O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 10
bilhões em emendas parlamentares nos dias 11 e 12 de dezembro, um
recorde histórico para um período de 48 horas.
Com isso, o total de emendas pagas em 2023 chega a R$ 39 bilhões,
incluindo restos a pagar de emendas apresentadas por congressistas em
mandatos anteriores.
A liberação das emendas foi antecipada pelo governo para tentar
garantir apoio do Congresso Nacional para a aprovação de projetos
prioritários, como a medida provisória (MP) 1.185, que cria um subsídio
para o ICMS de combustíveis, e a proposta de emenda à Constituição (PEC)
da reforma tributária.
A MP 1.185 pode arrecadar R$ 35 bilhões em 2024, mas deverá ser desidratada para garantir a aprovação no Congresso.
Como a PEC da reforma tributária, que foi votada pelo Senado e
precisa da palavra final da Câmara dos Deputados para ser promulgada
ainda em 2023.
Porém, o pagamento de emendas parlamentares é legal e legítimo, mas é
frequentemente criticado por ser usado como uma forma de compra de
votos.
Com isso, o pagamento recorde de emendas parlamentares pelo governo
Lula reforça as suspeitas de que o Executivo está usando a fisiologia
para garantir apoio do Congresso Nacional.
O Brasil tem, certamente, o pior modelo de tributação do
consumo dentre os países do mundo ocidental. Nosso modelo de tributação
foi instituído em 1965 (EC nº 18/65) e poucas mudanças ocorreram de lá
para cá, apesar de a economia ter mudado bastante. Em um mundo analógico
dos anos 1960 nem se cogitava sobre economia digital. As maiores
empresas do mundo vendiam petróleo e automóveis. Hoje, os maiores grupos
vendem tecnologia.
Perdeu-se uma grande oportunidade em 1965 de se passar para a União a
tributação do consumo, concentrada em único imposto, o IVA (Imposto
sobre Valor Agregado), praticado em mais de 170 países. Eventual
concentração de competência tributária no âmbito da União não
significaria, a priori, ofensa ao federalismo, principal argumento
contrário ao IVA nacional, uma vez que o importante é que os entes
federados tenham autonomia financeira e regras claras na Constituição de
repartição de receitas.
A Constituição de 1988 ressaltou a anomalia do nosso sistema, reforçando o ICMS como
o maior imposto sobre o consumo na competência Estados-membros.
Manteve-se ainda a tributação repartida entre a União (IPI, PIS e
Cofins), Estados, Distrito Federal (ICMS) e municípios (ISS) gerando
litigiosidade, insegurança, conflito entre os entes federais e guerra
fiscal.
Certo é que depois de muitos debates, idas e vindas, a PEC 45 foi aprovada no Congresso, devendo ser, na sequência, promulgada.
Não teremos um IVA único, mas um IVA dual — CBS (da União) e IBS
(compartilhado entre Estados e municípios) —, a tributação será no
destino, a base será ampla, menos variedade de alíquotas e uma
não-cumulatividade plena. Cinco tributos serão extintos, bem como os
atuais benefícios fiscais. Será criado ainda um imposto seletivo sobre
produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A transição será
longa, até 2032, e teremos uma regulamentação por lei complementar e
leis ordinárias pela frente.
Mas a aprovação da reforma merece ser celebrada. O Brasil vai
aproximar a sua tributação do consumo dos principais parceiros
comerciais da Europa, da América Latina, da África e da Ásia. Não se
deve esperar que o cidadão sinta no bolso os efeitos da reforma, nem que
a carga irá diminuir. Em alguns setores, como o de serviços,
provavelmente irá aumentar.
Muitas das críticas à reforma decorrem de se enxergar o novo IVA dual
com as lentes dos tributos que serão extintos. Por exemplo, quando se
fala em uma alíquota de 27% como o maior IVA do mundo, esquece-se de que
a somatória das alíquotas atuais do ICMS, IPI, PIS, Cofins podem
ultrapassar com folga os 27%.
Ora, tomando por base somente a alíquota padrão do ICMS, 18%, que é
calculado por dentro, equivaleria a 22%, se calculado por fora, como
será o método de cálculo do novo IVA. Além do mais, com a
não-cumulatividade plena do novo IVA, o repasse da carga para o elo
seguinte da cadeia produtivo será mais efetivo.
Lembramos, por fim, que o Simples será mantido, o que representa a
manutenção da carga atual para um expressivo número de contribuintes
pessoas jurídicas, prestadores de serviço especialmente.
Simplicidade, transparência e menos litigiosidade é o que se espera! E
vamos sentir um vento soprando a favor da economia, antes mesmo da
implementação definitiva da reforma. Que assim seja!
Professor de direito tributário da UFRJ, ex-presidente da
Comissão de Direito Tributário da OAB e coordenador de Direito
Tributário da ESA Nacional
Nesta quarta-feira, 13, circulou nas redes sociais um vídeo onde uma
passageira não identificada questionou Dilma em um tom jocoso: “De
primeira classe?”. Dilma retrucou: “Lógico, querida. Eu sou presidente
de banco. Como você acha que viaja presidente de banco?”. A
ex-presidente estava no Brasil para compromissos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Mercosul na semana passada.
Além do salário de R$ 290 mil, o Banco dos BRICS também oferece para
ex-presidente benefícios como transporte aéreo, assistência médica,
auxílio viagem para o país de origem e subsídios para mudança em caso de
contratação e desligamento.
O rendimento mensal de Dilma no Banco dos BRICS é quase dez vezes maior do que o salário que ela recebia quando estava no Palácio do Planalto. Em 2016, quando ela sofreu um processo de impeachment, o seu vencimento para a chefe do Executivo era de R$ 30.471.
No ano, Presidência custeou R$ 1,7 milhões em gastos da ex-presidente
Além do salário no Banco dos BRICS, a ex-presidente ainda tem
benefícios recebidos juntos a outros ex-presidentes da República vivos.
A Presidência custeia
gastos passagens aéreas, auxílio moradia e diárias no exterior,
auxílio-combustível, manutenção de veículos e serviços de
telecomunicações. Além disso, Dilma tem direito a ter oito servidores,
sendo seis de apoio pessoal e dois motoristas junto a veículos
pertencentes à União.
Segundo os Dados Abertos da Presidência da República, os gastos de
Dilma custeados pela Presidência da República do início do ano até este
mês de dezembro somam R$ 1.728.620. Por mês, a média dos custos é de R$
144.051.
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Insatisfação com um salário médio
de R$ 28 mil, episódios de abuso de autoridade e acúmulo de
penduricalhos ajudam a explicar por que especialistas afirmam que muitos
juízes não se consideram servidores, mas uma classe à parte no setor
público.
No Judiciário federal, por exemplo, magistrados ganham, em média, até
sete vezes mais do que os demais funcionários. A remuneração dos
servidores vai de R$ 4.124, salário inicial de auxiliares jurídicos, a
R$ 19,8 mil, valor mais alto para analistas.
Já entre os juízes, a média salarial é de R$ 28 mil, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de setembro.
Mesmo recebendo valores maiores, magistrados estão mais insatisfeitos
com a remuneração. Para aproximadamente 74%, o salário que recebem não
condiz com o trabalho. Entre os servidores, a taxa é de 46%.
Os dados são do censo do CNJ divulgado neste ano. As respostas foram
coletadas por formulário eletrônico. Participaram 63,2 mil servidores e
6.100 magistrados.
Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros diz que a categoria
enfrenta desvalorização e, por isso, mais juízes deixam a carreira em
busca de melhores condições no mercado privado.
Segundo a entidade, a falta de correção dos subsídios afeta a
qualidade de vida dos magistrados e o acesso à Justiça só vai ser
garantido com investimentos na prestação jurisdicional.
“Juízes não se veem como servidores, mas como uma categoria especial
que enseja prerrogativas próprias, para além daquelas dos funcionários
públicos”, afirma Vitor Rhein Schirato, professor da Faculdade de
Direito da USP.
Diferentemente dos outros servidores, magistrados têm direito a duas
férias por ano. Muitos também recebem valores consideráveis em
benefícios, incluindo auxílios-moradia e adicionais por acúmulo de
função, que são acrescidos à remuneração. Em setembro, 226 juízes
federais receberam acima do teto constitucional (R$ 41.650,92).
Casos como o protagonizado pela juíza Kismara Brustolin, da Vara de
Trabalho de Xanxerê, em Santa Catarina, escancaram a maneira como os
magistrados veem a própria autoridade. No fim de novembro, Brustolin
gritou com uma testemunha, exigindo ser chamada de “excelência’. O CNJ
apura a conduta da juíza, que pediu afastamento por motivos de saúde.
Mesmo a perda de cargo e penalidades é diferente entre magistrados e
servidores. Isso porque profissionais públicos e membros de Poder, como
juízes e promotores, são regidos por artigos distintos da Constituição,
segundo Wallace Corbo, professor de direito constitucional da Uerj
(Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da FGV (Fundação Getúlio
Vargas).
A estabilidade, por exemplo, é dada a servidores após três anos de
estágio probatório. Para magistrados, é dada a vitaliciedade depois de
dois anos.
Por essa diferença, um juiz ou um desembargador só deixa o cargo por
ação judicial, enquanto o servidor pode ser exonerado por processo
administrativo interno. No geral, a penalidade máxima dada aos
magistrados é a aposentadoria compulsória, em que eles continuam
recebendo salário.
“Isso explica por que magistrados, muitas vezes, não se veem como
servidores, e sim como membros de poder que de fato tem um tratamento
diferenciado na Constituição, mas que não justifica a visão elitista”,
afirma Corbo.
Vitor Rhein Schirato, da USP, atribui essa percepção ao fato de a
magistratura ser historicamente ocupada por classes mais altas, o que
tornou a carreira elitizada.
O censo do CNJ não apresenta informações sobre a renda da família de
origem dos juízes, mas mostra que em torno de 45% têm pai e mãe com
ensino superior completo. Entre os outros funcionários do Judiciário, a
mesma taxa cai para aproximadamente 29%.
Além disso, a magistratura é pouco diversa, composta principalmente
por homens (60%) e brancos (82%), o que a torna ainda mais elitizada.
Apenas 15% dos juízes são negros.
Entre os outros servidores do Judiciário, a cifra de pretos e pardos sobe para 26,5%. Mulheres são maioria, cerca de 54%.
Segundo Juliana Teixeira Esteves, professora da Faculdade de Direito
da Universidade Federal de Pernambuco, a falta de representatividade
afasta os magistrados da função de atender à população.
“No passado, o acesso ao ensino superior teve problemas ligados a
questões de raça e gênero. Por isso, a magistratura hoje não reflete o
perfil da sociedade brasileira e perpetua estruturas prévias, muitas
vezes preconceituosas. Alguns juízes reproduzem essas desigualdades”,
afirma.
Ela diz ainda que, embora a responsabilidade dos magistrados seja
maior, o acúmulo de trabalho é constante em todos os níveis do
Judiciário. De acordo com a professora, a sobrecarga entre técnicos,
auxiliares e analistas jurídicos aumentou nos últimos anos, devido à
redução de concursos públicos.
Mas a satisfação com a carreira é diferente para juízes e demais
funcionários. Os dados do CNJ mostram que 91% dos servidores estão
felizes em trabalhar no Judiciário, cifra que cai para 69% entre
magistrados. Aproximadamente 47% dos juízes estão insatisfeitos com a
carreira.
Mesmo em desacordo com a situação da magistratura, juízes não pensam
em mudar de carreira. Quase 88% não querem prestar concurso para outras
áreas, segundo o censo do CNJ.
CARREIRA TERÁ MAIS UMA ETAPA
O Exame Nacional da Magistratura, aprovado em novembro pelo CNJ, visa
mudar o paradigma da carreira. A prova, de caráter eliminatório, tem
como um dos objetivos tornar a carreira mais diversa, o que romperia com
a elitização.
Após aprovado, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF
(Supremo Tribunal Federal) e do CNJ, disse que o exame vai acabar com
suspeitas de favorecimento, em que membros de Judiciários locais
influenciam resultados do concurso para privilegiar amigos e parentes.
Depois da prova, os candidatos ainda vão passar pelas fases seguintes
dos tribunais regionais. O exame terá exigência de pontuação menor para
pessoas negras e indígenas, de 50%, enquanto os demais candidatos
deverão ter uma taxa de acertos de 70%.
Segundo Wallace Corbo, professor da Uerj e da FGV, adicionar uma
etapa no concurso pode elevar os obstáculos para pessoas mais
vulneráveis. Ele diz que, ao mesmo tempo, a prova pode fazer com que
tribunais locais simplifiquem as fases seguintes.
“Se não for associado a um projeto mais amplo, como por exemplo
bolsas para cursos preparatórios para candidatos negros, como pretende o
ministro Barroso, o exame pode complicar a vida de quem mais tem
dificuldade de acesso ao poder Judiciário.”
O CEO da Azul Linhas Aéreas, John Rodgerson, disse nesta 6ª feira
(15.dez.2023) que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social) tem sido negligente em relação ao fomento da aviação nacional.
Para o executivo, o banco tem errado em fechar parcerias com empresas
norte-americanas do setor ao invés de oferecer linhas de crédito para as
companhias brasileiras.
Em conversa com jornalistas, Rodgerson declarou que nos últimos anos o
banco de desenvolvimento brasileiro privilegiou parcerias com a
American Airlines e com a Fedex, empresas estrangeiras que já são
competitivas por meio de subsídios do próprio governo norte-americano.
“Nos últimos 2, 3 anos, o BNDES financiou empresas americanas, mas
nenhuma empresa brasileira de aviação. Então imaginem isso, nossos
impostos estão financiando ativos para a American Airlines, para a
Fedex, para essas empresas subsidiadas pelo governo deles, e aqui zero
para as empresas brasileiras. Eles estão financiando o país errado”,
declarou o CEO da Azul.
Na visão de Rodgerson, o BNDES deveria financiar as empresas que mais
criam empregos no país ao invés de favorecer as que já tem uma forte
ajuda do governo norte-americano. Para o executivo, a condução das
políticas econômicas do banco para a aviação no Brasil é uma “loucura”.
“Eu acho que o BNDES deve financiar a Azul, a Gol, a Latam, porque
nós estamos ajudando o Brasil, criando empregos no Norte, no Nordeste,
mas financiar uma empresa aérea dos Estados Unidos, poxa, que loucura”,
disse o executivo.
Segundo Rodgerson, o acesso a linhas de crédito pelas empresas é um
dos 3 maiores desafios que a aviação civil enfrenta no Brasil. As altas
taxas de judicialização do setor e o combustível de aviação mais caro do
mundo fecham esse tripé de dificuldades.
Muitas pessoas têm dificuldade em responder essa pergunta, mesmo
sendo um assunto relativamente em alta. Mas não se preocupe, isso não
acontece só com você. Mesmo que Marketing de Produto (ou Product
Marketing) seja uma área muito importante dentro das empresas hoje em
dia (tanto em B2B quanto B2C), ainda é difícil encontrar uma boa
definição disso em qualquer lugar.
Podendo ser uma área, cargo ou função, Marketing de Produto é um
conceito ligado à forma como uma empresa posiciona, comunica e vende um
produto específico ao seu público ideal.
Essa definição parece complexa e abstrata, certo? Mas a verdade é que
muitas pessoas executam tarefas de Product Marketing Manager por aí e
não sabem. Isso porque o conceito não é muito diferente do Marketing que
conhecemos tradicionalmente, apenas tem outro foco.
Se você quer entender melhor o assunto, te convido a continuar lendo este artigo. Aqui você vai conferir:
O que é Marketing de Produto;
Diferença entre Marketing de Produto e Marketing tradicional;
Importância de Product Marketing;
O que faz o Product Marketing Manager;
Diferença entre Product Marketing Manager e Product Manager;
Como fazer Marketing de Produto.
Ou seja, se você quer saber tudo sobre Marketing de Produto, este conteúdo vai ser muito útil. Vamos lá?
O que é Marketing de Produto, afinal?
Cada vez mais forte no exterior e no Brasil, principalmente no ramo
de tecnologia e de bens de consumo, Marketing de Produto nada mais é do
que o processo de trazer um produto ou serviço ao mercado. Isso inclui a
decisão de posicionamento e mensagem, estratégia Go-to-Market,
lançamentos, testes, treinamentos e melhoria contínua.
A área tem como objetivo trazer demanda e adoção ao produto em si,
garantindo que a equipe de Vendas e os consumidores conheçam os
benefícios do produto.
O que torna o Marketing de Produto diferente e desafiador é que a
função demanda profissionais com um hall de habilidades bem híbrido.
Isso porque é alguém que se divide entre Produto, Marketing e Vendas,
mantendo o alinhamento dessas áreas e seus stakeholders.
Marketing de Produto é a área que conecta diversos pontos de uma empresa.
Esse profissional pode ser considerado a ponte entre todas essas
essas áreas e um dos principais responsáveis pelo sucesso do produto,
uma vez que fica a cargo dele monitorar performance no que diz respeito a
marketing e coletar feedback dos clientes (Customer Advisory Boards,
Win & Loss programs, etc.) para melhoria continua e novas
funcionalidades.
Diferença entre Marketing de Produto e Marketing tradicional
Marketing de Produto não é tão diferente do que já conhecemos,
especialmente em termos de Marketing Digital. A questão é que a parte
mais tradicional costuma focar na comunicação geral de uma empresa e de
uma marca, enquanto Product Marketing se envolve com questões
específicas de um produto ou serviço.
Conforme o mercado vai ganhando complexidade e as empresas passam a
ter um portfólio de produtos cada vez maior, há a necessidade de
desenvolver uma estratégia individual para cada produto. Isso garante
que o valor de cada solução vai ser comunicado corretamente.
Importância de Product Marketing
Como mencionamos antes, a complexidade do mercado de produtos
digitais é um dos fatores decisivos para que o Marketing de Produto seja
tão importante.
O Product Marketing Manager é a pessoa responsável por garantir o
diferencial competitivo do produto no qual trabalha, buscando trabalhar a
personalização e sustentação do produto no mercado.
O que faz o Product Marketing Manager
Pensando em tudo que abordamos até aqui, você pode ainda estar se
perguntando quais são, na prática, as atividades que fazem parte da
rotina do Product Marketing Manager. Por mais que essa função possa
variar de uma empresa para a outra, existem algumas responsabilidades
comuns e essenciais à PMMs, como:
Pesquisa e desenvolvimento de personas;
Definição do posicionamento e mensagem;
Criação da estratégia de Go-To-Market;
Lançamento de produto;
Sales Enablement.
Diferença entre Product Marketing Manager e Product Manager
Uma vez que a área de Produto está em processo de crescimento, é comum que haja certa confusão entre os cargos.
Product Manager é o profissional encarregado da gestão do produto, ou
seja, de todo o processo de desenvolvimento e aprimoramento de uma
solução. Focado nas atividades internas que isso demanda (construção do
roadmap, realização de testes e análise de dados, por exemplo), seu
objetivo é garantir que as necessidades dos usuários sejam antendidas,
assim como as metas do negócio.
Por outro lado, a pessoa Product Marketing Manager é a encarregada da
oferta desse produto. Em outras palavras, é quem vai preparar o
lançamento da solução, garantindo que o mercado a receba com
visibilidade. Sendo assim, o foco de um PMM é o público externo.
Como fazer Marketing de Produto
Seja qual for o contexto no qual a sua empresa se encontra no
momento, um profissional focado em Product Marketing pode ajudar (e
muito!) o seu time de Produto, de maneira geral. Como vimos, essa é uma
área que visa aprimorar a forma como o produto é percebido pelo cliente.
No entanto, para que esse conceito seja colocado em prática da melhor
forma possível, vale destacar aqui alguns princípios sobre como fazer
Marketing de Produto:
Conheça o público-alvo
Fazer suposições sobre o cliente com base no que a equipe considera
sobre o produto é um grande erro. O estudo do público-alvo é muito
importante e deve ser levado a sério, pensado em profundidade.
Apenas conhecendo as dores e necessidades dessas pessoas sua empresa
será capaz de impactar positivamente o grupo definido. Ou seja, a
linguagem passa a ser mais empática, ter encaixe com o contexto. Sem
falar que o cliente vai se sentir único, gerando uma experiência mais
personalizada.
Estude o mercado
A concorrência não é uma coisa que sua empresa deve ignorar. Pelo
contrário, é possível obter insights valiosos a partir da observação dos
concorrentes.
Com produtos novos chegando ao mercado com uma velocidade ainda
maior, as comparações são essenciais para garantir que sua equipe será
capaz de manter a diferenciação.
Identifique os diferenciais do produto
Ao preparar as comunicações relacionadas a um produto, a pessoa de
Product Marketing vai precisar evidenciar o que o produto em questão tem
de diferente. É importante que esse tipo de informação esteja clara
para o cliente, mostrando a ele que vale a pena investir no que a sua
empresa está oferecendo.
Selecione os melhores canais de divulgação
A partir de dados sobre o público-alvo e suas dores, a pessoa PMM
terá em mãos algumas informações importantes para compreender quais são
os melhores canais de divulgação para o produto.
De acordo com dados divulgados pela Gartner de 2021, a presença dos
clientes em mais canais é uma das tendências que Product Marketers devem
acompanhar. Conforme as alternativas se tornam cada vez mais variadas e
complexas, esses profissionais terão como desafio entender a narrativa
de cada canal, adaptando sua presença ao comportamento do consumidor que
deseja captar.
Defina e acompanhe as métricas
A definição e acompanhamento das métricas é fundamental para a
estratégia de Marketing de Produto. Isso porque, dessa forma, é possível
criar e trabalhar uma cultura orientada pela análise de dados do
produto.
Como consequência, você levanta oportunidades de melhoria para o
produto e ajusta as comunicações, alinhando cada vez mais as
expectativas do público-alvo com o valor que a solução têm para
oferecer.
Descubra o Marketplace Valeon do Vale do Aço: Um Hub de Empresas, Notícias e Diversão para Empreendedores
Moysés Peruhype Carlech – ChatGPT
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setores em um só lugar. Com uma interface intuitiva, os usuários podem
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comerciais e clientes potenciais na região. A plataforma oferece uma
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empresas inovadoras, garantindo que todos os empreendedores encontrem as
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manterem à frente da concorrência.
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Valeon do Vale do Aço também oferece uma seção de entretenimento e
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A Startup Valeon, um site marketplace de Ipatinga-MG, que faz
divulgação de todas as empresas da região do Vale do Aço, chama a
atenção para as seguintes questões:
• O comércio eletrônico vendeu mais de 260 bilhões em 2021 e superou
pela primeira vez os shopping centers, que faturou mais de 175 bilhões.
• Estima-se que mais de 35 bilhões de vendas dos shoppings foram migradas
para o online, um sintoma da inadequação do canal ao crescimento digital.
• Ou seja, não existe mais a possibilidade de se trabalhar apenas no offline.
• É hora de migrar para o digital de maneira inteligente, estratégica e intensiva.
• Investir em sistemas inovadores permitirá que o seu negócio se
expanda, seja através de mobilidade, geolocalização, comunicação,
vendas, etc.
• Temas importantes para discussão dos Shoppings Centers e do Comércio em Geral:
a) Digitalização dos Lojistas;
b) Apoio aos lojistas;
c) Captura e gestão de dados;
d) Arquitetura de experiências;
e) Contribuição maior da área Mall e mídia;
f) Evolução do tenant mix;
g) Propósito, sustentabilidade, diversidade e inclusão;
h) O impacto do universo digital e das novas tecnologias no setor varejista;
i) Convergência do varejo físico e online;
j) Criação de ambientes flexíveis para atrair clientes mais jovens;
k) Aceleração de colaboração entre +varejistas e shoppings;
l) Incorporação da ideia de pontos de distribuição;
m) Surgimento de um cenário mais favorável ao investimento.
Vantagens competitivas da Startup Valeon:
• Toda Startup quando entra no mercado possui o sonho de se tornar
rapidamente reconhecida e desenvolvida no seu ramo de atuação e a
Startup Valeon não foge disso, fazem dois anos que estamos batalhando
para conquistarmos esse mercado aqui do Vale do Aço.
• Essa ascensão fica mais fácil de ser alcançada quando podemos
contar com apoio dos parceiros já consolidados no mercado e que estejam
dispostos a investir na execução de nossas ideias e a escolha desses
parceiros para nós está na preferência dos empresários aqui do Vale do
Aço para os nossos serviços.
• Parcerias nesse sentido têm se tornado cada vez mais comuns, pois
são capazes de proporcionar vantagens recíprocas aos envolvidos.
• A Startup Valeon é inovadora e focada em produzir soluções em tecnologia e estamos diariamente à procura do inédito.
• O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do
mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas
desse mercado e em especial viemos para ser mais um complemento na
divulgação de suas Empresas e durante esses dois anos de nosso
funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia,
inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina dessa grande
empresa. Temos a missão de surpreender constantemente, antecipar
tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos
manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em
como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.
• Temos a plena certeza que estamos solucionando vários problemas de
divulgação de suas empresas e bem como contribuindo com o seu
faturamento através da nossa grande audiência e de muitos acessos ao
site (https://valedoacoonline.com.br/) que completou ter mais de 100.000 acessos.
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buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para
impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso site e aumentar as
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Empresas na nossa máquina de vendas, continuando as atividades de
divulgação e propaganda com preços bem competitivos, bem menores do que
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Pretendemos ainda, fazer uma página no site da Valeon para cada
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ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
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as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
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oferecer novamente os seus serviços de prestação de serviços de
divulgação de suas empresas no nosso site que é uma Plataforma
Comercial, o que aliás, já estamos fazendo há algum tempo, por nossa
livre e espontânea vontade, e desejamos que essa parceria com a sua
empresa seja oficializada.
A exemplo de outras empresas pelo país, elas estão levando
para o ambiente virtual as suas lojas em operações que reúnem as
melhores marcas do varejo e um mix de opções.
O objetivo desse projeto é facilitar esse relacionamento com o
cliente, facilitando a compra virtual e oferecer mais um canal de
compra, que se tornou ainda mais relevante após a pandemia.
Um dos pontos focais dessa nossa proposta é o lojista que
pode tirar o máximo de possibilidade de venda por meio da nossa
plataforma. A começar pela nossa taxa de remuneração da operação que é
muito abaixo do valor praticado pelo mercado.
Vamos agora, enumerar uma série de vantagens competitivas que oferecemos na nossa Plataforma Comercial Valeon:
O Site Valeon é bem elaborado, com layout diferenciado e único, tem bom market fit que agrada ao mercado e aos clientes.
A Plataforma Valeon tem imagens diferenciadas com separação
das lojas por categorias, com a descrição dos produtos e acesso ao site
de cada loja, tudo isso numa vitrine virtual que possibilita a
comunicação dos clientes com as lojas.
Não se trata da digitalização da compra nas lojas e sim
trata-se da integração dos ambientes online e offline na jornada da
compra.
No país, as lojas online, que também contam com lojas
físicas, cresceram três vezes mais que as puramente virtuais e com
relação às retiradas, estudos demonstram que 67% dos consumidores que
compram online preferem retirar o produto em lojas físicas.
O número de visitantes do Site da Valeon (https://valedoacoonline.com.br/) tem crescido exponencialmente, até o momento, temos mais de 222.000 visitantes e o site (https://valeonnoticias.com.br/) também nosso tem mais de 5.800.000 de visitantes.
O site Valeon oferece ao consumidor a oportunidade de
comprar da sua loja favorita pelo smartphone ou computador, em casa, e
ainda poder retirar ou receber o pedido com rapidez.
A Plataforma Comercial da Valeon difere dos outros
marketplaces por oferecer além da exposição das empresas, seus produtos e
promoções, tem outras formas de atrair a atenção dos internautas como:
empresas, serviços, turismo, cinemas e diversão no Shopping, ofertas de
produtos dos supermercados, revenda de veículos usados, notícias locais
do Brasil e do Mundo, diversão de músicas, rádios e Gossip.
Nós somos a mudança, não somos ainda uma empresa tradicional. Crescemos
tantas vezes ao longo do ano, que mal conseguimos contar. Nossa
história ainda é curta, mas sabemos que ela está apenas começando.
Afinal, espera-se tudo de uma startup que costuma triplicar seu crescimento, não é?
Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.
Na maior derrota do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT),
o Congresso derrubou 9 vetos presidenciais nesta 5ª feira
(14.dez.2023). Haverá limitação para o Planalto em 2024 fazer
investimentos. As votações foram por ampla margem de votos contrários à
administração lulista.
No caso da desoneração da folha de pagamentos para empresas de 17
setores da economia e para prefeituras de cidades com até 142 mil
habitantes, o placar no Senado foi de 60 votos contra o Planalto e só 13
a favor. Na Câmara, foram 378 votos contrários e apenas 78 a favor. A
derrubada da oposição de Lula a esse instrumento produzirá uma despesa
extra de R$ 18,4 bilhões. Isso é mais da metade do que os R$ 35 bilhões
estimados pelo governo em receitas extras com a MP 1.185 (a que acaba
com subvenção a empresas para pagar menos impostos).
As derrotas no Congresso se deram depois de Lula ter liberado o pagamento recorde de R$ 10 bilhões em emendas ao
Orçamento para deputados e senadores nesta semana. Não adiantou. Houve
então resignação do Palácio do Planalto, que teve de aceitar um acordo
amplamente desfavorável ao governo. Lula e Haddad receberão em troca
apenas uma promessa de aprovação da MP 1.185 antes do fim de 2023 –algo
cujo resultado é diminuto em comparação com o que os lulistas esperavam
obter até ontem.
Fernando Haddad, o líder do Governo no Congresso, senador Randolfe
Rodrigues(Sem partido-AP) e o ministro da articulação política,
Alexandre Padilha (PT), deram sucessivas entrevistas nos últimos dias.
Repetiram que a desoneração da folha de pagamentos era inconstitucional.
Todos anunciaram que um acordo seria fechado para ter uma medida
provisória no lugar. Algo que seria menos danoso em termos de perda de
receita. Deu tudo errado. A articulação política do Planalto teve o seu
maior fracasso no 1º ano do mandato de Lula.
É importante registrar que tudo isso estava já no radar desde a
metade de novembro, há 1 mês. Ainda que o problema já estivesse
contratado, o presidente Lula preferiu manter sua viagem no fim de novembro para Dubai,
nos Emirados Árabes, com mais de 10 ministros juntos. Todos foram para a
reunião da ONU sobre mudanças climáticas, a COP28. O petista sonha em
construir uma carreira internacional de relevo para, eventualmente,
disputar o Prêmio Nobel da Paz. Até agora, já passou 62 dias fora do país neste 1º ano de mandato.
Mesmo sabendo que precisaria equacionar a possível queda do veto à
desoneração, o próprio Haddad foi na comitiva de Lula para Dubai. O
ministro havia dito em 24 de novembro que só na volta dos Emirados
Árabes apresentaria uma solução para substituir a desoneração da folha de pagamentos.
O ministro da Fazenda viajou, voltou e nunca ninguém teve detalhes
dessa possível medida provisória. Soube-se apenas que seria uma proposta
para escalonar o fim do benefício.
A viagem para Dubai rendeu muita mídia positiva para Lula no Brasil,
mas quase nada no exterior. Ao contrário, a participação brasileira
recebeu mais cobertura negativa que positiva,
com vários veículos internacionais relevantes dando ênfase à decisão do
Brasil de aderir à Opep+ no meio de uma conferência sobre mudanças
climáticas.
Além da queda do veto à desoneração da folha de pagamentos, outro
muito relevante também foi derrubado e impõe uma condição dramática para
Lula em 2024. Trata-se do dispositivo que voltou a valer no arcabouço
fiscal e que impede que o presidente da República, por meio de uma
proposta de lei ordinária, retire determinados investimentos do cálculo
de deficit fiscal.
Como em 2024 haverá deficit nas contas públicas, mas a meta fiscal
foi mantida –por insistência de Haddad e decisão de Lula–, o governo
ficará obrigado a cortar gastos até o final de março. É nesse mês que
será publicado o primeiro relatório de desempenho das contas públicas.
Os cortes vão atingir obras do chamado PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento). Se o veto de Lula tivesse sido mantido, o presidente teria
a possibilidade de propor uma regra que “excepcionalizasse” as despesas
com algumas obras do cálculo de deficit. Isso não é mais possível. É
quase certo que haverá paralisia de projetos no ano que vem.
O presidente tem reação sobre o assunto que causa insegurança a
pessoas próximas. Quando alertado sobre o fato de que será inevitável
fazer cortes no início do próximo ano, demonstra não ter ideia dos
riscos envolvidos. Diz que não permitirá cortes. Diante da réplica de
que serão indispensáveis pelas regras legais, responde que segue
otimista.
Esse veto ao arcabouço fiscal foi feito com apoio do governo, que
teve de se resignar e fazer um acordo com a oposição no Congresso. Entre
senadores, foram expressivos 63 votos a favor da derrubar o veto e só 1
para manter. Na Câmara, foram 410 votos a favor e apenas 38 contrários.
O encontro cara a cara entre os presidentes da Venezuela, Nicolás
Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, encerrou-se com um acordo no qual ambos
os países descartam o uso da força na controvérsia sobre o Essequibo,
embora mantenham posturas opostas sobre a disputa territorial.
Guiana e Venezuela “concordaram que direta ou indiretamente não se
ameaçarão, nem usarão a força mutuamente em nenhuma circunstância,
incluindo aquelas decorrentes de qualquer controvérsia existente entre
ambos os Estados”, indicou parte de uma declaração conjunta lida por
Ralph Gonsalves, primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, sede do
encontro.
Também “acordaram que qualquer controvérsia entre os dois Estados
será resolvida de acordo com o direito internacional, incluindo o Acordo
de Genebra”, acrescentou o documento.
Venezuela e Guiana também aceitaram promover um novo encontro entre as partes dentro de três meses no Brasil.
Os presidentes encerraram a reunião com um aperto de mãos após cerca
de duas horas de discussão em São Vicente e Granadinas, promovida pela
Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac) e pela
Comunidade do Caribe (Caricom), com o apoio do Brasil.
Antes da leitura da declaração conjunta, o presidente Ali, que
compareceu à reunião com um mapa de Essequibo, enfatizou o direito de
seu país explorar seu “espaço soberano”.
“A Guiana não é o agressor, a Guiana não está buscando a guerra, a
Guiana se reserva o direito de trabalhar com nossos aliados para
garantir a defesa do nosso país”, afirmou Ali, durante coletiva de
imprensa posterior, sem ceder em sua posição sobre a disputa.
“A Guiana tem todo o direito (…) de facilitar qualquer investimento,
qualquer sociedade (…), a expedição de qualquer licença e a outorga de
qualquer concessão em nosso espaço soberano”.
A reunião foi realizada em meio a uma preocupação crescente pelas
trocas de declarações cada vez mais ásperas entre os dois presidentes
sobre o Essequibo, um território de 160 mil km² rico em petróleo e
outros recursos naturais, administrado por Georgetown e reivindicado por
Caracas.
Maduro, cuja delegação viajou a São Vicente e Granadinas com um mapa
da Venezuela que inclui Essequibo como parte de seu território, celebrou
a “vitória do diálogo” ao retornar ao país na quinta-feira à noite.
“Foi uma jornada frutífera, intenso, em alguns momentos tensa, mas na
qual falamos a verdade”, disse Maduro no aeroporto internacional de
Maiquetía, na região de Caracas.
O presidente venezuelano considerou o encontro como “um passo
histórico” para “abordar de forma direta a controvérsia territorial”,
mas Ali negou que a disputa estivesse na agenda e insistiu em sua
posição de que esta deve ser decidida na Corte Internacional de Justiça
(CIJ), cuja jurisdição Caracas não reconhece.
– Petróleo, o pomo da discórdia –
A disputa é centenária, mas o litígio escalou em 2015, depois que a
empresa petrolífera americana ExxonMobil descobriu grandes reservas de
petróleo bruto na área reivindicada.
A Venezuela acusa a Guiana de dar concessões em águas marítimas ainda
a delimitar, e depois de um referendo sobre o território reivindicado,
em 3 de dezembro, iniciou um processo para outorgar licenças da estatal
PDVSA nas águas disputadas.
A consulta aprovou ainda criar uma região, uma província da Venezuela, e dar a cidadania venezuelana a seus habitantes.
A Guiana, que viu a consulta como uma “ameaça”, levou o caso ao
Conselho de Segurança da ONU e anunciou contatos com “parceiros”
militares, como os Estados Unidos, que realizaram exercícios militares
no Essequibo.
O Brasil reforçou sua presença militar na fronteira norte.
A habitual retórica anti-imperialista do governo venezuelano acusa Ali de ser “um escravo” da ExxonMobil.
Sadio Garavini di Turno, ex-embaixador venezuelano na Guiana, disse à
AFP que a Venezuela “curiosamente” evita mencionar as outras grandes
empresas com participação na maior concessão outorgada pelo governo
guianense na região, a do bloco Stabroek, caso da China National
Petroleum Corporation e da também americana Chevron, duas empresas que
operam no país, alvo de sanções de Washington.
Na segunda-feira, o chanceler venezuelano, Yván Gil, aventou, em
encontro com a imprensa internacional em Caracas, a possibilidade de que
se possa falar de uma “cooperação em petróleo e gás”, sem entrar em
detalhes.
Na declaração conjunta de quinta-feira, Guiana e Venezuela também
concordaram com uma reunião em três meses no Brasil, cujo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva expressou a “crescente preocupação” com a
crise entre os vizinhos, ao mesmo tempo que pediu a Maduro para não
adotar “medidas unilaterais” que poderiam agravar a tensão.
“O que não queremos aqui na América do Sul é guerra, nós não
precisamos de guerra, não precisamos de conflito”, disse Lula ao
defender o diálogo.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, agradeceu ao Brasil
pela sua “liderança diplomática” na resolução pacífica da disputa
territorial, afirma um comunicado do Departamento de Estado divulgado na
quinta-feira.
“Deus não precisa do seu dinheiro.” Essa é uma frase que se ouve com frequência em grande parte das igrejas evangélicas.
Talvez isso até surpreenda uma ou outra pessoa, que não conhece a fé
dos reformadores cristãos e tem sido bombardeada com informações sobre a
chamada Teologia da Prosperidade, corrente que encara o bem-estar
material, expresso em itens como patrimônio e sucesso profissional, como
um presente sobrenatural de Deus àqueles que contribuem generosamente.
Deus também não precisa de imunidade tributária. Afinal, trata-se
aqui do dono da prata e do ouro (conforme o livro de Ageu 2:8), aquele
que, no fim das contas, reinará para sempre sobre o mundo (Apocalipse
11:15, cantado no oratório Messias, de Händel, muito lembrado nesta
época que antecede o Natal). Por que, então, se briga tanto pela
imunidade tributária das igrejas, alçada recentemente a ponto de atrito entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e os parlamentares que reivindicam o nome de “bancada evangélica”?
A ampliação da imunidade tributária é tema da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2023,
redigida pelo deputado Marcelo Crivella – cujo mandato está sub judice,
enquanto aguarda julgamento de recurso contra sua cassação por abuso de
poder político na eleição de 2020, que o deixou inelegível por oito
anos. Está em análise em uma comissão especial da Câmara, que deverá
realizar uma série de audiências públicas para discussão do tema, a
pedido do relator da peça na comissão especial, deputado Fernando Máximo
(União-RO). A primeira audiência ocorreu no dia 12.
A imunidade já existente se estende sobre patrimônio, renda e
serviços relacionados com as finalidades essenciais de organizações
religiosas. Conforme a Escola Nacional de Administração Pública
(vinculada ao Ministério do Planejamento), ela é “uma condição natural
do Estado laico, pois sem a imunidade tributária sobre os templos
haveria exercício de poder econômico do Estado sobre a religião e,
consequentemente, estaria a imiscuir-se em esfera que não lhe diz
respeito”. Ou seja, deixar de cobrar impostos não é uma benesse do poder
público ao segmento religioso, mas uma garantia de que ambos são
esferas distintas da vida social e não podem se misturar.
Há, ainda, um elemento de tradição. No passado, o Estado não tinha
condições de fornecer alguns serviços, como educação e saúde, e igrejas
assumiram muitas tarefas. Ao isentá-las da obrigação de pagar impostos,
confessava sua incapacidade e compensava aqueles que exerciam funções
típicas do Estado – em geral, era a Igreja Católica quem o fazia; a
presença evangélica era pequena, mas teve grande participação na
erradicação do analfabetismo, ao estimular as pessoas a ler a Bíblia.
Além disso, a legislação também reconhece que essas organizações são
financiadas por contribuições voluntárias de seus membros. A lei
brasileira garante a mesma imunidade a partidos políticos e sindicatos.
Pela PEC, já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara, a imunidade passaria a atingir a aquisição de bens e serviços
necessários à formação desse patrimônio. Assim, tudo indica que essas
instituições deixariam de pagar, por exemplo, impostos em compras de
material de construção. Vale lembrar, a proposta é para todas as
organizações religiosas, de todas as denominações, cristãs e não
cristãs.
Mas perceba a instrução dada por Jesus no evangelho de Mateus 17:27,
na ocasião em que Pedro vem questioná-lo a respeito do que fazer quando
eles foram cobrados sobre o pagamento de imposto: “Mas nós não queremos
ofender essa gente. Por isso vá até o lago, jogue o anzol e puxe o
primeiro peixe que você fisgar. Na boca dele você encontrará uma moeda.
Então vá e pague com ela o meu imposto e o seu.” Ou seja: Jesus pagou
imposto.
Se estão fazendo seu trabalho direito, o que as igrejas precisam será
providenciado – se for o caso, com dinheiro saído da barriga do peixe.
Se não estão, não há PEC capaz de salvá-las./Jornalista do ‘Estadão’, mestre em Teologia e doutor em Comunicação e Linguagens
Israel está
em feriado. As escolas estão fechadas e, longe das zonas da linha da
frente, os centros comerciais estão cheios. As confeitarias estão
repletas de sufganiyot (espécie de sonho) que os judeus gostam de comer
durante o Hanukkah, o atual festival religioso.
É diferente quanto mais perto você chega do confronto armado. Ao
longo da fronteira de Gaza, a área conhecida pelos israelenses como o
“envelope”, tanques e tropas movimentam-se, a maioria dos civis está em
outros lugares e parece uma zona de guerra.
No norte, ao longo da fronteira com o Líbano, as comunidades também
foram evacuadas e os militares continuam a trocar fogo com o aliado mais
forte do Irã, o Hezbollah.
Mas os visitantes ocasionais poderão acreditar que a vida, de alguma
forma, regressou ao “normal” no centro de Israel, a ampla faixa de terra
entre Jerusalém e Tel Aviv.
Um lembrete claro de quão errada seria essa impressão veio quando eu dirigia para Tel Aviv.
As sirenes de ataque aéreo soaram e o aplicativo de alerta vermelho
que os israelenses têm em seus telefones enviou avisos enquanto os
carros desviavam para o acostamento para que as pessoas lá dentro
pudessem parar para se proteger. Outros motoristas aceleraram para sair
da área. Na confusão, três carros colidiram.
Paramos quando um grupo de mulheres saiu do carro e se abraçaram com força e terror.
No alto, rastros de vapor do sistema antimísseis Iron Dome
arqueavam-se em direção aos foguetes vindos de Gaza, estrondosas
explosões ecoavam no céu azul profundo enquanto derrubavam a maioria dos
projéteis. Um homem ficou ferido, em Holon, próximo à rodovia.
O fato de o Hamas ainda poder atacar Israel é mais uma prova de que
não foi derrotado. A resposta dos motoristas mostra a profundidade do
trauma que o Hamas infligiu a Israel, o que é sem dúvida uma boa notícia
para os líderes do grupo palestino. Israel acredita que eles estão em
algum lugar sob Gaza, em alguma parte do sistema de túneis.
“Em primeiro lugar, esqueçam tudo o que pensavam que sabiam sobre
Israel antes de 7 de outubro. Tudo mudou”, diz Amos Yadlin, um
major-general reformado, enquanto nos preparávamos para uma entrevista
no seu escritório em Tel Aviv, com vista para o Ministério da Defesa de
Israel. Yadlin era um piloto de caça veterano que se aposentou como
chefe da inteligência militar israelense.
Decidimos entrevistá-lo para ter uma ideia da estratégia de guerra de
Israel. No fim das contas, a partir de suas declarações, foi possível
compreender melhor o real estado de espírito em Israel.
Yadlin comparou repetidamente a luta de Israel contra o Hamas à 2ª
Guerra Mundial. Ele defendeu o enorme número de mortes de civis
palestinos cometidos por Israel na Faixa de Gaza e afirmou que a
eliminação do Hamas era vital para o futuro de Israel.
Numa referência à destruição de Dresden, na Alemanha, pela Forças
Reais Aéreas do Reino Unido em 1945, Yadlin disse: “Vocês bombardearam
Dresden com 120 mil pessoas, mataram mulheres, crianças. Estamos
tentando evitar estes danos colaterais. Pedimos-lhes que saiam. Pedimos
para irem para a parte sul de Gaza.”
Lembrei-lhe que Israel também estava bombardeando as áreas onde
haviam dito que os palestinianos estariam seguros. Yadlin insistiu que
Israel estava bombardeando o Hamas, e não os civis.
“Não, nós não os bombardeamos. Bombardeamos os alvos do Hamas. Apenas
os alvos do Hamas e o Hamas os utiliza como escudo humano.”
Ele rebateu as críticas da administração Biden nos EUA de que Israel estava matando muitos civis palestinos.
Segundo Yadlin, Israel foi mais cuidadoso em evitar vítimas civis do
que os EUA e o Reino Unido quando bombardearam grupos jihadistas na
Síria e no Iraque.
A sua interpretação não é compartilhada por antigos generais envolvidos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.
Um alto oficial britânico me disse que estava consternado com o
desdém de Israel pelas leis da guerra que determinam a proteção dos
civis. Segundo ele, isso não seria permitido no Exército britânico.
Amos Yadlin, que ainda aconselha os seus sucessores nas Forças
Armadas de Israel, acredita que seu país precisa de mais tempo para
alcançar os seus objetivos ambiciosos em Gaza.
Israel quer resgatar os seus reféns, matar os líderes do Hamas,
aniquilá-lo como uma formação militar que pode ameaçar os israelenses e
destruir a sua capacidade de governar.
Salientei que, embora os Estados Unidos tivessem vetado a última
resolução de cessar-fogo, isso sinalizava que Israel tinha semanas e não
meses para terminar o que queria fazer.
“Não é suficiente para atingir o objetivo”, diz Yadlin. “Se houver um
cessar-fogo sem a devolução do restante dos reféns, não haverá
cessar-fogo.”
Israel tem um Exército imensamente poderoso e o apoio dos EUA. Mas
está descobrindo que, apesar de toda a sua profunda convicção de que não
tem outra escolha senão destruir Gaza para erradicar o Hamas, tanto
seus aliados quanto seus críticos estão consternados pela forma como
matou mais de 18 mil palestinos, dos quais talvez metade eram crianças.
Israel também descobriu, como alertaram os americanos e outros, que
combater um inimigo determinado e preparado numa área urbanizada é uma
das tarefas militares mais difíceis.
No entanto, como diz Amos Yadlin, os israelenses parecem determinados
a superar as críticas para alcançar os seus objetivos. Depois disso vem
a questão espinhosa da governança e da reconstrução de Gaza.
Yadlin diz que não haverá uma ocupação israelense prolongada de Gaza,
mas se a determinação da atual liderança em controlar a faixa num
futuro próximo não mudar, a ocupação parece certa.