de suas empresas no nosso site que é uma Plataforma Comercial, o que aliás, já estamos fazendo há algum tempo, por nossa livre e espontânea vontade, e desejamos que essa parceria com a sua empresa seja oficializada.

A exemplo de outras empresas pelo país, elas estão levando para o ambiente virtual as suas lojas em operações que reúnem as melhores marcas do varejo e um mix de opções.

O objetivo desse projeto é facilitar esse relacionamento com o cliente, facilitando a compra virtual e oferecer mais um canal de compra, que se tornou ainda mais relevante após a pandemia.

Um dos pontos focais dessa nossa proposta é o lojista que pode tirar o máximo de possibilidade de venda por meio da nossa plataforma. A começar pela nossa taxa de remuneração da operação que é muito abaixo do valor praticado pelo mercado.

Vamos agora, enumerar uma série de vantagens competitivas que oferecemos na nossa Plataforma Comercial Valeon:

  • O Site Valeon é bem elaborado, com layout diferenciado e único, tem bom market fit que agrada ao mercado e aos clientes.
  • A Plataforma Valeon tem imagens diferenciadas com separação das lojas por categorias, com a descrição dos produtos e acesso ao site de cada loja, tudo isso numa vitrine virtual que possibilita a comunicação dos clientes com as lojas.
  • Não se trata da digitalização da compra nas lojas e sim trata-se da integração dos ambientes online e offline na jornada da compra.
  • No país, as lojas online, que também contam com lojas físicas, cresceram três vezes mais que as puramente virtuais e com relação às retiradas, estudos demonstram que 67% dos consumidores que compram online preferem retirar o produto em lojas físicas.
  • O número de visitantes do Site da Valeon (https://valedoacoonline.com.br/)  tem crescido exponencialmente, até o momento, temos mais de 222.000 visitantes e o site (https://valeonnoticias.com.br/) também nosso tem mais de 5.800.000 de visitantes.
  • O site Valeon oferece ao consumidor a oportunidade de comprar da sua loja favorita pelo smartphone ou computador, em casa, e ainda poder retirar ou receber o pedido com rapidez.
  • A Plataforma Comercial da Valeon difere dos outros marketplaces por oferecer além da exposição das empresas, seus produtos e promoções, tem outras formas de atrair a atenção dos internautas como: empresas, serviços, turismo, cinemas e diversão no Shopping, ofertas de produtos dos supermercados, revenda de veículos usados, notícias locais do Brasil e do Mundo, diversão de músicas, rádios e Gossip.

                                                                                                                                                                   Nós somos a mudança, não somos ainda uma empresa tradicional. Crescemos tantas vezes ao longo do ano, que mal conseguimos contar. Nossa história ainda é curta, mas sabemos que ela está apenas começando.

Afinal, espera-se tudo de uma startup que costuma triplicar seu crescimento, não é?

Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

CONGRESSO DERRUBA 9 VETOS DE LULA

 

História por PODER360  

Na maior derrota do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o Congresso derrubou 9 vetos presidenciais nesta 5ª feira (14.dez.2023). Haverá limitação para o Planalto em 2024 fazer investimentos. As votações foram por ampla margem de votos contrários à administração lulista.

No caso da desoneração da folha de pagamentos para empresas de 17 setores da economia e para prefeituras de cidades com até 142 mil habitantes, o placar no Senado foi de 60 votos contra o Planalto e só 13 a favor. Na Câmara, foram 378 votos contrários e apenas 78 a favor. A derrubada da oposição de Lula a esse instrumento produzirá uma despesa extra de R$ 18,4 bilhões. Isso é mais da metade do que os R$ 35 bilhões estimados pelo governo em receitas extras com a MP 1.185 (a que acaba com subvenção a empresas para pagar menos impostos).

As derrotas no Congresso se deram depois de Lula ter liberado o pagamento recorde de R$ 10 bilhões em emendas ao Orçamento para deputados e senadores nesta semana. Não adiantou. Houve então resignação do Palácio do Planalto, que teve de aceitar um acordo amplamente desfavorável ao governo. Lula e Haddad receberão em troca apenas uma promessa de aprovação da MP 1.185 antes do fim de 2023 –algo cujo resultado é diminuto em comparação com o que os lulistas esperavam obter até ontem.

Fernando Haddad, o líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues(Sem partido-AP) e o ministro da articulação política, Alexandre Padilha (PT), deram sucessivas entrevistas nos últimos dias. Repetiram que a desoneração da folha de pagamentos era inconstitucional. Todos anunciaram que um acordo seria fechado para ter uma medida provisória no lugar. Algo que seria menos danoso em termos de perda de receita. Deu tudo errado. A articulação política do Planalto teve o seu maior fracasso no 1º ano do mandato de Lula.

É importante registrar que tudo isso estava já no radar desde a metade de novembro, há 1 mês. Ainda que o problema já estivesse contratado, o presidente Lula preferiu manter sua viagem no fim de novembro para Dubai, nos Emirados Árabes, com mais de 10 ministros juntos. Todos foram para a reunião da ONU sobre mudanças climáticas, a COP28. O petista sonha em construir uma carreira internacional de relevo para, eventualmente, disputar o Prêmio Nobel da Paz. Até agora, já passou 62 dias fora do país neste 1º ano de mandato.

Mesmo sabendo que precisaria equacionar a possível queda do veto à desoneração, o próprio Haddad foi na comitiva de Lula para Dubai. O ministro havia dito em 24 de novembro que só na volta dos Emirados Árabes apresentaria uma solução para substituir a desoneração da folha de pagamentos. O ministro da Fazenda viajou, voltou e nunca ninguém teve detalhes dessa possível medida provisória. Soube-se apenas que seria uma proposta para escalonar o fim do benefício.

A viagem para Dubai rendeu muita mídia positiva para Lula no Brasil, mas quase nada no exterior. Ao contrário, a participação brasileira recebeu mais cobertura negativa que positiva, com vários veículos internacionais relevantes dando ênfase à decisão do Brasil de aderir à Opep+ no meio de uma conferência sobre mudanças climáticas.

Além da queda do veto à desoneração da folha de pagamentos, outro muito relevante também foi derrubado e impõe uma condição dramática para Lula em 2024. Trata-se do dispositivo que voltou a valer no arcabouço fiscal e que impede que o presidente da República, por meio de uma proposta de lei ordinária, retire determinados investimentos do cálculo de deficit fiscal.

Como em 2024 haverá deficit nas contas públicas, mas a meta fiscal foi mantida –por insistência de Haddad e decisão de Lula–, o governo ficará obrigado a cortar gastos até o final de março. É nesse mês que será publicado o primeiro relatório de desempenho das contas públicas. Os cortes vão atingir obras do chamado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Se o veto de Lula tivesse sido mantido, o presidente teria a possibilidade de propor uma regra que “excepcionalizasse” as despesas com algumas obras do cálculo de deficit. Isso não é mais possível. É quase certo que haverá paralisia de projetos no ano que vem.

O presidente tem reação sobre o assunto que causa insegurança a pessoas próximas. Quando alertado sobre o fato de que será inevitável fazer cortes no início do próximo ano, demonstra não ter ideia dos riscos envolvidos. Diz que não permitirá cortes. Diante da réplica de que serão indispensáveis pelas regras legais, responde que segue otimista.

Esse veto ao arcabouço fiscal foi feito com apoio do governo, que teve de se resignar e fazer um acordo com a oposição no Congresso. Entre senadores, foram expressivos 63 votos a favor da derrubar o veto e só 1 para manter. Na Câmara, foram 410 votos a favor e apenas 38 contrários.

VENEZUELA E GUIANA FAZEM PACTO DE NÃO AGRESSÃO MILITAR EM REUNIÃO

História por admin3  • IstoÉ

O encontro cara a cara entre os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, encerrou-se com um acordo no qual ambos os países descartam o uso da força na controvérsia sobre o Essequibo, embora mantenham posturas opostas sobre a disputa territorial.

Guiana e Venezuela “concordaram que direta ou indiretamente não se ameaçarão, nem usarão a força mutuamente em nenhuma circunstância, incluindo aquelas decorrentes de qualquer controvérsia existente entre ambos os Estados”, indicou parte de uma declaração conjunta lida por Ralph Gonsalves, primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, sede do encontro.

Também “acordaram que qualquer controvérsia entre os dois Estados será resolvida de acordo com o direito internacional, incluindo o Acordo de Genebra”, acrescentou o documento.

Venezuela e Guiana também aceitaram promover um novo encontro entre as partes dentro de três meses no Brasil.

Os presidentes encerraram a reunião com um aperto de mãos após cerca de duas horas de discussão em São Vicente e Granadinas, promovida pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac) e pela Comunidade do Caribe (Caricom), com o apoio do Brasil.

Antes da leitura da declaração conjunta, o presidente Ali, que compareceu à reunião com um mapa de Essequibo, enfatizou o direito de seu país explorar seu “espaço soberano”.

“A Guiana não é o agressor, a Guiana não está buscando a guerra, a Guiana se reserva o direito de trabalhar com nossos aliados para garantir a defesa do nosso país”, afirmou Ali, durante coletiva de imprensa posterior, sem ceder em sua posição sobre a disputa.

“A Guiana tem todo o direito (…) de facilitar qualquer investimento, qualquer sociedade (…), a expedição de qualquer licença e a outorga de qualquer concessão em nosso espaço soberano”.

A reunião foi realizada em meio a uma preocupação crescente pelas trocas de declarações cada vez mais ásperas entre os dois presidentes sobre o Essequibo, um território de 160 mil km² rico em petróleo e outros recursos naturais, administrado por Georgetown e reivindicado por Caracas.

Maduro, cuja delegação viajou a São Vicente e Granadinas com um mapa da Venezuela que inclui Essequibo como parte de seu território, celebrou a “vitória do diálogo” ao retornar ao país na quinta-feira à noite.

“Foi uma jornada frutífera, intenso, em alguns momentos tensa, mas na qual falamos a verdade”, disse Maduro no aeroporto internacional de Maiquetía, na região de Caracas.

O presidente venezuelano considerou o encontro como “um passo histórico” para “abordar de forma direta a controvérsia territorial”, mas Ali negou que a disputa estivesse na agenda e insistiu em sua posição de que esta deve ser decidida na Corte Internacional de Justiça (CIJ), cuja jurisdição Caracas não reconhece.

– Petróleo, o pomo da discórdia –

A disputa é centenária, mas o litígio escalou em 2015, depois que a empresa petrolífera americana ExxonMobil descobriu grandes reservas de petróleo bruto na área reivindicada.

A Venezuela acusa a Guiana de dar concessões em águas marítimas ainda a delimitar, e depois de um referendo sobre o território reivindicado, em 3 de dezembro, iniciou um processo para outorgar licenças da estatal PDVSA nas águas disputadas.

A consulta aprovou ainda criar uma região, uma província da Venezuela, e dar a cidadania venezuelana a seus habitantes.

A Guiana, que viu a consulta como uma “ameaça”, levou o caso ao Conselho de Segurança da ONU e anunciou contatos com “parceiros” militares, como os Estados Unidos, que realizaram exercícios militares no Essequibo.

O Brasil reforçou sua presença militar na fronteira norte.

A habitual retórica anti-imperialista do governo venezuelano acusa Ali de ser “um escravo” da ExxonMobil.

Sadio Garavini di Turno, ex-embaixador venezuelano na Guiana, disse à AFP que a Venezuela “curiosamente” evita mencionar as outras grandes empresas com participação na maior concessão outorgada pelo governo guianense na região, a do bloco Stabroek, caso da China National Petroleum Corporation e da também americana Chevron, duas empresas que operam no país, alvo de sanções de Washington.

Na segunda-feira, o chanceler venezuelano, Yván Gil, aventou, em encontro com a imprensa internacional em Caracas, a possibilidade de que se possa falar de uma “cooperação em petróleo e gás”, sem entrar em detalhes.

Na declaração conjunta de quinta-feira, Guiana e Venezuela também concordaram com uma reunião em três meses no Brasil, cujo presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou a “crescente preocupação” com a crise entre os vizinhos, ao mesmo tempo que pediu a Maduro para não adotar “medidas unilaterais” que poderiam agravar a tensão.

“O que não queremos aqui na América do Sul é guerra, nós não precisamos de guerra, não precisamos de conflito”, disse Lula ao defender o diálogo.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, agradeceu ao Brasil pela sua “liderança diplomática” na resolução pacífica da disputa territorial, afirma um comunicado do Departamento de Estado divulgado na quinta-feira.

 

O GOVERNO QUER TAXAR AS IGREJAS EVANGÉLICAS E OS EVANGÉLICOS SÃO CONTRA

História por Franco Iacomini  • Jornal Estadão

“Deus não precisa do seu dinheiro.” Essa é uma frase que se ouve com frequência em grande parte das igrejas evangélicas. Talvez isso até surpreenda uma ou outra pessoa, que não conhece a fé dos reformadores cristãos e tem sido bombardeada com informações sobre a chamada Teologia da Prosperidade, corrente que encara o bem-estar material, expresso em itens como patrimônio e sucesso profissional, como um presente sobrenatural de Deus àqueles que contribuem generosamente.

Deus também não precisa de imunidade tributária. Afinal, trata-se aqui do dono da prata e do ouro (conforme o livro de Ageu 2:8), aquele que, no fim das contas, reinará para sempre sobre o mundo (Apocalipse 11:15, cantado no oratório Messias, de Händel, muito lembrado nesta época que antecede o Natal). Por que, então, se briga tanto pela imunidade tributária das igrejas, alçada recentemente a ponto de atrito entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e os parlamentares que reivindicam o nome de “bancada evangélica”?

A ampliação da imunidade tributária é tema da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2023, redigida pelo deputado Marcelo Crivella – cujo mandato está sub judice, enquanto aguarda julgamento de recurso contra sua cassação por abuso de poder político na eleição de 2020, que o deixou inelegível por oito anos. Está em análise em uma comissão especial da Câmara, que deverá realizar uma série de audiências públicas para discussão do tema, a pedido do relator da peça na comissão especial, deputado Fernando Máximo (União-RO). A primeira audiência ocorreu no dia 12.

Ampliação da imunidade tributária às igrejas é tema da Proposta de Emenda à Constituição em discussão no Congresso Foto: Gabriela Biló/Estadão© Fornecido por Estadão

A imunidade já existente se estende sobre patrimônio, renda e serviços relacionados com as finalidades essenciais de organizações religiosas. Conforme a Escola Nacional de Administração Pública (vinculada ao Ministério do Planejamento), ela é “uma condição natural do Estado laico, pois sem a imunidade tributária sobre os templos haveria exercício de poder econômico do Estado sobre a religião e, consequentemente, estaria a imiscuir-se em esfera que não lhe diz respeito”. Ou seja, deixar de cobrar impostos não é uma benesse do poder público ao segmento religioso, mas uma garantia de que ambos são esferas distintas da vida social e não podem se misturar.

Há, ainda, um elemento de tradição. No passado, o Estado não tinha condições de fornecer alguns serviços, como educação e saúde, e igrejas assumiram muitas tarefas. Ao isentá-las da obrigação de pagar impostos, confessava sua incapacidade e compensava aqueles que exerciam funções típicas do Estado – em geral, era a Igreja Católica quem o fazia; a presença evangélica era pequena, mas teve grande participação na erradicação do analfabetismo, ao estimular as pessoas a ler a Bíblia. Além disso, a legislação também reconhece que essas organizações são financiadas por contribuições voluntárias de seus membros. A lei brasileira garante a mesma imunidade a partidos políticos e sindicatos.

Pela PEC, já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a imunidade passaria a atingir a aquisição de bens e serviços necessários à formação desse patrimônio. Assim, tudo indica que essas instituições deixariam de pagar, por exemplo, impostos em compras de material de construção. Vale lembrar, a proposta é para todas as organizações religiosas, de todas as denominações, cristãs e não cristãs.

Mas perceba a instrução dada por Jesus no evangelho de Mateus 17:27, na ocasião em que Pedro vem questioná-lo a respeito do que fazer quando eles foram cobrados sobre o pagamento de imposto: “Mas nós não queremos ofender essa gente. Por isso vá até o lago, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que você fisgar. Na boca dele você encontrará uma moeda. Então vá e pague com ela o meu imposto e o seu.” Ou seja: Jesus pagou imposto.

Se estão fazendo seu trabalho direito, o que as igrejas precisam será providenciado – se for o caso, com dinheiro saído da barriga do peixe. Se não estão, não há PEC capaz de salvá-las./Jornalista do ‘Estadão’, mestre em Teologia e doutor em Comunicação e Linguagens

 

O HAMAS AINDA ATACA ISRAEL É MAIS UMA PROVA QUE NÃO FOI DERROTADO

BBC News BRasil

Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, afirma que 18.600 pessoas foram mortas e 50.000 feridas no território palestino desde início da guerra© Reuters

Israel está em feriado. As escolas estão fechadas e, longe das zonas da linha da frente, os centros comerciais estão cheios. As confeitarias estão repletas de sufganiyot (espécie de sonho) que os judeus gostam de comer durante o Hanukkah, o atual festival religioso.

É diferente quanto mais perto você chega do confronto armado. Ao longo da fronteira de Gaza, a área conhecida pelos israelenses como o “envelope”, tanques e tropas movimentam-se, a maioria dos civis está em outros lugares e parece uma zona de guerra.

No norte, ao longo da fronteira com o Líbano, as comunidades também foram evacuadas e os militares continuam a trocar fogo com o aliado mais forte do Irã, o Hezbollah.

Mas os visitantes ocasionais poderão acreditar que a vida, de alguma forma, regressou ao “normal” no centro de Israel, a ampla faixa de terra entre Jerusalém e Tel Aviv.

Um lembrete claro de quão errada seria essa impressão veio quando eu dirigia para Tel Aviv.

As sirenes de ataque aéreo soaram e o aplicativo de alerta vermelho que os israelenses têm em seus telefones enviou avisos enquanto os carros desviavam para o acostamento para que as pessoas lá dentro pudessem parar para se proteger. Outros motoristas aceleraram para sair da área. Na confusão, três carros colidiram.

Paramos quando um grupo de mulheres saiu do carro e se abraçaram com força e terror.

No alto, rastros de vapor do sistema antimísseis Iron Dome arqueavam-se em direção aos foguetes vindos de Gaza, estrondosas explosões ecoavam no céu azul profundo enquanto derrubavam a maioria dos projéteis. Um homem ficou ferido, em Holon, próximo à rodovia.

Hamas e o trauma profundo dos israelenses

Amos Yadlin em 2007© EPA

O fato de o Hamas ainda poder atacar Israel é mais uma prova de que não foi derrotado. A resposta dos motoristas mostra a profundidade do trauma que o Hamas infligiu a Israel, o que é sem dúvida uma boa notícia para os líderes do grupo palestino. Israel acredita que eles estão em algum lugar sob Gaza, em alguma parte do sistema de túneis.

“Em primeiro lugar, esqueçam tudo o que pensavam que sabiam sobre Israel antes de 7 de outubro. Tudo mudou”, diz Amos Yadlin, um major-general reformado, enquanto nos preparávamos para uma entrevista no seu escritório em Tel Aviv, com vista para o Ministério da Defesa de Israel. Yadlin era um piloto de caça veterano que se aposentou como chefe da inteligência militar israelense.

Decidimos entrevistá-lo para ter uma ideia da estratégia de guerra de Israel. No fim das contas, a partir de suas declarações, foi possível compreender melhor o real estado de espírito em Israel.

Yadlin comparou repetidamente a luta de Israel contra o Hamas à 2ª Guerra Mundial. Ele defendeu o enorme número de mortes de civis palestinos cometidos por Israel na Faixa de Gaza e afirmou que a eliminação do Hamas era vital para o futuro de Israel.

Numa referência à destruição de Dresden, na Alemanha, pela Forças Reais Aéreas do Reino Unido em 1945, Yadlin disse: “Vocês bombardearam Dresden com 120 mil pessoas, mataram mulheres, crianças. Estamos tentando evitar estes danos colaterais. Pedimos-lhes que saiam. Pedimos para irem para a parte sul de Gaza.”

Lembrei-lhe que Israel também estava bombardeando as áreas onde haviam dito que os palestinianos estariam seguros. Yadlin insistiu que Israel estava bombardeando o Hamas, e não os civis.

“Não, nós não os bombardeamos. Bombardeamos os alvos do Hamas. Apenas os alvos do Hamas e o Hamas os utiliza como escudo humano.”

Ele rebateu as críticas da administração Biden nos EUA de que Israel estava matando muitos civis palestinos.

Segundo Yadlin, Israel foi mais cuidadoso em evitar vítimas civis do que os EUA e o Reino Unido quando bombardearam grupos jihadistas na Síria e no Iraque.

A sua interpretação não é compartilhada por antigos generais envolvidos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

Um alto oficial britânico me disse que estava consternado com o desdém de Israel pelas leis da guerra que determinam a proteção dos civis. Segundo ele, isso não seria permitido no Exército britânico.

Amos Yadlin, que ainda aconselha os seus sucessores nas Forças Armadas de Israel, acredita que seu país precisa de mais tempo para alcançar os seus objetivos ambiciosos em Gaza.

Israel quer resgatar os seus reféns, matar os líderes do Hamas, aniquilá-lo como uma formação militar que pode ameaçar os israelenses e destruir a sua capacidade de governar.

Salientei que, embora os Estados Unidos tivessem vetado a última resolução de cessar-fogo, isso sinalizava que Israel tinha semanas e não meses para terminar o que queria fazer.

“Não é suficiente para atingir o objetivo”, diz Yadlin. “Se houver um cessar-fogo sem a devolução do restante dos reféns, não haverá cessar-fogo.”

Israel tem um Exército imensamente poderoso e o apoio dos EUA. Mas está descobrindo que, apesar de toda a sua profunda convicção de que não tem outra escolha senão destruir Gaza para erradicar o Hamas, tanto seus aliados quanto seus críticos estão consternados pela forma como matou mais de 18 mil palestinos, dos quais talvez metade eram crianças.

Israel também descobriu, como alertaram os americanos e outros, que combater um inimigo determinado e preparado numa área urbanizada é uma das tarefas militares mais difíceis.

No entanto, como diz Amos Yadlin, os israelenses parecem determinados a superar as críticas para alcançar os seus objetivos. Depois disso vem a questão espinhosa da governança e da reconstrução de Gaza.

Yadlin diz que não haverá uma ocupação israelense prolongada de Gaza, mas se a determinação da atual liderança em controlar a faixa num futuro próximo não mudar, a ocupação parece certa.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...