terça-feira, 12 de dezembro de 2023

SINCERIDADE PETISTA É GASTAR MAIS SEM SE PREOCUPAR COM O RESULTADO FISCAL

 

História por Notas & Informações  • Jornal Estadão

A cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) não se emenda. As divergências expostas durante a Conferência Eleitoral da legenda demonstraram de forma cristalina a enrascada em que se encontra o ministro Fernando Haddad, sobretudo no debate dentro do governo sobre a meta de zerar o déficit primário em 2024, prevista no novo arcabouço fiscal. Pelo que se viu no fim de semana, se depender do PT o governo mandará às favas qualquer controle das contas públicas. Para o pensamento petista, há uma coisa muito mais importante do que o equilíbrio macroeconômico: votos.

Coube à presidente do partido, Gleisi Hoffmann, demarcar o tom e a intensidade da artilharia – que, a propósito, ignora o fato de que é o equilíbrio macroeconômico que dá sustentação a qualquer governo no longo prazo. Em debate com Haddad, Gleisi expôs o seu raciocínio primitivo em matéria econômica: “Se o privado não está bem, o Estado tem que entrar com tudo. O que tem de ser feito ano que vem: executar o Orçamento inteiro, não é um déficit que vai mudar (a situação do País)”, afirmou Gleisi. Ela reforçou a ideia – já antecipada pela repórter Vera Rosa neste Estadão – sobre o que a cúpula petista chama de “austericídio fiscal”. Daí concluiu que o governo não deveria se preocupar com o resultado fiscal.

O líder do PT na Câmara, José Guimarães, foi sincero: “Se tiver que fazer déficit, vamos fazer, ou a gente não ganha a eleição”. Ou seja, segundo Guimarães e os muitos petistas que pensam como ele, a meta de zerar o rombo das contas públicas pode fazer com que a sigla perca as eleições municipais.

Haddad parece estar cada vez mais sozinho e inspira os temores de que a meta do déficit zero não passa de um esforço isolado da equipe econômica, sem amparo no próprio governo. Primeiro, porque, conhecendo as engrenagens de funcionamento do PT e do governo, é difícil acreditar que os movimentos de Gleisi, Guimarães et caterva não tenham o aval do presidente Lula da Silva. Segundo, porque há uma avaliação majoritária no partido de Lula de que o governo terá de contingenciar recursos de emendas parlamentares e de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para cumprir a meta fiscal no ano que vem, o que prejudicaria o envio de verba para aliados dos petistas nos municípios.

A possibilidade de contingenciamento é real porque assim funcionam boas políticas fiscais. Mas a cúpula petista – leia-se Lula – parece não ter entendido nem aprendido nada com a história, com seus mandatos e com os próprios sucessos e fracassos. Onde o PT enxerga arrocho ou coisa que o valha é, na verdade, a chave para o crescimento econômico. Desenvolvimento, como disseram alguns economistas em reação às declarações do fim de semana, não é fruto de gasto público mal feito, e sim de investimentos – e nada disso se consegue de maneira sustentável sem que a casa fiscal esteja arrumada. No debate com Gleisi, Haddad, com razão, lembrou-lhe que não é verdade que déficit faz a economia crescer nem que superávit a faça encolher.

Não é de hoje o esforço petista para desmoralizar sistemas de metas de superávit primário e gestões que deveriam se pautar pelo óbvio: o cumprimento da lei. Em 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff, o então ministro Joaquim Levy tinha no PT um dos seus principais algozes no Congresso, até a ponto de eliminar qualquer resquício de credibilidade perdida no mandato anterior e que a equipe econômica tentava reconstruir. O resultado, sabemos: deterioração fiscal crescente, desequilíbrio macroeconômico e perda contínua de apoios até culminar com a crise política de 2016. A lição pareceu insuficiente, porque o PT fez o que costuma fazer: pôs o fracasso na conta de forças externas.

Haddad precisará muito mais do que qualquer competência argumentativa. Só um árbitro pode conter os delírios petistas e estimular a sensatez: Lula da Silva. Mas sobre ele pesarão não apenas os ecos da cúpula petista, como também as pressões das últimas pesquisas, que apontam viés de baixa em sua popularidade. Diante disso, Lula já concluiu que a solução é a gastança – e mandou seus sabujos no PT dizerem isso em voz alta.

LEMA DO MILEI É "NÃO TEM DINHEIRO" PARA GASTAR COM APADRINHADOS

 

História por JÚLIA BARBON  • Folha de S. Paulo

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Javier Milei deu o pontapé inicial em seu governo na Argentina e escolheu um economista como porta-voz para dar seu primeiro recado ao país. Em uma entrevista coletiva, que deve passar a ser diária, o comunicador Manuel Adorni repetiu a frase que o novo presidente adotou e que já virou até camiseta nas ruas.

“Não há dinheiro, não é só uma frase feita. Vamos respeitar estritamente o equilíbrio fiscal. Essa lógica de gastar mais do que se tem acabou”, afirmou, respondendo também que não tem como fazer previsões para o mercado e o dólar para esta segunda (11), porque “há algo que vamos terminar, ou tentar terminar, que é a futurologia”.

Adorni frustrou as expectativas de um anúncio das primeiras medidas econômicas de Milei contra a inflação, a grande questão que domina a Argentina no momento. Mas afirmou que esse anúncio ficará a cargo do novo ministro da Economia, Luis Caputo, nesta terça-feira (12), em horário a confirmar.

Esperava-se um grande pacote de leis para o dia seguinte à posse, o que até o momento não aconteceu. Também se especula sobre uma desvalorização abrupta do peso, o que Milei não confirmou. Ele participa de sua primeira reunião de gabinete com seus ministros na manhã desta segunda.

O porta-voz também foi muito questionado sobre o que devem esperar os funcionários públicos, que vivem um clima de apreensão desde a eleição de Milei, já que o ultraliberal promete uma grande onda de privatizações e enxugamento do Estado. Ele respondeu que “ninguém que trabalha deve se preocupar”.

“O que vamos combater é o que se chama de emprego militante, que existe por uma razão política, que não contribui em nada. […] Não vejo nenhum tipo de conflito nem considero que nenhum funcionário público deva estar preocupado por seu posto de trabalho. Nenhum dos que trabalham, que são válidos, que aportam valor, como cada um de vocês e eu, tem que ter nenhum tipo de preocupação”, disse.

E reforçou: “Há uma decisão firme do presidente Milei de terminar com o emprego político, com o emprego militante. Esse emprego vai deixar de existir”.

Adorni, que também é professou e já trabalhou como comentarista na mídia, buscou ainda se apresentar e se aproximar da imprensa, dizendo que “o respeito pelo jornalismo, o respeito por cada um de vocês [repórteres] e o respeito pela livre opinião para mim são inegociáveis”.

O GOVERNO QUER AUMENTAR A CONTRIBUIÇÃO MENSAL DOS MEIS

 

História por Redação  • Catraca Livre

Governo SURPEENDE com mudanças DRÁSTICAS para quem é MEI© Istock/klebercordeiro

O Ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), revelou planos para reformular as regras de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). Segundo França, a proposta visa incentivar os empreendedores a contribuir mais para a Previdência, o que resultaria em benefícios de aposentadoria mais substanciais.

O ministro está considerando a criação de um sistema de impostos baseado em uma tabela de faturamento mensal.

Essa declaração foi feita durante a segunda reunião ordinária do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FPMPE), que ocorreu no edifício-sede da CNC em Brasília. O evento contou com a presença do presidente interino, Geraldo Alckmin (PSB).

O limite atual de faturamento para o MEI é de R$ 81.000 por ano, com o valor do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) variando entre R$ 67 e R$ 72, dependendo da atividade do microempreendedor. Esse montante inclui tributos como o INSS, correspondente a um salário mínimo.

Com a possível mudança, a ideia é que, ao contribuir mais, o MEI possa aspirar a uma aposentadoria que ultrapasse o valor de um salário mínimo. Márcio França acredita que essa alteração pode contribuir para aliviar os desafios financeiros da Previdência.

“Não vai resolver todos os problemas, mas se mais pessoas contribuírem com quantias maiores, isso certamente reduzirá o déficit”, afirmou o ministro.

Crédito para MEI

Além disso, França defendeu a criação de um fundo garantidor de crédito para facilitar empréstimos destinados aos pequenos empreendedores, com o objetivo de incentivar a formalização dos trabalhadores informais.

Ele destacou a necessidade de estabelecer linhas de financiamento que envolvam todos os bancos do país, tanto privados quanto públicos.

A proposta de criar um fundo garantidor para microempreendedores também recebeu apoio de Geraldo Alckmin. “O crédito, dependendo dos juros, pode não ser a solução e se tornar um problema. Precisamos nos concentrar em um fundo garantidor”, ressaltou o presidente interino.

Transição de MEI para microempresa

Em relação à transição do MEI, França indicou que as novas regras, planejadas para entrar em vigor a partir de 2024, buscam tributar apenas a parcela que excede o limite de faturamento do MEI.

Atualmente, se o faturamento ultrapassar R$ 81.000 por ano, o empreendedor é obrigado a migrar para o regime tributário de microempresa. A ideia é tributar apenas o valor excedente ao limite, evitando uma mudança automática de regime tributário para o MEI.

Atualmente se o faturamento foi de até 20% acima do limite (ou seja, até R$ 97.200,00): o MEI pode permanecer no Simples Nacional, mas no ano seguinte será desenquadrado da condição de MEI.

Agora, se o faturamento foi mais de 20% acima do limite: o MEI será desenquadrado, passará à condição de microempresa e será tributado com base no Simples Nacional retroativamente ao início do ano –isto é, será cobrado imposto em todas as notas emitidas no ano em que ocorreu o excesso.

O BRASIL NÃO VAI CUMPRIR A META DE ACABAR COM OS LIXÕES ATÉ 2024

 

História por PHILLIPPE WATANABE  • Folha de S. Paulo

BIE – Banco de Imagens Externas. Lixão da Estrutural. Os municípios poderão ter mais dois anos e contar com recursos federais para se adaptarem à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a lei que, entre outras mudanças, prevê o fim dos lixões. A decisão foi anunciada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) durante o debate da MP 651/2014. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma destinação ambientalmente adequada —ou seja, sem o uso de lixões e dos chamados aterros controlados— estava prevista no Brasil para 2014. A meta não foi atingida e o mesmo ocorrerá com o objetivo mais recente, que seria a eliminação dessas estruturas até 2024.

O país se encontra estagnado na questão da destinação dos resíduos, mostram dois novos levantamentos da Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente), que serão lançados nesta segunda-feira (11).

A nova edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, realizado pela Abrema, estima que 61,1% dos resíduos sólidos urbanos gerados —aqui se trata de lixo doméstico e de pequenos estabelecimentos, considerando que grandes geradores são responsáveis pelos próprios resíduos — foram para aterros sanitários em 2022, basicamente uma oscilação em relação ao número de 2021 (60,5%). Trata-se aqui, aponta o relatório, da destinação ambientalmente adequada citada no começo do texto.

Soma-se a isso a baixíssima oferta de coleta seletiva —basicamente, separar o que é reciclável— porta a porta no país, que chega a somente 14,7% da população urbana.

Com isso, a estimativa é que cerca de 27,9 milhões de toneladas acabaram em lixões Brasil afora. Outros 5,3 milhões de toneladas nem coletados foram, acabando assim, logicamente, em locais inadequados para descarte, aponta o relatório.

A Abrema vê problemas na implementação de políticas públicas e na vontade política em fazer a questão avançar.

“É preciso ter disposição política”, diz Pedro Maranhão, presidente da Abrema.

Segundo Letícia Nocko, gerente do departamento técnico da Abrema, o Brasil tem uma parte legal interessante relacionada ao tema dos resíduos sólidos, mas só isso não basta. “A Política [Nacional de Resíduos Sólidos] já está aí há 13 anos, mas a gente não vê a coisa entrar em prática”, afirma.

O outro levantamento da Abrema é o Islu (Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana), que busca medir, a partir de dados fornecidos pelos municípios ao Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), o quanto cidades e estados brasileiros estão aderindo à política nacional de resíduos. E aqui a situação também se mostra problemática.

O Islu aponta que 70% dos municípios têm aderência muito baixa —segundo a metodologia do índice— à política de resíduos e outros 17% estão na faixa baixa do índice. Vale destacar que a lista diz respeito aos dados de 2021 (os mais recentes disponíveis, de acordo com a associação) e inclui 3.947 cidades, ou seja, parte do Brasil ficou de fora por não ter preenchido ou por ter ocorrido preenchimento incorreto de informações no Snis, segundo a Abrema.

Olhando por regiões, nos últimos anos, o índice também se apresenta, de forma geral, estagnado.

“Está estagnado o avanço dentro da aderência política. Pouco se caminhou, pouco se fez para erradicar lixões, pouco se fez para dar sustentabilidade econômica [para os serviços de manejo de resíduos; isso é parque da equação que forma o Islu], então a variação da pontuação é muito mínima”, diz Leonardo Matheus Silva, supervisor de economia da Abrema.

Há destaques positivos para alguns desempenhos, como o de coleta no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, com respectivamente 98,6%, 97% e 94,9% dos resíduos sólidos coletados. Citando os estados do Sul, Maranhão, o presidente da Abrema, diz que há destaque para cidades dessa área que estabeleceram taxas ou tarifas para permitiram melhorias na coleta e tratamento de resíduos.

Com a melhor nota, já dentro de uma faixa alta de aderência à política nacional de resíduos, Florianópolis, em Santa Catarina, lidera o Islu, entre os municípios com mais de 250 mil habitantes. Em seguida, parte de uma faixa de alta aderência, aparecem Blumenau, também de Santa Catarina, e Campinas, em São Paulo.

Mas, mesmo assim, os problemas são visíveis pelos números apresentados pela Abrema. Por exemplo, pensando em coleta seletiva porta a porta, o melhor desempenho é exatamente do Sul, mas com somente 31,9% da população atendida por tal serviço. Em seguida aparece o Sudeste, com pouco mais de 20%.

Quanto à destinação, 25,7% dos resíduos do Sudeste têm destinação inadequada; no Sul, o valor é de 28,4%. E esses são os menores valores do país, com as outras regiões com mais de 56% dos seus resíduos com destinos inadequados —lixões e aterros controlados.

Felipe Seffrin, coordenador de comunicação do Instituto Akatu, organização não envolvida nas pesquisas em questão, ainda que se veja alguma evolução na destinação ambientalmente adequada do lixo, tal progresso ainda é muito lento.

E a possibilidade de acabar com todos os lixões do Brasil até 2024?

“De forma prática, a não ser que apareça um unicórnio, você não fecha 3.000 lixões em um ano”, diz Nocko. “Mas dá para fazer muito em um ano.”

Vale mencionar que a questão dos lixões era tida como uma das prioridades do governo Jair Bolsonaro (PL) e de seu primeiro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Salles lançou o programa Lixão Zero e costumava contrapor esse problema socioambiental à questão da Amazônia —bioma que viu uma explosão de destruição durante o governo passado.

Em julho deste ano, sob o novo governo Lula, a Caixa Econômica e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) selecionaram consórcios municipais para estruturar projetos para resíduos sólidos que podem chegar, somados, a valores de R$ 5,6 bilhões em investimentos. A ideia é auxiliar municípios médios e pequenos, devido aos custos envolvidos com a gestão de resíduos.

Vale mencionar que lixo também é uma fonte de gases-estufa. Portanto, além de uma óbvia questão ambiental e de saúde pública, trata-se de uma questão relacionada à crise climática, discutida, neste momento, na COP28, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

“Quando falamos de resíduos, sem dúvidas ainda há muito a ser feito. Um primeiro passo é diminuir a quantidade de resíduos que geramos todos os anos. A partir disso, é fundamental que a coleta seletiva alcance todos os municípios”, afirma Seffrin, da Akatu. “Mas é importante lembrar que o melhor resíduo é aquele que não é gerado e que a melhor destinação é sempre a reciclagem, o que poupa recursos naturais, gera riquezas e evita a sobrecarrega de aterros.”

O coordenador de comunicação do Instituto Akatu afirma que o país recicla menos de 5% dos resíduos sólidos coletados, “algo muito aquém para um país que busca um desenvolvimento mais sustentável”.

QUANTO VOCÊ GERA?

E quanto você, leitor, acha que gera por ano em resíduos?

Bom, esse valor varia, como você pode imaginar. O documento aponta que cada habitante do Sudeste gerou cerca de 449 kg de resíduos sólidos em 2022, liderando, assim, a lista entre as regiões do país. O último colocado em geração por habitante é o Sul, com cerca de 284 kg gerados por habitante no ano passado.

Olhando o Brasil como um todo e considerando o censo demográfico mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o brasileiro gerou, em média, em 2022, cerca de 380 kg de lixo.

Em números totais, o Sudeste é responsável por quase 50% da produção nacional de resíduos sólidos, ultrapassando 38 milhões de toneladas de resíduos sólidos. A região Norte é a última da lista, com somente 5,6 milhões de toneladas de resíduos, equivalente a 7,3% do lixo do país.

Do relatório referente a 2021 para 2022 (o qual está sendo aqui tratado), houve uma leve redução dos resíduos sólidos gerados per capita. Segundo a Abrema, em parte, tal redução pode ser associada a mudanças de comportamento relacionadas a menores restrições referentes à pandemia.

“Diminuiu a quantidade de delivery. Estamos voltando para os restaurantes. Então esses resíduos que, ano retrasado, eram gerados nas residências, estão voltando um pouco aos restaurantes [que não entram na conta do Panorama feito pela Abrema]”, diz Nocko.

O GOVERNO AFIRMA QUE NÃO DEIXARÁ A VENEZUELA PASSAR PELO TERRITÓRIO BRASILEIRO PARA ATACAR A GUIANA

 

História por Gabriel de Sousa  • Jornal Estadão

BRASÍLIA – O ministro da DefesaJosé Múcio Monteiro, afirmou nesta segunda-feira, 11, que as Forças Armadas não vão permitir “em hipótese nenhuma” que o exército venezuelano entre em território brasileiro para invadir a Guiana. Segundo Múcio, uma outra hipótese avaliada pela Defesa seria a de uma invasão marítima, mas que é dificultada pela geografia da região da Guiana Essequiba, que é composta por florestas densas.

Segundo ministro da Defesa, única forma da Venezuela invadir a Guiana é passando pelo Brasil, e isso não será permitido pelas Forças Armadas Foto: WILTON JUNIOR© Fornecido por Estadão

“Eles só chegarão pela Guiana se passassem pelo território brasileiro, e nós não vamos permitir em hipótese nenhuma”, afirmou o ministro da Defesa.

A intenção do governo brasileiro de impedir o uso do território brasileiro como local de passagem para um eventual tentativa da Venezuela de invadir a Guiana cria uma dificuldade logística para as tropas de Maduro por conta das características da região.

Múcio afirmou, no entanto, que o Brasil não irá se envolver em um eventual conflito. O ministro admitiu que as Forças Armadas brasileiras vão reforçar seu efetivo em Roraima, próximo a fronteira com Guiana e Venezuela. Ele alegou que o reforço de veículos do Exército para a região já era algo planejado pelo governo federal, mas que foi acelerado para evitar “qualquer problema” na tensão diplomática que existe na região.

“O Brasil não vai se envolver em hipótese nenhuma. O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] dá consciência disso e nós já reforçamos. Já era ideia nossa reforçar Roraima porque Roraima tem o problema dos índios, problema dos garimpeiros, problema de drogas, problema de todo mundo. Evidentemente, que precipitamos e estamos aumentando o contingente lá em um tempo mais curto para evitar qualquer problema”, disse o ministro da Defesa.

Após a pressão brasileira e um telefonema de Lula para o ditador venezuelano, ficou marcado para esta próxima quinta-feira, 14, um encontro entre Maduro e o presidente guianenseIrfaan Ali, na ilha caribenha de São Vicente e Granadinas. O governo federal escalou para a reunião o o chefe da assessoria especial da Presidência, Celso Amorim.

“Na hora que ele resolve sentar para conversar, não acredito que fará isso para dizer: ‘olha na próxima semana estarei ali para tomar posse’. Temos esperança que ele (Maduro) não vai comprar uma briga desse tamanho”, disse o ministro.

Conforme mostrou o Estadãoo Exército enviou 20 blindados para Roraima após o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, anunciar a vitória do plebiscito que chancela as suas pretensões de anexar um terço do território da Guiana. Os veículos partiram do Mato Grosso do SulParaná Rio Grande do Sul.

Nesta última quinta-feira, 7, dois militares ficaram feridos após a explosão de um caminhão da Força explodir na BR-401, rodovia que dá acesso à fronteira entre o Brasil e a Guiana. Eles foram socorridos com ferimentos leves e encaminhados para um hospital em Boa Vista, capital roraimense. De acordo com o Exército, as causas do acidente ainda estão sendo apuradas.

ACORDO ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA PODE FRACASSAR

 

História por Aryel Fernandes  • IstoÉ Dinheiro

Por Paula Cristina

Havia grandes expectativas pela passagem do presidente Lula pela Alemanha. Às vésperas de o Brasil deixar o comando do Mercosul, o governo petista esperava fechar o ciclo firmando um acordo entre os países do cone sul das Américas com a União Europeia, um flerte que já dura mais de 20 anos e parecia estar mais próximo que nunca. Mas há um abismo entre parecer e ser.

Com a liderança da França na oposição ao acordo, os questionamentos sobre como trabalha o agronegócio brasileiros, além das exigências de compensação com agricultura sustentável tornaram o negócio inviável — pelo menos por enquanto. Interlocutores do presidente Lula disseram que o presidente ficou bastante frustrado com o andamento das negociações.

Para seguir em frente, agora, o governo pensa em estratégias. Uma delas é tentar fortalecer a aliança dos países emergentes por meio do Brics e pensar em acordos com a União Europeia através do bloco. Também há a perspectiva de seguir as negociações país por país que formam a União Europeia, mas Lula terá de fazer isso fora da cadeira de presidente do Mercosul.

O mandato de Lula à frente do bloco terminou quinta-feira (7), e seu sucessor será Santiago Peña, presidente do Paraguai. E ele já deixou claro que o acordo com o velho continente não estará entre suas prioridades. “Disse ao Lula para concluir as negociações porque, se ele não as concluir, não prosseguirei com elas nos próximos seis meses”, afirmou Peña em entrevista à TV pública paraguaia em 15 de setembro.

Ainda há a posse de Javier Milei na Argentina no caminho (domingo, 10), além da aberta pressão uruguaia sobre Lula. O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Omar Paganini, foi um dos primeiros a falar sobre novas formas de viabilizar acordos comerciais. A sugestão dele é avançar o diálogo com a China, ou abrir caminho para um acordo bilateral na Ásia em que os membros do Mercosul possam participar.

“Passaram cinco anos desde a última reunião [do Conselho do Mercosul e União Europeia]. Cinco anos em que o mundo se tornou mais complexo e mais desafiador. Se não é possível seguir por aí, temos de abrir o diálogo com a China”, disse Paganini.

Emmanuel Macron, presidente da França© Fornecido por IstoÉ Dinheiro

“Os termos do tratado são contraditórios. Esse acordo, no fundo, não leva em conta a biodiversidade do clima.”Emmanuel Macron, presidente da França

ALTERNATIVAS

E essa pode ser a deixa de que Lula precisa para buscar novas alternativas de acordos. O Itamaraty já estuda, além de uma nova forma de aproximação com a China, uma maneira de fortalecer o bloco dos emergentes em busca de um acordo mais amplo e que o peso não resida apenas no agronegócio.

De fato é a condução do agro brasileiro um dos maiores entraves no andamento do acordo com os europeus. Liderados pelo presidente da França, Emmanuel Macron, eles colocaram em xeque o que chamaram de “práticas destrutivas ao meio ambiente para ter mais produtividade”.

A crítica forte aconteceu depois de o presidente Lula ter participado da COP28 e tentado vender um Brasil mais sustentável. Segundo Macron, os termos atuais do tratado são “completamente contraditórios com o que ele [Lula] está fazendo no Brasil e com o que nós estamos fazendo […] Esse acordo, no fundo, não leva em conta a biodiversidade do clima.”

O argumento de Macron ganhou força com parte dos líderes da União Europeia depois de uma decisão questionável do presidente Lula. Em outubro o Brasil aceitou ser um membro observador na Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), entidade que reúne os maiores produtores de petróleo do mundo. Desde então, Macron tem sinalizado que tal ação mostra o comprometimento do Brasil com a energia fóssil.

Na defesa pelo acordo segue firme o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz. Em Berlim o presidente brasileiro externou sua frustração, mas disse ainda ter esperanças. “Depois de 23 anos, se a gente [os dois lados] não concluir o acordo é porque penso que nós estamos sendo irrazoáveis”, disse Lula.

Ao final de sua entrevista, o petista foi além. “Eu não vou desistir até falar com todos os presidentes da União Europeia e ouvir um ‘não’ de todos”. Uma postura que pode desgastar a imagem do Brasil, em especial se o verniz da sustentabilidade agrícola que queremos vender ao mundo começar a descascar.

O post Mercosul x União Europeia: o caldo azedou apareceu primeiro em ISTOÉ DINHEIRO.

A RECUSA DA UE NA ENTRADA DA UCRÂNIA PODE PROVOCAR CONSEQUÊNCIAS DESVASTADORAS

 

História por admin3  • IstoE

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, advertiu nesta segunda-feira a comunidade internacional para as “consequências devastadoras” caso a União Europeia (UE) não alcance um consenso sobre a abertura de negociações para a adesão do país ao bloco, no âmbito de um processo de ampliação.

“Não quero nem falar sobre as consequências devastadoras que ocorrerão se o Conselho Europeu (a reunião de cúpula prevista para esta semana) não tomar uma decisão, não apenas para a Ucrânia, mas também para a ampliação”, afirmou Kuleba ao chegar a Bruxelas para uma reunião de seus homólogos da UE.

A UE concedeu, em junho de 2022, à Ucrânia o status formal de país aspirante à adesão e apresentou um plano inicial de reformas para permitir o avanço das negociações. Kiev afirma que cumpriu a maioria das demandas.

“Como já afirmamos, nós fizemos a nossa parte no trabalho. Esperamos que a UE faça a sua parte”, disse Kuleba, ao comentar as divisões entre os 27 países membros antes do encontro de cúpula do bloco, que acontecerá na quinta-feira e sexta-feira.

A reunião terá como principal tema a ampliação do bloco, em particular a resposta às pressões da Ucrânia para iniciar as negociações formais para a adesão.

O primeiro-ministro de Hungria, Viktor Orban, ameaça bloquear a discussão por considerar que a UE precisa, antes, iniciar um “debate estratégico” sobre as relações com a Ucrânia e somente depois tomar uma decisão sobre uma eventual adesão.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, fez um apelo e defendeu a unidade do bloco.

“Espero que a unidade da União Europeia não seja quebrada, porque não é o momento de enfraquecer nosso apoio à Ucrânia”, disse.

A ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, afirmou que a postura da Hungria é “muito, muito deplorável (…) É crucial que mantenhamos a ajuda à Ucrânia enquanto for necessário”.

A diplomata reagiu desta maneira aos boatos de que a posição da Hungria era uma tentativa de forçar a UE a liberar recursos para o governo húngaro que foram congelados devido a uma disputa pela situação do Estado de Direito no país.

O chefe da diplomacia da Letônia, Kristjanis Karins, afirmou que “na Europa enfrentamos muitas vezes desafios internos e sempre os superamos”.

A hISTÓRIA DE NAPOLEON HILL FOI DOS MAIS ENVOLVENTES ROMANCES A INEVITÁVEL DOSE DE DESILUSÃO

Autor: Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria

Napoleon Hill é uma figura enigmática na história do desenvolvimento pessoal e profissional. Sua vida, tão fascinante quanto controversa, moldou um legado que persiste até hoje, embora muitas vezes envolto em mitos e meias-verdades. Ao mergulhar em sua história, encontramos uma narrativa digna dos mais envolventes romances, repleta de reviravoltas, revelações e, inevitavelmente, uma dose de desilusão.

Nascido em 1883, na Virgínia rural, Hill emergiu de um início de vida modesto. Seu caminho para a fama começou com a promessa audaciosa de revelar os “segredos do sucesso”, supostamente adquiridos por meio de conversas com figuras proeminentes da época, como Andrew Carnegie. Foi esta afirmação que plantou as sementes para seus trabalhos mais conhecidos, como “Think and grow rich” (Pense e Enriqueça), e “Mais esperto que o diabo” dois dos livros de autoajuda mais vendidos de todos os tempos.

As ideias centrais de Hill – focadas na importância do pensamento positivo, da persistência e da visualização de objetivos – envolvem fundamentos que moldaram a indústria do coaching moderno. Ele defendia a noção de que a mente poderia ser treinada para alcançar sucesso e riqueza, mensagem que ressoou e ainda ressoa fortemente com muitos.

As reviravoltas

No entanto, ao desvendar as camadas dessa narrativa inspiradora, descobrimos falácias e inverdades. Hill alegava ter sido mentorado por Andrew Carnegie, o que nunca foi comprovado. Suas histórias sobre amizades com os poderosos da época e o acesso a segredos de sucesso não resistiram ao escrutínio crítico. A ciência e a experimentação modernas, com sua ênfase em evidências concretas e replicabilidade, não encontraram base sólida para nenhuma de suas afirmações.

Essas discrepâncias lançam uma sombra sobre o legado de Hill. Embora suas ideias sobre autoconfiança e a importância de objetivos claros permaneçam influentes, sua reputação como um “desvendador” dos segredos do sucesso é questionável. A realidade de sua própria vida, marcada por dificuldades financeiras e uma morte longe da riqueza que ele prometia em seus livros, contrasta fortemente com as promessas que fazia.

Apesar destas controvérsias, a popularidade de Napoleon Hill perdura. Seus livros continuam a ser lidos e suas ideias discutidas, muitas vezes sem o conhecimento das inconsistências e exageros que marcaram sua vida e obra. Hill, de certa forma, tornou-se um personagem de sua própria criação, um reflexo das narrativas que ele tão habilmente teceu.

O legado de Napoleon Hill é um lembrete da complexidade da natureza humana e da nossa busca incessante por fórmulas de sucesso. Ele personifica o eterno conflito entre aspiração e realidade, entre a promessa do sucesso e os desafios da vida real. Como em um romance, a história de Hill nos envolve, nos desafia e, em última análise, nos leva a questionar a veracidade do que parece ser extraordinário.

Por último, deixo minha dica: desconfie do que chega até você, se por meio de livros, grupos de zap e até artigos como esse. Como cidadãos na era da informação sem curadoria, precisamos, mais do que nunca, ser críticos com o que chega até nós. Exercite a sua metralhadora de porquês, porque no fundo é isso que importa.

20 coisas que eu gostaria de saber aos 20 anos (mas tive que aprender sozinho)

Karen Nimmo – Psicóloga

“Espírito primeiro. Porque isso é o mais importante. Não é o quão bem você pode executar ou quanto dinheiro você pode ganhar. Mas se você não é o ser humano que deveria ser, você não está fazendo isso corretamente.” — Gladys Knight.

Uma jovem cliente que estava terminando sua terapia tinha um pedido final.

Ela queria alguns conselhos genéricos de vida: que tal 20 coisas para 2020? ela disse, lançando um desafio.

Eu não tive que pensar sobre isso por muito tempo. Quanto mais velho você fica, mais você vê, mais você erra, mais você tem a dizer.

MAS…

Quanto mais medo você tem de dizer isso, porque sabe que não existe uma estratégia de tamanho único para a vida – que cada um de nós precisa seguir seu próprio caminho.

Ainda assim, eu estava pronto para o desafio. Aqui estão algumas coisas para ponderar.

20 coisas que eu gostaria de ter sabido nos meus vinte anos

1. Bons amigos valem ouro.

Ao longo da vida, apenas algumas pessoas realmente “pegarão” você. E alguns deles também não ficarão por aqui. Portanto, cuide de quem o faz. Mas também vale a pena saber que a amizade (e o amor) se desenvolve em lugares surpreendentes, em todas as idades e fases. Fique aberto a isso.

2. Ninguém se importa com o que você faz da sua vida.

Bem, alguns fazem um pouco – espero que isso inclua seus pais. Mas a maioria das pessoas está muito ocupada trilhando seus próprios caminhos para se preocupar com o que você está fazendo no seu. No final, até seus pais só querem que você seja feliz e autossuficiente. Aponte para isso.

3. A paixão por hambúrgueres com queijo e batatas fritas tem consequências.

Apenas dizendo.

4. A vida não dura para sempre.

Certa vez, tive um colega de apartamento cujo resumo da experiência humana era o seguinte: “você nasce, vive um pouco e depois morre”. Achei que ele era um Bisonho; Acontece que ele estava certo. Espero que você tenha um longo intervalo entre o começo e o fim. Mas nenhum de nós sabe o que está por vir. Use bem o seu tempo.

5. Nem o planeta.

Você não pode salvar tudo sozinho, mas pode fazer a sua parte.

6. A vida às vezes é entediante – precisa ser.

Tente viver em altas rotações 24 horas por dia, 7 dias por semana, e você saberá o que quero dizer. Tempo de inatividade, manchas planas, tédio – como você quiser chamar – é necessário para recuperar e recarregar, pensar e criar – e fazer mudanças.

O tédio crônico é um problema, portanto, se você se encontrar lá, faça tudo o que puder para mudá-lo.

7. Sua saúde mental é um trabalho em andamento.

Humores e emoções não são consistentes. É mais difícil do que você pensa ficar em um bom espaço mentalmente. Haverá altos e baixos, dias bons e ruins, então você precisa aprender ferramentas e estratégias para lidar com ambos. E você precisa continuar usando-os.

8. Assim como sua saúde física.

Os corpos também não se cuidam. Eles brincam, ficam doentes, precisam de remédios, exames de saúde e manutenção regular. Quanto mais velho você fica, mais alto “use-o ou perca-o” soa em seus ouvidos. Quanto mais cedo você prestar atenção nisso, melhor.

9. Mentiras são corredores rápidos.

Uma vez ouvi dizer: uma mentira pode dar meia volta ao mundo antes mesmo de a verdade calçar seus sapatos de salto alto. É verdade. As mentiras se espalham rapidamente – e machucam. Pense nisso por um tempo.

10. Você precisa usar tanto as mãos quanto a cabeça.

Passar muito tempo em sua cabeça o deixará louco – e fará de você um insone. Fazer coisas é a melhor maneira de combatê-lo – tira você da cabeça e o leva para o corpo. Isso é bom pra você.

11. A maioria das pessoas está fazendo o melhor que pode. Mas alguns não são.

Verdadeiramente, a maioria das pessoas está se esforçando com o que tem. A maioria das pessoas quer ser um ser humano bom, gentil e que contribui. Algumas pessoas são idiotas, e mesmo que tenham uma razão válida para isso, você precisa ficar longe delas.

12. Poder regular tudo é tudo.

Comida, álcool, substâncias, pornografia/sexo, humores, emoções, reações – ter propriedade sobre isso é possuir sua própria vida. NB: Não espere muito em breve, leva tempo e prática.

13. Tentar fazer os outros felizes é perda de tempo.

Você não pode. Você pode apoiá-los e estar lá para eles, mas criar uma vida boa é o trabalho deles. Assim como criar o seu é seu.

14. Ficar sozinho é legal. Estar sozinho é difícil.

Estar sozinho, para experimentar, pensar e sonhar, sustentará e até fortalecerá sua saúde mental. Mas sentir-se isolado o levará para o outro lado. Faça o possível para se manter conectado – com as pessoas, com os vizinhos, com os animais de estimação, com o caixa do supermercado. E se você não está sozinho, fique de olho nos que estão. Uma palavra gentil faz uma grande diferença.

15. O arrependimento é bom; pendurar no passado é ruim.

Ter arrependimentos mostra que você está ciente dos erros que cometeu, das maneiras não tão boas como tratou os outros ou a si mesmo. Apegar-se a coisas que você não pode mudar irá destruí-lo, então treine seus olhos na estrada à sua frente.

16. O luto é uma merda.

As pessoas que você ama e se preocupam estarão perdidas para você, e você terá que encontrar maneiras de lidar com isso. Leva muito mais tempo do que você pensa, às vezes para sempre. Mas você precisa saber que pode viver uma vida boa, até ótima, ao lado dela.

17. As pessoas são criaturas de hábitos E incrivelmente imprevisíveis. Incluindo você.

Abandone suas elevadas expectativas em relação às pessoas. Até de si mesmo.

18. Você vai se machucar — mas não precisa se agarrar a isso.

Mágoa, rejeição e dor fazem parte do trato humano. Mas continue aprendendo a deixar ir, ou pelo menos afrouxar seu controle sobre isso.

19. Coisas ruins acontecem com pessoas boas.

Sim, eles fazem. E grandes coisas acontecem para significar pessoas. Vai saber.

20. A diversão também está em toda parte – mas às vezes está escondida.

Para citar os atemporais Desiderata de Max Ehrmann: “Apesar de toda a sua farsa, labuta e sonhos desfeitos, ainda é um mundo lindo.”

Nem sempre parece assim, eu sei. Às vezes parece que a beleza foi sugada dele. Mas há muita coisa boa no mundo. Faça da sua missão continuar procurando por ele.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

    valeonbrasil@gmail.com

 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

MILEI TOMA POSSE NA ARGENTINA COM 9 MINISTÉRIOS

 

História por PODER360  

recém-empossado presidente da Argentina, Javier Milei, assinou neste domingo (10.dez.2023) seu 1º decreto como chefe de Estado. No texto, ele oficializou a redução dos ministérios do seu governo. Serão 9. A gestão de Alberto Fernández (2019-2023) tinha 18 pastas.

O enxugamento do 1º escalão havia sido uma promessa de campanha de Milei. Ele criticava o número de ministérios do governo anterior. Na ocasião, afirmou que seriam 8 ministros em seu mandato. Posteriormente, decidiu manter o da Saúde, elevando o total para 9.

Os nomes já eram conhecidos antes da posse deste domingo (10.dez). Foram anunciados progressivamente desde o fim do 2º turno, em 19 de novembro. O último nome oficializado foi o de Mario Russo, justamente para a Saúde.

Milei confirmou que, dos 9 ministérios, 2 serão caracterizados como “superministérios”. Os “superministros” combinarão as funções de vários órgãos: o da Infraestrutura unificará Transporte, Obras Públicas, Mineração, Energia e Comunicações. O de Capital Humano contemplará Desenvolvimento Social, Trabalho e Educação.

Conheça os ministros do governo de Javier Milei:

Luis Caputo – Economia

Luis Caputo é economista formado pela Universidade de Buenos Aires. Tem 58 anos e é conhecido como “Messi da economia”, por causa do retorno da Argentina aos mercados internacionais e financiamento externo.

Começou sua carreira política em 2015, quando ocupava o cargo de secretário de Finanças no governo de Mauricio Macri. Caputo foi nomeado ministro da Economia em 2017 e ficou até 2018, quando foi nomeado presidente do Banco Central da Argentina e ficou 3 meses no cargo.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

Além da carreira política, Luis Caputo atuou em duas instituições financeiras do setor privado: o JP Morgan, onde foi chefe de operações no mercado financeiro, e no Deutsche Bank, onde comandou o braço argentino do banco alemão.

O economista, apelidado de “Toto”, estudou no colégio de elite Cardenal Newman, em Buenos Aires, e virou amigo de Mauricio Macri. É também primo de Nicolás Caputo, empresário de construção civil e um dos melhores amigos de Macri.

Patricia Bullrich – Segurança

Patricia Bullrich, de 67 anos, é formada em Humanidades e Ciências Sociais com foco em Comunicação pela Universidade de Palermo. Tem mestrado e doutorado em Ciência Política pela Universidade de San Martín.

Conhecida como a dama de ferro argentina, ela nasceu em 11 de junho de 1956 em Buenos Aires. Concorreu às eleições argentinas no 1º turno pela coalizão de direita Juntos por el Cambio (em português, Juntos pela Mudança), ficando em 3º lugar no pleito com 23,83% dos votos. Declarou apoio a Javier Milei no 2º turno.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

Bullrich foi deputada pela cidade autônoma de Buenos Aires de 1993 a 1997 e de 2007 a 2015. Foi ministra da Segurança (2015-2019) do governo de Mauricio Macri. Também já atuou como ministra do Trabalho (2000- 2001) e ministra de Segurança Social (2001).

Embora suas raízes políticas estejam ligadas à esquerda, a candidata à Presidência se apresenta como uma política de centro-direita. Atualmente, ela é presidente do Propuesta Republicana, que integra a coligação Juntos por el Cambio.

Cúneo Libarona – Justiça

Mariano Cúneo Libarona faz parte do escritório jurídico Estudio Cúneo Libarona, juntamente com seus irmãos Rafael, Matías e Cristián. Tornou-se conhecido na década de 1990 ao representar Guillermo Coppola, ex-empresário de Diego Maradona, e em outros casos relevantes, incluindo a investigação do atentado à Amia (Associação Mutual Israelita Argentina) em 1994.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

Graduou-se em Direito pela Faculdade de Ciências Políticas, Jurídicas e Econômicas da UMSA (Universidade do Museu Social Argentino). Obteve o Doutorado em Direito Penal na Universidade de Salvador, Argentina, em 1985, e posteriormente na Universidade de Salamanca, Espanha, em 2004. Atualmente, é decano na UMSA, onde também leciona Direito Penal.

Ingressou no Poder Judiciário Nacional em julho de 1981, no Juizado Nacional de Primeira Instância em Matéria Criminal, sendo promovido a auxiliar superior na Secretaria nº 139 do mesmo tribunal em novembro de 1982. Além disso, participou como conselheiro em programas criminais de televisão, como Kaos en la Ciudad (2003), Policía Bonaerense (2003) e Código Penal (2004), transmitidos semanalmente na América TV.

O advogado de 62 anos conheceu o presidente eleito na empresa Corporación América, em que Milei ocupou o cargo de economista-chefe até sua posse como deputado em 2021. Cúneo Libarona define o libertário como alguém com “uma cabeça diferente”.

Ele exerceu a função de advogado e conselheiro em diversos times de futebol, incluindo o San Lorenzo e o Newell’s Old Boys. Atualmente, mantém sua atuação como advogado e conselheiro em outros clubes, como o River Plate e o Racing.

Conforme anunciado por Milei, o novo ministro da Justiça contará com o apoio de Juan Manuel Berón, analista financeiro especializado em assuntos previdenciários.

Guillermo Ferraro – Infraestrutura

Nas eleições de 2023, Ferraro coordenou a fiscalização nacional da coalizão “La Libertad Avanza”, de Javier Milei. Anteriormente, em 2009, ele contribuiu nas equipes técnicas do Ministério da Fazenda do Governo da Cidade Autônoma de Buenos Aires. Seu currículo inclui também a direção do Banco Bisel de 2003 a 2007.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

Além disso, o futuro ministro ocupou a posição de subsecretário de Indústria de 2002 a 2003, durante a presidência de Eduardo Duhalde, e foi vice-presidente da Nación Servicios de 2005 a 2007, sob a administração de Néstor Kirchner. Ele também foi chefe de assessores do peronista Antonio Cafiero, no Senado. Na década de 1990, participou da Convenção Constituinte responsável pela reforma constitucional de 1994, que permitiu a reeleição de Carlos Menem.

Nos últimos 13 anos, o doutor em ciências econômicas trabalhou como diretor na KPMG Argentina, uma empresa global especializada em fornecer serviços de auditoria e consultoria.

Em entrevista à rádio argentina Mitre, Ferraro afirmou que seu objetivo à frente do ministério será estimular a participação do setor privado e diminuir a interferência do Estado na área.

Diano Mondino – Relações Exteriores

A economista foi confirmada como a nova chanceler argentina a partir de 10 de dezembro, sucedendo a Santiago Cafiero. É formada em Economia pela Universidade Nacional de Córdoba e possui mestrado em Economia e Gestão de Empresas pela Universidade de Navarra. Além disso, completou cursos de finanças e gestão na Columbia Business School e na Universidade Yale.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

Antes da campanha eleitoral de 2023, trabalhou no setor privado e ocupou, no início deste ano, o cargo de diretora de Relações Institucionais e professora de Finanças no programa de Mestrado em Administração de Empresas da Universidade Cema, ​​em Buenos Aires.

Também foi Diretora regional da América Latina na Standard & Poor’s, com base em Nova York, e trabalhou para empresas como a holding elétrica argentina Pampa Energía, o Banco Supervielle e a empresa de cimento Loma Negra.

A próxima chanceler argentina defendeu várias vezes a ideia de criar um “mercado de órgãos” e propôs alterações na Lei Justina. Essa lei considera doador qualquer pessoa maior de 18 anos, a menos que haja uma declaração expressa em contrário. A sugestão é implementar um sistema de doação cruzada, já respaldado na legislação argentina.

Mondino também já comparou o casamento homoafetivo a ter piolhos. Em uma entrevista no início de novembro, afirmou que “filosoficamente”, como liberal, está de acordo com o projeto de vida de cada um, mas que a questão é “muito mais ampla que o matrimônio igualitário”.

“Deixe-me exagerar: se você prefere não tomar banho e ficar cheio de piolhos, e essa é a sua escolha, pronto. Depois não reclame se há alguém que não gosta de você porque você tem piolhos”, afirmou.

Sandra Pettovello – Capital Humano

A jornalista de 55 anos assumirá o Ministério de Capital Humano, que possuirá o maior orçamento do governo de Milei. A pasta contemplará as áreas Desenvolvimento Social, Saúde, Trabalho e Educação.

Sandra Pettovello é formada em Jornalismo pela Universidade de Belgrano e em Ciências da Família pela Universidade Austral. Também possui pós-graduação em Políticas Familiares pela Universidade Internacional da Catalunha, na Espanha.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

A jornalista não possui atuação na maioria das áreas em que chefiará. Em 2022, foi nomeada como vice-presidente da União do Centro Democrático (Ucede) de Buenos Aires. Nos últimos 10 anos, trabalhou em um escritório privado de psicologia como consultora laboral e vocacional.

Pettovello também foi colunista na Rádio El Mundo e produtora jornalística no La Cornisa de 2001 a 2004.

Guillermo Francos – Interior

Dentre os ministros escolhidos por Milei até o momento, Guillermo Francos é o que possui mais tempo na política. O advogado de 73 anos, que assumirá o Ministério do Interior em dezembro, foi representante da Argentina no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de 2019 a 2023, quando renunciou ao cargo para se juntar a equipe do libertário na campanha.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

Formado em Direito pela Universidade de Salvador, Francos foi vereador de Buenos Aires de 1985 a 1993. Em 1997, tornou-se deputado nacional pela Cidade de Buenos Aires, cargo no qual permaneceu até 2000.

O advogado, que conheceu Milei nos anos 2000, também foi presidente do Banco da Província de Buenos Aires de 2007 a 2011.

Luis Petri – Defesa

O Ministério da Defesa foi o último definido por Javier Milei. O escolhido foi o advogado Luis Petri, de 46 anos. Ele nasceu em San Martín, cidade na província de Mendoza. É formado em direito pela Universidad Nacional del Litoral.

Ele foi deputado provincial de 2006 a 2013 e deputado nacional de 2013 a 2021. Nas eleições de 2023, concorreu nas primárias como pré-candidato para o governo de Mendoza, mas foi derrotado por Alfredo Cornejo. Depois, concorreu como vice de Bullrich à presidência. A chapa ficou em 3º lugar no 1º turno.

Milei corta ministérios pela metade em 1º decreto como presidente© Fornecido por Poder360

Segundo a mídia argentina, o nome de Petri foi sugerido por Bullrich. A nomeação de ambos para os ministérios de Defesa e Segurança da Argentina representou uma perda de influência de Victoria Villarruel, vice-presidente eleita. Isso porque, durante as eleições, Milei afirmou que sua companheira de chapa seria a responsável por indicar os nomes de quem comandaria os órgãos.

Mario Russo – Saúde

Russo é formado em medicina pela Universidade Nacional de Buenos Aires. Foi secretário de Saúde do município de San Miguel de 2009 a 2025. Assumiu a Secretaria de Governo em 2017.

Em 2021, tornou-se chefe da unidade coronária da Fleni, uma organização sem fins lucrativos criada para contribuir para a prevenção e combate contra doenças neurológicas infantis. Ele também atuou como subsecretário de Coordenação de Políticas e Planejamento de Saúde no ministério da Saúde da província de Buenos Aires.

Apesar de ter declarado que seu governo teria apenas 8 ministérios, a equipe de trabalho de Milei defende a criação do 9º ministério. Já o libertário quer cumprir sua promessa de campanha de ter apenas 8 ministérios, e transformar a Saúde em secretaria.

O STF NÃO DEVERIA SER POLÍTICO MAS SÃO NOMEADOS POR POLÍTICOS

 

História por Notas & Informações  • Jornal Estadão

Os últimos anos deram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um papel inédito no arranjo institucional brasileiro, transformando a Corte numa arena essencialmente política. O tribunal expandiu gradualmente seus tentáculos políticos, ocupando o vácuo deixado pela fragilidade do sistema representativo para exercer simultaneamente os papéis de intérprete da Constituição e ator legislativo, não raro se impondo ao Congresso. Essa condição foi se aguçando passo a passo até a Corte adquirir, nos últimos dez anos, absoluta centralidade para o funcionamento do poder. O resultado disso aparece agora: do papel ora de moderador, ora de tensionador da República, o STF assumiu uma condição de fiador da governabilidade do País. O recente debate em torno da indicação do ministro da Justiça, Flávio Dino, para a vaga deixada pela ministra Rosa Weber é parte desse processo.

O chamado presidencialismo de coalizão, modelo político no qual se assentou a governabilidade brasileira depois da Constituição de 1988, entrou em crise justamente nesses últimos dez anos, algo admitido pelo próprio criador do termo, o cientista político Sérgio Abranches. O Brasil não mudou seu modelo político, afinal ainda é presidencialista e multipartidário, mas ocorreram mudanças estruturais e comportamentais que nos trouxeram a essa nova governabilidade. O número excessivo de partidos, a diminuição das bancadas, a onda bolsonarista que rompeu aquele bipartidarismo vigente entre 1994 e 2014, a radicalização da política e o fortalecimento do Congresso deixaram o Executivo fragilizado.

E assim o presidente Lula da Silva chegou à Presidência em 2023 com muito mais dificuldades na gestão de sua coalizão do que nos dois primeiros mandatos. Isso se deu não apenas porque cometeu o grave erro de ignorar, na formação do governo, a frente ampla que o apoiou no segundo turno para enfrentar Jair Bolsonaro. Também ocorreu por uma conjuntura desfavorável ao Executivo: um Congresso fortalecido pelos poderes orçamentários adquiridos nos últimos anos, presidentes da Câmara e do Senado politicamente fortes, uma maioria parlamentar hostil e indócil e um sistema partidário menos fragmentado, porém com bancadas médias, que se unem em blocos para aumentar o número de deputados e melhorar sua participação em comissões. Tudo isso transformou as maiorias parlamentares mais instáveis, variando de tamanho a depender do tema, exigindo mais tempo e mais recursos. A governabilidade tornou-se mais penosa.

O outro elemento dessa conjuntura está fora da esfera legislativa: o Supremo Tribunal Federal. Empolgado com o papel de gabinete regulatório da crise política brasileira, o STF esticou excepcionalmente os limites de sua atuação para frear a ameaça real de ruptura prometida pelo bolsonarismo. Até aí era o que se esperava de um Poder cuja missão é zelar pelo cumprimento da Constituição. O problema é que, passada a ameaça, o Supremo parece ter se recusado a voltar para a casinha. No paralelo, como este jornal já sublinhou, ministros se deixaram influenciar pelo excesso de protagonismo, inspiraram-se nos voláteis humores da política (a ponto de influenciá-los), relativizaram direitos e atropelaram garantias em nome da salvação da democracia. As patologias já eram visíveis há algum tempo e demonstradas em pesquisas empíricas, mas o poder monocrático de ministros revelou sua força danosa sobre a credibilidade da instituição.

Uma Suprema Corte que é determinante para a política de um país é um daqueles desvios de rota que a democracia vai precisar corrigir, para evitar excessos e conter riscos presentes e futuros. Em princípio, teríamos aí simplesmente o funcionamento do sistema de pesos e contrapesos, no qual os Três Poderes se complementam e se controlam. Mas não deixa de ser perturbador ver o presidente indicar ao Supremo um ministro com notório saber político com o claro objetivo de buscar a governabilidade.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...