sábado, 26 de agosto de 2023

APROVEITANDO AS CAPACIDADES DA IA ASEMPRESAS PODEM OFERECER UM ATENDIMENTO MAIS PERSONALIZADO AOS CLIENTES

Breno Lessa, CEO da Appia

Ao aproveitar as capacidades da IA, as organizações podem oferecer um atendimento mais personalizado, eficiente e proativo, o que resulta em clientes mais satisfeitos e fiéis

A inteligência artificial tem se tornado uma ferramenta poderosa para aprimorar a experiência do cliente em diversas empresas. Ao utilizar a IA de forma estratégica, as empresas podem oferecer um atendimento mais personalizado, respostas mais rápidas e soluções mais eficientes, o que resulta em clientes mais satisfeitos e leais.

Breno Lessa, CEO da Appia, ressalta que a inteligência artificial tem o potencial de transformar significativamente a experiência do cliente. “Ao aproveitar as capacidades da IA, as empresas podem oferecer um atendimento mais personalizado, eficiente e proativo, o que resulta em clientes mais satisfeitos, fiéis e propensos a recomendar os produtos e serviços da empresa para outros”, afirma.

Ele também acrescenta que é importante equilibrar a automação com o toque humano, pois há momentos em que os clientes ainda preferem interagir com seres humanos em questões complexas ou emocionais. “O equilíbrio entre a automação e o toque humano é essencial para garantir que os clientes se sintam valorizados e apoiados em todas as etapas de sua jornada com a empresa”, destaca.

Como as empresas podem utilizar a inteligência artificial para melhorar a experiência do cliente

Atendimento ao cliente automatizado: Chatbots e assistentes virtuais são exemplos populares de IA que podem ser usados para oferecer suporte ao cliente 24/7. Eles podem responder a perguntas comuns, fornecer informações sobre produtos e serviços e até mesmo resolver problemas simples. Isso permite que os clientes obtenham ajuda imediata, sem a necessidade de esperar por um agente humano;

Personalização: A IA pode analisar dados de clientes, histórico de compras, preferências e comportamentos para criar experiências personalizadas. Isso inclui recomendações de produtos relevantes, ofertas especiais e comunicações direcionadas que aumentam o engajamento e a satisfação do cliente;

Análise de sentimento: Através do processamento de linguagem natural, a IA pode analisar o sentimento dos clientes em interações de atendimento ao cliente, avaliações, mídias sociais e outras fontes. Com essa análise, as empresas podem identificar problemas e tendências emergentes, permitindo uma resposta proativa a preocupações e reclamações;

Automação de processos internos: A IA também pode ser usada para melhorar a eficiência interna da empresa, o que, por sua vez, pode afetar positivamente a experiência do cliente. Por exemplo, a automação de tarefas repetitivas e demoradas pode liberar a equipe para se concentrar em atividades mais estratégicas e interações mais valiosas com os clientes;

Análise de feedback e métricas: A IA pode ajudar a analisar grandes volumes de feedback dos clientes e métricas de desempenho para identificar padrões e insights significativos. Com esses dados, as empresas podem fazer ajustes precisos em seus produtos, serviços e estratégias de atendimento ao cliente;

Reconhecimento de voz e processamento de linguagem natural: Com o avanço da tecnologia de reconhecimento de voz e processamento de linguagem natural, as empresas podem oferecer interfaces mais naturais e interativas para os clientes. Isso torna a experiência do cliente mais fluida e agradável em interações com dispositivos e aplicativos.

Mindset correto é o que vai fazer você alcançar (ou não) o sucesso

Junior Borneli, co-fundador do StartSe

Mulher negra e sorridente segurando um IPad e olhando para frente (Fonte: Getty Images)

Mindset é a sua programação mental, é como você encara tudo que está ao teu redor

Mindset. Você já ouviu essa palavinha algumas vezes aqui no StartSe. Ela é importante, talvez uma das coisas mais importantes para “chegar lá” (seja lá onde for que você quiser chegar).

É sua habilidade de pensar o que você precisa para ter sucesso. E como a maioria das coisas que você possui dentro de você, ela é uma espécie de programação do seu ser. Tanto que é possível que você adquira outro mindset durante a vida, convivendo com as pessoas corretas, conhecendo culturas diferentes.

Algumas pessoas dizem que é isso das pessoas que faz o Vale do Silício ser a região mais inovadora do mundo. Eu, pessoalmente, não duvido. Fato é: você precisa de ter a cabeça no lugar certo, pois a diferença entre um mindset vencedor e um perdedor é o principal fator entre fracasso e sucesso.

Para isso, é importante você começar do ponto inicial: um objetivo. “Todo empreendedor precisa ter um objetivo. Acordar todos os dias e manter-se firme no propósito de fazer o máximo possível para chegar lá é fundamental”, diz Junior Borneli, co-fundador do StartSe e uma das pessoas mais entendidas de mindset no ecossistema brasileiro.

De lá, é importante você fazer o máximo que puder e não perder o foco, mantendo-se firme. “Não importa se no final do dia deu tudo certo ou errado. O importante é ter a certeza de que você fez tudo o que foi possível para o melhor resultado”, avisa.

Com a atitude certa, é capaz que você sempre consiga canalizar as coisas como positivas. “Você sempre tem duas formas de olhar um a mesma situação: aquela em que você se coloca como um derrotado e a outra onde você vê os desafios como oportunidades. Escolha sempre o melhor lado das coisas, isso fará com que sua jornada seja mais leve”, alerta o empreendedor.

Esses tipo de sentimento abre espaço para uma característica importantíssima dos principais empreendedores: saber lidar com grandes adversidades. “Um ponto em comum na maioria os empreendedores de sucesso é a superação”, destaca Junior Borneli.

Saber lidar com essas adversidades vai impedir que você pare no primeiro problema (ou falência) que aparecer na sua frente. “São muito comuns as histórias de grandes empresários que faliram várias vezes, receberam diversos ‘nãos’ e só venceram porque foram persistentes”, afirma.

É importante ter esse mindset resiliente, pois, nem sempre tudo será fácil para você – na verdade, quase nunca será. “Empreender é, na maior parte do tempo, algo muito doloroso. Até conseguir algum resultado expressivo o empreendedor passa por muitos perrengues. A imensa maioria fica pelo caminho”, diz.

É como uma luta de boxe, onde muitas vezes, para ganhar, você terá que apanhar e apanhar e apanhar até conseguir desferir o golpe (ou a sequência) certo. “Na minha opinião, não há melhor frase que defina a trajetória de um empreendedor de sucesso do que aquela dita por Rocky Balboa, no cinema: ‘não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. É assim que se ganha’”, ilustra.

O problema talvez seja que alguns aspectos do empreendedorismo tenham glamour demais. “Empreender não é simplesmente ter uma mesa com super-heróis e uma parede cheia de post-its coloridos. Você vive numa espécie de montanha russa de emoções, onde de manhã você é ‘o cara’ e à tarde não tem dinheiro pro café”, salienta.

Vale a pena, porém, perseverar neste caminho. “Para aqueles que são persistentes e têm foco, a jornada será difícil, mas o retorno fará valer a pena!,” destaca o empreendedor.

DERROTA TAMBÉM ENSINA

Um ponto importante do sucesso é saber lidar com o fracasso e, de lá, tomar algumas lições para sair mais forte ainda. “Toda derrota nos ensina algumas lições e assim nos tornamos mais fortes a cada nova tentativa. A cultura do fracasso, aqui no Brasil, é muito diferente dos Estados Unidos”, afirma Junior.

No Vale do Silício, falhar é encarado algo bom, na verdade – e aumenta suas chances de sucesso futuro. “Por lá, empreendedor que já falhou tem mais chances de receber investimentos porque mostrou capacidade de reação e aprendeu com os erros”, conta o empreendedor.

Mas ao pensar sobre fracasso, você precisa ter o filtro correto para não deixar a ideia escapar. “Encarar os erros como ensinamentos e entender que falhar é parte do jogo torna as coisas mais fáceis e suportáveis”, salienta.

Foco é a palavra de ordem para você conseguir alcançar os objetivos traçados no caminho, mesmo que em alguns momentos pareça que está tudo dando errado. “Por fim, buscar o equilíbrio mental e o foco são fundamentais. Nas vitórias, tendemos a nos render à vaidade e ao orgulho. E nas derrotas nos entregamos ao desânimo e a depressão. Mentalize seus objetivos, foque nos caminhos que vão leva-lo até eles e siga firme em frente”, afirma.

É importante que você tenha noção de que para ser uma exceção, você não pode pensar da maneira comodista que a maior parte das pessoas. “Se você quer chegar onde poucos chegaram, precisará fazer o que poucos têm coragem e disposição para fazer”, completa.

                   O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?                  

Moysés Peruhype Carlech

Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”, sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial da Startup Valeon.

Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?

Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu WhatsApp?

Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.

A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e eficiente.  Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e aumentar o engajamento dos seus clientes.

Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. – Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o próximo nível de transformação.

O que funcionava antes não necessariamente funcionará no futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo aquilo que é ineficiente.

Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde queremos estar.

Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que você já sabe.

Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na internet.

Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar você para o próximo nível.

Aproveite essa oportunidade para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.

Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

 

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

HACKER DE ARARAQUARA FEZ AFIRMAÇÕES FALSAS NA CPMI DE 8/1 SOBRE O CÓDIGO-FONTE DAS URNAS

 

Jornal Estadão

O que estão compartilhando: trecho em vídeo do depoimento do hacker Walter Delgatti Neto à CPMI do 8 de Janeiro. Ele diz que “um único técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia votar por milhões de brasileiros” se adulterasse o código-fonte das urnas eletrônicas.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O código-fonte das urnas é auditado por órgãos independentes como Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas da União, Forças Armadas, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e partidos políticos. Uma função maliciosa inserida por um técnico do Tribunal teria que enganar seus colegas de equipe e os peritos de todas essas instituições. Especialistas em computação disseram ao Verifica que um ataque perpetrado por sabotador interno é um assunto pertinente a qualquer sistema eletrônico, mas que a hipótese levantada por Delgatti não é simples de executar.

Foto: Reprodução© Fornecido por Estadão

Saiba mais: Nas redes sociais, viralizou um trecho do depoimento de Walter Delgatti Neto (pode ser visto neste link de 2:21:50 a 2:27:00) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. O vídeo, de aproximadamente cinco minutos, acumula até o momento 600 mil visualizações, 30 mil curtidas e 27 mil compartilhamentos no Facebook.

Delgatti ficou famoso por ter hackeado o celular de autoridades em 2019, no caso que ficou conhecido como Vaza Jato. Na última segunda-feira, 21, ele foi sentenciado a 20 anos e 1 mês de reclusão e 736 dias-multa pela invasão dos equipamentos. Dias antes, em 17 de agosto, ele prestou depoimento à CPMI sobre uma conversa que teria tido com Jair Bolsonaro no ano passado, no qual o ex-presidente teria perguntado ao hacker se seria possível invadir as urnas eletrônicas.

O hacker Walter Delgatti prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do dia 8 de Janeiro realizada em 17 de agosto no Senado Federal. Foto: WILTON JUNIOR//ESTADAO© Fornecido por Estadão

Ao ser questionado pelo deputado Arthur Maia sobre o código-fonte (conjunto de instruções, escritas em linguagem de programação, que ditam o comportamento de um programa) das urnas eletrônicas, o hacker disse que um único técnico do TSE, se mal-intencionado, poderia adulterar o código mudando o voto de milhões de brasileiros. Diego Aranha e Eduardo Lopes Cominetti, dois especialistas em computação consultados pelo Estadão Verifica, explicaram que Delgatti simplificou grosseiramente uma questão complexa.

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública para tratar sobre a segurança do sistema eletrônico de votação, bem como a implementação do voto impresso nas eleições gerais de 2018, conforme exigência prevista na Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015. À mesa, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Diego de Freitas Aranha. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
  • Diego Aranha é professor do Departamento de Computação da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Nas edições de 2012 e 2017, do Teste Público de Segurança (TPS) promovido pelo TSE, equipes coordenadas por ele identificaram vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação que posteriormente foram corrigidas.
  • Eduardo Lopes Cominetti é doutorando em Engenharia da Computação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do relatório que mostrou serem infundadas alegações sobre falhas nas urnas eletrônicas que vieram à tona após o 2° turno das eleições do ano passado.

De fato, a equipe técnica do TSE possui acesso privilegiado ao código-fonte, mas os especialistas citam etapas de fiscalização que poderiam frustrar as intenções de um sabotador, como o teste de integridade, a inspeção do código-fonte e a cerimônia de lacração. Tudo isso ocorre antes das eleições e faz parte de um calendário de auditorias do sistema de votação.

TSE explica que a fiscalização pública de todos os procedimentos que envolvem o processo eleitoral e a assinatura digital (recurso que garante autenticidade a um software) são os mecanismos que impedem que o código-fonte das urnas eletrônicas seja adulterado por pessoas mal-intencionadas de fora da instituição ou até mesmo pessoas que integram a Justiça Eleitoral.

Cominetti lembra que a equipe técnica do TSE é composta por várias pessoas e que mesmo que elas entrassem em acordo a respeito de uma eventual modificação no código, teriam que agir sem que os demais funcionários do TSE descobrissem.

Apesar de o sistema eletrônico de votação brasileiro ser alvo de diversas auditorias realizadas antes, durante e após as eleições, os dois especialistas explicam que há aperfeiçoamentos que poderiam ser feitos. Aranha argumenta que atualmente o sistema eletrônico de votação brasileiro permite que um candidato perdedor alegue sem evidência que houve fraude interna, dadas as limitações do sistema.

Os dois citam como possibilidade de melhoria o uso de sistemas com verificação fim-a-fim (end-to-end ou E2E), que definem como “o estado da arte em sistemas de votação eletrônica”. “Estes sistemas permitem que o eleitor verifique o correto registro de seu voto na urna e seu uso para o cálculo do resultado final. Este é um dos atuais focos de pesquisa no convênio USP-TSE a respeito de melhorias no processo eleitoral brasileiro”, explica Cominetti.

Conhecimentos de Delgatti sobre o sistema eletrônico de votação sob suspeita

Folha revelou que Delgatti foi rotulado como leigo entre militares. De acordo com a reportagem, no dia 10 de agosto de 2022, a pedido do então presidente da República Jair Bolsonaro, o hacker foi até a sede do Ministério da Defesa e se encontrou com um dos técnicos das Forças Armadas que integrava a equipe de fiscalização do processo eleitoral. Ele teria percebido na conversa que Delgatti não tinha conhecimento em profundidade do sistema eleitoral.

Os dois especialistas ouvidos pelo Estadão Verifica identificaram que, no vídeo alvo desta checagem, o hacker fez uma alegação técnica inconsistente e disseminou informações erradas sobre o TSE e o campo da computação no Brasil.

Hacker Walter Delgatti durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro, em 17 de agosto. Foto:© Fornecido por Estadão

Aranha e Cominetti estranharam que Delgatti tenha sugerido o uso de inteligência artificial (IA) em um suposto ataque interno — ou seja, cometido por um técnico do TSE — às urnas eletrônicas. Para ambos, uma adulteração maliciosa no código-fonte dos equipamentos seria feita com recursos básicos de programação e não com algo sofisticado como é a IA.

Na lógica do hacker, a IA alteraria sutilmente o resultado das urnas para que a fraude não ficasse escancarada. “(A pessoa mal-intencionada) faz algo que soe que seja de verdade e não um algoritmo. Inclusive, o algoritmo é a inteligência artificial, porque ela tem essa inteligência de manipular o voto caso haja alguém mal-intencionado no TSE”, disse o hacker durante a CPMI.

Na avaliação de Diogo Aranha, “não faz sentido algum assumir que uma adulteração do software envolveria ‘inteligência artificial’”. O professor explica que, na realidade, uma alteração mais simples seria mais difícil de detectar. “Para minimizar as chances de detecção, um fraudador hipotético na verdade tentaria injetar a adulteração mais simples e sorrateira possível na base com dezenas de milhões de linhas de código”, disse. “Qualquer coisa mais sofisticada do que o mínimo necessário poderia despertar desconfiança”.

Aranha chama a atenção para o fato de Delgatti ter dito que algoritmo e inteligência artificial são a mesma coisa: “mostra que o indivíduo tem no máximo conhecimento extremamente superficial sobre ambos”.

Cominetti concorda que a menção do hacker à inteligência artificial durante o depoimento denota sua falta de conhecimento sobre o assunto. “Soa estranho para um técnico o uso do termo ‘IA’ para descrever condições simples e determinísticas em um código”, opinou. “Isso é algo que qualquer programador aprende a fazer nas primeiras aulas sobre programação em qualquer curso sobre o tema. IA é um termo usado para técnicas muito mais avançadas que envolvem aprendizado e capacidade de reconhecer padrões”.

De acordo com Aranha e Cominetti, Walter Delgatti mentiu ao dizer que um único funcionário do TSE, o matemático Giuseppe Dutra Janino, aposentado em 2021, teria monopolizado, por anos, o acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas. Delgatti faz as alegações falsas no momento em que responde à pergunta do deputado Arthur Oliveira (União-BA) sobre quem seriam as pessoas que teriam acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas dentro do TSE. Segundo o hacker, Janino teria sido o único a ter acesso ao código-fonte entre 1998 e 2019.

“Em 1998, ele já havia feito um curso de algoritmos. Em 1998, ninguém sabia o que era isso aqui no Brasil e ele fez um curso na França”, afirmou Delgatti. “Então, eu achei estranho eles darem poder a apenas uma pessoa, porque outra pessoa no lugar dele ou até ele tem o poder de decidir o resultado de uma eleição. Ele vota por 200 milhões de habitantes caso ele tenha essa má intenção”.

Aranha afirma que a fala do hacker não faz sentido. “Alegar que em 1998 ninguém sabia o que era algoritmo no Brasil é uma loucura. A Unicamp (Universidade de Campinas) criou seu Bacharelado em Ciência da Computação já em 1969?, explicou.

Cominetti confirma que técnicos brasileiros têm conhecimento sobre algoritmos desde a década de 1950 e lembra que o primeiro computador brasileiro, o Patinho Feito, foi construído na década de 1970. O especialista diz ainda que a equipe do TSE sob responsabilidade do código-fonte nunca foi composta por uma única pessoa.

“Nem faria sentido isso: trata-se de um sistema complexo, que não poderia ser desenvolvido por apenas um funcionário”, afirmou. “A própria equipe de técnicos das Forças Armadas afirmou em seu relatório que o sistema era grande demais para ser avaliado em sua completude, então é fácil imaginar, mesmo para um leigo, que construí-lo não é uma tarefa para uma só pessoa”.

Verifica entrou em contato com defesa de Delgatti, mas não houve retorno até o momento.

Esse conteúdo também foi checado pelo Aos Fatos.

MINISTRO CONSERVADOR ZANIN DO STF IRRITA GRUPOS DE DIREITA E DE ESQUERDA COM O SEU VOTO

 

História por CATIA SEABRA E CÉZAR FEITOZA • Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Indicado pelo presidente Lula (PT) para o STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Cristiano Zanin acumulou críticas de aliados do petista e elogios de opositores nesta quinta-feira (24) pelo voto solitário contra a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.

Grupos de troca de mensagens de políticos do PT e de esquerda entraram em polvorosa na tarde e noite desta quinta, de acordo com relatos feitos à reportagem.

Nas trocas de mensagens, o voto foi chamado de lastimável e até trágico. Militantes petistas também estenderam críticas a Lula, afirmando que, na indicação, o presidente não pesou as opiniões do ministro sobre temas caros para a base do PT, como as questões sociais.

Outro integrante da cúpula do partido disse que Lula tem histórico de erros nas indicações para a corte, mas destacou ser ainda cedo para uma conclusão sobre o desempenho de Zanin com base nas recentes votações.

Na condição de anonimato, deputados petistas lembraram que Zanin realça em sua biografia o fato de ser casado com a mesma mulher há 20 anos e que demonstra ser conservador e apegado ao formalismo, tendo apenas compromisso com Lula e com questões relativas ao regime democrático.

Um dos poucos a comentar abertamente o voto do ministro, o deputado Zeca Dirceu (PR), líder da bancada do PT, defendeu Zanin. “É muito cedo para fazer avaliação. Tenho plena confiança que ele será um excelente ministro”.

Alguns apoiadores de Lula foram às redes sociais manifestar descontentamento com Zanin.

“Defenderei o voto no Lula em 2022 até a morte, mas classifico esse como seu maior erro até agora. Imperdoável, inexplicável e inaceitável. Temos agora 3 ministros ultraconservadores na corte”, escreveu o influenciador Felipe Neto.

“Lamentável o voto de Zanin. Descriminalizar a posse de drogas é essencial para combater o encarceramento em massa e a suposta ‘guerra às drogas’, que afeta sobretudo pobres e negros. A próxima indicação de Lula ao STF deve representar as lutas democráticas e progressistas”, escreveu a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP).

“Mais do que nunca, precisamos de uma ministra negra e progressista no STF”, completou Erika Hilton (PSOL-SP).

Já políticos de centro-direita e de direita felicitaram o voto do ex-advogado de Lula.

“O [voto de] Zanin não me surpreende pelo fato de eu ter tido a oportunidade de recebê-lo antes de ele ser elevado à função de ministro pelo Senado. Ele disse de forma clara e definitiva isso: ele, além de ser homem de família, tinha as convicções dele em defesa de uma sociedade saudável”, afirmou o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica no Congresso.

“Ele não enganou ninguém. Ele não foi o primeiro ministro indicado pela esquerda a fazer essa promessa [contra as drogas]. Todos os ministros andaram pelo Senado, fizeram a mesma promessa e traíram a palavra. E o Zanin, de forma firme, demonstra que tem berço, formação e vai se comportar como prometeu.”

O deputado bolsonarista Filipe Barros (PL-PR) destacou o que classifica como respeito às decisões do Congresso. “O voto do ministro Zanin demonstra o respeito à nossa Constituição Federal, que prevê a independência e harmonia entre os Poderes. O Congresso Nacional já se manifestou recentemente, no mínimo, duas vezes sobre o tema. Nessas ocasiões, decidiu que é crime o porte de drogas.”

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) corroborou a avaliação: “Foi uma grata surpresa. O julgamento é uma usurpação do trabalho que já fizemos duas vezes no Congresso Nacional em menos de 13 anos. O STF não está respeitando uma decisão do Congresso, mas essa posição do ministro Cristiano Zanin é uma posição que vai ao encontro do que os parlamentares fizeram.”

Menos de um mês após sua posse no STF, Zanin também tem acumulado outros posicionamentos em julgamentos contrários à expectativa de parte dos apoiadores de Lula.

Na última semana, o ministro apresentou relatório para manter a condenação de dois homens acusados de furtar um macaco de carros, dois galões com combustível e uma garrafa enchida pela metade com óleo diesel –itens que, juntos, foram avaliados em R$ 100.

A defesa da dupla pedia o reconhecimento do princípio de insignificância, argumentando que os produtos furtados tinham baixo valor e foram recuperados pela vítima.

Zanin, porém, decidiu manter a condenação. Ele citou o entendimento do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que defende que as circunstâncias do crime de furto qualificado e a reincidência de um dos autores impedem a aplicação do princípio de insignificância.

“Tais condutas (reincidência e furto qualificado) denotam total desprezo pelos órgãos de persecução penal, como se as suas condutas fossem criminalmente inalcançáveis”, disse o ministro.

Zanin ainda foi criticado por apoiadores de Lula por ter sido o único ministro do Supremo a votar contra a tipificação da homotransfobia como crime de injúria racial.

Após a repercussão negativa, o gabinete do ministro divulgou mensagem rebatendo as críticas, dizendo que a decisão se deu por questões processuais.

“Ele entende, e transcreve de forma fundamentada em seu voto, que o mérito do julgamento não poderia ser alterado por embargos de declaração, que servem apenas para esclarecer omissão, obscuridade, contradição ou erro material no julgado”, diz o texto.

O ministro também integrou a maioria do STF que decidiu mudar regra e permitir que juízes atuem em processo de clientes de escritórios de advocacia que tenham parentes dos próprios magistrados em seus quadros.

A regra examinada no Supremo afeta o próprio Zanin, que era sócio da esposa, a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins, e outros ministros que têm esposas e filhos na advocacia, casos de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

Ex-advogado de Lula, Zanin foi indicado pelo presidente para uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal após a aposentadoria de Ricardo Lewandowski.

No périplo pelo Senado, em busca de apoio, ele apresentou posições conservadoras para aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como Damares Alves (Republicanos-DF) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), e ganhou elogios de opositores de Lula.

Damares, por exemplo, considerou Zanin “muito inteligente”, “gostou muito dele como pessoa” e pediu que “ele fosse o ministro das crianças no STF”.

Zanin teve sua indicação ao STF aprovada pelo Senado por 58 votos a 18.

PRESIDENTE DA CPMI DE 8/1 AMEAÇA OPOSIÇÃO DE SÓ PAUTAR PEDIDOS DA SITUAÇÃO

História por Weslley Galzo • Jornal Estadão

BRASÍLIA – O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, Arthur Maia (União Brasil-BA), prometeu pautar todos os requerimentos apresentados até o momento após ser chamado de “pizzaiolo” pelo deputado Mauricio Marcon (Podemos-RS). Maia vinha resistindo em colocar em votação pedidos como a quebra de sigilo do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentados por parlamentares governistas.

“Presidente, eu vou alertar, o senhor vai ser o pizzaiolo dessa pizza que está sendo gestada nessa CPMI. O seu nome vai entrar para a história como aquele que deixou virar pizza essa CPMI”, disse Marcon. O deputado cobrou que Maia determinasse busca e apreensão no Ministério da Justiça para obrigar o ministro Flávio Dino a liberar as imagens da pasta.

O presidente da CPMI, deputado federal Arthur Maia prometeu colocar requerimentos em votação. Crédito: Bruno Spada/ Agência Câmara Foto: DIV© Fornecido por Estadão

Maia disse que não seria “doido” de tomar tal decisão e frisou que a CPMI não tem poder para determinar medidas coercitivas. Em resposta a Marcon, o presidente da CPMI partiu para ofensiva. Ele autorizou o secretário-geral da comissão a pautar todos os requerimentos protocolados até o momento.

“Se vossa excelência quiser eu me retiro do acordo e boto todos os requerimentos que estão aí para votar na próxima reunião e esse será o resultado da CPMI”, disse Maia. “A responsabilidade dessa votação e da falta de acordo eu vou atribuir a vossa excelência”, completou.

Após a sessão, o presidente da CPMI recuou. Os parlamentares de oposição fizeram apelos para que não pautasse todos os requerimentos e persistisse com a tentativa de acordo entre os dois blocos da comissão.

Maia afirmou que tentará mais uma vez costurar um acordo até a próxima sessão deliberativa, mas, caso não aconteça, pautará todos os pedidos de documentos e convocações. Depois da discussão, Maia foi até o gabinete da relatora Eliziane Gama (PSD-MA) acompanhado do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Sem Partido-AP).

Caso Maia mantivesse a promessa, os parlamentares da base bolsonarista serão os mais prejudicados, pois o governo deseja aprovar quebras de sigilo do ex-presidente Jair Bolsonaro, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e do general Mauro Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

Maia tem sido acusado pelos governistas de obstruir os requerimentos da maioria para acomodar interesses da oposição. O presidente da CPMI tem feito acordos com os dois blocos para garantir que as pautas de ambos sejam apreciadas. Na última terça-feira, 22, os dois lados se recusaram a firmar acordo e coube a ele decidir sozinho a pauta da sessão deliberativa desta quinta-feira, que aprovou as quebras de sigilo da deputada Carla Zambelli (PL-SP) e do hacker Walter Delgatti Netto. Maia, no entanto, retirou de votação os pedidos da relatora que mirava aliados do ex-presidente Bolsonaro.

 

BRICS TERMINA E O BRASIL SAI SEM TER VANTAGENS CONCRETAS

História por Mateus Maia • Poder360

15ª Cúpula do Brics, realizada em Joanesburgo, na África do Sul, terminou nesta 5ª feira (24.ago.2023) com o fortalecimento da China e da Índia na influência sobre o bloco com a adesão de 6 novos países. O Brasil, porém, sai sem ter conseguido avançar em vantagens concretas. Aceitou a promessa de um apoio vocal, porém estéril, para pressionar o Conselho de Segurança da ONU a admitir novos integrantes permanentes. Ainda assim, o bloco amplia sua relevância internacional no objetivo de se contrapor aos grupos dos países ricos, em especial o G7, liderado pelos Estados Unidos.

O Brics, composto atualmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciou o início do processo de expansão do bloco –leia aqui (329 KB) a declaração final do encontro. Eis os 6 países que integrarão o grupo a partir de janeiro de 2024:

  • Argentina;
  • Arábia Saudita;
  • Egito;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Etiópia;
  • Irã.

O último país anunciado para o rol de novos participantes foi a Etiópia. O país africano entrou na lista no último dia de negociações a pedido da África do Sul para dar mais representatividade ao continente, que já tinha o Egito na lista dos postulantes.

Com a nova composição, a população do grupo passou de 41% para 46% do planeta, especialmente pela presença de Índia e China, os mais populosos do mundo. Já o PIB (Produto Interno Bruto) do bloco expandido pode chegar a US$ 32,9 trilhões em 2024, de acordo com projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional). O valor representaria 29,7% do PIB global.

A soma do PIB dos atuais integrantes atingiu US$ 25,9 trilhões, tendo representado 25,5% da atividade econômica global. Os dados são do Banco Mundial para o ano de 2022.

Na declaração final divulgada pela cúpula, os países, no entanto, preferiram divulgar o PIB por paridade de compra, que será de 36,6% do total mundial com os novos países. O dado considera o poder de compra da moeda de um país internacionalmente. O parâmetro é mais benevolente para os países em desenvolvimento porque reduz os efeitos da conversão de moedas desvalorizadas em relação ao dólar.

A expansão atual é a maior da história do bloco, que foi formado em 2001 apenas por Brasil, Rússia, Índia e China. A África do Sul foi incorporada em 2011, também a pedido dos chineses. O Brasil, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inicialmente era contrário à inclusão de novos países sem antes definir critérios claros para isso. 

Até a realização desta cúpula, não havia nenhum mecanismo estabelecido de adesão ao Brics, com procedimentos regulares e normatizados. Listas de interessados chegaram a 23 países, mas, até então, as manifestações eram informais. 

Na prática, o Brics é um clube de amigos.

A parceria dos 5 países é uma associação que promove reuniões regulares e incentiva acordos e protocolos de cooperação em diversas áreas de interesse comum, mas é uma associação política vaga, sem sede e que sequer tem uma página oficial na internet. O que existem são os endereços criados na web para as diversas reuniões, como site da 15ª cúpula na África do Sul, que mostra uma linha do tempo sobre a evolução da associação.

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entidade do governo federal, tem uma página antiga, de 2014, dizendo o que é o Brics. O Poder360 preparou um material didático sobre o grupo e um vídeo a respeito (2min5s).

Agora, com o anúncio de novos integrantes, o bloco vai definir quais serão essas regras. Grande bandeira do Brasil, tais normas, entretanto, serão vagas o suficiente para que os países se comprometam sem ficar desconfortáveis.

VITÓRIA DE PEQUIM

O crescimento do bloco é uma vitória dos chineses.

Xi Jinping disse na 4ª feira (23.ago.2023), 2º dia da cúpula, que o bloco precisa fazer “um bom uso do formato de cooperação” e “acelerar o processo de expansão para incluir o maior número de países”. O presidente chinês quer usar o Brics como contraponto ao G7, liderado pelos Estados Unidos, e ao G20 nos debates internacionais.

A expansão também conta com o apoio da Índia.

Lula endossou a adesão de novos integrantes com a justificativa de que Pequim sinalizaria apoio à entrada de mais países no Conselho de Segurança da ONU, pleito historicamente defendido pelo petista. 

Na prática, no entanto, o cenário deve ser outro. Isso porque essa instância das Nações Unidas só será reformada se seus 5 integrantes permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) votarem de maneira unânime –o que não deve acontecer em um futuro próximo.

O Brasil se esforçou, durante as negociações, para que a citação ao Conselho de Segurança estivesse tanto nas diretrizes para novos integrantes do Brics, quanto na declaração oficial da 15ª Cúpula.

O ponto 7 da declaração conjunta diz que o Brics:

  • defende “uma compreensível reforma da ONU, inclusive no Conselho de Segurança, com uma visão de deixá-lo mais democrático, representativo, efetivo e eficiente”;
  • apoia o aumento da representação de países em desenvolvimento nas diferentes formas de associação existentes para que o órgão possa responder “adequadamente” aos desafios globais;
  • endossa as aspirações “legítimas” dos países emergentes como o Brasil, a Índia e a África do Sul de terem papéis mais importantes na ONU, inclusive no Conselho de Segurança.

Os norte-americanos não pretendem ceder a troco apenas de uma pressão de alguns países. O Brasil se esforçou, durante as negociações, para que a citação ao Conselho de Segurança estivesse tanto nas diretrizes, quanto na declaração oficial da cúpula, o que foi feito. Mas, na prática, o efeito disso é zero. Por isso, o Brasil deixa a África do Sul sem ter conseguido manter sua posição no bloco que ajudou a criar. 

Embora Lula tenha falado ao final da cúpula sobre o fortalecimento da democracia, os novos integrantes do Brics dão margem a cobranças a respeito do descumprimento de direitos humanos e de valores democráticos, principalmente a Arábia Saudita e o Irã. China e Rússia também são contestadas. 

Em entrevista a jornalistas em Joanesburgo, Lula minimizou a questão. Disse que “não quer saber” sobre a posição ideológica dos chefes de Estados dos novos países. Para Lula, o que importa é a influência geopolítica de cada um.

Leia abaixo os principais temas de destaque da Cúpula do Brics: 

  • moedas locais – o bloco avançou pouco na criação de uma unidade de referência comum para transações comerciais e investimentos, tema discutido desde 2009. O tema é defendido por Lula e tem apoio dos demais países do grupo;
  • contraponto ao G7 – Lula afirmou que o grupo formado pelas 7 economias mais desenvolvidas do Ocidente e lideradas pelos Estados Unidos é um “clube dos ricos” que já “teve papel importante”. Afirmou que, agora, o Brics consolidou sua relevância na política global: “Qualquer ser humano que quiser discutir a geopolítica de qualquer coisa vai ter que conversar com o Brics também. Não é só com os Estados Unidos e não é só com o G7”;
  • ampliação do Conselho de Segurança da ONU – questão entrou na declaração final da cúpula e foi usada como moeda de troca para que Lula apoiasse a China na entrada de novos países no Brics. Em entrevista a jornalistas, Lula disse ter esperança de que os países integrantes permanentes da ONU –Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido– aceitem a entrada de nações em desenvolvimento no Conselho de Segurança. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta 5ª feira (24.ago.2023) que “a estrutura global de hoje”, incluindo o Conselho de Segurança da ONU –criado ao fim da 2ª Guerra Mundial, “reflete o mundo de ontem”.
  • guerra na Ucrânia – o tema ficou em 2º plano durante a cúpula, com a presença da Rússia. Lula criticou o conflito em reunião aberta com os líderes do bloco. Em fala logo antes do presidente russo, Vladimir Putin, que participou por videoconferência, o petista afirmou que o conflito evidencia as limitações do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). “Todos sofrem as consequências da guerra. As populações mais vulneráveis, em desenvolvimento, são atingidas proporcionalmente. A guerra na Ucrânia evidencia as limitações do Conselho de Segurança. Muitos outros conflitos estão por vir”, disse.

Moedas locais e unidade de referência

O 2º principal tema da cúpula foi a criação de uma unidade de referência comum para transações comerciais e investimentos dentro do bloco. O assunto, discutido desde 2009, tinha arrefecido nas negociações iniciais, mas Lula retomou o tema durante o retiro dos chefes de Estado, na 3ª feira (22.ago.2023).

Antes disso, em sua live semanal, ele disse que o uso de uma moeda de negócio entre o Brasil e os outros países do Brics não significaria negar o dólar.

“Colocar uma moeda de negócio entre Brasil e outros países não é negar o dólar. O dólar vai continuar com o valor que ele tem. Mas não precisamos se não tivermos dinheiro para comprar dólar. Negociaremos nas nossas moedas”, disse em sua live semanal “Conversa com o presidente”.

Lula citou como exemplo a ajuda que o Brasil pode dar para a Argentina. De acordo com ele, o país pode ajudar o vizinho com yuans, a moeda chinesa, em vez de enviar dólares. No dia seguinte, na 4ª feira (23.ago), o ministro da Fazenda, Fernando Haddadanunciou que o governo brasileiro já havia proposto ao país vizinho garantir as exportações para aquele país em yuan.

O presidente russo, Vladimir Putin, também é favorável à ideia. Em plenária da cúpula na 3ª feira (22.ago), disse que as operações com dólar no grupo já estão caindo, e que, em 2022, só 28,7% das negociações usaram a moeda norte-americana. 

Não foi a 1ª vez que ele defendeu o uso de uma moeda local. Em julho, durante reunião com a presidente do NBD, Dilma Rousseff, Putin afirmou que a moeda norte-americana é usada como instrumento político e o Brics precisava de uma alternativa.

Na declaração final, assinada pelos 5 chefes de Estado do Brics, o tema foi tratado como algo para o futuro. Criou-se uma tarefa para que os ministros da Fazenda e afins de cada nação estude o tema e leve sua proposta para a próxima Cúpula do bloco, em 2024, na Rússia.

“Nós expressamos a importância de encorajar o uso de moedas locais em transações internacionais e financeiras entre os países do Brics, assim como seus parceiros comerciais”, escreveram.

Nos bastidores, a ideia é criar uma unidade de referência, que já é chamada informalmente de R5 para facilitar o comércio entre os países do grupo com moedas locais.

GUERRA NA UCRÂNIA

Entre os discursos oficiais dos chefes de Estado, o presidente Lula foi o mais enfático sobre a guerra da Ucrânia, o que causou algumas respostas, mas sem que o tema virasse uma pauta generalizada durante a cúpula.

Em fala logo antes de Putin, que participou por videoconferência, o petista afirmou que o conflito evidencia as limitações do Conselho de Segurança da ONU.

Assista ao momento em que Lula fala da guerra (1min45s):

https://youtube.com/watch?v=Ui085MgITVs%3Fautoplay%3D0%26mute%3D1%26enablejsapi%3D1

O presidente brasileiro também declarou estar pronto para participar de qualquer grupo que possa negociar a paz e um cessar-fogo: “Não subestimamos as dificuldades para alcançar a paz, tampouco podemos ficar indiferentes às mortes e à destruição que aumentam a cada dia. O Brasil não contempla fórmulas unilaterais para a paz. Estamos prontos para nos juntar a um esforço que possa efetivamente contribuir para um pronto cessar-fogo e uma paz justa e duradoura”.

Na declaração final do Brics, o tema foi tratado de forma discreta. No documento, as nações criticam a ONU e citam a Ucrânia em uma única parte do texto, onde os países recordam as “posições nacionais” sobre a guerra já expressas anteriormente. 

“Registramos com apreço propostas relevantes de mediação e bons ofícios que visam a resolução pacífica do conflito através do diálogo e da diplomacia, incluindo a Missão de Paz dos Líderes Africanos e o caminho proposto para a paz”, declararam.

Em outro ponto do documento, que não cita a Ucrânia, os países se disseram “preocupados com os conflitos em curso em muitas partes do mundo”. Eles falaram mais uma vez no “compromisso com a resolução pacífica de diferenças e disputas através do diálogo e de consultas inclusivas de forma coordenada e cooperativa”.

Apesar de ter encontrado pouco eco para suas declarações sobre a guerra nos outros países do Brics, a diplomacia brasileira encarou como natural os discursos do petista. Isso porque o Brasil é independente e neutro internacionalmente ao longo da história, por isso, seria coerente Lula repetir o que tem sempre dito sobre o tema mesmo na presença de outros países que não pensem da mesma forma.

BRICS & BANCO DO BRICS

É importante notar que há diferença entre Brics (uma parceria amigável entre 5 países para discutir interesses comuns) e o Banco do Brics (uma entidade concreta e formal, com recursos próprios e não por acaso com uma luxuosa sede em Xangai, na China). O Poder360 fez uma descrição do que é o Banco do Brics e um vídeo didático (1min39s) sobre como funciona a instituição.

No caso do Banco do Brics, cujo nome formal é Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês, de New Development Bank), os fundadores são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Hoje, o NDB está sob comando da ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff (o cargo tem ocupação rotativa e Dilma fica na cadeira até julho de 2025).

Criado em 2015, o NDB tem um processo formal de entrada de novos membros. Além dos 5 fundadores, já ingressaram na instituição Bangladesh e Emirados Árabes Unidos (em 2021) e Egito (em 2023). O Uruguai está em processo de admissão avançado.

Como o NDB é um banco, um dos critérios mais concretos para entrar como membro é fazer um depósito para se tornar sócio. Os 5 sócios iniciais depositaram US$ 10 bilhões cada um para formar a instituição. Bangladesh entrou com US$ 942 milhões. Egito, com US$ 1,196 bilhão. E Emirados Árabes com US$ 556 milhões. Esses dados estão no site oficial do Banco do Brics em agosto de 2023.

 

SE ENTREGOU A UMA PRISÃO DE ATLANTA NÃO POR TER COMETIDO UM HOMICÍDIO E SIM POR TER FEITO UMA LIGAÇÃO

 

História por admin3 • IstoÉ

Donald Trump se entrega em uma prisão de Atlanta© Fornecido por IstoÉ

Ex-presidente dos EUA é investigado na Geórgia em um processo criminal em que é acusado de tentar reverter a sua derrota naquele estado nas eleições presidenciais de 2020. Ele deve pagar fiança e ser liberado.O ex-presidente americano Donald Trump TRUMP se entregou nesta quinta-feira (24/08) em uma prisão de Atlanta, na Geórgia, no âmbito de um processo criminal em que é acusado de tentar reverter a sua derrota no estado nas eleições presidenciais de 2020.

Na terça-feira, o republicano anunciou em sua rede social, a Truth Social, que se apresentaria à Justiça. Na mensagem, Trump afirmou que a sua “viagem” à cidade de Atlanta não seria por ter cometido um homicídio, mas por ter “feito uma ligação”.

O ex-Presidente referia-se a um dos principais trunfos da acusação: a gravação em que o ex-presidente pede ao secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, para “encontrar” votos suficientes para vencer naquele estado, com o intuito de afastar o então candidato presidencial democrata, o atual presidente Joe Biden, da Casa Branca. A chamada telefônica em questão foi feita em 2 de janeiro de 2021.

Este é o quarto processo criminal contra o ex-presidente dos Estados Unidos e o segundo em que é acusado de tentar subverter os resultados da votação.

A previsão é que Trump fosse libertado da prisão do condado de Fulton, em Atlanta, depois ouvir os termos da acusação e concluir os procedimentos judiciais. O ex-chefe de Estado poderia ter que tirar uma “mug shot”, a tradicional foto dos detidos, um procedimento habitual em alguns estados americanos e algo que, até então, Trump havia conseguido evitar.

Na segunda-feira, a fiança de Trump neste processo foi fixada em 200 mil dólares. Além disso, o ex-governante e atual candidato à nomeação republicana para as presidenciais de 2024 está proibido de contatar e de intimidar outros arguidos ou testemunhas do processo, inclusive nas redes sociais.

Outros investigados

A procuradora Fani Willis estabeleceu o prazo de até ao meio-dia desta sexta-feira (horário local) para que Trump e os restantes 18 arguidos do processo se entregassem na prisão do condado de Fulton para serem notificados.

Entre os acusados estão também o antigo advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, que se apresentou na quarta-feira, bem como o seu ex-chefe de gabinete, Mark Meadows, que se apresentou nesta quinta.

Willis propôs que a leitura das acusações aos arguidos decorra na semana de 5 de setembro e que o caso vá a julgamento em março.

Meadows foi liberado após coletar impressões digitais, fazer uma fotografia para o seu processo judicial, e pagar uma fiança de 100 mil dólares. Ele foi um dos primeiros republicanos a ficar do lado de Trump antes das eleições de 2016 e, desde então, tornou-se um dos seus homens de confiança, trabalhando para o ex-presidente como chefe de gabinete na Casa Branca entre março de 2020 e janeiro de 2021.

A procuradoria acusa-o de encorajar a crença na fraude e de pressionar para tentar adiar a sessão conjunta do Congresso de 6 de janeiro de 2021, quando a vitória de Biden foi certificada e o edifício do Capitólio atacado por uma multidão de apoiantes republicanos.

Giuliani, ex-advogado pessoal de Donald Trump e antigo autarca de Nova York, foi libertado após pagar fiança de 150 mil dólares. Aos 79 anos, ele é acusado de liderar os esforços de Trump para obrigar os legisladores estaduais na Geórgia e em outros estados a nomear ilegalmente eleitores favoráveis a Trump.

Além disso, ele é investigado por fazer declarações falsas e solicitar falsos testemunhos, conspirar para criar documentação falsa e pedir aos legisladores estaduais que violassem o seu juramento.

Giuliani negou qualquer irregularidade, argumentando que tinha o direito de levantar questões sobre o que acreditava ser uma fraude eleitoral. Classificou ainda a acusação de “uma afronta à democracia americana”.

Troca de advogado

Pouco antes de se apresentar nesta quinta, Trump decidiu substituir a equipe de advogados encarregados de sua defesa no caso contra ele na Georgia.

Segundo a CNN, Drew Findling, o advogado que defendeu Trump no caso, será substituído por Steven Sadow, um profissional com escritório em Atlanta cujo site o define como um “assessor jurídico especial para a defesa de crimes de colarinho branco e casos de alto perfil”.

Uma fonte próxima de Trump explicou à emissora que não se trata do desempenho de Findling, enquanto outra justificou a mudança porque Sadow é “o melhor advogado de defesa criminal da Geórgia”.

Em um comunicado, o novo advogado de Trump na Geórgia considerou que o ex-presidente nunca deveria ter sido acusado neste caso e é “inocente de todas as acusações contra ele”.

Também acrescentou que sua equipe espera que o caso seja arquivado ou que um júri de “mente aberta” acabe declarando Trump inocente. Ele também acusou os promotores de agirem a pedido dos opositores do republicano.

“Os promotores que tentaram promover ou servir as ambições dos opositores do [ex-] presidente [Trump] não têm lugar no nosso sistema judicial”, acrescentou o novo advogado do ex-presidente.

le (Lusa, EFE, ots)

A REFORMA TRIBUTÁRIA DEVE SER CONDUZIDA DE MANEIRA SÁBIA E TRANSPARENTE BUSCANDO A JUSTIÇA TRIBUTÁRIA

 

* Ruy Fernando Cortes de Campos e Marcela D’Andrea de Rosa

Não é nenhuma novidade que o sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. Com suas proporções continentais, o Brasil possui a União, 26 Estados, uma Unidade Federativa e 5.570 Municípios criando regras tributárias, ou seja, 5.598 entes federativos legislando sobre matéria tributária em suas mais variadas formas.

Essa fragmentação na estrutura tributária gera um ambiente de alta complexidade e falta de clareza em nosso sistema: cada ente federativo possui sua própria legislação, com diferentes impostos, alíquotas e obrigações. Assim, a diversidade de normas e procedimentos torna a compreensão e o cumprimento das obrigações tributárias um desafio constante para as empresas e demais contribuintes.

De maneira evidente, a complexidade e fragmentação que permeiam o campo tributário têm impactos significativos no progresso econômico do país. Isso ocorre porque, a miríade de tributos exigidos dos contribuintes, aliada à elevada carga tributária, desencoraja as atividades produtivas, dificulta o desenvolvimento empresarial e prejudica a atração de investimentos estrangeiros, resultando em encargos tributários substanciais para as empresas, o que afeta negativamente sua capacidade de investir, inovar e gerar empregos.

Adicionalmente, a excessiva burocracia, divergência de interpretações entre contribuintes e autoridades fiscais, entendimentos voláteis dos três Poderes, falta de acompanhamento do desenvolvimento da sociedade, são fatores da esfera tributária que agravam ainda mais o ambiente de negócios.

Ainda, destaca-se a existência de inúmeras obrigações fiscais e os procedimentos necessários para cumpri-las (os quais são complexos e demandam recursos significativos das empresas), além das frequentes alterações nas normas tributárias, que exigem que as empresas estejam constantemente atualizadas, se adaptando às novas regras e gerando custos adicionais para manter a conformidade tributária.

Em linhas gerais, o chamado “imbróglio tributário” é uma realidade que causa diversas implicações negativas, aumento da insegurança jurídica e dificulta a previsibilidade das empresas, resultando, na maioria das vezes, em situações em que é necessário recuperar impostos pagos indevidamente, afetando a saúde financeira, competitividade e capacidade de investimento e crescimento das empresas.

Para superar esse obstáculo, é indiscutível a necessidade de uma reforma tributária abrangente que simplifique o sistema, reduza a carga fiscal e garanta segurança jurídica aos contribuintes. Essas medidas são essenciais para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Todavia, sabe-se que alterar a estrutura e o funcionamento tributário de um país é uma tarefa complexa e repleta de complicações, uma vez que é uma reforma de grande envergadura e que envolve não apenas ajustes pontuais, mas uma reestruturação profunda de todo o sistema. Tanto é verdade que há mais de 30 anos se discute uma possível Reforma Tributária no Brasil.

No entanto, apesar do consenso sobre a necessidade de reforma, a implementação de mudanças significativas tem sido adiada por diversos motivos, incluindo interesses políticos, divergências entre os entes federativos e a complexidade do próprio sistema.

Posto isto, é de notório saber a existência de Propostas de Emenda à Constituição (PECs), atualmente em trâmite perante o Congresso Nacional, as quais objetivam promover mudanças significativas no sistema tributário brasileiro, cada qual com as suas características e propostas específicas, e com o objetivo comum de simplificar o sistema, reduzir a carga tributária e promover maior eficiência na arrecadação.

Novamente em evidência, a análise das propostas retomou sua posição de destaque na agenda legislativa, em virtude de sua importância para a economia nacional. Isso demonstra o empenho em alcançar um consenso político e técnico que possibilite as transformações necessárias no sistema tributário brasileiro. Tanto é que, em junho deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos de votação, a primeira etapa do texto base da reforma tributária, originada pela PEC 45/2019 – voltada, neste primeiro momento, para os impostos cobrados sobre o consumo. Cumprindo o rito da sua tramitação, a matéria seguirá para análise e, se for o caso, terá aprovação do Senado Federal.

Em apertada síntese, o principal ponto da referida proposta é a simplificação dos impostos sobre consumo, isto é, com a substituição dos cinco impostos existentes sobre os produtos (IPI, ICMS, ISS, PIS e COFINS) em um único Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) dual. Ou seja, em duas frentes: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), em substituição ao PIS e a COFINS, recolhido pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), em substituição ao ICMS e o ISS, compartilhado pelos estados e municípios – ambos que dependerão de lei complementar para constituí-los.

Somado a isto, destaca-se a criação do Imposto Seletivo (IS), no lugar do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sendo uma sobretaxa para produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como agrotóxicos, cigarros e bebidas alcoólicas, bem como a possibilidade de isenção e/ou redução no percentual de alíquotas dos bens e serviços considerados básicos e essenciais, setores os quais também serão definidos por lei complementar.

Prevê, ainda, um período de transição, tanto para a cobrança, como para a distribuição da arrecadação, passando a ter vigência integral em 2033, além da unificação da legislação de novos tributos e fundos para bancar créditos do ICMS até 2032 e para o desenvolvimento regional.

Sem necessidade de se aprofundar nos detalhes da proposta da reforma tributária, é possível constatar que aquilo que é visto como a solução para simplificar o sistema tributário, acaba por gerar inúmeras incertezas e inseguranças às empresas, em especial quanto à forma de cobrança dos tributos, às alíquotas que serão aplicadas, os benefícios que serão concedidos, os impactos setoriais e competitivos, os efeitos nos custos e planejamento financeiro, complexidade e adaptação de novas regras e às obrigações fiscais a serem cumpridas.

Diante desse cenário, é inegável que as empresas fiquem temerárias com o futuro próximo, vez que as mudanças na tributação podem afetar diretamente os seus custos operacionais, bem como sua capacidade de planejar e prever suas finanças. Essa incerteza sobre e como as mudanças tributárias impactarão os custos e o fluxo de caixa, pode dificultar a tomada de decisões estratégicas, como investimentos e expansões.

Assim sendo, é fundamental que qualquer processo de reforma tributária seja conduzido de maneira sábia e transparente, buscando soluções efetivas que promovam a simplificação e a justiça tributária, além de uma avaliação cuidadosa dos impactos setoriais, a fim de minimizar as incertezas e inseguranças das empresas e garantir um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico sustentável.

Portanto, é relevante ressaltar que, tanto o sistema tributário atual, quanto aquele que está por vir, geram inseguranças às empresas, seja devido à sua complexidade, seja pela falta de definições claras, ficando os contribuintes sem saber o que esperar. Aliás, alguém sabe?

Ruy Fernando Cortes de Campos e Marcela D’Andrea de Rosa são advogados da Maia & Anjos Sociedade de Advogados

FEIRA NAVALSHORE TEVE OTIMISMO E FORTE PRESENÇA DE EMPRESÁRIOS DO SETOR NAVAL

17ª edição da Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima

Afirmação é do ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, durante cerimônia de abertura da Navalshore, no Rio de Janeiro

Evento reúne cadeia da indústria naval em momento de novos investimentos e projetos

Transpetro anuncia encomenda de 25 navios, com entregas a partir de 2025

Otimismo e a forte presença de empresários do setor naval marcaram a abertura oficial da 17ª edição da Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima nesta terça (22). Considerado o principal encontro da indústria marítima da América do Sul, o evento reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores do mercado na Expomag, no Rio de Janeiro, até o dia 24 de agosto, para fomentar o debate e os negócios nesse ecossistema.

O evento, que reúne mais de 90 marcas expositoras e tem previsão de receber um público estimado em 10 mil profissionais, coincide com projetos e investimentos já confirmados que começam a aquecer a demanda nacional por novas embarcações dedicadas à atividade offshore e ao transporte marítimo de cargas bem como fomentar o movimento de definir novas estratégias para atingir, até 2050, a meta Net Zero Carbon (emissões zero) na indústria marítima.

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, falou durante a cerimônia de abertura. A presença dele reforça os bons ventos que sopram em direção à indústria marítima, que está em ascensão e com boas perspectivas para os próximos anos. Há 15 dias, o governo federal confirmou a inclusão do setor de petróleo e gás no PAC 3 (Programa de Aceleração do Crescimento). O presidente Lula declarou recentemente que planeja incentivar a construção de navios em solo brasileiro por meio de investimentos da Petrobras. Os investimentos podem chegar a R$ 323 bilhões.

“O presidente Lula incentiva o desenvolvimento do setor naval desde o seu primeiro governo. E agora há também uma posição estratégica que atende tanto ao agronegócio quanto aos setores de construção naval, defesa e transporte. Depois de uma estagnação de muitos anos, o setor naval já salta para o melhor dos anos, com investimentos e redução no valor das taxas de importação e de exportação, resultando em um crescimento de 6% nos primeiros seis meses do ano, ficando acima da média das outras atividades”, disse o ministro Márcio França.

O setor naval ainda conta com recursos oriundos dos planos de investimento da Petrobras, cujo Plano Estratégico 2023-2027 prevê a injeção de US$ 78 bilhões, para colocar em operação 14 novas plataformas nos próximos cinco anos. São quase US$ 100 bilhões previstos para serem investidos em projetos no período. Segundo a Petrobras, o objetivo é ampliar em 15% o volume de investimentos ao longo dos próximos cinco anos, além de injetar cerca de US$ 20 bilhões em novos afretamentos de plataformas.

O presidente da Transpetro, Sergio Bacci, também se mostrou confiante na retomada do setor. “Estar na Navalshore nesta nova fase de investimentos e de retomada da ampliação da própria Transpetro é fundamental. Nos próximos 25 anos, seremos reconhecidos [a Transpetro] como uma companhia conectada com um mundo sustentável rumo à transição energética justa”, declarou o presidente da subsidiária, que prepara a divulgação de um edital para a retomada de contratações de embarcações.

Bacci afirmou que recuperar o papel estratégico da Transpetro como braço logístico da Petrobras é uma das principais metas de sua gestão. Para isso planeja, como referência no mercado de óleo e gás, ampliar os negócios da subsidiária, prestando serviços de logística para outros países na margem equatorial. E também realizar parcerias com países asiáticos, citando a Coreia do Sul e a China como exemplos.

Ainda segundo Bacci, é preciso haver uma política de estado de longo prazo para fortalecer a indústria naval offshore. Isso inclui uma linha de crédito acessível e regras adequadas de conteúdo local, além de encomendas públicas e privadas de longo prazo.

“Estamos desenvolvendo em conjunto com a Petrobras o programa TP25, que celebra os 25 anos da empresa. Vamos construir 25 navios no Brasil e vamos bater quilha [cerimônia que marca o início da construção de um navio] em alguns navios da Transpetro em 2025, que vão apoiar a cabotagem e ajudar no equilíbrio de afretamentos dos navios da Petrobras. Mas não será a qualquer preço, nem será a qualquer prazo, porque nós não podemos errar de novo”, disse o presidente da empresa, ao relembrar alguns erros estratégicos de um passado recente da indústria.

O prazo para a construção da construção das embarcações, inicialmente, será de oito anos. A estimativa é que seja necessário um investimento preliminar de R$ 12,5 bilhões para cumprir essa meta, o que também dependerá, segundo o presidente da Transpetro, de concorrências e de modelos de financiamento e garantias contratuais. Tudo com fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Bacci prometeu o lançamento das licitações para janeiro de 2024, para navios gaseiros, embarcações para transportes de derivados claros e de derivados escuros.

Além do ministro Márcio França e do presidente da Transpetro, Sergio Bacci, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) Ariovaldo Rocha; a vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma)/ Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), Lilian Schaefer; o diretor de gestão de Programas da Marinha, Celso Mizutani Koga; o secretário de Estado de Energia e Economia do Mar do Estado do Rio de Janeiro, Hugo Leal; e o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vice-almirante Wilson Pereira de Lima Filho, compuseram a mesa de autoridades durante a abertura.

Na feira, estaleiros, fornecedores de navipeças e mais de 90 empresas nacionais e internacionais são expositoras. Entre alguns nomes estão Wartsila, Rolls Royce, International Akzonobel, Kongsberg, Cummins, Mitsubishi Marine, Yanmar e Sotreq, entre outras. Atlântico Sul, Rio Maguari, Belov, Mauá e o Estaleiro São Miguel também representam a cadeia da indústria naval presente ao evento.

Oportunidades de negócios – O CEO da Atlântico Sul Heavy Industry Solutions, um dos principais estaleiros do país e expositor da Navalshore, esteve presente à cerimônia e comentou que a perspectiva de retomada da indústria naval, em particular para atender às novas demandas do setor de óleo e gás, será uma grande oportunidade para alavancar os negócios do Atlântico Sul.

Segundo Brisolla, o Atlântico Sul, em recuperação judicial, vem se preparando para esse novo momento de desafios. “Mantivemos o estaleiro operacional, investindo em reparos especializados e no desenvolvimento de novas frentes de produção, com a manutenção dos ativos e capacitação de mão de obra.”

Desde o ano passado, a companhia já vem num processo de reposicionamento, intensificando os serviços de reparo de navios e começando a operar em outros segmentos, como os de construção de grandes estruturas metálicas onshore e offshore, além de continuar prospectando o mercado de torres de energia eólica. “Por exemplo, estamos atuando na fabricação de grandes estruturas metálicas (subsea) desenhadas especialmente para apoio de complexos sistemas de plataformas de petróleo.”

Ainda segundo Brisolla, só este ano o Atlântico Sul já efetuou o reparo de dez navios — desde 2020, foram ao todo 43 embarcações reparadas, entre navios de cabotagem de grande porte, navios de apoio offshore e outros —, utilizando para isso o dique seco a plena capacidade. Para toda a operação, a empresa dispõe atualmente de cerca de mil trabalhadores contratados, treinados e plenamente capacitados.

Comitiva coreana – A Coréia do Sul começou a construir navios nos anos 1970, quando o Brasil era o segundo no ranking mundial do setor. Era uma época de bonança para o mercado nacional, mas que não se repetiu nas três décadas seguintes, quando o setor no Brasil mergulhou em uma crise que quase fez a indústria naval naufragar. A Coréia, em caminho distinto, saltou para a liderança global. O rápido crescimento sul-coreano foi resultado de uma política de governo.

O resultado é que agora o mercado brasileiro olha para a Coréia do Sul como benchmarking. Dos dez maiores estaleiros mundiais atualmente, sete são sul-coreanos. O país asiático também está de olho no pólo naval da Zona Franca de Manaus (ZFM). Representantes coreanos ficaram impressionados com a ZFM durante a Navalshore Amazônia — que aconteceu pela primeira vez em Manaus, em maio. Os coreanos demonstraram grande interesse em instalar na capital amazonense um projeto industrial para construção de um estaleiro.

O país asiático vem tirando vantagem de suas características geográficas como península asiática. Para atrair investidores internacionais, o governo ofereceu incentivos fiscais, investiu em infraestrutura, induziu a liberação de financiamentos e construiu centros de treinamento para qualificar mão de obra. Mais ou menos o que o Brasil faz no momento.

Propulsão nuclear – A propulsão nuclear está ganhando interesse do mundo marítimo no cenário de desafios crescentes com relação ao aumento da produção de amônia verde, e-metanol e hidrogênio, que se acredita serem a chave para a descarbonização do transporte marítimo. Alguns dos principais benefícios que a tecnologia traz são a independência dos preços voláteis do combustível.

Além do fato de que operar com energia nuclear permitiria que os navios abandonassem a prática de vapor lento e aumentassem a eficiência da embarcação, navegando mais rápido e produzindo zero emissões.

A empresa de construção naval Korea Shipbuilding & Offshore Engineering (KSOE) vem saindo na frente, com o projeto de um pequeno navio movido a partir de um pequenos reatores modulares (SMR, na sigla em inglês).

A 17ª edição da Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima continua nesta quarta-feira, com intensa programação de palestras, networking e lançamentos de soluções, equipamentos e tecnologias para a indústria naval.

 

INOVAÇÃO NAS EMPRESAS DEVE SER ENCARADA COMO PRIORIDADE

VP da FCamara fala as verdades por trás dos mitos que cercam a inovação corporativa e como superá-los para impulsionar o progresso nas empresas


Nos dias atuais, a inovação é uma força motriz em todos os setores, e muitas empresas no Brasil a têm como prioridade. No entanto, cercado por conceitos equivocados, o conceito de inovação pode gerar dúvidas e receios que limitam seu potencial transformador.

Os números mostram um amadurecimento significativo no entendimento da importância da inovação para a competitividade e sustentabilidade das empresas.

No cenário dinâmico e acelerado da atualidade, a inovação é a força motriz para o progresso em todos os setores, além de ser prioridade inegável para a maioria das empresas no Brasil. No entanto, à medida que a tecnologia avança rapidamente, muitos mitos e concepções equivocadas cercam o conceito de inovação, gerando dúvidas e receios que podem frear seu potencial transformador.

Quanto mais esclarecidas estiverem as dúvidas, melhor para o mercado como um todo, já que ela chegou para ficar. A partir do estudo Most Innovative Companies 2023: Reaching New Heights in Uncertain Times, feito pelo Boston Consulting Group (BCG), 79% das companhias incluem a inovação na lista das metas empresariais. Já a International Data Corporation prevê que, até 2026, cerca de 75% das principais companhias terão estabelecido programas e investimentos de inovação digital.

Os dados revelam um amadurecimento significativo no entendimento do papel da inovação na busca pela competitividade e pela sustentabilidade. Pensando no longo prazo, é uma questão de sobrevivência das instituições. “As empresas que não inovam correm o risco de perder relevância. Inovar é  uma forma de garantir que estamos prontos para as problemáticas do presente e do futuro, dando impulso para o crescimento”, afirma Orlando Ovigli, vice-presidente de Digital Solutions da FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que impulsiona o futuro dos negócios.

Acompanhe, a seguir, os mitos mais comuns.

Mito 1: Empresas tradicionais são mais limitadas para inovar

Diversas corporações consolidadas têm demonstrado que é viável superar suas barreiras internas e moldar sua cultura ao longo do tempo, uma vez que elas não são estáticas nem imutáveis, podendo ser transformadas por meio de iniciativas adequadas.

“A inovação não está diretamente relacionada ao porte da empresa ou à sua estabilidade no mercado, mas sim à cultura e à disposição para adaptar-se às mudanças. Por isso, adotar metodologias ágeis e fomentar a colaboração entre equipes permite que grandes companhias transformem a ‘burocracia’ em um ambiente favorável às novas ideias”, pontua Ovigli.

Mito 2: A forma como sempre fizemos as coisas é a melhor maneira

Ao defender que as práticas tradicionais são as mais eficazes, os colaboradores tendem a resistir a qualquer tentativa de mudança, mesmo que as novas abordagens sejam mais eficientes ou tragam mais resultados.

Orlando defende que a liderança saia da zona de conforto, incentive a busca por novas formas de pensar e pelo aprendizado contínuo, mostrando aos colaboradores que a mudança não representa uma ameaça, e sim uma oportunidade de crescimento e melhoria. “Dessa forma, tornamos o progresso da empresa palpável e garantimos a relevância em um mercado em constante transformação”, continua.

Mito 3: O risco de inovar não vale a pena

Abordagens tradicionais são importantes, mas nem sempre estão alinhadas com as necessidades do mercado. O medo de falhas ou perdas financeiras pode tolher potenciais ganhos e evolução de marca. Esse receio pode ser amenizado por meio de uma abordagem estratégica, em que a empresa identifica e valida hipóteses de inovação através de experimentações de ciclos rápidos, com baixo investimento e risco.

Mito 4: Inovar custa caro

A inovação pode exigir recursos financeiros iniciais, mas, por se tratar de uma questão de retorno sob investimento, as sugestões podem ser calculadas e mensuradas com apoio estratégico e ferramentas certas. Compreender que a inovação proporciona benefícios a longo prazo é considerar que ela também é capaz de superar esses custos.

“Na realidade, a inovação não se limita a criar algo completamente revolucionário; ela abrange uma ampla gama de possibilidades. Independente do tamanho da nova solução ou produto proposto, a empresa pode atrair mais clientes, conquistar uma posição de destaque em seu setor, garantir um aumento das receitas e a fidelização dos clientes, o que compensa os investimentos,” conclui o VP da FCamara.

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Muitos acreditam que desenvolver um projeto de inovação demanda uma ideia 100% nova no mercado. É preciso desmistificar esse conceito, pois a inovação pode ser reconhecida em outros aspectos importantes como a concepção ou melhoria de um produto, a agregação de novas funcionalidades ou características a um produto já existente, ou até mesmo, um processo que implique em melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade ao negócio.

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