domingo, 2 de julho de 2023

COPOM PROMETE INICIAR OS CORTES NA TAXA DE JUROS DESDE QUE O GOVERNO TOME PROVIDÊNCIAS COM A INFLAÇÃO

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência no Congresso em abril de 2023 para discutir a taxa de juros.| Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A divulgação, na terça-feira, da ata da última reunião do Copom, realizada em 20 e 21 de junho, dissipou algumas dúvidas a respeito do tema que mais exasperou o governo quando da divulgação do comunicado, ao fim da reunião: a ausência de referências a um futuro corte nos juros, que haviam sido mantidos em 13,75%. A ata, que amplia a análise feita no comunicado, deixa claro que a maioria dos membros do colegiado trabalha com a possibilidade de iniciar os cortes já na próxima reunião, que ocorre no início de agosto.

Os membros foram unânimes ao considerar que um eventual corte tem como condição a “confiança na trajetória do processo de desinflação”, já que uma redução prematura pode levar a inflação a reagir, forçando uma reversão na política monetária e novas elevações da Selic. A divergência opôs o grupo – majoritário – para o qual o corte nos juros pode começar já em agosto caso os indicadores se mantenham na trajetória atual e os membros que julgam necessário acompanhar os números por um período mais longo para afastar de vez as incertezas sobre a possibilidade de iniciar o afrouxamento monetário. A favor desta tese, por exemplo, pesam as constatações de que “os núcleos de inflação, que respondem mais à demanda agregada e à política de juros, se reduzem em menor velocidade” e de que o segundo semestre deve ser marcado por “uma maior inflação acumulada em 12 meses, como consequência da exclusão, nesse indicador, do efeito das medidas tributárias que reduziram o nível de preços no terceiro trimestre de 2022 e da manutenção dos efeitos das medidas tributárias deste ano”.

O governo enxergou na ata do Copom uma aprovação da política que vem desenvolvendo. A ata, no entanto, é muito mais uma exortação que um endosso

Para além das análises, que dão ao governo, a seus aliados na gritaria contra a Selic alta e ao setor produtivo as respostas que Lula adora exigir de Roberto Campos Neto, os trechos mais relevantes da ata são aqueles que descrevem as condições necessárias para alimentar tanto o processo de “desinflação” quanto a chamada “ancoragem das expectativas” em relação à inflação futura. E esses trechos mostram claramente que a responsabilidade é dos poderes Executivo e Legislativo. “Decisões que induzam à reancoragem das expectativas e que elevem a confiança nas metas de inflação contribuiriam para um processo desinflacionário mais célere e menos custoso, permitindo flexibilização monetária”, afirmam os membros do Copom.

Mereceram menção especial “a apresentação e a tramitação do arcabouço fiscal”, que “reduziram substancialmente a incerteza em torno do risco fiscal”, segundo a ata. No entanto, “permanecem desafios para o cumprimento das metas estipuladas para o resultado primário”, e o comitê fez questão de reafirmar que “não há relação mecânica entre a convergência de inflação e a aprovação do arcabouço fiscal, uma vez que a trajetória de inflação segue condicional à reação das expectativas de inflação e das condições financeiras”. É preciso lembrar que a reunião do Copom terminou poucas horas antes que o plenário do Senado aprovasse uma versão do arcabouço que afrouxou ainda mais a âncora fiscal, aumentando as preocupações sobre as reais chances de os resultados primários previstos serem obtidos e de a dívida pública interromper sua trajetória de elevação.

VEJA TAMBÉM:
Senado deixa o arcabouço fiscal ainda mais fraco (editorial de 23 de junho de 2023)
Apesar da gritaria de Lula, Copom opta pela cautela (editorial de 22 de junho de 2023)
Um Banco Central à imagem e semelhança de Lula (editorial de 11 de maio de 2023)


Embora não tivesse sido mencionada nem no comunicado nem na ata, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) – formado por Campos Neto e pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet – marcada para esta quinta-feira trazia um componente adicional de incerteza, já que o governo, por ter maioria garantida no CMN, poderia forçar uma alteração nas metas de inflação. O presidente Lula defendera essa mudança no início do mandato, argumentando que, com uma meta maior, os juros não precisariam ser tão altos. No entanto, na economia real, aquela dos livros que Lula disse estarem obsoletos, o resultado seria o inverso: uma elevação, sinalizando uma tolerância maior com a inflação, teria o efeito de deteriorar ainda mais as expectativas, o que exigiria novas altas nos juros, em vez de sua redução. Na reunião de fevereiro do CMN, a meta nem foi discutida, dando a entender que os dois ministros teriam mais consciência que seu chefe; neste fim de junho, o trio manteve o alvo em 3% para 2024 e 2025, estendendo-o também para 2026. A alteração mais significativa foi a adoção da “meta contínua”, em vez do modelo de ano-calendário, mudança que Campos Neto disse ser um “aperfeiçoamento”. Com essa definição, fica removido um fator de dúvida que poderia exigir mais cautela dos membros do Copom.

O governo enxergou na ata do Copom uma aprovação da política que vem desenvolvendo. O texto “mostra que eles já reconhecem o trabalho da equipe econômica”, disse Tebet na terça-feira. “Ficou claro que estamos no caminho certo”, afirmou Haddad no mesmo dia. A ata, no entanto, é muito mais uma exortação que um endosso. O arcabouço ainda não está aprovado, e da maneira como está segue inspirando dúvidas. Reformas importantes como a tributária e a administrativa são igualmente necessárias – especialmente esta última, aquela que o governo Lula mais abomina. Deixar a economia nos trilhos para que os juros possam baixar exigirá de governo e Congresso muito mais que o que vem sendo feito até agora.


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AS MESMAS EMPREITEIRAS DA LAVA JATO ESTÃO VOLTANDO PARA A PETROBRAS TUDO COMO DANTES

 

Após a Lava Jato
Empreiteiras envolvidas na Lava Jato são autorizadas a disputar contratos na Petrobras
Por
Gazeta do Povo


Petrobras habilitou empreiteiras envolvidas na Lava Jato para disputar contratos| Foto: André Coelho/EFE


As empreiteiras Odebrecht, Andrade e Gutierrez e UTC já podem voltar a disputar contratos na Petrobras. Em maio elas foram habilitadas e passaram a constar na lista de fornecedores pré-qualificados da petroleira. Anteriormente, essas construtoras haviam sido impedidas de fazer negócios com a estatal por envolvimento no esquema de corrupção bilionário desvendado pela Lava Jato, conhecido como “petrolão”. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo e confirmada pela Gazeta do Povo.

“As três empresas citadas se candidataram e comprovaram o atendimento aos requisitos técnicos solicitados, assim como outras empresas, que totalizaram trinta e uma, conforme lista de fornecedores Pré-Qualificados divulgada no dia 23/05/2023 na Petronect”, informou a assessoria de imprensa da Petrobras.

Segundo a Petrobras, a pré-qualificação de fornecedores antes do processo licitatório permite que a empresa já tenha uma lista de empresas que reúnam as “condições de habilitação técnica necessárias para que o fornecimento de bem ou a execução do serviço ou obra ocorra nos prazos e demais condições previamente estabelecidas”.

A estatal também informou que as empresas que mantém relacionamento com a Petrobras devem “demonstrar conformidade ao Programa de Compliance da Petrobras, assumir o compromisso de cumprir as leis anticorrupção e as políticas, procedimentos e regras de integridade aplicáveis, bem como estar livre de quaisquer sanções impeditivas”.

Visita à seleção feminina
Lula afirma que não foi comprovada corrupção nas obras dos estádios da Copa de 2014
Por
Gazeta do Povo


Presidente foi ao treino da seleção feminina e disse que espera que o Brasil sedie o Mundial da categoria em 2027| Foto: Reprodução/YouTube/TV Brasil

Em visita a um treino da seleção feminina de futebol no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (1º) que não foi comprovada corrupção nas obras dos estádios para a Copa do Mundo masculina de 2014, realizada no Brasil.

Lula fez as declarações ao afirmar que espera que o país sedie a Copa do Mundo feminina de 2027.

“Em 2014, eu fiquei frustrado, porque nós conseguimos trazer a Copa do Mundo aqui no Brasil [sic] e 2013 foi um inferno nesse país [ano em que foram realizados grandes protestos em várias cidades brasileiras], e a Copa do Mundo [de 2014], ela foi banalizada. Porque nem os patrocinadores divulgavam a Copa do Mundo [de forma] correta e foi uma Copa do Mundo feita num clima muito negativo. Tudo se dizia que tinha corrupção nos estádios, tudo, e não se provou corrupção em nenhum estádio. Já faz dez anos [sic] que houve a Copa do Mundo e, em nenhum estádio, foi provado que teve corrupção. Mas as denúncias aconteceram. Dessa vez, parece que vai ser mais fácil porque a gente não tem mais que gastar dinheiro para fazer estádio”, afirmou Lula.

Ao contrário do que afirmou o presidente, as obras dos estádios da Copa de 2014 tiveram várias provas de corrupção. Por exemplo, em 2017, o Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) apontou superfaturamento de R$ 211 milhões em valores atualizados na reforma do Maracanã. Executivos da Odebrecht admitiram em delação premiada que a empreiteira pagou propina de R$ 7,3 milhões para fraudar a licitação do estádio.

No final de 2022, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice Tadeu Filippelli (MDB) por enriquecimento ilícito pelas obras no Mané Garrincha. Ambos foram condenados a pagar mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos cada e tiveram os direitos políticos suspensos por dez anos. Segundo valores atualizados até 2017, o superfaturamento teria sido de quase R$ 560 milhões.

Também foi apontado superfaturamento e/ou ocorreram condenações de envolvidos em obras de outros estádios do Mundial de 2014, como a Arena das Dunas, em Natal, e a Arena Pernambuco.

A seleção feminina enfrenta o Chile em Brasília neste domingo (2), em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2023, que será realizada na Austrália e na Nova Zelândia a partir da segunda quinzena de julho.


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PARA LULA A DEMOCRACIA É UM MEIO E NÃO O FIM

 

Esquerda

Por
Leonardo Coutinho – Gazeta do Povo


Relativização dos abusos da ditadura de Maduro na Venezuela mostra que, para Lula, a democracia é um meio, não o fim| Foto: EFE/André Coelho

A cada cinco anos, a Coreia do Norte realiza eleições. Na festa da democracia norte-coreana, 100% dos eleitores comparecem para votar. Algo extraordinário e singular, que se torna ainda mais fantástico e único depois da apuração. Os candidatos vencedores recebem algo próximo de 100% dos votos.

Ninguém ocupa um cargo eletivo na Coreia do Norte sem ser uma unanimidade. Sabe por quê? As cédulas eleitorais vêm com um nome apenas. Disputa é coisa de capitalista. No mundo perfeito da democracia norte-coreana, há o consenso. Somente neste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez várias referências à (super) ocorrência de eleições na Venezuela para atestar que por lá existe uma democracia vibrante. Tão vibrante que os líderes não temem o escrutínio eleitoral.

Cuba, a ilha rebelde, também realiza eleições. Sendo assim, como chamar aquela ditadura de ditadura? Os arquivos das entrevistas das duas últimas eleições presidenciais no Brasil são ricos em mostrar como a esquerda brasileira usa as eleições como sinônimo de democracia. Lamento, mas não é.

Em Cuba, a idílica Cuba, as eleições são um palco no qual o povo é coadjuvante. Os cubanos têm que simplesmente escolher entre um candidato do Partido Comunista de Cuba e outro do Partido Comunista de Cuba, previamente indicados pelos dirigentes do Partido Comunista de Cuba. Esses delegados vão compor a Assembleia Nacional que elege o presidente. Na realidade, o verbo correto é validar.

Muita gente ficou chocada com uma declaração do presidente Lula em uma entrevista à Rádio Gaúcha, na qual ele definiu a democracia como um valor relativo, não apenas para defender o amigo Nicolás Maduro, mas para justificar o que a Venezuela se tornou. Para Lula, as ações de Maduro e seus comparsas são como uma democracia autóctone que expressa suas características únicas no ecossistema político, que, na cabeça do presidente brasileiro, é convenientemente fluído.

A presidente do PT tentou corrigir. Disse que democracia só é democracia quando social. Uma falsa dicotomia recorrente entre esquerdistas dos tempos da Guerra Fria, que perguntavam para gente faminta: “Vocês preferem o pão ou a liberdade?”.

Uma artimanha que pretendia ilustrar a velha imagem de que no comunismo tudo era de todos, enquanto no capitalismo alguns têm tudo e muitos não têm quase nada. Portanto, a supressão da liberdade seria um preço justo a ser pago para as coisas funcionarem bem e todos terem direito ao seu naco de “democracia social”. Um negócio tão sem pé nem cabeça que nunca conseguiu se comprovar na prática, mas que até hoje embala a alucinação de líderes políticos, acadêmicos e militantes.

A relativização da democracia não é um fato isolado. Lula vocalizou algo que já está sendo embutido no debate e na cabeça das pessoas há tempos. A tese de que não existe uma democracia, mas democracias. E que a democracia como patrimônio da humanidade, construída sob fundamentos que vêm desde a antiguidade e foram se ajustando ao longo de séculos, não serve para comportar “as novas formas de democracia”. O melhor exemplo disso é a jocosa “Democracia com características chinesas”.

Xi Jinping colocou seus diplomatas em campo para retrucar as críticas ao seu regime. Quis mostrar para o mundo livre que ninguém tem autoridade para falar em democracia. Portanto, ninguém pode impor o que é democracia. No Brasil, foram várias ocorrências de assédio conceitual. Em 2021, a ex-presidente Dilma Rousseff condenou as democracias ocidentais e disse que o futuro é a China. Um ano antes, os presidentes dos principais partidos políticos brasileiros se reuniram em um webinar para absorver o conceito chinês de democracia, em um dos eventos on-line mais surreais produzidos durante a pandemia de Covid-19.

Na abertura do 26º encontro do Foro de São Paulo, o presidente Lula relembrou quando barrou o desejo do então coronel golpista Hugo Chávez de participar do segundo encontro do Foro de São Paulo, em El Salvador, por Chávez ter sido um golpista. Lula relembra que Chávez tentou tomar o poder à força em 1992 em um golpe fracassado, que o levou para a prisão até 1994.

Algumas coisas chamam a atenção. Lula erra alguns detalhes. Diz que o evento do Foro de São Paulo em El Salvador era o segundo da história, sendo que na verdade era o sexto. Seria apenas uma bobagem, pois afinal já se passaram anos e ninguém é obrigado a se lembrar com precisão de datas e locais.

Mas a história que Lula conta, para atestar o espírito democrata do Foro de São Paulo, é uma falsificação. Assim que Chávez saiu da cadeia em 1994, um jato cubano pousou em Caracas e o levou para uma reunião pessoal com Fidel Castro, que o apadrinhou.

Ao contrário do que disse Lula, o golpista Hugo Chávez fez, sim, parte da sexta reunião do Foro de São Paulo, em San Salvador. O relato sobre a primeira participação do venezuelano na agremiação está registrado no livro “Foro de São Paulo: construindo a integração latino-americana e caribenha”, de autoria dos petistas Valter Pomar e Roberto Regalado. A obra foi publicada em 2013 pela Editora Fundação Perseu Abramo, que é do PT.

Lula manipula uma história para tentar mostrar uma face inventada do Foro.

O que aconteceu naquele ano foi o seguinte: Chávez não se contentava em não ser uma estrela. Queria fazer um dos seus longos discursos para o plenário do Foro. Algo que lhe foi negado, pois ninguém quis renunciar a seu tempo para cedê-lo para o venezuelano, que ainda não tinha sido alçado ao posto de estrela do esquerdismo latino-americano e mundial, ao direito de brilhar. Mas Chávez não ficou apagado. Ganhou de presente dos amigos guerrilheiros da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional o acesso à tribuna para discursar em uma das comissões do Foro.

A frouxidão de Lula com a história, com a democracia, com a moral reaparece impunemente, pois, como ele mesmo disse na já referida entrevista à Rádio Gaúcha, a democracia que ele gosta é a que o conduziu ao terceiro mandato. Para Lula, a tal democracia que ele usou para vencer foi um meio. Não o fim.


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O AGRONEGÓCIO TRÁS DÓLARES PARA O BRASIL

 

Sem o agronegócio o Brasil quebra – e até Lula e a esquerda sabem disso

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo


Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou Plano Safra no Planalto| Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto

O presidente Lula não gosta, e nunca gostou, da agricultura e da pecuária brasileiras; sua ideia sobre o que deve ser a produção rural e a vida no campo é ficar repetindo, como faz há décadas, que o Brasil precisa de uma “reforma agrária” e que o MST, com suas invasões de terra, agressões físicas e destruição de propriedade, é um “movimento social” que vai salvar a lavoura deste país.

O agronegócio, para ele, para o PT e para a esquerda em geral, não é a área da economia brasileira que funciona melhor, tem mais capacidade de competir de fato no mercado externo e fornece ao país os dólares indispensáveis para pagar as suas importações e manter o sistema produtivo em funcionamento. É um mal, ou um “inimigo do povo”. Lula acha, e já disse mais uma vez, que o agronegócio brasileiro é “fascista”, ou “direitista”; também afirma que, “ideologicamente”, ele e os produtores rurais estão em “campos opostos”. É claro que encheu o Incra, de alto a baixo, com empregos para os militantes políticos do MST e suas redondezas.

O discurso da esquerda é de guerra contra o que chamam de “ruralistas”, como numa acusação, mas o agronegócio brasileiro continua mais vivo do que nunca.

Mas uma coisa é o que Lula diz. Outra, bem diferente, é o que o seu governo faz em relação ao campo. A última ação concreta, dessas que são capazes de produzir resultados no mundo das realidades, é o anúncio do financiamento para a safra de 2023/24 – um valor de 365 bilhões de reais, mais que o do ano passado, e essencial para manter o agronegócio em plena atividade.

A safra de grãos deste ano deve passar dos 300 milhões de toneladas, um recorde. Seu ministro da Agricultura é um entusiasta da produção rural, tem consciência de quanto o agronegócio é essencial para o Brasil e dá a impressão de ter um compromisso real com o progresso no campo. Enfim: o discurso da esquerda é de guerra contra o que chamam de “ruralistas”, como numa acusação, mas o agronegócio brasileiro continua mais vivo do que nunca. O próprio Lula, na última vez em que tocou no assunto, proclamou-se “responsável” e diz desejar que a “agricultura brasileira continue plantando cada vez mais”. Foi um gesto de paz, ao contrário do tom de suas declarações anteriores – um bom sinal, porque o contrário seria puro suicídio.

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As exportações do agronegócio brasileiro em 2022 chegaram a 160 bilhões de dólares e, neste ano, o avanço da produção na área rural foi o responsável direto pelo crescimento da economia no primeiro trimestre e à estabilidade no câmbio. Onde o Brasil iria arrumar essa quantidade de dólares? Com certeza, não é com as abóboras do MST – ou com o seu arroz orgânico, cuja produção anual não daria para alimentar a população brasileira nem por 12 horas.

Sem o campo, o país quebra; o próprio equilíbrio do fornecimento mundial de alimentos seria abalado. Nenhum governo pode abrir mão dessa fonte de riquezas, diga o que disser a “ideologia” do presidente e do seu círculo de extremistas políticos. Guerra ao agro, de verdade, seria reduzir os recursos do Plano Safra 23/24 e fechar as portas do Banco do Brasil para os produtores rurais. É o contrário do que está acontecendo.


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INELEGIBILIDADE DE BOLSONARO VAI BENEFICIAR A DIREITA

O futuro da direita
Bolsonaro está inelegível. E agora?

Por
Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo


Parece até estranho perguntar, mas aí vai: Bolsonaro perde ou ganha com a inelegibilidade?| Foto: EFE/ João Guilherme Arenazio

Hoje foi difícil escolher o assunto da coluna. Será que eu falo sobre a confissão do sem-vergonha Lula, que sem vergonha nenhuma se assumiu comunista? (Finalmente, né?!). Ou será que falo sobre a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro – sinal de que o Judiciário já perdeu o bom senso e agora milita desavergonhadamente? Como meus amigos da nobilíssima editoria Ideias já trataram de expor o lado patético e assustador da fala de Lula, optei por tratar de Bolsonaro.

Se fiz uma boa escolha? Ainda não sei dizer. Primeiro porque o texto está só no comecinho. Depois porque discutir as consequências da inelegibilidade de Bolsonaro é arriscado. Algo me diz que alienarei parte da plateia ao assumir um lado e a fazer certos pressupostos. Mas paciência! Mesmo sabendo que o diálogo está em baixa e que todas as palavras são lidas com uma ênfase violenta nunca intencional por parte do autor, decidi contar com a generosidade dos que discordarem de mim. Veremos.

Pois a esta altura você já sabe que o TSE tornou Bolsonaro inelegível até o distante ano de 2030. Se bem que meu leitor e espectador assíduo já sabe disso desde o dia 7 de junho. Mas isso não vem ao caso. Bolsonaro já avisou que vai recorrer ao STF. Faz-me rir, né? Uma vez estabelecido o fato, aqui é que começam as querelas. Porque tem muita gente de direita e até bolsonarista que está celebrando a decisão do TSE. Para eles, Bolsonaro só tem a ganhar com a inelegibilidade.

Politicamente, discordo. Porque essas pessoas partem de um pressuposto até admirável, mas ingênuo: o de que a injustiça nesse caso é tão evidente que Jair Bolsonaro será capaz de eleger qualquer um que se associar a ele. Outra vertente dessa mesma ideia sorri de orelha e orelha, depositando todas as suas esperanças em Michelle Bolsonaro. Mas esses dois castelinhos de cartas eu desmonto com uma brisa: quem garante que haverá eleições em 2026? Por sinal, acabei de perceber aqui outra contradição da turma do “fica frio que em 2026 a gente volta”: quem não acredita na lisura das eleições de ontem e hoje, por que acreditaria nas eleições de amanhã?

Aula de botânica
Sempre posso estar enganado, claro, mas me parece que a única direita que poderá concorrer nas próximas eleições presidenciais, nem que seja como um desses figurantes deslumbrados que se consideram protagonista, será a “direita permitida”. Talvez um enfraquecido PSDB ou um minúsculo NOVO. E essa direita permitida, sabemos, não faz nem cosquinhas no monstro que controla o Sistema. Será interessante, mas também triste, ver essas esperanças novamente canalizadas para o nada.

Pareço pessimista? Bati a cabeça? Usei drogas? Nada disso. É que acredito que o trabalho dessa tal direita é um esforço de longo prazo. Talvez longuíssimo para muita gente que quer a imposição de sua vontade para ontem. Isso não vai acontecer. Antes, é preciso ocupar espaços – sobretudo na cultura. Resgatar, de alguma forma, o Judiciário. Impor-se nas universidades. Fomentar a ideia da virtude como missão. Meu lado otimista, portanto, está em tentar subir num mirante para avistar a paisagem daqui a vinte ou trinta anos. A mentalidade de toda uma geração não muda assim, num vapt-vupt.

E neste momento você talvez esteja indignado aí. Espero que não, mas, se estiver, me desculpe. Porque o que escrevi no parágrafo anterior pressupõe muito sofrimento. Eu sei. Pressupõe também – e isso é bem difícil de engolir – um trabalho cujos frutos serão colhidos apenas por nossos filhos e netos. Até lá, alguns de nós aqui já teremos voltado ao pó [BATE NA MADEIRA]. Mas é a tal coisa. A gente planta a árvore hoje para ter sombra daqui a décadas. Enquanto isso, é regar, esperar que a semente germine – e admirar o brotinho.

Agora, se for para analisar assim rápida e superficialmente o ser humano Jair Bolsonaro, aquele que respira sob algumas camadas de personagem, diria que a inelegibilidade é uma ótima notícia para ele. Porque tenho a impressão de que Bolsonaro não é frouxo, como alguns insistem em dizer; ele apenas não estava à vontade como presidente. Ele encarava o cargo como um sacrifício – que, aliás, é como deve ser encarado. Daí é que vem boa parte da popularidade de Bolsonaro. Só espero que agora, atuando nos bastidores, sem o peso de uma corrida eleitoral sobre os ombros e com a sensação de ter pelo menos tentado, ele encontre algo parecido com a paz.


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O BRASIL NÃO VIVE MAIS ANESTESIADO SÓ NO FUTEBOL PREOCUPA AGORA TAMBÉM COM A POLÍTICA

 

Vício em reagir
Do Perigozim ao turista-em-chefe Lula: estamos viciados em reagir

Por
Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo


Yevgeny Prigozhim: carinhosamente apelidado de Perigozim, o mercenarim minerim.| Foto: Reprodução/ Twitter

Comento com um amigo que as pessoas estão viciadas em política. Ele me corrige e eu fecho os olhos à espera do velho argumento de que “ainda bem que as pessoas acordaram, que o brasileiro está consciente e não vive mais anestesiado por novela ou futebol”. Mas a falácia não vem. Desviando-se habilmente do clichê, meu amigo diz que as pessoas estão viciadas é em reagir. A tudo. A qualquer coisa. O tempo todo.

As pessoas, no caso, são vocês, mas também sou eu. Não me excluo. Não me coloco lá no alto da Torre de Marfim. Até porque tenho vertigem. Reflito um pouco, como mais um lambarizinho imaginário (entre mim e o amigo há 9.846 quilômetros a nos separar; tanto mar, tanto mar…), bebo mais um gole de cerveja idem. Será que também estou viciado em reagir? Mas não seria esse o meu trabalho?

Nisso mudamos para um assunto mais leve: a péssima fase do Coritiba. Às piadas que o athleticano me dirige, reajo com falsa indignação e com a língua afetada entredentes. Athleticano, humpf. A gente se despede nesse clima de animosidade infantil. Mas os dias seguintes eu passo percebendo o quanto o tal do mundo moderno exige de mim uma reação que seja inteligente e imediata. A. Toda. Hora. Com você não deve ser diferente.

Perigozim

Veja, por exemplo, o que aconteceu na Rússia ao longo de fim de semana, envolvendo o general russo-mineiro Perigozim e seu grupo Fagner (que aparentemente ataca a Ucrânia ao som da letal “Borbulhas de Amor”)*. Ninguém entendeu o acontecido, mas isso não impediu ninguém de reagir ao fato. Desse modo, amores e ódios se constroem instantaneamente. E, por algumas horas, a geopolítica dá um jeito de preencher o vazio do nosso tédio.

Leio que Lula gastou mais de R$700 mil para se hospedar em Paris e reajo com raiva. Assisto a vídeos aos quais o Departamento Jurídico não me permite fazer maiores referências e reajo com indignação. Mais petismo, mais raiva. Mais política identitária, mais indignação. Isso sem falar do mau cheiro que vem do Judiciário  – ao qual reajo com náuseas. Aposto como você também é assim. Confessa, vai!

Não por acaso, ao fim do dia estamos todos esgotados. De tanto reagir a esse monstrengo que é uma mistura de nada com coisa nenhuma. De tanto passar raiva e ficar indignado. De tanto ver o mundo indo por um caminho que nos desagrada. De tanto olhar para fora, sempre para fora, e ficar apontado o dedo para os responsáveis por nossas misérias. Para as pessoas. Para o outro. E, de vez em quando, até para aquele idiota que escreve na Gazeta do Povo.

Mais apalermado que de costume, me pergunto se há outra forma de viver que não assim, por meio da reação impotente aos fatos. Ignorando o fuso horário, quase ligo para o amigo. Até que tropeço na resposta: há. Mas a vida contemplativa (que não é passiva, longe disso!) exige esforço. Sem falar na humildade, na generosidade e na gratidão necessárias para se admirar a vida sem precisar ter sobre ela uma posição rápida e definitiva. Em tempo: contenha essa sua reação aí.

  • NOTA PARA O LEITOR DO FUTURO: no dia 24 de junho, Yevgeny Prigozhim, comandante de mercenários do grupo Wagner, que atua na Guerra da Ucrânia, aparentemente se rebelou contra o presidente da Rússia e tentou dar um golpe de Estado. Já o Fagner espero que vocês aí no futuro ainda saibam quem é. Não me decepcionem, por favor.

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A MOEDA DIGITAL BRASILEIRA SERÁ IMPLEMENTADA NO MERCADO NO FINAL DE 2024

Real digital: tudo sobre a moeda virtual brasileira e como ela vai impactar o seu dia a dia

Redação StartSe

Novidade deverá ser implementada no mercado no final de 2024; Entenda como ela vai funcionar

Você deve ter passado a ouvir muito mais sobre o real digital. O projeto do Banco Central do Brasil (BC) tem como objetivo acompanhar a transformação digital e as demandas da sociedade para os próximos anos. Na prática, é um novo meio de pagamento totalmente digital para os brasileiros.

O projeto consiste em uma proposta de moeda virtual brasileira baseada em CDBC (Central Bank Digital Currency) ou Moeda Digital do Banco Central, em tradução livre.

A novidade, que teve início em março deste ano como um projeto piloto e está prevista para ser implementada no mercado no final de 2024, será emitida e controlada pelo Banco Central, se diferenciando das criptomoedas, que são descentralizadas e não são controlados por nenhum órgão governamental.

“A ideia é que o real digital possa ser utilizado como uma forma de pagamento segura e eficiente, reduzindo os custos de transação e a inclusão de um maior número de pessoas no sistema financeiro, especialmente aquelas que não tem acesso a serviços bancários ou que vivem em regiões mais afastadas”, explica Tiago Malanski, assessor de investimentos na Phi Investimentos.

Real digital tem foco na inclusão financeira

Currency and Exchange Stock Chart for Finance and Economy Display

Moeda digital, gráfico, online, finanças (Foto: D-Keine via Getty Images)

De acordo com o BC, a maior parte dos países vê as CBDCs como um potencial de melhorar a eficiência do mercado de pagamentos de varejo e de promover a competição e a inclusão financeira para a população ainda inadequadamente atendida por serviços bancários.

“A crise da pandemia evidenciou a importância de os instrumentos digitais de pagamentos chegarem aos segmentos mais vulneráveis e afetados da população. No Brasil, o BC vem acompanhando o tema há alguns anos e em agosto de 2020 organizou um grupo de trabalho, constituído pela Portaria nº 108.092/20, para a realização de estudos sobre a emissão de uma moeda digital pela instituição”, afirma o Banco Central.

Para Malanski, o BC tem grandes expectativas em relação à chegada do real digital e ao potencial que esse novo meio de pagamento pode trazer para a economia brasileira, porém existe alguns desafios que o órgão deve enfrentar com a implantação da moeda.

“Como por exemplo, a aceitação da população. É verdade que atualmente existem boas soluções para pagamentos, como o Pix, mas o desafio é ir além dos serviços prestados e desenvolver novas funcionalidades. Acredito que exigirá um esforço de educação e conscientização por iniciativa do Banco Central e das empresas que adotarem a nova tecnologia”, aponta.

Já de acordo com Juan Ferres, CEO da Teros, o real digital é parte de um amplo arcabouço de modernização dos sistemas de pagamento e liquidação do país, que se baseiam no tripé Pix, Open Finance e real digital. “A integração dessas três infraestruturas revoluciona a capacidade do país de viabilizar, baratear e facilitar transações, aumentando a especialização da economia”, acredita.

Real digital poderá ser usado em qualquer transação?

Pagamento com celular (foto: Getty)

Neste início do projeto, estão previstos apenas alguns tipos de ativos financeiros que serão preparados para transacionar com a moeda digital brasileira. “O foco está em novos negócios e na integração com os sistemas atuais (Pix e Open Finance). E faz sentido, até porque, para várias utilizações do dia a dia, não há qualquer vantagem em usar uma moeda digital. O ganho está em aplicações novas e inclusão financeira, viabilizando novos modelos de negócios”, argumenta Ferres.

Além disso, vale saber que o real digital terá o mesmo valor do real físico e, futuramente, para ter acesso a ele, a pessoa terá uma carteira virtual em custódia (como se fosse o banco) de um agente autorizado pelo BC.

“No geral, o real digital deve trazer muitos benefícios para o cotidiano das pessoas, modernizando o sistema financeiro do país e tornando as transações mais eficientes e acessíveis. Além disso, é importante que as empresas fiquem atentas a esse novo meio de pagamento, para se manterem competitivas no mercado, pois esse modelo tem como proposta menores custos e uma maior confiança”, afirma Malanski.

Quais são as instituições autorizadas a testar o real digital?

O Banco Central divulgou uma lista com as primeiras instituições financeiras autorizadas a testar a nova moeda virtual. Ao todo, foram 36 inscritos, entre bancos, consórcios, financiadoras e outros. Os selecionados foram aprovados de acordo com conhecimento técnico e representatividade no setor.

Os testes começam em junho e devem durar 18 meses. Neste período, as instituições irão auxiliar o BC na avaliação da segurança e estabilidade da tecnologia utilizada para a aplicação do real digital – operando em larga escala e seguindo os protocolos estabelecidos pelo Sistena Nacional Financeiro (SNF).

A lista de 14 instituições aprovadas é:

    Bradesco

    Nubank

    Banco Inter, Microsoft e 7Comm

    Santander, Santander Asset Management, F1RST e Toro CTVM

    Itaú Unibanco

    Basa, TecBan, Pinbank, Dinamo, Cresol, Banco Arbi, Ntokens, Clear Sale, Foxbit, CPqD, AWS e Parfin\

    SFCoop: Ailos, Cresol, Sicoob, Sicredi e Unicred

    XP, Visa

    Banco BV

    Banco BTG

    Banco ABC, Hamsa, LoopiPay

    Banco B3, B3 e B3 Digitas

    ABBC: bancos Brasileiro de Crédito, Ribeirão Preto, Original, ABC, BS2 e Seguro; ABBC, BBC

Quando e como o Real Digital será implementado?

De acordo com Fábio Araújo, economista do Banco Central, o lançamento do Real Digital deve acontecer em 2024, e será feito em fases.

Isso significa que a moeda será restrita a apenas uma parcela da população e aos poucos será liberada a todos. Além disso, no início, terá suas funcionalidades reduzidas.  Assim é esperado que ela se popularize rapidamente – assim como o Pix, que chegou no Brasil em 2019 e já bateu recordes entre os meios de pagamento.

Impacto do real digital na vida dos brasileiros

Diante de todas estas informações, com certeza você deve estar se perguntando o que pode mudar na nossa rotina com a entrada desta moeda virtual do Brasil. Então, saiba que o real digital irá gerar a capacidade de ter recursos em posse sem ter qualquer vínculo com uma instituição financeira, de programar transações diretamente sem precisar de um banco (e eventuais limitações de suas infraestruturas de tecnologia) ou de um agente custodiante.

“Entre os grandes ganhos, seguramente estão as transações internacionais e a facilidade para transferência direta de recursos e ativos, como por exemplo, adquirir títulos públicos diretamente, sem intermédio de qualquer plataforma”, conta Ferres.

Qual será o impacto do real digital para as empresas?

De acordo como CEO, para as companhias, os ganhos são até maiores. “Modelos de negócios podem ser viabilizados, como dispositivos de IOT (Internet das Coisas) com autonomia para executar uma transação e pagar diretamente por ela (carregando recursos digitais) e gestão única de caixa – e não de diferentes contas. Na verdade, o universo de usos de uma moeda digital é muito amplo e vários dos usos potenciais dependem da especificação da moeda”, esclarece.

Moeda digital é diferente de criptomoeda?

Bitcoin (Foto: Pexels)

Sim! É importante lembrar que uma criptomoeda não possui características de moeda. Isto porque existe uma diferença entre ativos reais e ativos financeiros.

A moeda digital será um ativo real, assim vai fazer parte do cotidiano das pessoas em trocas de bens físicos que estão diretamente ligados à economia real. Ou seja, trazem retornos diretos para a sociedade porque estão relacionados com a sua capacidade produtiva.

Já as criptomoedas estão dentro da categoria dos ativos financeiros (por isso podem ser chamadas de criptoativos também). Elas não têm presença física e são representadas por documentos. Portanto, não são bens, nem mercadorias, mas sim contratos que são negociados no mercado financeiro.

Moedas digitais ao redor do mundo

Atualmente, existem vários países estudando a possibilidade de uma moeda digital, como China, EUA, Reino Unido e Bahamas. Sendo que a primeira CDBC lançada foi a sand dollar, em outubro de 2020, e é a moeda virtual do Banco Central de Bahamas. “Mas, pelo tamanho e importância deste país no cenário global, a sand dollar tem um impacto quase nulo no todo, sendo usado como referência para estudos e pesquisa pelos outros países”, analisa Fulvio Xavier, diretor de projetos especiais do Mercado Bitcoin.

Ainda de acordo com Xavier, entre os países com maior repercussão econômica mundial, a China está mais adiantada nos seus modelos com o yuan digital, que já passou por testes públicos por lá.

“O Canadá também está em fase piloto. Existem projetos de atacado, de varejo e cada lugar usa uma plataforma ou padrão diferente. Já nos Estados Unidos e na maioria dos países europeus, a fase é ainda de pesquisa, entendimentos e escolha do melhor modelo. Porém, ainda é cedo para determinar completamente o impacto a longo prazo da moeda digital em economias que estão considerando a implantação desse novo modelo de pagamento”, finaliza o diretor de projetos.

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Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu.

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Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

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sábado, 1 de julho de 2023

LAWFARE TORNA BOLSONARO INELEGÍVEL

5 votos a 2 contra Bolsonaro
TSE inaugura novo conceito de abuso de poder e fragiliza eleições, dizem juristas
Por
Leonardo Desideri – Gazeta do Povo


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).| Foto: Marcos Correa/PR.

A condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sacramentada nesta sexta-feira (30), inaugura um novo conceito de abuso de poder no processo eleitoral e cria forte insegurança jurídica no contexto das eleições, de acordo com juristas entrevistados pela Gazeta do Povo.

O relator do processo, Benedito Gonçalves, e os ministros que seguiram seu voto enquadraram a reunião de Bolsonaro com embaixadores no artigo 22 da Lei de Inelegibilidade, que diz expressamente que, para tornar alguém inelegível, o crime eleitoral em questão deve ocorrer “em benefício de candidato ou de partido político”.

Nos votos apresentados, o relator e os ministros Floriano de Azevedo, André Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes destacaram a todo o tempo a gravidade da reunião em si, mas tiveram dificuldades de demonstrar objetivamente como o evento teria trazido benefícios para Bolsonaro do ponto de vista eleitoral.

Janaina Paschoal, doutora em Direito Penal e ex-deputada estadual em São Paulo, explica que o “abuso do poder político requer desequilíbrio, ainda que em tese, do pleito”.

Ela critica, por exemplo, o argumento de Azevedo de que Bolsonaro teria tirado um benefício eleitoral da reunião por ter estimulado as pessoas a não votarem, uma vez que desacreditou o sistema eleitoral brasileiro. “Ora, se é assim, o desequilíbrio seria em prejuízo do ex-presidente, pois os potenciais eleitores de Lula não acreditariam em Bolsonaro”, observa Janaina.

Lula será beneficiado com a decisão do TSE que tornou Bolsonaro inelegível?
Não, há outros nomes da direita capazes de derrotar a esquerda em 2026
Sim, Bolsonaro continuará sendo o principal nome da direita e não tem substituto


Um especialista de Direito Eleitoral que falou à Gazeta do Povo sob condição de anonimato ressalta que a gravidade, para a caracterização do abuso, deve ser demonstrada de forma objetiva. A demonstração, explica ele, requer a apresentação de provas que atestem a capacidade do ato em influenciar o resultado eleitoral, sem necessariamente determiná-lo.

Segundo ele, ainda que o desfecho eleitoral não precise ser favorável ao candidato que tirou proveito do suposto abuso de poder, é imprescindível que a gravidade esteja devidamente comprovada pela análise de seu impacto nas eleições. Para ele, a reunião com os embaixadores não teve relevância para a disputa, e a inelegibilidade de Bolsonaro é resultado de um conceito de abuso de poder político remodelado e novidadeiro – aquele que é afeito a novidades e gosta de difundi-las entre os outros.

O jurista Adriano Soares da Costa, autor do livro “Instituições de Direito Eleitoral” (2006), afirma que a decisão de tornar Bolsonaro inelegível “abre um perigosíssimo precedente para as próximas eleições presidenciais” e “transforma as candidaturas presidenciais e os mandatos presidenciais em mandatos precários”, tratando um presidente “como um vereador do interior que está sendo acusado de ter distribuído galinhas”.

“Sete juízes, sete ministros da Justiça Eleitoral, se entenderem que aquele fato em si mesmo é grave, cassam o presidente. Ou seja, a nossa democracia e o mandato presidencial são absolutamente vulneráveis, precários, e esse julgamento inicia a fase da precarização do mandato presidencial”, diz. No caso de Bolsonaro, cinco dos sete ministros votaram pela inelegibilidade.

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Nunes Marques e Araújo questionaram qual benefício eleitoral Bolsonaro teria obtido

Somente os ministros Kassio Nunes Marques – que votou nesta sexta – e Raul Araújo – que emitiu seu voto na quinta – entenderam a ação do PDT contra a chapa de Bolsonaro como improcedente.

Em suas justificativas, ambos se concentraram justamente em questionar qual benefício eleitoral Bolsonaro teria obtido a partir da reunião com embaixadores.

“Não identifico a gravidade necessária para formar juízo condenatório em desfavor do investigado Jair Messias Bolsonaro”, afirmou Nunes Marques. Segundo ele, a concepção de gravidade, quando se trata de hipótese de abuso de poder, exige “a comprovação de forma segura da gravidade dos fatos imputados, demonstrada a partir da verificação do alto grau de reprovabilidade da conduta (aspecto qualitativo)” e a “significativa repercussão a fim de influenciar o equilíbrio da disputa eleitoral”, aspectos que o ministro não identificou no caso em julgamento.

Raul Araújo, por sua vez, questionou: “A Justiça Eleitoral se preza pelo princípio mínima intervenção em favor da soberania do voto popular. Então, é de se perguntar: a referida conduta interferiu no resultado eleitoral?”

Araújo entendeu que a reunião de julho de 2022 não representou abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, porque os fatos imputados não tiveram capacidade real de alterar o resultado do processo eleitoral.

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Moraes diz que Bolsonaro inelegível é resposta do TSE a “degradante populismo”
Moraes finaliza julgamento com discurso efusivo contra Bolsonaro
Com o resultado definido e os votos dos outros seis ministros já apresentados, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, preferiu dispensar uma leitura literal do texto de seu voto e finalizou o julgamento com pouca argumentação jurídica e um discurso efusivo contra Bolsonaro.

O ministro retomou, mais uma vez, sua habitual argumentação sobre a liberdade de expressão, fazendo a observação de está se tornando “até repetitivo”.

Ele disse que tornar Bolsonaro inelegível até 2030 foi uma resposta do TSE ao “degradante populismo renascido a partir das chamas dos discursos de ódio”, em um discurso repleto de críticas ao ex-presidente.

Entre outras críticas, Moraes afirmou que o ex-presidente se reuniu com embaixadores com a finalidade de “conturbar o processo eleitoral” e “convencer o eleitor da iminência de uma grande conspiração para fraudar as eleições de 2022”.

O magistrado reproduziu frases de Bolsonaro usadas na reunião com embaixadores e gritou “mentira!” após cada uma delas, para ilustrar o suposto abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação, e sustentar a tese de que houve um “modus operandi para induzir desinformação no eleitorado”.

“O hacker falou que tinha havido fraude por ocasião das eleições, falou que tinha invadido tudo. Mentira! O hacker diz claramente que ele teve acesso a tudo dentro do TSE. Mentira! Todos sabemos, primeiro, que as urnas são offline, as urnas não são online. Tudo querendo insinuar fraude. Segundo o TSE, ainda, diz o investigado, ‘os hackers ficaram por oito meses dentro dos computadores do TSE, com códigos fonte, com senhas e muito à vontade dentro do TSE’. Mentira! Assim como é mentira quando diz que o código-fonte não foi divulgado”, disse o ministro.

Para Moraes “não há nada de liberdade de expressão” nas falas do presidente, “ao mentirosamente dizer que há fraudes nas eleições”.

O ministro também destacou que Bolsonaro foi avisado de que quem lançasse dúvidas sobre o processo eleitoral seria cassado. “O candidato Jair Messias Bolsonaro não poderia alegar desconhecimento sobre o posicionamento das premissas para as eleições de 2022 do que seria abuso dos meios políticos e de comunicação, porque a Corte já havia definido”, disse.

Moraes disse ainda que a Justiça Eleitoral está dando uma resposta “de repulsa ao degradante populismo renascido a partir das chamas dos discursos de ódio, dos discursos antidemocráticos, dos discursos que propagam infame desinformação, desinformação produzida e divulgada por verdadeiros milicianos digitais em todo o mundo”.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/bolsonaro-inelegivel-tse-inaugura-novo-conceito-de-abuso-de-poder-e-fragiliza-eleicoes-dizem-juristas/
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LAWFARE ESTÁ SENDO USADO PARA PERSEGUIR POLÍTICOS

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo


Ministro Benedito Gonçalves. relator da ação no TSE, votou pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro e foi seguido por outros quatro ministros.| Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Durante a Operação Lava Jato, ficou conhecido o termo lawfare – o uso da lei e dos tribunais para fins de perseguição política. Os responsáveis por dar publicidade ao conceito foram os defensores do então ex-presidente Lula, para os quais o petista era vítima desse instrumento. Estavam enganados, obviamente: o material probatório contra Lula era farto; os processos seguiram à risca os códigos e as condenações foram reafirmadas em mais duas instâncias; mesmo a anulação dos processos, em 2021, exigiu que o STF desse um giro de 180 graus sobre algo que já havia decidido antes, a competência da 13.ª Vara Federal de Curitiba para julgar as ações contra Lula. Mas o fato de o lawfare não ter sido empregado contra o petista, hoje de volta ao Planalto, não significa que os tribunais brasileiros não o estejam empregando, e duas decisões recentíssimas demonstram bem como o direito pode, sim, ser retorcido para garantir que certos atores acabem alijados da vida política nacional.

Nesta sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível até 2030. Ao relator Benedito Gonçalves somaram-se os ministros Floriano de Azevedo, André Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes; foram vencidos os ministros Raúl Araújo e Kassio Nunes Marques. Dias atrás, neste espaço, explicamos por que a acusação de abuso de poder político e econômico feita a Bolsonaro, devido à reunião com embaixadores em maio de 2022 na qual o então presidente expôs sua posição sobre o sistema de votação com urna eletrônica sem comprovante impresso, não se sustentava e jamais poderia ser motivo para uma inelegibilidade.

Casos de Bolsonaro e Dallagnol demonstram bem como o direito pode ser retorcido para garantir que certos atores acabem alijados da vida política nacional

Ao abrir a divergência, Araújo lembrou a jurisprudência da própria corte, que proibira o acréscimo de fatos novos a processos já abertos (o que ocorreu contra Bolsonaro, pois a chamada “minuta do golpe” foi incluída na ação), e centrou-se no caso específico da reunião, enquanto os votos dos demais ministros deixaram claro que Bolsonaro estava sendo julgado também pelo dito “conjunto da obra” – Moraes, por exemplo, afirmou que o TSE estava dando uma resposta ao “degradante populismo” do ex-presidente. Araújo afirmou que não houve benefício algum a Bolsonaro decorrente de seu encontro com os embaixadores, que a liberdade de expressão lhe garantia o direito de apresentar questionamentos à urna eletrônica, que a Justiça Eleitoral se pauta pelo princípio da intervenção mínima nos pleitos e que a inelegibilidade era medida extrema. Nunes Marques, por sua vez, defendeu a urna eletrônica, mas também ressaltou que a reunião tinha público restrito, afastando a possibilidade de benefício que caracteriza os atos de abuso de poder político e econômico.

Bolsonaro, assim, se junta a outros políticos do espectro direitista ou conservador que estão fora do páreo político graças a decisões do TSE. Um deles é o ex-deputado federal e ex-procurador Deltan Dallagnol, que teve seu registro de candidatura cassado graças a uma teratologia que substituiu a aplicação da lei por um exercício de adivinhação. Dallagnol, que havia sido o candidato à Câmara mais votado no Paraná, objetivamente não se encaixava em nenhuma das hipóteses de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, mas os ministros, de forma unânime, seguiram o relator (novamente, Benedito Gonçalves) e contrariaram as instâncias inferiores da Justiça Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral para inventar uma “inelegibilidade por possibilidade”: como havia a possibilidade de Dallagnol ter de responder a processos disciplinares antes de pedir exoneração do Ministério Público Federal, isso já bastaria para torná-lo inelegível. Uma decisão sem base na lei, sem base nos fatos, sem base na lógica.

VEJA TAMBÉM:
Conveniência política prevalece sobre a lei no julgamento de Bolsonaro (editorial de 26 de junho de 2023)
TSE atropela a lei e os fatos para cassar Deltan Dallagnol (editorial de 17 de maio de 2023)
A CPI do Abuso de Autoridade e a recuperação da liberdade de expressão (editorial de 20 de junho de 2023)


Acabamos de afirmar, neste espaço, que em uma democracia “não se perseguem – seja ostensivamente, seja de forma mais sutil – adversários políticos do governo de turno, expurgando-os, cassando seus mandatos ou impedindo-os de participar de eleições de forma arbitrária, contornando a lei e o devido processo legal”. Foi assim, impedindo todos os seus adversários de concorrer, que o ditador Daniel Ortega conseguiu uma “reeleição” recente na Nicarágua, e que Nicolás Maduro afasta quem quer que tenha chance de destroná-lo se um dia a Venezuela puder ter eleições sem fraude novamente – a mais recente vítima desse modus operandi é a ex-deputada Maria Corina Machado. É para isso que o Brasil se encaminha se permitir que casos como os de Bolsonaro e Dallagnol sigam se repetindo, se a “missão dada” continuar a ser “missão cumprida”.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/lawfare-tse-jair-bolsonaro-deltan-dallagnol/
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17 MOTIVOS PARA LULA NÃO SE AUTO-PROCLAMAR QUE É UM COMUNISTA

Ideias

Brasília (DF), 29/06/2023 – Presidente Luiz Inàcio Lula da Silva , participa da Abertura do XXVI Encontro do Foro de São Paulo. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.


Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura do XXVI Encontro do Foro de São Paulo| Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na quinta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, ao discursar no Foro de São Paulo, que não se ofende em ser chamado de comunista. “Nós não ficamos ofendidos por sermos chamados de comunistas. Ficaríamos ofendidos se nos chamássemos de nazistas, neonazistas e terroristas. Ser chamado de socialista ou comunista nos dá orgulho e, às vezes, a gente sabe que merecemos sermos chamados assim”, destacou.

Os regimes comunistas estiveram e estão entre os mais sanguinários da história, responsáveis por atrocidades e toda a sorte de crimes contra a humanidade. Preparamos uma lista com 17 exemplos de por que qualquer pessoa jamais poderia se orgulhar de tal alcunha.

1 – Holodomor (1932-1933) 
O que foi: grande fome na Ucrânia causada por um plano de reorganização do regime Soviético que matou, pelo menos, 2 milhões de pessoas de fome. Stalin, um dos ícones do comunismo, sabia do fracasso da iniciativa e deixou todos morrerem de fome.

Saiba mais: O que foi o Holodomor, a grande fome na Ucrânia?

2 – A Grande Fome na China (1958-1962) 
O que foi: a fim de implantar o comunismo a qualquer custo na China, Mao Tsé-Tung implementou políticas que levaram os chineses a níveis extremos de fome. Registros apontam que 45 milhões de pessoas morreram.

Saiba mais: A ‘Grande Fome de Mao’: como o comunismo na China matou mais que o Holocausto

3 – O Grande Expurgo na URSS (1937-1940)  
O que foi: perseguição implementada por Joseph Stalin, em que mais de 750 mil pessoas foram torturadas e assassinadas por possíveis críticas ao regime. Na lista, estavam artistas, filósofos, cientistas, militares e, inclusive, alguns dos líderes que haviam auxiliado na Revolução Russa.

Saiba mais: O que foi o Grande Expurgo, quando Stalin mandou matar pelo menos 750 mil pessoas

4 – O Genocídio no Camboja (1976-1979) 

O que foi: terror implementado pelo partido comunista Khmer Vermelho durante os 3 anos e 8 meses em que governou o país. Ao todo, 2 milhões de pessoas, um quarto da população do Camboja, morreu de fome, doenças ou foi assassinada pela perseguição política do ditador Pol Pot e de seus aliados.

Saiba mais: Os horrores do genocídio de Camboja relatados por dois sobreviventes

5 – O Brutal Assassinato da Família Romanov (17 de julho de 1918) 
O que foi: o assassinato à queima-roupa do Czar Nicolau Romanov em frente a sua esposa e filhos, que foram aniquilados em seguida, juntamente com os empregados que seguiam a serviço da família. A chacina que vitimou 11 pessoas foi realizada pelo líder bolchevique Yakov Yurovsky e outros comunistas.

Saiba mais: Como foi o cruel assassinato do czar Nicolau Romanov e de sua família pelos comunistas

6 – As Atrocidades de Che Guevara (1953-1962) 
O que foi: destruição de livros, tortura e execução, racismo, homofobia e perseguição à imprensa são alguns dos crimes cometidos por este símbolo do comunismo que, após a Revolução Cubana, escolheu uma das mansões mais luxuosas de Havana para sua residência.

Saiba mais: 10 coisas que você precisa saber antes de vestir uma camiseta do Che Guevara

7 – Os Crimes da Ditadura Comunista Cubana (1953-até o momento) 
O que foi: as políticas de aniquilação de dissidentes e de repressão da população cubana instauradas após a vitória da revolução comandada por Fidel e Raúl Castro e por Che Guevara. Pelotões de execução, fim do direito à greve, e perseguição religiosa foram algumas das práticas implementadas.

Saiba mais: Sete fatos que não te contaram sobre a revolução comunista em Cuba

8 – Os Gulags da URSS (1919-1961) 

O que foi: os campos de trabalho forçado do regime comunista soviético, pelo qual passaram cerca de 18 milhões de pessoas. Religiosos, comerciantes, fazendeiros, artistas, adversários políticos, enfim, qualquer pessoa sob suspeita de se opor ao regime podia ser enviada aos campos nos quais, em estimativa modesta, 1,7 milhão de pessoas morreram.

Saiba mais: O que eram os gulags, onde morreram milhares de opositores do comunismo

9 – Intervenção da URSS na Mongólia (1924-1990)  
O que foi: perseguições à população budista, supostamente inimiga da revolução, contabilizando entre 20 e 35 mil mortos. Mosteiros foram queimados e até ex-líderes comunistas foram perseguidos.

Saiba mais: 17 crimes contra a humanidade cometidos pela União Soviética

10 – O extermínio dos Uigures na China (2014-até o momento) 
O que foi: o governo chinês criou campos de “reeducação” para uigures, etnia que ocupa o noroeste do país e que é de maioria muçulmana. Tortura, violações sexuais, esterilização e lavagem cerebral são alguns dos métodos empregados pelo Partido Comunista com os prisioneiros.

Saiba mais: Esterilização, choques e lavagem cerebral: como o Partido Comunista Chinês extermina os uigures

11 – O Assassinato de Elvira Cupello (1o de março de 1936) 
O que foi: assassinato da militante comunista de codinome Elza Fernandes por integrantes do Partido Comunista no Brasil, por suspeita de delação. A jovem de 18 anos foi sufocada e morta após fazer um café para os “companheiros”.

Saiba mais: A história da garota assassinada a sangue frio pelo Partido Comunista Brasileiro

12 – Os Justiçamentos (1971-1973) 

O que foi: tribunais para julgamento e execução de integrantes da esquerda armada no Brasil, sob a justificativa de resistência comunista contra a ditadura militar. A Ação Libertadora Nacional, criada por Carlos Mariguella, foi a principal executora dos assassinatos.

Saiba mais: Justiçamento: quando a esquerda armada executava seus próprios membros

13 – Os Orfanatos da Romênia (1965-1990) 
O que foi: entre 100 e 170 mil crianças romenas foram mantidas em “orfanatos” sem quaisquer alimentos, água, energia elétrica ou saneamento pelo regime socialista do ditador Nicolae Ceausescu. Muitas foram infectadas com hepatite e HIV, além de terem desenvolvido profundos transtornos psicológicos.

Saiba mais: Como a Romênia comunista destruiu uma geração inteira de crianças

14 – A Fome na Venezuela (2013-até o momento) 
O que foi: de acordo com relatório da ONU, cerca de 6,5 milhões de pessoas passam fome na Venezuela, quase um quarto da população do país. Os dados mostram que o aumento mais significativo se deu durante a ditadura de Nicolás Maduro, que assumiu o poder em 2013.

Saiba mais: Cerca de 6,5 milhões de venezuelanos passam fome, segundo relatório da ONU

15 – Os Assassinatos na Venezuela (2015-2017) 
O que foi: entre 2015 e 2017, cerca de 8,2 mil execuções foram realizadas na Venezuela, segundo relatório da Anistia Internacional. As execuções foram realizadas pelas forças de segurança da ditadura venezuelana contra os setores mais pobres da população.

Saiba mais: Regime de Maduro já matou 18 vezes mais do que a ditadura militar brasileira

16 – A Repressão Soviética à Tchecoslováquia (1968-1989) 

O que foi: entre janeiro de agosto de 1968, a Tchecoslováquia viveu a Primavera de Praga, manifestações com o objetivo de trazer liberdade para o país que vivia sob regime comunista. No dia 20 de agosto, as tropas, tanques e aeronaves de guerra soviéticos invadiram a capital tcheca para acabar com a tentativa de “golpe” contra a revolução socialista.

Saiba mais: Como a União Soviética esmagou o sonho de liberdade na Tchecoslováquia

17 – Os Crimes de Guerra do Exército Vermelho (1918-1946) 
O que foi: massacres de guerra cometidos pelo Exército Vermelho da União Soviética em incursões em países como Ucrânia, Polônia, Alemanha e Estônia, entre outros. Dentre as atrocidades, estão as mutilações, estupros e tortura de crianças, mulheres e idosos.

Saiba mais: Massacres, mutilações e estupros: os crimes de guerra cometidos pelo Exército Vermelho

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